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22/01/2014

às 6:04

O “Porta dos Fundos”, a liberdade de expressão e o direito dos cristãos à reação

porta dos fundos

Vamos a um texto longo, longuíssimo?

Vamos às tarefas difíceis, que as fáceis são fáceis. Como afirmei num pequeno post de ontem à noite, não acho que comentaristas de política devam ficar terçando armas com humoristas, embora, em essência, o humor sempre fale a sério. No geral, interessa-me nele mais a mecânica da desconstrução de uma lógica aparente ou formal, de que são capazes os bons, do que o conteúdo propriamente. Em princípio, qualquer assunto pode ser objeto dessa desconstrução. A quem ocorreria, no entanto, fazer graça, deixem-me, ver com os sírios, submetidos ao carniceiro Bashar Al Assad e também a seus adversários, não menos asquerosos? Como arrancar um riso ou fazer uma ironia inteligente sobre a boate Kiss? “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém. Tudo me é permitido, mas eu de nada (nem de ninguém) serei escravo”. É São Paulo na 1ª Epístola aos Coríntios, ensinando que a noção de limite também é libertadora. Para que dê sequência a este texto, é preciso que um valor esteja presente à leitura de cada linha: se, em algum momento, parecer que estou a defender a censura estatal, ou de qualquer outra natureza, ao humor do Porta dos Fundos ou de qualquer outro, ou eu não estarei a me expressar com clareza ou o defeito estará no entendimento. Vamos seguir.

Visitei regularmente esse site de humor até aquele vídeo em que um ginecologista identifica a imagem de Jesus Cristo na vagina de sua paciente, durante um exame ginecológico. Nem vi como terminava, acreditem. Leitores me contaram que o alvo final eram os evangélicos. Sou católico. Aquilo me ofendeu por causa da minha religião? Não! Achei burro, grosseiro, sem graça. Na Internet, é muito fácil “provocar reações”, não é? Mexer com religião, especialmente agredindo a fé das pessoas, é um caminho fácil para mobilizar amores e rancores. Nem sempre, como é o caso, é o mais inteligente.

Cheguei até ali com o “Porta dos Fundos” e não segui adiante. Para mim, estava bom. Vi mais uns dois ou três vídeos, em links recomendados por amigos e leitores. E só. Sim, é verdade, eu já os elogiei aqui e mantenho os termos do que escrevi. Assim, recomendo, com clareza meridiana, que os descontentes com o humor da turma façam como eu: não vejam! Não se perde tempo nem se ganha aborrecimento.

Fiquei sabendo nesta terça — e foi nesta terça mesmo — que uma entidade católica já havia recorrido ao Ministério Público contra o Porta dos Fundos. Agora, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), com faro para a polêmica, decidiu também recorrer ao MP contra um “Especial de Natal” produzido pelo grupo. Segundo Feliciano, o material traz “conteúdo altamente pejorativo, utilizando-se inclusive de palavras obscenas, e de forma infame atacou os dogmas cristãos e a fé de milhares de brasileiros que comungam deles (…)”. O deputado quer uma indenização de R$ 1 milhão. Se vitoriosa a causa, diz que doará o dinheiro para as Santas Casas de Misericórdia.

À Folha, Feliciano afirmou: “Esse vídeo ofende os cristãos. Não há necessidade de fazer humor com religião. Deixem os cristãos em paz. Esse não foi o primeiro vídeo. Agora, esperamos que eles tenham limite. Se não colocarem limites, vou convocar todos os religiosos a fazerem um boletim de ocorrência contra eles. No mínimo, vai dar muita dor de cabeça”. A turma do “Porta dos Fundos” tem seus advogados e não precisa do meu amadorismo. Mas pode, sim, dar uma dor de cabeça dos diabos. A religiosidade é um bem protegido pela Constituição, e o Código Penal também trata do assunto. Isso é lá com eles. Mas não quero me antecipar porque essa questão ainda vai aparecer mais adiante.

Calma lá!
A ação dos católicos repercutiu pouco — eu mesmo a desconhecia. A de Feliciano, por conta da notoriedade que lhe conferiram os gays na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, já está gerando um escarcéu danado. E começou a gritaria: “O Estado é laico!”; “Isso é censura!”; “Esse pastor precisa aprender o que é democracia!”; “Feliciano quer ditadura!”. Opa, opa, opa! Calma lá. Se o direito de o “Porta dos Fundos” fazer piadas estivesse em questão, eu estaria entre os primeiros a assinar um manifesto em sua defesa — é bem possível que um ou outro membros do grupo jamais assinassem um manifesto em favor do meu direito de escrever o que me der na telha. Mas essas coisas não exigem reciprocidade.

Devagar com o andor — sem querer fazer graça: numa democracia, recorrer à Justiça é um direito. Não há nada de errado, de antidemocrático ou de autoritário na decisão dos católicos ou de Feliciano. Os que acham que seus direitos foram agravados têm três caminhos: a) silenciar; b) tentar resolver no braço; c) recorrer à Justiça. Sim, há a possibilidade de acordo, sem perturbar o estado com isso, mas não creio que funcionaria no caso em espécie: “Pô, pessoal, vamos pegar leve; acho que houve exagero…”. Não daria pé.

Feliciano enviou ainda uma carta à Fiesp, uma das patrocinadoras do grupo, pedindo que reveja o apoio: “Aproveito para, encarecidamente, pedir à V. Sa. e seus representados que reflitam sobre o patrocínio que estão proporcionando ao site chamado Porta dos Fundos que, reiteradamente, vem através desses vídeos, que alegam proporcionar humor aos seus espectadores e nada mais fazem do que achincalhar as pessoas como nós que professamos a fé cristã”.

De novo, é preciso indagar: o que há de errado nisso ou de antidemocrático? Nada! Feliciano, os católicos e os cristãos em geral têm o direito, inclusive, de propor um boicote ao site e às marcas que o patrocinam. Se ações assim funcionam, não tenho a menor ideia. Práticas dessa natureza, diga-se, foram inauguradas pelas esquerdas. Ninguém lá no “Porta dos Fundos” tem cara de ingênuo. Ou será que eles ignoram que determinadas abordagens enfurecem muitos cristãos? Posso apostar que contam com isso, inclusive, para ganhar audiência e influência na Internet. Convenham: em certos círculos militantes e ateus, arrumar uma briga com Feliciano pode até ser uma bênção. Mas sempre há o risco de passar do ponto, não é? Por definição, é sempre do topo que se começa a cair. Como é mesmo? “A gente é mais famoso que Jesus Cristo” — ou algo assim…

O “Porta dos Fundos”, outros antes deles e outros depois deles são todos herdeiros do Monty Python — um grupo verdadeiramente engraçado, culto, inteligente. A melhor cena de humor que conheço está no filme “A Vida de Brian”, num trechinho conhecido por “O que nos deram os romanos?”. Já publiquei aqui o vídeo e a tradução do diálogo. Pode ser que alguém se ofenda com aquilo? É possível. Não há ali — como em tudo o mais que o grupo fez — uma só canelada, uma só grosseria, uma só generalização estúpida, e o humor vive, em parte, da generalização, daí a necessidade de cuidado. É bem verdade que, na sua curta existência, o “Porta dos Fundos” já fez mais piadinhas do que o Monty Python em décadas. Nem sempre dá para escolher o roteiro, pelo visto. Na falta de uma ideia melhor, por que não provocar os religiosos? Sempre funciona. Perdi o interesse por eles em razão desse e de outros proselitismos — maconha, por exemplo. Humor, quando pretende doutrinar, vira política — e precisa tomar cuidado para não se tomar como uma religião.

Cristo e Maomé
No dia 3 de abril de 2013, faz tempo já, escrevi aqui um post sobre uma entrevista de Fábio Porchat a Sônia Racy. Ele sustentava que o limite do humor é não ter graça. Leiam este trecho (em vermelho):
Por quê? Acha que o limite [do humor] é não ter graça?
Acho que, no nosso caso, somos cinco cabeças pensando. Cinco sócios. Então, é difícil uma coisa passar despercebida. A gente tem batido em coisas que, na verdade, merecem apanhar. No idiota que inventou a Ku Klux Klan, no padre pedófilo. Eu, por exemplo, não faço piada com Alá e Maomé, porque não quero morrer! Não quero que explodam a minha casa só por isso (risos). Mas, de um modo geral, a gente vai fazendo, vai falando.
Não houve uma situação em que vocês falaram “isso não”?
Já. E a gente não fez.

Na conversa com a Folha, Feliciano afirmou: “Não entendo esses ataques. Eles só mexem com os cristãos porque sabem que somos pacíficos. Por que não mexem com muçulmanos?”. Bem, Porchat respondeu à pergunta de Feliciano, não é mesmo? E vou ter de discordar de ambos — no fim das contas, reparem, eles são mais iguais no pensamento do que ambos gostariam.

Por que não posso concordar com a pergunta-afirmação de Feliciano? Ora, o fato de humoristas não poderem fazer piada com Maomé e Alá não deve servir de argumento definitivo para que não se faça piada também sobre o cristianismo. Fosse assim, a interdição imposta pelos islâmicos relativa à sua religião seria de tal forma poderosa que acabaria se alastrando para as demais religiões. E eu não posso concordar com isso.

Mas a resposta de Fábio Porchat é também inaceitável. O fato de os humoristas, por uma covardia justificada, não fazerem piada sobe o Islã deveria levá-los a uma reflexão: então a violência cultivada por uma religião os empurra para o silêncio, e o reconhecido pacifismo da outra, para a falta de limites — a não ser o da graça? Não é possível! Fosse assim, a tal graça (quando não envolve islâmicos, claro!) seria um valor soberano, superior a todos os outros. Essa fala, ademais, é perigosa porque está a sugerir que, se os cristãos reagissem de forma violenta, eles parariam. Não é um bom modo de pensar.

No dia 8 de março de 2012, dei aqui uma esculhambada em Mark Thompson, que não era um humorista como Porchat e seus amigos, mas diretor-geral da BBC. Hoje, é o chefão do New York Times (já falo sobre este jornal também). E por que ataquei Thompson? Reproduzo parte daquele post (em azul):

O chefe da BBC, Mark Thompson, admitiu que a rede BBC jamais zombaria de Maomé como zomba de Jesus. Ele justificou a espantosa confissão de preconceito religioso dando a entender que zombar de Maomé teria o mesmo peso emocional da pornografia infantil. Mas tudo bem zombar de Jesus porque o cristianismo suporta tudo e tem pouca relação com questões étnicas.
Thompson diz que a BBC jamais teria levado ao ar “Jerry Springer -The Opera” — um polêmico musical que zomba de Jesus — se o alvo fosse Maomé. Eles fez essas declarações numa entrevista para um projeto de pesquisa da Universidade Oxford.
Thompson afirmou: “A questão é que, para um muçulmano, uma representação teatral, especialmente se for cômica ou humilhante, do profeta Maomé tem o peso emocional de uma grotesca peça de pornografia infantil”. O porta-voz da BBC não quis comentar as declarações.
No ano passado, o ex-âncora da BBC Peter Sissons disse que é permitido insultar os cristãos na rede, mas que os muçulmanos não podem ser ofendidos. Sissons, cujas memórias foram publicadas numa série no Daily Mail, afirmou: “O Islã não pode ser atacado sob nenhuma hipótese, mas os cristãos, sim, porque eles não reagem quando são atacados”. O ex-apresentador disse também que os profissionais têm suas respectivas carreiras prejudicadas se não seguem essa orientação da BBC.

