O texto abaixo também foi publicado no dia 28 de outubro do ano passado:
O desastre do celibato: São Pedro tinha sogra!
O celibato sacerdotal na Igreja Católica foi instituído no ano 390 — portanto, a Igreja viveu quase quatro séculos sem ele. Sei que vou entrar numa pinima danada. Já me bastaria o ódio dos que chamo partidários da “escatologia da libertação” (que, de teologia, não tem nada). Talvez vire alvo, também, dos conservadores. Ok. Como diria Padre Vieira, “pelo costume, quase se não sente”. Adiante: o celibato é matéria apenas de interpretação, nada mais. Torná-lo uma questão de princípio, como é a defesa da vida — e, pois, a rejeição ao aborto —, é superestimar uma (o celibato) e rebaixar outra (a defesa da vida).
Na minha Bíblia — e na sua também, leitor amigo —, São Pedro tem sogra. Sei que sou aborrecidamente lógico às vezes, mas é de se supor que tinha ou teve uma mulher: “E Jesus, entrando em casa de Pedro, viu a sogra deste acamada, e com febre. E tocou-lhe na mäo, e a febre a deixou; e levantou-se, e serviu-os”. Está em Mateus, 8:14-15.
Na Primeira Epístola a Timóteo, ninguém menos que São Paulo recomenda:
“Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar. Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento” (I Tim, 3:1-3).
Os defensores radicais do celibato pretendem dar a estas palavras um sentido diverso. Desculpem. Trata-se de forçar a barra. Na seqüência, São Paulo não deixa a menor dúvida: “Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia. Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?)” (I Tim, 3:4-5). Não quero ser ligeiro. Sei bem que há outras passagens que endossam o celibato. Mas fica claro que se trata de uma questão de escolha, sim, não de fundamento; trata-se de uma questão puramente histórica, não de revelação.
O celibato pode ter sido útil em tempos bem mais difíceis da Igreja. A dedicação exclusiva à vida eclesiástica pode ter feito um grande bem à instituição. Mas é evidente que se tornou um malefício, um perigo mesmo, fonte permanente de desmoralização. A razão é mais do que óbvia. A maioria dos padres, é possível, vive o celibato e leva a sério o seu compromisso. Mas é claro que o sacerdócio também se tornou abrigo de sexualidades alternativas, que não têm a mesma aceitação social do padrão heterossexual. E que se note: também existem desvios de conduta de padres heterossexuais.
Poderá perguntar alguém: pudesse o padre casar, a Igreja estaria absolutamente protegida de um adúltero, por exemplo? É claro que não. Mas não tenho dúvida de que estaria muito menos cercada de escândalos. Talvez se demore mais um século até que isso venha a ser debatido, sempre no tempo da Igreja Católica, que não é este nosso, da vida civil. Mas é importante que os católicos, em especial aqueles que não aderiram a heresias marxistas, comecem a pensar que o celibato não compõe o núcleo da doutrina cristã ou um fundamento do catolicismo. Foi, num dado momento, a escolha de uma forma de organização. Que, hoje, traz mais malefícios do que benefícios.
Sou o primeiro a considerar que a Igreja não tem de ceder a todos os apelos da, vá lá, modernidade, abrindo mão de seus princípios. Só que falta provar que o celibato é um princípio. Não é.
De fato, a obrigação de um sacerdote deveria ser outra, como queria São Paulo: “Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar.” A obrigação deveria ser o casamento, não o contrário.









Para reflexão:
Mt 19,12.
“Porque há eunucos que são desde o ventre de suas mães, há eunucos tornados tais pelas mãos dos homens e há eunucos que a si mesmo se fizeram eunucos por amor do Reino dos céus. Quem puder compreender, compreenda.”
Mt 19,27-29.
