Blogs e Colunistas

30/10/2009

às 17:14

EXPANSÃO E BARBÁRIE

Leiam primeiro um post abaixo. Uma estudante da Uniban, campus de São Bernardo, foi quase linchada, ou currada, porque usava um “vestido curto” — ia da escola para uma festa. Foi xingada, humilhada, filmada, exibida na Internet. Segundo seu testemunho, funcionários da universidade, até professores, a responsabilizaram pelo ocorrido. A síntese é esta: “Quem mandou usar vestido curto? Quem usa vestido curto está mesmo provocando”. Foi preciso a ação da polícia para que ela pudesse deixar o prédio. Vândalos chutavam a porta e pediam que a “gostosa” fosse entregue à massa.

A nova lei que pune o estupro não distingue a efetivação do ato da tentativa. Acho a lei toda atrapalhada — digo outra hora por quê —, mas ela existe. Se existe, quero saber se a universidade está empenhada em identificar os agressores para que possam ser processados. E seria até curioso, não? Porque, tudo indica, mulheres também participaram da barbárie. Não! Eu não quero saber quão curto era o vestido da moça. Ainda que estivesse nua!!! Ela que arcasse com a responsabilidade de transgredir os códigos daquele ambiente — que, suponho, mesmo abrigando linchadores, deve proibir a nudez, não é mesmo?

Demagogos das mais variadas colorações, incluindo aqueles que estão no jornalismo e suas submodalidades, saúdam a chamada “expansão” do ensino universitário no país. É evidente que não estou aqui estabelecendo uma relação de causa e efeito, a saber: não fosse a dita expansão, isso não teria ocorrido. Não! Isso acontece nos ambientes em que a ética não tem grande relevância; em que os membros do grupo não se submetem a um código de conduta; em que vigora a anomia e o salve-se quem puder.

Então, agora sim: o que vai acima define boa parte das ditas universidades brasileiras, em sua desordenada expansão, freqüentemente com o leite de pata do dinheiro público. Se eu escrevesse aqui que aquilo a que se assistiu na Uniban é “inaceitável” numa universidade, muitos poderiam indagar: “Mas seria aceitável em qualquer outro ambiente?” A resposta, obviamente, é “não”. Aquilo é inaceitável numa sociedade civilizada.

Mas, numa universidade, choca ainda mais. Esperamos de estudantes de terceiro grau que sejam especialmente tolerantes com a diferença. Afinal, aquele deveria ser um lugar especialmente dedicado ao estudo e à reflexão. Mas quê… A universidade brasileira, a bordo de algumas teses vigaristas — à esquerda e à direita, é bom deixar claro —, está se transformando numa espécie de supletivão para a conquista de um diploma. Não é só o conteúdo específico que é freqüentemente sofrível. Falta também apuro ético e moral.  Isso é mais visível hoje em franjas do ensino privado de terceiro grau. O ensino público segue pelo mesmo caminho. É questão de tempo.

Não! Não estou satanizando o ensino privado — até porque sou contra universidade pública, qualquer uma. Estou lastimando, isto sim, é a baixa qualidade que marca essa expansão. Não se enganem: ocorrências como essa não são fortuitas; não estamos diante de uma explosão irracional de violência. Estamos diante, infelizmente, de um ambiente de baixo padrão ético; em que um candidato a estuprador insuflando outro candidato a estuprador não chega a caracterizar um comportamento chocante, fora do aceitável. Isso atinge todos os estudantes da Uniban? É claro que não! Mas a ocorrência se deu ali, com estudantes que estavam ali.

A Uniban tem de exibir as fichas dos candidatos a estupradores e tem de expulsá-los da universidade. Ou, então, estará dizendo à opinião pública que seus bancos comportam esse tipo de gente. Nesse caso, em vez de regulada pelo MEC, deve ser supervisionada pela Secretaria de Segurança Pública; em vez de diplomas de conclusão de curso, terá de oferecer folha corrida. Que a escola entregue primeiro os bandidos. O resto se vê depois.

Por Reinaldo Azevedo
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69 Comentários

  1. Someone

    -

    08/11/2009 às 13:14

    Essa atitude da Uniban vai se refletir em diminuicao de oportunidade de empregos para os estudantes de la. Isso ‘e fato. Os alunos vao sair da difamada UNIBAN em breve e procurar uma universidade sensata e que forma homens integros para o mundo atual e nao macacos ancestrais. A UNIBAN JA CAVOU A PROPRIA SEPULTURA!

