Leiam o que vai na Agência Brasil. Volto depois:
Estudantes de jornalismo de São Paulo e Campinas participaram hoje de uma manifestação contra a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de acabar com a obrigatoriedade do diploma de graduação para o exercício da profissão.
Cerca de 80 estudantes, segundo a Polícia Militar, reuniram-se às 10h, em São Paulo, em frente a um hotel onde o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, estaria ao meio-dia para fazer palestra a empresários.
Mesmo não cursando jornalismo, a estudante de rádio e TV Stefanie Trindade foi à região da Paulista para protestar contra a decisão. “Sou solidária aos jornalistas porque acho um absurdo e um desrespeito [o fim da obrigatoriedade do diploma] com aqueles que estudaram e têm um diploma”, explicou.
“Não quero desmerecer os profissionais que exercem a profissão sem ter estudado, como se eles não fossem competentes. Mas muita gente passa quatro anos na faculdade em busca de um futuro melhor e isso agora não tem mais valor? Não acho correto”, argumentou Stefanie.
A maioria dos manifestantes usava um nariz de palhaço. Muitos estavam de avental e de chapéu de cozinheiro, além de levarem panelas e colheres de pau. Alguns estudantes se reuniram em círculo para “cozinhar” para o ministro, que chegou a comparar jornalistas a cozinheiros ao apresentar seu voto, no plenário do STF, na semana passada.
Para o estudante de jornalismo Marco Mesquita, a decisão do STF não é adequada porque cada jornalista tem seu modo de ver e apurar as notícias. “A faculdade é fundamental para ensinar o modo mais ético”, disse.
A estudante de jornalismo Camila da Silva foi protestar por achar que a medida não afeta apenas aos jornalistas. “É uma questão de cultura. Com a desobrigação, menos pessoas vão querer cursar uma faculdade e o país terá menos cultura.”
Comento
O placar no Supremo a favor da extinção da obrigatoriedade do diploma, se bem se lembram, foi oito a um. Fazem o protesto contra Gilmar Mendes porque os tontons-maCUTs resolveram escolhê-lo como alvo. A motivação é puramente ideológica.
As Stefanies, Gislaynes e Jennefers do jornalismo deveriam saber que, para os talentosos, o diploma é irrelevante, o que, desde logo, torna a grita coisa de candidatos à incompetência. Gilmar Mendes, como de hábito, não se deixou intimidar e lembrou que a tendência é o fim da estúpida exigência de diploma também em outras profissões. Falo disso depois. Quero agora comentar uma injustiça realmente cometida pelo ministro.
Também acho a comparação com os chefes de cozinha descabida. Porque, na média, eles são muito melhores e avançaram mais do que os jornalistas. Falo sobre a cidade que conheço melhor: São Paulo. Por aqui, a gastronomia é muito melhor do que o jornalismo. Come-se muito melhor do que se lê na cidade. Refiro-me, claro, à média.
Chefes de cozinha estão preparados para denunciar cozinheiros picaretas. Já o jornalismo picareta, bem, esse costuma ser vendido como fina iguaria, com seus solecismos - tantos os propriamente gramaticais quanto os morais.
Um chefe de cozinha de um restaurante respeitado não tenta vender pelanca como filé. Mas jornalistas considerados sérios são capazes de tentar vender um Claudionor Brandão como um reformador democratizante. Um chefe de cozinha respeitado não permite que se venda creme de amido como molho branco, mas o jornalismo abriga, sem contestação, um Dalmo Dallari a dizer besteiras sobre a Revolução Francesa.
Assim, ministro, o senhor foi muito generoso com o jornalismo. Mas acerta numa coisa: o que se exige do chefe de cozinha é que seja bom, e os clientes contribuem para a sua especialização. cobrando qualidade. Tomara que o jornalismo chegue lá.









[...] para ser menos pesado e nocivo ao planeta Terra. fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
Ninguém fez protesto contra Gilmar Mendes já que vários ministros votaram contra o diploma.
Desculpe, nome escrito errado é imperdoável.
Erro: Reynaldo leia Reinaldo.
Escreve outro livro que compro e leio!
Reynaldo:
A questão não é diploma e sim conhecimento. Desculpe, mas como vai ser o currículo destas pessoas sem formação?
Tudo na vida precisa de talento. Até para ir ao banheiro!
O que aconteceu: - o Supremo deu asas ao ego dos jornalistas
que estão trabalhando e quando se cai nas armadilhas do ego, aí
fica difícil. Cada um olha somente para um lado e perde a visão do todo.
O meu slogan é: “O Supremo dá asas ao jornalistas.”
Mas eu pedi de presente o seu livro de Natal.(já que bajulação funciona, estou aproveitando).rs
Sucesso!
parabens seu reinaldo,
vc demonstrou q nao e corporativista em nao apoiar a nao obrigatoriedade do diploma. Outras profissoes têm que seguir o msm caminho. O livre ofício e livre iniciativa agradecem. Chega de cartoralismos que inibem as pessoas a trabalhares e as empurram para a marginalidade.
Daqui uns dias este cartoralismo soviético vai regulamentar as profissoes de Flanelinha, Salva-vida de aquários, pintor de rodapé, serviços gerais com direito as respectivas faculdades, conselhos federais, anuidades, pagto de sindicato e toda uma máquina para cuidar dessas futuras categorias.
Uma dúvida ao ser sua reportagem: quais outras categorias devem seguir o caminho de jornalismo?
abs,
Tentei, mas não consegui achar para postar aqui, uma imagem que vi ontem de uma mocinha portando um cartaz, escrito à mão, em que ela se manifestava contra o fim do diploma de JORNAL-ISMO (separado assim).
Não sei se ela já era form-ada ou se ainda era estud-ante. Mas acho que não faz difer-ença.
Quanta conversa inútil a dos formados e formandos!
As empresas não contratam diplomas mas, antes, testam a capacidade do portador!
Sem competência? Incapacidade de aprender? Rua!
Perfeita comparação. Tive a sorte de conhecer alguns chefs e também maîtres, garçons, cumins e stewart. Para se chegar ao posto maior dentro de uma cozinha (com direito a cursos de especialização nas cordon bleus da vida) é necessário passar por todas as funções. Chefs não caem de pára quedas nas cozinhas, aprendem na prática. É uma atividade onde quem não tem competência, talento, não se estabelece. Curso superior de engenharia de alimentos não faz de ninguém um grande chef. Da mesma forma um diploma de bacharel em jornalismo não fez de ninguém um grande profissional.
Reinaldo,
Parabéns mais uma vez!! A sua comparação dos jornalistas com os chefs de cozinha foi muito boa. Infelizmente os cozinheiros são bem mais profissionais que a grande parte da impressa. Esta está, na sua grande maioria vendida ao Governo do Presidente Megalomaníaco que se acha o tal.
Como trabalho na imprensa a um bom tempo, na função de repórter fotográfico, não há o que protestar quanto a canetada dos ministros e nem ao seu parecer sobre o assunto.
Perfeita a refinada comparação com os chefes de cozinha!
Há jornalistas (muitos!) que, apesar do diploma, enterram a ética e demonstram uma total incapacidade de raciocinar.
Os chefes de cozinha devem ser bons - em qualquer circunstância.
Muito bom este texto excelente,escreveu
e desenhou quem não entendeu ou não
concordou é comedor de carpete verde
Que legal… então, quem é a favor do diploma é esquerdopata, simpatizante do PT. Marco Aurelio Mello também está incluído nesse balaio?
Alguns dos comentaristas concordam contigo só pra te agradar. Permita-me divergir.
Não sou jornalista. Tampouco tenho diploma. Só acho legal quem tem disposição para trabalhar o dia todo e a noite ainda consegue encarar uma faculdade.
Ah, até agora não entendi o que tem a ver obrigatoriedade do diploma com liberdade de expressão.
Continuando:
E os ministros do STF que tomaram essa decisão: não têm diploma? Não é preciso ter diploma para julgar? Quem sabe bastaria apenas ter “bom senso”?
Por fim, Reinaldo, peço desculpas, pois, apesar de ser leitor razoavelmente assíduo, nunca lhe escrevara antes para apoiá-lo, e o faço a primeira vez para discordar de você. Enfim, espero que veja isso como um debate construtivo.
Um abraço.
Reinaldo,
Em primeiro lugar, gostaria de deixar claro que não sou petralha.
Mas o fim da obrigatoriedade do diploma para jornalistas não me convence muito.
É claro que um diploma por si só não garante competência a ninguém. Mas um profissional competente que prefere prescindir de um diploma me lembra um certo presidente que acha que, para governar um país, não precisa de diploma, basta entender o povo.
Você diz que, para os talentosos, o diploma é irrelevante. Para mim, isso seria válido para as artes, mas não vejo o jornalismo como uma arte. Concordo que um jornalista com talento artístico pode ser melhor que os outros, mas isso também vale até para os engenheiros.
Continuo em seguid
Reinaldo,
Sou profissional graduado em Informática há 24 anos. Meu melhor colega de profissão não tinha diploma. Curiosamente, dava aulas memoráveis para formandos e formados na área.
Sempre defendi que não deveria haver reserva de mercado para diplomados em Tecnologia da Informação. “Pô, rapaz!”, questionaram-me, “a gente lida com informações sigilosíssimas; inclusive, vitais para as instituicões!” Eu lhes respondo que, fosse assim, deveria exigir diploma superior da minha diarista, que tem acesso ao meu lar, sabe da minha vida e cuida da segurança e alimentação do meu filho.
O valhacouto do incompetente é a chicana (ou era… Dá-lhe, Gilmar!)
Poxa, é mesmo, até o Joaquim “do povo” Barbosa aprovou! Por que o protesto é só contra o Gilmar Mendes? Bah….
REINALDO AZEVEDO RESPONDE
Não, caro João. Ele não votou. Faltou a essa sessão também…
Reinaldo,
Sou analista de sistemas (uma profissão assim como jornalista ou mesmo um cozinheiro), profissão que não requer necessariamente uma faculdade na área de processamento de dados ou mesmo em análise de sistemas, pois muitas vezes o talento individual é muito mais importante do que qualquer formação acadêmica. Sou formado em uma faculdade pública e tenho mercado de trabalho, e aconselho qualquer um que queira seguir a carreira, fazer o mesmo, mas de maneira alguma uma empresa pode dispensar um talento ou um profissional competente apenas por não ser formado em um curso na área. Faculdades de jornalismo não irão acabar, mas assim como as de informática se transformar ! Tirem o cabresto!
ADOREI Reinaldo, excelente! Já tentei explicar o óbvio para umas três pessoas, revoltadas com o fim da exigência (nenhuma delas jornalista), mas não dá para ter a sua clareza!
Laissez faire, laissez passer!!!
Abraço.
Sobre rábulas.
Não sei porque ficam perguntando pela queda do diploma de advogado. Como o Reinaldo disse, a área do Direito é complexa e especializou-se demais, mas meu avô advogou por 50 longos anos e foi um dos melhores advogados do interior de São Paulo, e era rábula.
Fez apenas seminário, como era comum aos pobres.
Seus filhos foram advogados formados na USP e juízes e todos tinham verdadeiras aulas com o pai.
Qual o problema com os rábulas?
Trabalhei com inúmeros repórteres sem formação superior. Excelentes profissionais. E com chefes sem formação superior, excelentes chefes também. Ecom muito FDP diploma.
PS. Tenho diploma e pós, mas acho esse cartorialismo horrível.
Reinaldo,
já pensou com estes jornalistas fajutos cozinhando? São Paulo, principalmente, seria a capital da desinteria.
Realmente algumas reservas de mercado profissional não têm razão de ser. Confesso que não tenho opinião formada sobre o assunto. Tenho admiração pela opinião de Tio Rei, mas acho que nem ele quer seguidores. Gostaria apenas de comentar sobre a comparação com cozinheiros: geralmente quando engolimos algo ruim preparado por um mal cozinheiro, o efeito é quase imediato, sendo, geralmente, aliviado no sanitario. Quanto aos maus jornalista, a coisa costuma causar mal duradouro, as vezes por gerações.
Todas as profissões podem ser úteis numa sociedade, mas a de cozinheiro profissional ou amador, diplomado ou não, é FUNDAMENTAL, INDISPENSÁVEL e A MAIS IMPORTANTE DE TODAS, porque sem eles não existiriam as demais. COZINHAR o que você vai comer é investir na sua SAÚDE FÍSICA, MENTAL E EMOCIONAL…você é aquilo que come!
Tio Rei. Sinceramente acho que a coisa está ficando preta.
Olha o que a Globo está dizendo:
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1203232-5601,00-FIM+DA+EXIGENCIA+DE+DIPLOMA+PARA+JORNALISTAS+GERA+ATO+CONTRA+MENDES+EM+SP.html
POIS É, ESSE AÍ É CHEIO DE “canudos” E NO ENTANTO A TAL DA ÉTICA FOI PRA CUCUIAS FAZ TEMPO.
( Dalmo Dallari)
“Precisamos aperfeiçoar a representação. Vou dar um exemplo claro: a senadora Kátia Abreu, do Tocantins, fala contra o ministro Carlos Minc se autodefinindo como representante do agronegócio, não do Estado”
Gostaria de saber qual é o montante de formandos diplomados em jornalismo a cada ano por todas as faculdades, e qual é o montante de jornalistas realmente empregados e absorvidos pelo mercado de trabalho em razão de serem formados. Ano passado se formaram quantos, empregaram se tantos?
Gostaria de saber também porque um jogador de futebol não precisa ter diploma de Educação Física para ser considerado profissional, bastando ter vocação, talento e patrocínio/contrato.
Gostaria de saber porque jornalismo não passa a ser apenas uma graduação de qualidade à outros cursos (letras, medicina, biologia, economia, direito, química, física, história, sociologia, antropologia, etc.)
Não sei se jornalismo é uma profissão que se aprenda em faculdade. Acho que é como ser ator, ou mãe,…
E tem outra, Reinaldo: aposto que foi a primeira vez na vida que essas mafaldinhas e remelentos pegaram numa panela sem ser para se servir (e isso também só quando a mãe não está a postos para fazer o prato). Aposto meu dedo mindinho que essa moçada ociosa não sabe preparar um ovo cozido! Devem ser tão incompetentes como cozinheiros quanto serão como jornalistas. E estudar que é bom, nada…
A STEFANIE ESTÁ SE REFERINDO AO CANUDO APENAS PARA PROMOÇÃO EM EMPREGO PÚBLICO, ESSE É O ESQUEMA QUE
ROLA, PRINCIPALMENTE PARA OS APADRINHADOS, SÃO AS FAMOSAS PROMOÇÕES PARA “NU” O RESTO É CONVERSA MOLE PARA BOI DORMIR, O GILMAR MENDES QUE SE CUIDE, NOMOMEN- TO ELE É O “CARA” MAIS ODIADO DO PAÍS.
No viés desses idiotas, quando formados, não poderiam escrever sobre economia, ciência, tecnologia e etc. Santa ignorância! Jogam contra o próprio patrimônio. Outra burrice: se acham superiores aos cozinheiros? Cuidado ao comerem no bandejão da faculdade.
São tão burrinhos!
Quando vi a foto daquela gente comendo jornal, me lembrei de cupins. Ou cabras. Cabras até comem jornal. Há até Capris profissionais. Caprigliones.
(né por nada, mas os palhacinhos lá não deveriam estar deglutindo diplomas?!)
Reinaldo, o pessoal se juntou numa Kombi e foi pra manifestação? Parece que o quorum de manifestações esquerdopatas na era Lula anda baixo… Seja na Paulista, seja nos campi da USP.
Acho meio incoerente esse negócio.
A gente acha o Lula um Apedeuta, etc… e tal, e até acho que um Presidente da Republica deveria ter uma formação adequada, já que deve presidir tantas reuniões com pessoal com formação superior, representar o país, etc…
E os jornalistas formados devem assistir de braços cruzados uns energúmenos com colunas em jornais de grande circulação, escrevendo suas bobagens para o povão ficar cada vez mais ignorante.
Aqui em SC por exemplo tem um colunista sem formação, que tem uma página inteira para ele escrever as fofocas do dia, e o povo fica se “alimentando” dessas frivolidades.
Convenhamos! Ou queremos um país com educação ou voltamos ao sistema tribal.
Okay, Rei!
Vamos “cabá” com essa discussão: quem aceita um Silvinho Land Rover como SOCIOLÓGO? Pois é, não é que o malandrão, que não fala duas palavras corretas em uma frase só e é dono de uma “ingoranssa” abissal, tem DIPROMA!? Sim, o bicho é SOCIÓLOGO! Não sei qual canudinho tem Delúbio, mas é por aí também.
Se você precisasse ouvir um sociólogo para qualquer coisa, chamaria o Silvinho, Rei?
Tá. Entre Olavo de Carvalho, Roberto Romano e aquele… cumé? Emir Sáder. Quem você NÃO leva em conta nem a pau?
E por aí vamos. Não citarei os tais “juristas”, porque aí a coisa fica braba, muito braba!
As declarações dos estudantes de jornalismo são a maior prova da inutilidade dessa faculdade: esse pessoal não sabe nem pensar.
Ou que, ao menos, ela não garante nada.
Reinaldo,
Sabia que há lei exigindo formação pra músico? E que há uma Ordem dos Músicos? Sabia que há lei estabelecendo atribuições privativas de bacharel em Administração de Empresas? Todas anteriores à Constituição de 88. E que um dia serão derrubadas oficialmente pelo STF. É certo que a CF permite que lei regule atividades profissionais (art. 5º, XIII). Mas há outros valores igualmente protegidos pela Carta. No caso de músicos e jornalistas, veja o inciso IX do art. 5º, que garante liberdade de expressão artística e de comunicação, independentemente de censura ou licença. Para administradores, veja o art. 1º, que prevê a livre iniciativa.
Reinaldo,
Perfeita sua colocação a respeito da não necessidade de diploma do curso de jornalismo. Isto pq. a midia televisiva pega umas jornalistas de boa aparencia e de fala macia pra fazer noticiario e o que vemos, é um fantoche na frente da camera, tentando dar interpretação a noticia com “sorrisos” falsos e comentarios dos mais “cabeludos” com perguntas ao entrevistado “sem nexo e nem plexo” e o que é pior se acham as bam bam do noticiario. Da mesma forma vemos jornalistas de porta de boteco com idéias retrogradas querendo que nosso pais vire uma Republica Bolchevique. Aliás o nosso pais agora virou um pais de direitos, mas sem obrigações…..
Reinaldo,
Boa noite!
NoooooossaaaaA… MATO!!!! MATO!!!
Palmas, muitas PALMAS!
Muito boa noite, Reinaldo!
Mesmo em profissões que necessitam obrigatoriamente de diploma há limites. Não precisamos de um médico para tomar uma aspirina ou de advogado para fazer uma petição administrativa.
Isso é bom.
Certa ocasião, quando fui fazer um exame médico para usufruir a piscina de um clube, que fiquei consternado em ver um médico doutor formado pedindo para ver os dedinhos das pessoas em busca de frieiras e, depois desta “consulta”, entregando um atestado para poder usar a piscina.
O ridículo da situação parecia enorme e realmente é enorme.
Mas se pode deixar esse didículo se espalhar para outras profissões.
Alguém precisa explicar aos manifestantes que as empresas não vão ser obrigadas a recusar a contratação de quem tem o diploma de jornalista.
O temor desse protestantes é serem superados por um profissional da imprensa sem diploma enquanto eles, cabeças-ocas-petistas sentados em cima de um canudo, ficam “brincando de massinha” reclamando que o mercado não oferece oportunidade a diplomados.
Competência não é sinônimo de diploma. Dá uma enxada para esse povo.
Provavelmente os participantes do tal “protesto” devem ser tolinhos ou beneficiados do prouni que têm medo de termos como “talento” e “competência”.
Tio Rei,
Provavelmente, quem decidirá sobre os “Atos Secretos do Senado” será o STF.
Pelo andar da carruagem, o escândalo do Senado vai acabar chegando, segundo disse o próprio Presidente do Senado, à Suprema Corte e, só depois disto, veremos se as decisões sobre o fim da obrigatoriedade do diploma para jornalismo não foi só uma compensação antecipada!
O Homo Anômallus gostaria de saber qual o tipo de “Sabedoria Política” que o Presidente do STF, Sr. Gilmar Mendes, adquire ou admira no cenário do Poder Público Legislativo e Executivo (classe política, no GERAL)?
Ou na Era do Homo Intelecttus, os valores Democráticos se Inverteram?
Esse Homo Anômallus e suas dúvidas…
Perfeita a argumentação!
vc diz, com razão, que diploma é irrelevante para os talentosos. Mas vale também ressaltar (porque é o que está implicito na fala da menina): o diploma não garante emprego a ninguém. O que é óbvio, mas aparentemente se instalou na cabeça de muita gente que seremos todos funcionários publicos “com emprego grantido” e o diploma será uma formula de se subir na escala funcional, tipo “Tem diploma? Mais x de grana e mordomias”. E aí, claro, nesse mundo, um “diploma não-obrigatório” vale menos.
Execelente e oportuno comentário, Reinaldo, como sempre.
Fica uma pergunta pra que ainda é contra:
Uma boa matéria sobre meteorologia, astronomia, medicina, odontologia, psicologia, direito, economia, nutrição, física, química e etc., é mais confiável se for escrita por alguem que é formado nessas cadeiras ou por um outro que se graduou apenas como jornalista?
Matou a pau: o jornalismo que se pratica na maioria das redações é primário, sectário.Os caras mal sabem concordância e se julgam parte da elite influente. Concordo com o fim da exigência do diploma. Se não melhorar o nível dos que trabalham com imprensa, pelo menos vai acabar com a máfia dos sindicatos, sempre de olho numa boquinha. Sobre a comparação com a gastronomia de São Paulo, aí é covardia. Qualquer boteco de esquina é mais honesto e profissional do que os balcões de aluguel onde se alojam os jornalistas da cidade.
Caro Reinaldo,
Parabens pelo posicionamento. Exemplo claro da falta de visão da categoria está em que não enxergam nem o que esta política irresponsável do pt está causando ao nosso país. Haja visto o que é noticiado do Iram a respeito de protestos e o “exagêro” em número de mortos durante uma semana após as eleições. Em Teresina (PI), neste último fim de semana noticiam o assassinato de 07 pessoas e isto soa natural. É lastimável o que o jornalismo parcial e partidário é capaz de fazer com as pessoas, tornando-as insensíveis perante os horrores da violência.
É o caso de se perguntar: jornalista deve ter diploma, sim, sem obrigatoriedade. E Presidente da República, Pode?
Abs.
Carlos
Justiça…. Pra que serve a Justiça nesse país? O jornalismo brasileiro é de má qualidade, com excessões, por que ha muita gente nas redações, diante dos microfones e das câmeras sem qualificação profissional e que até são chamados de formadores de opinião (?). Deveria se distinguir em legislação competente a quem é permitido o uso e abuso da comunicação sem a devida qualificação profissional. Todas as profissões deveriam receber o mesmo debate judicial a que foram vitimados os jornalistas.
Reinaldo,
Até quando será legalmente exigido cursar uma faculdade de licenciatura para ser professor nos ensinos fudamental e médio?
Em tempo, em outros níveis de ensino formal como: educação infantil, ensino técnico, sequencial, tecnólogo, superior, mestrado, doutorado e em todos os cursos livres não é exigido legalmente que o professor tenha cursado qualquer licenciatura.
Um amigo envolveu-se numa questão judicial; ele próprio sem ser advogado estudou toda a legislação específica ao caso e apresentou sua defesa judicial mas foi obrigado a apresentá-la através de um advogado. Eu e milhões de brasileiros comumente recorremos a atendentes de farmácia para aliviar problemas de saúde; poucas farmácias mantém um farmacêutico de plantão. Um de meus familiares - mestre de obras -tem enorme experiência em construção; desenvolve obras sem a supervisão de engenheiros no entanto não lhe é permitido elaborar um projeto e receber por esse trabalho, legalmente. Poderia elencar dezenas de outras profissões que são acobertadas pelo corporativismo profissional. Justiça…
Oi Reinaldo
Vale lembrar que o diploma também não é obrigatório para o exercício da profissão de publicitário. E mesmo assim as boas escolas são disputadíssimas. E os bons profissionais oriundos dessas escolas também são muito disputados pelas agências.
Grande abraço
Pedro CWB
Bem lembrado Reinaldo. Tenho uma irmã chefe de cozinha. Ela em início de carreira e trabalhando em um restaurante que não é considerado de ponta ganha um salário melhor do que jornalistas do nosso círculo de amigos. Fora que ela está sempre se renovando, busca ser verdadeira no que faz (já passou pela fase de preparar porcão de fritas, vender marmitex pra vizinhanca mas não se acomodou, correu atrás de outras oportunidades).
O mais curioso é que essa turma vive reclamando do preconceito contra o presidente operário mas quando é o caso faz questão de mostrar pra Dona Maria, que prepara o sucrilhos deles de manhã que eles não são meros “cozinheiros”.
Concordo com a decisão do STF (que contou com o voto do Min. Gilmar Mendes). Mas ele não foi alvo dos protestos por persiguição da CUT, do PT, do MST e etc.
Ele foi o alvo por conta da exposição que vem tendo na mídia e que, para o mal e para o bem, o transformou na cara do STF.
Endosso inteiramente: os chefes de cozinha foram injustiçados na comparação! O jornalismo atual está poluído por escrevinhadores: que se abram as portas aos escritores e pensadores!
Palhaços, realmente, esses manifestantes. Imagine só se nos EUA vão exigir a apresentação de diploma de “jornalismo”. Não tem isso! A pessoa sabe escrever, atrai leitores - é o que basta. Diploma universitário traz conhecimentos úteis, mas os anos de “college” - na área que for (religião, história, arqueologia) - apenas fornece as bases para ‘abrir’ o pensamento. Não existe Faculdade de Jornalismo por lá, que eu saiba. Aquele com diploma de cozinha pode perfeitamente candidatar-se.
de fato, 0rei, na alemanha vc pode projetar uma ponte sem diploma, mas se ela cair e matar alguém vc passa o resto da vida na cadeia.
Aqui o diploma é quase uma licença pra fazerem o que quiserem impunemente em algumas profissões.
Fantastico parecer,boa demais,fico con os cocineros,pode
ate si quiser ter diploma,mas os jornalistas ofendidos deben
pensar que o diploma,tudo les concedera
APRENDER NAO OCUPA LUGAR:
Reinaldo, a parte dessa reportagem que me deixou mais abismado foi essa:
“… a decisão do STF não é adequada porque cada jornalista tem seu modo de ver e apurar as notícias. “A faculdade é fundamental para ensinar o modo mais ético”, disse.”
Nota-se ai a verdadeira intenção de uma parte de quem protesta contra a decisão do STF, ou seja, eles querem que todo jornalista seja doutrinado a pensar de um determinado modo, para eles todos os jornalistas deveriam adotar a sua ética, ou melhor, a sua falta de ética.
Para mim são as ideias desse estudante que não são adequadas a uma imprensa de um país democrático, são ideias dignas dos censores das ditaduras de Cuba e China.
Reinaldo CONCORDO, cozinheiros se fizeram o cardápio ou o “jabá” mal feito, SEM TALENTO, perdem freguesia, até fecham restaurantes. Já jornalistas SEM talento SE VENDEM POR QUALQUER “JABÁ” a governos corruptos, ONGs, entidades de classe e por aí vai, nas redações se vendem aos espertalhões de plantão. Hoje na CBN Max Gueringuer falou que o mercado para jornalistas está pra lá de inchado, e essas desculpas que não se vai contratar jornalistas com diplomas NÃO procedem, deu a entender que o pessoal desista de fazer jornalismo por fazer, vá procurar algo mais útil, o mercado está saturado, e quem fez demonstre que tem TALENTO. Aí é que está o perigo, POUCOS têm.
Lullla comentou a notíca do blog:
É coisa entre são-paulinos e palmeirenses
Marco Aurélio Garcia também comentou:
Talento? Faz mais rápido.
Amorim também comenta:
Estamos do lado de quem não tem diploma e não estuda.
Minc também palpita:
A faculdade está uma droga. Tem alguma por aqui?
Deve ser muito chato para qualquer um, dar a cada dia a mesma explicação para esta gentalha, que não sabemos como conseguiu passar num vestibular que exige entendimento de texto. Deve ser o vestibular para Faculdade Curva de Rio de jornalismo.
Reinaldo,
Se o talento já o bom, o talento acompanhado de conhecimento se torna ainda melhor. Jornalistas e cozinheiros bons e ruins podem ser encontrados por aí. O diploma pode até ser um mal necessário. Porém, necessário à aquisição de um conhecimento de qualidade. Deve, pois, continuar a ser exigido.
Se Gilmar deseja acabar com a exigência de diploma para outras áreas profissionais, seria bom começar dando exemplo e eliminando da Constituição aquela bobagem que diz que o advogado é imprescindível à justiça. Fico a imaginar o STF repleto de rábulas.
Muito bem, Reinaldo. Parabéns, mesmo, pelo seu justo comentário.
Quando o ministro falou em cozinheiro, entendi perfeitamente e exemplo. Foi uma bela comparação. E os idiotas já acharam ofensivo comparar jornalista e cozinheiro.
Você agora foi ao ponto. Os cozinheiros são muito melhores que os jornalistas, em média, como você acentuou.
Estou cansado das redações de esquerda, cheias de militantes enrustidos, chefetes falsos isentos, petralhas deslumbrados ou meio envergonhados que vez ou outra batem no Lula para disfarçar, desmemoriados das falcatruas do atual governo e que ficam com as lembranças negativas fixadas nos tempos de FHC.
Rei, excelente como sempre.
Vale lembrar também que são vários os cursos em que o diploma não é obrigatório para exercer a profissão.
Sou Analista de Sistemas/Programador, e um erro em nossa categoria pode ser relevante tanto quanto ao de um jornalista, ainda mais em tempos de tanta informatização.
A equipe da Abril que te ajudou na migração do blog pode te servir de referência sobre o que estou citando.
Apesar de existir proposta no congresso para que o diploma em nossa área seja obrigatório, a nossa área prospera.
Abraços
So uma pergunta de curiosidade: e os advogados, vao precisar de diploma???
não sei, Reinaldo, mas assim como os “com diploma” terão de mostrar competência pra se estabelecer, os “sem diploma” também poderiam fazer um esforço e partir para a qualificação formal…
em Fpolis tem um jornalista (pra mim eh apenas um colunista social) que não tem diploma ate hoje, mesmo depois de mais de 20 anos de profissão, salvo algum engano meu…
assim como Lula, esse senhor já teve tempo de sobra suficiente para encarar um vestibular, depois uma faculdade e assim preencher o formalismo que a carreira exige (ia)…
eu prefiro os competentes e com diploma…
acho que o ritual da formação devida tem seu valor…
Èssa comparação com cozinheiros é injusta com os mesmos… A comparação deveria ser com advogados e juízes…que, a meu ver, não necessitariam de diploma para exercer a profissão…basta ter talento e paciência para ler e reler a jurisprudência. Como disse o Joaqum Barbosa é uma questão de acompanhar a voz das ruas, desde que seguindo o escrito nas Leis.
Como grande democrata e patriota…Vc, Reinaldo, deveria empunhar a bandeira do advogado sem diploma e sem OAB… É injusto apenas uma categoria se beneficiar da não necessidade de diploma para exercício da profissão.
Obrigado
Eu tenho diploma em Ciências da Computação. O diploma não é obrigatório por lei para o exercício da minha profissão. Por acaso meu diploma é inútil? É óbvio que não. Em quase todos os lugares nos quais trabalhei, o diploma em informática é requerido. Quem não tem diploma e não estuda o suficiente acaba virando “formatador de PC”. Outros trabalham nisso enquanto se qualificam para conseguir trabalhos melhores. E acabam ficando muito bons.
Reinado, excelente comentário.parabéns.
Pô Reinaldo, só faltou comentar que, se um cozinheiro relaxa na higiene, seu freguês acaba no vaso sanitário. Já no jornalismo, parece que ultimamente, o caminho é o inverso: a notícia começa no vaso sanitário com a intenção premeditada de envenenar o leitor. Tudo é uma questão de higiene.
Eu ia te mandar a materia , mas vc já a colocou por aqui .A manifestação acaba dando razão para que se extermine o diploma .Afinal, esses estudantes de jornalismo que estão protestando contra o GM , já começaram mal informados.De todos os juizes , só o marco aurelio de mello foi contra.Até o juiz do povo barbosa” foi a favor da eliminação do diploma.Já começaram mal esses “estudantes” do protesto…
Estou em frente ao computador
aplaudindo de pé esse texto.
Valeu.
Reinaldo,
Viu a foto no Estadão dos manifestantes comendo jornal?
A foto já diz tudo, só seria melhor se no lugar de jornal fosse capim…
FALO A CAVALEIRO PORQUE TENHO UM IRMÃO CHEF INTERNACIONAL DE COZINHA;
OUSO AFIRMAR QUE A CULINARIA NACIONAL É MAIS HONESTA E MELHOR DO QUE A IMPRENSA NACIONAL CUJAS ‘PANELAS’ APODRECERAM NAS REDAÇÕES PELO LIMO IDEOLOGICO QUE NELAS SE ACUMULOU !
O PROBLEMA DO JORNALISMO TUPINIQUIM NÃO É DE “COZINHA”…MAS DE AGUA,PIA E SABÃO…MUITO SABÃO (ESFREGA,ESFREGA,ESFREGA) P. RETIRAR A CROSTA DE ATRASO MARXISTOLÓGICO DINOSSAURICO QUE PERMEIA A PROFISSÃO!!