30/01/2012
às 6:50Nós e a juíza que honra o estado de direito e a democracia
Publiquei ontem aqui a excelente entrevista da juíza Márcia Mathey Loureiro, que deu a sentença de reintegração de posse da área conhecida como Pinheirinho, em São José dos Campos. Se você ainda não assistiu, ouso dizer que é obrigatória. Há muito não via um juiz no Brasil se expressar com tamanha clareza e com argumentos tão cristalinos em defesa do estado democrático e de direito. E, por isso, eu e muitos leitores a elogiamos bastante.
Sim, queridos, ocorre-me que o nosso entusiasmo tem um quê — ou muitos “quês” — de absurdo e até de melancólico. Vivemos dias em que uma juíza se expressando em defesa da lei e dos fundamentos da Constituição da República Federativa do Brasil nos conduz ao aplauso. Isso significa que algo em nós está a dizer que Márcia Mathey Loureiro pode estar mais para a exceção do que para a regra.
Não creio que já tenhamos chegado a esse ponto. Ainda há muitos juízes em Berlim, sim. Infelizmente, são poucos os que não temem a patrulha e deixam clara a sua subordinação ao aparato legal do país — um país que é, afinal de contas, uma democracia.
Entusiasmamo-nos tanto com a meritíssima porque, não faz tempo, vimos uma tal Associação de Juízes Pela Democracia (como se pudesse haver uma “pela ditadura”…) a sustentar, numa nota, que há, sim, homens que estão acima da lei. Segundo os valentes, estão nessa condição aqueles que lutam pela justiça social. Entende-se, pois, que, estando um “herói” da causa acima dos limites legais, rigorosamente tudo lhe é permitido.
Ah, social! Quantos crimes se cometem em seu nome!!!
Tags: Judiciário, Márcia Mathey Loureiro


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45 Comentários
MARCOS DF
-31/01/2012 às 18:01
O CUSTO FOI DE MAIS DE 100 MILHÕES E O PCC CONTINUA LIVRE , LEVE E SOUTO..
MARCOS DF
-31/01/2012 às 18:00
BEM QUE PODERIA FAZER UMA AÇÃO DESSA CONTRA O PCC NÉ…
Gigio
-31/01/2012 às 13:08
Veja o baixo nivel de corporativismo do Poder Judiciario ao tentar promover o Ministro do STJ Antônio de Pádua Ribeiro a Corregedor do Conselho Nacional de Justiça no lugar da Ministra Eliana Calmon!
E depois dizem que a Ministra Eliane Calmon estava errada quando verbalizou que “existem bandidos de toga na Justiça”
Filhinha de Ministro do STJ é beneficiada numa manobra pra lá de imoral, deixando para trás cerca de 300 candidatos aprovados em concurso público. Depois ficam reclamando que os bandidos estão dominando o país. Que bandidos?
Glória Maria Lopes Guimarães de Pádua Ribeiro Portella, filha do Ministro do STJ Antônio de Pádua Ribeiro (aquela que entrou com queixa de assédio sexual contra o Ministro do STJ Paulo Medina), acaba de conseguir uma decisão na Justiça Federal que é uma imoralidade e um desrespeito sem tamanho ao direito de candidatos a concursos públicos.
O processo é a ação ordinária Nº 1998.34.00.001170-0 classe 1300, que está no Tribunal Regional Federal da 1ª região http://www.trf1.jus.br/
Autora: Glória M P Ribeiro e Rés: a União Federal e a Fundação Universidade de Brasília.
Glória Maria fez concurso público pela Cespe-Unb para o cargo de técnico-judiciário, área-fim em 27/05/95 para o STJ, onde seu pai é Ministro. Foi reprovada na prova objetiva. Entrou com uma ação cautelar e, adivinhem, obteve liminar. Fez a prova da segunda fase, a prova discursiva. Foi reprovada novamente. Entrou com nova ação para ver seus pontos aumentados. Adivinhem: ganhou nova liminar e mais: foi “nomeada provisoriamente” e está recebendo esse tempo todo do Tribunal do papai (desde 1995!).
