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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

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Reinaldo Azevedo, jornalista, escreve este blog desde 2006. É autor dos livros “Contra o Consenso” (Barracuda), “O País dos Petralhas I e II”, “Máximas de Um País Mínimo — os três pela Editora Record — e “Objeções de um Rottweiler Amoroso” (Três Estrelas).

Leitora conta a sua experiência na audiência pública que debateu o aborto

Por: Reinaldo Azevedo

A leitora Lorena Leandro participou daquela audiência pública em que se debateu o aborto. Vejam o método a que recorrem os abortistas..

Reinaldo, escrevo em foram de comentário porque não achei um e-mail de contato. Fui à audiência pública e conto abaixo o que presenciei: O que vi da audiência pública sobre Crimes Contra a Vida

Estive na Audiência Pública que ocorreu em São Paulo para discussão das mudanças no Código Penal com relação aos Crimes Contra a Vida. Minha motivação foram as mudanças propostas sobre a penalização do aborto. Gostaria, aqui, de contar o que vi.

Vi desprezo pela verdadeira democracia, em uma evidente manipulação para que os movimentos pró-aborto dominassem a sessão. Afinal, quais seriam as chances estatísticas de todos, eu disse TODOS, os grupos feministas e abortistas terem se inscrito primeiro do que os outros grupos, como me foi alegado? Chances maiores são de que, ou foram avisados antes de todos sobre a audiência, ou eles mesmos se mexeram para que tal audiência acontecesse.

Vi, portanto, o triste espetáculo da velha ladainha sobre liberdade feminina. Não que as feministas não possam se superar. Houve indignação porque a mulher grávida é chamada de gestante. Uma mulher, com aparência claramente indígena, incluía-se no grupo “pobres e negras” e reclamava do preconceito. Teve mulher estrangeira dando pitaco na legislação. Houve proposta de criminalizar o preconceito contra as mulheres que abortam (trocando em miúdos: coloquem quem for contra o aborto na prisão). Teve até defesa do infanticídio, e tudo isso temperado pela tão famigerada comparação: se não podemos abortar, então não comamos ovo, que estamos a matar o filho da galinha!

Foram horas de insanidade até que a primeira voz se pronunciasse contra o aborto, já com o plenário completamente esvaziado. Aí sim, ainda que vindos de poucas bocas, argumentos bem fundamentados começaram a surgir. O primeiro a falar foi o historiador e jornalista Hermes Rodrigues Nery, o primeiro também a (finalmente) citar um detalhezinho esquecido pelas feministas: o feto. Nery presenteou o ministro Dipp, moderador da mesa, com um modelo em tamanho real de um feto de 12 semanas. A indignação abortista foi geral: chegaram a dizer, com o ódio típico de quem despreza a vida, que se era para sair por aí distribuindo “fetinhos”, elas teriam levado fotos de mulheres ensaguentadas por decorrência do aborto. Sim, foi esse o nível da “discussão”.

O deputado Paes de Lira, apresentado por Dipp simplesmente como “ex-coronel”, e cuja fala aguardei ansiosamente, disse a maior verdade de todas: aquela mulherada gosta mesmo é de ditadura. Também falou um advogado em defesa da vida, indo contra todos os outros ditos advogados e médicos que defenderam, em nome da bioética e do direito, que feto não é gente.

Somente no fim da tarde tive minha chance de falar, ou de, pelo menos, tentar. Assim que me levantei, ouvi “essa aí deve ser pastora”, porque, para essa corja, ter religião é xingamento. Fui a PRIMEIRA mulher, em horas de falatório, a defender a vida. Não só a vida, como também o direito da mulher de obter informações sobre as graves sequelas do aborto. Isso despertou a ira do grupo, que se levantou e, como uma torcida organizada de futebol, vociferou em minha direção. O moderador foi obrigado a intervir para que eu pudesse continuar. Apresentei dados de estudos sérios sobre a relação do aborto e do câncer de mama, dos nascimentos prematuros e do aumento de doenças psicológicas e de suicídio entre mulheres que abortam. Aliás, os defensores da vida foram os únicos a citarem as fontes de todos os dados que apresentaram, diferentemente das feministas, que jogaram na nossa cara números fictícios a tarde inteira.

Além de mim, somente outra mulher esteve lá para defender a vida, e num depoimento emocionado e bonito, disse que a filha de 3 anos, ao olhar a imagem de um feto, já sabe dizer o que ele é: um bebê. Também me surpreendeu um rapaz bastante jovem que, numa fala muito bem estudada, citou até Aristóteles. Vê-se bem que o tipo de discurso pró-vida é muito superior àquele que nos incita à dieta sem ovo.

