BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
Publicidade

No caso Isabella, não há nada de errado com o povo

segunda-feira, 21 de abril de 2008 | 5:15
Marco Antônio não fez aquele fantástico discurso, que está na peça Júlio César, de Shakespeare, diante do corpo do tirano. Até porque era um soldado meio abrutalhado. Tinha mais habilidade matando pessoas do que matando a lógica dos assassinos do ditador. Mas se sabe que fez, sim, proselitismo junto à plebe rude, talvez usando a túnica ensangüentada do morto como um fetiche. Os romanos já se chocavam e se mobilizavam contra certos eventos trágicos. Shakespeare escreve uma de suas passagens mais notáveis séculos depois porque também conhecia esse, vamos dizer, temperamento das massas. É de se supor que até os hunos se comoviam, não é?

Por que isso tudo? É impressionante como alguns pensadores e jornalistas da esquerda, sob o pretexto de fazer um pouco de media criticism, tornam-se subitamente demofóbicos, coisa de que costumam acusar a direita. E a verdade é bem outra, não? Para um esquerdista, “povo” é sempre “povo organizado”, os “cumpanhero”, a turma do “partido”, do “movimento social”. O único povo que lhe interessa é o “consciente”, o “mobilizado”. Já o “povo” da direita, da democrática ao menos, é essa voz comum das ruas. E é dessa gente que a esquerda tem verdadeiro horror.

Essas pessoas é que estão nas ruas pedindo justiça no caso da menina Isabella. Já estavam lá às portas do Senado de Roma — aliás, César sabia manipulá-las como poucos, para horror do “reacionário” Cícero, não é? A malta estava na peça do bardo inglês e se deixou inflamar pela retórica de Marco Antônio, tornado um intelectual. Aqui e mundo afora — vejam o caso dos portugueses, bem mais sóbrios do que o nosso povaréu, chegado num bundalelê, diante do sumiço da menininha inglesa —, casos assim mobilizam a opinião pública. E mobilizam com razão. Trata-se de uma reação de autodefesa, que se dá em ao menos três esferas: a pública (do Poder Público), a social (os valores) e a individual (psíquica).

Na esfera pública, teme-se a impunidade — e quem seria idiota a ponto de negar que as evidências contra o pai e a madrasta são fortes? Os crimes comuns, quando identificados os autores, ficam menos impunes no país do que nos parece. Mas há aí uma contaminação com o que acontece com os políticos criminosos: andam livres, lépidos e fagueiros.

Na esfera social, deve-se levar em conta que “proteger as crianças”, os filhotes, é um valor coletivo e também um traço da espécie — aliás, de quase todas as espécies. Tivesse o crime sido cometido contra um adolescente, a reação seria, certamente, menos emocional. A condição da vítima, absolutamente indefesa, em contraste com a de seu agressor (ou agressores), açula o sentimento de vingança e punição mesmo em quem, sei lá, saia dali e vá cometer seus próprios crimes.

Há a esfera psicológica, apontada com correção por alguns especialistas da área. Um crime assim nos confronta com a nossa própria agressividade e nos enche de medo. Por mais que apostemos na maldade ou na psicopatia do assassino, sabemos que ele é alguém, em princípio, igual a nós. Puni-lo — ou puni-los — corresponde a uma eliminação do mal (ou do risco) em nós mesmos. Se ele estiver na cadeia, no hospício ou morto, então voltamos a confortar a mansidão que julgamos ter: “Agora ele já é diferente; agora ele já é um outro”.

O que há de estranho com esse povo? Nada! Estranho seria não reagir.

Ademais, há, sim, o noticiário das TVs, dos jornais, das revistas. Há os programas “da tarde”, dedicados à gritaria e ao mundo-canismo, com “psicólogos” e “psiquiatras” iletrados dizendo as maiores barbaridades? Há, sim. Mas convenham: cada um de nós, individualmente, com ou sem perícia técnica, vê furos imensos na versão do casal acusado. Os detalhes da perícia parecem reforçar o chamado senso comum, o pensamento do vulgo, o que vai nas ruas.

A imprensa digna deste nome está tomando cuidados. E muitos. Está até um tanto acuada — ver texto abaixo —, como se ela também estivesse sendo acusada de alguma coisa. Na TV, acompanhei o caso pela Globo, que julgo estar fazendo um trabalho exemplar — à entrevista do Fantástico, ontem, faço restrições (ler texto a respeito), mas que vão na contramão de alguns que deram agora para censurar o povaréu.

Eu prefiro uma sociedade que reaja assim a um caso hediondo como esse a uma outra que desse de ombros: “Ih, essa menininha já encheu”. E procurasse logo o próximo corpo que cai. É evidente que isso nada tem a ver com o incentivo a linchamentos ou sei lá o quê. Tampouco a Polícia e a Justiça devem ser pautadas pelo chamado “clamor público” — não, ao menos, contra as provas, contra as evidências técnicas, contra os fatos. Se estes coincidirem com a vontade das ruas, nem por isso se tornam menos provas, menos evidências, menos fatos.

Curioso, não? Quando Lula foi reeleito, escrevi um texto que deu o que falar: “É Lula de novo, com a culpa do povo”. Foi um deus-nos-acuda. E eu estava dizendo o quê? O povo, responsável que é, maior de idade (aos menos os de 18 ou mais), exercendo o seu legítimo e inquestionável direito de votar, reelegeu um governo atolado em evidências de corrupção. Quem é o culpado? Ora, o povo! Por que “culpa”? Porque a maioria dos eleitores achou que os crimes eram irrelevantes para determinar o seu voto. Até fui adiante: isso não quer dizer que eles não devam ser apurados. Porque o povo não é “soberano” o bastante para atropelar as leis.

A gritaria foi grande. Acusaram-me de demonizar “o povo”, de desprezá-lo. Eu não! Ao contrário: eu o respeito. Tanto é que o trato como responsável por seus atos, não como um bibelô das minhas fantasias ou como uma plebe rude carente de iluminação. Eu acho, escrevi a respeito, que havia motivos para impichar Lula. “Mas o povo não quer”. Respondi então: “O povo vai ter de seguir a lei. Por bem ou por bem”.

Agora, noto, há gente achando a “culpa do povo” — coitado! — no caso Isabella. Dadas as informações que tem, que não são muito diferentes das que todos temos, ele está pedindo justiça. Não há nada de doente ou de excepcional nisso. Claro! Terá de ser tratado segundo a lei. Ele tem de saber que será a Justiça a decidir as culpas. E que nada pode ser feito fora dela.

Querer impedir, no entanto, que ele fique chocado num caso assim, bem, aí já é demais! É impressionante: a esquerda ainda não desistiu de ensinar o povo a ser povo! É por isso que existem tantas ONGs que ensinam a meninada a bater lata, a fazer malabarismo em farol, a fazer rap…

Ninguém quer ensinar o povo a tocar violino.

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

103 comentários em “No caso Isabella, não há nada de errado com o povo”

  1. Drika disse:

    Desculpa, Reinaldo Azevedo, mas você está sendo condescendente demais com essa turba…as pessoas que ficam em casa acompanhando podem até estar sentindo esse “medo”, mas esse pessoal que tá na rua, julgando e fazendo baderna, está apenas aproveitando essa chance de ouro para externar sua imbecilidade sem sofrer julgamentos.
    Você pode me chamar de idiota se quiser. Apesar de reconhecer que o casal Nardoni não fundamentou sua defesa nas melhores bases, e que o trabalho da perícia tem sido primoroso, continuo a esperar pelo veredito. Não somos nós os investigadores e juízes. Nós pensamos e analisamos? É claro. Mas sem julgar precipitadamente. ALém disso, você mencionou a agressividade como sendo motivo de um suposto temor das pessoas…isso quer dizer que qualquer um de nós tem potencial para ser um Alexandre Nardoni? Então porque chutar o portão da casa dos pais dele ao invés de refletirmos sobre nossas próprias anomalias?
    Porque ninguém se comove com outras tragédias? Com as crianças negras e faveladas que são todos os dias cooptadas pelo tráfico?
    Há algo de errado com o povo, sim. Ele está mostrando sua faceta sádica e sensacionalista. E você…é provável que esteja tentando corroborar a capa repulsiva de uma certa revista sobre esse caso…

  2. rocket disse:

    A sociedade, o povo, não quer vingança e muito menos sangue. Só não quer impunidade e está marcando em cima, acompanhando todos os passos desta investigação para não se transformar em mais um caso de impunidade.

  3. marcio disse:

    Não seriam essas pessoas leitores da veja?
    Pode ser. É só notar a medíocridade de suas ações.
    Ainda bem que estou livre desse lixo chamado veja.
    Nassif está correto.

  4. clelio disse:

    Reinaldo, o Contardo ontem em alguns minutos deu nó no Casoy e no Mitre. O homem é um exemplode análise, sempre no ponto. Infelizmente pra você deu nó nessa tua tese também… Veja lá o que ele disse sobre o povinho, louco por uma câmera. Não posso concordar com você de que o populacho tenha o direito de ficar na porta da casa dos acusados agredindo-os vetbal e fisicamente…Isso é barbárie…

  5. Anônimo disse:

    Acho que o Lula só foi reeleito por 2 fatores principais:

    1) Covardia da “oposição” que não o demitiu no tempo correto. Ponho en tre aspas porque acho que uns 80% do PSDB tem alma petista.

    2) Falta de concorrência na eleição. De facto, segundo o Olavo, só havia partidos de esquerda disputando, e o mais “ligth” revelou-se um covarde.

    Por tudo isto, era melhor continuar com o que já se conhecia.

    Acredito que a maioria absoluta das pessoas sabe que a economia depende mais do que o governante de turno NÃO faz do que ele efetivamente faz

  6. Anônimo disse:

    Olha, foi difícil, mas enfim o dia chegou: o dia em que iria discordar de um post do Reinaldo. Aliás, essa é uma grande diferença dos pensadores-livres daqueles matraqueiros que ostentam a focinheira do esquerdismo xulé que viceja no país. Em todo caso, às minhas razões: (1) o “povo” está sendo dioturnamente bombardeado pela mídia e pelas instituições do Estado (polícia, MP, TJ) com versões, fatos, insinuações etc., o que estimula sim todos estes atos de violência (verbal apenas, porque se pudessem, haveria linchamentos em praça pública) contra os suspeitos; (2) por mais que se justifique o tal clamor popular, é preciso registrar que a evolução de um país - na verdade, o que distingue a civilização da barbárie - é o funcionamento das instituições, razão pela qual o correto é todos lamentarmos, sim, enviarmos flores, pêsames, orações, rezas e quejandos, porém jamais ficar de “plantão” na casa de quem quer que seja ou na delegacia, agindo como urubus; (3) contribui para o desenvolvimento da cidadania o respeito ao ordenamento jurídico, que protege a ampla defesa, o devido processo legal e a situação de inocência, até o trânsito em julgado de uma sentença condenatória. Ok. No viés do post, até concordo que os esquerdistas estejam agora contra o “povo”, mas isso não altera minha percepção de que esta gritaria toda não contribui em nada para a evolução da cidadania e do respeito às leis.

  7. Anônimo disse:

    é uma pena que esse povo nunca reage aos escândalos de mensalões e corrupção em geral com a metade da revolta vista nesse caso

  8. ELEITOR disse:

    MAS MUDANDO UM POUCO DE ASSUNTO….

    “E OS GASTOS DE LULLA E MARIZA?”

  9. Pensando Bem disse:

    Engraçado como a vida é.A mãe do Alexandre Nardoni, no dia do crime ela gritava que queria o assassino nas suas mãos. (Sem maiores comentários)

  10. Ricardo disse:

    Reinaldo, o parágrafo final do teu texto é simplesmente perfeito. “Ninguém quer ensinar o povo a tocar violino.” e esse som repetitivo de bumbo no Brasil dos petralhas é insuportável…

  11. Anônimo disse:

    Reinaldo

    Na minha opinião, o problema não está na “reação” do povo em si frente ao caso Isabella, e sim na NÃO-reação do povo frente a TODOS os outros problemas que nos atingem, muitos deles tão ou mais graves do que esse caso em particular.

    É isso que assusta. A impressão que fica é que a revolta do povo não nasce da escabrosidade do crime em si, mas sim da super-exposição da mídia. Se o JN mostra 5h por dia, é revoltante. Se não mostra, beleza.

    Cadê essa “mobilização popular” toda com as roubalheiras dos nobres colegas de BRasília? Com os desmandos do nosso líder apedeuta desvairado? Com as invasões do MST? Ou MESMO COM AS DEZENAS DE MORTES DE CRIANÇAS que acontecem TODOS OS DIAS?

    Pra mim isso tem um nome: hipocrisia de manada. Prefiro crer que é ignorância mesmo…

  12. Anônimo disse:

    Juca Mulato

    Coo parte do povo que lê e conta, estou feliz. O povo esté certo. Nãop pode deixar a batata esfriar.

    Nossa justiça precisa de um empurrãozinho para se lembrar que deve ser justa.

  13. Rubens disse:

    Caro Reinaldo, complementando seu post, a respeito do povo, digo ele tem que se manifestar e ser respeitado por todos, sabemos que o Juri Popular é composto por sete cidadões egressos do povo e que irão julgar, disse julgar, não é justiça que irá julgá-los declarando-os inocentes ou culpados, essa função é do povo lá no tribunal do Juri.

  14. Sergio disse:

    Tio Rei:

    Quando longos, seus textos nunca são cansativos, logo, não é o tamanho do texto que importa mas o seu conteúdo.
    A sua análise foi primorosa como sempre, portanto parabéns.
    Quanto à entrevista daqueles dois, bem, foi a pá de cal.
    Lembro-me de um professor de direito penal que nos dizia que entre os criminalistas, a tese de negativa de autoria era considerada suicídio; pois é…

    grande abraço
    ser_adv@yahoo.com.br

  15. Leopoldo disse:

    Reinaldo, aqueles desocupados que fazem vigília na porta da casa dos pais dos acusados não estão indignados nem pedem justiça, não. Eles querem é aparecer na televisão. Só se agitam e formam aglomerações raivosas quando alguma equipe liga o equipamento e o repórter se posiciona para gravar. Se tirarem as câmeras de lá, some todo mundo. Não se iluda, Reinaldo: o povo é ainda pior do que parece.

  16. Caboff disse:

    Apoiado, apoiado e muito apoiado.
    Clovis Rossi é um dos mais horrorizados com o comportamento do povo neste episódio.
    Ué agora o povinho não presta? Êle, povo, tem sentimentos de repulsa, ódio, desprezo, histeria contra o tal casal, é de admirar?

    Acontece que o mesmo C. Rossi, defendeu no início das investigações a presumida inocência do casal, como se a polícia estivesse querendo lincha-los.
    O mesmo ranço anti-policial de sempre.

    É isso aí Reinaldo.

    Abraços

    Carlos Alberto Boff

    PS. ensinar quaquer coisa verdadeiramente útil está fora de questão para ONGueiros, êles não sabem fazer nada além de mamar uma Teta estatal.

  17. Anônimo disse:

    Bom, o povo é responsável por seus atos, mas uma multidão é sempre mais furiosa e corajosa que indivíduos, não? Assusta um pouco ver a massa querendo a cabeça dos dois, mas assusta mais ainda um crime como este.

    Só que há monstros que matam os filhos dos outros e daí a culpa é da sociedade, e não deles…

    Não quero menos indignação nesse caso do que temos agora, quero mais indignação diante dos outros milhares de crimes que acontecem todos os dias no Brasil.

  18. Casanova disse:

    Eu gostaria de ver a frente do congresso nacional cheio de pessoas protestando contra as coisas erradas que os políticos fazem. Virou rotina o povo brasileiro ser atirado do ultimo andar dos prédios de Brasília e mesmo assim ficarem calados. Com todo respeito, acho que daqui uns dias a Isabella vai virar santa, e vai passar a se ocupar dos pedidos dos probres coitados que vivem em função do populismo que se instalou no Brasil. E nem assim as pessoas procuram mudar o sistema penal, ou pelo menos tratar as raízes do problema, que são o excesso de gente nesse mundo maluco onde ninguém consegue organizar essa bagunça.

  19. Anônimo disse:

    espero que a policia esteja certa,pois o nosso CSI,é uma piada ,lacraram o apartamento 48 horas depois ,,voltaram umas 15 vezes ao local uma hora corta grama,outra ve o sangue ,a coisa é feito meio aos pulos ,parece que não se tem uma conduta pré definida ,um checklist como dizem,enfim espero que não haja erros

  20. Anônimo disse:

    Reinaldo estou desde sexta-feira engasgada com o que ví no jornal SPTV da Globo.Sexta-feira foi o dia do depoimento dos pais da Isabella e coincidentemente era aniversário de seis anos da menina.

    Populares estavam na frente da casa
    aguardando a saída dos acusados e fazendo uma manifestação em que pediam por justiça,levantavam cartazes fazendo uma homenagem póstuma à menina pelo seu aniversário,e enfim demonstravam a indignação que se esperava diante do horror pela brutalidade daqueles que deveriam cuidar e acolher(pai e madrasta) a criança.

    Estranho seria se não houvesse manifestação nenhuma.Se esse acontecimento não tivesse chocado a sociedade.Se ninguém esboçasse reação e clamasse por justiça,num país onde a impunidade também é uma forma de agressão.

    Naquele dia os apresentadores do programa SPTV eram César Trale e Mariana Godoy.
    Estava no programa um advogado que foi convidado para comentar exatamente a reação dos populares…SEu nome é Tales Castelo Branco.
    Criticou muito as manifestações dizendo que não devemos pré-julgar mesmo sabendo-se que não havia nenhum outro suspeito e que a perícia já indicava pai e madrasta como envolvidíssimos na morte da menina.
    Apresentou-se como advogado humanista e disse não ter nenhuma vocação para promotor ou juíz.

    À certa altura referiram-se aos manifestantes como massa acéfala e o advogado Tales classificou os populares como a prostituta que puxa o juíz pela manga.Ou seja fêz um julgamento ofensivo tanto para a população quanto para o juíz que dará a sentença e que supostamente será influenciado pela prostituta.

    Essa imprensa anda mesmo muito estranha e humanista, você não acha?
    Acho que suas palavras ofenderam a todos os telespectadores.
    Da redação do program eu gostaria de saber de quem partiu o convite para o Tales.

  21. Anônimo disse:

    Um dia em que o povo brasileiro errou

    Reinaldo -

    Se o respeito do povo pelo senso comum é mais que desejável, o sentimentalismo nesse mesmo povo é um traiçoeiro perigo.

    Um bom exemplo disso foi o que ocorreu no dia 25 de agosto de 1954, isto é, no dia seguinte ao insano ato de Getúlio Vargas.

    Levada pelo sentimentalismo, a maioria do povo brasileiro se esqueceu da grande corrupção que existia a comando de Gregório Fortunato (chefe da guarda pessoal do Presidente), se esqueceu da coragem de Carlos Lacerda, se esqueceu do covarde assassinato do major Rubem Vaz, se esqueceu da viúva do major e seus pequenos quatro filhos órfãos. Tais esquecimentos são as raízes de tudo isso que hoje está ocorrendo em nossa política.

    Sugestão para você, Reinaldo:
    - escreva um post longo ou um artigo na VEJA abordando a diferença entre DEMOCRACIA e OCLOCRACIA (para mim pelo menos, hoje estamos vivendo numa oclocracia).

    Um cordial abraço -
    Pascal .

  22. marie disse:

    Pois eu continuo achando que é um circo, ou uma peça de tragédia inflamada pela imprensa. Algumas emissoras mais que outras! Entretenimento. A imprensa que vá cobrir o trabalho escravo, a prostituição infantil, a dengue!!!!!!!

