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18/10/2013

às 17:16

Eu exijo que seres humanos passem a ser tratados por aquilo que são: animais! Eu exijo que uma criança tenha a mesma importância de um beagle!

Snoopy penando

Quem vai nos salvar dos nossos salvadores?

Eis uma pergunta que, em algum momento, teremos de responder. A esta altura, creio que todos vocês já leram a história dos ditos “ativistas” — essa é uma das palavras mais cretinas empregadas pela imprensa brasileira: o contrário seria o quê? Passivistas? Do que estamos a falar? — que invadiram o laboratório Royal, na cidade de São Roque, em São Paulo, para libertar cães da raça beagle e coelhos. Sim, os bichos estavam lá para o teste de novas drogas farmacêuticas etc. Os defensores dos animais fizeram, sem nenhum fundamento aparente, denúncias de maus-tratos. Como não havia caminho legal para interditar o trabalho do laboratório — que, tudo indica, segue todas as normas técnicas —, agiram como virou moda nesses dias, especialmente de junho pra cá: invadiram o laboratório, depredaram as instalações, libertaram os animais, deixaram sem refrigeração amostras que podem ter custado anos de pesquisa… E tudo porque eles se opõem ao uso de animais em experimentos farmacêuticos.

Laboratório depredado depois da ação de trogloditas disfarçados de amantes dos animais

Laboratório depredado depois da ação de trogloditas disfarçados de amantes dos animais

É claro que eles têm um argumento forte, que remete ao coração, precisamente naquela parte do nosso coração que rejeita todos os alertas do cérebro. Sim, existe. O dito órgão era considerado o centro das emoções humanas em passado remoto porque é o primeiro a dar um sinal físico de que nos deixamos abalar. Por isso o coração está ligado, na língua, ao pensamento: saber algo “de cor” quer dizer, literalmente, saber com o coração (em latim, “cor”). Em francês, a associação é ainda mais explícita. Repetir algo de memória é fazê-lo “par coeur”. Mais um pouco: em “coragem”, também está a palavra “coração”. NOTA À MARGEM: hoje em dia, as escolas ou não ensinam nada ou recorrem ao rap (funk e outras coisinhas) para tentar atrair a atenção dos alunos. A grande revolução seria a etimologia… Mas é mais fácil transformar a sala de aula numa espécie de “Esquenta” da Regina Casé… Sigo.

Vejam esta foto de autoria de Avener Prado (a exemplo das outras deste post), da Folhapress. É um dos cãezinhos resgatados.

cão - laboratório

O quê? Vocês acham que também não me comove? Vocês acham que também o meu coração não exibe sinais de pensamento? Ora… Assim como Drummond lembrava que vemos o nosso queixo no queixo de nossos filhos, encontro ali o olhar da Pipoca e da Lolita, as cadelinhas aqui de casa. Pior ainda quando é um beagle.

A gente tende a humanizar os bichos, especialmente os mamíferos — exceção feita àqueles associados a pestes (na Índia, há seitas que protegem os ratos, que são divinizados). Essa raça em particular tem, assim, um certo ar reflexivo, quase filosófico… Está mais para Sêneca do que para Marilena Chaui, né? Há uma certa fatalidade triste em seu olhar, estoica mesmo, uma coisa, assim, “let it be”. Não por acaso, Snoopy, o cão-filósofo, é um beagle. Falamos com esses bichos. Eles abanam a cauda, obedecem a alguns comandos, vêm nos consolar — assim imaginamos — quando estamos tristes. Nas noites de frio, quando a Pipoca decide dormir, vem bater à porta do meu escritório para que eu vá cobri-la. Eu vou. Converso com ela.

Snoopy 2

Mas Pipoca ainda não é tão nossa irmã como os macacos, que, costumo dizer, não têm alma por um voto. Estivesse a Divina Providência com apenas 10 membros, como já ocorreu no nosso Supremo, e teria dado empate. “In dubio, pro anima”… Ocorre, meus caros, que animais são usados para testar remédios e vacinas no mundo inteiro. Muitos daqueles trogloditas amorosos que depredaram o laboratório Royal só não carregam a marca indelével da poliomielite porque alguns animaizinhos experimentaram antes a prevenção, testada depois em humanos.

Podemos achar isso uma barbaridade. Podemos achar isso uma crueldade. Nosso coração pode ficar trincado de dor. Mas é assim que se salvam vidas. É assim que a humanidade sobreviveu — inclusive para amar os animais. A “alma” de um cão não é superior à alma de um rato. Ou é? É a cultura que hierarquiza amorosamente os animais, como evidenciam os ratos e as vacas da índia. Se recusamos as experiências com beagles (fiz uma pesquisa razoável para saber por que eles estão entre os mais usados em laboratório; tudo faz sentido), por que não com todos os outros bichos?

Santo Deus! Usar os bichos para testar vacinas e remédios é o caminho para não usar humanos — nesse caso, os limites éticos são muito mais estreitos. Existem, sim, experiências que só podem ser feitas com pessoas. Hoje em dia, elas assinam um termo de compromisso, evidenciando que têm consciência de que se trata de um experimento. No geral, aceitam o desafio pacientes de doenças incuráveis que levarão à morte num prazo não muito longo ou de doenças crônicas que implicam grande sofrimento.

Os métodos
Li que havia até black blocs em São Roque — ou idiotas fantasiados de black blocs, sei lá. Ainda que fosse verdade que o laboratório estivesse a maltratar animais — o que se constatou é que tudo por lá parecia de acordo com as regras —, essa gente cometeu um crime: contra a propriedade privada, contra a ciência, contra a segurança da própria comunidade. Eles lá sabiam se poderiam liberar algum agente patogênico na sua ação troglodita?

Sou um cachorrista juramentado. Mas desconfio muito da moral e da ética de quem gosta mais de bicho do que de gente, mais de mato do que de gente, mais “da natureza” do que de gente. Olhem quantas crianças pobres estão nas ruas, pedindo para ser libertadas da indigência, das drogas, do abandono. Não estou sugerindo que esses dispostos as adotem, não. Tanto furor militante, no entanto, poderia ser usado em favor do ser humano, não contra ele.

A defesa dos animais, por meio de atos violentos, é uma das formas que tomou a militância em nosso tempo. O fim do comunismo fez um mal filho-da-mãe, acreditem!, aos hormônios da juventude. Antes, quando se tratava de mudar o mundo, pediam-se logo justiça e igualdade. Agora, exigem-se liberdade para os beagles, transporte de graça, descriminação das drogas, fim dos automóveis… A luta de classes busca um jeito de se manifestar, coitada…

Amostras que deveriam estar refrigeradas se perderam: esses obscurantistas podem liquidar num ato com anos de pesquisa

Amostras que deveriam estar refrigeradas se perderam: esses obscurantistas podem liquidar num ato com anos de pesquisa

Proposta de Código Penal
Por que afirmo que o amor excessivo aos animais pode expressar um certo desprezo pela humanidade? Lembram-se daquela comissão formada por José Sarney para revisar o Código Penal? Então. Leiam estes três artigos produzidos pelos sábios:
Artigo 132:
Art. 132. Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo, ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública:
Pena – prisão, de um a seis meses, ou multa.
Parágrafo único. A pena é aumentada de metade, se da omissão resulta lesão corporal grave, em qualquer grau, e triplicada, se resulta a morte.

Leiam, então, o que vai no 393
Art. 393. Abandonar, em qualquer espaço público ou privado, animal doméstico, domesticado, silvestre ou em rota migratória, do qual se detém a propriedade, posse ou guarda, ou que está sob cuidado, vigilância ou autoridade:
Pena – prisão, de um a quatro anos.

Agora, o Artigo 391:
Praticar ato de abuso ou maus-tratos a animais domésticos, domesticados ou silvestres, nativos ou exóticos:
Pena – prisão, de um a quatro anos.
§ 1o Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.
§ 2o A pena é aumentada de um sexto a um terço se ocorre lesão grave permanente ou mutilação do animal.
§ 3º A pena é aumentada de metade se ocorre morte do animal.

Comparem os delitos e as penas. É evidente que, nos artigos acima, uma tartaruga (também há uma aqui em casa…) ou um beagle valem muito mais do que você, leitor.

É claro que me oponho a qualquer forma de tratamento cruel dispensado aos animais. É evidente que também me chocam vídeos publicados na Internet em que pessoas aparecem espancando bichos… Mas vamos com calma. Lembro-me de um em que uma senhora, visivelmente descompensada, aparecia maltratando um cãozinho. Inaceitável, sim. Sua vida virou um inferno por algum tempo. Vá lá, aquilo não se faz. Ocorre que começou uma corrente pregando nada menos do que a… PENA DE MORTE para a dita-cuja. Outros diziam: “Sim, merece morrer”. Ou ainda: “Se estou lá, mato essa doida…”.

