Blogs e Colunistas

18/11/2009

às 14:57

HAGIOGRAFIA ESTATO-CAPITALISTA, CINISMO E AQUELA CENA…

Sabem aquele clichê de que o Brasil não é mesmo um país para amadores? Pois é. Não é. É um país para profissionais, se é que me entendem. O amadorismo, na sua versão benigna, supõe certo lirismo. O profissionalismo, como sempre souberam as profissionais, é sempre muito pragmático. Começa pelo preço.

Antes que comecem a aparecer na tela os créditos de Lula, O Filho do Brasil, há uma aviso de que o filme não usou a lei de incentivo para o cinema nem tem o apoio de entes públicos. Entendo. No post da madrugada, aponto os financiadores, vejam lá: entre os mecenas estão empreiteiras, que dependem vitalmente do estado, e empresas de setores fortemente regulados, algumas com participação do BNDES, como é o caso da Oi, aquela que já financiou também a Gamecorp, a empresa do filho de Lula.

Fábio Barreto, filho de Barretão, o produtor, rechaça qualquer apelo de natureza político-eleitoral. De jeito nenhum! “É obra de arte!”, assegura. E, como tal, o filme não poderia esperar para ser lançando, sei lá, em 2011, quando o sucessor de Lula já estivesse no poder. Obras de arte têm sentido de urgência, né? A mensagem fica pulsando…

O tal aviso é um verdadeiro monumento ao farisaísmo.  Não deixa de ser um tanto cínico com outros cineastas, que, mesmo com as leis de incentivo, penam para conseguir recursos.  A Família Barretão, ao contrário, teve de administrar o interesse, tanta foi a disposição de empresas — que dependem da boa vontade do Estado  —de financiar uma “obra de arte” genuína.

Ao evidenciar que o filme não é feito com lei de incentivo, produtores e diretor negam aquilo que asseveram: o filme não é obra de arte e se presta à exploração político-eleitoral. Ou que outra razão haveria para uma “obra de arte” recusar um benefício legal?

Não! Eu não assisti ao filme ainda, mas confio no testemunho de pessoas que o viram — algumas simpáticas a Lula; outra nem tanto. Mesmo as do primeiro grupo se mostram um tantinho constrangidas. Lula, O Filho do Brasil retoma a máxima, sem saber naturalmente, do poeta Wordsworth, segundo a qual “o menino é o pai do homem” — mote que Machado de Assis retoma em Memórias Póstumas de Brás Cubas, não sem certa ironia. Não sei se isso está no livro que inspirou a “obra” porque aí vocês já exigiriam demais de mim…

As dificuldades todas que Lula enfrentou vida afora teriam formado a têmpera de um bravo e preparado a personagem para o grande acontecimento. Perguntei a essas pessoas que viram o filme se não há a cena da manjedoura, com uma estrela anunciando o “Filho do Brasil”. Disseram-me que não…

Lula,dadas a estética e abordagem do Vitimismo Triunfalista Estato-Capitalista, jamais deveria ter pedido indenização por ter sido um “perseguido da ditadura”, o que lhe garante R$ 5 mil todo santo mês. Afinal, aquilo tudo estava previsto na mente divinal da história, não é? Não fossem aqueles fatores condicionantes, entende-se, não teria chegado aonde chegou. Assim, por óbvio desdobramento lógico, deveria ser grato à pobreza, ao pai meio destrambelhado, ao Regime Militar — que, felizmente, nunca lhe tocou num fio de barba —, às dificuldades todas.

Fábio Barretão que me desculpe, mas uma obra de arte pressupõe um mínimo de ambigüidade, o que não há em Lula, O Filho do Brasil. Admiradores e críticos do presidente avaliam que se trata de pura hagiografia cinematográfica. Até o oscarizado Gandhi, de Richard Attenborough, nos leva, muitas vezes, a dúvidas sem resposta sobre as escolhas do líder indiano. Isso era com aquele Gandhi lá. Com Lula, é diferente.

Feito, sem medo de ser feliz, para o “povão”, o filme dos Barretões não abre espaço para  questionamentos. O herói construído com o dinheiro da AmBev, da Camargo Corrêa, da Embraer, da Suez, da Nestlé, da OAS, da Odebrecht, da Oi, da Volkswagen e de Eike Batista — e sem lei de incentivo!!! — não tem mácula nenhuma!

Existe pra ser adorado.

PS: Ainda não vi o filme, reitero, e esqueci de indagar os meus amigos a respeito. Mas aposto que há uma cena em que Lula está sendo interrogado por policiais que dizem clichês anticomunistas, numa saleta meio nojenta,  com paredes descascadas, decadente — a crise do regime, vocês sabem… —, com uma luz baixa, que incomoda os olhos do depoente. No clichê perfeito, a lâmpada tem uma luminária redonda e fica balançando pra lá e pra cá. Acuado, mas corajoso, o herói responde com verdades humanistas às agressões verbais dos policiais, que têm dizer, em algum momento, “Comunista, porra!” Todo filme sobre a ditadura em que esquerdista aparece como herói da democracia tem policial dizendo “Comunista, porra!”.

“E se não tiver, Reinaldo, nem esse clichê nem o da manjedoura?”.Não se preocupem… Ainda sobram 198…

Por Reinaldo Azevedo
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49 Comentários

  1. Milena

    -

    19/11/2009 às 12:26

    O lançamento desse filme deveria ter sido proibido. Está patente que é eleitoreiro!!!

  2. Eduardo

    -

    19/11/2009 às 12:05

    Aparece o canalha chorando na TV negando o mensalão.

  3. Bobby

    -

    19/11/2009 às 11:34

    E os nossos bispos ?

    Reinaldo, e os nossos bispos? Será que a maioria deles não enxerga que esse filme é um gigantesco monumento erigido à vaidade de um homem? Ou será que a vaidade deixou de ser um vício?
    O tal “cristianismo social” é - pelo menos para mim - uma das causas do “fenômeno Lulla”. Arns, Betto, Betinho e Boff são responsáveis, diretos ou indiretos, por tal “fenômeno”.
    Urge regressarmos ao cristianismo verdadeiro.

    Bobby

  4. anônimo

    -

    19/11/2009 às 10:19

    Ao Carlo Germani - 11 33 pm de 18 nov

    Pois é, Carlo, foi o mesmo general citado por você quem vetou a candidatura de AURELIANO CHAVES alegando que Aureliano era… “ético demais” (!…).

    Hoje estamos pagando o pato do erro daquele infeliz palpiteiro, que muitos de seus companheiros consideravam um luminar de sabedoria política!

  5. Paulo Roberto Urbano da Cruz

    -

    19/11/2009 às 10:04

    Já podemos proclamar para o mundo “habemus sanctis”.

  6. Bobby

    -

    19/11/2009 às 8:55

    Malignidade

    Reinaldo -

    A palavra (malignidade) pode parecer forte demais. Entretanto, se pararmos para refletir e, refletindo, usarmos o senso comum, veremos que o ato de produzir um filme enaltecendo a pessoa de um governante que ainda não passou para o mundo invisível é mesmo um ato maligno. O problema está no fato de que, hoje em dia, muitas pessoas - petistas e não petistas - não crêem na existência do Diabo.

    Bobby

  7. Roberto

    -

    19/11/2009 às 7:33

    Bem, sobre os clichês:
    - Não havia outro ser vivente além de José, Maria e o menino Jesus nas representações da manjedoura?
    - Se bem me lembro, na época do “comunista porra”, todo filme nacional era caracterizado por conter um “te amo porra!”. Era (e ainda é) nossa capacidade de criação achando que o tal apêndice pode definir uma identidade artística (cultural talvez?).

  8. Marcos F

    -

    19/11/2009 às 2:26

    isso, Rei!
    Assiste e depois me conta. Eu não tenho obrigação técnica ou política.
    Depois me conta a seu modo. Será mais verdadeiro.
    A Sinop, eu já conheço.

  9. Viriato

    -

    19/11/2009 às 2:06

    O Lulla da tela tirou 9 em português quando menino, morando numa área pobre da periferia de SP, pelo que escutei. Foi um fumante, mas em compensação bebeu pouco. Como líder sindical não agredia nossa língua ao discursar á peãozada do ABC paulista. Nessa edulcorada trajetória o PT inexiste, heueh. Nem é citado.

  10. João

    -

    19/11/2009 às 1:20

    “Ou que outra razão haveria para uma “obra de arte” recusar um benefício legal?”

    Peraí. Não que seja o caso, mas há artistas que fazem isso. O ator e músico Zé Rodrix, por exemplo, deixou a montagem de uma peça quando soube que ela seria bancada pela Lei Rouanet. Não é porque é permitido que todo mundo faz. Há quem não concorde com a permissão. Não que seja, repetindo, dos Barreto. Mas não é correto lançar a ilação de só não se faz o que não é permitido.

  11. Sidnei Luiz

    -

    19/11/2009 às 0:47

    Não vi, não verei e não gostei… mas mesmo assim, afirmo peremptoriamente: o cinema brasileiro, com “Lula, o Filho do Brasil”, chega a seu ápice. É a síntese perfeita de toda uma história de indigência criativa, picaretagem artística e vassalagem ideológica. O cinema brasileiro sempre teve a vocação da sabujice (mesmo quando tinha a vã pretensão da rebeldia ou da contestação). Obviamente, o filme só poderia ser dirigido por um Barreto (qual deles mesmo? E isso importa? Não são todos intercambiáveis?), que, finalmente, chega àquela posição que todo cineasta brasileiro digno desse nome almeja: de quatro, e sendo muito bem pago por isso (e, se bobear, ainda por cima sentindo prazer…).

  12. Carlo Germani

    -

    18/11/2009 às 23:33

    Caro Reinaldo,

    Como bem disse Rose Perito 18/11/09 5:37 pm,Lula foi um produto inventado pelo Gen.Golbery,para impedir Brizola de chegar a presidência.

    Lula,recebeu do sistema governamental da época (1978-1989),uma
    série de incentivos e licenciosidades,para “embaralhar” o jogo político.

    Se a “ditadura” militar tivesse sido este terror apregoado por Lula e
    seu imenso grupo de comunistas,como explicar que todos que “combateram” o regime militar,estão hoje no poder.

    Dilma,por exemplo,assaltante de bancos,sequestradora,terrorista,
    e outros tantos atos criminosos,é atualmente a representante dos
    ideais (delírios psicóticos) desse grupo,para pleitear a presidência
    da república.

    Trágico.

  13. Nina

    -

    18/11/2009 às 23:24

    Reinaldo,
    Tem um jeito para não deixar essa “obra artística” do Barreto jr. virar um blockbuster brasileiro… Eu pretendo assistir (umas tres vezes para garantir ) ao filme adolescente Lua Nova, a continuação do filme sobre o romance Crepúsculo… A minha missão é fácil… Só precisa convidar as sobrinhas para ver os dois galãs !! Este é um best seller/ blockbuster que pode ofuscar o filminho petralha… Estou torcendo pelos teens…

  14. Carlo Germani

    -

    18/11/2009 às 23:17

    Caro Reinaldo,

    Sinceramente,estou farto de tanta conivência e ignorância da população brasileira ( agora devem ser 96% de imbecis coletivos),
    que aprovam o presiMente Lula, e seu populismo enganoso rumo
    ao Estado totalitário e fascista.

    Povo ignorante e subserviente,inexistência de oposição política,
    meios de comunicação quase todos corrompidos pelo sistema Lulista,o que falta mais para inviabilizar definitivamente esse país?

  15. Simone B.

    -

    18/11/2009 às 22:54

    Reinaldo,

    Li “Jung” e “Churchill and America” recentemente. Fiquei por muito tempo me remoendo porque a clareza, fontes utilizadas e honestidade dos autores me impediam de tratar essas duas pessoas como mitos, até mesmo com certa idolatria. (Acho que eu estava buscando boas biografias como forma de expurgar um pouco meu descontentamente com as nossas figuras públicas de hoje em dia, sei lá).

    Depois disso, continuo admirando Jung e Churchill, mas ciente de que suas histórias de vida possuem complexidades que chocam, mas, ao fim, também lhes conferem dignidade. Por isso, nem vou perder meu tempo com o filme de Lula.
    Se é pra chorar, ainda prefiro o conto do “Patinho feio”.

  16. Rose Perito

    -

    18/11/2009 às 17:37

    Acho que o clichê do interrogatório não deve existir, porque seria mais uma mentira.
    Lula foi recepcionado na prisão pelo próprio delegado Tuma que o deixava assistir televisão e ler seus próprios exemplares dos principais jornais. Ele era tratado como hóspede 5 estrelas, seja porque os olhares da imprensa, da classe média e do próprio governo militar estavam voltados para sua prisão, seja porque Lula sempre foi encarado com certa benevolência por todos - empresários, políticos, mídia, sociedade.

    Ninguém era maluco de cometer algum desatino que envolvesse sua pessoa. Hoje, essa prisão pode até ser vista como uma eficiente estratégia de marketing para fortalecer o personagem Lula.

  17. Dona Antonia

    -

    18/11/2009 às 17:23

    “É obra de arte!”
    exclamam as moças (e moços) que tiram a roupa em revista de gente pelada.

    “Somos apenas amigos!”
    cantam em coro os patrocinadores.

    Ah, me poupe!

    Eu só verei este filme se for indispensável para poder apreciar devidamente os comentários do Tio Rei. E, para ser coerente com o assunto, só vejo se for DVD pirata.

  18. Anônimo fã de Reinaldo

    -

    18/11/2009 às 17:23

    Para formar o acervo do Masp - Museu de Arte de São Paulo, Assis Chateaubriand angariou dinheiro de empresários ricos do país. Chateaubriand conseguiu, com o trabalho de Pietro Maria Bardi, reunir o mais importante acervo de arte da América Latina. O produtor do Filme do presidente Lula deve ter conseguido angariar mais dinheiro do que Chateaubriand, porém esse filme daqui a duas semanas todo mundo esquece. Será que valeu à pena?????

  19. ~L

    -

    18/11/2009 às 17:18

    Reinaldo, como você é ingênuo!

    O Che Guevara de Diários de Motocicleta ou o interpretado por Benício del Toro, por acaso, têm ambigüidades? Essas sutilezas já foram há muito abandonadas.

    REINALDO RESPONDE
    E por que eu sou ingênuo? Você já me viu a falar bem desses dois filmes?

  20. AC

    -

    18/11/2009 às 17:06

    Será q vai ter continuação: “Lulinha, o neto do Brasil”?

  21. Anita

    -

    18/11/2009 às 16:50

    Reinaldo,
    Nunca antes na historia destepaiz, a classe artística foi tão obediente ao governo… Dá nojo, repulsa um diretorzinho rodar um filme bajulador sobre um presidente que está de saída, mas que todos sabem adoraria ficar até morrer…

  22. leo

    -

    18/11/2009 às 16:05

    Rei, leve apetrechos para ver o filme.
    Vomit Bag, lenços para enxugar as lágrimas (dos espectadores sentados ao lado), Dramin, Plasil, fones de ouvido (as conversas são conhecidas, e por favor não fique contando quantos “porras” dizem no filme).
    Não leve as crianças e ao sair da exibição ouça música clássica por 40 minutos consecutivos.

  23. Aninha

    -

    18/11/2009 às 16:04

    Difícil de engolir que a família de cineastas construida as custas da falida EMBRAFILME consiga realizar uma “obra de arte” com verbas do “capital privado”. Quanto será que esta obra prima da sétima arte renderá em isenção de impostos as empresas participantes? Cadê a oposição séria deste país? Não consigo entender toda essa letargia. Será que a oposição já assumiu efetivamente que somos um bando de espertalhões e salve-se quem puder? Me sinto impotente, decepcionada e envergonhada de votar em politicos como os do PSDB que não param de varrer a sujeira para debaixo do tapete para não expor suas mazelas e realmente passar o Brasil a limpo. É uma vergonha.

  24. Vera L.

    -

    18/11/2009 às 16:03

    Reinaldo, então esse homem de HOJE, Lula, cheio de defeitos, o político que mais passou a mão da cabeça de ladrões do dinheiro público, NOSSO dinheiro não tem nada de reprovável até virar sindicalista? Barretão tem que tomar vergonha na cara, ele e o filho e fazer : “Lula,o Filho do Brasil-A Missão”,mostrando aí a METAMORFOSE do“santo”que filmaram, mas tem que contar tudo, dos patrões que lhe davam malte escocês para apaziguar os ânimos dos companheiros.O que fez para se eleger e chegando lá todas as roubalheiras que patrocinou.Obra de Arte uma pinóia,”nunca antes” neste país um filme virou obra de arte como peça de campanha. Só os Barretões conseguiram essa fraude, emocionaram “até” Élio G.

  25. Dr. Fiesmot

    -

    18/11/2009 às 15:59

    Assisti o trailer de “Lula, o Santo do Brasil” quando fui ver “Bastardos Inglórios”, o sensacional filme de Quentin Tarantino.

    Em “Bastardos Inglórios” há um filme dentro do filme, produzido por Goebbels, mostrando as glórias de um heróico soldado nazista.
    Na grande sequência final do filme de Tarantino, todo o quartel-general nazista se reúne num cinema para assistir a obra-prima do Ministro da Propaganda, que se emociona genuinamente ouvindo os infindáveis aplausos da platéia.

    Nunca um trailer foi tão adequado ao filme que o sucedeu.

  26. ricardo

    -

    18/11/2009 às 15:58

    pois eh, como lembrado por um colega ai, parece que o filme tem propriedades afrodisíacas!!

    ao menos eh o que da pra concluir pela (mais uma!) indecorosa fala de Luis Inassiu a respeito de “carinhos a noite” dispensados pela primeira-dama dessepaiz…

    ninguém bate o governante dessepaiz em termos de vulgaridade…

    as falas desse homem deveriam ser proibidas para menores…

  27. guilhermina

    -

    18/11/2009 às 15:58

    sera queno filme aparece todas as vezes que ele, coitado, preso jogava futebo no estadio vila euclides em sbc

  28. Mariela

    -

    18/11/2009 às 15:43

    O que resta, meu Deus, de vida inteligente “nestepaiz”?
    A própria inteligência, acredito, está constrangida no meio de tanta hipocrisia oportunista.
    Em qualquer pais sério, o viés panfletário deste filmeco estaria estampado em todo lugar. Mas não aqui!
    Aguardo um pedido de canonização ao Santo Lula, o rei dos pobres e miseráveis!

  29. ricardo

    -

    18/11/2009 às 15:41

    acabei de ver um vídeo com uma entrevista com o Barretao dizendo que o filme foi lançado somente agora porque ficou difícil captar recursos antes por causa da marolinha…

    16 milhões!!!!!!

    imagine então se tivesse sido fácil!!

    de quebra, falou que foi uma COINCIDÊNCIA o filme ter sido lançado agora, na bica de um ano eleitoral…

    só o que faltava…os políticos em geral, Luis Inassiu e o PT já achavam que éramos todos uma manada de idiotas quando contavam as suas fabulas - como o caso dos aloprados e o maior golpe contra um governo da historia dessepaiz, o mensalao…

    pelo visto, agora alguns cineastas dessepaiz devem estar achando o mesmo…

  30. “Ái!, quí foi só caí no Barretêio...”

    -

    18/11/2009 às 15:39

    Íiihhhhh…quíii Tio Rei !!,

    A turma barreteou-se toda em Brasíliândia ainda ontem, não foi ?!…

    eu soube q tanto o grão-barretão como o barretinho jr.

    ficaram uma pistola !
    …de verdade !!

    Parece,…
    …foi só
    porque
    estavam
    passando de mãos em mãos,
    pela Barreteada animada lá deles,
    um
    dispositivo de uso colletivo…
    um artefato social construído comunitariamente…sob aquele Gestalt Hollywoodiano em polvorosa…

    diríamos assim,…um mimo compartilhado,
    uma espécie de ‘segundo elemento’

    Seria
    um
    - como Lévy-Strauss pontuou aqui no BlogRex,
    Umm…assim,

    Estojo-púbico
    mesmo, Tio Rex.

    púbico e público, acrescentaria eu…
    tipo
    modelo portátil,
    inflável e manuseável

    enfim,
    um discreto modelito,
    protótipo do Original,
    o qual não pôde se fazer de
    estojo presente
    ao evento.

    Enfim, viu Tio,
    Só sei que isso foi a gota demais para a dupla de gala…

    Afinal,
    a noite cecilbêdemilliana áurica,…
    …os preparativos, a imprensa, os apparachiques,…
    …aquela Barreteação maravilhosa toda,

    Era prá ser,
    tôdinha,


    deles !!

    Vida e Obra Longas, TRx !!!…

  31. Capitão

    -

    18/11/2009 às 15:38

    Filme estimulante!

    Pelo que li sobre o filme, pergutaram a Lula se dona Marisa gostou do filme e ele respondeu que ela foi muito carinhosa com ele à noite! Esse presidente não tem limites e nem senso de ridículo.
    Ainda mais essa. Um filme excitante do Barretão.

  32. Mnelson

    -

    18/11/2009 às 15:36

    Caro Reinaldo,com os patricinadores que voce citou ,com certeza teremos a sequencia do filme,cujo titulo será LLULLA A MISSÃO,que todos sabemos será eleger a mãe do PAC, para felicidade dos patrocinadores tudo tem uma razão de ser.

  33. Adriano Magalhães

    -

    18/11/2009 às 15:35

    Do Radar(Veja), hoje, 18/11:
    Economia
    4,4 bilhões de reais para a Oi | 11:24
    A Oi acaba de conseguir um novo financiamento do BNDES para as suas operações. Desta vez, vai levar 4,4 bilhões de reais.

    Por Lauro Jardim

  34. Achmed

    -

    18/11/2009 às 15:32

    Tio Rei,

    Aguardo ansioso que você assista esse monte de “obra”, para nos dar seu parecer!

    Infelizmente meu frágil sistema digestivo me impede de faze-lo sem vomitar as vísceras!!!!

  35. J.J.S.Xavier

    -

    18/11/2009 às 15:32

    Contrataram um dublê na hora do acidente do torno ?
    E depois o Lula que aparece é nonodáctilo ?
    Aparece o debate dele com o Collor ?
    Ele aparece trabalhando até virar lider sindical ?

  36. Sandra

    -

    18/11/2009 às 15:27

    Mas… e Dilma com a light?

  37. Sandra

    -

    18/11/2009 às 15:27

    Bem, só so sofrimento não torna alguém capacitado para uma atividade… Pelo menos, que eu saiba, ninguém nunca pensou em compensar o sofrimento de alguém oferecendo-lhe o coração do filho para operar…

  38. Romane

    -

    18/11/2009 às 15:26

    Falando sério, eu quero ver como é um dedo mínimo esquerdo sendo decepado num torno.

  39. J.J.S.Xavier

    -

    18/11/2009 às 15:23

    O Triunfo da Vontade de Leni Riefensthal fica parecendo obra amadora do You-Tube se comparado com a obra dos Barretos.
    A carreira meteórica de um santo em vida, um Midas da ignorãncia,o poder de levar qualquer reflexão aos rodapés dos QIs.

  40. Rafael

    -

    18/11/2009 às 15:20

    é, AmBev, da Camargo Corrêa, da Embraer, da Suez, da Nestlé, da OAS, da Odebrecht, da Oi, da Volkswagen e de Eike Batista, capital não tem cara, ô Naldo.

  41. Yara Chiara

    -

    18/11/2009 às 15:13

    Citando CELSO de MELLO: O conceito de crime político NÃO PODE SERVIR DE PROTEÇÃO PARA ATOS DE TERRORISMO, CUJO REPÚDIO É EXIGIDO PELA CONSTITUIÇÃO.

    YEAHHHROWWW.

  42. Yara Chiara

    -

    18/11/2009 às 15:11

    COLOCA A ESTAMPA DE TERRORISTA NA TESTA DO VAGABUNDO, GILMAR MENDES. FAÇA A ESCOLHA PELA DEMOCRACIA.

    O SUPREMO, PELA LEI BRASILEIRA, TAMBÉM PODE CONSIDERAR CRIME COMUM AQUELES DE:

    A) TERRORISMO;
    B) PRATICADOS POR MEIOS CRUÉIS;
    C) CONTRA CHEFES DE ESTADO;

    A PRÓPRIA CONSTITUIÇÃO ESTABELECE EQUIVALÊNCIA ENTRE TERRORISMO E CRIME HEDIONDO.

    Citando CELSO DE MELLO: REPÚDIO AO TERRORISMO É COMPROMISSO ASSUMIDO PELO BRASIL!

  43. Therese

    -

    18/11/2009 às 15:09

    Reinaldo eu também não vi o filme mas só vou vê-lo se o herói morrer no final…..

  44. ricardo

    -

    18/11/2009 às 15:09

    olha só, da pra fazer então cinema nessepaiz sem dinheiro publico, ne?

    vamos acabar de vez com essas leis de incentivo ao lixo cultural que vem sendo criado por diretores brasileiros durante todo esse tempo…

    quantas casas do PAC daria pra fazer com essa boladinha, hein?

  45. Yara Chiara

    -

    18/11/2009 às 15:07

    Sim, essa tese é a correta: crime político não abrange atos de terrorismo de qualquer espécie.

    Use os precedentes norte-americanos, querido!

    Vai, Gilmar Mendes.

    Corte Alemã: ATIVIDADE TERRORISTA NÃO CONSTITUI CRIME POLÍTICO.

  46. Yara Chiara

    -

    18/11/2009 às 15:04

    MAS O SUPLICY NÃO É MESMO CARIDOSO? JULGAMENTO DE HOMICIDA ELE PRESENCIA. E PARA FAZER PRESSÃO PELA INOCÊNCIA.

  47. Yara Chiara

    -

    18/11/2009 às 15:02

    O SUPLICY ESTÁ NO PLENÁRIO…!!!

  48. Yara Chiara

    -

    18/11/2009 às 15:02

    GILMAR MENDES VOTANDO, REI!!!


 

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