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29/10/2010

às 21:04

Monteiro Lobato - O Voltaire da Botocúndia. Uma homenagem ao autor em tempos de barbárie intelectual

Caros,

Se você clicar aqui, terá acesso à integra de um pequeno ensaio que escrevi em 1998 sobre a obra de Monteiro Lobato, que voltou a ser perseguido, numa manifestação de incrível estupidez. O texto está publicado no meu primeiro livro, Contra o Consenso, publicado em 2005, reunindo textos sobre literatura, cultura e cinema. Se você ler a íntegra, verá que não deixo de reconhecer problemas em sua obra. Deve ser conhecida e debatida em sua notável complexidade.

Segue um trecho do texto na home. Na seção “O Avesso do Avesso“, a íntegra.
*
Uma impostura faz aniversário junto com os cinqüenta anos da morte de Monteiro Lobato (1882-1948), neste mês [julho de 1998]: a classificação de sua obra, e de outros, como pré-modernista, embora não se saiba direito - e nunca ninguém explicou - o que isso quer dizer. Esse “pré” pode ter um sentido cronológico (veio antes do modernismo), demiúrgico (antecipou o modernismo) ou o que acabou prevalecendo: Lobato é quase moderno, como se tivesse produzido uma obra tão manca quanto a classificação, na qual falta em rigor o que excede em má vontade com o escritor de Urupês (1918) e Cidades Mortas (1919), dentre tantos outros livros. Se Lobato - assim como Lima Barreto ou Graça Aranha - era um “quase”, pelo menos metade de seu corpo ou de sua obra deveria estar a olhar para o passado. Para onde? Naturalista não era. Parnasiano tampouco. Que diabo, afinal, era o Lobato? Avisos não faltaram. Alguns vindos de personagens insuspeitas.

“Você foi o Gandhi do modernismo brasileiro, jejuou e produziu, quem sabe, nesse e noutros setores, a mais eficaz resistência passiva de que se pode orgulhar uma vocação patriótica. No entanto, martirizaram você por falta de patriotismo.” Com essas palavras, em uma carta, Oswald de Andrade, o pai da propaganda modernista brasileira, referia-se aos 25 anos de Urupês.

O livro, de certo modo, selou a sorte de Lobato para a posteridade longínqua, não importa quanto tenha feito pela cultura nacional nos anos subseqüentes. Dentre os quatorze textos selecionados pelo autor para publicação, estavam “Velha Praga” e “Urupês”, que dá nome ao conjunto. Em ambos, aparece o Jeca Tatu. Escreve o autor no primeiro: “Este funesto parasita [urupê] da terra é o caboclo, espécie de homem baldio, seminômade, inadaptável à civilização (…). O caboclo é uma quantidade negativa. Tala cinqüenta alqueires de terra para extrair deles o com que passar fome e frio durante o ano (…). Quando se exau¬re a terra, o agregado muda de sítio (…) nada mais lembra a passagem por ali do Manoel Peroba, do Chico Marimbondo, do Jeca Tatu ou outros sons ignaros, de dolorosa memória para a natureza circunvizinha”.

Na quarta edição, pediu desculpas ao caipira, ferozmente responsabilizado pela própria miséria e indolência. Reconheceu que seu estado era fruto de doenças endêmicas e da falta de educação, decorrentes da desatenção do poder público, o mesmo que o mandaria para a cadeia em 1941. O texto - originalmente uma carta enviada a O Estado de S. Paulo e publicada pelo jornal no dia 12 de novembro de 1914 - já tinha provocado, no entanto, os estragos que poderia provocar.

A figura do Jeca marcava o livro de tal modo - muito em razão da virulência do autor - que os avanços formais do texto lobatiano e a sua abrangência temática acabaram solenemente ignorados. Ficou sendo para sempre o reaça que crucificou o jeca de cócoras (até ser ele próprio contaminado pelo ruído da personagem que criou). Lobato não fez uma “revolução” formal, é certo. Tal termo empregado ao que quer que seja que não uma coletividade realmente armada para subverter o statu quo não passa de metáfora idealista. Arte não faz revolução. Há, em todo tempo, produção “de reação” tão boa ou superior à de qualquer vanguarda. Lobato só foi empilhado no armazém fantasma dos “prés” porque dois de seus livros importantes foram produzidos antes da Semana de Arte Moderna de 1922, que se quis (e foi querida) um marco revolucionário à força do muito panfletear.

