28/10/2007
às 5:33O desastre do celibato: São Pedro tinha sogra!
O celibato sacerdotal na Igreja Católica foi instituído no ano 390 — portanto, a Igreja viveu quase quatro séculos sem ele. Sei que vou entrar numa pinima danada. Já me bastaria o ódio dos que chamo partidários da “escatologia da libertação” (que, de teologia, não tem nada). Talvez vire alvo, também, dos conservadores. Ok. Como diria Padre Vieira, “pelo costume, quase se não sente”. Adiante: o celibato é matéria apenas de interpretação, nada mais. Torná-lo uma questão de princípio, como é a defesa da vida — e, pois, a rejeição ao aborto —, é superestimar uma (o celibato) e rebaixar outra (a defesa da vida).
Na minha Bíblia — e na sua também, leitor amigo —, São Pedro tem sogra. Sei que sou aborrecidamente lógico às vezes, mas é de se supor que tinha ou teve uma mulher: “E Jesus, entrando em casa de Pedro, viu a sogra deste acamada, e com febre. E tocou-lhe na mäo, e a febre a deixou; e levantou-se, e serviu-os”. Está em Mateus, 8:14-15.
Na Primeira Epístola a Timóteo, ninguém menos que São Paulo recomenda:
“Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar. Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento” (I Tim, 3:1-3).
Os defensores radicais do celibato pretendem dar a estas palavras um sentido diverso. Desculpem. Trata-se de forçar a barra. Na seqüência, São Paulo não deixa a menor dúvida: “Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia. Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?)” (I Tim, 3:4-5). Não quero ser ligeiro. Sei bem que há outras passagens que endossam o celibato. Mas fica claro que se trata de uma questão de escolha, sim, não de fundamento; trata-se de uma questão puramente histórica, não de revelação.
O celibato pode ter sido útil em tempos bem mais difíceis da Igreja. A dedicação exclusiva à vida eclesiástica pode ter feito um grande bem à instituição. Mas é evidente que se tornou um malefício, um perigo mesmo, fonte permanente de desmoralização. A razão é mais do que óbvia. A maioria dos padres, é possível, vive o celibato e leva a sério o seu compromisso. Mas é claro que o sacerdócio também se tornou abrigo de sexualidades alternativas, que não têm a mesma aceitação social do padrão heterossexual. E que se note: também existem desvios de conduta de padres heterossexuais.
Poderá perguntar alguém: pudesse o padre casar, a Igreja estaria absolutamente protegida de um adúltero, por exemplo? É claro que não. Mas não tenho dúvida de que estaria muito menos cercada de escândalos. Talvez se demore mais um século até que isso venha a ser debatido, sempre no tempo da Igreja Católica, que não é este nosso, da vida civil. Mas é importante que os católicos, em especial aqueles que não aderiram a heresias marxistas, comecem a pensar que o celibato não compõe o núcleo da doutrina cristã ou um fundamento do catolicismo. Foi, num dado momento, a escolha de uma forma de organização. Que, hoje, traz mais malefícios do que benefícios.
Sou o primeiro a considerar que a Igreja não tem de ceder a todos os apelos da, vá lá, modernidade, abrindo mão de seus princípios. Só que falta provar que o celibato é um princípio. Não é.
De fato, a obrigação de um sacerdote deveria ser outra, como queria São Paulo: “Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar.” A obrigação deveria ser o casamento, não o contrário.



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161 Comentários
DISCIPLE!
-17/05/2010 às 0:31
contra fatos não se descutem!!!
Luiz
-30/10/2007 às 9:24
Anônimo das 8:07
Concordo 100% com tudo o que você escreveu. Mas o fato de Maria ser diferente e uma mulher espiritualmente desapegada das coisas da matéria não significa que ela e José não se tornassem uma só carne como mandado de Deus. Sou leitor diário da Bíblia, já a tendo lido mais de 35 vezes (na minha idade poderia ter lido mais) e nunca encontrei nenhuma referência a castidade de Maria, a não ser na concepção de Jesus. No entanto isto não é o fundamental. Acho que eu e você temos mais pontos em comum do que divergências e estes pontos em comum é que devem ser ressaltados pois são essenciais. O importante é que Jesus veio ao mundo para morrer na cruz em meu lugar, e que devemos ser imitadores de Cristo como Paulo o foi.
O que importa é o que Paulo disse em I Corintios 13:1-13:
“1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.
2 Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.
3 E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.
4 O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece,
5 não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal;
6 não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;
7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará;
9 porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos.
10 Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado.
11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.
12 Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor”. Que Deus te abençôe.
Anônimo
-29/10/2007 às 20:07
Luis 3:56
Sexo não é nem nunca foi errado (ou pecado) como vc queira chamar.Salvo se for feito sem amor, por puro instinto animal, aí é outra coisa.
O que eu queria que vc compreendesse é que Maria de Nazaré não tinha o menor interesse por sexo. Ela era uma mulher DIFERENTE, uma mulher evoluída espiritualmente desapegada as coisas da matéria consequentemente da carne.
Sua missão foi a mais bela. Viveu para o bem.
José compreendeu isto só depois do sonho revelador. Pq até então ele pensava como você.
Não sei se me fiz entender.
Quanto a Paulo suas citações são maravilhosas. Mas eu também acho que como ser humano falivel que era e como foi perseguidor dos cristãos acho que em poucas coisas ele dá bola fora.
Agora, os ensinamentos do Cristo todas as bolas são golaços.
“Todas as coisas passam MAS MINHAS PALAVRAS NÃO PASSARÃO” Jesus.
wagner
-29/10/2007 às 16:37
Prezado Reinaldo,
Sinto ter de discordar de vocÊ: o celibato sacerdotal é indispensável ao ministério da Igreja. Os Padres devem estar à disposição dos fiéis em tempo integral. Veja você o dilema moral que se instalaria se houvesse o casamento : um padre, com a esposa grávida nos ultimosa dias de gestação, tendo que abandoná-la durante a madrugada para atender um moribundo, quem ele escolheria????
Marreta
-29/10/2007 às 16:35
Segundo a bíblia quem nunca teve sogra foi Adão.
Luiz
-29/10/2007 às 15:56
Anônimo das 9:42
Deus criou o sexo. Em lugar nenhum da Bíblia há qualquer mensão de que o sexo seja impuro, muito antes pelo contrário. Concordo que Maria foi uma mulher pura, escolhida por Deus para ser a mãe de Jesus e que o mesmo foi concebido pelo Espirito Santo. O fato de Maria e José terem vivido uma relação normal de casal, abvençoada por Deus, isto é com relação sexual, não a torna impura. Porque a ordem de Deus é que o homem deixará pai e mãe se unirá a sua esposa e serão uma só carne. Se isto não aconteceu com Maria e José significa um descumprimento de uma ordem divina. Para mim, e para todos os evangélicos como eu, Maria foi uma mulher extraordinária, assim como José, tanto que foi o casal escolhido por Deus para cuidar de seu filho Jesus. Eu acredito sim que Jesus tinha irmãos e irmãs, filhos de Maria e José, e isto, repito, de forma nenhuma tira a virtude do casal. Relação sexula dentro do casamento não é e nunca foi pecado, tanto que buscamos no casamento religioso as benção de Deus para a união, e Paulo em uma de suas cartas condena que o casal fique muito tempo sem relações sexuais.
David
-29/10/2007 às 14:23
Quando lemos em Mateus que Pedro tinha sogra, é porque Pedro era casado.
Quando Eclesiastes diz que é preferível um aborto a uma vida desgraçada, ai não vale o que está escrito?
Você é iluminado Reinaldo, sabe dizer quando Deus falava sério e quando usava figura de linguagem.
Catossi
-29/10/2007 às 11:37
Rei, bom dia. A humanidade é muito estranha…. Quero abordar três aspectos: 1.) Vc defendia outro dia que a igreja romana deveria viver os dogmas dela não importando o que os outros diziam. Lembra, no debate sobre o Temporão, o aborto, etc… 2.) Os protestantes já enxergaram isso, e os pastores constituem família.
3.) Escândalos surgem aonde o “homem” tiver chance. São largamente conhecidos os casos de relacionamentos íntimos entre padres e freiras, assim como outros problemas sexuais e financeiros. Parece que o fato de um pastor ter família, isso o restringe mais em relação a um padre, mas corre o mesmo risco. Creio que o ambiente é que muda. Numa igreja católica romana o funcionamento é diferente de uma protestante, onde as pessoas tem mais acesso à rotina da igreja.
Abraço, de Curitiba-Pr.
Anônimo
-29/10/2007 às 11:26
Bom texto.
Mas quanto à menção da Epístola de Paulo a Timóteo, gostaria de assinalar a convicção partilhada pela maioria dos especialistas atuais - por exemplo, Bart Ehrman - de que se trata de texto apócrifo.
Não é um texto paulino autêntico, ao que tudo indica.
Anônimo
-29/10/2007 às 9:42
Luiz 12:41,
Se me permite vou tentar te explicar uma coisa na época de Jesus todo parentes era denominado IRMÃOS principalmente primos.
