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Dom Ivo, o consultor Dirceu, a CNBB e jornalismo

quarta-feira, 14 de março de 2007 | 19:07
Ai, ai…
Na edição desta semana, a Veja publicou, na seção “Datas”, dois pequenos obituários: o de dom Ivo Lorscheiter e o de Jean Baudrillard. Eu, que sou meio verborrágico, tenho, não obstante, enorme apreço pela síntese. O que vai abaixo é de deixar a The Economist — que sempre matou as personalidade exemplarmente em suas páginas — com inveja. Reproduzo os dois textos em azul e sigo adiante:

Morreram: dom Ivo Lorscheiter, bispo de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Durante o regime militar, à frente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ele denunciou as torturas e os assassinatos de esquerdistas nos porões dos quartéis. Lorscheiter foi um dos principais defensores da Teologia da Libertação, uma excrescência saída da cabeça de padres ideólogos latino-americanos que tentava conciliar cristianismo e marxismo. O suporte à Teologia da Libertação lhe valeu uma admoestação do papa João Paulo II, que o alertou, na qualidade de presidente da CNBB, para os riscos da politização do Evangelho. O bispo também apoiou a criação de bandos armados que, a pretexto de lutar pela reforma agrária, deram origem ao MST. Dia 5, aos 79 anos, de falência de múltiplos órgãos, em Santa Maria.

• o ensaísta francês Jean Baudrillard. Sociólogo de formação, ele ganhou fama escrevendo textos obscuros, muito populares nos cursos de semiologia. Baudrillard fazia arrepiar de entusiasmo o pessoal da pós-graduação, com seu papo-cabeça sobre a “virtualidade” do mundo contemporâneo. Dizia, por exemplo, que a Guerra do Golfo “não existiu”. A trilogia cinematográfica Matrix faz menção a suas idéias. Talvez ele tenha sido mesmo um bom autor de ficção científica. Dia 6, aos 77 anos, de câncer, em Paris.

Seguindo adiante
Pois bem. Quem não gostou do que se disse sobre dom Ivo? O consultor de empresas privadas José Dirceu — que acaba de fechar novo contrato (leia na página de Lauro Jardim). Escreveu ontem o consultor: “É inacreditável o tom desrespeitoso, preconceituoso e agressivo com que a revista Veja desta semana registra a morte de D. Ivo Lorscheiter, ex-presidente da CNBB e um dos religiosos mais importantes da cena brasileira, na sua seção Datas.” Prossegue Dirceu (os grifos são dele): “A nota diz que D. Ivo denunciou as torturas e os assassinatos de esquerdistas, chama a Teologia da Libertação de uma excrescência saída da cabeça de padres ideólogos latino-americanos e diz que o bispo apoiou bandos armados que deram origem ao MST.”

Demonstrando notável sintonia com o Comissário de Assuntos de Empresas Privadas, a CNBB também protesta hoje numa nota chamada “Dom Ivo no banco dos réus?” (clique aqui para ler íntegra).

Vamos ver. Informa a revista que dom Ivo, “durante o regime militar, à frente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), denunciou as torturas e os assassinatos de esquerdistas nos porões dos quartéis.” Ora, se alguém poderia reclamar do trecho são os próceres do regime militar, não? Escreve-se de forma cristalina que foi um período marcado por “torturas”, “assassinatos”, tudo feito “nos porões”. E também se diz que as vítimas eram “esquerdistas”. Foi isso o que incomodou? Mas não eram? A palavra agora se tornou uma ofensa até para os… esquerdistas? Não foi Dirceu quem saudou a ministra Dilma Rousseff como “companheira de armas” — embora seja duvidoso que ele tenha pegado ao menos uma vez numa garrucha — quando ela assumiu a Casa Civil? As pessoas de esquerda não são “esquerdistas”? Posso até achar, pessoalmente, o termo um tanto ofensivo, porque lembro daquelas montanhas de cadáveres de Mao, Stálin, Pol Pot… Mas, até onde sei, um esquerdista legítimo não se ofende com isso porque não dá a menor bola para esses, como dizer?, danos colaterais.

