07/11/2009
às 5:11Indicado para missão americana no Brasil é vetado
No Estadão:
Sob pressão do lobby cubano-americano, o senador republicano George LeMieux bloqueou na noite de quinta-feira a nomeação de Thomas Shannon para a embaixada americana em Brasília. A tropa de choque cubano-americana do Comitê EUA-Cuba Democracia opõe-se à política de aproximação com Cuba implementada por Shannon na função de secretário-assistente para Hemisfério Ocidental no Departamento de Estado. Os cubanos-americanos ficaram particularmente irritados com a suspensão do veto a Cuba na Organização dos Estados Americanos, neste ano.
Arturo Valenzuela foi confirmado e deve assumir ainda este mês o cargo ocupado atualmente por Shannon, que é o principal posto diplomático para América Latina. Professor da Universidade Georgetown, o chileno-americano Valenzuela é bastante próximo da secretária Hillary Clinton e tinha bom relacionamento com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
O veto de LeMieux a Shannon foi uma surpresa. Na quinta-feira, a secretária de Estado Hillary Clinton telefonou para o senador Jim DeMint e garantiu a ele que os EUA reconheceria as eleições em Honduras no dia 29. DeMint acusava Shannon e Valenzuela de serem muito lenientes com o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e com outros partidários de Hugo Chávez. Com essa garantia, DeMint tirou o veto à indicação de Shannon e de Arturo Valenzuela, que mantinha desde julho.
O Senado preparava-se para aprovar a nomeação dos dois por unanimidade, quando LeMieux anunciou que bloqueava Shannon. Valenzuela foi confirmado e deve assumir ainda neste mês o cargo - principal posto diplomático para América Latina.
A política americana para a região está acéfala há meses e a principal embaixada da região está vazia. A ausência de um embaixador em Brasília e do secretário-assistente para a região está atrasando a visita de Barack Obama ao Brasil e outros países, provavelmente Chile, Uruguai e Colômbia. Aqui
Tags: EUA


Conferência sobre Mudança Climática em Bonn termina sem avanços
Cientistas batizam nova espécie de aranha em homenagem a Lou Reed
Rebeldes criticam a ONU após novo massacre na Síria
Barcelona vence título na despedida de Pep Guardiola









Deixe o seu comentário
Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.
» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA
3 Comentários
Oh, Bama!
-07/11/2009 às 11:23
Os “barbudinhos” do Obama estão começando a perceber que a coisa lá em cima é diferente…
jcafonso
-07/11/2009 às 10:37
Reinaldo,
Crescem os rumores que a Secretaria de Estado estaria debilitada por uma enfermidade.
Nao confirmam. Mas a noticia cresce.
Hoje, o Senado Americano vota o Health Plan. Favas contadas para Obama, dizem os analistas.
Abre caminho para a Energy Bill a Immigration Bill, para os quais o governo ja conta com os votos necessarios, tambem.
Sera?
Olhos no Senado, apesar da possibilidade de adiamento.