“Pedro então, tomando a palavra, disse-lhe: “Eis que deixamos tudo para te seguir. Que haverá então para nós?” Respondeu Jesus: “Em verdade vos declaro: no dia da renovação do mundo, quando o Filho do homem estiver sentado no trono da glória, vós, que me haveis seguido, estareis sentados em doze tronos para julgar as doze tribos de israel. E todo aquele que por minha causa deixar irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos, terras ou casa receberá o cêntuplo e possuirá a vida eterna”.
- Sacerdote não é para qualquer homem. Mas sim, para homens que creem verdadeiramente e unicamente em Jesus Cristo, Nosso Salvador com o Pai e o Espírito Santo. Amém.
Também não entendo a insistência da Igreja no celibato. Já li que o celibato teve início porque a igreja não queria que os padres tivessem prole e, com isso, ajudar a dispersar os bens da Igreja.
Não sei se é veraz…
Porém, a Igreja, com a sua insistência, mais perde do que ganha. Não é à toa que as igrejas que permitem o casamento estão cheias de “pastores” e a católica fica à cata de padres.
O que aconteceu? O nível moral e cultural dos padres caiu absurdamente. Como a Igreja precisa de pastores a todo custo acabou aceitando qualquer um.
São Paulo viveu o celibato. Não há notícias de que ele tenha sido casado. A Igreja nunca tratou o celibato como dogma. Ela simplesmente é realista: administrar os sacramentos, pregar Sua Palavra, ser missionário, enfim, ser 100% sacerdote ou religiosa com vida consagrada, exige dedicação do tempo exclusiva às coisas de Deus. Nada garante que as vocações irão aumentar com o hipotético fim do celibato, de modo que a necessidade de missionários persistiria. Até mesmo protestantes que foram à África se fizeram eunucos por amor ao Reino dos Ceús.
Caríssimo Tio Rei,
A abordagem que você está fazendo sobre este assunto tem o seu valor, mas ao analisarmos quais consequências o fim do celibato traria a Santa Madre Igreja podemos ver que não mudaria a atual situação da Igreja que tem uma enorme carência de Padres. Para aqueles que são casados e querem servir a Cristo podem escolher o diaconato permanente, basta pesquisar e veremos que não há uma enorme procura por este ministério.
O sacerdócio pode ser analisado como a prefiguração da vida celeste, só que servindo a Cristo na terra: “Na ressurreição, os homens não terão mulheres nem as mulheres, maridos; mas serão como os anjos de Deus no céu.” Mt 22,30
Bruno Ribeiro
Existe uma (entre N sobre a Igreja) teoria da conspiração de que a Igreja instituiu o celibato para ficar com a “herança” dos padres (!!!). Ver comentário do anônimo das 7:07 AM.
Em todas as ordens religiosas (capuchinhos, beneditinos, carmelitas, jesuítas), a pobreza é voto obrigatório, ao lado da obediência e da castidade.
Como é que a Igreja obriga a castidade e celibato para herdar a pobreza desses religiosos?
Apenas os padres diocesanos não fazem voto de pobreza. A Igreja ficaria então com a riqueza deles. Partindo do princípio que esses padres acumulam grandes fortunas.
Não há o menor fundamento nessa afirmação. Apenas preconceitos anticlericais e nada mais.
Messias
Olá Reinaldo. Sou protestante (batista), mas já fui católico (até fiz 1ª Comunhão). Estou sempre lendo seu blog, mesmo não comentando muito. Bem, prefiro me definir como cristão, porque podem existir diversos nomes de igrejas, mas Jesus Cristo é um só. Sei que cada igreja, ou denominação, ou seita cristã, tem seus defeitos e virtudes. Por exemplo, se na igreja católica existe esta imagem de queda moral e desvio sexual que você cita, nas protestantes existe a questão da falta de ética com dinheiro ou com negócios, como você e vários outros noticiam (e eu concordo). Mas da mesma forma que a maioria dos padres é honesto em sua conduta, o mesmo se aplica aos pastores de diversas denominações evangélicas: são sérios e cumprem com seu chamado ao ministério do evangelho de Cristo (mas a imagem que fica gravado na mídia é aquela da pequena parcela ruim, que acaba sendo notícia). Gostaria de saber sua opinião: você acha que houve mérito no movimento protestante (pela igreja ser como era na ocasião), que culminou com a proliferação das igrejas evangélicas vistas hoje e até mesmo legou a igreja católica a algumas mudanças no decorrer do tempo? E acha que existe a possibilidade de ocorrer algo parecido atualmente dentro da igreja católica, tendo em vista esta dificuldade que a mesma tem de debater e realizar mudanças? Um abraço!