Detalhe: Havia tirado 13,45 pontos e pediu que esses pontos fossem elevados a 28,22.
Parece brincadeira, mas conseguiu. Seus pontos foram elevados num passe de mágica. O caminho das pedras foi arranjar um “professor particular” (isso mesmo!) que corrigiu sua prova, para quem estava tudo mais que certinho, e praticar o tráfico de influência de seu pai ministro, Antônio Pádua Ribeiro. Aí veio o julgamento do mérito do caso. O juiz federal de Brasília (1ª Instância), José Pires da Cunha, não caiu nessa e refutou o pedido, que considerou ilegal e imoral e ainda condenou Glória Maria Pádua Ribeiro, nas custas e honorários de R$10.000,00 (ainda existem juízes!), mas houve recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª região e, adivinhem, os juízes Fagundes de Deus, João Batista e Antônio Ezequiel l analisaram tim-tim por tim-tim sua prova e aprovaram-na com louvor!(?)
Debalde a Universidade de Brasília (UNB) peticionou dizendo que a prova foi igual para todos e não seria justo que um professor escolhido pela candidata corrigisse sua prova, a não ser que o mesmo professor corrigisse a prova de todos. Não é justo?
A UNB argumentou que, pela jurisprudência, o Judiciário não corrige provas de concurso, devido à independência da banca e porque se não a Justiça não faria mais nada, a não ser se transformar numa super-banca dos milhares de concursos. Todo mundo sabe o que houve nos bastidores…
Até houve apostas no meio jurídico se a “banca Pádua Ribeiro” iria conseguir.
Veio agora recentemente o acórdão do TRF 1ª região, 5ª turma, que é mais um descalabro, mostrando a necessidade do controle externo. Pádua Ribeiro e sua patota espoliaram o verdadeiro dono da vaga, que disputou em igualdade de condições e passou.
Passou e foi preterido! Glória Maria de Pádua Ribeiro ganhou no tapetão sujo do tráfico de influência.
De 13 pontos passar a 28, quando um décimo (veja bem: um décimo) já elimina muitos candidatos!
A decisão analisa as preposições, as conjunções, a virgulação, a ortografia da redação, acatando a tese da “banca Pádua Ribeiro”.
Nem tudo está perdido. Existe recurso para o STJ, e todos esperam que a União Federal, a Advocacia da União e o Ministério Público Federal não sejam coniventes com essa nojeira toda.
Se Glória Maria Pádua Ribeiro perder a causa, perde o cargo e o verdadeiro dono da vaga (pobre mortal sem padrinhos) será chamado a ocupá-la.
E agora vem a chave de ouro, a deixar claro que este País não é sério mesmo: o mesmo Pádua Ribeiro, Ministro do STJ, pai da falcatrua acima relatada e de muitas outras praticadas por sua mulher, a famosa “Glorinha”, está prestes a assumir o cargo de Corregedor do Conselho Nacional de Justiça (o chamado controle externo), conforme noticiado nos jornais. Parece gozação!…
Rubens Costa
-31/01/2012 às 10:02
Reinaldo, bom dia! Já havia me pronunciado sobre este assunto quando você postou a primeira matéria, mas quero reiterar a minha admiração pela Juíza Márcia, uma brasileira que honra as melhores tradições de coragem e honestidade de nossas mulheres; pena que no STJ não tenhamos mais mulheres, visto que…
Paulo
-31/01/2012 às 9:36
Além da competência, ela é também muito bonita.
Anônimo
-31/01/2012 às 8:18
Vamos aguardar amanhã a votação do STF .Agora é é a bola preta a sete .esta em sinuca de bico .
Rombo
-31/01/2012 às 8:11
ESTAVA FALTANDO MAIS UMA AGORA SÃO DUAS .JUISTIÇA É PARA SER FEITA .O CAMINHO É ESSA .AGORA É A “CNBB” E A AOB QUE DEFENDEM QUEM FISCALISA . A CNJ É PARA ACABAR COM A POLITICAGEM NA JUSTIÇA E MARACUTAIAIS ,VAMOS ACOMPANHAR O MENSALÃO .