Mas é preciso falar, também, do que não vi. Alguém pode me dizer onde estavam os movimentos de defesa da vida? Também os representantes religiosos, onde se esconderam? Especialmente os católicos, num ano em que o tema da Campanha da Fraternidade é a saúde pública! NENHUM esteve presente na audiência. O que justifica essa ausência maciça? Se foi uma estratégia, peço que seja mudada! Incomoda-me ver que o mal sempre é mais organizado e articulado que o bem. Incomoda-me ver que os poucos defensores da vida presentes estavam decepcionados pela falta de liderança. Incomoda-me parecer que as mulheres brasileiras são representadas por aquela corja, aquela falsa maioria que certamente será noticiada na imprensa como sendo a grande defensora dos direitos da mulher.

Por isso mesmo fiz questão de estar lá, para provar que elas NÃO me representam. E tenho certeza, não representam a verdadeira sociedade brasileira. Foi um tapa na minha cara ver que poucos fizeram o mesmo. Mas também foi um tapa na cara das feministas ver que, lá mesmo, esses poucos começaram a se unir.

Lorena Leandro
25/02/2012

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Comentários

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  1. Victória

    ReinaldoXXXXXXXX na cascuda!

  2. Yume

    Eu hein..se legalizar aborto resolvesse todas as discriminações que ainda sofremos mundo á fora,as mulheres nos EUA e a Europa não estariam piores que nós.Lá situação está caótica,com a mercantilização de corpos femininos crescendo,tráfico de mulheres de países pobres,encontros-estupros(daterape),total irresponsabilidade masculina em relação aos filhos e por aí vai.É neste ponto que queremos chegar? Ou estas feminazis ainda acreditam que está tudo mil maravilhas nestes países industrializados que liberaram tal prática hedionda e defenderam até então a “liberdade feminina” pautada no hedonismo?

  3. Yume

    Eu hein..se legalizar aborto resolvesse todas as discriminações que ainda sofremos mundo á fora,as mulheres nos EUA e a Europa não estariam piores que nós.Lá situação está caótica,com a mercantilização de corpos femininos crescendo,tráfico de mulheres de países pobres,encontros-estupros(daterape),total irresponsabilidade masculina em relação aos filhos e por aí vai.É neste ponto que queremos chegar? Ou estas feminazis ainda acreditam que está tudo mil maravilhas nestes países industrializados que liberaram tal prática hedionda e defenderam até então a “liberdade feminina” pautada no hedonismo?

  4. Maria Izabel de Aviz

    Mesmo que um ser humano queira e use todos os seus esforços e tecnologia, mesmo as tecnologias mais avançadas, não consegue criar a vida em qualquer que seja a cirscuntância, mesmo o clone, não é criar a vida é copiar. Vejamos:se toma uma célula viva, se retira o material genético da mesma e se substitui por outro material genético. No entanto se a célula estiver morta não se consegue fazer um clone. Porque não conseguimos criar a vida? Porque somos criaturas e não o Criador. Se não somos os donos da vida, se não somos capazes de criá-la, se somos criaturas,respeitemos o que nos foi dado como dádiva gratuitamente, e deixemos que a vida nos ensine todo o seu mistério, dignidade e sentido de existir nesse mundo em qualquer de suas fases, etapas e desenvolvimento. Maria izabel de Aviz, Brasília

  5. HOMEM QUE AMA SUA FAMILIA

    Quanto ás igrejas…elas já foram todas compradas.

  6. HOMEM QUE AMA SUA FAMILIA

    Perfeito o texto. Eu sempre odiei o feminismo, porque ele É SINONIMO DE ABORTO E MALANDRAGEM para que a mulher só tenha direitos e deveres e transformar os homens em capachos.

  7. […] http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/leitora-conta-a-sua-experiencia-na-audiencia-publica-qu… […]

  8. […] http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/leitora-conta-a-sua-experiencia-na-audiencia-publica-qu… […]

  9. Patricia Huxley

    O problema todo não é o aborto em si… Pois como já comentaram aqui, as feministas, se fossem REALMENTE feministas e pensassem na liberdade feminina, adotariam outro discurso: o da contracepção. Exaltariam o uso de camisinhas, pílulas e de programas de governo que chegassem até aos mais pobres, levando informação e medicamentos gratuitos (pílulas anticoncepcionais e do dia seguinte). Ou por outra defenderiam a esterilização de homens e mulheres, já que as feministas gostam de extremismos. Mas JAMAIS o aborto seria pauta de debate nenhum. Seria uma ideia completamente excluída. O que vocês não perceberam é que tal discurso abortista é apenas o abrir das portas do Inferno: é a LEGALIZAÇÃO DO EXTERMÍNIO E DO GENOCÍDIO. É a CULTURA DA MORTE, imposta por regimes TOTALITARISTAS COMUNISTAS/SOCIALISTAS. Percebem? Ao se conseguir a legalização do aborto, logo em seguida virá a eutanásia, o suicídio assistido e por fim o assassinato global, deliberado e indiscriminado. É o começo de uma cultura de morte, onde a morte é reverenciada, respeitada e desejada. O avesso do valor cristão da preservação da vida. O abortismo é apenas uma manobra política que terá um alcance muito maior e devastador na sociedade Ocidental.

