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17/06/2012

às 8:51

Pesquisadores da PUC-RJ dizem que Bolsa Família reduziu criminalidade em SP! Pesquisa do Tio Rei informa: esse estudo é uma cascata autoevidente! Mas posso provar!

O jornal O Globo traz uma reportagem com informações que estão naquela categoria que chamo estupefaciente. Não recrimino a reportagem, não, mas a bobajada produzida por pesquisadores da PUC-RJ, que não resiste a cinco minutos de reflexão. Leiam o que informa Alessandra Duarte e Sérgio Roxo (em vermelho). Volto em seguida:
*
A redução da desigualdade com o Bolsa Família está chegando aos números da violência. Levantamento inédito feito na cidade de São Paulo por pesquisadores da PUC-Rio mostra que a expansão do programa na cidade foi responsável pela queda de 21% da criminalidade lá, devido principalmente à diminuição da desigualdade, diz a pesquisa. É o primeiro estudo a mostrar esse efeito do programa na violência.

Em 2008, o Bolsa Família, que até ali atendia a famílias com adolescentes até 15 anos, passou a incluir famílias com jovens de 16 e 17 anos. Feito pelos pesquisadores João Manoel Pinho de Mello, Laura Chioda e Rodrigo Soares para o Banco Mundial, o estudo comparou, de 2006 a 2009, o número de registros de ocorrência de vários crimes – roubos, assaltos, atos de vandalismo, crimes violentos (lesão corporal dolosa, estupro e homicídio), crimes ligados a drogas e contra menores -, nas áreas de cerca de 900 escolas públicas, antes e depois dessa expansão.

“Comparamos os índices de criminalidade antes e depois de 2008 nas áreas de escolas com ensino médio com maior e menor proporção de alunos beneficiários de 16 e 17 anos. Nas áreas das escolas com mais beneficiários de 16 e 17 anos, e que, logo, foi onde houve maior expansão do programa em 2008, houve queda maior. Pelos cálculos que fizemos, essa expansão do programa foi responsável por 21% do total da queda da criminalidade nesse período na cidade, que, segundo as estatísticas da polícia de São Paulo, foi de 63% para taxas de homicídio”, explica João Manoel Pinho de Mello.

O motivo principal, dizem os autores, foi a queda da desigualdade causada pelo aumento da renda das famílias beneficiadas- Há muitas explicações de estudos que ligam queda da desigualdade à queda da violência: uma, mais sociológica, é que diminui a insatisfação social; outra, econômica, é que o ganho relativo com ações ilegais diminui – completa Rodrigo Soares. – Outra razão é que muda a interação social dos jovens ao terem de frequentar a escola e conviver mais com gente que estuda.

Reforma policial ajudou a reduzir crimes
Apesar de estudarem no bairro que já foi tido como um dos mais violentos do mundo, os alunos da Escola Estadual José Lins do Rego, no Jardim Ângela, periferia de São Paulo – com 1.765 alunos, dos quais 126 beneficiários do Bolsa Família -, dizem que os assaltos e brigas de gangues, por exemplo, estão no passado. “Os usuários de drogas entravam na escola o tempo todo”,conta Ana Clara da Silva, de 17 anos, aluna do ensino médio. “Antes, você estava dando aula e tinha gente vigiando pela janela”, diz a diretora Rosângela Karam.

Um dos principais pesquisadores do país sobre Bolsa Família, Rodolfo Hoffmann, professor de Economia da Unicamp, elogia o estudo da PUC-Rio: “Há ali evidências de que a expansão do programa contribuiu para reduzir principalmente os crimes com motivação econômica”, diz. “De 20% a 25% da redução da desigualdade no país podem ser atribuídos ao programa; mas há mais fatores, como maior valor real do salário mínimo e maior escolaridade”.

Professora da Pós-Graduação em Economia da PUC-SP, Rosa Maria Marques também lembra que a redução de desigualdade não pode ser atribuída apenas ao Bolsa Família: “Também houve aumento do emprego e da renda da população. E creio que a mudança na interação social dos jovens beneficiados contou muito.” Do Laboratório de Análise da Violência da Uerj, o professor Ignácio Cano concorda com a relação entre redução da desigualdade e queda da violência: “Muitos estudos comparando dados internacionais já apontaram que onde cai desigualdade cai criminalidade.”

Mas são as outras razões para a criminalidade que chamam a atenção de Michel Misse, coordenador do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana da UFRJ. Misse destaca que a violência na capital paulista vem caindo por outros motivos desde o fim dos anos 1990:

“O estudo cobre bem os índices no entorno das escolas. Mas não controla as outras variáveis que interferem na queda de criminalidade. Em São Paulo, a violência vem caindo por pelo menos quatro fatores: reforma da polícia nos anos 2000; política de encarceramento maciça; falta de conflito entre quadrilhas devido ao monopólio de uma organização criminosa; e queda na taxa de jovens (maioria entre vítimas e autores de crimes), pelo menor crescimento vegetativo.” Para Misse, a influência do programa não foi pela desigualdade: “É um erro supor que só pobres fornecem agentes para o crime; a maioria dos presos é pobre, mas a maioria dos pobres não é criminosa. Creio que, no caso do Bolsa Família, o que mais afetou a violência foi a criação de outra perspectiva para esses jovens, que passaram a ter de estudar.”

Voltei
Há tempos não lia tanta bobagem. O único que diz aí coisa com coisa, com algumas ressalvas, é Michel Misse. O resto é o besteirol de sempre, que associa pobreza a violência. O índice de homicídios em São Paulo vem caindo de forma consistente há mais de 12 anos. O estado está em antepenúltimo lugar no ranking de homicídios por 100 mil habitantes; a capital, proporcionalmente, é a que menos mata no país.

O Mapa da Violência desmente esse estudo de maneira vexaminosa, assombrosa. E não com estudozinho focado na escola X ou Y, não, mas com dados objetivos. Leiam trecho de um post deste blog de 14 de dezembro do ano passado (em azul):

Nesta quarta, foi divulgado o Mapa da Violência com dados de 11 anos, de 2000 a 2010. Pois é… Em 2000, a cidade de São Paulo tinha 64 mortos por 100 mil habitantes, segundo o mapa. Em 2010, apenas 13 – uma queda de 80%. No outro extremo, Salvador tinha 12,9 naquele ano; em 2010, saltou para 55,5 mortos por cem mil: um crescimento de 330,2%…
(…)
O Brasil teve 49.932 homicídios no ano de 2010. De acordo com o Mapa da Violência divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Sangari com informações dos ministério da Saúde e da Justiça, a taxa de homicídios no ano passado ficou em 26, 2 mortes para 100.000 habitantes. O número significa uma pequena redução em relação a 2009, quando a taxa foi de 27 mortes. Mas a taxa é superior à de conflitos armados em países como o Afeganistão, a Somália, ou o Sudão. Qualquer taxa acima de 10 mortes por 100.000 pessoas é considerada epidêmica por organismos internacionais. Uma epidemia que, no Brasil, tirou 1 milhão de vidas nos últimos 30 anos.

O maior índice de homicídios é o de Alagoas, com 66, 8 mortes por 100.000 habitantes. Em seguida, vêm o Espírito Santo (50, 1), Pará (45, 9), Pernambuco (38,8) e Amapá (38,7). Os menores números são os de Santa Catarina (12,9), Piauí (13,7), São Paulo (13,9), Minas Gerais (18,1), Rio Grande do Sul (19,3) e Acre (19,6). Entre as capitais, Maceió é a que tem o maior número de homicídios por habitante. São Paulo possui a menor taxa. A trajetória da capital paulista, aliás, chama a atenção: em 2000, a cidade tinha a 4ª maior taxa entre as capitais. De lá para cá, o índice de homicídios no município caiu cerca de 80%.

“A grande novidade é que há um processo de nivelamento nacional da violência que não existia dez anos atrás. Há dez anos, ela estava concentrada nas regiões metropolitanas. Agora se espalhou. As taxas dos sete estados que em 2000 eram os líderes de violencia caíram, e os sete que tinha as taxas menores subiram”, diz Julio Jacobo, coordenador da pesquisa.

