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Pais e filhos

sexta-feira, 27 de julho de 2007 | 1:16
Pois é. Trata-se de uma luta. Tenho de disputar a Internet com um exército de adolescentes cheios do que dizer. Tudo porque, já disse, a incompetência é o pior dos reacionarismos. A rede sem fio deveria estar funcionando, e eu, indivíduo e dono de mim mesmo, deveria estar com o meu laptop. Mas tudo era menos verdade. A rede não funciona. E os infantes, de ambos os sexos, têm muito o que dizer no MSN, no Orkut, sei lá onde. Uma da manhã. Estão todos à minha volta dizendo tolices. Deveriam estar na cama. O laxismo moderno vai formar uma geração de incapazes. O que fazem garotos e garotas de 12, 13, 14 anos acordados a essa hora, com acesso à rede mundial, sem qualquer forma de controle? É evidente que impor limites não é tarefa do estado, mas dos pais. Os pais, no entanto, abriram mão de educar seus filhos. É por isso que burocratas medíocres, como o tal José Eduardo Romão, aquele do Chicabom, se assanham a ser a consciência das famílias – ao menos era esse o seu pretexto para tentar impor a censura prévia. É claro que era mentira.

Bem, mas onde estão os pais? Eu lhes respondo. Educar é uma tarefa chata. Uma parte opta pela vocação missionária, aquela chatice paulo-freiriana. Segundo esses imbecis, educar é usar o universo do “educando”, transformando-o num saber. Outros preferem abrir mão da tarefa, responsabilizando a cultura, a segunda natureza, por tudo o que acontece com as crianças. É o caso dos pais daqui. É o caso da classe média. São famílias destruídas pela vulgarização da psicologia e da psicanálise. Para estes, dizer um “vai dormir porque eu estou mandando” é uma violência terrível.

MSN, Orkut, Internet e afins são males em si? Precisamos de Romão Chicabom? Estou provando justamente o contrário. É claro que minhas filhas já estão dormindo. Se serão pessoas melhores do que estes aqui do lado, falando com outros que também estão fora do controle, bem…, isso eu não sei. O que sei é que estou fazendo a minha parte. Há coisas que cabem a mim decidir, limitar, proibir. E delas espero que se sintam um tanto contrariadas. Eu ofereço o padrão; elas entram com o desejo e a tentativa de transgressão. Não haverá uma só ultrapassagem da linha que será feita com a minha anuência, embora eu saiba que ultrapassá-la é parte do processo. O que elas precisam é da liberdade para me contar suas agruras. Precisam é da certeza de que o meu amor incondicional não implica endosso incondicional a seus atos.

Crianças precisam ouvir “não”. Trata-se de uma exigência da formação da personalidade. Mas os pais modernos têm um medo pânico de cumprir a sua função. Ontem, no café da manhã, vi um rapazola destratar o pai. Não falava alto. Estava na mesa ao lado da minha. Por isso ouvi tudo. O garoto se referia ao antigo chefe da família como um idiota, um cretino que estava ali para atrapalhar. Nada havia do necessário assassinato psicanalítico do pai. Era pura depredação da autoridade. O menino estava pronto para sair espancando mulheres em ponto de ônibus. O pai se calou. Minhas filhas acompanharam a cena. Ficamos todos um tanto envergonhados. Uma delas, quase instintivamente, levantou e me abraçou discretamente. Parecia querer me proteger daquilo. Senti-me constrangido. Aquele pai se constrangeu? Sei lá. Acho que ele também já havia perdido a noção do certo e do errado. E, quando isso acontece, tudo é permitido.

Logo, vejam só: a Internet é um bem. O mal está na destruição da autoridade paterna. Leiam como quiserem o que vai a seguir porque não vou explicar muito: mãe foi feita para perdoar e compreender. Como Nossa Senhora, como a Maria dos católicos, como a Compadecida. O pai foi feito para reprimir, de sorte que seu abraço e perdão, mais duro e tardio, representam a reconciliação com o mundo desde o fim. Ignoro tragédia maior para a formação da psique do que um pai liberal, “bacana”, para o qual toda experiência é válida. Não é. Isso é mentira. Infelizmente, a banalização da psicologia fez isso com as nossas crianças. Muitas delas perderam completamente a referência. É disso que se ressentem os professores nas escolas, tanto as públicas como as particulares.

Tenho cá pra mim, constatação decorrente da simples observação da realidade, que as mães continuam a exercer o seu papel de Compadecida. Perdidos mesmo, deslocados na realidade, privados e expropriados de sua função, estão os pais. O feminismo não sabe o mal que fez e que tem feito à civilização. Os homens, de certo modo, se tornam maricas e fazem filhos não menos. Não. Isso não quer dizer que sejam crianças suaves, efeminadas. Muito pelo contrário. Sem a clareza do mundo das interdições, tornam-se especialmente violentas.

Pronto. O mundo da pedagorréia pode se preparar para me atacar na linha: “Quem você pensa que é para pontificar sobre educação?” A pergunta procede. Não sou nada. Apenas um entusiasta da palavra “decoro”. E certas coisas são indecorosas. Ponto. Isso nada tem a ver com moralismo. Apenas reivindico o antigo mundo da adequação. E deixo uma sugestão: “Não tenham receio de dizer ‘Não’ a suas crianças. Ele pode ser tão educativo quanto o ‘Sim’. Quase sempre, educa mais. A origem da palavra “educar” é “conduzir”. Quem conduz também reprime.

Por que essa gente não vai dormir? Porque seus pais estão com preguiça. A preguiça da paternidade. Sim! Às vezes, temo um futuro bárbaro. Contra o meu incorrigível otimismo. Vamos agora às outras formas de política.

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150 comentários em “Pais e filhos”

  1. zc disse:

    Reinaldo, como pai de 3 filhos mais uma chegando, vejo o descaso da grande maioria dos pais com a educação dos seus filhos, não impondo limites nem responsabilidades, jogando a culpa no trabalho ou a dificuldade em ganhar o pão de cada dia, fui educado para trabalhar, respeitar os mais velhos, ser honesto educado e cortêz, estamos educando os nossos filhos para terem celular, férias na disney, roupas de griffe, lap-top, para terem aquilo que nós não tivemos, esquecendo que o principal da educação que recebemos foi o respeito pelo ser humano, a imposição de limites, entendermos que pais tem que ser pais, e filhos tem que ser filhos, obrigado pelo seu artigo de pai amoroso e preocupado com sua familia, é para isto que trabalhamos, Feliz Ano nôvo.zc.

  2. Matheus F. Ticiani disse:

    Prezado Reinaldo,

    Sou um leitor deste blog desde o seu início, cujos poucos comentários você ignorou. Parabéns pelo excelente texto. Acho que você deveria aumentar
    a proporção deste tipo de escrito em relação às notícias. Aproveito para sugerir-lhe a leitura deste artigo que achei em outro blog, sobre as origens católicas da masculinidade.

    http://www.catholicculture.org/
    library/view.cfm?recnum=7655

  3. míriam, dona de casa disse:

    engraçado…. me lembrei de um comentário de uma de minhas filhas no segundo colegial, quando na pesquisa da escola pouquíssimos alunos “jantavam”…. apenas 15% do total do colégio! Aprofundaram a pesquisa e constataram que os alunos que jantavam, tinham pais de um primeiro casamento ainda, e faziam refeições juntos. Os demais, a maioria já passavam por experiência de pais em um segundo casamento, ou pais separados. Apesar de uma delas já estar casada, outros dois ainda moram conosco e jantamos juntos todos os dias! Graças a Deus! AH! E domingo é dia da família reunir-se para o almoço, com os agregados, lógico!

  4. PATRICIA M. disse:

    Ehhhhhh conheco muitas maes que trabalham fora e os filhos tem uma excelente educacao. Da sim para conciliar trabalho e familia.

    Alias, conheco muita mae “integral” que depois que os filhos crescem e abandonam o ninho nao sabem o que fazer das suas miseras vidas. Perderam digamos assim a funcao. Foram postas de lado. E ai entram em depressao profunda.

    Somando-se ao fato de que hoje em dia ninguem pode se dar ao luxo de NAO trabalhar, concluo que mae que nao trabalha deve ser casada com marido muito rico.

  5. Anônimo disse:

    Rei

    Aplausos pra vc neste texto é pouco! Ele deveria servir de regra para “pais educadores”!
    Não é fácil educar filhos, mas a receita é simples.
    Façamos de conta que nosso lar é um mini mundo. Se meus filhos não aprenderem a respeitar os pais, avós, como pessoas hierarquia, jamais irão se submeter à um chefe ou patrão no futuro. Isso é extremamente necessário no mundo capitalista!

    Se não aprenderem a respeitar os empregados, porteiro, garagista, jamais saberão comandar em caso de chefia. Tratarão à todos os subalternos como lixo!
    Agora dizer que cansa?
    Cansa e muito, mas quem quer ter uma descendência íntegra, feliz dando amor, precisa ter trabalho, sim!
    Quantas vezes me senti a megera como mãe? MUITAAASSSSSSS!!
    Mas consegui me ver mais como uma professora de vida, do que mãe amorosa. E isso me deu forças para educar meus filhos para a VIDA!
    Ser mãe/pai é se preparar para durante pelo menos uns 20 anos não ter direito a férias tranquilas……isso no mínimo!!
    Em compensação como é bom olhar que seu trabalho compensou!!
    COMO É BOMMMM!!!!!!!!
    Parabens pelo texto!

    Betina

  6. LULLALAU QUER IMPLANTAR A IDADE MEDIA NO BRASIL... disse:

    Não chegou a ser um novo “maracanaço”. MAS TODO MUNDO OUVIU. LULA FOI VAIADO. DE NOVO. DEU-SE EM ARACAJU (SE), NESTA QUINTA-FEIRA (26), quando são decorridos apenas 14 dias desde os apupos que constrangeram o presidente na abertura do Pan. Dessa vez, as vaias foram entoadas por funcionários públicos em greve. Gente do Incra e do Ministério da Cultura. Falou em ambiente fechado. Só entraram convidados. A barulheira, produzida por um grupo de cerca de 100 pessoas, veio de fora. Uma claque lulista, majoritária, entrou em cena. Fez o que pôde para abafar o zunido. Não deu. Não há em Aracaju nenhum Cesar Maia à mão. Mas sempre se poderá atribuir as novas vaias a uma orquestração de sindicalistas aloprados. Curiosamente, Lula decidira inverter seu calendário de viagens justamente para evitar surpresas do gênero. Antes, iria para Porto Alegre, cidade de onde partiu o Airbus da tragédia da TAM. Preferiu voar para o Nordeste.

  7. Anônimo disse:

    Reinaldo,o FRED(1:15),tocou num ponto importante:você mesmo diz que pouco sai de casa,e isto transparece em muitos de seus comentários algo teóricos,”em tese”.Não é preciso ir muito longe
    de casa,basta observar os vizinhos,os parentes,ir a lugares públicos onde pais e filhos estão juntos,e veremos o desastre que se está construindo no país.Estamos construindo um “edifício social” com 100 andares DE MADEIRA,bastará um ventinho para derrubá-lo.
    O maior problema na área da educação não decorre dela e sim da ideologia de estado-dependência de toda e qualquer pessoa;como todos esperam tudo do estado,e isto é parte da desastrosa herança colonial de que não nos livramos,
    ninguém assume responsabilidade por nada,nem pela educação dos filhos,tudo é transferido ao estado,e quando este passa a seguir as pedagogias “modernas”,o estrago torna-se completo.Enquanto não superarmos esta filosofia social de estado-dependência,a maioria dos pais nada fará para melhorar a situação,afinal a culpa é do estado.Este caldo de cultura já estava pronto antes do PT chegar ao poder,eles apenas o estimulam,com a ajuda dos tucanos.
    Chegar ao diagnóstico é até fácil,
    difícil é buscar SAÍDAS,não acredito na saída simplista preconizada pelos ultra-conservadores segundo os quais basta se voltar aos antigos valores
    e tudo estará resolvido.Sair desta encrenca construída pelo enfraquecimento da mensagem original cristã(toda mensagem transcendente sofre um processo de degradação com o tempo) e pelo ceticismo-desconstrucionismo moderno é tarefa para muitas gerações,isto se o Ocidente tal como o conhecemos não ruir.

  8. gde filho da mãe disse:

    Reinaldo quero dar meu depoimento sobre a educação dos filhos apesar dos meus 23 anos.
    Minha mãe ficou viúva quando eu tinha um mês e duas irmãs de 4 e 7 anos. Apesar de ter um emprego muito bem remunerado de meio período em capital ela optou por se mudar para o interior e trabalhar em casa p/ ficar bem de olho na gente. A educação que tivemos foi fruto da presença e não da ausência, sempre ela nos disse que éramos uma família e ali dentro de casa a gente podia falar de tudo, comentar de tudo, mas sem mentiras. Empregada em casa era só p/ faxina e arrumação, comida e educação era com ela.
    Na adolescência minha e das minhas irmãs minha mãe não se cansava de dizer não e quando um de nós gritava que ela era autoritária ela sempre retrucava de forma mansa (parecia operadora de telemarketing) sou menos autoritária que um delegado de polícia e um juiz. E se necessário mostrava a autoridade dando um castigo longo cujos dias iam sendo abatidos com condicional ou ampliados, conforme nosso comportamento.
    Hoje, estamos todos formados, trabalhando, cuidando de nossas vidas e ainda morando na casa da sargentona que respeita nossa opinião e nosso espaço. A gente brinca que não vai embora porque a comida é muito boa, mas cada um de nós mantem a independência.
    Comentei seu artigo, ela entrou no seu blog e comentou que vai ver o Reinaldo tem a mesma opinião que eu. É preferível ser chamada de autoritária a entregar seus filhos para serem criados pelas mães dos bandidos.
    Estranhei e ela me explicou o seu ponto de vista. Que por melhores que sejam as domésticas e babás, elas não tiveram as mesmas oportunidades que nós tivemos, ninguém é superior a elas, mas, na sua maioria, são mulheres cansadas dos problemas que enfrentam nas suas casas e não estão nem aí para os problemas de outra casa. Segundo ela, a chance de ter uma pessoa absolutamente responsável pelos filhos dos outros é de uma em cem mil, vai daí que ela não quis arriscar.
    É isso.

  9. Ana Maria disse:

    Caro Senhor Reinaldo Azevedo. O senhor tem toda a razão. Moro em Goiânia e a uns meses atrás um menino de uns 9 anos de idade invadiu uma casa pulando um muro de uns dois metros de altura e foi morto por 2 cachorros que faziam a guarda do local. O senhor deve imaginar que foi um rebuliço. Mataram os cachorros, houve debates com adestradores, veterinários sobre a violência das raças aquele alarde todo. Até falar em castração em massa foi falada. Tenho um cachorro da raça Doberman, não é um Labrador de doçura, mas é um cachorro bem educado. Agora o que me incomodou muito na época e que nem foi tocado no assunto foi. Podem não concordar com meu ponto de vista, mas minha pergunta é… Aonde está a educação desta criança? Meus pais me ensinaram que para se entrar na casa de outras pessoas deve-se bater na porta. Se esse menino estivesse sido educado corretamente, não estaria pulando muro de dois metros de altura e não teria sido atacado pelos cachorros, animais irracionais, que estavam fazendo o que lhes foi imposto. Acredito que está faltando autoridade, falar não para uma criança não machuca e tem uma importância fundamental para seu futuro. Fui adolecente e fiquei muitas vezes na internet, mas tudo tinha um limite. Hoje as crinaças não tem mais limites…
    obrigada
    Ana Maria

  10. Norma disse:

    “Minhas filhas acompanharam a cena. Ficamos todos um tanto envergonhados. Uma delas, quase instintivamente, levantou e me abraçou discretamente. Parecia querer me proteger daquilo.”

    Que lindo. Valeu tanto o post, para nós leitores, quanto ter assistido à cena, para você e suas filhas.

    Eu aprendi com Cristo que a recusa da autoridade paterna e a falta de limites dos pais são geradores de muito sofrimento para a criança e o adolescente. Poderia contar por horas a fio o quanto a liberdade mal administrada nessas fases da vida suscitam arrependimentos que, não fosse a graça de Deus, seriam carregados pelo resto da vida.

    Grande abraço e siga firme no que é correto.

  11. Anônimo disse:

    Parabéns à mãe que fez o comentário das 2:01 AM !

    Reinaldo -

    Concordo com esse comentário. Essa mãe pertence ao pequeno conjunto de mães que vêm, corajosamente, segurando a família (muitas vezes sem o apoio dos maridos, que preferem ver suas mulheres trabalhando fora, em empregões bem remunerados).
    Assino em baixo do referido comentário.

    Ass.: mãe catarinense

  12. Anônimo disse:

    Palmas para a mãe que fez o comentário das 2:01 AM

    Reinaldo -

    Essa mãe pertence a um pequeno e corajoso conjunto que ainda segura a família. Mães que cuidam de seu lar, e não saem atrás de empregões de grandes salários (infelizmente, muitos maridos incentivam essa fuga).
    Assino em baixo dos comentários das 2:01 AM.

    Ass.: mãe catarinense.

  13. Anônimo disse:

    Excelente texto!
    Adorei. Concordo com tudo o que você escreveu. Sou mãe e desde que fiz esta opção, deixei trabalho fora e dondoquices. Tudo para dar aos meus filhos ao menos uma parte de todo ensinamento e bons exemplos que recebi dos meus pais. Babás? Nunca! Meus filhos têm referências minhas, conheço-os profundamente e eles também me conhecem apenas pelo meu olhar. Minha mãe, quando está conosco, faz o papel dela: é avó. Dá sempre um jeito de sair da minha disciplina e eu pergunto a ela: quando foi que a senhora mudou de opinião? Porque no meu tempo, etc…
    Às vezes me perguntam: você não trabalha? Eu respondo: Muito! Sou enfermeira, cozinheira, educadora, preceptora, psicóloga, lavadeira, passadeira, administradora, nutricionista, babá, recreadora, conselheira, motorista, etc.
    Enfim, estou tendo um trabalhão para ter a certeza que no futuro, os meus meninos não saiam por aí roubando carros e arrastando corpos pelas ruas, nem ateiem fogo em mendigos e não espanquem mulheres nos pontos de ônibus.
    Um abraço!

  14. Sandra disse:

    Reinaldo

    Resumindo, numa família tradicional:

    -a função do pai é não deixar os filhos saírem sozinhos, mandar voltarem cedo e não irem longe;
    caso tenha caído na besteira de deixá-los, olhar o relógio a cada 15 minutos, ter um ataque quando ver que eles se atrasam, e dar aquela bronca quando eles chegarem, e perguntar a eles se não têm vergonha de deixar a mãe tão preocupada;
    -a função dos filhos é tentar sair sozinhos, ir um pouco mais longe e voltar um pouco depois do que o pai deixar;
    -a função da mãe é servir de interface entre as duas partes.

    Bem! Se a humanidade inteira passou e passa por isso, por que com a gente seria diferente?

  15. Regina Ribeiro disse:

    Reinaldo, suas filhas são garotas de muita sorte! Parabéns!

  16. Ricardo Barbosa disse:

    Perfeito Reinaldo , tenho um filho de 3 anos e me pergunto muitas vezes como agir . Penso igual a ti. Sigo Che Guevara , na única boa mensagem que nos legou :”Hay que endurecer-se pero sin perder la ternura jamás”.Volte logo ao batente full-time , estas férias já estão muito longas.

  17. Myrian Dauer disse:

    Concordo 99% com suas palavras, menos com relação ao feminismo.
    Sinto destruir suas crenças mas não foi o feminismo que transformou homens em maricas.
    A verdade é que os homens são preguiçosos e ODEIAM ficar com o papel de malvados.
    Meu inesquecível pai deixava alegremente minha mãe ficar com a pecha de madrasta, enquanto ele só chegava na hora de decidir (e muitas vezes adorava deixar minha mãe na mão).
    Mau marido também não gosta de ficar com a pior parte, faz qualquer negócio para não partilhar o papel mal querido.
    Essa é a verdade embora a maioria não queira saber disso.
    Ouça alguém que esclarece os fatos.
    É claro que há homens que se comprazem com esse papel, mas são a minoria acredite.

    E porque vc não está de férias como havia dito?
    Dona Reinalda está dando muita moleza pra você.

  18. Anônimo disse:

    O ECA é a lei da desordem.

    (R)

  19. Emerson disse:

    Tio Rei, eu pagava chicabom ao nerd mais próximo para tomar seu lugar e ver você mexendo naqueles computadores sebentos só para levar informação até nós. Brigadão Tio Rei, eu imagino o tamanho do sacrifício que isto lhe custou.
    Abração e bom descanso.

  20. João Paulo Rodrigues disse:

    Acho uma bobagem culpar as feministas por erros individuais. Afinal, não são eles hoje mais livres do que antigamente?
    Sou filho de uma feminista, e quase todos meus amigos de infância idem. Todos somos responsáveis, moderados, íntegros, honestos etc. Todos tem perfeita noção de limites. Os que têm filhos não criaram esses monstrinhos que por aí vão. Sequer um. Quem os cria os faz por culpa de outros fatores, boa parte dos quais referentes ao consumismo e aos desejos e angústias criados por ele, aos quais os pais não sabem responder. Suspeito, aliás, que são pais de casamentos em que das mães ainda se espera o papel tradicional, e dos homens aquele distanciamento paternal da tradição. Aposto que a maioria destes ainda vê os paéis de gênero da forma antiga e desigual. Tá dando no que tá dando.
    O feminismo não pregava nada disso que lhe é imputado, mas apenas a repartição de certas funções domésticas e de criação. O feminismo tem a ver com sexualidade, trabalho e família, e não defendeu nunca o laxismo na educação dos filhos. Ao contrário, pregou justamente a necessidade de favorecer o controle da família sobre si e sobre o processo de educação. É interessante, aliás, que este seja um fenômeno especialmente brasileiro, onde a violência doméstica, a prostituição infantil, o pai ausente, o machismo vicejam. Na Europa, onde o feminismo foi particularmente bem sucedido, essa falta de limites não existe. Nos EUA, onde ele penetrou menos (embora academicamente mais incisivo), a situação se aproxima, se assim se pode dizer, mais do Brasil.
    Assim sendo, não só o diagnóstico é errado, como é regressista. Precisamos de mais liberação feminina, e não menos. Liberdade casa com responsabilidade.

  21. Anônimo disse:

    Rei,
    voce esta se superando.
    Magnifico!
    Lembrei-me do meu falecido pai,que nao precisava reclamar quando os filhos se comportavam de forma inconveniente…bastava um olhar e ja’ entendi’amos a mensagem.
    :|”Os homens so’ existem para que,ao fim da vida possam honrar seus pais.”Voce escreveu esta preciosidade certa vez,lamento que tantos pais estejam desonrando os seus por pura e simples preguica

  22. Márcia disse:

    Prezado Reinaldo.

    Ah, tenha dó! Que história é essa de mãe compadecida? Cristo!… Sou mãe, mas não sou nem um pouco compadecida, não… Ponho limites, fixo regras, exijo seu cumprimento… e, nem por isso, deixo de ser terna e de encher minhas filhas de carinhos e pequenos mimos, quando oportuno… Mulher moderna é isso: temos vários papéis (mãe, profissional, esposa, dona de casa, leitora do seu blog…) e tentamos, embora a um custo altíssimo para nosso próprio psiquismo, desempenhá-los da melhor maneira que pudermos. Que divisão mais sexista, a sua! Com todo o respeito, contudo, pelas posições diferentes das minhas… como sempre… A propósito: acho que sou leitora fiel o bastante (desde a Primeira Leitura, na verdade) para não ser confundida com algum petralha… espero, portanto, não ser defenestrada…

  23. Pronônima disse:

    Aluno decepa dedo de professora; alunos passam cola especial na cadeira da professora e esta sofre ferimentos graves na pele; aluno espanca professora; jovens moradores da Barra da Tijuca espancam diarista; jovens de classe média espancam idoso. São apenas uns poucos fatos ocorridos muito recentemente e divulgados na mídia. Apenas os que consigo lembrar no momento. Mas suficientes para corroborar a sua análise.Sobre os casos envolvendo alunos e professores, em todos eles o conselho tutelar ou coisa que o valha foi consultado, diretores de escola, pais e avós foram ouvidos, e na maioria deles os alunos não receberam qualquer punição. E os argumentos eram sempre do tipo: “coitado, a mãe abandonou, vive com a avó”; “não teve intenção”; “puni-lo só vai deixá-lo mais revoltado”, etc.´
    Certíssimo você. Adorei o termo pedagorréia, apesar de ser pedagoga, ou por isso mesmo.
    Leio sempre o blog, também os comentários, mas é a primeira vez que escrevo um. Seria bom ler mais coisas suas sobre o assunto. Tome-o como um caso de utilidade pública.
    Prô

  24. olinto disse:

    Claro está que estes adolescentes nao vao servir para muita coisa. Eles nao tem pai nem mãe.

    A fábrica de incapazes que é a TV brasileira nao pode ser esquecida, porque coloca aos jovens a noçao de que ser descarado, insubordinado e sempre contestar a autoridade dos pais é a chave para subjugar o mundao la fora e ter sucesso profissional.

    Bem definida é a culpa ou melhor DOLO dos pais que nao querem educar seus filhos, preguiça aliada a COVARDIA. Sao mais infantis que seus filhos, nao dao a devida correçao aos filhos porque têm vergonha que os filhos lhes apontem suas mazelas, seus vícios e pecados.

    Criam portanto uma CUMPLICIDADE com os filhos, numa troca de favores assaz negativa, onde um nao denuncia a vergonha do outro e assim LA NAVE VÁ.

    Garanto para qualquer um, estes jovens que estao sendo assim criados NAO VAO SERVIR PARA NADA.

    Quando muito servem para derrubar aviao……….. que é o que vemos hoje.

  25. Hilário Tristão disse:

    Falaram em Paulo Freire aí?

    Vou vomitar e já volto.

  26. Anônimo disse:

    Reinaldo, se estão na internet não é tão ruim quanto parece porque hoje em dia com essa idade eles já fazem coisa muito pior.

  27. Anônimo disse:

    Vejo-me como a única pessoa da casa onde eu moro que tem algum bom senso. E isso é a coisa mais lamentável que existe. Sou o exemplo típico de pais jovens e inconseqüentes que resolveram colocar filhos no mundo, sem nenhum planejamento familiar, sem a preocupação de como iria sustentar e criar esses novos individuos.
    É obvio que criança não cria criança!
    Essas crianças (meus pais) já vinham de uma estrutura familiar desequilibrada.
    O fato é que eles não se contentaram com um filho, mas sim três. E como sempre acontece, depois de se satisfazerem sexualmente sem nenhuma proteção, colocando três filhos no mundo, eles resolveram se separar.
    E a minha vida entra na linha dos porquês!
    Porque fui à única diferente? Se a criação foi à mesma e os caprichos sem limites também foram os mesmo!
    Só sei que na medida em que eu crescia, deixava de lado todas as paparicações, e começava ver que a vida é dura e cheia de limitações para quem quer levar ela a serio. Aprendi praticamente sozinha que é necessário correr atrás dos seus desejos, e não esperar que os outros os façam.
    Pois por mais que eles me mimassem quem acabaria fazendo a prova da escola era eu sozinha. E se eu tirasse nota baixa seria excluída automaticamente do meu grupo de colegas (que geralmente eram os que tiravam notas boas).
    Quando tirava nota baixa aquilo não significava nada para eles, e isso me deixava irritada. E me perguntava mais uma vez: Porque os meus pais não brigam comigo? Não me castigam?
    Poderia ser uma nota boa ou ruim, era a mesma coisa: a indiferença!
    Eu usava como referencia os pais dos meus colegas. Tudo os que os pais deles faziam ou diziam eu acabava usando aquilo pra mim.
    Resumindo:
    Ate hoje é assim, meus irmãos são a mais pura realidade de uma má criação. Uma garota de 21 anos que só quer saber de salão de beleza, namorar e comprar roupas (mesmo sem condições). Meu irmão de 19 só quer saber de festas e os amigos. Ah! Sem falar que os dois são viciados em orkut e mns.
    As minhas brigas com minha mãe, sobre esses absurdos, são constante e a opinião dela é que eu sou sempre a ruim! Ela diz que eu sou critica demais com as coisas, e não sabe por que eu nasci assim (agora ela que se pergunta!).
    A minha única resposta é que tudo o que eu vejo me dar um nojo. Espero logo me formar pra sair de casa e não ter que respirar mais esse ar de pura alienação que se fixou na minha família e parece que não vai sair tão cedo.
    Sinto-me um fantasma em casa. Espero logo ter uma casa só pra mim, pelo menos as minhas paredes irão me escutar. Estar longe disso (da minha família) é o que eu quero!
    Eu digo que ela é igual ao Lula, sem comando, sem pudor, apóia a marginalização e a falta de ética.

  28. Anônimo disse:

    Reinaldo, dessa vez você escreveu um ótimo artigo, devo reconhecer. Ousaria acrescentar a difícil tarefa de muitas mães que criam seus filhos sem a presenca do pai, situacão muito comum no Brasil de hoje em dia. Conciliar a tolerância com a autoridade, ser mãe e pai ao mesmo tempo não é tarefa para qualquer uma. Por isso eu tiro o chapéu para todas as mães solteiras ou viúvas que educam seus filhos e ganham deles respeito e obediência.

  29. PATRICIA M. disse:

    Pois sinto te informar que la em casa quem carregava a mao era a minha mae. Tivemos um pai totalmente ausente em termos de educacao, mas minha mae nunca foi “compadecida”. Soube educar terrivelmente bem. NAO eh NAO e sempre foi NAO la em casa.

  30. Anônimo disse:

    Adorei o texto.
    O certo ficou careta e o errado é que é bacana - um reflexo da política do nosso país, que também se encontra com um pai ausente, condescendente com tudo, incapaz de impor limites…

  31. Marco Antonio disse:

    Aos saudosistas do golpe, meus sentimentos!!!