Jesus poderia até tido “irmãos” por parte de José já que ele era homem e naquela época como hoje homem tem sempre mulheres (vide Renan e padres heheh)então. Quanto a Maria não se fala em filhos de Maria na bíblia, e eu não acho estranho. O estranho que eu acho são as pessoas não se conformarem que Maria era uma mulher pura em todos os sentidos pois ela veio com a missão de ser Mãe do Filho de Deus. Ela era um exemplo na minha opinião de mulher que não tinha nenhuma lúxuria ela sabia e não sentia desejos carnais. Seria o “eunuco desde o ventre” se é que me entende. E José compreendeu isto e jamais teve a coragem de abordá-la nesse sentido.
O grande problema da humanidade é que só pensam “naquilo” e quer colocar “aquilo” onde não existiu.
Houve uma passagem bíblica que ele falou quem é minha mãe quem são os meus irmãos(no caso primos)? Não que ele estivesse renegando a mãe e a família, mas ele queria mostrar que sua família é toda aquela que ouve suas palavras e a pratica pois suas palavras na realidade são os ensinamento do Deus Pai que está no céu.
Le Cafard
-29/10/2007 às 9:12
O celibato, seguramente, não pode ser tomado como fator de desmoralização da Igreja. Afinal de contas, padres são seres humanos e, como estes, passíveis de erros os mais grotescos possíveis. Tenho visto por aí um certo número de padres originários de regiões paupérrimas no nordeste brasileiro, onde, numa família de dez a quinze crianças, os pais optem por entregar umas duas ou três aos cuidados da Igreja, a fim de se verem livres de despesas em excesso. Entregam-nas à Igreja sem saber se essas crianças possuem pendor demasiado religioso, com o único propósito de resolveram uma questão financeira no lar. E essas crianças, suscetíveis a tudo o que seja novidade, quanto mais a precoce iniciação sexual por “padres” com severos desvios de conduta, acabam sendo multiplicadoras de um círculo vicioso, onde se vê e se faz tudo, exceto, a propagação da Palavra do Senhor.
Anônimo
-29/10/2007 às 2:06
Menotti Del Picchia
Máscaras
PERSONAGENS:
Arlequim : Um desejo
Pierrot : Um Sonho
Colombina: A Mulher
Em qualquer terra em que os homens amem.
Em qualquer tempo onde os homens sonhem.
Na vida.
BEIJO DE ARLEQUIM
I
O crescente cintila como uma cimitarra. Lírios longos, grandes mãos
brancas estendidas para o luar, bracejam nas pontas das hastes. Uma
balaustrada. Uma bandurra. Um Arlequim. Um Pierrot E, sobre as
máscaras e os lírios, a volúpia da noite, cheia de arrepios e de aromas.
ARLEQUIM diz:
Foi assim: deslumbrava a fidalga beleza da turba nos salões da Senhora Duquesa.
Um cravo, em tom menor, numa voz quase humana, tecia o madrigal de uma antiga pavana. Eu descera ao jardim. Cheirava a heliotrópio e vi, como quem vê num vago sonho de ópio, uma loura mulher…
PIERROT
Loura?
ARLEQUIM
Como as espigas…
Como os raios de sol e as moedas antigas…Notei-lhe, sob o luar, a cabeleira crespa,
anca em forma de lira e a cintura de vespa, um cravo no listão que o seio lhe bifurca,
pezinhos de mousmé, olhos grandes, de turca… A boca, onde o sorriso era como uma abelha, recendia tal qual uma rosa vermelha.
PIERROT
Falaste-lhe?
ARLEQUIM
Falei…
PIERROT
E a voz?
ARLEQUIM
Vaga e fugace.
Tinha a voz de uma flor, se acaso a flor falasse…
PIERROT
E depois?
ARLEQUIM
Eu fiquei, sob a noite estrelada, decidido a ousar tudo e não ousando nada…
Vinha dela, pelo ar, espiritualizado numa onda volúpia, um cheiro de pecado…
Tinha a fascinação satânica, envolvente, que tem por um batráquio o olhar duma serpente… e fiquei, mudo e só, deslumbrado e tristonho, sentindo que era real o que eu julgava um sonho! Em redor o jardim recendia.
Umas poucas
tulipas cor de sangue, abertas como bocas, pela voz do perfume insinuavam perfídias…
Tremia de pudor a carne das orquídeas… Os lírios senhoreais, esbeltos como galgos,
abriram para o céu cinco dedos fidalgos fugindo à mão floral do cálix longo e fino.
Um repuxo cantava assim como um violino e, orquestrando pelo ar as harmonias rotas, desmanchava-se em sons, ao desfazer-se em gotas! Entre a noite e a mulher, eu trêmulo hesitava: se a noite seduzia, a mulher deslumbrava!
Dei uns passos
Ao ruído agitou-se assustada. Viu-me…
PIERROT
E ela que fez?
ARLEQUIM
Deu uma gargalhada.
PIERROT
Por que?
ARLEQUIM
Sei lá! Mulher…Talvez porque ela achasse ridículo Arlequim com ar de Lovelace…
Aconcheguei-me mais: “Deus a guarde, Senhora!”
- Obrigada. Quem és?
- “Um arlequim que a adora!”
Vinha do seio dela, entre a renda e a miçanga, um cheiro de mulher e um cheiro de cananga. Eram os olhos seus, sob a fronte alva e breve, como dois astros de ouro a arder num céu de neve. Mordia, por não rir, o lábio úmido e langue, vermelho como um corte inda vertendo sangue…E falei-lhe de amor…
PIERROT
E ela?
ARLEQUIM
Ficou calada…
Meu amor disse tudo, ela não disse nada, mas ouviu , com prazer, a fras
Anônimo
-29/10/2007 às 1:24
ARREGAÇANDO A BATINA
“Erotismo e religião se mesclavam nos tempos da colônia, época marcada por um frenesi sexual” - Ronaldo Vainfas.
Não é de hoje que os padres católicos deixam de cumprir o voto de castidade. Desde o início do período colonial, os religiosos contribuíram fartamente para o aumento da população, num Brasil em que a carência de habitantes justificava toda aventura sexual.
As transas dos padres seguiam padrões distintos. Entre os mais jovens, havia os que usavam as índias e as negras para “se aliviarem” , como era costume geral, posto que elas nem gente eram consideradas e “só serviam pra isso”. Outros terminavam estabelecendo relações estáveis, como o concubinato na casa paroquial com as beatas, bastardas ou solteironas que cuidavam de roupas, limpeza, alimentação e… da cama. Daí vinham filhos e se formavam núcleos familiares informais, que foram muitos.
Tratos ilícitos
Outra forma de aproximação sexual ocorria quando os religiosos ingressavam em negócios mundanos - comércio, agropecuária, política - para complementar a minguada (na época) renda proporcionada pela paróquia. Era comum as mulheres vendeiras, negras de tabuleiro, lavadeiras, costureiras e comerciantes de retalho agradarem sexualmente ao patrão como meio de sobreviverem numa sociedade patriarcal e paternalista.
Os padres mais jovens e bonitos eram assediados e disputados pelas poucas mulheres brancas, de boa educação e solteiras, as quais se tornavam suas amantes ou esposas. Esses envolvimentos tornaram-se tão comuns que o Santo Ofício - acredite! - até tentou legitimá-los, mas esbarrou num prosaico problema: havia queixas da desigualdade competitiva entre padres e colonos. Estes não tinham os dentes bons, conversa agradável, educação e apelos celestiais dos clérigos “tudo de bom”. A situação era agravada por haver poucas jovens disponíveis.
A Igreja teve problemas sérios com o hábito disseminado entre os padres de aproveitarem a devoção das fiéis para subjugá-las sexualmente. O confessionário, pela sua característica de privacidade, era o lugar mais usado para isso e o abuso de poder eclesiástico no ato de confissão era conhecido como “crime de solicitação”. As mulheres cediam por iniciativa própria, por “determinação divina” (cantada) ou por serem ameaçadas pelos padres.
Os assédios podiam ocorrer em qualquer parte ou ocasião, inclusive no leito de morte, como no caso de Luzia de Sousa Vieira: “Casada com um pedreiro na Paraíba, que estando enferma, mandou chamar para confessa-la o franciscano frei Raimundo de Santo Antonio, o qual solicitou-a para atos torpes e imediatamente teve com ela copula carnal no leito” (Mott, Luiz - Cotidiano e Vivência Religiosa, 1977).
Bastardos, mas cultos
A formação de famílias por padres tinha a vantagem de elevar o nível cultural da sociedade, pois a prole dos religiosos recebia educação esmerada no próprio lar. Gilberto Freyre é incisivo ao descrever a importância dos descendentes de religiosos: “elementos da mais elevada cultura, tornaram-se grandes homens da elite dos séculos posteriores, constituindo famílias e ocupando lugar de destaque na sociedade brasileira”. Não é exagero afirmar que todas as famílias brasileiras contaram com sêmen eclesiástico em algum momento de sua evolução.
Conhecer a permissividade da Igreja à prática sexual no período colonial pode ajudar a entender porque a instituição, ainda hoje, tem reações pífias ao desregramento sexual de seus representantes. Com a diferença de que há 400 anos as relações, embora proibidas, eram naturais; hoje, predomina a aberração da pedofilia.