Aí a Veja prossegue: “Lorscheiter foi um dos principais defensores da Teologia da Libertação, uma excrescência saída da cabeça de padres ideólogos latino-americanos que tentava conciliar cristianismo e marxismo.” É claro que há uma opinião expressa acima. Classifica-se, com grande comedimento, a Teologia da Libertação de “excrescência”. Só que o texto, com precisão, diz por quê: “tentava conciliar cristianismo e marxismo”. E é mentira? Perguntem ao cardeal Ratzinger, agora Bento 16. São inúmeros os documentos da Igreja criticando essa impossível conciliação. Dirceu e a CNBB podem não gostar, mas ainda não têm mais autoridade do que o Vaticano nesse assunto. Ademais, “excrescência” não é uma palavra tão feia como se supõe. No dicionário: “ponto que se eleva acima da superfície; saliência, proeminência; demasia, excesso, superfluidade; coisa que desequilibra a harmonia de um todo”. Não poderia ser mais precisa para classificar o que costumo chamar de “Escatologia da Libertação”.

Sigamos: “O suporte à Teologia da Libertação lhe valeu uma admoestação do papa João Paulo II, que o alertou, na qualidade de presidente da CNBB, para os riscos da politização do Evangelho.” A nota da CNBB, que é pia, e a de Zé Dirceu, nada pio, não piam a respeito. Ignoram solenemente a informação, que é história. Veja tratou dom Ivo, até aqui, com a mesma objetividade de João Paulo II.

E, concluindo a nota, escreve a revista: “O bispo também apoiou a criação de bandos armados que, a pretexto de lutar pela reforma agrária, deram origem ao MST”. O Zé não gostou de “bandos armados”. Parece que os invasores de terra usam flores em suas ações. Claro, claro, a depender da opinião que se tenha sobre a “luta” dos “companheiros”, seria possível escrever algo como: “apoiou também a mobilização das vítimas do capitalismo na busca por um pedacinho de chão”. É uma questão de saber de que lado você está da cerca. Não da cerca da propriedade, mas da cerca do Estado de Direito. Na questão da tortura e morte de esquerdistas, dom Ivo estava de um lado; no que respeita à propriedade privada, de outro. Simples assim.

Mas eu entendo…
Mas eu entendo a reação do Zé. Em primeiro lugar, reage contra a Veja, qualquer que seja o pretexto, porque isso é útil à sua mitologia pessoal. Em segundo lugar, mas não por último, é possível que haja aí um certo temor ancestral de caráter pessoal, egoísta até: “Se, em nota tão curta, conseguiram ser tão justos com um bispo, imagino o que não farão comigo quando chegar a minha vez…” Calma, Zé, a vida é longa!

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34 comentários em “Dom Ivo, o consultor Dirceu, a CNBB e jornalismo”

  1. Elstir disse:

    Concordo com Letícia Braun.
    Elstir

  2. João Paulo Rodrigues disse:

    Ah, sim. Apenas para registro; acho Baudrillard chato e incompreensível.

  3. João Paulo Rodrigues disse:

    Um exemplo de como se pode criticar, ao mesmo tempo que evitando a grosseria: leiam o obituário de Baudrillard na The Economist (http://www.economist.com/obituary/
    displaystory.cfm?story_id=8848290).
    Enfim, lá onde existem liberais de verdade, não impera a grosseria tipicamente brasileira, e especialmente exemplar no conservadorismo brasileiro.

  4. NoBomber disse:

    Joao Paulo Rodrigues aas 10:43 AM disse:
    “A linguagem de Veja revela não suas posições …e prefere impressionar o leitor com apelidos, ironia grosseira e simples ofensas em vez de argumentos…”

    - E, também, com a verdade que ninguém da imprensa disse quando ainda em vida.
    É um direito natural dos cidadãos brasileiros saberem, quem é ou foi quem.
    pt saudacoes

  5. Érica disse:

    A vida é longa e dá muitas voltas, não é mesmo? Hoje, no poder. E amanhã, onde estarás, ein?

  6. Anônimo disse:

    Reparto o receio de Leticia Braun acima. Concordo com a análise, mas essa pequena ‘vitória’ pode sair cara. Eu pessoalmente teria preferido algo como “morreram D. Ivo e M. Jean, aos 79 e 77 anos, respectivamente”. Curto e grosso, e mais do que merecem.

  7. O Direitista disse:

    Nada disso. O que incomoda essa gente é ser chamada pelo nome: esquerdista. Eles querem que pensemos que são analistas isentos, sociólogos, estudantes, jovens idealistas, professores, jornalistas etc. Chamá-los pelo nome lhes tira parte de seu poder e é isso que eles não suportam.

  8. João Paulo Rodrigues disse:

    Espera-se de um obituário respeito, mesmo quando se diverge. E objetividade. Veja é desrespeitosa antes mesmo de “escolher seu lado”. É um padrão que virou maneirismo cansativo. Dizer, por exemplo, que “excrescência” foi utilizado com o sentido de “saliência” é acreditar que o leitor é burro. O sentido é outro.
    Veja prefere marcar um ponto a apenas informar. Que faça isso em matérias sobre gente viva, aplaudo. Às vezes pode ser divertido (como na matéria sobre o dicionário de Sader). Mas usar tal linguagem e selecionar do biografado apenas seus defeitos, com a linguagem depreciativa, é nojento. É falta de decência, pura e simplesmente.
    A linguagem de Veja revela não suas posições (algumas das quais compartilho), mas o estado de espírito de quem não respeita aqueles de quem diverge, e prefere impressionar o leitor com apelidos, ironia grosseira e simples ofensas em vez de argumentos. É uma escolha. Que revela mais sobre quem escreve do que sobre quem, ou o que, se escreve.

  9. Diego disse:

    Caro Reinaldo, você voltou à boa forma, aos melhores dias! Desde o fim das eleições do ano passado que não o via tão animado expondo com o seu característico bom humor todo o ridículo dessa comédia que é a vida no Brasil. Um abraço.

    Diego Teixeira

  10. rodrigues disse:

    Mestre, não foi Heidegger que conquistou o seu diploma de doutor apresentando uma tese sobre o tã-tã, aquele tambor muito usado nas comunicações no interiorzão da África e nos cultos animistas daquele continente?
    Taí, apresente sua tese, por mais esdrúxula que pareça, você corre o risco de agradar um daqueles alienados da USP e sair de lá DOUTOR.
    Liga não, Mestre, eu estou curtindo adoidado o fato de ser uma figura rara por aqui, só tenho o curso ginasial de bem antes da Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Acaso eu sou um despeitado, um frustrado e não me dei conta disso?

  11. Minerin fulo disse:

    Qual outro blog no Brasil me apresentaria um texto tão direto e claro como esse?

    Valeu!

  12. Daniela • Brasileira Insone disse:

    luizf

    Também ando vendo a caneta do Reinaldo em vários lugarezinhos da Veja.

    Agora está cheio de “hum… digamos”, “babalorixá” e outros velhos nossos conhecidos daqui nas páginas da Veja.

    Que bom pra Veja.

  13. Daniela • Brasileira Insone disse:

    Mal li a notícia do yahoo e adivinha…? Vim correndo aqui conferir seus comentários.

    gargalhadas… Mas não eram [esquerdistas]? A palavra agora se tornou uma ofensa até para os… esquerdistas?

    Tio Rei, na mesma linha, você precisa só ver a reação quando chama-se de petista ou de lulista alguém que esteja defendendo o Lula em algum debate no orkut.
    O cara só falta me dizer: “petista é a sua mãe!” gargalhadas… Eu obviamente não perco a oportunidade: “se ofendeu, é?”
    E, quando me chamam de neoliberal (ou até mesmo de tucana), agradeço o elogio (ou simplesmente a deferência)…

    Sabe que nesta história de “excrescência” a interpretação do adjetivo está mais no ouvido de que ouve do que na boca de quem adjetiva?

