Blogs e Colunistas

20/09/2013

às 14:48

“O papa Francisco é o mesmo Bergoglio que disse para defendermos o nascituro ainda que nos perseguissem e matassem”

Tenho um amigo, jornalista dos bons, que me envia uma mensagem pessoal — e só por isso não vou revelar o nome dele —  sobre a entrevista do papa, que foi, já escrevi aqui, miseravelmente distorcida num particular: a questão do aborto. Reproduzo abaixo o conteúdo de sua mensagem. Ele faz uma leitura da entrevista bem mais benigna do que a que fiz (ainda que eu reconheça a absurda distorção). É evidente que torço para ele estar certo. Esse meu amigo é um estudioso dos assuntos da Igreja; são palavras de quem conhece a doutrina. Vale a pena ler.
*
“Reinaldo, tudo bem?

Acompanhei todo o vendaval em cima da entrevista do Papa. Quando eu tinha lido, num site português, já imaginei que viria problema.

Eu estou com a impressão de que o papa está com um objetivo firme de que a Igreja deixe de ser pautada pela imprensa. Convenhamos, somos nós, os jornalistas, que ficamos o tempo inteiro perguntando a padres, bispos, ao papa, sobre aborto, casamento gay, contracepção (e eu acrescentaria o celibato sacerdotal), como se a Igreja fosse só isso. Quem tem obsessão por esse tema é a imprensa, não a Igreja, mas, muitas vezes, a Igreja acaba fazendo o jogo da imprensa. Acho que é isso que o Papa está tentando combater.

Esse trecho do aborto é a resposta a uma pergunta sobre o cuidado pastoral com as pessoas que vivem nessa situação, como gays católicos – digo os “que buscam a Deus com sinceridade”, como dizia o papa no avião, não os militantes que tentam enfiar sua convicção goela abaixo da Igreja – ou mulheres que abortaram (veja que o papa fala de uma mulher que um dia abortou “e está sinceramente arrependida”, e o que o confessor faz nesses casos?). Acho que a afirmação do papa tem de ser colocada nesse contexto: ele está falando muito mais do cuidado pastoral com os indivíduos, e não tanto da atuação pública da Igreja. E aí ele responde que, muito mais do que ficar martelando as questões do aborto e da homossexualidade em cima dessas pessoas, é preciso comunicar o amor de Cristo. Se a pessoa se arrepende sinceramente, a prioridade é que ela se sinta perdoada e amada, e não ficar remoendo o tamanho do erro que ela cometeu. Acho que a chave da questão está nesse trecho aqui:

“Uma pastoral missionária não está obcecada pela transmissão desarticulada de uma multiplicidade de doutrinas a impor insistentemente. O anúncio de carácter missionário concentra-se no essencial, no necessário, que é também aquilo que mais apaixona e atrai, aquilo que faz arder o coração, como aos discípulos de Emaús. Devemos, pois, encontrar um novo equilíbrio; de outro modo, mesmo o edifício moral da Igreja corre o risco de cair como um castelo de cartas, de perder a frescura e o perfume do Evangelho. A proposta evangélica deve ser mais simples, profunda, irradiante. É desta proposta que vêm depois as consequências morais.”

Ele está falando de pastoral missionária, então é claramente a questão do anúncio do Evangelho às pessoas, e o principal é anunciar o amor de Cristo pelo homem (“o anúncio do amor salvífico de Deus precede a obrigação moral e religiosa”, ele diz). A “plataforma moral” da Igreja, por assim dizer, é consequência disso. Só que essa plataforma precisa ser erguida em cima de uma base sólida que é criada justamente por essa convicção de que Deus existe, ama o homem, quer sua felicidade e enviou seu Filho para nos salvar. Sem isso, ela é um “castelo de cartas” sem fundamento e um mero conjunto de regras impopulares.

No começo do pontificado o papa criticou aqueles que queriam reduzir a Igreja a uma “ONG piedosa”, quando se retirava Jesus do centro. Agora, eu acho que ele está criticando aqueles que pretendem reduzir a Igreja a um “grupo de pressão moral”, como se a essência da Igreja fosse combater o aborto e o casamento gay, em vez de ser o canal pelo qual a graça de Deus se comunica ao mundo.

O papa Francisco é o mesmo Bergoglio que disse para defendermos o nascituro ainda que nos perseguissem e matassem. E, como papa, pouco antes de vir ao Brasil ele tinha mandado uma mensagem aos católicos irlandeses sobre a defesa da vida. Não acho que ele esteja pedindo para sermos omissos na arena pública, porque ele mesmo não o é. O que ele quer é que não percamos de vista que, na hora de lidar com as pessoas, elas precisam primeiro entender a bondade e a misericórdia de Deus, para serem capazes de compreender a gravidade deste ou daquele ato.

Um grande abraço”

Por Reinaldo Azevedo

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140 Comentários

  • leonardo

    -

    17/9/2014 às 7:51 pm

    Esta entrevista de Chris Mathews com o papa é falsa. Esse reporter não faz este tipo de entrevistas, e ele mesmo negou o fato.

    http://www.snopes.com/politics/religion/matthews.asp

  • Joseane

    -

    2/10/2013 às 4:32 pm

    Gostaria de compartilhar as palavras do Santo Padre na Audiência Geral de hoje 02/10/13 – recomendo a leitura na íntegra:

    “Queridos irmãos e irmãs,

    Quando rezamos o Credo, professamos a fé na Igreja santa. Afirmar que a Igreja é santa significa, em primeiro lugar, que Ela procede de Deus que é santo e nunca a abandona; que Jesus Cristo, o Santo de Deus, está indissoluvelmente unido a Ela; e que o Espírito Santo a guia, purifica e renova. Por outro lado, é também verdade que a Igreja é feita de pecadores. Por isso, não se pode cair na tentação de imaginar uma Igreja feita somente de puros e perfeitos: a Igreja não rejeita os pecadores, mas acolhe a todos, oferecendo a cada um a possibilidade de percorrer o caminho da santidade, através do encontro com Cristo nos sacramentos, especialmente na Confissão e na Eucaristia. Na certeza de que na vida há uma só tristeza, a de não ser santos, somos convidados a não ter medo de buscar uma grande meta, deixando que Deus nos ame e nos purifique.”

    Papa Francisco

    leia na íntegra:
    http://papa.cancaonova.com/catequese-com-o-papa-francisco-02102013/

  • Anónimo

    -

    30/9/2013 às 11:23 am

    Não devemos impor a verdade, sem o conhecimento da mesma.Devemos sempre ouvir a outra parte, para poder impor.

  • Joseane

    -

    26/9/2013 às 11:59 pm

    Uma frase resume este texto e, por assim dizer, a minha opinião: “Não devemos impor a verdade sem a caridade, mas sim, a partir dela, revelarmos a verdade”.

    Percebam o trecho em que o Papa finaliza: “É desta proposta que vêm depois as consequências morais”.

    O problema está no coração de quem o lê, o escuta, etc. Somos humanos demais para palavras tão genuínas, tão misericordiosas.

  • mauro

    -

    23/9/2013 às 11:48 pm

    Belo texto, Sr. Igor (ref: igor – 21/09/2013 às 12:43)

  • Cristiano Krapf

    -

    23/9/2013 às 8:53 pm

    Ao Pensador Reinaldo,
    Suas críticas às respostas improvisadas do Papa para perguntas da imprensa me parecem querer evitar que palavras dele sejam mal entendidas. Lamento que seu texto publicado no Blog da VEJA possa aumentar a confusão que você queria evitar. Eu já sabia que o Papa Francisco não ia conseguir agradar a todos por muito tempo, nestes tempos de confusão no mundo e nas igrejas e religiões.
    Mesmo dentro da igreja católica nunca faltaram pessoas a querer dizer ao Papa o que deveria fazer ou deixar de fazer. Teólogos pretendiam ensinar a Bíblia ao Bento XVI. Agora surgem escritores e jornalistas querendo ensinar o Pai Nosso ao Francisco.
    A ousadia de responder ao vivo a qualquer pergunta de repórter está provocando interpretações divergentes que levaram a críticas pesadas, como essa sua sobre uma entrevista de vinte páginas, publicada na Revista dos Jesuítas em Roma.
    Para quem quiser conhecer o pensamento do Papa recomendo a leitura atenta da entrevista na Civiltá Cattólica, procurando evitar interpretações contrárias à fé da Igreja e do Papa formulada em documentos oficiais como a carta sobre A LUZ DA FÉ, iniciada por Bento XVI e terminada por Francisco.
    Depois de criticar no meu Blog suas críticas ao Papa, resolvi recorrer ao endereço do seu Blog para tentar um diálogo pessoal. Sou bispo aposentado, mas não parado. Dentro das limitações do meu tempo, sou leitor de textos seus na VEJA, textos de pensador.
    Se quiser conferir o texto que coloquei no meu BLOG, está aqui: http://www.domcristiano.com
    Jequié, 23/09/13 + Cristiano Krapf

  • Ana Flávia

    -

    23/9/2013 às 5:02 pm

    Perfeita interpretação!!!

  • Wagner

    -

    23/9/2013 às 2:54 pm

    Reinaldo,

    Por acaso esse seu amigo jornalista não é o Márcio Campos, da Gazeta do Povo, do Paraná e editor de um ótimo blog sobre fé e ciência (http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/tubo-de-ensaio/) ?

