Blogs e Colunistas

05/01/2009

às 22:12

… E ELES SE REVELAM

Publiquei, até agora, pouco mais de 700 comentários — e joguei fora bem mais do que isso. Boa parte traz a mistura de duas babas hidrófobas: a do anti-semitismo (que logo terei de grafar “antissemetismo”, o que não o tornará menos asqueroso) e a do esquerdismo, imutável na grafia e na estupidez. Conforme o esperado e o antevisto, trata-se de manifestações virulentas contra… a criação do estado de Israel. Cai a fantasia de que os críticos virulentos do país se opõem a isso ou àquilo… O texto da madrugada, o maior, foi ao centro da questão: os israelenses podem ou não se defender? Para que se diga “sim” ou “não”, é preciso responder outra pergunta: Israel tem o direito de existir?

Os pretextos são os mais diversos, um tanto pautados por ideologia, um tanto por ignorância. “Ah, dos refugiados palestinos você não fala?” Como não? Falo, sim. Com clareza meridiana:
a) reivindicar a sua “volta”, como querem alguns, é investir num impasse. Isso não acontecerá. “Você é contra ou a favor a volta?” É claro que sou contra. Afinal, defendo uma solução, não um novo problema;
b) houve, sim, casos de migração forçada em razão da ação de grupos armados, mas a larga maioria que deixou a região era formada por colonos de proprietários palestinos que nem moravam por ali e venderam as terras para os judeus — basta pesquisar;
c) os proclamados 700 mil palestinos que deixaram a região seriam hoje quase 2 milhões… Certo! Só por uma questão de isonomia, deve-se perguntar: os 800 mil judeus que foram expulsos de países árabes — serão quantos hoje? — terão de volta o que deixaram? Nesse caso, não houve compra, compensação, nada; só expropriação. E, bem… Os palestinos exigem voltar porque supõem que poderiam viver em segurança. Judeus viveriam em segurança em países islâmicos?O campeonato das vítimas não é uma boa resposta.

Aí grita outro: “Como você se atreve a ser contra a criação de um estado palestino? Quem disse? Eu sou favorável à existência de dois estados tão autônomos quanto possível — creio que teriam de viver numa espécie de federação. Ou alguém imagina uma convivência tão estreita entre inimigos mortais? Mas os palestinos querem isso? Israel não se opõe à criação do Estado palestino. Mas perguntem o que pensam sobre o estado judeu o Hamas, o Hezbollah, o Irã, a Síria… E depois vejam como cada um desses atores contribui para uma solução. Ora…

Um bom futuro passa pela devolução dos territórios ocupados? É claro que sim. Tratarei desse assunto com mais vagar na madrugada. Mas essa “devolução” tem de ser construída aos poucos, numa relação de confiança. Israel deixou o Sul do Líbano. E o Sul do Líbano — de fato, o Líbano inteiro — caiu presa do Hezbollah (de fato, do Irã). Israel deixou unilateralmente a Faixa de Gaza, e o Hamas cantou vitória, ganhou as eleições e deu um golpe. O que se espera de Israel? Que saia inteiramente das Cisjordânia? No atual estágio das coisas? Só se fosse o que não é: um país suicida.

A máquina de propaganda palestina é eficiente porque o marketing do vitimismo é sempre poderoso. É ele que faz com que a União Européia proponha o chamado “cessar-fogo” aos dois lados. Que “dois lados”? Um lado não reconhece o direito do outro à existência. Israel aceita que os palestinos constituam o seu estado — sob condições que garantam a sua segurança, é claro. Mas o Hamas quer exterminar o adversário. Estamos falando de forças com morais distintas, que não podem ser equiparadas. Espertamente, os terroristas impõem como condição para suspender seus ataques o fim do embargo. Ocorre que o embargo não é uma ação unilateral, mas uma reação: deve um país permitir que o inimigo se arme até os dentes com o propósito de destruí-lo?

Publico, sim, pontos de vista distintos dos meus. Mas não acato e não acatarei comentários que façam a apologia do terror ou que, em nome de uma suposta justiça histórica, ponham em dúvida o direito que um país tem de combater o terrorismo. Há blogs e sites aos milhões por aí. Não usarão o meu para defender o terror.

Por Reinaldo Azevedo
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44 Comentários

  1. Anônimo

    -

    06/01/2009 às 23:04

    A maioria dos bocós concorda (com alguma relutância disfarçada) que Israel pode se defender, mas não atacar… Como se isso fosse possível!! Para essa gente, se um policial tem uma arma na cintura, não pode sacá-la e atirar se o bandido o está atacando “apenas” com uma faca… O policial deve ser mais “igualitário”, sabe? Deve tentar desferir um daqueles golpes de seriados americanos, desarmando o marginal com as mãos. Revólver nele? Jamais. Afinal, seria “desproporcional”, entende?

  2. Anônimo

    -

    06/01/2009 às 22:53

    Antisemitizzzzzmo.

    Nunca antes nessepaiz tivemos um “prezidente” tão anti-semita.

    Ele gosta de terrorista.

  3. Bernardo Zirpoli

    -

    06/01/2009 às 13:51

    Ah, Reinaldo, eu já não sou a favor da devolução dos territórios. Território ganho em guerra está ganho e ponto final. Se esses territórios não fossem tomados em circunstâncias de resposta aos ataques árabes, eu até poderia pensar diferente, mas não é o caso.
    E quem achar ruim que vá tomar de volta no mesmo estilo.

  4. Anônimo

    -

    06/01/2009 às 11:23

    Com sua permissão, Reinaldo, já falei sobre o surgimento do Israel atual, expandido, em 1967. Ainda é um país geograficamente minúsculo. Apenas geograficamente, claro. Mas, em 1967, era geograficamente insignificante. De dentro da Jordânia, um canhão pesado bombardeava Tel-Aviv, lá do outro lado, quase na orla do Mediterrâneo. Dos cumes de Golã, os sírios treinavam artilharia nos colonos judeus assentados no Vale do Jordão. Israel era uma país sitiado por inimigos mortais, que lhe prometiam sua completa destruição, propósito que se tornou inquestionável quando o Egito militarizou o Sinai. Diferentemente do que ocorrera em 1948 e 1956, em 1967, Israel foi levado a uma guerra de expansão territorial persuadido por seus próprios inimigos. Deixaram-lhe claro que suas minúsculas dimensões iniciais conspiravam contra a sua própria segurança. Disso surgiu a política “terra por paz”. Faz tempo que Israel vem tentando cumprir o que lhe cabe: devolver as terras que se viu obrigado a ocupar. Quantos e quantos assentamentos já desmontou? Inúmeros. Os últimos situavam-se exatamente em Gaza. E a contrapartida árabe da paz? Cadê? Ao contrário, depois de fazê-lo a atacar no Líbano, que havia evacuado, obrigaram-no a novamente avançar sobre Gaza, para combater terroristas que, indiferentes à desocupação do território, continuaram a atormentá-lo com atentados, tal como ocorria antes da guerra de conquista a que o forçaram em 1967!! Por isso, quem se manifesta contra a política de segurança do governo israelense padece ou de falta de conhecimento de História ou de falta de vergonha na cara. Quem entende que não deveria enfrentar a experiência de passar uma pequena temporada numa daquelas cidades israelenses alcançadas pelos mísseis do Hamas!

    Guerra

  5. Karlos Kaspar

    -

    06/01/2009 às 10:27

    Caro Reinaldo
    Exelente texto. Antes de mais nada, não sou petralha!! Mas quería saber uma coisa: onde está a legitimidade da existência de Israel? Parece que se valem do mesmo argumento dos quilombolas e das reservas indígenas aqui do Brasil. “Históricamente” aquela terra era “deles” [a dois mil anos atrás...] Agora que eles foram se meter lá, que aguentem a guerra. Não se trata de defender os fundamentalistas. Eles estão errados, claro. Mas Israel também não é o possuidor da razão, no caso. Gostaria que você esclarecesse sua visão sobre este ponto de vista. Obrigado

  6. Anônimo

    -

    06/01/2009 às 9:40

    “esquerdismo, imutável na grafia e na estupidez”
    7 PALAVRAS PERFEITAS PARA DEFINIR A MENTALIDADE DO PT.

  7. Anônimo

    -

    06/01/2009 às 9:24

    e os milhares de judeus expulsos de Portugal e Espanha, sem contar os mortos, quais os seus direitos?

    IbN

  8. Dr Evil

    -

    06/01/2009 às 6:18

    Reinaldo,

    Dr Evil, que pretende pagar todos seus pecados antes de morrer para poder ir pro ceu, frequenta um blog onde a petralhada “opina” livremente. Creio que depois do que Dr Evil leu nos ultimos dias, ja esta com credito junto a Sao Pedro. Todos os pecados foram pagos.

    Um dos petralhinhas depois de escrever muita bobagem chegou a conclusao que o holocausto nao existiu. Que nao passou de um golpe de marketing. Nao e genial?

  9. Anônimo

    -

    06/01/2009 às 5:08

    Reinaldo,

    Recebi um email sobre o pronuciamento de Wafa Sultan, Arab-American Psychologist, em 21 de fevereiro de 2006, na Al-Jazeera TV (Qatar), onde ela critica o Hamas e o islamismo e os culpa pelas tensões e conflitos no Oriente Médio. Vale a pena assistir a entrevista dela.
    Abraços, Vera

  10. wp

    -

    06/01/2009 às 4:10

    Tudo muito simples, de uma clareza cristalina e lógica ululante. Mas para quem não quer entender, nem mesmo desenhando.

  11. Anônimo

    -

    06/01/2009 às 3:30

    Prezado Dario,

    Essa versão do Tio Rei sobre a história dos refugiados palestinos é completamente furada. Hoje, autores judeus, como Ilan Pape e Norman Filkenstein, admitem que o que houve lá, em 1948 foi uma verdadeira limpeza étnica perpetrada pelos terroristas do irgum, principalmente (Beguim&cia, herdeiros intelectuais do fascista Jabotinsky).

  12. Anônimo

    -

    06/01/2009 às 3:22

    Prezado,

    Pelo que pude ler das suas investidas no problema israelo-palestino, especificamente da questão dos refugiados, você fala com clareza mediana. Precisa pesquisar mais. De preferência em fontes fidedignas. Até mesmo lá em Israel eles já sabem que os palestinos (mais de setecentos mil) foram expulsos, varridos, para gaza, cisjordânia e adjacências, a partir de 1948. Quanto aos árabes-judeus, eles foram bombardeados com propaganda sionista, foram amedrontados pelos agentes do futuro mossad. Os sionistas precisavam povoar a palestina para justificar o estado judeu. Queriam os judeus da Europa Oriental, que, no final, não migraram em número suficiente. Foi, então, que foram buscar os judeus dos países árabes, que nem estavam nos seus planos. É claro que com a expulsão dos palestinos do futuro estado de Israel houve represálias no mundo árabe, mas nada comparado à Nakba palestina.

  13. Anônimo

    -

    06/01/2009 às 2:58

    Que alívio sua volta. Essa histeria anti-semita precisa de pelo menos uma voz que a conteste. Tudo de bom prá você. D

  14. Legião

    -

    06/01/2009 às 2:48

    Reinaldo,
    A solução eu vou dar! (risos)
    Tragam os judeus para Roraima e levem os índios que querem a reserva para Israel!
    Pronto, todos em paz “entre os seus”!
    Aos judeus finalmente a “TERRA PROMETIDA”, aos índios de araque brasileiros, um território todinho deles, cercados por outras tantas tribos onde poderão viver de forma primitiva na companhia de seus tacapes!

    Um abração do “Legião Reaça” e meus votos de um feliz 2009 para você!

  15. Anônimo

    -

    06/01/2009 às 2:33

    Esse pessoal do Hamas é atrasado, mesmo. Em pleno século XXI ainda ficam utilizando as estratégias de guerra (o terrorismo) dos antigos sionistas do Irgun, do começo do século XX… bem antes do Holocausto.

    Ainda acho que só um novo Vespasiano consegue por fim a essa guerra, com as previsões de um novo Josefo, é claro.

  16. Cris

    -

    06/01/2009 às 1:50

    Rei,

    Já sei! Basta alguém contar aos esquerdopatas que, pela lei dos fundamentalistas islâmicos, quem rouba perde a mão. Decepam, na maior.
    Já imaginou o pânico que será? E os da cueca? Perdem o quê?
    Garanto que eles mudam de opinião rapidinho!

  17. Gonçalo Osório

    -

    06/01/2009 às 1:30

    Reinaldo,

    Que bom tê-lo de volta. Gostaria de submeter à sua reflexão aquilo que me assusta particularmente no conflito no Oriente Médio. Alguns anos atrás — digamos logo depois da Queda do Muro, nos idos de Madri/91 e Oslo/93 (os especialistas sabem do que falo) havia um princípio na mesa de negociações entre os dois lados: terra por paz. Algo que seculares poderiam discutir, mesmo sendo inimigos irreconciliáveis. Mas, hoje, não. Os judeus que expandem ilegal e irresponsavelmente os assentamentos com base em anexações o fazem pois assim está escrito nos textos sagrados. O Hamás, um grupo terrorista, considera a existência de Israel uma afronta ao seu Deus. Direitos divinos não são negociáveis. O conflito tornou-se ainda mais intratável nos últimos anos. Israel perdeu a identidade que tornou esse país tão invejado (a dos que fugiram do Holocausto, a dos iluministas, digamos), em troca do quê? Não há um objtivo político estratégico por detrás da atual campanha em Gaza. Existe uma miopia política perigosa — os atuais políticos israelenses não poderiam ser melhores do ponto de vista do Hamás. Falta-lhes coragem, visão de futuro, responsabilidade política. Em resumo, saber o que querem. Tenho muita pena, confesso, desses milhares de palestinos cujo sofrimento é comovente. Não estou falando da exploração política que o Hamás faz (coisa bem normal, aliás). Fico as vezes preocupado com algumas de suas ponderações. Seus justificados ataques aos esquerdopatas não podem jamais deixar a impressão (isto é subjetivo, confesso) de que você seja imune ao desastre humanitário. Nâo se trata de denunciá-lo como maneira de atacar Israel, Reinaldo. Trata-se, na melhor tradição cristã, de compaixão.

    do amigo

  18. Anônimo

    -

    06/01/2009 às 1:17

    Caro Reinaldo,

    Sobre o trecho:
    b) houve, sim, casos de migração forçada em razão da ação de grupos armados, mas a larga maioria que deixou a região era formada por colonos de proprietários palestinos que nem moravam por ali e venderam as terras para os judeus — basta pesquisar;

    Por favor, cite essas fontes de pesquisa. Tudo o que eu li até hoje não está de acordo com a sua declaração e portanto estou curioso para me informar mais sobre o assunto.

    Obrigado,
    Dario.

  19. Adrian Benedykt

    -

    06/01/2009 às 1:08

    O mundo não vê porque não quer ver. É mais fácil jogar uma pedra no “judeu” do que aceitar a verdade de que as crianças judias estão BEM longe dos conflitos e as palestinas são jogadas desde pequenas na frente dele.
    Seria imoral de Israel não se defender aos atques de “pessoas” que jogam os próprios filhos ao martírio pois é bonito isso! Se jogam os próprios filhos aos braços da morte imaginem o que não fariam com as crianças Israelenses? Bem, não precisa nem imaginar…ônibus ecolares despedaçados por homens-bomba não são imagens fáceis de esquecer a não ser por aqueles que na gana de apedrejar um “judeu” relevam os mais barbaros atos de selvageria.
    Israel já utilizou a “força PROPORCIONAL” demais e não deu certo. Agora é o momento de botar ordem na casa com ou sem a opinião pública mundial ao seu lado, até porque, Kassam no c* dos outro é refresco! Né não?

  20. Lincoln

    -

    06/01/2009 às 1:08

    Diante do que já foi feito, digo sim a existência do Estado de Israel. Espero que esta Guerra marque o fim dos terroristas e todos seus grupos e simpatizantes, seja na Palestina, seja no Oriente Médio, Norte da África ou etc… Terroristas não escolhem suas vítimas, mata sem fundamentação alguma, só pelo prazer ao ódio e irracionalidade. Todos eles devem ser eliminados na ofensiva terrestre Israelense. Que os soldados de Israel fiquem anos na Palestina caçando um a um, até que deixem de existir um terrorista, militante ou simpatizante do terror. Agora, venhamos e convenhamos, combater terrorismo com terror e ódio, causando morte de centenas de crianças e mulheres indefesas é caminhar para se igualar a tais terroristas. Como estas crianças são escudos de mísseis, seriam escudo se fossem tiro de pistola automática disparada até 10 metros de distância. Quem lança mísseis a distância e bombas com alto poder de destruição quer fazer um boliche de corpos (homens, mulheres, idosos, crianças, animais, etc). Israel tem feito barbárie em nome de uma suposta defesa e vai arcar com o ônus do terror. Realmente, o Estado de Israel já foi criado e estabelecido lá e não tem mais jeito de retroceder com isto. A ONU deu a maior contribuição para o genocídio de judeus, palestinos e Árabes ao longo das últimas 06 décadas - criando o Estado de Israel neste território. Como já citei, quem causou o Holocausto e terror a mais de 6 milhões de judeus foi a Alemanha e como derrotada e humilhada na II Guerra Mundial deveria ter cedido por intermédio da ONU e dos Aliados - que hoje criticam a atuação de Israel - parte do território para fundar o país judeu próximo a ONU e Instituições Européias. Assim, hoje Israel seria uma potência econômica e membro da União Européia. Mas com a imbecilidade do ato da ONU e aliados, já morreram milhões de judeus, palestinos e Árabes - com maioria civil- nas últimas décadas. Então que venham mais décadas de sangue e genocídio de civis de lado a lado, pois agora não dá mais para consertar tal absurdo.

  21. Anônimo

    -

    06/01/2009 às 1:08

    Religião de novo, eis aí a causa. Os que se acham “escolhidos” querem matar os “não-escolhidos”.
    Eles, os judeus, querem aquele maldito pedaço de terra só porque o seu deus-imaginário-e-sanguinário do velho testamento lhes deu.
    O outro lado é tão rude quanto os judeus.
    Essa gente nossa atenção?
    O Fantástico mostrou uma brasileira em Gaza que quer morrer lá, em martírio.
    Essa gente merece o que dá gente?
    Pena?
    Sugestão: Trégua para tirar de lá os que não querem guerra, os pacíficos, quando o resto terminar de se matar, os boa gente podem voltar e viver, finalmente, em paz.
    Ah…como seria bom se isso fosse possível.
    Religião é partido político e nada mais, os grupos se formam e depois querem poder. O resto é blá, blá, blá. Enquanto a maldade se organiza, crianças morrem estupidamente, a pobreza cresce, etc.
    De minha parte, vou começar a mudar o canal quando o jornal começar a mostrar algo sobre essa gente. Junior-SC

  22. Claudino

    -

    06/01/2009 às 1:06

    Reinaldo,

    Os dois casos que você usa no item “c” para exemplificar a estupidez de se querer reescrever a história supondo que se tal ou qual fato não tivesse acontecido a coisa hoje seria assim e assado, não cosido, como cosido está pela História, guarda certa semelhança com outras invenções do pensamento esquerdista, como os tais direitos a posse de terras, muitas terras, dos quilombolas e dos nossos índios profissionais, com base na história que teria sido.

    Há muito tempo eu ouvi uma história de certo “advogado do diabo”, que havia sido contratado por um homem para defendê-lo em caso semelhante ao do raciocínio que os seus esquerdinhas de estimação usam para multiplicar palestinos e você tenta usar, em contraposição, para multiplicar judeus. Vamos à história.

    O tal cliente do advogado era um homem que havia nascido pobre e tornara-se muito rico. Um dia, muitos anos antes do julgamento em questão, e quando ele ainda era pobre, ao sair caminhando pelo mato acabou se perdendo por dois dias, ao cabo dos quais faminto e sedento encontrou uma tapera velha onde morava uma família muito pobre. Pediu água e comida e a família lhe dera para comer a única coisa que tinham na casa: um ovo cozido.

    Muitos anos depois e um pouco antes da ocasião do julgamento, como manda a boa lógica, e é obvio, mas não custa ressaltar, porque ainda assim tem gente que insiste que lógica é apenas lógica, mais nada, um advogado da tal família do “ovo”, que havia descoberto o enriquecimento do faminto saciado com o seu ovo cozido o processava pleiteando uma indenização que montava a todos os seus milhões, tudo com base no fato que se aquele ovo que ele havia comido tivesse chocado e gerado uma galinha, esta teria “botado” centenas de ovos que teriam virado galinhas que teriam gerado milhares de outras galinhas que teriam botados milhões de ovos…

    Bom, parece que aí a coisa havia ficado preta e que o juiz ia acabar dando ganho de causa ao reclamante, com se diz em juridiquês, e o reclamado acabou encontrando um advogado maluco que topou pegar sua causa, mas era tão maluco, mas tão maluco, que todos já estavam dando a causa por perdida, ainda mais que no dia e hora do julgamento, todo mundo lá, e o rábula não aparece, o juiz bufa, “não dá para esperar, onde já se viu?” e o reclamado implorava: “só mais dez minutos, meritíssimo…” e nada. “Só mais 15 minutos, seu juiz”… E assim foi até que no último minuto da “enésima” prorrogação chega o advogado todo esbaforido, veste a “capa preta” e se prepara para os ofícios sem dar nenhuma explicação ao juiz. Este, então, irritado passa-lhe um sabão daqueles e exige explicações, ao que este pede desculpas e justifica, com a maior naturalidade do mundo, que se atrasou porque estava cozinhando feijões para plantar. “Ora, ora! Agora o senhor acha também que pode desrespeitar esta corte com essa história absurda de que estava cozinhando feijões para plantá-los? Qualquer idiota sabe que a referida leguminosa quando cozida não germina mais…”, ao que o advogado retruca como pergunta: “e ovo cozido, meritíssimo, choca?”

    Antonio Claudino

  23. Anônimo

    -

    06/01/2009 às 1:05

    Cessar-fogo perde o hífen?
    Hífen ainda tem acento?

  24. Anônimo

    -

    06/01/2009 às 0:39

    Acabo de ler no Globo na internet. FIM DE ANO TEVE 435 MORTES NAS RODOVIAS FEDERAIS. SÓ NAS FEDERAIS.

    Após 10 dias morreram 500 na Palestina, dos quais pelo menos 400 são terroristas.

    Tirem a conclusão que bem entenderem.

  25. Anônimo

    -

    06/01/2009 às 0:33

    Olá Reinaldo,
    que bom tê-lo de volta! Seus posts fizeram falta nos últimos dias e, especialmente, desde a eclosão da crise em Gaza. Faltava uma análise inteligente da situação diante de tanta bobagem e superficialidade que a gente vem vendo na imprensa. Não sei se eu é que sou impertinente,mas não aguento mais ouvir nas emissoras de tv tantos mestres e doutores em relações internacionais. Quase todos eles se mostram parciais em suas análises, carregadadas de anti-americanismo (é com ou sem hífen?) e sempre resvalando no anti-semitismo.É claro que há uma ou outra excessão, mas parece que os pauteiros de política internacional nas redes de tv têm uma certa predileção por essa gente que exala rancor contra tudo o que tem a ver com os judeus e os americanos.
    O que será que move nossa imprensa numa cobertura como esta: ignorância, ingenuidade, má fé, esquerdismo, burrice???
    É isso. Seja bem vindo a esta nova temporada. Paz e saúde pra você e pras meninas.
    Pedro CWB

  26. Anônimo

    -

    06/01/2009 às 0:20

    Valeu, Reinaldão!

    Dom Pedro II ao visitar a terra santa relatou que lá era uma desgraça só, já que a terra era ruim e a água escassa. E, como em todo lugar onde falta água, a densidade populacional era baixíssima. Os colonos só chegaram com a irrigação e demais benfeitorias feitas pelos judeus. Depois houve o que houve e chegou-se nesta situação de agora, obra e graça dos terroristas e insensatos, sectários das ideologias totalitárias travestidos de seguidores do islã (na nova ortografia deve ser islam, ou é o contrário? até 2012 vale tudo!). Por aqui as pessoas só conheciam o Edward Said, parabéns por afrontar os consensos.

    PS: não sou judeu, sou cearense!

  27. Anônimo

    -

    06/01/2009 às 0:20

    Valeu, Reinaldão!

    Dom Pedro II ao visitar a terra santa relatou que lá era uma desgraça só, já que a terra era ruim e a água escassa. E, como em todo lugar onde falta água, a densidade populacional era baixíssima. Os colonos só chegaram com a irrigação e demais benfeitorias feitas pelos judeus. Depois houve o que houve e chegou-se nesta situação de agora, obra e graça dos terroristas e insensatos, sectários das ideologias totalitárias travestidos de seguidores do islã (na nova ortografia deve ser islam, ou é o contrário? até 2012 vale tudo!). Por aqui as pessoas só conheciam o Edward Said, parabéns por afrontar os consensos.

    PS: não sou judeu, sou cearense!

  28. ZENON

    -

    05/01/2009 às 23:42

    Acredito que o senhor tenha usado uma premissa errada: um estado palestino.
    Nem isso é possível. Aquela gente em pouco tempo estaria se matando de novo, sob os mais variados e estúpidos pretextos. Eles não vivem em paz nem consigo mesmos.
    Meu medo maior, aí vai um joguinho de palavras bem cretino, é a ira do Irã!
    Ainda bem que Israel está por lá, e tomara que não saia!

  29. claudio

    -

    05/01/2009 às 23:40

    É isso aí Reinaldo.
    As pessoas contaminadas pelo politicamente correto ficam totalmente idiotas, não conseguem entender. Não adiantam os seus argumentos clarrísmos.
    Preferem apoiar ditadores fanáticos que querem que Israel simplismente desapareça.
    O único jeito é a tecla delete.

  30. Anônimo

    -

    05/01/2009 às 23:35

    RADICALIDADE.

    Isso mesmo, Reinaldo, é preciso ser radical contra certo tipo de radicais.
    Um chute bem dado na traseira deles.

  31. Vitor

    -

    05/01/2009 às 23:30

    Reinaldo, uma pena você não poder acessar o Orkut. A comunidade da Unversidade Federal do Espírito Santo está tomada de detratores de Israel. Um deles, baseou-se no relativismo cultural para justificar a cirugia de extração do clitóris…segundo ele “os judeus fazem algo parecido…a circunsisão”(!!!!!)

    Está difícil ler as asneiras desse povo. Será fácil escrever sem ter a necessidade de se fazer lógica?

  32. Anônimo

    -

    05/01/2009 às 23:28

    Vejo que as férias lhe fizeram muito bem! Excelentes os post sobre o conflito em Gaza! Quando será que nossa mídia vai deixar de falar bobagens a respeito? E quando nosso povo mal-informado vai deixar de engolir essa conversa mole da imprensa tendenciosa e dos petralhas mal-intencionados?

  33. JC

    -

    05/01/2009 às 23:17

    Sobre a proporcionalidade….quer dizer que se Hamas lança um foguete Quassam, Israel pode lançar quantos?
    Isto é uma visão de “maricas”, tu me empurras eu te empurro, tu me mordes eu te mordo…
    Bobagem.
    Tu me cutucas eu te dou uma porrada e tu ficas estatelado no chão e não me enches mais o saco.
    Isto é proporcionalidade.
    Na realidade proporcionalidade não quer dizer equidade. Quer dizer que tu vais levar uma paulada 1000 vezes maior, existe por tanto uma proporção.
    Claro que quem apanha, quer falar de outro tipo de proporção.

  34. Luis Antonio

    -

    05/01/2009 às 23:09

    Reinaldão,

    parece que o seu descanso lhe fez muito bem. Artigos, como diria um antigo professor, supimpas! Parabéns!

    Sobra essa guerra em Gaza tenho uma velha opinião que ainda a mantenho, opinião essa balizada em depoimentos de amigos que moraram em Israel, inclusive participando das Forças Armadas daquele país: se Israel der mole - desculpe a gíria - simplesmente desaparece do mapa. São odiados pelos mulçumanos daquela região, que não lhes concede sequer o direito de existir.

    Não posso ter outra opinião senão a do direito de Israel defender-se da melhor forma que achem necessário.

    E que tenha um excelente retorno Reinaldão!

  35. Pobre Pampa

    -

    05/01/2009 às 23:06

    Aquele canto do mundo é um problema sério. Mas é impressionante a capacidade dos judeus de extirparem alvos com pouquíssimas baixas! Detonar um prédio no meio de um povo enorme e matar apenas algumas pessoas é de tirar o chapéu, convenhamos. Se fosse idéia deles matar indiscriminadamente os palestinos, já teríamos uma penca de mortos! O próprio Hamas aceita que a maioria dos mortos é de suas hostes…

  36. Anônimo

    -

    05/01/2009 às 23:03

    AO REINALDO E DEMAIS:
    MEUS CAROS, SOU UM ANCIÃO QUASE
    ANALFABETO, TENHO MELHORADO AQUI
    COM VOCES, MAS NESSA QUESTÃO DO
    NAZISMO E HOLOCAUSTO, NÃO DEPEN-
    DEMOS DOS FORMADORES DE OPINIÃO,
    COMO A MÍDIA, POIS OS PRÓPRIOS
    CRETINOS COMUNISTAS SE ENCARREGA-RAM, AO LONGO DOS ANOS SE CONTRA- DIZEREM SISTEMATICAMENTE, UMA HORA
    ELES DIZEM QUE O HOLOCAUSTO E O
    NAZISMO SÃO INVENÇÕES DOS AMERI- CANOS E JUDEUS, MAS QUANDO CONVÉM
    AOS CRETINOS, EXISTE E EXISTIU
    TUDO ISSO E MUITO MAIS, O EXEMPLO
    MAIS ANTIGO E ESCANDALOSO É O CASO
    DA terrorista olga benário, LOGO,
    A MÍDIA E SSES CALHORDAS ENCONTRAM
    UM CAMPO FERTIL NA POPULAÇÃO.
    Baiano

  37. Rapha

    -

    05/01/2009 às 23:03

    Pergunta que não quer se calar…

    Imediatamente após o fim do cessar-fogo mediado pelo Egito, em dezembro, Israel liberou a entrada de alimentos, combustível e remédios em Gaza, com o intuito de prorrogar o armistício e expressar sua boa intenção.

    O Hamas, porém, respondeu com mísseis e 4 mortes inocentes…

    E não se cobra “proporcionalidade” dessa gente? ACORDA, IMPRENSA…

  38. Anônimo

    -

    05/01/2009 às 23:00

    Reinaldo,

    Sugiro a você que indique a quem enviar comentário de má-fé (ou maffe ?) sobre a questão deste post o documentário do link abaixo:

    http://www.youtube.com/watch?v=xqGkj-6iF2I&feature=PlayList&p=26731056B15AF3E1&index=0&playnext=1

    Se você não assistiu, deveria. Ele toca exatamente na origem da tal “solução final”, a partir dele, você pode trocar as comparações extremas com nazistas para os marxistas, são muito piores, pois os últimos criaram os primeiros.

    Toda vez que um marxista amante do povo argumentar com você, peça para que assista o documentário junto com você, para que possa ver as reações dele. Se ele alegar não ver nada de mais, é um psicopata.

  39. Newton Guerra

    -

    05/01/2009 às 22:59

    O que aconteceria entre os esquerdopatas nacionais se de repente os hermanos paraguaios passassem a nos bombardear com foguetes legitimamente “made in paraguay” e as nossas forças armadas invadissem o território guarani para pegar os responsáveis pelos ataques? Será que iriam para a praça pública em passeatas contra a “resposta desproporcional” do Brasil? Será que queimariam o auti-verde pendão em protesto? Será que veriamos na imprensa dos demais paises sul-americanos (com ou sem hífen?) manchetes de jornais contra a “agresión brasileña”? O que será que aconteceria hem?

  40. Anônimo

    -

    05/01/2009 às 22:50

    Reinaldo,

    Voltou com tudo hein…

    melhor que a encomenda…

    acho que tah faltando dois pontos no penultimo paragrafo, antes de “o fim do embargo”

    André Ricardo

  41. Anônimo

    -

    05/01/2009 às 22:45

    Reinaldo,

    “Israel não se opõe à criação do Estado palestino. Mas perguntem o que pensam sobre o estado judeu o Hamas, o Hezbollah, o Irã, a Síria… E depois vejam como cada um desses atores contribui para uma solução.”

    Esse é o ponto central do impasse, do qual nenhum dos nossos humanistas quer falar.

    Abraços,

    Bruno

  42. Le Prevost

    -

    05/01/2009 às 22:44

    E além de tudo o mais, Reinaldo, os esquerdiotas alinhados com o terrorismo do Hamas são uns estúpidos, uns idiotas mesmo. Senão, vejamos, o fundamentalismo islâmico aterroriza e mata para implantar o “estado teocrático”, enquanto o marxismo, no Brasil de hoje encarnado majoritariamente no petismo, mata e aterroriza pela implantação do “estado ateu”. Ou seja, em tese, fundamentalismo islâmico e marxismo (vagabundo) seriam duas posições antagônicas, excludentes entre si… Mas como ambas são estúpida e toscamente antiamericanas, veja só, de repente se sentem companheiras de jornada… Chmar essas bestas de “plantígrados” é elogio; eu juro!

  43. Bonifacio

    -

    05/01/2009 às 22:29

    É isso ai… Banana tem duas pontas..

    Parabéns !!!

  44. Luciano

    -

    05/01/2009 às 22:24

    Olá Reinaldo…muito bom seus posts sobre a guerra no Oriente Médio. A Imprensa tenta nos passar a imagem de um grupo oprimido (o Hamas) contra uma potência opressora(Israel)…Obviamente uma inverdade, o Hamas nunca foi um grupo oprimido e sim um grupo opressor, basta verificar o que fizeram com seus “inimigos” políticos do Fatah na Guerra Civil onde tomaram o poder na Faixa de Gaza…Julgamentos??? Prisões??? Anistia??? Negativo. Todos os seus adversários foram fuzilados sumariamente. (P.S.:Bem ao estilo esquerdista, deve ser por isso que se identificam tanto.)


 

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