BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
Publicidade

ESTE BLOG ANUNCIA SUA ADESÃO À CARTA DE HAMBURGO. OU: A DEMOCRACIA TEM UM CUSTO SE VOCÊ NÃO QUER FICAR NA MÃO DOS VIGARISTAS

terça-feira, 17 de novembro de 2009 | 5:31

Um texto longo, leitores. Mais de 9 mil caracteres. Mas é dos mais importantes já publicados aqui.

*
Este blog anuncia, e já a tornou prática, a sua adesão à chamada Carta de Hamburgo, que defende os direitos de propriedade intelectual na Internet. “Isso é para as grandes empresas, Reinaldo; não para blogueiros”. Meu blog está hospedado no site de uma revista que pertence a uma grande empresa de comunicação. E, bem…, somos milhares aqui; somos já bem grandinhos, acreditem!  O que muda na nossa rotina? Desde quarta-feira passada, vocês devem ter percebido, não faço mais aquele clipping dos jornais. Mesmo aqueles trechos de reportagens que eu publicava — excepcionalmente, divulgava a íntegra de um artigo ou editorial —, devem estar, entendo, protegidos pelo direito autoral ou de propriedade intelectual. Se isso ainda não está claro na legislação brasileira, espero que venha a ficar um dia. E dou a minha modesta contribuição. Entendo que a reivindicação das empresas jornalísticas — proteção do conteúdo que produzem — é justa, correta e saudável para a democracia. Mais do que isso: acho que ela protege a liberdade de opinião e a pluralidade. Antes que me estenda um pouco sobre a questão geral, falemos de nós.

O que é que vocês vêm buscar aqui? Há dois dias, num artigo intitulado “Eu e vocês”, falei um tantinho da nossa relação. Basta vasculhar os arquivos para perceber que os posts que mais atraíam comentários eram aqueles que eu mesmo escrevia, em que explicitava a minha opinião ou interpretação da realidade. Por isso mesmo, sem o clipping desde quarta-feira, o número médio de comentários aumentou em vez de diminuir. Nesta segunda, dia tradicionalmente mais fraco, publiquei 1567, 1198 dos quais só em posts com data do dia 16 (até agora). Recebi mais de 2.500 — e sem fazer chat, como sabem. Muitas vezes, e vocês reclamam com razão, mas sou um só (na verdade, dois, que Dona Reinalda me ajuda muito quando pode), os comentários ficam no forno algumas horas. O aumento do número de visitas e de comentários, depois da mudança, diz bem o que o leitor quer neste blog. A rigor, a leitura pessoal do blogueiro, a sua interpretação, a realidade filtrada pelo seu olhar, é a razão de ser de um blog. Como costumo dizer, a principal tarefa de uma página pessoal não é dar um furo jornalístico, mas um furo de enfoque. E temos feito isso freqüentemente aqui, como evidenciam tantos casos: paranóia do aquecimento global, contragolpe em Honduras, promessas não-cumpridas por Obama até agora (e nunca!).

A reputação do blog e do blogueiro, a boa e a ruim, não foi dada pelos clippings que publicaram, não é mesmo? O tal Reinaldo só é um cara bacana ou um @*&#+!@#ª& por conta das coisas que ele mesmo escreve, não é? E de haver pessoas, felizmente às milhares, que gostam de ler e debater os seus textos. Muitas delas compraram o livro que saiu daqui, O País dos Petralhas — quase 35 mil em um ano, completado em setembro. Um enorme sucesso! Estaria eu dizendo, com isso, que o chamado jornalismo tradicional é obsoleto, desnecessário ou algo assim? Ao contrário! Tomo essa decisão, reitero, porque apóio sinceramente a Carta de Hamburgo, cuja íntegra vai no post abaixo. E é um grande conforto — e prova imensa da delicadeza de vocês — saber que a maioria prefere o blog assim, como está agora. E  começo a tratar da questão mais geral.

A grande imprensa
Uma aluna do curso de jornalismo da USP me entrevistou para um trabalho que está fazendo. Reproduzo  aqui alguns trechos. Leiam:

Pergunta -  Os blogs de jornalistas ameaçam de alguma forma a grande imprensa?
REINALDO -
Não! Isso é bobagem! Coisa de ex-jornalistas e atuais vigaristas demitidos da grande imprensa porque foram flagrados extorquindo fontes. Os blogs JORNALÍSTICOS que realmente contam estão ligados à chamada grande imprensa. Eu, reitero, sou parte da grande imprensa. Faço blog porque gosto, porque quero, não porque seja a minha única saída. (…) escolhi trabalhar neste meio porque posso fazer coisas que, na outra função, não poderia. E isso que digo nada tem a ver com aquela cascata de gente que diz que se sentia sufocada pelas limitações impostas pela grande imprensa… Isso é conversa mole. Nunca ninguém me sufocou ou me impediu de trabalhar direito. Grandes veículos não podem mesmo comportar leituras extremamente pessoais da realidade. Ou o leitor acaba tomando a opinião radical de um como a opinião do veículo. Estou na VEJA, MAS AS OPINIÕES DO MEU BLOG NÃO SÃO NECESSARIAMENTE AS DAS VEJA.

Pergunta - Você acredita que, de alguma forma, os blogs dos jornalistas são uma extensão da grande mídia, ou da mídia onde trabalham? Por quê?
REINALDO -
Bem, as minhas respostas até aqui convergem para uma conclusão semelhante ao que há de afirmação em sua pergunta. Não sei se “extensão” é a melhor palavra. Ela sugere, por exemplo, que meu blog seria, mesmo no limite, a reprodução do que pensa a VEJA. Não é o caso. (…) Os blogs jornalísticos não são inimigos da grande imprensa, não são alternativas à grande imprensa, não são extensões da grande imprensa. São, rigorosamente, parceiros da grande imprensa. Os que, hoje em dia, no Brasil, anunciam blogs como alternativas à grande imprensa são apenas funcionários informais de Franklin Martins ou assalariados da Lula News, a TV Traço mais cara do mundo. Não se trata de pessoas que fazem blog porque amam a notícia. Não! Eles o fazem justamente porque a odeiam.

Retomo
Expresso, pois, aqui e fora daqui, qual a relação que me parece saudável entre blogs e grande imprensa. Jamais me quis, me quero ou vou me querer uma “alternativa” à grande imprensa. Não acredito nessa patacoada de “comunidade de blogueiros”. Eu não formo “comunidade” com ninguém! Na Cuba ditatorial, acho que pode — e até deve — existir algo parecido porque se trata, afinal, de um trabalho de resistência. Numa sociedade livre, a graça da coisa está justamente na saudável solidão.  Acredito em indivíduos. Não me expresso no “coletivo”.

É uma estupidez da arrogância — e da vigarice! — essa história de comemorar o suposto declínio da “grande imprensa”, especialmente quando se utilizam os instrumentos que esta mesma grande imprensa oferece. A fonte primária de captação da notícia — E É BOM NÃO CONFUNDIR NOTÍCIA COM O TRABALHO DA PISTOLAGEM ASSALARIADA DE BLOGUEIROS — continua a ser a mesma: EMPRESAS ESPECIALMENTE DEDICADAS AO JORNALISMO CONTRATAM REPÓRTERES, EDITORES, FOTÓGRAFOS, TÉCNICOS ETC. PARA APURAR E DIVULGAR FATOS. E isso custa dinheiro.

É ilógico, irracional e contrário à natureza de uma sociedade livre que o produto desse trabalho seja apropriado — e, em certo sentido, expropriado — por terceiros sem que se remunere a fonte investidora. Insistir nessa prática corresponde a decretar a morte das empresas especialmente dedicadas ao jornalismo. E, claro!, esse é o sonho dourado de muitos totalitários — pouco importa o sinal ideológico que tenha essa a sua tara antiliberdade.

Caso se vá fazer a história de como se chegou a este ponto, as empresas de comunicação não deixam de ter a sua parcela de responsabilidade — de culpa mesmo. Porque foram grandes entusiastas iniciais do chamado “conteúdo aberto”, entrando numa luta que veio a se revelar potencialmente homicida pela conquista do internauta. Pode-se escrever um verdadeiro tratado a respeito, mas sintetizo: imaginava-se que a receita publicitária na rede sustentaria a equação. Não sustentou. Para os jornais em particular, houve perda de receita publicitária sem o ganho correspondente nas versões eletrônicas. Mas só isso renderia um tratado.

A questão não se esgotou aí. Empresas de outras áreas passaram a usar o conteúdo jornalístico como fonte para atrair clientela na suposição de que nada mais faziam do que captar o que está literalmente no ar, como se houvesse uma fonte natural jorrando notícias, à qual todo mundo tem “direito”. E isso, obviamente, não é verdade.

O negócio é a notícia ou a notícia é um negócio?
O negócio das empresas jornalísticas é a notícia. Mas as que têm credibilidade não fazem da notícia um negócio. Acho que o contraste é por demais evidente para que eu precise explicar. Uma empresa séria vende um jornal ou uma revista que traz notícias — ou põe no ar uma página eletrônica. Os não-sérios vendem primeiro a notícia; o produto vem depois.

Se as empresas de jornalismo quebrarem ou perderem a sua capacidade de investir, resta evidente que aventureiros de outras áreas passarão a se dedicar a tal ramo, sem compreender as suas vicissitudes e exigências éticas. Qualquer grande empresa ou corporação tem hoje o seu site. O conteúdo jornalístico circula ali livremente, submetido, muitas vezes, a distorções as mais grotescas. O que, na origem, custou dinheiro é oferecido “de graça” e, o que é pior!, “editado” por interesses que não têm compromisso com os fatos.

A tarefa de coibir a pirataria é das mais difíceis. Acho, mas deixarei isto para outro dia, que os jornais, em particular, teriam de mudar ainda que seu conteúdo fosse fechado e que um compromisso ético, com severas restrições legais, impedisse a reprodução livre do seu conteúdo. Têm lidado muito mal com a Internet aqui e no mundo.  São feitos como se os meios eletrônicos de que eles próprios dispõem não existissem; costumam errar da pauta ao tempo do verbo que empregam… Mas não abrirei agora uma nova chave.

O que importa é destacar, e peço que vocês reflitam a respeito, que, por mais que possamos fazer restrições ao trabalho da grande imprensa — e eu sou, como sabem, uma de seus críticos —, é ela a principal garantidora do debate e das liberdades democráticas. Porque o seu negócio é a notícia. Se elas se enfraquecem, aí, sim, os leitores ficam à mercê ou dos aparelhos do estado ou dos projetos estratégicos de corporações para as quais a notícia é só um negócio. Acreditem: a própria democracia estaria em risco.

Os jornais podem não acabar; mas a sua versão em papel ficará menor; o emagrecimento ainda não terminou. Por isso mesmo, terão de ter seus direitos protegidos na versão eletrônica. E os leitores, como qualquer assinante ou comprador de banca hoje em dia, terão de pagar por eles. Porque isso financia a independência daqueles captadores originais de notícias.

Apoiar a Carta de Hamburgo é, creio, um dever dos democratas. Porque ela cria limites à pistolagem. Sim, eu acredito que, cedo ou tarde, os leitores terão de pagar por conteúdos a que, hoje em dia, acessam de graça. A razão é simples: se a gente não está pagando por aquele almoço, alguém está. E, se querem nos empanturrar sem cobrar por isso, convém saber por quê. Qualquer que seja a forma do futuro, o direito de propriedade intelectual tem de ser preservado.

Quanto a nós, caras e caros, o que muda fica ainda melhor. E são vocês que deixam isso claro todos os dias. Como diria Mário Quintana, até por aqueles que me odeiam — e fazem questão de dizê-lo TODOS OS DIAS —- “sinto um certo quebranto”… Não existe fidelidade mais certa e inarredável do que o ódio. À sua maneira, são dignos ao menos de pena, já não posso lhes dar amor.

  • Share/Bookmark

Por Reinaldo Azevedo

189 comentários em “ESTE BLOG ANUNCIA SUA ADESÃO À CARTA DE HAMBURGO. OU: A DEMOCRACIA TEM UM CUSTO SE VOCÊ NÃO QUER FICAR NA MÃO DOS VIGARISTAS”

  1. Adilson Fontes disse:

    Caro Reinaldo: Infelismente aqui no Brasil,as pessoas acham que têm o direito a tudo,sem pagar nada,não copreendem que
    tudo tewm um custo.A carta de Hamburgo,vem colocar parâmetros
    ao jornalismo ,com muita propriedade,porque trás à baila um grande problema,o do direito à propriedade,que não é respeitado.
    Comparemos tudo isso com os ataques do MST às fazendas,cujos proprietários tiveram custos ao adquirí-las,mas da
    mesma forma que a grande Imprensa,tem o direito de se defenderem dos ataques d’aqueles que querem roubar-lhes seu
    conteúdo intelectual.Assim é no Brasil.Diga meu bisavô,que embora
    fosse juíz e professor de direito,teve sua fazenda grilada.E!Brasil!!!!