Fonte principal: “Tratos Ilícitos e o Clero Colonial”, Profª. Dr.ª Suely Creusa Cordeiro de Almeida e Gian Carlo de Melo Silva - UFRPE. Celso Serqueira
Luiz
-29/10/2007 às 0:41
Permita-me discordar do Carlos Eduardo.
1. Não há nenhum texto na Bíblia que diz que Maria e José se mantiveram castos após o nascimento de Cristo. Desafio a qualquer leitor me indicar o livro capítulo e verswículo.
2. Há afirmações na Bíblia, mais de uma, que falam nos irmãos e irmãs de Jesus, inclusive pelo nome.
3. Se edro era viúvo na época da cura de sua sogra, porque mais tarede Paulo mencionaou a copmpania da esposa de Cefas (Pedro)? O texto Bíblico fala em esposa e não mulher.
4. A Bíblia não fala se Paulo era solteiro ou viúvo. Pelo status que tinha na comunidade judaica da época, sendo fariseu, provávlemente era viúvo. Mas a Biblia não fala.
5. Paulo diz que no entender dele, e ressalta que não é uma ordenação divina, o homem deveria procurar ser como ele, sem se casar, no entanto, era melhor casar do que abrasar-se.
6. O mandamento de Deus é que o homem deixe pai e mãe e se junte a uma mulher e se tornem uma só carne.
7. Em lugar nenhum na Bíblia diz que o sexo é pecado. O sexo foi criado por Deus portanto é uma coisa boa. Maria e José, se tivessem se mantido castos como ensina a igreja Católica, estariam desrespeitando um mandamento divino.
Finalmente, Jesus pagou por meus pecados na Cruz. Sóp serei slavo pella misericórdia de Deus através do meu arrependimento. Não preciso e não devo fazer sacrificio nenhum como me flagelar, deixar de comer carne ou me manter casto. Isto não salva ninguém. Cristo já sofreu o suptremo sacrifício em meu lugar.
Anônimo
-29/10/2007 às 0:32
Há também interpretações de que Jesus é DEUS. Como Ele afirmou várias vezes no Evangelho Ele não é Deus é sim FILHO do HOMEM.
“O meu Pai que está no Céu”. Logo se o Pai está no Céu, quem está na terra é o FILHO.
Questão de lógica.
Anônimo
-29/10/2007 às 0:13
Eu entendo que quando Jesus disse abandonar a família não foi “abandonar” literalmente. Ele quis dize que não colocassemos nada acima de Deus.
“A letra mata e o Espírito vivifica”
Claudio Chad
-28/10/2007 às 23:45
Ora, se Pedro tinha sogra, era porque também tinha esposa, é claro.
Pouco se sabe sobre a esposa de São Pedro. Alguns acreditam que ela já teria morrido antes de Pedro começar seu apostolado, outros, como Clemente de Alexandria, diziam que ela morreu martirizada. É fato contudo que Pedro, ao se tornar apóstolo, deixou tudo o mais para seguir ao Senhor:
“E todo aquele que por minha causa deixar irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos, terras ou casa receberá o cêntuplo e possuirá a vida eterna.” (Mateus 19:29).
Anônimo
-28/10/2007 às 23:30
Rei
Existe também uma versão contando que na Itália famílias ricas sempre tinham um filho padre. Com o celibato a fortuna herdada ficaria para a Igreja!
Esta é uma versão que me contaram na Itália e mais tarde num curso de História da Arte que fiz o professor que era italiano confirmou. O celibato resolvia também a parte econômica da igreja!
Está na hora da Igreja Católica se modernizar. Tenho certeza que arrebanharia muitas almas.
Sou pela Igreja Católica, milenar e conservadora. Só precisa acompanhar a evolução do planeta.
Abaixo Edir Macedo…….enganador de pobres!
Betina
sueli
-28/10/2007 às 23:21
Caro senhor Reinaldo,
Todos sabem que a igreja não permite o casamento dos padres para não ter que dividir os bens das mesmas.
O que é um grande e visivel erro, celibato prá que?
Para ostensivamente em todos os jornais vira e mexe, pedofilia praticada por padres, aqui acola, voltemos atráz e relembremos o acôrdo milionário do Vaticano para calar familias que denunciavam esse tipo de abuso.
Sexo é algo normal, é uma necessidade fisiologica, mais nada, a proibição torna o assunto mais e mais perigoso á cada dia.
É uma pena que isso aconteça, porque pedofilia é realmente uma aberração. Quando não é pedofilia é homossexualismo praticado pelos padres.
Sinto pena do caminho que nosso mundo anda pisando.
Carlos Eduardo
-28/10/2007 às 23:18
Vc sendo um liberal, evidentemente, não se alinha com a Igreja que é tradicional.
Aliás, por falar em liberalismo, a Igreja condena-o.
Sobre o caso do padre, todos sabemos que o casamento não faria, como num passe de mágica, que o padre em questão deixasse de abusar sexualmente do adolescentes de maneira homossexual. Então, quando vc levanta a bandeira anticelibato nesta situação, não passa de um “placebo”.
Sobre a interpretação bíblica… vc, como liberal, tem o mesmo discurso dos boffs, bettos e etc.
Pq vc não lê Catena Aurea do Santo Tomas de Aquino?? Vai lhe fazer bem…
Por hora, fique sabendo que a Bíblia não é a única fonte de Revelação Divina. Depois de Ressuscitado, Cristo ficou 40 dias com os Apóstolos. Na Biblia não se le o que Ele fez e ensinou neste tempo. Mas, certamente, não ficou jogando truco, não é? Meu caro Reinaldo, a Tradição Oral também faz parte da Revelação Divina e não apenas a Escrita. Deixo aqui um trecho de uma carta do professor Orlando Fedeli:
“…o senhor só levanta contra a Igreja Católica a questão do celibato sacerdotal, que é um problema de disciplina, e não de fé.
Como justificar, mesmo usando apenas a Bíblia, que o celibato sacerdotal tem raiz nos Evangelhos?
A questão é muito simples!
Em primeiro lugar, antes de dar essa justificação, permita-me, senhor José Luiz, lembrar que, segundo a Escritura Sagrada, o matrimônio é santo e estabelecido por Deus. Digo “lembrar”, porque nisto devemos certamente concordar. Dispenso-me de citar os textos bíblicos que o senhor deve bem conhecer e que legitimam o matrimônio, como a instituição dele, por Deus, no princípio do mundo, e sua elevação a sacramento por Cristo, nas bodas de Caná. Disso não há dúvida.
Para encaminhar a questão do celibato sacerdotal, restaria discutir o que é superior: o matrimônio ou o estado de virgindade consagrada a Deus. E sua carta me deixa patente que o senhor, também neste ponto, concorda comigo, afirmando que, segundo as Escrituras, o estado de virgindade é superior ao matrimônio.
Lembro apenas, sobre este ponto, que a Sagrada Escritura é bem clara, pois o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo nos diz:
“Todo o que deixar por amor de meu nome a casa, ou os irmãos, ou as irmãs, ou o pai, ou a mãe, ou a mulher, ou os filhos, ou as fazendas, receberá cento por um e possuirá a vida eterna” (Mt. XIX, 29).
É patente, por esse texto que Jesus aconselha alguns a deixarem a mulher para serví-Lo. E é o que fazem os sacerdotes católicos.
Bastaria esse texto do próprio Deus Homem, Cristo, para ter comprovado o valor e a liceidade do celibato sacerdotal. Mas, para atender melhor a seu pedido, cito outros textos.
O mesmo Cristo Jesus nos disse:
“Nem todos são capazes desta resolução, mas somente aqueles a quem isto foi dado. Porque há alguns eunucos que nasceram assim, do ventre de sua mãe; e há outros eunucos, a quem outros homens fizeram tais; e há outros eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor ao Reino dos Céus. O que é capaz de compreender isto, compreenda-o” (Mt. XIX, 11-12).
Evidentemente, Cristo não estava pedindo uma mutilação física, do mesmo modo que, quando disse que era melhor arrancar o olho do que pecar com ele, não estava incentivando que os homens se cegassem. Cristo, falando em “eunucos” voluntários, se referia àqueles que, por amor a Deus, renunciavam à mulher, como vimos na citação anterior.
E o próprio Cristo – Sacerdote por excelência — nos deu seu exemplo, não se casando. Devem os sacerdotes imitá-Lo.
Também a sua Mãe Santíssima foi Virgem sempre. E São José nos deu o mesmo exemplo de castidade. O discípulo amado por Cristo era São João, que se manteve virginal. São João Batista, de quem Jesus disse não haver maior homem nascido de mulher, foi virgem também.
Meu caro senhor José Luiz, a Bíblia não nos ensina apenas com palavras, mas com exemplos de vida t
rafheg
-28/10/2007 às 23:11
Sr. Reinaldo
Os comentários de ” um leitor ” e de “um anônimo ” apresentam , cada um a seu modo, argumentação que seu texto precisaria enfrentar para fazer-se ouvir aos fiéis mais qualificados e à igreja. Quanto a questão : o celibato é ou não, uma questão de princípio. Trata-se , de uma confusão medonha. Supõe a igreja nascida e formada sobre princípios.A igreja como uma emanação estapafúrdia de princípios. São experiências de adaptação ao longo da história que tornaram acidentes em princípios ,opções doutrinárias da igreja-instituição positiva ao longo do tempo, é verdade , não sem o devido crivo lógico .Mas querer contestar certos “topoi” da Igreja Catolica Apostólica Romana como se fossem princípios sobre os quais ela se ergue, fundamentos do edíficio cristão é , no mínimo, uma ingenuidade, que voce não costuma perdoar nos outros.
Saudações cordiais.
Luiz
-28/10/2007 às 22:54
João Marcos
Marcos 6:2-3 - ” 2 Chegando o sábado, passou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se maravilhavam, dizendo: Donde vêm a este estas coisas? Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como se fazem tais maravilhas por suas mãos?
3 Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nele.
4 Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, senão na sua terra, entre os seus parentes e na sua casa”.
Atos 1: 13-14 “13 Quando ali entraram, subiram para o cenáculo onde se reuniam Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, filho de Tiago.
14 Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele”.
Estas são só duas citações. Há outras. Deus criou o ato sexual. Sexo não é pecado, tanto que no princípio Deus ordenou que o homem devia largar pai e mãe e se unir a sua mulher e os dois seriam uma só carne. Portanto, o fato de Maria e José terem relações sexuais era normal e de acordo com a vontade de Deus. Manterem-se afastados um do outro sem relações sexuais, sendo casados, é que seria anti natural e não de acordo com os ordenamentos divinos. Acredito que Jesus nasceu de uma virgem, mas que ele teve sim irmãos e irmãs, e todos nós evangélicos cremos nisto. Isto modifica em alguma coisa a mensagem de Cristo? Não.
Agora quanto ao padre ou o pastor ser casado, isto está de acordo com os ensinamentos bíblicos. O Reinaldo já citou a ordenação bíblica de que o Bispo deveria ser marido de uma só mulher.
Anônimo
-28/10/2007 às 22:30
Reinaldo,
Contribuindo para o debate:
” O celibato dos Padres
Escrito por Universo Católico
28-Jun-2006
Muito se tem discutido sobre este assunto e parece que não são os padres os mais empenhados nessa discussão, mas outras pessoas empenhadas em dar destaque ao tema.
O Cardeal Basil Hume, primaz católico de Inglaterra, a 17 de Setembro de 2005, declarou aos microfones da BBC, que a lei do celibato não é divina, mas eclesiástica e portanto passível de ser mudada. Acrescentou algo, de muito controverso: que as vocações aumentariam, se bem que a Igreja está a perder pessoas muito válidas porque não querem ser sacerdotes celibatários. Acrescentou também que o celibato conserva o seu valor na sociedade actual “obcecada pelo sexo”: “É bom haver gente que possa dar testemunho do amor sem sexo”.
Estas palavras foram interpretadas, pela imprensa, como uma proposta que o Cardeal fazia para rever a lei do celibato. Logo a seguir o próprio Cardeal no Daily Telegraph, declarou: “Não proponho mudar a lei. Creio que o celibato é a solução adequada para a Igreja. (…) É um valor que devemos preservar”.
Muitos acenam com o que se passa nas igrejas protestantes, onde os pastores não assumem o celibato. Será que isso resolve tudo?
O então Cardeal Ratzinger no seu livro O Sal da Terra, afirma a dado passo: (…) “Quanto mais pobre é uma época no que respeita à fé, mais frequentes se tornam as quedas. Desse modo, o celibato perde credibilidade, e o que significa realmente não se manifesta. Mas é preciso perceber que épocas de crise do celibato são também épocas de crise do casamento. Porque hoje não observamos apenas rupturas do celibato, o próprio casamento torna-se cada vez mais frágil como fundamento da nossa sociedade. Para o celibato a escolha tem de ser livre. Antes da ordenação, até tem de se fazer uma promessa solene, confirmando que é o que se quer e que se faz livremente. Por isso, não me agrada muito que depois se diga que se tratou de um celibato obrigatório, e que foi imposto. Isso contradiz a palavra dada no início. (…) Para dizer de uma forma linear: depois da abolição do celibato só teríamos outro tipo de problemática com os padres divorciados”.
O Cardeal Hume referiu que é difícil o celibato, “mas seria ingênuo crer que a vida matrimonial é mais fácil. Atualmente 40 % dos matrimônios desfazem-se - uma proporção muito mais elevada que a do abandono do sacerdócio”.
Mas para avaliar as vantagens de suprimir a lei do celibato, ninguém melhor do que uma pessoa que conhece pessoalmente o assunto - Pamela Nightingale, casada com um sacerdote católico que antes fora ministro anglicano. Também ela hoje é católica.
“33 anos de vida matrimonial fizeram-me compreender bem o heroísmo que pedimos aos nossos sacerdotes para que vivam, geralmente, sós, sem ninguém com quem compartilhar intimamente as necessidades físicas, mentais e espirituais; (…) também é fácil esquecer a lealdade e a dedicação de tempo que o matrimônio exige a um homem. Qualquer pai ou mãe sabe os cuidados e as preocupações que os filhos dão, o esforço econômico que exige a sua educação. (…) Como poderia um bispo católico atender as numerosas paróquias da sua diocese, se os sacerdotes tivessem de colocar em primeiro lugar as necessidades das suas famílias? (…) O celibato sacerdotal é uma jóia da Igreja católica que só se tem posto em causa desde que começamos a ficar obcecados com a realização sexual, em vez de pensar na outra forma de realização que oferece o sacerdócio. Olhemos para o Papa João Paulo II e nele vemos uma pessoa totalmente íntegra na qual os dons intelectuais e os dotes físicos se combinam com uma profunda piedade e simpatia”.
A tudo o que foi escrito queria contrapor algo dito por Pamela Nightingale, acerca da falta de disponibilidade dos padres casados, com palavras do então Cardeal Ratzinger: “(…) Não se trata simplesmente de poupar tempo, porque, como não sou pai de família, a
Anônimo
-28/10/2007 às 22:24
Bem lembrado Reinaldo.
Inclusive, sabe por que Pedro negou Jesus 3 vezes?
Porque Jesus curou a sogra dele, hahahaha.
Malton
-28/10/2007 às 22:13
Não sou católico. Mas acho muito interessante um católico defendendo o fim do celibato. Parabéns pela coragem!
Muitos crimes sexuais de padres católicos que escandalizam o mundo e custam caro para a igreja (vide indenizações nos EUA, por exemplo) seriam evitados se a igreja revisse essa interpretação fanática de que para ser santo tem que ser virgem. Ou que sexo=pecado, mesmo entre pessoas casadas.
Anônimo
-28/10/2007 às 22:12
Sou padre!!!
frequento este blog e já me aventurei noutros comentários.
Queria escrever sobre várias coisas, mas vou apenas (ou tentar)elucidar a seguinte questão: a herança do padre.
Na Igreja há congregações (ordens) religiosas e os padres “seculares” ou diocesanos (os que estão vinculados a um bispo). Sou padre diocesano. Quando fui ordenado, não fiz voto de pobreza (os religiosos o fazem)! Ou seja, eu tenho salário da igreja e a estrutura para viver. Entretanto, se eu conseguir adquirir propriedades ou se minha familia tiver bens que por herança venham a ser meus, posso pô-los todos em meu nome.
Muitas informações que li em todos os comentários estão equivocadas. São parcelas de verdade e, por isso, não verdadeiras.
alguém chegou a dizer que o padre não é padre! (não é padre religioso, mas diocesano/secular “do mundo”, não de uma ordem ou congregação).
no mais, todos podem opinar o quanto quiserem. A Igreja conta com a Graça. Não são as ventanias que a farão sucumbir. Para os que aqui citam a história, vale lembrar que até “pseudo-papa” existiu. Enfim, “AS PORTAS DO INFERNO NÃO PREVALECERÃO SOBRE ELA(A IGREJA DE CRISTO, fundada sob Pedro)”
Anônimo
-28/10/2007 às 21:54
Seu Rei
Em que pese nossas discordâncias (voce tem fé, eu nem tanto…), gostei muito desse texto.
Abs
Bob
Anônimo
-28/10/2007 às 21:37
O nível dos seminaristas hoje em dia está muito baixo. Os seminários não conseguem atrair mais os jovens como antigamente. E em função disto aceitam qualquer coisa. Muitos jovens com desvios sexuais e outros problemas tem ingressado nas fileiras da igreja. O resultdo é este que está ai.
A situação está crítica, muito crítica. O número de padres homosexuais é muito grande. Em São Paulo apenas, mais de 120 padres morreram de AIDS entre 1986 e 2006. A homosexualidade sempre foi muito presente n clero, mas recentemente tem alcançado índices nunca dantes observados. Estima-se que mais de 40% dos padres brasileiros sejam homossexuais. O site abaixo, por exemplo, traz bastante informação sobre o tema:
http://www.ceconjoanadarc.org/principal.php?idSecao=999
Marcelus Giovanni
-28/10/2007 às 21:35
Bom, como já foi dito aqui, a verdade é que o celibato não é obrigatório para todos os sacerdotes católicos — o é apenas para aqueles do rito ocidental-latino, que é o mais difundido e conhecido no muundo ocidental.
Para quem quiser saber mais a respeito das igrejas católicas orientais (também conhecidas como “uniatas”), onde os padres podem se casar e que seguem o rito bizantino nas missas, aí está o link para o artigo em inglês do Wikipedia:
http://en.wikipedia.org/wiki/Eastern_Catholic_Churches
Anônimo
-28/10/2007 às 21:26
Reinaldo, você vai me desculpar, más depois de tantos concílios e tantas alterações na Bíblia e problema de tradução, não acredito em muita coisa não.Claro as palavras são lindas de Jesus, porém a dos apóstolos muitas vezes são cobertas de preconceito.Esse preconceito é para mim fruto da interpretação dos monges e outros que não sabiam bem o significado das palavras ou entre um sentido do termo e outro, colocaram aquele que bem cabia na sua concepção.Acredito muito em Deus em Jesus, más não em padres, agora então com esse Papa, que pertenceu a juventude Hitleriana, não dá.Essa dele colocar como Cradeal, esse Dom Otílio Scherer é pior ainda.Tive um priminho que há muitos anos atrás entrou num seminário e com a maior cara de pau, falou que estava lá porque tinham de tudo,tudo mesmo.Excelente comida, dinheiro, casa boa, e empregados qu limpam tudo.Fiquei chocada, más ele chegou a ser padre e quando estava com uns 29 anos saiu para se casar, até lá tava bem .Então, quantos são iguais a ele?E o povo seguindo como se realmente houvesse inspiração em suas palavras.Isso parece aqueles católicos, espiritas e evangélicos que de dia participam do culto e a noite, vai a uma mãe de santo.
Tchau
Anônimo
-28/10/2007 às 21:15
É, tio Rei, você é ´aborrecidamente lógico`. Sua análise é perfeita.
Anônimo
-28/10/2007 às 20:32
Outra opção da Igreja e não um fundamento descrito na Bíblia é o culto a imagem.
(R)
Dorian
-28/10/2007 às 19:38
Também ensina São Paulo em carta aos coríntios:
“Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se” (1 Co 7.9).
Anônimo
-28/10/2007 às 19:18
Anônimo 3:44,
Mas quem é esquerdista? infelizmente é a igreja, ou vc quer tapar o sol com peneira?
A igreja precisa falar nos ensinamentos do Cristo, na sua Boa Nova, não viver de encíclicas de papas 1, 2 ou 3.
Propagar e vivenciar o envangelho isto sim, é o que toda a humanidade precisa. E pode acreditar o mundo seria outro.Muito melhor diga-se de passagem.
LEIA O NOVO TESTAMENTO. E vc não precisará de nenhuma enciclica, nenhum dogma que um fulano qualquer organizou e colocou o que ele achava correto. Use seu livre arbitrio para o bem, use a caridade, a benevolência, o perdão e o Amor que então vc verá que não precisará de dogmas e sim de uma consciência tranqüila do dever cumprido.
Muitos falam em excomungar Lancellotti. Jesus nunca condenou ninguém quem aqui na terra tem capacidade ou autoridade para excomungar alguém? Vc poderá reponder o papa. E quem excomungou os papas que mandaram queimar inocentes e foi a favor do nazismo?
Um abraço
richard
-28/10/2007 às 19:04
Ah, e novamente aos idiotas de plantão:
Se o problema de certa parte do clero atual (cuidadosamente escolhida e mantida pelos herges modernistas em certos seminários!) é a PEDERASTIA mesmo ou, até a PEDOFILIA (afeto desordenado por crianças impúberes) de que serviria a liberação geral do casório?! (a menos que fosse algum “casamento” pederástico, né?!)
Manés (ou coisa pior, claro)
Anônimo
-28/10/2007 às 18:56
Li os escritos do atual papa e de fato lá está isto:
E como diria o Papa Bento XVI, guardião da sã doutrina, é melhor um rebanho menor, mas um rebanho de fato, coeso, que realmente acredita na Igreja (Igreja = Corpo Místico de Cristo), do que um rebanho enorme que não tenha nem idéia do que seja a Igreja.
Penacho
richard
-28/10/2007 às 18:54
Ah, mais duas coisas, para os “espertos” de sempre, de plantão:
a) Pedro teve esposa, sem dúvida alguma, senão não poderia ter tido “sogra”. Todavia a pasaagem é bem clara: ” então ela levantou-se, e pôs-se a serví-los” (Mateus 8: 14), o que permite pressupor que Pedro fosse na verdade VIÚVO, posto que o dever de servir aos visitantes deveria ser de sua esposa e não de sua sogra.
b) Lembro apenas, sobre este ponto, que a Sagrada Escritura é bem clara, pois o próprio
Nosso Senhor Jesus Cristo nos diz:
“Todo o que deixar por amor de meu nome a casa, ou os irmãos, ou as irmãs, ou o pai, ou a mãe, ou a mulher, ou os filhos, ou as fazendas, receberá cento por um e
possuirá a vida eterna” (Mateus 19: 29).
É patente, por esse texto que Jesus aconselha alguns a deixarem a mulher para serví-Lo. E é o que fazem os sacerdotes (os verdadeiros, claro!) católicos.
Bastaria esse texto do próprio Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Homem e verdadeiro Deus para se comprovar o valor e a função do celibato sacerdotal.
c) Mas, podem ser citados outros
textos também.
O mesmo Cristo Jesus nos disse:
“Nem todos são capazes desta resolução, mas somente aqueles a quem isto foi dado. Porque há alguns eunucos que nasceram assim, do ventre de sua mãe; e há outros eunucos, a quem outros homens fizeram tais; e há outros eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos POR AMOR AO REINO DE DEUS. O que é capaz de compreender isto, que o compreenda” (Mateus 19: 11-12).
Evidentemente, Nosso Senhor não estava pedindo uma mutilação física, do mesmo modo que, quando disse que era melhor arrancar o olho do que pecar com ele, não estava incentivando que os homens se cegassem. Cristo, falando em “eunucos” voluntários, se referia àqueles que, por amor a Deus, renunciavam à mulher, como vimos na citação anterior.
E o próprio Cristo - Sacerdote por excelência - nos deu seu exemplo, não se casando. Os seus sacerdotes devem imitá-lo.
Também a sua Mãe Santíssima foi Virgem sempre. E São José nos deu o mesmo exemplo de castidade. O discípulo amado por Cristo era São João, que se manteve virginal. São João Batista, de quem Jesus disse não haver maior homem nascido de mulher, foi virgem também.
A Escritura não ensina apenas com as palavras, mas com exemplos de vida das pessoas que seguem a Deus também.
O próprio São Paulo escreveu que o casamento era bom, mas que permanecer, como ele, “em estado de virgindade é melhor”.
“Digo também aos solteiros e às viúvas que lhes é bom se permanecerem assim, COMO TAMBÉM EU. Mas, se não tem o dom da continência, casem-se” (I Coríntios 8: 8-9).
d) Quanto à passagem da Carta de S. Paulo a Timóteo(I Tim. 3: 1-5), cabe lembrar que no princípio do Cristianismo, muitos pagãos se convertiam, e, entre os mais velhos deles, em geral casados e viúvos, é que se escolhiam os Bispos. São Paulo recomenda que se
escolham os Bispos entre os homens que, tendo sido casados, TIVESSEM SIDO CASADOS UMA SÓ VEZ!
Como dizia certo Bispo Inglês, provindo do Anglicanismo, acerca das “citações” protestantes: “Citação fora do contexto, PRETEXTO”.
Anônimo
-28/10/2007 às 18:54
Caro Reinaldo:
Como cristão Ortodoxo gostaria de comentar o celibato obrigatório dos padres romanos.
