14/01/2009
às 5:53O LÍRICO DA MAROLINHA, LUPPI E BRIGITTE BARDOT
Ontem, o ministro do Trabalho, o sempre inacreditável Carlos Luppi, teve alguns faniquitos com as empresas que, segundo disse, estão recebendo a ajuda de “bilhões” do governo e, ainda assim, estão demitindo: “E é dinheiro público”, esbravejou. Para esse brontossauro do sindicalismo, só deveriam receber ajuda as empresas que prometessem não demitir…
Ai, ai… Fosse assim, então o Brasil deveria estatizar de vez o mercado de trabalho, não é mesmo? “Quer empréstimo, empresa? Então não demita”. Luppi não se conforma que a lei de mercado continue a existir mesmo que uma empresa obtenha socorro oficial. Com efeito, o governo não é obrigado a socorrer ninguém. Sem estímulo às montadoras, é possível que a GM, para ficar no caso mais notório, tivesse demitido mais do que os 900 e poucos temporários. Ora, será que o próprio governo acredita nesse discurso? Duvido. Mais uma vez, o que se faz é encontrar um bode expiatório para a crise: os empresários que demitem.
Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, por sua vez, jogou a batata quente no colo do governo e desceu o sarrafo nos juros — com efeito, os mais altos do mundo. O governador José Serra (PSDB-SP) fez a mesma crítica. Seriam as condições brasileiras tão piores ou tão particulares na comparação com as dos países (a maioria) que baixaram a taxa? Não vi nenhuma argumentação consistente garantindo que sim. A inflação chegou a preocupar num certo período, mas, convenham, estão dadas já há algum tempo duas condições inegáveis contra os juros altos: o preço das commodities está em queda, e há recessão nas economias centrais, empurrando para baixo também o crescimento do Brasil. Bem, até o presidente do Bradesco considera que os juros são excessivos…
“Ah, mas agora o BC cairá em si etc”. Vamos ver. Há alguns dias, o impagável Delfim Netto, comentando o que considera a demora do Banco Central em baixar os juros, deu a sua própria versão daquele belo verso de Thomas Antônio Gonzaga, em Marília de Dirceu: “As glórias que vêm tarde já vêm frias”. Segundo ele, baixar a Selic depois de tanta demora corresponde a premiar um coração apaixonado com Brigitte Badot — a de hoje, não a de 40 anos atrás… As glórias que vêm tarde já vêm frias.


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45 Comentários
rocket
-15/01/2009 às 0:16
E desde quando esses cleptopelegos incompetentes estiveram sintonizados com a realidade? E o medão de abandonar a política economica neo-liberal que herdaram de FHC e que mantem intacta, como é que fica? Cadê Maria da Conceição Tavares?
Anônimo
-14/01/2009 às 23:03
Uma pergunta: se uma empresa, ao demitir um funcionário, é obrigada a pagar uma porção de multas, indenizações, etc, um funcionário, ao pedir demissão, também não deveria ser obrigado também a pagar uma multa? Afinal de contas, se uma empresa o contratou, é porque estava precisando de seus serviços e a sua saída certamente irá causar transtornos, não é mesmo?
W.H.Kanashiro
Marcelo
-14/01/2009 às 23:01
Realmente, os “juros mais altos do mundo” (não são, os da Turquia são maiores) são mais uma jabuticaba genuinamente brasileira.
Mas vamos pensar: se fosse a única jabuticaba, seria realmente esquisito. Mas não é. Somos o país das coisas que “só tem aqui”. Basta ver, por exemplo, o ranking do Banco Mundial, o “Doing business”. Por exemplo, somos o país onde se gasta mais tempo pagando imposto. Não, não é carga tributária. É tempo mesmo. Burocracia. É preciso mais de um ano-homem por empresa só dedicado a preencher guias, estudar mudanças na legislação tributária, etc etc etc. Estamos também entre os piores no tempo para abrir uma empresa, na dificuldade para contratar e demitir, etc.
Você pode justamente perguntar: “e o que isso tem a ver com os juros?”. Tudo.
Aprendemos em macroeconomia (moderna, não a que é ensinada na Unicamp) que os juros são proporcionais à produtividade marginal do capital. Como temos pouco capital acumulado, a produtividade marginal (aquela que se acrescenta à já existente) é alta. Portanto, a taxa de juros real (após a inflação) deve ser alta.