Para o perito das 9:08 AM
Êita “inconsistências” que agradam gente esclarecida!
O célebre e talvez o maior escritor francês,Voltaire, crítico do Cristianismo,disse que dentro de cem anos o Cristianismo desapareceria. Cinqüenta anos depois da sua morte, acorrida em 1778, a Sociedade Bíblica de Genebra estava usando o seu prelo (grande máquina de imprimir) e a sua casa para produzir grandes pilhas de Bíblias. Imperadores romanos e intelectuais iluministas e positivistas tentaram calar o Cristianismo,mas o tiro sempre saia pela culatra:O número de cristãos sempre aumentava.
Alguns dados sobre a influência da Bíblia em algumas mentes brilhantes:
A Bíblia é o livro mais lido, mais vendido e mais traduzido ( para mais de 1.000 línguas e dialetos). Nietcsche, crítico do Cristianismo, ficava intrigado com o fato de os escritores neotestamentários conseguiram, mesmo não sendo escritores profissionais, que os seus textos chegassem a todas as partes do mundo. O texto bíblico sempre despertou o interesse dos homens, desde o mais humilde operário até o mais bem sucedido acadêmico ou estadista. Ciro, o grande, Constantino,Agostinho de Hipona, Tomás de Aquino, Gutenberg ( publicou a primeira edição da Bíblia pelo novo sistema), Leonardo da Vinci ( entre suas principais obras está a Santa Ceia); Erasmo de Roterdã ( Um dos maiores eruditos do Renascimento, a Bíblia sempre freqüentou suas obras), Nicolau Maquiavel ( Um dos maiores pensadores do Renascimento, comungava de muitas idéias de Agostinho e cita a Bíblia com reverência na sua principal obra, O Príncipe.), Nicolau Corpênico ( Um dos maiores astrônomos da história, foi matemático,clérigo católico e defensor das idéias bíblicas ),Michelangelo Buonarroti ( o maior escultor de formas humanas em toda a história da Arte: “Pietá- O cristo morto no colo de Madonna”, “O impressionante Davi”, “Moisés” – esculturas- e “História da Criação” , pintada no teto da Capela Sistina, são suas maiores obras.); Sir Isaac Newton( um dos maiores gênios da história, com apenas 25 anos de idade, foi eleito membro do Trinity College, desenvolveu as famosas Três Leis do Movimento, Homem de Ciência e Fé, esse ilustre criacionista foi muito claro em afirmar suas convicções: “Devemos acreditar que há só um Deus ou Monarca Supremo a quem devemos temer, guardar suas leis e lhe dar honra e glória. Devemos acreditar que ele é o Pai de quem provêm todas as coisas, e que ama a seu povo como seu pai.” Poderia ainda citar dezenas de grandes homens que mudaram a história da humanidade e que foram amantes e defensores da Biblia como, por exemplo, o físico Blaise Pascal, o líder negro M. Luther King Jr.; o grande estadista Abraham Lincoln; os eruditos cristãos:Justino Mártir, Tertuliano, Orígenes, Atanásio, Ambrósio, Jerônimo, Beda, o venerável; João Wycliffe, Martinho Lutero, João Calvino, Comênio, foi pastor, escritor e professor, considerado, “ o pai da educação moderna”; John Wesley, Charles G. Finney, entre outros.
Além de estar presente nas obras dos grandes acadêmicos e artistas plásticos listados acima, as Sagradas Escrituras aparecem de modo abundante nas obras dos maiores literatos da história: Dante Alighieri, Goethe, Dostoievski,Vitor Hugo, Daniel Defoe, etc. Já foi dito que se todos os exemplares da Bíblia fossem queimados, ela seria reconstituída em curto prazo em virtude de seus livros estarem citados na maioria dos clássicos da literatura mundial.
E só para responder à ignorância de alguns protestantes que fingem não saber qual o culto que a Igreja Católica presta aos santos, nós VENERAMOS os santos. Ninguém “adora” santo nenhum, nem a Virgem Maria. O culto de adoração só é prestado à Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.
Procurem se informar melhor da doutrina católica, dada por Cristo, ao contrário da doutrina (ou falta dela) de vocês, dada por Lutero, o cara mais equilibrado e coerente da história da humanidade… tsc tsc tsc, que tristeza…
Diaconato permanente….
Reinaldo:
Essa discusão do celibato contem um vicio de origem: uns sao a favor e outros sao contra, como se fossem antagonicas. Os catolicos imaginam que os sacerdotes so podem ser celibatarios. Ja os protestantes pensam os pastores unicamente casados. Mas na tradição cristao oriental ou ortodoxa as duas tem espaço: existem padres e ou monges celibatários e padres casados, mulher e filhos dentro da igreja. Claro que a maioria do clero é composta de padres casados. Isto tem sido assim no oriente cristao desde os tempos apostolicos, nao se trata de oportunismo, nem de marketing muito menos de modernismo!!!!! mas de tradiçao.
Ora a vida celibataria ou é vocaçao ou nao é nada.
Os que querem ser padres acredito até que tentam…mas sem vocaçao a institucionalizaçao do celibato é uma violencia o que resulta em amores clandestinos, hipocrisia e no final os fieis sofrem com os vergonhosos incidentes quase que diarios dos que se escondem atras do celibato. A condiçao de celibatario nao e sinonimo de homem solteiro nao, este nao tem compromisso com ninguem…
Pesquisem quando o celibato na Igreja romana foi estabelecido? com que finalidade? que o decretou? verifiquem como funcionam as igrejas ortodoxas.
No final das contas Abraao, Noé, Moises, Isaac, Jacó os profetas, a maioria dos apostolos eram casados (o grupo dos seguidores de Cristo era composto dos familiares, mulhers e filhos dos apostolos)
Pelo lado dos celibatários existiram uma infinidade de celibatarios: Jesus, S. paulo, Estevao, S. Joao batista , S. Joao Apostolo, martires (homens e mulheres)
Portanto o estado civil nunca foi obstaculo nem para a santidade nem para o exercicio do sacerdocio. Sempre comportou as duas opçoes. Fora disso insistir na exclusao de uma das alternativas é violentar os fatos historicos. Insistir como faz a Igreja catolica, fechando os olhos para a gravidade dos problemas que suscita esta disciplina é abalar a fe do rebanho que sofre as consequencias das dificuldades de lidar com a sexualidade….infelizmente.
quantos ex-pdes existem no mundo hoje? calcula-se em 130.000 (dos que sairam para casar) e quantos quase padres (alunos do 4º ano? e do 3º? e do 2º? e do 1º?) e dos que desistiram antes de entrar?
Quantos bons sacerdotes, bons cidadaos , bons pais de familia? quantos bons testemunhos de familia, ficaram pelo caminho? quem perde com isso?
nao é cúplula, mas os fieis!
uma pena! vai levar muitos anos para mudar.Esse celibato obrigatorio nao funciona…todo mundo sabe disso.
APA
Cristo se encarnou. Ou seja, assumiu nossa condição humana e se inseriu no tempo.
Deus escolheu um povo e uma época para anunciar a Boa Nova. A Igreja nascia. Não somente Pedro, mas muitos outros deveriam ser casados, pois foram chamados no estado em que estavam. Os escritos de Paulo, em especial, nos mostram os problemas PASTORAIS resultantes e as soluções que FORAM SENDO adotadas. Nas orientações de Paulo nota-se claramene a preferência pelo celibato e a virgindade. Preferência que em nada desmerece a casamento.
Deus alçou o matrimônio a sacramento. Mostrou que seu valor vem desde “o princípio”. O mesmo Paulo comparou a união do homem com a mulher à união de Cristo com a Igreja.
A menção da sogra de Pedro na Escritura mostra a seriedade da Igreja; que ela não adapta as Escrituras, mas recebe a doutrina nelas presente integralmene.
Alías, para a Igreja católica não vale o princípio de Lutero “Solla Scriptura”. A tradição oral, antedece as Escrituras, especificamente as do Novo Testamenteo. Para a Igreja devem ser levadas em consideração, conjuntamente, as Escrituras, A Tradição e o Magistério. São o tripé em que se sustenta a Igreja. Devem estar em perfeita harmonia. Por que digo isto? Porque não há mais nenhuma revelação, necessária à salvação, a ser feita. Cabe à Igreja apenas a interpretação dos textos e apontar e praticar a correta interpretação das verdades reveladas aos novos tempos.
Logo, a Igreja não ficou engessada na Palestina do início da era cristã. Da mesma forma não tem que se adaptar ao modernismo.Ela se insere nas diversas culturas, mas seu ensinamento é universal e transcende todas as culturas.
A Igreja mesmo se apresenta como “mestra em humanidade”, é a instituição mais longeva, senão de todo o Globo, do ocidente. Penso que se desde o século IV, concílio de Euvira na Espanha, se não me engano, passou a optar pelo celibato, é porque isto é o melhor até o momento. E após algumas das orientações de João Paulo II, parece que essa opção não vai mudar tão cedo. Apesar da sogra de Pedro.
Tio Rei,
O problema todo é que a Igreja Católica não segue a Bíblia, ou se segue, só em algumas partes.
Veja por exemplo as adorações dos santos. Se formos contar quantos que existem é capaz de dar um pra cada dia do ano. E quando se comemora então o dia deles,pegam-se as imagens de gesso, sem vida nenhuma e começaram a adorar como se estivessem na frente dos próprios. São romarias, são promessas, são pessoas chorando, e Deus e Jesus Cristo não são nem lembrados.
E por que eu menciono isso? Porque quando, no velho testamento, fizeram um bezerro de ouro e começaram a adorar, Deus mandou quebrar tudo, porque só exite Um pra ser adorado: Deus.
E tem muitas outras coisas que não batem com o que a Bíblia diz, nao irei mencionar porque vc sabe melhor do que eu. Por isso a religião Cotólica perde tanto fiéis.
Abraços,
Rone Cezar
São Pedro tinha sogra?
É por isso que virou santo…
Todo mundo que tem sogra vira santo. E vira devoto da Santa Paciência.
Reinaldo, Pedro tinha sogra sim. Mas quando Nosso Senhor Jesus Cristo o chamou, ele abandonou tudo. Lógico que não abandonou sua esposa porque ela estava morta.
Bom tio Rei, já tinha postado aqui quando vc escreveu este post, mas vamos lá mais uma vez.
Não existe desastre nenhum no celibato, muito pelo contrário, se o celibato fosse um desastre não teria sido aceito pela Igreja, como uma recomendação do próprio Cristo e depois de São Paulo. Repetindo as palavras de D. Cláudio:
“O celibato não deve ser vivido como mera imposição, mas na fé, como um dom de Deus que acolhemos num gesto de resposta de amor, um dom exigente, mas com potencial de grandes frutos de santificação”
Um dom de Deus nunca é um desastre tio Rei, você sabe disso e o celibato é isso: um dom de Deus.
Acho que a discussão é saudável sim, visto que o celibato não é dogma, mas uma orientação do magistério da Igreja, que pode ser mudado realmente, como ocorre nas Igrejas Orientais que estão em plena comunhão com o Santo Padre.
No entanto, creio que se isso tiver que ser mudado, vai ser mudado na hora certa: “tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o desligares na terra será desligado no céu” e ainda “as portas do inferno jamais prevalecerão sobre a Igreja”.
Vc é católico assim como eu. E eu acredito, pq assim Cristo nos disse, que o Espírito Santo jamais iria abandonar a Igreja.
A gente tem que confiar na cabeça da Igreja, que é o Papa, sucessor de São Pedro, a quem Cristo deu as chaves do Reino de Deus.
Minha sugestão: reze muito pela Igreja e pelo Santo Padre, para que o Espírito Santo o ilumine e que ele seja um instrumento da vontade de Deus, para as coisas sejam feitas corretamente e no momento certo! Talvez hoje nos planos de Deus não esteja a revisão das regras do celibato ou talvez esteja. Eu particularemnte não sei o que seja melhor, por isso eu rezo para que o melhor aconteça. A única coisa que eu tenho certeza é que um desastre o celibato de fato não é!
Um grande abraço Tio Rei!
Victor Cimatti
Explica-se assim uma parte da catástrofe e desencontros que ronda a Igreja Católica ..
PAPA bom tem que ter sogra!!!
A sogra é o elo perdido da Igreja,é a vingança visceral do espírito.
PAPA tem que ter sogra!
Sou a favor da campanha:
DÊ UMA SOGRA AO PAPA.
Como atestado de boas intenções,posso ceder a minha por uns anos,junto com tudo que tem direito e acessórios.
kkkkk
Esse episódio da sogra de Pedro representa apenas um fragmento da incrível variedade de inconsistências existentes nesses “Evangelhos”, já bastante explorados por muitos autores (em especial, os Iluministas).
É ainda mais incrível que em nossos dias “esclarecidos” ainda possam servir de suporte para qualquer argumento racional.
E veja que, de mais de 50 (cinqüenta) existentes, a igreja católica escolheu os quatro menos absurdos, lançando os demais no monturo como “apócrifos”.
Este tema, do celibato sacerdotal, pode dar margem a mais controvérsia do que você havia imaginado, Tio Rei. Pede pra sair!
Na época, postei um comentário dizendo que quando Jesus chamou Pedro para segui-lo, este já era casado. disse também que há viúvos que se tornam padres, e portanto, têm sogra (uma vez que não existe ex-sogra).
Alguém me respondeu, dizendo que São Pedro não era viúvo, embora eu não tivesse escrito isso.
a questão do celibato diz respeito à dedicação total à Igreja. Se os padres casarem, as suas família (incluindo aí os filhos) estarão sujeitas ao ministério sacerdotal por tabela.
Rei,
Inquestionável! Faço minha suas palavras!
Minha avó - que Deus a tenha no reino, como ela mesma dizia - sempre dizia que celibato era querer imitar Jesus Cristo em demasia. E Cristo é santo. o homem não. E A bíblia diz em Gênesis que “não é bom que o homem viva só”.
Caro Reinaldo, perfeito.
O celibato foi tornado doutrina por interesses economicos.
O que acho interessante nessa história de Pedro ter sido o primeiro papa é q Pedro era muito pobre pois cuidava da “Casa do Caminho” e ajudava os doentes e necessitados tanto fisica como espiritualmente falando. Não tinha riqueza. A pergunta que não quer calar: Onde ele comprou “aquele anel de ouro maciço” que o papa usa através dos séculos. Será que Pedro precisando de dinheiro para remédio e comida ia guardar esse anel?
A igreja católica foi fundada pelos romanos seculos depois da morte de Jesus. Pq os romanos qto mais matavam cristãos mais novos adeptos apareciam então fizeram como diz o ditado: “Se não podemos vencer o inimigo nos juntemos a ele” e assim foi fundanda a igreja católica apostolica romana. Infelizmente esqueci do nome do cara… não sei se foi Tertuliano, não sei. “Mas só sei que foi assim.”
A letra mata e o espírito vivifica.
A igreja precisa evoluir.
Deve deixar de ficar para no tempo e no espaço.
Afinal como vc sempre diz: “Pedro teve sogra” portanto…
Acorda igreja católica.
Porra Reinaldão! Ocê hoji tá mes com vontade de levar porrada né não meu?
Tudo, mais tudim mes, qui ocê disse sobre o CELIBATO CLERICAL É A PURA VERDADE!
Má ocê tá muito acostumado a falar e só ouvir elogios…
PERGUNTO PORTANTO:
“Mas é importante que os católicos, em especial aqueles que não aderiram a heresias marxistas…(sic)”
EXISTE, REINALDÃO, UM CATÓLICO MARXISTA? CATÓLICO QUE TENHA “ADERIDO A IDEOLOGIA MARXISTA”??????
Ahhhh… FAIZ FAVOR NÉ REINARDÃO!
Prezado Reinaldo Azevedo,
O assunto “celibato na Igreja Católica” me parece mais um dos esqueletos que teimam em querer sair do armário. Isso vai render muita conversa ainda, porém a meu ver não é o mais capital, o mais contundente a revelar as contradições do catolicismo com relação à Palavra. Há um pior.
Há inúmeras passagens na Bíblia que mostram o quanto Deus detesta a idolatria. E esse sim é um assunto que merece ser levantado e discutido. Leia-se em Êxodo 20, nos Dez Mandamentos - repetidos em Deuteronômio 5 - o célebre “Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra ou nas águas debaixo da terra. Não te prostarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o Senhor, o teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos…”; assim também está em Isaías 44 e no livro de Daniel; encontramos a mesma condenação no Salmo 115; em Jeremias Deus deixa também a mesma mensagem de condenação de forma muito clara.
Porém em nenhum lugar da Palavra a condenação a quem pratica a idolatria é mais explícita e definitiva que no livro de Apocalipse cap. 22:15, que diz que “Fora [da Jerusalém celestial] ficam os cães, os que praticam feitiçaria, os que cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os IDÓLATRAS e todos os que amam e praticam a mentira.” Veja, por favor, que um idólatra está no mesmo nível, aos olhos do Senhor, até mesmo de um assassino.
É importante que uma instituição secular e tão importante como a Igreja Católica esteja discutindo suas contradições. Com todos os seus defeitos, os protestantes tradicionais já fizeram a lição de casa desde o tempo de Lutero. Os temas são polêmicos, porém nossos irmãos católicos finalmente parecem estar abrindo os olhos.
Antonio Carlos
Curitiba
Reinaldo, eu concordo, há padres que realmente gostamde ser celibatários e devem continuar, aqueles monges do Tibet, se não me engano também o são. Outros tem uma outra natureza e deve ser respeitada, mil vezes um padre satisfeito em sua sexualidade, do que andar “siscando” fora de seu terreiro. Quanto a pedofilia eu acho o caso mais sério, aí a Igreja tem que avaliar bem o seminarista porque um pedófilo é um doente mesmo, casado ou não a doença vai manifestar-se. Reinaldo, porque se fosse falta de sexo ele bem podia abordar uma mulher ou homem conforme o gosto. Agora uma discução séria sobre o celibato e uma formação bem acompanhada dos seminaristas a Igreja ficaria mais fortalecida e menos exposta a vexames. Tem padres casados que são ótimas pessoas. Sou a favor Sim.
Me pareceu que a obrigação está no “irrepreensível”.
Pedro, o tal denominado santo pelos católicos, era judeu. E era judeu devoto! Como bom judeu cumpriu uma das mitzvah, casar. Casou, teve filhos, trabalhava (era pescador, acho eu), pagava impostos (menos CPMF) e é claro sogra…
Só um iletrado ou aculturado é que não percebe que o suposto primeiro papa da igreja (acho isto um erro grosseiro de interpretação) era judeu praticante.