  2. Jane disse:

    Caros
    Reinaldo e Patroa.
    Louvável iniciativa.
    Numa aula de Harmonia, o professor apresenta uma sequência harmônica, para que cada crie sua própria melodia e contrapontos.
    Cada um vai desenvolver sua própria sequência -singularmente, nehuma será igual a outra.
    Michellangelo já dizia: O bloco de mármore é o mesmo, pois que cada um construa sua própria escultura.
    Disponibilizar o bloco de mármore, para construir sua própria escultura.
    Tem de ter talento p coisa.
    Nisto vc é mestre RA.
    Reconhecidamente.
    Abçs.

  3. Cassiano disse:

    … completando:

    Todas as leis de direito autoral protegem o uso justo, a citação como referência; a declaração de Hamburgo é pertinente, mas não ao ponto de se sobrepor a isso. Talvez você possa evitar trechos tão longos como os de antes. Talvez apenas o título ou seu antitítulo, tão ao seu estilo. Talvez precise reescrever o original, como numa chamada de capa. Ou fazer mais “reproduções autorizadas”, como li hoje (dia 19). Sei lá.

    Sei apenas que o mosaico também cumpre seu papel e em nenhum momento representava, na minha vista, qualquer agressão à fonte. Ao contrário. Muitas vezes fui visitar o site ou o jornal referendado, o que não faria sem seu aviso.

    Um abraço,
    Cassiano

  4. Cassiano disse:

    Reinaldo,
    Sinto falta do clipping. Por meio dele, você montava o seu mosaico dos nossos tempos. Aprendi muito com isso. Talvez seja cedo para avaliar, mas as notícias compunham o tal zeitgeist de que você fala, o molho necessário para entender seu texto afiado de um modo ainda mais agudo.

    Mais: daqui um ano, será mais difícil apreender a pertinência dos seus comentários, inclusive pelo filtro da agilidade, uma das mais fortes características do blog. Outra característica imperdível: muitas vezes uma notícia dispensava seu comentário, seu neotítulo (ou antitítulo) já era o bastante. Por essas e outras, fica a sugestão de abrandar essa nova “linha editorial”.

    C.

  5. Pharaon disse:

    Reinaldo,

    Importante em um blog são as reflexões do blogueiro sobre determinado assunto. As notícias se lê em jornais, etc.
    O que a mim importa é o que você acha disto ou daquilo.
    Digo mais, sua lógica é impecável. Continue a luta, seus leitores o apoiam integralmente.
    Um abraço.

  6. Ana Paula disse:

    Prezado Reinaldo

    parece que não há tantos assim dispostos a pagar pelas notícias. Peço menos, essa foi conclusão pesquisa feira pela Forrester Research: “más notícias para editoras de jornais e revistas que esperam impulsionar seus negócios cobrando por conteúdo: a maioria dos consumidores não vai pagar por isso.”

    A notícia, cuja íntegra está em http://idgnow.uol.com.br/mercado/2009/11/17/consumidores-rejeitam-pagar-por-noticiario-online-indica-pesquisa/, dá conta também de que a idéia de cobrar por conteúdo se reforçou pela perda de receita publicitária nos últimos 12 meses.

    Será que não teria sido esse o motivo para a divulgação da Carta de Hamburgo? (Reenviado).

  7. Ana Paula disse:

    Prezado Reinaldo

    parece que não há tantos assim dispostos a pagar pelas notícias. Peço menos, essa foi conclusão pesquisa feira pela Forrester Research: “más notícias para editoras de jornais e revistas que esperam impulsionar seus negócios cobrando por conteúdo: a maioria dos consumidores não vai pagar por isso.”

    A notícia, cuja íntegra está em , dá conta também de que a idéia de cobrar por conteúdo se reforçou pela perda de receita publicitária nos últimos 12 meses.

    Será que não teria sido esse o motivo para a divulgação da Carta de Hamburgo?

  8. alimped disse:

    Aprovo o blog sem as notícias. Vai ficar mais gostoso de ler, nem sempre venho aqui e às vezes tinha que correr muitas notícias até chegar aos seus textos, que são o que me atrai no blog.

    Minha sugestão é que você continue a colocar links para as notícias que motivaram os seus comentários, ainda que sejam fechadas para assinantes. Ah, isso talvez dê algum trabalho, mas se o veículo disponibiliza a notícia em uma canal aberto, estou falando da Folha com a sua Folha On Line, não vejo problema em ligar seu texto à notícia por ali, você vê? Afinal, gerar tráfego para o canal aberto ajuda nos ganhos com publicidade, mas a gente só lê a notícia se quiser…

  9. Borabobobo disse:

    Reinaldo,

    Fiquei preocupado… como vão ficar os vermelhos e azuis agora?

  10. veiaco disse:

    E nessa briga, Murdock x Google, o último lançou esta semana um produto, onde qualquer um pode publicar noticias, com fotos, filmes e textos. Todo o mundo literalmente é jornalista. Diproma pra quê?

  11. ANÔNIMA FELIZ COM A ADESÃO disse:

    Você, bendito Reinaldo, semeará textos, textos a mancheias, e fará o povo pensar mais.

  12. Thuya disse:

    Eu entrei no blog para ler o que você escrevia. Eu acho que você escreve muito bem. Sem puxasaquisamos (será que é assim que se escreve?), a leitura é sempre um prazer e de vez em quando acaba numa boa gargalahda. Acho o máximo.

  13. LAFC disse:

    Reinaldo

    Coincidência ou não, veja a tirinha de hoje (17/11) do Dilbert (http://dilbert.com/strips/), que vem bem a calhar.

    Saudações.

    PS: Não é necessário publicar.

  14. raul disse:

    Amigo Reinaldo, compreendo suas razões, mas discordo. Ao meu ver, a Carta de Hamburgo quer passar a idéia de que a opinião é livre, mas tem um preço … Uma equação um tanto difícil de resolver.
    A crise da chamada grande imprensa é, fundamentalmente, de credibilidade, de qualidade e de talento no trato da notícia. Este blog é exemplo do que falta aos jornalões e às grandes agências noticiosas. A Carta de Hamburgo é uma tentativa de dizer que, porque produzimos a notícia, temos direito ao talento alheio. Mais ou menos como se o vendedor do mármore quisesse direitos sobre o Moisés de Michelângelo. Não dá. E mais: já pensou no controle sobre a internet para que isso fosse implementado?

  15. anonimus disse:

    Coerente, Reinaldo, como sempre.

  16. gilberto ferraz disse:

    Reinaldo. Sempre achei a parte mais interessante do seu Blog exatamente seus comentários. As notícias nós leremos pela NET, Escrita, TV, etc. Mas nada como seus comentários. Pagaria para lê-los.
    Abraços

  17. Henricão disse:

    Sinceramente, sempre achei meio esquisitas essas cópias de textos da Veja em um blog. De minha parte confirmo: “venho” aqui para ler seus comentários, aquilo que não encontro na revista.
    Por outro lado, acho que destacar um ou outro TRECHO em azul e colocar seus comentários em vermelho está OK. Não ferirá nenhum direito, já que você sempre vai mencionar a fonte.
    Enfim, vá em frente: este é o caminho.

    sds

  18. Nigro disse:

    Reinaldo,
    coloque o link para uma reportagem, notícia ou editorial de jornal ou revista, nacional ou estrangeira que você ache interessante.
    Se nós tivermos a senha para ler ou se for liberada ótimo.
    O q vc acha?
    Abç

  19. zamir anjos disse:

    Eu acho que os jornalistas vão ficar um pouco menor com as suas matérias.
    O cliping é uma forma de facilitar a leitura diária e chamar atenção para algum fato que passa despercebido pela multidão de opiniões na internet.
    Se eu fosse jornalista e escrevesse uma matéria,ficaria feliz de vê-la em outros meios de comunicação sendo divulgados,desde que se nomeie o autor claro.
    Uma noticia não acontece somente pela publicação de um meio,mas o boca a boca torna-a mais relevante ou para o bem ou para o mal.

  20. ZENON disse:

    Caríssimo,
    se querem me empaturrar de comida, preciso saber por que, e também com quê.
    Quanto ao blog, só acho que mudou pra melhor, não gostava dos clippings (nem sei se é assim que se escreve). Não nos faltam fontes de informação, buscamos aqui um enfoque com o qual vemos isenção e a maioria das vezes concordamos.

  21. anônima disse:

    Concordo com os termos do seu texto.
    Folha online, G1 e Estadao disponibilizam parte do conteúdo gratuito. Até que se cobre pela totalidade do conteúdo, a divulgação correta deste tipo de conteúdo não ofende a lei.
    Conheci melhor o trabalho de alguns jornalistas justamente por conta de citações suas. Por este motivo, por exemplo, comprei o livro do Ali Kamel sobre o Islã (não tinha lido nada dele até vc divulgá-lo no blog). Veja só, os textos que vc reproduziu aqui, na verdade, auxiliaram o pagamento de direitos autorais. Confio na sua capacidade de cumprir a lei sem nos privar das boas indicações!

  22. A carioca disse:

    Eu não venho para ler clippings, raramente - e põe raro nisso- os leio. Venho para ler o que o Reinaldo jornalista, homem, marido, pai, cidadão tem a dizer, eu continuarei a ler seus textos mesmo que sejam de um parágrafo só .

  23. Anonimo disse:

    Sr. Reinaldo,

    O que alguns comemoram não é o fim das empresas de comunicação, mas sim o fim do chamado 4º poder. O senhor sabe: médico acha que é Deus, jornalista tem certeza.

    A pluralidade de fontes acarreta o fim do oligopólio das notícias e a perda de influência das grandes empresas. Exemplo: a audiência do JN vem diminuindo e conseqüentemente a sua relevância com fonte de informação.

    Outro exemplo de como essa perda de poder não está clara para os jornalistas é a sua famosa destituição automática do Presidente Zelaya pela CSJ com base no artigo 239. Anos atrás seria um fato histórico, hoje graças à Internet e ao Informe Especial da CSJ de Honduras é uma mera peça de ficção.

  24. Arnaldo disse:

    Publicações no papel tornarão-se no futuro artigo de luxo. Os mais velhos, viciados em tomar o café da manhã com o jornalão na mesa vão pagar por isso, assim como hoje se paga a mais para ter um disco de vinil ou um eqpto de som a válvulas. Mas vai ser nicho. A geração que hj tem 15 anos de idade nem vai sentir falta. Hoje eles já consomem publicações assim: um gibi aqui, um mangá acolá. Mas na hora de fazer o trabalho escolar, blibioteca ou livraria nem pensar: vão direto pro computador. O que estou querendo dizer é que estamos participando de uma grande mudança no sistema de informação, e os provedores desse conteúdo terão que se enquadrar. Essa carta, sinceramente…

  25. Nicão disse:

    Que inveja do Carlos Sampaio das 1:36 pm. Ter espaço à vontade é outra coisa. Reinaldão, já que não dá pra liberar geral, e alguns escapam, sugiro que você publique os comentários dos mais antigos (em cima) para os mais recentes (em baixo). Pelo menos facilita para quem quiser completar um texto em duas partes.

  26. Mauro Garcia disse:

    (desculpe os erros, teclado com problema) - Tio Rei - direto ao assunto - O usuario deveria pagar US$ 1.00 para ter o direito a um dia de acesso ao Blog do Tio Rei e olha que esta barato… EM 1 ANO LENDO O TIO REI APRENDI MAIS DO QUE EM 5 ANOS DE FACULDADE…

  27. jj disse:

    Só gostaria de acrescentar. A Web, a se popularizar, gerou a falsa impressão de ser algo fácil, que todos entendemos. Isso acontece porque ela se tornou fácil de usar e pertence ao nosso dia-a-dia.

    Mas a beleza da Web é ser um repositório de informação. A informação é tanta, que não pode ser catalogada à mão. Isso é tarefa impossível.

    Essa foi a revolução que o Google trouxe - a indexação automática de documentos para as massas.

    Na Web 2.0 de hoje, redes socias nos ajudam a filtrar a informação. A Carta quer que parem com links. Então, pára a leitura…

    A Web 3.0 vai ter ainda mais leitura de máquina e agregação automática, com extração semântica.

    A Carta de Hamburgo nasceu morta.

  28. Edu Pires disse:

    Caro Reinaldo,
    Apesar de achar que os textos escritos por você são realmente a principal razão de eu entrar no Blog, acho muito relevante ler as notícias selecionadas por você já que muitas vezes tais notícias são lidas por mim fora do blog sem a devida atenção e fatos relevantes acabam escapando. Se for possível, ao invés de copiar a matéria no blog você poderia criar os links para as mesmas (como você faz em outros casos). Assim, o veículo de comunicação se beneficia de nosso “trânsito” pelo site dele e você continua dividindo conosco matérias relevantes.
    Abs,

  29. jj disse:

    A Carta de Hamburgo representa o estrebuchamento terminal de quem não entedeu a maior invenção desde a impressora das Bíblias de Gutenberg, o hipertexto. A linkagem de conteúdo é o fio da teia.

    Editores não entendem de fórmulas matemáticas. Por isso estão optando pela alternativa menos inteligente. Estão garantindo distanciamento dos hubs. É um autoexílio para a periferia. Vão perder “clicks” e “mindshare.”

    A Web ensina: a tecnologia é a solução. A moralidade fica em segundo plano (simplesmente, é inoperante).

    É impressionante o número de pessoas que não entendem a tecnologia…

  30. BOOTLEAD disse:

    Oliver disse:
    novembro 17, 2009 às 11:52 am

    “Este é o aquecimento global do jornalismo; uma causa perdida.(…)”

    Pois é Mr. Oliver assino abaixo do seu comentário, sem tirar nem pôr.

    Ainda outro dia, vi na TV, um desses ministros (não me lembro de qual dos 100 ministérios) do des-governo do presidemente lulalau afirmar o seguinte: “Estou convencido que a Internet veio para ficar!”. Bom, depois dessa…

  31. Yara Chiara disse:

    Muito obrigada, querida Dalila, pela resposta paciente e clara. Então o Rei foi meio fundamentalista na atitude de não colocar mais os clippings. Risos. Rei extremista!

    Emilio, grata a você também. Sim, é uma questão que transborda os limites do espaço e do escopo do post do Rei, mas mesmo assim é legal ter uma “ideia geral da confusão”.’; - ))

    Beijo, LINDOS. Lindos. Risos. Ah, tá vendo, Rei? Os leitores do blog são fofos, educados, informados…

    Qualidade atrai qualidade. ; - )

    Beijo nocê também. Beijo RESPEITOSO, no nariz. Risos.

  32. Sergio - São Paulo disse:

    O “vermelho e azul” nada mais é que os famosos embates polêmicos que sempre existiram e enriqueceram a imprensa. Está certo que é uma nova modalidade de polemizar, rebatendo ponto a ponto, mas na raiz é a mesma coisa. Acho que não deveria acabar o formato. Porém… no pior das hipóteses Reinaldo, faça sem o vermelho, coloque apenas o azul.

  33. Dalila disse:

    Cara Yara,

    Sim, o artigo 46 tem plena aplicação à Internet, inclusive quanto à reprodução da totalidade do texto. Para o direito brasileiro, o que importa é se o artigo é considerado meramente *informativo* - e, assim, pode ser reproduzido na íntegra - ou não. A maior parte dos artigos publicados em jornais são enquadrados nessa modalidade. Análises mais aprofundadas, de natureza não-informativa, gozam de proteção maior e precisam, de fato, de autorização prévia para reprodução integral.

    Note que pequenos trechos podem ser reproduzidos sempre, para fins de citação, nos termos do artigo 46, III, da LDA.

  34. atojr disse:

    Vamos ver se entendi.Daqui pra frente,todo escrito por quem quer que seja não poderá mais ser usado por outra pessoa.Por exemplo: se um determinado veículo fizer uma matéria, outro jornalista não poderá citá-lo, se não houver permissão. Será isto mesmo?

    REINALDO RESPONDE
    Não!

  35. Silvio disse:

    Com o avanço dos investimentos em midia advindos do governo federal, via suas estatais,ministérios,etc. (compra de informação e consciências ), em um futuro próximo só teremos midia chapa branca,pois não restará qualquer veículo independente nessepaiz.Se salvarão da manada, aqueles como você que continuarão tendo uma visão crítica do Brasil além de se manter firme na defesa da ética e da moralidade,particularmente no meio político.Claros exemplos já se avizinham, como o lançamento do filme sobre lula , o qual faz parte do calendário eleitoral do pt. Por que o mensalão nuca foi tema para diretores de cinema? Porque o financiamento não seria de fácil obtenção. Então façamos o que o deus manda

  36. O Jornalista de Bagé disse:

    Parabéns pela decisão Reinaldo, eu sou um dos que passavam rapidamente pelos clips na procura por seus textos. Com essa decisão ficou mais fácil e simples cumprir minha visita diária ao seu blog.

  37. Roberson disse:

    Concordo com a carta de Hamburto, mas também não acho que deve ser tão radical ao ponto de um blog não poder publicar vez ou outra informação de uma fonte da grande imprensa seja nacional ou internacional. O que eu não entendo mesmo, são os “blogueiros” ex-jornalistas demitidos da grande imprensa e ferozes inimigos dela, manterem seus blogs se alimentando da grande imprensa que tanto criticam. Acho o cumulo.

  38. Titus Petronius disse:

    Gostei, Reinaldo. O blog fica mais limpo, fluido, sem aquele monte de textos alheios, que, aliás, a gente já havia lido, em sua maioria.
    Sei lá, Reinaldo, se vai ser viável cobrar pelo conteúdo jornalístico publicado na Internet. Quando o consumidor recebe algo de graça, fica, digamos, mal-acostumado, e dificilmente se disporá a pagar pelo que obtinha na faixa. Veja o caso da indústria fonográfica, que vem desistindo de brigar contra a troca de arquivos mp3. O ouvinte acostumado a baixar músicas de graça jamais voltará a comprar um CD. Os artistas também já admitem ter perdido a batalha contra a pirataria e já falam em ter os shows como única fonte de renda. Enfim, os jornais dançaram..

  39. Sergio G disse:

    Vou sentir falta do clipping - era meu portal de notícias

    Mas você tem razão: sempre busquei um comentário seu no final das notícias, por mínimo que fosse

    Sugestão: não deixe de listar notícias que você julga importantes, com o link para acesso; quem tiver o recurso, acessa e lê

    Eu, por exemplo, assino o uol, e posso ler a Folha; já o Estado, fico sem ler…

  40. TITO (2) disse:

    competir em preço, com empresas que são donas de jornais, redes de televisão e portais ??? Por enquanto a única certeza é a de as mudanças são inexoráveis.Se a publicidade não se adequar às novas mídias a imprensa democrática está a perigo !
    Talvez, jornais impressos, com alguma credibilidade possam coexistir, com o rádio a televisão, mas com o advento da Internet é cada vez maior a sua interatividade, e não duvido que ainda vou poder ler “No país dos petralhas” e “Máximas de um país mínimo” num dos e-books disponíveis na praça…Em nosso caso o diferencial, está no nível de abordagem dos assuntos,qualidade de texto, e compromisso com a verdade, pontos altos desse blog !!!

  41. Emilio disse:

    (Eu preferia responder em mensagem privada, para não ocupar espaço aqui, mas não há como)

    Yara, eu não disse que é difícil. Eu disse que é impossível, tecnicamente. Quanto ao Pirate Bay, os seus donos foram pegos, condenados, o tracker tirado do ar, etc…Até aí, tudo certo, muito correto. Mas o Pirate Bay está movendo-se para um método descentralizado. E em termos de torrent, há uma infinidade de outros Pirate Bays por aí.

    Mas eu nem estava pensando em Pirate Bay, torrent, P2P as we know it, mas no direito autoral de um texto, de uma notícia qualquer, publicada em papel ou na web.

    [].

  42. Marcelo Pereira disse:

    Reinaldo,
    Prefiro apenas 02 ou 03 textos seus, genuinamente seus, do que clipping de jornais….a não ser quando você comentava em seguida.
    Se entendi bem, então você não poderá mais fazer o vermelho e azul ?? isso vai fazer falta….eu me acomodava na cadeira para te ver espinafrar a tigrada…

  43. Daniel Stolf disse:

    Se um veículo não concorda com agregadores automáticos, ou com trechos de seus textos aparecendo em buscas do Google (como Rupert Murdoch, pesquise antes de bloquear esse comentário e me diga se essa carta não parece coisa dele), não mude a lei: apague o robots.txt e sumirá da indexação do Google e, por consequência, dos agregadores de notícias a que a Carta de Hamburgo se refere

    Em quanto o acesso ao site será reduzido? Por quanto tempo consegue sobreviver assim?

    De novo: a imprensa livre pode (E DEVE!) sobreviver. Mas se o modelo de negócio não funciona, é ele que deve mudar, não as leis. Era só o que faltava agregadores de notícias e buscadores terem de pagar por levar acessos a um site

  44. Não católico disse:

    Vejam só o jogo duplo da Autoridade Palestina:

    http://hebreu.blogspot.com/2009/11/anp-pediu-israel-que-derrotasse-hamas.html

  45. Não católico disse:

    Quanto à questão da remuneração dos provedores de conteúdo, a solução deve ser de contrato entre as partes, jamais de intervenção estatal. Porque?

    Primeiro, por uma questão de princípios, considero as soluções entre as partes intrinsicamente melhores que as determinações legais. Segundo, porque há uma grave questão de territorialidade aqui, e abomino as “legislações internacionais”. Para mim, legislação internacional justa é acordo entre as partes, denunciavel a qualquer tempo. O que passa disso é base para a formação da ditadura assassina global que tantos anseiam.

    A liberdade é muito mais importante que a grana. E as imposições internacionais levam ao fim da liberdade no mundo.

  46. Joelma disse:

    Eu já não gostava mesmo de ler as notícias de jornal… Prefiro seus comentários.

  47. Daniel Stolf disse:

    Se uma mídia quer cobrar pela notícia e alguém paga, está certo. É seu site, se não quer fazer clippings, beleza… mas vai parar de fazer o vermelho-e-azul? Inclusive com os comentários (que pertencem aos autores)? Isso, sim, vai fazer falta.

    Um dos intuitos das leis de direitos autorais é fomentar a derivação, o trabalho crítico… o fair use.

    Publicar pedaços de textos é uso justo. Agregadores, o Google, feeds… se encaixam nesse critério. Vai agora pedir dinheiro ao Google por mostrar pedaços do seu site na busca, como Rupert Murdoch? Ou terá coragem de apagar o robots.txt e o rss?

    A imprensa livre deve continuar, mas se o modelo de negócio não funciona, não é a lei que deve mudar.

  48. cristina disse:

    NO SEU CASO NÃO FARÁ FALTA, POIS VOCE TEM CREDIBILIDADE, NESSE CASO O QUE IMPORTA MESMO É SEU COMENTÁRIO E OPINIÃO, NÃO MUDARÁ QUASE NADA.

  49. Yara Chiara disse:

    Querido (2:13 pm), sem dúvida a implementação é difícil, mas impossível? Os donos do pirate bay foram recentemente condenados. Claro que a questão é controversa, mas não me parece inviável concretizar tais medidas - punir as redes de fornecimento de material ilícito em vez de se partir numa cruzada perigosa à busca dos infratores individuais pode surtir efeito.

    Foi o que ocorreu no caso dos mocinhos do pirate bay.

    Abraço.

  50. Ségolène disse:

    Discordo só em algumas coisinhas. Rádio e TV têm conteúdo gratuito. Internet deveria ser desse modo, determinado conteúdo, aberto, mas conteúdo como o seu deveria ser como tv a cabo, pago.

  51. Yara Chiara disse:

    Querida Dalila (1: 43pm), o artigo é extensivo à internet? A lei foi publicada na aurora da internet no Brasil. O argumento que se faz é que o poder de difusão da internet é tão grande que se perde qualquer incentivo de ler o texto no veículo em que foi originalmente publicado. Se a difusão envolve atividade lucrativa, o problema se acentua.

    Nos EUA, por conta do Twitter, já houve decisões favoráveis à reprodução, sem fins lucrativos imediatos, de trechos de artigos ou textos, desde que citada a fonte. Caso se queira reproduzir a totalidade do texto, é necessário o consentimento do autor, qualquer que seja a finalidade do uso.

    O assunto já foi discutido pelos Tribunais daqui? Abraços!

  52. Reynaldo disse:

    Concordo inteiramente com suas observações. Quem acessa seu blog esta mais interessado em suas análises do que em clipings. Só creio que a análise de textos (os azuis e vermelho) devem continuar, pois são críticas mesmo que usando outra fonte (na verdade, a análise é o que vale e não o texto comentado…)

  53. TITO disse:

    Reinaldo,
    Sobre o tema uma das únicas concordâncias é quanto a observância aos direitos autorais.Até onde sei, além da sua complexidade, não existem modelos no mundo consolidados e passíveis de aplicação em outros países por causa das suas peculiaridades.Não vislumbro o trânsito da informação independente e com credibilidade sem a autonomia financeira.O que não dá para ignorar é a velocidade e o rumo que as coisas podem tomar, acho especulação a maioria das previsões dos especialistas em mídia.Se há uma propensão para a difusão da informação pela WEB há questões que não podem ser ignoradas:
    Ex.: Será que a informação veinculada por um portal de um jornal
    impresso em papel poderá(continua)

  54. Emilio disse:

    Tecnicamente é impossível o ‘enforcement’ do direito autoral. Seja lá quem for que produza alguma coisa em meio digital ou digitalizável vai ter que aprender a viver com isso.

  55. Não católico disse:

    Sobre a covardia dos governos francÊs e inglês, antes da Segunda Guerra.

    http://bdadolfo.blogspot.com/2009/11/o-custo-da-covardia.html

  56. Joe Aquino disse:

    Comentando o comentário das 12:34 pm:

    Sim! A grosso modo, a receita de venda de assinturas e bancas paga a produção e distribuição das publicações inexistentes pela via eletrônica.