“Mas e outros países com baixo capital acumulado? Não deveriam ter taxas mais altas?”. Sim, deveriam. Ocorre que nem todos têm a benção de ter um banqueiro central que entende essas coisas, e mantém a taxa no nível necessário para manter a inflação baixa. Aponte-me um país (um só) pobre que tenha taxa de juros baixa e inflação igualmente baixa. Não há.
Ou seja, a taxa de juros é, no final das contas, resultante das condições de um país, e não do capricho do banqueiro central. A “ousadia” no trato dessa questão, como gostam de pedir os cepalinos, costuma acabar em desorganização macroeconômica e inflação.
Luiz
-14/01/2009 às 21:52
Meu caro Reinaldo,
sei o quanto ocupa você o zelo no combate ao processo de desinstitucionalização do país. Um dos patrimônios que o governo Fernando Henrique deixou ao país foi, em matéria econômica, o tripé regime de metas, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal. Segue um texto, um tanto quanto longo, de um livro que sei você leu: “Memórias de Adriano” de Marguerite Yourcenar. Nele, o imperador reflete sobre a burocracia.
“Somos funcionários do Estado, não somos Césares”(1).
“Uma parte da minha vida e das minhas viagens foi dedicada a escolher os ocupantes dos primeiros lugares de uma burocracia nova, a treiná-los e a harmonizar o mais judiciosamente possível cada talento com a respectiva função, a abrir possibilidades úteis de emprego para a classe média de que o Estado depende. Conheço o perigo desses exércitos civis: resumem-se, em uma palavra na instituição da rotina. Essas engrenagens, montadas para durar séculos, estragar-se-ão se não forem muito cuidadas; cabe ao chefe regular-lhes constantemente os movimentos, prever e reparar-lhes o desgaste. Mas a experiência demonstra que, apesar dos nossos infinitos cuidados na escolha dos nossos sucessores, os imperadores medíocres serão sempre os mais numerosos. Oxalá reine apenas um insensato em cada século! Em tempos de crise, essas repartições bem organizadas poderão continuar a ocupar-se do essencial, a preencher a interinidade, por vezes muito longa, entre um príncipe sábio e outro príncipe sábio”. (2)
Não podemos nos deixar levar pelo relógio quebrado que acerta à hora duas vezes ao dia. O regime de metas é uma herança bendita. A autonomia operacional do BC no que diz respeito à execução da política monetária vem se mantendo a muito custo há um bom tempo. Comprometida essa autonomia, a política fiscal leniente se encarregará de enterrar a estabilidade de preços que nos legou o governo passado.
Um grande abraço do seu leitor Lineu, ou melhor, Luiz.
P.S.: Apresentei a você o meu filho Eduardo no lançamento do seu livro aqui no Rio. Coisas de pai: gostaria de compartilhar com você que ele alcançou notas para passar nos vestibulares de Direito das Universidades Federais do Rio.
(1) Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano, página 124. Editora Nova Fronteira.
(2) Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano, página 125. Editora Nova Fronteira.
Anônimo
-14/01/2009 às 19:33
Alô “Rei Naldo”!
Será que me excedi ao postar a “carta do Lula a uma empresa ade petróleo”, pois você não a publicou, se foi esse o caso, me perdoe.
Anônimo
-14/01/2009 às 18:35
Caro Rei,
Esse lupi não é aquele jornalero que puxava o saco do Brizola?
Mais um animal sem formação na cúpula e não é so educacional, também morla.
Agora este negocio dos juros é muito complicado.
Queria saber:
- Qual o empresário louco que se financiaria no sistema bancario com estos custos, quando na maioria dos casos supera o lucro das empresas.
- A unica solução viável seria reduzir todos os impostos a 15 % e que a federação e os governos estaduais se virem, o total reduzido iria para aumento geral de salários, so assim melhoraria um pouquinho a renda da população para fazer a roda girar.
Do jeito que está não é possivel, a massa salarial além de mexirica( talvez a menor da america latina)está comprometida para lá de quatro anos.
- O governo mentiroso diz que a inflação está na meta, o indice que le interesa porque na realidade já passou dos 10 %, que não será recuperada, então o povo come o paga um carnezinho a menos?
