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Deu no New York Times

segunda-feira, 2 de junho de 2008 | 18:55

Há dias, o New York Times publicou um artigo de um certo Edward N. Luttwak, apresentado como “bolsista do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais e autor de “Strategy: The Logic of War and Peace”. No texto, o autor defende a tese de que Barack Obama, sendo filho de muçulmano, é (ou era) muçulmano também. Como se tornou cristão, cometeu crime de apostasia e, pela Sharia, pode ser morto por qualquer muçulmano fiel (o assassino teria o perdão). O artigo foi publicado pelo Estadão no dia 18 (íntegra aqui). Tio Rei não gosta de Barack Obama. Mas também não gosta de bobagem. Está tudo errado.

Na edição de ontem, Clark Hoyt, ombudsman do jornal, tratou do assunto (clique aqui para ler íntegra). Ouviu vários especialistas e concluiu que a tese de Luttwak é furada. E não é que o Brasil estava representado na contestação? Como já disse o Apedeuta, quando dá no NYT, a gente faz barulho. Ói qui, ói: “Many Times readers saw the article as irresponsible (“gasoline on the fire,” said Paul Trachtman of Tierra Amarilla, N.M.) or false (“Islam is not like our hair or the color of our skin, which we inherited from our parents,” said Ali Kamel of Rio de Janeiro). The blogosphere lit up with assertions that Luttwak did not know what he was talking about.” Pra quem não pescou: Ali Kamel, editor-executivo de jornalismo da TV Globo, está dizendo: “O Islã não é como nosso cabelo ou nossa pele, que herdamos de nossos pais”. Bidu!

O New York Times é um dos poucos veículos de imprensa do mundo que checam as informações mesmo de um artigo opinativo — o que não significa patrulhar a opinião. A VEJA também faz isso. O articulista pode amar ou odiar o que bem entender no escopo do estado democrático. Mas não pode passar informação errada para o leitor. Dou um exemplo: ele pode lastimar a dengue no Rio e culpar o governo federal pela epidemia. Mas não pode errar ao citar o número de vítimas fatais. Porque isso seria simplesmente um erro.

“Tá, Reinaldo, tá escrevendo isso só pra dizer que o ombudsman do NYT citou o seu amigo”. Pronto! Fui descoberto. Acusação: “Reinaldo é essa espécie detestável de homem que gosta dos seus amigos…” Eu confesso. O que não torna Luttwak certo e Kamel errado.

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5 comentários em “Deu no New York Times”

  1. Anônimo disse:

    Quem pode me atestar que o Sr. Ali Kamel, notório simpatizante do tal de Obama, não tenha enviado ao NYT uma carta ou artigo, seja lá o que for, para adoçar a imagem do seu queridinho. E como ele sabia que o NYT certamente iria contestar a informação do artigo nele publicado o Sr. Kamel correu em socorro ao Sr. Hussein. Ou melhor, Obama.

    Agora, quanto ao NYT checar isso ou aquilo. Putz! Que canelada. Tá doendo até agora. Aí, aí… NYT??? Aí, aí.

    Léo

  2. Lotufo disse:

    Salve. Mas se o Obama, na infância, estudou mesmo em uma madraça na Indonésia… conforme já li uma vez… ele é mesmo um apóstata do Islã. Afinal como instituição de ensino a madraça tem como função a educação do fiel muçulmano, na Lei e no costumes da Fé.

  3. Anônimo disse:

    Reinaldo,

    Você tem mesmo que ficar orgulhoso de seu amigo. É preciso mostrar que no Brasil há cabeças pensantes e que pensam certo.

  4. marina disse:

    Reinaldo:
    meu Deus ..o NYT perdeu
    há muito qualquer credibilidade !
    é completamente de esquerda
    e distorce fatos !
    um de seus
    repórteres, Jayson Blair,
    foi forçado a renunciar depois quatro anos, acusado de plágio e de
    publicar histórias falsas !
    são inúmeros os exemplos,
    tanto que a circulação
    despencou.
    destaque em correção:
    Wall Street Journal.

  5. Anônimo disse:

    Reinaldo,
    Essa tese sobre Obama já andou circulando em alguns sites conservadores há algum tempo. Parece mesmo um tanto forçada e, veja, também há conservadores que falam e escrevem bobagens.

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