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20/10/2011

às 22:18

É novilíngua orwelliana ou perdi alguma coisa? Guerra de Obama vira “não-guerra” no Jornal Nacional

Como assim?

Há pouco, no Jornal Nacional, líderes mundiais saudaram a morte de Muamar Kadafi. Tudo conforme o esperado. Não se disse uma miserável palavra sobre os métodos. Segundo deu para perceber, o novo governo está tentando inventar uma boa versão para o linchamento e a execução.

O corresponde Luiz Fernando Silva Pinto disse o seguinte:
“Obama prometeu que não iniciaria mais uma guerra, e a promessa foi cumprida”.

Entendi. Guerra é o que Bush fazia. Obama só faz a paz.

Bem, não é assim, como deixou claro o próprio Obama quando estava no Brasil. Ele estava aqui quando anunciou o início da operação contra a Líbia, que qualquer pessoa atenta ao sentido das palavras chamaria de “guerra”. Se Obama diz que não é, o jornalismo pode escolher entre o fato e a palavra de um governante.

Abaixo, há o vídeo em que Obama anuncia que autorizou a ação na Líbia. Depois dele, segue a transcrição em inglês de sua fala e a tradução. Ao fim de tudo, volto para um comentário.

Good afternoon, everybody.  Today I authorized the Armed Forces of the United States to begin a limited military action in Libya in support of an international effort to protect Libyan civilians.  That action has now begun.

In this effort, the United States is acting with a broad coalition that is committed to enforcing United Nations Security Council Resolution 1973, which calls for the protection of the Libyan people.  That coalition met in Paris today to send a unified message, and it brings together many of our European and Arab partners.

This is not an outcome that the United States or any of our partners sought.  Even yesterday, the international community offered Muammar Qaddafi the opportunity to pursue an immediate cease-fire, one that stopped the violence against civilians and the advances of Qaddafi’s forces.  But despite the hollow words of his government, he has ignored that opportunity.  His attacks on his own people have continued.  His forces have been on the move.  And the danger faced by the people of Libya has grown.

I am deeply aware of the risks of any military action, no matter what limits we place on it.  I want the American people to know that the use of force is not our first choice and it’s not a choice that I make lightly.  But we cannot stand idly by when a tyrant tells his people that there will be no mercy, and his forces step up their assaults on cities like Benghazi and Misurata, where innocent men and women face brutality and death at the hands of their own government.

So we must be clear:  Actions have consequences, and the writ of the international community must be enforced.  That is the cause of this coalition.

As a part of this effort, the United States will contribute our unique capabilities at the front end of the mission to protect Libyan civilians, and enable the enforcement of a no-fly zone that will be led by our international partners.  And as I said yesterday, we will not - I repeat - we will not deploy any U.S. troops on the ground.

As Commander-in-Chief, I have great confidence in the men and women of our military who will carry out this mission.  They carry with them the respect of a grateful nation.

I’m also proud that we are acting as part of a coalition that includes close allies and partners who are prepared to meet their responsibility to protect the people of Libya and uphold the mandate of the international community.

I’ve acted after consulting with my national security team, and Republican and Democratic leaders of Congress.  And in the coming hours and days, my administration will keep the American people fully informed.  But make no mistake:  Today we are part of a broad coalition.  We are answering the calls of a threatened people.  And we are acting in the interests of the United States and the world.

*

Boa tarde a todos. Autorizei hoje as Forças Armadas dos Estados Unidos a começar uma ação militar limitada na Líbia em apoio ao esforço internacional para proteger os civis líbios. A ação começou agora.

Nesse esforço, os Estados Unidos estão agindo com uma ampla coalizão, que está empenhada em fazer cumprir a Resolução nº 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que apela para a proteção do povo líbio. Essa coalizão se reuniu hoje em Paris para enviar uma mensagem unificada [ao povo Lívio], que junta muitos dos nossos aliados europeus e árabes.