Um mundo em que um ser humano morto, mesmo culpado, é melhor do que um cão vivo e “inocente” é um mundo que está moralmente do avesso.

Encerro
O que vai acontecer com os invasores do laboratório? Orgulhosos de seu feito, eles posaram para fotos. Se, amanhã, eles se opuserem a testes para se chegar à vacina contra o vírus HIV, ainda assim nós os consideraremos humanistas?

E agora para encerrar mesmo: eu me opus, e me oponho ainda — para escândalo de muitos; lamento, não consegui vencer o óbice ético —, à liberação de experiências com embriões humanos. Exijo, sim, que a nossa espécie mereça, quando menos, o respeito que se vem dispensando aos animais, mas entendo que somos um pouco mais do que isso… Progressistas que são, estou certo de que os defensores de beagles acham que sou um reacionário por isso.

Por Reinaldo Azevedo

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441 Comentários

  • Giulia

    -

    11/12/2014 às 2:47 pm

    ReinaldoXXXXXXX na cascuda!

  • Adenildes

    -

    17/6/2014 às 5:09 pm

    19 Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o quarto dia.
    20 Disse também Deus: “Encham-se as águas de seres vivos, e sobre a terra voem aves sob o firmamento do céu”.
    21 Assim Deus criou os grandes animais aquáticos e os demais seres vivos que povoam as águas, de acordo com as suas espécies; e todas as aves, de acordo com as suas espécies. E Deus viu que ficou bom.
    22 Então Deus os abençoou, dizendo: “Sejam férteis e multipliquem-se! Encham as águas dos mares! E multipliquem-se as aves na terra”.
    23 Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o quinto dia.
    24 E disse Deus: “Produza a terra seres vivos de acordo com as suas espécies: rebanhos domésticos, animais selvagens e os demais seres vivos da terra, cada um de acordo com a sua espécie”. E assim foi.
    25 Deus fez os animais selvagens de acordo com as suas espécies, os rebanhos domésticos de acordo com as suas espécies, e os demais seres vivos da terra de acordo com as suas espécies. E Deus viu que ficou bom.

  • lala

    -

    30/10/2013 às 9:23 pm

    Dani – 22/10/2013 às 16:06
    Sou a favor d testes em ratos, mas totalmente contra pesquisas em cachorros. Os cachorros são seres inteligentes, amorosos e em muitas lares, fazem parte d familia. É uma atrocidade torturar esses animais em nome d ciência. Isso não é maneira d tratar o “melhor amigo” d homem. Um cão é capaz d morrer p salvar quem ele ama…// concordo com vc dani os animais estao morrendo em prol das “experiencias”

  • Fabio Portela L. Almeida

    -

    24/10/2013 às 11:01 pm

    Segue artigo que escrevi sobreo tema: são os animais sujeitos de direito?
    http://www.criticaconstitucional.com/sao-os-animais-sujeitos-de-direito/

  • Felipe Glod

    -

    24/10/2013 às 5:04 pm

    Os judeus eram usados como cobaias e na época ninguém ligava ou sabia das atrocidades, se fosse hj com os meios que existem talvez não tivesse acontecido ou teria sido muito menor, esse “jornalista com cara de mauricinho” e sensacionalista e está aproveitando por que a imprensa vive e lucra muito com o mercado farmacêutico e de Beleza quero ver ele falar mal ou ter idéias contra algum anunciante da revista a qual ele escreve, e tem mania de colocar dizeres de gente importante pra mim e mais um pela saco da imprensa vendida Brasileira que não serve pra p… nenhuma.

  • Alvaresto Tomir

    -

    23/10/2013 às 7:26 pm

    Desde que os animais não possam ser consultados a respeito, significa uma violência contra os mesmos. Também na Alemanha nazista experiência eram realizadas com prisioneiros, e é claro, prisioneiros na época não tinham poder de escolha e foi também uma violência. O desenvolvimento tecnológico deve crias técnicas de comprovação e eficácia nas pesquisas que não envolvam o sacrifico de vidas de que espécie possam ser.

  • Lilian Rocha

    -

    23/10/2013 às 7:23 pm

    Faço minha as palavras de Franck (em 23.10.13 ás 00:49hs). Porque, para salvar os seres humanos, temos que matar, maltratar, etc. os animais. Na minha opinião, nada justifica os mandos e desmandos; no Brasil as pessoas estão justificando suas ganâncias com o cuidar do POVO. AMIGOS DO MEU GRANDE BRASIL…NADA…MAS NADA É POR ACASO!! Se tivermos que morrer, vamos morrer. Não é matando que iremos evoluir espiritualmente!! Somos um povo rico em inteligência, religião, trabalho e muito mais; não use OS ANIMAIS E O POVO…DEUS ESTÁ COM ELES!!

  • Paulo

    -

    23/10/2013 às 4:39 pm

    Aos “ativistas” de plantão nesse Blog: Remédio testado em animais é igual a Advogado, você o odeia, até precisar de um deles!

  • MARLI

    -

    23/10/2013 às 11:32 am

    ACHO QUE OS ANIMAIS NÃO SÃO MENOS IMPORTANTE NO MUNDO QUE OS HUMANOS, ELES TEM DIREITO A VIDA E UM LUGAR NO MUNDO, SIMPLES ASSIM.

  • Osvaldo V.Lima Jr.

    -

    23/10/2013 às 10:33 am

    PESQUISAS COM ANIMAIS
    Espero que os críticos não precisem de soro antiofídico. Não significa, neste caso, menor respeito ao Cavalo, em toda a História maior amigo do Homem do que o Cão. Temos dois caminhos mais nobres do que depredar laboratórios: recolher animais abandonados nas ruas ou nos oferecermos como cobaias para experiências.

  • Josivaldo

    -

    23/10/2013 às 8:56 am

    Ninguém está falando de outra criatura de Deus que está sendo MASSACRADA!!!! Os Vírus. E os Vírus? não são criaturas de Deus? Porque os cientistas fazem vacinas para matar vírus e bactérias? Porque querem matar o vírus da AIDS, da Dengue? Afinal os vírus também não foram criados por Deus? Pena de morte a todas as pessoas que tomam chá e canja de galinha quando estão gripadas.

  • Franck

    -

    23/10/2013 às 12:49 am

    Reinaldo Azevedo, seu texto maravilhoso com lindos argumentos desviam nossos olhares para algo que você deixou de citar: que o instituto royal realiza testes em animais para fins cosméticos e produtos de limpeza. e não faz nada relacionado à experiência de novos remédios, vacinas, etc.
    ele nos omite também informação de que a Comunidade Européia proibiu o uso de animais para testes em cosméticos. Daí invalida seu argumento sobre a ciência.
    o respeito aos humanos deve ser igual aos animais ou mesmo superior. na esfera espiritual, todos devem ser respeitados. pois são todos seres vivos pertencentes à mesma casa chamada Planeta Terra.
    a realidade é bem diferente.. homens matam animais, florestas, rios, atmosferas, civilizações.. e de todo nosso passado somos feitos. dizer que está certo ou errado não vai mudar de imediato nada. mesmo porque quem é que pode dizer o que é certo ou não? sob qual perspectiva estes conceitos estão fundamentados? religião, crença, mente humana?
    dizem isto, fazem aquilo: enorme paradoxo.
    a lei que funciona para um não funciona para o outro.
    o outro faz parte da casta que manda, logo, quem irá lhes impedir, senão seus próprios julgamentos? pois isto ocorre em diferentes lados da humanidade. há hierarquias de valores, necessidades, respeito, etc. os quais regem todo comportamento social. tratá-los como iguais é querer abrir o mar para pode passar! só moisés conseguiu até hoje. (imagino que a metáfora possa dar margem a outras interpretações, mas usando o bom senso dá pra aliviar né.)
    embora haja a dominância de poder, para quem acredita no espírito, também crê que engrandecê-lo é muito maior do que engrandecer a conta do banco. todas as religiões concordam com isto. logo, a tal salvação não será tão dependente da quantidade de bens materiais ou da moeda.
    pelo contrário, se o crescimento espiritual for dominante, há mais chance de haver meios de sustentação para todos.
    é possível sim progredir sem extinguir o planeta!

  • Aidan

    -

    22/10/2013 às 8:15 pm

    Todos estes versos (entre outros) são bem claros: Deus ama muito os animais e Se preocupa com o bem estar de cada um deles. Isto indica que Deus tem bons planos para estas criaturinhas também. Não há como ter dúvidas.
    http://biblia.com.br/perguntas-biblicas

  • Aidan

    -

    22/10/2013 às 8:14 pm

    A Palavra de Deus também afirma que um dia o Criador virá a este mundo para dar o castigo àqueles que destroem a natureza (plantas, animais, rios, etc.): “na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, assim aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra” Apocalipse 11:18.

  • Aidan

    -

    22/10/2013 às 8:13 pm

    A disposição para causar dor, quer seja ao nosso semelhante quer aos seres irracionais, é satânica. Muitos não compreendem que sua crueldade há de ser conhecida, porque os pobres animais mudos não a podem revelar. Mas, se os olhos desses homens pudessem abrir-se como os de Balaão, veriam um anjo de Deus, em pé, como testemunha, para atestar contra eles no tribunal celestial. Um relatório sobe ao Céu, e aproxima-se o dia em que se pronunciará juízo contra os que maltratam as criaturas de Deus” Patriarcas e Profetas, p. 443.

  • Aidan

    -

    22/10/2013 às 8:11 pm

    Além disso, a Bíblia diz que os filhos de Deus têm responsabilidades para com os animais: “O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel” Provérbios 12:10. A escritora cristã Ellen G. White assim se expressou a respeito:
    “É por causa do pecado do homem que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto”. Rom. 8:22. O sofrimento e a morte foram assim impostos não somente ao gênero humano, mas aos animais. Certamente, pois, ao homem toca procurar aliviar o peso do sofrimento que sua transgressão acarretou sobre as criaturas de Deus, em vez de aumentá-lo. Aquele que maltrata os animais porque os tem em seu poder, é tão covarde quanto tirano.

  • Dani

    -

    22/10/2013 às 4:06 pm

    Sou a favor d testes em ratos, mas totalmente contra pesquisas em cachorros. Os cachorros são seres inteligentes, amorosos e em muitas lares, fazem parte d familia. É uma atrocidade torturar esses animais em nome d ciência. Isso não é maneira d tratar o “melhor amigo” d homem. Um cão é capaz d morrer p salvar quem ele ama…

  • Jimmy

    -

    22/10/2013 às 3:17 pm

    Nossa! Pensei que era o único a achar que estamos num mundo do avesso. Bom ver que tem mais gente achando e falando isso.
    Valeu

  • Maurilio

    -

    22/10/2013 às 11:00 am

    “Atrocidades não são atrocidades menores quando ocorrem em laboratórios, ou quando recebem o nome de pesquisa médica.” -George Bernard Shaw (Dramaturgo, Nobel 1925)

  • AGATHA WOOLF

    -

    21/10/2013 às 9:55 pm

    ENTÃO QUER DIZER QUE A VIDA HUMANA É MAIS IMPORTANTE QUE A DE UM ANIMAL? COM BASE EM QUE VOCÊ AFIRMA ISSO? QUER DIZER QUE PARA SALVAR OS SERES HUMANOS DO SEU INEVITÁVEL DESTINO VALE TUDO? SERÁ MESMO? PODEMOS USAR NOSSA FORÇA E INTELIGÊNCIA CONTRA OS MAIS FRACOS PARA NOSSO ÚNICO E PRÓPRIO PROVEITO? HOUVE UMA ÉPOCA EM QUE OS ESCRAVOS ERAM CONSIDERADOS “COISAS”… ACREDITO QUE ESTAMOS PASSANDO POR UM PROCESSO DE EVOLUÇÃO ESPIRITUAL EM QUE PERCEBEREMOS QUE NEM TUDO VALE A PENA PARA SALVAR HUMANOS. A DESTRUIÇÃO DA NATUREZA, HÁ TEMPOS, ERA SINAL DO PROGRESSO NECESSÁRIO PARA A SOBREVIVÊNCIA HUMANA. VEJA HOJE EM QUE SITUAÇÃO NOS ENCONTRAMOS. SERÁ QUE NÃO É O MOMENTO PARA UMA REFLEXÃO MAIS PROFUNDA?

  • Aidan

    -

    21/10/2013 às 7:39 pm

    Que seria dos pretos se todos gostassem só de brancos.
    Se tem muita gente só pensando em cães, olhe para o outro lado e escolha algo bom para defender: que este algo bom não seja matar e mutilar animais.
    Falam muito em direitos, liberdade de escolha (escolhemos nossas profissões, nossos pares, nosso alimento…). Qual a razão de não poder escolher amar um animal? Sou a favor da vida!

  • TANIAB.

    -

    21/10/2013 às 7:07 pm

    Da-lhe ISA T …ANDREA e MARIA INÊS brilhantemente relatados abaixo!!!!
    Será que mais algum ignorante do assunto tem algo a dizer ???
    DOIS PROBLEMAS :
    1 – Quantos poucos leram TUDO que vocês escreveram ???
    2- E dentre estes poucos QUANTOS conseguiram entender o que foi exposto???
    Quem sabe o que é um genoma ou uma célula tronco?? Quem sabe o que é mimetizacao ou resposta orgânica???
    PAU na CASCUDA destes ignorantes!!! Acho que agora deu para entender,,,
    Ou precisa de desenho???

  • TANIAB.

    -

    21/10/2013 às 5:33 pm

    Leiam os especialistas abaixo,por favor:
    1- nao se usam mais animais em quase nenhum laboratório do mundo !!!
    2-ESTE ” INSTITUTO” testava COSMÉTICOS e BATONS
    3- Existem apenas meia dúzia de INSTITUTOS SÉRIOS no BRASIL
    4-Assistam aos filmes produzidos pela INSTITUIÇÃO NINA HORTA : ” NAO MATARÁS ” e “A CARNE É FRACA ”
    5 – Em vários Países existem programas em que prisioneiros tem redução de pena se aceitarem participar de estudos sobre drogas e remédios.; eles podem ainda,como bem coloca o leitor abaixo,ter o poder de decisão ,já os animais não.
    6 – Cito novamente EINSTEN ” os maus tratos aos animais nos impede de evoluirmos ética e moralmente; enquanto maltratarmos todos os outros seres vivos deste planeta continuaremos na condição de selvagens ”
    7- concordo com o leitor abaixo: se usarem traficantes,estupradores,pedófilos ou políticos corruptos,NINGUÉM ,NINGUÉM mesmo vai resgatá – los…

  • Silvana De Francesco

    -

    21/10/2013 às 8:22 am

    Toda vida merece respeito. Não estamos aqui para discutir se a vida de uma criança é mais importante que a vida de um beagle, porque para Deus, que tudo criou, não há diferença. Acredito que não basta fazer experiências farmacêuticas ou cosméticas para melhorar ou prolongar nossas vidas, as vidas dos seres humanos, se não aprendermos a nos respeitar,a respeitar toda criação, o planeta, e começar a agir com mais dignidade. A humanidade tem mudado para pior em todos os sentidos. O próprio planeta está nos mostrando isto. As crianças nas ruas que precisam ser adotadas, como foi comentado aqui, são os frutos desta mesma doença. A Doença do descaso, das drogas, da prostituição de adoslecentes, da pobreza. Na verdade estes testes farmacêuticos não são feitos para a maioria da população carente. População esta que nunca tem acesso ao tratamento básico de saúde. Que morre nos pronto socorros a espera de um leito, de uma medicação. Está muito confortável esta posição de continuarem a testar em animais, não?? Na minha modesta opinião, acredito já ser possível o teste de outra forma, só acredito não ser “economicamente viável” para estas mega indústrias. Respeito todo e qualquer ato contra a violação dos direitos de se viver com dignamente. Principalmente dos animais, que são considerados irracionais e dependentes.

  • Roberto

    -

    21/10/2013 às 7:59 am

    Reinaldo, uma única tese de mestrado de uma aluna da USP foi responsável pela morte de 38 beagles e para qual benefício de pesquisa? Leia e veja nosso “progresso” científico: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10133/tde-26042013-113148/pt-br.php. Chega com esse papinho que para tapar um santo precisa descobrir o outro. Dá para ajudar tanto animais, como crianças, como idosos. Tem dinheiro rolando ai pra isso, tem voluntários para cada causa. Falta gente que fale menos e faça mais. Levante de sua mesa e vá fazer algo além de escrever tanta bobagem. Você não está ajudando ninguém.

  • João

    -

    21/10/2013 às 3:47 am

    Dr. Ray Greek – “Animals, Science, & Research” at the University of Toronto -

    http://vimeo.com/30357037

  • Nicole

    -

    21/10/2013 às 2:23 am

    Disse tudo, Reinaldo.

  • Andrea

    -

    21/10/2013 às 1:28 am

    O Brasil vai indenizar as vítimas da talidomida e o Reino Unido pede desculpas às vítimas do remédio que foi testado em animais (que também foram vítimas). E os vivissectores e pesquisadores que ainda no século 21 defendem os testes em animais, quando vão pedir desculpas para a sociedade?
    ———————————————————-
    Governo atribui 20 milhões para os doentes ainda vivos
    Reino Unido pede, pela primeira vez, desculpa às vítimas da talidomida

    O Governo britânico anunciou que tem intenção de pedir desculpa, no parlamento, às vítimas da talidomida no país. E decidiu ceder às reivindicações dos 466 afectados e atribuir 20 milhões para o fundo de apoio a esta causa.

    A talidomida, criada na Alemanha em 1957, tornou-se um dos maiores desastres da medicina. Um medicamento que parecia inofensivo para dores de cabeça, insónias e enjoos, tão inofensivo que era prescrito a grávidas, e que foi descrito como seguro em testes animais, foi o responsável por mais de 10 mil casos de malformações graves em fetos em 46 países do mundo. Muitos bebés não chegaram a nascer devido aos problemas graves que desenvolviam durante a gestação. Os Estados Unidos nunca o chegaram a adoptar.

    Já em 1960 eram descritos casos de malformação em fetos associados ao medicamento. Mas só em 1962 a relação entre a talidomida e as deformações nos fetos foi confirmada e o medicamento proibido para grávidas ou, em alguns casos, em mulheres na idade fértil. Outros países baniram-no.

    Há muito tempo que os sobreviventes da chamada “geração da talidomida” no Reino Unido, reivindicavam um apoio estatal para apoiar as despesas de saúde que tinham e que aumentavam com o avançar da idade. O fundo será gerido, durante três anos, pelo Thalidomida Trust. Esta associação foi criada para gerir os 28 milhões de indemnização pagos em 1970 pela Distillers Biochemicals, a empresa que comercializava a talidomida no Reino Unido, para compensar as duas mil crianças afectadas pelo medicamento.
    http://www.publico.clix.pt/
    http://www.publico.clix.pt/Mundo/reino-unido-pede-pela-primeira-vez-desculpa-as-vitimas-da-talidomid
    static.publico.pt

    Nem mesmo a utilização de animais na área médico-científica é justificável, uma vez que já se sabe que a utilização de animais em pesquisas é um retrocesso, um atraso na evolução científica, além de ser um grande desperdício de dinheiro público.

    “De acordo com o Dr. Albert Sabin, pesquisas em animais prejudicaram o desenvolvimento da vacina contra o pólio. A primeira vacina contra pólio e contra raiva funcionou bem em animais, mas matou as pessoas que receberam a aplicação. Albert Sabin reconhece que o fato de haver realizado pesquisas em macacos Rhesus atrasou em mais de 10 anos a descoberta da vacina para a pólio.”

    “As perigosas drogas Talidomida e DES foram lançadas no mercado depois de serem testadas em animais. Dezenas de milhares de pessoas sofreram com o resultado”

    Já existem inúmeras métodos substitutivos eficientes e eficazes que podem e já estão sendo usados nessa área. Isso sem falar dos modernos processos de análise genômica e sistemas biológicos in vitro, que vêm sendo muito bem utilizado por pesquisadores brasileiros. Sem falar que culturas de tecidos, provenientes de biópsia, cordões umbilicais ou placentas descartadas, dispensam o uso de animais. Vacinas também podem ser fabricadas a partir da cultura de células do próprio homem.
    A vivissecção envolve basicamente interesses financeiros e políticos, e nem tanto científicos como se pensava. http://www.pea.org.br/crueldade/testes/
    PEA – http://www.pea.org.br – Projeto Esperança Animal
    http://www.pea.org.br

    Cientistas do laboratório Blizard de Londres, na Inglaterra, estão liderando a busca de alternativas aos testes em animais, uma polêmica que se arrasta por décadas. Novos investimentos estão sendo feitos. http://mais.uol.com.br/view/14262959
    Cientistas querem extinguir polêmicos testes em animais
    mais.uol.com.br
    Cientistas do laboratório Blizard de Londres, na Inglaterra, estão liderando a b…Ver mais
    http://youtu.be/sG6ljC8lRc0
    Testando… Um, Dois, Três
    http://www.youtube.com
    O novo vídeo da PETA “Testando… Um, Dois, Três” joga uma luz fresca na crueldade, injustiça, e imprecisão da experimentação animal.

    ” A Natura tem como razão de ser a promoção do Bem Estar Bem, que é a relação harmoniosa do indivíduo consigo mesmo, com os outros e com o mundo do qual fazemos parte. Por este motivo, acreditamos que os testes em animais devem ser eliminados em todos os casos em que isso for possível e atuamos na difusão dessa idéia.

    Neste sentido, desde dezembro de 2003, nossos produtos não são testados em animais ou em tecidos de animais criados exclusivamente para pesquisa. Em dezembro de 2006, eliminamos também por completo estes testes em todas as etapas de pesquisa e avaliação de matérias-primas desenvolvidas exclusivamente para a Natura seja internamente como em parceiros externos.

    A eliminação dos testes em animais foi alcançada sem abrir mão dos exigentes critérios de segurança de nossos produtos. Para tanto, investimos na busca, na validação e na implementação de métodos alternativos internacionalmente aceitos, como testes in vitro (em culturas de células) e posterior confirmação em voluntários humanos seguindo os preceitos éticos da Declaração de Helsinque.

    Com o objetivo de difundir a eliminação dos testes em animais, incentivamos nossos fornecedores de insumos a abandonar essa prática em toda sua produção, mesmo aquela destinada a outras empresas.

    Dessa forma, garantimos a segurança de uso de nossos produtos, sempre de forma ética e sem o emprego de animais. ”

    Texto e vídeo retirados do site da Natura http://youtu.be/HID_bKTFzm4

    16/10/2010
    Especial VEJA
    “A pesquisa científica com animais é uma falácia”, diz o médico Ray Greek
    Médico americano afirma que a pesquisa com animais atrasa o avanço do desenvolvimento de remédios
    Marco Túlio Pires

    “As drogas deveriam ser testadas em computadores, depois em tecido humano e daí sim, em seres humanos. Empresas farmacêuticas já admitiram que essa será a forma de testar remédios no futuro.”

    Arquivo Pessoal
    Ray Greek

    Ray Greek

    Há 20 anos, Ray Greek abandonou o consultório para convencer a comunidade científica de que a pesquisa com animais para fins médicos não faz sentido. Greek é autor de seis livros, nos quais, sem recorrer a argumentos éticos ou morais, tenta explicar cientificamente como a sua posição se sustenta. Em 2003 escreveu Specious Science: Why Experiments on Animals Harm Humans (Ciência das Espécies: Por que Experimentos com Animais Prejudicam os Humanos, ainda não publicado no Brasil) e o mais recente em 2009: FAQs About the Use of Animals in Science: A Handbook for the Scientifically Perplexed (Perguntas e Respostas Sobre o Uso de Animais na Ciência: Um Manual Para os Cientificamente Perplexos). Ele garante que sua motivação não é salvar os animais, mas analisar dados científicos.

    Além disso, Greek uniu esforços com outros médicos americanos e fundou a Americans for Medical Advancement, uma organização sem fins lucrativos que advoga métodos alternativos ao modelo animal. Em entrevista para VEJA, ele diz porque, na opinião dele, a pesquisa com animais para o desenvolvimento de remédios não é necessária.

    O senhor seria cobaia de uma pesquisa que está desenvolvendo algum remédio?
    Claro. Se a pesquisa estivesse sendo conduzida eticamente eu seria voluntário. Milhares de pessoas fazem isso todos os dias. Por vezes elas doam tecido para que possamos aprender mais sobre uma doença, em outros momentos ingerem novos remédios para o tratamento de doenças na esperança que a nova droga apresente alguma cura.

    E se o medicamento nunca tivesse sido testado em animais?
    A falácia nesse caso é de que devemos testar essas drogas primeiro em animais antes de testá-las em humanos. Testar em animais não nos dá informações sobre o que irá acontecer em humanos. Assim, você pode testar uma droga em um macaco, por exemplo, e talvez ele não sofra nenhum efeito colateral. Depois disso, o remédio é dado a seres humanos que podem morrer por causa dessa droga. Em alguns casos, macacos tomam um remédio que resultam em efeitos colaterais horríveis, mas são inofensivos em seres humanos. O meu argumento é que não interessa o que determinado remédio faz em camundongos, cães ou macacos, ele pode causar reações completamente diferentes em humanos. Então, os teste em animais não possuem valor preditivo. E se eles não têm valor preditivo, cientificamente falando, não faz sentido realizá-los.

    Mas todos os remédios comercializados legalmente foram testados em animais antes de seres humanos. Este não é um caminho seguro?
    Definitivamente não. As estatísticas sobre o assunto são diretas. Inclusive, muitos cientistas que experimentam com animais admitiram que eles não têm nenhum valor preditivo para humanos. Outros disseram que o valor preditivo é igual a uma disputa de cara ou coroa. A ciência médica exige um valor que seja de pelo menos 90%.

    Esses remédios legalmente comercializados e que dependeram de pesquisas científicas com animais já salvaram milhões de vidas…
    A indústria farmacêutica já divulgou que os remédios normalmente funcionam em 50% da população. É uma média. Algumas drogas funcionam em 10% da população, outras 80%. Mas isso tem a ver com a diferença entre os seres humanos. Então, nesse momento, não temos milhares de remédios que funcionam em todas as pessoas e são seguros. Na verdade, você tem remédios que não funcionam para algumas pessoas e ao mesmo tempo não são seguros para outras. A grande maioria dos remédios que existe no mercado são cópias de drogas que já existem, por isso já sabemos os efeitos sem precisar testar em animais. Outras drogas que foram descobertas na natureza e já são usadas por muitos anos foram testadas em animais apenas como um adendo. Além disso, muitos remédios que temos hoje foram testados em animais, falharam nos testes, mas as empresas decidiram comercializar assim mesmo e o remédio foi um sucesso. Então, a noção de que os remédios funcionam por causa de testes com animais é uma falácia.

    Se isso fosse verdade os cientistas já teriam abandonado o modelo animal. Por que isso não aconteceu ainda?
    Porque o trabalho deles depende disso. Nos Estados Unidos, a maior parte da pesquisa médica é financiada pelo Instituto Nacional de Saúde [NIH, em inglês]. O orçamento do NIH gira em torno de 30 bilhões de dólares por ano. Mais ou menos a metade disso é entregue a pesquisadores que realizam experimentos com animais. Eles têm centenas de comitês e cada comitê decide para onde vai o dinheiro. Nos últimos 40 anos, 50% desse dinheiro vai, anualmente, para pesquisa com animais. Isso acontece porque as próprias pessoas que decidem para onde o dinheiro vai, os cientistas que formam esses comitês, realizam pesquisas com animais. O que temos é um sistema muito corrupto que está preocupado em garantir o dinheiro de pesquisadores versus um sistema que está preocupado em encontrar curas para doenças e novos remédios.

    Onde estaria a medicina se não fosse a pesquisa com animais?
    No mesmo lugar em que ela está hoje. A maioria das drogas é descoberta utilizando computadores ou por meio da natureza. As drogas não são descobertas utilizando animais. Elas são testadas em animais depois que são descobertas. Essas drogas deveriam ser testadas em computadores, depois em tecido humano e daí sim, em seres humanos. Empresas farmacêuticas já admitiram que essa será a forma de testar remédios no futuro. Algumas empresas já admitiram inúmeras vezes em literatura científica que os animais não são preditivos para humanos. E essas empresas já perderam muito dinheiro porque cancelaram o desenvolvimento de remédios por causa de efeitos adversos em animais e que não necessariamente ocorreriam em seres humanos. Foram bilhões de dólares perdidos ao não desenvolver drogas que poderiam ter dado certo.

    Como as pesquisas deveriam ser conduzidas?
    Deveríamos estar fazendo pesquisa baseada em humanos. E com isso eu quero dizer pesquisas baseadas em tecidos e genes humanos. É daí que os grandes avanços da medicina estão vindo. Por exemplo, o Projeto Genoma, que foi concluído há 10 anos, possibilitou que muitos pesquisadores descobrissem o que genes específicos no corpo humano fazem. E agora, existem cerca de 10 drogas que não são receitadas antes que se saiba o perfil genético do paciente. É assim que a medicina deveria ser praticada. Nesse momento, tratamos todos os seres humanos como se fossem idênticos, mas eles não são. Uma droga que poderia me matar pode te ajudar. Desse modo, as diferenças não são grandes apenas entre espécies, mas também entre os humanos. Então, a única maneira de termos um suprimento seguro e eficiente de remédios é testar as drogas e desenvolvê-las baseados na composição genética de indivíduos humanos. Para se ter uma ideia, a modelagem animal corresponde a apenas 1% de todos os testes e métodos que existem. Ou seja, ela é um pedaço insignificante do todo. O estudo dos genes humanos é uma alternativa. Quando fazemos isso, estamos olhando para grandes populações de pessoas. Por exemplo, você analisa 10.000 pessoas e 100 delas sofreram de ataque cardíaco. A partir daí analisamos as diferenças entre os genes dos dois grupos e é assim que você descobre quais genes estão ligados às doenças do coração. E isso está sendo feito, porém, não o bastante. Há também a pesquisa in vitro com tecido humano. Virtualmente tudo que sabemos sobre HIV aprendemos estudando tecido de pessoas que tiveram a doença e por meio de autópsias de pacientes. A modelagem computacional de doenças e drogas é outra saída. Se quisermos saber quais efeitos uma droga terá, podemos desenvolvê-la no computador e simular a interação com a célula.

    Mas ainda não temos informações suficientes para simular o corpo humano no computador…
    Temos sim. Não temos informações suficientes para criar 100% do corpo humano e isso não vai acontecer nos próximos 100 anos. Mas não precisamos de toda essa informação. O que precisamos é saber como e do que um receptor celular é constituído — isso já sabemos — e a partir daí podemos desenvolver, no computador, remédios baseados nas leis da química que se encaixem nesses receptores. Depois disso, a droga é testada em tecido humano e depois em seres humanos. Antes disso acontecer, contudo, muitos testes são feitos in vitro e em tecidos humanos até chegar em um voluntário humano.

    Um computador não é um sistema vivo completo. Como é possível garantir que essa droga, que nunca foi testada em animais, não será nociva aos seres humanos?
    A falácia nesse argumento é que os macacos e camundongos, por exemplo, são seres vivos, mas não são seres humanos intactos. E esse argumento seria muito bom, se ele não fosse tão ruim. Drogas são testadas em macacos e camundongos intactos por quase 100 anos e não há valor preditivo no sentido de dizer quais serão os efeitos da droga no ser humano. O que essas pesquisas têm feito, na verdade, é verificar o que essas drogas causam em macacos e em seres humanos separadamente e não há relação. Por isso, o que dizem é meramente retórico, não há nenhuma base científica.

    O senhor já fez experimentos com animais. O que o fez mudar de ideia?
    Meu posicionamento mudou apenas uma década depois que terminei a faculdade de medicina. Minha esposa é veterinária e comecei a notar como tratávamos nossos pacientes de maneira muito diferente. Comecei a notar também que alguns remédios funcionam muito bem em animais, mas não funcionam em humanos e algumas drogas funcionam em humanos, mas não podem ser usadas em cães, mas podem ser usadas em gatos e assim por diante. Não estou dizendo que os animais e os humanos são exatamente opostos, não é isso. Eles têm muito em comum.

    A semelhança genética de 90% entre humanos e camundongos não é suficiente?
    Aparentemente não. Porque os dados científicos dizem que não. Não me interessa se somos suficientemente semelhantes aos animais para fazer testes neles ou não. A minha interpretação é científica. E a ciência diz que não somos. Na minha experiência clínica isso é verdade porque não conseguimos prever nem quais serão os efeitos de um remédio no seu irmão, realizando testes em você. Algumas drogas que você pode tomar, seu irmão não pode, por exemplo. Contudo, eu não sou contra todo tipo de experimento com animais. É possível recorrer aos animais para utilização de algumas partes. Por exemplo, podemos utilizar a válvula cardíaca de um porco para substituir a de seres humanos. Além disso, é possível cultivar vírus, insulina, mas isso não é pesquisa. O fracasso está em utilizar modelos animais para prever o que irá acontecer com um ser humano. Um ótimo exemplo disso é a Aids. Os animais não desenvolvem essa doença, de jeito nenhum. Eles sofrem de doenças parecidas com a Aids, mas por causa de vírus completamente diferentes. E os sintomas são muito diferentes dos manifestados em pacientes aidéticos. Por isso, não há correlação.

    O senhor é contra o eventual sacrifício de animais em pesquisas científicas com o objetivo de salvar milhões de vidas humanas?
    Eu não tenho nenhum problema com isso. Meu problema com pesquisa animal não é de cunho ético e sim, científico. É como dizer que estamos em um cruzeiro atravessando o oceano Atlântico e um indivíduo cai na água e está se afogando. Ele precisa é de um salva-vidas mas não temos nenhum, então vamos arremessar 1.000 cães na água. Por que arremessar os cães na água já que eles não vão salvar a vida da pessoa? Você pode construir um argumento ético dizendo que é aceitável afogar esses cães mas o que eu quero dizer é que a pessoa precisa de um salva-vidas e não 1.000 cães afogados. E é exatamente isso que estamos fazendo com a pesquisa animal. Estamos matando cães pelo bem de matar cães. Não porque matá-los irá trazer a cura para doenças como a Aids ou o Alzheimer. http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/%E2%80%9Ca-pesquisa-cientifica-com-animais-e-uma-falacia%E2%80%9D-diz-o-medico-ray-greek

  • Cristiane

    -

    21/10/2013 às 12:12 am

    Hoje li uma reportagem da VEJA, onde um médico americano Ray Greek, afirma que muitos medicamentos não deram certo em animais e mesmo assim foram comercializado, e que existem programas de computadores que simulam o corpo humano e que pode-se utilizar tecido humano nos testes…acho q a indústrias farmacêuticas e de cosméticos tem um pouco de preguiça no quesito de buscar outras alternativas…

  • augustodini@hotmail.com

    -

    20/10/2013 às 9:10 pm

    Caro Reinaldo. Faça uma pesquisa. Os criminosos que depredaram este laboratório são TODOS a favor do ABORTO. Creio que sim..

  • Francisco Gonçalves

    -

    20/10/2013 às 7:34 pm

    Engraçado é que esses protetores dos animais devem ser todos comedores de carne.Imagino até, que alguns deles sejam filhos de fazendeiros; criadores de gado, de frangos e de suínos, com o fim exclusivo de alimentação humana.O que é mais cruel? assassinar animais e deixar seus membros expostos em açougues para a comercialização, ou usar animais com fins científicos para a criação de vacinas, e sei lá mais o que em benefício da humanidade?Qual a diferença em matar animais para comer e usa-los cientificamente em benefício da humanidade?

  • Ju H

    -

    20/10/2013 às 6:11 pm

    Otimo texto! Gostaria de acrescentar que nos EUA os vândalos que atacam bioterios respondem ao FBI. Tais vândalos cobrem suas caras, pois nos EUA a invasão de propriedade privada e depredação e crime! E no Brasil? Sao heróis!
    Fico admirada em ver as “ativistas” maquiadas, com seus cabelos tingidos e tratados enquanto se dizem contra o uso de animas. Mesmo as empresas que dizem nao utilizar animais em testes compram matéria prima já testada em animais ou contratam outra empresa para faze-lo.

    E quem seria a favor desses testes com animais? NINGUEM! Nao conheço nenhum cientista que esteja a favor. Existem comites de ética e muito trabalho sendo desenvolvido para evitar o uso de animais no mundo inteiro.

    Infelizmente os cientistas nao conseguem convencer a comunidade sobre importância dessas pesquisas. E esse ato no Brasil apenas atrasa ainda mais o desenvolvimento de drogas e a independência aos laboratórios internacionais.

    Graças a esses experimentos muitas doenças foram erradicadas e a expectativa de vida aumentou cerca de 25 anos.

    E outro fato, humanos sao usados SIM em testes pela industria farmaceutica durante as fases I, II e III dos testes clínicos.

    Os “heróis” continuarão tomando seu remedio para dor de cabeça, anticoncepcional, vacinas, mas nunca aceitarão que animais tenham sido sacrificados para o seu bem e de seus filhos…

    Cabe aos cientistas de todo mundo tentar mudar essa visão erronea que existe crueldade. Eu particularmente odeio a ideia do uso dos animais, porem entendo que ainda nao ha alternativas para o desenvolvimento cientifico sem eles.

  • Ester

    -

    20/10/2013 às 5:08 pm

    É COMPLICADO DISCUTIR COM GENTE BURRA, ALIENADA, DE MENTE FACILMENTE MANIPULADA. LEITORES DA REVISTA VEJA, TELESPECTADORES DA REDE BOBO DE TELEVISÃO E OUTRAS.

  • André Renato

    -

    20/10/2013 às 3:16 pm

    Estou contigo e não abro meu caro Reinaldo.Como de costume seu texto foi brilhante e chegou no âmago do fato.Se ser favorável a se dar prioridade ao ser humano é ser reacionário e de direita eu o sou e com muito orgulho.

  • Isa T.

    -

    20/10/2013 às 3:06 pm

    O seu texto enorme pode ser quebrado com um único argumento: se testes em animais fossem necessários, na Europa não seria proibido. EUROPA. Não estou falando de qualquer continente. Mas para mentes limitadas, deve ser difícil compreender que existem métodos alternativos. A questão é que cansamos de ver seres inocentes sofrerem sem motivo.

  • Maria Ines Harris

    -

    20/10/2013 às 12:34 pm

    Após mais de uma década de investimentos e esforços, vários ensaios em animais historicamente utilizados para os ingredientes cosméticos foram substituídos, e muitos dos ensaios alternativos foram reconhecidos e aprovados pelas autoridades regulatórias e mesmo pela OECD para outros ingredientes.
    Não é adequado, portanto, dizer que alternativas não estão disponíveis com base em aspectos regulatórios. A aceitação regulatória é obviamente parte do cenário, contudo o fato dela não estar especificamente mencionada na regulamentação não significa que a alternativa não existe ou não é aceita. A aprovação regulatória deveria seguir a validação científica, contudo infelizmente há um atraso devido à morosidade das agencias e legisladores. Isso porém, não justifica a permanência da execução de praticas cruéis, especialmente conduzidas por laboratórios e centros de pesquisa que sequer possuem acreditação de forma a minimamente assegurar o bem estar animal e a validade dos ensaios ali executados e que não obedecem as determinações legais que preconizam avaliações e acompanhamento por comitês de ética no uso de animais em pesquisa, por exemplo.
    É um engano, tristemente difundido, de que apenas a abordagem clássica toxicológica poderia replicar as respostas orgânicas. Isso passa pelo conceito de que além dos próprios humanos, os animais são modelos adequadamente melhores para a resposta humana. Essa suposição não apenas ignora o fato de que a avaliação “de resposta orgânica” está sendo conduzida na espécie errada, mas também falha em reconhecer que nem todos os aspectos mecanísticos precisam ser cobertos por um modelo para que ele seja altamente preditivo e consequentemente útil para finalidades regulatórias.
    Métodos alternativos que mimetizem testes tradicionais podem ser extremamente preditivos, pois mimetizam os aspectos chave do mecanismo. Exemplos dessa alta preditibilidade são os estudos de efeitos reprotóxicos conduzidos com células tronco embrionárias, o teste de reatividade com peptídeos para avaliação de sensibilização e os ensaios de transformação celular para carcinogenicidade.
    Um outro exemplo de ensaios in vitro internacionalmente aceitos é o conjunto de ensaio em modelos monocamada e 3D (pele equivalente e Córnea equivalente)para substituição dos ensaios de irritabilidade cutânea e ocular. Desde 1998, a EPA estabelece que ensaios de irritabilidade ocular in vivo sejam conduzidos apenas nos casos em que não há qualquer evidencia de potencial irritante através de avaliações preliminares in vitro.
    Há hoje cinco métodos alternativos validados para a avaliação de corrosividade cutânea, sendo três deles validados para a avaliação de irritabilidade cutânea , havendo inclusive um parecer da OECD sobre a aceitação e orientação para a condução dos ensaios de irritabilidade cutânea por modelos in vitro
    No caso da irritabilidade ocular, embora não existisse um método único capaz de prever o potencial irritante de uma matéria-prima ou de uma formulação, o uso de uma bateria de ensaios in vitro e de um racional de avaliação e recentemente a validação do método de cultura tridimensional de células de córnea (córnea equivalente), e outros métodos in vitro com células de córnea eliminaram completamente a necessidade de utilização de ensaios n vivo de irritabilidade ocular.
    No quadro anexo é apresentado um resumo dos ensaios alternativos hoje aceitos pela OECD, organização da qual o Brasil é signatário.
    A abordagem correta é avaliar se os métodos alternativos são modelos preditivos que fornecem respostas iguais (ou mesmo melhores) que os modelos empregados em ensaios com animais, ao invés de discutir os quão completos esses modelos seriam.
    Os ensaios em animais não podem ser considerados perfeitos: pelo contrário, é sabido que não há 100% de correlação. Quando se conduz ensaios de toxicidade, por exemplo, observa-se apenas 69% de correlação com os resultados em humanos, se forem usados não roedores (primatas, cães) e 43% de correlação quando se usa roedores sozinhos. Além disso, deve-se considerar que a mínima dose tóxica de uma substância para o homem (LdL0 humanos) é muito menor que LD50 em animais (ratos, camundongos, coelhos e cães), o que por si só já configura o horror da realização desses ensaios sem correlação direta, como uma avaliação exploratória simplesmente
    Apenas como um exemplo do valor muito relativo desses ensaios o DDT, poderoso e tóxico inseticida utilizado no passado apresenta o mesmo LD 50 que a aspirina (250 mg/kg).
    Em uma avaliação comparativa entre a Mínima dose terapêutica efetiva (METD) e LD50 obtido para diversas espécies animais obtidos para diversos compostos (N=61 a 279), observa-se sempre uma baixa correlação (tabela 1, figura 1), demonstrando que o uso do ensaio de LD50 não é apropriado para avaliar o risco humano.
    Conforme concluído por Bulgueroni e col., quando as avaliações toxicológicas recaem sobre substâncias farmacologicamente ativas, a classificação de toxicidade oral baseada em estudos animais não é preditiva para a espécie humana.
    Dada a disponibilidade de métodos alternativos, é imperativo que, considerando a obrigação descrita na própria constituição de proteção da fauna e no principio de direito à vida desses animais, os ensaios com animais sejam banidos, sendo aceitos apenas aqueles para os quais não existam métodos alternativos após a realização de avaliações preliminares in silico e in vitro.

  • Lev D.

    -

    20/10/2013 às 12:57 am

    COncordo Tribuno, as vezes penso que nestes ultimos anos estamos vivendo noutra galaxia, tal o exotismo da atitudes de algumas pessoas e de grupos.

  • Paulo F

    -

    19/10/2013 às 11:00 pm

    Cana para estes filhinhos de papai !

  • Elton tavares

    -

    19/10/2013 às 10:44 pm

    Boicotem já!!! E para quem me pergunta se existe outra forma de testar, sem ser em animais, afinal nós precisamos dos remédios… Existe sim… Na Europa muitas faculdades de medicina não utilizam mais animais, nem mesmo nas matérias práticas como técnica cirúrgica e cirurgia, oferecendo substitutivos em todos os setores. Na Inglaterra e Alemanha, a utilização de animais na educação médica foi abolida. Sendo que na Grã-Bretanha (Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda) é contra a lei estudantes de medicina praticarem cirurgia em animais. Note-se que os médicos britânicos são comprovadamente tão competentes quanto quaisquer outros. A produção de anticorpos monoclonais por meio de animais foi banida na Suíça, Holanda, Alemanha, Inglaterra e Suécia. Na Itália, entre 2000 e 2001 mais de um terço das universidades abandonaram a utilização de animais para fins didáticos. A Província de Sul de Tirol, Itália, proibiu a experimentação em animais ao longo de seu território. Nos EUA, mais de 100 faculdades de Medicina (70%) não utilizam animais vivos nas aulas práticas. As principais instituições de ensino da Medicina, como a Harvard, Stanford e Yale julgam os laboratórios com animais vivos desnecessários para o treinamento médico. Já existem inúmeras métodos substitutivos eficientes e eficazes que podem e já estão sendo usados nessa área. Isso sem falar dos modernos processos de análise genômica e sistemas biológicos in vitro, que vêm sendo muito bem utilizado por pesquisadores brasileiros. Sem falar que culturas de tecidos, provenientes de biópsia, cordões umbilicais ou placentas descartadas, dispensam o uso de animais. Vacinas também podem ser fabricadas a partir da cultura de células do próprio homem. A vivissecção envolve basicamente interesses financeiros e políticos, e nem tanto científicos como se pensava. Por Fernanda Leite @[496474337071357:274:Revista É Animal]

  • Taynara

    -

    19/10/2013 às 8:26 pm

    Eu espero que o episódio sirva pra abrir os olhos no que diz respeito a fiscalização de tais testes.O fato é que várias dessas empresas não seguem padrões de respeito aos animais.Não só em relação aos testes, mas os matadouros também. Quantas cidades não os possuem? Animais são vítimas de maus tratos todos dias. Nós, seres humanos somos tão criativos e inteligentes pra tantas coisas… Devemos apenas respeitar os animais, que não têm a sabedoria que temos. Que o episódio sirva para aumentarem as fiscalizações contra os maus tratos!

  • Nádia

    -

    19/10/2013 às 8:17 pm

    “Animais são usados para testar remédios e vacinas no mundo inteiro”. Eram. Em muitos locais essa é uma parte do protocolo que foi alterada.
    Amo os animais. E, mais do que amá-los, me faz muito mal vê-los sofrer. Não gosto do sofrimento de nenhum ser, mas o dos animais é, para mim, como o das crianças.. A dor de um ser que não tem muito a noção de quando é que aquilo vai terminar.. Aliás animais e crianças me parecem muito o mesmo. Vais te escandalizar, talvez, mas é a verdade. Quando não estão bem, me parecem uma dor doendo tudo, e só. É difícil explicar. Só sinto.
    “Ainda que fosse verdade que o laboratório estivesse a maltratar animais — o que se constatou é que tudo por lá parecia de acordo com as regras ”, desculpa-me, mas em que isso se baseou?
    Não sou a favor da invasão. Quero dizer isso antes de tudo. Segundo: não vi Black bloc. Acompanhei através de uma transmissão com recursos tipo (de? não sei o nome que se usa pra isso) mídia ninja (feita por um rapaz da proteção animal), boa parte do processo. Não houve Black bloc. Havia gente mentindo sobre isso no twitter. Houve gente mentindo sobre isso naquele micro blog que se desenvolve junto com a transmissão. A partir disso foi reproduzido no tt, por uma dessas pessoas que usa imagem do “anonymous” como avatar. E bastou isso, pra outros tantos saírem repetindo.. Impressionante é que quando dizem uma coisa assim, fazem-no bem em forma de realidade; como se quem diz estivesse vendo e transmitindo. Foi assim: “Chegou os Black bloc.!!! Finalmente. Estão entrando.!!” Logo em seguida alguém escreveu: “chegaram os Black bloc vão quebrar tudo lá.!! e por aí foi.. Nesse momento eu tanto assistia à tal transmissão feita “in loco” quanto lia o chat e os tts. Quem quebrou a corrente que prendia com um cadeado o portão foi uma moça da proteção animal, que não tinha nada a ver com bbs.
    Voltando à questão da conformidade. Existe um protocolo a ser aprovado em cada pesquisa, por um comitê de ética e que deve seguir as regras internacionais – entre as quais a de que o animal não deve sentir dor – a respeito da utilização de animais. A única coisa que poderia levar a afirmar de que não estivesse ocorrendo maus tratos seria a análise tanto do protocolo quanto a averiguação do uso do mesmo. Ou seja, verificar toda a documentação, conversar com o comitê, e depois conversar com todos os pesquisadores e outros envolvidos na pesquisa. Além de uma avaliação dos animais, apesar de que esta seria secundária, já que dor nem sempre deixa sequela. Como é que podem sair dali afirmando que não houve maus tratos.. na mesma hora? Se nada disso foi feito. Não tinha como ser feito instantaneamente…
    Uma das coisas que ajudou a que cientistas afirmassem que os animais não sentiam dor – e em nome disso tantos absurdos foram e são cometidos – foi o fato de não o demonstrarem com expressões faciais. Ano passado, diversos cientistas vieram a público afirmar que a afirmação de que animais não sentiam dor foi não só um erro, mas um erro de que tinham consciência e que apenas afirmavam para poder acomodar as coisas de acordo com a necessidade, mais facilmente. E não queriam mais fazer esse tipo de afirmação absurda. Não queriam mais conviver com isso. Não foram “entes alternativos” que afirmaram isso, não. Foram cientistas “padrão”.
    “Tanto furor militante, no entanto, poderia ser usado em favor do ser humano, não contra ele.” Não é utilizado contra ele. Aliás a medicação que os animais usam é a mesma, com pequenas alterações, que o ser humano. Se houvesse como intenção primeira que não se completassem pesquisas de medicamentos a perda seria também dos animais. Ocorre que há atualmente muitas maneiras de substituir a experimentação em animais para grande parte dos procedimentos. Tanto que muitos laboratórios já a extinguiram. Ou a extinguiram para muitas situações. Só que são menos baratas. O animal tem baixo custo, se utilizado como uma máquina. E, tenho certeza de que o “baixo custo” nem para baratear o futuro medicamento serve. Aliás, oscip pesquisando medicamento? Não tenho conhecimento de medicamento grátis. Existe algum? Tá. O medicamento tem preço de produção. Além disso, mesmo a patente tendo um preço, assim mesmo, não significa que dê lucro.. pode ter tudo reinvestido. Tu acreditas? Nem eu. Esse é outro assunto? Concordo.
    Mas dói. Dói ouvir uma senhora – possivelmente uma “doutora” – como a que apareceu na TV, nos jornais, (diretora… da oscip), dizer que os protetores vão levar os animais à morte por tirá-los de lá.. e tratá-los como pet.. Puxa tem que ter uma cara de pau.. para tratar tantos como ignorante. Ela tinha um certo ar, digamos, de raiva… não parecia haver ali nem um tantinho de dor pela perda dos tais “10 anos de pesquisa” ou a preocupação com nada que não fosse se vingar aplicando de imediato, através de sua posição de técnico- científico, uma dose de “conhecimento” que não teria como ser refutado.. Bem atrasada a tal senhora, que de uma hora pra outra tornou-se preocupada com a vida dos beagles. Com a saúde e bem estar deles.. Isso mostra o caráter.. São essas mesmas pessoas que dizem que tudo é feito dentro das normas? E basta uma pessoa assim dizer… e pronto. Pior que a dona doutora.. copiou um estratagema utilizado pelos protetores de animais que, ao terem seu animal roubado,costumam espalhar a notícia de que ele é doente, utiliza muitos medicamentos e vai morrer se não tomá-los. Essa é uma das formas de levar bandidos a devolverem, a se desinteressarem do animal roubado, devolvendo-o por um dinheiro para o próprio dono, já que em poucas horas ficará sem sua “mercadoria” pra vender.
    Te causa desconfiança as pessoas preferirem animais às pessoas…pois a mim também me causa um certo mal estar, contudo, a maior parte das vezes que vi pessoas da proteção afirmarem isso, foi só como forma de ofender a quem não fosse da proteção ou não gostasse de animais. Essas pessoas vivem em grupo..verdadeiramente, portanto a afirmação não condiz com ação. Dizem isso apenas pra agredir, pra impactar e manter afastados aqueles que os julgam malucos.
    Esse texto está um caos. E, infelizmente teu post me encontrou num momento de impossibilidade, sem tempo. Só o estou enviando porque não quero justamente, num assunto como esse, deixar de participar. Mas além de saber que ele está um caos, não tenho como escrever nenhum décimo do que gostaria. Esse é um tema importante pra mim. Ele me toca diretamente o coração como escreveste, mas já me levou muito tempo de reflexão, também. Existe radicalismo e intolerância na proteção animal, mas existe isso em tudo, atualmente, portanto, não se pode carimbar a todos com base nisso.
    Já vi que tem outro texto sobre o assunto. Louca para lê-lo. Em seguidinha consigo fazer isso.

  • Myriam

    -

    19/10/2013 às 7:35 pm

    Eu penso que todos que permitem e apoiam qualquer maneira e forma de crueldade contra idosos, crianças e animais não merecem o perdão de nenhuma forma por conhecer a verdade e ter consciência da dor e do sofrimento que causam às criaturas…portanto, qualquer comentário diferente se torna obsoleto….Eu não admito isso por ser cristã, humana e ter discernimento….e ponto final.

  • silmara

    -

    19/10/2013 às 7:25 pm

    Quanta revolta pela libertação de animais que servem de cobaias, voces deveriam ficar revoltados com crianças abandonadas,usando craque, trafico humano, crianças estrupadas por próprios familiares, indigentes queimados por filhinos de papais, pedofilia, aborto,isto também é revoltante e o pior é enfiar embaixo do tapete a sujeira de politicos corruptos, e muito mais pois neste país vale tudo, voces deveriam se preocupar muito mais com tudo isso do que ficar pixando, chamando de vandalos essas pessoas que libertaram esses animais e tenho certeza que se tivessem apoio do povo fariam o mesmo com alguns exemplos que citei acima, mas não, estão sendo condenados tidos como desunamos, sendo que os verdadeiros seres desumanos vem lá do GOVERNO deste país que era maravilhoso e hoje não, voce vive trancafiado. Amo crianças, animais, idosos, pessoas doentes, mas para mim um ANIMAL vale muito mais do que esses ANIMAIS que são o SER HUMANO.

  • Carolina

    -

    19/10/2013 às 7:22 pm

    Sinceramente, acho sim que os humanos necessitam de fazer experiências para descobrir novos medicamentos e tudo.. Mas muitas vezes fazem-se esses testes para fim de estética e futilidades. Acho também que os animais, devem ser tratados como animais, não como humanos. Porém cabe ao homem respeitar qualquer tipo de espécie, pois sua racionalidade no dia de hoje se mostra cada vez mais como irracionalidade, pelas atrocidades e maus tratos que tem ocorrido com a própria humanidade e com outros seres. O homem, desculpe por generalizar, mas é a verdade, só pensa em dinheiro e no seu melhor, não ligando pra nada além disso. Se uma empresa precisar esquartejar, matar, congelar, seja o que for, para lucrar milhões, ela irá fazer isso sem dó nem piedade. E nós, meros consumidores, quando o produto sair, compraremos sem nem ver se ele foi ou não testado em animais. E não tem como defender que eles estavam na legalização, pois se surgiram algum tipo de denúncia, essa tem um fundo de verdade. Com a ótima fiscalização que temos aqui no Brasil, é bem capaz de estar ocorrendo coisas bem piores e não estarmos sabendo de nada. Enfim, acho que as pessoas deveriam ter consciência e imaginar o seu bichinho de estimação no lugar daqueles lá, ou até mesmo um humano. Quem tem um animal como esses, sabe que eles tem sim sentimentos, quando te lambem quando estão felizes, quando mordem alguém que está os ameaçando. Até a ciência tem que ter limites.

  • Cristiane

    -

    19/10/2013 às 7:21 pm

    Moro em uma cidade, onde na universidade no departamento de odontologia eram utilizados beagles para testar implantes, cheguei a conhecer e inclusive na época haviam muitos filhotes e eles começaram a vender (tenho uma inclusive)e confesso é a pior cena que eu já vi, animais totalmente desdentados, doentes, vivendo em ambiente sujos. Uivando como loucos (caso que alguém já ouviu um beagle uivar… é entristecedor). Apouco tempo uma ong brigou na justiça e conseguiu retirar os cães de lá. Então penso que é importante conhecer o local e a forma como as coisas são conduzidas, sou totalmente contra o uso de animais em qualquer tipo de teste

  • elaine silva

    -

    19/10/2013 às 7:19 pm

    ÓTIMO TEXTO , COMO SERÁ QUE AS PESSOAS ACHAM QUE OS MEDICAMENTOS E COSMÉTICOS QUE NÃO DESTROEM O CABELO , OS OLHOS A PELE , PODEM SER USADOS? COMO VOPCÊ REAGIREIA SE SE BEBE FICASSE CEGO COM UM SHAMPOO ? OU SUA MÃE MORRRSSE POR USO DE UM MEDICAMENTO NOVO? OUTRA COISA COMO O SER HUMANO É HIPÓCRITA SERÁ QUE ELES NÃO COMEM PICANHA? PEITO DE FRANGO , PERU ? ESSES ANIMAIS SÃO DIFERENTE DOS CACHORROS E COELHOS ?

  • claudia puppin

    -

    19/10/2013 às 7:11 pm

    Se as pessoas se preocupassem mesmo com ser humano ajudariam as pessoas na seca, aidéticos morrendo na África e deixando órfãos e famintos e tribos que capturam gravidas arrancam o feto e as fazem comer. QUERO SIM DEFENDER ANIMAIS E DEIXAR DE VER NO FACE HOMENS QUE ENFORCAM ANIMAIS……….. PARA CONSTRUIR UM MURO DEMORA 3, 4 DIAS E PARA DESTRUIR EM 15 MINUTOS COM UMA MARRETA SE CONSEGUE. CRIAR, CUIDAR E TRATAR ANIMAIS DEMORA DIAS PARA MATAR MENOS DE 1 MINUTO. Porque você não procura a solução dessas barbaridades com os animais. FAVOR VEJA O FILME MUNDO CÃO É ANTIGO E EM PRETO E BRANCO E VEJA DO QUE O SER HUMANO É CAPAZ.

  • Quaker

    -

    19/10/2013 às 6:43 pm

    Barata Cascuda é o sobre nome de: Aline, Daniel, Juliana Ribeiro, Debora Guttierrez, Paulo ou são as mesmas pessoas. Este blog é um blog de respeito. Estão faltando com respeito ao Rei.

  • Alyne

    -

    19/10/2013 às 6:40 pm

    Rodrigo, eles não comerão crianças doentes porque é mais fácil ficar com elas e ganhar bolsa família.

  • Elisângela

    -

    19/10/2013 às 6:40 pm

    Pela primeira vez na vida discordo do Reinaldo! Discordo 100%! Um detalhe: o amor não limites, podemos amar os animais mato e gente! Uma coisa não retira a outra e fazemos muito sim pelos seres humanos até demais um dos exemplos tai o bolsa esmola que somos obrigados a pagar pra sustentar que não vai a luta, olhar para o bem estar de outro ser diferente de mim significa respeito, ao contrário do Rey quando percebo que alguém nutre um certo desprezo por animais eu desconfio e muito do caráter da pessoa, sentir a dor do outro mesmo que diferente de vc, é um ato digno de elogios não críticas.

 

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