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OBAMA FAZ MAIS UM DISCURSO HISTÓRICO PRÉ-HISTÓRIA. E SOBRARAM SIMPLIFICAÇÃO E BOBAGEM

sexta-feira, 5 de junho de 2009 | 7:31

É, meus caros, eis um daqueles textos longos, longuíssimos, do tipo, dizem, que não se deve escrever em blogs. Ok. Eles ficam com os blogs deles, com textos curtinhos. Eu fico com o meu. Cada um no seu quadrado. Vamos lá.

 

Barack Obama é mesmo um fenômeno. Ninguém faz “discursos históricos” como ele. É você se distrair um pouco, e tome “discurso histórico”. E é também fascinante porque a fala se torna “histórica” ante de a história acontecer. Não foi diferente com o, bem…, “histórico” discurso feito no Cairo, Egito, em que propôs um “novo começo” nas relações entre os EUA e mundo islâmico. Mais um pouco, e suas falas e realizações já nascerão como ruínas… (leia INTEGRA DO DISCURSO na seção “Documentos” do blog).

 

Depois do ovacionado “assalaamu alaykum”, o presidente americano lembrou que o momento é de tensão entre os EUA e o mundo islâmico, observando:

“As relações entre o Ocidente e o Islã incluem séculos de co-existência e cooperação, mas também de conflitos e guerras religiosas. Mais recentemente, a tensão foi alimentada pelo colonialismo, que negou direitos e oportunidades a muitos muçulmanos, e pela Guerra Fria, que tratou os países de maioria muçulmana como meros figurantes. Ademais, as mudanças trazidas pela modernidade e pela globalização levaram muitos muçulmanos a ver o Ocidente como hostil às tradições do Islã.”

 

Olhem, só o trecho acima poderia render um tratado. É claro, sei disto, que parece haver algo de ridículo em criticar o discurso de ninguém menos do que o presidente dos Estados Unidos, não é? Isso só fazia sentido quando o homem era Jorjibúxi, o bestalhão, o sanguinário, o invasor. Com Obama, a única coisa legítima a fazer é classificar a fala de “histórica”. Pouco me importa quem tenha escrito ou lido o discurso. O fato é que algumas coisas acima precisam ser esmiuçadas. Com efeito, aconteceu aquela tal cooperação de que ele fala. Terminou mais ou menos com as… Cruzadas!!! Adiante.

 

Obama tangeu uma corda que é a mãe de todos os equívocos mesmo do islamismo moderado: os países islâmicos são vistos sempre como vítimas e entes meramente reativos. No caso das “guerras religiosas”, não fica claro se ele considera os islâmicos agredidos ou agressores — mas posso imaginar… Será que ele se lembra que os discípulos de Maomé chegaram, em nome de sua particular noção de paz, até a Península Ibérica? Será que alguém arrumaria para ele uma versão em inglês do romance Eurico, O Presbítero, de Alexandre Herculano? Vejam lá: no colonialismo do século 19 — um tempo que ele classifica de “recente” —, os islâmicos são vítimas. Na Guerra Fria, foram ignorados. Agora, é a globalização que os leva, coitadinhos!, a ver o Ocidente como inimigo. Pergunta besta: por que os países islâmicos veriam essa “modernidade” como inimiga? Bem, o judaísmo se reformou; o cristianismo vive em permanente reforma; o hinduísmo, à sua maneira, mudou. Onde estão os reformadores do Islâ? A única forma de dialogar com aquele mundo é o Ocidente declarar a sua culpa?

 

A questão é meramente intelectual? Não é. Esse tipo de conversa não tem futuro. Obama encerrou a sua fala citando palavras de tolerância do Corâo, do Talmud e da Bíblia. Bacana. As três religiões, de fato, trazem senhas para a paz e para a guerra. Mas é preciso ver se todas elas podem conviver, por exemplo, com alguns direitos que, no chamado mundo ocidental, consideramos inegociáveis. O Islã pode?

 

Depois daquele trecho que destaco, Obama condenou o extremismo islâmico e os atentados de 11 de Setembro, mas pronunciou uma só vez a palavra “terrorismo” (na verdade, “terroristas”), como se ela ofendesse os ouvidos da audiência. O que não deixa de ser um sinal de rendição. Ou bem aquelas pessoas que ouviam também repudiam o “mau Islã” — e, pois, não há óbice em dizer a palavra — ou bem não repudiam tanto assim, e aquela conversa é absolutamente inútil. Mais adiante, mandou ver nas glórias do Islã — não sem antes lembrar do pai islâmico e de sua infância na Indonésia:

 

“Como estudante de história, reconheço a dívida que a civilização tem com o Islâ. Foi  o Islã, em lugares como a Universidade Al-Azhar, que levou a luz do conhecimento ao longo de muitos séculos, pavimentando o caminho do Renascimento e do Iluminismo na Europa. Foi a inovação nas comunidades islâmicas que desenvolveu a álgebra, a bússola e outras ferramentas de navegação; nosso domínio da escrita e a imprensa; a compreensão de como se desenvolvem as doenças e como podem ser combatidas. A cultura islâmica nos deu arcos majestosos e torres elevadas; poesia atemporal e música inesquecível; caligrafia elegante e lugares para pacífica contemplação. E, ao longo da história, o Islã demonstrou, por meio de palavras e atos, as possibilidades da tolerância religiosa e da igualdade racial”.

 

Muito bem! Obama, ou quem quer que tenha feito o discurso, estudou direitinho a Enciclopédia Britânica. Qual é o problema de um discurso como esse? Ele assimila como verdadeira a crítica falaciosa que se faz ao Ocidente — “é contra o Islã” — e jura de pés juntos que não é. Para tanto, presta o seu tributo:  vejam lá, a religião foi vital, lembra Obama, para o… Renascimento!!! Logo ali, como se sabe. O ponto definitivamente não é esse. Afirmar que o Islã é isso ou aquilo seria como afirmar as virtudes do Cristianismo, o que, diga-se, nenhum líder árabe — ou, mais amplamente, islâmico — faria em terras ocidentais (sem contar o fato de que o cristianismo é ILEGAL em boa parte os países que seguem o Corão…). Ora, é óbvio que ninguém está em guerra com o Islã. O que parece, às vezes, é que o Islã é que está em guerra consigo mesmo, contra aquelas “modernidades” da globalização. E o Ocidente não pode responder por isso, não.

 

“Tolerância religiosa e igualdade racial”? Pois é… De que Islã Obama está falando? Os nazistas — e não estou fazendo comparação entre nazis e islâmicos; apelo ao extremo para evidenciar o erro — se diziam cristãos. E era inútil demonstrar que sua prática não correspondia ao, vá lá, livro-texto. O Islã da bússola é o de Osama Bin Laden ou, se quiserem, o de qualquer outro país islâmico, Egito incluído? Tenham paciência, né? Por que os países árabes se negam, por exemplo, a conceder cidadania aos palestinos, ainda que eles a queiram, tratando-os como refugiados e praticamente confinando-os nos campos? Ora, o Islã da álgebra e da filosofia não está em questão. Infelizmente, ele não serve de referência hoje a nenhum dos países islâmicos. Não será o Ocidente — ou um líder ocidental — a ensinar àqueles países qual é a vertente virtuosa de sua religião.

 

Esse é um discurso histórico, claro, como todos os de Obama, mas já nasce como ruína. Não tem futuro.

 

Questões contemporâneas

E daria, sinceramente, para esmiuçar suas incongruências e erros trecho a trecho. Mas levaria mais de uma noite. Por isso, opero aqui uma mudança na trajetória para tratar, no fim das contas, do que interessa: a questão israelo-palestina. Afinal, a grande mudança em relação a seu antecessor, o Jorjibúxi, estaria justamente aí. Antes e chegar a essa questão, Obama justificou a guerra no Afeganistão, afirmando que seu país não teve escolha, e relativizou os motivos da guerra no Iraque — nesse caso, sim, disse, uma escolha. Mas lembrou que os iraquianos estão melhores sem a tirania de Saddam Hussein. Então truco.

 

Agora a questão central. Obama estava lá para pôr um peso em cada prato da balança. Vamos ver:

“Os fortes laços da América com Israel são bastante conhecidos.  Esse elo é inquebrável. Está baseado em laços culturais e históricos e no reconhecimento de que a aspiração por uma pátria judia está fundada numa história trágica, que não pode ser negada.

O povo judeu foi perseguido em todo o mundo por séculos, e o anti-semitismo na Europa culminou num Holocausto inédito. Amanhã, vou visitar Buchenwald, um dos campos onde judeus eram escravizados, torturados, fuzilados e mortos com gás pelo Terceiro Reich. Seis milhões de judeus foram mortos, mais do que toda a população judia de Israel hoje. Negar aqueles fatos não faz sentido, é ignorante e odioso. Ameaçar Israel com a destruição ou repetir estereótipos vis sobre os judeus é profundamente errado e serve apenas para evocar nos israelenses a mais dolorosa das memórias, criando obstáculos à paz que merece a população dessa região”.

 

Como se vê, Obama exalta os judeus que sofreram. No passado.

E era a hora de pôr peso no outro prato. E ele lembrou também o sofrimento do povo palestino, espalhado nos campos de Gaza, Cisjordânia e terras vizinhas. Criticou os que atacam Israel, mas também censurou a expansão das colônias na Cisjordânia. E, bem, aí fez o que me parece realmente do arco da velha: abriu uma espécie de diálogo, retórico ao menos, com o… Hamas! Hamas que os próprios EUA consideram terroristas. Isso, de fato, é inédito. A questão é saber se é bom. Leiam.

 

“Agora é a hora de os palestinos se concentrarem no que podem construir. A Autoridade Palestina precisa desenvolver sua capacidade de governar, com instituições que sirvam às necessidades do povo. O Hamas de fato tem apoio entre alguns palestinos, mas ele também tem responsabilidades. Para desempenhar o papel que lhe cabe nas aspirações palestinas e para unificar o povo, o Hamas precisa pôr fim à violência, reconhecer acordos anteriores e reconhecer o direito que Israel tem de existir.”

 

E agora o pito em Israel:

“Ao mesmo tempo, os israelenses precisam reconhecer que, assim como não se pode negar seu direito de existir, não se pode negá-lo também aos plaestinos. Os Estados Unidos não aceitam como legítima a continuidade dos assentamentos [na Cisjordânia]. Eles violam acordos anteriores e minam os esforços para alcançar a paz. É tempo de parar com esses assentamentos”.

 

Aí a vaca foi para o brejo

No afã de igualar os desiguais, quem sai perdendo é a razão. Não, este escriba não considera a continuidade dos assentamentos uma boa política. De jeito nenhum! Mas é uma estupidez suprema — além de contraproducente e inútil — sugerir que a eles estão para os israelenses como a violência está para o Hamas. Quem criou tal correspondência foi Barack Obama, não fui eu. Se ele estivesse certo, bastaria que, amanhã, o governo Israelense determinasse a suspensão dos ditos-cujos, e o Hamas, em contrapartida, pararia de jogar foguetes em Israel. Mas isso não aconteceria. Ainda que os assentamentos sejam condenáveis e só extremem o que já é ruim, eles não são o correspondente oposto dos atos terroristas dos palestinos.

 

Mas, para Obama, cada coisa é um peso em cada lado da balança. Assim, a despeito desse seu discurso grandiloqüente, estupidamente chamado de histórico, dá para antecipar: nada vai acontecer. E nada vai acontecer enquanto as facções palestinas não renunciarem à violência. É patético que o presidente americano peça ao Hamas que reconheça Israel. Nas considerações iniciais de seu estatuto (ÍNTEGRA DO ESTATUTO na seção “Documentos”) lê-se:

 

“Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o faça desaparecer, como fez desaparecer a todos aqueles que existiram anteriormente a ele.”

 

É só isso? O Hamas aceita a presença de judeus por ali? De novo, apelo a sua carta:

“Assim, com todo o nosso apreço pela Organização para a Libertação da Palestina, e o que ela posa vir a se tornar, e sem desprezar o seu papel no conflito árabe-israelense, não podemos eliminar a identidade islâmica da Palestina, que é parte da nossa fé, e quem negligencia essa fé está perdido. “Quem rejeita a religião de Abrahão é alguém que ficou um tolo”. (Alcorão 2-130).

 

O Hamas seria só um movimento nacionalista, localista, descolado do terrorismo islâmico? O Hamas responde com seu estatuto:

“Exigimos que os países árabes em torno de Israel abram as suas fronteiras aos árabes e muçulmanos combatentes da Jihad, a fim de cumprirem sua parte, juntando suas forças às forças dos seus irmãos – a Fraternidade Muçulmana na Palestina. Dos demais países árabes e muçulmanos, exigimos que, no mínimo, facilitem a passagem através de seus territórios dos combatentes da Jihad.”

 

Há ao menos chance de esse discurso de Obama sensibilizar as lideranças políticas de Israel? Não! Zero! Nenhuma! E eu diria que não se trata apenas dos radicais da direita e outras figuras satanizadas mundo afora. Qualquer israelense sabe que igualar o terrorismo e a pregação da destruição de Israel à expansão de assentamentos é contribuir com aqueles que querem… o fim de Israel. Se Obama não quer, tem de mudar o discurso.

 

Ademais, essa fala que põe um peso em cada balança fornece aos radicais a certeza de que, enfim, estão ganhando a guerra de propaganda.

 

Há uma questão lógica inegável: o que levou Obama fazer esse discurso não foi a disposição dos árabes para negociar, mas o terrorismo. Não por acaso, se vocês fizerem uma pesquisa nos jornais mundo afora, os radicais criticaram a fala do presidente dos EUA. Ora, são espertos: no dia em que não estiverem mais no lugar das vítimas, acusando o Ocidente, terão perdido poder. É preciso atacar os Baracks Obamas da vida para que possam ser mimados por eles.

 

Sim, foi um discurso, a seu modo, histórico.

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91 comentários em “OBAMA FAZ MAIS UM DISCURSO HISTÓRICO PRÉ-HISTÓRIA. E SOBRARAM SIMPLIFICAÇÃO E BOBAGEM”

  1. caipira disse:

    Reinaldo,Obama é o mulla deles ou mulla
    é Obama nosso?
    Bom,pelo menos,não teve piadinha de tur-
    co,dos dezessete milhões de fronteira e a
    ultima,da sonda da petobrais,como êle diz
    procurando avião no mar.
    Estamos ferrados com o molusco,mas os
    gringos também estão sifu

  2. Juvencio disse:

    No discurso conciliatório tem que haver espaço que abrigue todas as partes contrárias. A política , alguém ja disse ” é a arte do possível” , e assim sendo Obama está indo na direção correta ao propor o diálogo. Pode ser que ele pessoalmente nem acredite que as suas propostas sejam integralmente aceitas , mas por dever de ofício cumpre colocá-las na mesa. Preocupação maior com o discurso , parecem ter certas lideranças islamicas , que se apressaram em condenar a fala antes mesmo que ela fosse pronunciada. É bom lembrar que o presidente americano falou em uma universidade , para um público em formação , geralmente aberto a novas concepções e formas de pensamento.

  3. Jopaka disse:

    O “trabalho sujo”de defender a democracia custe o que custar foi levada ao seu estagio maximo pelos EUA/Grã Bretanha, quando resolveram contra tudo e contra todos atacarem ao Sadam Husseim e ao Taleban.
    Chega de hipocresia desses europeus e dos membros da da ONU!
    Israel quer invadir o Irã? Que invada!
    O Irã quer soltar uma bomba atomica em Jerusalém? Que se solte!
    O Brasil e os bolivarianos querem que Cuba seja membro da OEA sem sem respeitara os direitos humanos? Que se juntem!
    A Turquia ser membro da União Européia? Que se una!
    Quem sabe não seja isto que o Obama esteja falando: chega dos EUA tentar defender a democracia sozinho!

  4. icampo disse:

    Discurso historico por ser de um presidente americano. Se fosse você
    quem o fizesse, seria uma lista de contrastes (democracia, liberdade, mulheres nos paises árabes…), comparar israelenses e palestinos (onde estao os bilhoes de dolares que os lideres palestinos roubaram, o terrorismo), que papo é esse de mostrar o islã como amostra de oportunidades e liberdade de pensar.Não está mal que pressione a Israel com a colonização como está bem que pressione os palestinos com tudo que está pendente.E sobre o Irã uma pena que está sòzinho. Em resumo, Mr. Obama, não equivoque como os europeus - não há necessidade de puxar o saco dos muçulmanos.

  5. Aluizio Amorim disse:

    Caro Reinaldo.
    Sua análise é brilhante! Não há nada igual na grande imprensa nacional e internacional. Mas que pena, inteligência e sensibilidade são coisas para poucos, meu caro Reinaldo. Impera a lógica botocuda que tornou os jornais uma tremenda porcaria, um lixo. Na grande imprensa dominam textos de Kennedy Alencar, Clóvis Rossi e assemelhados. Lixo puro. Até mesmo o vetusto Estadão rasteja ao redor da mesa do banquete dos abutres.

  6. jmre disse:

    Barack Hussein Obama é o maior engodo, a maior mentira já produzida pelos liberais americanos. Obama é a maior fraude eleitoral produzida nos Estados Unidos da América. Enfim, é um mentiroso sem escrúpulo ã frente da maior democracia ocidental. Espero, sinceramente, que as instituicoes sejam maiores e mais forte do que o mal que esse rapaz vai causar.
    Só lembrando uma mentira, das grandes, contidas no discurso ~histórico (sic) foi afirmar que os EUA era uma das maiores naçoes mulçumanas do mundo. Está lá para quem quiser ler. O sujeito é um hipócrita. Parece muito com um determinado presidente de um país continental da Am;erica do Sul.

  7. Claudia disse:

    Sei lá, mas o “Cara”, com todo esse palavrorio, continua a me lembrar o que eu achava dele na campanha: um carro alegórico na Sapucaí…

  8. Diogo Coelho disse:

    É nesse sentido que o discurso do Obama é relevante e histórico: a quebra da lógica supremacista de Bush e a declaração de um maior engagement americano com os países árabes e com o mundo islâmico. E, falando ao mundo islâmico, Obama não deixou de re-enfatizar as responsabilidades desses países e nem de declarar o apoio a Israel. O discurso foi sóbrio e coerente.

  9. Diogo Coelho disse:

    A globalização criou laços de interdependência que não favorecem o militarismo ou ações unilaterais. Desestabilizar os terroristas requer o envolvimento de diversos países, organizações e instituições, regionais e locais – principalmente no mundo árabe – que possam oferecer respostas aos desafios da instabilidade política e econômica dos países na região. A retórica de promoção da democracia do governo Bush cede lugar à necessidade de promover instrumentos que fortaleçam a governabilidade em países caracterizados por Estados falidos (Paquistão e Afeganistão, por exemplo). (continua)

  10. Diogo Coelho disse:

    No afã de criticar Obama, você recai num dos piores erros das terras tupiniquins: confundir discurso com realidade. Ninguém irá ouvir o Presidente Barack Obama pronunciar as palavras “guerra ao terror”. E há uma lógica estratégica nisso. Hoje, há a percepção de que, para combater as ameaças à segurança americana, é necessário restaurar o papel dos EUA como o principal arquiteto de políticas cooperativas, seja com o ocidente, seja com os países árabes ou islâmicos. A segurança nacional tornou-se interdependente com a segurança global. Dessa forma, atribuí-se menor peso ao poder militar perante a fragmentação da violência. (continua)

  11. Rapaz das brasílicas highlands disse:

    Eu não sei porquê, mas eu vi uma flecha neste seu texto e, sem sacanagens rasteiras privatistas, que flecha longa e certeira!