  2. Indignada

    -

    08/11/2009 às 12:49

    A UNIBAN forma homens primatas de um capitalismo selvagem. Marginais.

  3. mundão véio

    -

    06/11/2009 às 14:04

    q merda de faculdade, isso dai se fechar vira presidio, huahuahuhau, inacreditavel, é site de piada isso aqui, foi ari toledo que escreveu, tinha q fechar isso dai, ta maluco, pior de tudo é q tem gente que estuda nessa bosta, isso dai se tropeçar e cair na frente da faculdade ja viro aluno, isso que da vestibular facil, ai sobra so delinquente mesmo, vo cagar na porta dessa merda ai.

    uhuuuuuuuuuuuuuuu

  4. Gil

    -

    02/11/2009 às 21:39

    Se esta moça entrasse vestida do jeito que fosse dentro de um presidio como o Carandirú, certamente seria mais respeitada do que foi dentro de uma faculdade.Esse é o nivel de alguns dos nossos universitários que não sabem o significado da palavra respeito ao seu semelhante, para não dizer o ensinamente maior de “amai-vos uns aos outros”.Deploravel a atitude de alguns, que acaba por contaminar a todos……

  5. Liliane

    -

    02/11/2009 às 15:17

    Excelente o seu texto e o seu blog. É um grande alento encontrar alguém da área jornalística que consegue enxergar os fatos com esse grau de lucidez, principalmente em se tratando de um homem, já que a meu ver, o que causou esse problema todo foi simplemente a misoginia velada com a qual temos que conviver diariamente neste país. Não adianta tentarem culpar um inocente vestidinho. Isso é misoginia pura, vinda de homens e mulheres.

    A Globo pedindo auxilio a uma consultora (?) de moda para explicar a situação chega a ser hilário. Gostaria de perguntar a ela: “Glorinha Kalil, estou pensando em ser agredida por uma turba ensandecida na próxima quinta, o que você acha que devo vestir?”

  6. EDU BRASILIA

    -

    02/11/2009 às 12:16

    UNIBANDIDOS

    O PRESIDIO DA UNIBAN

    DEU MEDO AGORA, É ISSO QUE ENCONTRAMOS NAS UNIVERSIDADES DE HOJE?!

    QUE PERIGOOOO ESTÁ A UNIVERSIDADE, OU DESUNIVERSIDADE.

  7. Ari

    -

    01/11/2009 às 23:00

    Gostei particularmente do comentário: Uniban rima com Taliban.

    4 aspectos sobre o ocorrido:

    - O Brasil é um país extremamente machista, basta fazer uma pequena reflexão

    - A violência está atingindo altos patamares em nossa sociedade, o solidariedade foi jogada no limbo

    - Muitas faculdades particulares e públicas são grandes centros comercias de diplomas e títulos

    - Tanta força poderia ser usada pelos jovens para a luta política por direitos, justiça e cidadania (o que incluiria o respeito a alterida
    de)
    Concluindo…
    Que mundo é esse em que estamos vivendo? os teóricos a pouco começaram a tentar explicar. Eu sinto MEDO e uma PROFUNDA TRISTEZA quando reflito sobre tudo isso

  8. Victor

    -

    01/11/2009 às 22:05

    Reinaldo, acabo de ver a matéria no Fantástico e vim, em estado de choque, me informar sobre esse acontecido de que só agora tomei conhecimento. O que me deixou, sem exagero, DESESPERADO ao ver aquela cena bárbara não foi nem a hipocrisia extrema daqueles jovens, mas o comportamento de rebanho em que eles embarcaram, o abandono da razão, dos sentidos, do senso crítico - tenho certeza que muitos, se questionados individualmente, não viriam nada de errado no traje da moça; muitos embarcaram no linchamento moral sem sequer saber o que estava acontecendo. É desesperador assistir a demolição da ética, dos valores, do raciocínio honesto que está tomando conta deste país! DESESPERADOR!

  9. Roberto Pereira

    -

    01/11/2009 às 21:35

    Para onde vamos com isso tudo, Reinaldo?
    Para onde?
    Você eu não sei, mas renovei meu passaporte…

  10. LIMA

    -

    31/10/2009 às 16:19

    JÁ NÃO EXISTEM ESTUDANTES, PRINCIPALMETE OS UNIVERSITÁRIOS, COMO UNS ANOS ATRAS. SERIA BOM QUE A CLASSE ESTUDANTIL FIZESSEM COMO OS CARA PINTADAS. TEM TANTA SAFADEZA DO GOVERNO PETRALHA, PARA SER ATACADA, MAS O VALENTES DA UNIBAN NÃO SE PREOCUPAM COM ELAS. SERÁ QUE ESSE ESTUDANTES TÊM MEDO? OS QUE ENFRENTARAM A DITADURA NÃO TINHAM!!

  11. juan-50

    -

    31/10/2009 às 16:13

    ESSAS UNIVERSIDADES CAÇA-NÍQUEIS REUNEM UMA CURIOSA FAUNA ORIUNDA DO ENSINO PÚBLICO, OU, DOS COLÉGIOS PRIVADOS, DE QUINTA CATEGORIA.

  12. David

    -

    31/10/2009 às 13:58

    É a primeira vez que posto com o meu nome.
    É a primeira vez que você me deixou com um nó na garganta.
    Esse texto foi uma verdadeira declaração de princípios. Talvez você não deva ter enxergado a magnitude do que está escrito aqui.
    Bater de frente com um político pode não ser fácil. Mas muitas vezes é eficiente. Dá estatus; o direito de se dizer um pioneiro, um visionário.
    Mas se erguer contra esse tipo de linchamento moral é para poucos. Na prática não traz nenhum benefício material.
    Meus parabéns sinceros Reinaldo.
    Você é um homem honrado.

  13. Aylane

    -

    31/10/2009 às 10:25

    Acho melhor mudarem o nome da universidade para UNITALIBAN!!
    Por um momento o Oriente Médio me veio à mente.

  14. anonimo

    -

    31/10/2009 às 10:10

    Essa história de que é a mulher provoca esse tipo de barbárie, com suas roupas ou seus modos, é a desculpa que os radicais islmâmicos usam para tratar mulheres como eles tratam. Esse episódio da Uniban é mais uma manifestação de que a al Qaeda e o Taliban somos nós!

  15. Lincoln Meireles

    -

    31/10/2009 às 8:25

    Sem querer em hipótese alguma justificar a irracionalidade violenta contra a mulher, concordando com a total falta de ética nos ambientes universitários, gostaria de dizer que uma pessoa fica rotulada sim, positiva ou negativamente, por sua aparência. Justamente por estarem as universidades como estão, como avalia Reinaldo, é que a vestimenta se torna ainda mais inapropriedade. A culpa é dela, agora? Claro que não. Delinquentes só precisam de pretexto. Mas acaso prudência e bom senso não ajudariam a evitar muita coisa neste mundo cão? A cidade está violenta. Evite passar por tal lugar. Se a pessoa passa e se dá mal, isso não justifica a violência; nem tampouco, a falta de prudência.

  16. MaGioZal

    -

    31/10/2009 às 3:43

    É um típico caso de “culpar a vítima” ( http://en.wikipedia.org/wiki/Victim_blaming ) para que os perpetradores se eximam do mal e se portem como supostos virtuosos…

  17. Elah

    -

    31/10/2009 às 3:16

    Com o fato, podemos ver o alcance do “poder bovino”. Nunca imagenei encontrar manada em universidade, mas a vida sempre me surepreende(decepciona), principalmente em se tratando de BRasil.

  18. Brasileiro no Canada

    -

    31/10/2009 às 2:52

    Exatamente, Reinaldo. Que a universidade se pronuncie!
    Com a palavra, o reitor da Uniban!

  19. juan-50

    -

    30/10/2009 às 23:43

    REALMENTE UM ABSURDO! QUE ESPÉCIE DE GENTE É ESSA?

  20. Olinda - PE

    -

    30/10/2009 às 23:40

    Olá Reinaldo,
    li a matéria, mas fiquei em duvida!
    Agora que comentaste…
    É o fim da picada! Onde estamos? Que turma insana!
    Qual o problema?
    Se a guria não estava devidamente vestida, seria advertida pela direção…
    Eu tenho pudores, sou muito timida; usei muita saia curta.
    Meu filho, com 10, 11 anos, me olhou de cima à baixo, falou: mãe, teu vestido podia ser mais comprido! Ciumes normais de filho pré adolescente.
    Minha filha, na faixa dos 16, 17 anos, na época, queria que eu virasse pó!! heheheh
    Não consigo entender este tipo de atitude (deve ser a maldita inveja..)