    Crônica de um desastre anunciado

    “Congonhas está condenado desde 1982 quando uma comissão de vereadores, da egrégia Câmara Municipal de São Paulo, preocupada com o desenvolvimento da indústria aeronáutica e com o movimento de passageiros na capital bandeirante concluíra pela necessidade de se construir um novo aeroporto, de porte, capacidade operacional e segurança. Seguiu-se àquela época um tremendo debate sobre a localização do novo aeroporto de São Paulo. Haviam três correntes distintas: uma defendia a transformação do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas; outra queria a construção de uma obra faraônica (teria que cortar o cocuruto das montanhas) em Caucaia do Alto e uma terceira que pretendia valorizar a antiga Base Aérea de São Paulo, no bairro de Cumbica, em Guarulhos.
    Independentes dos interesses que moviam cada grupo nesta escolha, todos concordavam com uma coisa: Congonhas estava condenado. E assim foi até os idos de 1990 quando o comandante Rolim, o mesmo que criou a TAM, decidiu que sua companhia não poderia mais voar com pequenos aviões turbo-hélices e muito menos apenas para cidades do Interior de São Paulo, Paraná e Mato Grosso. Trouxe para o Brasil o reluzente e moderníssimo Fokker 100, um jato extraordinário, que podia operar em pistas reduzidas e com enorme autonomia.
    Conseguir as linhas foi uma verdadeira batalha, digna de um Aníbal, por exemplo. Afinal, o histórico monopólio da VARIG, apoiado pela VASP e pela Transbrasil, não poderia permitir que o valoroso empreendedor do Táxi Aéreo de Marília pudesse entrar nesta panelinha.
    Foi preciso comprar muita gente no finado DAC e não custou barato. Ainda mais em tempos de práticas alagoanas na capital federal. Mas, além das linhas, Rolim queria voar a partir de Congonhas, do condenado aeroporto de Congonhas, para o qual havia restado apenas meia-dúzia de Electras da ponte aérea e um monte de aviões de até 50 lugares. Nada mais.
    É claro que ele conseguiu. E é claro que as outras empresas também voltaram a operar no velho Aeroporto. A segurança? A condenação? Ora, como se pode abrir mão de um equipamento social tão cômodo, incrustado no centro da cidade de São Paulo?
    Nos tempos da fúria privatista tucana, o aeroporto de Congonhas se agigantou. Voltou aos bons tempos. Superou a marca de sete milhões de passageiros/ano. As companhias trouxeram aeronaves maiores, mais pesadas. A cidade de São Paulo se estruturou ali onde antigamente era a várzea do Pinheiros. Surgiram as avenidas Berrini, Águas Espraiadas, até a TV Globo, a Editora Abril, todo mundo mudou para o lado de cá de São Paulo. O trânsito tornou-se ainda mais infernal. Os moradores dos bairros de Campo Belo e Vila Guarany assistiram em pânico ao desastre da TAM de 1996. E se o avião tivesse decolado para o lado de Moema e se estatelado no Shopping Ibirapuera? Como caiu pelos lados do Jabaquara, foi culpa, é claro, do piloto que não percebera a abertura do reverso de uma de suas turbinas.
    Não. Não faltaram alertas. O livro de ocorrência do DAC em Congonhas possui todo tipo de incidente aeronáutico que se pode imaginar. Mas, ao lado do aeroporto proliferaram grandes redes de hotéis, construiu-se em uma rara PPP até um estacionamento imenso operado pela Camargo Correa, que investiu os tubos e está ávida para recuperar seus reais. A Brasif abriu uma loja de produtos importados, uma das maiores vitrines do varejo aeroportuário do mundo. E a Infraero, é claro, do alto de sua competência ia dar um jeitinho para faturar uns trocados.
    A confusão era tão grande que no ano de 2002, com uma capacidade saturada de oito milhões de passageiros, ocorreu o insólito atropelamento de um bancário, por um ônibus, em plena pista de táxi do aeroporto. Não há registro de tamanha calamidade nem mesmo nos aeroportos da Royal Air Force durante a invasão da Normandia, em junho de 1944.
    O condenadíssimo aeroporto de Congonhas r

  32. Rose disse:

    Só posso concordar com o que você diz, Reinaldo! Excelente texto! Excelente lição que deveria ser passada para todos os pais.

  33. Rodrigo disse:

    Reinaldo Azevedo, numa Lan House à uma da manhã, refletindo sobre o papel dos pais na educação infantil do mundo moderno, cercado por adolescentes com hormônios à flor da pele: taí uma cena que eu gostaria de ter visto…

  34. Costajr disse:

    O texto é claríssimo, mas confesso que me deu uma certa satisfação, um riso incontido, imaginando seu desespero em escrever seus posts e a molecada falando bobagem na rede.

  35. Eunice disse:

    Saudades Rei!

    Lindo texto.Tenho uma mocinha de 17 e um rapaz com 12 e SEMPRE coloquei limites e não me arrependo.Digo NÃO quando precisa e explico a razão.Não tenho MEDO dos meus filhos. Algumas pessoas as vezes me criticavam dizendo que eu era severa e blá, blá,blá….
    Hj dizem que eu dei SORTE com meus filhos,que eles são ótimos,educados,obedientes,respeitam as pessoas etc…SORTE? QUE SORTE?
    FILHO NÃO É LOTERIA E EU NÃO TIVE SORTE COISA NENHUMA.Eu simplesmente cumpro a minha obrigação como mãe e não deixo que a RUA eduque meus filhos.
    Não me arrependo das coisas que tive de abrir mão para poder ter mais tempo de ficar com eles,vale a pena.
    O problema hoje Reinaldo é que as pessoas colocam filho no mundo e não os assumem.Acham que uma escola cara, uma babá,resolve.Quando percebem que erraram já é tarde demais.
    Beijos para toda família.

  36. Anônimo disse:

    Certíssimo !

    Reinaldo -

    Seu post “Pais e filhos” disse tudo. Nada a acrescentar.
    Parabéns!
    E que Deus abençoe você sua família.
    Um abraço -
    Bobby

  37. Locão. disse:

    Ricardo Fernandes 3:29am

    Sua colocação é perfeita. Acho que nos tornamos maricas ,covardes, deploráveis seres rastejantes, com medo de perder alguns valôres que, visto a importância da vida,são totalmente dispensáveis(como pretender ter filhos com “QI alto”,cheios de “iniciativa”,invencíveis, e perfeitamente adaptados aos padrões da psicologia achada na rua-para isso é preciso seguir os conselhos ilimitados dos psicólogos ilimitantes; ou não renunciar à pespectiva de uma vida com menos silicone , botox, academia,novelas,infidelidades,separações, divórcios , reconciliações;tudo baseado na mais escancarada hipocrisia; ou ter que arriscar um processo , um emprego,uma reputação duvidosa,um carguinho fajuto, por aquilo em que se acredita) . Quando vaiar um presidente sabidamente ignorante, incompetente, desonesto ,mal intencionado ,com tendências totalitárias, que está nos levando ao caos total, se torna um ato de coragem, é sinal de que há muito perdemos a dignidade e a personalidade ,e aceitamos que qualquer coisa nos comande. Para os que acreditam, isso significa que, a qualquer momento, faremos o que o diabo disser; se é que já não o fazemos!

  38. Anônimo disse:

    Reinaldo,

    O seu texto sobre educação de filhos está muito adequado. Destaco o seguinte trecho: “O pai foi feito para reprimir, de sorte que seu abraço e perdão, mais duro e tardio, representam a reconciliação com o mundo desde o fim. Ignoro tragédia maior para a formação da psique do que um pai liberal, “bacana”, para o qual toda experiência é válida. Não é. Isso é mentira.”

    Freud também considerava que a lei é o pai. Então nota-se que seu texto está de acordo com os ensinamentos de uns dos maiores nomes da humanidade. Parabéns.

  39. Anônimo disse:

    Acho a tarefa educar mais dificil do que chata. Depois que os filhos chegam a responsabilidade de faze-los seres do bem e uma tarefa complicada.
    Estamos sempre tentando acertar, mas quem garante que estamos fazendo o certo? O que me tranquiliza e que meus filhos tem nos pais os seus melhores amigos. Sabem que podem contar com os pais para tudo. Agora esta historia de nao poder dizer nao, aqui em casa nao cola. Esta psicologia de louco nao usamos para educa-los.

  40. Anônimo disse:

    Puxa! Estou comovido. Meus olhos lacrimejando, e feliz. Por fim leio algo que exprime o que penso de ecucação de pai, do papel do pai. Sempre que fui ao colégio das minhas filhas fui recepcionado como um insensato que dizia NÃO às filhas e que elas iriam precisar de psicólogos, blá, blá.
    Ainda bem não me curvei as idiotices pregadas nos colégios e “sentei a sola” no necessário: estudar… muito, dormir cedo, e pedir a benção a velho aqui, independente dos atos ou palavras de ontem.
    Me dei de bem.
    Vou guardar esse texto com carinho.
    Parabéns mestre nosso. Vida longa e que Deus o proteja e aos seus.

  41. Blogildo disse:

    O pai ideal da modernidade eh aquele que fica assistindo “Sex in the city” enquanto a filha esta no quarto com o namorado. Eu lembro disso…

  42. Anônimo disse:

    Os adolescentes, alguns com mais de 40 anos, que estão muito preocupados com a ’segunda vida’… deveriam se preocupar antes com a ‘primeira vida’. Tá de férias? Saiam, vão para museus, visitem amigos… vivam!

  43. e disse:

    Reinaldo,

    só tome o cuidado de trocar tua senha do Blogger quando voltar para o teu laptop. Esses computadores de LAN Houses costumam ser quase tão sujos quanto o governo Lula. Computador público é sempre um problema. Há uma boa possibilidade de que existam trojans, vírus, spywares e keyloggers por aí.

  44. hdrummond disse:

    Rei,o feminismo veio trazer direitos que antes não eram admitidos para as mulheres. Como qualquer movimento de mudança, traz em si benefícios e equivocos.
    Sempre me chamou atenção de que quem cria homens machistas são suas mães, portanto mulheres.
    Concordo com você que na criação de filhos, existem papéis que são do universo feminino e outros que são do universo masculino. E isso é bom para que as crianças percebam limites e se sintam seguras.
    O mau entendimento das questões psicológicas é que fazem com que se entenda que não se pode dizer não às crianças. Na própria terapia, se aprende a lidar com limites, quando, mesmo tendo algo a ser dito, se ouve o “seu tempo acabou”.
    Estamos presenciando uma geração sem referências de conduta e infelizmente, as consequencias não serão boas.

  45. Anônimo disse:

    Bacana o que vc escreveu! Concordo plenamente!

    Lou

  46. Eliana Maria disse:

    Ent?o Tio Rei, muito 10 voc? numa Lan disputando um Pc, com um adolescente…rsss. Agradecemos o empenho.
    Bem vamos por parte (como o jack),
    - primeiro sua permiss?o para postar o texto no meu blog.
    (j? est? l?…hehe)
    - Onde n?o concordei: Sobre o feminismo. Aqui acho que as Mulheres evoluiram e os Homens pararam no tempo ou perderam-se.
    Essa ? uma quest?o complexa, uma vez que envolve N vari?veis, e n?o ? o tema central.
    - Onde concordo totalmente: A responsabilidade dos Pais, na educa?o e acompanhamento dos filhos.
    Minha filha tem quase 20 anos e estuda psicologia (U. Federal - reduto de Petralhas, sente meu drama).
    Sua frase: “Vai dormir porque estou mandando”, ? a s?ntese da educa?o que eu e meu marido recebemos, al?m das palmadas merecidas, claro. E isso tamb?m nos preparou para o que somos hoje.
    Pessoas respons?veis, honestas, e sem traumas psicol?gicos. Acima de tudo, deu-nos limites e ensinou respeito n?o apenas aos nossos pais, mas com todas pessoas que nos cercam. ? o que tentamos passar
    para nossa filha. Nem sempre estamos ou estaremos certos, mas por enquanto nossa palavra ? “a Lei”, o limite. Quando for morar sozinha e depender apenas dos seus esfor?os, levar? para vida o que aprendeu em casa.
    Tem reclama?es? Muitas.
    Mas tamb?m muita conversa, muito amor e exemplo.
    Se vai dar certo? Acreditamos e esperamos (os tr?s)que sim.
    Est? sendo preparada para encarar o mundo, com a certeza que que quando precisar voltar para tr?s, a porta de casa e nossos bra?os estar?o abertos.

  47. joão nonohay disse:

    Reinaldo,
    Ótimo texto, tenho um filho de 4 anos, que amo mais do que tudo neste mundo e, por isto, conduzo a educaçaõ dele com muitos nãos. E ele me ama muito também e me vê como uma referência e proteção positivas na vida dele, tenho certeza.
    Grande abraço e fora LULA.

  48. Davi disse:

    Reinaldo, não tenho filhos… pretendo construir uma família em alguns anos, e brilhantemente você exprimiu em um texto, o quão equivocados e ausentes como “lei” são os pais atualmente. Bom, na verdade percebe-se inteligência em uma pessoa quando ela é capaz de compreender e fazer análises de diversas situações inerentes ao ser humano; e reitero, esse texto afirma essa sua capacidade. De qualquer maneira, sou psicólogo, e concordo sobre a banalização de conceitos da psicologia e psicanálise aplicados à educação. Não quero de forma alguma me aprofundar em conceitos da psicanálise, mas quando se refere ao pai como lei,Lacan descreve tais conceitos com a figura do “Outro” e “Grande Outro”.
    Bom ótimo texto fica aí, aos psicanalistas de botequim! Viva Tio Rei, Viva Lacan. O resto é ladainha de psicoesquerdopatas!

  49. Anônimo disse:

    Sem dúvida limites é sinal de amor.Tudo que uma criança ou um jovem aprende em casa com os pais provavelmente não precisará aprender na rua com o mundo e às vezes da pior forma possível.Este mesmo garoto que desacatou o pai repetirá a atitude com outros e a forma que os outros poderão reagir é onde mora o perigo.Limites é importante até para o sujeito saber como pode e deve se colocar em todos os aspectos e situações da sua vida.

  50. Guilherme Parmegiani disse:

    Moro no EUA e o maior crime que vejo ser cometido aqui é esse medo que os pais têm de dizer ‘não’ aos filhos. Eu chamo isso de preguiça.
    Para eles, é assim que acontece:
    - Pai, quero isso!
    - Hoje não, filhinho. Papai tá sem dinhei..
    - MAS EU QUERO!
    - Filhinho, você sabe que não é OK gritar com o pap..
    - EUQUEROEUQUEROEUQUERO!!!
    - Filhi…
    - AAAAAAAAAHHHHHHHHHHH!!! EU QUEEEEEROOOOO!!!
    - Moço, me vê dois disso.

    Juro. É assim mesmo.
    Pra que você vai ficar agüentando choro, grito, encheção de saco, se você pode acabar com tudo aquilo tão facilmente.
    Ah, não, mas peraí. Injustiça minha. O pai depois, com o filho já com os dois isso na mão, fala pra ele, seguindo rigorosamente os preceitos da “pedagorréia”:

    - Filhiho, você sabe que não é legal gritar com o papai. Você está estressado? Papai fez alguma coisa que você não gostou?

    Pronto. Daí, assim, além de não educar, o pai ainda se põe numa situação inferior à do filho.
    E o filho vira um dos loucos pedófilos, assassinos em massa ou coisa que os valha que dão aos montes por aqui.

    Apesar de discordar de você na distinção dos papéis de pais e mães, achei o texto muito bom, como de praxe.

    Abraços

  51. Anônimo disse:

    oi Rei,

    bela analise critica, nua e crua.

    ai! que saudades da educação a moda
    antiga…rs…tuas tres mulheres são privilegiadas por terem um companheiro, cumplice, pai e amigo
    como tu ao lado delas…D. Reinalda
    que me perdoe, mas sinto cá uma pontita de inveja do quarteto…mas
    eu descanso tranquila e colho os bons frutos das sementes plantadas
    qdo tive que exercer responsabilidades com a cria.

    Agora torço pela alegria e desfrute
    dos netos que viram um dia.

    Por acaso, lendo seu texto me lembrei que Lacan dizia, que bastam
    três gerações para se fazer um psicotico…rs na pós-modernidade
    creio que duas bastam.

    abs fraternos e boas férias a vc e
    as suas três mulheres.

    aprendiz de feiticeira!

  52. Stefano Kerhart disse:

    Sou Pai de 4 filhos e concordo plenamente com você.

    Os pais dos amigos dos meus filhos são mais legais e liberais.

    Eu sou um saco.Reclamo de tudo até quando um filho não lava um prato ou não coloca na geladeira o que dela retirou.

    Enfim, fazer o que ?