  23. Anônimo disse:

    Algumas questões:

    Se não foram o pai e a madrasta que mataram a garota, alguém poderia perguntar:

    1 - Porque um bandido correria o risco de entrar em um apartamento com muro, cerca elétrica e portaria, matar uma criança sem usar nehuma arma, ter o trabalho e perder tempo procurando uma tesoura, cortar a rede de proteção sob risco de ser visto pelos vizinhos, jogar a criança e só então sair do apartamento? E tudo isso num espaço de tempo entre a saída do pai da garota do apartamento, sua ida e volta da garagem que não é distante?

    2 - Que bandido se daria a todo esse trabalho? Quem mata quer fugir e não se incomodar com a vítima. Só tem todo esse trabalho quem quer ocultar seus atos.

    3 - Que pai ficaria conversando tão tranquilamente com o policial logo após sua filha morrer? (Cena mostrada na televisão)Um pai nessa situação estaria desesperado e junto da filha, ali ou na ambulância, hospital, qualquer lugar, menos ali.

    Eu me lembro de uma cena da Suzane R.. 1 ou 2 dias após o assassinato de seus pais. Ela e seu irmão foram filmados de cima andando o quintal da casa. O andar dela era tão diferente de uma pessoa em dor que eu pensei a hora que ela tinha matado os pais.

    Assim é com esse casal. As palavras são totalmente diferentes do que os seus atos e corpo dizem.

  24. Paulo Cesar disse:

    Rei,
    Seus textos nunca serão cansativos, por maiores que sejam. Felizmente existem boas e raras excessões, como a do Pastor Galvão um Pr. Batista que ensina violino, flauta, para jovens carentes de Aguas Lindas umas da cidades mais violentas e pobre do Brasil, no entorno de Brasilia apesar de estar a uns 70 Km somente.

  25. Anônimo disse:

    Rei…! A situação está bem pior do que se imagina.

    Os humanistas querem roubar a nossa consciência. Isto é um fato.E para isso estão usando de todos os meios e instrumentos possíveis.
    Existem ONGs que dedicam-se aos cuidados com crianças e que na suposta missão de “educar” para um “mundo melhor” e de “paz”,lançam mão das filosofias mais estranhas e esquisitas para roubar a consciência das nossas crianças, de preferência desde o útero materno.

    ONGs que trabalham com a Infância e Juventude são as mais perniciosas.Existe um exército de militantes esquerdistas,todos humanistas(psicólogos, pedagogos, filósofos, professôres, advogados…)que fizeram cursos “alternativos” muito comuns nos meios esquerdistas…que aplicam-se justamente em anular a capacidade de julgamento das crianças e dos adultos também.
    Quem acha que estou falando bobagem é só perguntar à qualquer um que esteja em universidade pública na área de humanas.Como disse um comentarista aquì querem trocar o bom senso pelo bizarro.

    Essas pessoas (militantes) não estão só nas ONGs esquerdistas.Invadiram escolas e igrejas católicas e protestantes e tomaram para sí os lugares dos professôres de catecismo e escolas dominicais.Estão à frente de todas as atividades que envolvam crianças e jovems.

    A coisa tôda é feita sorrateiramente. Enganadores que são, levam sutilmente as idéias podres embrulhadas em belas palavras de paz e boas ações…
    A ordem é: NÃO JULGAR.
    Não julgar a violência do outro,o terrorismo…Usam aquele conceito Tarso Genro de que se a causa é boa,bendita sejam as ações.
    É um assombro!!!
    Estão subvertendo todos os bons valôres tradicionais.E os pais não estão se dando conta disso.
    O único e grande pecado é colocá-los sob julgamento.
    Lei ora lei, o que interessa são as suas causas e o que eles julgam legítimo.

  26. faith disse:

    reeinaldo azevedo
    são temas
    tão polêmicos
    como estes
    abordados
    tão brilhantemente
    corajosamente;
    são comentários
    tão igualmente
    polêmicos
    corajosamente
    publicados:
    que faz desse blog
    verdadeiramente
    corajosamente
    único e precioso.
    e perfeito
    ao som do interpol,
    BASTA!

  27. João Bosco disse:

    Não quero impunidade, quero justiça.
    O povo tem sim o direito de expressar seu clamor, mas me preocupa o desejo de justiça sem processo.
    Não consigo entender também, a demonstração de solidariedade a vitima através de gritos como “morra”.
    Chamo a atenção neste episodio, sobre as autoridades que muito falaram e, sobre aquelas que não falaram, como por exemplo, os elaboradores dos laudos técnicos, estes sim, determinantes sobre culpas e eventuais culpados.
    Sem a correta elaboração destes laudos, a justiça ficará cega, sem saber o que fazer.
    Sobre textos longos, apesar de minhas dúvidas, sua forma de escrever torna qualquer texto, uma leitura muito agradável.

  28. Anônimo disse:

    REinaldo,

    Interessante né, o povo nestes casos vai pra frente da casa dos acusados protestar, pedir justiça, e outras coisas mais. Mas no caso do mensalão, no dos sanguessugas, e tantos outros escandalos ninguém foi pra frente do palacio do planalto,na frente do congresso, gritar protestar, pedir justiça pelo roubo praticado.
    Esse nosso povo é de uma falta de conhecimento que chega as barras da barbarie.
    Povo que aceita as desculpas mais esfarrapada de um mandatario da nação, dizendo “que não sabia de nada” e as coisas aconteceram dentro de seu gabinete, vai querer exigir justiça num caso desses????
    So posso dizer, que isto é de uma hipocrisia, de uma falsidade incirvel.

  29. Bolívar Torres disse:

    Só pra complementar: há ONGs que querem ensinar a meninada a tocar violino, sim. Tem a ONG Instituto Atos, por exemplo, que administra um projeto subsidiado pelo Fundo Brasil Canadá.
    Reinaldo, eu não quero estragar a sua “boutade”, que foi bem sacada, mas temos que cuidar com as generalizações. Existe, sim, um pensamento entontencedor no Brasil, de querer que o povo seja “povo”, fale grosso como o presidente, que busque uma certa, digamos, “pureza” do pobre. Muita gente adora essa pureza, porque mantém o pobre pobre, falando como pobre e fazendo arte de de pobre. Acho certo que você se levante contra isso, mas nem todas as ONGs são assim, e nem todo mundo que trabalha nas favelas pela eduação dos “menos favorecidos” (ó, tô falando sem demagogia, tá?)pensa igual.

  30. Anônimo disse:

    Os petralhas infiltrados na imprensa vão distorcer os fatos para embrulhar mais a mente do brasileiro. Com isso vai para baixo do tapete os cartões, a dengue, as ONGs do Pc do B e etc. A cabocra e o franquilim já estão pautando a imprensa para haver um barulhão. O mascate já antecipou.Já deu o mote.

  31. Bolívar Torres disse:

    Acho que nesse caso quem quer ensinar o povo a ser povo é a imprensa. Não quero superestimar o poder da imprensa, mas é evidente que ela estimula toda essa histeria coletiva (pode não ter o poder de criá-la, mas ao menos de potencializá-la). Também acho engano pensar que as pessoas que estavam na rua clamando por justiça estivessem todas realmente sendo sinceras, ou simplesmente querendo aparecer na televisão, fazer parte do “espetáculo” que se criou. Veja bem, é claro que não quero uma população passiva, que não se revolte contra os assassinos de uma criança. Só acho que isso deveria ser feito com todas as crianças pobres que são assassinadas, torturadas, estupradas e que não ganham uma só nota de jornal porque não são fotogênicas como a pequena Isabella (atenção: isso não é discurso esquerdista. mas nesse caso não há como não ver uma lógica classista, que diz “os meus mortos estão mais mortos que os seus”. Não sou de esquerda, mas não suporto a idéia de dois pesos e duas medidas, que pra mim vai contra o melhor do pensamento liberal).
    Quanto ao Julio Cesar de Shakespeare, bom… Li a peça faz tempo, mas pelo que me lembro ela critica justamente a ignorância do povão, que se deixar enganar pelo discurso emotivo do Marco Antônio e despreza as palavras reflexivas de Brutus. O velho Will usa alguns personagens do populacho justamente para exemplificar esse contraste. Quando Brutus fala, eles ficam confusos. Mas quando Antônio vem com o seu irônico “Brutus is a honorable man” todos se deixam seduzir, mesmo sem entender muito bem o que está acontecendo. Aonde a mídia se encaixa nisso? Simples: por que não abordar o caso de uma forma menos sensacionalista, menos emotiva, menos apelativa, e cobrir o caso de maneira equilibrada e racional? Você fala em indignaçã oe participação popular, mas oque vi até agora é, como sempre, apenas catarse. E catarse, como se sabe, tem efeito curto. É uma indignação que só dura enquanto as câmeras estão por perto, e enquanto o “caso” (que palavra vulgar para falar de uma pobre menina, não acham?)Isabella está, para usar uma expressão própria do show-biz, “quente”. Vcs vão ver: quando acabar essa histeria toda, ninguém mais vai querer falar em Isabella, nem nas milhares de crianças que sofrem violência todos os dias nesse país. É através das medidas racionais e reflexivas que se mudam as coisas, não da histeria. Histeria é apenas espetáculo.

  32. Heitor Bonfim disse:

    É engraçado, há umas ratazanas, aqui, que culpam a Globo da mesma maneira que o Lula culpa o ‘JorgeBuxi’. Quem viu o Circo do Datena e aquela fotocópia mal-feita do próprio na Record, deveria no mínimo vomitar, se está reclamando da Globo.

  33. Heitor Bonfim disse:

    O voto votando: “vou votar no lula só para não ter segundo turno”, “vou votar no lula porque ele é dos trabaiadô”.

  34. blindman disse:

    Que o povo fique indignado e queira justiça é algo que é salutar, por outro lado é importante observar que o povo não é guiado pelas evidências e sim pela aparência de “culpabilidade” com que o caso se apresenta. Alguém se lembra da Escola Base? O povo não reagiu da mesma forma? Bem, pelo menos aqui a imprensa parece estar agindo de forma mais responsável. O povo reage sempre de forma emocional e as emoções são de fácil manipulação, portanto todo cuidado é necessário.

    Outra coisa, no Fantástico aparece duas amigas visitando o prédio para tirar fotos! O lugar virou ponto turístico? Elas não tem nada melhor pra fazer num domingo? Não há um tanto de mórbido nesse tipo de curiosidade? A tragédia não se transforma um pouco num espetáculo, numa forma de entretenimento?

  35. Tomé disse:

    Discordo ligieramente do post, a começar pelo título. Acho sim deploráveis algumas atitudes de indivíduos que poderiam ser enquadrados na categoria “povo”.

    Exemplos? Colar cartazes na porta do prédio do avô da menina, chutar o carro do mesmo quando ele deixava o prédio, ficar gritando “justiça” na frente das câmeras de TV (com o eco de indivíduos com sorriso na boca e até de crianças) etc. Tudo isso me incomoda bastante. Afinal, em termos comportamenteis, essas não são as únicas escolhas possíveis que servem de pólo oposto à passividade dos que já baixaram a guarda diante da certeza de impunidade e de barbárie instalada.

    Por mais que o episódio choque, est modus in rebus. Alguns comportamentos que tenho visto são típicos daqueles que foram chamados de racaille por Sarkozy; gente sem a menor estirpe ou senso de compostura. Muitos ali só querem aparecer diante das câmeras. Outros podem até sentir sincera compaixão pelo fato ocorrido, mas não a expressam de maneira civilizada.

  36. Anônimo disse:

    Muito bom Reinaldo. De fato, quando uma opinião muito popular e corrente contradiz a ideologia de esquerda, torna-se o odiado “senso comum”.

  37. Anônimo disse:

    Nenhum texto é longo quando não é repetitivo e possui conteúdo. Parabéns pela análise, pois é o que pensamos.

    (R)

  38. Anônimo disse:

    Tem tudo de errado com o povo. Um povo que se interessa mais por BIG Brother, Futebol, fofoquinhas dos famosos, porque já vem prontinho como um enlatado.Casos tristes como da Isabella serve de pano de fundo de políticos que dão graças a Deus. O povo quer sangue e a mídia os farta.
    Deixem a justiça cuidar do caso de Isabella permitam que esta criança descanse em paz, Se a mídia se preocupasse tanto em esclarecer o povo das falcatruas deste desgoverno como se preocupa em elucidar teorias apresentadas pela própria polícia, esta corja de políticos n estaria rindo tanto.

  39. Anônimo disse:

    Aula de pintura, capoeira, escolinha de futebol, dança folclórica, circense, samba e tudo mais que mantém o infeliz na mais completa boçalidade. Serão os futuros dependentes do amanhã para manter os nefastos socialistas no poder. Triste.

    (R)

  40. Liliane disse:

    Só gostaria que o povo se indignasse com a roubalheira da petralhada e dedicasse a mesma energia para conseguir justiça.

  41. Rafael disse:

    Gostaria que o povo combatesse e clamasse por justa distribuição de tributos, menor carga tributária,menos corrupção da mesma forma que está se mobilizando por justiça nesse caso. A comoção é grande eu sei, sem querer ser canalha,mas já sendo, devemos nos preocupar mais com nossas próprias vidas, do que ficar se irritando com um assassinato.

  42. Anônimo disse:

    Impressionou-me no livro “O jardim das aflições” de Olavo de Carvalho as constatações do aparelhamento das universidades brasileiras.

    Mais que isso, por ex., sua evidência de não termos ainda uma tradução da obra integral de Aristóteles em pleno século XXI. Sabemos o que sua obra fez no Renascimento.

    Patética, por ex., é a foto daqueles índios caras-pintadas com flechas em Roraima. Por outro lado, Reinaldo há raríssimas exceções, por ex., a orquestra da favela Heliópolis na cidade de São Paulo.

    Tocando violino ou não, as pessoas ainda não perderam o senso de verdade, de justiça, e clamam para que isso se realize.

    Quem caracteriza essas pessoas como turba é o simpatizante de esquerda deficiente de lógica, porque o esclarecido sabe usar a mídia - tanto o jornalista como o entrevistado.

  43. bets disse:

    Reinaldo,
    Já virou rotina eu dizer isso, mas, fazer o que??? SEU TEXTO É PERFEITO!!!
    Arre égua!!!

  44. Anônimo disse:

    Reinaldo
    Como sou masoquista, após ler o seu maravilhoso texto e o da Nariz gelado, resolvi dar uma passada no blog do mascate.É impressionante, o cara está defendendo o casal, sugerindo que se investigasse a possibilidade de existir uma terceira pessoa que cometeu o crime.
    Para o mascate nenhuma prova técnica, lógica,etc, valem alguma coisa.
    Logicamente que ele combateu a mídia, elogiou a entrevista do fantástico e condenou a atitude popular.
    Se você quiser saber o que o mascate escreve é só ler o seu blog e inveter tudo.
    O cara se supera todo dia.

  45. Ronald Pinheiro disse:

    Caro Reinaldo:

    Chego atrasado no debate, mas quero deixar uma ponderação: tudo bem, a perícia levantou as provas que apontam a culpa de Alexandre Nardoni e Ana Jatobá. Mas me causou revolta ver a multidão exigindo sangue na casa dos Nardoni.
    Estou em defesa dos indiciados? Não. Estou contra o cruzamento da linha que separa a indignação contra um crime nefando e a perpetração de outro crime nefando para vingar o primeiro.
    As pessoas que consideraram Pai e Madrasta culpados desde o primeiro minuto (não estou entre eles), têm o direito de pensar assim, claro. Mas teriam o direito de acossá-los nas residências de seus familiares? De atirar pedras e objetos contra eles?
    Agiu bem, diga-se, a polícia de SP, garantindo-lhes a integridade física, quiçá a vida, contra a fúria da multidão, que os teria linchado na primeira oportunidade.

    Agora, sobre a culpa do casal: ela começa a transparecer no esforço feito para retratar a família como perfeita, ou quase. E a entrevista o Fantástico foi um bom exemplo disso. Ana Jatobá tentou convencer os espectadores (porque o show foi pra eles) de que deixava os próprios filhos em segundo plano para “fazer as coisas com a Isa”. Este esforço começa nas cartas escritas na cadeia, com texto combinado, certamente por orientação do advogado. Mas não se sustenta de forma alguma, e a entrevista no Fantástico fez ruir de vez qualquer pretensão que eles quisessem ter à inocência.

    Agora, faça a Justiça seu trabalho, na forma da Lei. E se abstenha o Povo (mesmo que justamente indignado) de, também ele, perpetrar o nefando. Já lhe basta a culpa de haver reeleito o Lula, não lhe é necessária mais esta.

    Forte Abraço, e que prevaleça a Justiça, não o justiçamento.

  46. Anônimo disse:

    caro Reinaldo,vc sabe quem é nariz gelado?Entrei lá uma vez e li: “…dei escada para maluco..”
    falando do Olavo de Carvalho.
    nariz gelado é menor q olavo.
    REINALDO AZEVEDO É MAIOR OU IGUAL AO OLAVO.
    Reinaldo nunca vai escrever :dei escada pra maluco.
    Obrigado.

  47. Anônimo disse:

    Rosane Oliveira em Zero Hora 19/4- Pressão sobre Busatto
    Preocupado em garantir a desocupação pacífica da Fazenda Southall, invadida pelo MST, o chefe da Casa Civil, Cézar Busatto, não tinha idéia da bronca que estava comprando ao intermediar um acordo com o Incra que não previa a identificação dos invasores.

    Ontem, Busatto foi cobrado pela Farsul, que identificou um “precedente perigoso” na liberação dos sem-terra sem a identificação.

    - Consultei o secretário da Segurança e o comandante-geral da Brigada Militar e imaginei que o mais importante era evitarmos um conflito - disse Busatto ontem.

    Paulo Brossard em Zero Hora-21/4:
    …No momento em que escrevo, os jornais noticiam o que havia sido programado e anunciado para o “abril vermelho” e que vem sendo executado pontualmente, de norte a sul. Manifestações incivis, chegando à violência, se repetem em Rondônia, Pará, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul… praticamente em todo o Brasil e para todos os gostos, desde a desobediência à Justiça até a paralisação de ferrovia. E como se anuncia, isso vai continuar. Até quando? Até quando a desordem, que é irmã da violência, não entronizá-la com pompa e circunstância. Por ora, limito-me a lembrar que esse movimento começou pelas “ocupações pacíficas” em imóveis rurais. Sua evolução até hoje mostra os caminhos percorridos e os que estão projetados. A previsão tem elementos concretos onde se alicerce. Nem é necessária imaginação.

    O que eu sei é que essa prática nunca deu bom resultado. Queira Deus que esteja enganado e bem enganado….”

  48. elite disse:

    Violino??? ora, povo que vota em mulla toca bumbo, e, se puser a mão no violino é só para sujar ou arrebentar cordas……..violino é um instrumento divino!!!!!!!!
    Confesso que , no início das investigações, eu desejei que não fosse o casal, afinal eles t~em dois filhos para criar. Duas crianças que, eu desejava que não tivessem presenciado tal horror, e que não fossem privadas de seus pais. Mas as evid~encias são fortes demais…….
    Olha, até acredito que eles viram uma terceira pessoa no apartamento, devia ser o “demo” materializado dando ordens de como fazer ……óbvio que só o vê e ouve quem sintoniza com ele.Obssessões existem, e há quem jura que ouve vozes e vê pessoas, pelo menos em filmes, que deve ser onde o casal aprendeu a dissimular.
    Pobres cianças , que nunca mais se sentirão felizes ou seguras. Mesmo quando ganharem condicional, duvido que o casal poderá ficar ao lado dos filhos, que provavelmente terão pavor de seus pais. É provável que nenhum amigo de escola possa frequentar a casa onde eles morarão, pois até os avós ajudaram a encobrir a barbárie……pobres crianças, é preciso rezar por elas.

  49. faith disse:

    talvez por isso
    cícero saía
    pelas ruas
    com uma vela acesa
    durante o dia
    procurando um homen.
    na verdade
    não dou
    esse crédito
    mobilizador
    à direita democrátia;
    e na verdade
    não acredito
    que dela faça parte
    a voz comun das ruas:
    o povo nas ruas
    a pedir justiça.
    na verdade
    acredito ser o
    brasileiro
    um povo
    básicamente
    frágil
    maleável
    e manipulável;
    e básicamente
    movido pela midia.
    concordo
    absolutamente
    quando voce
    escreve que
    lula foi reeleito
    por culpa do povo;
    um povo
    que permitiu
    que fosse banalizado
    valores
    políticos morais e éticos.
    entretanto
    foram
    básicamente
    abjetamente;
    alimentados
    todos os dias
    pela mídia abjeta
    colaboracionista
    do lulachavismo petista.
    BASTA!

  50. mineirinha disse:

    “Ninguém quer ensinar o povo a tocar violino” é frase lapidar. Pior, Reinaldo, os planaltinos de hoje sequer imaginam o que seja o que é um violino! O negócio deles é funk mesmo.Quem duvida?

  51. Iguinho disse:

    O povo brasileiro,como qualquer povo,têm valores em comum mas é boçal.Lembra da Gilmara?Ela ilustrou uma capa da VEJA de 2006 segurando um título de eleitor.Ela,como mãe e pessoa,também deve ter ficado chocada com o caso Isabela.Agora pergunta pra ela se ela já sabe o que é mensalão…

    Ninguém quer ensinar o povo a se interessar por política.

  52. Anônimo disse:

    Rei, acho que sou das poucas pessoas aqui que Não ACREDITAM QUE FORAM ELES.Vou te dizer, acho que a Polícia cometeu erros demais, a Perícia também e com tantos testemunhos, uns dizendo que ouviram a menina gritando e chamando o pai, agora a polícia diz que ela chegou desacordada…,antes tinha sangue no carro, depois NÃO ERA SANGUE, agora acharam em tres pontos…quanto às pegadas…TODO MUNDO ENTROU NA CENA DO CRIME SEM NENHUMA PRECAUÇÃO…,as imagens da polícia e perícia no apto mostram até os peritos sem luvas, ninguém teve nenhum cuidado com a cena do crime…como provar que não havia mais ninguém no apto?Marcas de pegadas na cama, um pai que entra no apto, não encontra a filha, vê o buraco na tela, corre para ver , encosta o corpo na tela prá olhar lá embaixo, os fiapos vão se agarrar na camiseta..o sangue..é evidente que eles tocaram a menina lá caida no chão..sinto muitíssimo pelo que aconteceu ,mas não vejo como provas IRREFUTÁVEIS AINDA.Só se aparecerem CENAS DOS DOIS NO APTO JOGANDO A MENINA, será possível afirmar que foram eles.Infelizmente.Acho que a polícia e a perícia deram MUNIÇÃO para a defesa.DJ

  53. Anônimo disse:

    Rei, acho que sou das poucas pessoas aqui que Não ACREDITAM QUE FORAM ELES.Vou te dizer, acho que a Polícia cometeu erros demais, a Perícia também e com tantos testemunhos, uns dizendo que ouviram a menina gritando e chamando o pai, agora a polícia diz que ela chegou desacordada…,antes tinha sangue no carro, depois NÃO ERA SANGUE, agora acharam em tres pontos…quanto às pegadas…TODO MUNDO ENTROU NA CENA DO CRIME SEM NENHUMA PRECAUÇÃO…,as imagens da polícia e perícia no apto mostram até os peritos sem luvas, ninguém teve nenhum cuidado com a cena do crime…como provar que não havia mais ninguém no apto?Marcas de pegadas na cama, um pai que entra no apto, não encontra a filha, vê o buraco na tela, corre para ver , encosta o corpo na tela prá olhar lá embaixo, os fiapos vão se agarrar na camiseta..o sangue..é evidente que eles tocaram a menina lá caida no chão..sinto muitíssimo pelo que aconteceu ,mas não vejo como provas IRREFUTÁVEIS AINDA.Só se aparecerem CENAS DOS DOIS NO APTO JOGANDO A MENINA, será possível afirmar que foram eles.Infelizmente.Acho que a polícia e a perícia deram MUNIÇÃO para a defesa.DJ

  54. Anônimo disse:

    Exatamente. Comentei o mesmo num desses espaços da blogosfera.

    Povo reage ‘tudo igual’.
    Seja aqui, seja no hemisfério norte dos desenvolvidos.

    A diferença é a caminhada da punicação via justiça. Somos vergonhosos nesse quesito.

  55. Anônimo disse:

    Até há os que queiram ensinar. É o povo que não quer aprender.

  56. Edmar disse:

    Conversa fiada.

    Ficar dando plantão na porta da casa de meros acusados, cantando parabéns e soprando vela em bolo de aniversário, pedindo linchamento e sorrindo para fotografias é coisa de desocupados e vagabundos querendo aparecer às custas da desgraça alheia.

  57. Antonia J. C. Muñoz disse:

    Bom dia, Reinaldo!

    Pois, como sou violinista - e não só por isso -, quero lhe falar sobre as duas coisas (Shakespeare e música clássica) que aparecem nesse lindo texto: a “ars musica” ou arte da música, é uma necessidade humana, assim como as demais artes da cultura. A música clássica é uma tradição ocidental que tem seus primórdios na Idade Média, há mais de 1.500 anos, e cujas raízes vão mais longe ainda. É o equivalente, no domínio dos sons, da literatura, no das palavras. Só isso já seria o bastante para qualquer um se interessar pelo assunto. Desprezar a chance de ouvir Bach, Mozart ou Beethoven é impor-se uma limitação tão desnecessária e triste quanto seria proibir a si mesmo a leitura de Shakespeare. Para começar a ler boa literatura e escutar música clássica é preciso ensinar, sim. Eu não consigo imaginar povo culto no Brasil dos petralhas. Como você diz, “ou é ou não é”, “ou se tem ou não se tem”. Da barbárie só emerge uma suposta cultura que formam supostos seres humanos. Tudo mentira atrás de mentira encabeçadas pelo nosso infeliz Apedeuta.

    Tenha um bom feriado e um beijo.
    Antonia.

    *Leiamos literatura e escutemos música de qualidade (quero dizer, que nos cultuem), queridos.

  58. Hattori Hanzo disse:

    Como já se disse por aqui.

    Está na hora de matar o povo e colocar no seu lugar cidadãos.

    Parabéns pelo texto.

  59. faith disse:

    o casal foi preso
    em função do depoimento
    da mãe de isabela:
    após uma festa em família o pai voltou sem camisa e querendo brigar;a madrasta não deixava ela falar com a filha quando com o casal;a filha voltava com mordidas e machucões e dizia ter sido o irmanzinho;e achava que o casal estava envolvido diretamente no crime.
    entretanto
    não teve a mesma avaliação
    a fita do casal com os filhos e
    isabela no supermercado
    que mostrava harmonia e emblemáticamente
    isabela de mãos dadas entre a madrasta e o irmão.
    o casal foi
    mantido preso
    em funçao do depoimento
    de duas tetemunhas
    que apesar de
    em prédios diferentes;
    igualmente afirmaram
    ter ouvido uma criança gritar em tom confiante 3 vezes papai e 2 vezes pára; alguns minutos antes da tragédia.
    entretanto
    atualmente estão indiciados
    ante o laudo pericial
    que afirma que
    a criança chegou ao apto desacordada.
    tenho também 2 filhinhas;
    e esse caso
    me deixa
    até hoje paralizada
    psicológicamente
    por alguma razão
    inexplicável
    e diferente
    da apontada com correção por alguns especialistas da área.
    BASTA!

  60. Anônimo disse:

    QUEM É O POVO?

    Esse povo que grita pedindo justiça não estaria clamando por justiça por todos os casos já conhecidos, igualmente estarrecedores, e que foram, ou estão sendo, habilmente levados ao esquecimento?
    Faço referências, inclusive aos crimes políticos, sim.

    Então, esse é o povo, cansado, que já não agüenta mais, que não vive batendo latas, que pede justiça! Por Isabella e pelos demais.

    Rei, parabéns pelo texto.

  61. MARCO ANTONIO disse:

    CARO REINALDO,

    Texto longo, claro que sim. Mas muito bom. Não deu pressa de ler. Segue um comentário um pouco longo.

    Bem interessante sua explanação sobre a reação popular. Foi comum, nesses últimos dias, se ouvir comentários sobre o sensacionalismo da mídia influencindo a reação das pessoas.

    Quando vi aquele gente toda na frente da delegacia, na frente das casas dos pais dos suspeitos, os cartazes, o choro de mulheres comuns no cemitério onde a criança foi sepultada, eu fiquei a me perguntar o que leva a pessoas comuns saírem de suas casas, algumas viajarem 400 km, para pedir justiça. É fruto do sensacionalismo da mídia? Acho que não. A mídia informa, influencia, mas não é determinante da natureza humana.

    Comentando sobre este ponto com uma irmã minha, ela repondeu, dizendo que há pessoas boas e sensíveis, para as quais a morte brutal de uma criança é demasiadamente chocante e, embora achemos estranho, é interessante saber que há pessoas que se incomodam com isso, com a brutalidade contra uma criança indefesa, choram por ela, vão ao cemitério, pedem justiça e punição para os autores apontados pela polícia. A não reação é que seria algo por demais preocupante.

    Há algo de relevante nessa tragédia: Vimos mídia, população e a polícia do mesmo lado. A polícia mostrada com dignidade. Raramente se vê tais cenas. Enfim, não houve encenação.

    Parabéns pelo seu texto.

    Bom feriado.

    Um abraço.

  62. Anônimo disse:

    Depois da morte do menino João Hélio, dessa menina,das crianças vitimadas pela(o) dengue aqui no Rio, dos inocentes mortos pelas balas perdidas, dos policiais mortos e , ainda, pelos crimes dos políticos , os petralhas esquerdopatas. Onde fomos parar, na época dos militares éramos felizes e não sabíamos.Mas ,teve Pan, terá copa do mundo e, talvez, Olimpíadas, estamos caminhando para o que a África tem de pior, descivilizando o Brasil.

  63. Anônimo disse:

    Acauã K. falando:
    Olha Grande Rei, esse texto ficou tão bom que se eu tentasse complementar ele de alguma foram talvez eu o estragaria e diria bobagens aqui. Eu não confio muito no povo de nenhum lugar, mesmo dos países mais cultos e civilizados, e o povo brasileiro para mim em geral me dá nojo. Desculpe, mas vendo toda essa aprovação à Lula e a sujeira moral que em geral esse povo tem (tá, ele pode sre “honesto e trabalhador”, mas o povo em geral adorar seguir o jeitinho brasileiro…) eu não posso e não quero ter pena dele.

    No mais, parabéns mesmo ao seu texto e parabéns para toda a investigação policial desse caso que está sendo sóbria e muito, mas muito competente mesmo!

    E de resto, achar ou não os verdadeiros culpados da morte de Isabella é só a ponta do iceberg, na minha opinião. A doença que esses dois assassinos representam (doença diabólica, mas de origem da podridão HUMANA) está em nossa sociedade, em nossa civilização, dentro de nós - e isso não é de hoje…

    Bom feriado para todos

  64. Anônimo disse:

    Caro Reinaldo,

    Muito bom este longa metragem. Esta história de sabedoria do povo é ridícula. O povo é o que é.

    Se fosse sábio (o povo) teríamos um mundo muito melhor. O povo é interesseiro, facilmente manipulado, cego, mal informado e extremamente injusto.

    Atira pedras por pura diversão, disfarçadas de indignação.

    O povo aceita ser enganado. Suas consciências podem ser compradas, por simples bolsas oferecidas pelo governo.

    As Mafaldinhas e remelentos, outra categoria de povo, hoje não agitam Brasília para por fim a bandalheira do assalto aos cofres da nação por lulla e seus comparsas. Por covardia e deformação moral. Sabem que é seguro invadir a reitoria por não representar qualquer risco. Pela fragilidade dos órgãos que deveriam zelar pela lei.

    O que fez de diferente Collor, o reitor e lulla? A única diferença é que as contas do último são sigilosas. O que este bando faz com a industria de pagamento a falsos mártires da ditadura?

    Aliás, se as nossas leis fossem cumpridas, não precisáramos de tantos movimentos para chamar a atenção. O reitor já estaria afastado, lulla em processo de impeachment, dezenas de sangue sugas, mensaleiros, ongueiros, fabricantes de dossiês, invasores de propriedade alheios, e assemelhados estariam respondendo por seus atos.

    Este tal de povo precisa é de educação.

  65. silvio cesar disse:

    Vejo esse episodio sob dois aspectos :
    1. A vergonhosa , desajeitada,pouco eficiente ,e, a despeito da excelencia técnica alardeada, falta de profissionalismo no modelo de investigaçao criminal utilizado no Brasil , o Inquerito Policial , nada mais que outra jabuticaba…Os executivos de inquerito , fazem seus despachos , encomendam oitivas aos escrivaos e NAO se comunicam com os peritos e vice-versa .Algumas semanas depois , apesar da quantidade de evidencias coletadas , o numero absurdo de depoimentos, pouco ou nada se tem…O indiciamento_que deveria ser a finalidade do inquerito_ é esteril , nao produz qquer efeito , nao atende nem presta qquer satisfaçao a sociedade…
    Pois esse instrumento_O Inquerito , por si so imperfeito ,sofre ainda com o isentismo de algumas äutoridades policiais” ,que no af depreservar supostos direitos individuais ,nao tem a visao de que o objeto do inquerito é produzir provas que incriminem o investigado…dai , em uma total inversao de valores ,investigam para nada investigar…Ora , em todos os paises do mundo ,a policia tem de proteger a sociedade e nao individuos em particular , por isso nao e e nao pode ser “isenta” , mesmo por que se de um lado esta a sociedade ou o estado , quem sera o “outro”lado???
    Essa estrutura que produz inocentes e impunidade,contribuiu em muito para o estado em que nossa sociedade chegou ..
    Esta é mais uma face do Zeitgeist , o espirito de um tempo …
    Desde o vandalismo criminoso do MST e asemelhados ,casos de vilocencia e banditismo em nossa sociedade ,passando pelos malfeitos petistas , de Celso Daniel , ate o recente caso do dossie …EXISTE CRIME MAS NÃO EXISTE CRIMINOSO OU CRIMINOSOS!!!

  66. Anônimo disse:

    Como assim “ninguém quer ensinar o povo a tocar violino”? Só há ONG’s bate-lata?

    E outra: por que ensinar a bater lata é “ensinar o povo a ser povo”, mas ensinar violino é promover sua emancipação? Que virtudes tem esse violino (e toda a linha de cultura que ele simboliza na sua frase) que só existe na sua cabeça?

  67. Anônimo disse:

    Desculpem mudar de foco, mas…

    Rio de Janeiro, o que o Presidengue fez de Ti????

    Vejam (fonte Folha de S.Paulo, bem escondidinho pelos PTralhas, mas publicaram):

    21/04/2008 - 08h31
    Dengue ameaça status de primeiro mundo do Brasil, diz jornal
    da BBC Brasil

    A epidemia da dengue ameaça o status favorável que o Brasil conquistou no setor econômico e revela o “lado escuro do Rio de Janeiro”, diz uma reportagem publicada nesta segunda-feira no jornal americano “Los Angeles Times”.

    “O país parece propenso a conquistar o status de primeiro mundo. Mas moradores da auto-proclamada cidade maravilhosa estão preocupados e irritados com uma aflição do terceiro mundo –a dengue”, diz o texto.

    O jornal traz números de autoridades de saúde brasileiras e afirma que, até a última sexta-feira, a doença teria matado pelo menos 87 pessoas no estado do Rio de Janeiro e mais de 93 mil teriam sido infectadas. Segundo a matéria, “a maioria dos casos teria acontecido na cidade do Rio, a principal atração turística do Brasil”.

  68. Paulo Boccato disse:

    O JORNALISMO “CHIC” DE COMPADRIO NAO GOSTA DE SANGUE?

    NAO É BEM ASSIM !

    GOSTA…MAS RELATIVIZA QDO. É SANGUE “DA CAUSA” E TEM ESTA ATITUDE AÍ QDO. É SANGUE “POPULAR”…

    É SEMPRE A MESMA HISTORIA: OS MORTOS DELES SAO MAIS IMPORTANTES,O DOS OUTROS, NAO !

    A PERNA DA VITIMA DO ATENTADO NAO VALE NADA!A INDENIZAÇÃO DA VIUVA DO OPERARIO NAO É MILHONARIA…

    ATÉ OS SENTIMENTOS DO POVO (AINDA QUE AÇODADOS PELO JORNALISMO MAIS COMERCIAL) O JORNALISMO CHIC DA BARAO DE LIMEIRA, JÁ QUE NAO OBEDECE A LOGICA DA CAUSA QUE NORTEIA O JORNALISMO ENGAJEE DE BOUTIQUE, ESTA A DESCER OPAU !

    CLARO!

    A INDIGNAÇÃO DO POVAO, PARA ELES ,SÓ É LEGITIMA QUANDO OCORRE NOS LIMITES DA CARTILHA…QUANDO TEM “FUNDO SOCIAL”…QUE SACO !

    NO BRASIL DESTA GENTE,ATÉ A HEDIONDEZ, A COMOÇÃO ,A INDIGNAÇÃO SÓ PODE OCORRER SOB O MANTO E EM DECORRENCIA “DA CAUSA”…

    ESTE É O BRASIL HOJE; NAO POSSO DAR UMA ESMOLA (E O MEU LIVRE-ARBITRIO?)POIS É POLITICAMENTE-INCORRETO MAS O GOVERNO PODE;

    NAO POSSO ME INDIGNAR COM UM TERRIVEL CRIME POIS A INDIGNAÇÃO PESOAL ,AGORA, VIROU PRIVILEGIO SÓ DS “CAUSAS SOCIAIS”…

    OLAVO CARALHO EXPLICA !

  69. faith disse:

    acredito que
    o padre marcelo
    homenageando isabela
    na missa desta manhã;
    e convidando apenas
    a família materna
    da isabela;
    está jogando
    talvez
    a primeira
    e a grande pedra
    em toda a
    família paterna:
    Deus não gosta nada disso.
    Deus também
    absolutamente
    aprova o palanque
    do santuário
    onde fica o altar
    mas onde ficam
    prioritáriamente também
    seus convidados ilustres
    nas missas
    televisivas dominicais.
    o padre marcelo
    precisa fazer
    uma reflexão
    nesse sentido
    focando apenas
    e absolutamente
    o evangelho.
    BASTA!

  70. Anônimo disse:

    Reinaldo, análise perfeita, essa tua lucidez ARRASA QUARTEIRÃO,você foi ao ponto nos dois casos de “povo”, aquele gado , arregimentado nos movimentos dito sociais “esquerdopatas”, e o livre, aquele, em que vi uma senhora dizer que viajou 400 km para vir “protestar”. Fiquei triste só “um pouquinho”porque você não falou de um terceiro, no caso, eu me incluo, não gosto de nenhum dos dois, nunca gostei de passeata esquerdista, punhos levantados, gritando palavras de ordem. Vai ver já intuía, que eram BEM safados, como ficou demonstrado agora que estão no poder. Também acho estranho talvez “Freud”explique,nunca me imagino sair da minha casa, e acampar em “frente”, não só nesse caso, mais as “vigílias”quando tem alguém famoso enfermo, como foi ocaso do Leandro à época de sua doença, e que infelismente o levou. Agora, acho que você tem TODA A RAZÃO, os PENSANTES, que acusam aquele povo que sofre por Isabela ( eu também tenho sofrido muito, mais do meu jeito), não suportam a liberdade das pessoas se manifestar de forma espontânea , sempre tem que ter a “causa social”. Entre os dois “povo” fico com o espontâneo, apesar de não ter as mesmas afinidades de propósito, só pela LIBERDADE e o DIREITO de se expressarem (sem chutar o carro, básico).

  71. Sandra disse:

    Reinaldo
    Acho que o povo deve pedir justiça, mas não entendo alguém atravessar a cidade para tirar uma foto, sorridente, ao lado do muro pichado. Isso é fome de desgraça e sangue, e não clamor por justiça.

  72. Anônimo disse:

    A turba está ensandecida. Já o casal é de uma sobriedade digna da realeza: no primeiro dia escreveram cartas melosas e ontem aquela entrevista… Ora, faça-me o favor!

  73. Anônimo disse:

    PARABÉNS REINALDO.

  74. Anônimo disse:

    Caso Isabella - Procura-se a terceira pessoa

    Conforme os laudos periciais e supondo que acusados estão falando a verdade, o monstro que matou a menina [Isabella] pode ser assim descrito:

    * Possui as mãos frágeis de uma mulher e os braços fortes de um homem;

    *Consegue advinhar a localização de objetos como tesouras, facas e fraldas em locais desconhecidos;

    * Executa várias terefas simultâneas em minutos;

    * Consegue transpor portas e paredes;

    * Pode tornar-se invisível;

    * Não deixa pegadas ou rastros.

    Qualquer pista, informe a família Nardoni.

    (Comentário extraído de O Globo Online)

  75. Nicão disse:

    Parabéns, Reinaldo. Você foi o único – pelo menos que eu tenha lido – que abordou o assunto de forma crítica, entretanto, não concordo com você.
    Arrisco dizer que para sorte da “politicalha” carioca – e para azar do seu povo – morreu a menina Isabela, jogada da janela do apartamento. A dengue, produto da irresponsabilidade e da imoralidade públicas dos “pais do povo” cariocas, e que pode alastrar-se pelo país, está convenientemente esquecida – viram o mal que causaram ao turismo. E aquele menino – valha-me Deus, esqueci do nome – que foi deixando nacos do cérebro pelas ruas da Cidade Maravilhosa, também, sumiu da “indignação” popular.
    Você citou a Escola de Base. Alguém está disposto a tentar saber o que aconteceu com os donos, depois de terem sido crucificados em praça pública? Melhor, alguém está disposto em ir a fundo e responsabilizar a imprensa pela injustiça que se cometeu?
    Não! Acho que a imprensa, principalmente a Globo, passou dos limites. Cobertura é uma coisa. Histeria “ibopeana” é outra, bem diferente. Estamos assistindo a uma espécie de novela ao vivo, em que “mocinhos” e “vilões” alternam-se na medida das pesquisas do Ibope.
    Jornalistas cobrem, ao vivo, a casa da mãe, do pai, da avó, do porteiro, do vizinho, do cachorro do casal, do “diabo-a-quatro”, vinte e quatro horas por dia, só faltando dizer a hora que os personagens fizeram cocô e xixi, e a cor dos respectivos. Isso é deplorável, desumano, imoral.
    Como fica quem não tem culpa. Sim, porque, alguém sabe quem tem?
    Me chocou a sua justificativa para o Fantástico ter levado ao ar a deplorável entrevista: “Pergunto: Que veículo teria recusado a possibilidade? Nenhum!”
    Na minha opinião, se a Globo tivesse se recusado a levar a entrevista ao ar, e publicado uma nota de esclarecimento dizendo que, em nome do respeito aos inocentes e à ética, estava abrindo mão disso, teria todo o meu respeito.
    O que estão fazendo com o caso da menina é algo constrangedor, deplorável, imoral e, principalmente, mostra, exatamente, a baixíssima qualidade moral da nossa imprensa.

  76. Anônimo disse:

    Bato palmas em pé!

    Reinaldo -

    Se eu estivesse aí em São Paulo procuraria dar um abraço pessoal em você, cumprimentando-o por esse excelente post “No caso Isabella, não há nada de errado com o povo”.

    Você encerrou seu texto com chave de ouro: “Ninguém quer ensinar o povo a tocar violino. “

    Reinaldo, ao escrever estas palavras finais você acertou na mosca!
    O “ninguém” de sua frase é polivalente, incluindo - para minha enorme tristeza - até mesmo certos ambientes que, em outras épocas, tinham maior respeito pela Beleza, aquela que Olavo Bilac, inspiradíssimo, chamou de “irmã gêmea da Verdade”.

    Um fraterno abraço do
    Bobby

  77. Marco disse:

    Lamento as nossas “proas opostas” neste caso. Eu quero que aprendam tocar violino e viola, fagote, oboé, flauta transversal, tímpano, harpa, cello, e vou chegar lá. Tanto é verdade - sinta-se livre pra não acreditar - to formando na minha cidade um grupo de trinta crianças (20 violinos e 10 violas)que espero, seja o embrião de uma orquestra. Daquelas. Não to pedindo nada, só to dizendo que eu quero que aprendar a tocar violino e viola, fagote…

  78. Anônimo disse:

    A última frase é digna de um tratado.
    Muito boa a análise.

  79. Suzy disse:

    Maravilha, Tio Rei

    Muito parecido com o excelente artigo que Nariz Gelado publicou ontem à tarde.
    Até na citação ao crime da menina Madelaine.

    Gosto quando blogueiros que eu admiro concordam.

  80. Lana disse:

    Excelente, como sempre!

    Para as ONGs a cultura da sub-cultura tá de bom tamanho. Senão haverá competição no mercado e isto os componentes das ONGs não permitiram…onde já se viu sub-raças com sub-empregos, dotados de sub-cultura querendo ser igual aos mecenas das ONGs…não dá né!!!!
    Eles saõ tão bonzinhos!!!!!!!!

  81. Anônimo disse:

    Tio o povo fica numa espada entre os que aparecem ser corruptos e os que escondem todas as informações em quem afinal devemos votar.

  82. sp disse:

    Caro Reinaldo, duas observações.
    Primeiro, nessa manifestações demofóbicas da esquerda jornalística se percebe, mais ou menos explícita, a idéia fixa dessas almas generosas, a condenação ao belzebu responsável por todos os males do mundo: isso é culpa do neoliberalismo, que embruteceu nossa boa gente! E, claro, da polícia, sempre errada, a não ser quando, metralhadora em punho, invade shopping centers de luxo, cheios de crianças na creche para filhos de funcionárias, e leva algemada gente indefesa que nem indiciada foi ainda (lembra?)
    Quanto à última frase do seu ótimo texto, um reparo: mesmo quando se fala desse pântano malcheiroso que é o universo das ONGs brasileiras, é preciso diferenciar. Há, sim, quem ensine a garotada pobre a tocar - literalmente - violino. É o caso do maestro Bacareli, que faz um excelente trabalho na favela de Heliópolis, em São Paulo. Já vi uma apresentação de uma orquestra de cordas desses meninos e meninas: é emocionante, pela dignidade e virtuosismo. Por isso, acho que é mais correto dizer que poucos querem ensinar o povo a tocar violino.

  83. Anônimo disse:

    Muito bons os textos.
    A pertinácia e objetividade da argumentação os tornam fluidos, fáceis de entender e até deixam um gostinho de “quero mais”.
    A não ser para os semi-analfas ou petistas,não creio que cansem nenhum leitor.
    Manda ver, tio Rei.

  84. Anônimo disse:

    Pensando melhor, aquelas pessoas que ficaram na frente da casa dos Nardoni gritando impropérios devem ser o povão da pior espécie, e não merecem qualquer consideração.

    Reinaldo, a imprensa precisa especular [procurar] aonde Isabella foi ferida, pois no carro seria difícil. Um murro não abre aquele ferimento sem um hematoma. deve ter sido em outro local. Se ela fosse ferida no carro, o borrifo de sangue no encosto do motorista teria uma determinada direção. O avô pode ter sido o arquiteto da versão que não colou, a versão do ladrão do apartamento, aí todo plano teria dado errado.

  85. Anônimo disse:

    A última frase matou a pau!

  86. carlos amendola disse:

    O povo não se revolta com o corpo que cai. Depende da classe social e racial a qual pertence o corpo. Garotos, da classe média alta, colocaram fogo no índio indefeso e não vi o povo se manifestar da mesma maneira.

  87. Conexão Aberta disse:

    Reinaldo,

    Há muito tempo não leio um texto na mídia com tamanha lucidez. Me passou pela cabeça a leitura de Durkheim, que, me parece, você leu muito bem. Penso que é isso mesmo e que esse caso expressa a consciência coletiva agindo em sua totalidade social. Como você mesmo recuperou Roma, basta perceber que esses casos sempre vêem à cena quando passamos por crises políticas. Não quero com isso dizer que devamos politizar o caso. Não é isso. Mas, com certeza, o peso da impunidade na esfera pública, como hoje no Brasil, tem um peso considerável na reação do demos. Parabéns pelo texto.

  88. Seixas disse:

    Ou por outra, Reinaldão: a esquerdopatia quer que a imprensa seja mais do que parte do povo, que componha parte desse tribunal da história do qual acham fazer parte, e que de tribunal não tem nada, já que o caráter é bem mais executivo- e executório. Querem instrumentalizar os jornalistas para a doutrinação messiânica- o que de resto, querem fazer com todas as funções da sociedade: à exceção do próprio povo!

  89. Bira disse:

    O povo que se vende e não entende de onde vem o seu poder de compra, é culpado sim

  90. Anônimo disse:

    Rei,
    se forem presos, na cadeia serão julgados pelo PCC e lá não tem ONG, Petralha ou “humanista” que revogue a pena de morte determinada pela liderança das Torres (como chamam as penitenciarias onde ficam os líderes). Parte da opinião pública já está satisfeita com esse desfecho, pois aguardam, por incrível que pareça, a Justiça da Cadeias.
    George Orwell

  91. lasp disse:

    Há questões que não admitem o “isentismo”, como por exemplo a condenação de um serial killer, de um molestador de crianças ou de um político notoriamente corrupto, por outro lado surgem questões mais complexas e difusas, como o enfoque a ser dado à verdadeira obsessão que tomou conta da população no caso do assassinato de Isabella. São muitos os aspectos a serem considerados.

    Você lembrou um dos aspectos, a contraposição entre, de um lado o povo desorganizado e livre para pensar e expressar tanto sua solidariedade e justa revolta diante de casos como este quanto seus baixos instintos de turba irracional, de outro a chamada “sociedde civil organizada”, a parcela que foi tangida para dentro dos currais ideológicos da esquerda e submetida a um cuidadoso adestramento.

    De um lado a expontaneidade caótica, de outro o comportamento único imposto pelo partido.

    Quem tem contato com a “área de humanas” da universidade conhece a batalha épica travada pelos bravos acadêmicos esquerdistas contra o chamado senso comum. Ocorre que o senso comum, que em geral é o bom senso, quer a lei e a ordem, respeito às leis e punição para os criminosos, tudo simples e claro, ou “maniqueista” como acusa a esquerda; o senso comum não aceita os malabarismos mentais com que a esquerda tenta impor o bizarro como se normal fosse.

    Diante dos fatos apurados, da inexistência de outros envolvidos no crime, do detalhamento das evidências de que o crime em pauta foi cometido pelo casal, a população só tem um lado nesta questão, querer a condenação do casal. Os fatos falam por sí, a imprensa não inventou nada, apenas noticiou, exageradamente ou não, o que ocorreu. A reação de cada um, esteja ela dentro de nossos parâmetros de avaliação positiva ou não é livre, desde que dentro da lei. No dia em que todos tiverem o mesmo comportamento diante de uma situação qualquer, foi-se embora o livre-arbítrio e o senso comum terá sido soterrado pelo “espírito científico” forjado nos laboratórios do totalitarismo.

    Não nos esqueçamos de que a esquerda “científica” também tem seu senso comum axiomático: os “progressistas” sempre têm razão e são inocentes, mesmo quando apanhados com a arma fumegante na mão ou como o baton, ou os dólares, na cueca.

  92. WEIMAR disse:

    Onde, na mídia, se pode ler um texto como esse? Difícil, mesmo na mídia internacional; há, mas não é comum.

    Pode-se concordar com ele, ou não. Mas vale a pena ser lido. Fiz uma primeira leitura, rápida. Concordo? Na maior parte, sim. Talvez concordasse inteiramente se fosse mais elaborado, o que exigiria um texto mais longo.

    Obrigado, Reinaldo. Continue, por favor, com seus textos longos.

    Agora vou ler o outro texto longo do dia. Ciao!

    Weimar

  93. Marcos disse:

    Ensinar? e se eles aprenderem?

    Na escola tínhamos o Canto Orfeônico. Era a aula de música semanal. Todos sabiam cantar (bradar) o Hino Nacional e outros. Nas solenidades, éramos unos.

    Hoje pede-se a volta da aula de música nas escolas - mas não o canto orfeônico. “Outra coisa” - sem alguma base técnica.

    Sou músico e cantor. Na música devo minha “maestria” ao canto, que me dá um conhecimento superior à melodia, harmonia e rítmo.

    Enfim: pode tocar música, mas sem fazer sucesso, sem ser profissional … raso, menas.

    No jornalismo atual da TVU: pode noticiar bombásticamente, mas nunca influir, noticiar com fundamentos, comover …

    Daí, bombásticas serão só as paroxítonas da Dilma e as defesas do Dirceu.

    FERRAÇO 13 - PRESIDENTE

  94. Anônimo disse:

    Reinaldo. A mídia deixou os crimes petralhas e governamentas, e dedicou atenção total à pequena Isabella.

  95. Eny Seidel disse:

    Você se esqueceu de um detalhe bem importante.
    Perguntam, mas por que a mãe de Isabella não proibia a visita à casa do pai, se sabia que a madrasta é desequilibrada: brigas horríveis por causa de ciúmes da mãe de Isabella e da menina também, jogar filho em cima da cama por causa de briga, bater no marido, etc e tal?
    A resposta é bem simples, o avô paterno, cheio de dinheiro, mantém o eterno estagiário com vida de rico, sem trabalhar, vocês todos leram sobre o apartamento que ele tem e não pagou um centavo do mesmo, vocês acreditam que a mãe de Isabella conseguiria na “justiça” proibir a visita ao pai? D-u-v-i-d-o…….
    Eu leio muitos livros de mistério, gosto de leituras que me fazem pensar, quando li sobre o crime comentei coma senhora que trabalha em minha casa, quem matou não estava no volante, um dirigia, o outro matou, errei por pouco. O pai dirigia enquanto a madrasta tentava estrangular a menina.
    Me respondam, por favor, como um pai tem a coragem de dissimular tanto, de jogar uma criança indefesa de cabea para baixo do 6º andar de um prédio??? O que me entristece é que no Brasil com 2, 3 anos eles estarão na rua desfrutanto do belo apartamento que têm, o Brasil não tem justiça.
    Em Flórida já fizeram uma estatística, em cada 5 crianças de até 10 anos de idade que morrem por crimes violentos, 4 foram assassinadas por pessoas bem próximas: pai, mãe, madatra, padastro, namorado da mãe, namorada do pai. E nos chamam de animal racional, pode?

  96. Anônimo disse:

    O pai de Alexandre Nardoni é advogado. Nessa condição e, de fato, acreditando na inocência do filho, não seria ele - o pai - o maior interessado em preservar a cena do crime para que o verdadeiro culpado fosse encontrado? Mas não. Ele - o pai - foi ao apartamento buscar roupas para os outros filhos de Alexandre. Poderia ter pedido autorização e ir acompanhando de um policial. Poderia ter comprado algumas roupas. Poderia até ter pegado emprestado com algum vizinho solidário. Mas…

  97. Anônimo disse:

    Não existe nada de errado com o povo assim como também não existe nada de certo com o povo.

    O povo é altamente influenciável para o bem e para o mal.

    Se numa situação altamente carregada emocionalmente voce puser um pouquinho mais de lenha a fogueira vira um incêndio na floresta.

    A opinião do povo, certa ou errada, já está na sua imensa maioria formada e no meu ponto de vista a mídia tem que evitar estimular o sentimento de vingança que já está latente.

    A polícia e a justiça tem que fazer o seu trabalho de forma isenta, pois caso contrário entramos na arbitrariedade.

    A imprensa tem que ser apenas responsável e ter bom senso, pois caso contrário vira apenas panfletagem e perde a credibilidade.

    O desafio de todos está em saber dosar e controlar os impulsos animalescos ou primitivos que todos nós temos como herança evolutiva.

    Parabéns à rede Globo. A entrevista não era e nem poderia ter se tornado um interrogatório.
    O repórter apenas colocou algumas poucas perguntas com o intuito de dar condição a que eles falassem o que quizessem falar.

    Até o momento, nem a polícia, nem o ministério público e nem a justiça concluiram o inquérito e portanto não podem exercer a acusação formal.

    Se este processo não terminou, ninguém racionalmente tem o direito de pré-julgar, pode apenas ter uma opinião sujeita a erro.

    Não acho que a mídia por ser cautelosa, está deixando de informar e portanto não acho que a mídia esteja falhando na sua função.

    Entendo a sua preocupação Reinaldo, mas discordo que neste caso a mídia possa ser considerada temerosa, acho que está apenas sendo cautelosa, como deve mesmo ser em um caso como este.

  98. Kk disse:

    Bom dia
    Texto longo bem escrito pega bem, sim.
    Abraço de Kk

  99. Pobre Pampa disse:

    Textos longos mas necessários, caro Rei.

  100. Heitor Bonfim disse:

    Ou os Nardoni são os clientes dos sonhos de todos os advogados do diabo ou eles são inocentes [ihhhhh, tá louco meu?]. Achei a entrevista o maior furo jornalístico dos últimos tempos, ou dos últimos dias em alusão as religiões escatológicas. Você, Reinaldo, teria todo o direito e dever de fazer uma entrevista dessas sem sentimento de culpa e sem nenhum de nós ter o direito de condená-lo por tal entrevista. O repórter merece o premio Esso, Grammy ou Oscar de Jornalismo, com J maiúsculo. Ou o repórter entrevistou dois inocentes ou entrevistou o próprio diabo em carne e osso, e gelo.

  101. Anônimo disse:

    Reinaldo, gostaria de saber depois de um mês dessa tragédia e o noticiario da televisão agressivo aos lares, como se comportará o povo daqui para diante, se isso não vai virar um aprendizado e virão outros fatos… Da forma que a TV está ilustrando, o noticiario dessa desgraça familiar deveria ser levada ao público depois das 10 horas da noite. Não tem mais quem aguente ver a tela. A vida não pode virar um mundo de horrores.

  102. Anônimo disse:

    RA, adoro a frase “ninguém quer ensinar o povo a tocar violino”. A minha leitura da situação, muito bem representada na frase, é que ninguém quer ensinar o povo a trabalhar (estudar violino dá muito trabalho!). O povo deve ser mantido em estado precário de conhecimento e de dependência do estado -assim é massa de manobra.

    O trabalho enobrece e liberta!

  103. Anônimo disse:

    Reinaldo, como leitor do seu blog apoio sim os textos mais longos. Eu ja estava achando mesmo que este povinho era o mesmo que sempre existiu na história e voce confirmou que eles já estiveram la na porta do senado de Roma. Dizem que os “grandes” políticos sempre os souberam manipular como nunca. Cesar foi esperto.

Escrever um comentário



Powered by WP Hashcash


 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |