08/07/2006
às 5:42A Parte e o Todo: depois da cota racial, vem a cota social. A maioria silenciosa assiste a tudo
“Paraíso e Inferno”, de Bosch: o Brasil tem feito a sua escolha com impressionante determinação. E vai pagar por ela. É do jogoAntes que continue, uma observação lateral: por que as oposições se calaram diante da violência do texto de Paulo Paim é fato que mereceria um ensaio de sociologia política. Basicamente, foram seqüestradas pela agenda do PT e temem o cafetinagem política promovida pelos “donos” das minorias organizadas em ONGs.
Os “donos” das organizações não-governamentais se transformaram em verdadeiros aiatolás do Brasil: falam nas rádios, decretam fatwas, dizem como devemos andar, nos vestir, o que dizer, o que calar, a quem querer. Alguns vivem montados na grana, é claro, que ninguém é de ferro. O oprimido é a commodity mais valorizada do Brasil hoje em dia. Os donos das ONGs, leitor amigo, amam a humanidade muito mais do que eu e você. Eles fazem dumping de amor. Eles se estapeiam por um miserável para chamar de seu.
Agora volto ao Estatuto. Tarso Genro pode cometer muitos equívocos, mas está a léguas de ser burro. O PT que interessa, ele sabe disso, é o que discrimina por meio da inclusão, não da exclusão; é o que se vai convertendo no imperativo categórico à medida que generaliza a sua visão de mundo, e não instituindo leis que apartem as pessoas. Até a criação de cotas nas universidades, vá lá, o partido foi. A tese sempre pareceu simpática a muitos, e é relativamente pequena a percentagem dos brasileiros que chegam ao terceiro grau.
Mas, com o Estatuto… Bem, aí Paulo Paim parece ter entrado numa crise de mania, num surto. Tarso sabe muito bem, como eu sei, leitor amigo, que a maioria no Brasil é branca — 52%. Entre os 41% dos ditos pardos, os há de todos os matizes: desde os Ronaldos Nazários que dizem: “nós, os brancos, não enfrentamos racismo” até os brancos de tataravô negro que fazem seu proselitismo: “Nós, os negros…” Em suma, a minoria estava impondo sua vontade à maioria.
Antes que as oposições reagissem, reagiu a sociedade. E o governo teve uma idéia sensacional: por que não converter o Estatuto da Igualdade Racial em Estatuto da Igualdade Social? Ou seja: o Brasil será uma Bolsa Família de dimensões continentais. Eu não sei como é que se vai enfiar um “pobre” no curso de Medicina ou de Odontologia da USP, mas eles haverão de dar um jeito. Muito provavelmente, no caso da universidade, vai-se buscar alguma forma de ampliação do ProUni, aquele programa que transfere recursos do Estado para mantenedoras privadas, algumas sem qualquer compromisso com a qualidade.
O texto de Paim previa até 20% de cotas para negros ou descendentes nos programas de televisão. Serão trocados pelos pobres? Tomara! Isso levaria as novelas, o jornalismo e os filmes brasileiros a aumentar a cota de ricos e pessoas bem-sucedidas. Quero ver o que a Regina Casé faria da vida. Eu não suporto ver lavadeiras cantando à beira do riacho no Globo Repórter. O que será de nós sem aquelas bordadeiras que não podem ver acender a luz das câmeras que já começam a esganiçar a sua memória folclórica…
Pelo estatuto, empresas públicas que financiassem produtos culturais poderiam exigir que eles estivessem comprometidos com a causa. Bem, saindo o negro e entrando o pobre, como isso seria feito? Filmes e peças de teatro deveriam, sei lá, promover a cultura da pobreza, que seria, então, tornada uma categoria de pensamento?
Estamos perdidos. Dia desses, vi na TV a divulgação de um evento esportivo promovido por uma tal Central Única das Favelas (Cufa). Trata-se do primeiro campeonato de basquete de rua do Brasil. Basquete de rua? No Brasil? Também divulgam um outro site, este dedicado ao hip hop. A central contra com o apoio de um sem-número de empresas e entidades. A Fundação Ford e a Petrobras estão entre elas.
Entrei no site (http://www.cufa.com.br/). Está explicada ali a sua principal ocupação: “A Cufa funciona como um pólo de produção cultural e através de parcerias, apoios e patrocínios forma e informa jovens de comunidades, oferecendo perspectivas de inclusão social. Promove atividades nas áreas da educação, lazer, esportes, cultura e cidadania – contribuindo para o desenvolvimento humano – e trabalha com oito elementos do hip hop: graffiti (movimento organizado nas artes plásticas em que o artista aproveita espaços públicos, criando uma nova identidade visual em territórios urbanos); DJ (artista que alia a técnica à performance, utilizando pick-ups e discos de vinil); break (estilo de dança de rua originário do movimento hip hop); rap (‘ritmo e poesia’, estilo musical culturalmente herdado das populações latinas e negras e cujas letras retratam o cotidiano das periferias); audiovisual (valorização da imagem como instrumento de mobilização social); basquete de rua (esporte oficialmente embalado pelo rap); literatura (onde os jovens expressam sua arte e suas vivências através da escrita e obtêm conhecimentos relativos às obras ou aos escritores literários) e projetos sociais (conjunto de ações que busca por uma transformação social a partir das comunidades). Além disso, promove, produz, distribui e veicula a cultura hip hop através de publicações, discos, vídeos, programas de rádio, shows, concursos, festivais de música, cinema, oficinas de arte, exposições, debates, seminários e outros meios.”
Nada a comentar. Já houve um tempo em que até a esquerda cantava “Feio não é bonito/ O morro existe mas pede pra se acabar/ Canta mas canta triste/ Porque tristeza e só o que se tem pra contar”. Agora não. As favelas viraram comunidades. Os favelados são uma casta. Como se vê, desde que esse “identitarismo” chegou ao Brasil, elas se tornaram locais bem mais hospitaleiros. Olhem o que aconteceu com os jornalistas no Rio neste sábado, impedidos pelo narcotráfico de subir o morro acompanhando um candidato. Ele obteve “autorização” (ler abaixo). A Cufa quer bater bola e vender CD do MV Bill chamado “O Bagulho é Doido”. Há links para quase duas dezenas de textos elogiando a sua performance sociológica. Todos publicados na “imprensa dos bacanas”. O bagulho, além de doido, é bão.
O Brasil entrou em decadência sem ter conhecido qualquer forma de esplendor. O declínio da civilização brasileira não poderá ser contado. O PT percebeu que todos os valores estavam sob ataque e ajudou e ajuda a promover a fragmentação, que procura depois reunir no partido, por meio de “causas”. As demais legendas continuam ocupadas em disputas do século passado, quiçá do anterior. É o bagulho, irmão.


Cientistas batizam nova espécie de aranha em homenagem a Lou Reed
Rebeldes criticam a ONU após novo massacre na Síria
Barcelona vence título na despedida de Pep Guardiola
Atirador em cima de telhado mata uma pessoa na Finlândia
Iêmen: tropas do governo matam 20 membros da Al Qaeda









Deixe o seu comentário
Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.
» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA
25 Comentários
Fabio Maia
-09/07/2006 às 15:10
Caro Reinaldo,
Sinto muitíssimo pela patifaria que perpetraram contra sua querida mãe. Não existem limites para a vileza.
Mas, ao motivo do meu comentário, uma perrgunta que me incomoda: Vc não acha que a simples hipótese de mutualismo entre PT e PSDB (na linha defendida por Olavo de Carvalho) explica bem melhor, e de forma mais econômica, o comportamento da oposição? O PFL não tem propriamente um “pensamento”, na minha opinião, e por isso não conta.
Por que apelar para um exotérico “sequestro” das oposições pela agenda do PT? Não seria mais “wishfull thinking” da sua parte?
bruna
-08/07/2006 às 22:40
Seus textos têm um humor sempre agudo e inteligente. Mas este é insuperável! to witty… Pena que a lavagem cerebral que se faz aqui é tão forte que alguns o tomam como ‘ai, exagerou, não acha não?’ Qual o problema de fazer uma graça com pobre, lavadeira, bordadeira chata and the like??? Pode falar de socialite cafona, mas não pode falar de bordadeira chata ou lavadeira com cara de agonia pra aparecer mais tempo na regina casé? Falemos de tudo! mais uma vez, you’re too witty. Para nosso bem. para o bem de um país sem espelho. seria bom fixar na constituição o velho dito de Swift: ‘a sátira é como um espelho, onde cada qual vê a imagem de todos, menos a de si mesmo’.
rafael
-08/07/2006 às 21:52
reinaldo,
apesar de rejeitar esse identitarismo(que é um negócio bem americano, neste caso aí, aliás), vejo a Cufa simplesmente como uma forma de organizar o “mangue” que são as favelas no Brasil. É mais ou menos “quem não tem cão caça com gato”. È verdade que isso acaba servindo de escada para coisas ruins, mas sem isso, seria melhor? Eu acho que não.
ps: Luís Eduardo Soares, seu amigo, não iria gostar muito do que você falou sobre a Cufa, hehehe.
sds,
Gustavo Borges
-08/07/2006 às 16:17
Muito bom. Muito bom, mesmo.
Gostaria, no entanto, de fazer um reparo no último parágrafo. Fazer justiça ao PT.
O PT não apenas “percebeu” uma oportunidade e resolveu “ajudar” a promover a “fragmentação”.
O PT é o mais expressivo promotor dessa fragmentação, que acho mais apropriado chamar de desagregação, visto que seu principal objetivo, já instaurado e em fase de exacerbação, é a cizânia social.
Para isso foi o PT estruturado e com esse objetivo concebido. A cúpula do PT sabe que só no caos, na desagregação e, por fim, no conflito social violento, suas “causas” encontrarão espaço e eco para prosperarem.
É nisso que o PT vem trabalhando todos esses anos: o mesmo receituário aplicado em todas as sociedades onde esse tipo de projeto de poder marxista - leninista conseguiu se instalar, sempre a ferro e fogo e travestido de protetor dos excluídos.
Enquanto isso, não só as demais legendas, mas também boa parte da imprensa e da sociedade, segue soberba e incompetente, subestimando o que ocorre ao seu redor.
Gustavo Borges
Anônimo
-08/07/2006 às 15:22
Reinaldo,quando você fala de “oposição”(oposição sem aspas e não sinistra cá não há) sempre se esquece de seu ídolo,José Serra,o qual também não tuge nem muge quando se trata de bater de frente com as quadrilhas de politicamente corretos que infectam o país.A saída para as trevas que se anunciam no horizonte do país não virá certamente através dos molóides da nossa ridícula social-democracia;sem um conservadorismo consistente e não reacionário(todo reacionário é conservador,seja pela “direita”,seja pela esquerda,mas a recíproca não é verdadeira),e sem uma corrente liberal democrática(nem todo liberal é democrata) consistente, a melhor saída para os brasileiros conscientes será…o aeroporto de Cumbica,ou o do Galeão!
Eny Seidel
-08/07/2006 às 15:16
É meu dever, antes de começarmos a campanha presidencial, fixar minha posição aqui. Acredito que o presidente Lula, melhor do que ninguém, pode conduzir a democracia a um novo patamar.
Senador José Sarney (PMDB-AP)
Reinaldo depois de ler essa frase
do Sarney(eca) fiquei concordando com aquele dditado antigo, melhor ler isso do que ser cega. Onde esse Sarney vive, no mundo da fantasia?? Ligar o Lulla do PT a democracia???
Marcio Estanqueiro
-08/07/2006 às 14:58
Caro Reinaldo.
O PT é o partido mais analgésico que já existiu! As pessoas ficam extasiadas com tantas estupidez ditas pelos seus dirigentes. O que é isso? Achei interessante você dizer: “O oprimido é a commoditie mais valorizada do Brasil hoje em dia”. Não é que é verdade? Dumping de amor é covardia… Eles se estapeiam por um miserável para chamar de seu… Aonde estamos vivendo? Que país é esse meu amigo? Gramscinianamente (isso não existe), as pessoas vão absorvendo toda essa lavagem. Quando que esse povo vai acordar?
Um abraço.
Marcio.
vicente azambuja
-08/07/2006 às 14:47
Reinaldo, bons tempos em que a pobreza não era vista como algo sublime, pitoresco, louvável, se lembre do filme Feios, Sujos e Malvados? Bem, o diretor, o Ettore Scola, não é nenhum reacionário - muito pelo contrário, venho até em Fórum de Cinema de Porto Alegre (que tinha todas aquelas discussões socialistas de sempre, comunicação de massa, programas comunitários, engajamento, etc.) - mas era do tempo em que mesmo os de esquerda, embora por meios e sonhos imbecis, queriam acabar com a pobreza, por não haver nada de digno nela. Quem dera todos nossos MV Bills e Reginas Casés fossem trocados por Ettores Scolas e Vittorios Gassmans.
PS: Deve ser muito engraçado você falando “é o bagulho, irmão”, você deve ter repito esta frase sozinho umas 10 vezes…
Fabiano Marques de Paula
-08/07/2006 às 14:43
Reinaldo, em tempo acho que vale uma ponderação : a oposição levantou apenas um dedinho (talvez o mínimo) contra a aprovação de afogadilho do tal Estatuto da Igualdade Racial.
O dedinho foi timidamente levantado pelos líderes José Carlos Aleluia (minoria), Rodrigo Maia (PFL) e Alberto Goldman (então líder do PSDB), quando apresentaram requerimento para que a matéria fosse discutida no plenário da Câmara após a célere (e covarde, e medíocre, e preguiçosa!) aprovação nas Comissões da Casa.
Levantou este dedinho apenas formal, porque estou de acordo consigo que, no mérito, nenhum líder da oposição teve a suficiente coragem de lançar qualquer tipo de comentário que rapidamente fosse tachado de “intolerante” ou similar por algum dos aitolás da auto-proclamada sociedade civil organizada.
E você acha que o líder escolhido para representar a oposição nesta próxima batalha eleitoral, o dr. Geraldo Alckmin, teria coragem bastante para fazer isso?
Ou covardemente iria optar por não confrontar os vigilantes do politicamente correto?
Hummmm…….a ver.
Fabiano Marques de Paula
São Paulo
Anônimo
-08/07/2006 às 14:26
Mas, Reinaldo, você vê o Globo Repórter? Sim? Ah, sim, sim.
Fabiano Marques de Paula
-08/07/2006 às 13:47
Em tempos de “estatutos” e “cotas” para todos os gostos, sugiro que aprovemos o “Estatuto dos Clepto-Stalinistas e Simpatizantes”, cujo artigo 1º estabelecerá a cota de acolhimento imediato de 100% dos petistas, comunistas, ongueiros e simpatizantes do Brasil no Extremo Setentrional do Estado do Amapá, aos cuidados do paizão carinhoso e senador vitalício Zé Sarney.
Fabiano Marques de Paula
São Paulo
Luiz Roberto Lins Almeida
-08/07/2006 às 13:42
Excelente esse texto. como, aliás, costumam ser os seus. Quando lia no primeira leitura, te imaginava mais velho…
mas voltando ao texto: existe mesmo uma minoria silenciosa. Certa vez fui ao movimento negro de minha cidade. Lá eu era o branco. Entre meus amigos, ninguém ousaria chamar-me assim. Mas lá eu era o símbolo da dominação.
Outra fato interessante é o vestibular: para quem comprove uma renda ínfima há isenção, mas saí caro pros outros, para os que não recebem tão pouco assim…
Acaba que ficamos sempre esmagados entre os que tem muito e não estão nem aí (com razão) e os que tem pouquíssimo, mas são patrocinados pelo Estado, estes também não estão nem aí…
Anônimo
-08/07/2006 às 13:22
favelas sempre abandonadas…lideranças comunitárias canalizam demandas das favelas…PT tenta manipular, sem êxito, lideranças comunitárias…PT associa-se à minoria favelada: os traficantes e bandidos… traficantes e bandidos eliminam as lideranças comunitárias…vereadores petistas apoiam novos líderes comunitários, agora submetidos a eles…lideres comunitários canalizam demandas das favelas: não interessa mais quais são…tudo ficou reduzido às esmolas do bolsa-familia.
Em Itaúna, MG, a população quer escola…e ganha vale qualquer coisa e saneamento…obrigação do poder público, e não uma ação de melhoria de vida, embora também o seja…
Anônimo
-08/07/2006 às 12:48
Ô, Reinaldo, aprecio a maior parte de seus textos, mas hoje vc exagerou! Destilou um preconceito rasgado até contra as lavadeiras… Reinaldo, sua crítica é importante, necessária, mas cuidado para não perder a sensatez. A generosidade humana não existe simplesmente porque as pessoas querem se exibir em frente às câmaras. É um sentimento que precisa ser cultivado, assim como a inteligência, que é exercitada por meio de textos questionadores, como os seus. Mas não este de hoje…
Paula
Cláudia
-08/07/2006 às 12:41
Esse estatuto governista tem um único propósito: faturar votos. E a oposição está caladinha porque obviamente também quer tirar suas casquinhas. Partidos hipócritas.
noveupobre
-08/07/2006 às 11:50
É Reinaldão, vamos no rumo certo. Daqui pra frente, trabalhar pra quê? O guverno sempre vai dar algum pra cumê. E o filho tem facudade garantida. Melhor ser pobre e ser entrevistado, feliz, pela Regina Casé.
Felipe Varella
-08/07/2006 às 11:41
Reinaldo, tenho acompanhado com interesse suas críticas sobre o papel das ONG’s. Confesso-lho que não tenho ainda opinião formada sobre ao assunto, em particular sobre a inutilidade da maioria dessas organizações (embora concorde com sua posição crítica contra a má-fé reinante em grande parte delas). Falta-me informação suficiente (ou quem sabe foco definido de “filosofia política”). A título de contribuição, indico-lhe a seguir um artigo publicado na Folha de S.Paulo, semana passada, que traz contribuições específicas de um conjunto de ONG’s, que me parecem, num primeiro momento, dignas de louvor. Um abraço.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0407200608.htm
Anônimo
-08/07/2006 às 11:08
Apenas uma palavra. BRILHANTE!
Gaertner
-08/07/2006 às 10:22
Os donos das ONG são os novos donos do “pudê”.
daisy aguinaga
-08/07/2006 às 9:51
à parte a ‘acidez’ do ‘todo’ as ilustrações são pertinentes e permitem aos leigos conhecer obras clássicas um tanto demodê no cenário contemporâneo.
Grata pela imagens.
Julio
-08/07/2006 às 9:46
Como sei que você não autorizará a publicação desse comentário, não perderei tempo. So quero que saiba, que assim como eu, um monte (coloca monte nisso) acha patético essa disputa sua com o Mainardi pelo trono que outrora ocupou o Paulo Francis. Esse sim, um cretino, mas com charme e inteligência e, aquela época original. tsc…tsc…tsc…
Romolo Saporito
-08/07/2006 às 9:08
Para o pensamento esquerdista (se assim pode ser classificada a patologia), essa é uma idéia genial. Pois assim fica-se com uma idéia de justiça (não é só o preto que é pobre, o branco, mestiço, índio, emigrantes) e a abrangência é muito maior (e é mais marxista e gramsquiana).
E o mais legal: essa classe passa a ter um privilégio para ficar onde está, certo (pois ele terá uma educação ate certo ponto e será terá uma nova resignação - e viva Gramsci).
Mas não tem jeito como sempre vai dar tudo errado. Pois o Marx e Gramsci são aberrações necessárias (para que nunca percamos a atenção) assim como Lula uma aberração do Golbery para minar a esquerda brizolista que seria muito mais inofensiva.
Lupin/RS
-08/07/2006 às 8:03
Bom dia!
Senador Paulo Paim/RS…
Pobre Rio Grande do Sul. Ainda espalham por aqui a lorota que este é um estado politizado…
Romolo Saporito - fbastiat@uol.com.br
-08/07/2006 às 7:48
Isso é pinto perto d0 “Limite Máximo de Consumo”
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=1784
“Mas a estupidez de que quero tratar neste artigo excede, por mais incrível que possa parecer, os limites do tolerável para ser execrável. Seu mentor “intelectual” é o deputado Nazareno Fonteles, do PT do Piauí; a estultice que pode comprometer a vida de muitos milhões de brasileiros é o seu projeto de lei complementar – que ora tramita no Congresso sob o número 137/2004 – criando o “Limite Máximo de Consumo”, valor máximo que cada pessoa física residente no País poderá utilizar, mensalmente, para custear sua vida e as de seus dependentes.
Eis um resumo da asneira. Primeiro, o projeto define tal limite como sendo dez vezes a renda per capita nacional mensal, calculada pelo IBGE em relação ao ano anterior; segundo, por um período de sete anos, a partir do dia 1º de janeiro do ano seguinte ao da aprovação e publicação da (batamos três vezes na madeira) lei, toda pessoa física brasileira, quer resida ou não no Brasil, bem como todo estrangeiro aqui residente só poderá dispor, mensalmente, para custear sua vida e a de seus dependentes, de um valor menor ou igual ao “Limite Máximo de Consumo”; terceiro, a parcela de renda das pessoas físicas que exceder o Limite Máximo de Consumo estabelecido pelos engenheiros sociais será depositado mensalmente pela fonte pagadora, no mesmo dia da realização do pagamento ao beneficiário, a título de empréstimo compulsório, em uma conta especial de caderneta de poupança, em nome do depositante, denominada “Poupança Fraterna”; quarto, o infeliz depositante poderá escolher entre o Banco do Brasil e a Caixa Econômica (o estulto deputado mostra, aí, o culto que presta ao seu deus-Estado, bem como a sua preferência por filas quilométricas) para que o seu “excedente” seja depositado; quinto, ipsis literis, tanto o Banco do Brasil quanto a Caixa “desenvolverão seus melhores esforços para assegurar a correta e eficiente aplicação dos recursos assim captados” (!); sexto, a retenção do valor excedente ao “Limite Máximo de Consumo”, sem a realização do correspondente depósito na “Poupança Fraterna”, implicará multa no valor de duas vezes o valor retido, além de juros de mora; sétimo, as pessoas físicas que auferirem rendimentos de mais de uma fonte deverão, até o quinto dia útil do mês seguinte ao do recebimento, realizar o depósito do valor dos seus rendimentos, excedente ao Limite Máximo de Consumo, na Poupança Fraterna; oitavo, a não realização do depósito ou sua realização em valor inferior ao determinado, por período superior a trinta dias, implicarão a inserção do retentor no cadastro da dívida ativa da União, pelo valor correspondente a duas vezes a diferença entre o valor depositado e o valor devido; nono, os recursos compulsórios aplicados na Poupança Fraterna serão devolvidos aos seus titulares nos quatorze anos seguintes ao período mencionado no Art. 2º, com prestações mensais de valores equivalentes à metade de cada um dos depósitos realizados, respeitada a ordem em que os depósitos foram feitos, mais os juros acumulados no período.”