  10. CID PEREIRA

    Prezados REINALDO, LORENA LEANDRO e TODOS DEMAIS.
    Gostaria de esclarecer algumas confusões de alguns comentários, especialmente de Flávia, em 27/02/2012 às 21:32, o aborto, segundo o ordenamento jurídico no Brasil é crime, em qualquer circunstâncias em que ocorra. Nas hipóteses de estupro e outra, o Código Penal, apenas excepciona a pena, não o crime. Em nenhuma hipótese o aborto deixa de ser crime. O art. 128 do CP diz “que não se pune o médico” que naquela hipótese faça o aborto.
    Também, gostaria de acrescentar que sou radicalmente contra o aborto, mas entendo as mulheres que o praticam em determinadas condições. Tenho prestado serviço em instituição da amparo a gestantes em risco de abortar e verifico que muitas mulheres, crianças quase, 13 a 16 anos, gestantes já pela segunda, terceira ou quarta vez, de dois, três e quatro homens diferentes, ao se verem grávidas outra vez, só encontram uma saída, o aborto. O namorado a abandona, os pais idem, as amigas, que normalmente já abortaram, recomendam o aborto, a assitente social recomenda o aborto, o médico-ginecologista recomenda o aborto. Qual saída tem uma menina, recém saída da infância, grávida, sem recursos, sem educação, sem habilitação profissional, sem casa, sem família, quando toda a “sociedade” incentiva o sexo e o aborto. Este trabalho tem demonstrado que a menina-gestante é tão vítima quanto o nascituro, quando recorre ao aborto. No entanto a luta contra o aborto deve continuar e gostaria de divulgar o instrumento contido na página da web “http://www.curatorventris.org.br/avozdobrasil.php”. Prezados REINALDO, LORENA, FLÁVIA e todos leitores que colocaram algum comentário, peço que acessem a página acima e enviem uma mensagem aos Ministros do STF declarando sua oposição ao aborto de nascituros anencéfalos, usando o formulário contido nessa página.
    Estou sempre disponível no email “curatorventris@curatorventris.org.br” e gostaria de divulgar também a ferramenta contida na página “http://www.curatorventris.org.br/curatorventrissalveumavida.php”.
    ABORTUS NEFANDA EST CRIMINA.

  11. Anónimo

    Reinaldo,
    Parece que o min. Dipp, moderador, tem lado nessa controvérsia. Ao apresentar o deputado simplesmente como ex-coronel, queria colocar uma tacha nele, vinculando-o de alguma forma com o regime militar, como quem diz: trata-se apenas de um reacionário.

  12. Jane

    Nem sempre a vontade acompanha a possibilidade…sabendo que eu não poderia ir à audiência dizer que: sim é crime matar um ser humano já concebido, enviei diversos e-mails a instituições e pessoas, que confiei, poderem e deverem estar presentes para defender a vida contra o aborto, mas…pelo que você relata não compareceram. Também me pergunto onde estavam? Quero crer que, como eu, a vontade, também não acompanhou a possibilidade…Vamos continuar procurando nos unir, porque quando o bem deixar de ser tímido prevalecerá. Não que as mulheres que defendem o aborto sejam o mal,talvez, não tenham percebido que aquela vida que está sendo gerada tem tanto valor quanto a vida da mãe gestante, assim diz o substitutivo do Estatuto do Nascituro.

  13. Iago

    Gostaria de agradecer à Lorena, por estar presente à Audiência e, junto com tão poucos, fazer valer o direito à vida! Obrigado pelo que me toca no “rapaz bastante jovem que citou Aristóteles”. Gostaria de ter dito mais, ter sido mais positivista e menos filósofo. Mas valeu a pena mostrarmos aos Ministros e Senadores presentes que ainda na sociedade de hoje, com o valor da vida sendo subjetivado, há gente que preza por ela!

  14. Andréa

    Parabéns a Lorena Leandro! Ela sim é uma mulher que estava lá representando a maioria das mulheres brasileiras. E suas indagações são muito pertinentes: cadê os defensores da vida, que não estavam nesta audiência?

    Os defensores do aborto são muito organizados. Precisamos que quem é a favor da vida se organize também.

