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28/05/2013

às 18:04

O que os defensores da legalização das drogas insistem em não aprender com a política de combate ao tabagismo. E por que não aprendem?

A VEJA.com publica uma reportagem sobre uma pesquisa que sustenta que, entre 1989 e 2010, um terço dos fumantes brasileiros abandonou o cigarro em razão da proibição da publicidade e dos avisos estampados nos maços alertando para os malefícios do produto. O texto não informa, mas creio que a proibição de fumar em locais públicos fechados também tem peso importante. Sendo mesmo esses os números, uma parcela importante de brasileiros foi beneficiada pela obstinação de José Serra, ex-ministro da Saúde, que lutou pela causa. Quando governador de São Paulo, deu largada ao que se tornou, mais tarde, lei federal: a proibição do cigarro em locais públicos fechados. O texto informa ainda que 92% dos não fumantes e 89% dos fumantes entrevistados acham que o governo federal deveria fazer ainda mais para combater o cigarro. Batizado de relatório da Política Internacional do Controle do Tabaco (ITC), o trabalho é fruto de uma parceria entre a Universidade de Waterloo, no Canadá, o Ministério da Saúde, o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), a Fundação do Câncer, a Aliança de Controle do Tabagismo (ACTbr), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde (Cetab). O que esses dados nos ensinam sobre a política de combate às drogas e o que os defensores da legalização se negam a aprender?

Dia desses li um texto realmente estupefaciente, daqueles redigidos com as patas dianteiras, enquanto as traseiras tentavam alçar voos teóricos. Segundo o pensador, a evidência mais clara de que as drogas deveriam ser descriminadas (na verdade, ele pedia, de forma oblíqua, a legalização) era justamente a queda do número de fumantes. O rapaz enxergava no combate oficial ao tabaco uma variação da famigerada, mal compreendida, mal aplicada e superestimada “política de redução de danos”. Ora… A política de redução de danos supõe, necessariamente, que possa haver doses controláveis e prudentes — e, pois, menos danosas — para o consumo de determinadas substâncias. Em casos excepcionais, aposta que uma droga mais nociva possa ser substituída por outra, menos. Perguntem ao médico Dráuzio Varela — que luta ardentemente contra o tabagismo, mas, de maneira terrivelmente equivocada, defende a descriminação das drogas — qual é a dose segura de tabaco…

Tudo errado! O que o combate ao tabagismo ensina é que o consumo de uma determinada droga — legal ou ilegal — cai quando as pessoas, especialmente os adolescentes, são menos expostos a ela. E simples assim. O que diminuiu — e esta é a evidência dos fatos — foi a exposição dos brasileiros ao tabaco. Os que defendem a descriminação ou a legalização das drogas querem fazer justamente o contrário: se e quando portar drogas, ainda que para consumo, deixar de ser crime (que não leva à cadeia, diga-se), é evidente que mais gente circulará com as substâncias entorpecentes no bolso e que um maior número de pessoas ficará exposto a elas. Não só isso: alguns aloprados querem estabelecer um mínimo para caracterizar o tráfico. O deputado petista Paulo Teixeira (SP) acha que droga para até dez dias de consumo não é tráfico. Outros falam abertamente em não punir os “pequenos traficantes”.

Então vejam que país notável estamos construindo. O Brasil obtém inegável sucesso numa política que cria severas restrições ao consumo de substâncias legais, mas alguns descolados insistem em criar facilidades que vão certamente aumentar o consumo de drogas… ilegais!!!

Não sei por quê, mas tenho cá minhas hipóteses, os defensores da legalização das drogas, particularmente da maconha, não se dão bem com a lógica. Alguns deles, afetando interesse puramente intelectual na questão, insistem em pegar esses números sobre o cigarro e defender a “mesma política” para a cannabis: “Ora, basta legalizar e depois fazer campanha contra, como no cigarro”. Tá. Se vale para a maconha, por que não para as outras substâncias? Ou a tese está certa, ou a tese está errada. O que querem esses fanáticos, então, é, primeiro, aumentar brutalmente a exposição dos brasileiros às drogas hoje proibidas para, depois, tentar combater o consumo. De resto, a propaganda contra as drogas independe de elas serem legais ou não, certo?

PS – Sim, acho que o tabaco deveria ser permitido em bares que contassem com a devida advertência. Não mudei de ideia sobre isso. A razão é simples: se a substância é legal, o estado não pode impedir o seu consumo desde que todos os frequentadores de um ambiente estejam de acordo. “Por que não vale para a maconha?” Porque é ilegal. E eu defendo que assim permaneça, por razões que já expus em dezenas, centena talvez, de textos.

Por Reinaldo Azevedo

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61 Comentários

  1. Alex Souza

    -

    31/07/2013 às 11:54

    Hoje, 31Jul2013, jornais O Tempo, Supernotícia e Estado de Minas divulgaram matéria retratando a distribuição de canudinhos para usuários de cocaína, via Secretaria Municipal de Saúde.
    Foi alegado que era por causa da política de redução de danos do Ministério da Saúde.
    Está claro que autoridades da área de saúde fazem coisas deste tipo de forma unilateral, sem levar em conta que o povo brasileiro, em sua maioria, não deseja ver seus filhos expostos às drogas.
    Esse é o problemas dos ditos especialistas: viram “otoridade” no assunto, interditam o debate e fazem tudo imaginando terem atingindo o estágio mais elevado de pensamento, no melhor estilo darwiniano.
    Daqui a pouco não faltará o Conselho Federal da Baboseira para legislar e mandar “soltar e prender” quem for contra a liberação de drogas.
    Será que a droga, se for legalizada como desejam, vai fazer parte do cálculo da inflação?

  2. Casca Fina

    -

    30/05/2013 às 22:19

    Desconfio de que os defensores da descriminação e liberação das drogas ganharão “polpudas” vantagens, se tais substâncias forem mesmo liberadas.
    Se são usuários, ficará livre e desimpedido o consumo.
    Se são traficantes, estarão liberadas a compra e a venda.
    Se são usuários e traficantes, “beleza pura!”
    Defensores de causas sujas defendem interesses próprios.
    Sustentadores da alienação sustentam a alienação geral.

  3. Jorge R

    -

    29/05/2013 às 22:53

    Excelente observação do João Marques de Oliveira: a censura de propagandas que visam estimular (através da persuasão) a prática do tabagismo via meios midiáticos e os alertas das consequências dessa prática são um dos grandes contribuintes para a redução da exposição ao tabaco.Em relação às “defendidas” drogas ilegais: é extremamente óbvio que, com uma provável liberação das chamadas drogas “ilegais” (principalmente a maconha), o Brasil executará um danoso giro de 360 graus: a sociedade brasileira visualizaria os impactos da prática – a grosso modo, em todas as esferas (sociais, notoriamente a segurança pública…) – e teria que retornar a proibir o consumo, ou seja, voltaria ao ponto de partida após um período de larga acumulação de problemas para o país.Isso é fato, e pode ser perfeitamente ilustrado por países como a Suécia e a China, que tiveram que voltar atrás em suas opiniões.Mesmo ambos sendo drogas, a principal diferença entre as drogas ilícitas e o tabaco é que, este prejudica fundamentalmente quem o usa, ao passo que aquelas vão muito além do usuário e prejudica as pessoas que o circundam. Minha pergunta coincide com a do Leo I: “Por que os defensores dessas drogas malditas não entrevistam famílias que tenham familiares viciados?”Talvez pensariam 2 vezes…

  4. ão Batista

    -

    29/05/2013 às 21:07

    É só proibir a propaganda do PT.

  5. ão Batista

    -

    29/05/2013 às 18:52

    Rei,

    Eles, são usuários. Sabem tudo sobre isso. Querem é comprar maconha na praça de alimentação do shopping sem problema com a polícia.

  6. Maucejun

    -

    29/05/2013 às 16:25

    Esse pessoal quer mesmo é fumar maconha sem ninguém encher o saco deles e vem com essa conversa mole de descriminação. Meu povo, vão se preocupar com o país que está afundando, com a carga tributária sufocante, com a corrupção que virou regra…

  7. Nelson Irritado

    -

    29/05/2013 às 11:55

    Proibem um copo de cerveja e um cigarro e promovem o consumo de drogas pesadas. Ah, mas eles tem bons argumentos…

  8. Rodrigo L.

    -

    29/05/2013 às 11:04

    É o que eu sempre disse sobre o assunto: querem liberar as drogas para depois, vendo suas conseqüências sociais, restringir seu consumo como fazem com o tabaco? Então, não era melhor mantê-las proibidas? E os custos humanos e financeiros desde a liberação até a restrição, quem responderá por eles? Há muito de “engenharia social” nos pensamentos dessa gente. O problema é que esses “engenheiros” não fazem nem para “meia colher”.

  9. roby

    -

    29/05/2013 às 9:35

    Concordo plenamente com você, Tio Rei. Fui um “tabagista” durante mais de trinta e cinco anos e, como costumo dizer, parei não porque deixei de gostar, mas para evitar o prejuízo inexorável que esse mau hábito me traria, posto que tenho hipertensão e uma herança cardiopática não muito favorável. Contudo, acho que o fumo deveria ser permitido em qualquer lugar, desde que os não fumantes pudessem ser protegidos do fumacê se assim o desejassem. Se a coisa é legal, não há sentido nessa proibição. Se a coisa é reconhecidamente nociva, que se proíba de vez — e quem vai substituir a enxurrada de impostos que esse vício acarreta? Não é apenas hipocrisia essa limitação do consumo?

  10. João Marques de Oliveira

    -

    29/05/2013 às 9:35

    Setembrino Aparecido de Jesus da Silva, você falou certo: as carteiras de cigarro continuam sendo vendidas, porém agora, notavelmente, com exposição menor. Estão proibidas as vendas de cigarro em padarias, bem como a propaganda em TV, rádio, cinema (!), revista, jornal. Está proibida a propaganda de cigarro na internet e em praticamente todos os locais públicos de trabalho o consumo é expressamente vedado por lei. Em bares idem! O preço das carteiras de cigarro hoje é cinco ou seis vezes mais alto do que o era há menos de 15 anos. Se você não considera isso diminuição da exposição ao tabaco, então é o quê?!

  11. GEROLOZANON

    -

    29/05/2013 às 9:33

    Eu sou a favor em restringir uma droga só chama-se PT

  12. Bruno A

    -

    29/05/2013 às 9:17

    Isso mesmo, restringem e/ou proíbem a publicidade de cigarros, álcool, brinquedos… Deixam os veículos de comunicação cada vez mais dependentes dos anúncios estatais e bajuladores dos governantes de plantão.
    Tenho preguiça tanto dos conservadores, quanto dos “progressistas”.

  13. Celso

    -

    29/05/2013 às 1:53

    Reinaldo, tem uma ação penal contra um figurão do Poder Judiciário do Rio de Janeiro, advogados…http://colunaesplanada.blogosfera.uol.com.br/tag/acao-penal-711/Olhe só a inicial do nome dele L.R.B. Quem será?? Será o recente indicado ao STF??

  14. Gisele

    -

    29/05/2013 às 0:25

    Lendo e sabendo dessas loucuras variadas da atualidade…levanto uma hipótese: será que esse povo (digo, os donos do mundo) não está fazendo a seleção dos mais fortes, dos que irão resistir a todas essas libertinagens??? Já que os homens escapam da seleção natural…alguém está fazendo isso.

  15. claudia

    -

    29/05/2013 às 0:02

    Por que não aprendem? Porque a política do grupelho é pela liberalização das drogas, usando de todas as justificativas imagináveis e inimagináveis. O resultado? Ainda não pensaram nisso. Estamos na Era da improvisação.

  16. Setembrino Aparecido de Jesus da Silva

    -

    28/05/2013 às 23:14

    Não entendi muito bem esse teu raciocínio. Como que diminuiu a exposição dos brasileiros ao tabaco se as carteiras de cigarro continuam sendo vendidas nos mesmos pontos de sempre? O que aumentou, isso sim, foram as campanhas de conscientização sobre os males da droga. E é assim que tinha que ser para todas as drogas, o estado faz os alertas sobre as possíveis consequências do consumo, as famílias reforçam o alerta e vigiam os passos dos seus filhos no período de crescimento e, depois de adultos, aí cada um toma conta da sua vida. Se os pais quiserem continuar sendo babá dos seus filhos adultos aí tudo bem, isso é uma decisão de esfera privada. Agora o estado torrar o dinheiro dos nossos impostos pra servir de babá de adultos aí não entendo como tem gente que defenda isso.

  17. Leniéverson Azeredo

    -

    28/05/2013 às 22:56

    Os militantes maconheiros defendem coisas com o viés pessoal, não conseguem perceber ou até percebem, mas não ligam, que a pauta deles gera muito mais mal do que bem. O resto é que se dane, que se lasque. É muito egoísmo.

  18. NB

    -

    28/05/2013 às 22:48

    Acabei de ver no Programa do GNT, Alternativa Saúde, a Patrícia Travassos “esclarecendo” as diferenças entre cigarro, cocaína e não lembro a outra droga (heroína ou maconha)…Resumo da ópera: o cigarro é o pior, de acordo com os esclarecimentos da apresentadora. Mas, como não muda o comportamento das pessoas, é aceito socialmente. Tendencioso!Só faltou ela orientar os fumantes a trocar de droga. Ridículo!!!