    Cada um tem o seu papel na sociedade.O meu papel de Pai eu não delego à ninguém.

    Se serei bem sucedido só o tempo dirá.

    Abrs e muito bom o seu texto.

    Parabéns.

  53. Jabuticabo disse:

    O teatro de Molière, o rádio, o jazz, o rock, Sócrates, Sócrates de novo…

    Quais destes não foi acusado de atentar contra a moralidade, de conduzir nossa sociedade à barbárie?

    Não é difícil reconhecer que nosso tempo não tem nada de especial, e certamente não tem como permanecer imutável mais do que ontem, o começo do século XX ou o da era cristã.

  54. KIRKFAN disse:

    Reinaldo,

    Parabéns. A nossa crise moral começa por aí! Entre pais e filhos.

    Belo texto: atual e cheio de amor pelo ser humano.

  55. Anônimo disse:

    Grande texto, Reinaldo. Grande texto!

  56. Eli disse:

    Pois bem Sr Reinaldo, eu não concordo com muitas coisas que o senhor escreve, mas concordo com tudo que o foi escrito aqui. Parabéns!

  57. Marcos disse:

    Como você gosta de dizer, um texto impecável. Perfeito. Vou imprimir e mostrar aos meus amigos. Um pai de 43 anos, com três filhos educados. João Marcos

  58. Marcos Ficarelli disse:

    Muito correto Rei. Nós pais, estamos reféns da moderna psicologia “pros outros”. Not In My Backyard. Pobres mulheres, pobres negros, pobres crianças!
    Sou bem casado há 32 anos com 5 filhos bem formados (2 mulheres e 3 homens).
    O pai tem a obrigação de ser rude em suas atitudes. Amizade, amor … é default, contundente, mas enérgica. Você sabe que nem sempre é fácil. Daí, xô preguiça.
    Fiz meus filhos para melhorar a espécie. Agora, tenho de melhorá-la.

    Os outros? Danem-se. Somos raros.

  59. Anônimo disse:

    EU CONCORDO COM TUDO ISTO. aCHO QUE O GRANDE PROBLEMA HOJE É A FALTA DE LIMITES, TANTO DA FAMILIA, COMO DA SOCIEDADE E DOS POLITICOS. O BRASIL ESTA NO FUNDO DO POÇO E COM ELE TODA A FAMILIA. OS PAIS NÃO EDUCAM PORQUE REALMENTE DA MUITO TRABALHO. TENHO DOIS FILHOS E SEI O QUANTO CUSTA EDUCAR E EXIGIR RESPEITO DIANTE DE UMA SOCIEDADE TOTALMENTE DECADENTE.
    ABRAÇOS,
    MARIA

  60. Anônimo disse:

    Reinaldo, achei que você estava de férias porisso somente hoje entrei na Veja online e qual não foi minha surpresa ao ver que você não resistiu e continuou escrevendo.O assunto é pais e filhos. Concordo com as linhas gerais do texto mas “mãe foi feita para compreender e perdoar”? Sim, claro mas isto absolutamente não exclui a autoridade de dizer não sempre que necessário, impondo disciplina e ensinando valores morais e éticos principalmente pelo exemplo. Claro que cansa, é muito mais fácil ser permissiva e boazinha mas pense nas inúmeras mulheres que criaram sozinhas filhos que são exemplo para a sociedade. Não estou falando da mãe do nosso presidente é claro, apesar de achar que ela fez o melhor que pode e que se sentiria frustrada se visse o filho hoje.

  61. Maria Alice disse:

    É isso aí, Gustavo! Nós, adolescentes, entre a leitura de um post e outro acessamos o orkut, o msn, mas não abandonamos o Tio Rei não… haha!

    Como sempre, lapidar o seu texto, Reinaldo.

    Bom descanso!

  62. WEIMAR disse:

    O que você diz aqui, Reinaldo, deveria ser coisa sabida, do senso comum, óbvia, desnecessária de ser colocada em post. Mas não é. E aí a tristeza de quem acredita que deveria ser desse jeito a educação da juventude.

    São ignorantes e muitos sabem que o são. O pior acontece com aqueles que se limitam a ler um jornal (a Folha é o melhor exemplo), o best-seller do momento, ouvir compositores populares, ver os filmes elogiados por aqueles mesmos que, pensando que educam os jovens, apenas os doutrinam e os enchem de ressentimento contra os que têm valor. E, com isso, não sabem que são tolos e igualmente ignorantes.

    E como nossa realidade, infelizmente, é desse jeito, parabéns pelo que você diz aqui.

    Weimar

    P.S.- Mesmo que outra fosse nossa realidade, ainda assim mereceria você parabéns pela forma como diz o que diz. Meu aplauso e minha admiração.

  63. Anônimo disse:

    Reinaldo dixit.

  64. caixa d'água disse:

    O pior são as desculpinhas: “Coitado, não consigo dizer não”, “Quero que ele tenha tudo o que eu não tive”, etc. Me poupem! Levei muito puxão de orelha quando era criança e tive muitos pedidos consumistas negados quando adolescente, e aqui estou, sem nenhum tipo de trauma ou desequilíbrio psicológico. Na verdade, sou até grato pela linha dura dos meus pais. Claro que na minha imbecil rebeldia adolescente eu odiava ser “reprimido”, mas hoje em dia, quando vejo o saldo (não viciado em drogas, nenhum acidente automobilístico por dirigir bêbado, nenhum filho fora de hora, nenhuma DST, nenhum crime contra o patrimônio), vejo que saí no lucro.

  65. NS disse:

    Reinaldo,

    Fato verídico:
    Certa vez tratando de uma jovem dependenete de drogas fiz-lhe a classica pergunta o porque do uso (que não era compulsivo):
    - Para ver até quando eles (os pais) permitirão que eu o faça…será que até o vicio crônico ou minha morte?

    É isto aí. Muitos adolescentes agem “loucamente e sem limites” até para testarem o Amor dos pais. E muitas vezes, crescem, tornam-se adultos e constituem famílias sem experimentarem este Amor-maior que lhes foi negado por preguiça e /ou por embuste.

    NS

  66. Fred disse:

    Caro Reinaldo,
    percebi pelo seu texto que você andou trabalhando demais em casa,e está se espantando com a realidade mundana.Sou professor,destes de vocação,vinte anos na lida,e pude perceber claramente as mudanças no formato da “educação”no Brasil.A escola pública está entregue,na maioria dos estados,em mãos e mentes esquerdistas,que acham que a escola é lugar de transformação social,conscientização política(deles)etc,etc,mas sem necessariamente passar pelo aprendizado dos conteúdos(9×7…),que são detalhes chatíssimos de transmissão,coisas pequenas,miúdas,frente ao grande desafio utópico da igualdade de classes e de pensamentos.
    Por outro lado, o objeto do ensino,o alunado em geral,chega na escola sem um pingo de limites,de educação básica familiar,e os pais jogam na escola esta tarefa que deveria ser de sua responsabilidade.Gestos e atidudes simples,como um bom dia,com licença,obrigado,por favor,quase não existem mais.Pichações são sinônimos de liberdade de expressão,linguajar chulo é modernidade e transformação da língua falada.A disciplina,a ordem, punição,avaliação,repetência é tratada como a mais vil e reacionária forma metodológica de ensino.
    Estes “pensadores” são sempre os primeiros a deixar as salas de aulas,e se encaixarem nas mamatas dos sindicatos,candidatos em qualquer eleição.
    A nós,simples professores,nos resta a vontade de fazer um bom trabalho e não deixar que esta onda nos derrube ou corrompa.
    Reinaldo,quer conhecer minha escola?Que tal uma palestra para alunos e professores?Eles estão precisando de você,e você de sair mais de casa.
    Abraços cordiais,
    Fred

  67. Christiane disse:

    concordo plenamente com vc., Reinaldo… E é por isto que, aos 32 anos, ainda estou adiando a decisão de ter filhos (mesmo sabendo que o “relógio biológico” não perdoa). Tenho muito medo de como conseguir conduzi-los em choque com o que os outros fazem, e das demandas que a convivência com estes adolescentes de hoje e de amanhã (que, tudo indica, serão muito piores) possam vir a trazer.
    Sempre que vejo uma amiga com um bebê, penso “chegou a minha hora também”. Aí, vejo um adolescente, ou um comentário de “psicólogos/pedagogos/educadores” (com aspas bem grandes para todos estes nomes) - sobretudo no Brasil - e resolvo adiar mais um pouco…
    Parabéns pelo texto!

  68. Carlos Emiliano disse:

    Pois tio Rei, se alguém perguntar quem é vc para pontificar sobre educação, pode dizer que vc é o pai dos sonhos dos professores. Sou professor e estou temporariamente rebaixado a diretor de escola pública(nada de punição, creio que importante na escola é professor), pai de 2 filhas e por vezes creio que estamos mesmo caminhando para a barbárie. Como que pode um pai chegar e dizer pra mim que não sabe o que fazer mais com o filho(a)? Geralmente uma criatura de 12, 13 anos? Minha escola se pauta pelo direito da maioria de estudar e aprender. Quem não quiser, pode perfeitamente procurar outro lugar, com nossas bênçãos. Faço questão de deixar claro aos pais e alunos: quem manda na sala é o professor, e, desde que não infrinja direitos básicos do aluno, deve ser respeitado sempre. Não dispensamos o “com licença” e o “obrigado”. Se nossas filhas vão nos agredecer ao final? Com certeza. Siga sempre assim. Bom descanso.

  69. Anônimo disse:

    Os excessos (compreensíveis) cometidos pelo movimento feminista não podem apagar o belo legado civilizatório. Fruto da chamada “cultura ocidental”, colocou em cena algo além da lei do mais forte. “A mulher não existe”, segundo Lacan. E é verdade. Sua existência ( e você sabe o que significa existência, em psicanálise)depende do reconhecimento da lei. Na minha interpretação, a mulher precisa, para existir, de um aparato legal. Quando esse aparato se fragiliza, a mulher fica ameaçada. E issso pode acontecer num piscar de olhos. Lembra daquele episódio em Nova Orleans? A cidade alagada, pessoas refugiadas e isoladas num estádio e, em meio a toda aquela tragédia, mulheres começaram a ser estupradas. É um exemplo claro de que mulher não existe na barbárie.
    Eis o grande legado do movimento feminista: um aparato legal que possibilita a existência da mulher. O assustador é constatar a fragilidade disso tudo.

    Li.

  70. Anônimo disse:

    Concordo em gênero, número e grau com você. E relembro um amigo que me contou uma vez que discutiu com o pai e disse: “Pensei que você fosse meu amigo” e o pai valendo-se de grande sabedoria respondeu: “Não sou seu amigo, sou seu pai”.

  71. humberto disse:

    Reinaldo,vc está certo.Observe que vc tem que se preparar,estudar,treinar,aprender para quase tudo o que vc fôr fazer na vida . Para ser pai,votar,e ser eleito para cargos publicos não tem que saber nada.Vc pode inclusive estar sendo processado, analfabeto,doente,débil mental,ser tudo de ruim que seus direitos estão garantidos por lei,e é aí que tudo dá errado.

  72. Anônimo disse:

    Gostei da pedagorréia. Sou pai e aqui em casa ela não entra. Como dizia minha mãe: quer liberdade, dinheiro, não quer ter horário? Cresça e apareça.

  73. Luiz disse:

    Olá, Reinaldo:

    Meu comentário é simples assim:

    Estou imprimindo esse post (Pais e Filhos), vou plastificar e colar na porta da geladeira.

    Obrigado e até logo!

    Luiz

  74. Lito disse:

    é o resumo das razões da deterioração da nossa sociedade.
    educar é muito dificil, mas não impossivel….
    só precisa ter …educação!

  75. Carlos César Higa disse:

    Reinaldão,

    Parabéns pelo texto! Creio que esta música do Tião Carreiro e Pardinho (acho que eu sou o DJ do seu blog hehehe) complementa tudo o que você escreveu:

    A VACA JÁ FOI PRO BREJO

    Mundo velho está perdido
    Já não endereita mais
    Os filhos de hoje em dia já não obedece os pais
    É o começo do fim
    Já estou vendo sinais
    Metade da mocidade estão virando marginais
    É um bando de serpente
    Os mocinhos vão na frente, as mocinhas vão atrás…

    Pobre pai e pobre mãe
    Morrendo de trabalhar
    Deixa o coro no serviço pra fazer filho estudar
    Compra carro a prestação
    Para o filho passear
    Os filhos vivem rodando fazendo pneu cantar
    Ouvi um filho dizer
    O meu pai tem que gemer, não mandei ninguém casar…

    O filho parece rei
    Filha parece rainha
    Eles que mandam na casa e ninguém tira farinha
    Manda a mãe calar a boca
    Coitada fica quietinha
    O pai é um zero à esquerda, é um trem fora da linha
    Cantando agora eu falo
    Terrero que não tem galo quem canta é frango e
    franguinha…

    Pra ver a filha formada
    Um grande amigo meu
    O pão que o diabo amassou o pobre homem comeu
    Quando a filha se formou
    Foi só desgosto que deu
    Ela disse assim pro pai: “quem vai embora sou eu”
    Pobre pai banhado em pranto
    O seu desgosto foi tanto que o pobre velho morreu…

    Meu mestre é Deus nas alturas
    O mundo é meu colégio
    Eu sei criticar cantando: Deus me deu o privilégio
    Mato a cobra e mostro o pau
    Eu mato e não apedrejo
    Dragão de sete cabeças também mato e não alejo
    Estamos no fim do respeito
    Mundo velho não tem jeito, a vaca já foi pro brejo…

  76. Anônimo disse:

    Reinaldo,

    E o que dizer das persoanormalidades sem pai, filhos da mãe ?!!!.

    Sds.,
    m

  77. Simone Miletic disse:

    Outro dia entrei no elevador com minha filha, pela manhã, indo para a escola, ela acordada e serelepe.

    Andares abaixo entra um casal, o filho, de idade aproximada da minha, 4 anos, dormindo no colo de um deles, desmaiado.

    Ao ver minha filha acordada comentam que o filho deles dorme tarde todo dia.

    Respondo que a minha dorme às 20:00h, todos os dias, exceção apenas para festas de família, nos finais de semana.

    Eles falam: “Benz’a Deus! Que bom que ela é boazinha!”

    Minha resposta: Que Deus que nada, eu que me trancava com ela no quarto quando ela era menor, chorando, para fazê-la dormir no horário. Hoje ela nem discute quando eu digo que é hora de dormir.

    Ouço o apartamento da vizinha toda noite, que isolamente acústico que nada, 22, 23, 24 horas, e a menina deles chorando, falando… Isso quando não descem até a pizzaria da rua nesse horário… A menina é mais nova que a minha… Mas eles não vêm problema algum.

    Depois, quando alguma pesquisa ou médico fala da importância de uma boa noite de sono para o desenvolvimento de uma criança, eles fingem que não vêm.

    Criar filhos não é fácil, deixar de cria-los não deveria ser alternativa.

  78. alberto massuela disse:

    Caro Reinaldo, concordo plenamente com suas “maneiras” de educar suas filhas. Como já disse, tenho uma filha, as vezes me pego sendo um pouco rude com ela. As vezes ela chega a chorar, mas não volto atrás em minhas dicisões, se ocorreu foram poucas. Morro de arrependimento, mas não transpareço. As pessoas mais velhas tem um ditado muito sábio, como sempre, - Que as crianças chorem agora, para que nós não choremos depois-.Uma amiga um dia foi mais forte, disse - “Que ele (seu filho) chore, e chore muito, assim eu não irei chorar na porta da penitenciária depois”-. Pegou pesado, não sei, cada um sabe onde aperta o calo. Sigo este ditado( como outros) faço uma liberdade vigiada, faço minha parte, espero que ela no futuro faça a parte dela. A dificuldade é grande, ainda mais em um país como o nosso em que os exemplos estão aí aos montes, liderando as manchetes de jornais. Não crio ela em uma redoma, mas tento filtrar muita coisa, não quero que ela tenha medo de sair as ruas, ou de subir em um ônibus. Luto para que ela seja uma pessoa normal, sei que é difícil, mas que pelo menos se aproxime do ideal. O amor de pai e mãe é incondicional, mas não pode ser passional. Você está com razão, não precisamos de um controle externo (Estado), nós (pais) temos que ser este controle. Abraços, e curta suas férias e sua família.

