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O homem ético-moral e o homem legal — Ou: “Por que discordo de André Petry”

segunda-feira, 30 de junho de 2008 | 6:25
Eu sou contrário ao projeto de lei que está no Senado, já aprovado na Câmara, que, na sua explicação benigna, criminaliza a chamada homofobia. André Petry, editor especial e colunista de VEJA, é favorável. Eu considero que o projeto, sob o pretexto de proteger direitos, concorre para a incivilidade e a censura de opinião; ele, ao contrário, acredita que, aprovado o texto, teremos um mundo melhor. Assim como pretendo que creditem à boa-fé as minhas restrições ao projeto, faço o mesmo com Petry: aposto que a sua motivação para defendê-lo decorre de seu alinhamento com os princípios de justiça e igualdade.

Melhor assim, não é? Uma divergência entre pessoas de boa-fé.

Na VEJA desta semana, ele escreve uma coluna intitulada “A fé dos homofóbicos”. As experiências históricas que ele evoca para justificar a sua tese são, a meu ver, despropositadas. Mas não é um despropósito que me empurraria para explicitar aqui a divergência. O que me incomodou profundamente em seu texto foi uma frase que, parece-me, soa como um terrível norte ético, a saber:

“Matar é crime não porque seja imoral, mas porque a sociedade entendeu que a vida deve ser preservada. Dúvidas? Recorram ao Supremo Tribunal Federal. Na democracia, é assim. Lei não é bíblia de moralidade.”

Assim não, Petry. A sua frase abre as portas, conceitualmente ao menos, para a barbárie e para os assassinatos em massa praticados pelo estado.

Começo opondo uma indagação a sua afirmação: “Por que a sociedade entendeu que a vida deve ser preservada?” Teria havido em tal escolha — que, note-se, ainda não é universal — apenas o triunfo de alguma imposição econômica ou de outra base material qualquer?

Considero que a moral é de ordem privada, pessoal, e o que o colunista chama de “moral”, portanto, eu prefiro chamar “ética” — esta, sim, coletiva. Ora, não haverá uma ética — que não precisa ser religiosa — a nos convidar ao “Não matarás”? O valor que torna a vida do outro inviolável, tenha origem em algum princípio religioso ou na tradição humanista, não se sobrepõe, será, aos pactos de ocasião da sociedade?

A questão é tão importante que nos remete ao cerne das democracias representativas. Nem sempre as leis consolidadas refletem o pensamento da maioria. O estado democrático e de direito também disciplina as vontades da sociedade — e não é apenas disciplinado por suas vontades. Não é preciso ir longe: a maioria, no Brasil, é favorável à pena de morte, mas ela inexiste na lei. Não tenho pesquisa a respeito, mas temo que não seria impopular o linchamento de autores de crimes hediondos. E, no entanto, isso é ilegal porque moralmente inaceitável.

E assim é por causa dos valores que Petry, com certo desdém, chama “morais”. São eles que impedem que a “sociedade” faça o que, a uma maioria, poderia parecer tão simples e eficaz — embora a pratica nos empurrasse para a barbárie.

Ainda que a sociedade entendesse, Petry, que matar é legítimo, continuaria “imoral” (ou “aético”) segundo dogmas de várias religiões, sim, mas também segundo uma já longa tradição do “humanismo laico” — escrevo “humanismo laico” porque há humanismos religiosos, o que os ateus e agnósticos insistem em ignorar.

Talvez Petry pudesse ter escrito: “Matar é imoral, sim, mas também é crime porque a sociedade entendeu que a vida deve ser preservada (…)”. Aí, sim: o “crime” é um dado juridicamente determinado — já a moral e a ética são mais fluidas e comportam bem mais divergências. Ora, sociedades são mais ou menos civilizadas, mais ou menos humanistas, mais ou menos igualitárias, a depender do que permitem e do que proíbem, do que é e do que não é aceitável.

É inevitável apontar que a afirmação de Petry justificaria, sem reservas, os dois totalitarismos do século passado: comunismo e fascismo. A sociedade alemã, na década de 30, decidiu que os direitos então assegurados dos judeus não deveriam ser preservados. E deixou de ser crime expropriar seus bens, persegui-los e confiná-los — a “solução final” se fez ao arrepio até daquele, digamos, “estado totalitário de direito”. Mas estava, sem dúvida, adequada ao que era, ao menos, o silêncio cúmplice da maioria. Em nome também da maioria, num estado igualmente legal, impôs-se o terror soviético

Chego, então, a uma distinção importante, geralmente maltratada por aí. Costumamos usar, a torto e a direito, a expressão “estado democrático de direito”, como se fosse uma unidade. Não é. Falta sempre um “e” no conjunto: “estado democrático E de direito”. Este é o par desejável. Por parceiros complementares, devem sempre andar juntos. Porque não são uma coisa só, podem andar divorciados.

As ditaduras organizadas tendem a ser “estados de direito” — vale dizer: o autoritarismo (ou totalitarismo) está na lei. Isso não faz delas democracias, não é? Da mesma sorte, pode-se pensar, por hipótese ao menos, numa sociedade em que a vontade da maioria fosse sendo sempre aplicada caso a caso, sem gerar nem sequer jurisprudência — já que um Judiciário seria desnecessário. Apelar-se-ia sempre a tribunais populares. Sem dúvida, seria uma forma de poder do povo — que duraria pouco. Sem o “estado de direito” para auxiliá-la, avançaria para o terror, o banditismo, o gangsterismo.

Stálin e Hitler consideravam que, sob certas circunstâncias — e como eles as encontravam, não? —, matar não era nem imoral nem criminoso. A segunda questão, eles tiravam de letra porque eram os donos da lei. Já a primeira… Bem, eles eram caudatários de uma concepção de poder que concede “ao coletivo” a licença de definir o que é moral e o que é imoral. Eles não teriam problema nenhum em conviver com este norte conceitual: “Matar é crime não porque seja imoral, mas porque a sociedade entendeu que a vida deve ser preservada.”

Aí Petry nos remete ao STF caso hesitemos um pouco: “Dúvidas? Recorram ao Supremo Tribunal Federal. Na democracia, é assim. Lei não é bíblia de moralidade.” Pois é. Acho que ele faz a leitura perversa, que sempre temi que fosse feita, de reiteradas manifestações de alguns ministros quando foi votada a liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias. A maioria deles — mas com especial ênfase o Robespierre da genética, Celso de Mello — fez questão de declarar o caráter laico do estado brasileiro (e é mesmo), como se a única restrição às tais pesquisas fosse de natureza religiosa. Mais: nas pegadas de Ayres Britto, a maioria dos togados considerou que só é vida o que está constitucionalmente protegido. Entendo. Há quem não acredite em Deus para definir o princípio da vida. Preferem Ayres Britto…

Ora, e se, sob certas circunstâncias, o Supremo passar a autorizar assassinatos, por exemplo? A prática passará a integrar, sem dúvida, o “estado de direito” — será legal. Deveríamos, então, por isso, deixar de considerar a dimensão moral ou ética de tal autorização? “Mate-se. Lei não é Bíblia de moralidade”.

Não! O homem moral — a partir de um conjunto de valores éticos que incorporam os chamados “direitos humanos” — ainda é aquele que orienta o homem legal, Petry. É e será sempre o questionamento desse homem ético e moral que vai pressionar para mudar as leis, para torná-las mais adequadas aos desafios do mundo contemporâneo.

Fosse o contrário, fosse o “homem legal” o ponto máximo a que poderia chegar “o homem ético e moral”, estaríamos condenados a viver sob o tacão totalitário.

Se um dia a nossa sociedade entender que é legal matar, aconselho-os a não se transformar em homicidas. Ainda que fosse legal, seria imoral.

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189 comentários em “O homem ético-moral e o homem legal — Ou: “Por que discordo de André Petry””

  1. r. m. plácido disse:

    Dê uma olhada no comentário entorpecente do seu vizinho do lado:
    http://vejaonline.abril.com.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=1311

    Desculpe, não resisti.

  2. R. M. Plácido disse:

    Desta vez está você duas vezes certo: se a biologia certifica o uso do sexo, o que se orgulha dizer seu nome está tão certo quanto certezas de raça e de gênero; se a biologia não o certifica, este orgulho genérico está certamente irracional.

  3. rocket disse:

    Petry forçou a barra ao defender algo indefensável. Democracia ainda é a vontade da maioria e, ao que me consta, essa maioria é heterossexual convicta. Não seria mais democrático uma minoria se adaptar aos modos e costumes da maioria?

  4. Anônimo disse:

    ²Caro Reinaldo,

    Faça a nós leitores um pequeno porém inestimável favor: recomende uma bibliografia básica sobre ética e moral.

    Grato

  5. carlos disse:

    A “discriminação” que os gays tanto dizem sofrer se reduz a ouvir uma piadinha, ou alguém olhar atravessado pra eles, ou acharem que estão sendo mal-atendidos ou mal-recebidos num determinado lugar. O que pode acontecer com todo mundo - pobres, gordos, magros, feios, “mal-vestidos”, carecas, barrigudos, cabeludos… E não há - nem tem que haver - leis idiotas especificando cada detalhezinho da possível discriminação, ou quais são as características, as particularidades, pelas quais a pessoa não pode ser discriminada ou contrariada.

    A tão chorada “homofobia”, na prática, simplesmente não existe. O Brasil lida muito bem com os homossexuais. Eles estão no mercado de trabalho, são cultuados na TV, mandam nas redações de jornais, têm o governo e o judiciário lhes atendendo servilmente, etc.

    Mas precisam de mais poder, especialmente o poder de calar qualquer palara ou idéia, e punir qualquer ato ou fato que lhes desagradem.

  6. Anônimo disse:

    Caro Reinaldo,

    Faça a nós leitores um pequeno porém inestimável favor: recomende uma bibliografia básica sobre ética e moral.

    Grato,

    João Frederico Monteiro de Albuquerque

  7. Yara Chiara disse:

    Fiz o que deveria ter feito antes: li a lei.

    Minha discordância em relação àquele ponto levantado por Petry subsiste.

    Tenho de concordar, porém, com aqueles que são a favor da lei. Não apenas porque ela não tem nada demais, mas porque é juridicamente necessária, sim: a firme condenação do preconceito oriundo não do gênero ou do sexo, mas da orientação sexual não está presente no ordenamento jurídico, o que possibilita inclusive a alguns juízes darem sentenças cujo teor vocês conhecem bem. Se antes havia alguma brecha e ambigüidade, e de fato havia, agora não há mais.

    A argumentação de que “tudo isso já é proibido” é capenga. Se um casal de homossexuais for hostilizado verbal ou psicologicamente - há várias maneiras de fazê-lo, com atos que irritam a pessoa de pouco em pouco - a ponto de precisarem deixar um estabelecimento, algo de que já fui testemunha não poucas vezes no Brasil, com base em que norma poderá recorrer ao judiciário para defender seus direitos e sua liberdade?

    Um juiz, valendo-se de sua própria concepção moral a respeito do que seja certo ou errado em matéria de sexo, pode concluir que os cidadãos estavam em seu direito, tendo filhos e tudo mais, de não quererem presenciar um beijo entre homossexuais, ou outro tipo de manifestação afetiva.

    Daí, sim, concordo com Petry: é preciso reduzir o âmbito de discricionariedade moral dos magistrados nesta questão. A lei, obviamente, incorpora outros valores éticos: a ética continua presente. Mas não será a moral particular do juíz, mas uma ética que considero adequada a um estado democrático, embora eu entenda e seja até solidária com os que abominam a lei. Entendo as razões de ambos os lados do debate.

    É mais lei, mais lei e mais lei, Yara! Hahahaha. É verdade. Mas é o padrão do ordenamento jurídico brasileiro: a Constituição mesma é mais emendada que minha camisetinha, com um ursinho extremamente fofo, que uso para mimir. Risos.

    Em outros países, sim, pode-se dizer que seria uma legislação ociosa levando em consideração as normas penais já existentes. No Brasil, a lei é necessária.

    Digo isso com tristeza. É necessária.

    O Brasil é bastante tolerante em relação aos homossexuais comparado a países como Cuba ou Arábia Saudita. Mas, né?, acho que o Brasil é capaz de ser melhor do que isso, em todas as áreas.

    Discordo da abordagem teórica de Petry, mas não vejo mal na lei.

    Acho que é isso, né? Risos. Fui.

  8. Anônimo disse:

    Como todo petista, Petry não é um indivíduo. É uma legião. A opinião não é sua, é da “sociedade”. Quem discorda é primitivo, radical, obscurantista, e que vá reclamar no STF.

    O título do seu artigo então, “a FÉ dos homofóbicos”, é de uma insutileza ímpar. Uma associação desonesta entre fé religiosa e homofobia.

    Existe é claro uma diferença entre um Petry e uma ratazana, principalmente quanto a motivação financeira. Mas o nível de argumentação é o mesmo.

  9. J. Antônio Fernandes disse:

    De um iletrado para um mestre, só posso dizer: essencial. As noções expostas no texto deveriam ser ensinadas às crianças, uma vacina contra o autoritarismo. Fiquei emocionado, como tantas vezes fico quando leio seu blog. Fiquei também triste, ao pensar na distância que essas idéias se encontram do “consenso” ético nacional.

  10. Anônimo disse:

    Acho incrível como as pessoas têm dificuldade de entender coisas simples. O texto do Petry é imparcial. O que está dito, com todas as palavras, é que essa lei deve ser aprovada por sua simplicidade e que define algo que é obvio. E não fará mal nem a gregos nem a troianos. Os elementos provocadores querem tão somente chamar atenção para si mesmos, na esperança de que sua posição seja fortificada. Do ponto de vista da ética, é algo lamentável. Mas, infelizmente, é assim que as sociedades são formadas. Pena ainda, até demais mesmo, é o sujeito dito “padrão” se sentir ameaçado por aquele que é o “desvio” segundo as normas dele mesmo porque, do ponto de vista de humanidade, felizmente somos todos iguais - apesar de uns se acharem mais humanos que outros.

  11. Rapha disse:

    Por mais que Petry possa ter pisado na bola, é importante distinguir “liberdade de expressão” de “discriminação”. Faço minhas as palavras de Diogo Mainardi sobre o assunto em artigo recente (que, ao meu ver, também diz respeito a esse contexto, guardando-se as devidas proporções):

    Calma aí, rapaziada: há uma certa confusão entre o que é opinião e o que não é. Acusar os judeus de oprimir os palestinos é uma opinião. Defender a dissolução do estado de Israel é uma opinião. Defender o extermínio dos judeus, passado ou presente, por meio de nazistas ou de jihadistas, é um crime.” (Diogo Mainardi).