  19. leo l

    -

    28/05/2013 às 22:40

    Rei.
    Repito o que escrevi em outra ocasião. Graças a Deus nunca convivi com consumidores das drogas ilícitas, mas convivi com muitos fumantes. Nunca vi ou ouvi dizer que um fumante teve um comportamento criminoso e alegou ser por estar sob efeito do tabaco. Já com a maconha e outras drogas, ouvi dezenas de criminosos alegarem que agiram sob efeito das ditas drogas… Não defendo nem o cigarro nem as outras drogas. Mas acho que o efeito do tabaco, desde que consumido isoladamente, a curto prazo, é só para o consumidor. Já o consumo das outras drogas prejudica outras pessoas, muito além das próprias famílias, que muitas vezes são praticamente destruidas quando têm um ou mais usuários… Por que os defensores dessas drogas malditas não entrevistam famílias que tenham familiares viciados? Apresentem testemunhos dessas pessoas e então, após, apresentem seus argumentos justificando os sus pontos de vista…

  20. wilson

    -

    28/05/2013 às 22:39

    NO El Pais hoje saiu um bom artigo sobre o crescimento de
    Drogados nas oropa e de mortes causadas pelas drogas em
    Lugares liberados, ainda ressalva o crescimento de uma nova geração de drogas sintéticas agora produzidas na Asia com especial menção a India.
    Estas drogas feitas com um grau sofisticado de elementos
    Bioquímicos e químicos mascaram a fiscalização pois seus percursores apesar de psicóticos carecem de farmacopéia
    Para ser considerados componentes de novas formulas ainda não consideradas ilegais.

  21. Amelia

    -

    28/05/2013 às 22:39

    É uma ideia interessante. Por fogo na casa para ver se os extintores funcionam. O problema é ser a casa dos outros também.

  22. Ricardo

    -

    28/05/2013 às 22:29

    Muito bom o texto. Objetivo, explicativo e fundamentado. Derruba em poucas linhas um dos principais argumentos dos defensores da liberacao do uso de drogas, que fazem ma comparacao da descrimacao das drogas com as politicas oficiais para o tabaco.

  23. antony de molay

    -

    28/05/2013 às 22:02

    só pra completar,penso que existem as liberdades de escolha ms,já que pra tudo fazem um plebiscito,por que não um sobre as drogas?

  24. angela pereira

    -

    28/05/2013 às 22:01

    Caro REI MINHA AMADA E SANTA MAE ME DIZIA QUE QUEM USA CUIDA.O QUE TEM D MACONHEIRO NAO TA ESCRITO NO GIBI

  25. antony de molay

    -

    28/05/2013 às 21:46

    caro rei desculpe os erros ms,é interessa,e,aberta,e quando citei busílis, quis dizer que o termo se referia a moda propagada pelos “intelectuais”

  26. CerradoemChamas

    -

    28/05/2013 às 21:42

    Reinaldo, sobre este seu post recomendo, caso tenha tempo de ver a entrevista do Dr. Sergio de Paula Ramos no programa RODAVIVA quando era comandado pela Marilia Gabriela. Ele é psiquiatra e especialista em drogas do Hospital Mãe de Deus de Porto Alegre RS.

  27. Marcos F

    -

    28/05/2013 às 21:41

    Os desproibicionistas já me encheram o saco. Tá na hora da porrada massarandúbica.

  28. VALLE

    -

    28/05/2013 às 21:39

    Olavo de Carvalho muito tempo atrás disse que um dia o cigarro seria proibido (praticamente não é permitido fumar em nenhum lugar) e a maconha liberada,na época falaram que ele estava maluco.acertou em cheio.
    Nas novas previsões dele um dia a pedofilia será não só tolerada como incentivada, quem viver verá.
    Tomara que esteja errado.