Aumento
Uma análise em perspectiva mostra um aumento da violência nas regiões Norte e Nordeste: entre 2000 e 2010, o número de homicídios mais do que quadruplicou no Pará, na Bahia e no Maranhão. A maior queda se deu em São Paulo, que registrou uma redução de 63, 2% no número de homicídios durante a década passada, mesmo com o aumento populacional. O Rio de Janeiro também teve uma diminuição expressiva, de 42,4%, no período.

A pesquisa mostra que os números da violência têm se estabilizado nas capitais, enquanto a criminalidade avança nas cidades menores. Em 2010, a maior taxa de homicídios ficou com a cidade de Simões Filho (BA): o índice chegou a 146, 4 assassinatos por 100.000 pessoas. De acordo com o levantamento, três causas contribuíram para essa mudança de perfil: a desconcentração econômica do país, o aumento do investimento em segurança nas grandes cidades e a melhoria nos sistemas de captação de dados sobre crimes nos pequenos municípios.

Retomo
Usar o Bolsa Família para explicar a queda de violência em São Paulo é a mais nova farsa influente. A anterior era atribuir a queda à campanha do desarmamento. Pergunto aos iluminados: por que, então, a campanha do desarmamento não produziu os mesmos efeitos no resto do Brasil? Por que, então, houve, na média, aumento da violência no Norte e Nordeste, embora sejam as regiões mais beneficiadas pelo Bolsa Família? A verdade é bem outra. No dia
12 de janeiro, o Globo dava uma notícia relevante. Segue em preto, com comentários em azul.

Estados brasileiros que prenderam mais registraram menos homicídios. Levantamento feito pelo GLOBO com base nos dados do Sistema Nacional de Informação Penitenciária (InfoPen) do Ministério da Justiça e do Mapa da Violência 2012, do Instituto Sangari, revela que as unidades da Federação em que há menos presos por homicídio do que a média nacional viram, na década passada, a taxa de assassinatos aumentar 16 vezes mais em comparação aos estados com população carcerária maior.

Em 12 estados do grupo que tem menos presos houve aumento no número de assassinatos, incluindo a Bahia, que teve uma explosão no índice de homicídios, passando de 9,4 por 100 mil habitantes para 37,7 por 100 mil habitantes entre 2000 e 2010. Alagoas, o estado mais violento do Brasil, também tem menos presos pelo crime do que a média nacional. Lá, em dez anos, o índice de assassinatos subiu de 25,6 para 66,8 por 100 mil habitantes.
Já havia chamado a atenção de vocês para o caso da Bahia, onde a elevação do índice de homicídios é assustadora. O Mapa da Violência, diga-se, evidencia que essa é uma realidade de quase todos os estados nordestinos. Mais um mito caiu: aquele segundo o qual o baixo crescimento econômico induz a violência. O Nordeste cresceu mais do que a média do Brasil nos últimos anos e muito mais do que a própria média histórica.

A única exceção no quadro é o Rio de Janeiro. Segundo os dados do InfoPen, o estado tem o menor número de presos por assassinatos do Brasil e, ainda assim, conseguiu reduzir o número de homicídios de 51 para 26,2 por 100 mil habitantes.
O dado precisa ser visto com cuidado. Havia no estado, como se tornou público, um problema de subnotificação. Mas isso é o menos relevante agora. Bem ou mal, o Rio decidiu enfrentar o crime organizado. O índice é ainda brutal. Se quiser chegar ao número que a ONU considera aceitável,  terá de prender mais.

Na outra ponta, em cinco dos 14 estados com mais presos (Mato Grosso, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Roraima e Pernambuco, além do Distrito Federal) houve queda nas taxas de assassinatos. O estado que mais reduziu o crime é São Paulo. Passou de 42,2 para 13,9 homicídios por 100 mi habitantes. Em outros dois (Rondônia e Acre), os indicadores mantiveram-se estáveis.
Bem, os dados estão aí. Pode-se tentar entendê-los; pode-se ignorá-los, como, vocês verão, farão um “especialista” e uma representante do governo. No caso dela, pesam certamente dois fatores: a ideologia e a zona do conforto.

A taxa de detentos cumprindo pena por homicídios simples, qualificado e latrocínio no Brasil é de 36,9 presos por 100 mil habitantes. Em 13 estados as populações carcerárias de homicidas estão abaixo desse total. Na média, os assassinatos nesses estados cresceram 62,9% na década passada ante 3,8% dos 14 estados que têm mais detentos.
Alguma dúvida sobe o que vai acima?

Alguém precisa contar aos tais pesquisadores da PUC-RJ que, assim como não se deve oferecer polícia a quem precisa do Bolsa Família, não se deve conter com Bolsa Família quem precisa de polícia. E uma recomendação final: parem com esse preconceito asqueroso contra pobre, sob o pretexto da benevolência social. Se pobreza induzisse violência, ninguém conseguiria botar o nariz fora da porta. Nem os pesquisadores da PUC…

Por Reinaldo Azevedo

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180 Comentários

  • Marco Antonio de Melo

    -

    7/5/2013 às 9:43 am

    É triste, observar tanta gente ganhando dinheiro para filosofar e tentar adivinhar a origem da violência, principalmente quando à atribui a fatores tão simplórios. A verdadeira origem da violência,incompreensívelmente, ninguém aborda com seriedade, é só fazer uma séria pesquisa de quem esta sempre por trás dos traficantes de drogas, esta sim, a verdadeira origem e patrocinadora oficial da violência.
    Não, é raro, também não é surpreendente, quando se noticia, que aqueles que deveriam cuidar pela segurança pública, desviou este ou aquele lote de droga, ou recebe propina, deste ou daquele. O filme Tropa dde Elite 2, mostra de forma explícita, como funciona o loteamento dos setores e a forma como agem os verdadeiros ladrões.
    Mas…, como este mercado movimenta bilhões em uma economia paralela, o que seria se acabassem com isso, como ficaria o mercado de Helicópteros, de mansões, de iates, de aviões, de ferraris, etc….

  • Roberto

    -

    6/12/2012 às 7:22 pm

    Então vendo pela lógica dos pesquisadores da PUC-RJ, concluo que o Bolsa Família é uma nova forma de assalto. É retirado dinheiro do bolso do cidadão que cumpre com os impostos, e é dado a um grupo de pessoas mais carentes para que não matem. Realmente é uma insanidade este Bolsa Família.

  • Roberto

    -

    6/12/2012 às 7:16 pm

    Corrigindo:
    Mente vazia é oficina do petismo.

  • Roberto

    -

    6/12/2012 às 7:14 pm

    Mente vazia é oficino do petismo.

  • Alvaro Carioca

    -

    25/6/2012 às 3:49 pm

    Caro Tamanini!

    Não estou questionando a vanguarda do saber dos EUA, só afirmei que os países que mais investem nos ensinos fundamental e médio públicos tem um número bem menor de problemas com a criminalidade. Estou falando em números, não tem nada de ideológico.

    Sds

  • Tamanini

    -

    22/6/2012 às 1:58 pm

    Caro Álvaro:

    1o.) Os países que você cita são democracias estabelecidas há pelo menos 100 anos, nas quais as instituições democráticas funcionam muito bem. A presença de um judiciário e de uma polícia, ambos atuantes e independentes da influência do poder, faz com que o indivíduo pense duas vezes antes de delinqüir pois há a certeza da punição;
    2o.) Cabe aqui lembrar que o país mais rico do mundo possui a vanguarda do saber (Universidade e corpo docente) na maioria das áreas do conhecimento, apesar do Estado americano não investir tanto quanto os demais Estados em educação. Ou seja, os EUA estão na ponta do conhecimento devido aos elevados investimentos privados em educação e tecnologia e não devido a ações governamentais;
    3o.) Falando em prevenção, nada é mais eficaz para se prevenir a violência do que afastar aqueles que se mostram violentos e incapazes do convívio harmônico em sociedade. Portanto, numa nação com mais de 300 milhões de cidadãos (como os EUA), manter uma população de 200 mil encarcerados certamente contribui para manter os níveis de violência estáveis como se tem observado na última década e apesar da crise financeira que passam desde 2008. Ou seja, manter preso aquele que sabidamente irá cometer crimes quando em liberdade certamente previne que não ocorram tantos crimes;
    4o.) Os investimentos em Educação e Saúde, concordo, deveriam encabeçar a lista de gastos do Governo, não há a menor dúvida. Mas, para poder frequentar faculdade, o indivíduo deve conseguir permanecer vivo até chegar aos 18 anos. Por isso, num país violentíssimo como o nosso (50.000 mortes ao ano), no momento, o investimento mais importante é aquele da segurança pública;
    4o.) Mas o que fazer quando um câncer está tomando conta do corpo e ameaça a existência do organismo? Se já não houve a prevenção primária, o que fazer quando o organismo já se encontra em estado terminal? Ficar esperando que novas células surjam sem a doença ou combater as células doentes?
    Um abraço.

