03/07/2009
às 5:49Firma de laranja de ex-diretor do Senado também atuou na Câmara
Empresa de crédito consignado em nome da ex-babá de Zoghbi recebeu R$ 3 milhões
O ex-diretor de Recursos Humanos do Senado afirma que não tem relação com as empresas da ex-babá e diz que elas são de seu filho
Por Alan Gripp e Fábio Zanini, na Folha:
O esquema de uso de laranjas para negociar crédito consignado no Senado também funcionou na Câmara. Uma empresa registrada em nome de uma ex-babá com o objetivo de ocultar seus donos agenciou empréstimos com desconto em folha e recebeu comissão por isso.
A BM Assessoria de Crédito Ltda. fechou contratos com servidores da Câmara durante o ano de 2008, como ela própria admitiu à Folha. A empresa tem como maior acionista Maria Izabel Gomes, ama de leite de João Carlos Zoghbi, afastado do cargo de diretor de Recursos Humanos do Senado.
Zoghbi é investigado pela Polícia Federal pela suspeita de ser o real dono da BM e de outras quatro empresas registradas em nome da ex-babá. Maria Izabel não tem renda.
O diretor afastado também é responsabilizado pela publicação de parte dos 663 atos secretos revelados no Senado.
Na Câmara, a BM negociou empréstimos no papel de correspondente bancário (intermediário) do banco Bancred S.A., autorizado a vender crédito a servidores e a deputados.
Procurada pela Folha, a empresa confirmou ter atuado na Câmara, mas disse ter fechado apenas “por volta de 15″ empréstimos. Não informou quanto recebeu de comissão do Bancred nem quanto faturou. A Câmara diz desconhecer a ação de intermediários e que fecha convênio só com bancos. Aqui
Tags: João Carlos Zoghbi


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3 Comentários
Expedito
-03/07/2009 às 17:36
Esse João Carlos Zoghbi é um lactente inveterado. Custou ser desmamado. Maria Izabel Gomes, sua ama de LEITE é a maior acionista da BM Assessoria de Crédito Ltda. Não largar o “peito” congênito desse cara.
maria-maria
-03/07/2009 às 10:41
Só um germe patológico dos bons, seletivo para ladrões, que atacasse esse pessoal todo dos três podres poderes, poderia dar-nos uma solução final ao descalabro.
Não há saída: a corrupção é generalizada e, ao fim a ao cabo, temos de engolir nossa indignação, pois os calhordas protegem-se e, se excepcionalmente, o caso for até o judiciário, os sinistros de lá asseguram, de antemão, total, irrestrita solidariedade. Afinal, todos eles são mais iguais.
Vanderlei
-03/07/2009 às 9:33
Fica Sarney, fica. Essa josta faz por merecer.