Blogs e Colunistas

19/09/2011

às 6:55

Discurso de Dilma na ONU, no que respeita a Israel, é, para dizer pouco, irresponsável!

A presidente Dilma Rousseff faz o discurso de abertura da Assembléia Geral das Nações Unidas na quarta-feira, como os líderes brasileiros têm feito desde 1947, quando Oswaldo Aranha respondeu pela fala inaugural. Deve abordar a crise internacional, dar conselhos, exaltar a solidez econômica do Brasil, fazer advertências como expressão daquela parte do mundo que está fora do centro da crise, criticar as assimetrias etc e tal, tudo o que é de rigor nesses caos. Mas vai também dar o endosso do Brasil a uma irresponsabilidade, a uma temeridade: o pedido de reconhecimento do estado palestino, que será levado à Assembléia por Mahmoud Abbas, o presidente da Autoridade Nacional Palestina.

A Palestina não pode existir como estado soberano? Pode, sim! Mais do que isso: deve. Mas sob quais condições? Ao endossar o pedido de reconhecimento como estado independente com representação plena da ONU, as lideranças palestinas apostam que o principal interlocutor deixou de ser aquele com quem tem litígio: Israel. É uma insanidade que se apele à solidariedade internacional em busca do reconhecimento num péssimo momento da relação entre os dois lados.

Que “estado” os palestinos querem ver reconhecido pela ONU? Aquele que devolve Israel às fronteira de 1967? Não vai acontecer! Que divide Jerusalém? Não vai acontecer)!  Que permita a volta dos chamadas “refugiados”, com seus milhões de descendentes? Não vai acontecer! Que acate os terroristas do Hamas como uma força que luta com métodos aceitáveis? Não vai acontecer! Que elimine todas as colônias judaicas da Cisjordânia?  Isso também não vai acontecer! Já não aconteceria se a região vivesse o mesmo  status de há seis, sete meses. Agora então…

A iniciativa do governo palestino — e o acordo entre os arquiinimigos Hamas e Fattah assume a sua verdadeira face — é uma aposta na guerra, não na paz. Israel, de fato, raramente enfrentou uma situação tão hostil na região, mas é bom lembrar que viveu dias muito piores, E sobreviveu. Só ocupa hoje os territórios dos quais querem expulsá-lo porque venceu duas guerras que tinham o objetivo de aniquilá-lo — reagiu, não atacou. E é assim porque assim se deram os fatos, não porque eu quero.

Isso quer dizer que não deva jamais negociar? Não! Isso quer dizer que não dá — porque é assim com qualquer país; porque deveria ser diferente com Israel? — para fazer de conta que as guerras de 1967, a dos Seis Dias, e a de 1973, do Yon Kippur não aconteceram. Aconteceram! Tiveram conseqüências. Israel deixou Gaza, e Gaza foi tomada por terroristas que  passaram a atacar sistematicamente o país. Israel deixou o Sul do Líbano, e o Sul do Líbano foi tomado por terroristas que passaram a atacar sistematicamente o país. E é assim porque assim se deram os fatos, não porque eu quero.

O anti-israelismo — com freqüência, não sempre, é anti-semitismo mesmo! — faz juízos curiosos. Cansei de ler textos, da imprensa brasileira e estrangeira, chamando a atenção para o fato de que raramente Israel esteve tão isolado, razão por que deveria negociar. Heeeinnn? Chamam a atenção para a mudança de status do Egito, hoje assombrado pelo fundamentalismo — aguardem e verão que “maravilha” se vai fazer por lá… Chamam a atenção para o transe vivido pela Síria; de fato, se Bashar Al Assad cair, a chance de os extremistas ganharem espaço no governo, a exemplo do que já acontece no Egito e está para acontecer na Líbia, é gigantesca! O Irã, como sempre, está por ali, prometendo “varrer o inimigo do mapa”. A “democrática” Turquia — sempre que alguém vibra com a “democracia turca”, eu reluto para não ficar muito comovido — decidiu exercer a diplomacia que consiste em apagar incêndio com gasolina…

Deixem-me ver se entendi direito: pedem ao país que quase foi destruído duas vezes por seus inimigos, que voltaram a ficar assanhadíssimos, que ceda à pressão (e à chantagem) da Autoridade Nacional Palestina, MOMENTANEAMENTE RECONCILIADA, e aceite o “estado palestino” fora do âmbito de uma negociação bilateral? E o fazem no momento em que as novas forças que governam o Egito colaboram descaradamente com o terror e o extremismo?

É evidente, a esta altura, que os terroristas que saíram de Gaza e passaram pelo Sinai para atacar o sul de Israel contaram com a colaboração dos egípcios. A embaixada israelense no Cairo ficou horas sob ataque, sem que as forças de segurança movessem uma palha para conter os extremistas. Depois do ataque, o “odiado” (pela imprensa política e islamicamente correta) Binyamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, afirmou: “Vamos continuar atados ao acordo de paz com o Egito”. Essam Sharaf, primeiro-ministro egípcio, disse algo um pouquinho diferente: “O acordo de Camp David (de 1979) não é sagrado e está sempre aberto a discussão com aquilo que poderia beneficiar a região e a defesa de uma paz justa. Nós poderíamos fazer uma mudança se fosse necessário”. Paz justa??? A paz lhes foi até benevolente, não é? Israel devolveu o Sinai ao agressor…

A “Primavera egípcia”, diga-se, faz-se com a perseguição a judeus e a cristãos, cujas casas e igrejas estão sendo sistematicamente incendiadas pelos “heróis” da nova ordem… Que dias estes! Na Líbia, a trinca Obama-Cameron-Sarkozy entrega o poder aos jihadistas… O mundo anda de tal sorte de cabeça pra baixo que os cristãos e drusos, minorias na Síria, apóiam o asqueroso Bahar Al Assad porque sabem que, se ele cair, elas serão impiedosamente perseguidas. É uma “Primavera” que se faz com o sangue dos “que não pensam como nós [eles]“. Huuummm… É mais ou menos assim desde, deixem-me ver, o século VII…

Sabe-se lá por qual desvão da lógica se cobra, então, que Israel se dê conta do seu “isolamento”, do assanhamento dos inimigos, e ceda à pressão! Mas esperem: não deveria ser justamente o contrário? Não é num momento como esse que o país mais deve se preocupar com a sua segurança e exigir garantias adicionais? É o que diz o bom senso. Pedem ao país que caminhe contra a lógica mais elementar. Não vai acontecer. Israel não existe porque tenha se ajoelhado.

O Brasil não está inovando — só está indo mais longe na impostura quando o assunto é Israel. Nos nove anos de governo petista, tem votado sistematicamente contra o país. Ainda que os EUA tenham poder de veto e possam impedir a entrada da Autoridade Nacional Palestina como membro efetivo da ONU, o eventual endosso de dois terços dos países ao pleito tem potencial para incendiar a região. Isso colocaria Israel na posição de quem só está obrigado a ceder, como se, na negociação com terroristas, intransigente fosse o outro lado…

“Pô, Dilma é capa da Newsweek, e esse Reinaldo Azevedo está falando mal da política externa brasileira e do discurso da mulher na ONU!?”. Grande coisa! Eu sou assim mesmo! Queriam que eu falasse mal de quem é capa da Carta Capital ou da Caros Amigos?

A posição brasileira na ONU, de resto, é um vilipêndio à memória de Oswaldo Aranha! A tal guinada na política externa era só uma piscadela à razão. Passou depressa! O Brasil, por força de sua economia — não de seu governo! — exerce papel crescente no mundo. Mas, por enquanto, seus dirigentes o fazem parecer mais arrogante do que propriamente grande.

Dilma talvez não se dê conta porque, em política externa, não é menos apedeuta do que Lula: o discurso que ela fará na quarta-feira, no que diz respeito ao Oriente Médio, alimenta-se com o sangue de inocentes e faz tabula rasa da história.

Por Reinaldo Azevedo

Deixe o seu comentário

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA

Envie um comentário

O seu endereço de email não será publicado.

155 Comentários

  • Highor

    -

    25/9/2013 às 10:04 pm

    ReinaldoXXXXXXXX na cascuda!

  • Richard

    -

    25/9/2013 às 11:19 am

    Setembro negro? O que fizeram com os palestinos? E quem foram os Jordanianos,não? Até poucos anos a maioria no Líbano era cristã, não? Quem foi em defesa aos libaneses cristãos quem foi? Quem detonou o Líbano, que era a pérola do oriente médio ? Eles se mata entre si! E acham que são confiáveis?????

  • Daniel Barbosa

    -

    25/9/2013 às 9:27 am

    ReinaldoXXXXXXXX na cascuda!

  • JEU BARBOSA DE SENA

    -

    26/9/2012 às 5:12 pm

    Não existe povo palestino, existe sim árabes muçulmanos querendo destruir ISRAEL.

  • JEU BARBOSA DE SENA

    -

    26/9/2012 às 5:08 pm

    Quando leio estas questões ou vejo documentários e filmes me vem a mente aquela guerra em que ISRAEL venceu seus vizinhos arquinimigos e matou todos os terroristas que em 72 nas limpíadas de Munique mataram covardemente 9 israelenses fico de alma lavada. Os cães ladram e o povo Judeu passa.

  • Pedro

    -

    12/12/2011 às 12:16 pm

    Reinaldo,sou estudante, porém, venho acompanhando a Primavera Árabe a algum tempo. Compreendo que a relação Palestina-Israel se faz muito delicada desde a década de 40 e a proposta de partilha, porém, devemos entender, também,o lado palestino:
    Por mais que conceitos religiosos judaicos aspirem por isso, com que direito os judeus tem de reinvidicar um território cujo eles ocuparam há mais de 1000 anos?
    Por mais que digam que os palestinos tiveram opções, é muito simples apenas falar que aqueles que tiveram suas terras tomadas pudessem recomeçar suas vidas em outro lugar, mas não é tão simples assim!
    A pobreza e a miséria aumentariam, independente do país e,irremediavelmente, estes viveriam em péssimas condições. E acha mesmo que o governo de Israel se importaria?
    Claro que não digo que as revoltas armadas e o radicalismo do Hamas foi saudável a Palestina, muito pelo contrário, mas vimos que a diplomacia de Yaser Arafat e o Fatah não surtiram efeitos. Há dois lados da história, devemos analisar os dois.

  • Ricardo

    -

    1/11/2011 às 6:03 pm

    Rei,

    Releio esse texto mais de um mês depois, e vejo que suas análises sobre a Líbia, Israel e oriente médio em geral estão corretíssimas. Líbia e Egito podem se tornar democracias? Podem, mas veremos quem voz por lá, se os fascistas islâmicos ou os jovens que participaram da “primavera árabe”.

    Abraços.

  • Ricardo Col De Bella

    -

    23/9/2011 às 9:42 am

    Reinaldo, muitíssimo obrigado por verbalizar o que também penso em sabias palavras e ricos argumentos. Passei 3 anos no oriente medio e é notória a falta de compreensão destes aspectos aqui no ocidente. Fiquei feliz em ver todos os comentarios postados com mais pessoas com o mesmo ponto de vista.

  • O Carioca

    -

    23/9/2011 às 2:58 am

    Realmentea Palestina ja poderia ter sido membro das Nacoes Unidas desde 1948 caso tivessem concordado com o plano da particao das areas judaicas e arabes de acordo com a resolucao 181 (The United Nations Partition Plan for Palestine was a resolution adopted on 29 November 1947 by the General Assembly of the United Nations. Its title was United Nations General Assembly Resolution 181 (II) Future Government of Palestine). A Dilma nao disse nada de extraordinario. Os arabes teriam uma area muito maior do que a atual e todas ligadas entre si. A grande pergunta, pelo menos para mim, seria por que nao aceitaram esse plano? Teriamos economizado 64 anos de carnagem mutua.

  • Marco Ponce

    -

    22/9/2011 às 6:01 pm

    Obrigado por fazer uma leitura israelense dessa situação. Isso realmente nos faz pensar mais profundamente e refletir na questão da paz no Oriente Médio.

  • Egber Tibola

    -

    22/9/2011 às 5:00 pm

    Até que enfim um texto coerente sobre esse assunto. Parabéns

  • Gil Telles

    -

    22/9/2011 às 4:25 pm

    Parabéns pelo belíssimo texto! Obrigado por ser uma voz que denuncia a falta de equilíbrio na política brasileira.
    Abs.

  • TORRES DEMELO

    -

    22/9/2011 às 11:08 am

    O artigo aborda o assunto com muita propriedade. Quem vai garantir a existência de Israel? Querem uma nova Massada? o MUNDO TEM QUE TER RESPONSABILIDADE. O BRASIL tem que agir com responsabilidade. Há briga na regiáo desde o tempo de MARKOR
    1000 anos a.C. torres de melo

  • Sergio

    -

    22/9/2011 às 8:18 am

    Rosan, Um Estado Palestino desmilitarizado eh exatamente o que Netaniahu propos para dar andamento as negociacoes de paz. Caso essa sua proposta fosse aceita pelos palestinos, nao haveria necesidade de irem a ONU!!

  • Rosan Cruz Marques

    -

    22/9/2011 às 12:07 am

    Chega de falácia, ja está mais do que na hora de criar um estado Paletino, como pode existir negociação entre lados desiguais, entre um estado (Israel) e outro que não é estado só criando um estado Palestino assim como foi criado o Israelense é que teremos igualdade de condições e responsabilidades de estado! A negociação é simples Israel devolve as regiões ocupadas e o estado Palestino desmilitarizado junto com a ONU se torna responsável pela paz e combate ao terrorismo!

  • DIGNO

    -

    21/9/2011 às 11:24 pm

    Que crítica poderiamos esperar de um colaborador da VEJA ? Lugar comum, não? Só uma sugestão analise melhor os fatos, a história e seja menos parcial nas suas ponderações. Lembre-se a história é escrita pelos dominantes não pelos dominados e seu múnus é o jornalismo, não uma visão apaixonada do tema.

  • Sergio

    -

    21/9/2011 às 5:36 am

    Zezinho, Voce me parece bem informado a respeito de direito internacional mas sugiro aprofundar-se mais na questao da “ocupacao” israelense dos territorios da cisjordania. Para comecar, pergunte-se a quem pertencem esses territorios? ocupados de quem? que pais perdedor de guerra reivindica a devolucao dos territorios? O assunto eh mais complicado do que nos parece, as respostas nao sao tao simples e requer conhecimento profundo.

  • Marcia

    -

    21/9/2011 às 1:05 am

    ´´ Por uma série de razões, inclusive históricas ´´ e acrescento biblicas também. Quem viver verá se cumprir as profecias biblicas e ainda ouso dizer que Israel é um exemplo a seguirmos em saber resistir os dias maus, a não ceder as pressoes do dia a dia; ex: corrupção, crisa na saude e etc. Pq sera então que chama tanta atenção essa ´guerra santa ´, masi que a fome na africa o qq outra aflição q esteja passando o mundo . Bom, p/quem nao acredita que a biblia foi escrita atravez de inspiração divina, e so esperar os acontecimentos , e ai veremos uqem ira rir por ultimo e estara com a razão, e esperar pra ver …
    obs : achei vc ´Reinaldo´pq estava procurando algo sobre Hugo Chavez falando de Israel, e pela primeira vez vi alguem sem medo de falar . em relacao alguns coemtarios achei engraçado ex: Elah
    - 19/09/2011 às 18:35

  • Jose carlos

    -

    20/9/2011 às 10:39 pm

    Sandra, Amanda e Mirian..não envergonhem as mulheres. Pensem, leiam, e discutam o belo texto do Tio Reinaldo. Frase como: é isso aí…ta certo tio… empobrecem essa discussão tão esclarecedora. Não sou preconceituoso, mas vou lendo os bons comentários e de repente aparece um: “é isso ai tio”..ah não da… Jose Carlos.

  • Silas

    -

    20/9/2011 às 8:05 pm

    Caro Rei,
    Permita-me dirigir uma palavra a Edgard Feitosa (20/09/2011 às 12:12):
    Respeito o espaço que Azevedo nos concede para manifestarmos nossas opiniões sobre o que ele tão magistralmente trata (sou leitor assíduo, visitando o blog diversas vezes ao dia). Acredito que não é um espaço apropriado para dicussões de cunho bíblico-teológico. No entanto, não posso me furtar a, não a dar-lhe uma resposta (a oportunidade, o tempo e o espaço não me permitem assim fazer), mas apenas dirigir-lhe algumas palavras:
    1. Você diz que fazemos parte de um “Israel espiritual” hoje. Não sei se o “nós” aí refere-se a igreja cristã ou a todas as pessoas da terra (universalismo), independente da sua convicção religiosa. Em qualquer um dos casos, discordo de você. Penso que não se pode identificar Israel e Igreja. São “povos” distintos, em suas naturezas e destinos;
    2. Descartando aquele universalismo que pode ser o sentido que você deu “ao Israel espiritual”, como eu levantei no tópico anterior, resta a igreja cristã, segundo sua interpretação da Bíblia, como objeto das promessas de Deus. Ora, se as promessas de Deus são “para o Israel espiritual” – suas palavras -, então é de perguntar-se, permita-me usar suas proprias palavras – : “que Deus é esse que é possuidor de sentimentos de preferência por uns e por outros não, como se fosse um simples ser humano???”. Por que, Edgard, as promessas de Deus são dirigidas apenas ao Israel espiritual, a igreja? Não deveria ele, como Deus que não tem “sentimentos de preferência por uns e outros não” estendê-las a todos, indistintamente de sua religião? Apenas ao “israel espiritual”?. Quer você eu gostemos ou não, a eleição é um fato bíblico. Você pode dizer que a Bíblia é um monte de bobagens ou qualquer outra coisa do gênero. Só não pode dizer que a eleição de Israel não está na Bíblia!
    3. Uma “leitura ao pé da letra da bíblia(sic)” levou-o à convicção de que Jesus previu a destruição de Jerusalém, e, obviamente, de que essa previsão aconteceu como Jesus e os demais profetas de Israel anteciparam. Ora, o mesmo Jesus e os mesmos profetas que anteciparam a destruição de Jerusalém – e tal destruição aconteceu literalmente, “ao pé da letra” – previram a sua restauração. Por que crer apenas na profecia da destruição literal e não na profecia da restauração literal? Quem falou de uma falou da outra!
    4. Como esclareci no comentário ao post de Azevedo, o que disse é matéria de fé na integridade das Sagradas Escrituras; tenho o direito de assim crer.Você chamou minha opinião de “patuscada”. Bom, diz o ditado popular que quem tem boca fala o que quer e quem tem ouvido ouve o que não quer. Não serei eu a desmentir a sabedoria popular e muito menos a pedir um “controle de idéias teológicas”!
    5. Que Israel está hoje em incredulidade, e portanto, por assim dizer, em “stand by” nos planos de Deus, é fato! Mas essa situação mudará um dia – e como o profeta Zacarias previu – e Israel será restaurado. Essa incredulidade é PARCIAL E TEMPORÁRIA – “Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério ( para que não sejais presumidos em vós mesmos ): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios.” (Romanos 11.25). Essa incredulidade, no presente, resultou em bênçãos para os gentios – “Pergunto, pois: porventura, tropeçaram para que caíssem? De modo nenhum! Mas, pela sua transgressão, veio a salvação aos gentios, para pô-los em ciúmes.” (Romanos 11.11); quando a incredulidade de Israel cessar (como Zacarias previu) , no futuro, óbvio, o que diz Paulo?: Rom 11:12 Ora, se a transgressão deles redundou em riqueza para o mundo, e o seu abatimento, em riqueza para os gentios, quanto mais a sua plenitude! Veja, meu caro Edgard, que nem a incredulidade de Israel tirou-o do plano de Deus para a Terra! Eu me curvo ante à soberania de Deus!
    6. Obviamente Paulo não está se referindo a nenhum Israel espiritual nos textos dos capítulos 9 a 11 de Romanos. Simplesmente não cabe! Nem o mais radical devaneio alegorista fará do Israel desse texto outro Israel, um Israel espiritual.
    7. Reinaldo Azevedo tem pontificado em seus posts as exigências que o mundo faz à nação israelense e que não faz aos seus (de Israel) inimigos. Ler Azevedo sobre o assunto é um verdadeiro curso da história moderna de Israel. Como disse no meu comentário, eu não me surpreendo com essa atitude dos líderes mundiais, de movimentos, de nações, da imprensa etc. E por que não me surpreendo? Por que os profetas de Israel assim anteciparam!
    Por aqui findo.

  • Ferrabraz

    -

    20/9/2011 às 8:04 pm

    Tranquilo, veremos mais uma guerra por lá.
    Isso só parará quando um dos dois deixar de existir.
    O resto é a velha tertulia política dos que não cedem nunca.
    Jamais haverá paz na Palestina.

  • Rildo

    -

    20/9/2011 às 5:30 pm

    Reinaldo, todos estão carecas de saber que judeus, palestinos e árabes podem e vivem fraternalmente. Um exemplo disso é que recentemente um palestino foi eleito Grão Mestre da Maçonaria da Grande Loja Maçônica de Israel.Esta potência maçônica tem como membros judeus, árabes, palestinos, católicos, evangélicos, muçulmanos etc.

  • Amanda

    -

    20/9/2011 às 4:23 pm

    Argh, por que não te calas, Dilma?

  • Mako

    -

    20/9/2011 às 4:10 pm

    Obviamente superar milhares de anos de ódio mútuo é difícil, mas já está mais que na hora de dar aos palestinos uma nação. Podemos sempre argumentar, pelos próximos 50 anos que os palestinos não perdem a chance de desperdiçar uma chance. Mas a intransigência israelense apoiada por um forte lobby nos EUA também não tem ajudado, vejo tudo isto como um ato desesperado de tentar algo novo. E é válido, e obterá maioria, e isolará Israel e corre o risco de piorar antes de melhorar, mas o que deve fazer um povo sem esperanças? Creio que chegou-se a um ponto que a guerra e a morte passa a ser uma alternativa melhor que a humilhação diária.

  • @Medeyer

    -

    20/9/2011 às 1:40 pm

    Primeiro: Já existe um estado palestino:A Jordania (veja o Mandato Britânico! Uma criança nascida hoje na Jordânia cujo avô ou bisavô foi um “refugiado palestino de ’48, continua a ser palestino porque o rei Abdulah nega-lhe a cidadania, como negou ao seu pai e seu avô… O que se quer então é um SEGUNDO ESTADO PALESTINO! Mas o que acontecerá se os governantes da futura nação também negarem cidadania aos refugiados palestinos das outras regiões “ocupadas”, posteriores à 67? Daqui a 50 anos se tentará criar um terceiro estado palestino, às custas de Israel, outra vez?
    Segundo: todos falam de devoler aos palestinos as fronteiras de 67… Q eu saiba, Golã não era dos palestinos… e tenho certeza que o Bashar concorda comigo… Terceiro: fala-se muito do reconhecimento dos países árabes, europeus e do mundo todo, como se dependesse apenas de Bibi alcançar a paz… ou seja: entendi que quando o “mundo” quer a paz, então basta cobrar de Israel a responsabilidade de produzí-la. Não vejo o mesmo empenho em outros lugares do mundo…
    Quarto: A votação na ONU viola claramente a Declaração de Princípios assinados pela OLP em ’93, sobre as negociações diretas com Israel sobre um futuro Estado. Esta violação é mais uma prova do lado palestino não pode ser confiável para cumprir os acordos assinados e promessas.
    Por fim, se Israel cedesse a TODAS as exigências, dos seus inimigos, o terrorismo islâmico e o antisionismo não desapareceriam… muito pelo contrário!
    Hitler também dizia que a “destruição da paz” era um sinal de vitória dos judeus…

  • Miriam

    -

    20/9/2011 às 1:33 pm

    Tenho orgulho dos brasileiros que escrevem textos coerentes. E tu és um deles. Parabéns pela lucidez e pela aula de História.

  • Eduardo Azevêdo

    -

    20/9/2011 às 1:13 pm

    Ilustrado Reinaldo Azevêdo:
    merece toda a simpatia o comentário do “curioso”.
    Eu também sou da mesma tese:
    judeus, arábes e palestinos sempre viveram e vivem em paz.
    Judeus não vivem em paz com terroristas fundamentalistas.
    Aliás, ninguém viveu, vive ou viverá em paz com terroristas fundamentalistas.
    A idéia do curioso, de vocês promoverem uma reportagem, ou até mesmo um documentário entre a convivência pacífica de judeus, árabes e palestinos é ao menos inteligente.
    Aliás, Israel é a única democracia da região,
    e dentro do parlamento de Israel existem deputados palestinos.
    Mas isto nunca é divulgado.
    Por que nunca se divulga isso?
    Por que, heim?
    Por que não se divulga o que há de bom entre eles?
    Porque só se divulga e se dá ênfase a infelicidade de Israel ter de todo santo dia enfrentar militarmente terroristas fundamentalistas?
    Por que será, heim?
    Parabéns ao curioso por seu comentário e proposta.

  • Zezinho

    -

    20/9/2011 às 12:26 pm

    Reinaldo,
    Como eu, você tem sido defensor da aplicação objetiva do direito em temas diversos, como uso de drogas, invasões de terras, corrupção etc. Por isso, não consigo entender vários pontos de sua defesa de Israel, principalmente no que diz respeito às colônias israelenses na Cisjordânia e a Jerusalém Oriental. Trata-se de territórios ocupados em 1967, cuja colonização ou anexação é absolutamente proibida pelo Direito Internacional, mais precisamente a IV Convenção de Genebra relativa à Proteção de Civis em Tempo de Guerra. Uma coisa é não gostar do Hamas e achar que a ocupação é importante para a integridade de Israel; outra, muito diferente, é defender ilegalidades flagrantes em defesa do mesmo objetivo.

  • edgard feitosa

    -

    20/9/2011 às 12:12 pm

    Silas : é de estarrecer; em pleno século XXI quando se combate todo tipo de estereotipos travestido de preconceitos ou pretensa superioridade de um povo sobre outro; que patuscada é essa de considerar um povo como “eleito de Deus”??? e os outros povos por acaso são “deseleitos de Deus”??? que Deus é esse que é possuidor de sentimentos de preferência por uns e por outros não, como se fosse um simples ser humano??? A grande questão é que infelizmente por uma leitura ao pé da letra da bíblia SE CONFUNDE O ISRAEL ENQUANTO ESTADO COM O ISRAEL ESPIRITUAL; O ISRAEL ENQUANTO ESTADO FOI E É DURAMENTE CRITICADO POR CRISTO, INCLUSIVE PREVENDO A DESTRUIÇÃO DE JERUSALÉM; COMPLETAMENTE DIFERENTE DO ISRAEL ESPIRITUAL DO QUAL FAZEMOS PARTE; AS PROMESSAS DE DEUS NÃO SÃO PARA O ISRAEL MATERIAL (ESTADO), MAS PARA O ISRAEL ESPIRITUAL.

  • Adriano da Ilha

    -

    20/9/2011 às 10:11 am

    Reinaldo, me desculpe, no comentário anterior esqueci de mencionar a fonte, tirei estas alíquotas do site do IBPT (Instituto Brasileiro e Planejamento Tributário).
    Para os laboratórios tenho uma sugestão, façam uma versão veterinária dos remédios apontados pela presidenta, pois a alíquota para medicamento de uso animal é de 13,11% – também segundo o IBPT.

  • Adriano da Ilha

    -

    20/9/2011 às 10:07 am

    Reinaldo, eu não consigo ouvir a sra. Dilma falando na TV. Por sorte tenho o seu site para noticiar o que é dito por esta senhora.
    Mas ontem, passando pelos canais de notícia me deparei com parte do discurso dela pedindo para os laboratórios abrirem mão dos royalties sobre medicamentos de uso contínuo, pois são produtos essenciais para a saúde. Os jornalistas que deram a notícia deliravam com esta parte do discurso da nossa presidenta. Eu não consigo compartilhar deste entusiasmo, pois esta senhora, cujo governo taxa os medicamentos em 33,87% quer que os outros abram mão dos lucros, sendo que ela é a responsável pela saúde da população de seu país ? Ela ainda não mencionou que a energia elétrica usada pela indústria para produzir os medicamentos no país tem uma carga tributária de 48% do valor final da conta ? Imagino que para os medicamentos importados o imposto seja maior. Certa vez meu filho estava fazendo um tratamento com um remédio de uso contínuo. Neste período estava no Chile – de onde quase não voltei – e quando fui comprar o remédio lá era QUASE METADE DO PREÇO, na caixa percebi que o remédio era feito no mesmo laboratório na Inglaterra, a única diferença era a bula escrita em espanhol.
    ENTÃO, ESTA PRESIDENTA É MUITO CARA DE PAU E OS JORNALISTAS QUE A APLAUDIRAM SÃO MUITO IGNORANTES.

  • Silas

    -

    20/9/2011 às 9:03 am

    Caro Rei,
    Permita-me dirigir-me ao Kaos (20/09/2011 às 0:34): Quem lhe disse que não tenho um livro de Biologia? Mas parece que vc não tem uma Bíblia ou se a possui nunca a leu, visto que me acusa de “invencione sobre o profeta zacarias (sic)”. Tenho idade e credenciais acadêmicas suficientes para transitar da Biologia à Teologia sem problemas. Portanto, sua patrulha não funciona comigo! Como dizemos aqui no Maranhão, vá catar coquinhos!

  • Fabiana

    -

    20/9/2011 às 2:22 am

    Pelo menos ela baba e cospe menos que o Lula na platéia da primeira fileira.
    Apesar da voz grossa que dá medo, menos mal.

  • jeremias-no-deserto

    -

    20/9/2011 às 1:35 am

    Raphael das 17:12

    Porque Jerusalém não deve ser dividida jamais
    e ela deve ficar inteiramente sob a tutela israelense?
    Por uma série de razões, inclusive históricas, que você pretende negar.Ao contrário dos judeus, a cidade nunca foi considerada minimamente importante para os muçulmanos
    que tinham na cidade de Meca seu lugar histórico mais importante.Quem visita Jerusalém percebe como existe ampla liberdade religiosa: cistãos, muçulmanos e judeus podem exercer a sua fé sem sofrerem nenhum tipo de restrição. Quando a cidade estava sob a dominação da Jordânia, os judeus e cristãos eram totalmente proibidos de exercerem a sua fé. Das duas últimas vezes que estive em Jerusalém ( não sou religioso, sou agnóstico) visitei com toda a liberdade templos cristão e sinagogas históricas.Só não consegui visitar a mesquita de Al Aksa e a do domo, proibido que fui de entrar .A razão alegada: qüestões de segurança.

  • Kaos

    -

    20/9/2011 às 12:34 am

    Silas – 19/09/2011 às 8:21 …
    Ô Silas, quanta invencionice sobre profeta zacarias, reino do senhor jesus cristo, previsões bíblicas,etc. Para que servem todas estas “viagens religiosas”? Troque sua bíblia por um livro de Biologia.

  • Claudio

    -

    19/9/2011 às 8:50 pm

    Tio Rei, veja o lado bom dessa historia: pelo menos estamos dividindo com o resto do mundo essas imbecildades. Ja era hora, sozinhos nao conseguiriamos resistir por muito tempo.

  • Curioso

    -

    19/9/2011 às 8:16 pm

    Uma coisa eu não entendo. Os Jornais Internacionais já entrevistaram os Palestinos de boa fé? Já entrevistaram aqueles milhares de Palestinos que entram e saem diariamente de Israel?
    ====
    Seria uma ótima idéia a Veja fazer uma matéria sobre isso.

  • anonimo mesmo

    -

    19/9/2011 às 8:12 pm

    …e o estado Palestina recem-criado e com tudo que pediu e nao tem direito continuaria torcendo e ajudando para a destruicao de Israel.
    -Pergunta:-Com a bencao da Dilma?

  • 44%Fernando44%

    -

    19/9/2011 às 7:53 pm

    Obaáá…
    Pela primeira vez na história destemundo uma marionete sem coluna vertebral sai na capa da Newsweek e discursa na abertura da Assembleia Geral da ONU.
    Êta mundão sem porteira…

  • tico tico

    -

    19/9/2011 às 7:48 pm

    Recomendo ver a entrevista da ministra da agricultura de Israel Orit Noked. E veremos porque a Dilma vai queimar a língua.
    http://www.youtube.com/watch?v=v9r5ydZ8ero

  • Anónimo

    -

    19/9/2011 às 7:47 pm

    Caraca só existe israel é?
    achei que o centro das atenções deveriam ser de Dilma.
    Além disso israel não é o unico pais que tem guerras cara fala de outra coisa.

  • 44%Fernando44%

    -

    19/9/2011 às 7:41 pm

    Ô cambada…
    Vamos parar de pichar antecipadamente a presidanta… Tá certo que ella não sabe português, mas vai que ella é boa é de ingreis! Melhor que o apedeuta-chefe, qualquer um(a).

  • Nanico

    -

    19/9/2011 às 7:33 pm

    Fico imaginando as brigas entres os escribas oficais:
    põe isso, tira aquilo, muda esse tópíco, isso fui eu que escrevi … O tot top, o megalonanico, professores de vaguarda do comissariado científico nacional, etc, etc.
    Não precisa ler, é aquela mixódia sonolenta de muitas mãos, tecono-burtocrática e pretensiosa, ridicularizada nos bastidores por quem pensa, com vezo politicamente correto e ufanista da pátria amada.
    Nanico

  • Brasigois Felicio Felicio

    -

    19/9/2011 às 7:10 pm

    Nunca antes neste país uma mulher, etc, et coetera. Ao menos desta vez não teremos na abertura da Conferência da ONU o protagonismo arrogante do apedeuta adorador de si próprio.

  • Mariazinha

    -

    19/9/2011 às 7:06 pm

    O Berlusconi, o eterno mal educado, fez comentários maldosos sobre a aparência da Sra. Merckel. O que será que ele vai dizer da Dilminha?

  • hugo veloso

    -

    19/9/2011 às 7:00 pm

    É asqueroso o anti-semitismo que ronda as esquerdas. O PT silencia nos direitos humanos, mas quando é com a democracia israelense, adora atacar.
    Há que se observar, entretanto, algumas questões:
    1 – O Estado de Israel foi uma criação do sionismo, dado que a diáspora judaica aconteceu em 70 d.C. Por favor, não estou com isso dizendo que sou contra o Estado de Israel. Mas é claro que a criação artificial desse Estado trouxe consequências ao árabes que ali residiam (que tb não são santos), tal qual a disputa por zonas de influência entre capitalistas e socialistas durante a Guerra Fria.
    2 – A democracia israelense está fortemente armada; os terroristas palestinos estão armados; mas os palestinos, não. Portanto, estão entre Israel e os terroristas de seu país. Israel joga com um acordo que jamais será alcançado porque os terroristas não querem acordo, só sangue.
    3 – A única forma de acabar com todo esse rancor entre os dois povos é Israel buscar fervorosamente a paz e integração deles. Precisam fazer os palestinos entenderam que sua luta não é contra eles e sim contra os terroristas; do contrário, por óbvio, o Hamas e outros grupos continuarão levando a melhor. E os radicais judeus também. Abraços

  • Elah

    -

    19/9/2011 às 6:35 pm

    Até imagino o começo do discurso da presidanta:

    “- Primeiro, eu gostaria de COMPRIMENTAR aqui os membros e as MEMBRAS daqui da ONU. Olá, membros! Olá, MEMBRAS!

    No que diz respeito a essa questão, que é uma questão muito importante, essa questão. Eu…*bola de feno*…eu…eu não vou tergiversar. Ocê veja, porque tem membro e MEMBRA que vem aqui e só tergiversa, tergiversa, tergiversa…”

  • Isabela

    -

    19/9/2011 às 6:21 pm

    Reinaldo, o discurso de Dilma sempre vai fazer tábula rasa da história, não poderia ser diferente.
    Se Locke tivesse conhecido essa turma do PT, teria formulado a sua teoria considerando que, NEM SEMPRE, a experiência é fonte de produção de conhecimentos no ser humano. Como todas as pessoas, os petistas também nascem como uma tábula rasa, com conhecimento nulo, de acordo com a teoria de Locke. Porém…continuam rasos, vazios de raciocínio para o resto da vida, sem chance de preencherem suas “tábulas” com algo, seja bom ou seja ruim. Resumo: agem por instinto, notadamente o de preservação do poder e do dinheiro fácil.

  • José Maria

    -

    19/9/2011 às 5:36 pm

    Boa tarde, gostaria de um artigo seu falando sobre o Nióbio, para mostrar o quanto o Brasil está sendo enganado pelo PT, referente ao Nióbio, informe para os milhares de brasileiros, abraços!!!

  • Shlomo

    -

    19/9/2011 às 5:13 pm

    Obrigado Reinaldo – é muito bom ver que existem jornalistas que se informam dos fatos e produzem analises realistas e lucidas sobre assuntos tão complexos. Vou voltar sempre aqui!

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados