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13/06/2009

às 6:09

E Caetano vai levar a prebenda da Lei Rouanet…

Por Marcio Aith, na Folha:
“Não sou masoquista para trabalhar só com artistas malsucedidos. O ministério não tem vocação para irmã Dulce ou para Madre Teresa de Calcutá.” Com essas palavras o ministro da Cultura, Juca Ferreira, indicou à Folha que irá rever a decisão que proibiu produtores do músico Caetano Veloso de captar patrocínio da Lei Rouanet para divulgar o novo CD do artista, “Zii e Zie”.
Em reunião em maio, a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) decidiu que o projeto, no valor de R$ 2 milhões, não precisa da Rouanet por ser comercialmente viável. A CNIC é um órgão colegiado que pertence ao Ministério da Cultura. O ministro pode, a seu critério, rever as decisões da comissão. Ferreira negou ter sofrido pressões da empresária Paula Lavigne, ex-mulher e empresária de Caetano, para que a decisão fosse revertida:
“Ela não fez nenhum sauê, apenas ligou para mim e perguntou qual critério tinha sido utilizado para Caetano que ela não percebia que tinha sido usado para outras pessoas”. Leia a seguir a entrevista.
 
FOLHA- O sr. vai rever o veto a Caetano Veloso?
JUCA FERREIRA
- A produção de Caetano entrou com o recurso, que vai ser analisado pelo ministério. Estou acompanhando. Evito ao máximo rever decisões da CNIC. Só quando ocorre um erro muito contundente procuro chamá-los à razão.

FOLHA- Que erro foi esse?
FERREIRA
- O que houve é o seguinte. Não é possível aplicar um critério para um artista e não aplicar para outro. A lei atual não tem nenhum critério que diga que os artistas bem-sucedidos não podem ter seus projetos aprovados, e nem a nova deverá ter. No ano passado, quando eu intervim para aprovar o show da Maria Bethânia [a CNIC também tinha negado acesso da cantora à Rouanet], já tínhamos aprovado projetos da Ivete Sangalo, artista mais bem-sucedida comercialmente em todos os tempos. Não podemos sair discricionariamente decidindo, sem critérios legais.
(…)
FOLHA - O senhor diz que não há critério legal para negar o projeto de Caetano Veloso. Se não existe critério, por que musicais como “Peter Pan” e “Miss Saigon”, e exposições como “Leonardo da Vinci” e “Corpo Humano” foram negados?
FERREIRA
- Não vou aqui discutir casos.Frequentemente há erros, eu tenho dito isso. É justamente a falta de critérios que cria ambiente para julgamentos subjetivos. Um dos objetivos da reforma da lei é adotar critérios previamente legitimados pela discussão pública.

FOLHA - Não há uma contradição entre o espírito da reforma da Lei Rouanet, baseada no uso de dinheiro público para quem precisa, e a decisão de estender a lei a Caetano, um artista consagrado?
FERREIRA
- De modo algum. O show já está em turnê, cobrando um preço. Seus produtores se dispuseram a reduzi-lo para pouco menos da metade se for incorporado dinheiro público. Ao que parece, o ingresso cairia para R$ 40 inteira, e R$ 20 meia. Isso possibilita a ampliação de pessoas na plateia. Atende a uma demanda nossa, a de que um artista bem-sucedido amplie seu público. Não é contraditório. Queremos uma política cultural sólida, mas não faremos isso sem os grandes artistas brasileiros. A única coisa que apontamos é que, da maneira como a lei é hoje, os artistas novos, de diversos Estados, não têm acesso à lei. Não sou masoquista para trabalhar só com artistas malsucedidos. O ministério não tem vocação de irmã Dulce nem de Madre Teresa de Calcutá. Um artista conhecido pode ter dificuldade de conseguir patrocínio para uma obra experimental, ou pode ser do interesse público abaixar os preços de um espetáculo popular. Deve-se avaliar economicamente cada projeto, o que hoje a lei sequer prevê. A discussão não está aí. Aqui

Comento
Este bogueiro já se declarou contra subsídio até para feijão, como sabem. Ou jamais seremos eficientes na produção de feijão. Simples e óbvio assim. Imaginem esse papo de subsidiar cultura…

Mas vá lá. A coisa está aí. Juca Ferreira, coitado!, chega a ser patético, bisonho. Sabe que Caetano, se quiser, pode fuzilá-lo com três ou quatro palavras, que seriam publicadas em todos os jornais. E por quê? Porque, se pode haver dúvida sobre se é ou não o mais importante artista popular brasileiro, uma coisa está fora de debate: é o mais influente. E, obviamente, não tem problemas para atrair público a seus shows. Se um Caetano precisa de Lei Rouanet, os outros artistas precisam de muleta. Tenham paciência!