O que o modernismo brasileiro teve de programático e libertário - mormente na poesia, apesar de tanto estrago… -, Lobato realizou em sua prosa discreta sem, por exemplo, o barulho de um Andrade e a vocação para “desescrever” manifestos do outro. Assim começa “Urupês”, o texto:
“Esboroou-se o balsâmico indianismo de Alencar ao advento dos Rondons que, ao invés de imaginarem índios num gabinete, com reminiscências de Chateaubriand na cabeça e a Iracema aberta sobre os joelhos, metem-se a palmilhar sertões de Winchester em punho. Morreu Peri, incomparável idealização dum homem natural como o sonhava Rousseau, protótipo de tantas perfeições humanas (…). Contrapôs-lhe a cruel etnologia dos sertanistas modernos um selvagem real, feio e brutesco, anguloso e desinteressante, tão incapaz, muscularmente, de arrancar uma palmeira, como incapaz, moralmente, de amar Ceci. A sedução do imaginoso romancista criou forte corrente. Em sonetos, contos e novelas, hoje esquecidos, consumiram-se tabas inteiras de aimorés sanhudos, com virtudes romanas por dentro e penas de tucano por fora”.

Eis aí o melhor de uma prosa desempolada, crítica, interessada em questionar as raízes brasileiras. (…)
*
Leia a íntegra em “O Avesso do Avesso”.

Por Reinaldo Azevedo

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39 Comentários

  1. jr penha

    -

    20/02/2012 às 22:54

    CARNAVAL DA VERGONHA: - ESTADO MISERÁVEL PROMOVE CARNAVAL DE LUXO NO RIO DE JANEIRO.
    ·
    Enquanto o judiciário manda soltar presos do presídio da cidade de Bacabal por super lotação, o que já havia acontecido dois anos atrás, o governo do Maranhão doa milhões (comenta-se que foram mais de 10 milhòes) para promover escola de samba no Rio de Janeiro. Comenta-se que foi patrocinado viagem, com tudo pago, para mais de 400 pessoas para a gastança com o dinheiro público. O meu, o seu, o nosso dinheiro.
    Entendo que este poderia ser aplicado em escolas, hospitais, saneamento básico e infelizmente, presidios…. E ninguém comenta nada???
    POR FAVOR FAÇAM COM QUE ESSAS NOTÍCIAS CHEGUEM AO BRASIL. -ISSO É UM ACINTE, UMA AFRONTA À CIDADANIA E AO CIDADÀO DESTE POBRE ESTADO.

  2. Darlene Vilalta

    -

    27/08/2011 às 22:23

    Como faço uma denuncia a esta revista, pois já denunciei o fato várias vezes ao Fantástico mas até o momento nada de investigar

  3. Renata

    -

    02/11/2010 às 23:20

    Monteiro Lobato também escreveu O Presidente Negro, obra racistíssima. Não gostava de arte moderna, desancou Anita Malfatti, critica o cubismo em um de seus livros do Sítio. Então, tem que proibi-lo, censurá-lo em vez de discuti-lo criticamente? Pelo jeito, pra ter seu valor reconhecido qualquer pessoa tem que ser no mínimo santa, tem que ser perfeita, não pode ter defeitos!

  4. maria monteiro

    -

    31/10/2010 às 17:06

    Já decidiram quem fará a narração da queima de livros na rampa do Palácio no dia da posse da Dilma, com transmissão ao vivo da TV Brasil do Lula: Teresa Cruvinel ou Franklin Martins?

  5. Mariazinha

    -

    30/10/2010 às 18:13

    Monteiro Lobato exerceu uma imensa influência em minha vida, graças a ele acabei me interessando por outros assuntos como mitologia grega, por exemplo. Achava delicioso ler as peripécias da turma do Sítio do Pica Pau Amarelo, amava a desbocada boneca Emília e a sabedoria de Dona Benta. Seus contos para adultos são ótimos, quem não chorou ao ler “Negrinha”? O grande José Bento Monteiro Lobato não merece essa injustiça em nome do ridículo politicamente correto.