Retomo
No dia 16 de março daquele mesmo ano, oito dias depois, registrei post a covardia do New York Times. O jornal publicou um anúncio, que custou US$ 39 mil, que convidava os católicos a abandonar a sua religião, classificando de equivocada a lealdade a uma fé marcada por “duas décadas de escândalos sexuais envolvendo padres, cumplicidade da Igreja, conluio e acobertamento, da base ao topo da hierarquia”. Eis o anúncio.

anúncio contra os católicos

Pois bem. A blogueira Pamela Geller, que comanda a página “Stop Islamization of America”, tentou pagar os mesmos US$ 39 mil para publicar no mesmo New York Times um anúncio convidando os muçulmanos a abandonar a sua religião. O texto afirma: “Junte-se àqueles que, como nós, colocam a humanidade acima dos ensinamentos vingativos, odiosos e violentos do profeta do Islã”. Assim:

anúncio contras o islã

Sabem o que aconteceu? Com a coragem do humorista Fábio Porchat e de seus amigos, o New York Times se negou a publicar o anúncio. Eileen Murphy, porta-voz do NYT, repete a resposta que teria sido enviada a Pamela quando houve a recusa: “Nós não nos negamos a publicar. Decidimos adiar a publicação em razão dos recentes acontecimentos no Afeganistão, como a queima do Corão e o assassinato de civis por um membro das Forças Armadas dos EUA. Acreditamos que a publicação desse anúncio agora poderia pôr em risco os soldados e civis dos EUA, e nós gostaríamos de evitar isso”.

E não se tocou mais no assunto.

Perseguidos
Gregório Duvivier, o melhor ator deles todos, escreveu uma coluna na Folha respondendo com ironia não muito fina ao cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Sherer, que reclamou no Twitter de um dos vídeos do Porta dos Fundos. Duvivier estava bravo mesmo. A empresa de que ele é sócio já fez muitos vídeos esculhambando a religião de que dom Odilo é sacerdote graduado. Mas o humorista não engoliu os 140 toques do bispo reclamando no Twitter. De quem é a intolerância com a crítica? Jogou nas costas do bispo a perseguição a Galileu Galilei, o fato de a Igreja não ordenar mulheres, opor-se ao aborto de fetos de anencéfalos etc. Aí o humorista falava a sério. Uma pena!

Estou certo, e acho que ele faz muito bem, que Duvivier não é do tipo que faria piada com palestinos da Faixa de Gaza, por exemplo — ou com os já citados sírios. Não hoje em dia. Com Maomé, a gente já sabe, nem pensar! Há coisas na Igreja de que, a gente percebe, ele não gosta. Tem esse direito. Como humorista e como pensador. Mas se é pra ter um “papo firmeza”, vamos lá.

Em 2012, pelo menos 105 mil pessoas foram assassinadas no mundo por um único motivo: eram cristãs. O número foi anunciado pelo sociólogo Maximo Introvigne, coordenador do Observatório de Liberdade Religiosa, da Itália. E, como é sabido, isso não gerou indignação, protestos, nada. Segundo a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), 75% dos ataques motivados por intolerância religiosa têm como alvos os… cristãos. Mundo afora, no entanto, o tema quente, o tema da hora — e não é diferente na imprensa brasileira —, é a chamada “islamofobia”, certo?

Se Duvivier quer ir além da piada ideológica, que não tem graça, terá de reconhecer que a igreja que não ordena mulheres é a maior cuidadora do mundo de crianças abandonadas e de mães que trabalham. Também mantém a maior rede de assistência social do mundo. E é a entidade privada que mais financia leitos hospitalares no mundo. Nesta hora, seus missionários estão lá pelos rincões da África, muitos deles protegendo comunidades da fúria de milícias muçulmanas. Em Darfur, mais de 400 mil pessoas foram assassinadas porque eram cristãs. Galileu Galilei? Robespierre matou em dois anos dezenas de vezes mais do que o Santo Ofício em quatro séculos. Eram crimes do Iluminismo?

Atenção!
Nada disso pode impedir, reitero, o “Porta dos Fundos” de fazer humor sobre o que bem entender. Sim, a Constituição protege a liberdade religiosa, conforme se lê no Inciso VI do Artigo 5º:
“VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”.
Não por acaso, já que são questões contíguas, é o mesmo artigo que trata da liberdade de expressão, no Inciso IX:
“IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.
A ele se junta, nas garantias, o Artigo 220:
“Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
§ 1º – Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV.
§ 2º – É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.

O Código Penal, no entanto, estabelece, no Artigo 208:
“Art. 208 – Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:
Pena – detenção, de um mês a um ano, ou multa.”