  • Alvaro Carioca

    -

    21/6/2012 às 2:02 pm

    Caro Tamanini!

    Mais algumas questões:

    Por que países que fazem altos investimentos em saúde e educação como os países nórdicos (Noruega, Dinamarca, Finlândia e Suécia), Canadá e Austrália possuem índices baixíssimos de violência e um número de presidiários insignificante perante o total da população? Enquanto o país mais rico do mundo (USA) que não faz tais investimentos tem o maior número de prisioneiros (cerca de 2 milhões) se não me engano, e gasta muito mais muito mais dinheiro em construir presídios e prender meliantes do que investir na prevenção que na minha modesta opinião Educação e Saúde deveriam encabeçar esses investimentos? Na minha modesta opinião, se existe um tumor, não adianta investir na consequencia e sim na prevenção.

    Abs

  • Tamanini

    -

    21/6/2012 às 1:31 pm

    Caro Álvaro Carioca:

    Não tenho PhD e nunca cheguei a sair do Brasil nem para ir ao Paraguai buscar muamba. Mas, posso afirmar, sem dúvida de estar errado, que:
    1o.) Sim, investimentos isolados em saúde, educação e programas sociais não reduzem a taxa de homicídios em determinado local. São necessários investimentos em segurança pública para prender os homicidas. Se medidas sócio-econômicas têm algum efeito sobre a criminalidade, o estudo do PhD de Stanford não conseguiu demonstrar ainda (leia as críticas do Reinaldo);
    2o.) Não, a SOLUÇÃO contra a criminalidade não está somente no investimento em segurança pública, ou na revisão do Código Penal brasileiro, ou no aparelhamento correto do poder judiciário, muito menos na mão de governantes tucanos que vocês tanto apreciam. Aliás, não se conhece uma SOLUÇÃO contra criminalidade. Logo, se não se conhece solução, faz-se o que é possível: o COMBATE à criminalidade;
    3o.) A criminalidade não acabou em São Paulo, como não acabou em lugar algum do planeta Terra. Existia mesmo nos tempos de Caim e Abel. A criminalidade ainda manda em São Paulo e no Brasil porque o governo não os combate adequadamente, pois o PCC faz parte do esquema de controle social revolucionário que o partido governante dispõe para mandar no país (vide Foro de São Paulo);
    3o.) Boa pergunta e a resposta está na vigência da maravilhosa fábrica de impunidades do Brasil chamada Estatuto da Criança e Adolescente (o ECA).

    Espero ter sido útil.

    Um abraço.

  • Alvaro Carioca

    -

    21/6/2012 às 9:50 am

    Prezados, tenho algumas considerações a fazer a tão brilhantes “cientistas políticos” que deixaram depoimentos nesse blog.

    Quer dizer que investimento em saúde, educação, e programas sociais que melhorem as vidas dos mais pobres não reduz a criminalidade? Não tem efeito nenhum?

    A solução contra a criminalidade é simplemente a ação dos nossos bravos e na maioria corruptos policiais, um código penal que não é atualizado desde 1940, um sistema judiciário soberano e falido e os governantes tucanos que vocês tanto apreciam?

    Me respondam por favor, por que a criminalidade não acabou na cidade de SP, por que o crime organizado digo o PCC manda e desmanda na sua cidade há décadas?

    Tenho acompanhado os arrastões nos bares e restaurantes que já acontecem a algum tempo, cadê a sua nobre polícia? onde está o governador tucano para resolver esse problema?

  • Mauris F. Guímara

    -

    20/6/2012 às 2:59 pm

    Falácias acadêmicas. São pouco divulgadas, mas são bastante comuns no meio acadêmico. O Dr.da PUC fala em métodos de inferência estatística sofisticados, mas tropeça na lógica básica. Trocou os pés pelas mãos.

  • marco bittencourt

    -

    19/6/2012 às 1:24 pm

    O post de Reinaldo Azevedo sobre o trabalho acadêmico de economistas da PUC/RJ

    Esta semana os blogs em economia ficaram agitados, por conta de um post do Reinaldo Azevedo que critica trabalho acadêmico de economistas da PUC Rio, usando um linguajar pouco convencional quando se trata de trabalhos da academia. O trabalho acadêmico é sobre o bolsa família, cuja conclusão fundamental é de que o bolsa família estaria ajudando a reduzir a criminalidade no Brasil – um resultado difícil de se quantificar, mas até certo ponto óbvio. O Jornalista, acostumado a lidar com a realidade, através do olhar criterioso, e escudado em considerar interesses espúrios, fez seu reparo, a seu modo e a seu estilo, mostrando que a violência e a criminalidade estão aumentando e principalmente onde há mais bolsa família. O reparo, já considerado por outros bloguistas, mostrou-se valioso e oportuno. Eu também o considerei interessante. Mas não é essa a questão que , no fundo, o debate promovido por Reinaldo Azevedo suscita. Inicialmente, perguntaria: Por que Reinaldo Azevedo se atreveria a tratar com desdém economistas conceituados pela academia?

    É essa pergunta que me dá pista para a atual bagunça no tratamento às pessoas, principalmente as que ostentam títulos. A discussão do bolsa família, recentemente, tomou um rumo de incredulidade pelos seus efeitos colaterais. Os que recebem o bolsa família não poderiam trabalhar ou não são devidamente estimulados para tal, engrossando, de fato, a galeria dos desempregados. O programa está em xeque constante. Natural , então, no contexto tupiniquim, que novos trabalhos apareçam para dar uma aliviada às críticas. Como sabemos, os economistas brasileiros em todas as Universidades, principalmente as públicas, vivem de consultoria para o próprio governo, quando , de fato, deveriam trabalhar sem remuneração extra, já que se trata de pesquisa. Para piorar, os economistas , em geral, respaldam o modelo que os políticos de qualquer cepa sustentam. Esse modelo de subdesenvolvimento é notório e óbvio. As cidades se degradam de forma acelerada, a violência aumenta, a corrupção corre frouxa, os serviços públicos não existem, milhares de pessoas morrem nas rodovias e , para coroar o rei morto, o Lulla ao abraçado ao Maluf, joga definitivamente, no lixo, a ética. Resumindo: os economistas brasileiros estão desmoralizados. É ruim que assim seja, mas foram esses economistas consultores que criaram a situação de descrédito intelectual. Talvez, mereçamos.

  • Mamed

    -

    19/6/2012 às 11:46 am

    Resista, bravo povo paulistano!
    .
    Resista, bravo povo paulista!
    .
    Daqui do Norte, contamos com vocês.

  • inaldo duprat duarte

    -

    19/6/2012 às 11:07 am

    Não havia nem dado muita bola para essa matéria desses phds enrustidos, mas agora depois do azul e vermelho do Rei, voltei aqui para ler essa baboseira. Façam aqui no Rio esse estudo também. Expliquem esse fenômeno na Bahia e demais estados entulhados de bolsa família. Tenham paciência. Mas a copa vem aí, se continuarem chutando bem desse jeito o mano menezes vai convocar esse timaço inteirinho.

