05/11/2009
às 4:35Governo prepara medidas para conter entrada de dólar
Por Leandra Peres e Valdo Cruz, na Folha:
Após taxar a entrada de dólares, o governo Lula se concentra agora em medidas que façam com que os investidores estrangeiros não precisem trocar dólares por reais para realizar suas aplicações no Brasil.
Entre as medidas que devem ser adotadas pela equipe econômica estão a retomada, pelo Tesouro Nacional, de emissões no exterior de títulos da dívida pública em reais e a autorização para que investidores na Bolsa possam depositar suas garantias fora do país.
Os títulos em reais, emitidos inicialmente em 2005, permitem que os investidores externos comprem esses papéis lá fora, e não no Brasil, como é feito hoje nos leilões do Tesouro Nacional. Nessas operações, os investidores ganharão praticamente a mesma rentabilidade se estivessem aplicando em títulos públicos no Brasil. Ou seja, recebem a variação da inflação e também a cambial.
Hoje, uma das pressões sobre o dólar vem da busca dos investidores estrangeiros por títulos brasileiros, que pagam juros mais altos do que os do mercado internacional e ainda ganham com a variação cambial, já que a tendência é de apreciação do real ante o dólar.
O aumento nas emissões soberanas já foi discutido, e o momento da venda depende só das condições do mercado internacional. A piora nas últimas duas semanas fez com que o governo adiasse seus planos, mas há uma decisão de adotá-los.
Hoje há um estoque de R$ 10,2 bilhões de títulos em reais na mão de investidores no exterior, e a última captação feita pelo Tesouro foi em 2007, antes da crise global. Esse valor é baixo e representa só quase 13% da dívida externa do país.
A outra medida que deve ser autorizada em breve atende a um pedido da Bolsa de Valores. Sempre que um investidor estrangeiro opera no mercado futuro, tem que depositar garantias. Para isso, traz dólares para o país e os troca por reais. Essa operação deixará de ser feita se as garantias ficarem numa conta da Bolsa no exterior.
Por último, o Banco Central trabalha num projeto de lei que autorize os bancos brasileiros a emitir debêntures, que são papéis com vencimento de longo prazo. Hoje, a captação dos bancos é feita por meio de CDBs, que podem ser resgatados diariamente. Aqui
Tags: câmbio


Ministros da saúde de 194 países aprovam plano para melhorar vacinação no mundo
Conferência sobre Mudança Climática em Bonn termina sem avanços
Cientistas batizam nova espécie de aranha em homenagem a Lou Reed
Rebeldes criticam a ONU após novo massacre na Síria
Barcelona vence título na despedida de Pep Guardiola









Deixe o seu comentário
Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.
» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA
3 Comentários
Telmo Heinen
-05/11/2009 às 10:50
Eu fico impressionado com isto. Me lembro continuamente do ditado estabelecido por Pasteur, o cientista francês: “É muito perigoso ter razão em assunto sobre o qual estão todos equivocados”… Isto foi depois que ele ia ser queimado VIVO quando escreveu que as infecções e a “pús” eram produzidas por microorganismos. Ou ele queimava os escritos ou ele seria queimado. Queimaram-se os escritos, com a ajuda da Igreja, pelas regras da Inquisição. Todavia, hoje até um processo tem o seu nome, a “pasteurização” que ele sabia que iria ser consagrada. Parece que em relação ao Câmbio X “Manteiga”, eu e mais ½ dúzia estou(amos) na mesma situação, modéstia á parte. Será que estes caras não enxergam que o câmbio é fixado “virtualmente” na BM&FBovespa e que não tem nada a ver com o fluxo fisico de dólares entrando e saindo do nosso país? Tomar medidas sobre o fluxo físico não adianta nada…
mané brasileiro
-05/11/2009 às 9:10
Amigo Reinaldo
Não entendo de macro -economia,mas eu penso
que, é essa dinheirama que está financiando esse “boom”
do mercado interno. Estou errado?
.