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07/03/2012

às 7:01

Num momento em que o cristianismo é a religião mais perseguida do mundo, TJ do RS decide cassar e caçar os crucifixos. Os cristãos podem se preparar: vem uma onda por aí! Com o crucifixo, TJ expulsa também um pouco da Justiça!

Não sou gaúcho. Modestamente, apenas brasileiro. Fosse, estaria ainda mais envergonhado do que estou com a decisão tomada pelo Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), que acatou um pedido da Liga Brasileira de Lésbicas e de algumas outras entidades para que sejam retirados todos os crucifixos e outros símbolos religiosos das repartições da Justiça do Estado. Justificativa: o estado é laico. Publiquei uma pequena nota na noite de ontem, e muito gente apoiou a decisão. Publiquei, diga-se, as opiniões que não vieram acompanhadas de boçalidades anti-religiosas. Vamos lá.

O estado brasileiro é laico, sim, mas não é oficialmente ateu ou anti-religioso. E vai uma grande diferença entre uma coisa e outra. A República brasileira não professa um credo, mas não persegue crenças e crentes. Que dias estes que estamos vivendo! O cristianismo está profundamente enraizado na história e na cultura do Brasil. Os crucifixos não estão em tribunais e outras repartições para excluir, humilhar, discriminar, impor um valor ou qualquer coisa do gênero.

Ao contrário até: basta ater-se aos fundamentos dessa fé, mesmo quem não tem fé, para constatar que os valores éticos que ela reúne constituem o fundamento — eis a verdade — da moderna democracia. Sim, meus queridos, foi o cristianismo que inventou a igualdade entre os homens. E não, isso não quer dizer que sua história tenha sido sempre meritória.

Por que a Liga Brasileira das Lésbicas  —  E ME FAÇAM O FAVOR DE NÃO CONFUNDIR ESSE GRUPO MILITANTE COM MULHERES LÉSBICAS, TOMADAS NA SUA INDIVIDUALIDADE — não pede a demolição da Catedral de Brasília, plantada na Esplanada dos Ministérios? Por que não pede que o Rio ponha abaixo o Cristo Redentor? Urge mudar o nome de São Paulo, de Santa Catarina, do Espírito Santo, de São Luís, de centenas de cidades brasileiras que refletem a óbvia importância que o cristianismo, especialmente o catolicismo, teve entre nós.

Os que entraram com essa ação ridícula, acatada pelo Conselho da Magistratura, agem à moda do Taliban, que destruiu, em 2001, os Budas de Bamiyan, no Afeganistão, que datavam, no mínimo, do século 7 porque consideraram que eles ofendiam a fé islâmica. No Brasil, cuida-se agora de outro fundamentalismo.

Notem bem: se alguém propusesse uma lei que obrigasse repartições públicas a exibir o crucifixo, eu estaria entre os primeiros a protestar. Retirar, no entanto, os que foram herdados de uma tradição cultural, religiosa e civilizacional, bem, isso é um crime contra a nossa história, cometido para satisfazer vocações fundamentalistas. Os doutores e a tal liga das lésbicas que me perdoem, mas estão jogando no lixo ou mandando para o armário valores como igualdade entre os homens, caridade e… justiça! O cristianismo, prova-o a história, é também umas das primeiras correntes de pensamento realmente influentes a proteger a vida e os direitos das mulheres — à diferença do que pretende essa militância boçal.

Isso nada tem a ver com laicismo do estado. O que se caracteriza, aí sim, é perseguição religiosa. Não tenho dúvida de que muitos dos defensores dessa medida não hesitariam um segundo em defender também o “direito” de tribos indígenas brasileiras que praticam o infanticídio. E o fariam sob a justificativa de que se trata de uma tradição cultural…

O que mata e o que dá vida
A tal liga tem agora de avançar contra a Constituição Brasileira. Afinal, Deus está lá. Vejam que sociedade de iniqüidades se construiu nos Estados Unidos, onde as pessoas ainda juram com a mão posta sobre a Bíblia. Que país ridículo é aquele capaz de cantar em seu hino: “In God is our trust”, discriminando ateus e agnósticos? O paraíso da liga é a Coréia do Norte, de onde a religião foi banida. Ou a China. Boa era a antiga União Soviética. Igualitários e sem preconceitos eram os países da Cortina de Ferro. Bacana é Cuba, sem essas frescuras com o Altíssimo… Como dizem alguns ateus do miolo mole, as religiões matam demais! Os regimes laicos, especialmente os comunistas, é que souberam proteger os homens, não é mesmo?