  • manuel.ferreira

    -

    19/6/2012 às 10:47 am

    A ESCOLA É O FUTURO DOS JOVENS DE TODAS AS IDADES………NUNCA DEVEMOS CONFUNDIR ORDEM COM AUTORITARISMO……
    NEM DESORDEM COM LIBERDADE……
    A ESCOLA precisa de ser globalizada para formar jovens capazes de vencer todas as complexidades do MUNDO ATUAL……MAS precisa de utilizar toda a inteligência emocional e racional para construir VALORES SÓLIDOS — sem os quais não é possível construir um mundo novo — mais rico , mais justo , e mais humano — e portanto os valores da FILOSOFIA devem podem e são a base da VIDA ECONOMICA que faz o presente e prepara o futuro…
    A ESCOLA deve conter elementos fundamentais e intrínsecos á sua existência…LIBERDADE…( de ensinar e de aprender )…em segundo lugar deve ser COMPETITIVA … ( podendo criar o seu projeto pedagógico )…e em terceiro lugar deve ter MÉRITO…( funcionar externa e internamente com meritocracia ).
    E ASSIM SENDO , O ESTADO DEVE SER PROIBIDO DE SER DONO DE QUALQUER ESCOLA —devendo todas as escolas ser propriedade plena dos PROFESSORES que nela trabalham—limitando-se o Estado a ter duas pequenas equipes…..uma que Fiscaliza e outra que Paga …PORQUE O ENSINO DEVE SER UNIVERSAL E GRATUITO…mas o sucesso vem sempre de 1% de inspiração e de 99% de transpiração…
    Confundir Universal e Gratuito…com Estatizada e feita por Funcionarios Publicos…é um dos MAIORES ERROS da nossa Sociedade Democratica…que deve ser corrigido com a maior urgência…
    ( a letra maiúscula é apenas sublinhado e não é grito…desculpem…)

  • Marcos

    -

    19/6/2012 às 12:10 am

    Já que é para falar de modo científico, qual o coeficiente de correlação mesmo que se ignore a relevância das demais variáveis que compõem a criminalidade. Pelo que se pôde ler até aqui fica óbvio que superestimaram o peso de uma variável nos cálculos estatísticos. Duvido que tenha algum pesquisador inocente ou descuidado no caso em tela. A pesquisa visa a respaldar uma apropriação na maior cara-de-pau de tudo o que o PT não fez em SP.
    Acho insatisfatório uma pesquisa ser reduzida a campanha eleitoral e pior, pesquisadores gastarem tempo com isso.
    Uma pesquisa feita em escolas deveria ter no escopo da conclusão apenas escolas. Aumentar o escopo da análise é um exagero que beira a megalomania.
    É, o Brasil ainda será o país do futuro por muito tempo!

  • Fabricio

    -

    18/6/2012 às 11:27 pm

    Concordo com suas colocações, porém, sigo o Blog do Pannunzio no Twitter e fiquei preocupado com as denúncias feitas pelo jornalista sobre o secretário de segurança de SP em: http://tinyurl.com/bsj2te7 e em http://tinyurl.com/74y9dzq. São graves e depõe contra as ações positivas das polícias.

  • Mimi

    -

    18/6/2012 às 10:50 pm

    Já que o debate vai continuar, quem sabe daria para esclarecer algumas dúvidas. Não são de blogueiro nem de doutora, por favor me perdoem a ousadia. Gostaria de saber como o estudo isolou outras causas de diminuição da violência, que não o Bolsa-família, para chegar no percentual de 21%. Tendo mensurado a influência específica do BF, deve ter sido possível também mensurar a influência específica de alguns outros fatores, por exemplo, variação da taxa de emprego, nos transportes públicos, número de policiais no bairro, número de prisões efetuadas, tempo de encarceramento dos detidos, reincidência etc. Também questionaria os senhores sobre o prazo reduzido do estudo (2006 a 2009, com o BF sendo pago por apenas um ano). Outras dúvidas talvez sejam por conta dos jornalistas que escreveram a matéria (que, discordando de RA, me pareceu mais tendenciosa e espetaculosa que o estudo em si): a utilização do genérico “criminalidade” para se referir à redução de 21%, mas especificamente à redução de 63% dos “homícidios” para realizar a comparação; o estudo ser feito em relação às áreas das escolas mas a influência ser exercida sobre o total da cidade, sendo que diferentes bairros recebem diferentes ações do poder público que podem ter levado à redução localizada dos crimes; o uso de termos não técnicos como “assaltos” e “crimes ligados a drogas e contra menores”. De resto, acho que vocês poderiam fazer um excelente debate em vez de ficarem se digladiando. Talvez um amigo em comum pudesse intermediar um telefonema de paz.

  • Fernando

    -

    18/6/2012 às 10:18 pm

    Uai Reinaldox, mas não era por causa do estatuto do desarmamento das vítimas???? O estatuto não tinha sido implantado no Brasil todo???? E o Bolsa Família só foi implantado em São Paulo????

  • Roberto

    -

    18/6/2012 às 8:22 pm

    Se todos concordarem poderia ser criado o “VALE NÃO VIOLENCIA” resolveria tudo acabaria a violencia neste pais????? Os cara estudam tanto para chegar a estes resultados “INCRIVEL”.

  • Leandro

    -

    18/6/2012 às 5:00 pm

    Reinaldo,

    Geralmente concordo com seus posts, mas este eu discordo, dê uma olhada na resposta do professor da PUC ao seu post.

    https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxqb2FvbXBkZW1lbGxvfGd4OjJiNmRhZjIyMzAzNGNiZWI&pli=1

    Realmente existem diversos fatores para a queda ou aumento de violência, mas não se pode descartar este (bolsa família) como um deles sem ler o estudo, que contém dados e métodos científicos.
    E não necessariamente o fator dinheiro do programa seja o principal na redução da violência ocasionada por ele, como também não é apenas o programa que causou a redução, como diz o estudo.

  • Ricardo

    -

    18/6/2012 às 4:57 pm

    Prezado Reinaldo, parabéns pelos excelentes textos, sempre pautados na verdade real e lógica.
    Como advogado criminalista, especializado na defesa de vítimas da criminalidade, esclareço que os dados coletados para a formação do estudo em questão somente dizem respeito aos casos de homicidio ocorridos no pais.
    Os legisladores já fizeram sua parte na cortina de fumaça, criando o tipo penal do “latrocínio”, ou roubo seguido de morte.
    Dessa forma, o crime que mais assola e amedronta os cidadãos de paz desse pais, que é o roubo/sequestro/carcere privado seguido de morte, não esta incluso no estudo, por uma mera questão técnica.
    Imagina se divulgassem a somatória dos numeros, não haveria vaga em voos e barcos para todos que iriam fugir do pais.
    Forte abraço.

  • Ricardo

    -

    18/6/2012 às 4:57 pm

    Prezado Reinaldo, parabéns pelos excelentes textos, sempre pautados na verdade real e lógica.
    Como advogado criminalista, especializado na defesa de vítimas da criminalidade, esclareço que os dados coletados para a formação do estudo em questão somente dizem respeito aos casos de homicidio ocorridos no pais.
    Os legisladores já fizeram sua parte na cortina de fumaça, criando o tipo penal do “latrocínio”, ou roubo seguido de morte.
    Dessa forma, o crime que mais assola e amedronta os cidadãos de paz desse pais, que é o roubo/sequestro/carcere privado seguido de morte, não esta incluso no estudo, por uma mera questão técnica.
    Imagina se divulgassem a somatória dos numeros, não haveria vaga em voos e barcos para todos que iriam fugir do pais.
    Forte abraço.

  • Ricardo

    -

    18/6/2012 às 4:56 pm

    Prezado Reinaldo, parabéns pelos excelentes textos, sempre pautados na verdade real e lógica.
    Como advogado criminalista, especializado na defesa de vítimas da criminalidade, esclareço que os dados coletados para a formação do estudo em questão somente dizem respeito aos casos de homicidio ocorridos no pais.
    Os legisladores já fizeram sua parte na cortina de fumaça, criando o tipo penal do “latrocínio”, ou roubo seguido de morte.
    Dessa forma, o crime que mais assola e amedronta os cidadãos de paz desse pais, que é o roubo/sequestro/carcere privado seguido de morte, não esta incluso no estudo, por uma mera questão técnica.
    Imagina se divulgassem a somatória dos numeros, não haveria vaga em voos e barcos para todos que iriam fugir do pais.
    Forte abraço.

  • Marco

    -

    18/6/2012 às 4:16 pm

    Reinaldo,

    leio seu blog com certa frequência. Concordo com muito do que você escreve e, mesmo quando não concordo, tendo a achar seus posts divertidos. Este post, porém, foi simplesmente lamentável. Os pesquisadores em questão são MUITO sérios, MUITO competentes, MUITO respeitados no Brasil e no mundo. SUAS CRÍTICAS NÃO “PROVAM” NADA DE ERRADO COM O TRABALHO. O fato de a violência ter aumentado em regiões mais beneficiadas pelo Bolsa Família não significa que o programa tenha efeito nulo no sentido de diminuir a violência, pois vários outros fatores podem ter atuado no sentido de aumentar a criminalidade nessas regiões. A questão é que, na ausência do Bolsa Família nessas regiões, a violência poderia ter aumentado ainda mais! Cabe ao pesquisador tentar identificar o efeito de cada fator tomado isoladamente sobre a violência, e é isso que os professores da PUC tentam fazer, através de métodos estatísticos consolidados na literatura. Lamento, mas questionamentos do tipo “Por que, então, houve, na média, aumento da violência no Norte e Nordeste, embora sejam as regiões mais beneficiadas pelo Bolsa Família?” apenas demonstram desconhecimento sobre a diferença entre correlação e causalidade.

    Note que outras críticas poderiam ser feitas à interpretação dos resultados do trabalho; em particular, pode-se questionar se os pesquisadores conseguiram de fato “isolar” o efeito do Bolsa Família em relação a outros fatores que possivelmente afetam os índices de criminalidade. Também se poderia questionar a generalização para o Brasil dos resultados obtidos para SP. Mas tais questionamentos devem ser feitos de forma adequada, e vale notar que no próprio trabalho citado os autores procuram responder antecipadamente a críticas desse tipo.

  • Pedro França

    -

    18/6/2012 às 3:24 pm

    Olá Reinaldo,

    Sou leitor assíduo de seu blog há alguns anos e compartilho da sua opinião na maioria das vezes. Porém, acredito que há um equívoco em sua análise. A idéia do estudo é tentar medir o impacto do Bolsa Família na redução da criminalidade em SP. Algum impacto esse tipo de política deve ter mesmo que não seja responsável pela totalidade do resultado.

    Recebi a resposta do João Manoel por e-mail e gostaria de vê-la respondida aqui. Penso que este debate é muito interessante e conta com interlocutores honestos.

  • Adailza

    -

    18/6/2012 às 2:57 pm

    Qual a explicação da PUC-RJ fazer a pesquisa sobre São Paulo? Não tem gente competente na PUC-SP?

  • Adailza

    -

    18/6/2012 às 2:55 pm

    Se o bolsa familia explicasse a queda da violência em São Paulo, como ela explicaria o aumento da violência no norte , nordeste que tem mais beneficiários desse programa???

  • Juliana

    -

    18/6/2012 às 2:40 pm

    Caro UNK,

    veja meu comentário anterior! Não há dados para fazer tais estudos no Rio de Janeiro! Leia o comentário do Laurini e veja quem é um dos autores ( Rodrigo SOares) deste paper

  • Danilo

    -

    18/6/2012 às 2:36 pm

    UNK das 12:00,

    não é possível fazer um trabalho similar para o estado do Rio de Janeiro. Nem para qualquer outro estado do Brasil. Apenas para SP, pois é a única secretaria de segurança pública do país que disponibiliza dados georeferenciados de violência.

  • Eya yama

    -

    18/6/2012 às 2:04 pm

    Essa turma da Puc-RJ tem uma pesquisa nova que vai mudar o futuro do Brasil. Primeiro pesquisaram quais os povos que mais avançaram em tecnologia e são admirados pelo mundo inteiro. Deu os japoneses.Ai pesquisaram quais os mais atrasados, deram os paises africanos. Agora foi só pesquisar o que um tinha e o que o outro não tinha. A cor da pele era muito obvio,além de ser preconceituoso. Partiram para para as medidas do corpo humano. Decepção, a cabeça tinha pouca variação, não era diferente. Mediram todo o corpo e, EURECA descobriram um diferença. Está pronto o estudo, com uma recomendação. Agora estão buscando na engenharia genetica uma forma criar uma super raça de genios, assim que descobrirem qual é o gene que comanda o tamanho do penis.

  • Vinicius

    -

    18/6/2012 às 2:00 pm

    “UNK
    -

    18/06/2012 às 12:00

    Reinaldo e amigos,

    Para o Cláudio das 10:07 , se eu entendi: Pode até ter razão, Mas a PUC-RJ fazendo trabalho sobre São Paulo enquanto a violência é IMENSA no Rio de Janeiro.”

    Caro, é porque apenas São Paulo possui séries temporais confiáveis para este tipo de estudo. Ou seja, a maior preocupação de São Paulo com a segurança possibilita avançar em pesquisas que ajudem no entendimento das causas da violência e em métodos para dirimi-la.

  • DIREITISTA DE BEM

    -

    18/6/2012 às 1:36 pm

    DE ACORDO, REI!!

    POBRE QUER COMIDA NA MESA? VÁ TRABALHAR!! BOLSA-FAMÍLIA SÓ PRA BANQUEIROS!!

    SÃO PAULO É O ÚLTIMO REDUTO DOS HOMENS BONS DESTA NAÇÃO, E TEMOS QUE DEFENDÊ-LA DA INFLUÊNCIA PETISTA, CUSTE O QUE CUSTAR!

    POBRE EM SP, SE QUISER COMER, QUE VÁ TRABALHAR OU VOLTE PRA SUA TERRA!!

    BOLSA-FAMILIA EM SÃO PAULO, FORA!!!

  • Fabiana

    -

    18/6/2012 às 1:30 pm

    hahahahahaahahahahahahah
    Piada, perderam a vergonha na cara, e a noção de ridículo.
    Quer dizer que dar 100 paus pro cara faz ele desistir do crime.
    Sera que pensam que temos todos caras de bobo?

  • duduvieira10

    -

    18/6/2012 às 1:20 pm

    ,,,Elementar meu caro Tio Rei,,, paciência tem limites!!
    Em tempo: Ví o discurso da “Presidenta Dilma, sobre a inclusão social,,, os pobres,,, domocarcai e tal, adorei! ficou lindo na foto e platéia adorou! me diz comn toda sinceridade quem não deseja isto?
    –Mas o problema é, ela deixou de dizer: Como ela vai pagar essa conta? De onde virá esse dineiro?–Cenrtametne não será dos Im psoto!, pois, O Estado já leva 50% de toda riqueza produzido no país e ninguém sabe dizer para onde vai esse dinehiro, o TC não sabemsso pra que existe? O TCU é outro que ninugém sabe para serve?

  • Isaac Grisalhoo

    -

    18/6/2012 às 1:19 pm

    Interessante esse estudo, descobrimos mais uma bolsa então a bolsa bandido.
    Pais de futuro esse FHC criou tudo e rei Molusco com seu PTralha querem os meritos.

  • Lucas de Lara

    -

    18/6/2012 às 1:19 pm

    …esse blog é um luxo!! Obrigado, Reinaldo! Forte abraço.

  • Pisit

    -

    18/6/2012 às 12:53 pm

    A ideia fundental, senão exclusiva, que permeou o Bolsa família – e o sustenta até hoje – foi o assistencialismo eleitoral, esquema típico do coronelismo nordestino que bem disfarça com vestimenta dourada o abuso e o proveito para si dos votos dos miseráveis predados pela ignorância por ele sempre alimentada, numa infindável corrente que passa de pai para filho e escarnece da população. Todavia, há quem se preocupe em ver algo útil nessa prática diminutiva do ser, como certamente vê como exitosa a ideia do Prouni, na verdade uma forma rampeira de alçar o estudante dequalificado por um péssimo ensino anterior e, ao mesmo tempo, encher os bolsos de donos faculdade de quinta categoria.

    Está claro como o dia, sem precisar que nos estendamos em tergiversações cerebrinas como bem demosntra o Reinaldo, que o bolsa família pouco ou nada tem a ver com a diminuição da criminalidade, mas, sim, a maior presença da polícia, às prisões de bandidos

  • Desconfiado da Silva

    -

    18/6/2012 às 12:26 pm

    Poderia a manchete ser seguinte:
    NOS ESTADOS QUE MAIS RECEBEM BOLSA-FAMÍLIA, A TAXA DE HOMICIDIOS É MAIOR.
    Bahia, Pernambuco, Alagoas,Ceará…..

