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24/10/2011

às 5:59

No dia do anúncio da “libertação”, governo líbio diz que sharia será base das leis do país e já declara nula lei do casamento e divórcio. A vida das mulheres será, com certeza, pior! Parabéns, Barack Obama!

Pois é… O que é que vou fazer? Tenho a péssima mania de chamar as coisas pelo nome. E também passei por um longo processo de descontaminação da praga marxista, aquela que vê a história como uma processo ou uma marcha sempre para a frente, com recuos episódios aqui e ali, mas sem jamais contrariar o que seria o fluxo natural. Trata-se de uma doença do espírito, que cega os homens para a realidade. Aqueles contaminados pelo “método” negam o que é evidente, o que está diante dos seus olhos, em nome de um porvir que endossa a sua teoria.

O governo de transição — do que para quê? — da Líbia anunciou ontem a libertação! O evento aconteceu em Benghazi, que se tornou a cidade-símbolo do levante. Foi ali que tudo começou. O Conselho Nacional de Transição (CNT) é um saco de gatos: reúne todos os que eram contra Muamar Kadafi, incluindo algumas pessoas que serviram ao regime e romperam com ele. E lá também estão jihadistas e religiosos de diversas correntes. Ontem, num artigo sobre a Líbia, escrevi: “Eu considero que o dito ‘imperialismo’, INFELIZMENTE, anda mal das pernas e da cabeça e está emprestando aviões para o radicalismo islâmico que se faz de moderado para… ter o auxílio dos aviões daqueles que um dia tem o sonho de destruir!”

Alguns leitores acharam que exagerei. Pois é. Ontem, no ato que anunciou “a libertação”, algumas horas depois de eu ter escrito o que vai acima, o presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), Mustafá Abdul Jalil, anunciou que a legislação do país será baseada na sharia (lei islâmica): “Como país islâmico, nós adotamos a sharia como lei essencial. E qualquer lei que violar a sharia é legalmente nula”. Ah, bom! E ele até deu um exemplo: “Por exemplo, a lei sobre o divórcio e o casamento (…). Esta lei é contrária à sharia, e ela não está mais em vigor”.

Explica-se. Muamar Kadafi havia proibido a poligamia na Líbia e permitido o divórcio. Mustafá Absdul Jalil, atuando como Executivo, Legislativo, Judiciário e, parece, autoridade religiosa (o CNT está coalhado de extremistas islâmicos), dá um óbvio passo atrás no que diz respeito à condição das mulheres. Em 2005, a Organização Árabe do Trabalho reconheceu, acreditem!, que a Líbia era o país em que havia menos discriminação contra elas. Tinham direito à educação, ao trabalho, a contrair empréstimos, à proteção social — sem qualquer distinção na comparação com os homens. Esse traço de modernidade (Fazer o quê? A palavra essa…) incomodava os conservadores religiosos.

No Egito pós-revolução — não é fácil achar a informação na grande imprensa porque os jornalistas estão passeando entre os girassóis da “Primavera”, mas basta procurar um pouco —, as mulheres já começam a reclamar do crescente preconceito contra a sua participação na vida pública. É aquele país de “libertadores” que queimam igrejas e casas de cristãos…

“A aplicação da sharia não quer dizer necessariamente um governo fundamentalista…” Ok. Vamos ver. Um partido religioso é o provável vitorioso, embora não com maioria absoluta, na eleição na Tunísia, onde as mulheres também gozam de bastante liberdade para os padrões árabes. Eles  prometem uma islamização light, seguindo os passos da Turquia — que sabe fazer direitinho a mímica, só a mímica, da democracia. Ainda voltarei a esse tema.

Colham flores no bosque da mistificação primaveril os que assim desejarem, de olho no “processo”… O que sei é que o anúncio, no primeiro dia da “libertação”, de que a sharia será o fundamento da Constituição do país e que já são nulas as leis que nela não são inspiradas é um péssimo auspício. E veio mais depressa do que eu mesmo imaginava.

Os aviões dos EUA, da França e do Reino Unido fizeram o que o terrorismo jamais teria conseguido: entregar a Líbia ao fundamentalismo islâmico. Parabéns, Barack Hussein Obama! As mulheres  na Líbia já estarão piores amanhã do que estavam antes do início da “Primavera”. Sim, eu sei, alguém dirá: “É o jeito árabe de fazer as coisas e compreender o governo”. Pois é. Não preciso gostar dele, não é?

Não tenho bola de cristal, não! Só presto mais atenção aos fatos do que à minha própria torcida e estou menos ocupado em aplicar um método do que em entender o que de fato está em curso. Em suma, estou sempre pronto a reconhecer a realidade, mesmo quando não gosto dela. Ser Kadafi quem era não tornava seus inimigos flores primaveris que se cheirassem.

Por Reinaldo Azevedo

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50 Comentários

  1. Mila Oliveira

    -

    12/11/2011 às 11:25

    Oi Reinaldo !

    “Eles prometem uma islamização light, seguindo os passos da Turquia — que sabe fazer direitinho a mímica, só a mímica, da democracia. Ainda voltarei a esse tema.”

    Vc ainda não voltou ao tema, não e’? Quando tiver um tempinho volte ao tema. Aguardo curiosa. Obrigada desde ja.

    Um abraço !

  2. Gaucho

    -

    24/10/2011 às 22:40

    patricia m.24/10/2011 às 14:23.
    .
    Talvez só uma reforma do islamismo permita ele se tornar mais civilizado. Continuaria com seus preceitos básicos, os fiéis continuariam alegres com sua fé, mas a religião seria “higienizada” digamos assim.
    Tudo que é incompatível com a civilização, tudo que é deletério, odioso, instigante da violência seria “peneirado”.
    -
    Eu não sou especialista em Islã, longe disso, posso me considerar apenas um esforçado entendedor do que se mostra de todos, pelo menos dessa faceta mais horrenda que é mostrada.
    Mas sei que já tentaram “reformar” o islã, mas nunca conseguiram, ou, ao menos, nenhuma reforma substancial.
    -
    Uma dessas tentativas resultou na “Fé Bahai”, que por curiosidade andei lendo.
    Pelo que eu vi, com essa nova crença, o Islã ficaria mais moderado, pacificado.
    -
    Achei até interessante, interessante de pesquisar o que é essa fé.
    Porém, o interesse estancou ao saber que ela está ligada à ONU e a todo esse esboço de governo mundial que a ONU volta e meia apresenta.
    Não se configura, então, apenas uma nova crença, mas uma crença com braço político. De novo se acena com a união da religião com o estado, coisa que como ficou demonstrado na maioria das vezes fez mais mal do que bem.
    Também se apresenta como uma religão ecumênica mundial, uma tentativa de unir todos sob uma só fé.
    -
    Mas, o que mais chamou minha atenção foi ter nascido do islã e tentado uma reforma. Será que uma reforma no islã (e claro, alquém que tivesse peito pra levar adiante algo assim) não seria a solução pra maioria desses conflitos religiosos que se vê?

  3. Skylab

    -

    24/10/2011 às 18:04

    Será a Líbia um novo Irã? Se as mulheres irão sofrer, desconfio que em breve veremos fotos de homossexuais dependurados na ponta de guindastes. Primavera Árabe? Então tá.

  4. Paula

    -

    24/10/2011 às 17:17

    Caro tio Rei,
    Essa “doença do espírito” a q vc se refere no seu primeiro parágrafo foi descrita magistralmente pelo filósofo (entre outras coisas) Olavo de Carvalho. Chama-se PARALAXE COGNITIVA. Falta agora q a medicina se debruce sobre ela…

  5. Paola

    -

    24/10/2011 às 15:32

    Mestre Reinaldo, o discurso dos intervencionistas é dar passagem à democracia mas o interesse oculto é obter petróleo baratinho. Abraço. Paola.

  6. Inocente Corderrosa

    -

    24/10/2011 às 15:04

    Puxa, que decepção! Eu imaginava para a Líbia uma democracia diferente, com, sei lá, a imediata adoção de quotas para minorias cristãs disputarem as próximas eleições a serem convocadas em breve ou ainda o anúncio do primeiro desfile do orgulho gay a ser realizado em uma das avenidas da cidade de Tripoli um domingo desses. Pelo jeito, não será nada disso, não.