- Os juros são o cavalo de troia que iram nos ajudar a mandar o PT para cucuia. Serviria se ficasem abaixo de 2 % porem a inflação e o dolar iriam direto para a lua.
Como estos vagabundos no constribuiram com nada durante o crecimento, se apropiaram do trabalho dos outros; por en quanto como diz o chavez não tem muita culpa no que está acontecendo, vindo de fora, maisos juros e a bolha interna estorando os deixaram na bela sinuca de bico.
- Por outro lado as innovações tecnologicas que viram nos próximos dois anos nos paises ricas, nos levaram de novo para época dos dinassauros petistas bolivarianos.
Vasiliauskas' HP
-14/01/2009 às 17:29
Eu creio que o problema dos juros não está nas taxas, que deveriam sim ter baixado nos momentos de elevada liquidez internacional, ao mesmo tempo que se provocasse um alongamento do perfil da nossa dívida. Uma redução nas taxas de juros sem o acompanhamento de uma redução drástica nas despesas governamentais, seria artificial e certamente afugentaria ainda mais o arisco capital internacional, que em momentos como esse, busca essencialmente solidez e segurança.
Anônimo
-14/01/2009 às 17:14
Reinaldo, preciso o que falou sobre o luppi, o inacreditável. Só mesmo num governo como o do lulla para o luppi ter lugar no ministério. Luppi é uma cavalga dura. Caminhar com dois membros é o máximo para aquele jumento.
heróis anônimos
-14/01/2009 às 15:58
Quando a valorização das commodities e aumento das importações dos produtos primários induziu fortemente o crescimento das economias dos países emergentes, o grande Apedeuta e sua turma de espertalhões souberam se apropriar dos ganhos políticos resultantes de algo para o qual nada haviam contribuído.
Agora que entra em recessão, aquela mesma economia mundial-de que antes nada se falava-, como num passe de mágica, passa a existir- mas apenas para levar a culpa pela queda de nosso crescimento.E o quixotesco Apedeuta surge esbravejando heroicamente, para delírio da galera- ou melhor do gado!
São as vicissitudes e idiosincrasias da política demagógica e rasteira do lulo-petismo.
Já estamos até nos acostumando, já faz parte da nossa paisagem…Múuuuu, múuuuuu, múuuuu…
Robe Mendes
Anônimo
-14/01/2009 às 15:47
Reinaldao,
cuidado com a criticas aos juros…Sou economista e considero que o Banco Central vem fazendo otimo trabalho nos ultimos anos e tem provado isso com os resultados de crescimento, inflacao baixa e confianca nos ultimos anos; apesar das criticas sempre acidas….
Considero o Compom e o sistema de metas de inflacao uma instituicoes que agregam maior credibilidade ao nosso pais.
Vamos ver qual sera a decisao do copom dessa vez, mas ja estou com o compom desde o principio.
Um abraco.
Anônimo
-14/01/2009 às 15:35
Para descontrair.
> Assunto: Lula no Céu…
>
> Lula morreu e foi para o Céu…
> Chegando lá, após breve entrevista, São Pedro recomendou que ele ficasse
> quinze dias na ala dos filósofos, para aprimorar sua cultura, já que
> tratava-se de um ex-presidente.
>
> No dia seguinte, preocupado com a decisão que tinha tomado, São Pedro
> foi até a ala dos filósofos e pela fresta da janela surpreendeu Confúcio
> conversando com Lula.
>
> O velho sábio estava com uma péssima aparência, mais amarelo que nunca
> e, profundamente irritado, dedo em riste, gritando com Lula:
> - Olha Lula, é a última vez que repito:
> - Platão não é aumentativo de prato;
> - Epístola não é a mulher do apóstolo;
> - Eucaristia não é o aumento do custo de vida;
> - Cristão não é um cristo grandão;
> - Encíclica não é bicicleta de uma roda só;
> - Quem tem parte com o diabo não é diabético;
> - Quem trabalha na Nasa não é nazista;
> - Jesus Cristo morreu na Galiléia e não de gonorréia;
> - Annus Domini nada tem a ver com o cú do Papa;
> - E meu nome é Confúcio … Companhêro Pafúncio é a aquela que lhe pariu…
Marcos F
-14/01/2009 às 15:06
Mas Luppi tem Dilma, um coringa embaixo da manga (ou da melancia linguística?).
Em Janeiro, demitir temporários é norma. Faz-se todos os anos.
“Ambos os dois” estão com a purga atraz …
Anônimo
-14/01/2009 às 15:00
Tio Rei,
Fico impressionado com a quantidade de besteiras que são ditas sobre economia e a imprensa repete fielmente como se fossem grandes verdades.
O Paulo Skaf da Fiesp e até o Governador Serra esbravejam contra a taxa de juros de 13,75%. À parte o possível impacto fiscal sobre a dívida pública que não para de crescer, gostaria de saber quais empresas não ficariam totalmente satisfeitas se pudessem tomar recursos a APENAS 13,75% ao ano?
O problema não é a taxa SELIC. É o que os bancos cobram para financiar o capital de giro dessas empresas, que é no mínimo o TRIPLO da SELIC.
E quando digo bancos, incluo e começo pelos oficiais, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, seguidos de perto por Itaú/Unibanco, Bradesco, Santander, HSBC et caterva,
Por que todos esses que vivem chiando contra o Meirelles não pedem a cabeça dos Presidentes do Banco do Brasil e da Caixa, que são nomeados também pelo governo, além das do Roberto Setúbal, Pedro Moreira Salles, Marcio Cypriano, etc.?
Isso é muita hipocrisia.
Quanto à redução de impostos, especialmente do IPI, foi repassada integralmente ao mercado pela indústria automobilística. portanto, o auxílio do governo foi aos compradores, não à industria. Quem dera tivesem reduzidi muito mais e a mais setores.
Aí sim teriam feito algo de bom para evitar a recessão. Mas abrir mão de receita para incentivar a economia é Reaganomics, e isso o PT não engole…
Anônimo
-14/01/2009 às 14:32
REINALDO,
Sô MINEIRO E FALOU UAI Sô !!!
Aqui pras bandas das minasgerais, o trem tá mei doido sÔ.
Tem um tale de TCE-MG que promoveu um concurso recente( cargo de procurador), salário em torno de 20 milim (r$ 20.000,00),e ai aconteceu um negócio doido sÔ.
os ômi alteraram o EDITAL no quesito vagas só para poder beneficiar uma prima de um conselheiro que passou em 6º lugar e parece-me que eram apenas 04 vagas.
Ai junta a corjada toda das benesses e vão com o trem doido das maracutais e picaretagem…
Você sabia que Paulo Delgado (ex-deputado do pt-mg) que não VENCEU após anos e anos sendo reeleito,levou uma cadeira deste tale de TCE,o Ômi VIROU conselheiro também, por quê ?? Amigo e cumpanheiro de luta do Lula. uai sÔ !!!
Vocês se lembram do Tilden Santiago, indicado pelo Lula embaixador em Cuba, haja manguaça …
Anônimo
-14/01/2009 às 14:20
Escapou um esquizofrênico às 9:52 AM.
Anônimo
-14/01/2009 às 12:57
A alta carga de impostos divide o miseravel salario brasileiro ao 1/2.Ou seja, vc faz uma feira e a metade são impostos.Aumentando o salario e baixando impostos, aumenta o consumo, produção e empregos, gerando mais impostos.
É muito melho vender 500 bagüios ganhando 10 reau em cada, do que vender 2 ganhando 500 reau em cada.Assim pensam os EUA.
Não existe país rico com salario de fome e pagando imposto em 1/2 kg de feijão carunchado.Ou seja, até o mendigo paga imposto.Nos paises ricos e inteligentes, vc paga altissimo imposto de renda e não de produção.O sistema do br é um sistema de bêstas.he he he xxxxxxx elguajiro xxxxxxxxx
Anônimo
-14/01/2009 às 12:48
O Meirelles sempre foi a colun principal desse governo.
Só que ele se empolgou com o poder e agora não baixa os juros de birra, para dizer que manda mais que o Mantega.
Como os homens se perdem por causa da vaidade, hein?
Quanto aos empresários, se o mercado está comprador, as vendas estão crescendo, os pedidos aumentando, você admite.
Quando ocorre o contrário, você demite.
Só o Lula que fica dando aumento em meio a uma crise e inchando a màquina para empregar os petralhas, que continuam a nos roubar noite e dia.
Anonimus
-14/01/2009 às 12:48
POIS E MINHA GENTE….
A GOVERNO E A REDE GLOBO TENTAM ILUDIR O POVO,DIZENDO QUE A CRISE NAO VAI AFETAR TANTO O BASIL ….
