23/02/2012
às 6:27EUA criticam Teerã por fracasso de inspeções
No Estadão:
O fracasso da missão ao Irã da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da ONU, é prova de que a república islâmica não quer cooperar com a comunidade internacional, afirmou ontem a Casa Branca. Ao mesmo tempo, a Rússia exortou as demais potências a “não tirar conclusões apressadas” dos desentendimentos entre os inspetores e as autoridades iranianas.
“(O fracasso da missão da AIEA) é uma nova demonstração da recusa do Irã em respeitar seus compromissos internacionais”, disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney. “Eles não mudaram de comportamento.”
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que as diretrizes da política nuclear da república islâmica permanecerão as mesmas. “Com a ajuda de Deus - e sem dar atenção à propaganda externa -, o Irã continuará firme em seu caminho nuclear”, disse Khamenei. “Pressões, sanções e assassinatos não terão resultado.”
Os inspetores da ONU admitiram o fracasso de sua missão ao Irã na terça feira, depois de uma visita extraordinária de dois dias. Um porta-voz da AIEA disse que uma delegação do órgão estava voltando para casa depois de ser impedida pelo Irã de obter acesso a registros e instalações estratégicas.
A equipe chegou a Teerã no domingo a convite do governo iraniano para pôr fim a anos de alegações de que os cientistas iranianos teriam feito experimentos com ogivas nucleares há quase uma década. Mas os funcionários da AIEA foram impedidos de visitar uma importante instalação de testes conhecida como Parchin, onde parte das supostas pesquisas teria ocorrido. Além disso, os representantes da ONU não conseguiram chegar a um acordo com o Irã envolvendo um plano básico para obter respostas sobre experimentos nucleares anteriores.
(…)


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11 Comentários
Jório Aragão
-26/02/2012 às 18:08
Será que isso não é blefe do Irã ?
Acho que a coisa da ficando ideal para o Irã. O benefício da dúvida. Igual a Israel, nunca irá admitir que tem uma bomba ou que está construindo no caso do Irã, isso “garante” não ser atacado. Se o Irã deixa tudo as claras, revelará uma fraqueza e a quenda do regime será coisa de tempo. E cairá com Síria e tudo. É tudo que os EUA e Israel querem. É importante refletirmos.
Filipe Augusto
-23/02/2012 às 23:05
Não deixam saída. Vai acabar acontecendo o mesmo que aconteceu com as “Osirak”… Israel está perdendo a paciencia, outra vez.
Mako
-23/02/2012 às 16:22
Pois é, não custa lembrar que o molusco é amigão do Ahmadinejad que como ele anda cheio de más intenções.
Vera
-23/02/2012 às 14:03
Dizem que a história sempre se repete. Nos anos trinta, a dupla Chamberlain/Deladier tratou a ascensão e crescimento de Hitler com vistas grossas, malgrado a evidência de que se tratava de um tirano racista, belicista e avesso à verdadeira diplomacia. Mandando às favas o Tratado de Versailles, manobrou ardilosamente, ao seu bel prazer, os pacifistas ocidentais por meio de falsas pretensões e declarações que valiam o peso do papel em que estavam escritas, enquanto se armava até os dentes. Resultado: 70 milhões de mortos.
Todas as formas de diplomacia foram utilizadas para dissuadir o Irão de sua empreitada atômica, mas em vão. Fazer vistas grossas agora, cessadas todas as possibilidades de acordo, ou acreditar em suas falaciosas intenções pacifistas é repetir erros do passado. Mesmo que não utilize sua força atômica, não resta dúvida de que, com base nela, chantageará ocidente, fechará o Golfo Pérsico, e tentará por todos os meios instalar uma guerra de grandes proporções no oriente médio para varrer Israel do mapa. E tudo isso sem prejuízo de provocar uma corrida atômica local, fragilizando mais ainda a existência do homem. Mas não é só. Caso o Irã encontre resistência às suas pretensões – e é claro que haverá -, não poria um mísero centavo no argumento de que não utilizaria o seu poder atômico.
Após o Acordo de Munique, que entregou a Checoslováquia à sanha nazista, Churchill disse o seguinte do exultante Chamberlain: “Entre a desonra e a guerra, escolheste a desonra, e terás a guerra”. Urge, pois, não cometer o mesmo erro enquanto é tempo.
@Medeyer
-23/02/2012 às 12:47
Só a título de informação, cito Gilberto, das 11:29:
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“…possuem muitas instalações de armas químicas e biológicas, banidas pela comunidade internacional, e não recebe a visita de inspetores da ONU. Da mesma forma, muitos países no mundo tem armas nucleares…”
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Ô, Gilberto: os EUA e os outros “muitos países no mundo” (ñ chegam a 10, pelas minhas contas) não recebem a visita de inspetores da ONU por dois motivos:
1)Esses países assinaram um acordo lá na ONU. O único q descumpre o Tratado é o Irã. Acordo empenhado é palavra cumprida. Ou essas inconveniências da civilização não servem quando se está de turbante?
2) Nenhum outro país do mundo ameaça “varrer” outro país do mundo do mapa… exceto o Irã. Ou a palavra de um presidente de um país - seu representante na comunidade internacional - não deve ser levado em consideração? Devemos esquecer as palavras, como mais uma “inconveniencia” da civilização?
PARTIDO - PÊQUÊPÊ
-23/02/2012 às 12:38
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CARISSIMO REINALDO,
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QUAL SERIA O MOTIVO DOS EUA TEREM SAIDO DO AFEGANISTAO E IRAQUE ? SERA QUE ELES ATACARIAM O IRAN. FALTA O IRAN PRA FAZER UM CORREDOR BEM COMODO PARA OS EUA
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E JA QUE O JAQUIJEJÁQUI JA FORÇOU O BASTANTE …
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@Medeyer
-23/02/2012 às 12:34
Porra, mas não disseram q o programa era uma espécie de “programa de energia elétrica” para fins medicinais? [RISO CONTIDO]
Pq os aiatolás não deixam os caras entrarem na tal montanha?
E o q mais a comunidade quer para conter um holocausto nuclear?
Quando começarem a aparecer leite azul-fosforescente nas vaquinhas do mediterrâneo, será tarde demais…
CLAUDIO FRANCISCO
-23/02/2012 às 12:18
Parece que Khamenei quer forçar a turma a seguir logo pelo atalho. Israel vai adorar…
gilberto
-23/02/2012 às 11:29
É interessante esse interesse ocidental pelo programa nuclear do Irã. O que os fanáticos iranianos fariam com uma bomba nuclear? Se jogarem em Israel a radiação pode chegar até eles, pois o Oriente Médio não é grande, e 20 minutos depois o Irã deixaria de existir pela retaliação que se seguiria. Se jogarem a bomba em New York, eles deixam de existir em 20 minutos, da mesma forma. Não existe maneira de usarem isso, a não ser como arma diplomática. As pessoas ficam presas à ideia do “terrorista suicida” mas se esquece que esses são os “peões” do jogo - nenhum figurão se arriscaria a ser varrido do mapa. Morrer pela causa só serve para o estrato de baixo. Os EUA possuem muitas instalações de armas químicas e biológicas, banidas pela comunidade internacional, e não recebe a visita de inspetores da ONU. Da mesma forma, muitos países no mundo tem armas nucleares, mas em toda a história apenas UM deles a usou. E duas vezes.
Hercilio
-23/02/2012 às 11:20
Sem nenhum compromisso com o governo teocrático e reacionário do Irã, é preciso levar em conta que o Irã sabe que os EUA só não atacam países com armas nucleares.
Já atacaram o Iraque, o Afeganistão e outros, mas apesar de palavras belicosas, jamais atacaram a Rússia, a China ou a Coréia do Norte, e porque? a resposta é sabida, é em busca de garantia contra ataques americanos que Teerã não vai parar.