Este foi instituido apenas no sec XI. Antes disso Abraão, Moisés, Noé, os Profetas do Antigo testamento e na maioria dos apostolos, especificamente S. Pedro eram casados. O matrimonio nao é um impedimento para a vida espiritual nem para o sacerdocio nem para o profetismo( Oseias era casado com uma prostituta) Temos que compreeder duas coisas diferentes: 1a) celibato é vocação, homem solteiro não significa celibatario. 2a) o sacerdote pode ter vocaçao familiar. Na Igreja Ortodoxa existe de fato a opção para o postulante: celibato ou casamento. Discordo dos que pensam que o questionamento de Reinaldo é petralhismo ou modernismo ou oportunismo, pois isto existe no oriente cristão por TRADIÇAO há mais de 2000 anos. O problema é a falta de informação, ou ignorancia mesmo da historia da Igreja
Vejam um aspecto bem real, o numero de ex-padres que constituiram familia, era na decada dos 80 em torno de 120.000 , isto é de sacerdotes ja formados e em exercicio. Contabilizem os que abandonam no 1, 2, 3, e 4 ano. Com a diminuiçao das vocaçoes e o modernismo e o relaxamento da vida espiritual e sacramental da fe catolica romana, pois os ortodoxos sao catolicos por definiçao dogmatica e doutrina…verificamos que o numero de homosexuais é predominante nos seminarios. Para concluir a crise da sexualidade existe na Igreja catolica, os escandalos, a perda de fieis. Como é possivel que padres “celibataérios” ensinem e orientes a sexualidade dos outros se na teoria “nao sabem nada disso”? os padres ortodoxos tem familia e nem por isso ha desvios de dinheiro pois a Igreja é quem cuida disso antes e administra. Quantas vocaçoes nas paroquias de homens integros, equilibrados, responsaveis., com personalidades resolvidas e sabendo lidar com o sexo, os filhos e a administraçao da casa. Até o sec IV os bispos eram todos casados, claro que por razoes praticas uma diocese era tarefa 24 horas, mas uma paroquia, dirigida por uma equipe onde a mulher e afamilia do padre participam, nao seria um bom exemplo pra a comunidade. Que exemplo hoje os padres dao aos fieis? sexo as escondidas, namoros com homens e mulheres dos outros…
Enquanto os evangelicos criticam o celibato, esquecendo de S. Joao Batista, de S. Paulo, S. Lucas e tantos outros ao longo da história. Os católicos esquecem dos homens e mulheres casados que cooperaram com a construçao do Reino. Por isto a Ortodoxia desde as origens segue o caminho do meio. Tanto um quanto outro exigem liberdade de escolha, responsabilidade, maturidade e equilibrio. Suficiente olhar a cristandade oriental, por onde começou tudo. O resto se perde nos descaminhos da pos-modernidade da perda de identidade da confusao iluminista do farisaismo(alo petralhas) do moralismo. A vida espiritual que o ocidente perdeu e busca nas ideologias humanistas é feita de sacrificio, de ascese, do combate contra as paixoes (em si mesmo) cristianismo vivido por dentro feito de heroismo, e nao essas facilidades da autoglorificaçao complacente, piegas falsa moralista e hipócrita da religiosidade politicamente correta….fariseus
A Igreja paga a conta e os fieis vao embora sem pastor nem fe…
Nao desistam de Cristo
APA
Anônimo
-28/10/2007 às 18:51
Olha, Reinaldo, como católica, posso afirmar que o que acontece na nossa Igreja é o “faça o que eu mando e não faça o que eu faço”. O celibato um dia ainda vai ser discutido, porém, antes, acho que há algumas falhas graves que são desconsideradas. Falta amor ao próximo, falta respeito, falta justiça, falta sensatez, enfim todas as virtudes pregadas aos fiéis, são jogadas no lixo pela maioria do clero.
Anônimo
-28/10/2007 às 18:48
Sou de uma pequena cidade no interior da Bahia, e de todos os padres que nossa cidade já teve, o único que eu mim recordo que não causou escândalos vivia uma união informal com uma mulher, tinha filhos e etc; todos os demais foram motivos de comentários, fofocas; desconfianças etc e tal.
Teve um que era freqüentemente visto na companhia de garotos dando festanças na casa paroquial; um outro, foi preso recentemente Belo horizonte, após deixar nossa paróquia, acusado de pedofilia.
Anônimo
-28/10/2007 às 18:43
Houaiss
celibatário
{verbete}
Datação
1799 HCPer 162
Acepções
¦ adjetivo e substantivo masculino
1 que ou aquele que ainda não se casou, apesar de haver ultrapassado a meia-idade, que não faz tenção de se casar, ou a quem o casamento está interdito
Anônimo
-28/10/2007 às 18:40
reinaldo, a questao principal nao é o celibato….Pedofilia nao eh um criime cometido apenas porpadres, ainda que eles tenham tido enorme divulgacao recentemente..mas no tempo dos Borgia tinham amantes..Enfim, os padres poderiam estar fugindo aos votos de castidade sem cometer crime. Bastava terem relacionamentos com mulheres ou homens maiores…
o que eu acho eh que alem do crime de pedofilia do qual o padre Lancelotti eh acusado, ha tambem a questao de muito dinheiro que estava sendo repassado sem que o padre tenha como provar a origem.Ou vai me dizer que o padre Julio tambem tem fazenda de gado????Haja paciencia…a gente tem que ver esta investigacao ser leva da a serio..além do mais, se o padre cometia o crima de pedofilia dentro da igreja e da sede da ONG, nao pode mais pisar por la—sobretudo na ONG….!!!!!!!!!!!!Enquanto nao ficar claro se ele eh pedofilo ou nao, ele nao deveria ser permitido chegar perto de crianca nenhuma
Aliás, algum juizado de menores tem que ver esta questao..Vejo juizado arbitrando a respeito de Modelos de desfile de moda que sejam menores..O tal Siro Darlan arbitra sobre esta questao…tem que arbitrar sobre um suspeito de pedofilia tamebm..oraora!!!!
Anônimo
-28/10/2007 às 18:38
Ao anônimo das 4:59
Pedro realmente já era casado, mas não precisou enviuvar nem separar-se da mulher para seguir o ministério.
richard
-28/10/2007 às 18:36
É amigo Reinaldo, queira desculpar-me o que vou lhe dizer, mas você está ERRADO e desconforme a Doutrina da Igreja a que você diz pertencer!
E “quem não é fiel no pouco…”
Em primeiro lugar, o celibato não foi definido no final do século IV como você comentou, mas MENCIONADO pela primeira vez em documento oficial da Igreja nas atas do Cóncílio de Elvira (Espanha), que terminou em 305. Note-se que estes são os documentos mais remotos conservados, tendo havido outros, certamente, que não chegaram até nós.
b) Verifique-se que se a Igreja conserva o Depósito da Fé, JAMAIS poderia “deturpar” qualquer pedaço da Escritura. Desse modo, a deturpação é SEMPRE NOSSA! (e lastimo muito que você não pense assim e se considere Católico!)
c) para espancar definitivamente a questão, peço a licença para reproduzir abaixo, um pequeno, porém pertinente, trecho de um artigo da pesquisadora Gercione Lima:
Assim alicerçado e exaltado nas Sagradas Escrituras, o celibato voluntário começou a ser fielmente praticado por toda a parte na medida em que o Cristianismo ia se difundindo, conforme o testemunho dos Santos Padres e Escritores Eclesiásticos dos primeiros séculos.
Embora ainda não houvesse leis canônicas escritas, segundo tudo o que já foi visto, é dedução lógica concluir que os Apóstolos estabeleceram que não se recrutassem membros do clero superior (sacerdócio) senão dentre ‘os ‘ue puderem compreender” (qui potuerunt capere).
Dado que se trata de uma obrigação de tal modo contrária às paixões humanas, não era mister que essa disciplina, essa lei não escrita, proviesse dos próprios Apóstolos? Quem teria autoridade suficiente para impô-la? Mesmo a simples vontade de impô-la teria fracassado.
Na verdade, quem seria levado a acreditar que, se os próprios Apóstolos tivessem dado o exemplo do casamento e o tivessem aconselhado aos primeiros bispos, presbíteros e diáconos da Igreja, se haveria ao menos cogitado no celibato ou na perfeita continência como uma exigência, como uma obrigação, como uma lei reconhecida por todos, no século IV?
Assim, o Concílio de Cartago, no ano 390, a propósito do celibato ou continência perfeita dos bispos, sacerdotes e diáconos e de ‘todos os que servem os Santos Mistérios’ diz, pela boca de Genésio, Bispo de Cartago, presidente do Concílio: ‘Ut quod apostoli docuerunt et ipsa observavit antiquitas, nos quoque custodiamus – a fim de que nós também guardemos o que os Apóstolos ensinaram e o que a própria antiguidade observou’ (Mansi T. 3, col. 692).
E, antes ainda, o primeiro Concílio cujos cânones nos foram conservados, o Concílio de Elvira, entre 300 e 305, nos revela a lei do celibato existente para os bispos, sacerdotes e os diáconos. Diz assim o cânon 33 do Concílio de Elvira: ‘Determinou-se unanimemente estabelecer a proibição de que os bispos, os sacerdotes e os diáconos, isto é, todos os clérigos constituídos no ministério, se abstenham de esposas, e não gerem filhos: e, aquele, quem for que seja, que o tenha feito seja declarado decaído da honra da clericatura’ (Mansi, T. 3, col 11).
Os cânones deste concílio são de extrema severidade. Diz, por exemplo o cânon 19: ‘Os bispos, sacerdotes e diáconos constituídos no ministério, se for descoberto serem adúlteros, tanto por causa do escândalo como do crime de profanação, não devem ser recebidos na comunhão (perdoados da excomunhão), mesmo no fim de sua vida’.
O primeiro Papa do qual algumas cartas decretais nos foram conservadas, São Sirício (384-399), nos revela igualmente essa lei existente, não escrita, do celibato. Falando a respeito do celibato assim se exprime: NÃO QUE SEJAM NOVOS os preceitos impostos, mas desejamos que sejam observados os que foram desleixados em razão da covardia e do abandono de alguns preceitos que, entretanto, FORAM ESTABELECIDO PELA ORDENAÇÃO DOS APÓSTOLOS E DOS PADRES’ ["Padres da Igreja"]. (P. L.- T. 13, col.1155). GRIFOS
Blog & Roll
-28/10/2007 às 17:30
O Budismo também defende o celibato dos monges.