MAS O CERCO ESTA SE FECHANDO.
O NO ESTA APERTANDO.
VOCES NAO FAZEM IDEIA DA CATASTROFE QUE ESTA SE FORMANDO!
VAMOS ASSISTIR A DISTURBIOS SOCIAIS SEM PRECEDENTES.
Anônimo
-14/01/2009 às 12:45
Não sei porque o PT ainda não pensou em Luppi como canditado. Ele é o que mais se parece com Lula: espanca o idioma a cada aparição, fala aquele monte de bobagem que o povão e a intelectualidade adora ouvir, tem orgulho da própria canalhice, é grosseiro, não tem compostura, é cercado por uma gente que…deixa pra lá. Bom, se o problema do PT é conseguir transferir para um candidato o apoio que a grande maioria dos brasileiros confere a Lula, nada melhor do que alguém semelhante ao próprio. Ah, mas ele não é do PT. A Dilma também não era. E além do mais, ele tem uma longa e emocionante história de luta abnegada em favor da crasse trabalhadora. É minha singela contribuição aos companheiros.
Li.
carlucio
-14/01/2009 às 11:32
Mais do governo do imbcil.
Luiz Alfredo Viganó
-14/01/2009 às 11:26
Caro Reinaldo, ainda não li na grande imprensa paulista quatrocentona, e em nenhum dos articulistas e analistas econômicos “isentos” nenhuma linha sobre a salvação do Banco Votorantin/BV da dinastia Ermirio de Morais que o Lulinha promoveu com o MEU, O TEU, O NOSSO DINHEIRO….
PQP quando dá lucro os caras são o máximo, as revistas fazem matérias enaltececedora (veja a revista Negócios/editora Globo “empresas de maior prestigio do Brasil”), mas qundo o bicho pega os pilantras se socorrem com a VIUVA.
Mas eles estão mais que certos, qundo a bom é bom pra eles, qundo dá prejú, o governo socorre…
Ah, minha empresinha michuruca também tá com problemas, quero socializar meu prejuizo, me ajuda Lula….
Cactus
-14/01/2009 às 11:08
O ministreco do lulla deveria nos contar quais são as empresas que estão sendo beneficiadas com o dinheiro público e quanto está sendo investindo nelas. Afinal são os nossos dinheiros, nossos impostos, e temos o direito de saber para onde estão indo.
Desta forma, ele pararia de fazer este joguinho empurrando a população contra os empresários, generalizando, como se o governo estivesse trabalhando direito mas os empresários estariam sacaneando ao demitir. O que ele quer é o povo contra a elite, a velha conversinha mole.
Resta saber se os empresários vão ficar calado e segurar o rojão.
Anônimo
-14/01/2009 às 11:07
Reinaldo, não entendo as suas dúvidas e repreensões. Ainda segunda feira, no café com o presidente, Zeus acha possível um crescimento de… 4% em 2009.
Para que se queixar?
maria, maria
-14/01/2009 às 10:57
Ué, os empresários paulistas estão reclamando?! Há algum tempo esses ilustres participavam de reuniões em que aplaudiam o monocrata pelas çábias palavras do energúmeno. Caíram em si os ingênuos moçoilos?
Ainda bem: pode ser que ´haja um resquício de inteligência; afinal, em algum lugar deve começar a (tardia) reação. Quem sabe eles movimentam a briosa zopozissão que dormita no berço esplêndido das benesses autoconcedidas?
Anônimo
-14/01/2009 às 10:51
Baixar os juros com a nossa moeda sofrendo pesadas desvalorizações é o caminho mais curto para transformar o Real em IrReal. Preservar a nossa moeda é mais prudente do que sair por aí comprando carteiras podres de bancos estremecidos. Baixem sim os “spreads” escandalosos que estufam as empresas e bancos com ganhos financeiros altíssimos. Fala-se, internacionalmente, que o Apedeuta é a mãe dos magnatas e o padrasto dos miseráveis. São os miseráveis que pagam os “spreads” escandalosos. Mas aproxima-se o dia que não vão pagar mais coisa nenhuma! A bolha brasileira vai estourar!
Anônimo
-14/01/2009 às 10:47
Reinaldo,
Que o empresariado no Brasil vá se acostumando com o jeito ditatorial do governinho que eles mesmos financiaram e levaram ao poder.
Agora já é tarde e não tem mais volta, infelizmente.
O MAL-HUMORADO
-14/01/2009 às 10:38
FATORES, ROBINSON, BRIGITTE
Fatores que contam a nosso favor:
1 - Sempre fomos um país em crise.
Sempre tivemos miseria, violencia, corrupçao, subdesenvolvimento, etc. Um pouco mais, um
pouco menos sera marola. Os preços nos supermercados ja tao altos e as pessoas so chiam
levemente: como tá caro!
2 - Ja tivemos muitas crises. Somos Phd em crises. Crise do Sarney. Todos sonhavam em ter
um distintivo “FISCAL DO SARNEY - NAO MEXA COMIGO”. Tudo faltava. Filas de leite (urina
de vaca misturado com cal). Leite tipo A, pra mais rico, tipo C (urina de vaca) pra pobre. Filas de distribuiçao de frango podre. Caçada a boi no pasto. Carrinho de mão pra levar o dinheiro pra
comprar pao. Tivemos tudo. Barulhos de maquinas ticadores pra remarcar os preços. Sabemos
como é crise. Se sabemos, o efeito será menor. É como ter ido ao destista. Voce ja sabe que o
barulho é ruim , mas a dor nem tanto.
3 - Robinson. Eu tenho uma foto do Will Robinson e da Brigitte bardot, autografada. Os dois juntos.
Comprei recentemente. Isso nao tem nada a ver com crise. Mas, quero a Brigitte Bardot assim
mesmo. Antes tarde do que nunca.Quero tambem a trilha sonora dos anos 70 , “Teach me, Tiger” com o “Wa, wa, wa, wa,
waaaaah” feito pela Brigitte. Sei que é da April Stevens, mas sempre imagino que é a Brigitte.
Anônimo
-14/01/2009 às 10:30
Reinaldo,
O MULLA devia estar no seu estado etílico costumeiro, que nem uma onda de 3m ele conseguiu ver.
Anônimo
-14/01/2009 às 10:29
O minístro do Trabalho é patético além de ser um traidor da memória do homem que lhe deu alguma visibilidade. “R”, esse Senhor deveria desfiliar-se de seu “partido” e ingressar na fileira dos vinte e cinco mil mamateiros petistas, em nome da manutenção e da ocupação geral de todos os cargos disponíveis nesta república de mensaleiros.
Anônimo
-14/01/2009 às 10:20
Sr. Reinaldo,
Não podemos confundir as coisas.
Se empresas tomam dinheiro emprestado a taxa de mercado, elas têm todo o direito de demitir É a lei de mercado.
Agora se as empresas tomam dinheiro público emprestado a taxas subsidiadas pelo povo brasileiro (ex. FAT), deveriam cumprir uma contrapartida social, devidamente negociada na concessão do empréstimo. Desta forma comparto da indignação do ministro.
Como se aplica a lei de mercado quando se recebe empréstimos (auxílios) públicos a taxas menores que as praticadas pelo mercado?
Alessandro
-14/01/2009 às 9:52
Reinaldo Azevedo,
Apesar de considerar seus textos imprescindíveis como elixires da crítica, assim como os comentários do seu arqui-rival Arnaldo Jabor, não aceito automaticamente todas as suas premissas, muitas vezes ocultas - nem as dele.
Procurei nos seus arquivos, mas não encontrei comentários do período do governo do Fernando Enrique para ter certeza de um dúvida: se ao invés de petistas, tivéssemos psdebistas ou democratas no comando, sua postura crítica em relação a fatos envolvendo o governo e seus integrantes seria tendenciosa à crítica de apoio, contrária ou neutra?
Acredito que usaria seu brilhantismo para apoiar ou no máximo se calar.
E quer saber, detesto tanto petistas quanto psdebistas e democratas, por considerá-los o que há de pior em política.
Portanto o Senhor não poderá me acusar de “aloprado subversivo”.