  6. Prof Helena

    -

    30/10/2010 às 13:50

    Povo racista e ignorante consegue ver racismo em tudo quanto é lugar. Falta-lhes a capacidade de linkar história e interpretação de texto.
    Abç Helena

  7. joao procopio

    -

    30/10/2010 às 10:57

    Alguem conhece por acaso uma pessoa apelidada de pelé que seja branco. Deve-se então banir o termo PELÉ pois deve ser racismo chamar um afrodescendente por esse apelido. abrçs

  8. Silvia

    -

    30/10/2010 às 10:28

    Caro Reinaldo
    Moro em Londres ha 4 anos, portanto nao estou por dentro das baixarias locais. Mas uns tempos atras ouvi algo a respeito desta coisa de chamar Lobato de racista.
    Ora, que absurdo! Lobato escreveu numa epoca onde apos 400 anos de escravidao, os negros estavam comecando a existir como cidadaos - ninguem, em sa consciencia, pode esperar que ele descreva Tia Nastacia como uma Michele Obama.
    Foi fazendeiro, e FALIU! E se alguem teve contato com a vida rural no Brasil (eu tive um sitio nos anos 70-80) sabe muito bem que ele nao foi nem um pouquinho falso a respeito do caboclo. Mais de 70 anos apos “Urupes” eles ainda estavam queimando o mato - e ainda devem estar!
    Portanto, sua obra estava RIGOROSAMENTE DENTRO DO COTEXTO DA EPOCA E DA REALIDADE DE VIDA ONDE ELE SE ENCONTRAVA!!!
    Lobato e o meu IDOLO! Obras como “Velha Praga”, “Urupes”, “O Comprador de Fazendas”, “Negrinha”, ou um dos meus favoritos - “O Figado Indiscreto” deveriam estar na luz dos refletores, e nao nesta triste ribalta onde se encontram.
    E ainda por cima seu espirito de rebeldia contra a absurda ortografia etimologica da epoca - Lobato foi na verdade um pre-Saramago, que tantos imbecis idolatram, e que e um PORRE!
    Por falar em “Negrinha”: Se alguem quer ver um libelo mais anti-racista, mais pungente, mais doloroso e mais humano sobre a realidade da crueldade com os negros na epoca, leia este conto. Este deveria ser materia obrigatoria para os “so-called PCs”.
    E mais: Se alguem censurou “Cacadas de Pedrinho”, nao foi por causa do alegado racismo - mas sim porque ele descreve em detalhes toda a sordidez do governo Federal em criar “necessidades” que nao existem, gastar fortunas com nada e deslocar recursos para coisas que nao servem ao bem do pais, mas apenas aos interesses escusos de pequenos grupos de pessoas.
    SIM ISSO ESTA LA - para quem nao prestou atencao, releia a obra e focalizem na historia do “Departamento Nacional da Caca ao Rinoceronte”. E uma das coisas mais HILARIAS que alguem ja escreveu a respeito de falcatruas federais. E ele teve a audacia de colocar isso num livro para criancas - mostrando que essas coisas deveriam ser ditas para que as criancas nao crescessem compactuando com esses absurdos.
    POR FAVOR BRASILEIROS - DIVULGUEM E PRESTIGIEM MONTEIRO LOBATO!!
    Ele tinha um unico defeito: era extremamente sincero e nao tinha papas na lingua. Foi parar na cadeia por isso. E ainda assim NAO DESISTIU. Se temos editoras hoje e livros, muito se deve a Monteiro Lobato.
    UM PAIS SE FAZ COM HOMENS E LIVROS!!!!!

  9. Sergio Hora

    -

    30/10/2010 às 9:59

    Por coerência, o próximo a entrar na lista negra (ops!) do MEC terá de ser Jorge Amado. Em “Capitães de Areia”, todo o bando de deliquentes mirins, que aterroriza as ruas de Salvador e derruba negrinhas no areal é formado de escurinhos. Já o líder, Pedro Bala (veja aí o racismo), é branco, louro e de olhos azuis. E mais tarde se torna agitador de rua como tarefeiro da ideologia comunista. Será que os escurinhos só servem pra soldados da bandidagem (nos dois sentidos) e não para liderá-la?
    Se pau no Monteiro Lobato “racista”, pau no Jorge Amado racista.

  10. A UM PASSO DO RETROCESSO

    -

    30/10/2010 às 6:11

    Ao censurar (covardemente) o livro “Caçadas de Pedrinho” por conter conotações racistas, os INTELECTOCIOSOS (nova classe acadêmica que surgiu com a gestão do Fernando “Barbaridade”) estão colocando em xeque também a capacidade dos professores-alfabetizadores em ensinar a interpretação dos textos!!!

  11. POVO NO CABRESTO DO PT

    -

    30/10/2010 às 6:05

    Com a censura de uma das Obras (com maiúscula) de Monteiro Lobato, o Brasil está regredindo alguns passos.
    Basta ver a qualidade do Ministro dos Vazamentos do ENEM, Fernando “Barbaridade”, tão defendido pelo Manipulador Eleitoral da República, o Presidente Lula este que NUNCA leu um livro e também NÃO SE IMPORTA NEM UM POUCO COM A EDUCAÇÃO)!!!

  12. Dagoberto

    -

    30/10/2010 às 2:53

    Putz Grill! Se o Lobato caiu na malha fina imaginem o Gilberto Freire. Vai ser proibido por decreto judicial. E da’-lhe novela e futebol para o povo!

  13. Albino

    -

    30/10/2010 às 2:23

    - A tática de infiltração é muito eficaz, outro dia estava lendo o material escolar da minha sobrinha de 11 anos, e estava totalmente contaminado por conceitos “socialistas”. Sua tática é simples e eficaz: disseminam suas “verdades” através da dialética simplória, e vão incubando seus conceitos com ares científicos, estabelecendo suas verdades como um vírus, e mudando todos os fatos de acôrdo com suas ambições. Não têm senso prático algum para mudar a condição da nação, mas com certeza aprenderam muito bem com seus mestres (Stálin, Lênin, Mao, Castro, Hitler e Mussolini).

  14. Luiz A Resende

    -

    30/10/2010 às 1:41

    A leitura de todos os livros da coleção “O Sítio do Picapau Amarelo” e,mais tarde,”Urupês” e “Cidades Mortas”, enriqueceu minha vida,me alargou horizontes e me ensinou a pensar.Comprei a coleção infantil para meus dois filhos que,para minha tristeza,não abriram nenhum deles,preferindo a internet e sua oferta absurda de muita informação e pouco conhecimento.A riqueza perdida é abissal.Fico sonhando com o pó de pirlimpimpim,a viajem aos anéis de saturno,a chave do tamanho,o coronel Teodorico,os contos de Urupês…Penso na sua luta quase insana para provar que o Brasil poderia ter petróleo em abundância,visionário..Sinto qualquer ataque a Monteiro Lobato como uma tentativa de tirar do meu coração uma das mais caras e doces lembranças de minha adolescência e início da maturidade.Por favor,não mexam em coisas sagradas.Obrigado.

  15. Joao Batista Rodrigues Procopio

    -

    30/10/2010 às 1:27

    lula não tem nada com isso: Sim uma distinta professora da UFMG que acha que negra é pejorativo, pois branco, amarelo, baixo, gordo, feio não; RACISMO HOJE: virou moeda de troca (se interessa é racismo se não…)sejamos justos. seguremos o parabelo ate o fim…

  16. Patricia

    -

    30/10/2010 às 1:17

    A palavra maldita e malsã “negro(a)” será abolida de nosso dicionários e livros a partir de 2011. E Tia Nastácia não era negra, meus caros, é um engano… na verdade ela era “loira” estilo germânica, nórdica, se repararem bem… era, em suma, Fraulein Nastacia… ENTENDERAM ???

  17. eliane

    -

    30/10/2010 às 1:05

    Caro Reinaldo,
    Sei que é ocupado, mas peço que você publique agum dia uma explicação sobre o emprego dos termos “entre” e “dentre”. Usava indiscriminadamente os termos, até que vi o seu quinau naquele horrendo manifesto de juristas pró-Dilma. Corrigi-me. Agora, vejo nesse seu texto o emprego do “dentre” em situações que passei a julgar correto usar “entre”. Guardo até hoje o seu texto sobre os “porquês”. Por que não fazer um sobre o “dentre”?
    Obrigado,
    Eliane

  18. Jorge Roriz

    -

    30/10/2010 às 0:56

    O LIVRO INFANTIL “A CAÇADA DE PEDRINHO” , DE MONTEIRO LOBATO, FOI CONDENADO PELO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ( POR RACISMO). PASSOU A SER NÃO RECOMENDADO.A NOTÍCIA FOI DIVULGADA HOJE POR RICARDO BOECHAT, NA BAND NEWS. COMENTE

  19. Heitor

    -

    30/10/2010 às 0:42

    Não conheço petista que produza arte, mas agora eles consomem, nem que seja dentro de um pendrive apenas.

  20. Fabiana

    -

    30/10/2010 às 0:37

    Como vai passar a se chamar o bolo Floresta Negra?
    Não pode haver racismo na confeitaria.

    Lixo de país.

  21. Heitor

    -

    30/10/2010 às 0:25

    A jecatatuásia extrapolou as fronteiras brasileiras, e brota em toda a américa latina.

  22. alvaro

    -

    30/10/2010 às 0:21

    Algum imbecil do governo do PT não gostou quando Lobato se referiu a tia Nastácia como sendo negra. Espera aí? Tia Nastácia era branca, ou amarela, ou vermelha, ou cor de rosa? Como devemos chamar tia Nastácia?
    A mediocridade dos “politicamente corretos”, que impera em certas esferas do país abomina a expressão “negro”. Preferem essa grande sandice de “afro-brasileiro”.
    Ok, então eu não quero mais ser chamado de branco. Quero que me chamem de luso-brasileiro, ou euro-brasileiro.
    Temos tantos problemas de ordem social importantes a serem resolvidos e esses lunáticos se preocupam com uma ridícula questão semântica. Que essa gente vá para o inferno e pare de nos encher o saco.

  23. Rubens Costa

    -

    30/10/2010 às 0:07

    Reinaldo, boa noite! Ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah… só rindo mesmo. Bom, antes de colocarem o Lobato na forca, que tal pedir a opinião do grande deus lula; certamente ele leu o livro e tem uma opinião formada. Caso ele coloque o seu dedão para baixo, gostaria de saber onde “eles” os inquisidores vão acender a fogueira para queimar o Pedrinho, onde?

  24. Helder Melo

    -

    30/10/2010 às 0:06

    Por que homenagear Voltaire,comentarista petista do youtube “avant la lettre”?

  25. Mauro Mendes

    -

    29/10/2010 às 23:18

    Reinaldão,

    Estava no meu local de trabalho lendo um cliping, quando lí o texto censurando Monteiro Lobato, dias antes estava ajudando meu filho de nove anos a fazer a lição de casa, notei textos pobres de escritores atuais (foi difícil ajudá-lo a fazer a tarefa, pois eu mesmo não via nenhuma utilidade nela e interesse nela), e senti saudades dos clássicos.
    Comentando com os colegas de trabalho sobre a censura à Lobato, um deles lembrou da estória do bolo nega maluca, que nesses tempos politicamente corretos deve ser denominado: Bolo senhora afrodescendente com distúrbios psicológicos.
    Os esquerdopatas querem acabar com o que resta de nossa cultura.

  26. Patricia

    -

    29/10/2010 às 22:57

    … e por falar em Lobato ( que eu muito admiro e sou fã). Vocês viram que o Conselho Nacional de Educação (CNE) quer VETAR o livro “Caçadas de Pedrinho” por conteúdo racista? Não bastasse tudo o que o velho Lobato já passou quando vivo, agora, depois de morto continua a ser alvo de censuras draconianas em pleno século 21 !!! DITADURA ! Daqui a pouco vão queimar livros em praça pública!!!
    http://opiniaoenoticia.com.br/cultura/livro-de-monteiro-lobato-pode-ser-vetado-em-escolas/

  27. Marcos F

    -

    29/10/2010 às 22:49

    O assunto Monteiro Lobato veio em hora errada.
    Qualquer crítica a ML também virá. Foi ele quem levou gerações aos livros. Fim.

  28. Ivone Caruso

    -

    29/10/2010 às 22:19

    Muito bom, tenho grande admiração por Monteiro Lobato e acho que ainda continua moderno, talvez se vivesse hoje seria considerado “pré”, porque ainda no Brasil mais vale o fanfarrão que produz o barulho, a bravata do que aquele que tem conhecimento e talento.

  29. Carlos

    -

    29/10/2010 às 22:04

    Poxa, me lembro de todos esses textos! Bem que você poderia voltar a escrever sobre literatura e artes plásticas de vez em quando. Os textos eram muito bons.

  30. Bruno Melo Oliveira Santos

    -

    29/10/2010 às 21:59

    Postei aqui há alguns dias um comentário indignado lamentando a decadência da educação brasileira, a qual chegou ao seu mais baixo nível na gestão de Fernando Haddad no Ministério da Educação, no governo de um presidente que se orgulha de ser iletrado.

    A crítica à obra de Monteiro Lobato e a evocação do politicamente correto ressucitam a censura moral dos anos de chumbo, muito mais grave do que a censura política. Pois a moralidade é instintiva, faz parte do ser em seu estado natural. E proibir a expressão de alguém por este viés é querer limitar o pensamento da pessoa.

    Sou antes de tudo a favor da liberdade. Por mais que discorde de uma pessoa e considere suas declarações fúteis - o que, aviso já, não é o caso de Lobato -, concedo a ela total direito de expor o que ela bem entende e deseja.

    Não vi o menor indício de racismo nos trechos indicados. O preconceito partiu da própria equipe da USP. Isso é a mesma desculpa utilizada pelos generais de 64, que sob o pretexto de instalarem “a ordem e a segurança”, instalaram uma ditadura no país que durou vinte e um anos. A única diferença é que agora são os comunistas que estão em alta, e estes preocupam muito mais, inclusive no seu projeto conformista e alienante que já começa a ser esboçado.

  31. Elouquisa

    -

    29/10/2010 às 21:53

    Pelo andar da carruagem breve estaremos lendo Memórias Póstumas de um Intrépido Cachaceiro!Eita povinho ignorante!

  32. Fatima

    -

    29/10/2010 às 21:47

    Amo Monteiro Lobato, aprendi com ele a amar o Brasil, a conhecer a diversidade do povo brasileiro.

  33. silvia

    -

    29/10/2010 às 21:41

    Monteiro Lobato foi meu companheiro de infância, morava em uma fazenda e li toda a sua obra infanto-juvenil aos nove anos. Uma memória inesquecível.

  34. A hora da coruja

    -

    29/10/2010 às 21:37

    Nunca na história destepaís a cretinice foi tão valorizada.
    É muito improvável que quem leu Monteiro Lobato tenha votado no Tiririca.

  35. VR-760

    -

    29/10/2010 às 21:22

    Salve são Google. O conto em linguagem cinematográfica é Marabá, do livro Negrinha.
    Chiiii!!!!! Este vai ser cassado (ou caçado, dependendo) também. Tá ficando difícil se expressar nestes novos tempos.
    Também, pra que o Lobato foi escrever sobre temas brasileiros? Só tem negro, índio, tudo mestiço. Era melhor escrever sobre a Cavalgada das Walquirias. Aliás, qual vai ser a abertura dos discursos da Tia, caso ela vença? Hitler era Wagner (Walkirias)

  36. Hans Niemandwitz

    -

    29/10/2010 às 21:21

    Prezado Mestre Reinaldo Azevedo:

    Perdoe-me, mas preciso perguntar: por que o senhor enobrece Voltaire ? Voltaire foi um inimigo declarado da Igreja, e jogou baixo em seu ânimo de vê-La destruída. Regozijou-se com a extinção da Ordem dos Jesuítas, por exemplo, o que prejudicou uma geração inteira de estudantes desarmando sua possível reação ao terror “iluminado” dos girondinos (Danton) e jacobinos (Robespierre).

    Abaixo Voltaire ! Viva EDMUND BURKE !!!

  37. Nilton

    -

    29/10/2010 às 21:16

    Rei, cade os ataques que iam ser feitos hoje pelo pessoal do PSDB, com camisetas e bandeiras do PT?
    Marilena Chaui garantiu isso aos 4 ventos.
    Que vergonha, essa mulher deveria ser excluída da vida universitária, e da sociedade por causar intrigas e inverdades.
    FORA com ela.

  38. VR-760

    -

    29/10/2010 às 21:13

    Tem um conto dele (não me lembro o nome nem o livro) fruto dos tempos em que ele morou nos EUA. É escrito como um roteiro hollywoodiano, numa tremenda sacanagem ao I Juca , do Gonçalves Dias. É pândego. Uma curtição pra cima dos românticos e parnasianos. Li no ginásio e ria pacas pois saquei a sacanagem sobre os clássicos.


 

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