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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

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Reinaldo Azevedo, jornalista, escreve este blog desde 2006. É autor dos livros “Contra o Consenso” (Barracuda), “O País dos Petralhas I e II”, “Máximas de Um País Mínimo — os três pela Editora Record — e “Objeções de um Rottweiler Amoroso” (Três Estrelas).

O espírito das ruas – Quem vai abreviar o mandato de Dilma Rousseff para o bem do Brasil

Em artigo exclusivo para o blog, Renan Santos, um dos coordenadores do Movimento Brasil Livre, recupera a origem do espírito que levou milhões para as ruas

Por: Reinaldo Azevedo

Renan Santos, do MBL: o novo está nas ruas e já faz história. Não vê quem não quer ou ou está triste porque vai perder o bonde e a boquinha

Renan Santos, do MBL: o novo está nas ruas e já faz história. Não vê quem não quer ou está triste porque vai perder o bonde e a boquinha

Renan Santos é um dos coordenadores do Movimento Brasil Livre. MBL e Vem Pra Rua — em companhia de outros grupos — respondem pela convocação e organização das maiores manifestações da história do país. Foram eles os primeiros a ter a coragem de apontar que o rei — ou a rainha, se indelicado não parecer — estava nu. Quando convocaram a primeira manifestação em favor do impeachment, em março do ano passado, boa parte do establishment político olhou aquilo com incredulidade. Eis Dilma Rousseff por um fio, que vai se romper.

No excelente artigo que escreve para este blog, abaixo, Renan trata do espírito que anima os brasileiros que ocuparam os espaços públicos para pedir, de forma ordeira e pacífica, que Dilma deixe a Presidência da República.

Renan trata da crise de representatividade, da descrença do homem médio nas soluções tradicionais e da forma como o PT se tornou um agente verdadeiramente reacionário da vida pública. E constata que é preciso recuperar, sobre novas bases, a confiança na política.

Eis outra novidade que os tolos se negam a ver. Os jovens que hoje compõem a linha de frente do combate aos males que o PT faz ao Brasil são capazes de pensar com qualidade. Os esquerdistas adoram supor que têm o monopólio não apenas da bondade, mas também da reflexão. E, hoje, eles se tornaram monopolistas apenas da justificativa do roubo virtuoso.

Leiam o artigo de Renan.

*

A improvável Revolução de Pessimildo

O fenômeno responsável pela queda de Dilma Rousseff encontra alguma similaridade com outras ocorrências mundo afora, mas também é único. A crise de representatividade política, a ojeriza ao establishment, os movimentos descentralizados e o uso da política em rede são fatores comuns, mas não explicam de maneira acurada o momento atual.

Antes de tudo, nosso movimento representa uma rearticulação de setores médios da nossa sociedade, que se encontravam dispersos em meio a um mar de informações e anseios conflitantes, a que esses setores se mostravam incapazes de dar expressão.

O aparelhamento de instâncias representativas da sociedade civil, tais como a OAB, sindicatos, entidades estudantis e igrejas, determinou o isolamento político do cidadão médio, que, ensimesmado, resmungava consigo mesmo e para os próximos seu desconforto com a corrupção, a taxação, os impostos escorchantes, os serviços públicos pífios — em suma, o “estado das coisas”.

Surgia ali o “Pessimildo”, o brasileiro médio que representava 40% dos votos em todas as eleições presidenciais desde 2006, mas que era incapaz de reunir dez pessoas numa praça para se fazer ouvir. Pior: era esconjurado em verso e prosa por Lula em sua cantilena anticlasse média, carinhosamente convertida em “elite branca, de olhos azuis, como o capeta encarnado, suposto empecilho no caminho da glória, entre copas do mundo, olimpíadas e ufanismos.

Pessimildo lutava uma guerra sem quartel. Votava em gente que tinha nojo de seus valores; era chamado de burro, reacionário, chato e cafona. Seus filhos aprendiam que Pessimildo era uma categoria histórica a ser superada. E convinha aos jovens de bom gosto olhar com desdém para suas aspirações.

Na condição de empresário, convivi muito com Pessimildo. Assitia a suas constantes reclamações com os juros, os impostos e a legislação trabalhista. Sabe como é… Ele trabalha no setor privado, o pobre!. Já em 2012, podia prever que a vaca iria para o brejo. Setores como o automotivo e a construção civil demonstravam estagnação desde essa época. Indústrias fechavam aos montes. Mas  era proibido ouvir Pessimildo.

A falência do modelo econômico lulista se deu ao mesmo tempo em que falia seu projeto político. O “programa de transição” petista se dava na aliança entre o dito “proletariado”, então representado pelo PT, e o nosso “Ancien Régime”, materializado nos velhos coronéis políticos do Nordeste, donos de empreiteiras e empresários convertidos em aristocracia no capitalismo sem riscos do BNDES.

O impasse, segundo os petistas, se resolveria apenas com uma reforma política que concentrasse poderes e verbas nas mãos do partido e com o silêncio bovino do cada vez mais desacreditado Pessimildo. Cumpre lembrar: a pauta política artificial que emergiu do cada vez menos espontâneo “Junho de 2013″ foi a bizarra reforma política petista, capitaneada por “movimentos sociais” e pela “intelectualidade” uspiana de esquerda.

Tal reforma, baseada no financiamento público de campanhas e na lista fechada, representava uma mão na roda para o beneficiário maior do, nas palavras da Odebrecht, “sistema ilegítimo e ilegal de financiamento do sistema partidário-eleitoral” brasileiro: o Partido dos Trabalhadores.

Essa era a única maneira de romper com os parceiros de ocasião, que se aliavam, mas com rebeldia crescente, à coalizão governista liderada por Dilma. Segundo o modelo petista, tais aliados deveriam ser “dialeticamente” usados e superados pela concentração de poder e recursos nas mãos de um partido que detinha o controle total da maior fonte de financiamento político do país. Era pra dar certo. Mas o encanto se quebrou.

Quebrou porque “os companheiros” não contavam com o esgotamento do modelo gastador implementado por Lula e Mantega. Quebrou porque não poderiam imaginar que algo como a Operação Lava Jato pudesse existir. E, principalmente, quebrou porque as “Jornadas de Junho de 2013″ representaram um enorme fracasso para a esquerda do PT. Ao invés de assustarem Pessimildo,  levaram-no às ruas. E ele gostou da brincadeira.

As manifestações de 2013 eram, sim, críticas à gestão Dilma, mas não aos fundamentos da elite dirigente. Suas reivindicações, se atendidas, culminariam inevitavelmente em mais Estado e mais governo. Seus idealizadores, o “Movimento Passe Livre”, continuam batalhando pelos cantos em conformidade, agora em conformidade com a estratégia diversionista do Planalto. Sem sucesso! Foi outra a catarse de 2013. A classe média, ainda que desarticulada e enfurecida, tomou das esquerdas o comando. Ainda que incapaz, então, de estabelecer uma agenda, impôs seus sentimentos e frustrações.

Foi assim que se criou a cultura de resistência que está na nas ruas. A iconografia e as palavras de ordem de 2015-2016 surgiram em 2013: “sem violência, sem partido, sem bandeira, camisetas verde-amarelas, MASP, ojeriza à corrupção…” Estava tudo lá. Já dizia Heráclito: “O ser de uma coisa finita é trazer em si o germe de sua destruição; a hora de seu nascimento é também a hora de sua morte.” Junho de 2013 carregava o germe de março de 2015. O PT começou a morrer ali.

Quando o MBL convocou sua primeira manifestação, em 1º de Novembro de 2014, sabíamos que iria dar certo. Aprendemos em 2013 quem era o público a ser convocado. Já sabíamos os primeiros cânticos, a linguagem comum a ser observada. Conhecíamos também os erros: sabíamos que era necessário contar com lideranças legítimas e com uma agenda factível.

O surgimento do MBL, do Vem Pra Rua e dos demais movimentos de rua possibilitou a criação de um antes inimaginável tecido político que reagrupou os milhões de Pessimildos espalhados país afora. Tudo aquilo que fora perdido em anos de aparelhamento ilegítimo das instâncias representativas da sociedade civil foi recuperado no prazo de um ano. Mais: ao contrário de fenômenos similares analisados por teóricos do mundo em rede — Occupy Wall Street, Indignados, Primavera Árabe — a revolução do Pessimildo não conta com apoio entusiasmado da academia, da imprensa e do establishment cultural. Muito longe disso, por sinal.

Esse organismo vivo, que tomou corpo ao longo de 2015, impôs derrotas fragorosas a todos os que se colocaram em seu caminho. A oposição vacilante foi atropelada pelas incisivas manifestações de 12 de abril e pela Marcha pela Liberdade, que resultou em um posicionamento pró-impeachment, na Câmara, das bancadas do PSDB, DEM e PPS. Manifestações pelegas dos outrora temidos “movimentos sociais” viraram motivo de chacota na Internet. Declarações oficiais eram convertidas em memes e piadas. Fases da Operação Lava Jato eram narradas como se fossem fim de campeonato.

Nem setores da grande imprensa escaparam. A tentativa de transformar o fenômeno em um Fla x Flu entre Cunha e Dilma naufragou, assim como a cobertura ultrajante que fizeram das aspirações dos brasileiros que saiam às ruas.

Muito a contragosto, tiveram de se render à agenda de Pessimildo: levamos o impeachment ladeira acima e unificamos um país disperso e deprimido. O monumental 13 de Março serviu como pá de cal para a luta inglória do jornalismo militante.

O combate à corrupção deixou de ser “moralismo pequeno burguês” da classe média e entrou na agenda do dia de todas as classes sociais. Ricos e pobres querem um país livre da corrupção — e não surpreende que o tema, pela primeira vez, tenha virado a maior preocupação dos brasileiros, conforme pesquisa recente da CNI.

Gostem ou não nossos intelectuais de esquerda, mas essa inédita articulação dos setores produtivos da nossa sociedade — assalariados e pequenos empresários — converteu-se numa força política sem paralelo em nossa história recente. É sólida, pois se baseia na consolidação institucional de valores já presentes na sociedade civil; é poderosa, pois comunica-se em rede numa velocidade jamais imaginada por qualquer Marina Silva.

A Revolução do Pessimildo é o fenômeno político mais excitante do mundo no momento. Seu sucesso dependerá de sua capacidade de converter tal impulso transformador em representação política, seja no Congresso Nacional, seja nos aparelhos da educação e da cultura que articulam os valores da política. Será um longo e árduo trabalho.

Mas, como a gente sabe, isso não assusta mais o Pessimildo.

Ele gosta de trabalhar.

 Texto publicado originalmente às 2h31
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  1. Pessimilda

    Muito obrigada por seu artigo, moço.
    Aos 55 anos, e realmente pessimista quanto a possíveis mudanças, comecei a ir para as ruas. Estamos lá, e vamos continuar, espero.
    Mas precisamos de jovens como você.

  2. Eunice

    Lindo e verdadeiro, expressou-se e expressou o sentimento do brasileiro que deseja um país melhor de forma límpida e sensível.

  3. hacs

    O segundo grafico (ver o link http://www.politicalcompass.org/uselection2012) mostra que apos um mandato de Obama, a crise e as acoes que tomou, para ganhar o segundo mandato, o candidato se moveu em direcao ao canto superior direito. Se o Teorema do Eleitor Mediano se aplicar a ambos os pleitos, o de 2008 e de 2012, isso significa que o eleitorado se moveu neste sentido.

  4. José Marcos de Lima

    Análise perfeita de Renan Santos, somente possível para quem vivenciou cada momento. Uma nova geração de representantes políticos emerge desse movimento que se tornou monumental e coordenado. Hoje sabemos onde se quer chegar. Pobres daqueles que ainda não compreenderam, como os repórteres de aquário, embevecidos e inebriados da própria imagem, que deixaram de acompanhar nas ruas cada marcha dos pessimildos. Acabaram atropelados pela realidade e, quando menos esperavam, se saber como, foram dominados pela pauta do impeachment imposta das ruas para as redações – que se descobriram assim, também, reacionárias! Daí o sucesso de uma nova imprensa política…

  5. Fernando Honorato

    Lugar de corrupto é na prisão, seja ele do PT, PSDB ou qualquer outro partido. temos consciência que não teremos pessoas respeitosas no novo Governo, sabemos que o nível moral de nossos políticos não é nada que possamos nos orgulhar, mas eles terão de respeitar a nova ordem que se instala em nosso país. A internet mudou definitivamente a correlação de forças entre os políticos e a população, a comunicação entre os brasileiros e o trabalho da imprensa tornou-se um só mecanismo, que agora podemos até mesmo chamar de O QUARTO PODER. Viva a democracia. Viva o processo de impeachment.

  6. Debora

    Brilhante !!

  7. Carlucio

    Acabou com a jararaca.

  8. massa

    vamos todos juntos com o MBL nos unirmos nas ruas contra a ditadura o PT. mega manifestação nos próximos dias. queremos 100 milhoes de brasileiros nas ruas de todo o Pais gritando fora Dilma fora PT impeachment já. cada qual leva uma zabumba. vamos ensurdecer o Planalto.

  9. Angelo Vitório Contin

    Excelente, perfeito, emociona! Sempre fui um Pessimildo; o que há de errado comigo por ser contra o que está aí? Parabenizo a mim e aos milhões de brasileiros pelo que estamos fazendo e por esse texto!

  10. José Carlos

    Minha mensagem ao PMDB, enviado ao site do partido:
    “Sabemos que os vermelhinhos que promovem arruaças nas ruas não votam no PMDB. Eles votam no PT. Os votos do PMDB são colhidos dentro daquela imensa massa verde-amarela que ocupou as ruas pedindo o impeachment de Dilma, que está farta da incompetência e das mentiras do governo petista, que não suporta mais a canalhice e hipocrisia de Lula e seu sindicalismo pelego.
    A hora da verdade está chegando para o PMDB. Essa massa verde-amarela quer o rompimento do PMDB com o governo petista. Essa massa está cansada de ver o PMDB fazendo o papel de garota de programa, que se alia ao governo de plantão em troca de cargos, emendas, favores etc. Essa massa sabe que o futuro do país está nas mãos do PMDB. Ou é o impeachment ou o PMDB transformará o Brasil em uma nova Venezuela, com consequências nefastas para o povo.
    Quem defende afastamento do PMDB ainda não entendeu o recado das ruas. Os brasileiros decentes, que estudam e trabalham honestamente, que pagam suas contas com seu próprio salário, que moram em imóvel documentado, que não têm a vida particular financiada por empreiteiras, que carregam este país nas costas, querem que o PMDB rompa com o governo petista, querem que o PMDB apóie o impeachment do início ao fim. E para isso, será necessário coragem. Coragem que somente será demonstrada com rompimento definitivo com o governo. Afastamento é proposta de quem quer continuar a ser garota de programa. O Brasil não merece isso. Não queremos uma pinguela para o passado. Queremos uma ponte para o futuro!!Respeitosamente,”

  11. Fernando Saldanha

    Brilhante!

  12. Pereira Passos

    Putz! Direto, objetivo, conciso. Perfeito!
    Assino em baixo.

  13. Isa

    Eu posso dizer que sou mais uma pessimilda, me dei a liberdade de escrever no feminino, mas não fiquei acomodada. Queria levantar minha voz, mas não encontrava outros pessimildos como eu, só os acomodados. Então, tive que esperar. Hoje estou feliz porque fiz parte da primeira convocação e sem conhecer o MBL. Quando ouvi pela primeira vez os Meninos do MBL na Paulista, soube que seria diferente e passei a acreditar que a política iria mudar, pois “o novo” havia chegado. Não quero que aconteça com o Brasil o que aconteceu com a “Primavera Árabe” ou como outras tantas primaveras que passaram, pois a tal oposição se organizou para ampliar seus poderes políticos. Continuo tendo esperança no Novo. Que venham mais Renan, Rogério e afins….

  14. silvia m

    Que clareza! Enquanto lia, fui me vendo, me identificando. Eramos milhões de pessoas que não tinham voz, pareciamos idiotas, quando tentávamos mostrar que o país estava sendo destruído nos chamavam de loucos. Hoje sabemos que não basta trabalhar, temos que discutir política, vigiar e participar ativamente do país que queremos. Obrigada ao MBL e Vem pra Rua por nos unir.

  15. Aline

    Parabéns, Renan, por unir e dar voz a todos que se sentem inconformados com o atual cenário e que querem um novo Brasil. Que esses movimentos continuem e nos ajudem a fazer a diferença.

  16. Manoel Neto

    Ótima análise do Renan Santos. Obrigado pelo espaço, Reinaldo, para que tivéssemos essas informações.

  17. Luiz Cadioli

    Sou Pessimildo assumido. Há muito tempo….
    Agora me sinto representado por essa força, esse conjunto de Pessimildos que arrebata as ruas.

  18. Maíra

    O texto de Renan retrata de forma clara e concisa os últimos 2/3 anos do país. Não me importa de como me chamem: coxinha, pessimildo, etc., o que os políticos precisam enxergar é que eu, como 90% da população, trabalho e pago corretamente os impostos. Não dependo de ajuda miserável ou salário do governo. Como milhões de pessoas construo o país. Por que pessoas como nós não têm representação no congresso? Por que temos que arcar com políticos que acham que somos “elite”, “racistas”, “privilegiados”…. Somos apenas pessoas que acordam e trabalham todos os dias. Só queremos o mesmo, sem corrupção, com honestidade, dos nossos governantes.

  19. Marcelo CM

    Parabéns garotos. Sem o MBL e o Vem pra rua, em sintonia com os demais grupos, não viveríamos a mudança que estamos vivendo. Obrigado!!!!

  20. domenico

    É isso aí, bravos meninos ! Os Movimentos acordaram os milhões de “Pessimildos”,que agora entendem a importância da soberania e que nunca mais irão arredar os pés das ruas,enquanto a Constituição e seus direitos não forem respeitados pelas instituições da República ! Os “Pessimildos”, tiraram os bumbuns das cadeiras e foram à luta por um Brasil melhor ! Parabéns !

  21. Jorge Dal

    Parabens Renan !
    Não há exageros em acreditar que este texto vai entrar para os anais de nossa história!

  22. Sol

    Belíssimo texto! Parabéns a esses jovens guerreiros!! Sabemos que o caminho a trilhar é árduo, mas, devemos seguir unidos olhando pra frente com a esperança de um futuro próximo melhor, digno, justo para o nosso país!

  23. Luma

    Emocionante! A mesma emoção que senti quando houve o grito de liberdade nas manifestações de junho de 2013!
    Na época, os analistas políticos não entenderam nada! Dava dó de ver as suas caras! Sem nenhuma sensibilidade, totalmente desvinculados da indignação dos cidadãos honestos deste país. Totalmente formatados! Para eles só quem tinha autoridade de falar eram as aparelhadas “instâncias representativas da sociedade civil, tais como a OAB, sindicatos, entidades estudantis e igrejas”.
    Mas, os que foram às ruas sabiam, gritaram por liberdade e disseram NÃO MAIS às manobras do governo e afins para implantar uma ditadura do crime organizado.
    Parabéns e obrigada!

  24. Paraense

    Precisamos de mais convocações para pressionar os deputados em apoio a favor do impeachment.

  25. Sidney F Caldeira

    Nossa!!!
    Eu que já fui “coxinha”, “direita-reaça”, “conservador”, “classe média odiada”, “branco de olho azul”, etc…
    Agora também sou “Pessimildo”. Tai! apesar de péssima fonética, gostei. “Pessimildo” neles!!!

  26. Simone Rocha

    Bravo! Bravo! Bravo!!!!!

  27. Rosane Moreira

    Nossa, fiquei emocionada!

  28. Victor Pessoa Peixoto

    Excelente análise econômica, política e social de nosso país, Renan!
    Parabéns a todos vocês! Molecada boa, virtuosa e aguerrida do Movimento Brasil Livre, que coloca a pauta dos verdadeiros criadores de riqueza desse país em dia com o poder político que titubeia muito, mas que agora esta nos atendendo um pouco
    Para não falarmos muito e concretizarmos pouco precisamos colocar representantes dos Pessimildos no cenário político atual. Por enquanto, eu vejo poucos partidos – ou sera apenas 1? – com essa pauta Liberal e defensora do Estado de Direito (Partido Novo).
    Não vai ter jeito, vocês vão ter que se molhar na chuva, criar um partido político talvez seja inevitavel. Vão ter que se articular com os grandes empresarios que defendem a nossa pauta para conquistarem espaço no poder e poderem realmente implementar os nossos sonhos de consumo: um Estado eficiente com o dinheiro que arrecada, um Estado com muitos mecanismos anti corrupção e um Estado cada vez menos tutor da economia desse país.
    Parabéns novamente pelo excelente trabalho e pelo texto lúcido e preciso sobre a nossa realidade.

  29. ana soriano

    Prazer em conhecê-lo Renan. Gostei desse artigo.
    Fui à primeira passeata depois de assistir indignada a uma entrevista no Roda Viva, do José Dirceu.
    Não sei se eu era pessimilda mas fiquei revoltada.
    Por 25 anos trabalhei na iniciativa privada como funcionária, e nunca vi um único fiscal, da fazenda, do Estado ou da Prefeitura cumprir seu papel de cidadão ou de funcionário público.
    O país tem muita limpeza a fazer.
    Espero que vocês jovens possam fazer a faxina que o país precisa e merece.
    Nosso sistema político tem que mudar radicalmente.
    Não podemos como cidadães sermos trabalhar para sustentar essa máquina corrupta e improdutiva.
    Na era da internet não precisamos de tantos funcionários públicos, de tantos políticos.
    Essa gente classe privilegiada tem que trabalhar e ser vigiada constantemente.
    estou gostando de ver a escolha de presidente nos EEUU.
    Não podemos ter que escolher por exemplo entre Lulla e Collor.
    Quero alguém que realmente me represente e que represente cada um de nós.
    É com alegria que vejo essa explanação tão competente.
    Parabéns e garra.

  30. Henrique

    Meus parabéns ao pessoa do “Vem pra Rua”, “Revoltados Online” e “Movimento Brasil Livre” pela esforço e luta para unir o povo pela luta contra o PT, ao Projeto Criminoso de Poder das Esquerdas, e a corrupção no Brasil.
    Meus parabéns especial, à equipe da PF da Operação Lava Jato, ao Ministério Público de Curitiba e ao Juiz Sérgio Moro, que esforçaram-se em fazer mais do que o simples cumprimento da lei e do dever, e foram além, pois estão a levar o sentimento de justiça ao provo brasileiro.
    À todos, o meu muito obrigado!

  31. O OBSERVADOR

    FIQUE CERTO. QUEREMOS A DILMA IMEDIATAMENTE NO OLHO DA RUA, O CANALHA LULA ATRAS DAS GRANDES JUNTO COM SUA FAMIGLIA DE DEFENESTRADOS, UMA FAXINA NA POLITICA BRASILEIRA, TIRAR AS MASCARAS DE TODOS OS LOBOS VESTIDOS EM PELE DE OVELHA, TODO O DINHEIRO ROUBADO DAS FAZENDAS, DA OI, DE TUDO, DO BOI BARRICA, DO RANARIO DO JADER, DAS FAZENDAS DO RENAN E OUTROS, RECUPERADO NO SEU TOTAL CORRIGIDO E A PROXIMA IDA AS RUAS AGORA SERA DIFERENTE……………. … CHEGA.

  32. Alice

    Texto maravilhoso. Orgulho dessa moçada sem venda .

  33. Nádia

    Pelo que se ouve por aí o impeachment eh muito esperado. O povo anda ansioso. Agora todos precisam saber que a coisa arrombada não se conserta em um único dia e sem sacrifício.

  34. Elementar, Osório!

    É isso mesmo! sem pressa ou recuo, Fora Dilma!

  35. Myrian Macedo

    Pô, cara, texto que entusiasma muito!
    Parabéns, que encontremos representatividade política!
    Acho que já sabemos o caminho!
    Pessimildos, nunca mais!!!

  36. simplesmente maria

    Que artigo excelente! Confirma que estamos em excelentes mãos. Obrigada, turma do MBL. Vocês lograram organizar a população numa direção, a única que faz sentido neste momento de degradação política e esfacelamento econômico: o impeachment da Dilma.

  37. Ariel Peres, dos Santos

    “o Pessimildo”…..muito bem colocado……acho que sou um deles. Espero que esses moços que nos puxaram, nos abriram os olhos, sejam, efetivamente os futuros dirigentes desse povo.
    Participei dos principais atos e…..chorei…….nunca imaginei que um dia teria tanta emoção!
    Ao acampamento em frente ao Congresso dei o meu apoio. Levei água, levei gelo, levei produtos básicos…..e eles me deram alegria, a alegria de serem patriotas!
    AVANTE JUVENTUDE! e levem esse velho com vocês.

  38. Valcir

    Parabéns Renan pelo texto, pelo engajamento no movimento! Parabéns aos idealizadores desses movimentos que nos desperta e nos tira da condição de “pessimildos”! E parabéns a todos nós, que estivemos e estaremos presentes em todas as manifestações sempre que necessário para mudar o que está aí. Temos, com certeza muito mais para mostrar do que foi mostrado até aqui.

  39. Nilton

    E eu que cheguei a pensar que o nosso futuro esta perdido.
    Graças a essa nova geração que a esperança renasce no Brasil.
    Um viva a isso!

  40. Ana Banana

    Sem palavras.
    Magnifico retrato “sobre nós”.
    Renan, meu agradecimento é uma nano particula perto do espetacular, sábio e honesto movimento que voces deram as aguas do nosso mar.
    Esta nano particula juntou-se a outras 7 milhoes e formou-se, até entao, a imensuravel-mega-blaster nano particula. Particula esta que “estudiosos” jamais poderiam imaginar

    Recisitamos nosso sentimento Esperança.
    O agradecimento é perene. Está na energia (positiva), no sentimemto “de salvacao”, num sorriso, nas nossas cores.
    O brasileiro nao merece esse castigo. A corja tem que – e vai – ser exterminada.
    Obrigada tambem a voce Reinaldo pela oportunidade de conteudos dignos.

  41. RODRIGUES

    Estou pedindo aos anjos para mandar a Dilma para o inferno que lá é o lugar a onde se faz o diabo. Que os santos ouçam e sejam rápido!

  42. Claudio Bilac

    Estes movimentos dependem de TODOS NÓS, sempre que convocados devemos marcar presença cada vez maior e mesmo depois desse DESgoverno TERRORPETISTA cair, temos que tirar o PT e ex-petistas da vida pública nas urnas. Outubro está chegando, VAMOS INICIAR A MORTE POLÍTICA DOS TERRORPETISTAS.

  43. danilo

    Nada assusta quem gosta de trabalhar.

  44. Marcus Jardim

    EXCELENTE, EXCELENTE, EXCELENTE!!!
    Tenho imenso orgulho, e mais que isso, esperança realista com a atuação e postura desses “meninos”, que pela idade, poderiam ser meus filhos.
    Posso ajudar? Como?

  45. Flávio

    “ao contrário de fenômenos similares analisados por teóricos do mundo em rede — Occupy Wall Street, Indignados, Primavera Árabe — a revolução do Pessimildo não conta com apoio entusiasmado da academia, da imprensa e do establishment cultural.” O atual movimento realmente não tem nada que ver com esses. É mais como um “Tea Party”, o qual, surgido em 2009, tem como um de seus efeitos, agora em 2016, a viabilidade de candidaturas como as de Ted Cruz e Donald Trump. E o nosso “Tea Party”, o que vai gerar à longo prazo?

  46. leandro

    Graças a esses garotos vamos abreviar o sofrimento do povo brasileiro.

  47. costa

    Parabéns a todos os organizadores desse movimento, estamos juntos.

  48. Ferrabraz

    Bom. Agora transformar em reforma politica de voto distrital puro, clausula de barreira, quem sabe com parlamentarismo.
    Reforma tributária que objetive redução de gastos com maquina de governo, diminuição da burocracia, elimine tributação sobre investimentos e tribute via IR os ganhos individuais de forma socialmente justa sem desmontar o caráter de mérito no crescimento econômico do indivíduo.
    Reforma da previdência, com idade minima e justiça nas diferenças mínimas de gênero. Se criar filhos significa dupla jornada de trabalho que se honore isto nuam aposentadoria vantajosa para aquelas que filhos tiveram.
    Reforma educacional na obrigatoriedade de promoção baseada no mérito e corriculo de interesse do progressão social.
    Saude publica básica minima e de nível ambulatorial seguida de previdência e saúde privada livre.
    Ai sim, chegaremos aos 30.000 dólares de renda percapita e ao primeiro mundo.

  49. Inides

    Eu, como a maioria dos cidadãos brasileiros, estamos pensando num Brasil melhor, com mais oportunidades, saúde digna do seu povo, segurança, educação para todos sem distinção, 0 de corrupção Poderes independentes, sem barganha, sem conchavo e Democracia plena. Não adianta nada cair um desgoverno e entrar outro que governa pela metade. Administração é como uma engrenagem bem lubrificada. Estará sempre em perfeito funcionamento. Hoje o governo que aí está parece um parafuso com rosca a esquerda tentando encaixar numa porca com rosca a direita. Não combina! Parece a construção da torre de Babel lá no Império Babilônico.

  50. FILOSOFANDO-

    Nossa, perfeito ele sintetizou tudo, eu me reconheço no tal “Pessimildo”
    Realmente, tempos dificieis para os tais “Pessimildos” da net.
    Ser critico do governo era estressante, a alienação submetida por meios duvidosos pelo poder publico aos meios de comunicação era evidente, pra ajudar tava chovendo financiamento estatal em todo tipo de midias, e tinha as pencas pessoas pagas pelo sistema, e interesseiros de carteira para sabotar, sacanear contrários e os opositores.