  • Eleonora Fleury

    -

    23/9/2013 às 2:36 pm

    REINALDO AZEVEDO,

    Mesmo usando termos de esquerda, culpando tudo e todos os males do mundo por um capitalismo idolátrico, pelo dinheiro, um Papa,mais inteligente do que apenas e meramente sacerdote e religioso, como quem sabe muito bem onde quer chegar, mas, ainda Mario Bergoglio, ousa não querer apenas reformar a Igreja e sua Mensagem até agora como se deduz, tão mal “endereçada” a todos não politicamente corretos! Quer a partir do seu exemplo pessoal de pobreza e de sua ótica e compreensão de expert portenho dos problemas mundiais, estabelecer uma nova ordem política e econômica mundial e pontual, sem declarar qual modelo real, isento e imparcial, possa ser adotado de imediato, mas, por mais notável inusitado que que possa ser notado, usando a mesma palavra
    ” Solidariedade” embora com uma conotação muito diferente da luta do Karol Wojtyla tornado Papa, apoiando a luta da Polónia contra o Comunismo!

    Papa Francisco condena veneração ao dinheiro
    Jornal do Brasil
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    Em uma viagem a Cagliari, capital da Sardenha, na Itália, o papa Francisco teceu críticas à idolatria ao dinheiro que rege a atual sociedade. Em um discurso de improviso para desempregados, o Pontífice falou por 20 minutos e estimulou-os a ter esperança e a não desanimar com as dificuldades da vida.
    “Eu vejo sofrimento aqui… Isso os enfraquece e rouba a esperança”, disse ele. “Perdoem-se se usar palavras fortes, mas onde não há trabalho não há dignidade.”
    Francisco deixou de lado seu discurso preparado depois de ouvir Francesco Mattana, um homem casado de 45 anos e pai de três filhos que está desempregado há quatro anos.
    “Onde não há trabalho não há dignidade”, disse Papa Francisco
    “Não queremos esse sistema econômico globalizado que nos faz tão mal. Homens e mulheres têm que estar no centro (de um sistema econômico) como Deus quer, não o dinheiro. O mundo passou a idolatrar um deus chamado dinheiro”, analisou o pontífice.
    Cerca de 20 mil pessoas assistiram ao discurso em uma praça perto do porto da cidade. Cada vez que o Papa falava sobre os direitos dos trabalhadores e o desemprego, a multidão gritava “trabalho, trabalho, trabalho”.
    O Papa também condenou o ataque terrorista em uma igreja de Pashawar, no Paquistão. “Hoje, no Paquistão, uma atitude de ódio matou 70 pessoas. Esse caminho não serve. Somente o caminho da paz pode conduzir a um mundo melhor”, comentou Francisco.
    Tags: critica, dinheiro, economia, pontífice, sardenha
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    VISITA PASTORALE A CAGLIARI
    SANTA MESSA NEL SANTUARIO DI “NOSTRA SIGNORA DI BONARIA”
    OMELIA DEL SANTO PADRE FRANCESCO
    Piazzale antistante il Santuario di Nostra Signora di Bonaria, Cagliari
    Domenica, 22 settembre 2013
    Video

    Sa paghe ‘e Nostru Segnore siat sempre chin bois
    Oggi si realizza quel desiderio che avevo annunciato in Piazza San Pietro, prima dell’estate, di poter visitare il Santuario di Nostra Signora di Bonaria.
    1. Sono venuto per condividere con voi gioie e speranze, fatiche e impegni, ideali e aspirazioni della vostra Isola, e per confermarvi nella fede. Anche qui a Cagliari, come in tutta la Sardegna, non mancano difficoltà, – ce ne sono tante – problemi e preoccupazioni: penso, in particolare, alla mancanza del lavoro e alla sua precarietà, e quindi all’incertezza per il futuro. La Sardegna, questa vostra bella Regione, soffre da lungo tempo molte situazioni di povertà, accentuate anche dalla sua condizione insulare. E’ necessaria la collaborazione leale di tutti, con l’impegno dei responsabili delle istituzioni – anche la Chiesa – per assicurare alle persone e alle famiglie i diritti fondamentali, e far crescere una società più fraterna e solidale. Assicurare il diritto al lavoro, il diritto a portare pane a casa, pane guadagnato col lavoro! Vi sono vicino! Vi sono vicino, vi ricordo nella preghiera, e vi incoraggio a perseverare nella testimonianza dei valori umani e cristiani così profondamente radicati nella fede e nella storia di questo territorio e della popolazione. Mantenete sempre accesa la luce della speranza!
    2. Sono venuto in mezzo a voi per mettermi con voi ai piedi della Madonna che ci dona il suo Figlio. So bene che Maria, nostra Madre, è nel vostro cuore, come testimonia questo Santuario, dove molte generazioni di Sardi sono salite – e continueranno a salire! – per invocare la protezione della Madonna di Bonaria, Patrona Massima dell’Isola. Qui voi portate le gioie e le sofferenze di questa terra, delle sue famiglie, e anche di quei figli che vivono lontani, spesso partiti con grande dolore e nostalgia per cercare un lavoro e un futuro per sé e per i loro cari. Oggi, noi tutti qui riuniti, vogliamo ringraziare Maria perché ci è sempre vicina, vogliamo rinnovare a Lei la nostra fiducia e il nostro amore.
    La prima Lettura che abbiamo ascoltato ci mostra Maria in preghiera, nel Cenacolo, insieme agli Apostoli. Maria prega, prega insieme alla comunità dei discepoli, e ci insegna ad avere piena fiducia in Dio, nella sua misericordia. Questa è la potenza della preghiera! Non stanchiamoci di bussare alla porta di Dio. Portiamo al cuore di Dio, attraverso Maria, tutta la nostra vita, ogni giorno! Bussare alla porta del cuore di Dio!
    Nel Vangelo invece cogliamo soprattutto l’ultimo sguardo di Gesù verso sua Madre (cfr Gv 19,25-27). Dalla croce Gesù guarda sua Madre e le affida l’apostolo Giovanni, dicendo: Questo è tuo figlio. In Giovanni ci siamo tutti, anche noi, e lo sguardo di amore di Gesù ci affida alla custodia materna della Madre. Maria avrà ricordato un altro sguardo di amore, quando era una ragazza: lo sguardo di Dio Padre, che aveva guardato la sua umiltà, la sua piccolezza. Maria ci insegna che Dio non ci abbandona, può fare cose grandi anche con la nostra debolezza. Abbiamo fiducia in Lui! Bussiamo alla porta del suo cuore!
    3. E il terzo pensiero: oggi sono venuto in mezzo a voi, anzi siamo venuti tutti insieme per incontrare lo sguardo di Maria, perché lì è come riflesso lo sguardo del Padre, che la fece Madre di Dio, e lo sguardo del Figlio dalla croce, che la fece Madre nostra. E con quello sguardo oggi Maria ci guarda. Abbiamo bisogno del suo sguardo di tenerezza, del suo sguardo materno che ci conosce meglio che chiunque altro, del suo sguardo pieno di compassione e di cura. Maria, oggi vogliamo dirti: Madre, donaci il tuo sguardo! Il tuo sguardo ci porta a Dio, il tuo sguardo è un dono del Padre buono, che ci attende ad ogni svolta del nostro cammino, è un dono di Gesù Cristo in croce, che carica su di sé le nostre sofferenze, le nostre fatiche, il nostro peccato. E per incontrare questo Padre pieno di amore, oggi le diciamo: Madre, donaci il tuo sguardo! Lo diciamo tutti insieme: “Madre, donaci il tuo sguardo!”. “Madre, donaci il tuo sguardo!”.
    Nel cammino, spesso difficile, non siamo soli, siamo in tanti, siamo un popolo, e lo sguardo della Madonna ci aiuta a guardarci tra noi in modo fraterno. Guardiamoci in modo più fraterno! Maria ci insegna ad avere quello sguardo che cerca di accogliere, di accompagnare, di proteggere. Impariamo a guardarci gli uni gli altri sotto lo sguardo materno di Maria! Ci sono persone che istintivamente consideriamo di meno e che invece ne hanno più bisogno: i più abbandonati, i malati, coloro che non hanno di che vivere, coloro che non conoscono Gesù, i giovani che sono in difficoltà, i giovani che non trovano lavoro. Non abbiamo paura di uscire e guardare i nostri fratelli e sorelle con lo sguardo della Madonna, Lei ci invita ad essere veri fratelli. E non permettiamo che qualcosa o qualcuno si frapponga tra noi e lo sguardo della Madonna. Madre, donaci il tuo sguardo! Nessuno ce lo nasconda! Il nostro cuore di figli sappia difenderlo da tanti parolai che promettono illusioni; da coloro che hanno uno sguardo avido di vita facile, di promesse che non si possono compiere. Non ci rubino lo sguardo di Maria, che è pieno di tenerezza, che ci dà forza, che ci rende solidali tra noi. Tutti diciamo: Madre, donaci il tuo sguardo! Madre, donaci il tuo sguardo! Madre, donaci il tuo sguardo!
    Nostra Segnora ‘e Bonaria bos acumpanzet sempre in sa vida.

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    “Eu vejo sofrimento aqui… Isso os enfraquece e rouba a esperança”, disse ele. “Perdoem-se se usar palavras fortes, mas onde não há trabalho não há dignidade.”
    Francisco deixou de lado seu discurso preparado depois de ouvir Francesco Mattana, um homem casado de 45 anos e pai de três filhos que está desempregado há quatro anos.
    “Onde não há trabalho não há dignidade”, disse Papa Francisco
    “Não queremos esse sistema econômico globalizado que nos faz tão mal. Homens e mulheres têm que estar no centro (de um sistema econômico) como Deus quer, não o dinheiro. O mundo passou a idolatrar um deus chamado dinheiro”, analisou o pontífice.
    Cerca de 20 mil pessoas assistiram ao discurso em uma praça perto do porto da cidade. Cada vez que o Papa falava sobre os direitos dos trabalhadores e o desemprego, a multidão gritava “trabalho, trabalho, trabalho”.
    O Papa também condenou o ataque terrorista em uma igreja de Pashawar, no Paquistão. “Hoje, no Paquistão, uma atitude de ódio matou 70 pessoas. Esse caminho não serve. Somente o caminho da paz pode conduzir a um mundo melhor”, comentou Francisco.
    Tags: critica, dinheiro, economia, pontífice, sardenha
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    1. Sono venuto per condividere con voi gioie e speranze, fatiche e impegni, ideali e aspirazioni della vostra Isola, e per confermarvi nella fede. Anche qui a Cagliari, come in tutta la Sardegna, non mancano difficoltà, – ce ne sono tante – problemi e preoccupazioni: penso, in particolare, alla mancanza del lavoro e alla sua precarietà, e quindi all’incertezza per il futuro. La Sardegna, questa vostra bella Regione, soffre da lungo tempo molte situazioni di povertà, accentuate anche dalla sua condizione insulare. E’ necessaria la collaborazione leale di tutti, con l’impegno dei responsabili delle istituzioni – anche la Chiesa – per assicurare alle persone e alle famiglie i diritti fondamentali, e far crescere una società più fraterna e solidale. Assicurare il diritto al lavoro, il diritto a portare pane a casa, pane guadagnato col lavoro! Vi sono vicino! Vi sono vicino, vi ricordo nella preghiera, e vi incoraggio a perseverare nella testimonianza dei valori umani e cristiani così profondamente radicati nella fede e nella storia di questo territorio e della popolazione. Mantenete sempre accesa la luce della speranza!
    2. Sono venuto in mezzo a voi per mettermi con voi ai piedi della Madonna che ci dona il suo Figlio. So bene che Maria, nostra Madre, è nel vostro cuore, come testimonia questo Santuario, dove molte generazioni di Sardi sono salite – e continueranno a salire! – per invocare la protezione della Madonna di Bonaria, Patrona Massima dell’Isola. Qui voi portate le gioie e le sofferenze di questa terra, delle sue famiglie, e anche di quei figli che vivono lontani, spesso partiti con grande dolore e nostalgia per cercare un lavoro e un futuro per sé e per i loro cari. Oggi, noi tutti qui riuniti, vogliamo ringraziare Maria perché ci è sempre vicina, vogliamo rinnovare a Lei la nostra fiducia e il nostro amore.
    La prima Lettura che abbiamo ascoltato ci mostra Maria in preghiera, nel Cenacolo, insieme agli Apostoli. Maria prega, prega insieme alla comunità dei discepoli, e ci insegna ad avere piena fiducia in Dio, nella sua misericordia. Questa è la potenza della preghiera! Non stanchiamoci di bussare alla porta di Dio. Portiamo al cuore di Dio, attraverso Maria, tutta la nostra vita, ogni giorno! Bussare alla porta del cuore di Dio!
    Nel Vangelo invece cogliamo soprattutto l’ultimo sguardo di Gesù verso sua Madre (cfr Gv 19,25-27). Dalla croce Gesù guarda sua Madre e le affida l’apostolo Giovanni, dicendo: Questo è tuo figlio. In Giovanni ci siamo tutti, anche noi, e lo sguardo di amore di Gesù ci affida alla custodia materna della Madre. Maria avrà ricordato un altro sguardo di amore, quando era una ragazza: lo sguardo di Dio Padre, che aveva guardato la sua umiltà, la sua piccolezza. Maria ci insegna che Dio non ci abbandona, può fare cose grandi anche con la nostra debolezza. Abbiamo fiducia in Lui! Bussiamo alla porta del suo cuore!
    3. E il terzo pensiero: oggi sono venuto in mezzo a voi, anzi siamo venuti tutti insieme per incontrare lo sguardo di Maria, perché lì è come riflesso lo sguardo del Padre, che la fece Madre di Dio, e lo sguardo del Figlio dalla croce, che la fece Madre nostra. E con quello sguardo oggi Maria ci guarda. Abbiamo bisogno del suo sguardo di tenerezza, del suo sguardo materno che ci conosce meglio che chiunque altro, del suo sguardo pieno di compassione e di cura. Maria, oggi vogliamo dirti: Madre, donaci il tuo sguardo! Il tuo sguardo ci porta a Dio, il tuo sguardo è un dono del Padre buono, che ci attende ad ogni svolta del nostro cammino, è un dono di Gesù Cristo in croce, che carica su di sé le nostre sofferenze, le nostre fatiche, il nostro peccato. E per incontrare questo Padre pieno di amore, oggi le diciamo: Madre, donaci il tuo sguardo! Lo diciamo tutti insieme: “Madre, donaci il tuo sguardo!”. “Madre, donaci il tuo sguardo!”.
    Nel cammino, spesso difficile, non siamo soli, siamo in tanti, siamo un popolo, e lo sguardo della Madonna ci aiuta a guardarci tra noi in modo fraterno. Guardiamoci in modo più fraterno! Maria ci insegna ad avere quello sguardo che cerca di accogliere, di accompagnare, di proteggere. Impariamo a guardarci gli uni gli altri sotto lo sguardo materno di Maria! Ci sono persone che istintivamente consideriamo di meno e che invece ne hanno più bisogno: i più abbandonati, i malati, coloro che non hanno di che vivere, coloro che non conoscono Gesù, i giovani che sono in difficoltà, i giovani che non trovano lavoro. Non abbiamo paura di uscire e guardare i nostri fratelli e sorelle con lo sguardo della Madonna, Lei ci invita ad essere veri fratelli. E non permettiamo che qualcosa o qualcuno si frapponga tra noi e lo sguardo della Madonna. Madre, donaci il tuo sguardo! Nessuno ce lo nasconda! Il nostro cuore di figli sappia difenderlo da tanti parolai che promettono illusioni; da coloro che hanno uno sguardo avido di vita facile, di promesse che non si possono compiere. Non ci rubino lo sguardo di Maria, che è pieno di tenerezza, che ci dà forza, che ci rende solidali tra noi. Tutti diciamo: Madre, donaci il tuo sguardo! Madre, donaci il tuo sguardo! Madre, donaci il tuo sguardo!
    Nostra Segnora ‘e Bonaria bos acumpanzet sempre in sa vida.

  • Daniel

    -

    23/9/2013 às 2:07 pm

    ReinaldoXXXXXXXX na cascuda!

  • Rodrigo

    -

    22/9/2013 às 1:52 pm

    Sim, é isso mesmo. A Igreja tem que parar de ficar pagando pau para certos ramos da imprensa e certos tipos de pessoas que só querem prejudicá-la e denegri-la sob o falso pretexto de querer saber se a posição de Igreja sob o assunto x ou y mudou. Sempre fazem as mesmas perguntas e pouco se importam sobre a verdadeira doutrina da Igreja e seu objetivo aqui na terra.

  • soraia soares

    -

    22/9/2013 às 12:26 pm

    Ô, Reinaldo, deixa esse texto abrindo seu blog durante esta semana. Lindo! Engraçado, além de você escrever escandalosamente bem, tem também amigo com mesmo dom. Obrigada por compartilhar. Qual é mesmo o blog dele…rsrs.

  • Alex

    -

    22/9/2013 às 10:32 am

    A igreja não pode resolver tudo que o mundo vem aceitando como certo ,cada cabeça com sua sentença.O julgamento final não vem da igreja ,mas sim de Deus ele sabem quem tem uma boa alma.O papel da religião e manter a fé das pessoas, e não dividir opiniões sobre interesses e praticas humanas.Se não prejudico a mim e nem meu próximo ,não tenho que temer a nada e nem tenho que ter aprovação.

  • jandira gomes

    -

    21/9/2013 às 9:09 pm

    Perfeito o Papa Francisco, à despeito da mídia tentar “forçar” a Igreja a se pronunciar e tomar partido sobre temas polêmicos, como o casamento gay, aborto, mulheres sacerdotisas, celibato etc.; a Igreja é sábia e principalmente o Papa Francisco sabe em que tipo de terreno está pisando. A Igreja tem seus dogmas e convicções e não abrirá mão deles, para agradar gregos, troianos e alguns da casa. A Igreja Católica prega o Evangelho de Jesus Cristo em toda a sua essência e igualmente busca a sabedoria do Antigo Testamento para manter suas convicções doutrinárias. Ter piedade e caridade com aqueles que por motivos variados se afastaram de Deus, e ou sentem-se alijados deste amor, é o papel central da Igreja e o Papa Francisco tem buscado alertar para isso; e falar sobre, não significa dizer que a Igreja assina embaixo . Cabe a nós como membros desta Igreja, acolhermos com caridade essas pessoas e dizermos a elas que o amor de Deus é maior do que qualquer coisa, qualquer ato; porque Deus é amor e misericórdia. A Igreja de Jesus Cristo não deve ser a Igreja que aponta, mas a Igreja que acolhe e perdoa. Vide quantos pecadores Jesus perdoou em seus três anos como pregador da Palavra do Pai.

  • Tony

    -

    21/9/2013 às 6:44 pm

    Torcendo pelos melhores propósitos, é preocupante reconhecer que parece estar havendo erro de comunicação, no mínimo.

  • Eleonora Fleury

    -

    21/9/2013 às 6:19 pm

    Reinaldo Azevedo,

    Na entrevista que MARIO BERGOGLIO deu a Globo News ele deixou muito claro que o problema da fome o deixa assoberbado e deveria deixar todos de consciência pesada. Infelizmente, é essa “consciência pesada” dentro dessa linha de pensamento, que ele adota adota agora, mas a que muitos padres já usaram como forma de forçar um “ato penitencial” nas missas ou pronunciamentos, regido por um espírito, ou sofware do tipo já inserido anteriormente, O “teologia da libertação” mesmo com outras roupagens da papal,com este MESMO “aplicativo” que preocupa !!! Similar SIM porque congênere no approach e no frigir dos ovos. Conscientização de todos que devem ser são chamados `a Felicidade, a respeito de uma participação social, atuante e contrária ao aburguesamento egoista de uma vida fútil que não leva a nada de bom, humana e espiritualmente, não pode ser a mesma coisa que se perder o rumo da mensagem da Salvação pregada por Cristo, enviado pelo Pai que tem em comum tantos pontos enormes COM iluminados que abrilhantaram a nossa História. Jesus que pregou o Amor e que exortou e teve um contato íntimo com a misericórdia e com o perdão, também não foi pessoalmente indulgente com o mal moral ao inaugurar uma nova era esclarecendo mentes e corações e que desde Adão, como dizem as Escrituras, estava para nascer forte porque DEUS. SE A TÔNICA PRINCIPAL DA MENSAGEM EVANGÉLICA É O AMOR e por esse motivo ela sempre “PASSOU” pelo que contra atenta contra ele,então, “fazer” outro tipo de pressão moral, além da ultrapassada e antiga e que AGORA tende a poder ficar sendo, um novo dogma bem aceito por todos, “Don’t disturb” e substitui seis, por meia dúzia com esta agora. Já que a antiga, a que já foi nada carinhosamente apelidada de “obsessão” mesmo tendo sido apresentada, como roteiro de Graça, para sanar toda infringêngia moral que assola o mundo e que o tem levado a um destino sem saída, já foi tsmbém ,como se vê, UM POUQUINHO, mal interpretada até por este notável Papa. Mas, SE A POBREZA É UMA OPÇÃO E FOI A EXIGENTE RESPOSTA DE JESUS AO JOVEM QUE LHE PERGUNTOU “PESSOALMENTE” e PONTUALMENTE SOBRE A PERFEIÇÃO, ACREDITO QUE FORA DO QUE NÃO SEJA NESSA LINHA INEQUÍVOCA, NÃO POSSA SER PREGADA E/OU, NUNCA SER MOTIVO PARA CONFUSÃO DOUTRINÁRIA. OU PRESSÃO RELIGIOSA !

  • Selson

    -

    21/9/2013 às 6:14 pm

    Diogo Mainardi? Tal
    Como voce, Esse eu respeito.

  • Dulce Regina

    -

    21/9/2013 às 3:52 pm

    A Irmandade Jesuíta é profundamente inteligente e amorosa. Existem vários cursos ( grátis ) na Igreja Católica. Então católicos , vamos deixar nosso comodismo e nos aprofundar nos ensinamentos de Deus, para poder entender e levar o Evangelho a todos os povos. Só assim o AMOR reinará. Somod todos iguais diante DELE.

  • Dulce Regina

    -

    21/9/2013 às 3:32 pm

    Reinaldo tirei o dia de hoje para ler seu blog com calma, assimilando cada palavra. E, nesse texto encontrei tudo aquilo que creio, professo e transmito àqueles sedentos do Amor de Deus. Este seu amigo, nos falou da importância do acolhimento da Igreja, o perdão aos pecadores arrependidos de verdade. Você não precisa “torcer” para ele estar certo…é isto mesmo que o nosso representante de Pedro, quis dizer. -” Senhor eu não sou digno que enteeis em minha morada, mas dizei uma só palavra e serei salvo “.

  • Edem de Almeida

    -

    21/9/2013 às 1:31 pm

    Vejam que essa preocupação sempre foi também do antecessor do Papa Francisco

    “O Cristianismo apresenta-se hoje como uma antiga tradição carregada de antigos mandamentos, algo que já conhecemos e que não nos diz nada de novo, uma instituição forte, uma das grandes instituições que pesam sobre os nossos ombros. Mas se pararmos nesta impressão, não viveremos o núcleo do cristianismo, que é um encontro sempre novo, um acontecimento graças ao qual podemos encontrar o Deus que fala conosco, que se aproximas de nós, que se faz nosso amigo. É decisivo chegar a este ponto fundamental de um encontro pessoal com Deus, que também hoje se faz presente e que é nosso contemporâneo. Se encontrarmos este centro essencial, compreenderemos também o restante; mas se este acontecimento que toca o coração não se realizar, tudo o mais passará a ser como que um peso, quase que algo absurdo.”

    Ratzinger, Joseph. Por que el cristianismo no es visto como fuente de alegria? Declarações ao semanário Vita Trentina em 07/05/2004.

  • igor

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    21/9/2013 às 1:13 pm

    Em tempo, antes que eu seja mal interpretado: IMPULSO, tendência, é diferente de prática. O mau impulso pode ser dominado através da prática da virtude, e a fé é um motivador poderoso para a prática da virtude. O judaísmo e o cristianismo, portanto, não condenam quem tem o MAU IMPULSO ( chamado em filosofia de “vício”) mas apenas exorta tais pessoas a serem firmes em abster de sua prática. Mesmo quem o pratica e manifesta sincero arrependimento e vontade de praticar a virtude e abster-se do vício é acolhido nas comunidades de fiéis. Assim sendo, com todo o respeito aos comentários que li abaixo, o Papa Francisco não disse nada destoante dos ensinamentos da igreja e da moral judaico-cristã. Não se julga o impulso, julga-se a conduta, porque todos temos maus impulsos, (mandar `a M, esganar alguém, não pagar o imposto devido, etc) tendo não obstante o livre arbítrio para decidir o que fazer com eles. Todos nós erramos, somos, como nos mostram os heróis do “Velho Testamento”, terrivelmente imperfeitos. Nem sempre dá para consertar. Mas sempre dá para, com arrependimento sincero e busca da virtude, recomeçar. Essa é a essência da tolerância, essa é a essência da moral judaico-cristã, essa é a essência do ocidente e da democracia. Quem refuta tais princípios são os doentes da “neurose de perfeição” (dentre eles os fascistas de todos os matizes, hodiernamente mais representados pela “esquerdopatia” e pelo “islã neowahhabi”, que sonha em retornar o mundo `a pureza dos tempos do Profeta Muhamad), neurose da qual saem os espíritos mais obscuros e totalitários, que se julgam no direito de julgar e destruir para purificar. Francisco disse que não pode julgar os que, com sinceridade, buscam D.us. Ele mostra mais uma vez sua humildade e sua grande alma, sem, a meu modesto ver, desviar-se um milímetro dos fundamentos de sua instituição.

  • igor

    -

    21/9/2013 às 12:43 pm

    Sou judeu. independentemente na crença nos aspectos sobrenaturais das doutrinas religiosas, entendo as mesmas como caminhos que pregam a prática do bem e da virtude. Como instituições humanas, as religiões são compostas de gente e gente lá e cá erra, muitas vezes erra feio. Mas o artigo acima disse tudo. Sinceramente, mesmo como não católico, fico pasmo com o quanto essa milenar instituição têm sido agredida pela militância furiosa. Horas após a nomeação do até então desconhecido cardeal Bergoglio, a mídia já pululava com “Fransciscólogos”, dizendo que se tratava de um colaborador da ditadura argentina, bla, bla bla. Ao ler ontem a manchete sensacionalista da Folha, pensei de imediato nos exatos termos do artigo acima: ” não é a Igreja que têm obsessão com esses temas, mas sim a mídia e a militância”. A igreja têm a doutrina dela e não me consta, nos últimos séculos ao menos, que a mesma esteja obrigando A ou B a serem católicos. Não tinha – até por não ser religioso praticante – opinião formada sobre o aborto, até ver o primeiro ultrassom de meu primeiro filho, com poucas semanas de formação. Ao ver aquela ‘coisinha” pulsando, a conclusão é óbvia ! “Céus ! Está vivo ! “Não obstante, a militância que quer parar usinas de energia elétrica para salvar o besouro X ou Y da floresta Z é exatamente a mesma que defende o aborto por uma simples questão de “conveniência” da mãe, como se o feto fosse um pedaço de seu corpo e não uma vida autônoma, que, aliás, tem pai, o qual também pode, como eu faria, opor-se a tal prática. Dizer que o aborto é uma questão atinente ao corpo da mulher pura e simplesmente é uma desonestidade. Sobre a homossexualidade, a doutrina da igreja (tal qual a do judaísmo) é clara ao não penalizar nem condenar quem tenha esse impulso, bem como ao estar disposta a PERDOAR os que tenham sincero arrependimento. Mas se a militância quer “liberar geral”, é fácil: mudem de religião, fundem a sua, tornem-se ateus, etc. Mas, na verdade, o ataque `a igreja é parte de uma estratégia de ataque `a família, que é onde se aprende o respeito `a autoridade e os fundamentos morais da civilização judaico-cristã. Não sou eu que digo isso, isso está lá no Manifesto Comunista de Marx e Engels e depois em Marcuse e cia…

  • manuel gaivão

    -

    21/9/2013 às 12:02 pm

    O pensamento do Papa está correcto pois todo aquele que errou e está sinceramente arrependido, e procura voltar ao bom caminho, que é com Jesus deve ser perdoado.
    No evangelho em uma das suas parabolas Jesus disse :
    Que aquele que nunca pecouu lhe atire a primeira pedra.
    Aqule que errou deve-se confessar e voltar ao bom cvaminho.

  • saüdade

    -

    21/9/2013 às 11:57 am

    Aborteira “sinceramente” arrependida? Gays católicos? Todo mundo é bonzinho, não existe pecado, o mundo é cor-de-rosa e se todos nos unirmos teremos o paraíso na Terra?
    Mas que raio de papa é esse?
    Religião em que cabe tudo e em tudo se ajeita a fim de não provocar salamaleques no establishment cultural não é religião, mas proselitismo rasteiro ou, o que é pior, apostasia.
    Religião em que basta o sentimento interior de “arrependimento sincero” para o perdão, sem sacrifícios e penitência real, não é a cristã, mas utilitarismo travestido.
    Já gays católicos… também não é cristianismo, mas, infelizmente, o espírito do tempo nos consumindo a fé.

  • Lincoln

    -

    21/9/2013 às 11:28 am

    Olha, eu não sou católico, mas acho que as declarações de um papa devem ser suficientemente claras de modo a dispensar intérpretes. Afinal, nem todo mundo raciocina do mesmo jeito. O sr Bergoglio parece ser uma boa pessoa. Deve tentar ser mais incisivo. Se a cada declaração sua, segue-se uma polêmica, melhor repensar o estilo de comunicação.

  • Pensamento do Papa está por cima de ideologias de esquerda ou direita, dizem peritos

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    21/9/2013 às 10:55 am

    Peritos consideram que o pensamento do Papa Francisco está por cima do fato de ser de esquerda ou de direita, coincidem em que a entrevista concedida a Civiltà Cattolica pode ajudar a conhecer melhor o Pontífice, a ver o seu tom “fresco” e “espontâneo”, e advertem que não pode ser valorizada como uma encíclica, nem se vê nela descontinuidade com os seus predecessores.
    Em declarações a Europa Press, o titular de Direito Eclesiástico do Estado da Universidade Complutense Rafael Palomino considera que os conceitos de “esquerda e direita pouco ajudam a situar o pensamento” de Francisco.
    Assim, precisa que a gravidade dos problemas que ele teve que enfrentar o levou a atuar dessa forma “autoritária” que diz, mas adverte que o autoritarismo pode dar-se na “esquerda, na direita e no centro”.
    Em relação as suas palavras sobre o “matrimônio” homossexual, o aborto e a anticoncepção, Palomino acredita que o Papa está convidando a “falar de forma positiva” e a “não insistir no negativo”, mas não está dizendo que “o que antes estava mal, agora está bem”, mas está dizendo que a Igreja é mãe e, como tal, “gosta dos seus filhos mesmo que cometam erros”.
    Sobre o governo da Igreja, aponta que se pode esperar “colegialidade, consulta e reflexão” antes de tomar decisões; “sinceridade e abertura” na hora de dar explicações; assim como “uma luta aberta contra a hipocrisia e a mentira”. O que não se pode esperar, conforme precisou, é que o Papa mude os Dez Mandamentos nem que venda o Vaticano para combater a pobreza.
    Por outro lado, nas palavras do Pontífice sobre a mulher, Palomino vê “uma nova proposta” afastada do “feminismo tradicional que entende os sexos na leitura da luta de classes”. Em qualquer caso, considera que o importante de sua mensagem neste sentido é o convite tanto a homens como a mulheres de descobrir o que podem fazer “fora dos muros de uma igreja”.
    Por sua parte, o professor da Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra e biógrafo de Bento XVI Pablo Blanco indicou que embora o Papa tenha falado que “jamais” foi “de direita”, também não falou que é de esquerda. Segundo ele, representa “um cristianismo pós-ideológico” ainda que admita que com esta revelação o Papa talvez tenha querido “tirar da Igreja esse ar autoritário que provavelmente já teve em mais de uma ocasião”.
    Em relação aos temas éticos como o aborto e a anticoncepção, acha que o Papa Francisco recorda que requerem um contexto, pois “às vezes, são abordados de forma descontextualizada”.
    Além disso, sobre as pessoas homossexuais, Blanco assinala que Francisco “não diz nada distinto” do que diz o Catecismo da Igreja, “que estas pessoas devem ser acolhidas também na Igreja”, e que ao mesmo tempo, devem ser ajudadas para que sejam “verdadeiramente livres”.
    Sobre as respostas do Papa a respeito das reformas na Cúria, Blanco acredita que se pode esperar “mais diálogo, transparência e colaboração”. “Talvez não demoremos para ver uma Igreja tão romana como católica, como universal”, destacou.
    A respeito da presença da mulher nos postos de autoridade da Igreja, Blanco vê que Francisco se mostra “em sintonia” com Bento XVI e com João Paulo II –que já disse “que a pessoa mais importante na Igreja depois de Jesus Cristo, não é o Papa nem os bispos nem os sacerdotes mas sim uma mulher: Maria”–. Além disso, acha possível que se vejam “cada vez mais mulheres” no Vaticano. (acidigital) Aparecida

  • valenti

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    21/9/2013 às 10:54 am

    TODOS DEVIAM SABER QUE A IGREJA -E MÃE.
    ela tem que acolher, o tempo da fogueira já passou, mas algunsainda imaginam a igreja com a visão da idade média.
    Tdo católico deveria defender a vida e ser contra o aborto
    Todo católico deveria defender a heterosexualidade como norma comportamental.
    Todo católico deveria combater a eutanásia dos velhos e das crianças.
    A igreja tem que ser AMOROZA e combater o òdio,
    Uma pastoral missionária nunca deve lançar mão do ódio para defender seus legítimos preceitos católicos: amor a vida , amor a familia, aacolher os desvalidos etc..

  • Marilene L'Abbate - São Paulo

    -

    21/9/2013 às 10:10 am

    Se aprofundarmo-nos nas análises de Mario Bergoglio, observaremos que esse Papa está, essencialmente, PERDIDO no “politicamente-correto”. Com esse comportamento populista, em vez de atrair mais adeptos à Igreja Católica, promoverá mais fugas. Afirma, um dia, desmente no outro… Não há Metafísica que suporte tantas fraquezas espirituais! É óbvio que os seguidores-católicos desejam atualizar-se sobre temas tão importantes: aborto, homossexualidade, divorciados, drogas, contraceptivos, celibato… Até parece Lula + Dilma + Companheiros-Fiéis, escondendo a sujeira embaixo do tapete. Falta coragem ao Sumo-Pontífice!

  • wesley

    -

    21/9/2013 às 8:25 am

    Um discurso mesmo que correto pode ser muito bem aproveitado pelo gramscismo. A “esgotosfera” está adorando.

  • wesley

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    21/9/2013 às 8:23 am

    O papa deveria, para evitar distorções, falar claramente como o nobre jornalista.Realmente espero que esteja certo, mas pelo que parece, o papa, tem um “pouquinho” de teologia da libertação na veia.

  • Tálib

    -

    21/9/2013 às 7:15 am

    Engraçado que a imprensa, de modo geral, adora ficar na cola da Igreja Católica. Pergunte a rabinos, xeques e etc o que acham do homossexualismo e do aborto e vejam a opinião deles se se coaduna ou não com a da igreja….terão uma surpresa.
    Há uma catolicofobia generalizada. Dá mais visibilidade ao agressor, que na maioria das vezes age gratuitamente, como aquelas senhoras distintas da Marcha das Vadias durante a JMJ2013.

  • Fabio Biraghi

    -

    21/9/2013 às 6:46 am

    ÓTIMO,TAMBÉM FOI ESSE O MEU ENTENDIMENTO.DEUS DETESTA O PECADO MAS AMA O PECADOR.MISERICÓRDIA FAZ PARTE DA ESSÊNCIA DO CRISTIANISMO.ONDE HÁ MISERICÓRDIA TAMBÉM HÁ PERDÃO.

  • Anônimo

    -

    21/9/2013 às 1:22 am

    Não se está tendo obsessão por aborto ou por qualquer outra coisa. Tanto a igreja católica como as evangélicas, só estão falando sobre certos assuntos porque estamos diante de forte ameaça, seja da aprovação do aborto ou da lei que cria uma classe privilegiada (PL 122), que pode até sufocar a liberdade de expressão. Quando não haviam estas ameaças, as igrejas nem se quer tocavam nestes assuntos e sempre receberam bem qualquer pessoa independentemente da preferência sexual ou da cor ideológica. Portanto, o momento exige vigilância pois se baixarmos a guarda, o outro lado já mostrou que está disposto a usar as armas que estiverem ao alcance. As igrejas, no entanto, continuarão com a prática de não deixar de receber todos quantos desejem procurar ajuda.

  • Lucia R.

    -

    21/9/2013 às 12:33 am

    Parabéns ao amigo jornalista.
    Corretíssimo.Esclarecedor.
    Eu tinha entendido assim.

  • Socorro Souza

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    20/9/2013 às 10:18 pm

    Veja o video deste link sobre aborto. http://www.youtube.com/watch?v=2fglY-o-7kA

  • Leniéverson

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    20/9/2013 às 10:15 pm

    O Jornal da Band de hoje, sobre isso foi uma tristeza manipuladora, entrevistaram até o tal Padre Jesus Hortal, que disse “A Igreja precisa fazer mudanças”. Dá até cansaço.

  • Daniel Valadao

    -

    20/9/2013 às 9:56 pm

    Me desculpe, mas seu amigo secreto ta tentando explicar o inexplicavel de maneira… inexplicavel. Se o Papa nao pretende ser mal compreendido vai precisar usar de mais clareza num jornal… catolico. Ora pois! Houve tempo de sobra para reler a materia antes de publica-la, certo??? Me parece que a igreja quer crescer, nao se importando muito com a qualidade dos seus membros, mas sim com a quantidade. Vai gerar distorcoes, como algumas igrejas evangelicas (Igreja Para Todos) que sao, basicamente, para homossexuais. Deus ama o pecador, mas odeia o pecado. O Papa precisa dar nomes as coisas: aborto eh assassinato. Homessexualismo eh pecado. Criar a Igreja do Pao e Circo em detrimento dos verdadeiros cristaos eh somente uma forma de alimentar as igrejas evangelicas com mais almas!!! Sedentas por elas, diga-se de passagem. Nada contra, mas ficar brincando de cristao somente mudando de lado (ora evangelico, ora catolico) nao interessa mundo. A missao de evangelizar, de fazer missoes em campos novos e de quebrar as potestades do mal arraigadas no ateismo sao desafios que a igreja precisa enfrentar, ao inves de brincar de simpatica… abracos.

  • Paulo R. A. PACHECO

    -

    20/9/2013 às 9:47 pm

    Preciso acrescentar o meu “obrigado” aos tantos “obrigados” aí debaixo.
    Obrigado, caro Reinaldo! Obrigado mesmo! Que texto impressionantemente bonito.
    Paulo

  • wadson

    -

    20/9/2013 às 9:42 pm

    parabéns reinaldo você demostrou sabedoria, leu e entendeu o papa é claro contra o aborto radicalmente a favor da vida, se não não seria papa, pode acreditar o papa não é um livre pensador e os cardeais não elegeram um contracorrente.
    porm isso a igreja católica é diferentes de outras denominações cristas.

  • Anônimo

    -

    20/9/2013 às 9:32 pm

    Bem, espero que o jesuíta Bergoglio dê um jeito nossa seus irmãos comunistas do Colégio Anchieta, de Porto Alegre

  • Lauro Sagrilo

    -

    20/9/2013 às 8:43 pm

    Obrigado por colocar este belo texto no seu blog.

  • Lauro Sagrilo

    -

    20/9/2013 às 8:41 pm

    Caro Reinaldo, seu amigo jornalista está correto. Obrigado por colocar este belo texto no seu blog.

  • marcos bonn

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    20/9/2013 às 8:28 pm

    Eu já havia dito, q a mídia secular sempre está de plantão p deturpar as entrevistas dos Papas.E com Francisco ñ está sendo diferente. Hoje foi destaque na mídia a verdadeiras, palavras ditas p Papa na entrevista de ontem. Como deturpam, como mentem.

  • Anônimo

    -

    20/9/2013 às 7:57 pm

    Entrevista do Cardeal Bergoglio a um repórter comunista

    Agora entendemos melhor porque este cardeal argentino foi escolhido para papa. Ele tem idéias firmes e nunca foge (e nunca fugiu) de uma resposta polêmica.
    O mundo se acostumou à hipocrisia da política que diz o que o povo quer ouvir e faz o que eles bem entendem.
    Com este papa não é assim, como podemos ver nesta entrevista com um reporter COMUNISTA, antes de ser papa.

    Entrevista ou, melhor dizendo, tentativa de fazer o cardeal Bergoglio entrar numa “saia justa”.

    Esta foi uma entrevista feita com o atual Papa quando ele era o então cardeal Bergoglio, na Argentina.

    Na realidade foi uma emboscada realizada pelo jornalista Chris Mathews da MSNBC, mas Bergoglio encurralou Mathews de tal forma que a entrevista nunca foi ao ar, porque, ao perceber que seu plano havia falhado, Mathews arquivou o vídeo.

    Porém, um estudante de Notre Dame, que prestava serviços sociais na MSNBC, apoderou-se dele e o deu para seu professor.

    O destaque da entrevista é a discussão sobre a pobreza. O mundo criou um modêlo para endividar as pessoas, com prestações a perder de vista e a cada dia que passa vai enriquecedo mais os BANQUEIROS, GRANDES EMPRESÁRIOS, GOVERNANTES CORRUPTOS e empobrecendo (endividados) mais e mais os coitados que entram na conversinha mole de vai pagar só uns trocadinhos por mes. Os juros do cartão de crédito e cheque especial são imorais e o governo nada faz a respeito. Enquanto isso os bancos vão criando taxas em cima de taxas para aprisionar os incautos devedores.

    As grandes firmas, principalmente as multinacionais, já se acostumaram com lucros extorsivos. Na maioria dos paises do mundo o lucro das emprezas não chega a 20%. No Brasil passa de 300% e as firmas não estão a fim de abrirem mão destes lucros criminosos.

    Hoje vi uma notícia sobre os médicos cubanos que virão trabalhar no Brasil. O pagamento será feito ao bilionário Fidel Castro que repassará ao médico o que ele bem desejar. (ISTO É COMUNISMO) – estamos precisando de uma PRINCESA IZABEL EM CUBA.

    E O PAPA FRANCISCO, SABE DE TUDO ISSO. E COLOCA O DEDO NA FERIDA.

    ====================

    A entrevista começou quando o jornalista, tentando embaraçar o Cardeal, perguntou-lhe o que ele pensava sobre a pobreza no mundo.

    O cardeal respondeu:

    ” – Primeiro na Europa e agora nas Américas, alguns políticos têm se dedicado a endividar as pessoas, fazendo com que fiquem dependentes.

    – E para quê? Para aumentar o seu poder. Eles são grandes especialistas em criação de pobreza e isso ninguém questiona. Eu me esforço para lutar contra esta pobreza.

    – A pobreza tornou-se algo natural e isso é ruim. Minha tarefa é evitar o agravamento de tal condição. As ideologias que produzem a pobreza devem ser denunciadas. A educação é a grande solução para o problema.

    – Devemos ensinar as pessoas como salvar sua alma, mas ensinar-lhes também a evitar a pobreza e a não permitir que o governo os conduza a esse estado lastimável ”

    Mathews ofendido pergunta: – O senhor culpa o governo?

    ” – Eu culpo os políticos que buscam seus próprios interesses. Você e seus amigos são socialistas. Vocês (socialistas) e suas políticas, são a causa de 70 anos de miséria, e são culpados de levar muitos países à beira do colapso. Vocês acreditam na redistribuição, que é uma das razões para a pobreza. Vocês querem nacionalizar o universo para poder controlar todas as atividades humanas. Vocês destroem o incentivo do homem, até mesmo para cuidar de sua família, o que é um crime contra a natureza e contra Deus. Esta vossa ideologia cria mais pobres do que todas as empresas que vocês classificam de diabólicas”.

    Replica Mathews: – Eu nunca tinha ouvido nada parecido de um cardeal.

    ” – As pessoas dominadas pelos socialistas precisam saber não têm que ser pobres”

    Ataca Mathews: – E a América Latina? O senhor quer negar o progresso conseguido?

    “O império da dependência foi criado na Venezuela por Hugo Chávez, com falsas promessas e mentindo para que se ajoelhem diante de seu governo. Dando peixe ao povo, sem lhes permitir pescar. Se na América Latina alguém aprende a pescar é punido e seus peixes são confiscados pelos socialistas. A liberdade é castigada.

    – Você fala de progresso e eu falo de pobreza. Temo pela América Latina. Toda a região está controlada por um bloco de regimes socialistas, como Cuba, Argentina, Equador, Bolívia, Venezuela, Nicarágua. Quem vai salvá-los (a América Latina dessa tirania?”

    Acusa Mathews: – O senhor é um capitalista.

    ” – Se pensarmos que o capital é necessário para construir fábricas, escolas, hospitais, igrejas, talvez eu seja capitalista. Você se opõe a este raciocínio?”

    – Claro que não, mas o senhor não acha que o capital é retirado do povo pelas corporações abusivas?

    – “Não, eu acho que as pessoas, através de suas escolhas econômicas, devem decidir que parte do seu capital vai para esses projetos. O uso do capital deve ser voluntário. Só quando os políticos se apropriam (confiscam) esse capital para construir obras públicas e para alimentar a burocracia é que surge um problema grave. O capital investido voluntariamente é legítimo, mas o que é investido com base na coerção é ilegítimo “.

    – “Suas idéias são radicais”, diz o jornalista.

    – “Não. Há anos Khrushchev advertiu: “Não devemos esperar que os americanos abracem o comunismo, mas podemos ajudar os seus líderes com injeções de socialismo, até que, ao acordar, eles percebam que abraçaram o comunismo”. Isto está acontecendo agora mesmo no antigo bastião da liberdade. Como os EUA poderão salvar a América Latina, se eles próprios se tornarem escravos de seu governo? ”

    Mathews diz: – “Eu não consigo digerir (aceitar) tal pensamento”.

    O cardeal respondeu: – “Você está muito irritado porque a verdade pode ser dolorosa. Vocês (os socialistas) criaram o estado de bem-estar que consiste apenas em atender às necessidades dos pobres, pobres esses que foram criados por vocês mesmos, com a vossa política. O estado interventor retira da sociedade, a sua responsabilidade. Graças ao estado assistencialista, as famílias deixam de cumprir seus deveres para obterem o seu bem-estar, incluindo as igrejas. As pessoas já não praticam mais a caridade e veem os pobres como um problema de governo.

    – Para a igreja já não há pobres a ajudar, porque foram empobrecidos permanentemente e agora são propriedade dos políticos. E algo que me irrita profundamente, é o fato dos meios de comunicação observarem o problema sem conseguir analisar o que o causa. O povo empobrece e logo em seguida, vota em quem os afundou na pobreza “.

    “O socialismo dura até terminar o dinheiro dos outros”

    Margareth Thatcher – saudosa ex primeira ministra britânica.

  • Paulo Bento Bandarra

    -

    20/9/2013 às 7:52 pm

    Acho que o Papa é meio desarticulado. Primeiro com a insistência de resolver a pobreza pela caridade. Agora este discurso por demais confuso e perturbador aos fiéis. Acho que o paragrafo pinçado não melhora a confusão que ele está fazendo. Por sinal, já foi confuso quando da primeira vez perguntaram sobre os bordeis gays descobertos no Vaticano e ele se saiu com esta: “O que ele podia fazer se um gay procurasse Deus”. Acho que não é colocando um bordel no Vaticano que este gay vai encontrar alguma coisa além do bordel. Foi uma resposta inadequada levando a noticia que “a igreja” mudava a visão da homossexualidade.

  • calebi

    -

    20/9/2013 às 7:40 pm

    Perfeito! é como havia entendido.A bem da verdade, nunca vi a Igreja Católica impedir um pecador de entrar na Igreja,afinal somos todos pecadores.

  • Anônimo

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    20/9/2013 às 7:36 pm

    Engraçado, não sou católico, mas acho esse papa legal, sem frescura. Simples, humilde.
    Está começando a retirar do cristianismo as pompas, os ritos e os dogmas que na verdade nunca existiram no Criantianismo nascente.
    Na minha opinião ele colocou João Paulo II no “bolso”.
    Desculpe a expressão, mas é isso que eu penso.
    Gosto dele.

  • Anônimo

    -

    20/9/2013 às 7:31 pm

    Rei, peço licença para divulgar essa mensagem tão verdadeira e que tbm serve para nossa reflexão.Obrigado!
    **************
    NA OBRA DO CRISTO

    Lembrando a palavra do Senhor quando despediu os companheiros de apostolado, recomendando-lhes não se preocupassem, acumulando nas mãos ouro e prata, bolsas e bastões, para a caminhada na obra sublime que lhes competia realizar, também hoje, na missão espírita-cristã, que nos objetiva o justo aperfeiçoamento, podemos dispenasr tudo o que seja em nós aflição sem proveito.
    Nem cobertura política.
    Nem lustre social.
    Nem ouro prescindível.
    Nem reserva nos bancos.
    Nem garantias extralegais.
    Nem vantagens de excção.
    Nem acesso à influência.
    Nem láurea de governança
    Nem títulos invulgares.
    Nem ambição de ganho.
    Nem propósito de destaque…

    Mas sim que, em toda hora, estejamos atentos ao dever de servir, esquecendo a nós mesmos para exalçar o Cristo, nosso Mestre e Senhor, por sentimento e vida, por palavras e ações, porquanto d’Ele próprio tudo receberemos, para que não falte o exato suprimento dos recursos precisos à construção do bem e ao plantio da luz.

    EMMANUEL

  • ELEONORA FLEURY

    -

    20/9/2013 às 7:26 pm

    REINALDO AZEVEDO,

    Como TAMBÉM tenho um EXCELENTE, TRABALHADOR E INTELIGENTE AMIGO que me escreve da Europa sobre o QUE FALOU e DISSE MARIO BERGOGLIO, só POUCO MAIS DE UMA SEMANA , antes de vir ao Brasil, aquí vai PARA VOCÊ,o meu modesto e consciente acrescimo de uma boa amizade.

    “Eleonora, mira, ya no me sorprende nada…
    Todo va encajando con lo que hemos oído estos últimos meses. Tenemos un papa rojo.
    Lo que me parece es que la iglesia va a ir perdiendo una parte importante de sus adeptos.
    Y ganará algunos más por la izquierda con uniformidad, igualitarismo: todos iguales, pero igualados por abajo, no por arriba.”

    _____________________________________________________
    HOMILIA do Papa na Missa em Lampedusa – 08/07/2013
    Visita do Papa Francisco a LAMPEDUSA

    “Estas duas perguntas de Deus ressoam também hoje, com toda a sua força! Tantos de nós, incluo a mim também, estamos desorientados, não estamos mais atentos ao mundo em que vivemos, não cuidamos, não zelamos por aquilo que Deus criou para todos e não somos mais capazes sequer de cuidar uns dos outros. E quando esta desorientação assume as dimensões humanas do mundo, se chega a tragédias como a que vimos”.
    __________________________________________________________
    “Mira, pero los “refugiados” hace tiempo son “como las hordas de Atila”: vienen en pateras, de cuarenta en cuarenta, aprovechan la nocturnidad, eluden a la policía y son muchísimas mujeres embarazadas a punto de parir para hacerlo aquí y poder quedarse madre e hijo.
    En resumen: hordas ilegales. Que nos invaden. Llenan nuestras ciudades de indigentes sin trabajo ni papeles. Y muchos se convierten en agresivos delincuentes porque tienen que comer.Lo que tenía que pedir el Papa no es simple así, “comprensión”. Es LEGALIDAD !

    Homilia do Papa na Missa em Lampedusa – 08/07/2013
    Íntegra
    segunda-feira, 8 de julho de 2013, 11h40

    Homilia do Papa na Missa em Lampedusa – 08/07/2013
    HOMILIA
    Visita do Papa Francisco a LAMPEDUSA

    “Estas duas perguntas de Deus ressoam também hoje, com toda a sua força! Tantos de nós, incluo a mim também, estamos desorientados, não estamos mais atentos ao mundo em que vivemos, não cuidamos, não zelamos por aquilo que Deus criou para todos e não somos mais capazes sequer de cuidar uns dos outros. E quando esta desorientação assume as dimensões humanas do mundo, se chega a tragédias como a que vimos”.
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    “Onde está o teu irmão?”, a voz do seu sangue clama a mim, diz Deus. Esta não é uma pergunta dirigida aos outros, é uma pergunta dirigida a mim, a você, a cada um de nós. Aqueles nossos irmãos e irmãs buscavam sair das situações difíceis para encontrar um pouco de serenidade e de paz; buscavam um lugar melhor para si e para as suas famílias, mas encontraram a morte. Quantas vezes aqueles que buscam isso não encontram compreensão, não encontram acolhida, não encontram solidariedade! E suas vozes se levantam a Deus! E uma vez mais agradeço aos habitantes de Lampedusa pela sua solidariedade. Ouvi, recentemente, um desses irmãos. Antes de chegar aqui passaram pelas mãos dos traficantes, aqueles que exploram a pobreza dos outros, estas pessoas para as quais a pobreza dos outros é uma fonte de renda. Quanto sofreram! E alguns não conseguiram chegar.

    “Onde está o teu irmão?”. Quem é o responsável por este sangue? Na literatura espanhola há uma comédia de Lope de Veja que narra como os habitantes da cidade de Fuente Ovejuna mataram o governador porque é um tirano, e o fizeram de modo que não se soubesse quem havia cumprido a execução. E quando o juiz do rei pergunta: “Quem matou o governador?”, todos respondem: “Fuente Ovejuna, Senhor”. Todos e ninguém! Também hoje esta pergunta emerge com força: quem é o responsável pelo sangue desses nossos irmãos e irmãs? Ninguém! Todos nós respondemos assim: não sou eu, não tenho nada a ver com isso, serão os outros, certamente não eu. Mas Deus pergunta a cada um de nós: “Onde está o sangue do teu irmão que clama a mim?”. Hoje ninguém no mundo se sente responsável por isto; perdemos o sentido da responsabilidade fraterna; caímos na atitude hipócrita do sacerdote e do servidor do altar, do qual falava Jesus na parábola do Bom Samaritano: olhamos para o irmão meio morto na beira da estrada, talvez pensamos “pobrezinho” e continuamos pelo nosso caminho, não é tarefa nossa; e com isto nos tranquilizamos, nos sentimos no lugar. A cultura do bem-estar, que nos leva a pensar em nós mesmos, nos torna insensíveis ao grito dos outros, nos faz viver em bolhas de sabão, que são belas, mas são nada, são uma ilusão de futilidade, do provisório, que leva à indiferença para com os outros, leva até mesmo à globalização da indiferença. Neste mundo da globalização caímos na globalização da indiferença. Nós nos habituamos ao sofrimento do outro, não nos diz respeito, não nos interessa, não é tarefa nossa.

    Retorna a figura do anônimo de Manzoni. A globalização da indiferença nos torna todos “anônimos”, responsáveis sem nome e sem face.

    “Adão, onde estás?”, “Onde está o teu irmão?”, são as duas perguntas que Deus coloca no início da história da humanidade e que dirige também a todos os homens do nosso tempo, também a nós. Mas eu gostaria que colocássemos uma terceira pergunta: “Quem de nós chorou por este fato e pelos fatos como este?”. Quem chorou pela morte destes irmãos e irmãs? Quem chorou por tantas pessoas que estavam no barco? Pelas jovens mães que levavam as suas crianças? Por estes homens que desejavam alguma coisa para sustentar as próprias famílias? Estamos em uma sociedade que esqueceu a experiência do chorar, do “padecer com”: a globalização da indiferença nos tirou a capacidade de chorar!”
    Segunda-feira, 8 de julho de 2013

    Boletim da Santa Sé
    Tradução: Jéssica Marçal

    Imigrantes mortos no mar, daqueles barcos que em vez de ser um caminho de esperança foram caminho de morte. Assim o título dos jornais. Quando há algumas semanas recebi esta notícia, que infelizmente tantas vezes se repetiu, o pensamento voltou continuamente como um espinho no coração que traz sofrimento. E então senti que devia vir aqui hoje para rezar, cumprir um gesto de proximidade, mas também para despertar as nossas consciências para que isso que aconteceu não se repita. Não se repita, por favor. Antes, porém, gostaria de dizer uma palavra de sincera gratidão e de encorajamento a vós, habitantes de Lampedusa e de Linosa, às associações, aos voluntários e às forças de segurança, que mostraram e mostram a atenção às pessoas em sua viagem rumo a algo melhor. Vocês são uma pequena realidade, mas oferecem um exemplo de solidariedade! Obrigado! Obrigado também ao arcebispo, Dom Francesco Montenegro, pela sua ajuda, o seu trabalho e a sua proximidade pastoral. Saúdo cordialmente a prefeita, senhora Giusi Nicolini, muito obrigado por aquilo que a senhora fez e que faz. Um pensamento dirijo aos queridos imigrantes muçulmanos que, hoje, à noite, estão iniciando o jejum do Ramadã, com o desejo de abundantes frutos espirituais. A Igreja vos é próxima na busca de uma vida mais digna para vós e as vossas famílias. A vós: o’scià!

    Esta manhã, à luz da Palavra de Deus que escutamos, gostaria de propor algumas palavras que, sobretudo, provoquem a consciência de todos, levem a refletir e a mudar concretamente certas atitudes.

    “Adão, onde estás?”: é a primeira pergunta que Deus dirige ao homem depois do pecado. “Onde estás Adão?”. E Adão é um homem desorientado que perdeu o seu lugar na criação porque acredita tornar-se poderoso, poder dominar tudo, ser Deus. E a harmonia se rompe, o homem erra e isto se repete também na relação com o outro que não é mais o irmão a amar, mas simplesmente o outro que perturba a minha vida, o meu bem-estar. E Deus coloca a segunda pergunta: “Caim, onde está o teu irmão?”. O sonho de ser poderoso, de ser grande como Deus, até mesmo de ser Deus, leva a uma sequência de erros que é sequência de morte, leva a derramar o sangue do irmão!

    Estas duas perguntas de Deus ressoam também hoje, com toda a sua força! Tantos de nós, incluo a mim também, estamos desorientados, não estamos mais atentos ao mundo em que vivemos, não cuidamos, não zelamos por aquilo que Deus criou para todos e não somos mais capazes sequer de cuidar uns dos outros. E quando esta desorientação assume as dimensões humanas do mundo, se chega a tragédias como a que vimos.

    “Onde está o teu irmão?”, a voz do seu sangue clama a mim, diz Deus. Esta não é uma pergunta dirigida aos outros, é uma pergunta dirigida a mim, a você, a cada um de nós. Aqueles nossos irmãos e irmãs buscavam sair das situações difíceis para encontrar um pouco de serenidade e de paz; buscavam um lugar melhor para si e para as suas famílias, mas encontraram a morte. Quantas vezes aqueles que buscam isso não encontram compreensão, não encontram acolhida, não encontram solidariedade! E suas vozes se levantam a Deus! E uma vez mais agradeço aos habitantes de Lampedusa pela sua solidariedade. Ouvi, recentemente, um desses irmãos. Antes de chegar aqui passaram pelas mãos dos traficantes, aqueles que exploram a pobreza dos outros, estas pessoas para as quais a pobreza dos outros é uma fonte de renda. Quanto sofreram! E alguns não conseguiram chegar.

    “Onde está o teu irmão?”. Quem é o responsável por este sangue? Na literatura espanhola há uma comédia de Lope de Veja que narra como os habitantes da cidade de Fuente Ovejuna mataram o governador porque é um tirano, e o fizeram de modo que não se soubesse quem havia cumprido a execução. E quando o juiz do rei pergunta: “Quem matou o governador?”, todos respondem: “Fuente Ovejuna, Senhor”. Todos e ninguém! Também hoje esta pergunta emerge com força: quem é o responsável pelo sangue desses nossos irmãos e irmãs? Ninguém! Todos nós respondemos assim: não sou eu, não tenho nada a ver com isso, serão os outros, certamente não eu. Mas Deus pergunta a cada um de nós: “Onde está o sangue do teu irmão que clama a mim?”. Hoje ninguém no mundo se sente responsável por isto; perdemos o sentido da responsabilidade fraterna; caímos na atitude hipócrita do sacerdote e do servidor do altar, do qual falava Jesus na parábola do Bom Samaritano: olhamos para o irmão meio morto na beira da estrada, talvez pensamos “pobrezinho” e continuamos pelo nosso caminho, não é tarefa nossa; e com isto nos tranquilizamos, nos sentimos no lugar. A cultura do bem-estar, que nos leva a pensar em nós mesmos, nos torna insensíveis ao grito dos outros, nos faz viver em bolhas de sabão, que são belas, mas são nada, são uma ilusão de futilidade, do provisório, que leva à indiferença para com os outros, leva até mesmo à globalização da indiferença. Neste mundo da globalização caímos na globalização da indiferença. Nós nos habituamos ao sofrimento do outro, não nos diz respeito, não nos interessa, não é tarefa nossa.

    Retorna a figura do anônimo de Manzoni. A globalização da indiferença nos torna todos “anônimos”, responsáveis sem nome e sem face.

    “Adão, onde estás?”, “Onde está o teu irmão?”, são as duas perguntas que Deus coloca no início da história da humanidade e que dirige também a todos os homens do nosso tempo, também a nós. Mas eu gostaria que colocássemos uma terceira pergunta: “Quem de nós chorou por este fato e pelos fatos como este?”. Quem chorou pela morte destes irmãos e irmãs? Quem chorou por tantas pessoas que estavam no barco? Pelas jovens mães que levavam as suas crianças? Por estes homens que desejavam alguma coisa para sustentar as próprias famílias? Estamos em uma sociedade que esqueceu a experiência do chorar, do “padecer com”: a globalização da indiferença nos tirou a capacidade de chorar! No Evangelho escutamos o grito, o choro, o grande lamento: “Raquel chora por seus filhos… porque não existem mais”. Herodes semeou morte para defender o próprio bem-estar, a própria bolha de sabão. E isto continua a repetir-se… Peçamos ao Senhor que anule aquilo que de Herodes permaneceu também no nosso coração; peçamos ao Senhor a graça de chorar sobre a nossa indiferença, de chorar sobre a crueldade que há no mundo, em nós, também naqueles que no anonimato tomam decisões sócio-econômicas que abrem caminho aos dramas como este. “Quem chorou?”. Quem chorou hoje no mundo?

    Senhor, nesta Liturgia, que é uma Liturgia de penitência, pedimos perdão pela indiferença para com tantos irmãos e irmãs, pedimos-te, Pai, perdão por quem se acomodou e se fechou no próprio bem-estar que leva à anestesia do coração, pedimos-te perdão por aqueles que com as suas decisões em nível mundial criaram situações que conduzem a estes dramas. Perdão Senhor!

    Senhor, que ouçamos também hoje as suas perguntas: “Adão onde estás?”, “Onde está o sangue do teu irmão?”.

  • Emanuel Messias

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    20/9/2013 às 7:21 pm

    O que o Papa está falando, nada mais é do que o Evangelho em toda a sua profundidade e simplicidade, um rastro marcado da mensagem que Deus quis deixar bem claro, por meio gestos ensinamentos de Jesus Cristo. Quem não entendeu, ou é incapaz de fazê-lo, mesmo os doutores da lei, se juntam ao coro dos Fariseus do nosso tempo, que nada mais são que hipócritas e sepulcros caiados, quem tiver ouvidos que ouça…

 

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