  29. antony de molay

    -

    28/05/2013 às 21:20

    caro rei,como leitor e pessoa que aprecia seus textos, faço uma sugestão:leia a trip.lá está sintetizado tudo e todas as vertententes dos que apoiam a liberação das drogas.já citei num post que gosto bastante da publicação,embora discorde e muito de vários pontos de vista defendidos por alguns(vários )de seus colaboradores.
    odeio cigarros,maconha,cocaína, crack,etc…embora,realmente não me interessar nem,acreditar que o estado possa interferir no que alguém decide fazer com sua própria vida ou corpo.huxley,no seu”os demônios de loudun”,no brilhante apêndice do livro, fala sobre a necessidade da autotranscendência,ou seja,a fuga da realidade através do êxtase religioso, sexual,através de drogas e,através do êxtase proporcionado pela perda do “self”em contato com uma turba,com idéias ou objetivos em comum,como em um linchamento,uma manifestação nazista,e no principal leitmotiv do seu ataque ,o ódio criado pelo comunismo,que ao direcionar sua violência irracional à sociedade de mercado,se tornava o agente de uma catarse e uma panacéia para as frustrações das massas.bem,a revista trip FAZ UMA CAMPANHA ABERTO CONTRA A INDÚSTRIA DO CIGARRO, EMBORA DEFENDA A LIBERAÇÃO DAS DROGAS!
    pensem bem,vc está num lugar público com sua família e um grupo acende um “jererê”,qual a diferença do maldito legal para o maldito ilegal?,ambos produzem fumaça,ambos causam danos à saúde e,irritam quem não gosta.e,imagine,uma droga como a cocaína, liberada num carnaval na bahia,num jogo entre torcidas assassinas,quem vai qurer ser o pai da criança?
    eu ODEIO qualquer tipo de manifestação sonora vinda da jamaica,rezo para que bob marley arda no geheena,e ODEIO MAIS AINDA,OS RASTAFÁRIS(judeus?eles?como meu Senhor? ),ms faz parte da democracia, quando meu vizinho se põe a escutar esse lixo,ligo as caixinhas com slayer no 11…
    bom,o busílis como você gosta de citar,são os velhos conhecidos de sempre,chico jabuti,a turma do projac,o pessoal “cabeça “,”pô cara,liberdade, bob marley”,e a turma que acha tais tipos um hype(acho que se o chico jabuti dissesse que era chic ser sodomizado fumando um baseado no cristo redentor,ia virar um ritual religioso).
    ms nem tudo está perdido, quem tem um filho,amigo(a)esposa(o)etc…nesse mundo sombrio, sabe a zerda é grande,e uma amiga disse num intervalo algo interessante:”bom se é pra liberar,pega todo mundo que usa,põe na ilha das cobras e joga 5000 tn de crack,cocaína e o escambau,que usem até morrer e nos. deixem em paz”.se for desse jeito, liberem logo.

  30. fafa

    -

    28/05/2013 às 21:16

    Caro Rei, quase ao fim do texto, no parágrafo em que você diz Tudo Errado! acho que faltou você escrever a palavra “dez” – até dez dias…

    Corrigido, obrigado.

  31. pedro

    -

    28/05/2013 às 20:55

    Como no longo prazo a maconha afeta a memória e o raciocínio, não é de se estranhar que a lógica fique um tanto torta…

  32. toninho malvadeza

    -

    28/05/2013 às 20:53

    Será que foi pra isso,que todos os eleitores do deputado Paulo Teixeira votaram nele ? DUVIDO…

  33. Ana Telles

    -

    28/05/2013 às 20:41

    Aida bem que quando é em Brasilia, publicam, no RGS o sr. Tarso faz cobras e lagartos e nada, a última foi do presidente da Agência de Fomento deles(badesul) que adora andar com o carro pago pelo dinheiro público vai e volta para casa a 80 km de Porto alegre o carro faz 320KM por dia pios o motorista vai e volta 2 duas vezes e nada acontece, deve ser porque ele é queridinho do Tarso e do PT e resto do povo precisa ajudar a policia militar a por combustível nos carros, para atender o povo. É dose.

  34. Andre M. Andrade Jr

    -

    28/05/2013 às 20:39

    Tudo bem colocado.Apenas seu PS enfraquece sua posição.Se advertência valesse estaria tudo resolvido com as existentes no próprio maço.

  35. lincoon

    -

    28/05/2013 às 20:34

    S.r reinaldo,ao que parece hoje a camara cai em um erro ao dizer sim ao projeto do senhor deputado osmar terra:e manter o artigo na integra é querer ver nossos jovens atraz das grades por quaquer motivo,no que até os que portam pequenas quantias de drogas serão os novos perseguidos.Não vai fazer este artigo,ao qual nem foi discutido por plebicito que, seria o povo maior interessado,pois sabe-se que aqui no brasil só pobre vai pra cadeia,entre outros argumentos,nem peniteciarias os estados tem para tantos jovens que,perderiam sua liberdade por um baseado ou cinco.Já que, querer fazer uma reprenssão agora em pequenos usuarios,levaria muitos á uma revolta, no que poderia levar uma violência ainda maior do que A!Significa o projeto,atirar vidas em um sistema de saúde,que vem penando,significa, que essa droga destruidora,passara de mão para os que possuiem mais, ou o mais grave, será buscada ns meios de autoridades que verdadeiramente são os terão sim,o verdadeiro acesso a elas .No que ficarão responsaveis pelo fornecimento aos doentes,já que principalmente o crak ,não se cura o usurio da noite pro dia.Bom que diga-se também que os uzuarios de crak,em pouco tempo tem suas vidas levadas ou pelo consumo, ou pela suas companhias.Eu quando escrevo já que alguem poderia perguntar se tenho uma ideia melhor para o problema droga,diria,que,chamaria primeiro á sociedade para discutir que,entre os que discutiriam sobre drogas as familias dos uzuarios seriam a primeira a serem ouvidas..e,depois os politicos tomarem como solução aquilo que foi discutido,por que,assim fazendo amarras com os que sofrem com as grogas não dá,não dá mesmo,mesmo que os viciados ew traficantes iriam mudar para as pequenas cidades e fronteiras.

