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24/04/2012

às 5:45

Em grampo da PF, senador presta contas ao contraventor

Por Fábio Fabrini e Alfredo Junqueira, no Estadão:
Mais do que intermediar interesses de Carlinhos Cachoeira, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) atuou como uma espécie de cobrador a serviço do contraventor. Gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo mostram o parlamentar prestando conta de pressões que fez contra o prefeito de Aparecida de Goiânia e ex-governador de Goiás, Maguito Vilela (PMDB), para que ele começasse a quitar logo compromissos assumidos com Cachoeira. No registro da PF, Demóstenes diz que o peemedebista prometeu ter “cumprido tudo” e que tentou acalmar o contraventor explicando que “o trem demora a acontecer”. Não fica claro se o prefeito se refere a pagamentos ou outros acordos firmados com Cachoeira. O senador ainda ressalta que deixou Maguito “intranquilo” com a conversa.

“Acabei de falar com ele. Ele (disse que) cumpriu tudo e não sei o quê, para você ficar tranquilo, que já vai começar logo. Eu falei: ‘o rapaz lá tá uma onça. Vai explodir. Disse que você não fez nada’. Ele disse: ‘Não. Eu fiz. É que o trem demora a acontecer’ e tal. Deixei ele lá intranquilo”, diz Demóstenes a Cachoeira, que, impaciente, desliga o telefone. Desde dezembro de 2010, o serviço de coleta de lixo e limpeza urbana de Aparecida de Goiânia está sob responsabilidade da Delta Construções. A PF descobriu que Cachoeira atuava para favorecer a construtora – que teve o seu então diretor no Centro-Oeste, Claudio Abreu, denunciado pelo Ministério Público Federal. O contrato para a Delta cuidar do lixo da cidade, assinado na gestão de Maguito, vai render R$ 51,47 milhões à construtora num prazo de cinco anos.

A Delta deve ser um dos alvos de investigação da CPI do Cachoeira, prevista para começar amanhã. A assessoria de imprensa de Maguito informou que o prefeito jamais tratou de nenhum assunto relacionado a Cachoeira com Demóstenes. Em maio de 2009, outra conversa gravada pela PF mostra o senador marcando encontros a serviço de Cachoeira, cujo objetivo era obter uma audiência do então prefeito de Goiânia, Íris Rezende (PMDB), com o ex-governador Maguito Vilela e dois de seus parceiros, identificados como “Enimar” e “professor”.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

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6 Comentários

  • Helena

    -

    24/4/2012 às 2:04 pm

    Chegou a hora de Lulla se sujar nas calças. Vai ser danoso pra saúde delle, não que me desagrade, mas ele mesmo que plantou a desgraça pra tanta gente nesse pais e agora vai fazer a sua colheita de horrores. Por mais que faça, vai escapar muita M, não tenham duvida.

  • Antonio Carlos

    -

    24/4/2012 às 1:14 pm

    Alguém conseguira fazer reciclagem desse lixo ?!

  • toninho malvadeza

    -

    24/4/2012 às 11:50 am

    LULA eu como cidadão,tenho vergonha de saber que vc é brasileiro.NÃO PASSARÃO.

  • carlos

    -

    24/4/2012 às 10:55 am

    Reinaldo a cada instante que passa parece que vai ficando mais claro que o dono da DELTA e mesmo o Cachoeira , assim como também é dono dos 3 poderes ao final os grandes e pseudo empresários de sucesso e políticos são apenas testas de ferro e funcionários do Cachoeira.

  • nana

    -

    24/4/2012 às 10:51 am

    O que dá a entender é que se políticos e funcionários públicos de todos os escalões juntos com Governo Federal destinam nosso dinheiro de impostos à uma empresa diretamente vinculada à Cachoeira passo a entender que este senhor é quem governa o Brasil, tudo passa por ele, decisões importantes no Congresso Nacional estão sob seu crivo, acontecem segundo a seu interesse. Desde que Lula assumiu até Dilma e, se ela, faxineira exemplar como diz ser, confia em Ministros que chafurdam na lama o nosso dinheiro com bandidos de toda espécie, pensar o que? Que Cachoeira é o Presidente do Brasil no momento em que o PT chegou ao poder.

  • Leo

    -

    24/4/2012 às 10:36 am

    Essa CPIM é uma verdadeira bomba. Acredito que poucos se
    salvarão, isso se Lula não melar.

 

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