  • El Cabong

    -

    18/6/2012 às 12:02 pm

    Reinaldo, aprecio seus posts, mas esse seu texto está completamente equivocado.

    Os autores estão muito, mas muito longe de serem petistas (quanto mais petralhas).

    Seguem dois artigos de um dos autores: um mostrando como foi benéfica a privatização da Vale e outro criticando a ideia de baixar os juros do BB e Caixa “na porrada”:

    http://adhocadvisors.com.br/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=5230

    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,spread-bancario–diagnostico-e-remedio-,867099,0.htm

    Outro autor é PHD pela Universidade de Chicago. O trabalho deles não tem nada a ver com a panfletagem barata. Inclusive, eu tenho a certeza que, se alguém aparecesse com um projeto para verificar se o Bolsa Família induz a informalidade, eles seriam os primeiros a se interessarem.

  • UNK

    -

    18/6/2012 às 12:00 pm

    Reinaldo e amigos,

    Para o Cláudio das 10:07 , se eu entendi: Pode até ter razão, Mas a PUC-RJ fazendo trabalho sobre São Paulo enquanto a violência é IMENSA no Rio de Janeiro. Assassinatos em São Paulo tem níveis novaiorquinos enaquanto no Rio tem níveis da Nigéria e Sudão.!! Então porque não fizeram um trabalho, uma tese:
    “Como o Bolsa Família aumentou a criminalidade no Rio de Janeiro.” E convenhamos , estatística dá para cozinhar de todo o jeito, não?
    E a tese fajuta do Mercadante? (Reinaldo , já sugeri aqui para voce analisar e fazer uma banca ad-hoc para o Mercadante!)
    Então, Cláudio,devagar que o santo é de barro.

    veja os indices de mortes por assassinato em vários países e compare com os níveis do Rio de Janeiro e Brasil.

  • Decio

    -

    18/6/2012 às 11:20 am

    Reinaldo, acabo de soltar um nó que me incomodava, acho que na garganta, esôfago, estomago, a alma!!! Acabo de ler o protesto da professora de Uberlândia, aqui postado pelo “reginaldo às 8,38″.
    É tudo verdade!!! Êsse governo porco, em troca de votos, mas às nossas custas, está produzindo um monte de vagabundos burros, futuros presidiários. Não se consegue ninguém prá trabalhos comuns, sem especialização. Só se for ‘frio’ como os vagabundos exigem: sem carteira assinada. Aí não dá né, que no segundo dia outro da mesma laia vai denunciar o empregador da contratação ilegal. Empregador sempre foi inimigo do PT – amigo do PT é ladrão!

  • aldo soares

    -

    18/6/2012 às 11:12 am

    Há muito, percebo, que pseudos intelectuais não gostam de falar da atuação da polícia no cumprimento do dever e da manutenção da ordem ;como se dela não precisasse. Esmolas(até se pode dar)mas diminuir a violência é sonho,devaneio, fugir aos fatos. Em 1º lugar indiscutível vem a escola em tempo integral e de qualidade e não quantidade; tem ? onde?. Como disse a distinta professora:(péssima remun..) escola é investimento e não despesa, o futuro dirá. Quem se qualifica se educa;rende mais,produz mais, interpreta melhor a vida, consome mais e, consequentemente mata menos e por ai vai…baixando os índices a suportáveis segundo a ONU, e citado pelo texto acima, do Reinaldo. Segundo alguns, a polícia é um “mal necessário”. Negativo: diga-se um patrimônio social do bem.

  • Aldrovando Cantagalo

    -

    18/6/2012 às 11:04 am

    Petista pretensioso e aleivoso defende o teatro do absurdo:
    claudio
    -

    18/06/2012 às 10:07

  • Fernando Maia

    -

    18/6/2012 às 10:56 am

    Com todo respeito, os comentários do blogueiro são equivocados. A pesquisa associa bolsa família e criminalidade. Criminalidade é uma idéia generalista que abarca vários tipos de delitos:
    “Feito pelos pesquisadores João Manoel Pinho de Mello, Laura Chioda e Rodrigo Soares para o Banco Mundial, o estudo comparou, de 2006 a 2009, o número de registros de ocorrência de vários crimes – roubos, assaltos, atos de vandalismo, crimes violentos (lesão corporal dolosa, estupro e homicídio), crimes ligados a drogas e contra menores -, nas áreas de cerca de 900 escolas públicas, antes e depois dessa expansão”
    Os comentários de Reinaldo Azevedo, com base no Mapa da Violência, confudem criminalidade com homicídio, tomando a espécie pelo gênero. Não sei que tipo de metodologia foi utilizada para se chegar a uma taxa de criminalidade nem sequer se a pesquisa foi bem feita, mas RA não dá nenhuma prova de q o estudo é uma cascata auto-evidente. Aliás a única coisa auto-evidente é a não simpatia pelo bolsa-família

  • Desiludido

    -

    18/6/2012 às 10:47 am

    Essa idéia de que pobreza é igual a criminalidade é falsa. A criminalidade – tanto entre os ricos como entre os pobres – normalmente é resultado de uma série de fatores. Os fatores que mais pesam na hora de um sujeito decidir cometer um crime são: certeza da impunidade e ausência de valores morais.

    Consideremos a certeza da impunidade em primeiro lugar.

    No Brasil, com a carência de efetivo policial que se tem – tanto na PM quanto na Polícia Civil – e mais as deficiências de peritos e técnicos, é difícil um inquérito ser bem instruído, de forma a embasar uma condenação.

    Somem-se a isso as várias possibilidades de recursos que a lei processual oferece e a superlotação dos presídios, e então a certeza da impunidade se revela quase como um fenômeno da natureza.

    Quanto à ausência de valores morais, o pouco que havia está sendo destruído pelos comunistas políticamente corretos em nome do, como é mesmo? Novo Homem.

    Eu já morei em uma favela e sei como as pessoas de lá pensam e agem. Há lá os bandidos profissionais (digamos, 10% dos moradores); há (pasmem) cidadãos corretos que não pegam um prego do que não é seu (e esses também são minoria, digamos 10%).

    E quanto aos 80% restantes? Bem, esses ficam em uma zona indefinida entre a honestidade e a bandidagem profissional. Tipo assim: se surge uma oportunidade de roubar sem ser pego, o sujeito nem titubeia e afana o que é alheio.

    Para mim esse sujeito é um bandido, mas, para um sociólogo nascido em família rica que mora em apartamento e só conhece pobre de depoimentos de terceiros, ele é uma vítima da sociedade, que, ante à pobreza, não tem outra alternativa senão roubar.

    Mas eu prefiro a definição de Viktor Frankl: “o homem é o ser que SEMPRE decide o que ele é”. Sempre há uma escolha.

  • Pedro

    -

    18/6/2012 às 10:27 am

    Caro Reinaldo

    nessa você viajou de verde e amarelo. Seu argumento jamais seria aprovado num curso sério de introdução a ciências socias.

    Permita-me um exemplo fictício.

    “A prefeitura de Hiroshima fez uma grande campanha de vacinação em janeiro de 1945. Ao final do ano, constatou que o número de crianças mortas foi o maior da história. Enquanto isso, Genebra não vacinou ninguém, mas instalou filtros de água em todas as residências, o que diminui em 30% a mortalidade infantil. Logo, é bobagem dizer que vacinação infantil diminui mortalidade; o que interessa é a qualidade da água.”

    Mutatis mutandis, foi exatamente isso que você escreveu. Erro grosseiro.

    E pior foi colocar no mesmo saco o trabalho sério dos economistas da Puc e as bobagens esquerdóides que há por aí. Muito infeliz.

  • claudio

    -

    18/6/2012 às 10:07 am

    Meus caros,
    Não façam isto. Os autores são extremamente sérios, muito bem formados e conhecem MUITA, mas MUITA estatística. Não li o texto, agora não tenho tempo, mas são autores que não cometem erros metodológicos facilmente. A formação dos caras NÃO TEM NADA A VER COM ESTA PALHAÇADA UNIVERSITÁRIA PETISTA QUE TEMOS POR AQUI. Tomem cuidado. Nenhum deles, provavelmente, sabem recitar regras gramaticais (cada um na sua área, não é mesmo?). Mas sabem teoria econômica e econométrica (as quais as pessoas aqui, inclusive o blogueiro, não sabem).
    Saudações.