    No mais, abomino igualmente os intolerantes de todos os lados: a patrulha do politicamente correto, os que não respeitam as crenças, opções e convicções do semelhante e os que querem impor e ele as suas próprias. Cito Norberto Bobbio:

    “…a verdade só pode ser alcançada através do confronto, ou mesmo da síntese de verdades parciais. (…) A verdade não é una. A verdade tem muitas faces. Vivemos não num universo, mas num multiverso. Num multiverso, a tolerância não é apenas um método de convivência, não é apenas um dever moral, mas uma necessidade inerente à própria natureza da verdade” (Norberto bobbio).

  12. André Augusto disse:

    Discordo do André Petry por achar que a moralidade ou a ética não tem relação alguma com o que é legal ou não. Do meu ponto de vista, a ética e os costumes de um povo, aliados a moral dos legisladores andam juntos com a elaboração de leis.

    E por isso ao meu entender não existe lei justa ou injusta. Depende do referencial. Portanto para mim existem leis mais ou menos adequadas para cada sociedade, de acordo com os costumes e a ética de cada povo.

    E nós os brasileiros somos um povo neolatino, que herdou dos lusitanos a cultura judaico-cristã ocidental. Basicamente nós pensamos que matar é crime pois foi isso o ensinado pelos nossos pais, que por sua vez aprenderam isso com nossos avôs. Quem quiser saber porque então condenamos o homicídio vai ter que procurar nas nossas raízes culturais esse motivo, os fatos que levaram nossos remotos ancestrais a condenar tal ato, e cuja experiência foi passada de geração em geração, e depois por leis escritas até nós..

  13. Anônimo disse:

    O tal do André Petry(alha) -alguém já deve ter feito essa piadinha pronta, né?- é a cara cuspida e lavada da revista Veja. Não tenho a menor dúvida em relação a isso e nem precisarei explicar o por quê, né?

    Você, caro Rei, é que é um intruso no ninho. Tenho certeza que um dia você estará num lugar muito, mas muito melhor que é o que você merece.

    Estou contigo.

    Léo

  14. Anônimo disse:

    Não expressar quais das opiniões abaixo seria um verdadeiro crime?

    - Pessoas de espírito têm de gastar-se com assuntos cada vez mais medíocres.
    - O STF não faz leis nem sabe sempre julgá-las apropriadamente, embora tenha a obrigação e a autoridade para isso.
    - O homossexualismo é moralmente errado. Haja vista que dele se ressentem os próprios homossexuais, sejam eles pessoas excelentes ou verdadeiros parvos.
    - O André Petry é francamente limitado, mas não deveria ser proibido de dizer o que pensa, de preferência limitado ao seu círculo de amigos próximos.
    - A democracia é tornada nula assim que uma única pessoa é proibida de dizer pacificamente o que pensa. Então o anonimato, que é proibido, torna-se legal.

  15. Anônimo disse:

    ” Anônimo disse…
    A sabedoria dos antigos

    Reinaldo -

    Leiamos o que escreveu o pagão Cícero há mais de dois mil anos:

    Cícero (106 a 43 a.C.), o grande orador romano, assim define a lei natural:

    “XXII - A verdadeira lei é a reta razão em harmonia com a natureza, difundida em todos os seres, imutável e sempiterna, que, ordenando, nos chama a cumprir o nosso dever, e, proibindo, nos aparta da injustiça. E, não obstante, nem manda ou proíbe em vão aos bons, nem ordenando ou proibindo opera sobre os maus. Não é justo alterar esta lei, nem é lícito derrogá-la em parte, nem ab-rogá-la em seu todo. Não podemos ser dispensados de sua obediência, nem pelo Senado, nem pelo povo. Não necessitamos de um Sexto Aelio que no-la explique ou no-la interprete. E não haverá uma lei em Roma e outra em Atenas, nem uma hoje e outra amanhã, ao invés, todos os povos em todos os tempos serão regidos por uma só lei sempiterna e imutável. E haverá um só Deus, senhor e governante, autor, árbitro e sancionador desta lei. Quem não obedece esta lei foge de si mesmo e nega a natureza humana, e, por isso mesmo, sofrerá as maiores penas ainda que tenha escapado das outras que consideramos suplícios.” (De republica, III, 22).

    Tradução da obra LA REPUBLICA, Marco Túlio Cicerón, edición española, Aguilar S A, 1979, Libro III, XXII, pág. 100.

    Pergunto: por que temos de inventar moda em assuntos de fundamental importância? Por que não ouvir a voz dos mais sábios?
    Sugira a Petry que leia Cícero!

    Um abraço -
    Pascal

    8:43 PM”

    SENSACIONAL!

    APOSTO QUE O PETRY NÃO É MUITO AFEITO AO ESTUDO DOS CLÁSSICOS!

    MUITO OBRIGADO,PREZADO ANÔNIMO!

  16. Anônimo disse:

    Caro Reinaldo:

    É de se espantar tais afirmativas em relação à consensos universais.

    Até parece que o homem adotou a vida em sociedade porque a achava bonitinha ou porque era inteligente em demasia para entender a fundo todos as conseqüências e desdobramentos da vida social.

    Nada disso é verdade. O homem trocou a vida natural pela vida social pois viu que teria mais chances de sobrevivência nesse modus vivendis.

    A partir do momento que a vida em sociedade se tornar mais perigosa do que a vida in natura todos os alicerces que sustentam a vida em sociedade ruirão.

    Pelo menos, numa vida selvagem ainda temos a chance de sobrevivermos com a nossa esperteza e força física.

    Numa sociedade onde a vida humana não tem garantias nem constitucionais nem legais a vida se torna insalubre para o indivíduo, ou seja, sendo medida em importância apenas pela função social ou econômica que o indivíduo desempenha chega-se um momento em que não se vale mais a pena viver em tal sociedade.

    Abraços.

    João da Rocha Labrego

  17. Anônimo disse:

    Sou contra a lei homofóbica também.

    A constituição já garante os direitos do indivíduo, criminalizando o preconceito e a discriminacão em relação à raça, ao sexo, opção sexual e religião.

    Não tem por que criar uma lei específica para uma classe de pessoas e torná-las privilegiadas.

    Já basta tolerarmos as militâncias “idiológicas” que tornam as leis gerais e coletivas, mais brandas com as minorias.

    Um casal seminu se agarrando entusiasticamente numa praça é o exemplo clássico. Se o casal for heterossexual, o policial repreende ou até os leva em cana por atentado violento ao pudor. Se o casal for homossexual, não se pode nem repreender senão já é logo tachado de homofóbico.

    Desta forma logo, logo, vamos ver leis impedindo até mencionar gordos, baixinhos, carecas…

    Vão acabar com todos pontos de referência!!!

    - Tá vendo aquela cara ali? Atrás da baixinha ruiva.
    - Qual? A sentada do lado do gordo careca?
    - Não do lado do japa magrelo…
    - Aquele “Alemaozão”…
    - É… o próprio… É corno…

  18. Anônimo disse:

    É impressionante como Petry, de regra, distorce as situações que analisa para se apresentar como o dono incontestável da razão. Obrigado, Reinaldo por dar voz a tantos que gostariam de gritar seu protesto ao ler artigos de jornalistas como o Petry. Reinaldo seu artigo foi um bálsamo.
    Maurício

  19. Anônimo disse:

    A sabedoria dos antigos

    Reinaldo -

    Leiamos o que escreveu o pagão Cícero há mais de dois mil anos:

    Cícero (106 a 43 a.C.), o grande orador romano, assim define a lei natural:

    “XXII - A verdadeira lei é a reta razão em harmonia com a natureza, difundida em todos os seres, imutável e sempiterna, que, ordenando, nos chama a cumprir o nosso dever, e, proibindo, nos aparta da injustiça. E, não obstante, nem manda ou proíbe em vão aos bons, nem ordenando ou proibindo opera sobre os maus. Não é justo alterar esta lei, nem é lícito derrogá-la em parte, nem ab-rogá-la em seu todo. Não podemos ser dispensados de sua obediência, nem pelo Senado, nem pelo povo. Não necessitamos de um Sexto Aelio que no-la explique ou no-la interprete. E não haverá uma lei em Roma e outra em Atenas, nem uma hoje e outra amanhã, ao invés, todos os povos em todos os tempos serão regidos por uma só lei sempiterna e imutável. E haverá um só Deus, senhor e governante, autor, árbitro e sancionador desta lei. Quem não obedece esta lei foge de si mesmo e nega a natureza humana, e, por isso mesmo, sofrerá as maiores penas ainda que tenha escapado das outras que consideramos suplícios.” (De republica, III, 22).

    Tradução da obra LA REPUBLICA, Marco Túlio Cicerón, edición española, Aguilar S A, 1979, Libro III, XXII, pág. 100.

    Pergunto: por que temos de inventar moda em assuntos de fundamental importância? Por que não ouvir a voz dos mais sábios?
    Sugira a Petry que leia Cícero!

    Um abraço -
    Pascal

  20. Anônimo disse:

    É isso ai Rei!

    Eu imaginava que um dia você iria se “aborrecer” com esse André Petrylha. Já tive dois comentários publicados aqui, onde eu tentava mostrar os absurdos que esse cara andava escrevendo, inclusive demonstrei que ele estava te mandando recados velados nos artigos dele.

    Agora danou-se! Quem estava distraído, agora já sabe qual é a do sujeito.

    Parabéns!

    Abs
    Julio.

  21. Sandra disse:

    “porque há humanismos religiosos, o que os ateus e agnósticos insistem em ignorar.”

    Tirando essa generalização, o artigo está perfeito.

  22. Anônimo disse:

    Anônimo 6:42, obrigaduuuu!!!!

  23. Anônimo disse:

    A todos aqueles que acham que só o Velho Testamento condena o homossexualismo: leiam as cartas dos apóstolos.

  24. Anônimo disse:

    Agora são quase 20:00 hs e seu post já tem quase 170 comentários. Deve ser um dos mais comentados dos últimos dias.

    Isso só prova que existe uma massa imensa de leitores religiosos que nao tem a quem ler e que comprarem uma revista para ter um mínimo de informação são obrigados a aguentar o pseudo-intelectualismo do petry.

    Viva a Internet!

    DEPOIS OS JORNAIS RECLAMAM DA QUEDA DA TIRAGEM.

  25. Luis Antonio disse:

    Reinaldão,

    de fato, André Petry deu uma “pizada” na bola. Francamente, depois de 20 anos de ditadura, depois de tantos anos de luta pela restauração da democracia, verifico que hoje em dia o debate político - idéias, que podem, ou não, é claro, ser vinculadas a algum partido político - é posto como algo careta, sem sentido, agressivo, chato e prejudicial à saúde. A impressão que fica é que as idéias devem passar antes por um processo de limpeza das “impurezas” humanas - entenda-se emoções humanas-, caso contrário serão logo taxadas de agressivas, preconceituosas e etc. Que recorram ao Supremo Tribunal Federal!

    Caramba! Será que a redemocratização foi só para termos um Supremo “independente”? Ou, quem sabe, para que construamos pontes para o caminho único, o caminho da “iluminação pela verdade”?

    Qual verdade? A de Minas? De São Bernardo? De São Paulo? Do mercado? Da PUCUSP?

    Qual?

  26. andre-sc disse:

    Ao Alexandre das 5:55h:
    - Sugiro a você que comece a ler e escutar Olavo de Carvalho (www.olavodecarvalho.org). Com ele você vai aprender que devemos reagir com a força necessária às ameaças reais e cada vez mais presentes à civilização ocidental a qual pertencemos, e que goste você ou não, está centrada em valores judaico-cristãos.
    Minha diferença de abordagem (e também de outros comentaristas) baseia-se num fato simples: não acredito na boa-fé desse senhor. Os exemplos são inúmeros, e só não os demonstro por falta de tempo.
    Desta forma, é inútil tentar argumentar racionalmente com uma criatura dessas, pois ele não está interessado em chegar a verdade, pois como bom adepto da mentalidade revolucionária ele acredita que a verdade seja imanente, e não transcedente.
    Voltando ao Olavo de Carvalho eu pergunto: Se alguém vier para te matar, para te prender sem provas, para estuprar tua filha você vai tentar argumentar racionalmente?
    André Petry é hoje um dos maiores expoentes do movimento revolucionário, e precisa ser denunciado como tal.
    Não é possível respeitar quem não repeita a inteligência dos leitores.

  27. Anônimo disse:

    O movimento gayzista está sendo aparelhado pela esquerda que pretende levar adiante o seu projeto revolucionário. Para instalar seu estado-partido totalitário, a esquerda entende que seja necessário primeiro romper com as crenças e valores morais básicos que fundamentam a sociedade ocidental e, a partir daí, criar o “novo homem” socialista. Decorre daí a argumentação de Petry tentar nulificar a importância da moral judaico-cristã na fundamentação de nossa civilização e que está impregnada em nossa psique e suas criações – incluído aí o direito.
    Caso o tal projeto de lei seja aprovado, em breve teremos situações esdrúxulas onde uma pessoa será presa simplesmente por ser acusada de homofobia. Reclamar de uma cantada de um gay ou ainda reprovar um candidato em processo seletivo que se diga discriminado por ser gay e outras tantas situações injustificáveis irão turvar a compreensão que se tem de justiça, ética e vida social.

    Einar Larson

  28. Anônimo disse:

    o SUB TAMBÉM ATACOU A CORA RÓNAI-QUE É INATACÁVEL,COMO PESSOA,INTELECTUAL E JORNALISTA

  29. Anônimo disse:

    Anônimo das 6:16,vi uma citação no blog da Janaína Leite.

  30. andre@braudel.org.br disse:

    Reinaldo Azevedo, muita tinta por nada, ou quase nada. Petry não disse que matar não é imoral (ao dizer que o texto dele justifica o fascismo você singelamente sugere isso); ele apenas fez uma análise fria e um tanto óbvia de que, antes de tudo, matar é um crime, e o é porque, sim, assim a sociedade decidiu, o que culminou em uma lei específica para condenar tal ato. Aliás, tal consenso foi alcançando utilizando-se, entre outros motivos, o próprio reconhecimento de que matar é um ato imoral. Que matar “é feio”, que “é pecado”, que é moralmente errado, tenho certeza que Petry, eu, você e grande parte da sociedade concordamos que é. Mas acharmos isso não é o real motivo para chamá-lo de crime, uma vez que o que determina se algo é um crime ou não é uma lei, imposta a todos os cidadãos de uma sociedade e que independe da qualidade dos valores morais destes.

    Logo você, que gosta de usar a lógica e bater pesado através dela, nos surpreende com esse linchamento moral, apontando com estarrecimento um suposto norte ético, que na verdade não passa de uma constatação óbvia, um dado da realidade?

  31. Anônimo disse:

    Ô Reinaldão cadê os meus comentários?

  32. Anônimo disse:

    Anônimo 3:54 Onde vc viu essa BOMBA? É verdade? ou é brincadeira?

  33. Renato disse:

    Acompanho o seu trabalho desde Bravo! e República.
    Excelente texto, como de costume!Admiro o seu empenho em desconstruir o viés “construtivista” (como designava Hayek) e o relativismo moral, mestres do pensamento da “intelligentsia” brasileira e senhores do “rebanho” que habita por estes cantos.
    Porém, registro como infeliz e descabida a comparação entre Robespierre e o Ministro Celso de Mello.
    Não sou do meio jurídico, sou um Contador, mas acompanho as sessões do STF, na TV Justiça.
    Não suporto as sessões da TV Senado, muito menos da TV Câmara.
    Uma das qualidades do referido ministro é ser dos menos construtivistas e relativistas daquela corte (o outro é o Marco Aurélio). Outros ministros, embora donos de grande currículo são afetados fortemente por estas pragas (ex.: Lewandowsky, Eros Grau).
    Temo, ainda, que o Ministro Joaquim Barbosa escorregue em seu relatório sobre a inconstitucionalidade dos programas de cotas e leve junto outros ministros, incluindo o Ministro Celso.
    Às vezes temo que este Ministro, que é o mais admirado da atual composição do STF, que costuma votar a favor do contribuinte contra o fisco, a favor do cidadão contra o estado, e a favor da liberdade contra o cerceamento acabe contaminado pelo espírito do politicamente correto nesta importante votação que deverá ocorrer ainda este ano.
    No mais, pertinentes como sempre as suas ponderações.

  34. Alexandre disse:

    Medo. Qualquer relação, metafórica, dos juízos de valor atribuídos ao Petry nesta caixa de comentários, e relacionados a seguir nas grafias originais, com os facões e bordunas dos índios atacando o engenheiro branco será só metafórica mesmo?

    •Simplório.
    •desonesto intelectual.
    •Alguns colunistas, sequer percebem o quanto são tendenciosos e injustos.
    •triste de longa data.
    •era um dos petista infiltrados na Veja.
    •André Petry não é do bem!!
    •André Petry e Roberto Pompeu de Toledo são tristes.
    •Já estava mais que na hora desse inominavel receber uma,lição de ética e moral.
    •Essas antas ainda têm espaço na mídia!
    •André Petry representa em Veja a agenda gay, abortista, ateísta, etc.
    •Fanático anti-religioso.
    •representante anti-americanista na imprensa brasileira.
    •André Petry não age de boa-fé.
    •Ele têm uma agenda muito clara (abortista, gaysista, globalista, etc).
    •Usa de argumentos claramente distorcidos (e faz isso de forma consciente)para convencer o público de suas opniões.
    •Petry está muito “A esquerda” para escrever na Veja.
    •Esse tal de PeTry.
    •um apologistas dos homossexuais.

    Prefiro a elegância e a consistência argumentativa do monarca, rei do blog, que nada tem a ver com o descontrole de alguns súditos.

    Súdito assustado

  35. Daniel Caiado disse:

    Fico impressionado em como você, colunista, sempre é contra o que os cristãos são contra, sempre a favor dos mesmos.

    Coinciência ou não? Quem é você para falar de ‘ética laica’? Quem é você para julgar quem ignora a ‘ética religiosa’? Uma ética interesseira, baseadas somente nos livros sagrados, livros sagrados de povos que queimavam inocentes.

    Legalize marijuana, sim ao aborto, pesquisas com células-tronco e contra QUALQUER TIPO de preconceito, contra negros, homossexuais ou qualquer outro tipo de pessoa que não mudará simplesmente porque é proibido ou “imoral”.

  36. Anônimo disse:

    Anônimo 1:25 não sou eu o anônimo que escreveu o comentário ao qual vc se refere, mas eu estou de acordo contigo.
    Muitas pessoas amigas não concordam com a minha opinião qdo falo q o Velho Testamento foi importantíssimo sim no que se refere as profecias, pois todas previam a chegada do Messias ou seja Jesus.
    Moisés legislava para os humanos brutos como ele era, embora tenha sido a pessoa que recebeu os 10 mandamentos. td bem!
    Mas Jeus disse aprendeste que “Odiai os vossos inimigos”; eu porém vos digo:”Amarás a teus inimigos” compreenda que o amar o inimigo significa não fazer aquilo que nós fazemos com os amigos pq para nós os humanos imperfeitos que somos isto é impossível. O amar os inimigos significa: não desejar o mal, fazer o bem qdo tiver oportunidade, não ter desejo de vingança etc. O que eu quero dizer com isso? prá mim o velho testamento só serve como estudo para sabermos como vivia e se comportava as pessoas daquela época.
    O Deus que Moisés pregava era um Deus humanizado ou seja tinha todos os sentimentos inferiores que nós temos: ira, raiva, vingança etc.
    Jeus veio com a BOA NOVA e dizer que Deus é AMOR.
    Um abraço.

  37. Simone de Almeida Prado disse:

    Reinaldo, em primeiro lugar, parabéns pelo seu senso crítico imbatível,como sempre eivado de humanismo e senso de justiça. Claro que o Petry não concorda contigo, pois perde seu tempo precioso atacando instituições e fazendo polêmica inútil sobre fatos que nem deveriam ser objeto de discussão, como células-tronco embrionárias e aborto. Primeiro porque a vida é protegida pela Constituição Federal, ainda que os ministros tenham distorcido juridicamente e ardilosamente esse fato para ceder à pressão da mídia entusiasta e dos ludibriados pela má-fé de alguns cientistas que se diziam bem intencionados ao matar embriões humanos. Nem no caso do aborto, nem no caso das células embrionárias humanas a vida pode ser violada, pois esta é um direito e garantia fundamental, que antecede todos os outros que a legislação ordinária protege. Quanto à lei de homofobia, está clara a inconstitucionalidade da mesma, pois não se pode, pela lei, privilegiar um ser humano pela opção sexual que adota, seja ele hetero ou homossexual. O mesmo se dá com a lei de cotas, inconstitucional também, haja vista o princípio da igualdade, que não privilegia raça alguma, mas confere a todos direitos iguais aos quais compete ao Estado proteger e zelar. A moralidade pode ser relativa, variando de sociedade para sociedade ao longo do tempo, mas o respeito à vida e à Lei Maior deve prevalecer, ainda que contra a vontade da maioria. Não se deixa de matar porque a sociedade decide, mas porque matar é proibido em nome do direito à vida, pertencente a todos, num Estado democrático de direitos e numa sociedade que caminha para a evolução e não para a involução dos valores maiores e mais importantes do ser humano.

  38. WEIMAR disse:

    Epa! Ó vocês aí que vêem alguma valia no texto do Petry! Devagar com o andor!

    Pode-se discordar do que diz o Reinaldo sobre a tal lei contra homofobia. Pode-se dele divergir, sem atropelo à lógica, ao bom-senso e à razão. É possível, sim. Mas o que escreveu o Petry, inclusive na sua frase assinalada pelo Reinaldo, é indefensável. Leiam-na novamente. Se não é pura estupidez, é mera banalidade. A depender de como se defina o que é crime, o melhor que se pode dizer a seu favor é que ali se apresenta, com todas as suas peculiares características, o óbvio. E já seria um bondoso elogio ao seu texto.

    Colocá-lo, e ao Reinaldo, como pólos opostos, comparando-os a H. Hart e Radbruch, é enxergar no texto do Petry mérito que ali não existe. Ninguém, com lucidez, endossaria o que disse, e como disse, o Petry.

    Está bem! Sejamos indulgentes, poupando-o: Ele foi de enorme infelicidade.

    Weimar

  39. Anônimo disse:

    Caro Reinaldo,
    Seu texto foi muito longo e com várias voltas o que demonstra, a meu ver, sua dificuldade na sustentação de que não se deve tratar homofobia como algo ilegal.

    Aliás esse papo de que ditadura pode ter estado de direito é absurdo. O Direito ( com D maiúsculo) só pode ser definido e estabelecido em uma sociedade democrática. Do contrário estaremos falando de leis , mas não de justiça. Qual a legitimidade de uma lei imposta por um ditador? Comparar esta situação com o que se está debatendo é de uma desonestidade intelectual que nunca vi em voce.
    De um habitual leitor , muito desapontado.

  40. Edu Gualberto disse:

    Estou com Petry.

  41. Anônimo disse:

    Ótimo texto! Gostaria de sugerir aqui o livro “A Verdade sobre o Cristianismo” do pensador católico conservador indo-americano Dinesh D’Souza. Esses e outros temas são abordados. Recomendo a todos!

    Edmund Burke

  42. bebeto_maya disse:

    O problema da lei, que ninguém leu, é que ela criminaliza a opinião e abre precedentes para a proibição da crítica cultural e comportamental, diferente da discriminação contra o indivíduo.

    Não se trata de discriminar o homossexual, se trata de conceder-lhe direitos que ninguém na sociedade tem. Direito de invadir igreja e beijar outro homossexual em meio ao culto, direito de enfiar na cadeia por 5 anos uma velhinha que ache feio um beijo gay…Você acha isso certo?

    Eu não acho e, ao contrário do Petry, há uma brutal diferença entre proferir a horrível palavra “v***o” e matar um indivíduo.

  43. Anônimo disse:

    O grande problema do direito positivista é esse. Se não se acredita que todo homem tem acesso à noção de certo ou errado, mas que nossos valores são resultado de convenções sociais, fala-se esta bobageira toda.

  44. Anônimo disse:

    Magnífico.

    Seu texto revela antes de tudo independência. Não é por ser da VEJA, que os artigos não deverão ser comentados com rigor.

  45. Anônimo disse:

    Em tempo: O Sr André Petry poderia divulgar também o que o movimento gay faz com quem se opõe à ele. Por exemplo, divulgar endereços de colunistas que estão expondo sua opinião contrária à aprovação da lei.

    Isso ele acha legítimo? E invadir o Congresso (local apropriado) para se manifestar é querer impor alguma coisa?

  46. Anônimo disse:

    Anônimo ateu,às 1:25 PM,você jamais conseguirá entender o que é Religião,a Bíblia,o Catolicismo.O motivo disso:a sua mais absoluta má vontade,anônimo ateu,em QUERER entender,compreender,se aprofundar em algo que é oposto a sua fé!Sim,pois você é um crente,embora ateu;mas,mesmo assim,um crente…A sua fé,ou a sua crença,é na inexistência de Deus ou na inexistência de uma inteligência superior;inteligência esta que a Ciência JAMAIS conseguirá provar que não existe!!!

    A sua interpretação da Bíblia é própria dos leigos,do povo mais humilde,quando este tenta usar o intelecto para compreender a Bíblia.A Bíblia não pode e não deve ser interpretada literalmente.

    KIRK

  47. Anônimo disse:

    Bravo Reinaldo! Você que, desde que comecei a lê-lo, se digladia com este tipo de visão do mundo, na qual prevalece uma “conveniente” confusão entre
    o legal e o ético, entre o legítimo e o legal, entre o imoral e o amoral, para citar apenas alguns exemplos, pescou mais um caso de lassidão.

    É desanimador constatar que séculos de construção da civilização ocidental estão se pulverizando … como se Darwin estivesse sendo lido ao contrário.

  48. Anônimo disse:

    A meu juízo,toda a polêmica em tor-
    no da “estrovenga” homofóbica que
    está para ser aprovada ou não,tem a
    finalidade de desancar católicos e
    evangélicos que são as religiões
    contrárias a ela.
    Ora, esse “papo” de dizer que é sò-
    mente por conta do cerceamento da
    liberdade de opinião,é conversa fi-
    ada.
    O que querem mesmo os autores da
    proposta é ver padres,pastores,ra-
    binos,ou quem pregue de seu púlpi-
    to contra a imoralidade homossexu-
    al serem criminalizados por conta
    de suas opiniões.Opiniões,eu disse!
    Expressar opinião é crime?Crime é
    perseguir,discriminar,zombar,e o
    mais hediondo:usar de violência co-
    nta os Homossexuais por conta de
    suas preferências.
    Tenho pessoas do meu círculo de a-
    mizade,gays,e quem corta meus cabê-
    los a muitos anos é um travestí, e
    são pessoas maravilhosas,contudo,t-
    emos opiniões diferentes acerca de-
    ste assunto.
    Cada um faça o que quiser com o que
    é seu,e da maneira que quiser.Mas
    deixem em paz os que não pensam
    assim.Não façam cruzadas contra os
    que não concordam e têem coragem de
    se expressar contra.

    Abraços.

  49. Lourenço Costa disse:

    Até parece que num sistema político no qual atuam grupos de pressão, se fazem manobras nos bastidores para aprovar leis extremamente impopulares e se compra votos das minorias barulhentas com concessões aqui e ali prevalece sempre o que entende a sociedade, sem entrar no mérito do que é justo ou não.

    Além disso, duvido que a sociedade entenda que os homossexuais devem ter privlégios frente a outros grupos (melhor dizendo, indivíduos) quanto à proteção a críticas referentes ao seu comportamento.

  50. Anônimo disse:

    BOMBA,BOMBA,BOMBA:DILMA FALOU,DENISE ABREU GRAVOU.

  51. Anônimo disse:

    ética,moral,não sei porque lembro do alckmin.a marta não o ataca.só ao serra e ao kassab.marta e alckmin-tudo a ver.recicláveis.

  52. Gabriel disse:

    Excelente artigo!
    Parabéns!

    Não gosto das posições que o Petry defende, mas ele é um bom jornalista, por isso, é dificil contestá-lo.
    Por isso vibrei comseu artigo!

  53. Anônimo disse:

    Se alguem discordar , respeito !!!
    Contudo , a partir deste texto , e , após anos acompanhando a lógica dos trabalhos de Reinaldo Azevedo , concedo-lhe , e quem aprovar que ratifique, o título , de o maior PENSADOR BRASILEIRO de que temos notícia nos últimos 40 anos, para Dom Reinaldo Azevedo , o Mestre Pensador , quem reprovar , meta o pau “ni nóis” “ni mim” e tbm no RA , “qui nóis num liga”!!!

    Fico imaginando , como seria o Brasil admisnistrado por uma pessoa tão lógica , tão coerente , tão correta, tão completa, tão lúcida como RA .

  54. Cristiano Pires disse:

    Percebe-se que Petry é apenas um apologistas dos homossexuais, que não compreende de forma mais ampla o que é moral ou direito! Defender um ponto de vista é uma coisa! Mas dizer que matar não é imoral é extremo absurdo! É estúpido!

  55. mac z disse:

    Agora, o que é chocante mesmo é a nossa dificuldade em aceitar que o consenso é uma situação de excessão. Talvez por isso amamos, acima de tudo, os butecos e a cerveja: alí o consenso é tão sagrado que, quando rompido, acaba em briga.
    SOMOS UMA REPÚBLICA DE BRAMEIROS (e nos orgulhamos disso).

  56. Anônimo disse:

    Excelente! Dos melhores desde a 1ª Leitura!

    MAM

  57. adriano disse:

    Se não fosse a cultura judaico cristã,hoje nas americas seria aceito o canibalismo e os sacrificios humanos…..O fome zero seria o maior sucesso….

  58. M.R. Sudo disse:

    Brilhante!

  59. marina disse:

    o que é incrível é que
    ele não tem dúvida nenhuma.
    confia cegamente no que
    dita a cartilha.
    que bom que nós as temos.

  60. mac z disse:

    ACCONSULT 11:30 afirma sobre Petry “que a competência é indiscutível”: não creio que competência garanta resultados, já que é apenas um potencial.
    “…a Veja têm outros colunistas que são do primeiro time da imprensa brasileira”: no campo intelectual não existe direito adquirido nem monopólio do acerto e fazer parte do primeiro time não assegura nada, em nenhum campo, aliás.

    Me parece que a questão em disputa é se as leis são ou não reflexo de uma ética. A concordar com Petry, devemos pedir perdão ao Khmer Vermelho, um exemplo de rigorosa obediência às leis.

  61. Anônimo disse:

    Matar é crime porque o estado assim determinou no seu direito positivo, aplicando punição a quem cometê-lo. Crime tem a ver com lei.

    O cerne da questão é outro!

    A questão é: pode-se ou não se pode matar alguém? A resposta será sempre “Não” porque em determinado momento da história a humanidade concluiu que é imoral fazê-lo.

    Tanto isso é verdade que, as pessoas alheias à moral, isto é, as amorais, continuam acreditando que podem livremente matar.

    Mas a moral impede apenas que se instale a barbárie entre as pessoas, de um modo geral, porque é impossível que exista todo um universo amoral, diferentemente da situação do estado absolutista, cujo titular é uno e pode ir contra todas as regras da moral.

    Veja-se o caso do Zimbábue!

  62. cop disse:

    Reinaldo,

    Vou ser bem curto e grosso.

    Confesso que li esse texto do Petry no domingo e quando cheguei no “Matar é crime não porque seja imoral” me deu um nó nas tripas.

    Parei por ali. Nem sei como o texto termina, e nem me interessa saber.

    COP

  63. Anônimo disse:

    Caro Reinaldo,

    Gostaria de recomendar aos leitores um livro que trata em profundidade este tema, Eichmann em Jerusalém - Um relato sobre a banalidade do mal, da Hannah Arendt.

    A conclusão dela é exatamente essa, que apesar de Eichmann ter feito tudo com base em um ambiente legal que lhe era favorável, todo ser humano é dotado de uma moral pessoal que deve prevalecer mesmo nesses casos extremos. Tirando essa moral, está aberta a caixa de horrores da humanidade.

    O interessante é que esse parece ser o princípio mais presente nas tiranias - substituir a ética e a moral por um conjunto de valores fabricados por uma “elite iluminada”. É o melhor dos mundos para um tirano. Como disse Dostoievsky: “Quando não há Deus, tudo é permitido.”

  64. erick moura disse:

    Tio Rei sei que é um tanto irritante e chato perder tempo com insignificantes mas, o nefasto, caloteiro e ratazana já começou atribuir esse post seu, bem como aos comentários dos leitores; o que seria uma Guerra interna contra o colunista André Petry. Adoro os textos de Petry, principalmente quanto tocam no aspecto legal e jurídicos dos fatos, assim como adoro os seus pela linha argumetnativa. Divirjo dos textos de Petry, quando diz respeito a lógica com atributos progressistas que o Autor coloca em seus textos. Bem como, raramente discordo dos seus.

    Mas agora daí a atribuir uma “guerra interna” e/ou fogo amigo, só podia ser coisa do mascate. Coitado essa gente e raça não entende que se pode divergir com altivez e urbanidade.

  65. Anônimo disse:

    Muito bom Reinaldo.
    Seu texto explora a fundo os componentes filosófico e humano que faltam ao André. Petry é inteligente mas não é culto.
    Tem desvio de “esquerda” e sua formação, por conta da falta do saber é autoritária. Lembro-me dele em tempos idos confiante de que o petismo resolveria os problemas dos trabalhadores brasileiros. Faltou a ele essa visão mais profunda do real.

  66. Anônimo disse:

    O do cavaco é uma graça.Já ofendeu ou tratou como desinformados ou “burros” ,o janio de freitas,o otavio frias de oliveira(depois de falecido,o que é ainda mais espantoso),o ali kamel,o joelmir(quem ouvia a bandeirantes sabe),a janaina leite,o reinaldo,o diogo,toda a veja,o clovis rossi;e quando acontece uma divergência,sem ofensas,apenas com diferentes pontos de vista-como esta do reinaldo e do petry,o sub quer ser alcoviteiro.Que pobre alma.

  67. João Marcus disse:

    Eu respondo ao caravaggio:
    A lei JÁ PUNIA a discriminação contra mulheres, gays, índios, etc.

  68. Anônimo disse:

    Esse tal de PeTry, assim que mudar de emprego, vai comecar a defender o Lula!

  69. Anônimo disse:

    Esse tipo de lei mostra que nossa sociedade adora um TABU. Livra-se de uns, mas logo arranja outros para se apoiar.

    Não pode chamar alguém de negro, não pode olhar com cara feia para nenhum homossexual, não pode mandar os índios pararem de matar seus filhos e aí vai.

    Mara

  70. Anônimo disse:

    TIO REI, EU TE AMO!!!!
    NÃO TENHO OUTRAS PALAVRAS PARA DESCREVER MEU CONTENTAMENTO COM ESSA SUA RESPOSTA AO PETRY.
    EU TE AMO, TIO REI!!! OBRIGADO POR EXISTIR!!!

  71. Anônimo disse:

    Estou com você, ou seja, não acho de maneira alguma que André Petry seja mal intecionado. Só acho que ele está bem abaixo do nível médio dos colunistas de Veja. Leio todos: você, quando escreve lá, Lya Luft, Roberto Pompeu de Toledo e Diogo Mainardi. Não é questão de peso e contra-peso, mas de qualidade da opinião emitida, ou melhor, da argumentação que lhe funda. O mais grave do texto de Petry não é nem a passagem que você cita, mas aquela outra onde ele diz que “tudo ficará como está”, admitindo - sem perceber (e aí está o problema) - que a liberdade de expressão possa ser formalmente limitada, desde que materialmente fique tudo como está. O problema não é nem a idéia defendida, mas a sua absoluta ausência de predicação lógica. Não é a primeira vez que André Petry é tautológico, nem a segunda, nem a terceira; e, certamente, não é a última. Não me importo com as opiniões dele: são legítimas, ainda que tolas. Me preocupa, fundamentalmente, a falta de qualidade da argumentação, abaixo, como dito, da média da Veja.

  72. Roberto Martins disse:

    Prezado Reinaldo
    Há um estratégia na argumentação do sr. A. Petry que está se tornando quase um princípio inquestionável. Trata-se de interditar as igrejas como interlocutores válidos no debate sobre o moral, como se as suas objeções tivessem um vício de origem por serem de natureza religiosa. Coloca-se a discussão sobre a lei que criminaliza a homofobia (seja lá o que for isso) como uma questão típica de debate de um Estado laico e , por isso, qualquer ingerência de igrejas ou religiosos neste debate torna-se uma afronta ao caráter laico do Estado. Com isso, se invalida a participação do argumento religioso no debate.

  73. elke disse:

    A sorte de gente como o Petry é que as igrejas cristãs não unem sua força política para criminalizar a cristianismofobia, que, pelo que sinto na pele, é muito forte nos ambientes acadêmicos, onde tentamos sobreviver com dignidade de seres pensantes. Os olhares de deboche, as réplicas furiosas a nossos pontos-de-vista e o desmerecimento pessoal por conta de nossa fé são elementos do cotidiano do cristão que, ao contrário dos grupos minoritários, segue com firmeza e ternura enquanto os cães ladram.
    É muito bom ter uma fé que nos liberta da dependência da aceitação social. O que nos importa é o que Deus, a quem tememos, vÊ em nós.
    Quanto à lei que criminaliza a homofobia, há muito pouco esclarecimento a seu respeito. Vejo pessoas defendendo sem ter lido o texto do projeto. Recomendo que leiam. Não se trata de institucionalizar a aceitação dos GLBT. Se trata de torná-los cidadão privilegiados em relação a todos os demais, pois torna crime demití-los (mesmo que seja justa causa, o ônus da prova fica com quem demite); não aceitá-los como sacerdotes de nossas igrejas (estarão acima de nossas crenças); ou se manifestar contra atos libidinosos em locais públicos e/ou privados (mesmo local de trabalho, igrejas, escolas, etc). A lei não define satisfatoriamente o que é homofobia, mas joga uma lista de palavras de amplo sentido que podem significar tudo o que podemos imaginar e muito mais.
    Num programa da MTV, “Fundão”, em que o Gordo xinga adolescentes de tudo o que há no vernáculo de baixo calão, um dia escapou entre “seu filho da p*, c*, seu burro, energúmeno, etc” um “seu Bicha!”. Imediatamente ele parou e disse: “não, ‘bicha’ não pode, é homofobia.”
    Há, sim, muita desonestidade intelectual de quem defende a lei atacando os religiosos como seus opositores, sem sequer discutir a lei em seus detalhes quando a defende.

  74. Anônimo disse:

    pessoas “inteligentes” duvidam de Deus e da fe…

    a vida eh tao fragil, que eh realmente curioso como podem pensar dessa maneira…

    pra se pensar dessa maneira eh preciso mesmo ser muito arrogante..

    o mesmo ser que, do alto da sua empafia desdenha dos que possuem fe, podem sucumbir de maneira facil a uma simples adversidade na vida, como um minusculo virus…

    e la se vai toda a arrogancia e altivez do sujeito juntamente com ele para a cova mais proxima…

  75. Anônimo disse:

    Não é a primeira vez que André Petry erra. Dessa vez, o erro foi gravíssimo. Mas acredito que ele irá se arrepender do que disse e corrigir o erro cometido.

  76. Anônimo disse:

    o texto do sujeito, baseado em retrospectivas historicas, eh um marco na ja gigantesca bocalidade do jornalismo brasileiro…

    cheio de si, cheio de certezas e verdades…

    na verdade, aquele artigo nao passa de uma grande merda…

  77. Lisete disse:

    Reinaldo, você nos deixa preguiçosos. Não precisamos mais “queimar neurônios” para expor nossas idéias, você diz tudo o que pensamos! Assino em baixo de tudo o que você disse ao Petry! Parabéns e muito obrigada por falar pela maioria silenciosa deste país. Tenho muito orgulho de ser sua leitora desde a “Primeira Leitura”!

  78. Anônimo disse:

    Gostaria de poder responder ao anônimo que disse que um ateu não pode acreditar que exista uma “moral inata”.Pois bem.Na Bíblia existe uma passagem brutal onde Moisés manda seus homens destruírem uma vila.Os soldados de Moisés não matam mulheres e crianças e isso enfurece Moisés que ordena que eles matem todos os meninos e as “mulheres que ja estiveram com um homem”.Esta é uma passage claramente imoral da Bíblia mas a maioria dos católicos ignora ela assim como ignoram o massacre em Jericó(nem os animais foram poupados e o motivo foi o primeiro uso registrado da defesa de Nuremberg “estavam recebendo ordens”: a terra era prometida).
    A pergunta é: se existem afirmações contraditórias nos textos ,como um cristão escolhe o que é certo(e a maioria faz a escolha certa e ignora a barbárie)? Através da moralidade que , é sim, universal, é externa ao texto e interna ao indivíduo .Assim que descobrimos o sofrimento e vemos que o outro é igual a nós, não precisamos de religião pra nos dizer porque não podemos matar.

  79. Anônimo disse:

    Nem Kelsen faria uma afirmação como esta do Petry. Miguel Reale deixou claro, e firme, que direito é “fato, valor e norma”. Norma que não carrega em seu bojo qualquer conteúdo valorativo não é direito. Do contrário, como dizia Bobbio, como distinguir o ordenamento jurídico do Estado das regras de uma organização máfiosa?

  80. Anônimo disse:

    Sobre a quadrilha vc fez um post intitulado:

    DAS NEGATIVAS.

    Sobre jornalistas-economistas vc deveria fazer um post intitulado:

    DOS CANALHAS.

  81. Israel Mendes disse:

    Como acabo sempre fazendo com os artigos do Petry, li de relance e não vi essa parte. Esse seu texto foi esclarecedor, Reinaldo.

  82. Anônimo disse:

    Petry está muito “A esquerda” para escrever na Veja. lembro-me que ele apoiou o pai dos jovens marginais de classe média que espancaram uma empregada domestica no RJ. Segundo o colunista, devido ao precario sistema carcerario brasileiro, os jovens não deveriam ir para tras das grades.Ele também é contra o aumento de pena para crimes mais graves

  83. Clube da Luta disse:

    Achei esse texto confuso e pretensiosamente mal escrito. Você disse o que não queria dizer e não disse o que queria dizer. Sobre a lei: acho errado criminalizar a homofobia. Dependendo do crime, digamos, um xingamento, não se deve colocar o “criminoso” numa cadeia com verdadeiros criminosos.

  84. andre-sc disse:

    Discordo em apenas um ponto.
    André Petry não age de boa-fé. Ele têm uma agenda muito clara (abortista, gaysista, globalista, etc), e usa de argumentos claramente distorcidos (e faz isso de forma consciente)para convencer o público de suas opniões.
    Ontem mesmo estava pensando em escrever para você implorando para que iniciasse a combater as idéias desse ind,ivíduo, que pela posição que ocupa é muito mais deletério ao Brasil do que a maioria dos petralhas de carteirinha.
    Ele é um deles!!!
    Abraço.

  85. vinicius disse:

    Graças a Deus! hoje descobri que não é em tudo que concordo com Reinaldo. Sempre leio o blog, e sempre concordava com as opiniões aqui expostas. Mas hoje não… A lei é válida, pois é so com ela que podemos adestrar indivíduos incapazes de enteder que o respeito faz parte da ética e da moral.

  86. Anônimo disse:

    O do cavaquinho quer tirar uma lasquinha e botar lenha na fogueira. Coisa típica de canalha.

  87. Anônimo disse:

    Chávez aplica calote no Brasil
    O coronel conversador Hugo Chávez, presidente da Venezuela, ainda não entrou com um único centavo na construção da refinaria de Abreu e Lima (PE), em parceria com a Petrobras. Chávez influiu na escolha do local, em homenagem ao general brasileiro que lutou ao lado de Simão Bolívar, mas não honra os compromissos. E ainda bem: a Petrobras prefere seguir sozinha, sem a parceria “amiga-da-onça” da PDVSA.

  88. Anônimo disse:

    zer0-rei, em primeiro lugar vcs nos brinda com discussão de tão alto nível. Agradeço pelas reflexões.

    Ainda não estou certo se a sua opinião é a definitiva sobre o assunto, que evolui, claro.

    Saliento a BAIXEZA com a qual o MASCATE trata esse assunto, tentando incutir fofoca e uma tal guerra interna na Veja.

    É isso o que eles não entendem: divergir não significa guerra.

    Divergir é bom, evolui. Ele nos propõe voltar a andar de quatro patas? NÃO IGNORE ZER0-REI, SENTA O DEDO NESSA GENTE ATÉ QUE APRENDAM

    abrx
    luiz

  89. Fabio Platero disse:

    Aliás falando um pouco sobre a lei da homofobia, o PCC está expulsando alguns membros da organização pelo fato de serem homossexuais. Aonde está o sr. Lula para falar do crime de homofobia? Neste caso não interessa, não é, presidente?

  90. Anônimo disse:

    O nosso grande cavaquinista, com aquele estilo nebuloso, (por que ele nunca dá o seu recado sem rodeios e insinuações?), acaba de declarar uma “guerra” interna na Veja.

    Que diabos o move?

    Felipe, Rio.

  91. Dino disse:

    Eu sou contra a lei que está no senado, por considera-la um censura, mas a frase do Petry é corretíssima:
    “Matar é crime porque é lei” e a sociedade entendesse diferente não seria crime. Não importa se é ou não imoral, ainda que tenha sido essa a motivação dos legisladores originalmente…

  92. Anônimo disse:

    Caro Reinaldo,
    Ótimo texto!
    A parte que você destacou do artigo de Petry é absolutamente coerente com a postura de um ateu (creio que o Petry é ateu).
    C.S.Lewis mostrou em “Cristianismo puro e simples” onde vai parar alguém que acredita que exista uma moral inata. E obviamente este é um fim que um ateu não deseja para si. Negar esta moral, depositando no contrato social a definição do certo e do errado é o que resta a um ateu para compreender o mundo.
    Um abraço!

  93. Mário disse:

    Caro Reinaldo,
    Demorou para você criticar um artigo desse cara. Sou assinante da Veja e esse é o único colunista que leio no máximo, e de vez em quando, um parágrafo. Esquerdopata até a medula.
    Um grande abraço.

  94. Márcia disse:

    É complicada a questão e mais ainda quando defendida por pessoas de boa fé, como vc mesmo disse.
    Mas, se eu não me engano, Petry está certo quanto ao texto da lei não reprimir a opinião e sim a discriminação. Acho-a desnecessária porque discriminar já é crime mas precisaria saber mais sobre o texto da lei. Vou apurar a respeito.

    Sobre a pena de morte eu digo que, mantendo-se as devidas proporções do país em que vivemos e se teríamos pessoas realmente capazes de determiná-la já que nossas leis são feitas por quem são, muitas vezes essa pena chamada de morte poderia se transformar em pena a favor da vida.

  95. Anônimo disse:

    Claro que a VEJA nao é uma revista “conservadora”. E por isso apenas acompanho o blog do Reinaldo.

  96. Anônimo disse:

    Se casa segmento social tiver legislação especial, é de se perguntar: e as louras, tão ultrajadas quanto à sua capacidade intelectual? A se seguir o pensamento daqueles que entendem que deve haver leis especiais para tudo, negros, mulheres, judeus, gays, etc., também deverá haver a Lei das Louras. Faça-me o favor, vamos resolver os problemas realmente sérios do país.

  97. Anônimo disse:

    Dois grandes jornalistas.UMA GRANDE REVISTA.

  98. hans niemandwitz disse:

    Reinaldíssimo:

    Bravo !! Right on the bull´s eye.

    Disse André Petry: “Matar é crime não porque seja imoral, mas porque a sociedade entendeu que a vida deve ser preservada. Dúvidas? Recorram ao Supremo Tribunal Federal. Na democracia, é assim. Lei não é bíblia de moralidade.”

    Aí tem (no mínimo) dois erros clamorosos:

    1)E por que a sociedade entendeu que a vida deve ser preservada? O Petry não entende que é sempre um valor que orienta a ação humana, inclusive a decisão legislativa, que nem precisa ser escrita. 2)Até o B. Hussein Obama sabe, apesar de ser abortista e infanticida, e fã do André Petry, que o ordenamento jurídico provém da ética de seus elaboradores, em maior ou menor grau. Petry nos induz a achar que a lei provém do nada ético, de uma espécie de big-bang axiológico…

    Penso em exemplos históricos e me vem à mente o de Sophia Magdalena Scholl, a jovem católica de 21 anos, guilhotinada pelo 3.º Reich em 22.02.1943, porque já sabia o que fazer e não foi tirar dúvidas com o MM. Roland Freisler sobre o que era o certo e o que era errado.

    E endosso as palavras finais de Walden Pond, publicadas acima (quem não o leu, corra os olhos lá !!)

    Valeu, Reinaldo! Walden Pond ! Sophie Scholl e tutti quantti.

  99. Ronaldo disse:

    Parabéns, Reinaldo. Finalmente alguém da sua estirpe opõe-se a Petry. Para lembrar, Petry, que mora nos Estados Unidos, é hoje o maior representante anti-americanista na imprensa brasileira. Faço como muitos: sou louco por VEJA mas não leio os seus artigos. Prefiro os seus e os de Mainard. Ambos nos dão conforto.

  100. Lampedusa disse:

    Impressionante como o fanatismo (anti-religioso, no caso) enturva uma inteligência que, de outra forma, poderia ser brilhante…

  101. simplesmente maria disse:

    Complementando o anterior post: não havia lido o Petry, porque de há muito dispenso a leitura de sua coluna. Por que perder tempo lendo baboseiras, não?

  102. Fabio Platero disse:

    Bravo, Reinaldo! Até que enfim um cidadão que sabe argumentar com clareza neste país de tupiniquins onde a maioria das pessoas estão sendo manipuladas pela mídia golpista.

  103. Gisa disse:

    Reinaldo, obrigado mais uma vez pela sua aula de lucidez, e hoje entendo porque nunca me agradou a maioria dos textos do Petry.

  104. Anônimo disse:

    Reinaldo,

    Bom dia!

    Só posso dizer que, espero e muito, que o Sr. André Petry leia, reflita e entenda esse seu texto.

    Penso que se o Sr. André Petry entender, não cairá mais em armadilhas (por pensar melhor) sobre essas leis, feitas por homens de boa vontade.

    E aprenda, talvez, que são esses, os homens de boa vontade.

    E com a Boa fé, poder convicto, atravessar de calçada por deparar-se com um desses na mesma via.

    Bom dia, Reinaldo!

  105. simplesmente maria disse:

    Um texto extraordinário. Agradeço.

    Quanto ao tema da coluna do Petry, que somente agora fui ler, fica ele muito, muito pequenino diante de sua excelência, Rei.

    Sei que você dispensou comentar o que seria supostamente o tema principal daquela coluna, optando por focalizar um tema maior. Notarei, não obstante, em comentário ‘off topic’ à vista do post, que o próprio colunista derrubou sua argumentação em defesa da lei quando conclui nestes termos:

    “O que essa proposta pretende dar aos gays, e sabe-se lá se terá alguma eficácia, é aquilo a que todo ser humano tem direito: respeito à sua integridade física e moral.”

    Ora, se todo ser humano já tem direito à integridade física e moral, o que está assegurado pela Carta Magna, Código Penal, Código Civil etc. etc., então qual a justificativa desta nova lei?

  106. Alvimar disse:

    Mesmo que não pareça para alguns mas a questão foi deixada bem clara: pode até virar lei, mas vai continuar sendo imoral.

    Aliás, podemos ver muita gente ROUBANDO DESCARADAMENTE, sem infligir a lei. Parece impossível? Mas é perfeitamente possível. É só dar uma analizada nas leis que definen a criação e fechamento de empresas. Existem muitas brechas. Tanto é que muitas lojas não aceitam cheques de Pessoas Jurídicas.
    Ai é que entra a questão muito bem explanada por Reinaldo Azevedo… até é legal, mas muuuito imoral.

  107. Anônimo disse:

    Quer saber de uma coisa Petry eu obedeco mais a Biblia do que as leis feitas pelos homens. Mais a Deus do que as leis do homem.
    Esse mundo é passsageiro e Deus é pra sempre.
    Deus os censure….

  108. mac z disse:

    WEIMAR 8:01 toca num ponto importante: a sêde de audiência, que leva muitos jornalistas a chutarem cachorro morto em busca de visibilidade, fazendo grandes contorcionismos intelectuais em busca de uma nova interpretação acerca do sabor do giló.
    Parece que corre por aí um “MANUAL DE COMO SURFAR NO MAINSTREAM”.
    Eu até diria que foi escrito pelo Noblat… mas ele não sabe escrever…

  109. Anônimo disse:

    Reinaldo

    Não sei se o André Petry acredita em Deus. Talvez ele devesse nos informar.
    Essa frase de que a vida deve ser preservada porque a sociedade assim entendeu, é de matar.

    Não matar, não ofender, não humilhar, não causar prejuízos a outrem, nunca foi conceito ou sentimento de uma sociedade. É algo íntimo de cada um de nós. E se nós acreditamos que existe um ser superior que nos deu a vida,temos que acreditar que somente Deus é que pode tirar a vida de alguém.

    Quanto aos gueis, às lésbicas e afins,acredito que cada um deveria buscar as razões de sua própria razão antes de alardear suas preferências por isso e por aquilo.

    Chamar a atenção para si como guei é tão idiota quanto como macho.

    Pessoalmente não aceito conviver com gueis. Vão me chamar de discrimindor ? Não aceito e pronto.

  110. mac z disse:

    Ainda sobre REDAÇÃO: no primeiro post, Eliane diz carinhosamente: “corrige aí!”
    É tudo o que ela tem a dizer.

  111. Anônimo disse:

    Justiça ao Reinaldo que já tinha recomendado o livro:

    “Leiam, por amor à inteligência, Ortodoxia, que acaba de ser relançado pela editora Mundo Cristão.”
    Reinaldo Azevedo

  112. Anônimo disse:

    “Anônimo disse…
    André Petry representa em Veja a agenda gay, abortista, ateísta, etc. Como tenho estômago fraco quase nunca consigo ler dois parágrafos de sua coluna, não pelas causas que defende, mas pela sinuosidade dos argumentos. Olavo de Carvalho disse que a mentira prospera tanto porque pode ser dita numa frase sendo necessária uma página para desmontá-la. Você acabou tendo de escrever mais linhas do que ele para desmontar a argumentação dele.

    7:42 AM”

    Ótimo!Muito bom mesmo!Grande Olavão!Reinaldo e Olavão são dois gigantes!

  113. mac z disse:

    Insinuações e ironias do tipo que vão a seguir, feitas por A. Petry acabam sendo reduções grosseiras da realidade e da história, o que acaba por explicar, pelo menos em parte, a nossa complicada relação com a memória, a nossa evidente dificuldade de construir uma cultura mais consistente… para além dos tamborins.
    “Na década de 50, quando se discutia o divórcio, teve cardeal dizendo que se devia pegar em armas para combater a proposta. Em 1977, o Congresso aprovou o divórcio. Não houve tiroteio, e a igreja do cardeal nunca mais tocou no assunto. Recordar é viver.”

    A IGREJA FEZ UMA CONVOCAÇÃO ÀS ARMAS? O DEBATE NÃO FOI APROPRIADO?

  114. ac.consult disse:

    Reinaldo,

    Li com bastante atenção o texto do Petry na Veja e a sua contestação. Pela primeira vez, desde que acompanho o seu Blog, concordo com seu oponente.
    Reinaldo, além do Petry, cuja competência é indiscutível, a Veja têm outros colunistas que são do primeiro time da imprensa brasileira. Inclusive, o príncipe deles, que é o Roberto Pompeu de Toledo. Portanto, caro amigo, é muito mais fácil para você, com toda sua bagagem cultural, divergir e “abater” com certa facilidade, os petistas da política e da mídia. Entendi perfeitamente que sua divergência com o Petry, “se dá entre pessoas de boa fé”, mas gosto de ver o Reinaldo combatendo e fazendo emergir as inúmeras “pilantragens” implantadas no país pela máfia petista.

    Ângelo Comisso

  115. Anônimo disse:

    “Anônimo disse…
    André Petry deixou-se levar por essa permanente tentação de “revolucionar” os conceitos. Essa é uma boçalidade bem ao gosto do brasileiro. Todos se querem filósofos. Achamos que podemos “redefinir” tudo, de forma elástica, sem atinar com as desastradas consequências de sair juntando idéias a esmo. Para começar, o cidadão precisa de se dar conta de que, por trás de cada conceito relativo à condição humana, há pelo menos 2500 anos de discussão.

    Tales de Mileto

    7:31 AM”

    SUBSCREVO!

  116. Anônimo disse:

    “Anônimo disse…
    André Petry deixou-se levar por essa permanente tentação de “revolucionar” os conceitos. Essa é uma boçalidade bem ao gosto do brasileiro. Todos se querem filósofos. Achamos que podemos “redefinir” tudo, de forma elástica, sem atinar com as desastradas consequências de sair juntando idéias a esmo. Para começar, o cidadão precisa de se dar conta de que, por trás de cada conceito relativo à condição humana, há pelo menos 2500 anos de discussão.

    Tales de Mileto

    7:31 AM”

    SUBSCREVO!

  117. Daladier Lima disse:

    Escrevi o seguinte texto ao Sr. André e publiquei no meu blog:
    André Petry, conhecido crítico dos evangélicos e religiosos em geral, em seu artigo na Revista VEJA, edição 2067, de 02/07/2008, com o “sugestivo” título A fé dos homofóbicos, desce a borduna novamente. Diz em seu périplo que “os evangélicos e seus aliados dizem que proibir a discriminação contra gays fere a liberdade de expressão e religião”! Entendeu? Não? Então leia de novo. Ele diz, em outras palavras, que nós queremos legalizar a discriminação! É pouco? Então continue lendo.

    Ora, o senhor André sabe que nós não discriminamos gays, criticamos seu comportamento baseados na Bíblia Sagrada, no livre exercício do artigo 5º de nossa CF. Ele mesmo, em seu artigo, poderia ser tomado como discriminador quando afirma que nós invadimos o Senado, como se nós fôssemos baderneiros a invadir espaços alheios. Ali é a Casa do Povo, como já ressaltei em outros posts. Os evangélicos não têm o costume de depredar prédios públicos ou privados. Nossas manifestações são ordeiras. A Marcha para Jesus é um exemplo, no que tange a ocorrências policiais. Justamente o contrário da Parada Gay, em que pese nosso respeito pelos que ali expressam seu posicionamento adequadamente. Nenhum evangélico, por exemplo, foi depredar a Prefeitura porque Kassab proibiu a Marcha na Avenida Paulista, dando prioridade à Parada. Eles que se entendam!

    Querendo parecer moderno acaba incorrendo em suas própria escaramuça, quando afirma em dado instante que não podemos julgar o comportamento das pessoas com base na Bíblia ou atribuir à lei valor moral! Qual das leis brasileiras não tem valor moral intrínseco? O adultério até pouco tempo era crime passível de prisão, hoje, pela liberalização dos costumes, não é! Não vamos julgar se está correto, mas a moral vigente determinou a mudança.

    O despautério chega ao ápice no último parágrafo. Diz ele: “O que essa proposta pretende dar aos gays, e sabe-se lá se terá alguma eficácia, é aquilo a que todo ser humano tem direito: respeito à sua integridade física e moral”! É como se os gays estivessem ameaçados em seus direitos por nós, ou se estivéssemos os ameaçando rotineiramente, com paus e pedras nas mãos. E o pior, ele declama como razão para isso nossa cobrança moral, baseada na Bíblia. Outra coisa: integridade moral? Quem mais a procura: o evangélico que clama pela Bíblia ou aqueles que nas Paradas Gays exibem suas intimidades?

    Mais adiante ele conclui: “Os evangélicos, pelo menos os que foram a Brasília, dão prova de desconhecer que seres humanos não diferem de coisas só porque são um fim em si mesmos. Os seres humanos diferem das coisas porque, além de tudo, têm dignidade. As coisas têm preço”! É de uma tendenciosidade total essa colocação e não enxergo apenas isto. Enxergo um clamor velado pela retribuição dos gays à oposição que lhes fazemos baseados em nossas convicções religiosas.

    Senhor André Petry, que eu saiba nenhum gay morreu em igrejas, nem morto pelas mãos dos “crentes”, muito menos dos pastores que foram a Brasília protestar contra o PL 122/2006. A imensa maioria dos assassinatos (que aliás, são uma epidemia em toda sociedade, homo ou heterossexual) ocorreu nos points, nos programas sexuais e decorrência de razões passionais. As estatísticas da mídia nunca descrevem estes pormenores que fazem a festa dos movimentos articulados. Eles podem dizer que morreram duzentos gays este ano, que ninguém vai descrever os que morreram em razão de sua opção sexual. Aliás, a VEJA já conseguiu explicar porque cinco milhões de paulistanos foram à última Parada Gay, sendo que a cidade só tem dez milhões de moradores? Ah! Ia esquecendo os que morreram em decorrência da AIDS, uma praga moral, que vez por outra mata os que fazem de suas vidas uma roleta russa, mostrando que a verdadeira homofobia é não amar a si mesmo!

  118. Adelice disse:

    Reinaldo,

    Excelente artigo.

    Vi nos comentários que muitas pessoas estão equivocadas a respeito da lei em questão.

    Ninguém, eu também não, é favorável que pessoas saiam por aí atacando gays ou qualquer pessoa que seja.

    O que o movimento gay está no entanto tentando é tratar como homofobia qualquer afirmação que seja contrária ao estilo de vida gay. Para isso, inventam índices, distorcem a realidade para dar a entender que existe uma pré-disposição ao ataque de gays, quando isso não é verdade.

    O que os evangélicos fizeram no Congresso foi justamente expressar sua opinião contra esta agenda, que não tem nada de legal, nem de inocente.

    Quanto ao André Petry, sua gana em atacar qualquer assunto que qualquer religião defenda, há muito já tirou sua credibilidade.

  119. Anônimo disse:

    G. K. Chesterton conseguia apresentar a fé cristã com mais humor, bom ânimo e força intelectual do que qualquer outro no século passado. Com o mesmo zelo de um soldado na defesa do último reduto, ele encarava feras como Shaw, H. G. Wells, Sigmund Freud, Karl Marx e qualquer outro que ousasse explicar o mundo sem considerar Deus e sua Encarnação. T. S. Eliot julgou que Chesterton “fez mais — penso eu — que qualquer de seus contemporâneos… para sustentar a existência desta minoria importante para o mundo moderno”.

    Foi isso que ele fez por mim. Sempre que percebo que minha fé corre o risco de tornar-se árida mais um vez, vou até minha estante e apanho um livro de G. K. Chesterton. E assim começa de novo a aventura.

    *Este artigo é um trecho do prefácio escrito por Philip Yancey, com exclusividade para a editora Mundo Cristão, para a edição centenária de Ortodoxia. Tradução: Mark Carpenter

  120. Anônimo disse:

    Chesterton parecia perceber instintivamente que, numa sociedade cheia de gente sofisticada que desprezava a religião, um profeta sisudo teria muito menos impacto do que um bobo da corte. Descreveu desta forma o seu método: “Para responder ao cético arrogante, não adianta insistir com ele que pare de duvidar. É melhor estimulá-lo a continuar a duvidar, para duvidar um pouco mais, para duvidar cada dia mais das coisas novas e loucas do universo, até que, enfim, por alguma estranha iluminação, ele venha a duvidar de si próprio”.

    Acredito que hoje carecemos de um novo Chesterton. Nos dias atuais em que a cisão entre cultura e fé se abre ainda mais do que na época de Chesterton, poderíamos muito bem nos valer de sua mente brilhante, de seu estilo divertido e, acima de tudo, de seu espírito generoso e bem-humorado.

  121. Anônimo disse:

    Reinaldo,

    Um jornal londrino promoveu um extenso debate entre Chesterton e Robert Blatchford, editor de um periódico socialista. O resultado desse embate foi a publicação de Ortodoxia e de várias outras obras de apologética cristã. Quando Blatchford citava as razões por que não conseguia aceitar o cristianismo, Chesterton respondia sempre com uma refutação vigorosa e bem-humorada que acabava virando os argumentos do oponente de ponta-cabeça: “Se eu oferecesse todas as minhas razões por ser cristão, a grande maioria seria exatamente as razões que o senhor Blatchford daria para não o ser”.

    Eis aí, pistas para vc, Reinaldo, publicar livros.

  122. mac z disse:

    O hooror dos intelectuais à religião é relativo: detestam mesmo a religião católica. Adoram paparicar religiões exóticas como o budismo e outras cheias de preconceitos violentos, como o islamismo. Quando o “não matarás” substituiu o “ôlho por ôlho, dente por dente”, o homem passou a ser melhor. Admitir que os méritos são do Catolicismo é muito para uma geração que ainda está contestando os valores paternos.

  123. mac z disse:

    Tenho a impressão de que existe uma tendência do brasileiro ao EXCLUSIVISMO. Explico: a maior parte dos intelectuais morre de mêdo de se ver associado à religião, pois se veriam na companhia do Zé Povinho.
    É a mesma lógica que propicia o avanço da inflação: a classe média em ascenção prefere pagar mais caro para poder fazer alarde de que tirou os pés da pobreza.

  124. Anônimo disse:

    Informo para todos e a Cris (9:25 AM) em particular que quem discordar de Chesterton iremos inclui-los entre os Gordofóbicos.
    Chesterton, que pesava em torno de 140 quilos, apelava para o humor quando debatia publicamente com os agnósticos e ateus da época, mais notavelmente com o dramaturgo George Bernard Shaw.

  125. André disse:

    Lula foi discursar no lançamento do novo GOL.

    Vai discursar também no lançamento dos carros de outras montadoras?

    É função de presidente ir fazer propaganda do carro de uma empresa?

    Não sei viu,de verdade,eu to começando a achar que eu é que não sei nada sobre república,democracia,público,privado.

    Vai ver a maioria é que ta certa mesmo.Eu devo ser muito preciosista.

  126. Anônimo disse:

    Como vivemos em plena democracia ocidental, pode-se citar a Bíblia em qualquer contexto. Já o Alcorão …..

    (R)

  127. Anônimo disse:

    “Lei não é bíblia de moralidade” : Como diria o chanceler alemão Bismark, “se o povo soubesse como são feitas as leis e as linguiças”.

    (R)

  128. mac z disse:

    Perfeito, Reinaldo: o KHMER VERMELHO fez tudo dentro da lei.

  129. feluc disse:

    lembro que os senhores estão reeditando famoso debate entre os juristas Herbert Hart, monstro sagrado da Universdade de Oxford, e Gustav, Radbruch, Ministro da Justiça de Weimar…
    discussão sem fim…
    abs
    Fernando Correa

  130. Anônimo disse:

    Chesterton afirmou que as virtudes pagãs, como a justiça e a temperança, são virtudes tristes. As virtudes cristãs — fé, esperança e amor — são virtudes alegres e exuberantes. Elas possuem certa aura de audácia: “O amor perdoa o imperdoável, senão deixa de ser virtude. A esperança não desiste, mesmo em face do desespero, senão deixa de ser virtude. E a fé acredita no inacreditável, senão deixa de ser virtude”.

  131. Betina disse:

    Aiii!!! Aiiiii!!!!

    Voltemos então ao canibalismo!!!
    Com a inflação em alta até que não seria má idéia!

    Ao Petry!
    Vai um bifinho aí? Pode escolher!
    Prefere de assassino, pedófilo ou corrúpto???
    Essas antas ainda têm espaço na mídia! É o fiimmmmm!!!!

  132. Anônimo disse:

    Reinaldo, Parabén
    Você ultrapassou o formalismo kantiano e quase chegou ao Scheler.

    Um abraço

  133. Anônimo disse:

    Ao Caravaggio

    A questão é anterior e está assim; TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI.

    O que o Reinaldo destacou é que anterior a Lei está a Ética e a ela, a Ética, deve se submeter o formalismo legal.

    É Max Scheler quem anota: “Toda aplicación de nuestros juicios de valor a nuestro sistema de tendencias fáctico - (…) - está fundamentado en aquella forma capital del engaño de valores. Pero justamente por esto nos podemos dar cuenta del error completo en que incurre la teoría que pretende convertir esa forma de engaños valorativos en forma normal y auténtica de la aprehensión de valores e incluso en una especie de creación de los mismos”
    E em nota de rodapé escreve: “Tal, por ejemplo, SPINOZA con su principio: es bueno lo que apetecemos y malo lo que detestamos. Bueno y malo serían así entia rationis.”
    Assim sendo, a mora e a justiça pôe e propôe mas a Ética reflete e a apara os excessos e perigosos “fios de navalha” como esse que o Petry, inadvertidamente, quero crer, coloca.
    Corre-se, se isso se realiza, partir para a prática de estados ou estágios como o fascismo, por exemplo.
    A propósito o Livro de Scheler é a ÉRICA, tradução espanhola de 1948.

    Um abraço

  134. Yara Chiara disse:

    [Acompanhando o Rei, de burrico, e dizendo baixinho, para si, enquanto meneia a cabeça: "Não, não, tudo errado..."]

    Rei: Que você está resmungando?

    Que está tudo errado.

    Rei: Como tudo?

    Tudo. A totalidade. Todos os elementos.

    Rei: Mas a tese do Petry é equivocada na sua inteireza, não?

    Sim.

    Rei: Ah.

    [A escudeira, porém, continua a murmurar o "mantra do erro"]

    Rei: Mas que inferno!

    O quê?

    Rei: Você não está feliz porque montei um argumento bom, respeitoso e concatenado contra a tese, a meu ver perigosa, que Petry defende? Não está orgulhosa do seu Rei, vamos colocar assim?

    Risos. Eu te amo.

    Rei: Pára de mudar de assunto!

    Não estou mudando de assunto.

    Rei: Está, e nosso diálogo começa a ficar longo…!

    Risos. Você conta os caracteres dos nossos diálogos?

    Rei [rindo levemente]: Óbvio que não, um por um não, mas por que está tudo errado, o que houve?

    O Petry está errado.

    Rei: Eu sei. Isso eu já disse.

    É.

    Rei: Pois então?

    o Rei…o Rei…não demonstrou todo o brilho que é próprio de Vossa Majestade.

    Rei [pasmo]: O quê!?

    Você Tarso Genrizou mesmo.

    Rei [indignado]: Seu palito de neve ucraniano maldito e carcomido!

    Risos.

    Rei: Como assim?

    Veja, você comprou a tese do Tarso Genro que digeriu mal a tese do Kelsen.

    Rei: Explique-se melhor.

    Direito não é apenas norma.

    Rei: Não?

    Não. Estado totalitário de Direito é absurdo. A solução final também não foi feita ao arrepio de tal Estado, que não existia. Existia um Estado Totalitário. Não existia Direito.

    Rei: Quem disse?

    Hannah Arendt.

    Rei: Tremi.

    Risos. Eu sei. Entende-se por “Direito”, nas sociedades modernas, e tal tendência de pensamento vem desde a Idade Média, um conjunto de normas que visa proteger as liberdades individuais do arbítrio. “Direito” é indissociável de procedimentos que permitam a defesa efetiva dos acusados; da explicitação prévia e clara de quais sejam as condutas criminosas; de recursos do indivíduo contra ações arbitrárias que, fora do quadro da legalidade, atinjam-no em sua liberdade, por exemplo.

    A “democracia” é simplesmente um recorte político, e mesmo assim um recorte de diferentes dimensões ao longo da história: a democracia nos diz quais grupos de pessoas, dentro da sociedade, estão amparadas pelo Direito.

    Está errada, muito errada a tese de que: “Há lei, há Direito”; “Tem norma, tem Direito”. Errada, errada.

    Queira Petry ou não, o fenômeno a que as sociedades ocidentais modernas passaram a chamar de “Direito” incorpora, sim, valores morais.

    Rei: Uau…

    Risos. Mas você entendeu?

    Rei: Entendi. Quer dizer que, Direito mesmo, só existe se há, mesmo que em diferentes graus, alguns daqueles elementos?

    Sim. É o Direito nas sociedades modernas, que incorpora ele memso, como fenômeno, valores éticos, se você preferir. Havia, sim, um “Direito Romano”, com todos aqueles elementos que enumerei, mas em diferentes graus; tal “Direito”, porém, foi recebido na Idade Média de maneira peculiar e se consolidou na era moderna com um perfil diferente. Na essência, sim, ambos são “Direito”, aquele pensado pelo século XVIII ou aquele dos Romanos; mas de um para outro houve uma potencialização do aspecto defensivo e protetor, uma ênfase maior nas normas que resguardam o indivíduo do arbítrio do Estado. “Estado” também é outra coisa que muda durante todo este tempo, mas é outro assunto…

    Enfim, trocando em miúdos: O totalitarismo é o triunfo do arbítrio e da natureza contra a instituição e o Direito; é a falta de Direito, são os gritos de dor e o silêncio bárbaro produzidos pela violência. “Direito”, como se entende há séculos, é um fenômeno que, queira Petry ou n

  135. Pedro disse:

    Reinaldo,

    Seu texto, como sempre brilhante, me fez lembrar o melhor livro que já li e que você sempre recomenda: “Ortodoxia” de Chesterton. Que tal recomendar para o Petry?

    Lá, Chesterton, mostra, inclusive a força das lendas, em um capítulo que fala sobre democracia e tradição, valorizando a imaginação, que ao fim, vai ressaltar a religião e a importância da moral religiosa para o homem.

    Abraço,
    Pedro

  136. flávia r. disse:

    caravaggio,

    deixa de ser simplório, que aqui não é lugar disso.

    a lei deve ser universal, e não específica a um grupo. quer dizer: deve ser crime negar direitos a alguém porque ele é gay, negro, asiático, nordestino, feio, gordo ou burro.

  137. Anônimo disse:

    João Ricardo Moderno: Presidente da Academia Brasileira de Filosofia
    Verdade sobre 1968
    Rio - O stalinismo de 1968 é omitido ( jornal O DIA )

  138. Luiz Cesar disse:

    Valei-nos São Reinaldo!
    Já estava mais que na hora desse inominavel receber uma,lição de ética e moral. Bata duro nesse ser que se julga porta-voz da modernidade. As famílias brasileiras agradecem! Está na hora da Veja mandar esse cidadão procurar outra mídia pra macular.
    Não se sinta constrangido de desconstruir alguém de mediocridade tão dilatada quanto esse escriba apenas porque é colega de redação. Lembre-se que você o faz em nome milhões de pessoas que se pautam por valores cristãos.
    PS: Bata nos olhos que é pra não estragar o couro!!

  139. Anônimo disse:

    Os textos Petry têm como fundamento o pensamento esquerdista e a moral relativista.

    Boa Reinaldo!

  140. Anônimo disse:

    “Casa”,às 7:19 AM,obrigado por publicar a lista!!!

    Graças a Deus o meu candidato,ONIX LORENZONI,votou CONTRA a CSS!!!

    PARABÉNS,meu candidato ONIX LORENZONI!!!

    KIRK

  141. Anônimo disse:

    Reinaldo,
    Fora do contexto tudo pode tomar cores diferentes. Pode parecer absurdo ou maravilhoso (ou seja: absurdamente bom)! “Eu sei. Eu sei”. Todos reposdem em coro! “Então pratiquem, pratiquem”, respondo uníssomo!

    Um respeitoso abraço,

    P.O. (Profeta do Óbvio)

  142. Anônimo disse:

    Reinaldo,

    ambos os textos, o seu e o do Petry, sao ótimos, e convidam ao debate e à reflexão. Mas o melhor é que demonstram (mais uma vez!) que a Veja não é uma “ação coordenada” a favor disso ou daquilo, e nem quem escreve tem que concordar com algum credo secreto que faz parte do contrato de trabalho. Que sirva de lição para quem vem aqui te acusar disso (se é que esse povo aprende alguma lição!).

  143. Ricardo disse:

    Reinaldo: A Veja tem duas atrações: Diogo Mainardi e tu próprio. André Petry e Roberto Pompeu de Toledo são tristes exemplos do relativismo moral. Chatos que se querem gênios, mas que só fazem eco às palavras de ordem do PSOL, do PT etc. Não mereceu as várias linhas que usaste para refutá-lo.
    Quanto ao Caravaggio, acima, vá pensar melhor antes de formular perguntas.

  144. Anônimo disse:

    É o estado incompetente querendo tutelar o cidadão; e neste caso, para curvar-se ao desejo de um cretino veado pedófilo que deveria estar preso e não pautando a vida dos patos pagantes das orgias desta sbórnia. Nojento tudo isso.

  145. Anônimo disse:

    Chesterton disse, certa vez, que os homens, quando não acreditam mais em Deus, não é que eles passem a não acreditar em nada - ao contrário, eles passam a acreditar em tudo.

  146. Navarro disse:

    Tio Rei,

    a concepção de Petry em torno da moral e da lei nos remete à velha história do conflito entre ambos: entre uma diretriz legal e imoral, e uma ilegal e moral, qual devemos escolher?

    Se um comandante nazista ordenasse que seu subordinado matasse uma criança indefesa, ele deveria fazê-lo, por se tratar de uma ordem legal, ou deveria escusar-se, por se tratar de algo completamente imoral (ou aético)?

    Navarro

  147. WALDEN POND disse:

    OLHA, REINALDO, EU NORMALMENTE NÃO TENHO MUITA PACIÊNCIA PARA OS TEXTOS DESSE ANDRÉ PETRY, NORMALMENTE OS EVITO, PORQUE SINCERAMENTE ME INCOMODA A SUA ANÁLISE PEDESTRE, OS SEUS CONHECIMENTOS CLARAMENTE SUPERFICIAIS SOBRE OS TEMAS OS QUAIS PRETENDE PALPITAR E O SEU ALINHAMENTO AUTOMÁTICO COM CERTA AGENDA DE ESQUERDA QUE, NO DIZER DO OLAVO DE CARVALHO, REPRESENTA TUDO O QUE NÃO PRESTA NO MUNDO.
    ESTE ARTIGO QUE V. AGORA COMENTA EU POR ACASO TIVE A DESDITA DE LER, SÓ PARA CONFIRMAR A MINHA OPINIÃO DE QUE A COLUNA DO SR. PETRY NÃO VALE O TEMPO QUE SE PERDE QUEIMANDO AS PESTANAS.
    O TEU COMENTÁRIO É PERFEITO E REBATE COM EXATIDÃO AS ANEIRAS DO SUJEITO.
    EU SÓ GOSTARIA DE ACRESCENTAR QUE A TAL “BOA-FÉ” DO SR. PETRY JAMAIS E EM TEMPO ALGUM SE ESTENDE ÀS RELIGIÕES, ESPECIALMENTE A CRISTÃ. AÍ ELE ESTÁ SEMPRE DE MAUS BOFES, SEMPRE COM UMA PALAVRA AMARGA NA PONTA DA PENA, SEMPRE ÁCIDO, SEMPRE NO ATAQUE. TRATA-SE DE UM ATEU MILITANTE, ESTÁ CLARO. É UM DIREITO DELE. APENAS GOSTARIA QUE AS PESSOAS CONSIDERASSEM ESTE PONTO: VEJAM AONDE NOS LEVA A DEPREDAÇÃO DOS PRINCÍPIOS CONSAGRADOS PELA RELIGIÃO E QUE SÃO O TESOURO MORAL DAQUILO QUE CHAMAMOS DE CIVILIZAÇÃO. É TER, ENTRE OUTRAS INSANIDADES, POR SIMPLES “PACTO” A CRIMINALIZAÇÃO DO HOMICÍDIO. PACTOS PODEM SER ROMPIDOS. É A TRILHA DOS LOUCURAS ASSASSINAS, QUE NASCEM DE SUPOSTAS BOAS INTENÇÕES “LIBERTÁRIAS”, COMO A DO BRAVO ANDRÉ PETRY.
    JUÍZO, SR. PETRY, JUÍZO…

  148. Nicão disse:

    Reinaldo, sou obrigado a discordar de você, no geral. A frase do Petry está correta e perfeitamente condizente com o que ele escreve - pelo menos eu entendo assim: “Lei não é a bíblia da moralidade”, com o que concordo, e não é porque, sendo a moral de “ordem privada” - neste particular concordo com você - cabe à lei, justamente, ser ética, garantindo uma convivência civilizada entre as “morais”.
    Mal comparando, o homem, ao querer se diferenciar dos “animais” - na linha do que diz Petry - acabou inventando uma espécie de “constante universal social” que chamou de ética, de forma a, civilizadamente, acomodar as diversas “morais”.
    Mal comparando, de novo, e no meu entendimento, foi o que você próprio defendeu quando fez uma crítica à nova lei do álcool no trânsito, que, ao invés de proteger os cidadãos íntegros e responsáveis, os está colocando no nível dos criminosos, que continuarão a dirigir bêbados como sempre fizeram. Foi assim, também, com a lei da proibição da venda de armas de fogo, com a lei que proibiu venda de bebidas alcoólicas nas estradas, etc, etc.
    Uma bela discussão, sem dúvida, mas que passa longe da gravidade do que vemos no nosso Congresso, onde, pelo visto, um bando de “animais legisladores” está tentando restabelecer a “Lei da Inquisição”, ou coisa parecida.

  149. Anônimo disse:

    Caro Reinaldo:
    A partir da ‘revolução de 1968′, o mundo ficou cinzento. É proibido proibir, e outras panacéias lançadas ao vento…
    Petry criou um novo modelo de homem. O homem positivo ou positivado. É a teoria pura do direito de Kelsen levada ao extremo. Sabia-se que havia uma minoria de homens e mulheres AMORAIS. Para Petry todos somos ou devemos ser amorais (diferente de imorais).

    Triste, cada vez mais triste mundo.

  150. Anônimo disse:

    Espetacular, Reinaldo. Texto muito bom e de fôlego.

  151. navarro disse:

    Caro Reinaldo,

    concordo com sua crítica ao Petry, cujas idéias remetem para o Positivismo Jurídico, no qual é válido o que o Estado diz que é, não importanto os valores morais envolvidos. Não se pode ficar a mercê daquilo que o Estado estabelece. Temos um Estado de Direito, e não um Estado de Lei. Direito abrange também os costumes e os valores morais de uma sociedade. Por isso, se uma lei fere tais valores, ela não apenas pode, mas deve ser questionada.

    navarro

  152. JULIO GUILHERME disse:

    Tio rei, É impressão minha ou a vela da dona Marisa Letícia está acondicionada numa garrafa pet? É hilário e bem representativo. (tentei colar a foto mas não deu, no site do noblat sobre a festa junina da granja do torto)

  153. Anônimo disse:

    Reinaldo, grande questão para uma segunda-feira de manhã.

    Pensei em tantos exemplos - muito diferentes entre si - sobre o tema morte de indivíduos.

    Nos EUA, apesar de universitários cometerem chacinas em seus campi, a Corte Suprema manteve o direito individual do porte de armas. Aqui, no Brasil, uma velhinha foi punida porque matou com uma arma .22 o ladrão que invadiu sua casa.

    Se, espero que não ocorra, mas se o aborto for universalizado no Brasil, um médico do SUS será obrigado a praticar o procedimento? Nos EUA, outro exemplo, o candidato democrata à presidência votou contra salvar o bebê vivo após aborto, então nessa visão o médico seria obrigado a assassinar o bebê?!

    Enfim, a promiscuidade que se vê em sites e paradas gays não nos despertam preconceito, mas nojo. Ali, vê-se o estímulo à prática sexual com crianças e adolescentes; projeto de prática sexual a céu aberto - já proibida para qualquer pessoa independente de sua preferência sexual; namoros em lugares públicos, cujos excessos já são criminalizados.

    Piadas existem para todos os temas, até para islâmicos. No trabalho, busca excelência em aptidões, experiência profissional, e não preferência sexual, que será fundamental para profissionais de filmes pornô, apenas.

    Também sou contra excessos de direitos para determinados grupos, pois agride a constituição brasileira.

  154. Mayr Fortuna disse:

    Ôôô seu Reinardo?

    Muito bom o seu Post.

    Diz tudo, ou quase tudo…

    Como você é um Cristão, confunde piedade com leniência.

    É sim leniência, chamar este Petry de cidadão de boa vontade.

    Não lí o artigo, adianto logo, mas esta frase que você reporoduziu, não seria dita por um “Homem de Boa Vontade”.

    É IMORAL!

  155. Anônimo disse:

    Reinaldo:

    O Petry não tem a sua perspicácia. A boa razão está com você. Já notei que o Petry é controvertido demais…

  156. Cris disse:

    Ainda sobre o assunto “leis politicamente corretas”: quando vão aprovar a Lei contra os Gordofóbicos”? É sabido que muita gente não consegue emprego porque é muito gordo, a aparência não combina com o cargo. Não consegue sentar nos ônibus, passar em roletas, passam vexame despencando de cadeiras frágeis, não encontram roupa bacana na sua numeração e por aí afora. São alvo de chacota e de xingamentos.
    E aí? Ih, espera! Não tem nenhuma ONG ou Associação dos Obesos Unidos para reinvindicar isso? Ah, então não dá. Mas…quem sabe, falando com Ideli…?

    PS: Não sou gordinha, não, mas amei a minha “idéia”, hehehehehe. Ué, gente, não faz sentido? Aguardem, vou pensar em mais algumas medidas polticamente corretas para transformar em lei e já volto! (carecas? baixinhos? espinnhentos? caspentos?)

  157. Antonio Augusto Carvalho disse:

    REInaldo,

    Tirou daqui, ó!
    Já sou súdito. Tá precisando dum escravo?

  158. paulo roberto disse:

    “Matar é crime não porque seja imoral, mas porque a sociedade entendeu que a vida deve ser preservada. Dúvidas? Recorram ao Supremo Tribunal Federal. Na democracia, é assim. Lei não é bíblia de moralidade.”
    Não entendi.Se na democracia as leis do Estado refletem os valores da sociedade,então deveriam estar baseadas na ética e na moral,que são suas “leis” não escritas (por exemplo,” a sociedade entendeu que a vida deve ser preservada”).Mas ,por outro lado,” Lei não é bíblia de moralidade”.No parágrafo acima,a palavra “Estado ” deveria estar no lugar de “sociedade”.
    Ou se é legalista(lei descolada da ética e da moralidade),ou não.No legalismo,o Estado impõe sua vontade,ignorando os valores aceitos pela sociedade.Como dizem os advogados,o que não está nas leis não é ilegal,mesmo o que a sociedade considere anti-ético.

  159. Cris disse:

    Rei,

    Não gosto de Petry. Geralmente, para não dizer sempre, discordo dele. Acho-o um “politicamente correto”, daqueles de manual.

    Acho que é o raciocínio dele é mais raso do que você pensa! Me ocorreu, ao ler o que ele escrevia, que ele confunde tudo, no conceito “Terra sem Lei”. Confunde a impunidade de que somos vítimas com a não aplicação da Lei, e desconsidera o ato original, que é o crime de que também somos vítimas.
    Na minha leitura, ele atropela o primeiro e “culpa” o segundo. Assim, o ato de matar, em sí, é minimizado, dando-se ênfase ao ato de não punir com rigor.
    Coisa de quem vive com o Manual do Politicamente Correto no bolso, e habituou-se a atribuir o crime à sociedade - sabe como? - e às instituições, que são sempre as “culpadas”. O indivíduo, não. Nada de indivíduo, nada de escolha moral. Ao individuo, chama de “povo” e o povo é “coitado”, vítima do “sistema”.
    Nunca tem culpa.

    Petry deveria, ao meu ver:

    1. Cortar os cabelos, fazer a barba e tentar parecer um pouco adulto. Ando muito desconfiada de gente que usa os cabelos mais longos do que sua idade permite, e insiste em ter, na maturidade, aparência de garotão. Exemplos: Wellington Salgado, Paulo Vanucci, Fernando Haddad, Carlos Minc. Tá de bom tamanho?

    2. Jogar fora o Manual das Práticas Politicamente Corretas (ou o Enciclopedia Completa do Preconceito Aplicado e Disfarçado).

    3. Por fim, tentar pensar com a própria cabecinha.

  160. Anônimo disse:

    Há muito tempo deixei de ler as colunas assinadas pelo Petry. O politicamente correto cerceia o raciocínio do colunista e não permite que ele veja o óbvio. Sinceramente, cansei desse tipo de comentário moderninho.
    Ainda bem que existem alguns reacionários para salvar o jornalismo brasileiro.
    Obrigado,
    tiago bana franco

  161. Anônimo disse:

    Boa Reinaldo!
    Só discordo de vc qdo o assunto é célula-troco, mesmo pq toda unanimidade é burra.
    Sou contra a pena de morte e a favor da prisão perpétua com o delinquente trablhando, aprendendo um ofício para q ele da cadeia sustente a própria família e tem mais… sem nenhuma regalia tais como: tv, som, rádio de pilha, celular, revista e jornais.
    O que Petry acha se um bandido pensar assim: “Vou dar um teco naquele cara(Petry) pq não fui com a cara dele? Isso seria legal, imoral ou ético?

  162. Leonel disse:

    Realmente estamos num outro Brasil. Trata-se da desvalorização da Moral, da Ética e dos valores inerentes ao ser humano. a Lei sobrepõe-se às normas do Respeito. Todavia, pode-se confiar na Justiça? Impera-se hoje o comportamento politicamente correto: contenhamos em nossas manifestações não favoráveis às minorias, sejam elas quais forem, senão poderemos ser criminalizados. Os valores e as práticas religiosas no entanto passam a ser motivo de desprezo e gozações. Podemos ter a certeza que se Cristo vivesse nos dias de hoje seria julgado e condenado da mesma forma que aconteceu entre os romanos incriminado pela tal ideologia da hipocrisia que o governo Lula implantou no Brasil. Estava certo o presidente françês: O Brasil não é um país sério.

  163. Anônimo disse:

    Na mosca, Reinaldo!
    Segundo o ponto de vista do Petry, o Fidel Castro, com os seus milhares de justiçamentos legais, está imune a condenações. Afinal, a lei que ele mesmo fez o autorizava a tanto. Também o Mao, o Himmler, o Hitler, o Mussolini, o Stalin e tantos outros monstros que se conhece. E o AI 5? Os generais estavam certíssimos então? Como criticar o George Bush pelas torturas em Guantánamo, coisa que o próprio Petry já fez? Tudo isso esteve ou está na lei!

    Eu, hein!!!!

    Guerra

  164. Akva disse:

    Reinaldo,

    Não há um único texto do Petry com o qual eu tenha concordado. A postura dele em relação às igrejas, em particular a Católica, é muito preconceituosa.

  165. Anônimo disse:

    Tio Rei,

    isso vai virar um novo Gerald…

    mas voce tem toda razão, a frase ou foi infeliz ou ele jogou pra arquibancada petralha…

    Burduna nelles !!!

  166. Anônimo disse:

    É comum a confusão do Legal X Ético.

    Frequentemente uma coisa nada tem a ver com outra.

  167. Anônimo disse:

    O que certas pessoas não entendem é que:tenha você a crença que tiver,ou tenha você nenhuma crença.O que se entende por ética no ocidente é a ética Cristã.Toda anti ética que se tentou fez com que caíssemos no barbarismo.

  168. devisoeira disse:

    Percebendo no passado uma argumentação no mínimo desonesta desse Petry, escrevi aqui um comentário, sem palavrões, que foi recusado. Agora, vejo que seu post concorda com o que escrevi. Mas não é o bastante. Espero que em um certo programa do blog talk radio, o tema seja tratado com uma linguagem mais adequada. André Petry não é do bem!!

  169. Lúcio disse:

    Reinaldo.
    A sua argumentação acerca do texto de Petry é excelente, apesar de eu ser a favor do PL que criminaliza a homofobia. Você argumentando é de dar inveja a qualquer um!!

    Veja, você iniciou o seu texo dizendo que a explicação beningna do PL é criminalizar a homofobia. Entendi que, na sua opinião, há uma explicação maligna: “concorre para a incivilidade e a censura de opinião”. Foi aí que achei sua argumentação fraquíssima. Queria entender porque, ao seu ver, essa seria a explicação maligna?

    Porque um projeto que destaca um crime motivado por ódio concorreria para incivilidade e censura de opinião? Neste ponto, acredito, a argumentação do Petry é muito mais feliz do que a sua porque, diz ele: “Tal como está, a lei não proíbe a crítica. Proíbe a discriminação. Não pune a opinião. Pune a manifestação do preconceito”.

    No restante, lição de ética e moral, concordo com você. No fato em questão, entretando, gostaria de entender porque você é contra a aprovação da lei.

    Um forte abraço
    Lúcio Requião.

  170. Anônimo disse:

    Reinaldo,

    Há um tempo atrás eu escrevi neste seu espaço que o Petry era um dos petista infiltrados na Veja, como havia dito o Mainardi. Sempre passo ao largo de sua coluna. Há uma repulsa gigantesca da parte dele em relação à moral e as religiões em particular.Fora isto, falta-lhe o conhecimento básico de história, sociologia e filosofia. Deveria ler um pouco de Kant e de Weber.

    De Brasilia

  171. mario disse:

    Olá Reinaldo !

    O que você acha que Darwin diría sobre o ato de execução de um homem, e depois, de um chimpanzé ?
    a) O primeiro é ilegal, o segundo é imoral.
    b)O primeiro é imoral, o segundo ilegal.
    c)ambos imorais e ilegais.
    d) ambos amorais embora legais(pena de morte e caça esportiva)
    e)Viva o Planeta dos Macacos!!

  172. Anônimo disse:

    Prezado jornalista Reinaldo,

    Espero que seu artigo não lhe cause problemas com a Veja, porque não gostaríamos de ficar sem os seus comentários.
    O meu receio baseia-se no precedente do Olavo de Carvalho, que terminou saindo d’O Globo”, provavelmente por causa de críticas que atigiram esquerdistas do jornal, grupo onde não se enquadraria certamente o jornalista Petry, de cujo artigo também discordo.

  173. Anônimo disse:

    O Petry é triste de longa data.

  174. Anônimo disse:

    Aula! Aula! Aula!

  175. Anônimo disse:

    Parabéns. Disse tudo. E muito bem.

  176. Cavalheiro Azul disse:

    Parabéns, é isso mesmo, frases soltas no cotidiano e mastigadas sem juízo, costumam ser perigosas;
    Alguns colunistas, sequer percebem o quanto são tendenciosos e injustos. No calor da hora, tudo lhes parece muito lúcido e óbvio,
    no entanto, objetivado o argumento, sem o oba-oba do impulso, percebem que escreveram na contraluz da razão e do próprio caráter, caso não seja lodoso. Frases bem articuladas servem apenas como adorno, quando o pensamento é frágil e/ou eivado de estupidez. O sr. escreve muito bem, com calma e sem o contra-senso comum aos demais articulistas. Na minha terra, isso se chama cabeça boa.
    Cordialmente:
    Alexandre.

  177. WEIMAR disse:

    Tenho evitado ler a coluna de A. Petry. Às vezes tento, mas não chego ao fim. Não me interessa, ou me irrita, ou simplesmente acho uma grande tolice. Quando consigo lê-la até o fim, pergunto a mim mesmo: “E daí? O que me ficou da leitura? Um vazio. Nem fede nem cheira, poderia alguém dizer disso aí”.

    A sensação é de que, sem dúvida, nesses momentos, teria eu feito melhor se tivesse ido diretamente à coluna do Diego Mainardi. Ou conversado com meus botões.

    Na última, “A fé dos homofóbicos”, consegui chegar só até a oitava linha. Parei exatamente ao terminar de ler “Em 1988, a Constituição promoveu o racismo de contravenção a crime. Ninguém chiou.” Pode alguém ler uma coisa assim, sabendo que não é humor que se tenta, e deixar de pensar que o autor é um estúpido, ou que escreveu sob efeito de álcool? Digo de álcool pra ficar dentro de tema atualíssimo nestes nossos dias.

    Não sou padre nem pastor evangélico. Nem religioso sou. E a lei que o Petry tanto defende me ameaça e me limita os direitos. Nem brincar com os gays posso mais? Mas posso zombar do Petry? Posso chamá-lo de estúpido? Então, tudo bem pra mim. Vou guardar esse direito bem guardado. Talvez use dele na primeira oportunidade, que chegará no fim da semana. Está perto.

    Weimar

  178. Anônimo disse:

    Reinaldo,legal que alguem de vez em quando ,na veja,tenha uma opiniao contraria a do petry .Ele pode até ter boas motivações e acreditar no que escreve.Mas ele erra na mão,a coluna dele tá virando uma coluna de ataques constantes,uma coluninha que varia um ataque a alguma igreja,com alguma ocorrencia da semana.Assim não dá.É melhor dar outra coluna pro diogo mainardi.Pelo menos a gente se diverte ,até quando não concorda com ele.O andre faz uma coluna onde ele não agrada ,até quando concordamos com ele.Se até você ele já cansou,é um sinal de que ele não tá no caminho certo….

  179. Anônimo disse:

    “Matar é crime não porque seja imoral, mas porque a sociedade entendeu que a vida deve ser preservada. Dúvidas? Recorram ao Supremo Tribunal Federal. Na democracia, é assim. Lei não é bíblia de moralidade.”

    Mas que um simplório, Petry é um desonesto intelectual. Troque “Matar” acima por “Aborto” ou “Pesquisa com células-tronco” e veja se ele continua concordando com essa frase.

  180. Walter disse:

    Prezado Reinaldo,
    Embora normalmente concorde com você, creio que, neste assunto, foi esquecido um ponto inmportante: os conceitos de ética, moral e legalidade aplicam-se à raça humana.
    E a definição de humano baseia-se (ou deveria) em haver comportamento condizente, ou seja, moral e legal, e não em certas características biológicas, que alguns animais também possuem.
    Assim, eu não veria como imoral a pena de morte (legal) para estrupradores, traficantes, sequestradores etc.
    E, para os que alegam que inocentes morrerão, lembro que já estão morrendo, em maior quantidade que no Iraque.

  181. Anônimo disse:

    André Petry representa em Veja a agenda gay, abortista, ateísta, etc. Como tenho estômago fraco quase nunca consigo ler dois parágrafos de sua coluna, não pelas causas que defende, mas pela sinuosidade dos argumentos. Olavo de Carvalho disse que a mentira prospera tanto porque pode ser dita numa frase sendo necessária uma página para desmontá-la. Você acabou tendo de escrever mais linhas do que ele para desmontar a argumentação dele.

  182. Anônimo disse:

    André Petry deixou-se levar por essa permanente tentação de “revolucionar” os conceitos. Essa é uma boçalidade bem ao gosto do brasileiro. Todos se querem filósofos. Achamos que podemos “redefinir” tudo, de forma elástica, sem atinar com as desastradas consequências de sair juntando idéias a esmo. Para começar, o cidadão precisa de se dar conta de que, por trás de cada conceito relativo à condição humana, há pelo menos 2500 anos de discussão.

    Tales de Mileto

  183. einesellesenie disse:

    Excelente discussão, obrigado. Aguardemos a réplica do Petry.

    Temos agora, além do “homem legal”, o “homem popular” como ponto máximo da cadeia evolutiva, que “transcende” tanto a ética, a moral como o estado de direito.

  184. Casa disse:

    Lembram quando o PT colocava quadros em todas as esquinas das capitais brasileiras, declinando o nome dos deputados que haviam votado á favor de emendas contra os trabalhadores.
    Agora chegou á hora de provarem de seu próprio veneno.
    Todos os dias até a eleição devemos colocar este pequeno lembrete com os respectivos nomes de cada estado, agora chegou á vez do eleitor fazer a sua parte.
    http://www.congressoemfoco.com.br
    Confira como os deputados votaram na CSS.
    Por apenas dois votos, a Câmara aprovou a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS).

    Rio Grande do Sul (RS)
    Adão Pretto (PT) - Sim
    Afonso Hamm (PP) - Não
    Beto Albuquerque (PSB) - Sim
    Cezar Schirmer (PMDB) - Sim
    Claudio Diaz (PSDB) - Não
    Darcísio Perondi (PMDB) - Sim
    Eliseu Padilha (PMDB) - Sim
    Germano Bonow (DEM) - Não
    Henrique Fontana (PT) - Sim
    Ibsen Pinheiro (PMDB) - Sim
    José Otávio Germano (PP) - Sim
    Luciana Genro (Psol) - Não
    Luis Carlos Heinze (PP) - Não
    Luiz Carlos Busato (PTB) - Sim
    Manuela DÁvila (PcdoB) - Sim
    Marco Maia (PT) - Sim
    Maria do Rosário (PT) - Sim
    Mendes Ribeiro Filho (PMDB) - Sim
    Nelson Proença (PPS) - Não
    Onyx Lorenzoni (DEM) - Não
    Paulo Pimenta (PT) - Sim
    Paulo Roberto (PTB) - Sim
    Pepe Vargas (PT) - Sim
    Pompeo de Mattos (PDT) - Sim
    Professor Ruy Pauletti (PSDB) - Não
    Renato Molling (PP) - Não
    Sérgio Moraes (PTB) - Sim
    Tarcísio Zimmermann (PT) - Sim
    Vieira da Cunha (PDT) - Sim
    Vilson Covatti (PP) - Sim

  185. Anônimo disse:

    Sou favorável a tratar como assédio sexual - isto é: como crime - toda insinuação libidinosa de homossexuais endereçada aos heteros que não se enquadrem na categoria de “bofe”? Lei de Talião, sim. Cadeia neles!

    Tales de Mileto

  186. Caravaggio disse:

    Tio Rei, em geral eu concordo com você, mas agora você pisou na bolsa, no meu modesto entender. Perguntas:

    1) Na sua opinião, deve ser crime discriminar contra mulheres?

    2) Na sua opinião, deve ser crime discriminar contra judeus?

    Se você respondeu sim às duas perguntas acima, por que não deve ser crime discriminar contra homossexuais?

    Você se ateve a aspectos importantes da coluna do Petry, mas não foi capaz de atacar o aspecto central da polêmica.

    Muitos religiosos são contra o projeto de lei em tela por conta de Levítico. Não creio que seja o seu caso. Assim, seria importante você se pronunciar sobre o cerne da questão.

    Um abraço.

  187. Anônimo disse:

    Brilhante, Reinaldo, brilhante.

  188. eliane moura disse:

    “A segunda questão, ele tiravam de letra …” eleS - corrige aí!

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