  21. joaquim

    -

    30/10/2009 às 23:22

    As autoridades tem que botar olho naquele pardieiro. Que compotamentos são aqueles?

  22. carlos

    -

    30/10/2009 às 22:06

    Rei, essa é uma amostra dos pseudo estudantes de 3 h de aula por dia que em qualquer pais decente não teriam passado do colegial. Alguém poderia fazer um levantamento do nível dos professores da Uniban. Quantos tem mestrado ou dotorado para ministrar aulas?
    Essa expansão de faculdades particulares é mais um desvio de dinheiro público para nada, ditas faculdades adoram estudantes do PROUNI porque é dinheiro garantido em caixa, onde os estudantes nem questionam a qualidade do ensino e os malandros dos propietários dão uma ajudinha para sua fonte de receitas.

  23. iabepa

    -

    30/10/2009 às 21:31

    Uniban rima com taliban…..

  24. evandro

    -

    30/10/2009 às 20:33

    REinaldo, discordo 99% do que diz; adoro teus comentários literários e sobre noosa língua. Teu comntário desta feita ficou no 1%. E aproveitando, tem gente disposta a culpar o Lula por tudo neste mundo. Reflitam um pouco mais. E se servir, foi no governo FHC, com o Paulo Renato no MEC que abriu-se as portas para a abertura indiscriminada de faculdades por aí afora.

  25. anônimo

    -

    30/10/2009 às 20:21

    É muito estranho. Como o caso dos policiais que roubaram uma camiseta e um par de tênis dos assassinos.

    Quero entender direito o que aconteceu. Ouvi uns boatos, mas não sei qual é a verdade.

    Vamos ver o que mais sai sobre esse assunto.

  26. Jose Sangiuliano

    -

    30/10/2009 às 19:26

    Aqui, uma garota de 15 anos foi estuprada atras da escola por 10 rapazes enquanto outros 10 assistiam e riam, sem chamar a policia… A diferenca: o crime aconteceu no dia 27 de outubro. Hoje, dia 30, sete dos estupradores ja estao presos.

  27. GREGO55

    -

    30/10/2009 às 19:15

    NA VERDADE O MAIOR PROBLEMA É O DE SEMPRE:

    I M P U N I D A D E

  28. GREGO55

    -

    30/10/2009 às 19:11

    Bom uma coisa é certa. Se a universidade não agir com o máximo rigor, expulsando os psicopatas que iniciaram toda aquela selvageria estará decretando sua própria falência.
    Imagina só: Depois dessa quem com mais de dois neurônios deixaria seu filho(a) se matricular nesta favela?
    Quem vai dar emprego para um estudante da UNIBAN?
    Infelismente todos os estudantes, professores, diretores e funcionários da UNIBAN vão pagar algum preço, ou por ação ou por omissão.

  29. Akhenathon

    -

    30/10/2009 às 19:10

    Valeu, Reinaldo.

    Repito aqui o que escrevi em meu blog: O que nos separa do fascismo? Nossa preguiça.

  30. AMA.JR

    -

    30/10/2009 às 19:07

    Apoio irrestrito à sua proposta.Expulsão desses falsos catões. Gente que se finge de moralista mas vão fumar maconha na saida da escola.O que fizeram é algo inominavel.Os pais desses alunos também deveriam ser chamados a dar explicacões.

  31. Rogério Reis

    -

    30/10/2009 às 18:45

    Não há muito que acrescentar ao texto. Torço para que ocorra uma punição a essa horda de trogloditas (machos e fêmeas) intolerantes, mas é pouco provável a aplicação de alguma sanção a eles. Só me assusta, e muito, esse “ódio” ao diferente, essa incapacidade em suportar as crenças e as opiniões alheias, se divergem das suas, que encontro em grande parte de jovens.

  32. Robes Mendes

    -

    30/10/2009 às 18:24

    Revoltante! Absurdo!

    Estamos mesmo na Era do Apedeuta.