O “Porta dos Fundos” faça o que quiser e siga na trilha que achar melhor, mas há uma penca de leis — inclusive aquelas que protegem a honra — que disciplinam aquela liberdade de expressão, que não é, a exemplo de qualquer direito, um bem absoluto. Se o escarnecimento por motivo de crença é considerado crime, é um sinal de que a liberdade de expressão não o abarca; se a calúnia, a injúria e a difamação são crimes, da mesma sorte não estão protegidas por aquele fundamento. O assunto pode, sim, render. E muito!

Começando a caminhar para a conclusão
escrevi aqui sobre uma igreja criada nos EUA chamada Westboro Baptist Church. É composta por um bando de malucos liderados por um tal Fred Phelps. Ele teria recebido uma mensagem divina informando que Deus estava castigando as tropas americanas no Iraque e no Afeganistão por causa da… tolerância com o homossexualismo!!! A missão de sua igreja seria anunciar isso ao país. E o que fazia Phelps e seu bando de lunáticos, boa parte gente de sua própria família? Cruzava o país de norte a sul, de costa a costa e, onde houvesse funeral de um soldado, lá estavam eles brandindo cartazes com os seguintes dizeres: “Obrigado, Deus, pelos soldados mortos”, “Obrigado, Deus, pelo 11 de Setembro” e “Você vai para o inferno”. Eles são asquerosos? Não tenho a menor dúvida. A direita americana os despreza. Os liberais (a esquerda de lá) não menos.

Albert Snyder, pai de um fuzileiro naval, processou a Westboro. Numa primeira instância, a Justiça lhe concedeu uma indenização de US$ 11 milhões, reduzida depois a U$ 5 milhões. O caso foi parar na Suprema Corte. Atenção! Por 8 votos a 1, os juízes decidiram que a Primeira Emenda garante à canalhada o direito de dizer o que diz. Se bem se lembram, a Primeira Emenda é aquela que proíbe o Congresso até de legislar sobre matéria que diga respeito à liberdade de expressão e à liberdade religiosa. Para quem se interessar, a íntegra da sentença está aqui.

Também em relação aos vídeos do “Porta dos Fundos”, que deixaram de me interessar, faço minhas as palavras o economista Walter Williams, um ultraliberal negro, em entrevista à VEJA:
“É fácil defender a liberdade de expressão quando as pessoas estão dizendo coisas que julgamos positivas e sensatas, mas nosso compromisso com a liberdade de expressão só é realmente posto à prova quando diante de pessoas que dizem coisas que consideramos absolutamente repulsivas”.

Quando fui contratado para ser colunista da Folha, enfrentei uma canalha, inclusive da imprensa e do humor, que passou a defender uma forma de linchamento moral e de censura. Eu não quero censurar ninguém, ainda que certas coisas possam ser repulsivas.

E agora vou concluir mesmo
Dei uma olhada no tal vídeo de Natal, o que mais está gerando polêmica. Há lá uma tentativa de graça com os cravos fincados nas mãos de Jesus Cristo, representado por Gregório Duvivier. É engraçado? Huuummm… Tem gente que já vem equipada de fábrica com todos os antidepressivos, certo? Processar o “Porta dos Fundos” por aquilo? Eu não o faria. Mas compreendo que os cristãos se sintam ofendidos.

Como se ofenderiam os jornalistas, acho, e qualquer pessoa decente, se fizessem uma graça com Tim Lopes, colocando-o numa pira de pneus (o micro-ondas), com alguém indagando: “E aí, está quentinho?”. Ou, sei lá, se aparecessem humoristas para fazer piadas — vou citar dois assassinos — com Carlos Lamarca ou com Carlos Marighella, ali, na hora final. Acho que seriam chamados de “fascistas”, de “direitistas”, de “reacionários”. Mais: alguém logo escreveria um artigo apontando a, como é mesmo?, “guinada à direita” do humor.

Walter Williams de novo: “A liberdade de expressão só é realmente posta à prova quando diante de pessoas que dizem coisas que consideramos absolutamente repulsivas”.

Por mim, o “Porta dos Fundos” segue fazendo o que vem fazendo, seja lá o que for. Não me interessa mais faz tempo. Quem não gostar que não veja. Eu continuo com São Paulo: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém. Tudo me é permitido, mas eu de nada (nem se ninguém) serei escravo”. Os rapazes do site têm o direito de ser escravos dos próprios preconceitos. Enquanto for um bom negócio, mudar por quê? Só não vale reclamar e acusar os cristãos de autoritários. Eles também têm o direito de dizer o que pensam e, se acharem que é o caso, de apresentar petições ao Poder Público. Trata-se de um dos pilares da democracia.

 

Por Reinaldo Azevedo

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566 Comentários

  • Daniel

    -

    4/9/2014 às 8:23 pm

    A “piada” deixa de ser engraçada quando mexe com o que você acredita ou gosta. Se ela vier a ferir isso em você ela deixa de ser engraçada, e passa a te insultar ou ridicularizar aquilo que você acredita ou gosta.

  • Feio

    -

    31/3/2014 às 12:57 pm

    Uma das lições básicas do humor é a “distorção cômica”, isto é, o “punch” da piada, sua parte engraçada, visa distorcer a realidade. Ser engraçado é, em regra, exagerar, mudar os fatos, surpreender o público com algo que não corresponde ou não corresponde bem aos fatos. Uma boa piada não tem a intenção de ofender, mas normalmente corre o risco de o fazer, pois toda piada tem um alvo. Entender a natureza do humor, fez humoristas como George Carlin, um ateu confesso, serem ovacionados nos EUA (fazendo piadas muito mais pesadas que as do Porta dos Fundos) ou Chiris Rock fazer piadas sobre negros (ele é negro) sem pisar em ovos (pois o público entendia que eram piadas e que, por definição, distorcem a realidade). Cito estes dois como exemplos inequívocos de que o Porta dos Fundos, goste-se ou não, não está no caminho errado dentro do que fazem, pois trilham passos, no mínimo, muito semelhantes aos de outros mestres do humor.

  • Wellington Silva

    -

    18/3/2014 às 3:15 pm

    Quem tem fé não procura processar ninguém, a não ser é claro pessoas que tenham interesse em aparecer ou lucram com a fé. Ninguém assisti o canal obrigado, se algum cristão o está fazendo é pelo livre arbítrio que tanto gostam de promover.

  • Humberto

    -

    6/3/2014 às 3:34 am

    Eu ENTENDO perfeitamente um cristão querer processar o canal… Mas a questão é: É legal aplicar alguma sanção ao PORTA? Pelo que está escrito NA LEI (transcrita no artigo) não vi nada no vídeo que implique em pena já que não escarnece NENHUMA PESSOA, NEM ATO, NEM OBJETO de culto religioso… Cristo não está processando ninguém (até onde eu sei), nem ato de pessoa religiosa está sendo criticado, nenhum objeto também… E é claro que é TOTALMENTE legal que um representante ou fiel de qualquer igreja diga onde quiser que aquele canal é coisa do diabo e para que seus fiéis NUNCA mais o assistam. Todas as as religiões são fundamentalistas quando podem, a diferença é que as sociedades ocidentais graças a exacerbação passada dos seus seus conflitos religiosos acabou descobrindo que o melhor é separar estado e religião para poder acomodar fiéis protestantes e católicos por exemplo… Infelizmente estamos esquecendo o quanto essa separação fez bem para todas as pessoas seja de que credo forem.

  • Protestante Adiantada

    -

    4/2/2014 às 5:06 pm

    Jesus É Infinitamente Poderoso para responder a todos os responsáveis por este “porta dos fundos” escarnecedor. E, sim, eu, cristã como milhões de brasileiros, sou livre para fazer um boletim de ocorrência se eu quiser, pois me ofendi com esta piada tão podre sobre a minha fé. Tenho este direito, por mais que queiram gritar o contrário. Como já foi comentado, não mexam com quem está quieto.

  • alberto

    -

    4/2/2014 às 9:27 am

    Eu também já fui muito fã desse grupo, só que agora não faz nada que presta.

  • diana

    -

    4/2/2014 às 12:40 am

    reinaldo, nem vc percebeu uma coisa séria… não não podem escarnecer de quem é fraco ou pacifico, nem da cultura das pessoas, muito menos da religião delas, pois era assim que os nazistas agiam. Antes de matar o corpo eles matam a “alma”, pra matar a “alma”, começam por fazer com que o publico em geral os despreze e se sinta no direito de agredir com palavras e atitudes e esse tipo de coisa não fica só na internet, vai pra rua também. já imaginou alguém defender humilhar os judeus na internet alegando q acha isso engraçado? o nazismo tá na nossa frente, nosso futuro parece ser pior d q eu pensava…

  • Luis

    -

    1/2/2014 às 11:21 am

    Pois é…também já fui mais fã dos Porta dos Fundos…ultimamente não tenho visto muita graça em seus vídeos… Concordo com o Reinaldo. Não sei se é impressão minha, mas parece que os “artistas” em geral tem um ego um pouco maior que os demais mortais. Não admitem ser contrariados…acham-se os senhores (e senhoras) da razão… especialmente os humoristas. Eles são o dono da bola e quem não sabe brincar que saia do play…rsrs… Para terminar, já que estavamos falando em religião. Os dois últimos capítulos de Amor (?!?!?!) à vida trouxe mãe e filha (em seus respectivos casamentos) debochando de dois padres. Já o batizado evangélico foi todo “respeitoso”. Mal comparando, fazer piada com Maomé não pode, né? E pelo jeito a Globo também acha que não deve fazer troça com os evangélicos….Do contrário o Domingo Espetacular descerá a lenha….

  • Diego

    -

    29/1/2014 às 2:59 pm

    Alguém esta sendo obrigado a assistir os videos do porta dos fundos? Alguém? … Acho que ninguém se manifestou!

  • Oséias Gusmão

    -

    28/1/2014 às 9:18 am

    Babaquice, pois é, agora vamos dar o prêmio Nobel a essa engenhosa babaquice; rapaz, o mundo esta sem paz, problemas, por 1 Real se matam outras pessoas, se agridem por coisas tão pequena; tantas coisas para criarem e darem gargalhadas; a questão não é se pode ou não fazer o vídeo, mas daqui a pouco, o que era uma brincadeira ja virou coisa séria; já vi muitos videos de cristãos, Jesus, evangélicos, Padres, católicos e eu pergunto pra que, pra dizer que o Brasil tem a liberdade de expressão, não estão conseguindo expressar o pensa, é, saudade dos verdadeiros humoristas, Chico Anysio e outros que fabricavam humor que transformavam em relaxantes risos !

  • Ronaldo Moraes

    -

    27/1/2014 às 1:47 pm

    Prezado Reinaldo, aprecio seus textos e fiquei decepcionado com sua visão do episódio. É claro que os católicos tem direito constitucional de propor medidas judiciais contra o Porta dos Fundos. Qualquer pessoa tem o direito de requerer judicialmente, e até direitos que não lhe são devidos, porque é ao final do processo que se reconhece ou não a existência do direito pleiteado. O que se deve discutir é se os católicos ou evangélicos “devem” propor medidas judiciais e a resposta é não. Os católicos acham que estão protegendo sua religião assim como os evangélicos, mas não estão, na verdade estão protegendo a sua visão do mundo. Para mim que sou ateísta essa questão de religiosidade é perda de tempo e dinheiro. Para mim e outros ateístas é um absurdo que alguém inteligente acredite num deus que nunca fez nada, não faz nada e nunca fará nada, mas esta é outra história. Talvez o que os humorista quiseram satirizar, e com razão, são as tais visões, um borrão numa vidraça que faz lembrar a virgem maria é milagre. Roberto Carlos também pode propor ação judicial contra quem se apropria de sua história para vender biografias. A sua história é dele, e ele não vende, nem aluga. Ora, a história dele não é dele, é do mundo. Imagine se a família real dissesse vou entrar com ação para que os livros de história não mencionem D. Pedro I e II. Isso é censura. Quanto à não satirização de muçulmanos por medo de represália dos radicais, acredito que eles não foram satirizados o suficiente, porque se o fizessem toda semana as reações diminuiriam. Expresso minha admiração pelo povo judeu, que apesar de suas mazelas históricas são um povo alegre, que suporta piadas com dignidade, sem levar a sério, e até os melhores humoristas nos Estados Unidos são judeus. Apesar de exercer seu direito, propor ação contra o Porta continua sendo censura.

  • Renato

    -

    27/1/2014 às 11:29 am

    Uma ignorância disfarçada de lucratividade, zoar com tudo hoje em dia sem levar em consideração os fundamentos por parte do objeto de escárnio é a máxima de um mundo onde tudo se pode, tudo se faz e nada se respeita!!!

  • Heloisa

    -

    27/1/2014 às 8:34 am

    Realmente, são tão ingênuos que não sabem o que fazem.Infelizes.

  • Max

    -

    27/1/2014 às 1:32 am

    “Bem- aventurados serão vocês quando, por minha causa, os insultarem, os perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês. Alegrem- se e regozijem- se, porque grande é a sua recompensa nos céus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes de vocês.

  • alvaro

    -

    26/1/2014 às 7:32 pm

    a ação será de certo declarada improcedente, ou arquivada nos tribunais superiores, e ainda servirá de motivo e inspiração para piadas. A espiritualidade de cada um deve ser respeitada. a religiosidade nao precisa disso. todas as instituicoes podem ser alvejadas. no caso do video, o que é atacado sao historinhas que formam o escopo da cultura ocidental, algo que é patrimônio de todos. Os católicos e cristãos em geral não deveriam se autoridicularizar. Já tem gente demais para ridicularizá-los.

  • Elton Antonio Goulart

    -

    26/1/2014 às 1:08 pm

    Também considero este vídeo grosseiro e de mau gosto. O pessoal do Porta dos Fundos tem capacidade de fazer coisa melhor. E obrigado Reinaldo Azevedo por expor tão claramente os direitos e deveres, inclusive morais,que devem ser respeitados por todos que se propõem a publicar alguma coisa.

  • Norberto Merlo Granzier

    -

    25/1/2014 às 10:11 pm

    Sou um admirador dos comentários do Reinaldo Azevedo,acho um profissional de extrema inteligencia e coerência.Sempre leio seus comentários onde quer que seja publicado.

  • nana da luz

    -

    25/1/2014 às 6:43 pm

    a gente para de ver esses ateus covardezinhos também porque pisa em quem já é tão pisado.

  • nana da luz

    -

    25/1/2014 às 6:41 pm

    a maior covardia de u grupo de humoristas é nãoa tacar o islã porque pode até morrer e atacar o cristianismo porque pode e será aplaudido. Para mim esse grupo morreu.

  • Julio Diniz

    -

    25/1/2014 às 3:14 pm

    PARABÉNS + parabéns,pelo equilíbrio,TEXTO NOTA DEZ, a turma do “humor”já de longa data perderam o fio da meada , particularmente acho que qualquer coisa que desperte aos ouvintes um sorriso deve ser conciderado um remédio , o problema está quando o remédio é dado em doses erradas .Quem já não contou uma piada de portugues ,judeu, um libanês ou turco ? O problema está quando ferimos a dignidade das pessoas ou etinias ,religião ou crenças .Não perco o meu tempo para ver o que parece óbvio , o nome já diz é porta dos fundos porque não tem competência para ser a porta da frente ,, PODEM ME PROCESSAR .

  • Renan Ramalho

    -

    25/1/2014 às 12:44 pm

    Olá Reinaldo, parabéns pelo texto, gostei muito. Concordo que quem está realmente comprometido com a liberdade de expressão se comporta como naquele velho ditado: posso falar o que quero, mas também devo estar disposto a ouvir o que não quero. Claro que há limites, para mim, quando de fato existe ameaça iminente à vida (é o que ensina toda a jurisprudência americana, a mais liberal em termos de discurso livre). Quanto ao Porta dos Fundos, também acho meio sem graça e além de tudo covarde. Se quiser realmente uma crítica ácida às piores práticas de quem se diz cristão, sem deixar de lado o bom humor, conheça o pastor Arnaldo:
    http://www.iepg.com.br/

  • Renato

    -

    25/1/2014 às 7:47 am

    Ótimo texto, Reinaldo. O nosso (cristão) silêncio é do tamanho do nosso desprezo. “Deixa a ira, e abandona o furor; não te indignes de forma alguma para fazer o mal… Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz”. Salmos 37:8-11 São pessoas carentes de amor, usando uma recorrente estratégia de marketing. O amor de Jesus é muito maior que isso. O que me chocou é o dado do nº de cristãos assassinados. Graças por Deus que nos deu este país maravilhoso, onde posso livremente falar de meu amor por Jesus.