  79. Maria Helena disse:

    Sei muito bem do que você está falando, Reinaldo. Educar não é coisa pra preguiçoso, porque educar dá muito trabalho. A gente vê essas crianças debochadas de hoje destratarem pais e autoridades, porque não tiveram pai e mãe que reprimissem o instinto mau que nasce junto com todo ser humano. Uns, porque não aprenderam a fazê-lo; outros, porque têm dinheiro suficiente pra delegar a terceiros, nem sempre capacitados, a difícil missão de educar. Dá no que dá. Escola só tem obrigação de instruir; educar é tarefa dos pais. E garanto que não se faz isso com balas e chocolates.

  80. Newman disse:

    Caro Reinaldo, estava pensando em algo parecido esses dias. Creio que uma das grandes mazelas do nosso povo é a falta de referências. Na minha vida tive um pai e tenho uma mãe que me trataram sempre com amor e me ensinaram o que é ser responsável. Tive um professor de História que ensinava os alunos a raciocinar pela lógica que vc tanto preza. E tive a honra de ter como referência também políticos como Mario Covas e Franco Montoro, verdadeiros Homens Públicos.
    Como disse antes, nossa sociedade padece da falta de referências.

  81. Edson Moreira disse:

    Caro Rei,
    Mais uma vez você, sem ser especialista na área de psicologia, mas fazendo uso da lógica e da linguagem, produz uma análise brilhante do problema educacional moderno. É fato notório que as famílias (pais e mães) ficam acuadas no momento do controle. Bate sentimento de culpa, ficam confusas e acabam por fazer ações contraditórias como proibir inicialmente para acabar liberando logo depois do primeiro protesto do filho; ou proibir algo e tentar compensar a frustração inflingida ao filho com adulações e presentinhos. Nessas situações a criança faz a leitura emocional da dúvida/culpa dos pais e desqualificam (intuitivamente) sua autoridade, envidando novos esforços para suplantar os controles paternos e alcançar suas metas impulsivas. A impulsividade, a recusa a fazer esforço e a incapacidade de lidar com as frustrações são as patologias da educação moderna, que, não raro, descambam para a delinqüência, depressão e drogadição na adolescência.
    O problema de como o feminismo se associa à degradação da educação familiar da criança é um pouco mais complexo, mas você (mais um vez) está na pista certa. A civilização ocidental (em certa medida também as orientais e as primitivas) ergueu-se sobre a base de uma função paterna arquetípica. Temos um pai que nos proteje, nos controla, mas também nos pune. É a base de nossa liberdade e de nosso progresso (a frase de Dostoyevsky “Se Deus não existe, então tudo é permitido” está a indicar que sem Deus a civilização é impossível). Essa função paterna se manifesta na religião, na sociedade e na família. Sempre foi assim, desde tempos imemoriais. Contudo, a partir da urbanização provocada pelas revoluções ditas burguesas no séc XVIII, descolou-se a autoridade paterna de seu substrato arquetípico, gerando as tensões entre pai e mãe, que mais tarde se converteriam na motivação do movimento feminista. O homem não tendo a antiga liderança (legítimo representante da função paterna) apelou para a força, como forma de subjugar uma mulher já não tão dependente de sua proteção física e material.
    A partir daí tudo o que provinha da função paterna passou a ser considerado autoritário, agressivo, ilegítimo e explorador levando tanto os homens das novas gerações quanto as mulheres e crianças a repudiá-la. Com o autoritarismo patriarcal, perdeu-se a função paterna arquetípica, tornando a educação familiar da criança caolha. Não é preciso ser pai para exercer a função paterna (conheço inúmeras mães muito bem treinadas para o exercício da função paterna), mas é essencial que a função paterna seja exercida. É sua ausência que produz a anomia entre as crianças e os adolescentes de hoje. Um abraço do Edson Moreira

  82. rocket disse:

    Essa é a geração que vai governar os destinos da Nação, num futuro bem próximo. Liberdade total e impunidade idem. Sem limites e sem responsabilidades. Sinceramente, espero não estar mais por aqui quando isso acontecer.

  83. Pedro disse:

    Caro Reinaldo,

    Belíssimo texto.

    Abraço,
    Pedro

  84. Anônimo disse:

    Grande e verdadeiro texto Reinaldo. Vou mandar para o e-mail de minha família.

  85. é_a_educação_estúpido! disse:

    PERFEITO
    PERFEITO
    PERFEITO
    PERFEITO

    Vou usar como material didático…

  86. Anônimo disse:

    Caro Reinaldo, Li no Blog de Claudiio Humberto.

    FALTA DE EDUCAÇÃO MORAL

    Severino Melo (*)

    A minha geração, essa privilegiada que está entre “o moço que espera e o velho que recorda”, assistiu a luta pela educação intelectual ao longo das últimas décadas.

    Quando o Governo de agora, tentava comemorar a diminuição do índice de analfabetiismo, vem alguns auxiliares jogar água fria na fervura.

    A Ministra do Turismo, sexóloga, atacou os passageiros do transporte aéreo, com a sua máxima dos tempos do “Conversando sobre Sexo” - “Relaxe e Goze”.

    Dois auxiliares diretos do Presidente da República fazem gestos obcenos em lugar descabido e ainda querem ser interpretados em “Bona Parte”, diante da tragédia que abalou o país.

    Ora, há dois tipos de educação: A intelectual e a Moral. É possível que os assessores do governo tenham educação intelectual, a educação que aplica-se de fora para dentro. Por outro lado, a educação moral - aquela que vem de dentro para fora - escasseia, mormente, no meio político brasileiro.

    Seria bom que a educação intelectual fosse distribuída de forma equânime em todas regiões do Brasil. Mas, entre educar para competição, afinal pessoa formada não é mais do que pessoa informada, e educar moralmente para realce dos valores abstratos seria esta, a maior caridade que um governo poderia fazer pelo seu povo.

    Que os toc, toc, toc … Sirvam de exemplo de como não fazer! Esteja certo ou errado o governo de plantão!

    (*) Severino Melo - Bacharel em Direito, Escritor, Radialista, Agente Federal - Recifense Nato - Cidadão Honorário de Caruaru.

    Jose Antonio —- Campinas

  87. Anônimo disse:

    caro reinaldo, a lucidez eh a virtude que a maturidade nos traz.
    nao sou “tao velha como uma montanha, nem tao nova como uma folha de alface”. Estudei em uma ESCOLA PUBLICA, isso mesmo com letras maiusculas, onde alem das materias basicas, tinhamos ingles, frances, latim, trabalhos manuais e EDUCACAO MORAL E CIVICA (que por sinal, achava um “porre”!). Nao eram nocoes de linguas, mas estudo mesmo, com estudo de grandes autores como Flaubert, Zola, Virgilio etc. A tabuada nao era para ser “entendida”: era decorada e pronto 7X9=63, simples assim. Meus pais, ah meus pais, sempre foram os mais carinhosos, mas, haviam regras que nao poderiam ser transgredidas de forma nenhuma: pessoas com mais idade: sempre tratadas por SENHOR e SENHORA, um pedido sempre precedido de POR FAVOR, e a resposta OBBRIGADA, quando um professor entrava em sala de aula, ficavamos em pe, em sinal de respeito.
    Me rebelei muitas vezes, principalmente, por ser mulher e querer mais liberdade do que aquela que era prevista. Casei, tive filhos, separei (que horror!), e hoje vejo minha filha educando meus netos, como foi educada e isso e muito gratificante.
    Pena, que as coisas mudaram tanto! Quero frizar: no seio das familias. Nao que tenha sido ou sou contra a “revolucao feminina”, as mulheres tinham que encontrar seu lugar ao sol, mas deveriam ter aproveitado a oportunidade para aperfeicoar suas atribuicoes mais inerentes, como ser mae e, agora com PHD, para formar criancas melhores e com uma visao melhor daquilo que se espera deles, na vida. Uma nacao (n tenho nem til, nem cedilha), que precisa de leis para que seus cidadaos saibam como tratar criancas (ECA-Estatuto da Crianca e do Adolescente), velhos, Estatudo do Idoso, e pessoas de outras racas diferentes das suas, nao pode ser um pais serio.
    Desculpe-me pelo longo desabafo!Tenho saudades do futuro!

  88. tpsaboia disse:

    É a cultura do “paizão”, estimulada pelas novelas. Nessa cultura, o “paizão” tem que ser amigo do “filhão” (ou do filhote). Tem que estar aberto ao diálogo e sempre disposto a ouvir o que o “filhão” tem a lhe dizer, numa relação de igualdade, sem hierarquia.

    O curioso é que muitos dos nossos ssupostos conservadores agem dessa maneira com os filhos. É gente que odeia Lula, mas preserva uma espécie de lulismo transportado para as relações familiares.

    A charada é exatamente essa. O pessoal não entende que ser pai e educar dá trabalho. Assim como aprender português e matemática é muito mais chato e dá muito mais trabalho do que aprender a batucar em um instrumento de percussão no Afro-Reggae. O resultado, evidentemente, é outro também.

  89. Lampedusa disse:

    Reinaldo

    Quem você pensa que é para sair por aí dizendo verdades desagradáveis?

    Parabéns pela lucidez e pelo belo texto.

  90. Anônimo disse:

    Ao CS das 2:41
    O PSDB não quis expulsar o Azeredo e ficou sem moral para pedir o impeachment do Lula, veio com a conversa mole de “deixar sangrar”. Esse partido (que me decepcionou tanto que passei a votar nulo)de maricas, inclusive o bundão maior, se ainda tiver juizo, e não quiser morrer, deveria comandar as vaias para Lula, no dia 04/08, que irão acontecer em várias capitais, ao invés de deixar outros partidos comandarem o espetáculo, tais como o PPS e o PSOL, e talvez aquela oposição, oportunista, chamada DEM.

  91. Anônimo disse:

    A crise da paternidade tem dois componentes distintos; a) biólógico; b) cultural. a) na natureza, o papel do macho, via de regra, é contribuir para a reprodução. Os chimpanzes, por exemplo, são promíscuos e não formam casais por longo tempo. Entre humanos, o incentivo para as fêmeas ficarem ligadas à sua prole é muito superior que o incentivo dos machos a terem o mesmo comportamento, posto que estes últimos têm como impulso biológico primeiro a disseminação de seus genes. O número de filhos que uma fêmea pode gerar é limitado; o que não ocorre com os machos; b) Segue-se que que os machos devem ser incentivados (pela cultura)a assumirem o papel de membros de unidades familiares monógamas e estáveis ao longo do tempo. Como se vê, o casamento tradicional era uma das muitas formas encontradas pela cultura para proteger a relação mãe-filho da fragilidade da relação entre a mulher e seu parceiro. O feminismo rompeu com os frágeis laços culturais que mantinham os homens em relações familiares estáveis. Se a paternidade é um comportamento socialmente aprendido, na ausência de incentivos culturais (regras de conduta a serm seguidas) os homens tendem a não assumir esses papéis. É muito mais interessante para um homem investir seu tempo em conquistar diretamente outras mulheres ou investir seu tempo em ganhar dinheiro e com isso ter maior possibilidade de conquistar outras mulheres. É por isso que , nas propagandas que vendem pordutos masculinos em geral, via de regra belas mulheres estão sempre fazendo parte da paisagem. A crise da paternidade veio para ficar, o que significa que a violência entre os jovens do sexo masculino tende a aumentar, na ausência (físico/psicológica)da figura paterna. O colapso nos laços familiares tornou corriqueira a figura da mãe que cria solitariamente seus filhos (entre as mulheres pobres das periferias urbanas essas taxas são bem maiores) chegando ao ponto em que o próprio conceito de família (casal unido por laços emocionais recíprocos e duráveis no tempo) tornar-se altamente problemático.

  92. Anônimo disse:

    A tragédia do homem é que a maioria
    imensa pode ter filhos,isto é da biologia,mas pouquíssimos TÊM A CAPACIDADE DE SEREM PAIS OU MÃES.
    Pais e mães eu defino como aqueles que SABEM EDUCAR SEUS FILHOS.Para um animal selvagem basta seguir os instintos,os “papéis sociais” aí são rígidos,não há dúvidas.E aqui começa a tragédia.O que é educar bem os filhos?Como a imensa maioria não tem vocação para desempenhar bem o papel de educador/condutor dos próprios filhos,entram em cena os valores coletivos,estes são o único guia
    para esta maioria.Numa época de deconstrução de todos os valores tradicionais,que devem sim ser questionados,mas com bom senso,os pais estão mais perdidos que os filhos,e no Brasil a coisa piora, pois a idade psicológica média de nossos adultos é pré-adolescente.
    Quando vejo um adolescente tocar fogo nos cabelos de uma professora,
    no interior de São Paulo,e ele sequer é advertido ou punido por ORDEM DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO SERRA,só podemos esperar que a situação piore,e muito.Vocês viram que nenhum petralha questionou esta decisão criminosa da Secr.da Educação,isto pois petistas e tucanos têm concepções semelhantes
    a respeito da educação das crianças.Tenho uma tia,professora primária da rede estadual(SP),que me contou sobre a pressão violenta que sofrem os professores para nunca “reprimirem” os alunos.Pais e crianças ameaçam aqueles,e os professores…devem se calar!
    Reinaldo,a situação está caótica de cima a baixo nesta área.

  93. Eli disse:

    Eu sou um dos “bacana”,liberal ot?rio, que voc? identifica com muita propriedade.N?o sabia dizer n?o.Sambei feio.Pena n?o ter lido isto 30 anos atr?s.Agora corro pra tentar reverter uma situa?o criada por mim.Em tempo: aprendi um pouco tarde.

  94. Priscila disse:

    Reinaldo, adorei seu texto, mas resta a mim pobre mãe indagar: o que fazer para ser essa compadecida? Concordo com a desgraça que foi o feminismo, com a banalização da psicologia e com o excesso das 450 correntes de pedagogia, por acaso nenhuma delas aplicadas. Porém, onde está esse pai? Pelo menos no caso dos meus filhos ele é vacante. Não pela ausência física, mas pela ausência real. Eles não o enfrentam pelo medo, não pelo respeito. Ele não dá exemplos. É a falta total do respeito. Como uma mãe pode ser a compadecida se precisa ser o pai, a mãe, a provedora, a educadora e tudo o mais da base e do sustentáculo de uma família toda? Simultaneamente, sou obrigada a dar o colo e o limite, sem impor o medo. Sei dizer o não com firmeza, e muita firmeza diga-se de passagem, sem fechar as portas para as angústias dos meus filhos. E sozinha. Preciso ser firme nas convicções e nos exemplos, pois a vida se faz e se dá por exemplos, não por discursos. Como atribuir a culpa a essa nova geração adolescente se a má criação veio da geração que pôs no mundo os pais (homens) que não sabem se comportar como homens e hoje nos obrigam, mulheres, a sermos homens, na conduta, e mulheres, no carinho? Não é muito peso para uma só pessoa? E quantas não passam por isso? E sim: a culpa é das mulheres, foram elas que criaram esses homens mal criados. Assim como o socialismo e o capitalismo não foram a solução na economia, o feminismo não foi a solução no comportamento. Será que teremos a chance de acertar com os nossos filhos? Não sei. Eu estou tentando do meu modesto jeito. Modesto, pois não vim ao mundo com manual de instrução e meus três filhos também não portavam esse mesmo livrinho. Espero que possam ser mais resolvidos, menos angustiados e ter famílias mais equilibradas.

  95. Memyself disse:

    Tenho 51 anos. Vivi muito da tal revolução feminista. Sempre achei uma extrema bobagem e depois, com o amadurecimento, comecei a perceber o enorme mal que causou à humanidade. Claro que me chamam de machista e de outras coisas também, mas concordo totalmente com você. O feminismo desenfreado está muito perto de destruir os homens. E as mulheres ficam a se queixar de que não há homens de verdade no mundo. E há cada vez menos, mesmo. Considerando que cada um deles é o que é porque foi educado para ser infantilóide e imaturo, de quem é a responsabilidade? Não é uma palavra absolutamente necessária. Limites são imprescindíveis. Respeito é vital. São os freios que se põe no ser humano que, de outra forma, deixa aflorar e prevalecer apenas sua parte animal.

  96. Anônimo disse:

    Tenho visto crianças serem criadas com toda “liberdade”, ou como ditadores, podem escolher o que comer, decidir a hora de dormir, exigir brinquedos, até os 5, 6 anos. Quando entram na escola começam os problemas e os pais correm para os psicólogos, mas, é tarde, remediar é mais difícil que prevenir.

  97. Jorge disse:

    Reinaldo,
    Sou psicólogo e concordo plenamente com o seu texto. A falta da figura paterna acarreta sérios problemas na formação da personalidade da criança. Um pai que não cumpre com o seu papel, deseduca. Essa é uma das causas da violência urbana de que somos todos vítimas. Fiz e faço atendimentos nas periferias, junto a comunidades muito pobres. O que há muito tenho percebido é que para a grande maioria dessas crianças, não existem pais. São as mães que comparecem às reuniões e que, sozinhas, educam seus filhos. Somente elas. Os pais ou abandonaram os filhos, ou estão presos ou mesmo são desconhecidos. Nossas crianças não têm a vivência do Complexo de Édipo. O seu superego não se formou. Tudo é permitido. Pode-se arrastar uma criança presa ao carro, pode-se incendiar ônibus, emfim, não há limites. E isso não é um problema dos mais pobres. É de todos. Os pais ricos também tem sido ausentes e permissivos. O pai de um dos agressores da doméstica aprovou a conduta do filho. Enfim, os pais, abrindo mão do seu papel na educação dos filhos, estão contribuindo para a deterioração da família e da sociedade.

  98. Anônimo disse:

    Belo texto. Parabéns!

  99. Anônimo disse:

    Estou falando, claro, do movimento “Cansei”.
    É uma sinergia de esforços de profissionais das mais diferentes áreas,

    Putz, essa Folha, sinergia não está na lista daquelas palavras que só enrolam, segundo matéria da Veja?hehe
    Quanto ao “Cansei”… Hummm, bem, be. Os demais bordões tão muitooo manjados , Rei, tipo Fora LUla,Chega, Basta!, sei não, viraram musiquinha de elevador, ou de lounge…Que tal lançar um concurso aqui de gritos de guerra, gente criativa tem aos montes entre os leitores :)
    Um bom baiano diria “Oh, leseira”!hehe,pra aeroporto vem a calhar.
    Pra protesto tem de ser algo mais, mais, … aff chama o Duda Mendonça, pls :/

    Fora, LuLa. Fora, todos! Vivam e deixem viver.

    Rapaz, o cara da Infraero(?) falando de pepinos….Parecia o desenho animado do SBT, um novo que passa pela manhã, o pepino lá cantando: e viva el pepinooo, pepino bailarinooo ..Só que sem a inocência do cartoon.

  100. NetBLA disse:

    Reinaldão, uma vez mais concordo contigo. A falta de limites que destroem a política nacional, nasce dentro de nossas casas.
    Será que a mãe de Lulla - que nasceu analfabeta - não sabia disso?

  101. Adelice disse:

    Excelente texto. Copiarei e divulgarei entre os meus contatos.

    A pior parte é que não percebem a falta de coerência. São suficientemente adultos para ficarem acordados até 1 da manhã na internet. Mas quando espancam empregadas nas ruas, são crianças.

  102. Anônimo disse:

    Ótimo texto apesar de isso tudo parecer meio óbvio para qualquer pessoa com um pouco de bom senso.Também não difere muito de qualquer palestra ou livro do Issami Tiba.Agora esse seu comentário sobre o papel da mãe na educação dos filhos…tenha dó!Como o leitor alí de cima não sou um “feministopata” mas parece que você está preocupado em fazer proselitismo católico.O problema na educação dos filhos é a imposição de limítes,sem essa que a mulher tem que represetar determinado papel e o homem outro.

  103. Anônimo disse:

    Tenho 48 anos e meu pai,76.
    Dia desses,numa conversa entusiasmada lasquei um “pai,veja bem,você…”. O cabra me olhou duro,fez uma pausa categórica e meteu:”VOCÊ,não,que não sou seu amiguinho!”
    Foi sempre um pai atento do tipo:-Mamãe,olha esta menina ,sem chinelos,pisando no chão frio.Vai se resfriar.Amor ao lado do limite.Combinação que garante civilidade no trato e adoração no coração.Regra que segui e sigo.

    Aqui em casa,galinha-choca é meu marido,sendo assim,assumi eu a demarcação das fronteiras.Somos um casal de sucesso.Mãe de dois galalaus enormes de 23 e 25 anos,faria o quê se não me repeitassem? Apontar-lhes-ia revólveres?

    Há que educar enquanto é tempo,porque não se pode fazê-lo sempre.Um dia temos que dar a obra,boa ou má,por terminada.

  104. Anônimo disse:

    Reinaldo, está de férias, sabemos, e talvez isto justifique a porta aberta pra certos petralhas bocudos, como o tal cs…Quando tiver tempo e paciência reveja um dos comentários postados por ele no início da semana. Acho que você não percebeu a agressão ou deixou passar assim mesmo.Tendo em vista o grande número de comentários, mais de 200!!, aquele tipo de comentário só serve pra tornar lenta a leitura dos demais, ocupando espaço pra coisa melhor.

    Grande texto sobre pais e filhos.E no comentário que deixou passar, citado acima, o termo maIS SUAVE que lhe foi dirigido foi ‘retrógrado’.Prefiro nem repetir os outros adjetivos. Pay attention.

  105. Anônimo disse:

    Reinaldo,

    Belo texto, bela reflexão.

  106. Luis Gustavo disse:

    LINDO, REINALDO, LINDO!! COMO PAI DE UM GAROTINHO DE 04 ANOS, E QUE PROCURA EDUCÁ-LO EXATAMENTE DENTRO DOS MOLDES MENCIONADOS POR V., DIGO QUE O TEU PONTO DE VISTA É PRECISO. PERMITA-ME, PREZADO AMIGO, TRANSCREVER ABAIXO CARTA DO EDUCADOR CATÓLICO FRANCÊS ANDRÉ CHARLIER, DATADA DE 22 DE OUTUBRO DE 1954. VAI NA MESMA LINHA QUE O TEU TEXTO, COM A DIFERENÇA DE QUE, NAQUELA ÉPOCA ELE AINDA ESTAVA ADVERTINDO OS PAIS SOBRE O QUE O LAXISMO NA EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS PODERIA CRIAR NO FUTURO. FOI PROFETA! O TEXTO, EMBORA ESCRITO PARA PAIS FRANCESES DOS ANOS 50, MERECE SOBRETUDO SER LIDO PELOS PAIS BRASILEIROS DE 2007.
    UM ABRAÇO.
    ___________________________________
    CARTA AOS PAIS

    André Charlier (22 de outubro de 1954, quando Charlier era diretor da escola preparatória de Clères, na Normandia).

    Prezados amigos, escrevi há muitos anos “cartas aos pais”, e parei de escrevê-las, uma vez que, no final, não via utilidade. Elas não persuadiam senão aqueles que já se encontravam persuadidos. Muitos me escreviam: «Como o sr. tem razão!», mas não passavam desta aprovação platônica. Ora, tenho muito pouco tempo para escrever coisas inúteis. Se escrevo aos senhores hoje mais uma vez, é porque uma imperiosa necessidade me incita a isto. É preciso, de todo modo, que o homem ao qual os senhores confiaram a educação de seus filhos lhes diga o que pensa da juventude da França que cresce. Sua responsabilidade moral, como a minha, está empenhada e é preciso que aos senhores seja apresentada a realidade. O quadro que apresento é uma visão geral cujos elementos não foram tomados apenas do que pude constatar na Escola. Do que tenho a lhes dizer, cada um aproveitará o que quiser ou puder.
    O que me espanta mais, é o quanto esta juventude é pouco viril. E por que é assim? Porque, simplesmente, os senhores jamais exigiram nada dela. Os senhores apenas se preocuparam de que fossem felizes e realizaram todos os seus desejos; desde a primeira infância, os satisfizeram de todos os modos possíveis; como poderão querer que tenham a idéia de que, por um lado, a vida é difícil, que as coisas difíceis são as únicas que interessam e que, por outro lado, todas as alegrias se compram e mesmo que custam tanto mais caro quanto mais elevadas são? Tudo sempre lhes foi dado e eles julgam normal que tudo lhes seja dado, estimam mesmo que é seu direito; e como a cultura e a ciência não se comunicam por si mesmas, vêem nisso uma espécie de injustiça. Eles não estão longe de se considerarem vítimas, posto que o Latim e as matemáticas não entregam tão facilmente os seus segredos.
    Isto é assim porque, na educação que os senhores lhes deram, eles sempre receberam tudo de graça. Os senhores foram vítimas da demagogia universal e do moderno liberalismo, que considera a autoridade um vestígio de tempos bárbaros. Os senhores repudiaram a autoridade; quiseram agradar seus filhos para serem amados: mas não serão mais amados do que nossos pais o foram e serão, talvez, menos estimados por seus próprios filhos quando estes tiverem idade para julgar. Pois não lhes ensinaram que tudo tem um preço e que as coisas de valor custam caro. Jamais tiveram necessidade de merecer os prazeres que lhes foram dados; jamais aprenderam a fazer coisas contrárias às suas vontades. Ora, não é coisa agradável, em si mesma, por exemplo, estudar as declinações do latim ou do alemão.
    Quando eu era pequeno, aprendi a fazer sem discutir o que me era ordenado; prestaram-me, assim, um imenso serviço. Mas, seus filhos, como discutem tudo! Não param nunca de discutir! Nada parece agradável para eles. Julgam tudo à medida de seu prazer imediato. Não se surpreendam que não tenham nem obediência, nem disciplina, nem respeito, nem senso de dever. E mais: os senhores os cumularam a tal ponto, que não querem mais nada, e eu jamais vi coisa mais desoladora do que jovens sem vontade. A ausência de vontade é um estanho bem-estar.
    Julgam que sou pessimista? Mas os professores que conhe

  107. Anônimo disse:

    Reinaldo,
    é a primeira vez que escrevo, leio os teus textos com frequência nem sempre concordo pois as vezes acho que passas do limite (não sou petralha, nunca votei neles e nem votarei). Neste teu texto sobre pais e filhos em minha opinião foste perfeito. Toda a criança necesita de limites e como disseste, é mais fácil ser o bonzinho e deixar para os outros fazerem o que temos de fazer, tenho dois filhos pequenos ainda no começo da educação mas noto desde já as diferenças de criação minha e de alguns amigos ou conhecidos. Tentarei sempre ser o pai mau, que diz não quando necessário, pois sei que no final eles nos agradecerão.
    Continua sendo uma luz para todos que naõ dobram a espinha,
    obrigado,
    Fernando

  108. ROBERTO FONSECA disse:

    Reinaldo,
    Fazia tempo que não escrevia para você (houve época em que lhe escrevia e-mails diretamente. Saudosa PRIMEIRA LEITURA), mas não deixo de ler seu blog.
    Tenho um filho de onze anos e ontem às vinte e uma horas entrei no quarto dele e disse:
    -Pare de jogar (no computador) agora!
    Voltei para o meu quarto e me senti o maior dos tiranos, afinal o menino está de férias e não viajou (o pai dele precisa trabalhar).
    Em seguida, às vinte duas horas, quando eu já estava dormindo, ele entrou no meu quarto. Veio pegar um fone de ouvidos sem fio. Perguntei:
    -Eu não já mandei você parar de jogar?
    -Eu não estou jogando, só quero o fone para ouvir o jogo do atlético sem fazer incomodar os outros.
    Não fui ao quarto dele novamente para ver se realmente estava assistindo ao jogo. Não preciso vigiar meu filho, ele me obedece.
    Apenas uma coisa ainda me incomoda, ele bem que poderia torcer para o Cruzeiro, mas ele é livre.

  109. Anônimo disse:

    Caro Reinaldo, parabéns pelo texto. Você constitui uma referência à muitas pessoas e, por isso, é importante que trate destas questões. A omissão dos pais, seja na vida pública, seja na vida privada, tem contribuido e muito para a situação em que vivemos. Tenho um filho adolescente e tento educá-lo, mesmo tendo que passar por um grandíssimo chato. Brigo na escola quando vejo que ela não está cumprindo seu papel. Brigo em casa para colocar limites. Mas, meu filho relaciona-se, e não poderia ser diferente, com amigos cujos pais sequer sabem onde eles estão, com quem andam e como estão indo na escola. É uma tarefa difícil. Ele sempre tem à vista o exemplo dos pais dos seus amigos. E, evidentemente, isso é mais interessante. Sempre digo a ele que, se os filhos obedecessem sempre os pais, o mundo não caminharia. Faz parte da nova geração forçar os limites. Mas, deve também saber ouvir os pais. E, principalmente, não fazer bobagem, mas, se fizer, conte para para a gente. Muitas vezes tenta-se consertar uma bobagem com outra maior. Por isso é preferível contar. Já passei por pai chato junto aos outros pais, por reclamar da escola, exigir que os professores dêem aula e passem tarefas para a casa. Como você escreveu, educar dá trabalho. E trabalho é o que menos se quer. A frase: “gostaria de saber quem inventou o trabalho” não é bastante utilizada no Brasil?

  110. Cris disse:

    Rei,

    Tinha certeza que as Reinaldinhas (ou princesas), eram criadas direito. hehehehehe
    É isso. Minha mãe dizia,repetidas vezes, “educar é uma loooonga paciência”, nem como “quando digo não, é não!” e “criança não tem querer”, rssssssssss.
    Dá preguiça repetir as mesmas coisas 3500 vezes? Dá. Tem dias que a gente se sente tentado a deixar prá lá? Tem. Mas não podemos, temos uma RESPONSABILIDADE. estamos formando os adultos de amanhã, uai. Se der porcaria, 80% é culpa de quem criou.
    Essa tal “educação moderna” faz parte do processo “abaixo a repressão”. Mas, se não há repressão nenhuma, o que vira? Anarquia? Uh, se vira!
    Pode por de castigo? DEVE! Pode dar palmada na bundinha? Uai, é por isso que Deus as fez acolchoadinhas e, até certa idade, criança , muitas vezes, “escuta” por ali, e não pelos ouvidos.
    Horários, regras, limites, respeito, bom comportamento, não fazem mal a ninguém e são necessários no resto da vida. Vão esses meninos, quando adultos, falar com os chefes como falam aos pais! hahahaha É rua, na certa! Vão levar a vida sem horários e regras!
    Pai é pai, não é amiguinho. Amiguinho tem na escola, no clube, gente da idade deles. Pai é…outra coisa. Mão também não é amiguinha, não.
    Enfim…
    Depois, os criados livremente, crescem estacionando seus carros nas vagas reservadas para idosos e deficientes, como eu vi ontem.
    Sem querer contar historinha, mas já contando…no aeroporto de Floripa, ontem, fiquei indignada ao ver gente madura, porém não IDOSA, metendo os carros nessas vagas. Pensei: “é por isso que essa m….. não anda”.
    Depois, essa mesma gente vem falar em “cidadania” e “direitos”!!!
    Ora, ora, ora, vc até tem direitos, desde que cumpra com seus deveres de cidadão. Senão, amigão, nada feito. E isso se aprende onde? Em casa, com os pais.É aquela coisa de só ganhar sobremesa se comer tudo, só sair prá brincar se fizer a lição, sabe?
    Pois é.
    Vamos ver o que vai dar essa geração aí. Só sei que é “soda” educar os teus, no meio de uma maré contrária.

  111. Anônimo disse:

    Olá Reinaldo,
    disseste tudo! O que nos parece óbvio (pra ti e pra mim) atualmente é visto como inédito. Passei 20 anos da minha vida dedicada aos nossos filhos, porque meu marido tinha que ganhar nosso sustento, não podia estar presente tanto quanto desejava. Não me arrependo da minha opçao. Com a Graça de Deus, somos uma famíla careta e feliz.
    Abraços,
    Olinda - PE

  112. FORATODOS disse:

    Reinaldo
    Não lhe pedi permissão e me desculpo antecipadamente por tal atitude. Mas copiei seu texto e o enviei a todos as pessoas da minha lista de endereços. Se para uma só delas tiver o efeito que eu espero, já me dou por satisfeito.

  113. André Luís disse:

    É isso mesmo! Finalmente achei uma pessoa que concorda comigo. É preciso saber dizer não. Não só para os nossos filhos mas para muitas pessoas e coisas que estão a nossa volta.

  114. Raphael R Barbosa disse:

    Tio Rei,

    não tenho como atestar a veracidade, mas vale ler:

    Carta de uma mãe brasileira.

    A Sra. Adi Maria Vasconcellos Soares, mãe de Luís Fernando Soares Zacchini, 41 anos, uma das vítimas do acidente com o avião da TAM, há uma semana, divulgou uma carta dirigida aos governantes e à família brasileira, leia a íntegra abaixo.

    “Aos governantes e à família brasileira,

    Perdi o meu único filho.

    Ninguém, a não ser outra mãe que tenha passado por semelhante tragédia, pode ter experimentado dor maior.

    Mesmo sem ter sido dada qualquer publicidade à missa que ontem oferecemos à alma de meu filho, Luís Fernando Soares Zacchini, mais de cem pessoas compareceram. Em todos os olhos havia lágrimas. Lágrimas sinceras de dor, de saudade, de empatia. Meus olhos refletiam todos os prantos derramados por ele, por mim, por seu filhinho, por sua esposa, por todos parentes e amigos. Por todos os sacrificados na catástrofe do Aeroporto de Congonhas.

    Há muito eu sabia que desastres aéreos iriam acontecer. Sabia que os vôos neste país não oferecem segurança no céu e na terra. Que no Brasil a voracidade de vender bilhetes aéreos superou o respeito à vida humana. A culpa é lançada sobre um número insuficiente de mal remunerados operadores aéreos ou sobre as condições das turbinas dos aviões. Um Governo alheio a vaias é responsável pelo desmonte de uma das mais respeitáveis e confiáveis empresas aéreas do mundo, a VARIG, em benefício da TAM, desde então, a principal provedora de bilhetes pagos pelo Governo. Que a opinião pública é desviada para supostos erros de bodes expiatórios, permitindo aos ambíguos incompetentes que nos governam continuarem sua ação impune. Que nossos aeroportos não têm condições de atender à crescente demanda de vôos cujo preço é o mais caro do mundo. Quando os usuários aguardam uma explicação, à falta de respeito ao cidadão juntam-se o escárnio e a cruel vulgaridade de uma ministra recomendando aos viajantes prejudicados que relaxem e gozem. Assuntos de alcova não condizentes com a reta postura moral e respeito exigidos no exercício de cargos públicos. Assessores do presidente deste país eximem-se da responsabilidade e do compromisso com a segurança de nosso povo exibindo gestos pornográficos. Gestos mais apropriados a bordéis do que a gabinetes presidenciais. Ao invés de se arrependerem de uma conduta chula, incompatível com a dignidade de um povo doce e amável como o brasileiro, ainda alardeiam indignação, único sentimento ao alcance dos indignos. Aqueles que deveriam comandar a responsabilidade pelo tráfego aéreo no Brasil nada fazem exceto conchavos. Aceitam as vantagens de um cargo sem sequer diferenciarem caixa preta de sucata. Tanto que oneraram e humilharam o país ao levar o material errado para ser examinado em Washington. Essas são as mesmas autoridades agraciadas com louvor e condecorações do Governo em nome do povo brasileiro, enquanto toda a nação, no auge de sofrimento, chorava a perda de seus filhos.

    Tudo isto eu sabia. A mim, bastava-me minha dor, bastava meu pranto, bastava o sofrimento dos que me amam, dos que amaram meu filho. Nenhum choro ou lamento iria aumentar ou minorar tanta tristeza. Dores iguais ou maiores que a minha, de outras mães, dos pais, filhos e amigos dos mortos necessitam de consolo. A solidariedade e amor ao próximo obrigam-nos a esquecer a própria dor.

    Não pensei, contudo, que teria de passar por mais um insulto: ouvir a falsidade de um presidente, sob a forma de ensaiadas e demagógicas palavras de conforto. Um texto certamente encomendado a um hábil redator, dirigido mais à opinião pública do que a nossos corações, ao nosso luto, às nossas vítimas. Palavras que soaram tão falsas quanto a forçada e patética tentativa que demonstrou ao simular uma lágrima. Não, francamente eu não merecia ter de me submeter a mais essa provação nem necessitava

  115. Anônimo disse:

    Como pai só posso dizer: sem comentários.

  116. Paulo Cesar disse:

    Daniela
    Acho ótimo seu texto, o problema é que a mulher se desvarolizou muito, basta ver a quantidade de mulheres peladas em revistas para dizer o mínimo. Elas se igualaram nas piores coisas aos homens.
    abraços

  117. Raphael R Barbosa disse:

    “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.” (Êxodo 20:12)

    É um dos Dez Mandamentos, e o único que contém também uma promessa.

  118. Paulo Cesar disse:

    Rei
    Olha sempre falo isso em conversas com amigos. Este é um dos maiores problemas destes tempos obscuros. Meu pai nos deu limites rígidos e educação religiosa (tenho 7 irmãos o mais velho tem 52 e mais novo 26), todos somos formados, trabalhamos, bem casados e amamos muito meus pais, como hoje agradeço a ele por isso. Já a maioria dos vizinhos, parentes e amigos que deu essa educação Frouxa que foi muito bem dita por ti. Uma lástima. A maioria está literalmente perdida.
    Grande abraço

  119. heróis anônimos disse:

    Ao, também papai,
    REINALDO

    O que lhe confere o direito de pontificar sobre educação - e sobre quaisquer outros temas - é que você, ao contrário daqueles acometidos pela imbecilidade esquerdopatológica dominante, simplesmente PENSA.
    Abordando o assunto com a elegância e profundidade de sempre - raríssimas nos tempos atuais-, vc produz esse belo presente aos pais e aos filhos.
    Copiei, colei e enviei aos meus filhos e sobrinhos.
    Obrigado!

  120. Publius disse:

    Subscrevo “in totum”. E olhe que sou de esquerda! (Anti-petralha, bem entendido.)

  121. daniel correa disse:

    Heb 12:6 Porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho.
    Heb 12:7 Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija?

  122. ichug disse:

    SIM ESTAS CERTO.
    Só discordo de que mãe foi feita para perdoar e copreender.
    ELA FOI FEITA TAMBEM PARA ISSO. Mas tambem para educar e dizer NÃO.
    É meu caso não me arrependo de ter dito NÃO muitas vezes.
    Ajudei a formar dois HOMENS, que hoje sabem pelo menos pensar por si mesmo.
    Foi NOSSA vitória,meu marido e eu.NÃO NOS ARREPENDEMOS DE TER DITO NÃO, quando foi necessário.
    E afagar quando sentimos vontade.

  123. deia disse:

    Rei, sempre digo que quem diz que criar um filho é tarefa fácil é porque não educa, apenas pari e talvez alimenta, o resto é feito pela vida, qualquer coisa e qualquer um, até mesmo o próprio moleque se auto-educando, apanhando e, às vezes, poucas vezes, aprendendo com os erros até porque não há os pais para dizer que errou.

    Shakespears disse bem: ‘A mão que balanca o berco governa o Mundo’. Triste verdade porque aí vemos mãos que nem balancam o berco e ainda assim governam o Mundo através de seus rebentos desgarrados, soltos, depravados, alucinados com a total irresponsabilidade, inconsequência, libertinagem.

    É a ausência de pais para dizer ‘NÃO!’, para dizer ‘PORQUE ESTOU MANDANDO!’, para impor(não pedir nem aconselhar) autoridade e obediência, respeito e disciplina que está levando o Mundo para o caos do inferno que estamos vendo acontecer e será daqui para pior. Basta que se observe como era o Brasil 40 anos atrás quando maioria das mães ficava em casa e cuidava de seus filhos, não era a situacão financeira da família que determinava a educacão e evolucão dos filhos, era o equilíbrio da mãe, principalmente, na ausência do pai, era a união e estabilidade familiar com valores morais como bases. Hoje, com tanta liberdade sem responsabilidades, virou pura libertinagem, virou filhos de pai desconhecido, filhos de orgias e carnavais, filhos de meninas e meninos, filhos de ninguém, filhos de divócios, de brigas e desunião, da burra psicólogia da indisciplina, da tolerância sem limites, sem hierarquia, sem motivos e sem rumo.

    Aqui na Suécia(onde moro), há a cultura de que a sociedade é mãe e o Estado é pai de todos. Já tive inúmeras discursões na escola de meu filho porque não aceito a ingerência na educacão de meu filho. A escola quer decidir diretamente com meu filho se ele participa ou não de uma viagem escolar sem me consultar, sem minha autorizacão, por exemplo, e quer que EU peca autorizacão da escola para meu filho faltar às aulas para viajar comigo. Não aceito e já deixei claro à direcão que EU pari, EU educo, EU decido e apenas comunico a ausência à escola, nada além disso porque EU sei o que é melhor para a educacão de meu filho e não permito que ninguém tire minha autoridade e responsabilidade para com ele. É uma verdadeira guerra sobre isto já que os suecos são educados pelo Estado e família é mero antro sem importância onde foram paridos por um acaso e nem os pais suecos querem mesmo a responsabilidade de educar filhos, é absurdo como responsabilizam o Estado por tudo em relacão às criancas como se elas nascessem em árvores. Por exemplo, o número de abortos e consumo de álcool está aumentando a cada ano, lê-se no noticiário ‘o Estado e a sociedade precisam tomar providências porque os pais estão muito preocupados’. Não seriam os PAIS que deveriam tomar providências??? Coisas deste tipo são o normal aqui e os suecos acham absurdo que eu ainda imponha limites a meu filho porque também é normal que os filhos deixem a casa dos pais aos 19 anos de idade e abandonem literalmente os pais, simplesmente, não criam facos familiares e há mesmo pais que comecam a cobrar que os filhos deixem a residência após os 19 anos de idade.

    Eu fui e sou pai e mãe de 2 filhos, hoje um adulto e casado e outro com 18 anos, respeitam-me e comigo se aconselham, ensinei-os desde pequenos que seriam meus filhos para sempre e levariam e levarão palmadas literais não me importando que idade estejam, basta que me mostrem que não aprenderam a educacão que lhes dei e só a morte me impedirá de corrigi-los sempre que(se) necessário porque ser pais é um casamento para sempre, até que a morte nos separe literalmente.

    Deus tenha misericódia de nós porque o diabo está se divertindo com a estupidez humana.

  124. hibnd disse:

    .

    Te preocupa não, Reinaldo. A Brigada Militar, ou a Policia Militar educa depois…

    .

  125. Anônimo disse:

    BELISSIMO TEXTO !!!!QUANTA VERDADE !!

    Voce foi perfeito em descrever pais e filhos de hoje….

  126. Anônimo disse:

    Reinaldo,

    Pode ser que para pais permissivos a internet passou a ser uma dadiva, afinal os filhos passam horas e horas, dias e dias sem aborrece-los..agora para pais que educam, a internet e otima forma de dizer nao ao que eles mais querem…quando nao andam na linha aqui em casa nao e preciso pensar..o computador fica desligado horas, dias e semanas ate aprenderem quem e a autoridade em casa e como fazer para demonstrar o respeito e consideracao que “temporariamente” esqueceram…..

  127. Anônimo disse:

    Disputando a internet com a molecada? Ops…”internet” ou terminais? Você está postando de uma lan house? E num terminal cujo teclado não tem o “til”? Hummmm…
    Ou você está no meio do mato, onde a “oi” não tem sinal (altamente improvável…), ou você está na terra do Valdisnei…

  128. Diogo Luz disse:

    Tio Rei, dê uma olhada nesse artigo da folha: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2607200709.htm .

    É só para assinantes, vale a pena você dar uma comentada, é uma feminista defendendo o aborto, olha isso:

    Marcia pega pesado, ela acusa as mulheres de agirem em silêncio e de não serem donas de seus próprios corpos: “E, de fato, não o são enquanto continuam na velha economia da sedução, da prostituição, da maternidade, da vida doméstica, do voyeurismo do qual são a mercadoria.”

    A autora não quer acabar só com a mentalidade arcaica masculina, ela quer acabar com qualquer resquício de feminilidade na sociedade. Utiliza de todas as armas para isso, até mesmo joga no mesmo saco-de-gatos a prostituição, a maternidade e a vida doméstica. Para a senhora Marcia, o mundo perfeito seria repleto de “machos mal acabados”, enquanto no mundo atual uma mãe de família tem o mesmo valor de uma prostituta.

    Uma parte dele que comentei no meu blog, vale a pena o senhor comentar!

  129. Anônimo disse:

    “Quem você pensa que é para pontificar sobre educação?”
    Responda: Pai, ué!

    Eu que não sou pai sei a porcaria de educação dos garotos de hoje. Dá pra ver em filhos de vizinhos, parentes… E aí eu penso: bom seria se a geração de meus avós assumissem a educação (não na condição de avô, por que avô estraga, hehe).

    Mas eu acho Rei, que a minha geração (tenho 20) vai educar os filhos com mais dureza. Conversando com gente de minha idade a gente vê que essa falta de limite que nos deram (e dão aos mais novos) encheu o saco. A gente não aguenta ver molequinhos como o da Super Nanny. Bom, talvez seu incorrigível otimismo esteja certo.

    Rafael Evangelista, Salvador-BA

  130. Mario disse:

    Reinaldo,

    Se existe perfeição, seu texto está muito próximo. Toda criança, seja menino ou menina, PRECISA DA FIRMEZA DO PAI E DA TERNURA DA MÃE. Isso não significa que, por vezes, os papéis não devam ser invertidos. É assim que se forma a personalidade masculina do filho e a feminina da filha. É assim que se fixa a diferença sexual. Ora! Será que é difícil deduzir sobre a “qualidade do produto” de um “casal” gay?

  131. Fernando - Rio de Janeiro disse:

    Mantenho a esperança, embora não me considero propriamente um otimista.
    Os jovens que ultrapassaram em todos os tempos a efervescência, contradições, dúvidas da passagem ao mundo adulto, íntegros, seguros, cônscios dos limites necessários à convivência civilizada, são e sempre foram em menor número do que aqueles que saem chamuscados da adolescência; mesmo por que pais como você, que lhes dão base e suporte, correção e rumo, também são pouco numerosos. Existem, ainda, os que com a ajuda divina (ou sabe-se lá como!) tornam-se cidadãos equilibrados e produtivos, a despeito do descaso que lhes foi dedicado por pais omissos ou até mesmo ausentes; os que seguem adiante tendo enfrentado a dor e a perplexidade da orfandade precoce; e até os que movidos por santa rebeldia renegam exemplos deploráveis passados por seus genitores. Este laxismo dos dias que vivemos não é inédito, parecendo-nos mais grave justamente… por se tratar dos dias que vivemos.
    Lembro a magnífica figura do papa João Paulo II: firme na condenação dos desvios graves a que se expõe a juventude, mas um entusiasta do potencial renovador dos jovens de todo o planeta.
    Vivamos a nossa paternidade pautada pelo muito humano senso de dever para com a prole que geramos; não faltemos com o exemplo, conqüanto seja cristalina para os filhos a nossa falibilidade; mantenhamo-nos firmes no dever do balizamnto; que fique claro sempre a existência de limites a respeitar e, em todas estas ações, sintam todos que o que possibilita o tão grande amor que lhes temos se origina em Deus.
    “Não tenham medo”, nos exortava o saudoso papa. No mesmo sentido vem agindo S.S. Bento XVI.

  132. annalygia disse:

    então, é de pequenino que se torce o penino…

    aliás, falando em pepino, depois da aula magistral dada por um brigadeiro (aliás quantos ultimamente, parece até festa de criança), quando tempo vocês acham que vai levar para o hilário-da-silva quebrar a TAM?

  133. ric@rdo fernandes disse:

    O brasileiro tem verdadeiro horror a desafios.
    Ao falar da maricalização dos brasileiros você colocou o dedo na ferida.
    Isso não tem nada a ver com opção sexual. Ora, existem homossexuais que fazem o que devem, tanto homens quanto mulheres.
    Mas aqui, TODOS têm receio de ser alguém do contra.
    Todos! Todos mesmo.
    Oposição tem receio de tocar em assuntos proibidos, até mesmo de parecer liberal.Os padres têm medo de brigar por sua fé. As autoridades recomendam que se obedeçam aos ladrões. Policiais são recriminados quando trabalham. Ninguém fala para um juiz que ele fez merda, mesmo quando fez!
    Meu Deus! Aqui ninguém parece querer brigar por aquilo em que acredita!!!!
    Aí tudo fica fácil para quem chega ao poder.
    Pode fazer o que quiser.
    Muito do que se discutiu neste blog não seria aceitável em um país minimamente decente.
    Alguém com um QI acima de 10 consegue aceitar que existe 01 milhão de abortos por ano?
    E as mentiras de que existem milhões de crianças sem-família, milhões de meninas menores de 13 anos prostitutas.
    Caramba, isso é assunto sério.
    Já vi, em um debate na TV, um candidato dizer que iria assentar 40 milhões de famílias de sem-terra!!! (Será que iríamos importar gente de fora do Brasil?)
    Por quê ninguém com autoridade (oposição, Ministério Público) ou influência (Imprensa) manda eles pararem de falar mentiras ridículas?
    Por quê ninguém teve coragemd de tentar impedir o presidente mensaleiro?
    Por quê, ao contrário da Colômbia, políticos e jornalistas têm receio de falar no Foro de São Paulo?
    A reposta é essa. Todos nós, homens, mulheres e mesmo crianças, nos tornamos maricas.

    Espero realmente que isso mude.
    Já conseguimos, escondidos no meio da multidão, a ousadia de vaiar o presidente.
    Quando daremos o passo seguinte?

  134. Daniela • Brasileira Insone disse:

    Reinaldo, quando escrevi o outro comentário não tinha lido tudo. Estava na pressa de comentar antes que você fosse embora.

    Quanto à “Perdidos mesmo, deslocados na realidade, privados e expropriados de sua função, estão os pais. O feminismo não sabe o mal que fez e que tem feito à civilização”, tenho cá minhas considerações. Calma, não sou feministopata. Minha geração (tenho 32) tem bem nítida, pelo menos entre as mulheres escolarizadas do meio urbano, a consciência de que não há barreiras culturais ou morais para a ação da mulher na sociedade. Se queremos, podemos. Pronto.
    Então me sinto livre para ser a mulher que sou. Principalmente para não precisar provar competências a ninguém. Principalmente para decidir ser ou não mãe, conforme meu arbítrio (nos 50% que me cabem).

    Mas a revolução da mulher colocou, de fato, o homem em xeque. O que falta agora, então, é a revolução do homem, é o homem se “reencontrar” na convivência profissional e familiar, principalmente na educação dos filhos, reassumir o papel de pai, de interditor. E nada contra também que na ausência do pai (o que é realidade em muitos lares) a mãe cumpra esta função.

    O que importa é que os filhos tenham limites e amor, o que na verdade são dois lados de uma mesma moeda.

    PS:
    Ao Gustavo
    A idade biológica nem sempre é proporcional à mental. Há homens de 40 que não têm responsabilidade sequer de uma criança de 10. E há adolescentes de 16 mais responsáveis e conscientes (ou, como diria o Reinaldo, decorosos) que sexagenários. No período eleitoral, pela internet, me surpreendi diversas vezes com a maturidade de muitos adolescentes. Não só em termos de conhecimentos históricos e políticos, mas também na desenvoltura com a língua, na humildade e habilidade para lidar com pessoas das mais diversas. E tenho certeza de que alguns estão lendo estes posts e todos os comentários ;)

  135. marina disse:

    Reinaldo

    afirmo e assino embaixo:
    o POLÍTICAMENTE CORRETO
    é a destruição da nossa
    civilização (as we know it)..
    sempre tive a medida
    balanceada de SIMs e NÃOs..
    pais equilibrados,
    infelizmente, são
    exceção.
    fui privilegiada !
    o PC agora é a permissividade total,
    embalada em pretensa
    amizade.
    amigos de verdade
    censuram,não permitem
    ou ficam passivos
    vendo vc se trumbicar.

  136. Luís Alves disse:

    Disse tudo!

  137. Daniela • Brasileira Insone disse:

    E lá foi o Tio Rei catar um cyber café… poxa, obrigada por ter vindo, Rei.

    Outro dia no mercado eu tive que me concentrar profundamente nas notícias da CBN vindas dos meus fones de ouvido, quando estava numa fila de supermercado, para me alhear aos pedidos de limite que uma criança de 5 anos implorava desesperadamente aos pais. Ele fazia uma arte (empurrar o carrinho contra uma gôndola) e olhava furtivamente para os pais, nas esperança de que eles dissessem “não, agora chega”, que puxassem a sua orelha e enfim dessem provas de que o amavam e o protegiam dele mesmo. Nada houve além de algumas palavras da mãe que apenas se auto-desmoralizava.

    Ali senti a “tentação de Romão” e fiquei com vontade de me intrometer (até porque, a uma altura, o menino derrubou o carrinho sobre si mesmo ao lado dos meus pés e sobrou para mim socorrê-lo, pois os pais estavam de costas). Claro que me contive.

    Depois essas crianças se transformam em alunos de professores esquerdopatas que os fazem pensar que “a culpa é do sistema capitalista” e que lhes dão a válvula de escape para suas revoltas (que nunca encontraram limites). Uma ou duas frustrações em empregos e/ou com namoradas(os), alguns desejos de consumo não atendidos e assim está construído mais um ocupante do sistema carcerário.

    Sinceramente não sei onde é a porta de saída.

  138. CS disse:

    Um laudo do Instituto Nacional de Criminalística, que integra a conclusão do inquérito, indica que, em 1998, Valério fez 27 operações para injetar R$ 38 milhões em contas de suas empresas. Em nove empréstimos, contraídos dos bancos Rural e BCN, obteve R$ 34 milhões. Parte do dinheiro foi para campanhas, diz a PF.
    Azeredo declarou ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas ter arrecadado R$ 8,5 milhões. Mais tarde, admitiu arrecadação paralela de R$ 8,5 milhões e atribuiu a responsabilidade a Mourão, que não foi localizado na tarde de ontem.
    O laudo pericial revela coincidência entre datas em que Valério recebe créditos por supostos serviços a empresas públicas e privadas e pagamentos das parcelas dos empréstimos.
    A PF comprovou que as estatais Comig (atual Codemig), Copasa (Cia. de Saneamento Básico), além do Bemge, compraram cotas de publicidade de R$ 1,5 milhão e R$ 1 milhão de evento coordenado pelas empresas de Valério. Já a Cemig (Companhia Energética de MG) aportou R$ 1,7 milhão para a SMPB, agência de Valério.
    No dia seguinte, a empresa transferiu R$ 1,1 milhão para candidatos do PSDB. A análise indica ainda depósitos das empreiteiras Queiroz Galvão, ARG, Tercam, Erkal e Egesa. O advogado de Valério, Marcelo Leonardo, negou irregularidade para injetar recurso na campanha de Azeredo.

  139. Claudio disse:

    Discordo de você Reinaldo.
    Acho que não tem jeito.
    É a evolução da espécie e só Deus sabe o que vem por aí.
    Acho que sempre foi assim. Toda nova tecnologia é devorada por todos e principalmente os jovens.
    Somos realmente uns bichos muito loucos.

  140. Anônimo disse:

    Reprimir é civilização (dixit Freud).

    L.

  141. Mãe Brasil disse:

    BRAVO!!!
    BRAVÍSSIMO!!!

    Querido Reinaldo, desta vez você conseguir se superar!

    Certamente estava sintonizado com Maria Santíssim e seus anjos no momento que escreveu este texto.

    Tal inspiração só pode ser divina, não diminuindo aqui seus méritos tantos.

    Que Deus o abençoe, sempre.
    Que filhas privilegiadas as suas!

    Luz, saúde e paz para você e todos os seus.

    Grande abraço emocionado da

    Mãe Brasil, de pleno acordo com cada palavra sua.

  142. Anônimo disse:

    Com a responsabilidade profissional de psicólogo (não falo pela corporação, pois os Conselhos são, a muito, aparelhos do petismo) não removeria uma vírgula de teu comentário. Paulo Freire e a psicologite esquerdofrênica associada ajudaram, e muito, para o atual estado das coisas no brazil.
    Tio Rei, como sempre, tu és o máximo!

    Um grande abraço
    mauro

  143. Anônimo disse:

    Confesso que quando voçê completa uma idade, digamos, mais “avançada”, há um certo desejo em qualificar-se como um ser com maior qualidade de discernimento e lucidez. Tenho 20 anos, e vejo que atos e declarações de meus pais, ditas em épocas anteriores, aparentemente desprovidas de valor e utilidade para minha formação, caem-me como esclarecimentos em diversas situações, tidas por mim, anteriormente, como sustentáveis. Algo difícil de não se notar, é de fato, essa nova geração de preceitos pedagógicos que dizem ser algo mais condizente com as atuais necessidades e estruturação da sociedade. Crianças - e é o que são para mim - de 12, 13 e, até mesmo, de 16 à 18 anos, mostram-se cada vez mais como seres que não necessitam de parâmetros paternos na sua formação. Chamam seus pais de cafonas, bregas, ultrapassados e, pasme só - no falacioso jargão de pegadas marxistas -, como repressores da expressão do livre arbítrio desses…bêbes. Hum, são molecadas que quase em sua maioria não sabem lidar frente à situações reais que fogem dos padrões virtuais em que estão acostumados a tecer suas vidas superficiais. MSN, Orkut e tantos outros, passam a ser a “realidade” desses pirralhos que sentem-se no direito de ignorar os ensinamentos de seus pais, assim como, estes já começam achar que essa nova geração é quem, realmente, devem ensiná-los e não mais o contrário.

    PS.:Tarefa dífícil, mas perdoe-me pelos erros gramaticais.

  144. Anônimo disse:

    Tive, outro dia, uma discussão desse tipo com a Dirtora da escoal do meu filho.
    A família mudou, é verdade, mas a escola também é hoje um vetor de introdução de conceitos estranhos ao seio familiar.
    Agora a gente tem que lutar também contra os livrinhos paradidáticos politicamente corretos indicados pelos burocratas do MEC.
    Não me interessa a política pública da vez. A moral que deve prevalecer na minha casa é a minha. Certa ou errada. Até que meus filhos, por si só, rompam esses meus limites e vão viver sua vida adulta.

  145. Gustavo disse:

    Reinaldo,desculpe se tiver muitos erros de portugu?s,a pressa ? inimiga da perfei?o.

  146. Gustavo disse:

    REInaldo,tenho 15 anos,faço 16 dia 20 de agosto.E estou aqui 1:34 da manhã lendo seus textos,mas também no orkut ,msn,hehehehehe.
    Fiz um levantamento breve do meu MSN,de 326 pessoas que tenho ,50 estão online,mesmo sendo férias,é uma barbaridade,claro que a maioria dos Onlines tem 15 anos para mais,porém vejo online irmãos de amigos meus com 10,11 anos.O computador é uma atividade para o adolecente como comer,tomar água,ir a escola,está na rotina tanto quanto ir tomar banho.Claro que tem suas vantagens,e muitas,diga-se de passagem.Porém a maioria ultrapassa seu limite,e dedicando seu tempo que era de estudo,de ler,no computador, conversando com pessoas ás vezes indesejáveis,com má influências.Agora que estou de férias,claro ,estou mais aqui na internet,mas divido meu tempo para ler também(Estou lendo “Já vi esse filme”,Maklouf Carvalho.Acho eu que se não leu,deve conhecer) hehehehehehe.E claro ver tv,lazer,etc.Grande culpado é você desse meu desfruto da internet,leio você desde que começou a escrever aqui,e não paro,hehehehe,brincadeira é claro.Essa minha geração está indo para o caminho da ignorância,da burrice,conheço pouquíssimos que leiam livros,e a maioria ,compra um da Bruna surfistinha ler ate a metade(Melhor do que ler inteiro,hahaha)e não le mais nada até chegar a prestar vestibular,e ler Sertões etc,esse é o nosso caminho,pessoas mais safas,porém mais ignorantes e sem algum tipo de cultura.Abraços Reinaldo,agora 1:50 da manhã ,hehehehe,vou dormir.Saudações anti-petistas.

  147. Luis Fernando disse:

    Ainda sobre a criação de estados. Li agora na VEJA, são seis que os malditos querem criar. Por quê ?
    O tal estado de Carajás é para ter 40 municípios. Santa Catarina, onde moro, tem quase 300. Qualquer estado, por menor que seja, tem o direito de ter no minimo 8 representantes na câmara. Todos os estados novos estão no nordeste. Huummm, aí tem coisa !

  148. mauro disse disse:

    Reinaldo, belo texto,foi escrito com o coração. procuro seguir o que voce exprimiu,às vezes entro em conflito com meus filhos, mas mantenho a familia unida e educada. foi um alento lê-lo,não estou só. obrigado.

  149. Rodrigo disse:

    http://www.youtube.com/watch?v=bFfHqIUTKNw
    Veja isso Tio Rei. É do ano passado mas é muitooo interessante.

  150. Celso disse:

    Mais uma vez, ótimo texto Rei!!! Mas coitados, rs, eles estão de férias!!!!

    Mas que hoje falta autoridade dos pais isso é claramente visível. Filhos que não respeitam a autoridade de um pai não podem estar prontos pra viver em sociedade!!! Agradeço meus pais pela educação firme que me deram!!!

    []’s.

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