Abaixo, reproduzo o texto. Aqui, um pouco mais do Ordem Livre segundo ele mesmo: “OrdemLivre.org é um projeto da Atlas Global Initiative em cooperação com o Cato Institute. Como parte de uma organização independente, sem vínculos partidários, não aceitamos qualquer financiamento estatal. Todo o nosso suporte vem de contribuições voluntárias e da venda de publicações.”
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O LIVRE MERCADO INVENTOU O CARÁTER
O mercado não poderia responder pela corrosão do caráter porque o caráter, como o entendemos, é uma construção do próprio mercado.
Todas as línguas de cultura devem a origem dessa palavra, primeiro, ao grego e, depois, ao latim. “Caráter”, no idioma de Cícero, significava, originalmente, o ferro em brasa com que se marcavam os animais. Por metonímia, passou a indicar a marca que esse instrumento deixava. O tempo e a metáfora se encarregaram de fazer com que a palavra designasse o conjunto de valores cultivados por um indivíduo. Esse conjunto se torna a sua marca particular, aquilo que o distingue, uma moral privada estampada a fogo na consciência. Só pode haver “caráter” se há indivíduo.
Por que sustento que a sociedade de mercado inventou o caráter? Porque ela é uma condição necessária, embora não suficiente, da liberdade. E não pode haver individuação onde não há escolha. Não é por acaso que as mais eloquentes fábulas antiutópicas — como Nós (Ievguêni Zamiátin), Admirável mundo novo (Aldous Huxley), 1984 (George Orwell), O Processo (Kafka) e O zero e O Infinito (de Arthur Koestler, a melhor de todas elas) — flagrem justamente o indivíduo contra o “ser coletivo”, que é uma invenção do Estado. Trata-se do contraste entre o homem de caráter e aqueles que se fazem meros funcionários de uma ordem cuja única preocupação é garantir a própria sobrevivência.
Os dias que correm, depois da crise financeira que varreu o mundo, são especialmente propícios à hostilização do mercado, que propiciaria a ganância. Ambições desmedidas, típicas das sociedades capitalistas, teriam conduzido o mundo à beira do abismo. Não fosse a vontade de lucrar, não fosse a vã cobiça, dizem os sacerdotes das catacumbas do estatismo, tudo seria diferente.
Bem, nem vou me ocupar — quer porque óbvio, quer porque outros já o fizeram — de demonstrar que o ciclo de prosperidade econômica que antecedeu a crise tirou milhões de pessoas da miséria e forneceu o capital necessário para a revolução tecnológica, que não ficou restrita ao setor financeiro. Os inimigos do capitalismo detestam constatar que o dinheiro de um “maldito especulador” financia o desenvolvimento de vacinas e de máquinas agrícolas, que salvam a vida de milhões. Na sua fantasia, isso tudo é obra da benemerência e do humanismo abstrato. Seria igualmente ocioso lembrar aqui como andou o caráter nas sociedades que decidiram abolir o mercado ou que houveram por bem submetê-lo a um rígido controle do Estado. Os vários fascismos e as várias faces do socialismo real — e só houve o real, não é? — deixaram um rastro de mortes, de desolação, de desastres.
O que corrói o caráter — na verdade, o destrói — é a tirania. Chamo de “tirania” a impossibilidade de se organizar qualquer forma de resistência à vontade oficial, quando os próprios indivíduos já não podem mais exibir seus traços distintivos, suas marcas particulares, porque perderam a vontade da autonomia. Quem chegou mais perto da plena caracterização dessa sociedade foi o teórico comunista Italiano Antonio Gramsci. Para ele, o lugar que Maquiavel reservara ao “Príncipe” seria ocupado por um partido político — no caso, o Partido Comunista —, que ele chamava “Moderno Príncipe”.
Nenhum daqueles antiutopistas que citei acima chegou aos pés de Gramsci quando ele relata o papel que o “o partido” deveria ocupar na sociedade: “O Moderno Príncipe, desenvolvendo-se, subverte todo o sistema de relações intelectuais e morais, uma vez que seu desenvolvimento significa, de fato, que todo ato é concebido como útil ou prejudicial, como virtuoso ou criminoso, somente na medida em que tem como ponto de referência o próprio Moderno Príncipe e serve ou para aumentar seu poder ou para opor-se a ele. O Príncipe toma o lugar, nas consciências, da divindade ou do imperativo categórico, torna-se a base de um laicismo moderno e de uma completa laicização de toda a vida e de todas as relações de costume.”
Nos países campeões da corrupção, o que se tem é mercado de menos, não mercado demais. Em alguns casos, e o Brasil tem larga experiência no assunto, gangues se apropriam de estruturas estatais para impor a sua vontade e cuidar dos seus interesses particulares. O regime é só uma derivação pervertida da economia de mercado. A fraude numa licitação ou o sobrepreço numa obra pública, por exemplo, têm origem na corrupção do caráter do agente público, que pode fraudar as regras sob o abrigo da lei.
Rotineiramente, o Estado, sob o pretexto de moralizar a sociedade de mercado, inventa o pecado para, depois, definir a penitência dos agentes privados que ele se encarregou de perverter. E o faz oferecendo ainda mais controle estatal e, pois, mais chances e instâncias de mediação para o exercício da corrupção. Entendo que a tarefa dos homens livres é lutar para conter os apetites deste ente pantagruélico. É fato que pagamos um preço por viver em sociedade. Mas tem de ser um preço justo. O melhor instrumento para manter a détente entre indivíduo e estado é a sociedade da regulação: agências independentes do governo e do mercado — e vigiadas por ambos — devem se encarregar de fazer valer a lei… de mercado!
A idéia de que o mercado corrompe o caráter nasce da suposição de que possa haver um sistema perfeito, capaz de livrar os homens de suas paixões, levando-os, então, à plena liberdade. A história demonstra ser essa uma fantasia liberticida. “Liberdade! Quantos crimes se cometem em teu nome”, exclamou certa mocinha a caminho da guilhotina, para satisfazer a sede de sangue do justiceiro Robespierre. Ademais, lembremo-nos de uma frase de Goethe, que parece sintetizar à perfeição o totalitarismo: “Ninguém é tão desesperadamente escravizado como os que acreditam que são livres”. Os regimes totalitários, como aquele imaginado por Gramsci, querem dar essa impressão de liberdade.
Livre mesmo é só o homem que sabe que tem de lutar para conter todos os apetites que querem escravizá-lo. E essa é uma tarefa da consciência individual, não do Estado.
E encerro com uma constatação e um enigma. A primeira medida de um regime de força é suspender o habeas corpus; a segunda é tabelar preços. Tenho a certeza de que isso quer nos dizer alguma coisa. O que será?









É inegável que, nos dias de hoje, intervencionismo e socialismo são extremamente populares. Nenhum argumento lógico consegue enfraquecer essa popularidade. O fanatismo e/ou a ignorância impede que os ensinamentos da teoria econômica sejam escutados. Muitos não acreditam ou se recusam a entender que na livre concorrência capitalista, o consumidor é soberano, pois aquele que compra ou se abstém de comprar, determina em última análise, o que deve ser produzido e em qual quantidade.
É por textos como esse que leio teu blog todos os dias.
Einar
Mais uma para a coleção de camisetas da lojinha:
“Livre mesmo é só o homem que sabe que tem de lutar para conter todos os apetites que querem escravizá-lo. E essa é uma tarefa da consciência individual, não do Estado.”
Irretocável.
Só completando a informação do Rodolfo (1:03PM): o livro a que ele se refere na verdade chama-se “Atlas Shrugged” e é muito fácil de achar em inglês.
A tradução para português ganhou o título de “Quem é John Galt?” e, até onde eu sei, está fora de catálogo aqui no Brasil há muitos anos. Já tentei comprar a versão traduzida para dar de presente, mas não encontrei nem naqueles sebos que costumam ter um bom catálogo. Deve ter virado coisa de colecionador.
Seja como for, é um livro maravilhoso, sem dúvida a obra-prima de Ayn Rand e, apesar do tamanho (mais de mil páginas) intimidar um pouco, vale a pena.
Petralhas às 8:40 PM e 9:05 PM. Pau neles!
Prezado Reinaldo,
Tenho a impressão de que este teu artigo foi direto no nervo. A petralhada deve estar ensandecida!
Parabéns!
Um abração,
Flávio (outro, não aquele…)
Reinaldo,
Excelente texto, mas parece que a “direita” não sabe nem patrulhar nem os seus próprios blogs. O que faz o cretino das 8:40 h aqui? Está no “mercado” errado. Merda é para distribuir em outro lugar.
Reinaldo,
Você já assistiu ao filme Zeitgeist (http://www.zeitgeistmovie.com/)? Eu assisti-lhe recentemente e gostaria muito de ler uma análise sua a respeito dele.
Abraços,
Rodrigo
Só me resta agradecer por esse texto, Reinaldo.
By the way, manda o anônimo das 8:40PM pastar no blog que o pariu, Rei.
Tu texto me hizo escribir este otro, referido a “La fatal arrogancia”, de Hayek.
“Un libro ignorado aun por muchos de los seguidores del liberalismo.
La obra es una reflexión informada sobre la principal característica del pensamiento racionalista inaugurado en el siglo XVIII: la arrogancia de comprenderlo todo solo con la razón, la arrogancia de querer cambiarlo todo solo desde el poder del Estado, la arrogancia de solo actuar conociendo de antemano todas las consecuencias de la acción, la arrogancia de que nada escapa a la ciencia, de que el funcionario científico sabrá exactamente qué le sucede a los ciudadanos, qué necesitan y como proveérselo.
Esta pretensión omnipotente ha generado uno de los mayores malentendidos de la Historia: la tiranía absoluta, en nombre de la libertad; las mayores inequidades, en nombre de la igualdad; la mayor concentración de poder en una única instancia, en nombre de la autonomía de la sociedad.
Esa pretensión iguala como si fueran simplemente dos variantes de la misma especie a las tiranías estatales de izquierda y de derecha, porque ambas apelan a similares mecanismos de dominación, adoctrinamiento y sumisión de los ciudadanos al Estado.
Ambas tiranías, además, le dedican a la retórica buena parte de sus esfuerzos políticos. Y allí es donde se diferencian, en la retórica.
Si uno se conmueve con la pobreza y la explotación, entonces será más sensible a los discursos de la izquierda absolutista, que nos dirán que cediendo todo el poder al Estado, habrá seguridad y abundancia, se eliminarán las diferencias de clase y todos seremos iguales.
Si, en cambio, uno añora el orden, cree que su nación y su raza deben ganar un lugar en la Historia, para lo cual deben combatir a otras naciones y otras razas, entonces uno adherirá a los discursos de la derecha nacionalista que reivindicará desde el Estado Absoluto la voluntad nacional, el orgullo de ser “ario” o “latino” o “argentino”.
Lo que suspenden estos regímenes es la interacción espontánea entre las personas, los intercambios libres, la construcción lenta y evolutiva de un código moral compartido, la libertad de elección que es la que humaniza al generar el proceso de aprendizaje. Para estas tiranías no se aprende, se enseña desde el Estado a someterse a la Voluntad General encarnada por el Partido o por el Líder. No vale el aprendizaje sino en entrenamiento.
Al suspenderse la libertad de los intercambios se produce una masiva deshumanización: las personas carecen de estímulos para desarrollar mecanismos de crecimiento, y solo se valora la adaptación a las normas del Estado Absoluto. La “Teoría del cerco” se impone(no crezcas, que la tijera cuida que el cerco tenga siempre la misma altura) como parte de una “moral de sobrevivencia” en la que prima la astucia, la sumision a los poderosos, el tráfico de influencias, la coima, el soborno, el abuso de autoridad, el capricho, el arbitrio del funcionario, la falta de control judicial, las leyes de excepción, el terror a la cárcel o al exilio siberiano.
Las consecuencias son gravísimas: recién ahora sabemos por qué en los paises de la ex URSS las mafias, el abuso estatal – ahora bajo una forma “capitalista”- y la falta de un control democrático sobre el Poder sobrevivieron a la disolución del socialismo. La matriz del absolutismo se impone con independencia del “sistema económico”: es una deformación íntegra del sistema de relaciones sociales, no tan solo de las relaciones económicas o políticas.
De eso es de lo que Hayek nos habla: no de economía sino de la creación de la civilización. De como se construye la humanización desde la aceptación de un código moral exigente, y de cómo solo la libertad y el respeto a las normas transformaron a las sociedades tradicionales, cerradas y temerosas, en sociedades abiertas que garantizan abundancia y paz a sus ciudadanos.”
Caro Reinaldo,
esse texto é daqueles para, de fato, estampar na parede. Parabéns! Conseguiste, ao mesmo tempo, ser conciso e profundo, mencionando, cá e lá, referências essenciais, mas sem perder de vista tua própria concepção.
Alguém me explica como agências que devem se encarregar de fazer valer a lei de mercado podem ser independentes do governo e do mercado sendo vigiadas por ambos ao mesmo tempo?
É uma das maiores tolices, e mais fora de hora, que eu já li em minha vida. Será que alguém ainda leva estas idiotices a sério? Fora os alienados aqui deste blog é lógico.
“Livre mesmo é só o homem que sabe que tem de lutar para conter todos os apetites que querem escravizá-lo”.
Perfeito! O caminho inverso da atitude genocida - desculpe, mas não há outra palavra - do atual desgoverno no âmbito da saúde pública, com a adoção da propalada política de redução de danos para a abordagem dos problemas relacionados ao uso e abuso de drogas. O bolsa-droga é o próximo passo nesse descaminho. Os vícios mais graves, entretanto, de mentir, iludir e desorientar a população são danos que jamais são reduzidos nas gestões do moderno príncipe.
Abraço.
Gilberto.
De Sobreaviso
Reinaldo,
A frase de Goethe - “Ninguém é tão desesperadamente escravizado como os que acreditam que são livres” - tem uma certa ressonância no dizer jocoso de Mark Twain, para quem a democracia se assenta em três fatores:
“a liberdade de expressão, a liberdade de consciência e a prudência de nunca praticar nenhuma delas.” (citado por Voegelin em “Hitler e os Alemães” - pág. 115.)
Entender a natureza íntima da liberdade exige maturidade e refinamento intelectual, esforço que atrai apenas alguns poucos obstinados.
Infelizmente, todos podemos perdê-la quando alardeada, glorificada, para ao final ser transformada em ração de comida, “cotas justas” e lavagem cerebral, como fazem as utopias.
Não adianta: temos que contar com a reflexão e o julgamento crítico individual para protegê-la de nossos ímpetos e apetites e daqueles que querem nos iludir e escravizar.
este não é
só um texto.
este não é
só um texto
de formação.
este não é
só um texto
de formação
de caráter.
este não é
só um texto
de formação
de caráter
do homem.
é um poema
de amor à
liberdade.
é um canção
de amor à
humanidade.
que deve ser
exaustivamente
cantada por
gerações e
gerações.
eterna.
BASTA!
p.s. publique
por favor amado
idolatrado salve
salve tio rei
corrigido.
sinto-me até mal.
é até um crime
diante do belo.
Reinaldao,
Enviei um comentário que ficou perdido por aí.
Nao poderia deixar de dizer que fiquei emocionada ao ler o seu belíssimo texto.
Você nos orgulha pela lucidez, leveza e precisao na abordagem do tema.
Anouk
Reinaldo você brilhante como sempre, mas a frase que vou GUARDAR entre tantas geniais é essa “ O que corrói o caráter – na verdade, o destrói – é a tirania”. Esse é o NOSSO PROFESSOR Reinaldo.
É,um texto com boa dose de complexidade como não poderia deixar de ser devido ao tema,dirigido quase que a um público específico.Para qualquer pessoa,que não teve em nenhum momento da vida um contato mesmo que rápido nas salas de aula como por exemplo no antigo curso clássico com jung,Kant,Goeth e tantos outros,terá certa dificuldade não só em entender como questionar. Reinaldo,no parágrafo abaixo não pude identificar quando ocorre o contraste entre o indivíduo contra esse ser coletivo,invenção do estado.Pode explicar?
Reinaldo,a seguir,diferente da postura inicial quando por não enxergar o momento em que se dá o contraste na relação do indivíduo com o ser coletivo, apresento a minha posição a respeito do seu artigo e onde ,relutante,sigo por outro caminho. Em determinado momento você chama aqueles defensores do estatismo,de sacerdotes das catacumbas,estatistas que são, por quererem responsabilizar a cobiça e o lucro do capitalismo como os responsáveis por desencadear a crise atual.Sempre ví o capitalismo como a forma econÔmica do regime democrático e só dele. Por isso nunca consegui fazer a distinção entre um e outro.Para mim regime e sistema se fundem tal a interdependência que se criou.Não conheço outro regime com esse mesmo sitema.Já você,não, o vê s como sistema, inconfundível. Discorro a partir de agora sempre levando em conta o meu entendimento. Eles,os sacerdotes das catacumbas não poderiam ter certa razão ao rotularem a ganância e o lucro como manifestações capitalistas e com isso demonizá-lo,quando agora se reconheceu a necessidade,vide ultima reunião do G-20,de regulamentar o mercado como forma de afastar as especulações,nas suas mais variadas facetas? E o lucro fácil e a cobiça não estariam aí contidos?Não quero dizer que não estejam também em outros regimes. A democracia,que canta a liberdade como a sua maior forma de expressão não estaria sendo aí utopizada ao querermos impô-la ao mercado e que ele a adote?E na medida em que passamos a exigir que ela viva a sua plenitude em terreno adverso, amiúde a vemos transformada em libertinagem econômica,com todas as consequências conhecidas,certo?Você também comunga da regulação do mercado,mas aí como sistema.E o defende com a sua visão,
com a sua formação cultural, de maneira irretocável.E é por isso,sempre na posição de um aluno chato,mas sempre disposto a aprender quando uma oportunidade de ouro aparece,que estou manifestando a minha maneira de ver e entender o seu pensamento. Até então a minha maneira de ver difere da sua. Se fosse de um outro que eu não conhecesse, provàvelmente não teria tomado conhecimento e não teria então essa dúvida.E pior,o errado sou eu,claro.E por isso me senti obrigado a chamar você para a “briga” mesmo sabendo que vou apanhar feito cachorro sarnento.Mas se é o preço a pagar para saber aonde errei e porque errei,vou pagá-lo satisfeito e ganhando pois é muito pouco quando quando está em jogo o ficar menos burro.E não é todo dia que com isso corro o risco,dependendo da sorte,de ter você como professor.Tô pronto.Ah,aquela constatação e enigma:suspenção do “habeas corpus” como 1º exemplo me leva à ditadura de 64;o 2º,me faz lembrar a estupidez do Sarney.Deduzo disso que a maneira de provocarmos o nascimento de uma ditadura está não só em atitudes e procedimentos que possam colocar em risco a unidade do estado,ou seja alterar o seu “status quo” ou atos que venham modificar de maneira autoritária o fluir da sociedade como mercado durante longo tempo.Insistir nisso é pugnar por sua volta.
LG - 8:39AM
Nem deveríamos perder tempo com você, mas de qualquer forma vai lá a dica: dá uma olhada nos posts dos dias que se seguiram à aprovação da tal lei. Lá você vai encontrar a opinião que você tanto busca.
Marcelo às 9:05 tocou num ponto interessante… até que ponto uma empresa (ou determinado segmento de mercado, do ponto de vista empregatício) não se torna também um “monstro” tal qual o Estado?
Senão vejamos: fulano é analista de controladoria. De cara, já tem um código de vestimenta definido - que varia entre o esporte fino e o social completo, dependendo da empresa, cabelo cortadinho, etc. Possui também um horário de trabalho pré-definido e rígido, que o impede por exemplo de passar uma bela tarde de sol com sua família, se assim o desejar.
Mas o mais importante: sua vida é orientada para o lucro, e muitas vezes a ética e a individualidade ficam em segundo plano. Quantas vezes um funcionário não é obrigado (inclusive por ordem de superiores) a contar mentiras? Seja números alterados em relatórios gerenciais, seja fingindo simpatia e amizade para garantir o networking (que se tornou praticamente uma obrigatoriedade no mundo corporativo - a rede de contatos vale mais do que o currículo).
Não há liberdade sem livre mercado, mas o mesmo também não é livre de vícios, tiranias e mesmo opressão do indivíduo. Não estaria a ganância cega por lucros muitas vezes solapando a ética e a liberdade?
Gracias por este magnífico texto. Sin tu permiso lo acabo de publicar en mi modesto Blog (www.monologia.blogspot.com)
Saludos desde Argentina (otro pais “apetralhado”)
Esteban Lijalad
Se há uma coisa que nós humanos já devíamos ter aprendido é que não existem paraísos - pelo menos aqui na terra!
Foram as crenças num imperativo categórico de submissão dos indivíduos a um deus do coletivo as grandes responsáveis por escrever, no século 20, a mais negra e sangrenta página da história humana.
Devíamos ter aprendido também que, de todas as formas em que as sociedades humanas se arranjaram ao longo da história, nenhuma funcionou melhor do que aquelas em que os direitos e as liberdades individuais foram postas em pé de igualdade contra todas as formas de poder e de constituição de estados/sociedades. A história parece mostrar claramente que, se houve alguma evolução na trajetória do homem social, a conquista da liberdade individual pode ser considerada a maior delas.
A democracia, com liberdade de mercado, respeito aos direitos individuais e ao estado de direito, não foi, não é, e com toda certeza nunca será a forma perfeita de organização de sociedades -porque não existe sociedade perfeita. Mas é aquela que a melhores resultados conduziu. Até mesmo onde a democracia seja relativizada, a simples existência de liberdade de mercado serve para conter os abusos de poder do Estado, fomentar prosperidade e estimular a busca pela própria democracia. E por que é assim? Simplesmente porque não existe nenhum ente ou entidade que, em nosso nome e em nosso lugar, faça as coisas acontecerem : somos nós , os indivíduos, que- errando aqui, acertando ali, corrigindo acolá -escolhemos os caminhos dessa nossa trajetória aqui na Terra Até mesmo numa dimensão extraterrena, a relação se dá entre o indivíduo e o seu deus ou a sua religião.
A não ser que acreditemos naquela romântica , ingênua e perfeitamente idiota idealização das sociedades primitivas, só nos resta procurar manter e aperfeiçoar aquilo que melhor nos serviu. Mesmo porque é o único que nos permite ir corrigindo os seu próprios defeitos ao longo do caminho.
Robes Mendes ( um típico “filósofo de botequim”)
Sinto-me lisonjeado por ser seu fa!!! Beirou o incrível…
Uma curiosidade mórbida: algum petralha teve a coragem de te esculhambar?, sei que eles sao inacreditáveis, mas tiveram???
Eu a tirania de mim mesmo. Sou escravo da minha consciência. Faço as minhas escolhas e tenho minhas privações. Felizmente, tenho o direito de ser eu mesmo, metido nas minhsouas particularidades, nas minhas dores e nos meus prazeres .
Viva o Ocidente, a democracia liberal, o livre mercado. Viva essa nossa sociedade que nos permite fazer as maiores estupidezes - e corrigi-las.
PS: Deus nos livre dos Robespierres da vida. Nossa sede é de civilização e bons valores. Algo que a “esquerdite” nunca alcançará.
Olá, Reinaldo!
Mais uma excelente texto para quem gosta de textos excelentes. Qual cultura, qual povo, qual civilização floresceu sem desenvolver um mercado? Nem digo livre mercado pois, não sendo livre, não é mercado. A corrupção do caráter não aparece com o mercado, aquele é que pode corromper este: a cobiça, a ambição desmedida, as injustiças, a concorrência desigual, a fabricação de leis para efetivar negócios, etc. antecedem o estabelecimento do mercado. Vânia Cavalcanti, São Paulo
Olá, Reinaldo.
Primeramente, meus parabéns pelo texto: irretocável.
Mas o que eu gostaria de demonstrar é minha imensa satisfação ao ver jornalistas, economistas e outras personalidades de grande vulto participando e expondo o nome de instituições que defendam o livre mercado e o Estado mínimo, sem disfarces ou vergonha.
Espero que esta seja somente a primeira de muitas participações em grandes portais da liberdade como o Ordem Livre.
Um abraço!
Rei, Rei, Rei!
Por favor divulgue este filme que está estreiando.
CONVIDE OS PETRALHAS PARA VÊ-LO!
Estréia em São Paulo filme polonês sobre o massacre de KatynOfilme “Katyn” (2007), digirido por Andrzej Wajda, chega agora ao Brasil em circuito comercial. A produção mostra as consequências para 4 famílias polonesas do massacre de civis e soldados pelas tropas soviéticas na floresta de mesmo nome.
Em São Paulo, o filme pode ser assistido nas salas Espaço Unibanco, Cine Bombril e Frei Caneca Unibanco Arteplex.”
O TRAILER pode ser visto aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=xKLaCsu7ROo&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Emidiaamais%2Ecom%2Ebr%2Findex%2Ephp%3Foption%3Dcom%5Fcontent%26view%3Darticle%26id%3D144%26Itemid%3D999&feature=player_embedded
Fonte: Mídia@Mais
Saindo um pouco do assunto, mas ainda falando de caráter.
Nasceu uma menina concebida por sêmen congelado há 22 anos. A notícia está em
http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/nasceu-o-bebe-de-semen-congelado-por-22-anos-14042009-7.shl
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd1504200903.htm (para assinantes)
Devemos lembrar da recente decisão do STF sobre células tronco embrionárias e a grande pressão feita por estes defensores do aborto que se passam por cientistas. Na ocasião, estes cientistas assassinos de sangue frio afirmaram sob juramento que os embriões após três anos de congelamento não serviam mais para fecundação.
Ontem surge a notícia que uma das partes da geração de vida suportou 22 anos de congelamento e se manteve intacto. O que se pode afirmar então dos embriões humanos, seres humanos vivos embora ainda não nascidos?
Que tipo de caráter tem estes cientistas que fizeram afirmações definitivas sobre a duração da vida do embrião? Será que eles sentem algum remorso quando surge uma informação como essa?
Devemos tomar cuidado com este caráter que despreza a vida humana em nome de uma ciência sempre constestada, e no fim justificam assassinatos como o aborto, a pesquisa com embriões humanos vivos e a pílula do dia seguinte.
Além da falta de sentimentos religiosos, estes cientistas arrogantes não admitem o desconhecimento que possuem sobre a vida, como ela surgiu e como ela surge milagrosamente.
REI:
ME DESCULPE EU NÃO AGUENTO MAIS!!!
CARATER?
QUE CARATER TEM ESTE DESGOVERNO DO SR.LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA?
UM GOVERNO PODRE QUE ESTÁ LÁ AS CUSTAS DE PROPINA,SERVENTILHISMO,
LADROAGEM.
NINGUÉM VÊ ISTO OU ESTÃO COM MEDO DE DIZER?
LULA É PAGO PARA OBEDECER UMA CONTITUIÇÃO ESTABELECIDA E ESTÁ COMO QUALQUER CIDADÃO SUJEITO AS PENAS DA LEI ATÉ MESMO A CADEIA.
SE TIVER PEITO,DÊ UM GOLPE SE PUDER
MAS NÃO FIQUE DANDO UMA DE MACHO AQUI E DE MOCINHA PARA CHAVES NEM EVO.
NÃO DIZEM QUE SÓ NEGRO,POBRE,OPERÁRIO VÃO PARA A CADEIA.
OPERÁRIO NO BRASIL,É RICO?
LULA SE DIZ OPERÁRIO.ENTÃO PORQUE ELE AINDA NÃO FOI JULGADO,CONDENADO E PRESO?
PORQUE ELE AINDA NÃO FOI JULGADO
E INOCENTADO?
QUEREM ENGANAR A QUEM?
ACREDITO QUE SÓ OS ANALFABETOS FUNCIONAIS DO BOLSA FAMÍLIA,BOLSA VOTO.
ME DESCULPE REINALDO MAS EU NÃO
AGUENTO MAIS E TENHO QUE DIZER:
PORRA,EU NASCI POBRE,NUNCA TIVE,
BOLSA DE PORRA NENHUMA.
LUTEI,TRABALHEI,VENCÍ.
NÃO SOU RICO MAS SOU HONESTO.
SERÁ QUE ESSAS PESSOAS QUE ESTÃO NASCENDO HOJE,TEEM NO SEU DNA PETRALHA,O GENS DA CORRUPÇÃO,DA BANDIDAGEM,DA CANALHICE PORRA!?
BASTA! BASTA! CANALHAS FUNCIONAIS…
TC , das 10;26, a citaçao de Goethe expressa literalmente a verdade , em que pese o talento de nosso Rei:
“Em geral é o caráter pessoal do escritor, e não a arte do seu talento que lhe marca a importância aos olhos do público”.
Nani
…. de tirar o fôlego.
Muito obrigada RA.
Beijos também às suas meninas.
Rei,
Esse é para fazer uma impressão de primeira qualidade e mandar emoldurar!
Anonimo das 9;04… que coisa linda vc acrescentou para nós!
Obrigada.
Reinaldo, parabens, Grande Guardiao!!!
Nani
Livre mercado é isto, só para alguns …….
Terça-feira, 14 de Abril de 2009
Serra compra 220 mil assinaturas da Abril
A cumplicidade entre os “barões da mídia” é algo impressionante. Primeiro, as blogs de Paulo Henrique Amorim e Luis Nassif, entre outros, revelaram que o governo de São Paulo comprou 220 mil assinaturas anuais da Revista Nova Escola, publicada pela Editora Abril – a mesma que produz a Veja, porta-voz dos tucanos e do “império do mal”. Na seqüência, a denúncia chegou ao Congresso Nacional num pronunciamento contundente do deputado Ivan Valente (PSOL-SP). Apesar da gravidade do assunto, que pode confirmar o conluio entre o presidenciável tucano e a revista de maior circulação no país, os jornalões e emissoras da televisão evitam abordar o caso.
No seu discurso, o deputado Ivan Valente informou que protocolou uma representação junto ao Ministério Público de São Paulo questionando o contrato firmado entre a Secretaria Estadual de Educação e a Fundação Victor Civita do Grupo Abril para a distribuição da revista Nova Escola aos docentes da rede oficial. Ele questiona o fato da milionária aquisição ter sido realizada sem licitação pública e do governo estadual ainda ter repassado à empresa privada os endereços dos professores, sem qualquer comunicado ou pedido de autorização dos mesmos, o que é ilegal.
Contrato de R$ 3,7 milhões
“Nenhuma consulta a respeito de qual publicação melhor atenderia às necessidades pedagógicas para o exercício de sua atividade profissional foi feita aos professores. Parece mais razoável que haja assinaturas de vários títulos de revistas, assegurando a maior pluralidade possível de pontos de vista no debate educacional e a livre escolha do professor… Cabe questionar também o porque do fornecimento do mesmo título para professores de diferentes séries e modalidades, que variam da primeira série do ensino fundamental à terceira do ensino médio. Esta opção deliberada desconsidera as particularidades dos profissionais de educação”, acrescentou o parlamentar.
Segundo a denúncia, o contrato representa quase 25% da tiragem total desta revista e garantiu à empresa R$ 3,7 milhões. “Este, porém, não é o único compromisso existente entre a Secretaria de Educação e o Grupo Abril. Outro absurdo, que merece ação urgente, é a proposta curricular que reduz o número de aulas de história, geografia e artes do ensino médio e obriga a inclusão de aulas baseadas em edições encalhadas do ‘Guia do Estudante’, também da Abril. Cada vez mais, a editora ocupa espaço nas escolas de São Paulo, tendo até mesmo publicações adotadas como material didático. Isso totaliza, hoje, cerca de R$ 10 milhões de recursos públicos destinados a esta instituição privada, considerado apenas o segundo semestre de 2008”.
Para Ivan Valente, o governo tucano tem uma “preferência deliberada pela editora contratada… São claros os indícios de crime contra a administração pública. A assinatura do contrato feriu os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência, além do que feriu o princípio da supremacia do interesse público sobre o privado, na medida em que há benefícios para a Fundação Victor Civita e prejuízos aos cofres públicos. É isto que esperamos que o Ministério Público investigue, assim como solicitamos que tome as providências legais cabíveis para fazer cessar imediatamente o pagamento das próximas parcelas do contrato”.
Caro Reinaldo,
Essa posição está conceitualmente perfeita, a meu juízo. Um excepcional texto com a sabedoria que só o tempo, esforço e talento podem produzir.
Mantenha o pique com saúde por favor.
Grato.
O que me preocupa são as novas gerações, estas que estão concluindo os estudos para ingressar no mercado de trabalho. Até onde consigo avaliar, a moçada recebeu apenas doses mínimas - se é que recebeu - de toda a cultura e civilização que o país acumulou e assimilou no século XX.
Qual é a cabeça da nova geração? Foi moldada pelo politicamente correto? Pelo vitimismo? Pelo ódio ao capitalismo e à livre empresa?
De certa forma, Protógenes é o divisor de águas. Se os jovens o endeusam, concluo que “mifu” (e “nosfu”). Se não, penso que ainda há esperança.
Tio Rei,
voce é um privilegiado neste pais de mediocres, parabéns pelo texto, mais um para guardar e emoldurar guardando para os netos lerem.
Já no Rio de Sergio Cabral, o mediocre temos tiroteios par tout em plena luz do dia, o que já é um fato banal em nosso dia a dia carioca.
Burduna nelle!!!
Corrijo-me: não fez bonito, como postei, foi BRILHANTE! Parábens, Reinaldo, seu texto no Ordem Livre definitivamente impõe respeito e causa-nos admiração e orgulho.
O difícil, entretanto, é definir como as tais agências devem agir. Ou seja, retomamos o velho dilema de estabelecer a fronteira entre o controle do estado e a liberdade de mercado. O exemplo mais recente é a atual crise, que se originou da ganância de alguns, comprometendo todos.
Faltou estado?
MAGNÍFICO,caro Reinaldo!!!!!!!!!!!
Marcou,na linguagem futebolística,um GOL DE PLACA!!!!!
É o grande Jornalista Reinaldo Azevedo,com a sua inteligência e CARÁTER (coisa rara hoje em dia,infelizmente),ganhando o mundo!
Ave,Reinaldo Azevedo!
Ritter
Fez bonito!
Um pedido muito especial a você
Reinaldo, leia - por favor - o livro DOIS AMORES, DUAS CIDADES, de Gustavo Corção.
Reinaldo,
Primeiro uma dúvida: o que você considera “livre mercado”? É apenas o regime hoje chamado liberal ou neo-liberal? Os regimes econômicos anteriores (mercantilismo ou feudalismo, por exemplo) não “criavam” caráter?
Segundo, não concordo que os autores que você citou (Koestler e Orwell) não descreveram em suas obras a intenção de Gramsci. Veja essa citação de “1984″ do personagem O’Brien:
[i]““– No passado, o herege caminhava para a fogueira ainda herético, proclamando sua heresia, nela se gloriando. Até a vítima dos expurgos russos conseguia levar a rebelião selada no crânio, enquanto ia pelo corredor à espera do tiro. Mas nós tornamos perfeito o cérebro do indivíduo antes de matá-lo. A ordem dos antigos despotismos era “tu não farás”. Os totalitários mudaram para “tu farás”. Nossa ordem é “tu és”.”[/i]
E essa de “O Zero e o Infinito” na voz do personagem Rubachov:
[i]““Fomos comparados com a Inquisição porque, como ela, constantemente sentimos em nós todo o peso da responsabilidade pela vida superindividual futura. Assemelhávamo-nos aos grandes inquisidores porque perseguíamos as sementes do mal não nas ações dos homens, mas também nos seus pensamentos. Não admitíamos esfera privada, nem mesmo dentro do crânio do homem. Vivíamos sob uma compulsão, elaborar as coisas até suas conclusões finais, os nossos espíritos estavam carregados tão tensamente que a mais leve colisão causava um circuito mortal. Estávamos fadados, assim, à destruição mútua.”[/i]
este não é
só um texto
de formação
de carater.
este não é
só um texto
de formação
de caráter
do homem.
é um poema
de amor à
liberdade.
é um canção
de amor à
humanidade.
que deve ser
exaustivamente
cantada por
gerações e
gerações.
eterna.
BASTA!
Encantador o artigo. Parabéns!
Parabéns, Reinaldo.
Eu não poderia deixar de citar “Who is John Galt?” da Ayn Rand, que um grande amigo me indicou há uns 20 anos atrás.
Foi a primeira obra que me abriu os olhos para o valor inestimável da liberdade individual e os inimigos que esse precioso bem enfrenta neste mundo.
Bom Dia
Reinaldo,
P A R A B É N S!
Abrs
Ubirajara
reinaldo, quando vc vai falar de ayn rand? Ninguem conhece a obra dela no brasil e poderia ajudar o nosso pais a se modernizar. vc viu este post do ordem livre http://offsettingbehaviour.blogspot.com/2009/04/atlas-moment.html?
O brasil e o segundo pais que mais busca no google socialismo, so perde pra cuba…
Texto esplêndido. Simplesmente!
Esse eu vou imprimir e guardar na minha pasta “Para Nunca Esquecer”.
Reinaldao,
Você é genial!
Leveza, precisao e beleza.
Seus textos orgulham toda a nacao.
Anouk
ARRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASO TOTAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
FORMAÇÃO.
Parabéns, Reninaldo.
Acho que este texto deveria estar entre os que você chama de Formação.
Aliás, não sei se pensa nisto,
mas um livro com textos de Formação cairia muito bem neste momento.
Capitão.
Tio Rei.
Essa eu vou copiar, se você me permite e guardar no meu computador, passar para meus alunos para que eles leiam, principalmente aqueles que estão contaminados com essa idéia mostruosa e assassina chamada socialismo, ou comunismo, ou que outro nome assassinato em massa receba.
É uma verdadeira aula de sociologia e antropologia política, além de uma filosofia digna de um Aristóteles, Descartes e Kant.
Parabéns de este teu admirador, fã, e outros epítetos que eu possa ter de você.
Este texto teu, Reinaldo, é dos melhores e mais importantes, dentre os postados aqui.
Cotas raciais já ta virando moda. Melhor! desfile de moda. Veja essa Reinaldo
Promotora quer cota para negros em desfiles de moda
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da Folha Online
Hoje na Folha As semanas de moda de Paris, Milão e Nova York não perdem por esperar a tendência que a São Paulo Fashion Week está para lançar. De acordo com uma proposta do Ministério Público, as grifes do evento poderão ser obrigadas a cumprir cotas raciais em seus desfiles –no estilo do que já fazem as universidades públicas–, informa reportagem de Paulo Sampaio na edição deste domingo da Folha de S.Paulo (íntegra disponível para assinantes do UOL ou do jornal).
G. Prado
A modelo Emanuela de Paula, 19, afirma que o mercado de trabalho é limitado para negros
A modelo Emanuela de Paula, 19, afirma que o mercado de trabalho é limitado para negros
Desde o ano passado, a Promotoria abriu um inquérito para apurar a prática de racismo na SPFW. A ideia das cotas é da promotora Déborah Kelly Affonso, do grupo de atuação especial de inclusão do Ministério Público.
“O percentual de modelos negros no evento [em torno de 3%] é bem menor que o de brancos. O objetivo da Promotoria é fazer um acordo de inclusão social. Estabelecer um número mínimo de modelos negros a desfilar”, afirma ela.
O inquérito tem como ponto de partida reportagens publicadas pela Folha em janeiro de 2008. Naquela temporada, apenas oito dos 344 modelos que desfilaram na SPFW eram negros –2,3% do total.
No Brasil, 49,7 % da população é composta por negros e pardos, segundo o último censo do IBGE (de 2007).
link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u549446.shtml
Tio Rei,
És o Rei!
No milenar e bom mercado, o que sempre contou foi a palavra, a credibilidadade, o crédito, o “fio do bigode”…em suma, o caráter!
ALIÁS, FOI O CARÁTER CRISTÃO, A AÇÃO DA IGREJA CATÓLICA, VIA SÃO KAROL VOITILLA, O SANTO PAPA JOÃO PAULO II, QUEM SOLAPOU A TIRANIA GENOCIDA COMUNISTA DA EX-UNIÃO SOVIÉTICA!
Obs: No capitalismo selvagem, não há propriamente o mercado em “pleno emprego”: há, sim, a lei da selva, a “lei do gerson”(goixto de levarr, vantage em tudo, cerrto), onde não há muita credibilidade, muito crédito, muito caráter…MAS AINDA ASSIM, O CARÁTER DO MERCADO SELVAGEM É O CARÁTER DE UM VERDADEIRO SANTO (OU DE UM GANDHI, PARA OS ESQUERDINHAS), SE COMPARADO À “UTOPIA” SANGRENTA E CRUEL DO CUMUNISMO/SOCIALISMO E SUA ESQUIZOFRENIA, PSICOPATIA, EUGENIA, CARNIFICINA, TORTURA, BUROCRACIA, AMORALISMO, DITADURA, TIRANIA, COVARDIA, ESCATOLOGIA, SATANISMO, CRUELDADE…IGNOMÍNIA…MAU-CARATISMO…FALTA DE CARÁTER…FALTA DE NOÇÃO!!!!
HAHAHAHAHAHAHAHAHA
PETRAAAAAAAAAALHAS!
SA-FA-DOS!
OLHA O MERECADO AÍ, BANDIDOS!
HAHAHAHAHAHAHAHAHA
Similitudes.
Há sim um ponto comum entre ser libertário e trotskista, quem pretendem atingir nunca os entenderá. Catolicismo (ou qualquer outra religião), liberalismo, trotskismo, tudo tem um ar de revelação que, só aos espíritos mais elevados ou aos cérebros superiores é permitido revelar-se. Liberdade, livre pensar é só pensar.
Um saudoso amigo “de direita”, quando eu era de “esquerda” me dizia, creditando a frase ao Nelson Rodrigues: como vc pode querer uma sociedade igualitária, justa e livre, sabendo q o homem não presta?
Bom, mas isso serve p/ qualquer coisa/lado/credo/ ideologia.
Invejo tua fé na religião. Passei por esses “ismos”, nada ficou.
Sobre vc, seria como a capa da Veja, por ocasião da morte do Francis (também um ex-trotskista) “Vai fazer falta” .
Saúde, vida longa e produtiva p/ vc Reinaldo.
PRA QUEM, COMO EU, ADOROU O POST DO REINALDO:
“A liberdade não é o PRINCÍPIO estruturador da sociedade. Não é nem pode ser”. Quem disse isso recentemente? Adivinhem! Dou a dica.
Para ficar somente no que se lê ou se ouve na ou pela internet, vale lembrar o que disse, na segunda-feira, 13/04/2009, o Olavo de Carvalho no seu “talk show” (http://www.blogtalkradio.com/profile.aspx?userid=1285) sobre a liberdade econômica e a questão cultural.
Ouçam o show (True Outspeak). Como o post do Reinaldo, imperdível! O. de C. trata do assunto na segunda metade de sua palestra. A partir dos 32 minutos. Com o auxílio do mouse pode-se ir diretamente ao ponto a que me refiro. Concordando-se com ele, ou não, vale o show. É uma bela aula. Concisa e clara.
Weimar
George Osborne, do partido conservador britânico, é o ministro das finanças “shadow” do partido. Há alguns dias, pronunciou um discurso na Royal Society for the encouragement of Arts, Manufactures and Commerce (RSA). É longo, mas vale cada palavra.
http://www.conservatives.com/News/Speeches/2009/04/George_Osborne_Policy_making_after_the_crash.aspx
Vou transcrever somente o final:
The failure of the financial markets does not speak, as many on the left believe, to a wider crisis of confidence in the free market.
Instead it reminds us of the insights of much recent economic thinking.
Markets can behave irrationally. The people who make up markets can behave irrationally.
This isn’t a failure of capitalism, it is a feature of capitalism.
The issue is how do we design policies and systems of regulation that take this into account and anchor responsibility at the heart of our economy.
Lendo o discurso, entendemos porque a Inglaterra é o que é e nós somos o que somos. O nível da oposição ao governo é um sinal da maturidade de um povo.
Ah, Rei
…Vida longa às mulheres de carater, também. Muito bem representadas aqui pela Cris, Yara Chiara, Daniela brasileira insone e tantas outras…
TC
Rei, belíssimo texto. Ja havia lido no portal do Ordemlivre, e discutido ele no Orkut, na comunidade “Liberalismo(verdadeiro)”.
O Sr. como sempre, se destacando na qualidade do texto e na argumentação. Parabens!
Se possível, o Sr. poderia dar um pouco de visibilidade a portais como o OrdemLivre , ao Mises.org.br (Instituto Ludwig von Mises, de economia, que tambem defende os principios da vida, liberdade e da propriedade). Principios que estão em falta neste país…
abraços.
Caro Reinaldo, mais um texto que guardarei.
Realmente o governo petista malha seriamente o capitalismo e as agências reguladoras, mas nos porões dá o “jeitinho” neles:
Aparelhamento, balcão de negócios, partidarismo, fisiologismo, nepotismo, etc…
Acaba descaracterizando o capitalismo e o modelo das agências……e aí eles criticam novamente o capitalismo e as agências.
Zé Mané
Porra!
texto muito bom.
Assino em baixo de tudo que foi dito.
Nem parece o conservador que escreve nesse blog regularmente.
Achou exatamente o ponto que une todos nós: liberais, anarquistas, punks e comunistas (o comunismo nasceu antes de Marx,m eu caro, como vc bem deve saber, ou nao?)!
hehe!
Quem, depois desta magistral e didática síntese exposta por Reinaldo Azevedo, ainda não entendeu a relação “Estado, Sociedade e Mercado”, na formação, cultivo e corrupção do CARÁTER, a marca particular do indivíduo, eu sinto muito, não vai entender nunca e de jeito nenhum!
Que belo momento o nosso, ao seguir este caminho, que precisamos, na medida do possível, reproduzir e multiplicar, potencializando a mensagem.
Eu, em minhas modestas janelas, confesso que tudo farei.
Estamos no caminho certo, c/ a energia e forças de tantos outros.
Abraços a todos!
J.P.
A produção de bens e serviços exige muito esforço e dedicação tanto dos proprietários quanto dos empregados. A opção de ganhar a vida produzindo exige firmeza de caráter e persistência nos objetivos, mas além de sustentar o próprio negócio, a empresa paga altos impostos para sustentar a vagabundagem dos sem-caráter, que ao primeiro sinal de problemas veem “a crise final do capitalismo” e vislumbram a chegada ao poder absoluto da nomenklatura “anti-mercado”.
Se antes de posar de vestal do “novo mundo possível” em contraponto ao mercado, esses militantes do caos precisassem prestar contas do que fizeram de útil na vida como prova de caráter, haveria um profundo silêncio, a menos que se considere o parasitário, nababesco e corrupto refúgio sindical e/ou a atividade partidária demagógica e/ou o onanismo acadêmico utopista, como atividades produtivas.
Reinaldo,
Ensinava Demócrito que, aprendêssemos, ainda que só, a não dizermos nem fazermos nada ruim… e também que “o caráter de um homem faz o seu destino”. Melhor do que isto, só citando Goethe para um alinhamento mais adequado do que tens representado o signatário deste blog para muitos de nós: “Em geral é o caráter pessoal do escritor, e não a arte do seu talento que lhe marca a importância aos olhos do público”.
Parabéns e meu muito obrigado, Reinaldão
Vida longa aos homens de caráter.
Abraços
TC
Tio Rei,
Só falta comentar agora sobre a omissão do estado e o carácter.
Algo do tipo, “quando o Estado está inadimplente com o contrato social que opções há para o povo?” Direito de Resistência?
Por exemplo, adianta a alguém pobre recorrer ao judiciário para ter direitos constitucionais como a educação, saúde, habitação, trabalho, lazer e segurança?
A omissão do Estado não corrompe o caracter? Não animaliza e marginaliza o homem?
Reinaldo,
parabéns pelo artigo. A passagem “Trata-se do contraste entre o homem de caráter e aqueles que se fazem meros funcionários de uma ordem cuja única preocupação é garantir a própria sobrevivência.” é, para mim, a síntese dele. Lembrei-me de Adolf Eichmann na visão de Hannah Arendt e de tantos outros esbirros dos totalitarismos comuno-fascistas.
Abraços, Mário Fernando
Lei de imprensa: Se o repórer ou qualquer um disser: “Eu penso que aquela pessoa é um idota”, é direito de pensamento sendo expressado, é diferente de dizer “Aquela pessoa é idiota”. Pronto, cest fini, tá na boca do saci. Causa finita est. Latindo. É só usar a lógica.
Tio Rey também é cultura!
Será que vai aumentar o preço do caçau!
Enquanto isto o ‘CADE’, nada faz a favor do consumidor,e deixa o monópolio atual livremente.
http://www.lavanguardia.com.
¿Chocolate para las mates?
Científicos ingleses afirman que uno de los componentes del cacao incrementa la capacidad de cálculo
El chocolate está bueno y es bueno. Sobre todo si es negro. Se ha dicho que tiene propiedades anticancerígenas, que es cardioprotector y que incluso podría actuar como el ácido acetilsalicílico, o sea, la aspirina. Siempre que se consuma con moderación, por supuesto.
La dosis de flavonoles que utilizaron para el experimento chocolatero era de 500 mg, que son más o menos los que contiene una tableta de 100 gramos /
Kennedy, Newcastle, Universidad, Brighton
Ahora, además, un estudio británico presentado en la conferencia anual de la Sociedad Británica de Psicología, celebrada en Brighton, avanza que también es útil para las matemáticas. O mejor dicho, la aritmética. En cierta forma.
Según asegura David Kennedy, científico de la Universidad de Northumbria (Newcastle) coautor del informe, los flavonoles (antioxidantes) que contiene el cacao incrementan el riego sanguíneo en el cerebro, lo que permitiría a los sujetos que lo consumen efectuar cálculos de forma más rápida.
A propósito disso…
“Livre mesmo é só o homem que sabe que tem de lutar para conter todos os apetites que querem escravizá-lo. E essa é uma tarefa da consciência individual, não do Estado.”
… ontem escrevi o que se segue, introduzindo um texto, num espaço que ocupo aqui na Internet:
Daqui por diante só me ocuparei do individual.
O jornalista Reinaldo Azevedo, notável blogueiro, encerra a resenha do filme As Invasões Bárbaras, que faz parte da coletânea em livro dele intitulado Contra o Consenso, afirmando o seguinte:
“… se existe saída, ela está na esfera INDIVIDUAL. O coletivo nada mais é do que uma eterna luta renhida. Sem desfecho”.
Eu concordo.
E concordo numa medida tão profunda que estou decidido a parar de me ocupar com as questões do coletivo, voltando-me inteiramente para aquelas relacionadas ao individual.
Com isto quero dizer que daqui por diante me dispensarei de tentar provocar mudanças a partir do coletivo, voltando-me exclusivamente para o individual.
Estou absolutamente convencido de que estava muito certo Ludwig Wittgenstein quando dizia que a única coisa que podemos fazer para melhorar o mundo é melhorar a nós próprios.
Que texto fantástico, Reinaldo! Parabéns
Como leitora fiel, digo-lhe: isso é que é prestígio.
Como lingüista - com trema -, reverencio o autor por seu artigo.
G.
Será que até 7 de setembro, dia da Independência do Brasil, os brasileiros que ainda não se submeteram ao poder do lularápio, estarão organizados ao ponto de declarar, novamente, a independência?
Tá difícil!
Caro amigo,
Permita-me trata-lo assim, já que somos amigos nas idéias.
Sua contribuição é maravilhosa, é daqueles textos que dá vontade de imprimir e colar na porta de entrada de casa. Como uma declaração de princípios e de caráter dos moradores.
Acrescentaria uma pitada cristã : a idéia de que o mercado corrompe o caráter nasce da suposição de que é possível moldar o homem desde fora. Para a teologia cristã não é a sociedade(mercado) que molda o homem, mas o próprio que é responsável pelas suas escolhas livres, no livre arbítrio.O problema não está no mercado,está no homem, palco de todas as disputas entre o bem e o mal.
Agora foi!!
Se havia alguma dúvida que algum dia você iria escrever um artigo absolutamente inacreditável… agora foi!
Uau!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
10x
Isto nos lembra quem! quem!
o honorável senador Renan e seus métodos parecem ter muitos adeptos.
OAB de Alagoas pede afastamento de cinco deputados estaduais
O presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB-AL), Omar Coelho, enviou ao Ministério Público
Estadual novo pedido de afastamento dos cinco deputados estaduais indiciados pela Polícia Federal na Operação Taturana e que se mantêm no exercício
do mandato na Assembléia Legislativa. É a terceira vez que a entidade envia ofício ao MP com a solicitação, mas a primeira remetida ao novo procurador
-geral de Justiça, Eduardo Tavares.
Ola, Reinaldo.
Muito interessante sua opiniao, com a qual concordo plenamente. Por outro lado, sinto um grande arrepio quando percebo que os excessos de uma cultura de mercado de certa forma ameacam a propria cultura.
Explico-me com um exemplo: na City University London, onde faco mestrado em publicacao, os meus professores sao tecnicamente impecaveis - exploram a grande variedade de formatos e midia, calculam todos os descontos possiveis para a obtencao de maiores vendas e lucros, conhecem todas as estrategias de marketing possiveis etc. Entretanto, o foco nos formatos e’ tamanho que acabou-se por esquecer o conteudo. E, tal como voce escreveu, “procuram garantir a propria sobrevivencia”, ainda que nao percebam que vivem.
Percebo especialmente que muitos dos meus professores possuem um prazer estetico em vender, fizeram disso uma grande arte, ao passo que nada entendem de Kafka, Huxley ou Koestler. Mesmo nas grandes editoras, voce percebe que a grande maioria dos funcionarios, principalmente os editores e marqueteiros, sao incrivelmente inteligentes e estupidos - desempenham seu trabalho como ninguem, mas nada sabem a respeito do conteudo desse trabalho. Essa situacao toda me lembra a essencia de um livro de Musil, em que os individuos se devotam ‘a organizacao de algo cuja essencia nao tem ideia do que seja.
Magnífico. Parabéns, Rei.
Um texto desses deverá até reverter para a situação normal, petralhas ainda não totalmente contaminados pela doença chamada esquerdismo.
Quanto aos petralhas profissionais: Chorem!
Caro Reinaldo
Acho uma demasia dizer que o livre mercado inventou o caráter. Trabalhei no universo corporativo e acompanhei situações sem caráter em nome de um “coletivo”, o da empresa ou de um segmento empresarial. E, infelizmente, o livre mercado TOTAL nem sempre é idôneo.
Os livros Admirável Mundo Novo e 1984, embora falem especificamente do estado, podem também servir para o mundo corporativo atual: tudo pela produção e pelo lucro. Venda! Venda! Venda! Atualmente, ferramentas de comunicação das empresas querem criar ideologias, nas quais não existe mais o indivíduo, mas sim uma parte de um processo que vai gerar desenvolvimento para todos.
Abraços!
Reinaldo,
No seu penúltimo parágrafo, vc fala sobre a liberdade; veja o que Krishnamurti, falou a vida inteira:
Liberdade
O indiano dizia que ” a liberdade não é uma reação, nem tão pouco uma escolha. É pretensão do ser humano achar que, por ter escolha, ele é livre. A liberdade é pura observação sem direção, sem medo de punição e recompensa. A liberdade é sem nenhum motivo, a liberdade não está no fim da evolução humana, mas se encontra no primeiro passo da sua existência. Pela observação, a pessoa começa a descobrir a falta de liberdade. A liberdade é encontrada no estar atento, sem escolha, à nossa existência e atividades diárias”.
abs
Um bom texto Reinaldo, apesar de eu discordar de algumas questões. De fato, se pensarmos em moralidade moderna, não podemos ficar cegos ao mercado. Um bom livro sobre essa temática é o de Albert Hirschmann (As paixões e os interesses), que mostra como a noção de interesse (no plano do desenvolvimento do mercado) foi fundamental à domesticação das paixões, dando um sentido à idéia de indivíduo. Contudo, não vejo o Estado como um monstro a ser combatido. É inegável a importância do mercado, mas o Estado é necessário. Creio que o debate contemporâneo não precisa ficar especulando apenas sobre as virtudes ou vícios do mercado, porque às vezes tratar o mundo de forma maniquesísta forma uma visão enganosa de mundo. Creio que essa seja uma boa hora para debatermos, também, a questão do Estado, não no sentido se ele é bom ou mal, mas pensarmos o Estado que queremos, pelo qual a idéia de liberdade se concretize. Nesse caso, precisamos debater o Estado Democrático de Direito, tão jogado às traças no mundo contemporâneo.
Reinaldo, sem bajulação (porque acho essa coisa de leitor contribuinte enaltecer o blogueiro muito chata), mas o seu texto está muito bom. Parabéns. Entre os sites que leio cotidianamente está o Ordem Livre, e de uma visitinha lá nunca se sai de mãos (ou eu deveria dizer neurônios?) abanando.
Mas o que queria dizer mesmo é que o início (na verdade o inteiro foco) do seu artigo me fez lembrar da época (há longos anos atrás) em que fui operador do mercado financeiro. Por que este é um mercado em que operações milionárias, às vezes bilionárias, se realizam de boca, baseados no valor da palavra empenhada. Pensei também em leilões. Neles, um gesto sela um acordo. A assinatura vem depois.
Do nosso ponto de vista contemporâneo, anestesiados que estamos pela fúria legislante dos governos leviatãs, fica difícil imaginar um mundo onde transações se realizem primariamente com base na honra das partes. Mas a história comprova que de fato “há um outro mundo possível”, onde se respeitam as individualidades, onde floresce a prosperidade, e onde a liberdade fomenta o progresso.
Infelizmente os homens, frágeis, temerosos e mortais, procuram por um rei como o têm os outros povos, como o fizeram os Hebreus ao final do período dos juízes (1 Samuel, 8:6). Preferimos delegar a responsabilidade pela nossa própria felicidade a uma idealizada figura paterna.
Mas o que dizer dos desprovidos? Dos carentes? Dos loucos e dos deficientes? Seria o livre mercado a selva da indidualidade total que transforma o homem no lobo do seu próximo? Fica aqui a proposta para a continuação da série, analisando as relações do mercado capitalista com a moral.
Gustav T. Fechner, pioneiro da psicologia moderna, investigou um fenomeno particular. Ele acreditou que poderia estabelecer uma equação matematica que expressaria a relação entre o fisiologico e o psicologico, disse: os estimulos crescem em proporção geometrica e as sensações em proporção aritmeticas. Nesta metodologia podemos perceber em todas as areas da politica. Quanto mais regulamentação, menos o individuo percebe que ele esta sendo guiado, perdendo sua liberdade, e o estado se tornando totalitario.
Saudações
amauri
Excelente texto, Reinaldo. Precisamos mais do que nunca da afirmação dos valores que podem nos salvar das trevas. Sem o mercado, o capitalismo, a propriedade e a garantia dos direitos individuais, o que nos espera? A Sibéria ou coisa equivalente, com certeza.
Só quero deixar aqui registrada, para quem não conhece, a indicação de uma obra que, na minha opinião, sintetiza perfeitamente o horror da aniquilação do indivíduo por um Estado onipresente: Anthem, de Ayn Rand. O livro foi publicado em 1938. Depois, portanto, Admirável mundo novo mas antes de 1984. A diferença é que Ayn Rand vai ainda mais longe na exploração de sua distopia ao mostrar como a destruição do indivíduo destrói todo o impulso criativo, inclusive o que leva ao avanço científico. A sociedade de Anthem retornou à Idade Média e lá ficou, completamente estagnada.
Outra diferença importante é o tom mais otimista. E um pouco de otimismo, nos dias de hoje, é muito bem-vindo.
Grande Reinaldo, o escriba:
Permita-me usar o seu espaço para falar de um artigo do também, colunista, José Nêumane Pinto: O salário do professor e “o celular do senador”.
Um professor,paulista de Pindamonhagaba, sr.Marco Antônio, trabalhou durante 30 anos, diuturnamente, cumpriu com o seu dever de cidadão.Aposentou-se e o ano passado recebeu a miserável soma correspondente ao que gastou a filha do senador,Tião viana, PT do AC, em torno de 14.100,00.
Veja quanta injustiça recai sobre a população brasileira. A filha do Senador, em apenas 20 dias em passeio pelo México gastou aquele valor que seria depositado na conta do espoliado e exaurido trabalhador.Se não fosse o trabalho da mídia e de alguns pares opositores tudo passaria incólume. Dizem que a quantia foi paga mas, tenho cá minhas dúvidas como o resto da população.Ainda, assim, seria muito pouco porquê isto seria um assalto ao bolso da população.
Algum órgão responsável para tomar as medidas cabíveis deveria se manifestar.Fazer o quê? o homem é um senador, muito poderoso,tanto assim que forneceu à filha seu celular, pago pelo senado para a filha.Pai cuidadoso e exemplar merece todos os júbilos, principalmente dos seus pares.
Deve haver uma luta interna para ver quem menos legisla e leva mais vantagem.
É, e ainda, há quem condene um senador, que recentemente, propôs um plebiscito para fechar o senado, este nada faz senão gestos que acabam com a credibilidade do povão, principalmente.
BRILHANTE!!!
As usual…
Reinaldo, embora tudo o que você diz sobre as tiranias seja verdade, é bom lembrarmos que o papa vem insistindo com insistência insistente que a crise mundial é uma crise de valores.
Deve sair ainda em Abril sua nova Encíclica, que promete bater forte neste ponto. Era para ser publicada no ano passado, mas ele resolveu adiar e revisá-la à luz da crise. Seus discursos durante a viagem à África foram particularmente contundentes neste sentido, e não há como ver ali uma aprovação tout court à forma como o Capitalismo anda operando.
A solução? Não sei. Espero que o Santo Padre nos dê alguma luz…
Reinaldo
Só uma palavra:
Fantástico
É tão bom que deve meter medo na petralhada.
Cuidado.
Ô REINALDO, POR FALAR EM LIBERDADE INDIVIDUAL, EM ORDEM LIVRE E EM LIBERDADE DE MERCADO, QUE IMPLICA TAMBÉM EM PROPRIEDADE PRIVADA, SERÁ MESMO QUE VOCÊ NÃO VAI DAR UMA PALAVRINHA SEQUER SOBRE O ATO FASCISTÓIDE DA ASSEMBLÉIA PAULISTA, CAPITANEADO PELO SEU QUERIDINHO JOSÉ SERRA, PRATICAMENTE TRANSFORMANDO OS FUMANTES EM PÁRIAS DA SOCIEDADE, EM VERDADEIROS CRIMINOSOS, E OS DONOS DE BARES E RESTAURANTES EM SEUS CÚMPLICES. OLHA QUE É COISA QUE NEM OS ESTALINISTAS DO PT PENSARAM EM FAZER…
VAI, REINALDO, CORAGEM! NEM PRECISA BATER MUITO. SÓ UM BELISCÃOZINHO JÁ RESOLVE. OU SERÁ QUE ESTE É UM ENSAIO DE VINDOURO SILÊNCIO OBSEQUIOSO EM FUTURO GOVERNO SERRA?
Reinaldo,
Texto lapidar! Se tivesses escrito uma linha a mais terias estragado! Está perfeito e deveria ser distribuído nas escolas!
Parabéns!
REI.
COMO DIRIAM OS FRANCESES, “SUPER”!!!
MUITO LEGAL SUA VISÃO, AINDA MAIS QUANDO VEMOS NO BRASIL O DESTRAMBELHAMENTO DOS VALORES MORAIS E LIBERAIS.
ONTEM A “MADRE SUPERIORA DO LUPANAR PETISTA” FOI CONVIDADO PARA A FESTA DE UMA GRANDE EMPRESA,E, MAIS UMA VEZ, ZURROU PARA O PÚBLICO.
ESTES SUPOSTOS EMPRESÁRIOS CAPIMUNISTAS NÃO SE CANSAM DE VENDER CORDA PARA O PREJETO QUE OS ESTÁ ENFORCANDO???
Rods
http://www.Elpais.com.
No conoces aún la Sinfonía de Internet?
Suspende o habeas corpus, institui tabela preços… e faz surgir os protógenes da vida. É o mundo dos protógenes. Sem os gilmaresmendes. Há gosto pra tudo, como o petismo faz questão de sempre nos lembrar.
Peço licença pra dizer que a tirania não destrói o caráter. É impossível fazê-lo. Mas, sim, o corrói até onde pode, deixando-o no limite mínimo. Como na escravidão ou no campo de concentração; ambos, típicas criações da tirania. E faz isso tanto às suas vítimas como aos seus criadores e mantenedores. O primeiro sinal da corrosão é o endeusamento de personalidades.
Daí que entre FHCs, Serras, Aécios e Lulas, eu responder que eu gosto é da Cremilda.
Cremilda é a minha companheira e o símbolo dos meus amigos, entre os quais o Reinaldo e a d. Reinalda. É a única “tirania” a que me submeto: a dela, que também é a deles. Meus bem-quereres.
Weimar
Devemos presumir que á licitação internacional,para compra dos caças,está rigorosamente descartada.
Mas ainda falta explicar,qual o valor repassado como verba suplementar á EMBRAER,para continuar o projeto AM-X.
Assim como precisamos tomar conhecimento,qual o nome da empresa,que diz á Embraer estar associada,para continuar o projeto AM-X,e a origem da tecnologia embarcada.
http://www.claudiohumberto.com.br.
Brasil quer tecnologia bélica própria.
Nelson Jobim ministro Nelson Jobim (Defesa) afirmou hoje (14) que o Brasil procura associações estratégicas que ajudem a desenvolver uma tecnologia bélica própria.
O objetivo do Brasil é deixar de ser um comprador de armamento. Segundo Jobim.
Prezado Reinaldo:
Sem autorização, citei você e o seu livro “O País dos Petralhas”, no meu artigo:
LAMENTO, SOU UM “POLITICAMENTE INCORRETO” INCORRIGÍVEL.
http://celprpaul.blogspot.com/2009/04/lamento-sou-um-politicamente-incorreto.html
Atenciosamente.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO
http://www.celprpaul.blogspot.com
Claro, lúcido e evidente. O aparelhamento do tal moderno, mutante e intrinsecamente ignorante príncipe é uma coisa assustadora.
A orientação de prática da subversão total de tudo, do tudo que pode ser sintetizado pela palavra “sistema” em favor do tal moderno príncipe ou partido, ou seja lá o que for, se consumada, seria o retorno a um sistema monárquico pior do que o vigente na Babilônia antiga.
E, claro, o socialismo real está aí, prá todo mundo ver: Rússia, Cuba e China.
A priori, e esse impulso ao ler apenas a manchete é incontrolável, às vezes, bem, estabelecido estão normas convencionadas de escolha de parceiros para os negócios visando agregar valor às marcas, fidelizar as novas gerações de clientes, marcar presença ativa nas questões de ética ambiental, otimização do uso da energia, cuidado com os colaboradores e suas famílias, preparação e qualificação dos jovens, atenção a inclusão de minorias e ‘deficientes’ em seus quadros e por ai vai.
Não seria óbvio o desenvolvimento de mecanismos de detecção de práticas desleais e ou suspeitas por parte de grupos e empresas visando apartá-las do relacionamento comercial ?!?
Se não houvesse uma adesão coerente das empresas em torno de todas essas questões que hoje são visíveis ao público consumidor, no mínimo, pelos diversos selos de adequação ao pactuado, tais políticas acabariam impostas por cobrança da sociedade ou preferências dessa nova geração consumidora. É cristalino.
Dentro dessa perspectiva, a corrupção induzida pelo mercado é um mero segundo plano, uma suscetibilidade de curtíssimo percurso em razão do tiro no pé que uma empresa estaria dando ao camuflar atividades em contrassenso ao que preconizaria, então, a regra tácita, pela ordem do consumidor e se não bastasse da própria concorrência.
A ideologização, a personalização de uma prática empresarial que vai na contramão de sua respectiva ao nível individual deixaria de ter um nexo na medida em que um novo ’selo’, uma nova praxe, fosse cabalmente propagandeada e caísse nas graças da mídia e da sociedade.
Agora vamos ao texto, quem sabe convergiu.
Abraço.
Que beleza!
De novo, mais um pra emoldurar.
Fui um dos que viu com esperança, depois desepero, as agências serem descaracterizadas, as privatizações demonizada como “privataria” e agora a “ruína do capitalismo” delcarada.
Andamos, coletivamente, com as quatro patas, em direção ao passado: nebuloso, obscuro.
O Brasil não volta ao século XX nem no XXII: a cruz é pesada.