Big Uncle King
-31/01/2012 às 8:03
Pobre país em que, se alguém devolve uma carteira recheada de dinheiro ao seu verdadeiro dono, isto vira notícia! Pobre país, onde se um JUIZ segue a Lei é exaltado! COMO CHEGAMOS A ESTA SITUAÇÃO??? POBRE PAÍS!!!
Marcelo
-30/01/2012 às 22:50
Reinaldo, olhe o que os juízes ditos “pela democracia” estão patrocinando:
http://www.peticoesonline.com/peticao/manifesto-pela-denuncia-do-caso-pinheirinho-a-comissao-interamericana-de-direitos-humanos/353
Robinson Moysés dos Santos
-30/01/2012 às 22:49
Caro Reinaldo Azevedo,
Solicito um minuto da sua atenção e que nos transportemos, momentaneamente, para além desse seu universo “oh! quão severos são a arte e o ofício/ acabem-se os problemas do Brasil tão logo extinguir-se o PT”. Confesso que admiro pessoas com tão inabaláveis motes de vida. Mas para a discussão que proponho nenhum deles nos será útil.
Atrevo-me a provoca-lo sobre a visão que o jornalista guarda acerca do Estado Democrático e de Direito, esse tão famigerado instituto que serviu como fim para justificar meios tão distintos e por vezes questionáveis quanto a ocupação do Iraque pelos EUA, reivindicações de movimentos sociais, e, pelo que se apreende ao lermos sua coluna, a expulsão dos viciados da Cracolândia e reintegração de posse em Pinheirinho.
Pois bem, identificando o largo emprego da tutela do Estado Democrático e de Direito na argumentação do caro jornalista, corro agora o risco de ser desrespeitoso ao alertá-lo para um fato de importância menor, a princípio: há nessa expressão uma conjunção aditiva (o “E”), o que, por análise morfológica simples nos indica que estamos tratando de duas ideias distintas (a não ser que admitamos a redundância).
Vamos a essas ideias:
A definição mais precisa de DEMOCRACIA é, para infelicidade do nosso senso de estilo, um clichê: governo do povo, pelo povo e para o povo. Tentemos redimir o lugar-comum conferindo-lhe mais substância: essa sentença descreve não somente um sistema de governo, mas de instituições e de sociabilidade onde: i. o povo é dono do poder no sentido de que a ele cabe DECIDIR os rumos que a sociedade tomará; ii. O povo é responsável pelo poder à medida que está incumbido de CONDUZIR o processo de APLICAÇÃO das decisões; iii. O povo é o fim do poder, uma vez que as decisões devem ser tomadas com vistas à VONTADE dele. Apesar de soarem a mesma coisa, estamos falando de três processos distintos: o CONSTITUIR O FIM para os rumos da sociedade, o TOMAR AS DECISÕES com vistas ao fim constituído, e o APLICAR AS DECISÕES tomadas com vistas ao fim constituído.
Em uma democracia legítima o povo deve ocupar essas três posições. Claro que os papéis podem ser (e no geral são) desempenhados de forma indireta. Mas a essência do ente democrático deveria se manter intacta. Democracias representativas são antes de qualquer coisa democracias (na prática essa afirmação é não raro desmentida, uma vez que a delegação de funções, quando lidamos com o poder, costuma produzir infidelidades).
O ESTADO DE DIREITO, por sua vez, diz respeito essencialmente a um sistema de organização político-social-econômica fundado em um código de leis universal ao qual todos os indivíduos, sem exceção, devem se submeter.
A coexistência dos dois foi forjada ao longo da história recente da humanidade, a partir da percepção de que democracias realmente legítimas e sólidas somente se constroem alicerçadas por um Estado de Direito atuante e abrangente. Em miúdos, concluiu-se e acordou-se tacitamente que para que a sociedade realmente tivesse a si mesma como fim e meio de sua ação, fazia-se necessário o registro da máxima democrática em um documento com poder de coerção. Nasceu a Constituição a tutelar pelos valores democráticos. Nasceu o Estado Democrático e de Direito.
Pois bem, a coexistência foi forjada, mas não é necessária. A melhor evidência disso é que os direitos básicos estão explicitamente descritos em lei, indicando a premissa de que Estado de Direito não garante automaticamente o acesso a tais direitos.
E esse é justamente meu ponto: quando expulsamos 7000 pessoas de uma ocupação irregular estamos sim resguardando o Estado de Direito. Afinal nosso código de leis é muito claro quanto ao direito à propriedade privada. Estamos atacando, no entanto, o Estado Democrático, pois a vontade humana (ou mais radicalmente, as necessidades humanas) deixou de ser o fim das decisões. É claro que o episódio representa também a usurpação das outras duas funções a serem exercidas pelo povo em uma democracia, mas a isso estamos um pouco mais acostumados, como o próprio jornalista com estardalhaço e frequência denuncia. O mais grave aqui, e o que convém salientar, é que o governo deixa de ser para o povo.
“Eu gosto dos que gostam do estado de direito!” – Perfeito, ninguém seria mais feliz que Reinaldo Azevedo para definir melhor o próprio Reinaldo Azevedo. Desconsideremos o fato de que uma análise melhor do caso Pinheirinho lograria concluir que de qualquer forma anulamos a constituição porque se garantimos o direito à propriedade privada de um lado, anulamos um direito básico de outro (moradia).
Mas é isso. O senhor defende o Estado de Direito, e não o Estado Democrático, assim como tem gente que só defende o Estado Democrático, e se esquece de que este não tem condições de subsistir sem o Direito.
“Eu não poderia dizer que o particular tem de fazer as vezes do poder público e providenciar moradia pra diminuir o déficit habitacional”. Se o jornalista e a juíza Márcia Mathey Loureiro não concordam com uma forma de governo ou sistema jurídico que se sensibilize com a vontade legítima (ou sendo mais rigoroso, com as necessidades) de uma porção da população, então não dão tanta importância assim para um governo para o povo. E cabe uma ressalva de antecipação às distorções de discurso: o raciocínio que acima desenvolvi não é válido somente porque estamos falando de pobres, mas porque é uma parte da população com uma demanda legítima que, mesmo não amparada por nenhuma lei (o que, repito, se bem analisado não é precisamente o caso), deve ser considerada nas decisões (preciso de uma moradia, não possuo meios correntes para obtê-la e gostaria de gozar do amparo de um governo teoricamente voltado para as minhas vontades). Insisto, ou isso, ou não estamos falando de um governo do povo, para o povo e pelo povo.
Apesar de no mais das vezes Democracia e Direito se retroalimentarem positivamente, surgem com certa frequência esses tipos de conflito. Encontrar uma solução que atenda satisfatoriamente as partes envolvidas é ao mesmo tempo o ponto fraco e o que torna a democracia a melhor dentre as formas de governo. Mas se tudo o que o senhor considera é a legalidade, espero que tenha ficado claro que empregar a expressão Estado Democrático e de Direito é, para dizer o mínimo, uma imprecisão.
Aguardo ansiosamente por uma resposta.
Maria Feistauer
-30/01/2012 às 22:44
Rei
Mais duas cascudas infectando o blog
Marcelo 30/01/2012 às 20:56 Leandro Malósi Dóro 30/01/2012 às 17:51
REINALDO AVISA
Já era!
Lúcia Helena
-30/01/2012 às 21:31
Petralha tentando disfarçar às 16:49
Julio Daniel
-30/01/2012 às 19:52
Reinaldo, segundo a Graça Salgueiro (uma das maiores especialistas sobre a ação das esquerdas na América Latina) em um artigo recente do Mídia Sem Máscara ela afirma que a técnica gransciana já dominou a política - executivo e legislativo - e os meios de comunicação, agora tentam dominar o judiciário.
Concordo plenamente!
Renan
-30/01/2012 às 16:49
REINALDOXX!!!
Gigio
-30/01/2012 às 16:12
É como você disse, o que deveria ser a regra virou exceção. Por isso chama a atenção a atitude da juíza, cuja competência deve ser exaltada e elogiada sim. Que país diferente teríamos se todos os juízes atuassem com a plena justiça e não a justiça partidária e corrompida.
Adair G. Baccin
-30/01/2012 às 15:12
Pois é percebe-se pela fala, pela forma de se expressar, pela serenidade que realmente é uma pessoa da qual o judiciário precisaria ter muuuuuuitas deste quilate. Parabens Drª Marcia. Pessoas assim como a senhora deixam animados os lidadores do direito.
Pi
-30/01/2012 às 15:06
Pode crer Reinaldo, pois pra mim há muito é assim. Falou que é promovido por “movimento social”, estou fora! Movimentos que saem de dentro das hordas de partidos, quase na sua totalidade de esquerda, me dá arrepios.
J.B.CRUZ
-30/01/2012 às 15:06
ELIANA CALMON e MÁRCIA MATHEY, HEROÍNAS DO ESTADO DE DIREITO BRASILEIRO…..
Ainda há luz no fim-do-túnel !!!!
Marcos F
-30/01/2012 às 14:58
Pois bem, Rei, eu enviei o link da Juiza para uma petralhinha do grupo de extermínio alckminiano. Não recebi resposta, claro, mas estou orgulhoso de tê-lo feito, porque vemos que há salvação, nem que seja em um só cantinho do Brasil.
Espero não ter criado uma guerra suja contra esta adorável senhora.
toninho malvadeza
-30/01/2012 às 14:49
Esta associação de juízes pela democracia,bem que poderia fazer um estágio lá em São José dos Campos e parar a puxar o saco do PT.
neoliberal otimista
-30/01/2012 às 14:49
Reinaldo, para mim, o que mais deve ser destacado e ressaltado na entrevista da Juíza Marcia Mathey Loureiro é o trecho em que relata as várias e várias audiências de tentativa de CONCILIAÇÃO que ela promoveu !!! Ela tentou tudo, fez de tudo para alcançar uma solução conciliadora, mas não obteve eco das partes ! Diante da intransigência das partes, das bravatas das autoridades públicas, sobretudo as do Governo Federal, outra alternativa não restou à juíza, senão a de aplicar as normas jurídicas cabíveis ao caso !!! Parabéns à Dra. Marcia Mathey Loureiro, uma juíza que sem dúvida nenhuma será brevemente promovida a Desembargadora, por MERECIMENTO !!!
neoliberal otimista
-30/01/2012 às 14:35
Reinaldo, podemos ficar tranquilos, Graças a Deus, a brilhante juíza Dra. Marcia Mathey Loureiro não é execeção não ! Ainda é regra no Poder Judiciário ! Exceção, isso sim, é essa Associação Juízes Para Democracia, um APARELHO DO PT infiltrado na magistratura ! Mas as asinhas dessa gente começam a ser cortadas, a começar pela juíza Kenarik Boujikian Felippe, aquela que absolveu o facínora chileno Maurício Norambuena do crime de TORTURA cometido em Washington Olivetto (ela só o condenou por sequestro, 17 suaves anos), mas o Tribunal de Justiça referomou a sentença para 30 anos ! Esse caso Norambuena mostra bem o que pensa esse tipo de gente: se o TORTURADOR é de esquerda, um camarada da “causa”, não há TORTURA ! Kenarik agora finalmente CAIU DO CAVALO !!! Foi promovida a substituta em 2º Grau, mas BEM LONGE DA MATÉRIA CRIMINAL ! Vai atuar numa Câmara de Direito Público, num claro recado do Tribunal de Justiça e São Paulo contra esses juízes marxistas, adeptos do “direito achado nas ruas” !!! Ainda há juízes em Berlin !!!
Cil
-30/01/2012 às 14:32
A juíza merece mesmo todo o nosso aplauso por suas palavras.
-
E é mesmo verdade. É mesmo lamentável que nossa CARÍSSIMA justiça tenha sido reduzida a isso. Como bem dito no outro post, os petralhas conseguiram destruir a justiça dos homens e agora preparem-se para destruir a justiça divina.
Anizio de Sousa Ferreira
-30/01/2012 às 14:24
Caro Reinaldo,
Não sei se você viu ou soube da reportagem de ontem, no Domingo Espetacular, da Record. O juiz que atuou no caso ainda em 2004 enviou ofício ao então Presidente da República, Luiz Inácio, pedindo a desapropriação da área em conflito, mas não teve qualquer resposta do Apedeuta. E olha que a reportagem foi veiculada na Record, com o tal PHA, chapada branca, a serviço dos Petralhas.
Rodrigo
-30/01/2012 às 14:23
A tal Associação dos Juízes para Democracia acaba de lançar uma nota dizendo que vai “denunciar” o caso pinheirinho à Corte Internacional de Direitos Humanos. Outra observação, num tópicos de ontem foi referida a presidente da associação como desembargadora, mas ela é juíza de primeira instância.
Alexandre
-30/01/2012 às 14:21
É muito bom saber que ainda existem juízes que não tiveram sua mentes cauterizadas pelo clientelismo dos PTralhas. A propósito, Reinaldo, você poderia dar a idéia para que a Veja coloque um placar semanal de contagem regressiva para sabermos quando o processo do mensalão irá preescrever. Isto seria como uma faca no pescoço dos excelentíssimos do STF para que comecem a trabalhar a favor do Brasil.
Maycon
-30/01/2012 às 12:36
ninguém jamais poderia se sentir intimidado em defender a aplicação da lei. Desgraçadamente o barulho feito por quem vive a revelia da lei é tão grande que ensurdece o melhor sentimento de justiça que existe nas pessoas de bem. Digo de bem quem não se cança da luta, apesar de todo o barulho e atrocidades cometidas em nome de um bem social imcompreensível. Com todo o trabalho midiático envolvido as pessoas estão deixando de lado aquilo que é justo, estão se dedicando apenas a observar o outro. O que o outro faz praticamente é a autorização para que se faça por quem não tira o olho. Ninguém questiona o que assiste nos meios de comunicação. Parece que não existe mais opinião própria para definir se o que se assiste é bom ou não é. E assim, todo tipo de campanha ganha o público. As pessoas discutem apenas a camapanha, e não sua eficácia. Talves, para o mundo moderno, decidir em fazer a mesma coisa que faz o outro, seja mais fácil do que decidir fazer o que é melhor para si. Obviamente, respeitando a Lei. É básico, é constitucional. Ninguém pode alegar desconhecer a Lei, e que o ônus da prova é de quem acusa, mesmo contradito. Concordo com todos os seus artigo Reinalado. Parabéns por seu trabalho à V. Exa. Marcia Mathey Loreiro, por garantir a atuação da Lei.
esther correa
-30/01/2012 às 12:36
Tio
A que ponto chegamos. Elogiamos e ficamos encantados com uma juíza que decidiu corretamente não fazendo mais do que a sua obrigação e dever de ofício. Agir assim, se tornou raridade. No entanto, o que mais vemos, são juízes (especialmente os do Supremo), decidindo favoravelmente em prol de assassinos e criminosos de todos os gêneros e graus, vendendo sentença como se vendessem tomates na feira. O Supremo sempre foi assim e só julgou um caso do meu irmão (demorou + de 10 anos), quando ficou claro que receberia vantagens. É por esta razão que o Supremo demora tanto para sentenciar, já que não dá sentença sem estar líquida e certa a vantagem que receberá.
Brasil, País podre, infestado de bandidos e tiradores de vantagem, da parte daqueles que deveriam por dever de ofício nos proteger.
Jamais me esquecerei do voto de Gilmar Mendes em prol do Paloff, sob a cínica argumentação de que não havia provas contra ele. Isto foi risível, já que a única pessoa interessada na violação do sigilo do caseiro era o próprio. Na época que fiz Direito isto era prova cabal e definitiva. Hoje em dia não mais, já que os juízes deram, para espanto meu, de violar a Constituição, que seria, em princípio defendida por eles, em decorrência do “dever de ofício”. Ocorre que estão sapateando Nela.Aff!
Tenho trabalhado com os juízes de 1ª instância, e eles têm decidido com justiça nos casos em que sou perita. Acho que podemos depositar esperança nestes juízes que ainda não estão contaminados e trabalham com justiça, tal qual a juíza objeto do presente comentário.
Reynaldo-BH
-30/01/2012 às 12:22
Nunca é demais usar o lugar comum: “AINDA EXISTEM JUÍZES EM BERLIM!” Ou em S. J. dos Campos.
Brasil ! ! !
-30/01/2012 às 12:19
Palavras privatizadas e que devem ser proibidas. São hoje sinônimo de embromação e roubo de dinheiro público:
- Social
- Povo
- Progressista
- Movimentos Sociais
- ONGs
- Sindicato
- DCE
- a lista é grande companheiros!
Ferrabraz
-30/01/2012 às 12:15
Acordou, Reinaldo.
É claro que achamos a juiza Marcia uma exceção.
Num momento como o que estamos vivendo; em que o judiciário aparece diariamente nos noticiários como corporativista, com seus membros patrimonialistas e pior com atitudes aristocráticas; é claro que o simples cumprimento do que diz a constituição por um dos seus membros já o torna um exemplo, quando apenas cumpria o seu dever.
Adriano Múcio
-30/01/2012 às 12:06
Prezado Reinaldo, sei de um juiz que é ainda mais valente do que a juíza Mathey: o juiz Odilon de Oliveira. O homem é extremamente corajoso para ter colocado 114 traficantes na cadeia, e sua cabeça está valendo trezentos mil reais no mundo do crime! Pergunta que não quer calar: por que a imprensa politicamente correta não mostra o trabalho ousado desse juiz? Por que a Associação dos Juízes pela Democracia nunca escreveu nada a respeito de Odilon? O juiz vale para mim mais do que metade do Judiciário.
André
-30/01/2012 às 11:56
Rei, vc que é da área, no Blog do Paulo Henrique Amorim está escrito o sobrenome da juíza, Mathey, circundado, numa clara referência ao verbo “matar”. Ontem, em seu programa, PHA mostrava imagens da PM soltando bombas enquanto entrava no Pinheirinho e logo em seguida vinha uma fala da juíza declarando que a ação da PM havia sido perfeita. Claro que ele não colocou a fala completa -aquele da entrevista que vc postou em seu Blog- e o contexto dava uma clara impressão que a juíza não estava nem aí para as supostas barbáries cometidas pela polícia. A pergunta que eu te faço é a seguinte: não seria possível a juíza processar Amorim por calúnia, difamação ou algo parecido, uma vez que ele fez ilações a e de certa forma induziu ao erro quem via as matérias citadas. Está na hora da petezada tomar um susto. Quem sabe essa juíza não comesse pelo PHA.
Benedito Farías
-30/01/2012 às 11:44
Caro Reinaldo, o apresentador de um programa da record, aquele da voz esquisita, que fez uma reportagem sobre a reintegracao de posse do pinheirinho, levada ao ar ontem, e um tremendo idiota ou esta a servico da “causa” tambem?
Ricardo
-30/01/2012 às 11:36
Reinaldo, já que o assunto é estado de direito, a dica aqui não será considerada uma fuga ao tema… Veja o link abaixo. Tem gente disposta a utilizar-se da brecha dada ao Daime para queimar uma erva sem ser incomodado e, de quebra, afronta, sem medo, vários símbolos católicos…
Segue o link:
http://noticias.uol.com.br/videos/assistir.htm?video=em-igreja-maconha-vira-erva-sagrada-e-entra-ate-na-biblia-04024C1B3062DCA12326
Aparecida
-30/01/2012 às 11:32
Se nossos governantes respeitarem a democracia, a Lei e a Ordem, forem honestos e capazes, o Social estará no topo das realizações e não precisará desse oba-oba todo.
Marcelo Leite
-30/01/2012 às 10:44
No idioma criado pelas esquerdas, basta acrescentar a palavra “SOCIAL” para que qualquer coisa fique, digamos… bonita, atribuindo supostas virtudes “humanistas” aos que a utilizam. Por isso são comuns, no vocabulário das esquerdas, expressões como: MATEMÁTICA SOCIAL, ECONOMIA SOCIAL, JUSTIÇA SOCIAL, PACTO SOCIAL, fora algumas outras invenções, como POLÍTICA AFIRMATIVA…
Theo
-30/01/2012 às 9:53
Realmente você está certo. Aplaudir uma juíza pelo trabalho que é obrigação de todos os juízes. Mesmo assim parabéns Dra. Márcia Loureiro.
Renata
-30/01/2012 às 9:42
Devia ser pecado usar o nome do social em vão dessa forma…
Em Curitiba há muitas e muitas áreas de várzea invadidas há anos. Não sei se eram terrenos públicos ou privados, e não importa. Poluem o rio e, quando chove, alaga, dá enchente, aquele drama todo já velho conhecido. A meu ver o erro maior, que com o tempo acaba culminando em situações como essas do Pinheirinho, é fechar os olhos pros primeiros barracos, deixar que a coisa cresça, não providenciar moradia digna e legalizada pras pessoas que precisam a fim de que não invadam, e no fim de tudo, o absurdo de levar os serviços públicos pra lá, luz, água, calçamento. Daí fica mesmo muito difícil de tirar. Talvez nunca se consiga. E pra fazer a coisa certa, como acabou tendo que ser feita no Pinheirinho, dá no que dá… se não queriam ser injustamente execrados agora, tivessem tomado as providências corretas antes!
PAULO TIMBÓ
-30/01/2012 às 9:06
Reinaldo a Juíza merece sim os parabéns pela conduta pautada pela técnica.
Me chamou atenção, por outro lado, repertagem do jornalista Paulo Henrique Amorim que critica a decisão da citada Magistrada, isto porque, segundo o jornalista em questão, o terreno seria do famigerado Naji Nahas.
Não sei a quem pertence o bem mas sei que numa democracia se julga o direito posto a apreciação e não a qualidade das partes.
Parabéns a vc tbém Reinaldo pela coragem e por postar em seu blog as 06 horas da manhã.
roby
-30/01/2012 às 8:52
Essa “sensação” há de permanecer, especialmente quando o próprio Supremo Tribunal Federal despacha resoluções onde são não apenas toleradas, mas destacadas a título de ensinamento para as novas gerações — expressões como “solução de menor extensão democrática”. Fora o resto — e há muito!
nilber
-30/01/2012 às 8:47
Caro Reinaldo,
realmente é um caso exemplar do que deve ser feito para se ter intactos os princípios constitucionais da legalidade e da ordem democrática e de direito. Por isso mesmo, não sei se vc viu, o programa do jornalista da Record (que eu não preciso falar o nome) mostrou a entrevista desta juíza de forma completamente deturpada. No programa, cujo horário é idêntico ao do Fantástico da Globo, coloca-se a polícia entre o vencedor (Naji Nahas) e os perdedores (a população que ocupava o Pinheirinho). Vale a pena assistir até para vc ter o gostinho de dar umas pauladas naquele que se diz jornalista.
Abs
N
om brasil 2022
-30/01/2012 às 8:44
De intimis non curat praetor.
Allegatio e non comprovatio é o mesmo que non allegatio.
Ismael Silva - de Portugal
-30/01/2012 às 7:38
Não te surpreendas, caro amigo! Estás lembrado do slogan do Governo Sarney? “Tudo Pelo Social”. Deve ser por isso que a República Federativa do Brasil e a República do Maranhão têm governos que se dão tão bem.
Marcus Meyer
-30/01/2012 às 7:00
O limite do aceitável nós já passamos há muito tempo! O que vivemos hoje é aquele momento em que a corda já esticou tudo o que podia e está prestes a se romper. O problema é que quando isto ocorrer, já estaremos vivenciando uma ditadura plena!