Respeitosamente.
ts
-14/01/2009 às 9:38
Alguns pontos:
1) O câmbio saiu de R$1,50 para R$2,30. Essa maxidesvalorização não sairá de graça e os repasses para os preços virão tão logo acabem os estoques. Essa atual calmaria nos preços é apenas momentânea;
2) A próxima safra agrícola está em perigo, seja pelo plantio menor, aliado à menor utilização dos insumos (fertilizantes, pesticidas, preparo da terra, sementes de menor qualidade, etc), seja pela provável deterioração das condições de financiamento da próxima safra (incluindo aí menos maquinário e menor eficiência na colheita), seja pelo maior custo nos transportes;
3) O governo gasta mais do que recebe. Além disso, os gastos fixos estão aumentando. Quero ver quem irá financiar o governo se o BC resolver baixar os juros. A solução via calote (disfarçado ou não) da dívida pública, reiteradamente proposta por alguns doidivanas (e.g. Bresser) e provavelmente endossada pelo Serra, terá as consequências previsíveis.
4) Não há racionalidade nenhuma na proposição de que, já que “todo mundo” está baixando os juros, nós também devemos baixá-los. E, mesmo seguindo essa analogia simples, devemos lembrar que esse “todo mundo” não inclui a Rússia, que teve que aumentar os juros.
Pedro Erik
-14/01/2009 às 9:38
Reinaldo,
Você não viu quanto fechou o IGP-M em 2008 (quase 10%)? Inflação altíssima. Não se fixe no IPCA que não considera o câmbio e está na meta do governo.
O BC tem razão!!!
O Serra sempre foi muito frágil no debate econômico. Tem um viés muito esquerdista. Lembra do tempo dele no Min do Planejamento? O FHC teve de tirar ele.
Abraço,
Pedro Erik
Anônimo
-14/01/2009 às 9:21
Dado o descompasso entre os juros básicos que o BC estabelece e o que chega aos emprestadores - empresas e pessoas físicas - na outra ponta, o problema não é tanto reduzir os juros, mas comprimir os spreads.
Anônimo
-14/01/2009 às 9:12
Prezado Rei,
A tática do Apedeuta é esta: governa fazendo críticas a tudo e a todos, até mesmo ao governo que deveria chefiar. Não assume responsabilidade de nada (não sabe de nada, não vê nada, não lê nada, não ouve nada). Por este motivo, sua aprovação entre os menos esclarecidos continua alta, porque ele critica como se as decisões coubessem aos outros e não a ele.
O que ele sempre fez na vida foi prometer, acusar, mentir, gritar (o famoso dialeto “PAMG” dos políticos em época de eleições, constatado pelo saudoso Roberto Campos). Mas, administrar, planejar, decidir, pensar, respeitar a lei e a Constituição, zelar pelos interesses dos brasileiros, defender o país diante de vizinhos inconvenientes, isto ele não sabe nem nunca soube fazer.
Afinal, como disse Orestes Quércia, o Apedeuta nunca administrou nem carrinho de pipoca.
Cris
-14/01/2009 às 9:09
Rei,
Você acha mesmo que não tem nada errado na economia de um país que PRECISA manter as taxas de juros em 13% aa?
Vamos falar sério, gente! Por que a gente NÃO PODE baixá-las? Ninguém explica.
Lula pode espernear à vontade. Enquanto o BANCO DO BRASIL E A CAIXA NÃO REDUZIREM O SPREAD, que é o que “pega” mesmo, ninguém lá em cima tem moral para chiar. Por que não o fazem? Ah, sei lá, alguém sabe?
Leio no estadão que o governo estuda punir as empresas que demitirem. Ah, que bom! Vão fazer o que? Multar? Ora, ora senhores! É melhor sair multando, quem sabe, o consumidor que não quer consumir. E não quer porque não pode, nem precisa mais comprar carro, TV e geladeira. Já compraram e agora estão pagando as 60 prestações. Simplesmente acabou o poder de compra de itens “pesados”.
Já o setor agropecuário está pedindo pelo amor de Deus, sem falar no moveleiro, têxtil e de sapatos.São setores que encolheram no governo Lula. E daí? Daí que não dá para basear o crescimento do país só em carro e geladeira, uai.
E o fator China?! Ah, aí é que mora o perigo. Sabia que não existem mais fábricas de guarda-chuvas no Brasil?! É…Não sobrou UMA, para contar a história. Negócios da China!
O Governo NÃO BAIXA A TAXA DE IMPOSTOS INCIDENTES SOBRE A FOLHA DE PAGAMENTO, nem a pau, e ainda faz ameaças? Faz-me rir!
Anônimo
-14/01/2009 às 9:08
Todos no Rio conheçem o brontossauro, ex jornaleiro que deu uma volta em seu cumpanhero mais famoso, Leonel Brizola.
Lei de merdado é coisa de capitalista né Tio Rei, portanto essa canalha que vive de salários pagos por todos nós e vem usufruindo das benesses e mordomias, continua jogando pra arquibancada ignorante deçepaiz…
burduna nelle!!!
Anônimo
-14/01/2009 às 9:00
REI.
BRILHANTE QUANDO VC AFIRMA, EM LINHAS GERAIS, QUE O APEDEUTA NÃO É O RESPONSÁVEL PELA CRISE, PORÉM, NUNCA O FOI PELA BONANÇA.
É JUSTAMENTE ISSO QUE O POVÃO NÃO SE DEU CONTA, POIS FOI INOCULADO PELA MÍDIA SABUJA, DE QUE ELE SERIA O RESPONSÁVEL PELO PERÍODO DE VACAS GORDAS QUE TURBINOU SUA POPULARIDADE.
AGORA QUERO VER O QUE A ENGENHARIA MARQUETEIRA IRÁ FAZER, MAS, LACAIOS PARA O PAPEL DE BLINDAGEM É O QUE NÃO FALTA, AINDA MAIS QUANDO AS VERBAS DE PUBLICIDADE DA QUADRILHA AUMENTARÃO ESTE ANO.
Rods
Anônimo
-14/01/2009 às 8:59
rá rá rá rá porque Lula não demi-
te Henrique Meireles que ja contra-
riou o próprio Lula que queria que
os juros baixassem??? E quem botar
no lugar??? Na verdade eles tem me
do de botar um petista e a infla-
ção explodir e assim ficarem na
pior. UM CONSELHO PRO LULA: TIRE O
MEIRELES E BOTA MERCADANTE E VERE-
MOS O QUE ACONTECE. Lauro
Anônimo
-14/01/2009 às 8:28
E você ainda diz que o ‘ômi’ é inteligente…
Anônimo
-14/01/2009 às 8:25
Rei,
O pior, além dos juros altos, são os prazos para pagamentos de impostos. Ao longo das décadas de 80 e 90, com o aumento da inflação, os governos diminuíram drasticamente os prazos de pagamento, matando da fórmula de respeitar os ciclos operacionais do giro das empresas.
OK, a inflação era alta e o caixa do Tesouro não podia financiar isto.
Agora, a inflação é baixa e cadê os 120 dias para pagar o FGTS (por exemplo) que existia até 1975 ou os 210 dias de IPI para indústrias produtoras de bens de capital?
Todo mundo foi equiparado a produtor de cerveja e refrigerante, que sempre teve 15 dias pra pagar IPI.
Estão matando as empresas por falta de capital de giro.
VR 760
Anônimo
-14/01/2009 às 7:28
A RECEITA DE LULA PARA SIFU O BRASIL:
1-LUPI CEDO.
2-TARSO GERNRO APÓS O ALMOÇO.
3-CELSO AMORIM APÓS O JANTAR.
Anônimo
-14/01/2009 às 7:16
Até o insuspeito Gustavo Franco, em entrevista recente ao Globo, considerou que há excesso de zelo na atual política monetária…
Anônimo
-14/01/2009 às 6:58
..
O Banco Central não tem condições de baixar a taxa de juros.
Se baixá-las, haverá uma saída maior ainda de dólares do pais e o valor do dólar vai para as nuvens.
..
Anônimo
-14/01/2009 às 6:49
O Bolivariano da Silva não irá abaixar as taxas de juros porque a inflação saltará mais alto do que a maxi-desvalorização que já ocorreu do Real.
Aí teremos os efeitos devastadores dos petralhas também sobre a única coisa que resta de bom que fizeram na era FHC, ou seja, a estabilidade da moeda.
A crise já está aí instalada há mais de dois meses e o Bolivariano da Silva continua com os mesmos princípios econômicos da era FHC, inclusive com o cassino financeiro que criou para seu amigo Soros.
A única medida que tomou contra a crise deve ter sido o aumento das doses de cachaça para ver se ela desaparece, se isso não passa apenas de uma idéia ruim.
O bicho vai pegar mesmo é no final de fevereiro, quando o Boliviariano da Silva for aos Cofres Públicos e ver que estará vazio para ele.