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14/02/2012

às 6:11

O vandalismo é política numa democracia? Atenas amanhece em cinzas depois de dia de violência

Por Rodrigo Russo, na Folha:
No fim da tarde de ontem, ainda era possível sentir o cheiro de queimado vindo do prédio em que funcionava o cinema Attikon, a poucas quadras da praça Sintagma, onde 80 mil pessoas protestaram no domingo contra as medidas de austeridade exigidas da Grécia. Os conflitos com a polícia deixaram mais de 170 feridos, entre eles, 109 policiais. Uma parcela dos manifestantes começou a depredar a cidade, ateando fogo e atirando pedras por onde passavam. Cerca de 50 prédios foram incendiados no centro de Atenas.

Uma aglomeração parava em frente ao Attikon para tirar fotografias. “É muito triste, me sinto deprimida ao ver o cinema dessa forma, além de toda a situação que já vivemos”, disse Angeliki Kallimani, 25. Para Kallimani, os protestos são uma reação legítima à crise, “mas tudo tem limites”. Ela disse que participou do movimento de “indignados” (jovens sem emprego) no ano passado, mas que não compareceu à manifestação de domingo por medo do que poderia acontecer.

O Attikon funcionava em um edifício neoclássico do século 19 e era um marco cultural da cidade. No fim do dia, três caminhões de bombeiros ainda trabalhavam para controlar o incêndio no local. Pichações estavam por toda a parte no centro. O símbolo do movimento anarquista era uma unanimidade. Cabines telefônicas, pontos de ônibus, estações de metrô, galerias comerciais e bancos sofreram com o vandalismo. Partes de pedra das calçadas foram usadas nos ataques. Com boa parte dos semáforos destruídos, guardas organizavam o trânsito.

Muitas das lojas no entorno da praça Sintagma preferiram não abrir as portas. Contudo, o clima no local e na praça Omônia, pontos de concentração dos protestos no domingo, era tranquilo. Dmitris Voulgaris, comerciante de roupas na rua Ermou, que começa na praça Sintagma, contou à Folha que a loja da família só não foi incendiada graças ao primo, que ficou na porta até as 3h argumentando que os manifestantes acabariam com seu sustento. “É um exagero o que fizeram, ainda mais com desemprego crescente no país. Muitas pessoas deixarão de trabalhar nos próximos dias por conta dos reparos necessários, ficando sem o salário.”
(…)

Por Reinaldo Azevedo

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22 Comentários

  1. vinicios

    -

    14/02/2012 às 23:44

    tem gente que não acredita em profecias,não acredita que tudo que esta acontecendo seja o sinal do fim dos tempos;a grécia virou um verdadeiro país sem controle e não podemos esquecer da antartica sendo pesquisada por grandes tecnologia ao que remetera ela há mais desgelo; o calor aqui’ no rio grande do sul parece não ter fim e tem momentos que aumenta mais a temperatura,deve ter casos mil,de pessoas que se sentiram mal em vista deste calor infernal.e,quem duvida que, pode acontecer o que aconteceu nos eua! quando a temperatura subiu tanto que varias pessoas com mais idade não suportaram e acabaram falecendo. a uma previsão que as coisas podem piorar no mundo em março.uma das ameaças que não podemos descartar é que, o ira e israel já se consideram em guerra,mais ainda com noticias timidas por parte da midia.a falta de água em paises hoje assim como a violência^e alienação da maioria dos jovens transforma estas profecias e os profetas em uma realidade.e, para finaliza quem poderia prever que a segurança hoje seria questionada da forma que esta sendo questionada.e do grande erro que ´´é pensar que fazer concessões a outros países que ganhara respeito e paz.ao contrario;elas levam mais para guerra.

  2. Diego Rivas

    -

    14/02/2012 às 22:07

    REINALDOXX!!!

  3. carlos do ceara

    -

    14/02/2012 às 21:17

    REINALDO, Não entendo porque as origens do problema Grego ainda não foram abordadas de forma incisiva, objetiva; creio que nem mesmo pela nossa VEJA. Seria oportuno o amigo escrever algo sobre o assunto. Sinto o cheiro aí da mesma demagogia imunda,irresponsável e vagabunda que “um conhecido” nosso CONSOLIDOU . Acredito que os GREGOS devem ter um demagogo vagabundo à altura do nosso (se é que existe gente igualmente imunda), E O POVO GREGO ATÉ VOTARIA EM MASSA NO CANALHA, mas não há mais espaço econômico para manobras demagogo-eleitoreiras.

  4. Célio Beserra

    -

    14/02/2012 às 19:15

    Oxalá a crise grega seja o prenúncio da derrocada do estado de bem-estar keynesiano, viciado na criação de dinheiro sem lastro! Os protestos, se pacíficos, são legítimos, mas qual a alternativa de um governo grego sensato? De onde sairá dinheiro para sustentar a miríade de barnabés? O fato inescapável é que a grana ACABOU.

  5. observador

    -

    14/02/2012 às 17:01

    A crise grega, bem como a europeia, é a forma mais perversa da submissão de politicos aos donos do sistema financeiro mundial. A solução da crise depende de medidas tecnicas que envolvem a decisão entre escravizar seu povo em detrimento ao pagamento de suas dividas ao sistema bancario ou dar o calote.

    A manifestação popular é legitima. Vide o que aconteceu com a Tigre Celta ha poucos anos onde bancos ingleses e holandes imporiam 15 anos de sacrificios financeiros àquela nação.

    Felizmente, o governo realizou um plebiscito onde o povo decidiu pelo calote e o iminente mergulho na recessão.

    Pois bem, após 3 anos eis que presenciamos a Irlanda crescendo na casa dos seus 1,2% do PIB ao ano novamente.

    Os politicos conseguiram transformar um problema privado numa crise de divida soberana nos mais variados países do globo e isso vai levar milhões à miséria.

    O Brasil não está imune a esse desastre que, diga-se de passagem, é iminente haja vista nossa economia fragil baseada em credito e dividas.

    Que deus nos proteja!

  6. aparecido f.

    -

    14/02/2012 às 16:27

    Na Itália existem sete milhões de pessoas de 25 a 40 anos que vivem na casa dos pais, a maioria não trabalha e vivem a custa dos benefícios sociais dos pais… São chamados de bambociones ( bebezões, em português)…Por aqui no Brasil, devem existir muito mais que isso… Não são bebezões, são VAGABUNDOS criados pela social democracia…Os trabalhadores de verdade, por aqui, ganham menos de mil reais por mes, levantam as quatro da manhã para tomar a condução e trabalhar, para sustentar esses vagabundos… A social democracia acabou com o ocidente…A China vai mandar em tudo… Distribuir benefícios constroem lindas carreiras politicas… mas tirar benefícios leva ao caos…Todo beneficio social tira dinheiro de quem trabalha para dar a vagabundo que não trabalha…. Lembro bem de meus ancestrais italianos, fortes e trabalhadores…trabalhavam na lavoura de café de sol a sol…Os europeus somente vão reagir quando a água bater no pescoço…

  7. Rafael

    -

    14/02/2012 às 15:59

    “O símbolo do movimento anarquista era uma unanimidade.”

    Sério?
    “Anarquistas” bravos com a redução do Estado?

    Sério?

  8. pf

    -

    14/02/2012 às 14:57

    O resto do mundo deveria deixar essa galera protestar em paz, passar fome em paz, passar frio em paz… Não querem se ajustar a economia do mundo? Que fiquem sozinhos. Essa gente quer é din din sem fazer nada. É o socialismo do capital alheio, modelo que vem fazendo sucesso no mundo inteiro. A UE deveria deixar essa gente gritar e boa. Que se virem.

  9. Luiz

    -

    14/02/2012 às 14:33

    A Bancarrota da Grécia começou quando se meteu a organizar uma Olimpiada, gastando o que não tinha!!! Qualquer semelhança NÃO é mera coincidência!!!

  10. theo

    -

    14/02/2012 às 13:03

    A Grécia é hoje o brasil de amanhã: O lulopetismo tem que acabar.

  11. Opinião

    -

    14/02/2012 às 11:54

    É a esquerda, disfarçada de povo, fazendo o que eles sabem fazer: baderna, vandalismo, violência. É um pessoal que não entende nada de economia. Os ajustes têm que ser feitos e ponto. É como um doente, com febre alta, quebrando tudo para não tomar o antitérmico.

  12. Observadordepirata

    -

    14/02/2012 às 11:28

    Imaginem algo do gênero acontecendo no Brasil. Com um povo tosco, analfabeto e manipulável como o nosso. Qual PM, Guarda Nacional dará conta da turba? Que político brasileiro merece uns cacetes, merece…

  13. Observadordepirata

    -

    14/02/2012 às 11:22

    Protestar contra o governo sim, mas destruir o patrimônio alheio é de uma covardia sem tamanho, partindo de uma turba enfurecida. São vidas de trabalho, perdidas por conta desses meliantes, muitos até funcionários públicos com seus empregos e sustento garantidos.

  14. Horand Araguaia

    -

    14/02/2012 às 10:02

    Caro Reinaldo ; este é o resuldado de : governos socialistas + sindicatos + capital de terceiros = vandalismo !!!!!

  15. Rods

    -

    14/02/2012 às 9:51

    REI.
    É UM AVISO PARA O EFEITO ORLOFF (LEMBRA DO COMERCIAL? EU SOU VC AMANHÃ?) QUE PODERÁ ATINGIR OS PAÍSES COM POLÍTICAS SOLIALÓIDES QUE INFESTARAM A MÁQUINA PÚBLICA COM UM MONTE DE FUNCINÁRIOS INÚTEIS COM LAUTOS SALÁRIOS E UMA LEGIÃO DE BENEFÍCIÁRIOS DAS TAIS BOLSAS PAGOS ÀS CUSTAS DE UMA PESADÍSSIMA CARGA TRIBUTÁRIA SOBRE A CLASSE “MÉRDIA”.
    QUALQUER SEMELHANÇA É MERA COINCIDÊNCIA.
    Rods

  16. capitão

    -

    14/02/2012 às 9:44

    Se as pessoas tivessem um pouco de tempo para refletir poderiam usar o triste exemplo grego para isso. Governos que distribuem o que não têm, fazem dívidas que talvez não possam pagar, acostumam mal as gerações mais novas com benefícios que seriam impossíveis num certo tempo, isso é parte do chamado wellfare-state, esse socialismo mais suave que, somado a ações demagógicas dos políticos e ao acomodamento das massas só resulta em crise. Agora muitos percebem o erro e votam em propostas mais conservadoras, mas parcelas acostumadas a inúmeros benefícios, geralmente os jovens, não querem perder tudo isso, e geram a crise e os protestos, são os indignados. A indignação deles é com a perda dos próprios benefícios.

  17. Ataíde

    -

    14/02/2012 às 9:32

    O socialismo é coisa demoníaca, como se vê.

  18. Álvaro Tadeu Andreoli

    -

    14/02/2012 às 9:06

    Bom dia meu caro Reinaldo !

    O que tem em comum a Itália a Espanha e a Grécia ? É bem claro o glorioso socialismo, (sempre com as riquesas e o dinheiro gerado pelo capitalismo). Veja quantos funcionários públicos tem a Grécia a mais que o mínimo necessário, veja o valor astronômico dos salários públicos, veja a idade das aposentadoris, veja o tempo de férias, (legais). Se não bastasse isto, qualquer filho de imigrante estrangeiro tem direito a escola e saúde, (de graça), se for ilegal mesmo assim os filhos tem direito a educação, (de graça), quer dizer qual é o resultado previsível um dia o dinheiro acaba. O Brásil está no mesmo caminho, depois virão os profetas do acontecido dar lições de ecônomia sob os olofotes das TVs. Trabalhem Almemães, sejam diciplinados e sérios, nações que nem a sua estão condenadas a sustentar a farra dos irresponsáveis quer dizer até quando vocês tiverem o dinheiro para nos dar.

  19. Marcos F

    -

    14/02/2012 às 8:59

    Que horrível!
    Eu pensei que era só aqui, que eles não aprendem.
    Lá, se 3000 anos não são suficientes …

  20. Regis

    -

    14/02/2012 às 7:30

    Que absurdo!! 80 mil pessoas NÃO representam os milhões de gregos que estão quietinhos em suas casas, felizes da vida com o capitalismo.

  21. jorge gaúcho

    -

    14/02/2012 às 7:09

    A dificuldade de controlar as quatro patas e sacudir a cauda faz com que os esquerdistas nunca consigam pensar decentemente!

  22. Marcus Meyer

    -

    14/02/2012 às 6:52

    Vandalismo é só quando é contra os interesses da causa socialista. Quando as manifestações lutam contra o capitalismo ou a democracia verdadeira, tudo pode, tudo vale, até assassinar inocentes e depois dizer que sente orgulho do passado!


 

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