  • Benito

    -

    25/1/2014 às 3:25 am

    Mente vazia, oficina do diabo !
    Ou seja: apesar de ter curiosidade em ver o que esses humoristas estão fazendo, penso que a minha vontade de não ver é maior. Pois aprendi a reter o que é bom, e desprezar o que não é. Sou orientado pela Palavra, e direcionado através do Espírito Santo de DEUS.Medito de dia e de noite, e deste modo, nego ao diabo, e obedeço à DEUS !

  • Bruno William

    -

    24/1/2014 às 6:26 pm

    Nao e de hoje que se zombam dos cristaos, liberdade nao e fazer tudo o que quiser, a verdadeira liberdade e acompanhada de limites. Zombar de Jesus nao e correto, com constituicao ou nao tendo pei que comprove isso, porque a Biblia ja comprova, Jesus ama a todos e nesses ultimos dias as pessoas tem tido chance de aceitalo, e serem perdoadas mas ium dia Jesus vai voltar e vai julgar a todos segundo as suas obras e ai a conciencia vai pesar e se nao se arrependerem antes do julgamento final, depois serao castigados.

  • Sônia Maria Silva de Mattos

    -

    24/1/2014 às 4:58 pm

    “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém. Tudo me é permitido, mas eu de nada (nem de ninguém) serei escravo”.

    Portanto,não assisti,sendo assim não me incomodou;Melhor para os cristãos é estar no centro da vontade do Senhor, obedecer, ler sua palavra, entender a direção de Deus. Na minha humilde opinião, se nós formos nos importarmos estaremos dando ibope para satanás;”o melhor de tudo é levar boas novas” o que mais tem no Brasil e no mundo, são almas sedentas, esfomeadas,em estado terminal esperando uma palavra de Deus para serem libertas. O Senhor nosso Deus tem pressa, JESUS ESTÁ VOLTANDO.

  • Ariane

    -

    24/1/2014 às 4:50 pm

    Infelizmente a maioria dos integrantes do porta dos fundos são ateus, por isto eles não respeitam a religião de ninguém, eu não conseguir chegar ao final do video especial de natal, repugnante. Existes tantos temas pra brincar, mas percebe-se nitidamente que um dos focos dos roteiristas é provocar os cristãos. Não precisa acreditar em Deus, mas respeitar a fé do outro é obrigatório.

  • Arthur

    -

    24/1/2014 às 3:31 pm

    Petralha irritado, vê um pastor do outro lado da rua e decide colocar para fora todo o seu ódio aos religiosos que só querem saber do dinheiro do povo.
    - Seu pastor viado filho da puta!
    - Viado é você!
    - Homofóbico!
    - E puta é a sua mãe!
    - Puta não, profissional do sequiçu. Seu nego preconceituoso!
    - Eu não sou negro, sou branco.
    - Racista!
    - Ah vai a merda, isso é um absurdo, vou te processar!

    E no dia seguinte, manchete nos jornais: Pastor preconceituoso, racista e homofóbico, ofende um cidadão e viola o estado laico usando a justiça para rechaçar nossa liberdade de expressão.

  • luiz carlos xavier da silva

    -

    24/1/2014 às 12:36 pm

    Também me senti muito ofendido pelo ´mal´humor a nós cristãos,não tive vontade nem de ver o vídeo até o final…mas o texto é completíssimo pela visão de quem entende mais do assunto…

  • Eduardo Ramos

    -

    24/1/2014 às 11:33 am

    Da mesma forma que os cristãos se ofendem com a brincadeira que fazem em relação a isso os que não acreditam podiam se sentir iguais em relação aos que os cristão tentam enfiar guela abaixo de quem não acredita, sendo que não é um humor ou brincadeira…

    Siceramente acho que cada um devia se preocupar menos com os outros e cada um viver suas vidas em paz, com suas crenças e etc….

  • Renato

    -

    24/1/2014 às 10:37 am

    Nilson, concordo que são um bando de mauricinhos sem graça, mas a mídia não está fechando as portas para eles. Ao contrário! Tudo que surge para denegrir os valores cristãos é bem-vindo pela mídia, inclusive um deles foi contratado pela Globo recentemente.

  • samuel

    -

    24/1/2014 às 10:08 am

    ReinaldoXXXXXX na cascuda!

  • Cesar

    -

    24/1/2014 às 9:43 am

    Acho que as comuidades cristãs devem utilizar o recurso jurídico inclusive para não suscitar um IRA da Irlanda no Brasil. Não se meche com quem está quieto.

    Sds

  • Marlon

    -

    24/1/2014 às 6:43 am

    “Walter Williams de novo: “A liberdade de expressão só é realmente posta à prova quando diante de pessoas que dizem coisas que consideramos absolutamente repulsivas”.” E a pergunta que fica no ar é: quem consideramos? Quem são essas pessoas que consideram alguma coisa? O senso comum? A massa? A lei? eu? você?.. Piada é uma questão de contexto, quando você se referiu ao Tim Lopes não teve graça mas se um humorista diz a mesma coisa ele é processado, se faço uma piada sobre minha mãe para 1000 pessoas é engraçado, mas se faço a mesma piada sobre a mãe de alguém ele pode considerar ofensivo. A industria do processo achou uma “teta”. O artista (humorista) vive de aplausos e/ou risadas, onde o público seleciona naturalmente o que fica e o que termina. Consegui ler alguns comentários e percebi que a discussão tomou um rumo religioso sem ao menos considerar o próprio título da matéria. Como citaste que existem pessoas que já vem de fábrica com todos os antidepressivos fica nítido também que algumas ja vem com todas as depressões possíveis. Excelente texto.