  36. Beneditino

    -

    28/05/2013 às 20:20

    Reinaldo,

    Veja mais notícias sobre o combate à corrupção no Acre.

    Operação G-7: desembargadora Denise Bonfim comunica ameaça de morte ao STF

    http://altino.blogspot.com.br/2013/05/operacao-g-7-desembargadora-denise_28.html

  37. lincoon

    -

    28/05/2013 às 20:20

    S.r reinaldo,ao que parece hoje a camara cai em um erro ao dizer sim ao projeto do senhor deputado osmar terra:e manter o artigo na integra é querer ver nossos jovens atraz das grades por quaquer motivo,no que até os que portam pequenas quantias de drogas serão os novos perseguidos.Não vai fazer este artigo,ao qual nem foi discutido por plebicito que, seria o povo maior interessado,pois sabe-se que aqui no brasil só pobre vai pra cadeia,entre outros argumentos,nem peniteciarias os estados tem para tantos jovens que,perderiam sua liberdade por um baseado ou cinco.Já que, querer fazer uma reprenssão agora em pequenos usuarios,levaria muitos á uma revolta, no que poderia levar uma violência ainda maior do que A!Significa o projeto,atirar vidas em um sistema de saúde,que vem penando,significa que essa droga destruidora,passara de mão para os que possuiem mais, ou o mais grave será buscada ns meios de autoridades que terão sim,o verdadeiro acesso,que ficarão responsaveis pelo fonecimento aos doentes…

  38. Silva

    -

    28/05/2013 às 20:18

    Até quando as crianças e os adolescentes vão continuar sendo as principais vítimas desse grupo alucinado em descriminar as drogas? Não compreendo tanta voracidade em tentar liberar maconha, crack, cocaína, heroína e drogas sintéticas. Os cidadãos estão apavorados com o que anda por aí em relação a seus filhos, imagina se tudo for liberado! Serão presas sem dúvida. Os que não têm responsáveis ou responsáveis “tanto assim” tornar-se-ão “dimenores” que vivem assaltando, matando, ateando fogo em dentistas nos consultórios, estuprando,enfim um mundo enlouquecido porque alguns intelectuais querem continuar usando as drogas e quem sabe até ganhar dinheiro com essas dependências tenebrosas.

  39. lucio

    -

    28/05/2013 às 20:17

    Maconha faz mal pra caramba, quem falar ao contrario é um mentiroso, é uma porcaria que atrasa a vida das pessoas em tudo.Falo isto porque fumei esta merda 30 anos e isto e uma tragedia na vida do individuo.Comecei a fumar de brincadeira quando fazia engenharia e esta pocaria só me trouxe coisa ruim. Tinhamos que fazer igual em Cingapura ou na Indonesia, pena de morte pra traficante.Parei porque estava me fazendo muito mal e tinha que dar bom exemplo para meus filhos. estes dia morreu um amigo meu com 53 anos de idade e foi a maconha maldita que matou ele.

  40. BH

    -

    28/05/2013 às 20:15

    Sr Reinaldo Azevedo:

    Fumei 43 anos,hoje estou a 7 anos sem cigarros,como foi difícil largar o vício,procurei ajuda com psicologo,fiz acupuntura com ponto na orelha,tomei remédios,foi uma
    luta.
    Hoje percebo melhor os sabores e fiquei com o sentido do olfato mais sensível,me sinto muito bem.
    Não sou ex fumante chato,a cada um é dado oportunidade para deixar o vício,é uma questão de consciência de cada um.
    Vai dai que droga licita é uma questão pessoal,as drogas ilícitas são questões de ordem jurídica.
    Hoje não bebo nem fumo e me sinto muito bem.
    Ser alegre careta é outra coisa,vou e volto sem depender de ninguém.
    A palavra liberdade tem um outro sentido para quem não é viciado.
    Saudações

    Ps No tempo de fumante,a noite, quando o maço tinha só dois cigarros,dava “desespero” e ia buscar um maço no bar da esquina,chegava em casa e ia dormir,sobrando dois cigarros mais o maço novo de manha,da para entender?Coisas de um viciado

  41. Fernanda Rena

    -

    28/05/2013 às 19:58

    Quanto à liberação do consumo de cigarros em ambientes onde houvesse a advertência e só os frequentassem os que estivessem de acordo, há um problema: os funcionários desses locais estariam expostos à fumaça do tabaco. E não adianta dizer que eles teriam a opção de não trabalhar nesses locais porque, né, a gente sabe que poder escolher emprego não é para qualquer um no nosso país.

  42. OS CARAS

    -

    28/05/2013 às 19:44

    Reinaldo, desculpe-me, mas não resisti, dá uma olhada neste Link de reportagem, a fonte é do “DIÁRIO DE S.PAULO” o Titulo “Luta Contra a Ditadura não Teve o Final Esperado” divulgue para os seus leitores.
    http://informandoedetonando.blogspot.com/2013/05/luta-contra-ditadura-nao-teve-o-final.html

  43. Surfista Prateado

    -

    28/05/2013 às 19:40

    Você finalmente entendeu o que eles querem: legalizar para acabar com o tráfico, e depois combater o consumo. Eu já entendi isso há tempos, mas para mim (a) quem quer isso é porque é maconheiro e não quer mais se expor aos traficantes e (b) maconha é uma droga muito perigosa, não causa mal apenas a saúde do corpo, mas muito mais a saúde da mente, muito mais que cigarros.

  44. Augusto

    -

    28/05/2013 às 19:24

    TIO REI,
    .
    VOCÊ TOCOU NA FERIDA!!!
    .
    .
    “Então vejam que país notável estamos construindo. O Brasil obtém inegável sucesso numa política que cria severas restrições ao consumo de substâncias legais, mas alguns descolados insistem em criar facilidades que vão certamente aumentar o consumo de drogas… ilegais!!!”
    .
    .
    ASSASSINARAM A LÓGICA, TIO REI!!!

  45. Eduardo

    -

    28/05/2013 às 19:19

    Não entendo, Reinaldo, porque o argumento é sempre nesse sentido: se a droga “x” (álcool, cigarro, sei lá) é legal, porque não legalizar a droga “y” (maconha, cocaína, por aí vai…). O argumento não deveria ser o contrário? O sentido da idéia é: Se a maconha é proibida por causar danos, porque não proibir o cigarro, o álcool? De certa forma, já há um movimento nesse sentido. Dirigir sob efeito de álcool é crime. Ponto. Nos países islâmicos, se não me engano, o consumo em local público não é tolerado. Não quero entrar no mérito de se é viável ou não proibir, se seria positivo ou negativo, não é esse o ponto. O fato é que o SENTIDO da discussão está na direção errada. Só eu penso assim?

  46. eloi veit

    -

    28/05/2013 às 19:17

    Assim não dá. A Veja publica uma reportagem que, ao meu ver,não informa aos leitores “coisinhas” como estas:
    -Fumante vive, em média, um ano a mais que não fumante.
    -Homossexual vive, em média, 15 anos a menos que um fumante.
    -Na mídia ocidental só são apresentados os malefícios do cigarro, nunca, nunquinha, os benefícios, alguém ai conhece algum?
    -A proibição do cigarro no ocidente faz parte de uma estratégia de controle social muito bem planejada e que remonta ao fim do século XIX. A proibição do cigarro foi a primeira grande vitória desta estratégia.
    É o movimento revolucionário com sua mentalidade pérfida andando de braçada.
    Fumo logo existo.

  47. joão

    -

    28/05/2013 às 19:14

    Sr. Reinaldo; só não concordo, quando no final, o sr. diz que em bares com advertência, deveria ser permitido.
    O cigarro faz mal, mesmo aos que não utilizam, basta estar perto, diferentemente do álcool.
    Ah! mas é só não ir ao local, então. Mas, e se o local faz alguma iguaria especifica, ou é especificamente agradável ao frequentador não tabagista? Ah! azar o dele. Não concordo. Mesmo sendo legal, como é uma substância sabidamente maléfica, acho eu, que deveria ser dada a preferência aos que optam por não usá-la, pois só limitando rigorosamente seu consumo é que houve esse decréscimo do uso.

  48. Beneditino

    -

    28/05/2013 às 18:56

    Reinaldo,

    Veja a que ponto chegou a corrupção no estado (ou seria império?) do Acre.

    http://terramagazine.terra.com.br/blogdaamazonia/blog/2013/05/28/ac-desembargadora-sofre-ameaca-de-morte-por-combater-corrupcao/

  49. Fabio

    -

    28/05/2013 às 18:47

    Reinaldo,

    FUNAI-veja a declaração o vereador Aguilera, eleito pela comunidade indígena de Dourados/MS.

    http://www.douradosagora.com.br/m/politica/funai-esta-distante-da-realidade-do-povo-indigena-afirma-aguilera

  50. Henrique Araujo

    -

    28/05/2013 às 18:47

    Não há como defensores (e potenciais usuários) de maconha serem amigos da lógica. Trata-se de droga alucinógena.

  51. Luiz C.

    -

    28/05/2013 às 18:46

    Todos os que são a favor da descriminação das drogas, DEVERIAM SER INVESTIGADOS!!!

  52. leo

    -

    28/05/2013 às 18:42

    Defender a liberação da maconha usando como justificativa a liberação do tabaco e do álcool é o mesmo que defender a descriminização da pedofilia justificando a liberação do sexo entre os adultos.

  53. rfranco

    -

    28/05/2013 às 18:41

    O que faz esse tal de Hereda na presidência da Caixa?, quem pôs ele lá, quais são as qualidades dele para esse cargo?, o cara é arquiteto pendurado em cargos politicos há anos e de repente vira presidente da Caixa Economica Federal!!!….

  54. Rods

    -

    28/05/2013 às 18:36

    REI.
    INTERESSANTE OBSERVAR COMO TAIS OS “RACIOSSÍMIOS” DOS MACONHEIROS QUE, NA VERDADE ESTÃO A SERVIÇO DA CAUSA (FARCs p.ex.)SÃO PALATÁVEIS OU TENTAM TORNÁ-LOS PALATÁVEIS COM A AJUDA DA MÍDIA LACAIA, COMO VIMOS NO RODA VIVA.
    O FATO “OFF TOPIC” É, A EMPRESA QUE INVESTIU MILHÕES NA TAL CAXIROLA,VAI TENTAR REVERTER A DECISÃO QUE PROIBIU AQUELE LIXO NOS ESTÁDIOS,DONDE INFERIMOS QUE MUITA GRANA ROLARÁ.
    Rods

  55. francisco

    -

    28/05/2013 às 18:36

    O que impediria o traficante pego com uma quantidade de drogas suficiente para alguns dias de vendê-la e depois buscar mais uma quantidade para alguns dias e vender de novo e assim sucessivamente.Santa ingenuidade!

  56. francisco

    -

    28/05/2013 às 18:34

    O que impediria o traficante pego com uma quantidade de drogas suficiente para alguns dias de vendê-la e depois buscar mais uma quantidade para alguns dias e vender denovo e assim sucessivamente.Santa ingenuidade!

  57. Fábio

    -

    28/05/2013 às 18:25

    Esse governinho não representa à vontade de 60% dos brasileiros. Segundo ele:
    - maioridade penal=calor do momento (?!?!)
    - cigarro: ocê tá doido mexer nisso! E os impostos recolhidos?

  58. Adilio Faustini

    -

    28/05/2013 às 18:20

    Fiquei estupefato com um debate sobre drogas onde o Médico Dráuzio Varela, que eu admirava,dizer que era a favor da discriminação das drogas.Perdí um irmão com 58 anos com enfisema pulmonar devido uso do cigarro,um pintor de residências conhecido perdeu a família e vive como zumbí pelo bairro devido uso do crack e muitos artistas morreram com idade em torno dos 40 aos 55 anos por uso de drogas,maconha.Se descriminalizar os traficantes continuarão pois haverá o contrabando de drogas como há o contrabando de cigarros e pior, de cigarros mais barato e de péssima qualidade que prejudica muito mais a saúde do usuário.

  59. Absurdo

    -

    28/05/2013 às 18:15

    Amado Batista dá um show e cala Marilia Gabriela
    http://www.alertatotal.net/

  60. Ricardo Lins

    -

    28/05/2013 às 18:13

    O cigarro não é mais consumido tanto pelos jovens pelo simples fato de que NÃO DÁ BARATO! O jovem quer é sensações, êxtase, desinibição. E o cigarro não proporciona nada disso. E a maconha também não. O que mais proporciona isso é o ÁLCOOL, uma droga que está em qualquer esquina e a TV faz propagandas à milhão: BEBA, BEBA, BEBA !!! (no final vem a frase hipócrita, mas se beber, não dirija…). O Estado deveria se preocupar 100 vezes mais com o álcool. E você também…

 

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