  15. Fernando44%

    Qual é a novidade? Para essa canalha, nem gente merece ser gente (se for opositor), quanto mais um feto? Mereceriam ter sido abortados… e, nesses casos, eu seria a favor.

  16. Newton Silva

    Gostei mesmo foi da comparação do feto humano ao ovo de galinha. Quem a traz ao debate dá licença a que se a(o) compare à galinha, que cacareja pelo terreiro só porque as outras galinhas também o fazem. Embora me sinta livre para, não vou me permitir fazer a comparação por respeito às… galinhas!

  17. Flávia

    Uma coisa que não entendo é que, sendo o embrião e o feto, seres vivos e humanos, é permitido matá-los em caso de estupro e risco de vida para a mãe. Sério, não sou pró-aborto, só que, acho que se alguém defende que o feto é um ser humano e o aborto é sempre um assassinato, então deveria ser proibido também nesses dois casos. E, imaginar levar uma gravidez adiante, que seja resultado de um estupro, ou ainda, obrigar alguém a fazer isso, me parece muito cruel. A não ser que se pense que o feto é um ser humano que não tem culpa de nada e que não merece morrer pelo simples fato de ter sido criado por meio de um estupro. Essas questões realmente me confundem. Porque em alguns casos sim e porque nos outros casos não?

  18. Luciano

    Parbéns Reinaldo pela divulgação. Parabéns Lorena pela virtude da coragem. O Espírito Santo a inspirou a escrever essa grave denúncia. Paz e bem!

  19. Cil

    Eu não tenho a menor simpatia por mulheres que fazem aborto (excetuandoando-se aquelas que optam por ele nos casos de risco a vida e estupro). Nem mesmo por elas depois terem que lidar com as consequências do mesmo. Da mesma forma, que não tenho simpatia por qualquer outro tipo de assassino.

    FILHOS PODEM SER EVITADOS! Quer ser dona do seu corpo, tem camisinha, pílulas com das mais variadas composições, etc. As feministas poderiam contribuir muito mais enfatizando isso.

  20. Flávia

    “Vi desprezo pela verdadeira democracia, em uma evidente manipulação para que os movimentos pró-aborto dominassem a sessão. Afinal, quais seriam as chances estatísticas de todos, eu disse TODOS, os grupos feministas e abortistas terem se inscrito primeiro do que os outros grupos, como me foi alegado? Chances maiores são de que, ou foram avisados antes de todos sobre a audiência, ou eles mesmos se mexeram para que tal audiência acontecesse.”

    “Mas é preciso falar, também, do que não vi. Alguém pode me dizer onde estavam os movimentos de defesa da vida? Também os representantes religiosos, onde se esconderam? Especialmente os católicos, num ano em que o tema da Campanha da Fraternidade é a saúde pública! NENHUM esteve presente na audiência. O que justifica essa ausência maciça? ”

    O segundo trecho não é respondido pelo primeiro? Ou seja, você mesma não disse que o negócio foi todo arranjado para que só os grupos pró-aborto estivessem lá, ou pelo menos estivessem em maioria?

  21. francisco

    Lorena, você já é a grande líder em favor da vida. Parabéns, não estás só nessa batalha que parece desigual. Continue que seu exército de salvação está a caminho para, de uma vez por todas, extirpar essa petralhada que se acha acima do bem.

  22. Lorena Leandro

    Voltei para agradecer primeiramente ao Reinaldo pela divulgação do texto. Acho que tem sido importante para as pessoas (inclusive para mim, com toda a repercussão do que escrevi) verem que não estão sozinhas em sua opinião e luta contra o aborto.

    Quero também agradecer tantas palavras ditas sobre mim. Mas garanto que o que fiz foi apenas uma gota no oceano, e sei que tem gente fazendo silenciosamente trabalhos muito mais corajosos! Apenas cumpri com meu dever de cidadã.

    E também queria agradecer à Cleide, que conhece minha família, e agradecer pelos “vinte e poucos anos”, que na verdade, são quase 30 :)

  23. Auri

    O partido que em tempos passados já fez terrorismo claro que vai querer defender o aborto que segundo eles feto não é gente. O aborto para o PT é fato consumado. Eu só não enetendo porque essa defesa a favor do aborto. Querer legalizar o aborto é comenter assassinto oficialmente. Então porque não defende a pena de morte para crimes bárbaros, não que eu seja a favor. O direito à vida é uma garantia constitucional e feto tem vida.

  24. Poty

    É o vampirismo vermelho em ação em busca de sangue inocente…

  25. Adilson Luiz de França

    Lorena Leandro, parabéns pela coragem de enfrentar os abortistas,realmente a igreja deveria participar desse “evento”, sua coragem deveria servir de exemplo para os omissos, continue vossa luta à favor da Vida.