  7. martinfierro em Blumenau

    -

    24/10/2011 às 14:55

    Conforme pesquisei no Wikipedia o sharia permite o divorcio, tanto pelo homem como pela mulher desde que sejam seguidos determinados procedimentos. Isso, obviamente não invalida o resto da matéria, que é, como sempre muito bem fundamentada e equilibrada. Acredito que quando falamos desse mundo islamico que a maioria não conhece nem entende (e eu faço parte dessa maioria) devemos tomar cuidado em não deixar que os cliches distorçam a compreensão do que está acontecendo nesses paises.

  8. gilmar

    -

    24/10/2011 às 14:50

    Foi começar a tal revolução na Líbia e as tais conversas com o tal CNT para vermos onde a coisa iria parar, só queriam a grana e as armas, eles são a prova que nada é tão ruim que não possa mudar, como esta escrito em vários comentários abaixo enquanto forem uma nação islâmica não haverá democracia como ela o é o islamismo mais atual se tornou algo que não pode ser chamado de religião esta mais parecido com esta doença dos ptistas um projeto de poder para poucos.

  9. Omar

    -

    24/10/2011 às 14:41

    O atual pecado capital do capitalismo (do PT e do “Chefe” também) é não entender que religião não se senta em volta de uma mesa para negociar. A verdade é que estamos na época das Cruzadas (o Retorno), vivendo novamente uma Guerra Religiosa, mas Barack ainda não entendeu.

  10. patricia m.

    -

    24/10/2011 às 14:23

    Ah, outra coisa que gostaria de comentar: segundo alguns filosofos e historiadores, as sociedades devem estar “prontas” para a democracia, como sendo a forma superior de governo. O que sempre me irritou no JorgiBushi (eu sou republicana, heim) eh que ele queria levar a democracia ao Oriente Medio. Ah, conta outra para eu nao me matar de rir. Nao ha como levar a democracia a povos que nao estao preparados para te-la.
    .
    Enquanto os islamicos forem islamicos, nao ha como ter democracia. O Islamismo nao eh uma religiao – como o cristianimos e o judaismo, mas uma politica de governo. Nao ha como ter separacao de estado e religiao se a “religiao” for o islamismo. Justamente porque nao eh uma religiao, ela eh o estado e o estado eh ela.

  11. patricia m.

    -

    24/10/2011 às 14:19

    Pois pois, podem falar o que quiserem, mas eu preferia 10 mil vezes mais o nosso amigo Saddam e o nosso amigo Kadafi que todos esses islamicos que agora estao la, em ambos os paises. Antes um ditador amigo do que um terrorista islamico inimigo, esse eh o meu lema. Tenho dito.

  12. Renata

    -

    24/10/2011 às 14:13

    Os erros sempre se repetem, e como se repetem! Alimentaram Bin Laden porque lhes convinha, e deu no quê? ALimentaram Saddam Hussein porque lhes convinha, e deu no quê? Agora apoiaram os rebeldes da “primavera árabe” porque lhes convinha. Vai dar no quê? No mínimo, num longo Inverno Árabe!

  13. Mariazinha

    -

    24/10/2011 às 13:52

    Na Globonews falaram no movimento islâmico moderado que tomará conta da região. É rir para não chorar!

  14. neo-liberal otimista

    -

    24/10/2011 às 13:51

    Às mulheres líbias só resta reclamar com o Arnaldo Jabor ! A “primavera árabe” vai ser um cinzento, chuvoso e interminável inverno para elas ! O melhor négócio na Libia a partir de agora é abrir uma fábrica de véus e de burkas ! Se houvesse um campeonato mundial de IDIOTICE, Arnaldo Jabor seria medalha de ouro e recordista mundial !

  15. Theresa

    -

    24/10/2011 às 13:27

    Escorregaram na babana antes mesmo do anúncio que seria a sharia law a constituição do país.
    Primeiro o representante interino dos tais rebeldes disse para o mundo em palavras bem estruturadas que a autopsia do corpo do ditador já havia sido feita. Horas depois, veio novamente um comunicado do mesmo líbio a dizer que não seria feita autopsia alguma. A ONU ou a NATO ou as duas, obrigaram o tal governo interino dos rebeldes a proceder uma autopsia do cadaver do ditador.
    Já começaram bem, começaram como manda a cultura islamica: mentindo.
    Quem acredita em um governo de cunho islamico tem que ser muito ingenuo.
    Os rebeldes de hoje serão os Kadaffis de amanhã.
    A Líbia é um país condenado a violência, todos possuem armas, elas representam um segundo órgão genital da população masculina.
    A Tunisia também será governada como dita a sharia law, pensam que escolhendo um representante ficarão lindos e cheirosos num piscar de olhos e o deserto se transformará em um extenso jardim. A democracia é muito mais que ir escolher um representante, é democrático, mas nao chega para mudar uma sociedade islamica para uma ocidental, é questão de cultura e terão que aprender como viver democraticamente e viver democraticamente não é cortar os dedos ou mão de um ladrão para que este não volte a roubar, ou lapidar uma mulher em praça publica até a morte por esta ter tido sexo fora do casamento, ou ainda enforcar os homosexuais e os apostatas.
    São muitos séculos que nos separam e a primavera árabe é fria e escura.

  16. claudio amaral

    -

    24/10/2011 às 13:01

    Atentai, otan, e estados unidos!” Vão reparar a cagada que vcs deram. Trocaram seis por meia-dúzia. Tiraram um tirano, para colocarem terroristas. No final, as mulheres é quem irão pagar, pelo radicalismo destas bestas quadradas. Que se faça alguma coisa, para que todos possam ter a mesma liberdade, sejam homens ou mulheres. Caso contrário, não me venham falar em democracia. Obama, toma conta dsta bola murcha. Ou que ressucitem o kadafi!

  17. Baianinho

    -

    24/10/2011 às 12:58

    está desagradando (retificação)

  18. juber

    -

    24/10/2011 às 12:47

    Existe um maribondo que inocula sua semente dentro de um mosquito e enquanto este se alimenta tem um intruso crescendo dentro dele.Quando já pode voar ele estoura o hospedeiro e bate asas deixando o outro abatido.Será que existe algum paralelo com o que está acontecendo no mundo hoje?

  19. tadeu

    -

    24/10/2011 às 12:40

    no youtube tem uma dezena ou mais de vídeos sobre os instantes finais de Kadafi, sangrando, e eu estou impressionado com a multidão de pessoas “do bem” que o cercam.

  20. Elvis Trivelin

    -

    24/10/2011 às 12:33

    A derrocada de Kadafi abre apenas uma porta. O que vem ao entrar no recinto… é incerto e essa primeira ação já é péssima. Eu gostaria de saber o que aconteceria se existisse um movimento feminista bem organizado por lá… qual seria a reação desse governo embrionário? Uma vez tendo transformado algo “anti-sufrágio universal” em princípio constitucional, o Estado poderá reprimir sem pena. Não há outro Kadafi a cair, por ora. E não existem instituições e organizações civis hábeis para ecoarem suas vozes…
    Torcemos!

  21. Mauricio C

    -

    24/10/2011 às 12:11

    Caro Reinaldo,

    Acho dificil prever o que vai acontecer. E tão depressa alguem aparecer para dizer que por lá não existirá estado laico aos moldes ocidentais não me parece ser la algo muito promissor. Não porque a separação entre estado e religião seja um dos pilares da democracia moderna, mas porque em uma real democracia, normalmente este tipo de decisão é tomada consultando-se a sociedade, não é mesmo?
    Além disto, para mim esta historia de democracia, imposta de cima para baixo é balela para cooptar a opinião pública ocidental. O mesmo se aplica a tal primavera árabe. Eles não são ocidentais (o que não representa nenhum demérito)e portanto esperar que o povo libio reaja como tal é pura fantasia. Ai, na minha opinião reside a incerteza em relação ao futuro da Libia e outros paises em situação similar.
    Mauricio C.

  22. amigomello

    -

    24/10/2011 às 12:09

    Resumindo: A algo de podre nos GIRASSÓIS DA PRIMAVERA ÁRABE.