    No entanto, a publicidade on line tem enriquecido o caixa dos sites de busca ao invés dos provedores de conteúdo. E, aí, o modelo de negócio das empresas jornalísticas necessita ser repensado para cobrir os custos todos, inclusive do capital.

    Esse assunto corre o mundo com poucas respostas até agora.
    :(

  57. Rafael Gargalhão disse:

    O fato é que, POR DIVERSAS QUE SEJAM AS MODALIDADES DE REMUNERAÇÃO DA ATIVIDADE JORNALÍSTICA NA INTERNET (ACESSO LIVRE COM PUBLICIDADE, COBRANÇA POR ACESSO, ETC.), ALGUMA REMUNERAÇÃO TEM QUE HAVER - SEMPRE! Do contrário, a atividade se torna financeiramente insustentável.

    Sinto-me até constrangido por dizer essas platitudes… Mas no Brasil de hoje é preciso argumentar até que dois mais dois são quatro.

    Não há nenhuma relação possível entre a imaterialidade da informação e a gratuidade de seu consumo… Se as empresas privadas não puderem se sustentar, seremos todos obrigados a assistir à TV Brasil e ler a Carta Capital.

    ESSE TIPO DE IMPRENSA NUNCA SOFRERÁ COM FALTA DE DINHEIRO!

  58. Rafael Gargalhão disse:

    Sinceramente falando, Reinaldo, eu sempre achei chatinho o clipping que você costumava fazer… Venho a este site para conhecer a SUA OPINIÃO a respeito das notícias, e não as notícias em si.

    A internet sempre pareceu, a muitos delinquentes, uma zona livre dos “males” do capitalismo… Sabe aquela coisa chata de você ter de pagar para consumir algo que um outro indivíduo suou para produzir? É tão injusto, né? Na internet, isso não existiria, ou não deveria existir, de acordo com os delírios dessa gente.

  59. sueli disse:

    Reinaldo, atenção!
    Passou petralha às 11:25.

    REINALDO RESPONDE
    Já era

  60. Leopoldo Dogher disse:

    A tese da propriedade intelectual é respeitável, mas discutível na nova configuração das comunicações em que vivemos. Vale o exemplo já batido: há 30 anos, um artista vendia três milhões de discos com facilidade. Hoje, se vender 300 mil, é milagre. Nem por isso o negócio do entretenimento foi à falência. Pelo contrário. Surgiram novas formas de se fazer dinheiro.
    Agora falo como consumidor de notícias e opiniões. Óbvio que visito o blog pelas análises do autor - quase sempre concordo em matéria de política e economia. Mas também sou viciado em jornais, mesmo tendo frequentemente nojo do péssimo jornalismo praticado. Então, o clipping facilitava as coisas.

  61. Paulo disse:

    Reinaldo,

    sua decisao eh respeitavel, mas eu nao acho que o clipping infrinja nenhum direito autoral dos jornais citados, uma vez que voce cita a fonte e, na maioria das vezes, nao publica a reportagem inteira.

    Na verdade acho ateh prejudicial aos sites citados, pois grande parte dos seus leitores foram direcionados a eles pelo link em seu blog, nao pela reportagem em si. Na pratica, eles perderao acessos e sua informacao nao serah tao disseminada quanto poderia ser…

    Ou o melhor remedio para a democracia nao eh mais democracia (dentro da lei, eh claro)?

  62. O Locutor disse:

    O melhor de tudo, que a minha escolha é livre,e sempre prevalece o melhor.

    um grande abraço…

  63. Dalila disse:

    Nossa lei de direitos autorais (9.610/98) diz expressamente, no artigo 46, I, a, que não constitui ofensa aos direitos autorais a reprodução, na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos.

    Ou seja: é a lei que permite a transcrição, por blogueiros e por outros web sites com caráter jornalístico, de notícias ou de artigos informativos de outros jornais, desde que seja citado o nome do autor e da publicação original.

  64. Carlos Sampaio disse:

    Por que será que o filme da” vida de Lula” só tem patrocinio de grandes construtoras e empresários?
    Nunca na história deste país houve um filme tão patrocinado. Tem 15 patrocinadores e as cotas variaram entre R$ 1 e 2 milhões.

    A EBX de Eike Batista entrou com R$ 1 milhão. Até o SENAI, que faz parte da CNI, que é presidido por um deputado do PTB, entrou com uma cota.

    Três grandes construtoras também estão presentes na lista de apoiadoras do Lula. É interessante como muitas das empresas apoiadoras receberam grandes empréstimos do BNDES, no período:

    A GDF Suez, que está construindo a Usina Hidrelétrica de Jirau, recebeu um financiamento de R$ 7,3 bilhões, que vai bancar 69% do investimento.
    A AMBEV, que recebeu R$ 710 milhões em 2009, fechou uma fábrica em Mogi Mirim e demitiu quase 200 funcionários, é outra das apoiadoras. Casualmente, ao contrário de outras empresas, não teve críticas de Lula quando às suas decisões durante a crise.
    A Rio Claro Agroindustrial da Odebrecht, recebeu R$ 419,5 milhões para suas operações;
    A Neoenergia, que controla as distribuidoras de energia elétrica Coelba (BA), Celpe (PE) e Cosern (RN), recebeu um limite de crédito de R$ 2 bilhões do banco estatal;
    A BNDES Participações (BNDESPar) detém 19,4% do capital do JBS Friboi e participou com R$ 1,4 bilhões das aquisições do grupo no exterior;
    A IACO Agrícola, do grupo Grendene, teve R$ 634 milhões aprovados para construir usinas de açúcar e álcool.
    A OAS é campeã. Lula negociou diretamente com Evo Morales a construção de uma estrada na Bolívia, no início do ano. Só a OAS participou da licitação. Valor do empréstimo: U$ 415 milhões.
    Não existe nenhuma vantagem promocional para estas empresas estarem apoiando o filme sobre a vida de Lula. Sob o ponto-de-vista de marketing, é um péssimo investimento ou vão botar o Lula mamando uma brahminha, comprando um fuscão preto, com um minister nos beiços? Já como lobby e relacionamento com o governo, com toda a certeza, o investimento já teve um retorno mais do que garantido. A coisa toda cheira a pedágio.

    Em qualquer país minimamente obediente às leis, um filme assim já teria dado processo criminal e o mocinho virado bandido. Por aqui, vai ser um estrondoso sucesso de bilheteria.

  65. Sam disse:

    Reinaldo, pergunto: se entendi não mais teremos por aqui aqueles deliciosos azuis e vermelhos?

  66. Augusto Arbustus disse:

    Rei,
    Discordo quando diz que: “Se as empresas de jornalismo quebrarem ou perderem a sua capacidade de investir, resta evidente que aventureiros de outras áreas passarão a se dedicar a tal ramo, sem compreender as suas vicissitudes e exigências éticas”, apenas porque essa afirmação permite uma interpretação no sentido de que hoje não há aventureiros de outras áreas nas empresas jornalísticas. Não é o caso como bem demonstram Renan e Collor em Alagoas, Sarney no Maranhão (proprietários de empresas de comunicação) e os “bispos” da universal (donos da segunda maior emissora de TV do país). Essa gente certamente não tem nenhum compromisso com as vicissitudes e exigências éticas do jornalismo.

  67. Marcos F disse:

    Voltando (detesto).
    Tem gente confundindo Google com publicação.
    O Google é um “index”, que inclusive pode ser proibido de ser usado - basta um “meta” apropriado.
    Publicar é colocar a matéria chupada do criador.
    Google ou Buscapé, são ferramentas de navegação e não casas publicadoras.

  68. SelSil disse:

    Assino embaixo caro amigo.
    Eu como muitos que aqui estão, não frequentam o seu blog para saber das notícias, mas para não se sentirem isolados com o que pensam.
    Já disse aqui várias vezes que achava que estava enlouquecendo, pois não via nos meios de comunicação nada que confrontasse os absurdos que estavam e continuam a acontecer nessa republiqueta petralha. Até que achei no “mídia sem máscara” um link para seu blog. Foi fantástico, um oásis num deserto de mediocridade. Além do que valeu para sentir que eu não estava só, e nem louca!
    Muito obrigada!

  69. Henrique Carvalho disse:

    Mais uma aula de democracia ministrada pelo professor Reinaldo.

    obrigado

  70. Shoper disse:

    Hoje deu em todos os jornais brasileiros. Congressistas americanos receberam “doações” de organização que se opõe ao fim do bloqueio a Cuba. O mais famoso é o ex candidato republicano à Presidência, além de dezenas de outros menos votados. A convicção ideológica pode ser determinante…mas um dinheiro sempre ajuda…né ????

  71. Marcos F disse:

    Nós (eu e você) nos damos bem, sem dúvida.
    Eu notei a mudança e me dei por feliz, porque assino o Estadão e chupo a Veja da minha tia. Matérias da Globo ou da Folha, eu leio em seus respectivos sites. Não era aqui o lugar delas.
    O que procuro nos grandes blogs é sua interpretação, à qual confio na veracidade.
    Não sei qual a interpretação (neste caso da Carta) para publicações DO Governo (como Embratur ou Receita). Acho que são públicas desde que citada a fonte.
    O que é privado (e despendido pelo emissor/criador), tem de ser pago.

  72. Danilo Carrijo disse:

    Reinaldão,

    Sentirei falta do vermelho-e-azul.

    Abraço !

  73. Danilo Carrijo disse:

    Reinaldão,

    Sintirei falta do vermelho-e-azul.

    Abraço !

  74. Pinduca disse:

    Venho aqui pra ler você. Clipping eu procuro em outro lugar. Sua lucidez, coerência e escrita é que fazem valer a pena a visita diária ao seu blog.

  75. Passo aqui de vez em quando. disse:

    Rei, vc q tem contato com algumas pessoas graúdas da área de comunicação, deveria tentar mostrar que haverá profundas mudanças no jeito de se consumir notícias, entretenimento e cultura. Ir contra a maré nunca produz bons resultados. A net é praticamente indomável, a convergência vem aí e quem quiser ser protagonista vai ter que suar muito. Lutar por contrôles na rede é legítimo, e em alguns casos pertinente. porém, como vc mm diz a respeito da liberação das drogas, uma regulamentação na rede, mínima que seja, teria que ser combinado com o mundo todo. Coisa mais fácil é transmitir conteúdo de qq lugar do mundo e pronto, o controle está furado.

  76. [...] ESTE BLOG ANUNCIA SUA ADESÃO À CARTA DE HAMBURGO. OU: A DEMOCRACIA TEM UM CUSTO SE VOCÊ NÃO QUE …- LEIA ÍNTEGRA DA DECLARAÇÃO DE HAMBURGO; - LULA, O HOMEM DA MIMESE ARISTOTÉLICA; - POR UM [...]

  77. Cris caçando um suspeito disse:

    FJTC 11:25

    Hein? É prá acionar a tecla SAP?

    REINALDO RESPONDE
    Não, era outra cosa mesmo

  78. Surfista Prateado disse:

    Acho que essas conclusões são precipitadas. Estamos em meio a quebra de uma série de paradigmas nessa área, num verdadeiro rearranjo de forças de mercado, e dizer que “a publicidade não sustentou” e coisas do tipo é temerário. Ainda está longe o momento em que as melancias estarão ajeitadas na nova forma de noticiar.

  79. Manoel Francisco Gomes disse:

    Eu considero seus textos verdadeiros exemplos de redação que deveriam ser utilizados pelos professores de português. São eles que realmente interessam. Os clippings serviam, quando muito, para chamar a atenção sobre o assunto tratado no jornal. O interessado, quando possível, corria a ler o texto completo na edição impressa ou disponível na Internet.

    Como sempre, sua coerência com seu discurso é uma lição que todos deveriam aproveitar. Parabéns !

  80. Augusto Arbustus disse:

    Reinaldo,
    O atrativo do seu blog é justamente a sua opinião sobre os mais variados temas, sempre muito bem representada em excelentes textos.
    O tal clipping, para mim, tinha o escopo único de reforçar a linha seguida pelo blog, isto é, as matérias transcritas, em alguma medida, guardavam alguma pertinência com os seus textos, eram meros acessórios, o blog convive bem - e até fica mais interessante - sem elas.
    Concordo com você acerca do respeito aos direitos oriundos da produção jornalistica bancada pelas empresas de comunicação, todavia, algumas de suas idéias lançadas no presente texto me fazem discordar (e a essa discordância será melhor explicitada após o meu almoço).

  81. Passo aqui de vez em quando. disse:

    Em relação ao jornalismo eletrônico dos big players: São de pior qualidade pelo simples fato de serem produzidos por pessoal menos qualificado. Pode checar: Redações de sites são na maioria formadas por jovens recem-formados, os tais “focas”. Em geral ainda utilizam o meio eletrônico como espécie de “banco de estagiários”. Os melhores depois são enviados para as redações principais. Acredito que isso irá mudar, pois a audiência e repercusão dos meios eletrônicos vem aumentando dia a dia. Aliás, os donos de conglomerados de comunicação ainda não perceberam a força da internet como ferramenta a seu favor. Talvez pela idade avançada deles, enxergam a net ainda como coisa de moçada.