  33. Pedro

    -

    30/10/2009 às 18:19

    Como o Lulla nunca frequentou curso superior (apesar de ficar a toa 12 anos aguardando ser eleito), vai dizer que isso só acontece nas Universidades, que é coisa da elite brasileira. Que no meio dos catadores de papel, isso nunca ocorreria.

  34. Golbery

    -

    30/10/2009 às 18:16

    Qual o motivo do corte em meu comentário?

  35. Le roi ne s'amuse pas

    -

    30/10/2009 às 18:08

    Não vi o vídeo e não vou vê-lo.

    Contra a barbárie e a desumanidade só mesmo aquilo que a Grécia, Roma e Israel - este, de outro modo, mais sublime! - nos ensinaram e que teimamos em não aprender: LEI.

    “Não é só o conteúdo específico que é freqüentemente sofrível.”

    Rei, o sentido mais próprio de “sofrível” é “passável”, “admissível”, embora, quotidiana e informalmente, tenha sido igualado a “aflitivo”, “de causar sofrimento”. Foi isso mesmo que você quis dizer? Acho que seria melhor ter afirmado que esses cursos inferiores são “insofríveis”, não?

    Delirei?

    Parabéns por descortinar as nossas misérias.

  36. NANDO

    -

    30/10/2009 às 18:06

    Caro Rei,
    Aconteceu na UNITALIBAN. Os universitárius enfurecido gritava, ESTRUPA, ESTRUPA.

  37. Pinduca

    -

    30/10/2009 às 18:05

    A moça pode ter até exagerado na vestimenta, mas caberia a algum representante da Universidade chamar-lhe devidamente a atenção sobre a forma correta de se vestir em locais assim.

  38. Rosano

    -

    30/10/2009 às 18:04

    Reinaldo,

    Vc errou de novo! Vc diz: “…(a universidade) estará dizendo à opinião pública que seus bancos comportam esse tipo de gente”. O correto seria: “estará dizendo à opinião pública que sua conta-correntes comportam esse tipo de gente”.

    Claro que comporta! Afinal, para ter, digamos assim, clientela, não precisa de votos nem de qualidade.

    Abs,

    Rosano

  39. Marco Gaúcho

    -

    30/10/2009 às 18:02

    Chê, tu agora botou o dedo na ferida…esse verdadeiro mar de cursinhos, e escolinhas, e centros de qualquer coisa que de uma hora prá outra viraram UNIVELSIDADES, tá mesmo uma bagunça. Curso universitário hoje tem em qualquer esquina, aberto a qualquer negociação, desde que seja prá arrancar dinheiro dos pobres iludidos que pensam estar “investir no futuro”. O grande lance hoje é esse: ABRIR UMA ESCOLA OU IGREJA. Claro que antes os “mano” estudam bem os “livrinho”, tipo O SEGREDO e outras tranqueiras….depois largam esses coitados com um papel na mão que chamam “diproma”, fazendo inscrição prá qualquer concurso, desde que seja para cargo público, claro…Mano, esse assunto vai render…

  40. Pinduca

    -

    30/10/2009 às 18:01

    Assisti ao vídeo do ocorrido. Fiquei impressionada! Os 3 andares da universidade gritavam “PUTA!, PUTA!”. Mulheres e homens em uníssono! Nunca vi coisa igual.

    A moça estava com um vestido curtíssimo, sim, e rosa bem chamativo. Mas isso é motivo para tanta agressão?? Essa moça só não foi violentada porque foi escoltada por professores e, depois, pela polícia.

    Mas esse tipo de agressividade virou coisa comum nos dias de hoje. É comum no mundo real e no mundo virtual mais ainda. Há alguns hipócritas que, ao ler seu artigo, vão mostrar indignação. Mas, essas mesmas pessoas, quando sob o disfarce de um fake qualquer nas comunidades virtuais, transformam-se em verdadeiros bulliers.

  41. EV

    -

    30/10/2009 às 17:57

    Oi Reinaldo,

    Estava esperando sua análise sobre o fato. Quando me mudei pra Montreal essa foi uma das coisas que mais me chamaram a atencão. Muitas das mocas daqui usam uns vestidos pra lá de curto. O mais interessante é que elas se vestem dessa forma mesmo à noite, no metrô e sozinhas. E ninguém se atreve a assobiar ou fazer comentários indecorosos muito menos abordar pra tentar se aproveitar.

    Quanto ao ensino universitário, é isso mesmo. Quando eu terminei o meu mestrado, fui convidado pra dar aulas numa dessas UniSupletivos. Era um barracão adaptado, numa região bem pobre de Curitiba. Tudo isso pra ganhar R$18,00 por hora. Disse não, pois tinha um bom emprego numa multinacional.

  42. denny doherty

    -

    30/10/2009 às 17:55

    Dia desses fui ao colégio em que estuda meu filho mais moço. Faziam-se os preparativos para a semana do padroeiro e havia cartazes confeccionados pelos alunos. Dentre as bobagens politicamente corretas e os delírios ambientalistas estampados nos cartazes, fruto do molestamento intelectual das crianças, havia a “mãe de todos os dizeres”: “É proibido proibir!” . Herbert Marcuse é o culpado. Por causa desta frase, deve estar ardendo no inferno.

  43. Romeu

    -

    30/10/2009 às 17:53

    A zueira, a falta de educação, o desrespeito pelos professores que ocorre no ensino médio já esta alcançando os alunos do nivel superior. Se eles estivessem em suas salas de aulas e se concentrando nos professores naquilo que é ensinado nada disto teria acontecido. Isto só é o começo.

  44. BETHS

    -

    30/10/2009 às 17:53

    E nós vivemos para ver uma coisa dessas!!!
    No vídeo o locutor informa que a moça dizia que não era puta, que não era meretriz… e se fosse? Isso autorizaria o absurdo do comportamento da alimália! Quer dizer que Bruna Surfistinha merece até verba da lei Rouanet, mas uma universitária não pode usar o vestido que quiser?!
    Como dizia Tom Jobim, o Brasil é um país de ponta-cabeça.

  45. Urtigão

    -

    30/10/2009 às 17:52

    Violência poucas vezes vista nestepaiz; o futuro é sombrio com estes estudantes, que um dia serão profissionais e estarão aí a tentar mudar a sociedade, talvez tentando liberar drogas ou apoiando as “comunidades criminosas”. são pessoas que não conseguem articular mais de duas palavras!

  46. meireles

    -

    30/10/2009 às 17:52

    Esta Uniban certamente não é a responsável pelo ocorrido. Mas algumas coisas não acontecem em alguns lugares por acaso. Aconteceu neste lugar cujo “diferencial” publicitário enaltecido no slogan são os mínimos dois anos de formação superior. Dois anos, Reinaldo, é tempo suficiente para garantir o lucro da casa e o diploma da horda. Os alunos pagam, a escola recebe, e não querem saber de lições. A moça agredida talvez não seja muito diferente do resto dos pagantes. Mas foi vitima de um linchamento moral. Choca mais do que ter visto o helicoptero em chamas no rio de janeiro. Selvagens escolarizados me despertam mais aversão. Não que a falta de escola justifique outros crimes.

  47. Timbira

    -

    30/10/2009 às 17:51

    Excelente!

    O interessante é que esses sensíveis universitários não estão nem aí para as demonstrações de viadagem das passeatas gay e etc.
    Vi, na TV, o episódio. O vestido era curto, mas não a ponto de justificar essa reação ridícula.
    Por que também não ficaram revoltados com o mensalão.

  48. Adelson Elias Vasconcellos

    -

    30/10/2009 às 17:49

    Perdoe-me, Reinaldo, mas tais atos talvez sejam mais comuns do que se imagina. O Brasil, lamentavelmente, perdeu os limites do que seja decência, respeito, civilidade. De norte a sul, o culto ao álcool e ao sexo fácil, chegam a ser repugnantes.

    Grande parte da nossa sociedade, independente de grau de instrução, faixa etária e condição socioeconômica é ESTÚPIDA, ideotizada, selvagem.

    Infelizmente, este é o quadro, esta é a NOSSA GENTE. Claro que há culpados, mas este processo vem acontecendo faz muito tempo. E nada foi feito.

  49. Márcia de Alencar

    -

    30/10/2009 às 17:48

    Eu fiquei chocada com o comportamento dos estudantes. Já vi muitas mulheres com trajes curtos em lugares públicos e nunca desencadeou uma reação assim.
    São uns bárbaros.

  50. Luiz Paulo Andrade

    -

    30/10/2009 às 17:48

    O mais engraçado é que os devios socidade são contraditórios, Se ela fosse vestida de freira, talvez fosse chamada de careta, de retrograda e por que não “santa do pau oco”?

    Não está dito mas posso supor que ela deve ter sido chamada de vadia e vagabunda (dai para pior) pelo vestido curto, com um suposto moralismo que ataca alguem que ofende a sociedade.

    Realmente triste onde chegou nossa sociedade, onde você deve se misturar a massa do politicamente correto, no melhor estilo Minc do “Nem careta, nem a seco”

  51. Esther Correa

    -

    30/10/2009 às 17:45

    Oi tio Rei!
    Que atraso. Mais um pouco e estaremos na Idade das Trevas, de novo. Moças de mini-saia serão queimadas em praça pública. Que falta de civilidade!. Sou advogada formada pela USP na década de 1970. Todas as alunas iam de mini-saia, bem mini mesmo, inclusive eu. Jamais houve desrespeito por parte de quem quer que seja.
    Acho que isso é acima de tudo, falta de cultura acompanhada de falta de ética e de educação mesmo. Parece-me que está havendo uma burrificação dos estudantes, a vista do espetacular nível do ensino!!!

  52. felipa

    -

    30/10/2009 às 17:43

    Analisemos:
    “Isso acontece nos ambientes em que a ética não tem grande relevância; em que os membros do grupo não se submetem a um código de conduta; em que vigora a anomia e o salve-se quem puder.” - a frase é perfeita, mas… hoje, principalmente neste país, não há ética, nem código de conduta, quanto muito Código Penal, q mesmo assim, em alguns (vários) casos é mitigado.
    Frase:
    “Esperamos de estudantes de terceiro grau que sejam especialmente tolerantes com a diferença” - perfeita, mas… há qto tempo vc não frequenta uma sala de aula do 3º grau?
    A ideologia, o falso moralismo e etc imperam e adversidade de opiniões… não existe.
    E assim,… retrocedemos.
    Lástima!!!

  53. Cassio

    -

    30/10/2009 às 17:41

    A universidade é vista pelos estudantes - sim, sim, claro, não todos - como apenas treinamento (hipótese benevolente) e/ou licensa (na hipótese cínica) para exercer uma profissão.

    A ambição de uma educação superior que mereça esse nome não é, nem de longe, uma preocupação comum. Não sei como era antigamente, mas o que interessa, já há algum tempo é passar de ano e pegar o diploma. E só.

  54. simplesmente maria

    -

    30/10/2009 às 17:41

    Aliás, lembrei-me de uma ocorrência semelhante. Coisa de uns 30-40 anos atrás, uma pessoa parou um carro no Centro do Rio de Janeiro. Dentro estava uma jovem de biquini (que, naqueles tempos, era bem comportadinho). Pois a moça foi quase linchada. A turba atacou o carro. Uma violência incrível, contida pela Polícia. Nada aconteceu com os maníacos. E o caso agora se repete, quase meio século depois, levado agora para um campus universitário, onde supostamente as pessoas teriam recebido um mínimo de educação básica e entendimento sobre direitos individuais. Portanto, passado todo esse tempo, constata-se mesmo regressão. Prova de que realmente só daqui a muitos séculos este país chegará a algum nível de civilização básica.

  55. Joelton Farias

    -

    30/10/2009 às 17:39

    As universitárias deveriam utilizar a burqa como forma de não desviar a atenção dos alunos, que devem estar focados no estudo e não nas coxas.

  56. André

    -

    30/10/2009 às 17:36

    Eu acho que isso não vai dar em nada, até porque houve “apenas” violência moral contra a moça. Se vivemos num país em que assassinar é ” normal” e inúmeras vezes fica sem punição, o que esperar desse pequeno caso de barbárie humana ?
    O problema é que “esse tipo de gente” está em todo lugar, inclusive no poder e a deseducação do brasileiro é cada vez mais evidente em qualquer lugar que você vá. A mulher no Brasil chegou a um tal ponto de desvalorização, que ser chamada de cachorra e vadia em “músicas” funk, é visto como elogio. Ignoro que tipo de sociedade é essa que estamos formando ou já se formou, só sei que tenho muito medo do que ainda pode vir por aí.

  57. simplesmente maria

    -

    30/10/2009 às 17:34

    Eu havia lido a notícia e igualmente ficara atônita. Só consigo pensar que o Brasil precisa de uns séculos mais de educação para chegar ao nível da sociedade civilizada. Falta de educação explica a banalização dos atentados aos direitos civis, do crime, da corrupção, da barbárie que domina este país de alma petralha, terra dos sem-lei. Sinceramente, é muito triste.

  58. Roberto

    -

    30/10/2009 às 17:34

    UNIBAN….que nível, hem ??? já que os alunos se mostraram tão preconceituosos, talvez queiram experimentar um pouco do próprio veneno, né ? Qual a classificação da Uniban e de seus alunos ? será que estão aptos ao mercado de trabalho ? será que são alunos, no mínimo, medíocres ???? acho que não passam em teste do sobral (a sobra do mobral)….

  59. Professor

    -

    30/10/2009 às 17:32

    Querido Reinaldo, a Uniban não pode esxpulsar o agressores porque ficaria sem alunos e nós professores sem emprego. Também os políticos não podem tornar as leis contra o crime organizado mais rígidas, pois estariam sujeitos à cadeia. E o Lula e a Dilma, como você expôs abaixo, tem de subir o morro e fazer o bem sem confrontar o mal, pois contam com o apoio intimidatório do tráfico de drogas pra se elegerem. Lamentável.

  60. Lenicio Carneiro

    -

    30/10/2009 às 17:31

    A título de informação: o vestido não era nem tão curto. Ficava uns dez centímetros acima do joelho. Tem fotos da aluna usando o tal vestido na internet.

    Acho que o que houve foi um típico comportamento de manada. Um engraçadinho faz uma brincadeira, é imitado por outro e por mais outro. Daqui a pouco ninguém mais sabe quem começou, mas acha tudo muito divertido. A maioria dos agressores provavelmente nem mesmo a viu com a roupa curta.

    Esse tipo de situação é muito comum entre crianças. É a falta do senso de empatia que impede a turba de se compadecer do sofrimento emocional do outro. Só importa a diversão. Lula é o pai metafórico dessas crianças malcriadas.

  61. VR-760

    -

    30/10/2009 às 17:30

    Rei,
    A expansão da base universitária é necessária. E, no modelo brasileiro (onde o rico entra na pública e o pobre paga), tem que ter as privadas, com uma qualidade não tão boa. claro, tem as PUCs, o IBMEC, uma ou outra ilha de excelência nas privadas (e caras). Os EUA só cresceram quando massificaram o ensino universitário, e tome universidades de 2a e 3a linhas. O Frederick W. Taylor (pai do taylorismo, que depois virou palavrão) fez engenharia numa destas de 3a linha, e à noite. Universidade por correspondência nos EUA é coisa antiga. O problema não é tê-las ou não tê-las e se quem frequenta é adepto de uma baixaria destas. O problema está na degradação geral da sociedade, onde tudo pode

  62. PoA

    -

    30/10/2009 às 17:30

    Mais uma vez no ponto. As universidades viraram shoppings. Ética ? Nem professores sabem o que é isso.

  63. Daniel Barreto

    -

    30/10/2009 às 17:30

    Na minha opinião estamos sendo muito precipitados, vamos deixar investigar, não consigo entender que apenas por causa de um vestido a moça tenha sido hostilizada…Tem coisas a mais…

    Daniel Barreto

  64. mameluco, o irritado

    -

    30/10/2009 às 17:21

    Deve ser por isto que o pessoal de universidades não gosta da PM no Campus. Lá, como nas favelas, não há lei.

  65. Darazoom

    -

    30/10/2009 às 17:20

    Reinaldo:
    Perfeito, como sempre.
    Nunca antes neste país havíamos tido conhecimento de tal nível de barbárie! Estudantes de uma Universidade, local onde, por definição, o nível de tolerância deveria ser próximo de 100%, execram uma colega por motivos fúteis.
    Que moral têm aqueles que ofenderam a moça, se eles próprios em geral não se comportam de forma adequada? Quantas das moças que a xingaram venderiam a alma para posarem nuas visando “chegar ao estrelato”? Quantos dos rapazes que ali vociferavam têm comportamento e moral ilibados? Ademais, quem ali ou em qualquer lugar é melhor do que aquela moça ou do que qualquer outro? Pura hipocrisia.
    David


 

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