Muitos filósofos também se aproximaram da visão oriental que via aperfeiçoamento do ser através da renúncia aos prazeres.
Sto Agostinho deitou e rolou (literalmente) quando jovem ,mas quando se decidiu pelo sacerdócio, ele compreendeu que este era incompatível com a vida mundana.
Anônimo
-28/10/2007 às 17:22
O anônimo das 12:33 PM disse:
“O celibato foi instituido na igreja católica para não distribuir seus bens(herança) com as viúvas dos padres.”
Essa é a teoria da conspiração mais babaca que eu já vi.
Os padres da grande maioria das ordens religiosas (beneditinos, dominicanos, franciscanos, jesuítas etc.) faz voto de pobreza.
De acordo com esse raciosímio, a Igreja impõe a pobreza aos padres para depois ficar com a “herança” deles.
Messias
Anônimo
-28/10/2007 às 16:59
Pedro já era casado quando passou a seguir Jesus.
Na Igreja, existem humens que se tornaram padres depois que ficaram viúvos.
Messias
Anônimo
-28/10/2007 às 16:32
João Batista:
Faço minhas as suas palavras.Diria até que foi condescendente demais.Mas , valeu.
xamo a atensão:Não há lei humana ou ”divina”, que seja contrária a natureza.Se ”DEUS” fez a natureza, como contraria-la?
Como agnóstico, posso até contrariar quem fez, mas não posso deixar de admitir que a natureza é inquestionável.
victor_cimatti
-28/10/2007 às 16:19
Reinaldo,
Pela primeira vez vou discordar de você. Creio que o celibato, em primeiro lugar, seja uma escolha da Igreja, não é um Dogma. E como todas as outras escolhas da Igreja, interpretada nas Sagradas Escrituras, que por sinal foram os fundadores desta mesma Igreja que escreveram, e que algum tempo depois, organizou em um só livro, a Bíblia. Não creio que acabando com o celibato, esses problemas relacionados aos padres iriam se resolver. Como que você pode afirmar tal coisa?
Gente boa e gente ruim existe em todo lugar. Quem quer ser padre sabe onde está entrando. Ninguém é obrigado a ser. O maior problema não é o celibato, que na verdade não é um problema. O problema é que muitos se deixam corromper, esquecem qual sua função, simplesmente não são dignos de serem o que são. Mas isso acontece em todo lugar!!! O papel da Igreja no caso seria punir, excomungar, se livrar dessas pragas, coisa que espero siceramente ver a Arquidiocese de São Paulo fazendo com o Lancelotti. Isso é um problema individual, e não da Igreja. Meu Deus, quantas vezes eu vi você defendendo que a Igreja não pode dar ouvidos ao que falam dela por ai, que ela deve continuar sempre reta em seus ensinamentos!! O que aconte agora?
Você tem todo o direito de defender o fim do celibato. Mas não pode supor que isso iria diminuir os casos de homossexualismo e pedofilia que infelizmente existem dentro da Igreja. Aliás, existem, mas são minoria, você sabe disso. Não vejo mal nenhum no celibato, muito pelo contrário, para mim é um exemplo. Um exemplo de santidade, de fé, de entrega total a Deus. Como eu disse, alguns se corrompem. Ora, que sejam excomungados então!!! E não que se mude uma tradição por causa deles. São deliquentes, eles estão errados, e não a Igreja!!
Como você mesmo diz, a Bíblia interpretada de qualquer forma provoca a criação de um monte de “igrejas”, cada uma falando uma coisa, como um pastor ae em cima, dizendo que Nossa Senhora teve filhos além de Jesus, ou seja, negando o dogma, aí sim dogma, da virgindade de Maria. Ora, isso é um descalabro. Mas é fruto da livre interpretação da Bíblia. É o que você está fazendo Rei. Não caia nesse erro. Como Cristo prometeu, as portas do inferno não prevalecerão jamais contra a Igreja. Se o celibato fosse errado, Ele já teria acabo com ele, acredite nisso. Eu acredito, sou católico, confio na promessa de Cristo, que o Espírito Santo sempre iria guiar a Igreja. É fé!!! Fé católica!!! Bom, você poderia me indagar então sobre a Inquisição e essas coisas. Bom, não existe um documento, mas um único documento, escrito por qualquer dos Papas do período (e sabemos que existiram Papas com uma vida nada santa), que corrompa a doutrina da Igreja, nenhum! Apesar de todos os erros, a doutrina foi preservada. Ação do Espírito Santo!
E como diria o Papa Bento XVI, guardião da sã doutrina, é melhor um rebanho menor, mas um rebanho de fato, coeso, que realmente acredita na Igreja (Igreja = Corpo Místico de Cristo), do que um rebanho enorme que não tenha nem idéia do que seja a Igreja.
Reinaldo, você é católico! Leia a encíclica sugerida acima, do Santo Padre Paulo VI. Talvez te ajude a entender melhor o porque a Igreja escolheu esse caminho!!
Um grande abraço!!
Victor.
marina
-28/10/2007 às 15:53
é verdade.
nunca cobraram dos monges
budistas nenhuma abertura.
eles seguem seus rituais em paz.
a única coisa que condeno
na Igreja é a censura
aos métodos contraceptivos
e ao divórcio.
mas que sigam sendo
celibatários, tendo tempo
para dedicar-se a nós,
me parece fundamental.
Anônimo
-28/10/2007 às 15:44
Reinaldo,
há um monte de gente falando tolices sobre a Igreja Católica. Estão dizendo que o celibato foi instituído para que a Igreja pudesse ficar com a herança dos padres.
Parece que aí está uma grande tolice propagada por esquerdistas que acham que tudo é dinheiro. A Igreja sempre teve seus próprios bens, distintos das propriedades pessoais dos padres, que não fazem voto de pobreza.
Quem faz voto de pobreza é monge, mas nem sempre eles doam seus bens para a Igreja. Podem doar tudo para os familiares e entrar na Ordem somente com sua roupa.
Não estou certo? Por favor esclareça este e outros ignorantes.
Matheus Cajaíba
-28/10/2007 às 15:31
E já veio gente escrever bobagem por aqui.
“O celibato foi instituido na igreja católica para não distribuir seus bens(herança) com as viúvas dos padres.”
“Só os primogênitos, os herdeiros de grandes fortunas iam para a igreja. Portanto, se casassem, a igreja perderia essas fortunas adquiridas com esse padres e teriam que dividir o dinheiro com as famílias adquiridas pelo casamento.”
Ah, é mesmo sabidões? Então, me expliquem uma coisinha: por que homens que tenham filhos, sejam viúvos ou solteiros, NUNCA FORAM IMPEDIDOS DE SEREM PADRES? Não há nenhuma norma da Igreja, muito menos qualquer interdição no Direito Canônico a esse respeito. NEM NUNCA HOUVE. Na hora de instituir o celibato, se esqueceram desse pequeno detalhe? Os bens da Igreja não poderiam ser dividos entre as viúvas dos padres, mas e seus filhos? Não é proibido homem com filhos ser padre - e também não é proibido padre adotar uma criança, como aconteceu recentemente com um padre espanhol, que adotou um garoto estrangeiro refugiado no país e tal adoção foi autorizada pela Igreja. E aí? A “fortuna” da Igreja vai para os filhos dos padres?
E sobre especificamente essa pérola “Só os primogênitos, os herdeiros de grandes fortunas iam para a igreja”, trata-se de uma besteira sem tamanho. Primeiro, porque pessoas de todas as origens sociais podiam ser padres - e quem quiser estudar e botar o Tico e o Teco pra funcionar, devia saber que durante a Idade Média a Igreja custeava o estudo de pessoas mais pobres nas universidades que ela mesma mantinha ou ajudava a sustentar; então, uma pessoa pobre que quisesse ser padre tinha seus estudos, sua formação, custeados pela instituição.
Além disso, nas famílias nobres e na realeza, era justamente o contrário: para evitar brigas e disputas, o primogênito era designado para assumir as propriedades da família - e, no caso da familia real, o trono - enquanto os outros filhos eram muitas vezes enviados para os conventos e monastérios. Claro, para que se evitassem confrontos que poderiam ser de conseqüências funestas.
“assim como Jesus tinha irmãos, filhos de Maria e José…”
Ah, então Jesus tinha irmãos? Mais um sabidão. A Igreja Católica é que é burra pra cacete. Então, mostre na Bíblia qualquer trecho, onde esteja escrito a expressão “filhos (ou filhas) de Maria”. Cite qualquer trecho que revele que Maria teve, além de Jesus, outros filhos. Ademais, se Jesus teve irmãos, eram todos uns vagabundos, já que, na hora de morrer, teve que pedir a um ESTRANHO (João) para tomar conta de sua mãe. Não tem outra: os “irmãos de Jesus” ou sumiram… ou simplesmente não existiram nunca.
Chega, fico por aqui, mas haja saco pra palpites de quem não sabe nem onde está o respectivo nariz em matéria de religião…
No mais, craque Reinaldo, concordo em geral com seu texto, mas não acredito que o fim do celibato obrigatório iria diminiuir a freqüência com que esses escândalos acontecem na Igreja Católica.