  26. Kleber

    Posso dizer de maneira mais elegante para melhorar o meu comentário anterior:

    Vejam a notícia abaixo, de uma PESSOA que não teve negado o seu direito de viver, mas estaria MORTA caso se fizesse a vontade de abortistas.

    http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/americano-nasce-com-coracao-fora-do-corpo-e-unico-no-mundo-sobreviver-anomalia-4020280.html

    Este lindo garoto de 3 anos não poderia mostrar seu sorriso ao mundo, caso a mãe seguisse o conselho do médico. E tem outra: recorrendo ao aborto para qualquer tipo de complicação, estaremos limitando os avanços médicos que poderão aumentar o sucesso dos casos futuros.

  27. Sergio S. Oliveira

    De fato, é verdade o que diz esta brava mulher: o mal é muito mais bem articulado que o bem. Infelizmente…….

  28. Edivaldo Souza

    Lorena! Primeiramente meus agradecimentos e meu respeito por sua coragem e determinação! Em segundo, os defensores do aborto deveriam ser questionados! Qual seria sua reação caso esta lei já existisse a uns quarenta anos e os próprios, possíveis vítimas desta execução ? Com todas as mazelas que a vida nos traz, acredito que em muitos casos inferiores a todas as alegrias, quem em sã consciência poderia se imaginar em algum momento como vítima de um aborto? Considero a forma mais abjeta, cruel e covarde de assassinar alguém ! Qual a defesa do feto ? Qual a responsabilidade do mesmo diante do fato, seja ele qual for ? Existe violência em todos os níveis e padrões que possamos imaginar e muitas vezes a vítima só tem como recurso implorar e pedir clemência ! Qual o recurso do feto ? Ok, começamos com os fetos indefesos e depois concluímos com pessoas de orelha grande, pessoas que usam óculos, pessoas que tem a perna torta até alcançarmos o ideal a ” Raça Pura”! Ops… acho que isso já foi tentado ! Se não estou enganado era o ideal nazista !!!

  29. Flavio

    Quem quiser visitar o perfil da Dilma na Wikipédia vai achar uma informação muito interessante lá no final. Quando fala de aborto, o texto diz que Dilma é contra o aborto, a não ser nos casos previstos em lei. Temos é que abortar essa gente do poder. Mentira para eles é lugar comum.

  30. Si

    Reinaldo, eu sou mulher e não gosto de feminismo. A mulher quer ter direito de escolher o que faz com seu corpo, até aí tudo bem. Só que aborto é decisão sobre o que fazer com o corpo de outra pessoa. Filho não se pega como gripe, não é um vírus. Filho é resultado da decisão da mulher de fazer sexo. Se ela é a feministona, a liberal, que tem direito de fazer sexo com quem quiser “porque tem os mesmos direitos que o homem”, ela também tem que ser a feministona que arca com a consequencia. É fácil sair por aí exercendo o direito de fazer o que quiser com o corpo, e aí ficar histérica e culpando a “sociedade patriarcal e machista” quando vem a gravidez. Temos que bancar nossas escolhas. Quem transa sabe que pode engravidar, e sabe também que em muitos dos casos não se pode contar com o pai da criança. É certo o homem se omitir? Não é, ele tem a mesma responsabilidade. A mesma crítica que eu faço a mulher na questão “fugir da reponsabilidade” eu faço ao homem também. Só que sejamos realistas, quem engravida é a mulher. Enquanto a mulher está enjoando e carregando peso de barriga de 9 meses, o cara tá leve e fagueiro “pegando” outras. Então, que isso fique claro. Depois que engravida não adianta a mulher gritar contra machismo. Ela pode sim ter que arcar com a criança sozinha. Deveria ter pensado nisso antes, deveria ter medido as consequencias antes. Matar um bebê é acabar com a parte mais frágil desse processo todo, é covardia.

  31. Cleide Quintas

    Lorena Leandro, pra quem não sabe, trata-se de uma jovem maravilhosa de pouco mais de 20 anos, e já com uma lucidez e maturidade de dar inveja à grande maioria dos jovens de hoje. Também não poderia ser diferente: criada e educada numa família cristã, onde se respira o amor entre eles, mas,principalmente, ao próximo. Onde a generosidade e a solidariedade são a base, onde a felicidade e o respeito à vida sempre pautaram aquele lar. Era só o que se poderia esperar de uma corajosa Lorena, sem meias palavras na defesa de seus valores morais e éticos. PARABÉNS, menina-mulher!

  32. Valéria

    Ainda bem que existem mulheres como Lorena Leandro que representam a boa parte da sociedade. Essa não é uma luta contra ou a favor do aborto, mas sim contra ou a favor da VIDA!

  33. conceicao

    o que será com ás igrejas cristans! Quando acordarem será tarde para reverter este terrível afronto á DEUS, e o povo brasileiro do bem! HÀ pouco ouvi, um senhor, não sei se é padre de verdade! Só sei que os ditadores, o chamavam de padre! Fiquei triste como ele falava do PSDB! Parecia QUE ESTAVA FORA SI MESMO! Vou pronunciar algumas frases segundo ELE; estes PSDB, JÀ Não EXISTE MAIS, ACABARAM! E AGORA pADRE?? VOCÊ TROCOU O SEU JURAMENTO PERANTE DEUS, PARA FICAR AO LADO DESTES DITADORES que estão conseguindo espalharem jóios de todos tipos por este BRASIL, TERRA DE SANTa CRUZ, QUE A NASSA MâE
    APARECIDA È À PADROEIRA??? SABE PADRE, ESTE governo e esta base irresponsáveis, omissa se acham donos do nosso BRaSil!!
    Será que ás igrejas cristans, ainda não se deram conta que estamos camiando para uma ditadura?? Sò desenformados estão iludidos!! como conseguiram, enganarem até algumas igrejas CRISTANS! PARABENS PADRE JOSÈ ALGUSTO O SENHOR ESTAVA PREVENDO TUDO!! E agora o que vamos fazer para que os cristãos não se iludam!! Estes ditadores agindo sutilmente, promovendo reuniões, espalhando á legalisação do aborto! À FARÇA caiu! DILMA È FAVORÀVEL ao ABORTO!
    ,

  34. sebastiao di Paula

    Lorena vc foi corajosa, formidável, parabens pela saua atitude em defesa da vida, pena que vc disse, os defensores da da vida era em menor número, mas tenha a certeza de uma coisa, suas verdades prevaleceram, porque a verdade é como água cistalina, como a luz, a mentira e o engano são trevas que nunca podem vencer a luz, parabens que Deus continue te usando e que a verdade prevalecerá.
    Para as mulheres que defendem o aborto, elas deveriam fazer o seguinte, epere a criança nascer e depois mate-a, qual a diferença dela estar dentro do útero e depois fora dele, pois o negócio não é matar a criança, dê uma chance de ela nascer pelo menos.

  35. Flávio

    Leandra;

    Primeiramente, parabéns por sua coragem e pelo seu relato. Eu gostaria muito de ver esse debate no Youtube, para poder divulgar essas ações.
    Uma única ressalva: ao menos Paes de Lira também representa os movimentos católicos, embora, concordo com você ficaram devendo…

    Abraço,

    Flávio

  36. gilmar

    Ainda bem que existem pessoas Como Lorena Landro e seu questionamento referentes referente aonde estavam os defensores dos direitos humanos,a Igreja Católica e outros , a própria imprensa pois não i nenhuma noticia sobre isto em nenhum jornal, Lorena mostra e fala o mal é muito mais organizado e isso é muito preocupante.

  37. Sofia Maria

    Padre?Igreja?CNBB?
    É ruim hem…Eles estão preocupados é em puxar saco da petralhada e vender CD’s,isto sim.

  38. Mariana Deusdará

    Lorena, jamais poderia perder essa oportunidade de parabenizá-la por sua coragem de MULHER.

    Vejo o feminismo militante com muito maus olhos, pois é uma incoerência uma mulher militar contra a família que nasce justamente a partir delas.

    A humanidade geme! Nós não podemos cruzar os nossos braços e ver uma Lorena. A Lorena precisa de infinitas outras Lorenas para que juntas possamos anular a voz dessas feministas anti-feminina.

  39. Geraldo de Margela

    Reinaldo,

    Bom dia!
    Como sempre a Cumpanheirada nao dao tregua.
    Infelizmente o PT chegou ao poder (parabens a democracia), mas o assaltaram e de la nao sairao enquanto a sociedade de bem nao se unir e despacha-los para a oposiçao, de onde nunca deveriam ter saido.
    La eles sao Fenomenais, organizados, barulhentos, etc.
    Parabenizo a Sra Lorena pela coragem, se cada um de nos fizesse nossa parte e nao apenas reclamar que esta tudo dificil, coisas do tipo.
    É interessante quando ela questiona as autoridades religiosas: Eu diria mais, como catolico, onde estao os Cristao (catolicos, protetastes, etc) que nao aparecem?
    Em um artigo seu mais antigo questionei onde estavam os representantes de minha igreja que nao falaram nada a respeito da parada gay (em SP) quando colocaram fotos de modelos simbolizando santos.
    Ate quando nossa paciencia tera limite para esses absurdo?

  40. ROZANGELA

    Parabéns, Lorena! Parabéns, Reinaldo1 Parabéns, Veja, pela publicação!
    Rozangela Justino
    http://rozangelajustino.blogspot.com

  41. os396

    Como seria bom se a CNBB enviasse representantes à audiência para reafirmar a posição da Igreja contra o aborto.

  42. Olivia Paz

    Ah!Lorena, prepare-se para os ataques.Mantenha-nos informados!

  43. Olivia Paz

    Se necessário que nós mulheres a favor da vida articulemos, chamem-me!

  44. Alex

    Sinceramente não acho tão vergonhoso não sermos tão organizados na manifestação contra o aborto, ao contrário dos vigaristas com comando central, somos vozes legítimas com pontos de vista diversos, meus motivos para ser contra o aborto podem ser diferentes dos outros. Sou contra o aborto por ser uma questão de saúde pública, no momento que o governo legaliza o aborto vai ter que fazer no SUS, e o aborto vai virar prática anticoncepcional e não emergencial, além de aumentar os custos com saúde vai aumentar o risco para a mulher. Respeito, mas não me interessam os aspectos religiosos, mas não gostaria de ser um dos fetos abortados, o que não quero para mim não quero aos outros, não gosto de hipocrisia.

  45. […] — Ainda o aborto: também em matéria de contracepção, o Brasil é um estado-babá; — Leitora conta a sua experiência na audiência pública que debateu o aborto; — Horas antes da explosão de base na Antártida, a revelação de que governo brasileiro […]

  46. K.

    Lorena tem razão, estamos desorganizados.
    Por razões acadêmicas e de trabalho já participei e participo de discussões semelhantes, e a descrição da autora é real.
    A militância abortistas é abortistas é raivosa e agressiva.
    E desqualificam os religiosos sistematicamente.

  47. João Labrego

    Somente para finalizar, aqueles que se surpreendem com o enorme barulho que fazem os esquerdistas, saibam que nos anos 60 e 70, devido à liberação sexual, muitos filhos vieram ao mundo e foram criados em famílias desestruturadas e até mesmo disfuncionais.

    Uma grande safra de cidadãos desajustados foram criados e formados por esses “pais” e hoje parece-nos que são até mesmo uma maioria porque são os que mais gritam por mamadeira e chupeta da parte do Estado de Direito.

    No íntimo desses filhos há o sentimento de que nós, de hábitos direitistas, somos os filhos mais amados pelo pai ao passo que eles são os deserdados do amor do pai por não conseguirem agir socialmente segundo nossos hábitos.

    Por esse motivo, eles buscam intensamente a aprovação do papaizão Estado enquanto que nós, de hábitos direitistas, não entendemos essa necessidade pungente neles visto que sem nos darmos conta essas necessidades já estão satisfeitas em nós ou nunca se manifestaram porque nossa vida transcorreu satisfatória do ponto de vida de nossas necessidades psicológicas e físicas.

    Um esquerdista é um sujeito insuportável justamente porque não entendemos a necessidade que o move para raciocinar da maneira que raciocina.

    Precisamos fazer um curso de Psicologia para entendê-los mas quem é que tem tempo e recursos para isso?

    O jeito é recorrermos sempre ao bom e velho preconceito para tentarmos ao menos separar nossos filhos desse tipo de companhia social mas a palavra preconceito vem sendo demonizada justamente pelos esquerdistas para que não tenhamos outro recurso social para educarmos os nossos filhos.

    Acreditem: a quem interessa a demonização do preconceito? Ao ajustado social ou ao desajustado social?

    O ajustado social, por falta de motivos emocionais que o faça mudar de ideia nem se dá ao trabalho de mudar a sociedade ou ao menos tentar mudá-la.

    O desajustado social já tem motivos de sobra para mudar a sociedade alçando suas fraquezas e debilidades à categoria de força moral e coragem, ou seja, seus vício transformados em virtudes e as virtudes alheias em vícios.

    Sei que é difícil compreender a fundo essas idéias pois nós mesmos não temos consciência de por que somos assim ou assado mas, eu precisei entender essas coisas nestes últimos 12 anos, precisei tornar consciente esse processo de formação do indivíduo justamente porque sempre fui um desajustado social que passou a vida se esforçando para ao menos parecer um ajustado social.

  48. belmiro goncalves do nascimento filho

    meu caro reinaldo, fico pensando nas pesquisas e no proprio censo realizado pelo ibge, nos numeros sobre religiao. se a maioria ai no brasil sao cristaos de varias religioes, essa minoria devem ser ateus, concorda? a dilma mesma em plena campanha foi ao batizado do neto, se nao me engano. eu ja postei aqui quando ela se elegeu que esse assunto voltaria a pauta e seria liberado o aborto ai no brasil. quem pratica qualquer religiao, seja ela catolica, evangelica ou espirita nao pode ser a favor do aborto. sendo assim o brasil e um pais nao religioso e sim hipocrita.

  49. João Labrego

    “Primeiro, os petistas vieram buscar os tucanos, mas, como eu não era tucano, eu me calei.

    Então, quando vieram me buscar… Já não restava ninguém para protestar.”

    He, he… Esse texto provoca-nos um certo mal-estar mas acreditem: não é pelos motivos que acreditamos e sim, por algo muito mais infantil e em nós do que imaginamos.

    Esse algo muito mais infantil chama-se medo do abandono e contra esse medo infantil fomos desenvolvendo uma série de crenças e valores a fim de isolarmo-nos dele.

    Essas crenças e valores foram a família, a religião, o trabalho como diferencial de valor pessoal, ou seja, vale mais quem trabalha mais e/ou ganha mais, etc.

    Pessoas que não conseguiram internalizar em si esses valores acabam sendo vítimas do medo do desamparo sem o saberem pois este medo se manifesta na forma de uma sensação e não de um pensamento, que obriga a pessoa a procurar seus manos, seus amigos, sua tribo, seus correligionários, etc.

    Já as pessoas habituadas à um ambiente familiar nem sequer se dão conta de que esse medo existe nelas pois ele é muito pouco provocado nelas a não ser quando sente que a empresa onde trabalha vai mandá-lo embora.

    Quando somos despedidos de uma empresa sem o esperarmos ou sem o desejarmos, sentimos as dores desse medo do abandono que sempre passou desapercebido de nossa consciência e de nosso íntimo.

    Acrescento também que pessoas que valorizam a vida familiar tem pouca necessidade de vida social ou de um círculo de amigos do peito.

    Quem precisa de amigos do peito é justamente pessoas que não tem vínculos familiares e, por esse motivo, por se acharem mais humanas que as outras, já que seu suposto amor ao próximo é mais visível socialmente do que nosso amor ao próximo pelos nossos familiares, julgam-se no direito de chamar-nos de egoístas e insensíveis.

    Acreditem: o esquerdista não é contra tudo que há de bom na sociedade porque ele quer ser do contra.

    A verdade é que ele teve uma criação diferente dos demais e como nossos avós diziam: quem cria galinha terá galinha, quem cria porcos terá porcos e quem cria gente terá gentes.

    O problema maior é saber como criar gente compatível com o que há de melhor na sociedade.

    Mas como saber o que há de melhor na sociedade? Simples. Tudo aquilo que lhe causa raiva é o melhor pois essa raiva é oriunda da inveja por sentirmo-nos inferiorizados quando não conseguimos aquilo que invejamos.

    A inveja deveria ser em nós um termômetro daquilo que ainda não realizamos mas desejamos no íntimo realizar e não é odiando a coisa desejada que esse desejo passará.

  50. João Labrego

    Dando sequência ao meu comentário anterior, a intenção da esquerda com suas defesas aos temais mais indefensáveis possíveis é justamente abalar nossa capacidade de convicção sobre aquilo que achamos certo e já estamos habituados.

    A palavra-chave aqui chama-se hábito: segundo Einstein é mais fácil quebrar-se o núcleo de um átomo do que quebrar um preconceito, que também poderíamos estender para hábito.

    Se, por exemplo, me perguntarem hoje o que faz um homem feliz eu diria sem pestanejar que é o trabalho, o casamento, o dinheiro e sua família.

    Já um esquerdista achará que é seus amigos e o bem-estar social.

    Eu venho de uma família que, apesar de estruturada, era disfuncional onde nem pai nem mãe funcionavam exatamente como pai e mãe, funcionando mais como irmãos mais velhos que às vezes pareciam mais irmãos mais novos.

    É claro que sempre senti um certo mal-estar diante das pessoas mais bem-nascidas e bem-criadas do que eu mas nem por isso eu as odiei.

    Muito pelo contrário, sempre quis me sentir como eles se sentiam mas não conhecia o caminho para isso.

    Para mim, quem deseja intensamente um suposto bem-estar social para os outros é porque sente esse mal-estar em si mesmo devido à sua origem familiar.

    Sei o quanto é doloroso a gente ser um desajustado social mas nem por isso o caminho da superação passará pelo ódio aos ajustados sociais.

    Quanto mais odiamos os ajustados sociais mais nossa vida torna-se impossível de tornar-se feliz pois passamos a odiar justamente aquilo que intimamente tanto desejamos para nós.