Não é isso o que queriam os EUA ou qualquer um de nossos parceiros. Ainda ontem, a comunidade internacional ofereceu a Muamar Kadafi a oportunidade de declarar um imediato cessar-fogo, que desse um fim à violência contra os civis e ao avanço das tropas. A despeito das palavras vazias do seu governo, Kadafi ignorou a oportunidade. Seus ataques contra o seu próprio povo continuaram. Suas forças avançaram. E o perigo enfretado pelo povo líbio cresceu.

Estou plenamente consciente dos riscos de qualquer ação militar, mesmo que lhe coloquemos um limite. Quero que o povo americano saiba que o uso da força não é nossa primeira escolha, e não é uma escolha que eu faça de modo leviano. Não podemos ficar de braços cruzados quando um tirano diz a seu povo que não haverá misericórdia, e suas forças intensificam os ataques a cidades como Benghazi e Misrata, onde homens e mulheres inocentes enfrentam a brutalidade e a morte nas mãos de seu próprio governo.

Então nós devemos ser claros: ações têm conseqüências, e o mandado da comunidade internacional tem de ser cumprido. É a razão de ser dessa coalizão.

Como parte desse esforço, os EUA vão contribuir com a nossa capacidade única de atuar no front, na missão de proteger os civis da Líbia e tornar possível a imposição de uma zona de exclusão aérea, que será comandada por nossos parceiros internais. E, como eu disse ontem, nós não vamos, eu repito, não não vamos atuar com tropas dos EUA em terra.

Como comandante-em-chefe, eu tenho grande confiança nos homens e mulheres de nossas Forças Armadas, que irão realizar esta missão. Eles carregam consigo o respeito de uma nação agradecida. Também estou orgulhoso de estarmos agindo como parte de uma coalizão que inclui aliados e parceiros que estão preparados para atender a sua responsabilidade de proteger o povo da Líbia e sustentar o mandato da comunidade internacional.

Eu agi depois de consultar minha equipe de segurança nacional e os líderes republicanos e democratas do Congresso. E, nas próximas horas e nos próximos dias, meu governo vai manter o povo americano plenamente informado. Mas não se enganem: hoje fazemos parte de uma ampla coalizão. Estamos atendendo ao chamado de um povo ameaçado. Estamos agindo no interesse dos Estados Unidos e do mundo.

Encerro
Pode-se cair na conversa de considerar que isso não é uma declaração de guerra, como quer Silva Pinto. Obama convocou as Forças Armadas para promover a paz e proteger civis. Afinal, não sendo Bush, ele é incapaz de fazer coisas feias, ainda que na defesa “dos interesses dos EUA e do mundo”.

O discurso também é um tantinho mentiroso. Até os democratas se abespinharam quando descobriram que Obama foi à guerra contra a Líbia, sem autorização do Congresso.

Se um dia Obama aparecer roubando o pirulito de uma criança, alguma o infante terá aprontado… Nem a imprensa americana está mais nessa. E faz tempo.

Por Reinaldo Azevedo

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43 Comentários

  1. simone

    -

    01/11/2011 às 16:36

    Reinaldo, vc foi perfeito na comparação à 1984, e perguntando ao caro leitor identificado como Titus petronius: se vc diz: “Cada vez mais os fatos me levam a crer que Israel é um oásis de civilidade no Oriente Médio”, vc quer dizer tb que: cada vez mais os fatos te levam a crer que os Estados Unidos é um oásis de civilidade na América, não é msm? OU SERIA NO MUNDO?

  2. simone

    -

    01/11/2011 às 15:16

    Reinaldo, vc foi perfeito na comparação à 1984, e perguntando ao caro leitor identificado como Titus petronius: se vc diz: “Cada vez mais os fatos me levam a crer que Israel é um oásis de civilidade no Oriente Médio”, vc quer dizer tb que: cada vez mais os fatos te levam a crer que os Estados Unidos é um oásis de civilidade na América, não é msm?

  3. Sarah

    -

    23/10/2011 às 12:16

    No linguajar ”moderno” da internet, Reinaldo Azevedo trollando Heitor. Que senso de humor fantástico esse do Reinaldo auhahua

    “Heitor - 21/10/2011 às 18:4 -

  4. Heitor

    -

    21/10/2011 às 18:49

    REINALDOXX!!!

  5. esther correa

    -

    21/10/2011 às 15:08

    Tio
    …complementando…
    Ah tio, reparou que o Obama baixou o queixo? kkkkkkkkkkkkk.

  6. esther correa

    -

    21/10/2011 às 15:01

    Tio
    Não aguento mais a corridinha do Obama quando sobe 3 degraus que seja, como se fosse disputar uma Maratona! Ele quer demonstrar força, vitalidade, só, que isto ele não tem políticamente falando! É triste quando começamos a comparar o menos ruim com os piores. Faço isso: O Bush, por mais incompetente que fosse, sempre me passou competência no sentido de ter certeza daquilo que estava fazendo, das atitudes tomadas. Ele jamais vacilou em todos os sentidos. Já o Obama é um vacilador profissional, demonstrando insegurança em quase todas decisões.
    Não dá mais p/ acreditar nesse “show main” que o J.Macain descreveu com muita sapiência. Ele é um “show main”. É verdade. Nasceu p/ dar espetáculo sem jamais se aprofundar em coisa alguma!
    Pêmio Nobel da Paz ou da Guerra?

  7. José do Norte

    -

    21/10/2011 às 14:37

    O melhor correspondente barsileiro nos EUA é Olavo de Carvalho, o que ele diz torna-se compreensível no Brasil depois de 6 meses.

  8. Lucerna Juris

    -

    21/10/2011 às 13:43

    Pessoal, olha a semântica !
    Jamais o Obama, ou a turma do “politicamente correto”, “roubaria” o pirulito de uma criança. Eles apenas o expropriariam, exatamente para o bem, não apenas dessa criança propriamente dita, mas, acima de tudo, para o bem do povo, pois, como sabem os esses iluminados, chupar pirulito faz mal pra saúde…

  9. Surfista Prateado

    -

    21/10/2011 às 12:41

    Mas qual a novidade? Este Luís Fernando, Jorge Pontual, etc., todos vivem lá nos EUA, são marxistas doentes, esquerdistas de primeiro time. Sempre o que Obama faz está certo, ou até agora esta novidade, ele não fez também mesmo quando fez. E o PT reclama da Globo…

  10. Martha B.G.

    -

    21/10/2011 às 12:39

    A gente está sempre atrasado…

  11. Marco Antonios de Souza

    -

    21/10/2011 às 12:01

    O assunto não tem nada a ver com a pauta desse comentario, mas , é importante,Descobri que o Lula é pé frio!!Todo mundo que ele abraça se lasca!O Hugo Chavez arrumou um puta cancer, o Kadaffi morreu a tiro, o Sadam foi enforcado, o Obama falou que ele era o cara e vai entubar na proxima eleição,o indigena Evo Morales se meteu com o Lula e a indiarada parou a Bolivia e a estrada do Lula.A Dilma foi virar pau mandado e só se ve ministro saindo pelo ladrão( que expressão!!)um atras do outro.O Ze Dirceu periga ir para cadeia.E por ai vai. Daqui a pouco vão começar a cancelar as ilustradas conferencias do Nunca Dantes

  12. CPR

    -

    21/10/2011 às 12:00

    A tradução está boa, tio Rei. Só um pequeno errinho. Ao invés de “parceiros internais” o correto é internacionais. Abraços.

  13. Lucas

    -

    21/10/2011 às 11:31

    Silva Pinto é petralha. Aliás, é um democratalha. Na entrevista que fez com Walter Williams, o professor negro que é contra as cotas, não escondia aquele ar de indignação e perplexidade típico de quem chega ali com uma pauta, não prá fazer seu trabalho jornalístico. É sempre assim. Seu equivalente na sucursal paulista da Globo é aquele das galochas, o tal Burnier, que foi de olhos esbugalhados a Honduras defender o golpista Zelaya e confrontar o governo transitório, constitucional e democrático de Micheletti. São dois reportéres que caberiam perfeitamente na esgotosfera.

  14. Rodesiludido

    -

    21/10/2011 às 10:45

    Não tem faltado notícias que não são a exata expressão da realidade, concordo plenamente com seu ponto de vista, é a famosa puxada de brasa para a sardinha preferida.

  15. Fábio

    -

    21/10/2011 às 10:31

    Gostei da comparação. Quando Obama aparecer roubando pirulito de uma crinça será a versão de um republicano. Na versão democrata ele estará evitando que a criança tenha problemas futuros como cárie e obesidade.

  16. Alexandre

    -

    21/10/2011 às 8:41

    Obama não rouba pirulito de crianças, ele evita, de forma heroica, cárie e diabetis infantil.

  17. Victor

    -

    21/10/2011 às 7:18

    Sai Gaddafi, entra Irmandade Muçulmana.

    Sai um ditador socialista e entram os ditadores muçulmanos.

    De ruim a péssimo… boa sorte.

  18. ricardo

    -

    21/10/2011 às 7:18

    pô, Eliane 1:04, pensa só mais um pouquinho a frente…hoje eles fizeram aquilo com o Kadaffi…amanha, se morasses na Libia e estivesses no caminho dos “rebeldes”, poderia ser você…e ai pra se livrar de canalha ruim, você teria que se aliar a canalha ainda pior e assim tocaria o ciclo vicioso do rodizio de poder no pais…

  19. ricardo

    -

    21/10/2011 às 7:14

    ué? nao tomaram o depoimento do “amigo e irmão” brasileiro do Kadaffi? assim não pode!!! queria ver o Luis Inassiu chorando pela morte do amigo-irmão…

  20. JulioK

    -

    21/10/2011 às 5:56

    Reinaldo,

    A fala do Obama foi perturbadora para a democracia mundial.
    Uma coisa é o povo depor um ditador, outra é um “estrangeiro” fazer proselitismo sobre o ocorrido e dar um “aviso” aos outros ditadores!!!

  21. Octávio

    -

    21/10/2011 às 2:26

    Não é que o cumpanhero Obama está assinando teste de DNA até de pintura da Monalisa? Acho que aquele “esse é o cara” foi identificação mesmo! Só falta mandar prender a língua! Mas americano quer é emprego!

  22. Incisiva

    -

    21/10/2011 às 1:29

    É do ôba, ôba igualzinho ao daqui.
    Diferença: sabe ler e escrever! Só isso!!!!!!!

  23. Eliane (RJ)

    -

    21/10/2011 às 1:04

    Reinaldo,
    Sinceramente pouco estou me lixando para o que aconteceu com o Kadafi! Ele era um genocida e se os libios quiseram mata-lo, nao serei eu a me opor.
    Menos um!
    Ainda falta o da Siria!
    Pior seria se Lula, Dilma e o resto da canalha petista oferecesse asilo ao ditador comapnheiro!

  24. Luiz Fernando M.

    -

    21/10/2011 às 0:59

    O que aconteceu no jornal da Globo? Mostraram todos os lideres mundiais que já apertaram a mão do falecido ditador. Desde Mandela, Obama, Blair até o bufão de caracas, mas parece que esqueceram de Lula.

    O que acontece em favor do apedeuta que, sempre que algo potencialmente negativo pode aparecer relacionado a sua imagem, ele é protegido de si mesmo?

  25. Mr. Carcaju

    -

    21/10/2011 às 0:46

    E a nossa presidanta, quer dizer… presidenta, ainda aparece na televisão para dizer que apoia o movimento democrático na Líbia! Que movimento democrático?!? Guerra civil é movimento democrático? Ataque militar por parte de potências estrangeiras é movimento democrático? O Goebbels deve estar lá no inferno satisfeito com os seus pupilos! Aprenderam direitinho!

  26. Mr. Carcaju

    -

    21/10/2011 às 0:40

    E ainda há quem diga que a tv Globo é uma emissora de “direita”, anti-governo… É a eterna repetição dos chavões esquerdistas já gravada na mentalidade da população. Esse reporterzinho, Luiz Fernando Silva Pinto, nunca escondeu sua postura esquerdopata feroz. O vídeo do ideário dele sendo calma e logicamente desmontado pelo Walter Willians é simplesmente imperdível(link no post do Oswaldo às 23:35).

  27. Titus Petronius

    -

    21/10/2011 às 0:39

    Guerra é paz, liberdade é escravidão, ignorância é força…

  28. enduvidado

    -

    21/10/2011 às 0:34

    sr reinaldo parafraseio-o “Há pouco, no Jornal Nacional, líderes mundiais saudaram a morte de Muamar Kadafi.”
    mas a dilmaquinista, ou ewok, como foi maldosamente batizada disse: “A Líbia está passando por um processo de transformação democrática. Agora isso não significa que a gente comemore a morte de qualquer líder que seja”, ou seja, por mais q o sr e os vossos leitores a odeiem, nesse ponto ela compartilha sua opinião, ou o sr compartilha a dela
    abs

  29. Titus Petronius

    -

    21/10/2011 às 0:30

    Guerra é feio, Reinaldão, coisa de reacionários. Os progressistas fazem “ação militar”… Agora, as imagens da captura de Kadafi são deprimentes. Vejo ali uma legião de Kadafis. Caramba! Em qual estágio da civilização aqueles caras estão? Cada vez mais os fatos me levam a crer que Israel é um oásis de civilidade no Oriente Médio.

  30. Marcos F

    -

    21/10/2011 às 0:01

    Tem. Ainda tem americano querendo ou dizendo, que o Obama é perfeito, e que tudo que dá errado, é consequência das forças do mercado!
    Tem.

  31. marcia

    -

    20/10/2011 às 23:53

    Reinaldo
    Não sei como você consegue. Me embrulha o estômago, tenho taquicardia, não consigo mais assistir o Jornal Nacional.

  32. Oswaldo

    -

    20/10/2011 às 23:35

    pois é Reinaldo… o Luiz Fernando Silva Pinto já mostrou bem a sua visão de mundo… você mesmo apontou aqui:

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/abaixo-uma-aula-de-radicalidade-e-tolerancia/

    vendo o JN também estranhei a declaração de que Obama não fez a guerra… ou algo assim…

    Sobre Kadafi ter morrido em tiroteio… depois de rendido e moribundo, conseguiu tomar a arma de algum rebelde e começou a trocar tiros com os mesmos?

    Outra coisa: você acredita mesmo que ele estava num tubo de esgoto? Ou foi somente para criar a imagem de “rato no esgoto”?

  33. celia pereira

    -

    20/10/2011 às 23:34

    O inferno está em festa para a recepção ao ditador assassino. Como todos os ditadores, um dia a casa cai.

  34. Anônimo

    -

    20/10/2011 às 23:21

    A guerra mal começou, Sr Silva Pinto! Mas não importa, a verdade anda em baixa ultimamente, coisa de tempos sombrios. Neste blog ela vem sem filtro e é aqui que eu fico sabendo da existência de profissionais como o senhor.

  35. Alexis de Tocqueville

    -

    20/10/2011 às 23:08

    Harry Truman envolveu os EUA na Guerra da Coréia sem qualquer autorização do Congresso americano, pois, de acordo com a Constituição dos EUA, a chancela parlamentar ao envio de contingentes militares no exterior só ocorre na hipótese de declaração formal de guerra. O instituto da declaração de guerra, repito, perdeu efetividade no direito internacional público há mais de seis décadas. O republicano John Boehner, líder da maioria na Casa dos Representantes, alertou o governo de Barack Obama, em maio último, sobre a ilegalidade do envolvimento militar americano na Líbia argumentando que uma lei promulgada em 1973 exige a autorização do Congresso para a realização de intervenção militar no exterior cuja duração exceda a 60 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 30 dias. Ocorre que a referida lei refere-se a ações bélicas que envolvam o intercâmbio de hostilidades, o que não se aplica obviamente à oferta de apoio logístico a forças externas que estejam a participar de uma conflagração.

    REINALDO RESPONDE

    Ah, agoira está explicado…

  36. Rogério

    -

    20/10/2011 às 23:08

    Você tem razão no que diz.
    Agora, um dia, a história vai restabelecer a verdade sobre Bush e os governos republicanos (que também tem lá seus erros). O mesmo vai acontecer com o sr. Barack Hussein, o fraco populista deles. O nosso molusco que espere tranquilo, a hora dele vai chegar. Só que desse já se conhece a essência, por enquanto encoberta à custa de boa grana a financiar uma cambada de jornalistas medíocres.

  37. Anônimo

    -

    20/10/2011 às 22:54

    CANALHAS!
    DEMÔNIOS!

  38. Cris Rocha Azevedo

    -

    20/10/2011 às 22:50

    Rei

    Depois que o Jn disse que as obras dos estádios, em sua maioria , estão em estágio ADIANTADO, eu acredito em qualquer coisa.

  39. Rolando

    -

    20/10/2011 às 22:49

    Esse puxa saquismo do Obama é de abismar, eu acho que alguns repórteres mais sérios devem ficar constrangidos de ter que falar tais besteiras.

  40. claudio do Amaral

    -

    20/10/2011 às 22:41

    Rei, vc não vai com a cara do Obama? Ora, ou vc condena o mesmo, pelas mortes do terrorista Bin laden, e agora o ditador kadaf. Que diga-se de passagem, o Bush fez de tudo para matar o bin laden. Não conseguiu, e direcionou os seus artefatos, para o Iraque, com o pretexto de que o citado país tinha armas de destruição em massa. O que ficou provado que tudo não passou de uma artimanha, para invadir o país, juntamente com a inglaterra, de olho no petróleo do mesmo e na recontrução do país, que eles aniquilaram com os seus mísseis. Assim sendo, ou se está do lado do Obama, que está pondo um fim nas dinastias dos ditadores, ou se está do lado dos PTralhas, que choram as mortes dos deles! Contudo, querem o mesmo regime autoritário, para o Brasil! Portanto, que o Obama não é nenhum santo, eu sei, contudo, se o mesmo tiver que ir para o inferno, com certeza, o Bush, os PTralhas e os ditadores, irão na frente! dá-lhe Obama, vamos detonar com esses ditadores genocidas! O mundo democrático, o agradece!

    REINALDO RESPONDE

    Sua análise sobre o que penso é equiivocada, mas é aus opinião. OK. Quem disse que critiquei Obama pela morte de Bin Laden? Eu até critiquei o excesso de explicações.

  41. Fabio

    -

    20/10/2011 às 22:37

    Estais absolutamente certo! Obama entrou em guerra contra a Líbia sem autorização do congresso. Assim como Bush filho o fez sem autorização do conselho de segurança da ONU. Se eu regredisse, encontraria mais e mais atos totalitários. Qual é a questão?

    Os EUA estão em plena crise democrática-liberal. Desde o governo Bush filho que atos facistas são praticados sem o menor pudor, não interessa qual partido esteja na casa branca. É uma crise institucional.

    Todo dia mais e mais atos contra a constituição americana são praticados. Há pouquíssimos políticos engajados em retomar os valores dos pais fundadores americanos. E está difícil de convencer a américa de quais são os valores americanos da sua fundação!

    Peço a gentileza de comentar a atual disputa republicana pela candidatura americana na eleição americana.

    REINALDO RESPONDE
    Você insiste numa confusão que insisto em desfazer. Países não precisam de autorização da ONU para ir à guerra. Ela jamais dará. Os EUA tentaram a aprovação do Conselho de Segurança, não conseguiram, juntaram-se a outros e foram. MAS NÃO ESTAVAM LÁ EM NOME DA ONU. Entendeu a diferença? O trio mais a Otan aturam em nome da ONU; logo, não poderia ser daquele jeito.


 

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