É uma piada. Ao justificar, no entanto, a revisão da decisão, concedendo ao cantor o benefício, Juca Ferreira se trai e evidencia uma espécie de má consciência que vai tomar conta da lei. Explico.

O espírito da revisão da lei, diz ele, é descentralizar a concessão de benefícios, atendendo a produções regionais, que não se orientem só por critérios de mercado etc. Bem, vocês conhecem essa cascata. É claro que, dado esse critério, Caetano estaria fora: tem público, não é um autor regionalista desconhecido, não faz arte experimental… Ao contrário: é a própria filha da Chiquita Bacana…

Mas aí é Juca Ferreira quem demonstra o que realmente pensa dos tais artistas fora do mercado que serão apoiados pela Lei Rouanet: “Não sou masoquista para trabalhar só com artistas malsucedidos. O ministério não tem vocação de irmã Dulce nem de Madre Teresa de Calcutá.”

Sacaram? O que não for, digamos, coisa de mercado, como Caetano, é “artista malsucedido”… Pergunto: por que o Estado tem de dar subsídio a artista malsucedido? E os caminhoneiros malsucedidos? E os contabilistas malsucedidos? E os padeiros malsucedidos? Ah, bem, não vale perguntar sobre torneiro-mecânico malsucedido…

Por Reinaldo Azevedo
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46 Comentários

  1. Heitor Branquinho

    -

    24/06/2009 às 14:07

    Fiz uma música sobre esse triste episódio do Caetano e a política cultural da Lei Rouanet.
    Está no meu blog: http://www.umbranquinho.blogspot.com

    Abs…

  2. zoot

    -

    16/06/2009 às 13:58

    Cineastas e artistas vivem com o chapéu na mão pedindo cada vez mais verbas. Mas estão todos milionários. Dá para entender porque esses “intelectuais” jamais fazem críticas ao governo, por mais patéticas que sejam as notícias de corrupção deslavada e os desmandos desta esquerda equivocada.

  3. zoot

    -

    16/06/2009 às 13:53

    Esses baianos são poderosos. Lí num jornal que Tom Zé se referiu a eles como a máfia do acarajé. O Caetano deve ter aprendido muito com seu amigo Gilberto Gil o “caminho da roça” para o dinheiro público.

  4. rocket

    -

    15/06/2009 às 15:14

    Reinaldo, você tocou no elo mais fraco da corrente de cordialidade do brasileiro. Infelizmente, tendemos a cultuar e proteger os malsucedidos em detrimento daqueles que tem sucesso em suas atividades e que deveriam servir de exemplo para os demais. Não quero dizer que deveríamos exterminar todos os fracassados, longe disso! Deveríamos aprender com os êrros, estudá-los, de forma que possamos corrigí-los e evitá-los na próxima tentativa. E punir quem insistir no êrro. Temos que cultuar o sucesso e não o fracasso. Nélson Piquet já disse que o segundo lugar no pódio é o primeiro lugar dos perdedores. Pode ser duro demais para alguns mas, é a verdade. Temos que acabar com o culto ao coitadinho.

  5. Baiano

    -

    15/06/2009 às 9:50

    Reinaldão,

    Aqui na Bahia é notória a amizade entre Caetano e o Ministro Juca. Aliás, dizem as más línguas que a relação seria, digamos, mais familiar:

    http://www.terra.com.br/istoegente/edicoes/500/artigo130934-1.htm

  6. pctinoco

    -

    15/06/2009 às 9:47

    Artistas façam o seguinte: Pare de estudar, corte um dedinho, suba num banquinho e comece a falar (com lingua presa) contra tudo e todos, se elega por um sindicatozinho qualquer, quando for preso, peça uma bolça qualquer. Melhor que essa lei idiota.
    abraço

  7. Luiz Antonio Rodrigues

    -

    14/06/2009 às 17:43

    esse idiota que substituiu “tia anastácia” acha que usando dinheiro público para promover seus conterrâneos que nada necessitam, pois são sabidamente bem sucedidos financeiramente, acha que com o uso da lei rouanet consegue baixar o preço dos ingressos dos espetáculos para “meros” R$40,00 !
    repito, o idiota esquece que esse valor representa 10% do salário mínimo vigente em banânia! R$ 40,00 podem ser baratos para essa cambada que aparelhou o estado com salários maiores que o de funcionários de empresas privadas! empolgaram o “pudê” e perderam a noção da realidade! são os “burgueses de esquerda”, a tchurma que logo mais vai exigir “dachas” para seus dias de lazer”!

  8. wilson

    -

    14/06/2009 às 14:16

    e pensar que essa patotinha que se julga o supra-sumo do engajamento da moral e da arte foram os mesmos que acusaram e ainda acusam Wilson Simonal de ter sido dedo-duro dos governos militares e puxa-saco dos poderosos….

    a diferença é que eles fazem tudo isso (sugar verbas públicas e do setor privado) e nem sentem vergonha, e ainda apontam os dedos pr os outros acusando-os de não engajado o suficiente

  9. PC

    -

    14/06/2009 às 13:12

    Parece que neftepaif (atenção para a língua prefa) todo mundo quer ser ‘funcionário’ público. Uns fazem concurso, o que está ok. Outros descolam uma boquinha aqui, uma subvençãozinha ali. Daqui a pouco até jogador de futebol ou corredor de fórmula 1 milionários vai querer dar uma mamada. O Flamengo já dá a sua mordidinha na Petrobrás. Deve ser importante a Petrobrás anunciar seus produtos junto à torcida do Flamengo…

  10. IPS

    -

    14/06/2009 às 12:40

    Mas agora, Tio Rei, você entendeu o porquê do ataque do manocaetano a este Bolg. São apenas negócios e o manucaê tá precisando ficar de bem com os apedeutas. São legião. E esses são nossos artistas. Acho que ele ainda vai pro bolsa ditabranda. Não ficou exilado in london, london , afinal ? Uma bolcetinha ditabrandazinha até que pega bem…

  11. einho

    -

    14/06/2009 às 10:42

    Traduzindo, tem mutreta no pedaço. Caetano é um artista consagrado e certamente não precisa de patrocínio governamental. Vai ver, tem algum desvio que vai alimentar o bolso de algum necessitado do ministério, coisa muito comum nesses tempos de PeTismo. O que o ministro não disse, talvez porque desconhece, é que existem artistas que são chamados de segunda categoria apenas pelo fato de não pertencerem a panelinhas especializadas em desviar dinheiro público, naturalmente vindo do nossos impostos. Ministro, os fatos estão ai, comprovados, os seus argumentos são pífios e não adianta continuar falando, porque só sai asneiras da sua boca. É lamentável!!

  12. antoni

    -

    13/06/2009 às 23:40

    Caetano

    Escreva só um pequeno parágrafo para moer esse petralha. Ou abra a boca na mídia.
    É legal e legítimo um artista buscar patrocínio para um
    projeto. Se assim fosse um grupo de excelencia não poderia captar recursos para pesquisa, ciencia e tecnologia.
    Tudo bem Caetano Veloso é um genio da musica e da poesia,
    mas tem o direito de aplicar para a lei.
    Tio rei,
    Genial v, voce traduziu e revelou a alma petralha. Tudo para os
    fracassados. Bolsa família para o povo brasileiro (fracassado),
    lei de incentivo para os artistas sem chance, ou seja eles nào sabem o que sifnifica projeto, incentivo, incubar C&T. Só esmola
    para os PTralhas e para os derrotados.

  13. jabuticaba

    -

    13/06/2009 às 23:19

    reinaldo, ficou claro o sentido daquela letra de musica do caetano”
    ….. vaca de assombrosas tetas…’

  14. Sandra

    -

    13/06/2009 às 22:48

    Não sei porque Caetano, compositor tão brilhante, insiste numa atitude tão antipática.

  15. Artista

    -

    13/06/2009 às 22:38

    Shakespeare, Mozart e Michelangelo tiveram apoio de seus respectivos estados.

    Todos eram gênios, talvez se argumente…mas como decidir a priori?

    Quanto aos “padeiros mal sucedidos”, nós não estamos falando de artistas mal sucedidos, mas artistas que talvez pudessem ser bem sucedidos, desde que com certo apoio. Há inúmeros ramos de negócios e projeto empresariais que contam com apoio, até darem certo.

    Mas isso não importa: liberalismo hasta la muerte. Custe o que custar. Venceremos. Certo?

  16. Paulo Potiguara

    -

    13/06/2009 às 22:28

    Reinaldo, o Caetano e seus produtores estão atrás de dinheiro público para subsidiar uma tounée de um disco horroroso. Esse é o grande problema. A produção musical de Caetano está péssima. Seus novos cds não se comparam ao que já realizou no passado, aliás não tão recente assim…

  17. ORITAS

    -

    13/06/2009 às 22:10

    QUANDO SE DIZ QUE ESSE É UM PAÍS DE MERDA AINDA TEM GENTE QUE FICA HORRORIZADO, SERIA HIPOCRISIA ACUSAR SOMENTE ESSE GOVERNO DE RESPONSÁVEL PELAS ATUAIS SAFADEZAS COM DINHEIRO PÚBLICO, ESSAS “M” TODAS VEM DESDE O GOV FHC, LEMBRAM DO HOTEL CINCO ESTRELAS QUE O SERRA PREPAROU PARA O MANÍACO CHAMPINHA? POIS É ESTAMOS NO MATO SEM CACHORRO, SÃO POR COISAS DESSE DIPO QUE UNS FALAM, “ESTOU ME LIXANDO PARA O POVO” E
    OUTROS NÃO FALAM MAS PENSAM IGUALZINHO E AGEM TAMBÉM
    IGUALZINHO.

  18. Dacem

    -

    13/06/2009 às 19:57

    Reinaldo

    Aproveito este espaço para perguntar ao Caetano Veloso ” Meu rei porque voce não vai trabalhar como faz todo brasileiro decente ? Tenho certeza de que voce nunca trabalhou para ganhar a vida (no bom sentido), porque não começa agora ? Comece a contribuir para o INSS e daqui uns quinze anos voce terá direito a uma aposentadoria de um salário mínimo. Força meu dengo !
    E olha que já fui seu fã de carteirinha, comprei obras suas.

  19. NÉLIO

    -

    13/06/2009 às 19:32

    JUCA, JUCA, QUEM É VOCÊ? O ARAKEN, OU O FAMOSO QUEM? meus sais por favor…

  20. nélio

    -

    13/06/2009 às 19:30

    juca, juca, quem é vocÊ

  21. Vera L.

    -

    13/06/2009 às 18:06

    Reinaldo isso é história pra boi dormir de Juca Ferreira, ele está mesmo é com medo de levar uns sopapos de Paula Lavigne, dizem que hoje está PODEROSA, de artista de terceiro escalão da Globo e mulher de Caetano, virou empresária bem sucedida e ex mulher de Caetano, pra quem até há algum tempo atrás não era lá essas coisas, a dita faz “chover” dinheiro mesmo, vai ver é por isso ela e Flora Gil não amarram as éguas juntas, Flora também é uma “empresária” bem sucedida, quando mulher do Ministro da Cultura Gilberto Gil, deve ter barrado a outra nessas benesses. Agora com essa BANANA do tal Juca, Paula, a BARRAQUEIRA, está fazendo o seu papel.

  22. Anonimo

    -

    13/06/2009 às 17:15

    Quer dizer que o preco do ingresso vai cair para 40 ou 20 reais?
    Ha ha ha!! Quer ver!! O lucro extra vai mesmo e’ para o bolso dos pordutores, nao ha’ duvida. E dizer que a plateia vai aumentar … Ha! Nunca vi show do Caetano que nao estivesse lotado, independentemente de preco de ingresso. O ministro e’ patetico mesmo!

  23. Marcos F

    -

    13/06/2009 às 17:13

    Caetano tem fome … de dinheiro. Isso tem.
    Caetano tem uma ex-mulher muito macho, que Ministro nenhum enfrenta. Ainda mais o Juca-Juca.
    O final é o apoio à diversidade: antes a Bethania, agora “le zie” (as tias). A “famiglia” chegou a Sto. Amaro “da purificação”.

  24. Titus Petronius

    -

    13/06/2009 às 16:50

    Torneiro-mecânico malsucedido perde o dedo…

  25. ricardo

    -

    13/06/2009 às 16:45

    e depois vai la o Caetano cantar “o Haiti eh aqui, o Haiti eh aqui”…pois eh, eh aqui mas pelo jeito ele acha que não tem de fazer nada pra ajudar a mudar a situação…

  26. bittar

    -

    13/06/2009 às 16:08

    Á partir de hoje sou veemente contra essa lei Rouanet Veja se quem paga mais impostos são os que ganham até 02 SM (quase 37%do que ganham fica com o governo) . Acho q este $
    ficaria melhor se produzisse uma melhor educação, saúde,seguran-
    ça.

  27. Fátima

    -

    13/06/2009 às 15:59

    Esse fato só diminui Caetano Veloso, é uma VERGONHA…ele está mesmo em fim de carreira (ao que parece), é muita apelação..É tempo de acabar com essa LEI e com esses métodos, até mesmo para os malsucedidos, para quê jogar dinheiro no LIXO?

  28. N.

    -

    13/06/2009 às 14:54

    Nenhum dinheiro publico deve ser destinado a artistas.
    Você imagina um circo de interior com verba publica?
    De que graça é capaz um “palhaço funcionario publico”?

    Já o investimento em museus, salas de espetaculo, bibliotecas,
    praças de esporte são equipamentos publicos que ampliam a educação basica de qualidade. Esta sim, destino de dinheiro publico.

  29. Anônimo Paulistano

    -

    13/06/2009 às 14:37

    A solicitação do subsídio cultural por Caetano Veloso atende a dois papeis distintos : é perfeitamente legal mas ao mesmo tempo é imoral na medida que toma para si toda a grana que seria destinada aos movimentos regionais de cultura, fonte de onde ele profissionalmente já se valeu um bocado em seus shows e vasta discografia.

  30. N.

    -

    13/06/2009 às 14:04

    Os artistas brasileiros pensam que tem talento suficiente..só lhes falta o $$$$ publico.
    Para os americanos por exemplo, Ministerio da Cultura é uma especie de jaboticaba: só tem no Brasil.

  31. Paulo Bicalho

    -

    13/06/2009 às 13:22

    Não vejo a Lei Rouanet como subsidio à Cultura. Essa visão é a do Governo (principalmente o atual). Vejo a Lei Rouanet como um artifício legal para transferir a decisão, apoio, execução e prestação de contas à iniciativa privada. Esta é muito mais bem preparada e eficiente para lidar com o apoio à cultura, pois vincula as suas marcas aos projetos.

    A Lei Rouanet transfere do Estado para as empresas o trabalho de incentivo à Cultura. A Lei em si não é incentivo à Cultura, mas um incentivo às empresas!

    Não fosse a Lei, a Cultura viveria sem qualquer tipo de apoio extra (impraticável no Brasil pelo menos) e os projetos teriam obrigatoriamente que ser financeiramente viáveis.

  32. amp

    -

    13/06/2009 às 12:04

    Grande Rei,

    Adorei o “e torneiro mecânico mal-sucedido…”

    Demais!

  33. Inez

    -

    13/06/2009 às 11:52

    Tio Rei
    Sou contra a lei Rouanet já á muito tempo é dinheiro público patrocinando vários eventos culturais onde o público nõ tem acesso. Um dos caso é o famoso Circo de Soleir que recebeu patrocínio, quando o Ministro era ainda Gilberto Gil, e o ingresso custou apenas R$300,00. Com esse valor o público tem acesso?
    Muitas peças de teatro recebem o patrocínio o ingresso custa no mínimo R$40,00 preço alto para o poder aquisitivo da maioria do povo não é.

  34. Wagner

    -

    13/06/2009 às 11:34

    Reinaldo, sabe quanto custava o ingresso mais caro para o show do mano Caetano aqui em Brasília: R$ 200,00. O mais baratinho saia por R$ 80,00. Pechincha, né?!

  35. Anonimo

    -

    13/06/2009 às 11:31

    Ih…ação entre amigos comunas…de novo!
    de novo, o Caê dando uma rasteira no Paulinho da Viola (lembram do 1 milhão sem licitação no reveillon do Rio, pro Caê, Chico Buraco e Gilberto Gil?…e 100 mil pro Paulinho da Viola?)

    E o sinistro? Não quer ser Madre Teresa de Calcutá ou Irmão Dulce (acha essa comparação uma OFENSA!!!)…quer ser…CAÊ!!! (acha essa comparação…UM ELOGIO!!!)

    Definitivamente…o petralhismo petista é o sub-mundo!

  36. ricardo carvalho

    -

    13/06/2009 às 11:21

    Olha. Sou, como sempre fui, contra o apoio de tais leis aos chamados medalhões da cultura brasileira. Seja, no teatro, musica, cinema, etc. Dinheiro público, deveria ser destinado à aqueles que estão iniciando. Certa vez, tomei conhecimento de que os governos estadual(Pernambuco) , municipal (Recife) e federal, apoiavam a gravação de um CD do Lenine, na França. Achei um absurdo : quem é Lenine? É um nome da música brasileira e não precisa deste dinheiro para se projetar. É uma vergonha… O dinheiro público é para aquele sanfoneiro, do sertão paraibano, para o reisado de Minas, ou para aquele grupo teatral, do interior do Pará. Medalhões, não. Sabem, como se virar.TENHO DITO.

  37. Fernando

    -

    13/06/2009 às 10:55

    Certamente o subsidio à Caetano provém da verba que o governo não gasta para quimioterapias em anciãos com mais de setenta anos.
    Reinaldo: quem se queixa…. não tem a menor noção do que é civilidade e justiça.

  38. vic

    -

    13/06/2009 às 10:52

    Compreensível somente para preservação do nosso folclore e olhe lá. Caetano e demais artistas não precisam de tal benefício! Mais um desperdício de dinheiro público!

  39. Tony

    -

    13/06/2009 às 10:47

    Tão contraditório quanto só um esquerdista pode ser.

    O discurso não pode mudar a natureza das coisas. Ou o subsídio estatal é destinado a projetos com “economicidade”, ou é destinado as obras que não se sustentam economicamente.

    Não é caso de contrariedade, mas de contradição. Ou é um, ou outro.

    Também acredito que não deve haver subsídio para nada, mas se houver um, acho que deve ser , por óbvio, para os casos que não se sustentam economicamente, restando, então, o problema insolúvel de se evitar o dirigismo estatal, o patrulhamento político e o aparelhamento partidário.

  40. anônimo

    -

    13/06/2009 às 10:27

    O problema esta nos subsídios! É aí que surgem todas as distorções e descaminhos. É o nosso dinheiro inflando os espertos.

  41. Léo - (vale do Paraíba)

    -

    13/06/2009 às 9:36

    Você não podia dizer melhor !

    Reinaldo -

    Ao escrever isto:

    Este blogueiro já se declarou contra subsídio até para feijão, como sabem. Ou jamais seremos eficientes na produção de feijão. Simples e óbvio assim. Imaginem esse papo de subsidiar cultura… ,

    você foi ao núcleo do problema.
    Por causa de erros como o dessa lei, eu digo: colocar a culpa do nosso subdesenvolvimento “nusamericanus” é o máximo da burrice, para dizer o mínimo.
    Parabéns!

    Léo - (vale do Paraíba)

  42. anonimo

    -

    13/06/2009 às 9:31

    “Ah, bem, não vale perguntar sobre torneiro-mecânico malsucedido…”
    nossa que fatalaty!!! hahahaha!!perfeito

  43. fiodor

    -

    13/06/2009 às 9:25

    Li há algum tempo na Veja que Caetano contabiliza com sua empresária um faturamento de UM MILHÃO E MEIO de reais por mes. Ora, com tal dinheiro em caixa quem precisa de subsídios ou boquinha pública para fazer shows ou lançar CD? Na minha opinião o que estes ex-esquerdistas querem é mamar nas tetas do Estado. Veja o caso do Gil; entrou ministro saiu cantor e ninguém percebeu mudança na Cultura. Eles exigem hoje o pagamento pela “militancia” que fizeram nos tempos idos. Assim como Sarney, a idade os tem prejudicado no senso e no juízo.

  44. nedinho

    -

    13/06/2009 às 8:41

    Caro Reinaldo:

    Olha que mimo a resposta do ministro in verbis:

    “O que houve é o seguinte. Não é possível aplicar um critério para um artista e não aplicar para outro. A lei atual não tem nenhum critério…”.

    Ora, se a lei atual não tem nenhum critério que tipo de lei é esta?
    E como aplicar 1 critério para 1 e outro para outro?
    Imagina na medicina: a todo doente aplica buscopan e manda embora.

  45. Small Winner

    -

    13/06/2009 às 7:41

    O papel de revisor desse ministrinho de 5ª categoria falando de artistas de 2ª classe é pra lá de ridículo e inútil, mas ainda menos do que o de farso banana gênero “emendando” decisões judiciais de outro país.

  46. TEODORA BELISÁRIO

    -

    13/06/2009 às 7:17

    ESSE SUBSÍDIO CULTURAL TANGENCIA A IDIOTICE DE PLANTÃO, NOTORIAMENTE AQUISITIVA DOS VAMPIROS DO ESTADO. LAMENTÁVEL… ALIÁS QUALQUER SUBSÍDIO NUMA ECONOMIA QUE SE PRETENDE LIVRE (SERÁ) É EXCRESCÊNCIA.


 

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