Sim, sinto-me bastante envergonhado por aquela gente toda — as que pediram o fim dos crucifixos e as que aceitaram o pleito. O cristianismo é hoje a religião mais perseguida do mundo. Um iraniano foi condenado à morte por se converter. Começamos a assistir a uma variante da perseguição religiosa em nosso próprio país.

Não duvidem! Se as confissões cristãs aderissem à pauta da Liga Brasileira de Lésbicas — seja ela qual for —, o pedido não teria sido encaminhado. Como isso não aconteceu nem vai acontecer, elas resolveram que um símbolo, que tem valor para mais de 90% dos brasileiros (entre católicos, protestante tradicionais e evangélicos), tem de desaparecer. A desculpa? O laicismo do estado.

Eis aí mais um exemplo do fascismo de minorias. Uma leitora relatou aqui a sua participação num fórum que debateu a legalização do aborto. Um grupo de feministas defendeu de modo muito enfático que o combate ao aborto seja considerado um crime. Afinal, argumentaram, é uma questão de direitos humanos e de direitos da mulher… Em breve, será crime simplesmente não concordar com “eles”.

Os doutores do Rio Grande do Sul confundiram laicismo do estado com o ateísmo militante do estado. Mandaram para o lixo mais de 2 mil anos de cultura ocidental e mais de 500 da história do Brasil. Afinal, a Liga das Lésbicas ficava muito ofendida ao ver na parede aquele signo. O signo que está na raiz das idéias de igualdade no Ocidente.

Para encerrar: lembrem-se que essa era uma das propostas do “Plano Nacional-Socialista de Direitos Humanos”. Não vingou porque a sociedade reagiu. Os militantes não se conformaram e foram à luta. Encontraram os doutores que lhes deram guarida.

O crucifixo está sendo expulso dos tribunais do Rio Grande do Sul. Como isso afronta os valores da esmagadora maioria do povo gaúcho SEM QUE SE GANHE UMA VÍRGULA NA ESFERA DO DIREITO, uma parte da justiça está necessariamente sendo expulsa com ele.

A esmagadora maioria do povo acredita em Deus, mas as elites militantes não acreditam no povo. Tampouco exercem o poder em seu nome. Ponto!

Por Reinaldo Azevedo

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570 Comentários

  • ANDERSON BRANDÃO

    -

    1/2/2013 às 10:10 am

    achei este blog hoje,e li quase todos os comentários.toda opinião é valida ,seja ela edificante ou não.quanto ao tema trato,vale a pena ler as seguintes passagens dos evangelhos na BíBLIA:LUCAS 12:51-53;MATEUS 10:34-36;MARCOS 13:11-13,e apos a leitura tirem as suas equilibradas conclusões.

  • j batista

    -

    22/11/2012 às 11:46 pm

    “Conspirações ou Paranoia”- Em politicas governamentais se gastam verbas para se enaltecer costumes de minorias e se ignoram zelo pelos da maioria. No Natal se ignoram o anversariante Menino Jesus – SOBRAM SHEREKS,DUENDES,PAPAIS NOEIS,ETC…); dia da Bandeira e Proclamação da Republica tambem são ignorados,nas midias.Desfile de 7 de Setembro cada vez mais menos expressivos

  • Anónimo

    -

    14/11/2012 às 5:45 pm

    Um bom texto para que a verdade seja exposta sobre a Igreja que tem sido edificada em nossos dias; http://giovannipinto.wordpress.com/2011/08/30/a-verdade-sobre-o-evangelho-em-nossos-dias/

  • Bosco Sampaio

    -

    19/5/2012 às 3:44 pm

    NÃO À INTOLERÂNCIA.OS BRASILEIROS NÃO MERECEM ISSO. APLAUSOS DE PÉ AO REINALDO AZEVEDO.

  • fabio

    -

    13/5/2012 às 6:27 pm

    Existe a seguinte situação: Se é permitido colocar num ambiente público o simbolo (neste caso o crucifixo)de uma determinada religião (cristianismo), também deve ser permitido colocar o simbolos de tantanta outras religiões ou seitas: umbanda, camdomblé, satanismo, islamismo, magia negra e aí o ambiente viraria uma grande vitrine

  • Rafael

    -

    3/4/2012 às 6:49 pm

    O cristianismo é base da liberdade de pensamento, ideia defendida por nós BATISTAS desde o início de nossa fundação. Imagina essas pessoas lá no Irã, onde quem manda é o Ayato-lá? Nunca teriam direito de se expressar!!!!

  • Vinicius

    -

    3/4/2012 às 12:22 am

    Deixem a igreja fora disto. Estado é Estado, igreja (seja lá qual for) é igreja.

    Por favor, Deus me livre da obrigação de ter que acreditar nele.

    Abraços.

  • Michel

    -

    2/4/2012 às 6:29 pm

    Meu caro colega, não se pode misturar estado e igreja. Todas as vezes que a religião se misturo com o estado o resultado foi catastrófico. O estado precisa se LAICO e ponto final. Deixe as cruzes fora disto.

  • Fernando maldonado

    -

    31/3/2012 às 11:42 am

    Religião não se mistura com Estado!

  • Diego

    -

    27/3/2012 às 2:15 pm

    Fiz 3 comentários sobre essa reportagem. 2 elaborados e um em tom de sátira. Por que apenas o último foi aceito ?

  • Diego

    -

    27/3/2012 às 8:57 am

    Vamos fazer assim. Já que a MAIORIA ESMAGADORA dos torcedores de Minas Gerais são Cruzeirenses e Atleticanos, vamos fazer com que esses sejam os únicos times oficiais. E quem torce, por exemplo, pelo Ipatinga, deveria ter as bandeiras de Cruzeiro e Atlético MG estampado na camisa. Então poderíamos discriminar quem torce pelo Ipatinga, chamá-los de militantes subversivos, comunistas e mais uma pá de coisas, já que eles não fazem parte da “MAIORIA ESMAGADORA”.

  • Fabiano

    -

    26/3/2012 às 8:28 pm

    “O cristianismo está profundamente enraizado na história e na cultura do Brasil” – o café, o futebol, o carnaval, a baiana também estão, porém não vejo bolas, grãos e serpentinas penduradas em tribunais.

    “Sim, meus queridos, foi o cristianismo que inventou a igualdade entre os homens” – igualdades ou desigualdades não são conceitos ‘inventados’. Fazem parte da natureza humana e são modelados de acordo com processos complexos da vida em grupo. Seja de uma tribo ou uma grande civilização.

    “…estão jogando no lixo ou mandando para o armário valores como igualdade entre os homens, caridade e… justiça!”… “O cristianismo, prova-o a história, é também umas das primeiras correntes de pensamento realmente influentes a proteger a vida e os direitos das mulheres” “… Mandaram para o lixo mais de 2 mil anos de cultura ocidental e mais de 500 da história do Brasil”. – Calma, são apenas crucifixos (instrumentos de tortura de povos antigos). Valores, justiça, proteção aos direitos das mulheres, tudo isso, nos dias de hoje, meu filho aprende na escolinha, até mesmo em cartilhas desorganizadas. Precisamos nos desapegar as tradições. Muita tradição, pouca razão!

    - curiosidade: “…ateus do miolo mole” é uma expressão fácil e confortável de ser dita ou escrita. Se substituirmos ‘ateus’ por ‘cristãos’ estaremos encrencados, pois como diz o blogueiro, o valor está na tradição, na historicidade, no sagrado…

  • Diogo

    -

    25/3/2012 às 10:43 pm

    Psiquiatra, por favor! Ou melhor, um livro do Giovanni Sartori, sobre teoria democrática!!

  • Bruno

    -

    25/3/2012 às 3:51 pm

    Este artigo possui incontáveis incoerências, falácias (sobretudo a falácia do espantalho), analogias desproporcionais e a verdadeira corrupção e distorção dos fatos e até de eventos históricos. Enfim, não é difícil refutar argumentos fracos como os utilizados, mas o artigo postado no Bule Voador é um belo exemplo de refutação.

  • gerson peres

    -

    22/3/2012 às 12:03 pm

    As considerações deste seu artigo expressam verdades incontestaveis, suficientes para os membros do TJ-RS reconsiderarem seu lastimavel equivoco.O Cristo não pediu que o colocassem em suas salas. Ali está desde que ali se instalou o TJ-RS.Esta decisão desrespeita a maioria absoluta do povo brasileiro e o fundamental principio de de sua democracia.A CONSTITUIÇÃO estabelece o Brasil em Estado laico sem carater absoluto.A forma democratica da governabilidade republicana retrata isto desde o seu descobrimento sob o signo da Cruz do cristianismo que apesar de existir com as deficiencia erros humanos é o maior e quase unico enrraizado na nossa civilização e desemvolvimento.Cumprimento-lhe pelo brilhante artigo com argumentos que fragilizam a juridicidade de uma decisão descabida que chocou o povo brasileiro.

  • Silvio

    -

    17/3/2012 às 6:47 pm

    Esta revista atestaria sua seriedade se este blogueiro se desse ao trabalho de ler o que o Conselho de Magistratura alegou no processo. Como devem se sentir judeus, muçulmanos, alguns protestantes e outros pertencentes a outras minorias, ou a minorias discriminadas pelos cristãos como são os homossexuais, ao entrarem com ação na justiça que tem relação com problemas religiosos? O crucifixo numa repartição pública de justiça certamente representa um viés que qualquer justiça deseja evitar. Se fosse uma repartição pública relacionada à cultura, poderíamos entender. Também parece que o digníssimo blogueiro jamais leu a Bíblia para soltar essa de que o conceito de igualdade entre os homens partiu do cristianismo; e pior ainda, a discriminação contra as mulheres é bem óbvia ainda hoje, ao vermos que mulheres não possuem carreira hierárquica na igreja, não podem comandar missas, etc. Infelizmente este é um artigo que mostra que o autor é uma pessoa que não possui qualquer visão do que está fora do seu próprio mundinho religioso.

    REINALDO RESPONDE
    Só deixo aqui seu comentário para lhe dizer isto:
    1 – Você deveria ler o blog para saber que todas essas questões já foram devidamente abordadas;
    2 – Você deveria ler o blog para saber que quem defendeu, na Corte Européia, o direito que as escolas da Itália têm de ostentar o crucifixo foi um judeu ortodoxo;
    3 – Você deveria ler o blog para saber a diferença entre um crucifixo herdado de uma tradição também cultural (como é o caso) e um imposto pela lei (como não é o caso).
    Enfim, antes de opinar, você deveria ler só para não fazer um debate que já foi superado e melhorar os próprios argumentos.

  • Alcinéia

    -

    14/3/2012 às 8:47 am

    Adorei o seu Artigo,A Liga que ao invés de se preocupar em desenvolver propostas e projetos que beneficiaria toda uma classe se incomoda com a Cruz na parede, muito mais o Estado que deveria estar preocupado com o sucateamento da saúde pública, a falta de apoio à educação e valorização dos Professores, o crack e a corrupção que é o câncer da nossa sociedade, que como consequência é uma violências que cresce a cada dia, crianças e jovens que nem chegam a idade adulta e cadeias cada vez mais abarrotadas de pessoas sem nenhuma chance de recuperação. Mas eles tem causas mais valiosas pra lutar…Arrancar cruzes das paredes públicas.

  • Heitor Reis de Oliveira

    -

    13/3/2012 às 11:29 pm

    Aprovado Reinaldo de Azevedo, antes odiava a Veja, hoje vejo que é mais lúcida que a maioria.
    Minha sugestão é que a Veja ou o seu blog deveriam divulgar mais as apresentações do Olavo de Carvalho sobre o tema.

  • sinesia

    -

    12/3/2012 às 9:10 pm

    QUE A PÁZ DE CRISTO JESUS, O PERDÃO DE DEUS PAI ,CAIA EM TODOS OS CORAÇÕES TÃO ENDURECIDOS PELA FALTA DE FÉ E DE AMOR. DEUS PAI VOS ABENÇÔE EM NOME DO PAI DO FILHO E DO ESPIRITO SANTO. AMÉM

  • Marcelo Buono

    -

    12/3/2012 às 8:40 pm

    Tem toda razão, Sou presbítero na casa do Senhor … Mas não sou um tolo e muito menos tenho a arrogância de achar que o que é bom para mim é bom para todo mundo. Jesus cristo nunca pediu para usarem um simbolo para adora-lo ou estar na sua presença muito pelo contrario. Impor o simbolo máximo do Catolicismo e não do Cristianismo em repartições publicas é no minimo arrogante…. A paz do Senhor a todos

  • Ben Hatmadah

    -

    12/3/2012 às 11:56 am

    é bastante não concordar com os desvios de comportamento destes grupos, para que eles achem ou pensem que tudo que eles teriam por direito, seria mais do que já os possuem. confunde-se decisão laica com a historia religiosa de uma nação ou de um povo. lamentável…..

  • francis c araujo

    -

    12/3/2012 às 1:19 am

    ISSO É UMA PERSEGUISAO CONTRA O CRISTINAMISMO

  • Clives Sanches

    -

    11/3/2012 às 6:36 pm

    Frente ao q foi escrito pelo Reinaldo, só me resta uma ex-
    pressão: “que lástima”!!
    Temos tantos valores a vivenciarmos e constatamos um retro-cesso na caminhada…que lástima!
    Permitam-me uma observação: isso tudo procede de mente
    perigosa…!Lembremo-nos do último pedido do Pai Nosso:
    “livrai-nos do Mal”
    Clives

  • Rubem Prux

    -

    11/3/2012 às 12:14 pm

    Penso que as “lésbiscas” foram usadas para isso. Deve ter algo mais por trás disso. E prosseguindo vai piorar. O fato acontecido no RS, provavelmente, não será o único.

  • Prof. Eduardo Sampaio

    -

    11/3/2012 às 3:42 am

    É isso mesmo, Reinaldo. É a “ditadura do relativismo”, já tão explicitada pelo atual papa, ainda em seus escritos como cardeal. Espero que a sociedade gaúcha reaja a essa aberração jurídica. Parabéns pela crítica!

  • OSWIG

    -

    10/3/2012 às 7:02 pm

    ESTÃO DANDO MUITO ESPAÇO PARA ESTAS MINORIAS, NÃO DEMORA VÃO QUERER COLOCAR O SÍMBOLO DELAS NOS TRIBUNAIS, E O JUÍZES ACOLHERÃO, SOB PENA DE DISCRIMINAÇÃO.

  • Paula

    -

    10/3/2012 às 1:29 am

    Vamos mandar essa assciação de Lésbica para o Irã.

  • Everson Vieira Porto

    -

    9/3/2012 às 11:28 pm

    Com o que nós assistimos na mídia diariamente, policiais prendendo e juízes soltando; reformas na leis se arrastando há décadas e leis que aumentam os salários dos legisladores sendo aprovadas da noite para o dia; se você atira e mata um ser humano, responde em liberdade e em alguns casos nem é preso; se atirar em uma tartaruga ou uma capivara, vai preso sem direito à fiança. Um preso pode se negar a trabalhar; eu não posso, porque se eu não trabalhar, não posso pagar o imposto que sustenta aquele preso. Enfim, diante de tanta discrepância, quem deveria ordenar a retirada dos crucifixos desses lugares, era a Igreja e não o Tribunal.

  • Paulo César Mousquer

    -

    9/3/2012 às 8:02 pm

    concordo plenamente(apesar de não ser católico), pois o crucifixo nas paredes dos órgãos da justiça, em nada afetam a minoria que infelizmente não acreditam em Jesus Cristo. Por acaso é exigida alguma reverência ao símbolo religioso? esqueceu esta entidade que toda base de nossa legislação está em maior ou menor grau nos preceitos basicos da religião Cristã. Vivemos em uma democracia onde respeitam-se os direitos da MAIORIA, sem todavia tolher ou tirar o livre arbítrio das minorias. No presente caso as Vossas Excelências do Tribunal Gaúcho, resolveram o contrário, ou seja por um “capricho ” injustificável de uma minoria, de certa forma feriram o sentimento religioso da ESMAGADORA MAIORIA dos cidadãos!!!e isto não é democrático, legal, moral ou justo para a sociedade.

  • lupercio

    -

    9/3/2012 às 3:50 pm

    Caros Irmãos,
    Quem de nós irá viver eternamente nesse mundo sem passar pela cruz?!A cruz se tornou bendita em Cristo porque assumiu e nos redimiu de todos os nossos pecados,o Cruxifixo existe justamente para lembrarmos que Deus nos amou tanto que entregou seu filho ùnico para nos salvar e nós católicos contemplamos A CRUZ Como uma força redendentora para chegarmos a vida eterna em Cristo e com ele,pense nisso, comtemple-o na cruz e voce obterar dele toda força da ressureição.So´existe um caminho para chegarmos a vida eterna ;o caminho do ressucitado que passou pela cruz(Jesus) e disso nós somos testemunhas;Deus os abençoe e tenha compaixão de nòs por toda a blasfemia contemplada contra ele.ELE E´SO´AMOU,AME-O,e
    sua cruz se tornará leve!

  • Friederich

    -

    9/3/2012 às 2:55 pm

    A cruz simboliza o sacrifício de alguem que morreu pelos pecados de outros. Em outras palavras, Jesus foi o bode expiatório dos cristãos. Justamente esse valor, que o Reinaldo tanto admira e quer ver representado ilegalmente nos tribunais brasileiros, é o mais imoral. Esse é o conceito central do cristianismo e é o mais imoral de todos, o da redenção vicária. Ninguem pode ser punido para pagar os crimes de outra pessoa, toda pessoa capaz tem que ser resposável pelos seus próprio atos. Isso é essencial para tirar nossa sociedade de um infantilismo incivilizado crônico.

  • marcos

    -

    9/3/2012 às 12:49 pm

    O problema é que os católicos brasileiros são inertes .Sua fé é constantemente atacada por ateus fanáticos, e ongs ressentidas quanto a posição da igreja, e mesmo assim não saem do ócio. A única coisa que fazem, na verdade, e dizer amém. Enquanto isso os inimigos vão ganhando espaço e saciando cada cada vez mais a liberdade religiosa. Essa posição anticlerical do judiciário gaúcho é um momento oportuno para os católicos mostrarem sua força. Devem se manifestar, recorrer judicialmente a tomada desta posição, e, se porfim não der certo, há de fazer uso da violência.

  • marcos

    -

    9/3/2012 às 12:18 pm

    Quem defende a retirada dos crucifixos, um símbolo não só católico, como também protestante, é claramente de Matriz totalitária. Assim agiram os comunistas quando tomaram o poder na Rússia e nos demais países, e assim estão agindo os algozes daqui, não claramente, pois não querem dá a cara a tapa; agem mediante instrumentos criados por eles mesmos, as chamadas ongs defensoras das minorias, cuja intuito é fazer pressão judicial, afim alcançar as metas predispostas pelo governo petista.

  • Waldir Mendes da Silva

    -

    9/3/2012 às 12:03 pm

    Não vou comentar sobre a decisão do TJ/RS por motivos de ferir alguns “religosos” católicos ou não, quero apenas comentar que a cruz, onde quer que ela esteja não fará diferença alguma… estando na parede ou não é insignificante para os que conhecem a carta magna de Deus para todos os homens ( BÍBLIA). Deve ficar em nós não um simbolo ( material ), mas em nossos corações a mensagem da CRUZ do calvário, deve está sempre viva, MENSAGEM DE SALVAÇÃO, quem veio através do Filho de Deus pelo seu sangue remidor.

    Deus abençõe a todos

  • marcos

    -

    9/3/2012 às 12:02 pm

    Na concepção das pessoas que defendem a retirada dos símbolos religiosos das partição publicas, o estado laico é neutro em sem religião oficial. No entanto esta é uma concepção que não converge com o verdadeiro sentido de laicidade. O estado laico foi criado para garantir o direito de culto das minorias, não a neutralidade do estado. A frança imperial era laica, mais o povo francês era católico, e napoleão sabendo disso elevou o catolicismo a religião oficial. Outro exemplo é a Inglaterra, cuja religião oficial é a anglicana, nem por isso deixa de ser um estado laico. Alias, é o pais onde o anticristianismo ganha mais força. Mas esse conceito mentiroso de estado laico é a arma dos totalitários para impor sua vontade as demais pessoas, que de bom grado vai aceitando.

  • Luis

    -

    9/3/2012 às 11:54 am

    Ei Gaúchos, porque vocês não reagem?

  • Adriano

    -

    9/3/2012 às 10:08 am

    olha só! mesmo com os crucifixos nas paredes dos tribunais as injustiças continuam! ter ou não um objeto “religioso” pendurado em algum lugar não quer dizer nada! o Cristo outrora crucificado e agora RESSURRETO quer habitar nos corações dos homems, dai sim! cessarão as injustiças e as discussões idiológicas unilaterais de opnião própria aqui citadas (muitas delas desastrosas que sem perceber ou percebendo estão atacando o cristianismo!) etc. Cada um seja o que bem queira, ateu, gay, religioso, faccioso, beberrão, ignoante, poraí vai… porque cada “UM” vai dar conta de si mesmo perante Deus.

  • Renato

    -

    9/3/2012 às 7:45 am

    Estimado Reinaldo,
    parabens pelo artigo. A retirada do crucifixo eh, em si, um simbolo da emergencia de, falando o minimo, um lobby poderoso e tao intolerante que deseja extirpar qualquer mencao ao cristianismo.
    Espanta-me, ja que os seus detratores nao tenham expresso, a CELERIDADE, A RAPIDEZ do pronto atendimento do pleito de tao representativa organizacao militante -rs. Cerca de 1 mes!
    Deveriam, talvez, para serem isonomicas (pq, claro, o que a motiva nao eh a cristofobia -sic) olhar na entrada no TJ-RS e ver a deusa romana (e paga) ou retirar o lema de nossa bandeira, pois utilizada pela Igreja Positivista. Deveriam retirar os simbolos maconicos, entre tantos…
    Enquanto isso, nessa acontece essa`elevada`discussao`, os processos demandam 5, 7, 10 anos na `Justica…Justica demorada assim, Justica injusta.

  • Allyson Felipe

    -

    9/3/2012 às 12:14 am

    “Sim, meus queridos, foi o cristianismo que inventou a igualdade entre os homens”

    creio que neste ponto estejas engando, uma vez que o cristianismo em suas instituições prega a hierarquização.
    Creio que seja de bom tom que leia algo mais sobre iluminismo francês…. este sim é a base da democracia. a cruz simboliza uma igreja e uma instituição que não cabe dentro de um órgão público o qual atende as diversas pessoas pertencentes a outras religiões

    REINALDO RESPONDE

    Em primeiro lugar, o Iluminismo também pode ser a base da ditadura. Sugiro que você pesquise melhor. De todo modo, eu falava de igualdade, não de democracia, que não são sinônimos. Falei do cristianismo porque é a primeira religião/filosofia/movimento de massa que torna os homens iguais pela conversão ou pelo batismo. E falo do cristianismo, que também não é sinônimo de Igreja — embora esta tenha sido fundamental, é claro.

  • ELTON

    -

    8/3/2012 às 11:57 pm

    Engraçdo mesmo é ver o comentário do sujeito de nome Thiago, que com certeza teve seu nome dado por sua mãe, cristã, em homenagem a um dos apostólos de DEUS….santa ignorância… Thiago….Não desonrar pai e mãe ok….

  • ELTON

    -

    8/3/2012 às 11:49 pm

    Piada mesmo é ver o comentário do sujeito de nome Thiago, que com certeza dado foi dado por sua mão cristã, em homenagem a um dos apostólos de DEUS….santa ignorância.

  • Thiago

    -

    8/3/2012 às 11:05 pm

    Seus argumentos contra a decisão do TJ são falaciosos. A herança cultural cristã (que você diz ser – diz ser – geradora dos conceitos de justiça, igualdade, caridade) não autoriza a manutenção de símblos religiosos em qualquer repartição pública, em qualquer órgão estatal. Você segue seu raciocínio com o batido argumento ad absurdum, ao ponto de ligar a manifestação da tal organização de lésbicas a uma suposta simpatia pela Coréia do Norte…fantástico!

  • Clauber

    -

    8/3/2012 às 10:10 pm

    A indignação é causada pela cruz na parede e não pelo que acontece dentro do Tj e STJ.A defasagem e distância legal,a corrupção e morosidade deveriam ser tratadas com a mesma energia gasta para provar a laicidade do Estado.Vejo as lideranças civis esquizofrênicas,incapazes de distinguir prioridades e se resumindo a caricatura delas mesmas.A cruz saindo da parede,os departamentos públicos serão iguais aos da Suécia.Pelo menos na ausência do crucifixo….

  • Sylvio Deutsch

    -

    8/3/2012 às 5:13 pm

    Reinaldo, eu costumo concordar com seus pontos de vista, mas esse não dá. E se eu for processar a igreja por alguma coisa, como fico entrando num tribunal com o crucifixo na parede? As repartições públicas, especialmente da justiça, têm a responsabilidade de espelhar a laicidade do estado e não decretar de antemão qual seria o resultado do processo. Se for pra colocar algum símbolo de fé, é preciso colocar todos pra ser justo. E isso não seria fácil…

    Por que essa defesa intransigente do “tradicional”? O tradicional acaba mudando. Nem que seja pra criar novas tradições. Pessoalmente, eu adoraria ver os nomes desses estados citados mudados pra algo mais interessante. Daí diríamos “A cidade de Paulicéia (antiga São Paulo), no estado da Paulistânia (antigo São Paulo) assim como dizemos “O Brasil (antiga terra de Vera Cruz)”.

  • Cebolinha

    -

    8/3/2012 às 5:03 pm

    Além da demolição do Cristo Redentor, eu proponho o fim do descanso dominical, que também tem raízes religiosas. Um absurdo! (sim, o comentário foi irônico, mas não se surpreenda tanto se encontrar alguém que pense assim por aí)

  • Lorena

    -

    8/3/2012 às 3:55 pm

    Segundo o dicionário, laico é “a ausência de envolvimento religioso”. O estado não é ateu, tampouco católico, protestante, kardecista ou umbandista, e se nos lugares públicos não é possível contemplar todas essas possibilidades e diversidades, então que não contemple nenhuma. A liberdade de credo e de culto existe, é possível professá-la em casa, no templo, na rua, onde queira. No entanto, um ambiente público não é uma pessoa, assim como juiz é um cargo. Claro que precisamos de símbolos! E temos dois lindos, que servem indistintamente a todos os brasileiros: Constituição e bandeira. Não existe uma suposta caça aos cristão, de maneira nenhuma.Cada um tem o direito culto e credo, que pode exerce livremente sem impor aos demais. Isso é respeito e legalidade.
    A história do candomblé também está intimamente ligada à cultura brasileira, e eu conheço cristãos que prefeririam a morte a entrar num tribunal com uma imagem de Exu.
    A legalidade não deve limitar-se a “esmagadora maioria”. Ela serve a TODOS. É perfeitamente possível conciliar o laicismo do estado com a liberdade de culto, se a “esmagadora maioria” não se prestar ao serviço de “esmagadora das minorias”, hum.

  • Afonso Luiz

    -

    8/3/2012 às 3:14 pm

    Respeito seu comentário, mas penso que o crucifixo, como símbolo, está mais para enfeite nestas repartições do que no valor espiritual que representa. Pois as pessoas em sua grande maioria não compreendem o significado da mensagem da cruz. Quanto a justiça ir embora junto com o crucifixo, bobagem, pois, houve de fato alguma JUSTIÇA em ter sido Jesus pregado na cruz? Foi o julgamento mais injusto da humanidade, basta ler os 4 evangelhos. A virtude não está na cruz, e sim Naquele que foi lá pregado pela redenção da humanidade.

  • MH

    -

    8/3/2012 às 3:13 pm

    concordo, não tem que tiarar nada, mas tem que colocar um pra cada religião junto da cruz. um menorah, uma meia lua, uma iemanja, um buda, um a escarlate e assim por diante, assim a gente abrange toda a nação e sua pluralidade, né?!
    O ESTADO É LAICO, NÃO É DA MAIORIA, MAS É DE TODOS. tirar a curz não torna o estado ateu, mas torna menos tendencioso.
    (e a cruz não é nenhum bastião de moral valores etc. exceto para quem acredita nela)

  • Túlio

    -

    8/3/2012 às 2:39 pm

    Permita-me partilhar um e-mail que enviei a alguns amigos agora há pouco…

    “Ora! Eu sou cristão, tenho ampla fé na doutrina de amor e caridade que, assim disse o filho do homem (porque Deus mesmo nunca escreveu nada, nem seu filho), Jesus ditou – veja bem, ditou.

    Mas acho, com toda convicção, que a justiça do homem não pode, nem nunca deveria ter sequer se cogitado, se misturado com a justiça de Deus. Como dizia o próprio Jesus, “dai a Cesar o que é de Cesar, e a Deus o que é de Deus” (Mateus, XXII: 15-22; Marcos, XII: 13-17).

    Assim, já que estamos vivendo em uma sociedade com regras criadas pelo homem, e em nossa sociedade temos transcrito que o Brasil é um Estado Democrático de Direito (ou seja, não Fundamentalista Religioso), embora, reconheço, não um estado plenamente laico, pois foi criado “com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus”, também se dita:

    “Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
    (…)
    IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

    (…)

    “Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
    (…)
    II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;”

    Assim entendo que ninguém, perante a Justiça do homem, deve ser obrigado a se dispor perante Cristo, crendo neste ou não, ou perante qualquer outro símbolo de fé, para ver valer a Lei, visto que no Brasil não existe nenhuma outra Lei ou texto Constitucional que imponha tal conduta.

    Então, senão pela mera razoabilidade, pelo Princípio da Legalidade, a decisão do TJ-RS foi acertada, a meu ver.

    Abraços, e ótima tarde a todos.”

    E digo mais…

    Haters gonna hate…

    1, 2, 3, 4, I declare a flame war!

  • Rafael

    -

    8/3/2012 às 2:37 pm

    Olá, li sua matéria a partir do compartilhamento de uma amiga no Facebook, e não pude resistir ao impulso de me manifestar frente às suas opiniões. Tenho 28 anos, sou gaúcho, e estudante de Direito, e assim como muitos colegas já vislumbrava a exposição dos crucifixos nas câmaras como um problema. Não um problema quanto ao conteúdo cultural que tais imagens carregavam, mas sim quanto à igualdade de crenças postulada por nossa constituição. Tal igualdade que seria mantida, caso símbolos das demais religiões professadas no Brasil também recebessem seu devido lugar acima das cabeças de nossos magistrados. Vejo a retirada dos crucifixos como uma atitude de respeito aos preceitos constitucionais de nosso país, e não como um ataque aquela que continua sendo a religião mais seguida no Brasil, e que nos transforma no país mais católico do mundo. Ao contrário do que se acredita, a medida do TJ-RS não foi, em momento algum, discriminatória, e sim corretiva. Não se proibiu que católicos utilizem símbolos de sua religião, apenas se acabou com o monopólio de uma crença sobre as outras. Não vou entrar no mérito acerca dos motivos da Liga Brasileira de Lésbicas, mas penso que a decisão dos desembargadores foi feita racionalmente, e fundamentada na legislação brasileira. Sim, sou ateu, mas fui batizado na religião católica, meus parentes são, alguns ao menos, católicos praticantes, e respeito muito essa religião, que como foi dito, ajudou a construir o nosso país.

 

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