  12. Luiz Alberto Mezzomo disse:

    Reinaldo.
    Parece que para os asseclas do obamismo, a cultura cristã nada fez pela humanidade. Muito menos, fez algo pelo ocidente. Na mente deles o atual progresso científico da humanidade é devedora do islã e talebã. Pobre Estados Unidos. Em quem voltou…

  13. Mário Fernando disse:

    Quem inventou a bússola foram os chineses

  14. anônimo disse:

    e ele continua…(BARAC OBAMA) ainda sobre o vídeo….

    “Ou Deveríamos apenas ficar com o Sermão da Montanha? uma passagem que é tão radical que é de se duvidar que o próprio Departamento de defesa sobreviveria a sua aplicação.”

    Só na cabeça dele o sermão da montanha é radical!

    Rei, confira!!! E COMENTE, POR FAVOR!!

  15. Anônimo disse:

    Barack Obama fala sobre Religião e Secularismo (video legendado)
    http://www.youtube.com/watch?v=_IHQr4Cdx88&NR=1

    Rei, algumas pérolas do rapaz!

    “O que quer que nós já tenhamos sido, nós não somos mais uma nação cristã.

    E mesmo se nós tivéssemos apenas cristãos entre nós

    Se expulsássemos todos os não-cristãos dos Estados Unidos da América

    “O cristianismo de quem nós ensinaríamos nas escolas?

    Seria o de James doson, ou de Al Sharpton?

    Que passagens das escrituras deveriam instuir as nossas políticas públicas?

    Deveríamos escolher o Levítico, que sugere que a escravidão é aceitável, e que comer frutos do mar é uma abominação?”

    Rei, para ele, antigo testamento e novo, é a mesma coisa…

  16. Roberto, o indignado disse:

    Tio,
    a única coisa que eu realmente não concordava com vc era sempre seus comentários sobre o Obama……
    mas agora tenho que concordar!!!
    Brilhante sua análise sobre o discurso…..
    e por fim, agora concordo c/ vc em absolutamente tudo…..
    quer dizer, o Jorgibux eu ainda não aguento:
    guardadas as DEVIDAS proporções, acho ele o LuLLa do Texas.
    abs

  17. Anônimo disse:

    Para o Sincero das 3:24 pm

    Voce esta confundindo acao e reacao. Os atentados de 11 de setembro nao sao reacao a nada que Bush tenha feito. O enfrentamento belico veio DEPOIS dos atentados, nao antes como seu texto faz crer.

    Este discurso soft de Obama eh uma variante do “aproach” mole do Bill Clinton ao desafio do terrorismo. Sabemos no que resulta.

  18. Bin Laden, Osama disse:

    Tem razão. O cachorro do Obama, Beau, demonstra seu espírito de vira-lata, às avessas. Ele faz um discurso mea culpa fajuta, ninguém deve respeitar. É um discurso de otário. Creio que só os petistas baterão palmas, eu não. Só aqueles que tiraram zero em história baterão palmas.

    Eu, Bin Laden, virei à público e direi que não caiam na conversa fiada do grande negão branco à la conversa mole de Lula. O Petismo é a grande ameaça ao Islã e ao mundo. Tão logo eu consiga sair deste buraco. Bin Laden os ama.

  19. nedinho disse:

    Mais um pouco, e suas falas e realizações já nascerão como ruínas…

    Além da ironia a frase reflete a mais dura realidade.

    Um aparte:os discursos e falas já são uma ruína. Tome-se os aspectos moral, ético, histórico, lógico etc… e se verifica que são ruinosos sob todos os ângulos.

    E haja arqueólogos baba-ovos(é assim que se escreve?)e picaretas, estas em ambos os sentidos, para revolver as ruínas discursivas e tecer loas…

  20. rbg disse:

    Ainda o Estatuto do Hamas
    Outras evidências da disposição do Hamas ao diálogo:
    “Alá é a finalidade, o Profeta o modelo a ser seguido, o Alcorão a Constituição, a Jihad é o caminho e a morte por Alá é a sublime aspiração.”
    “As iniciativas, as assim chamadas soluções pacíficas, e conferências internacionais para resolver o problema palestino se acham em contradição com os princípios do Movimento de Resistência Islâmica, pois ceder uma parte da Palestina é negligenciar parte da fé islâmica. O nacionalismo do Movimento de Resistência Islâmica é parte da fé (islâmica). É à luz desse princípio que seus membros são educados e lutam a jihad (Guerra Santa) a fim de erguer a bandeira de Alá…”

  21. rbg disse:

    Outros destaques do Estatuto do Hamas:

    “O Movimento de Resistência Islâmica… se dedica a levantar a bandeira de Alá sobre cada centímetro da Palestina.”

    “o Movimento de Resistência Islâmica aspira concretizar a promessa de Alá, não importando quanto tempo levará. O Profeta, que as bênçãos e a paz de Alá recaiam sobre ele, disse: “A hora do julgamento não chegará até que os muçulmanos combatam os judeus e terminem por matá-los e mesmo que os judeus se abriguem por detrás de árvores e pedras, cada árvore e cada pedra gritará: Oh! Muçulmanos, Oh! Servos de Alá, há um judeu por detrás de mim, venha e mate-o…”

  22. Matheus Cunha disse:

    Caro Reinaldo.
    Acho que você não é tão interessado pelo esporte como pela política (não dá pra ser bom em tudo hehehe). Portanto aconselho que você assista neste Sábado a um programa da ESPN Brasil chamado “Histórias do Esporte”. O título do episódio desta semana é “Um time poderoso”. Esse time, na verdade um trio, é do barulho! No gol, defendendo a natureza, tal qual Gilmar Neves defendia uma meta, Ela, a dublê de guarda florestal de Catatau e Zé Colméia: Marina Silva. E uma dupla de ataque bem entrosada (mais do que deveria, como a VEJA desta semana demonstrou) Protogenes e Fausto de Sanctis.
    Esse programa deve valer uns bons posts!
    Abraço! Matheus Cunha Belém-PA

  23. Daniel Capdeville disse:

    Algo Interessante.

    A Russia criou uma tal comissão para “Combater falsificações da História” e iniciaram com a pérola abaixo:

    http://www.defesanet.com.br/wars1/2gm_polonia.htm

    Abraços.

  24. O Crítico disse:

    Reinaldo, o fato é que a política de enfrentamento de Bush e dos republicanos não levou a lugar algum, apenas enfiou os EUA em mais um buraco. Obama está certo em procurar o diálogo.

  25. Robert disse:

    A pergunta que não quer calar: “assalaamu alaykum” quer dizer “florzinha do Hawaii”?

  26. Rafael disse:

    seu ponto de vista é muito perspicaz -pega nos pontos mais contraditórios desse discurso, mais um, que visa reconquistar ou fortalecer o laço dos EUA com seu aliados –outra proposta nesse patamar é a indicação de Lula para um cargo na inteligência internacional.

    contudo, Reinaldo, ainda considero que você persiste em querer alimentar rivalidades, ao invés de refletir sobre a geopolítica de Obama, que parece dotar um esquema desesperado, e que pode levar a medidas extremas quando esgotarem esses discursos frágeis.

  27. luiz disse:

    0-rei, os britanicos foram mto simpaticos em dar todo esse valor ao islã nas ienciclopédias, mas os estudos rrecentes mostram que é tudo ao contrário.

    O islã se apropriou das grandes descobertas do mundo tanto coidental quanto oriental. A idade média começou por causa deles, que em sua ira imperialista obrigou os povos bárbaros a se refugiarem dentro do império romano, implodindo o sistema.

    O islá, roubou, vendeu, destruiu o conhecimento da humanidade e continua fazendo o que sempre soube fazer, mais amenamente no paquistão onde os indianos arrefecem sua ira, mais fortemente na palestina, pq os judeus são duros na queda.

  28. Carlos Henrique disse:

    Muito boa a desconstrução que você fez do discurso “histórico”. Com a classe que lhe é peculiar. Barack Hussein Obama é a maior farsa da história da humanidade. Gostaria que você fosse ainda mais crítico com o embusteiro. Abraço!

  29. Myrian Elizabeth disse:

    A imprensa veio dos árabes? Não achei nada sobre isso em lugar nenhum, a não ser uma citação sobre reprodução de textos em cera encontrada na Suméria e um outro lugar. Isso pode ser classificado como imprensa? Jornalismo? Disseminação de notícias/informações?
    Essa informação está correta? Alguém sabe?

  30. maria-maria disse:

    Incluir em tua lista, Jorge, das 7.56: adular os proto-ditadores da latrina américa e distribuir-lhes benesses.
    Nunca imaginei que, um dia, uzamericânu estivessem tão mal servidos de presidente; o continente, como um todo, apodreceu, emporcalhou-se.

  31. Sincero disse:

    Reinaldo, li seu texto. Como sempre um texto elaborado. Não concordo com ele, no entanto. Se enfrentamento bélico resolvesse as diferenças nesse mundo, jorgebúxi e seu pai teriam resolvido o problema. E apenas pioraram tudo. O atentado às torres gêmeas é um exemplo claro disso. Fortaleceram mais ainda o terrorismo, deram mais munição aos que entregam a vida por uma causa, e, como a maioria dos religiosos de quase todas as religiões, sempre desprezam os ímpios. O discurso de Obama passa a histórico por recuar de um confronto definido entre civilização e barbárie para um novo humanismo.

  32. JD disse:

    “For tactical reasons, Jordan, which is a sovereign state with defined borders, cannot raise claims to Haifa and Jaffa. While as a Palestinian, I can undoubtedly demand Haifa, Jaffa, Beer-Sheva and Jerusalem. However, the moment we reclaim our right to all of Palestine, we will not wait even a minute to unite Palestine and Jordan.”

    PLO executive committee member Zahir Muhsein, March 31, 1977, interview with the Dutch newspaper Trouw.

  33. JD disse:

    “The Palestinian people does not [sic] exist. The creation of a Palestinian state is only a means for continuing our struggle against the state of Israel for our Arab unity. In reality today there is no difference between Jordanians, Palestinians, Syrians and Lebanese. Only for political and tactical reasons do we speak today about the existence of a Palestinian people, since Arab national interests demand that we posit the existence of a distinct “Palestinian people” to oppose Zionism.”
    PLO executive committee member Zahir Muhsein to a Dutch newspaper in 1977

  34. Alex disse:

    Com este discurso Obama provou que o terrorrismo esta funcionando. Fazer dos arabes, e especialmente os radicais islamicos, de pobres vitimas do mundo eh ridiculo e irresponsavel.
    Deu pito em Israel e estendeu a mao ao Hamas. Resolveu ignorar que os paises arabes e os palestinos tem mais responsabilidade que Israel no conflito. Eh um idiota este homem. E temos um pouco menos de 4 anos para ficar suportando seus discursos ‘historicos’. Vai ser duro.
    Mr. Obama eh mais uma prova do poder de um otimo e eficiente marketing. Como os brasileiros os americanos cairam nesta tambem.
    Parabens por outro otimo testo.

  35. Alzira disse:

    Quando assistimos a qualquer telejornal e a notícia é sobre o último “discurso” do Obama, já sabemos que o adjetivo será “histórico”. Não falha nunca! Dá até para rir.

  36. SGabriel disse:

    Os radicais islamicos estao procurando outro vilao pra chamarem de seu. O Bush nao esta mais no cargo de vilao do mundo. O Obama pensa que vai fazer amigos? Engano, ate o proximo Sep.11. Triste. O mundo esta mais inseguro com este Obama.

  37. Us Army Ranger disse:

    America e o mundo ja estao sentindo falta da era Bush.

    Essa gente terrorista so respeita quando toma pancada nos rins.

    Fogueira com eles

  38. J. disse:

    Vai ver foi histórico,mesmo.Marcou o início do declínio do império americano no que ele tem de melhor:tolerar diferenças só até o limite em que se comece a ameaçar a democracia.

  39. Sandra disse:

    Obama apóia o Hamas desde que o Hamas deixe de ser o Hamas.

  40. Berto disse:

    Reinaldo,

    Gostaria de convida você e a Dona Reinalda para assistir a missa que é realizada todos os domingos no Mosteiro de S.Bento às 18:30 hs. Este Sacrifício da Santa Missa é segundo o o Rito Tridentino, em latim, a missa de sempre, a missa dos grandes santos e dos martíres que tanto lutaram pela verdade, como é o seu caso.

    Durante a missa, você pode pedir para qualque pessoa te emprestar o missal para que possa acompanhar a missa.

    abraços e que N.Senhora de Fátima proteja você e sua Família das garras dos lobos!

    Você conhece o pedido de N.Senhora para que a Igreja consagrasse a Russia ao Imaculado Coração de Maria p/evitar que a Russia propagasse os seus erros pelo mundo?

  41. Kalashnikov disse:

    As associações de moradores das favelas do Rio de Janeiro frequentemente se comparam com as cidades palestinas na faixa de Gaza. O que essas associações não dizem é que, se na Palestina existe o Hamas, nas favelas se escondem sórdidos traficantes. Beltrame e o Bope não podem aquiescer aos discursos pré-históricos de advogados humanistas que, na verdade, escondem o fascismo sob a capa dos Direitos Humanos. Por que há Direitos Humanos que proíbem a polícia de subir os morros para perseguir traficantes, se os mesmos Direitos Humanos não condenam as práticas delituosas desses criminosos?

  42. Kalashnikov disse:

    Reinaldo, nesse mundo pré-histórico, eu pergunto:

    pode não haver civilização na Palestina, mas nossa liberdade de expressão explodiu na turbulência dos petralhas.

    Nossa moral, tudo explodiu num atentado, qualquer um pode abertamente fazer apologia do crime… envio alguns clipes que rolam no You tube, e fico me perguntando se os Direitos Humanos acham o conteúdo dessas músicas humano a ponto de não serem censurados e, seus autores, presos…

    http://www.youtube.com/watch?v=4aMF8OGH-Vs&feature=related

    http://www.youtube.com/watch?v=_kKeH_2SMZo&feature=related

    http://www.youtube.com/watch?v=MYESCZYr7cg&feature=related

    http://www.youtube.com/watch?v=UozwKk2rchs&feature=related

  43. Vera L. disse:

    Reinaldo Obama ainda está na fase de flores e primavera, mais vai chegar o inverno e aí sim terá de dizer e mostrar a que veio. Os EUA não são o Brasil, onde um VIGARISTA depois de vários anos de falcatruas, demagogias, mentiras ainda tem muita popularidade aqui e no mundo. Esse mesmo mundo é muito vasto e complicado para o PRINCIPAL chefe de Estado do Planeta dar uma de Rolando Lero, Lula pode, ele não.

  44. Ludovico disse:

    Reinaldo, vc comentou sobre a exigência de explicação que Obama fez a China sobre o massacre da Praça da paz celestial? Pedido de explicações… 20 anos depois!

  45. C. disse:

    A vaselina é uma parafina líquida: é oleaginosa, límpida, incolor, não fluorescente, inodoro quando frio, mas apresenta leve odor de petróleo quando aquecido, insípido. Insolúvel na água e no álcool, miscível com a exceção do óleo de rícino, solúvel no éter, clorofórmio, éter de petróleo e nos óleos essenciais.

    A Wikipédia não informa mas aposto que foi inventada pelos árabes.

    Portanto os otimistas estão liberados para considerar esse discurso como uma sutil gozação.

  46. João Marcus disse:

    Não achei o discurso do Obama tão ruim. Ele só precisava maneirar nas referências históricas esdrúxulas e na vitimização dos muçulmanos, como se eles fossem muito bonzinhos e os cristãos seres malvadões. Ainda considero a possibilidade de o Obama estar jogando verde para ver se consegue mais apoio.

  47. Gabriel Trigueiro disse:

    Aparentemente a liderança do Hamas não gostou muito não. :-)

    http://blog.foreignpolicy.com/posts/2009/06/04/hamass_meshaal_reacts_to_the_speech

  48. Sandra disse:

    Reinaldo, acho que foi um discurso educado. Na prática, Obama será mais precavido.

  49. ernesto heredia dias disse:

    Pois vamos aguardar então como será a “conversa” de Obama com Mr. Kim Jong-il da Coréia do Norte e suas ogivas nucleares.

    O Hamas e seus correlatos aguardam ansiosos pelos resultados das táticas de negociação norte-coreanas frente a diplomacia de Obama

  50. humberto sisley disse:

    reinaldo, um nazista “autêntico” jamais se diria cristão, o que fizeram foi ressuscitar antigos cultos nórdicos e o surgimento de uma nova religião baseada na natureza e no sangue. O principal arquiteto da nova religião era Alfred Rosenberg que fazia a apologia da raça superior (Herrenvolk - descendentes dos atlantes) e considerava o cristianismo como uma prova de fraqueza.

    abraços

  51. rbg disse:

    A Cisjordânia e a Faixa de Gaza estavam sob domínio árabe de 1948 a 1967, ou seja, nas mãos de jordanianos e egípcios. Se naquela época houvesse uma “questão palestina”, como a conhecemos hoje, por que não lhes foi concedido um Estado quando essa região estava sob domínio árabe? Antes da derrota na Guera dos Seis Dias, em 1967, os “palestinos” nunca foram reconhecidos como um povo autônomo, sempre foram considerados árabes jordanianos, sírios ou de outras nacionalidades. Isso não significa que não deva haver um estado palestino para os palestinos árabes, mas esse estado só será possível quando os Estados árabes vizinhos reconhecerem a existência do Estado de Israel.

  52. andré pr disse:

    Só direi uma coisa:
    Leiam Olavo de Carvalho!

  53. Juvencio disse:

    A linguagem do gatilho e do estopim utilizada durante muito tempo , não deu resultado. Quem sabe as palavras trarão frutos. Pelo sim pelo não Obama foi aplaudido no final da fala , e não jogaram nenhum sapato nele , só palmas.

  54. Fernando disse:

    Incrível nosso país.
    O Brasil consegue achar petróleo a seis mil metros de profundidade mas não consegue dizer com precisão se o que foi encontrado na superfície do oceano é ou não fuselagem do avião desaparecido.

  55. Nausícaa disse:

    Parabéns, Dona Reinalda, por mais essa vitória. Desejo-lhe boa convalescência. Sei de experiência própria que os cuidados no pós-operatório são muito importantes. Por isso, vá devagar, por favor. Abraços a você e aos seus amados. Eu oro pelos justos e benfeitores, portanto, saibam-se incluídos em minhas orações.

  56. principles1st disse:

    Esse e o maior “CARISMATICO DEMAGOGO” q ja vi em toda a minha vida aqui nos USA. Muita gente aqui ja esta arrependida em ter votado para o Mr. UTOPIA. Esse tem estilo, mas nao tem substancia, fica perdido sem teleprompter. Esta acabando com o setor privado alem de ter quadriplicado o nosso deficit. Hope and Change !!!

  57. rocket disse:

    Obama ficou muito tempo perto de Lula. Foi contaminado pelo vírus da obviedade ululante que perturba aquela massa encefálica dentro do cérebro do Grande Mentecapto.

  58. Sam disse:

    Eu achei o discurso de Obama excelente. Essa mudança de tática nas relações com o Oriente Médio já era esperada. Convenhamos, em 50 anos com o modelo do confronto direto, tudo só piorou. Na era Bush, então, chegou perto do caos geral, com muita gente passando a SIMPATIZAR com a causa Palestina, tamanha a truculência de Bush.

    Obama está certo e Israel tem que abandonar logo as terras que não lhe pertencem. Agora sim dá para acreditar numa mudança positiva. Pelo menos, o mundo voltará a entender que o problema são os radicais que amarram explosivos no corpo e não querem negociar.

  59. Seu Zé disse:

    Ok, não se deve ter cultos a personalidade. A mídia mundial realmente está rendida e entregue em uma bandeja para o “Seu Baraco”, mas o discurso de Obama sinaliza uma retomada no diálogo com o mundo islâmico. Ele da um sinal de que nem tudo está perdido.

    Nenhum discurso é perfeito e é saudável a crítica, mas eu prefiro o estilo Obama do que o do cowboy Bush, jogando todo mundo no “eixo do mal” e não resolvendo nada, apenas agravando os conflitos.

  60. Marco Antonio - Curitiba (PR) disse:

    Reinaldo, meu amigo, lamento admitir mas estávamos ambos errados em nossos diagnósticos sobre as causas do fracasso do socialismo.

    Finalmente, fez-se a luz - para variar, a partir da sapiência de um dos próceres da esquerda herbivora. Confira:

    Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/helioschwartsman/ult510u576023.shtml

    Pensata - Hélio Schwartsman - 04/06/2009 - Futuro sombrio

    “Sempre que as pessoas são obrigadas pelo Estado a desempenhar uma tarefa que não desejam e para a qual não têm maiores incentivos, o fazem de forma muito pouco eficiente (nas coxas para falar em bom português). Não foi por outra razão que o socialismo de Estado fracassou.”

  61. Anônimo disse:

    Alerta de PETRALHA!
    (junho 5, 2009 às 10:25 am)

    A argumentação do sujeito está equilibrada sobre QUATRO PERNAS.
    Logo, feriu as regras da casa. Entrou de pés sujos na sala.

  62. Cássio disse:

    O William Bonner foi um dos que chamou o discurso de histórico. E a edição da matéria no JN? A cada frase (não mais do que banal), um corte pros longos aplausos da platéia. Acho que foram umas três ovações, e metade do tempo da reportagem pra se ouvir palmas das mãos fazendo barulho.

    A esperança venceu a razão.

  63. anarquista disse:

    desnessessário?Não era neCessário me empolgar tanto e acrescentar um montão de S . Rs.

  64. Gaucho disse:

    Já faz tempo que digo pro pessoal que Obama nao é tudo aquilo não! E hoje a moda universal é Presidente negro, mulher(nao que nao tenham competencia), mas usam eles para esse fim. Ninguem me acredita! Foi Collor, depois Lula e será lulla novamente.

  65. anarquista disse:

    Reinaldo:

    Se vc fizer um discurso,ou entrevista,por uma duas horas, e eu editar o que me convém.vc será execrado( por mais brilhante que tenha sido suas palavras e propósitos)

    Pra isso,basta ser contra vc.Aí dou uma de Ricúpero:A gente fala( escreve) e divulga o que é favorável( aos nossos propósitos) e escondemos o resto.Não é mesmo?

    Não diria que o discurso de Obama foi histórico.Mas foi muito relevante.Ele está empenhado pela paz( o que não é pouca coisa)

    Está empenhado pela paz( desejo de todos) que o antecessor dele,por motivos escusos ou pobres ou ignorantes,prefiriu invadir o Iraque contra todas as evidências e certezas da desnessessidade.Abs!

  66. Fullanus disse:

    Esse é que é o “cara”. O primeiro presidente mulato dos EUA, o primeiro presidente queniano dos EUA e o maior leitor de discursos históricos em tele-prompters.

  67. José E. disse:

    Rei, tem um blog novo com uma proposta editorial bastante sarcástica e umas montagens fotográficas bem engraçadas. Talvez seja interessante dar uma olhada. Não sei quem são os editores. E não se engane pelo nome.

    http://porcosimperialistas.blogspot.com

    Abraço!

  68. Olivia disse:

    Já tinham dito antes que…”A história é escrita pelos vencedores”

    Parece-me que ele já é um vencedor! Pode falar o quiser, mas vejamos se num leva uma sapatada no seu discurso final!!!

  69. Adriano Magalhães disse:

    Caríssimos, não sei se já conhecem a carta do Presidente do CREA do Ceará, Otacílio Guimarães, publicada no TERNUMA.

    Enviada a “Çua Inçolença”, o “Faraó de Garanhuns” e ainda a todos os corruptos que o cercam. É BOMBA!!!!

    Acessem:

    http://www.ternuma.com.br/otacilio090.htm

  70. Bin Laden, Osama disse:

    O petismo é muito mais perigoso do que o eu.

  71. Eduardo disse:

    Aquela foi a Epístola de Barack aos Sarracenos.

  72. Pedro disse:

    Ai, e o Geroge Bush tinha algum discernimento? O Bush so sabia fazer guerra… nada mais.
    Obama estende a mão para o islã.
    Nunca vi um lider ocidental fazer isso. Nem Bill Clinton, nem João Paulo II
    Em termos de politica externa os EUA faz sim uma revolução: Guantanamo, e agora o discurso no egito. Isso envolve riscos sim, mas são dois motivos a menos QUE O ISLÃ TEM. Agora o “convite” a Cuba para se reintegrar a OEA.
    Obama descide integra a maior pootencia do planeta ao mundo.

  73. Vanderlei disse:

    numa crise que reduz os PIBs dramaticamente, enquanto neste mês mais de 500.000 americanos perderam emprego, Obama desfila seu porte de jogador de basquete, parando em lanchonete para comer hamburguer, toma cerveja em jogo de futebol e cumprimenta gente simples na rua. Tá bom. O homem é carismático. Lula também é. Aqui, bastou seguir o que vinha sendo aplicado na economia e tudo bem. Lá, depois de Bush e da crise, as coisas são muito mais complicadas. E no mundo, a ação americana têm o peso de polícia. Não será mais assim? Veremos.

  74. Da Ilha disse:

    Não seja tão duro com o moço, afinal o que foi dito no discurso ficará na história como tendo sido dito por ele, e quem mais?
    A cooperação poderia ser nosso conhecimento adquirido com as hediondas cruzadas do sec XI.
    No sec XIV ou XV Fibonacci introduziu os algarismos indo-arábicos que utilizamos até hoje, inclusive com a cardinalidade de um conjunto vazio…

  75. Vanderlei disse:

    We can, é o norte de Obama. We can tagarelar; we can remediar; we can equilibrar (entre cair e não cair); we can fantasiar.
    Com esse discurso e a pose do queixo nas alturas, Obama inspira Ahmadenijad, Kim Joong, os Castro, a seguir avançando.
    Com o “cara”, Obama deu o tom. É RÉ MEDIO. Há quem jure que na posse do novo presdiente em El Salvador, Hillary aplaudiu o instante do discurso em que o esquerdista defendeu o retorno de Cuba a OEA. Significativo, não? Para cada público, um discurso.
    We can, quando confrontado, e ainda não foi, vai se dar mal.
    Por enquanto, Obama é o “cara”. A campanha presidencial americana não acabou. Cada púlpito é um palanque. Enquanto o mundo se debate,

  76. Flávio disse:

    Meu Deus! pobre do povo americano que agora é liderado por um homem que não tem discernimento, bem como a maioria que o apóia. Já ví esse filme antes. Aliás, vejo esse filme hoje, mas agora com produção holliwoodiana. Que o nosso Criador tenha misericórdia de nós. Quanto ao autor dos discursos de Obama, Veja já falou sobre ele: talentoso, jovem e sem experiência de vida. Mas sabe agradar aos ouvidos da maioria. Sempre da maioria.

  77. Antonio Augusto Carvalho disse:

    Reinaldo,

    Obrigado por mais esta aula.

    E, sobre o mesmo assunto, lembro que o panaca do insoso molho jimmy carter não teve a coragem de fazer um discurso destes. Nunca antes alguém falou tanta bobagem quanto o islamita obama.

  78. Mario Vogel disse:

    Reinaldo
    Vc não esta avaliando o lado subjetivo do discurso.
    Na minha opinião ele teve,p/o mundo Árabe, um significado similar ao proferido por Kennedy ,em 63 c/ a selebre frase “ich bin ein Berliner” que ,em plena guerra fria, deixou claro aos sovieticos qual a posição dos USA.

    Abraço

    Mario

  79. CampoMajoritário disse:

    Penso seriamente que Obama esteja querendo dar o primeiro passo, esteja tão somente querendo “quebrar o gelo”. Não há mal algum nisso.

  80. Gil Vicente disse:

    Parece um discurso de um professor para um aluno levado, mas com a didática de não reprimir o coitadinho, senão vai aumentar suas artes. O discurso de quem se sabe superior, e julga que os muçulmanos não podem se virar sozinhos.
    “Vejam, a Europa não se importou com vocês quando foram colonizados. O Ocidente também não se lembrou de vocês durante a guerra fria. E se esqueceram que de vocês também contribuíram com o grande progresso científico que surgiu - no Ocidente, esse ingrato”.
    “O Hamas é muito bonitinho, mas também tem que lembrar que está já crescidinho, e tem responsabilidades”
    Se eu fosse muçulmano, estaria me remoendo por dentro.

  81. Hermés de Azevedo disse:

    O seu texto deveria ser enviado e lido pelo David Horowitz do FrontPageMag. Atualmente ele tem qualificado as divergências entre os conservadores e a administração Obama como meras discussões enquanto a águia está em pleno mergulho suicida. Excesso na dose do pragmatismo americano disfarçado de medo do enfrentamento.

  82. GG disse:

    Porque não o vermelho para o discuso de Obama? Primeiro foi com os títulos apócrifos agora começaram a enquadrar também o corpo do texto. Reaja Reinaldo!

  83. Rods disse:

    REI.

    OUVINO HOJE, PELA MANHÃ A RÁDIO JP, O JORNALISTA CAIO BLINDER, SÓ FALTOU CHORAR AO TECER ELOGIOSAS CONSIDERAÇÕES A ESTE DEPRIMENTO DISCURSO, BRILHANTEMENTE DESCONSTRUIDO POR VC.

    COMO VC MESMO DISSE, APÓS A POSSE DO EMBUSTEIRO AMERICANO - JÁ TEMOS DE HÁ MUITO O NOSSO - O MUNDO SERIA DIFERENTE, POR OBRA E GRAÇA DA MILITÂNCIA.

    Rods

  84. Paulo Boccato disse:

    QDO. ESTE ‘NORTE-AMERICANO-PARAGUAIO’ VENCEU OS EUA DE VERDADE REPRESENTADO POR JHON MACCAIN EU DISSE :

    “OS INIMIGOS DOS EUA ESTAO COMEMORANDO POIS VERAO EM QUALQUER ATO DE DIPLOMACIA DO SR. HUSSEIN OBAMA UMA FRAQUEZA DO INIMIGO !”

    …TAÍ !

    O TERROR VENCEU PELO MEDO !!!

    PS: HILARIA CLINTON AINDA PAGARA MUUUUUUUUUITOS MICOS !

  85. Solo disse:

    Reinaldo. Êste é o mulla de pigmentação escurecida.(mula+ lula+mulah) hehehehe

  86. Fernando disse:

    Caro Rei,
    “Não pode haver dúvidas sobre o fato de que a escravidão e o comércio de escravos receberam grande impulso em toda a metade setentrional da África a partir do surgimento e da difusão do islamismo.Afinal,o profeta Maomé vivera sua vida numa sociedade caçadora de escravos,proprietária de escravos e polígina,na qual os vitoriosos tinham o costume de executar os homens pertencentes
    aos grupos derrotados e de tomar como escravos suas mulheres e crianças. A Experiência Africana, Roland Oliver p. 136.Como estudante de história,reconheço a dívida que os islã tem com a África. Abraços.

  87. RMM disse:

    Reinaldo, sinto muito discordar da sua crítica: não é possível analisar um discurso político como se se tratasse de um tratado científico, que deve passar incólume a um rigoroso teste de verdadeiro/falso sob pena de cair no ridículo. Sim, o discurso de Obama é simplificador; sim, o discurso tem equívocos. Mas ele não estava lá para dar uma aula de ciência política a acadêmicos, mas sim para conquistar a simpatia dos moderados do mundo árabe, estratégia que me parece acertada, não é mesmo? E para tanto é preciso fazer um discurso que seja simpático aos muçulmanos, parece óbvio.

  88. Kbção disse:

    Reinaldo, o Lula ianque certamente teria uma vaga nas redações onde impera o jornalismo nem-nem…

  89. Anonimo disse:

    Reinaldo

    Perfeito!

  90. J.Freire disse:

    Reinaldo,
    o tempo passa e as promessas desse lula “gringo” não saem do discurso. Quero ver até onde os americanos e o mundo vão tolerar.

  91. Jorge disse:

    Dentro do período de estultice política de conotações marqueteiro-bravateiro-ideológicas que ocorre no mundo atual e na qual Lula é “o cara”, nada a estranhar, mas para Obama conseguir chegar aos pés do mestre faltam os seguintes ingredientes:corrupção, cachaça, ignorância, mais cachaça,lamber botas de Cuba, mais e mais cachaça!

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