  23. Antonio Palhares

    -

    24/10/2011 às 11:57

    Reinaldo,concordo com voce em genero.numero e grau.O que voce disse é verdade.A libia era o melhor IDH da Africa.
    As mulheres tinham mais liberdade que em outros paises Árabes,vai repetir o ocorrido no Iraque,ou seja,a entrega do Pais aos radicais.Foi tudo para roubar deles o Petroleo.

  24. @Medeyer

    -

    24/10/2011 às 11:41

    “Minha Papoula-da-Índia, minha Flor da Tailândia… és o q tenho de suave… e me fazes tão mal”! (R.Russo)
    Não adianta! Não haverá democracia nos países muçulmanos enquanto não houver primeiro uma Reforma (tipo a Protestante)na religião islâmica! Foi assim no mundo ocidental: a reforma protestante permitiu que abrissem as portas para a democracia.
    Tenho pena dos meus irmão em Abraão: Ainda está para nascer o “Lutero de turbante” deles… eles ainda estão na Idade Média, uns dois séculos atrás do ocidente…
    “Deixa o copo encher até a borda, q eu quero um dia de sol num copo d’água”!

  25. ClaudioM

    -

    24/10/2011 às 11:30

    E os urbanóides tolos do Ocidente vendo um horizonte de “democracia” nos levantes árabes, com aquela imagem clichê da mulher de véu na cabine de votação na cabeça…

  26. Anónimo

    -

    24/10/2011 às 11:23

    Os humanistas libertários progressistas modernos deixaram o mundo um pouco mais inseguro. Kadafi foi quem foi, mas que mantinha a estabilidade na região, mantinha. Teria sido mais fácil melhorar as coisas a partir dele do que sem ele. Fazer o quê? As coisas são o que são. A realidade se impõe.

  27. Filintro

    -

    24/10/2011 às 10:56

    O prenúncio de EZEQUIEL 38, acredite se quiser, queda do Egito, passagem de Pute(Líbia), e Etiópia. Deus proverá tudo para seu povo!!! Até breve.

  28. silvio j phi.

    -

    24/10/2011 às 10:35

    Os libios vao sentir rapidinho saudades do Muamar,apesar dos comandantes serem os mesmos da epoca do mesmo,eles vao logo encher os bolsos e depois continuar tudo na mesma.
    VIVA A PRIMAVERA ARABE,VIVA OS TONTOS DA OTAN,FORAM ENGANADOS MAIS UMA VES,PELO MENOS NAO ENGANARAM ESTA VES,
    e o obaminha esta muito feliz,pensa que e NAPOLEAO DO SECULO 21.
    ,

  29. Setembrino Aparecido de Jesus da Silva

    -

    24/10/2011 às 10:18

    Mas não foi o próprio povo que foi às ruas exigir a troca do governo? Se vai piorar a vida pra eles, paciência! É a velha constatação: “a gente era feliz e não sabia!”

  30. Rodrigo L.

    -

    24/10/2011 às 10:16

    A partir do que fizeram com Kadafi já dava para saber no que ia virar…

  31. moacyr

    -

    24/10/2011 às 10:11

    Prezado Reinaldo, um outro fato merece destaque: segundo informação do Conselho de Transição da Tunísia, entre os tunisianos que vivem no exterior, convenientemente aconchegados no multiculturalismo inventado pelo Ocidente, o voto a favor do tal partido islâmico “moderado” foi infinitamente maior do que entre os tunisianos que vivem no país. Ou seja, confortavelmente assentados sob as bases da democracia que os acolheu e os retirou da barbárie em que viviam, agora querem que os seus compatriotas que não tiveram a mesma sorte de fugir e resolveram ficar e lutar, aceitem o retorno à era medieval. Comente.

  32. PARTIDO - PÊQUEPÊ

    -

    24/10/2011 às 10:07

    !
    ALGUEM AQUI SABERIA ME DIZER SE , NUMEROLOGICAMENTE FALANDO, OBAMA DARIA ALGO EM TORNO DE 650… UM POUCO MAIS ??
    .
    AI AI … O MALUCO CUTUCA VESPEIRO COM PALITINHO DE SORVETE
    E ACHA QUE ESTA TUDO BEM, POIS NO MOMENTO AS VESPAS ESTAO OCUPADAS COM O SORVETE NO PALITINHO
    .

  33. Márcio Carneiro

    -

    24/10/2011 às 10:05

    Calma lá Reinaldo.
    Não é bem assim que está acontecendo. Na verdade o que o CNT está fazendo não é de nada inesperado, já que a Libia já era um pais que adotava a Shaira.

  34. Manoel

    -

    24/10/2011 às 9:51

    “O Conselho Nacional de Transição (CNT) é um saco de gatos: reúne todos os que eram contra Muamar Kadafi, incluindo algumas pessoas que serviram ao regime e romperam com ele”.

    Céus! A Líbia tem um PMDB!!!

  35. Eddie

    -

    24/10/2011 às 9:41

    Não deveríamos estar mais preocupados com a Argentina e Cristina? Fala sério, Brasil!!!!

  36. Uber

    -

    24/10/2011 às 9:34

    Se na primavera árabe já está quente assim, imaginem quando chegar o verão…

  37. LG

    -

    24/10/2011 às 9:32

    O que está em curso, Reinaldo e prezados amigos, só não vê quem não quer. Todos os principais regimes laicos do norte da África, num primeiro momento, e depois os do próprio Oriente Médio estão sendo rapidamente submetidos a regimes jihadistas e fundamentalistas, isto é, estão sendo submetidos ao chamado fascismo islâmico. Em breve, muito em breve, toda a região, ou senão os mais importantes países norte-africanos e do Oriente Médio estarão sujeitos à sharia, momento em que será altura de atacar Israel. E tudo com a chancela e o apoio da ONU, da OTAN e das potências ocidentais – Jesus Cristo!!!! Estão entregando os judeus à própria sorte, de novo. Só que, desta vez, eles têm um Estado capaz de defendê-los, e o fará com todas as suas forças, abrindo as portas a um conflito que pode arrastar o mundo inteiro para uma nova guerra global. É um quadro tão claro, tão evidente, tão escancarado, que chego mesmo a me surpreender com certas declarações de alguns ditos “especialistas e estudiosos” que pipocam na imprensa, aqui e lá fora.
    Vejam: a Líbia e todos os países à sua volta vivem ou viveram anos a fio sob a mão de ferro de ditadores e tiranos estando, portanto, completamente por fora do que seja um regime democrático, com sua vida parlamentar, o seu jogo partidário e seu regime representativo. O que existe são apenas forças (brutas, muito brutas) que se digladiam pelo poder, sendo que o mais forte devora o mais fraco. na Líbia atual a força mais poderosa è aquela integrada pelas correntes jihadistas, e serão estas mesmas que tomaram o poder total empurrando o país para um sistema fundamentalista e, sobretudo, para a luta supra-nacional que a Jihad empenha contra os “infiéis”, Israel à frente.
    A clareza com que este processo se desenvolve nas nossas fuças e a patetice dos “líderes” ocidentais faz lembrar os anos 30. E todos sabem como terminaram os anos 30, não é mesmo? Enfim, volto a dizer: que Deus tenha piedade de nós!!

  38. ivo

    -

    24/10/2011 às 9:21

    Reinaldo,

    veja o que um grande amigo francês postou no seu Facebook.

    Enfin une belle reussite à porter à l’actif de notre président grace à l’intervention en Lybie : la charria va étre la loi,

    La polygamie est rétablie,

    Le divorce interdit,

    et on va enfin pouvoir lapider les femmes adultères !!!

    Merci Sarko patron du pays des droits de l’homme, pas de la femme.

    Lá tem mais gente que pensa.

  39. Marcello

    -

    24/10/2011 às 9:14

    Gostei do seu artigo. Fiquei espantado que o CNT já tenha colocado as maguinhas de fora. Eu já temia que isso acontecesse, mas não pensei que seria tão cedo.
    É um absurdo pensar que só por derrubar um ditador cruel, virá a democracia. Deve ser dito que o governo da maioria não é necessariamente democrático, se a maioria decide massacrar a minoria. Se tal fosse o caso, Hitler seria um democrata, pois repelir os judeus contava com o apoio da maioria do povo alemão.
    Da mesma forma na Líbia, que se livra de um ditador para instalar uma ideologia/religião que irá perseguir ateus, cristãos, seculares e por as mulheres sob tutela rígida. Isso não é democracia em hipótese alguma.

  40. Marco Aurélio Antunes

    -

    24/10/2011 às 9:04

    O site da Human Rights Watch informa que foram encontrados os corpos de 53 pessoas num hotel em Sirte, provavelmente apoiadores de Kadafi que foram executados: http://www.hrw.org/news/2011/10/24/libya-apparent-execution-53-gaddafi-supporters .

  41. JULIANO

    -

    24/10/2011 às 8:45

    Pelo geito o povo da LIBIA logo logo vão ter saudades do KADAFI

  42. carlos

    -

    24/10/2011 às 8:14

    Não concordo.`É natural que esses paises não estão prontos para democaracia e provavelmente haverá retrocesso, mas a tecnologia não para e, mais cedo ou mais tarde fará a diferença. O conhecimento e os exemplos comparativos com paises mais evoluidaos estão ao alcance de todos. No longo prazo o mundo todo vai se democratizar.

  43. andre

    -

    24/10/2011 às 8:08

    Nenhuma surpresa!
    Quem acompanha o Olavo de Carvalho já sabe há muito tempo que o Obama é aliado visceral dos fundamentalistas islâmicos. As provas avolumam-se, mas é mais cômodo achar que isso tuso é teoria da conspiração, e que o presidente do país mais poderoso do mundo é apenas um bobalhão que não sabe o quê faz…

  44. Idevam

    -

    24/10/2011 às 8:01

    A Sharia é uma lei religiosa e todo país regido por ela é de governo religioso Islãmico as mulheres na Libia que eram a costumadas com a liberdade que tinhão com o ditador Kadafi agora com a Sharia elas não tem nenhum direito a não ser de ficar caladas e submisas a gora elas terão que asumir a culpa quando forem estupradas por não usar a mortalha chamada Burca triste fim para quem desfrutava de direitos iguais com os homens não parece uma primavera tá más pra inverno sombrio. com oferecimento de Barraqui Hussem Obama mas uma nação que se torna radical pronta para lutar contra o grande satã. obs.parece que Obama foi eleito para envergonhar enfraquecer e aumentar o número de inimigos dos EUA.

  45. Clayton Brevilieri

    -

    24/10/2011 às 7:51

    Acho que Obama e OTAN não estão muito felizes agora. E o povo Líbio substituiu um ditador por vários.

  46. BASTIÃO

    -

    24/10/2011 às 7:41

    TADINHO DOS CRISTÃOS, VAI COMEÇAR UMA CRUZADA AZAVESSAS NO ORIENTE INTEIRO.

  47. P Faustini

    -

    24/10/2011 às 7:23

    É isto aí Reinaldo, estes idiotas não querem entender que o Islã tem um objetivo se impor aos infiéis, isto é nós. Como você disse o ocidente esta emprestando seus aviões para fortalecer os que querem destruí-lo.

  48. Gilberto

    -

    24/10/2011 às 7:20

    “… está emprestando aviões para o radicalismo islâmico que se faz de moderado para… ter o auxílio dos aviões daqueles que um dia tem o sonho de destruir!”.
    Pois é, Reinaldo, a história se repete. Barak Obama deveria estudar um pouco mais antes de cometer os mesmos erros de seus antecessores: quando os soviéticos invadiram o Afeganistão, o governo americano gastou uma fortuna para treinar e armar os mujahidins contra os comunistas. Quinze anos depois eles cometeram o mais monstruoso atentado terrorista contra aqueles que os ajudaram a chegar ao poder.

  49. BH

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    24/10/2011 às 6:41

    Sr Reinaldo Azevedo:

    Confirmo o homem é uma cavalgadura
    O francês um pónei
    O inglês um jegue
    A soma dos três não da meio homem.
    Essa aventura vai custar caro.
    Saudações

 

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