    Mas, para concluir o assunto: a CNBB continua dominada…

  14. Anônimo disse:

    Esse Zé´Dirceu só está solto porque estamos no Brasil.

    E esse Ivo Lorscheiter, se é aquele que viveu em Fortaleza, parece que não era muito flor que se cheire.

    É o que eu digo: canalhas também morrem.

  15. Anônimo disse:

    Hahahahahahaha, esses petralhas são de f…!

    Somos “esquerdistas” camuflados, não conta pra ninguém.
    Estamos camuflados de democratas, só pra enganar esse povo imbecil que precisa de liderança.
    Assim que tomarmos as rédeas do país vamos nos mostrar, né Ze Dirceu!

  16. Mel disse:

    Boa, Reinaldão.

    Obituário serve para louvar o defunto…Então lembrei:
    Louvando o que Bem merece,deixa o que é ruim de lado…

    Não.
    Chega de “treta”.
    É preciso que se diga a verdade sobre coisas, pessoas e fatos.
    Foi passando a mensagem sempe por encomenda dessa turma de malucos, que chegamos ao lugar em que estamos.

    Mais uma vez, parabéns à Veja

    zé maligno é que que é: Trapinho.

  17. votei no gabeira disse:

    O Zé defende o estado (minúscula !)traficante.

  18. votei no gabeira disse:

    O Zé do Caixão…quero dizer Dirceu é leitor da Veja!Ele inclusive indica a leitura da entrevista com o Jim O’Neill!
    Que prego!!

  19. Cris disse:

    O, Rei

    Dá um desconto pro Guerrilheiro Cacão. Ce sabe que alí ruindade sobra, mas inteligência…ihhh…
    Tadinho! Essa de se “ofender” com a palavra “esquerdista” mostra bem o nivel do QI do cara. Bah! Ademais, quem não se entende com a palavra “problema”, tem que ter desconto mesmo. Sem poblema, Dirceu…sem pobrema….

  20. Anônimo disse:

    Reinaldo, de novo você matou a pau nessa conclusão “eu entendo” Nota 1000!

  21. Márcio Augusto de Oliveira Santos disse:

    Será que a morte dele é absoluta ou vai continuar vivendo pela boca dos Zés Dirceus e petistas da vida?

  22. LuizF disse:

    Reinaldo,

    fala sério! conte-nos a verdade! :) tal objetividade cirúrgica, que até mesmo chamou a minha atenção quando da leitura da Veja, não poderia ser de outra origem que não a sua. O pessoal da redação deve ter dito: “Reinaldo, não quer sintetizar o comentário em Datas de d. Ivo?”
    Ainda bem que Veja não censurou, pura verdade, com todas as letras. Foi voce, não?

    Outra coisa: o “Daniel Consultor de Empresas” que vá se f… ele merece mesmo ouvir a verdade, todas!

    []´s
    LuizF

  23. Anônimo disse:

    Continuando!!

    Em terceiro, vamos deixar o ZÉ BANDIDO EM PAZ ETERNA?
    O obscurantismo, anonimato, à esquerda de, sarjeta, etc, etc….são os lugares que merece estar!

    Reinaldo:

    Ele também lê seu Blog….só pode! Escreveu isso para estar na Mídia.
    Mesmo sendo execrado, quer que a gente o perceba!
    Ele é o tipico, falem mal mas falem de mim!
    Sem mais…..que porre esse fantasma sempre nos assombrando!

    Betina

  24. Leticia Braun disse:

    Olha, minha opinião é um pouco diversa.
    Não acho que obituário seja espaço para opiniões, embora eu concorde com tuuuudo o que está escrito nos dois.
    Meu receio é que isso se transforme em jornalismo de baixa estatura (já que o Reinaldo tocou no assunto em post mais recente…)

  25. Anônimo disse:

    Caro Reinaldo:
    Reservastes o cerne da tua inteligência para o finzinho do comentário. Tá na cara que este rapaz está preocupado com ”a preservação do mito na posteridade”… Mas, como bem dissestes, a história não acabou ainda… Se os processos que estão no STF não forem queimados, creio que há boa chance de o colocarmos na cadeia… Mas, enquanto este processo ”dorme” numa prateleira empoeirada do STF, haverá alguém aí do MP disposto a saber como o nosso ex-ministro da Casa Civil vem fazendo seus negócios? Que informações são lhe passadas da Presidência da República que lhes facultam ser objeto da cobiça de empresas nacionais e estrangeiras? Será que nestepaiz ninguém tem curiosidade? Bem, mas o pior dos cenários é meus filhos terem de cruzar uma rua ou avenida com o nome do Zédirceu… O que diria a placa? Ex-ministro perseguido pela imprensa? A história ainda não acabou, nenén… Ainda tem a parte do abismo, que ninguem lhe contou…

  26. NoBomber disse:

    Ave Mjtd,
    O Sínodo (ou seria Sindicato?) dos Bispos do Brasil não existe para transmitir a palavra verdadeira do Santo Padre? Aqueles católicos casados uma segunda vez devem estar até assustados com a tradução pública. Em sendo Chaga, faz sentido…
    Como? Ah, sim Tio, estão muito ocupados, os Bispos brasileiros, reunidos nesta quarta-feira, hoje, na OAB em Brasília; ocupados em resolver os problemas econômicos, sociais e de Democracia da Nação Brasileira? E em reclamar da realidade publicada pela revista Veja.
    Certo. Justo.
    Ah, Tio…para ser Bispo precisa tb saber Latim?
    E ser leal ao Papa?
    Pena…
    Contudo - como já disse - o Papa Bento XVI não está abandonado à livre tradução dos Bispos q não sabem nem ler em latim, nem tem interesse em transmitir a mensagem verdadeira da chefia. Vai mal essa Instituição. Se continuar assim vai acabar perdendo alguns fiéis.
    Sorte q o “Bispo dentre todos os Bispos” ainda conta, entre nós, com o laico apoio do Tio Rei, o qual traduz e ilustra a verdadeira mensagem do Santo Papa para nosotros!

    É por essas e outras q eu venho dizendo:
    “- Tio Rei prá CNBB !!!”
    Salve

  27. Anônimo disse:

    Se o pessoalzinho não gosta ser chamado de “esquerdista”, que tal o termo “sinistro”? - Dá na mesma!
    JCustódio

  28. Anônimo disse:

    A verdade dói e eles não gostam dela!

  29. Anônimo disse:

    CUIDADO

    Vem aí mais parasita para a gente manter:

    “Aprovado plebiscito para criação do Maranhão do Sul”

    http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL11320-5601,00.html

  30. Rubens disse:

    A Veja até que pegou leve. Os patrulheiros ideológicos é que estão indóceis.

  31. PATRICIA M. disse:

    Parabens ao pessoal da VEJA. Essa foi de mestre!!!!!!!!!! Excrescencia realmente eh muito pouco para definir aquela porcaria. Alias, a CNBB eh outra excrescencia. Quando eh que o Bento acaba com a padrecada de esquerda do Brasil?

  32. Anônimo disse:

    Os esquerdistas não sabem ler.

    Eles ficaram chateados por causa da palavra “excrescência”.

    Pensaram que queria dizer “excremento”.

    Foi só isso.

    Adilson Boson
    adboson@gmail.com

  33. Anônimo disse:

    Não foi ele (D. Ivo) um dos modelos daquela figura imortalizado por um escritor carioca como “padre de passeata”?

  34. Blogildo disse:

    Pensei que esquerdistas nao defendiam clerigos.

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