  • nei Brasil pra Cristo

    -

    18/6/2012 às 9:50 am

    Paguem o dízimo com cartão de crédito, ai não tem como sonegar o dinheiro….de Deus…para os pobres, doentes, desesperançados.
    Oriente um pedinde , mendigo a procurar a Igreja!
    Pena de morte, já! PARA OS CORRUPTOS E CORRUPTORES!

  • reginaldo

    -

    18/6/2012 às 8:38 am

    Carta muito bem escrita de uma professora mineira aposentada de Uberlândia em 16/05/2012.

    Brasil Carinhoso

    Bom dia, dona Dilma!
    Eu também assisti ao seu pronunciamento risonho e maternal na véspera do Dia das Mães. Como cidadã da classe média, mãe, avó e bisavó, pagadora de impostos escorchantes descontados na fonte no meu contracheque de professora aposentada da rede pública mineira e em cada Nota Fiscal Avulsa de Produtora Rural, fiquei preocupada com o anúncio do BRASIL CARINHOSO. Brincando de mamãe Noel, dona Dilma? Em ano de eleição municipalista?

    Faça-me o favor, senhora presidentA! É preciso que o Brasil crie um mecanismo bastante severo de controle dos impulsos eleitoreiros dos seus executivos (presidente da república, governador e prefeito) para que as matracas de fazer voto sejam banidas da História do Brasil.
    Setenta reais per capita para as famílias miseráveis que têm filhos entre 0 a 06 anos foi um gesto bastante generoso que vai estimular o convívio familiar destas pessoas, porque elas irão, com certeza, reunir sob o mesmo teto o maior número de dependentes para “engordar “ sua renda. Por outro lado mulheres e homens miseráveis irão correndo para a cama fazer filhos de cinco em cinco anos. Este é, sem dúvida, um plano qüinqüenal engenhoso de estímulo à vagabundagem, claramente expresso nas diversas bolsas-esmola do governo do PT.
    É muito fácil dar bom dia com chapéu alheio. É muito fácil fazer gracinha, jogar para a platéia. É fácil e é um sintoma evidente de que se trabalha (que se governa, no seu caso) irresponsavelmente. Não falo pelos outros, dona Dilma. Falo por mim. Não votei na senhora. Sou bastante madura, bastante politizada, marxista, sobrevivente da ditadura militar e radicalmente nacionalista. Eu jamais votei nem votarei num petista, simplesmente porque a cartilha doutrinária do PT é raivosa e burra. E o governo é paternalista, provedor, pragmático no mau sentido, e delirante. Vocês são adeptos do “quanto pior, melhor”. São discricionários, praticantes do “bullying” mais indecente da História do Brasil.
    Em 1988 a Assembleia Nacional Constituinte, numa queda-de-braço espetacular, legou ao Brasil uma Carta Magna bastante democrática e moderna. No seu Art. 5º está escrito que todos são iguais perante a lei*. Aí, quando o PT foi ao paraíso, ele completou esta disposição, enfiando goela abaixo das camadas sociais pagadoras de imposto seu modus governandi a partir do qual todos são iguais perante a lei,
    menos os que são diferentes: os beneficiários das cotas e das bolsas-esmola. A partir de vocês. Sr. Luís Inácio e dona Dilma, negro é negro, pobre é pobre e miserável é miserável. E a Constituição que vá para a pqp. Vocês selecionaram estes brasileiros e brasileiras, colocaram-nos no tronco, como eu faço com o meu gado, e os marcaram com ferro quente, para não deixar dúvida de que são mal-nascidos. Não
    fizeram propriamente uma exclusão, mas fizeram, com certeza, publicamente, uma apartação étnica e social. E o PROUNI se transformou num balcão de empréstimo pró escolas superiores particulares de qualidade bem duvidosa, convalidadas pelo Ministério de Educação.
    Faculdades capengas, que estavam na UTI financeira e deveriam ter sido fechadas a bem da moralidade, da ética e da saúde intelectual, empresarial, cultural e política do País. A Câmara Federal endoidou? O Senado endoidou? O STJ endoidou? O ex-presidente e a atual presidentA endoidaram? Na década de 60 e 70 a gente lutou por uma escola de qualidade, laica, gratuita e democrática. A senhora disse que estava lá, nesta trincheira, se esqueceu disto, dona Dilma? Oi, por favor, alguém pare o trem que eu quero descer!
    Uma escola pública decente, realista, sintonizada com um País empreendedor, com uma grade curricular objetiva, com professores bem remunerados, bem preparados, orgulhosos da carreira, felizes, é disto que o Brasil precisa. Para ontem. De ensino técnico, profissionalizante. Para ontem. Nossa grade curricular é tão superficial e supérflua, que o aluno chega ao final do ensino médio incapaz de conjugar um verbo, incapaz de localizar a oração principal de um período composto por coordenação. Não sabe tabuada. Não sabe
    regra de 3. Não sabe calcular juros. Não sabe o nome dos Estados nem de suas capitais. Em casa não sabe consertar o ferro de passar roupa. Não é capaz de fritar um ovo. O estudante e a estudantA brasileiros só servem para prestar vestibular, para mais nada. E tomar bomba, o que é mais triste. Nossos meninos e jovens leem (quando leem), mas não compreendem o que leram. Estamos na rabeira do mundo, dona Dilma.

    Acorde! Digo isto com conhecimento de causa porque domino o assunto. Fui a vida toda professora regente da escola pública mineira, por opção política e ideológica, apesar da humilhação a que Minas submete seus professores. A educação de Minas é uma vergonha, a senhora é mineira (é?), sabe disto tanto quanto eu. Meu contracheque confirma o que estou informando.

    Seu presente para as mães miseráveis seria muito mais aplaudido se anunciasse apenas duas decisões: um programa nacional de planejamento familiar a partir do seu exemplo, como mãe de uma única filha, e uma escola de um turno só, de doze horas. Não sabe como fazer isto? Eu ajudo. Releia Josué de Castro, A GEOGRAFIA DA FOME. Releia Anísio Teixeira. Releia tudo de Darcy Ribeiro. Revisite os governos gaúcho e fluminense de seu meio-conterrâneo e companheiro de PDT, Leonel Brizola. Convide o senador Cristovam Buarque para um café-amigo, mesmo que a Casa Civil torça o nariz. Ele tem o mapa da mina.
    A senhora se lembra dos CIEPs? É disto que o Brasil precisa. De escola em tempo integral, igual para as crianças e adolescentes de todas as camadas, miseráveis ou milionárias. Escola com quatro refeições diárias, escova de dente e banho. E aulas objetivas, evidentemente. Com biblioteca, auditório e natação. Com um jardim bem cuidado, sombreado, prazeroso. Com uma baita horta, para aprendizado dos alunos
    e abastecimento da cantina. Escola adequada para os de zero a seis, para estudantes de ensino fundamental e para os de ensino médio, em instalações individuais para um máximo de quinhentos alunos por prédio. Escola no bairro, virando a esquina de casa. De zero a dezessete anos.

    Dê um pulinho na Finlândia, dona Dilma. No aerolula dá pra chegar num piscar de olhos. Vá até lá ver como se gerencia a educação pública com responsabilidade e resultado. Enquanto os finlandeses amam a escola, os brasileiros a depredam. Lá eles permanecem. Aqui a evasão é exorbitante. Educação custa caro? Depende do ponto de vista de quem analisa. Só que educação não é despesa. É investimento. E tem que ser feita por qualquer gestor minimamente sério e minimamente inteligente. Povo educado ganha mais, consome
    mais, come mais corretamente, adoece menos e recolhe mais imposto para as burras dos governos. Vale a pena investir mais em educação do que em caridade, pelo menos assim penso eu, materialista convicta. Antes que eu me esqueça e para ser bem clara: planejamento familiar não tem nada a ver com controle de natalidade. Aliás, é a única medida capaz de evitar a legalização do controle de natalidade, que é uma medida indesejável, apesar de alguns países precisarem recorrer a ela. Uberlândia, inspirada na lei de Cascavel, Paraná, aprovou, em novembro de 1992, a lei do planejamento familiar. Nossa cidade foi a segunda do Brasil a tomar esta iniciativa, antecipando-se ao SUS. Eu, vereadora à época, fui a autora da mesma e declaro isto sem nenhuma vaidade, apenas para a senhora saber com quem está falando.
    Sra. PresidentA, mesmo não tendo votado na senhora, torço pelo sucesso do seu governo como mulher e como cidadã. Mas a maior torcida é para que não lhe falte discernimento, saúde nem coragem para empunhar o chicote e bater forte, se for preciso. A primeira chibatada é o seu veto a este Código Florestal, que ainda está muito ruim, precisado de muito amadurecimento e aprendizado. O planeta terra é muito mais
    importante do que o lucro do agronegócio e a histeria da reforma agrária fajuta que vocês estão promovendo. Sou fazendeira e ao mesmo tempo educadora ambiental. Exatamente por isto não perco a sensatez. Deixe o Congresso pensar um pouco mais, afinal, pensar não dói e eles estão em Brasília, bem instalados e bem remunerados, para isto mesmo. E acautele-se durante o processo eleitoral que se aproxima. Pega mal quando um político usa a máquina para beneficiar seu partido e sua base aliada. Outros usaram? E daí? A senhora não é “os outros”. A senhora á a senhora, eleita pelo povo brasileiro para ser a presidentA do Brasil, e não a presidentA de um partidinho de aluguel, qualquer.
    Se conselho fosse bom a gente não dava, vendia. Sei disto, é claro. Assim mesmo vou aconselhá-la a pedir desculpas às outras mães excluídas do seu presente: as mães da classe média baixa, da classe média média, da classe média alta, e da classe dominante, sabe por quê? Porque somos nós, com marido ou sem marido, que, junto com os homens produtivos, geradores de empregos, pagadores de impostos, sustentamos a carruagem milionária e a corte perdulária do seu governo tendencioso, refém do PT e da base aliada oportunista e voraz.
    A senhora, confinada no seu palácio, conhece ao vivo os beneficiários do Bolsa-família? Os muitos que eu conheço se recusam a aceitar qualquer trabalho de carteira assinada, por medo de perder o benefício. Estou firmemente convencida de que este novo programa, BRASIL CARINHOSO, além de não solucionar o problema de ninguém, ainda tem o condão de produzir uma casta inoperante, parasita social, sem qualificação profissional, que não levará nosso País a lugar nenhum. E, o que é mais grave, com o excesso de propaganda institucional feita incessantemente pelo governo petista na última década, o Brasil está na mira dos desempregados do mundo inteiro, a maioria qualificada, que entrarão por todas as portas e ocuparão todos os empregos disponíveis, se contentando até mesmo com a informalidade. E aí os brasileiros e brasileiras vão ficar chupando prego, entregues ao deus-dará, na ociosidade que os levará à delinqüência e às drogas.
    Quem cala, consente. Eu não me calo. Aos setenta e quatro anos, o que eu mais queria era poder envelhecer despreocupada, apesar da pancadaria de 1964. Isto não está sendo possível. Apesar de ter lutado a vida toda para criar meus cinco filhos, de ter educado milhares de alunos na rede pública, o País que eu vou legar aos meus descendentes ainda está na estaca zero, com uma legislação que deu a todos a
    obrigação de votar e o direito de votar e ser votado, mas gostou da sacanagem de manter a maioria silenciosa no ostracismo social, desprecisada e desinteressada de enfrentar o desafio de lutar por um lugar ao sol, de ganhar o pão com o suor do seu rosto. Sem dignidade mas com um título de eleitor na mão, pronto para depositar um voto na urna, a favor do político paizão/mãezona que lhe dá alguma coisa. Dar
    o peixe, ao invés de ensinar a pescar, esta foi a escolha de vocês. A senhora não pediu minha opinião, mas vai mandar a fatura para eu pagar. Vai. Tomou esta decisão sem me consultar. Num país com taxa de crescimento industrial abaixo de zero, eu, agropecuarista, burro-de-carga brasileiro, me dou o direito de pensar em voz alta e o dever de me colocar publicamente contra este cafuné na cabeça dos miseráveis. Vocês não chegaram ao poder agora. Já faz nove anos, pense bem! Torraram uma grana preta com o FOME ZERO, o bolsa-escola, o bolsa-família, o vale-gás, as ONGs fajutas e outras esmolas que tais. Esta sangria nos cofres públicos não salvou ninguém? Não refrescou niente?

    Gostaria que a senhora me mandasse o mapeamento do Brasil miserável e uma cópia dos estudos feitos para avaliar o quantitativo de miseráveis apurado pelo Palácio do Planalto antes do anúncio do BRASIL CARINHOSO. Quero fazer uma continha de multiplicar e outra de dividir, só para saber qual a parte que me toca nesta chamada de capital. Democracia é isto, minha cara. Transparência. Não ofende. Não dói. Ah, antes que eu me esqueça, a palavra certa é PRESIDENTE. Não sou impertinente nem desrespeitosa, sou apenas professora de latim, francês e português. Por favor, corrija esta informação.

    Se eu mandar esta correspondência pelo correio, talvez ela pare na Casa Civil ou nas mãos de algum assessor censor e a senhora nunca saberá que desagradou alguém em algum lugar. Então vai pela internet. Com pessoas públicas a gente fala publicamente para que alguém, ciente, discorde ou concorde. O contraditório é muito saudável.
    Não gostei e desaprovo o BRASIL CARINHOSO. Até o nome me incomoda. R$2,00 (dois reais) por dia para cada familiar de quem tem em casa uma criança de zero a seis anos, é uma esmolinha bem insignificante, bem insultuosa, não é não, dona Dilma? Carinho de presidentA da república do Brasil neste momento, no meu conceito, é uma campanha institucional a favor da vasectomia e da laqueadura em quem já produziu dois filhos. É mais creche institucional e laica. Mais escola pública e laica em tempo integral com quatro refeições diárias. É professor dentro da sala de aula, do laboratório, competente e bem remunerado. É ensino profissionalizante e gente capacitada para o mercado de trabalho.
    Eu podia vociferar contra os descalabros do poder público, fazer da corrupção escandalosa o meu assunto para esta catilinária. Mas não. Prefiro me ocupar de algo mais grave, muitíssimo mais grave, que é um desvio de conduta de líderes políticos desonestos, chamado populismo, utilizado para destruir a dignidade da massa ignara. Aliciar as classes sociais menos favorecidas é indecente e profundamente desonesto. Eles são ingênuos, pobres de espírito, analfabetos, excluídos? Os miseráveis são. Mas votam, como qualquer cidadão produtivo, pagador de impostos. Esta é a jogada. Suja. A televisão mostra ininterruptamente imagens de desespero social. Neste momento em todos os países, pobres, emergentes ou ricos, a população luta, grita, protesta, mata, morre, reivindicando oportunidade de trabalho. Enquanto isto, aqui no País das Maravilhas, a presidente risonha e ricamente produzida anuncia um programa de estímulo à vagabundagem. Estamos na contramão da História, dona Dilma! Pode ter certeza de que a senhora conseguiu agredir a inteligência da minoria de brasileiros e brasileiras que mourejam dia após dia para sustentar a máquina extraviada do governo petista.
    Último lembrete: a pobreza é uma conseqüência da esmola. Corta a esmola que a pobreza acaba, como dois mais dois são quatro.
    Não me leve a mal por este protesto público. Tenho obrigação de protestar, sabe por quê? Porque, de cada delírio seu, quem paga a conta sou eu.

  • Paulo Bento Bandarra

    -

    18/6/2012 às 8:22 am

    Se a cadeia diminui a criminalidade é porque os crimes são praticados principalmente pelos mesmos. O que mostra o nossa brutal descompasso com leis benevolentes e penas de um sexto para serem cumpridas. Leis que mais estimulam na medida que os criminosos são devolvidos muito rápido para as ruas para continuarem a delinqüir. Tirando ainda a absurdo pena máxima de 30 anos e ausência de pena de morte e de prisão perpétua.

 

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