  82. Leo Martins disse:

    Antes um aviso: leis devem ser respeitadas, goste-se ou não. Prop. Intelectual tbém. Internet é uma ferramenta e blogs são meios à disposição de jornalistas, inclusive os sérios.
    Mas essa Carta é tão vaga que na prática será usada para censurar blogueiros (a IURD vai adorar). E os seus vermelho-e-azuis? E qdo vc pede para divulgar seus posts? E os vídeos mostrando os discursos falaciosos, invasões do MST?
    Concordo que matérias de acesso restrito devem ser respeitadas, mas deve-se deixar claro o que pode ser usado. A imprensa não vai falir por oferecer parte de seu material (veja http://www.techdirt.com p/ modelos econo?micos). E nem tudo o q alguém da esquerda critica é bom.

  83. Mark Twain disse:

    Estou aprendendo com seu texto! Temos que proteger o provedor de conteúdo e remunerá-lo de forma a estimulá-lo a produzir notícia em trabalho jornalístico de qualidade adequadamente. A liberdade democrática depende dessa transparência, isenção, independência e profissionalismo.

    Ainda mais quando percebemos as intenções por trás das iniciativas governamentais como as cofecoms da vida . . .

    “O preço da liberdade é (será sempre) a eterna vigilância” !

    Parabéns pela tomada de posição. Agradecimentos à redação de VEJA pela infraestrutura, suporte técnico, financeiro e apoio editorial a esse blog referencial. Abraço.

  84. Yara Chiara disse:

    Lembro-me de Salvador. Weimar, Cremilda e eu bebendo caipirinha na praia, jogando peteca e atirando areia nos olhos dos incautos, bons tempos.

    Enfim. Um fã passou e viu este camarão ucraniano de duas pernas, mais vistoso que cláusula de contrato.

    O moço tremia de pânico e sua voz obedecia às vibrações que acometiam o restante do corpo: “Citei Yara. Morri.”

    “Meu filho”, disse eu, já imitando um pouco a nossa futura presidente, “não vai confundir citação com menção honrosa. Menção honrosa pode. Citação já vai estar sendo outra coisa. Num pode, muito menos pra discordar. Fã faz menção. Coisa meiga”.

    Ele testemunhou a glória da sua musa em puro surto de competência e partiu feliz.

  85. Passo aqui de vez em quando. disse:

    Reinaldo, desde criancinha ouço dizer que o preço de capa paga apenas o papel, a impressão e a logística de distribuição dos meios impressos. O custo da estrutura jornalistica e o lucro vem da publicidade. Então, tirando o papel e a logística com os meios eletrônicos, essa equação continua dando o mesmo resultado. Tá bom que não seja exatamente assim, mas a grosso modo acho que é. Alguns ajustes e pronto, a roda segue girando. O jornalismo da TV aberta não é gratuito desde priscas eras? Acho que direito autoral deve ser respeitado, mas o uso de referências linkadas ou mesmo o clipping q vc produzia em nada prejudica o sistema, pelo contrário, gera tráfego ao produtor original da matéria.

  86. Jairo disse:

    Reinaldo,
    Eu sou um dos seus leitores que raramente lê clipping, exceto quando o professor diz: “leia primeiro o post (…)”. Por falta de tempo mesmo. Me dou por satisfeito e politicamente informado se conseguir ler todos os seus posts em um dia. Essa conversa fiada da democratização = gratuidade está por toda parte. Na minha área, software, não é diferente. Isso é dor de cotovelo de quem não é Microsoft, Veja, Globo etc.
    Sim, o blog ficou bem melhor. Mas já estava ótimo.

  87. Marqueso disse:

    Acho que os conteúdos deverão permanecer gratuitos. Não matarão os jornais, assim como a TV não matou o rádio. Muito menos o livro nesta versão eletrõnica ridícula que vem por aí. Nada substitui o cheirinho de papel e tinta. Assim como nada substitui o discernimento de quem tem o hábito da leitura em separar o que presta e o que não presta. Os patrocinadores tenderão para a qualidade. Patrocina-se quem tem mais credibilidade e estofo cultural. E não tentativas Ptoscas de dominação da plebe. Os blogs estão superando os outros meios como interesse de pessoas que leram um tiquinho mais.

  88. Flávio disse:

    Concordo totalmente que você não faça mais os clippings em respeito ao direito autoral. Mas não custa nada dar uma sugestão. Será que não daria para você postar apenas os links? Nesse caso, nós, seus leitores, continuaríamos obtendo as informações que você julga importante mas seríamos direcionados para o jornal detentor dos direitos, com seus anunciantes, para poder ler o texto. Um abraço.

  89. Plínio disse:

    A medida já vem até com um certo atraso. A tarefa de adaptação, no caso brasileiro, será ainda mais difícil. E isso porque aqui se pirateia de tudo, inclusive formas mais complicadas, como os CDs. Aliás, ninguém mais liga para o CD pirata: ele se transformou numa das mais eloquentes chancelas do “pobrismo” que aparelha a sociedade geral. Vender CD pirata transformou-se em ocupação alternativa contra, imagine!, o crime. “É melhor tá na rua vendendo CD pirata do que roubar”, dizem as inteligências das SSC (Sociedades das Soluções Canalhas). Essa mesma pernosticidade vale para a Internet, até com mais razão em face da facilidade com que é usurpada. Proteger a propriedade intelectual é um dever.

  90. Lefebvre disse:

    Sou contra publicar o conteúdo integral dos textos, mas clipping não é feio, nem tira dinheiro de ninguém. O fulano que quiser ler a notícia de outro veículo vai pra lá e resolve com ele. Se é de grátis, bom, se não é, paciência. Assina e pronto.

    Além do mais, várias vezes você dialoga com outros textos, de esquerda ou não, e dar o link original é dever, o que não difere muito do clipping, desde que você não coloque o texto inteiro no ar. Acho feio o NYT, que têm uma política muito restritiva sobre seu conteúdo, impedir na teoria qualquer um de publicar até o link de uma matéria.

    Um dos maiores problemas das grandes empresas é não conseguir entender o funcionamento da internet.

  91. Régis Miranda disse:

    Reinaldo, quando for possível, ajude a este que vos escreve, a entender o termo: “que ficar”, sempre achei que o correto seria, “quer ficar”.

    PS. Tente colocar uma noite de autógrafos no seu próximo livro em Goiânia.

    Atenciosamente,

    Régis Miranda

  92. Yara Chiara disse:

    Ah, acho que toda norma supõe certo bom senso, não?

    Claro que a citação parcial de um texto, desde que devidamente identificada a fonte e sem que haja fins lucrativos, é legítima. Houve recentemente nos EUA julgamento a respeito - é uma prática comum no Twitter.

    Ninguém irá em cana por citar um trecho de um livro ou texto para ilustrar um argumento, a não ser que a pessoa já tenha tido acesso ao texto ou livro de forma ilícita.

    Deve haver punição para quem se apropria, passando adiante ou não, tirando vantagem financeira ou não, do conteúdo integral de livro ou texto sem autorização do autor.

    Né?

  93. Custo Altissimo disse:

    Entendo e respeito os direitos autorais, seja na Internet ou em qualquer outro lugar. O direito à propriedade é uma das bases da democracia.

    Entretanto, gasto uma pequena fortuna por mes para estar aqui, lendo o Reinaldo “de graça”. São R$ 80,00 para a OI, numa conexão vagabunda de ADSL 2 MB, cuja velocidade real não passa de 20 ou 30% da velocidade contratada; mais 25 % ICMS, que totalizam R$ 100,00 mensais. Tem ainda a picaretagem do tal “provedor”, no meu caso, a Brturbo, que me custa mais R$ 25,00 reais mensais. Total do meu custo mensal de Internet: R$ 125,00, ou R$ 1.500,00 por ano. A Internet no Brasil é para poucos. Apenas 5% da população brasileira utiliza a Internet plenamente.

  94. Heitor disse:

    O governo não tem o direito de sustentar uma corja iletrada com dinheiro público que paga a esquizofrenia/hora da imprensa. Eu não sei como a UNIBUNDA consegue ter 60 mil alunos, um exército de iletrados, uma fábrica de imorais. Não sei onde isto tudo vai parar. É triste ver que temos de concorrer com terroristas que são pagos com dinheiro público para sabotar a informação. Na antiga URSS ao menos todos sabiam que a informação era “oficial”, aqui demoramos para saber. Somos enganados todos os dias, e com nosso dinheiro. Temos inclusive de aguentar um Juiz do Supremo fazer campanha para termos dó dos bandidos, sendo que ele tem jagunços em suas fazendas. E nós pagamos a propaganda. É MOLE?

  95. Marco Antonio - Curitiba (PR) disse:

    Assino embaixo, Reinaldo.

    Colaborar com o empobrecimento financeiro das empresas comprometidas com a notícia só irá turbinar o orçamento estatal da Traço News, digo, Lula News.

  96. leo disse:

    Rei, quero deixar claro minha condição de aprendiz. Venho aqui não só buscar informação mas também conhecimento. O fato de comentar faz bem para o meu ego e só.
    Agradeço ao fato de você conceder espaço para as minhas missivas eletrônicas e pelo bem que você faz aos nossos neurônios.
    Confesso que já quis deixar de ler o seu blog, mas descobri que com isso eu seria o único prejudicado.
    Então, o CARO aqui, para mim, é você.

  97. Heitor disse:

    Por isto que o acesso a universidade não pode ser algo grátis, a informação é algo caro, a boa informação. Se um indivíduo estudou, mas não consegue acessar a universidade por suas próprias pernas, ou pelos próprios neurônios, não será uma UNIBUNDA de terroristas da moral que lhe capacitará para um degrau a mais na vida, nem o governo tem o direito de arrebanhá-lo junto com seu diploma impresso para ser um diplomata terrorista como Celso Amorim, ou um funcionário público a serviço dos Zelayas da vida. Socialismo é atraso de vida. O Brasil é sempre o último a saber.

  98. Oliver disse:

    REINALDO

    Este é o aquecimento global do jornalismo; uma causa perdida. A classe média é espoliada por todos os lados e se defende, buscando alternativas para se informar, se entreter, ter acesso à informação. Tire de cima de minhas costas um sócio vagabundo, que carrega mais da metade do que eu produzo e pensarei se vale a pena defender a democracia comprando jornais. Até o presidente sabe que 40 reais por um ingresso de cinema é fora de nossa realidade. Pagamos a internet mais cara do mundo e ainda temos que bancar seu conteúdo ? Você me parece aquele cantor sertanejo que, montado num jetski no lago de sua propriedade, pede aos banguelas que não comprem cd pirata, que estraga a agulha.

  99. Luiz disse:

    No caso específico do Brasil, na minha opinião, temos uma joboticaba pink.
    A grande imprensa deveria defender a democracia, tornar, pela informação, o indivíduo um analista independente.
    Mas ao lermos os grandes jornais, percebemos a diferença entre sonho e realidade.
    Temos uma grande imprensa nanica .

  100. Rodrigo R. disse:

    Sabe do que mais, Reinaldo? Se você não falasse sobre nada relacionado à atividade jornalística, eu continuaria a frequentar seu blog todos os dias. Suas opiniões sobre a vida, o universo e tudo mais (by Douglas Adams) são muito mais fantásticas do que aquelas sobre o fato jornalístico. Aliás, ouso dizer que suas opiniões sobre o fato jornalístico são tão boas em virtude de suas opiniões sobre a vida, o universo e tudo mais.

  101. Rodrigo R. disse:

    Como profissional da área, sei que o debate sobre a proteção dos direitos intelectuais vs. internet, ou qualquer outra forma de compartilhamento de informação, é um dos grandes debates do nosso tempo.

    No entanto, é fato que seus leitores, dentre os quais me incluo, vem aqui buscar somente a opinião do escriba Reinaldo Azevedo. Pouco importa o clipping de notícias. Seus leitores, graças ao bom Deus, são muito bem informados. Lemos jornais diariamente. Somente sua visão importa, Reinaldo. Somente a sua lógica e a sua defesa aguerrida dos valores de liberdade, democracia e individualidade.

    Gostei de sua decisão de apoiar o acordo. Elogio.

  102. Sala disse:

    Tem muita coisa misturada ao seu texto e principalmente referente a Carta de Hamburgo.
    Você poderia destrinçar vários pontos levantados?

    Temos os blogs que só fazem clipping e sites que apropriam material da grande impressa, mas tudo isso difere de um agregador como o google (tema da CARTA), que apenas gerencia e armazena para futura pesquisas (e memória da humanidade), as notícias DIRETAMENTE do site da grande mídia. Que tem a opção de liberar ou não o seu material ao “agregador”.

    Parece que buscam um Bode Expiatório para a queda de venda dos jornais. Que tem fatores estruturais bem mais complexos.

  103. roberto disse:

    caro Reinaldo, aguço muito mais minha curiosidade e ganho muito mais informação com os seus comentários e seus enfoques. Concordo também que deve-se pagar às fontes das notícias. Esse sistema de “chupa-cabra” das informações dos jornais e nada pagar é muito injusto para com a propiredade intelectual. Na real, é um roubo. Um abraço, continue assim.

  104. Matheus Cunha disse:

    Ainda na música. Essa “democratização”, que também pode ser entendida como “avacalhação”, acabou nivelando a qualidade no chão. Essa questão de enfraquecer algo maior (grande imprensa, grandes gravadoras…) não passa de um tópico de um manual básico de guerrilha (terrorismo) tão adorado pelas esquerdas. Eles falam que se trata de “trabalho de formiguinhas” mas não passam de antas…
    Por isso, Reinaldo, o dia em que o acesso ao blog for cobrado (se isso acontecer) pode mandar a conta que eu pago com prazer. Afinal, esse blog é uma deliciosa pizza margherita.

  105. A Língua disse:

    Só espero que o pedágio para obter as informações verdadeiras não seja terceirizado aos illuminati, daí eles vão cobrar 500 dólares por mês e ficaremos sem informação total hehehehe!!! Eles já lucram com os créditos de carbono, imagine agora com a censura financeira… “pague quanto quero ou não deixarei você ter acesso às matérias do Reinaldo”, hehehe!!! Já estou parecendo o Olavo a fazer piadas.

  106. lvdovicvs disse:

    Caro Reinaldo
    Como você tinha dito no início o assunto é muito sérior. Gostaria de autorização sua para fazer um “clipping” ou um “link”, ou associação do seu texto da Carta de Hamburgo com o meu twitter. Grato.

  107. Eike disse:

    Bom…Eu vou continuar lendo preferencialmente o seu blog.Acho muito chato ler os sites e jornais da “grande mídia”.Na verdade fico até com preguiça lendo-os.

  108. fjtc disse:

    HAVIA UM IMBECIL AQUI

  109. A Língua disse:

    Há pessoas que visitam o meu blog e que não têm muita afinidade com este por questão de hábito ou falta de informação, então quando eu publico uma matéria sua, eu faço questão de destacar o seu nome e coloco o link, daí essas poucas pessoas que não conheciam o seu blog vêm para cá e escrevem elogios sobre as suas matérias e isso é muito bom porque ao invés de uma disputa vigarista da minha parte e de tantos outros, nós valorizamos o feito dos nossos parceiros e com isso a informação ganha muito mais credibilidade pelo respeito e reconhecimento a quem as editou e de quem lê as matérias reproduzidas.

    Quando a matéria é muito importante, é necessário que nós direitistas espalhemo-na.

  110. lvdovicvs disse:

    Caro Reinaldo - Para não ficar como o teatro
    Concordo não só em se respeitar a propriedade , como em se pagar por ela. Veja o teatro: É muito triste ver, peça com: apoio - marca tal , consorcio nãoseioquê , qualquercoisabras, governo do estado do ceilão , companhia das indias eróticas et coetera. Que liberdade têm esses autores e esses artistas? Nenhuma. O mecenato é coisa antiga e ajudou muito da melhor arte do mundo - Ovídio, Virgílio , mas o que fazem hoje é a dominação ideológica pela compra da arte(?). Não. Não queremos jornal gratis porque é um panfleto . Não queremos teatro gratis, queremos pagar pela peça. E os artistas têm de viver da bilheteria, não da ajudinha.

  111. Matheus Cunha disse:

    Os clipping não fazem falta. A graça do blog é o blogueiro… Ninguém vai a uma pizzaria comer churrasco.
    No mais, nunca tinha pensado na questão da gratuidade da informação, ou da notícia. De fato, se essa gratuidade se tornar uma regra absoluta, perde-se a profissionalização do negócio. É mais ou menos como na música atual: com o enfraquecimento das gravadoras (a “grande imprensa” da música) perdeu-se a peneira que fazia a triagem. E, com isso, os competentes e os “rabo-de-cabra” passaram a fazer parte do mesmo saco de gatos. (Continua)

  112. STELLA DA HERMÈS disse:

    Caro Rei’

    Para ser sincera, pra mim tanto faz!!!

    O que me faz ler o seu blog são as SUAS opiniões, nada mais. Pra mim, com clipping ou sem, dá na mesma.
    E, se um dia, para acessar seu blog eu tenha que pagar, pagarei com prazer só pra ler as SUAS opiniões!!!

    Continue assim. Integro e justo

    Bom dia!

  113. HELI ROBERTO DA SILVA disse:

    Reinaldo, entendo seu posicionamento em favor da Carta de Hamburgo pela coerência que representa face à sua pregação liberal, democrática, em favor do livre mercado e, principalmente, da liberdade de imprensa.Acho que não há reparos a fazer.Pediria, se possível, que indicasse ao menos algumas reportagens e notícias dos jornais e site noticiosos, pois tal indicação ajuda a seus milhares de leitores a selecionar as leituras mais importantes e relevantes do dia.É, na minha modesta opinião, uma colaboração valiosa.
    Abraços.
    FORMIGA-MG

  114. Gedeão disse:

    Prezado Reinaldo Azevedo,

    Obviamente os leitores do blog não perderão com a exclusão do clipping dos jornais. Na verdade Reinaldo, o seu texto ( forma e conteúdo ) um dos melhores da imprensa nacional, é que torna cativos os seus leitores.
    Ademais, além da crítica política e da linguagem impecável, ainda recebemos de sobejo, ensinamentos literários e filosóficos, isto sem contar a verve e o estilo que são marcas registradas.
    Este blog é uma prova viva de que o conhecimento ultrapassa as dependências das universidades, quiça nestas haja algum.

  115. Pinheiro disse:

    Concordo plenamente com o conteúdo do post. Dispenso o “bolsa informação”. O dia em que o blog do Reinaldo Azevedo for cobrado eu serei seu assinante.

  116. Bruno disse:

    Quando estive nos EUA no último inverno (de lá), topei com uma TIME cuja matéria de capa trazia uma abordagem do problema bastante semelhante a essa que você fez. Aliás, o posicionamento é bem parecido. A solução do autor: para preservar o jornalismo democrático e de qualidade, pagar por ele.

    Gostei muito do seu post, me reacendeu as idéias sobre esse problema…

    (curiosamente, o artigo na TIME está disponível na internet. http://www.time.com/time/business/article/0,8599,1877191-1,00.html
    Não sei se deveria divulgá-lo.. mas é por um bem maior….)

  117. Sandra disse:

    Reinaldo, é o SEU ponto de vista que é precioso.

  118. Pablo Lopes disse:

    Tio Rei, acho que uma palavra define vossa decisão: coerência. Isso mesmo; teu blog sempre foi um defensor da lei e da ética, e nada mais correto do que agir conforme a lei e tua consciência neste caso. Concordo com os colegas que seria difícil criar um sistema que evitasse a pirataria na internet; talvez um dia algum seja criado. Por ora, o respeito fica limitado à honestidade dos controladores das páginas na internet. Parabéns pela decisão e obrigado pela aula.

  119. Não católico disse:

    Reinaldo

    É sobre outro assunto. Penso que você vai achar muito interessante:

    http://www.olavodecarvalho.org/semana/091117dc.html

  120. A Lacerdista disse:

    Eu não gostava do clipping. Raramente lia. Se quero ler um jornal assino ou compro na banca. Aqui eu entro para ler Reinaldo Azevedo. Grata.

  121. Angelo Losguardi disse:

    Acho que os dois modelos podem conviver, tal como ocorre na televisão. Há a TV aberta e a TV paga. E olha que nem sempre a paga é melhor…

  122. Anonimo disse:

    Reinaldo,

    Por favor, investigue o “assalto” sofrido pelos funcionários não-sindicalizados da Petrobras no contracheque de setembro/09. Descontaram compulsoriamente 2% a título de Contribuição Assistencial para financiar a ida da FUP a Brasilia no movimento pela aprovação do PL do Pre-Sal.

  123. O Vampiro de Curitiba disse:

    OK, concordo com tudo, assino embaixo. Mas entendo que isso não significa que não possamos, de vez em quando, copiar um trecho ou outro dos seus artigos, por exemplo, e repercuti-los nos nossos respectivos blogs, né?

  124. Guga disse:

    Caro Rei,
    Essa e uma das poucas vezes que discordo da sua opiniao. O modelo “google” , ou plataforma que hoje existe na internet, e um caminho sem volta. Eu acho que vc prestava um servico,aos jornais, quando citava outras resportagens, por ampliar o numero de leitores destas publicacoes.Recomendo um otimo livro”What Would Google Do?, by Jeff Jarvis”

  125. Heitor disse:

    Então, também, a imprensa precisa demitir os ratos e aqueles que são os oráculos do “noço guia”

  126. richard smith disse:

    Não existe “almoço grátis” e é preciso que todos saibam disso e ensinem aos seus filhos.

    Sempre fiquei pasmo com as imensas filas das lotéricas quando os prêmios estão acumulados (e acumulados, justamente porque a quantidade de apostas não superou a margem probabilística - 1 para 50.300.000, só na Megasena).

    No entanto, cada um dos trouxas sai da lotérica beijando o volante.

    E sabe o por quê? Ora, PORQUE DEUS ESTÁ DEVENDO ALGUMA COISA PARA AQUELA PESSOA! Então…

    APÓIO VOCÊ, O SEU RACIOCÍNIO E A ÉTICA QUE ESTÁ POR TRÁS DELE. PARABÉNS.

    O ASSUNTO É EXTREMAMENTE IMPORTANTE E TRATADO COM LEVIANDADE PELOS LAXISTAS DOS TEMPOS ATUAIS.

  127. Regis disse:

    Sua abordagem dos fatos é o que me faz frequentá-lo três vezes ao dia.

  128. Não católico disse:

    Reinaldo

    Parece-me dificil que se possa criar um sistema da pagamentos de direitos autorais mundial para a internet, sem que isso gere gravíssimas ofensas a soberania e à liberdade. Antes que existissem os direitos sobre propriedade intelectual, os produtores de bens intelectuais recebiam pelo seu trabalho, embora de forma diferente do que ocorreo hoje. Para que recebessem da forma atual, foi necessário criar um sistem burocratizado e castrador.

    Freqüentemente, as disputas judiciais e legislativas, não são entre o justo e o injusto, são entre direitos reais mas conflitantes. A pretensão dos trabalhadores intelectuais de receber é legitima, mas a o sistema proposto pode ser muito injust

  129. Adriel disse:

    Uma dúvida Reinaldo,

    Eu costumo postar com uma certa frequência seus textos nas redes sociais que participo e também repassar por email, sempre citando o link com a fonte da notícia, claro.

    Não estaria eu fazendo um favor aos veículos, ajudando na sua divulgação, pois até onde eu consigo visualizar, as pessoas vão querer ler a notícia na fonte original, (que é muitas vezes desconhecida dessas) para confirmar? Isto sempre ocorre comigo, comecei a ler vários outros jornais de notícias por causa disto, aliás, eu acho até que descobri o teu blog desta maneira.

    Abraço!

  130. Nicão disse:

    Taí, to me sentindo um tanto, digamos, radical, hoje: tendo a concordar com o Daniel, das 9:34 am. Apesar de estar na nossa cultura por pelo menos dez anos, ainda estamos tateando na exploração do potencial da internet. Mas, com certeza, por mais difícil que pareça, entendo que mexer na sua característica mais sagrada, que é a total liberdade ao acesso, é acabar justamente com o espírito que a disseminou. Na minha opinião, se querem manter faturamento, credibilidade, direito à “propriedade intelectual”, vão ter que encontrar uma outra forma.

  131. Uber disse:

    Ufa! Ufa! Ufa! Consegui chegar ao fim…
    Ri! Ri! Ri!
    Realmente, Tio Rei, tirando os seus comentários em anexo e os ótimos títulos alternativos, os clippings não me interessavam muito.
    Também não levo muita fé nessa ideologia do grátis, pois até a Natureza cobra o seu preço aos indivíduos que nela participam, inclusive os seres humanos.

  132. Adriel disse:

    Reinaldo,

    Você não precisa colocar a notícia inteira, um título e link são suficientes e não violam nenhuma PI (creio eu).

    No mais, bem que poderia haver alguma auto-regulamentação das emissoras, abrindo mão de parte da PI para receber críticas e referências de terceiros, claro, sempre citando a fonte e sem colocar a matéria inteira, apenas parte dela. É assim nos EUA e Inglaterra onde ocorre uma patrulha mútua entre os veículos de comunicação.

    Abraço!

  133. João disse:

    Reinaldo

    Humildemente, creio que sou um de seus mais fiéis leitores. Sem nenhum exagero, leio seu textos todos os dias, porém, faço parte da maioria silenciosa. Raramente escrevo comentários.
    Quando acesso o blog costumo passar direto pelos trechos de notícias selecionados. Só me detenho quando há algum comentário seu no final, pois, o que realmente me interessa é ler sua opinião sobre determinado fato ou assunto. Portanto, aprovo a mudança. Com entusiasmo.

    Um abraço, meu caro.

  134. Zé Carlos disse:

    Adoro a imprensa. Como tomar o café da manhã sem meu jornal estendido na mesa, bem na frente da xícara?
    E uma das inúmeras coisas de que gosto são as quase-notícias publicadas como notícias.
    Hoje, por exemplo, há uma na página 4 do Estadão, sob o título “Mãe de Caetano se vê em saia-justa com declarações do filho”. Informa que dona Canô pretendia telefonar para o Lula, dizendo que não concorda com as declarações de Caê, mas acabou desistindo.
    A manchete poderia ter sido “Mãe de Caetano não telefonou para Lula”.

  135. Nicão disse:

    Em relação ao mérito financeiro, concordo que seja um pepino respeitável. O mercado da música que o diga. Você, Reinaldão, pode respeitar as “exigências éticas”, mas, convenhamos, “aventureiros” que não compreendem as “vicissitudes e exigências éticas” é o que mais existe na rede.
    Desgraçadamente, ou felizmente, sei lá, eles próprios estão cuidando de mostrar ao leitor quem presta e merece credibilidade. Aí é que as empresas/jornais/jornalistas sérios levam vantagem.
    Cobrar por conteúdo? Eu, pelo menos, prefiro ler uma análise bem fundamentada do fato. Sei não, esse troço vai ser um tiro no pé!

  136. Gaucho disse:

    Se um dia for preciso pagar para acessar seu blog com certeza pagarei, pois nao se encontra meia verdade ou mentira e sim os fatos passados de uma forma transparente , pois é da justiça que eu tenho sede, e uma fonte está neste blogueiro.

  137. Sharp Random disse:

    Preliminarmente, a constatação feita por muitos comentaristas blogosfera adentro da quantidade de propaganda federal na Veja chama bastante a atenção.

    .

  138. amauri disse:

    Bom dia Reinaldo
    Leio, via internet, constantemente um jornalista que “deixou” de escrever em varios meios de comunicação por não se alinhar ideologicamente. Este jornalista já citou varias vezes, de forma elogiosa, que o Sr. e o Diogo são minorias na imprensa. Li tambem, não me lembro de quem, que no Brasil a imprenssa mantem um minoria absoluta na imprensa que diverge da ideologia predominante, só para dizer que aqui há Pluralidade Ideologica, que o governo não é totalitario… o que Cuba, por sinal esta começando a fazer.

  139. Marcel disse:

    Reinaldo, não posso acreditar que você tenha um blog “só porque gosta”, tendo visto seu blog surgir logo depois da falência da Primeira Leitura. Eu, antigo assinante da finada revista, a melhor que conheci no país, tornei-me leitor do seu blog justamente porque ele me permitia reatar o espírito com um projeto jornalístico e intelectual que se comprovou comercialmente inviável.

  140. Nicão disse:

    Algumas empresas liberam o seu conteúdo eletrônico após um determinado tempo da edição mais recente. Veja é um caso. Não me consta que seja possível alguém distorcer o espírito que orientou o autor, já que, caso isso ocorra, duas situações podem ocorrer: Uma, o autor da matéria “genérica” não cita fonte, caso em que as consequências, se houverem, serão de responsabilidade do “pirata”. Outra: ele cita a fonte; aí ficará claro a diferença entre uma e outra, e o “pirata” estará desmoralizado (e processado), se for o caso. Que fique bem claro: estou me referindo a consequências legais, não de ordem financeiras, que são outra história.

  141. Daniel disse:

    Reinaldo,
    Assim como as músicas, filmes e programas de computador, as notícias dos grandes jornais vão acabar sendo disseminadas livre e gratuitamente na Internet.
    Não há como controlar a rede, e mesmo que houvesse, o preço a ser pago por uma Internet controlada, também seria muito alto para a democracia.
    Portanto estamos em um paradoxo…
    A grande imprensa deveria buscar maneiras alternativas e não desistir tão rapidamente da publicidade online. todo esse processo tem um tempo de maturação e se a tendência é o jornal impresso cada vez ter um menor número de leitores, na mesma proporção eles aumentarão enormemente nas suas respectivas versões online, que serão mais valorizadas comercialmente

  142. Memyself disse:

    Tinha reparado na ausência dos clippings e ainda ontem pensei em mandar um comentário dizendo que prefiro quando você comenta, quando você escreve os textos, mas não havia “espaço” para isso e deixei para lá.

  143. Veroca disse:

    Parabéns Reinaldo! Mas uma grande lição de democrácia .
    Realmente eu nunca lia os clips, pois leio a maioria dos jornais nos seus próprios sites, e depois corria para ver seus comentários rsrsrsrs…que é oque realmente me interessa nesse blog.
    Até porque sou assinante de Veja e adoro ler a revista impressa (no sábado eu sempre pulava os clips da Veja no seu blog,para não perder o prazer de ler as notícias pela revista) .Ah, e também parei de implicar com o numero de páginas de propaganda ,pois aprendi com vc que é isso que torna a revista isenta rsrsrs…
    Agora ficaremos mais tempo juntos para discutirmos os conteúdos.

  144. NETO disse:

    CARO REI, ÓTIMO TEXTO MUITO INTELIGENTE COMO SEMPRE , PARABENS .

  145. Nicão disse:

    Reinaldão, concordo, em tese, mas quero entender melhor. Se um jornal diário, por exemplo, publica a notícia em meio eletrônico, é fácil determinar a primazia pela matéria e, na minha opinião, fica perfeitamente claro o “direito à propriedade intelectual”, de quem produziu e/ou publicou, pois não? Caso isso esteja certo, o direito a uma eventual indenização por uso indevido estaria garantido na justiça, já que o registro de hora, dia, mês, etc, pode ser facilmente comprovado.
    Pergunto: Se eu reproduzir um trecho da publicação, como argumentação da minha opinião, por exemplo, estarei sujeito a ser considerado “pirata”?

  146. Heitor disse:

    A grande mídia precisa sobreviver, sem dúvida, por isto ela não pode ficar refém dos humores do governo, que lhe coloca uma espada de Dâmocles sobre concessão de canal, ou refém da censura da justiça, precisa ser livre.
    Alguém precisa pagar pela notícia, afinal dependemos de milhares de repórteres, milhares de profissionais de imagem, fotógrafos e redatores. Sem eles saberemos ainda menos sobre o que ocorre nas ruas.
    Engraçado, demorei a notar que Reinaldo tirara os clippings; que coisa. O cérebro nos prega peças.

  147. BASTIÃO disse:

    Falou tudo, terei que ajustar meu orçamento, “noticia di gratis” me lembra notícia ruim, tipo sua tia ou seu pai ou sei lá quem, “morreu agora”.

  148. Marco Grizente disse:

    Para variar,concordo com você-hehehe-mas convenhamos,a vida vai ficar mais triste sem a sua interpretação das chamadas das matérias dos jornais e sites,mas fazer o que né?

  149. Heitor disse:

    Pensei com meus botões agora à pouco, se um portal cobrasse 30 reais por mês, equivaleria a vender um jornal de 1 real por dia para uma pessoa. Em 2007 havia 32 milhões de internautas, só no Brasil. É um mercado considerável. Agora, é triste ver todos os portais vendidos ao esquizofrenismo pago, talvez, para eles, compense ter assinantes que recebem dinheiro público, daí talvez o “engajamento” das manchetes esquizofrênicas do tipo “Tarso Genro endurece lei contra traficante”, mas ao ler o texto vê-se a realidade, Tarso premiava o pequeno traficante. Assim não dá vontade de assinar porcaria de jornal nenhum. Muito menos comprá-lo. Prefiro queimá-lo.

  150. Yashá Gallazzi disse:

    Rei, acredito que entendi seu ponto. Não concordo com tudo, o que é bastante normal. Mas compreendo inteiramente o que o move.

    Resta, porém, uma dúvida. Não entendi como reproduzir trechos de reportagens pode atentar contra a Carta de Hamburgo. Trata-se de uma dúvida técnica: se a fonte for devidamente citada, inclusive com um link que leve ao original, onde estaria a violação dos direitos de propriedade intelectual?

    Um abraço!

  151. jcafonso disse:

    Reinaldo,

    Mais uma vez voce ajuda a alertar para a civilidade.
    Direito e defesa aa propriedade intelectual eh a chave para a evolucao plena do ser humano.
    Produziremos mais, sabendo que nossa obra estara protegida.
    Eh preciso reeducar aqueles que reproduzem livros sem autorizacao, utilizam games piratas, assitem filmes de copia nao autorizada (o Lulllla assitiu um filme pirata no aeroLullla - era Cidade de Deus?), colam textos de terceiros (nem fonte citam), baixam musica, se apropriam de termos e falas, copiam estilos, reproduzem teses, readaptam livros (em partes e, pasmem, no todo), enfim: ladroes intelectuais. Farsantes. Parias. Escorias humanas.

  152. Daniel disse:

    Isto é PT (do Estadão): PT quer atrasar Rodoanel para atrapalhar Serra. O PT, me desculpe a linguagem chula, está cagando para a população de SP. O que eles querem mesmo é acabar com a oposição. O mesmo vale para o PT de qualquer parte do Brasil, incluindo o comando nacional. Eles não estão nem um pouco interessados em fazer evoluir o país, só querem saber de bravatas e de acabar com a oposição para ficarem no poder para sempre. Lamentável.

  153. ivan bertolozzi disse:

    Parabéns! Concordo muito com sua visão de Blogs e blogueiros. Acho desnecessário a postagem de notícias de jornais nos blogs, até porque todos precisam de um estímulo à prática de leitura, cada vez mais. Todos, quero dizer a população toda.
    Não sei qual a sua opinião mas, acho que os Blogs deveriam ser incentivados pela imprensa, para os colunistas e articulistas, oficiais ou convidados. Para entender, me pouparia a filtragem para não ler José Sarney, Cesar Maia, petralhas em geral e outros, pois se querem dar sua “valiosa” opinião e visão usem os Blogs, ainda que apoiados pela imprensa, mas por favor, tirem o espaço desses caras nos jornais, eles já tem “infinitas” regalias e espaço.

  154. Gustavo Mello disse:

    Parabéns!!! É só o que posso dizer.

    Gustavo

  155. Anita disse:

    Reinaldo,
    Li duas vezes o seu texto para organizar a minha opinião. Concordo com voce e principalmente aquela parte de que a grande mídia é vital para a democracia. Mesmo com os defeitos ou exageros que possa ter. E me preocupo com essa turma que prega o “apocalipse dos jornais” ! Os jornais estarão sempre a serviço de informar a grande massa da população . Eles precisam criar a polêmica . Quem odeia jornais e livros são os regimes totalitários… Assim como o casal Kirschner quer tampar a boca dos jornais argentinos como o Chavez já fez na Venezuela, o nosso imperador sol-Lula tambem sonha e torce para a implosão dos jornais. Falência dos jornais é o sonho de consumo dos ditadores.

  156. Olivia disse:

    Apoiado a Carta de Hamburgo!

  157. Daniel Reiner disse:

    Odiável, eu concordo com esse pay-per-view. A “Grande Imprensa” está morta! Viva a “Grande Imprensa”!

  158. PoA disse:

    Olá, bom dia.
    Pois é, te conheci e te leio quase diariamente porque é de graça. A mesma coisa a Veja, nunca mais comprei-a. Leio no acervo digital, com uma ou duas semanas de atraso, que não fazem a mínima diferença para mim.

  159. Heitor disse:

    Fico imaginando como ficará o combate a poluição sem a motivação da luta contra o aquecimento global. Obama caiu fora, China deu de ombros, Hugo Chávez precisa vender petróleo para manter-se no poder, Lula será reduzido a sua insignificância, pois o Brasil nem o viu chorar no Show do … ah! Kennedy Alencar, e o mundo quadrado de Lula deve ter chegado aos ouvidos de Obama, ai ai, que vergonha, 500 anos depois voltamos ao mundo quadrado, ou achatado como uma panqueca.
    Sobre emissões de CO2, sabe-se que o gás estimula as plantas. Nosso Al gole, Lula, voltará a comer coxinha no bar, além de tomar uns goles. Bush cobra 5 dólares por uma conferência, e Lula?

  160. Rose disse:

    Confesso que sempre que eu lia os clippings no blog corria os olhos no final do texto para ver se havia um comentário seu.
    É como você mesmo diz “a leitura pessoal do blogueiro, a sua interpretação, a realidade filtrada pelo seu olhar, é a razão de ser de um blog.”

    Não há a menor dúvida que aqui “o que muda fica ainda melhor”.

  161. Ricardo Magalhães disse:

    Sempre pensei à respeito dêsse tema.Não acho justo que uma emprêsa invista em pessoal,equipamentos ,etc.,para produzir uma notícia de forma correta e que tenha o seu “produto” tomado por outros da forma como vem sendo feita. Meus parabens pela decisão de mostrar o respeito que outros jornalistas e reporteres merecem.Espero que os demais blogs sigam essa orientação.

  162. Marcelo disse:

    Reinaldo,

    Apesar de ler eventualmente um ou outro post de “clipping” que você fazia, não posso deixar de considerá-los um pouco massantes … Eu e, como você pode notar, a maioria dos que acessam o seu Blog, o fazem em busca da sua opinião sobre os fatos relevantes.

    Um Grande Abraço!

    Marcelo
    Suzano, SP

  163. Cris disse:

    Sessão Peçonha:

    Vejamos os paitrocinadores do filme Lula, o filho…

    SENAI, CAMARGO CORREA, GDF SUEZ (Usina de Jirau), EBX (sim, ele!), oas, ODEBRECHT, JBS (19% são do BNDSPar), NEONERGIA (Coelba, Celp e Coserne), CPFL, GRANDENE, HYUNDAI, SOUZA CRUZ, RIO CLARO (da Odebrecht)

    NÃO É UMA PIADA! NÃO É COISA DO BARTÔ! É VERDADE!

  164. Heitor disse:

    A grande mídia precisa sobreviver, sem dúvida, por isto ela não pode ficar refém dos humores do governo, que lhe ameaça de tirar a concessão de canal, ou da justiça que lhe censura, precisa ser livre.
    Alguém precisa pagar pela notícia, afinal dependemos de milhares de repórteres, milhares de profissionais de imagem, fotógrafos e redatores. Sem eles saberemos ainda menos sobre o que ocorre nas ruas.
    Engraçado, demorei a notar que tirara os clippings, que coisa. O cérebro nos prega peças.

  165. emerson disse:

    Informação custa dinheiro, manter uma agência, profissionais etc. Na minha opinião deve-se citar a fonte e pedir autorização para o uso da matéria. No mais tem espaço pra todo mundo na internet, para a grande e pequena imprensa, para o autonomo. Há histórias de sucesso na internet em todos os segmentos. Acho dificil monopolização da internet, eu memso leio varios portais e blogs de diferentes setores. Agora os direitos autorais devem ser respeitados na internet, sob pena das agências não investirem mais para apuração das notícias.

  166. J.J.S.Xavier disse:

    Evolução:
    Dos sinais de fumaça ao tambor, do tambor aos mensageiros, as cartas, ao boca-a-boca,as bandeirolas de navios, depois aos pombos-correios,jornais, telégrafos, telefones,radios,tvs,computadores,a internet.
    Alguém fazia o trabalho, alguém pagava, alguém recebia.
    Comunicação, uma via de duas mãos.

  167. Alfredo Franch disse:

    Saúdo sua coerência, mas sinto falta do resumo de notícias.

  168. myrian elizabeth disse:

    Eles estariam economizando em papel, tinta, maquinário e até funcionários, e mantendo a publicidade, não perderiam tanto. Afinal é o montante de leitores que garante a verba publicitária. Não é do preço em banca ou das assinaturas que vive um veículo de comunicação, mas principalmente dos anunciantes. É colocar os anúncios na versão eletrônica tb e informar aos leitores da necessidade de sua cooperação na leitura e prestígio dos anunciantes (o yahoo faz isso) para o barateamento das assinaturas. A publicidade eletrônica traz inúmeros benefícios aos anunciantes pois pode contar com muito mais espaço, pode inserir mais textos, mais fotos, direcionar para sites de compra, etc.

  169. Heitor disse:

    Notei que algo havia mudado no seu blog, mas não me toquei o que fora. Apesar disto continuei sendo bem informado e fiquei mais instigado a comentar, parabéns Reinaldo. Provou mais uma vez que o que vale é a boa informação; ela, só, basta.
    Cada vez que tenho acessado a “Grande Imprensa”, OGlobo, Terra, UOL, só tenho tido desgosto de ver manchetes com o dedo de Franklin Martins, ou com alguma infecção esquerdista grave, mas algumas vezes espantei-me que minha reclamação mudara uma manchete, como o caso de Danilo Gentilli e seu disfarce de mendigo.
    Minhas visitas aos outros portais dminuíram - Estadão e Folha- diminuíram porque vc não publicou os clippings. Nunca mais fui ao iG sem Gerald.

  170. Cidadãodesegunda disse:

    Atitude correta, parabéns.

  171. pedro disse:

    Em alguns Países existe um sistema de compra de jornais de prática muito antiga, honesta e democrática, os jornais estão à disposição do leitor, simplesmente deposita-se algumas moedas e retira-se o periódico. Existem jogos via internet que utilizam-se de moedas pré adquiridas para que você faz uso no mundo virtual.Seria uma maneira simples e prática de remuneração ao serviço recebido.
    PENSE BEM, O GOVERNO ATÉ PODERIA CRIAR UMA BOLSA NOTÍCIA.
    DARIA O DIREITO DE RECEBER ALGUNS REAIS PARA COMPRAR NOTÍCIAS NA INTERNET. ISSO JÁ ESTÁ VIRANDO MANIA MESMO.Claro com descontos para estudantes, idosos, gays, lésbicas e outras classes e raças.Políticos adoram dar befícios com dinheiro alheio.

  172. myrian elizabeth disse:

    Bom, eu leio vc buscando a sua interpretação da notícia, a sua visão de um fato. Frequentemente vc descortina horizontes que eu nem desconfiara. Realmente há dias em que sinto que está escrito “looser” na minha testa (como diriam minhas filhas). Como eu assino a Veja, não me sinto prejudicando a Abril. E realmente não faço questão do “cliping” que vc colocava; eu nem lia pra dizer a verdade.
    Quanto aos jornais, como assino o Uol tenho direito à versão eletrônica da Folha, mas gostaria de ler tb o Estadão. Acho que se eles cobrassem um pouco menos pela versão eletrônica eu pagaria.
    (continua)

  173. Lúcia disse:

    Mario Quintana é meu amigo! “Caderno H” é meu livro de cabeceira.
    “Reinaldo Azevedo é meu blog de cabeceira, porque “dá um furo de enfoque”.

  174. Cris disse:

    Cont.

    Venho aqui também, façamos “juishtiça”, também pelos colegas comentaristas, que são ótimos! Aqui, a gente aprende com você E com eles. Quando não, pelo menos morremos de rir, pois o pessoal tem um senso de humor danado! Humor INTELIGENTE, diga-se.
    É isso que faz o blog. Não os clippings. É Rei e sua tchurma. É Yara, Weimar, maria-maria, Rô, Tunico, Rapaz das brasílicas highlands, leo e tantos outros! Não perco seus commnets por NADA!
    É isso que faz deste blog O blog.

  175. Cris disse:

    Rei,

    No começo, achei a coisa meio bizarra. Mas depois, pensando bem, lembrei de quantos veiculos por aí que usam informações dos jornais e não produzem nada.E daquele monte de bloguerios mequetrefes cuja “produção” é, 95%, reprodução da noticia alheia. Se tirar os clippings, sobra..sobra…não sobra! Sobra sim: 3 linhas de tontice! Eu, que sempre fui uma “certinha” (isso, no Brasil, é ser idiota, tonta, debilóide, trouxa, CHATA), acesso só os conteúdos que assino ou os liberados. Acho normal.
    Quanto ao blog, o que me interessa não são os clippings. MESMO! É cômodo? É. Se o leitor não quiser ler o jornal. Como eu leio meeeesmo, prá mim era meio inútil. Venho aqui “ver você falar”!

  176. zamir anjos disse:

    O que está acontecendo na realidade é uma grande revolução nos meios de comunicação.
    Precisaria de espaço para descrever isto,mas de um modo sitético posso dizer que ,assim como Gutemberg inventou a imprenssa escrita em maquinas,tirando assim o arduo trabalho dos escritores de faze-lo no punho, a internet é a grande revolução deste inicio de milenio e o processo está só começando.
    Ao prenssar bíblias aos milhares e coloca-la ao alcance do povo, talves Gutemberg não fizesse idéia da revolução que ele estava trazendo para a humanidade,mexendo com os poderes constituídos e trazendo a revolução da reforma protestante.
    Foi o período mais intenso da proliferação do conhecimento e da liberdade.

  177. Deolho disse:

    Entre a versão “papel” ou “eletrônica”, o que importa de fato é a
    informação. Correta, exata, isenta, precisa. O prêço à ser pago pelo leitor é a própria democracia.

  178. MaGioZal disse:

    Mas a questão central na minha opinião é a seguinte: se o conteúdo jornalístico do rádio e da televisão (e a despeito da invenção de métodos populares de cópia e reprodução de conteúdo, como os gravadores de fita cassete e de VHS) sempre conseguiu se pagar (através dos anúncios e dos patrocínios), porque na internet isso ainda não está acontecendo?

  179. PoPa disse:

    Beleza, Chefe. Na verdade, eu não lia os clippings, pois costumo passear nos sites dos jornais, para ler diretamente as novidades. Na verdade, somente no Estadão, já que leio a ZH e o jornal de minha cidade em papel e não tenho tempo para ler os outros. Assino Veja e Época para complementar a informação e passeio em alguns jornais estrangeiros, aleatoriamente. Acho que a informação deve ser assimilada aos poucos, sem estresse e sem fobias, pelas pessoas - digamos, normais. Claro que jornalistas são um público diferente, que precisam da informação mais ampla e constante.

    Parabéns, portanto! Facilita nossa leitura e melhora nosso blog favorito! E é legal, antes da lei…

  180. Fernando Correia disse:

    Apesar de morar no sul eu, provavelmente, assinaria o Estado ou a Folha. Mas a imprensa, e não apenas a brasileira, tem se mostrado cada vez mais ideologizada e adesista. Apresenta uma visão distorcida da realidade e procura transformar as pessoas, não informar. Creio ser este o principal motivo do declínio dos antigos impérios de imprensa. Quanto às acusações de Rupert Murdoch de que o Google utiliza o seu conteúdo indevidamente, ele sabe que basta criar um arquivo chamado robots.txt e o seu site desaparece do Google imediatamente.

  181. PITAGORAS disse:

    No limite, aquele seu vermelho e azul ficará inviável. O debate vai ficar empobrecido. Limitar a informação àqueles que podem pagar por ela é atitude elitista e não condiz com democracia nenhuma. Informação não é margarina e nem sabão em pó.

  182. marcos moraes disse:

    Concordo.

    Aliás, eu nunca mais comprei jornal que preste. Basta entrar na internet; até os blogueiros de grande empresa estão lá, no site:

    http://arquivoetc.blogspot.com/

    Tá certo, não sai na mesma hora da banca de jornal, mas sai pouco tempo depois…A Ceja sai na hora! Como funciona este blog? quem paga? Perguntei ao Augusto e agora pergunto a vc.

    Se seguir o endereço, acabamos no M. Comunicações.

    MAM

  183. Francisco disse:

    Os blogs da Internet tornaram-se o principal instrumento de crítica da imprensa. Sem eles, as grandes empresas jornalísticas não teriam mais que enfrentar o contraponto dos blogs às opiniões que expressam. Numa democracia, a disponibilização de opiniões divergentes é fundamental, a divergência perderia grande parte de seu impacto caso não pudesse vir acompanhada do texto que está sendo criticado. Jornais e revistas que não queiram ver seus textos copiados e colados na Internet podem simplesmente renunciar à publicação eletrônica dos mesmos. Se estão sendo prejudicados economicamente, que encontrem alternativas no âmbito privado. No âmbito público, o interesse público deve prevalecer.

  184. Yara Chiara disse:

    O ativo do blog é você. Eu falei sobre isso inúmeras vezes em comentários: as pessoas não vêm ao blog para ler clipping, mas para ler seus textos - a própria qualidade formal do seu texto é um atrativo enorme. Você escreve bem, além de pensar muito bem.

    Concordo que a propriedade intelectual deva ser protegida como qualquer outro direito. Sou assinante teimosa de jornais e revistas, por pior que seja a fase atravessada por alguns: eu sou uma poliana do jornalismo. Risos. Tenho um lado meio Caio Blinder: ele disse certa vez que assina tudo quanto é jornal. Eu também. Se não assino, compro diariamente, como parte do ritual de ir à banca.

    Quanto às críticas, deixo para outro momento.

  185. Sérgio disse:

    Caro Reinaldo,

    continue assim !

    Forte abraço.

  186. José Pereira disse:

    Só sobre este finalzinho, Reinaldo, associado a Mário Quintana, eu diria que “quem me ama não precisa me manter toda hora em sua pauta, ele sabe que eu já lhe pertenço (ainda que eu não saiba), ao contrário, quem me odeia tem medo até de dormir e, numa dessas, distraído, ser pego por um ato meu e ser convertido” (já que o assunto do Post é a propriedade intelectual, as aspas são minhas, apenas para se dar ênfase, não se trata de citação). E que coisa frustrante para esse tipo de gente! Ou seja, quem me ama PODE me esquecer, quem me odeia, NÃO consegue! Neste caso, dá até pena de quem nos odeia. Não é?

  187. [...] ESTE BLOG ANUNCIA SUA ADESÃO À CARTA DE HAMBURGO. OU: A DEMOCRACIA TEM UM CUSTO SE VOCÊ NÃO QUE … [...]

Escrever um comentário



Powered by WP Hashcash


 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |