15/08/2008
às 15:49Dilma, as eleições e o PAC
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta sexta-feira, 15, que irá participar de várias campanhas políticas durante as eleições municipais, mas que não poderá atender a todos os convites que, de acordo com ela, são muitos. A justificativa para não comparecer a todos os palanques, de acordo com Dilma, é a agenda pesada imposta pelo trabalho da Casa Civil. As afirmações da ministra foram feitas, em entrevista, após sua participação em um café da manhã com a bancada do PT do Distrito Federal, no Hotel Nacional, em Brasília.
Depois de muita pressão do PT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concordou em abrir “exceções” na ordem dada à chefe da Casa Civil, para que não participe das disputas municipais. Dilma aparecerá no programa de TV da candidata petista à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, e foi autorizada a ajudar a campanha de Gleisi Hoffman (PT), em Curitiba. Além disso, poderá atender a pedidos de candidatos onde a base aliada do governo estiver unida, como é o caso de Niterói (RJ), em que o concorrente é do PT e o vice, do PMDB.
Para evitar saia-justa com partidos da coligação e preservar do bombardeio sua favorita à sucessão presidencial, em 2010, Lula só havia liberado Dilma para subir em palanques no Rio Grande do Sul, Estado onde ela construiu sua carreira política. Os petistas, porém, convenceram o presidente de que será impossível tirar a chefe da Casa Civil da vitrine eleitoral em plena campanha, principalmente em locais estratégicos.
Questionada por jornalistas se pretende aumentar a proximidade com o partido, Dilma respondeu que tem dialogado não só com o PT, mas com todos os partidos da base aliada, quando solicitada.
“O governo não são só os ministros e toda a sua estrutura, o governo é também a base de sustentação, sem ela é muito difícil hoje, em um país democrático, que você consiga aprovar seus projetos e levar ao conhecimento da população todas as transformações que estão sendo realizadas. Acredito que essa comunicação é crucial”, disse.
PAC
A ministra que, além de tratar de eleições, também conversou com os parlamentares sobre obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), afirmou que “o PAC, em seu nascedouro, não é um programa eleitoreiro” e que significa uma “reforma política na prática”. A explicação da ministra é que o programa destina recursos não apenas para governantes da base aliada, mas também para os estados dirigidos pela oposição.
“Quando estruturamos o PAC, chamamos todos os governadores e prefeitos para, juntamente com eles, escolhermos os projetos que seriam contemplados com os recursos. Ao fazer isso, o governo federal mostrou que estava rompendo com a pratica tradicional do clientelismo no Brasil”, afirmou a ministra Dilma Rousseff.



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14 Comentários
Bira
-16/08/2008 às 15:34
O dia em que um pais eleger um guerrilheiro que assassina pessoas pela causa, acabou a democracia.
Anônimo
-16/08/2008 às 0:52
Dear Uncle King,
Me disseram que a campanha da Ministra será aberta por uma chinesinha cantando com um fundo de fogos de artifício e que, depois, a candidata aparecerá atravessando a nado a Baía do Guanabara, com uma locução de fundo que informa sera a baía bem mais larga que o Yang-Tsé…
Pois é, quem já viveu um pouquinho, lembra de outros “Messias”, tais como Getúlio, Jânio, Collor, etc. etc. e se recordam como tudo acabou…
Acho que é só uma questão de tempo.
Anônimo
-15/08/2008 às 22:05
Roscoff!; só acredito em não ser eleitoreiro quando o orçamento for impositivo. Enquanto os parlamentares forem de pires na mão para que suas emendas recebam recursos, é eleitoreiro, sim!
Marcos
-15/08/2008 às 19:17
Kakakaka! Reforma política na prática? Kakakaka!
Ainda bem que ela vem a São Paulo participar da TV Marta. É um adicional importante … para nós.
Nota: a Dora Kramer acha que a personalização de Dilma como candidata prévia, é puro blefe. Eu também acho.
Anônimo
-15/08/2008 às 17:29
O ultimo paragrafo poderia fazer parte de uma peca de teatro nonsense.O PAC é a mais acabada peca de clientelismo como “nunca antes se viu neste país”. Ai,ai ai, ate qdo teremos que aguentar tanta babozeira sustentando indices de popularidade???
Anônimo
-15/08/2008 às 17:11
Caro Reinaldo,
Por favor, poderia me prestar um esclarecimento.
O PAC é o programa de aceleração do crescimento (resta saber qual: do PIB, dos cargos públicos, dos salários dos servidores, da mentira, da corrupção…?).
A nomenclatura serve, em geral, para designar o que as coisas são.
Desde quando foi criado, em quanto o crescimento foi acelerado?
Acaso a taxa de crescimento (supondo que se refira à economia) não tenha sido incrementada , portanto, acelerando o crescimento, pode-se concluir que o programa é um fracasso?
Pensando Bem
-15/08/2008 às 16:51
Outra mentira!!!
Rapha
-15/08/2008 às 16:48
“O PAC não é eleitoreiro” (Dilma Roussef).
Isso de ter que dizer sobre algo o que ele não é me lembra o famoso Wanderley da sauna gay: eu não gay, eu não sou gay…
Na
-15/08/2008 às 16:37
Dá para alguém explicar a esse povo chulezento que os recursos ditos do governo, na verdade são fruto do nosso trabalho, dos impostos escorchantes que pagamos e que nem conhecemos direito os percentuais.
Rompendo com a pratica tradicional do clientelismo uma ova. Não, o PAC não é um programa eleitoreiro, e eu sou a rainha da Sabá.
Anônimo
-15/08/2008 às 16:30
REI.
ESSA CANALHA PETISTA INAUGUROU NO PAÍS A REPÚBLICA DA CHICANA, COMO PUDEMOS VER NO MENSALÃO, RECEITA NÃO CONTABILIZADA, REFUNDAÇÃO DO PT ETC…
VEJA O QUE NOTICIOU O CLAUDIO HUMBERTO.
“15/08/2008 | 12:12
DF cogita cordas em lugar de algemas
O diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal, delegado Cleber Monteiro Fernandes, e o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do DF, Wellington Luiz, discutem, neste momento, a súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal, que só permite o uso de algemas em casos excepcionais. Mas eles sabem que decisão da Justiça não se discute; cumpre-se. Agentes pensam em amarrar os bandidos com cordas.”
O TRANFORMISTA DE GARANHÚS FOI QUEM DEU AZO A TODA ESTA ESTUPIDEZ CVHICANEIRA E, AGORA, TODOS BUSCAM UMA FORMA DE BURLA.
Rods
Anônimo
-15/08/2008 às 16:24
Perfeito. Criar uma nova estatal é realmente uma ótima maneira de acabar com o clientelismo.
Anônimo
-15/08/2008 às 16:22
“Beira-Mar é condenado a seis anos por associação ao tráfico”
Coitado. Tenho certeza que em sua ingenuidade foi arrastado a essa situação por alguma pessoa malvada.
Reinaldo, você que, como dizem os petistas, tem muita ligação com o governo da Colômbia não poderia pedir um emprego para a esposa dele por lá?
daniel c.
-15/08/2008 às 16:16
Mudando de assunto… Viu essa alegação do advogado do Fernandinho Beira-Mar…
“”O [ex-banqueiro Salvatore] Cacciola não ficou algemado. Beira-Mar é negro, nasceu na favela e mora na cadeia, mas tem o mesmo direito”, afirmou Santana. O pedido foi atendido e o traficante assistiu a todo julgamento sem algemas.”
Dá-lhe luta de classes!
Luiz Simonetti
-15/08/2008 às 16:10
Roussef = terrorista