Da France Presse, em Washington
O “frenesi dos biocombustíveis” e outras políticas equivocadas levaram à crise alimentar global, na qual o consumo de arroz supera a produção e ameaça 1 bilhão de pessoas de desnutrição, disseram especialistas nesta terça-feira.
Pesquisadores na área de agricultura internacional advertiram que os agricultores terão de duplicar a produção global de alimentos até 2030 para satisfazer a crescente demanda. Além disso, acrescentam, os países deverão impor uma moratória sobre o álcool e o biocombustível produzidos a partir de grãos, para conter a disparada dos preços do milho, arroz, soja e trigo.
“Pela primeira vez, é claro que estamos consumindo mais arroz do que se produz globalmente”, declarou Robert Zeigler, diretor do International Rice Research Institute, com sede nas Filipinas. “Em perspectiva, isso é insustentável”, disse ele aos jornalistas em uma teleconferência. “Temos uma demanda que cresce sem controle, e a demanda é estimulada pela população (e) pelo crescimento econômico”.
O diretor-geral do International Food Policy Research Institute dos Estados Unidos, Joachim von Braun, fez referência a “importantes fracassos nas decisões políticas”, no centro da crise.
Um dos maiores problemas foi a equivocada resposta aos altos preços da energia com a promoção de biocombustíveis à base de grãos, disseram os especialistas consultados pela AFP.
“Todos conhecemos o frenesi de biocombustíveis que distorceram os mercados de grãos”, comentou Zeigler.
Ele e Von Braun apóiam uma moratória sobre a produção de combustíveis à base de grãos, ou derivados de oleaginosas, mas não para os produzidos a partir da cana-de-açúcar.
“Nossos modelos de análise sugerem que, se for determinada uma moratória sobre biocombustíveis em 2008, pode-se esperar uma redução de preços do milho de cerca de 20% e do trigo, de 10%, em 2009 e em 2010″, afirmou Von Braun.
Para os especialistas, outra má política foi a proibição de exportação de grãos em países como o número dois de arroz, o Vietnã, que não fará novos contratos de venda até o final de junho, apesar de uma colheita bem-sucedida. Com isso, o governo vietnamita espera assegurar o abastecimento de sua população e enfrentar a inflação.
O “frenesi dos biocombustíveis” e outras políticas equivocadas levaram à crise alimentar global, na qual o consumo de arroz supera a produção e ameaça 1 bilhão de pessoas de desnutrição, disseram especialistas nesta terça-feira.
Pesquisadores na área de agricultura internacional advertiram que os agricultores terão de duplicar a produção global de alimentos até 2030 para satisfazer a crescente demanda. Além disso, acrescentam, os países deverão impor uma moratória sobre o álcool e o biocombustível produzidos a partir de grãos, para conter a disparada dos preços do milho, arroz, soja e trigo.
“Pela primeira vez, é claro que estamos consumindo mais arroz do que se produz globalmente”, declarou Robert Zeigler, diretor do International Rice Research Institute, com sede nas Filipinas. “Em perspectiva, isso é insustentável”, disse ele aos jornalistas em uma teleconferência. “Temos uma demanda que cresce sem controle, e a demanda é estimulada pela população (e) pelo crescimento econômico”.
O diretor-geral do International Food Policy Research Institute dos Estados Unidos, Joachim von Braun, fez referência a “importantes fracassos nas decisões políticas”, no centro da crise.
Um dos maiores problemas foi a equivocada resposta aos altos preços da energia com a promoção de biocombustíveis à base de grãos, disseram os especialistas consultados pela AFP.
“Todos conhecemos o frenesi de biocombustíveis que distorceram os mercados de grãos”, comentou Zeigler.
Ele e Von Braun apóiam uma moratória sobre a produção de combustíveis à base de grãos, ou derivados de oleaginosas, mas não para os produzidos a partir da cana-de-açúcar.
“Nossos modelos de análise sugerem que, se for determinada uma moratória sobre biocombustíveis em 2008, pode-se esperar uma redução de preços do milho de cerca de 20% e do trigo, de 10%, em 2009 e em 2010″, afirmou Von Braun.
Para os especialistas, outra má política foi a proibição de exportação de grãos em países como o número dois de arroz, o Vietnã, que não fará novos contratos de venda até o final de junho, apesar de uma colheita bem-sucedida. Com isso, o governo vietnamita espera assegurar o abastecimento de sua população e enfrentar a inflação.









“Faltando arroz no mundo e Lula quer expulsar os produtores de arroz de Roraima, que estão lá há décadas. É mesmo um palhaço!
12:49 AM”
Falou e disse! Mas o problema não é o arroz… É o NIÓBIO!
Alguém se lembra de quem começou esta confusão toda? Acho que poucos… Nesse exato momento deve estar por aí torrando o dinheiro que ganhou com o alardeamento sobre o aquecimento global. Sim senhoras e senhores: Al Gore. Esse é o maior culpado por todo esse problema! Se não houvesse o pânico sobre o aquecimento global, não haveria tanta demanda por biocombustíveis! E ainda dão prêmio a um charlatão como esse Bore! A humanidade está passando por uma crise intelectual! “Santa estupidez Robin!”
Só, a anta parar de tomar alcool, sobra material para abastecer o planeta com biocombustivel
Gostaria de saber a quantas anda a produção dos assentados do MST. Deve ser uma bomba jornalística.
Ei, tive uma idéia!! Que tal plantar comida em vez de plantar cocaína, ópio e maconha?? Dizem que o povo boliviano planta cocaína pq eles têm fome e precisam mascar a folha da coca. E pq o povo boliviano tem fome? Pq planta cocaína em vez de plantar comida, ora!
Recomendo a leitura do artigo do José Goldemberg no Valor Econômico de 23/abril que esclarece muito a respeito do tema. Seguem trechos:
“Além disso, a área dedicada à produção de biocombustíveis no mundo, somando EUA e Brasil, é de 10 milhões de hectares. E a área usada para agricultura, no mundo, é 1,2 bilhão de hectares. Ou seja: estes críticos perderam completamente o senso de proporção. “
“O Brasil só produz 25% da cana-de-açúcar mundial. Há cana em toda a América Central, na Índia, na África do Sul, em Moçambique. A experiência brasileira pode ser replicada e está sendo. Na Colômbia já tem quatro destilarias como as do Brasil. “
Há um problema no discurso dos biocombustíveis de Lula do pt. Ele só fala no etanol de cana, que é uma tecnologia que o Brasil domina, apesar de ficar refém dos usineiros. O grande problema está no biodiesel, cujas fontes são as mais diversas possíveis, mas incluem soja, girasol e outras oleaginosas comestíveis. Isto é problema, sim! O mesmo problema do etanol de milho gringo. E Lula do pt incentiva este tipo de ação, fadada ao insucesso.
O RS está batendo recordes de produção de arroz. E o que o governo faz? Ameaça os produtores! Quando o valor da produção do Uruguai era menor que o nosso, a importação era livre e o governo dizia que era “questão de mercado”. Agora, que o Uruguai está mandando para os mercados mais ricos, o governo quer taxar as exportações! Onde está o “mercado”?
No Nordeste, pode-se produzir biodiesel a partir do pinhão manso e não da mamona - pobre em tudo. E nas pequenas propriedades! O ridículo é que o pinhão manso - nativo daqui - foi desenvolvido na China e na India e não é sequer registrado como cultura comercial no Brasil!
Reinaldo, com o devido pedido de desculpas, corrigio a informação prestada no meu comentário das 10:20: onde escrevi “os EUA destinaram ao biodiesel 90 milhões…” leia-se ” os EUA destinaram ao etanol 90 milhões…”. Obrigado
CRISE NO JAPAO:
-IMPORTAM TODO ALIMENTO QUE CONSOMEM.O AUMENTO DE PRECO DOS ALIMENTOS EM GERAL E MUITO GRANDE E JA TEM PRODUTO EM FALTA,COMO A MANTEIGA.
-ENERGIA ELETRICA,GAS,JA TEVE AUMENTO NOS PRECOS DOIS MESES ATRAS E ESTA PREVISTO NOVO AUMENTO.
-A GASOLINA VAI SOFRER UM AUMENTO DE PRECO IMPORTANTE TAMBEM.ATUALMENTE O LITRO ESTA 125.00YENES.AUMENTARA PARA 160.OO YENES/LITRO.
Infelizmente, chegamos a este ponto porque os parlamentares de todos os Paises decidem sempre em funçaõ dos seus interesses póliticos e “econômicos” contingentes, pouco se importando com relatorios técnicos e científicos.
Já houve exageiro na produção de etanol de cana, mesmo sendo este o biocombustível menos culpado. Os verdadeiros vilões são os “biodiesels” - aqueles produzidos com milho, soja, girassol, colza, amendoim etc. Estes sim: com custos elevadissimos, para serem produzidos precisam de subsidios, isenções, financiamentos com juros simbolicos etc., o que significa que os governos tem que canalizar à estas produções enormes recursos arrancados dos bolsos dos contribuintes. Como se isso não bastasse, são ocupadas areas adequadas aos plantios nobres, com boas distribuições pluviométricas (os EUA destinaram ao biodiesel 90 milhões de toneladas de milho num ano….).
Aqui, o programa “biodiesel” com semente de mamona é uma verdadeira queima de dinheiro. Com o pagamento ao agricultor de R$ 0,70 por quilo de semente, ninguém se interessa ao plantio que renderia o que hoje a familia ganha com a bolsa-familia (que seria cancelado!). E, mesmo assim, custando 0,70 R$ um quilo de semente, o biodiesel nele contido já custa um minimo de 1,56 R$ ao litro, NO CAMPO, AINDA DENTRO DA SEMENTE, ANTES DE QUALQUER PROCESSAMENTO…!!
E mais importante ainda: SE TODOS OS VEICULOS DO MUNDO MOVIDOS À DIESEL adicionassem 5% de biodiesel, a redução da emissão de CO2 na atmosfera não chegaria a 0,01% (SIC) de todo o CO2 produzido no e pelo Planeta. Convenhamos: resultados bem melhores poderiam ser obtidos somente fiscalizando a regulação dos motores….
Infelizmente, FAO, ONU, FMI, BIRD e cientistas sensatos tem razão. Claro que isso “doi” aos diretamente interessados aos benefícios….!
QUEM MANDOU VOTAR NELES?
AGORA AGUENTEM!
Rei, como fica a bandeira do MST contra a produçao de alimentos em massa nesse caso? De acordo com esses valentes o importante é não ceder ao capitalismo nem que seja a custo da fome mundial? Bom, lembrando de Mao Tsé Tung dá pra imaginar que sim.
Já fico desconfiado quando vejo “especialistas”,assim no plural. Geralmente são burocratas (de esquerda). São os salvadores do planeta.
Como é que é? Os produtores terão que dobrar a produção mas os iluminados querem reduzir os preços?
A equação deles fica assim: O petróleo nas nuvens (imagina o impacto nos custos de produção)com os produtores dobrando a produção de alimentos e vendendo pela metade do preço.
Me parece a solução perfeita para um desastre alimentar.
É o nosso setor público apodrecendo a olhos vistos. Um festival de irregularidades. Pior é que a “noça emprença espeçializada” sofre, no mínimo, de idiotia igual. Ontem, vi uma “jornalista” política da “televizona” Globo, “exigir” que a CVM obrigasse a Petrobrás a decidir, em reunião de diretoria formal, sobre o aumento dos combustíveis, “já que é uma empresa aberta”, dizia ela indignada.
Gozado que a mesma “jornalista” não exigiu uma ação dura da CVM, quando o presidente da Petrobrás entregou as refinarias ao índio amnalucado boliviano, por pura pressão política. Isso sim foi um abuso de poder do maior acionista - o governo - e um crime contra o acionista minoritário. O presidente da Petrobrás foi, no mínimo, subserviente.
Fui comprar óleo, ontem e assustem com o preço alto. Ele custava R$ 4,00, agora custa mais e R$ 6,00. Lula lá.
Esse aumento nos preços é culpa do Lula que não sabe fazer contas. A maior produção possível de biodiesel é 1650 litros por hectare. Se usarem a mamona, como o visionário do agreste - Lula - quer, esta produção cai pela metade. Já foi dito aqui no Blog que a cana produz, no Brasil, muito mais do que isso de álcool, 7000 litros. portanto a culpa do aumento dos alimentos é do Lula, que ficava distribuindo amostras de biodiesel, e daquele outro com voz de Mangabeira Unger, o ex-vice presidente dos EUA - Al ‘Gole’.
Caro Reinaldo,estes esquerdistas são uma comédia!!!
KIRK
… então o diabo é a inflação!
Bobagem tosca. Alta de preços nãO é inflação … mas, vai explicar!
Solução: pega arroz de Roraima (antes que acabe)
Faltando arroz no mundo e Lula quer expulsar os produtores de arroz de Roraima, que estão lá há décadas. É mesmo um palhaço!
Reinaldo, cheira a pura mentira. Pelo menos a reportagem não mostra nenhum mísero número para comprovar a tese levantada. Parace reportagem sobre o aquecimento global…
Não sou especialista na área, mas tenho certeza que o aumento do poder aquisitivo em economias emergentes - especialmente no BRIC, o vertiginoso aumento do petróleo nos últimos anos, os absurdos incentivos dados pelos países ricos - especialmente EUA e Europa - para sustentar a agricultura pouco competitiva de seus países, bem como o crescimento da inflação mundial contribuiram muito mais para o aumento do preço dos alimentos que os biocombustíveis a partir de grãos.
Mas esta pode ser uma enorme oportunidade para o Brasil criar o padrão mundial em etanol, à base de cana-de-açúcar, sabidamente com um balanço energético muito superior a outras opções como o milho ou a beterraba.