  • MINO NETO

    -

    24/1/2014 às 12:37 am

    Parabéns, Reinaldo! Acho os vídeos ofensivos, mas também os acho sem graça e carregados de uma intencionalidade preconceituosa, o que os torna uma forçação de barra mesmo.. Simplesmente me desinteressei pelo trabalho do grupo. Por outro lado, acho que nossa legislação – inclusive constitucional – impoe uma espécuie de regulção da liberdade de expressão, adequando-a a outros princípios que tratam do respeitos as crenças religiosas.

  • augusto leite

    -

    24/1/2014 às 12:23 am

    O momento é eles avacalharem com os políticos, e porque com os cristãos que não fizeram nada a eles, nem a ninguém ?

  • Raimundo Costa

    -

    23/1/2014 às 11:33 pm

    Pois é, é isso que eu faço, não vejo um vídeo desse pessoal e pronto.

  • rutinea jordao

    -

    23/1/2014 às 11:29 pm

    gostei da lucidez da analise. Sou catolica e busco respeitar a todos, pois este e o ensinamento cristao. mas tudo tem limite, como o proprio artigo salientou: ha lei para garantir a liberdade mas ha lei para respeita la tambem. Nao vale a pena polemizar, o tempo mostrara a razao.

  • Augusto

    -

    23/1/2014 às 9:50 pm

    Excelente texto. Meus parabens pela lucidez na discussão de um assunto polemico como a liberdade de expressão.

  • H Mendes

    -

    23/1/2014 às 8:53 pm

    Ótimo texto, Reinaldo. Que bom ver alguém reconhecendo tanto a liberdade de expressão, como a de se sentir ofendido. Está difícil achar gente na mídia que é capaz de fazer tal análise – ainda que simples, certo?

    O fato é que no Brasil ou se vê jornalista vermelho por ideologia ou vermelho por vergonha de defender estes princípios, fundamentais a qualquer democracia moderna e séria. Parabéns por ser exceção.

  • rute m fernandes

    -

    23/1/2014 às 8:41 pm

    DEUS é fiel esta no controle, JESUS É tudo e tem todo o poder não devemos nos preocupar com a porta dos fundo,mas com a porta que vai nos levar para o céu A OBEDIÊNCIA a NOSSO SALVADOR JESUS CRISTO QUE DEU SUA VIDA EM TROCA DA NOSSA, QUE É DIGNO DE TODA HONRA,TODO LOUVOR E TODO PODER,TE AMO JESUS.

  • Bruno

    -

    23/1/2014 às 8:10 pm

    Dê a outra face e amai uns a outros. Foi isso que ele disse. Cumpra!

  • cesar coitinho

    -

    23/1/2014 às 7:31 pm

    Sou Ateu mas mesmo relutando um pouco tive que concordar com esse texto.

  • sem noção

    -

    23/1/2014 às 6:41 pm

    Pânico, CQC, Porta dos fundos… Mesma trajetória… Mereceriam o prêmio nobel de química… Ainda bem que não assisto TV aberta… e Também desisti do PdF faz tempo…

  • nilson

    -

    23/1/2014 às 5:59 pm

    Meu este pessoal é muito babaca, é isto. Um bando de mauricinho sem graça tentando fazer graça e atraindo pra si o repúdio de todos e eles conseguiram, a mídia já se ligou e já está fechando as portas pra eles, pois a imagem afastam os consumidores.Se ferraram.

  • Paulo Corrêa de Araújo

    -

    23/1/2014 às 4:56 pm

    A verdade é essa mesma. Porque esses caras todos não avacalham com os dogmas dos islamitas? A novelas da Globo também, de vez em quando, fazem escárnio com os cristãos, justamente porque sabem que eles não vão explodir uma bomba nos estúdios da emissora. Mexam com os terroristas islâmicos para ver.

  • valdinea

    -

    23/1/2014 às 4:11 pm

    Desrespeito total a cristo e aos que acreditam nele.
    Deveriam ser processados, esse porta dos fundos.

  • MARCELLO NOOR

    -

    23/1/2014 às 3:39 pm

    JESUS DIZ ,NO EVANGELHO,QUE NEM AS PORTAS DO INFERNO,PREVALECERAM CONTRA A SUA IGREJA,QUANTO MAIS AS PORTAS DOS FUNDOS.

  • silva

    -

    23/1/2014 às 3:20 pm

    Isso é imaturidade ou desespero, pela falta de criatividade, para ganhar dinheiro fácil. São adolescentes ainda que não conseguem superar essa fase da vida. Crianças mimadas. Filhos de mamãe. Não é fácil lidar com adolescentes que ainda chupam dedo.

  • marcosbonn

    -

    23/1/2014 às 3:10 pm

    Sugiro As Portas do Inferno,(Portas dos Fundos), a conhecerem o inferno na terra. Vão faz umas graçinhas, com os islamitas, como fizeram com os cristãos.

  • Sérgio Barros

    -

    23/1/2014 às 2:59 pm

    Nota 10 esse texto! Muito bom, Reinaldo

 

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