Matheus Cajaíba
Professor de História
Sabará MG
Anônimo
-28/10/2007 às 15:20
A ciência é melhor para a humanidade do que religião.Cada ser pensante deve seguir por si , respeitando D-us e a criação e trabalhando e ajudando.
Em tempo: Tem rabino roubando gravatas;
Pastor e pastora presos nos EUA lavando dinheiro;Tem padres gays, celibato.Mulçumano explodindo bombas em ônibus escolar israelense.
Anônimo
-28/10/2007 às 15:14
Reinaldo,
sou catolico. Tenho sido a minha vida toda e acho que sempre vou manter o basico dessa religiao tao bonita, tao universal.
No entanto, para meu proprio desconsolo, nao tenho me identificado com minha religiao nos ultimos anos. Eu acredito no merito, na dedicacao, no esforco pessoal para vencer. E acredito na caridade e no respeito para com o proximo.
Mas o padre da minha igreja parece fixo naquela passagem do buraco da agulha, sem nem sequer perceber o que quer dizer buraco da agulha nos tempos de Jesus. Apoio a plebiscito da Vale no fim da missa nao da. Tentar esconder um escandalo sexual, como o que ocorreu nos EUA, tambem nao da. Agora esse negocio em Sao Paulo…
Corro o risco de ser saudosista, mas quero a igreja da minha infancia. Inclusiva. Catolica e Apostolica. Onde posso encontrar isso ?
Comeco a me interessar pela filosofia de igrejas protestantes serias, como o calvinismo ou a igreja Batista. Mas nao vou me converter a outra religiao. Sou catolico, mas nao sei se minha igreja ainda permanece catolica.
O antipríncipe
-28/10/2007 às 15:08
Ao que me consta, Pedro era viúvo. Discordo de você nesteb ponto. Faço minhas as palavras do cometarista Lincoln Meirelles.
Diogo
-28/10/2007 às 15:08
Amigo meu, ex-padre, dos heterosexuais que burlam o celibato, pois diz ter ficado com a filha do reitor do seminário me contava a seguinte piada: Na ordenação dos padres o bispo disse: - Não vou ordenar mais ninguém que seja homosexual deste seminário. Daí levantou-se uma bichona e disse:Já ordenou tantas, não vai me ordenar também. Acho, Reinaldo, que essa discurssão que vc faz sempre fiz com meus amigos, e quem é que não conhece um padre sequer com namorada em outra cidade? Engraçado é que isto não faz com que católicos achem o padre errado, mas apenas a Igreja.
Valeu
joca
-28/10/2007 às 14:55
N?o hostilizo gays, mas nada tenho a favor. Fico com a maioria e a s?bia m?e natureza. ? um caso de “bas-fond”, de amor bandido(s? um…?) que nelson rodrigues adoraria. Mas o que importa saber ? de onde veio a grana? o correria disse 600 mil em 6 anos. Isso d? 8,5 mil/m?s. Sem IR na fonte. Ele tem renda de 3 mil/mes.A ONG dele recebe 580 mil/mes. E ent?o ?
elite
-28/10/2007 às 14:48
REINALDO: TENHO UMA IRMÃ QUE É ARQUITETA E TRABALHA COM RESTAURO DE OBRAS EM SC…….ELA ESTUDOU DURANTE MUITO TEMPO A ARQUITETURA DA IGREJA E SUAS FASES POIS FOI CONTRATADA PARA RESTAURAR IGREJAS EM UM PROJETO DE TURISMO NO INTERIOR……..NA É POCA ELA ME DISSE QUE PESQUISOU SOBRE O CELIBATO, E QUE A ÚNICA RAZÃO PARA QUE ELE EXISTA É A RAZÃO ECONÔMICA!!! A IGREJA HAVIA ADQUIDIDO TANTOS BENS MATERIAIS QUE COMEÇOU A FICAR PREOCUPADA, POIS ESPOSAS DE BISPOS E ARCEBISPOS COMEÇARAM A PEDIR HERANÇAS POLPUDAS QUANDO ENVIUVAVAM……….AÍ BAIXOU-SE A LEI DO CELIBATO, QUE NÃO SIGNIFICA BEM CASTIDADE, MAS APENAS NÃO CASAR E NÃO DAR DIREITO À HERANÇA.
Seixas
-28/10/2007 às 14:46
Pô Reinaldo, poderia ter esclarecido que discutir qual é o papel do celibato sacerdotal no rito latino é discussão para cristão, não para protestante (essa turma que acha que ler a Bíblia é a mesma coisa que entender a Bíblia, mais ou menos como quem vai à farmácia só para ler bula e contrariar dois mil anos de medicina e ensinamento pessoal do próprio Hipócrates).
Mas olha, celibato não é o problema: os ritos orientais católicos (ucranianos, maronitas, melquitas- presididos por cardeais na maioria das vezes) sempre admitiram ordenar indivíduos casados, que nesse caso não poderiam ser admitidos ao episcopado- exatamente como entre os ortodoxos.
O negócio é essa sexualidade achada na rua, e a imensa maioria dos problemas de pedofilia é de homossexualismo mesmo, até porque pode ter certeza que se não fosse a imprensa teria noticiado como estupro.
Cassiano
-28/10/2007 às 14:33
Concordo que o celibato não é pré-requisito para o exercício do sacerdócio, mas acho que sua proposta de “liberar geral” só pioraria as coisas. Como católico, não fiquei indignado com seu texto. Mas Edir Macedo deve ter adorado… Vão fazer as pazes?
João Marcus
-28/10/2007 às 14:25
Luiz, Jesus NÃO tinha irmãos. Talvez você precise aprender mais sobre a Bíblia. Eu, que admito não saber muita coisa, sei muito bem que “irmão”, na Bíblia, é utilizado porque, em hebraico antigo, não havia uma palavra exata para “irmão”. Era algo como “parente”, ou até “mano”, hehe.
Segundo a sua lógica estranha, um padre deveria usar drogas para ajudar uma pessoa que tem problemas com drogas. O raciocínio é falho.
E olha que eu sou a favor do fim do celibato.
chocada
-28/10/2007 às 14:24
É por essas e outras, muitas outras, que nunca conseguí entender, como pessoas razoavelmente esclarecidas se apegam a religiões
Note bem ! Não estou discutindo Deus e muito menos a fé propriamente dita, que é componente importante para nossas vidas e bem estar.
Basta um olhar mais atento, para saber que muito do que pregam(religiões)pouco tem a ver com “Deus”
Se baseiam em regras e dogmas na maioria das vezes criados pelo próprio homem, de acordo com suas
próprias crenças, ou naquilo que acreditam ser a verdade,em um determinado momento por n motivos, ou quem sabe até mesmo por outros interesses
Por isso talvez passem longe da Verdade, e são criadoras de conflitos
.
Anônimo
-28/10/2007 às 14:23
O sacerdócio significa entre outras cisas dignidade e dedicação. Independente da discussão sobro o celibato o homem quando sacerdote aceita essa condição. Por conta disso faz sua pregações, transmite os conhecimentos do catolicismo e de Deus. Deixando de observar o celibato esse homem deixa de preencher as condiciões de representar Jesus em sua igreja. O episcopado não pose em hipótese nenhuma aceitar esse comportamente, principalmente se ele é continuado. Essa história de tentação não vale pra um representante de Deus.Ou é ou não é. Não tem mio termo.
Anônimo
-28/10/2007 às 14:22
Reinaldo:
O celibato é anti-bíblico sim. Porém a igreja católica, como instituição comercial-política sobrepõe a palavra do papa à palavra de DEUS. Reconhecer a Bíblia como fonte da vontade e direção do SENHOR é um preceito cristão, mas não necesáriamente católico. Basta lembrar que a leitura da Bíblia Sagrada, até recentemente, era desencorajada e proibída pelo vaticano. Vc foi muito corajoso e correto em tocar nesse assunto, porém cuidado: sua atitude pode levá-lo a ser acusado formalmente de heresia.
João Marcus
-28/10/2007 às 14:20
Como já disseram aqui, culpar o celibato pelos desvios dos padres não faz nenhum sentido. Celibato não impede ninguém. Ou você imagina que um padre que realmente quer fazer alguma coisa diferente vai se preocupar com o celibato? Ele vai querer esconder, só isso.
Não concordo com o celibato. Acho que o celibato cria uma barreira entre o clero e o mundo real. Só não acho certo ficar criticando a Igreja e culpando-a por coisas que são responsabilidade única e exclusiva daqueles que se desviam do caminho que deveriam seguir. Um padre pedófilo, por exemplo, não deixaria de ser pedófilo se o celibato não existisse. E não há nenhuma relação entre pedofilia e “repressão da sexualidade”.
Leticia
-28/10/2007 às 13:59
Anônimo das 11:37. Os homossexuais procuram seminários justamente porque são homossexuais.
E creio que o problema aqui não é ser ou não ser homossexual. É degenerar qualquer comportamento sexual sob o “celibato”.
O Vampiro de Curitiba
-28/10/2007 às 13:56
Sobre o terceiro mandato:
Tá, vou jogar um pouco de luz nessa escuridão! Esse papo de terceiro mandato nada mais é que um bode no meio da sala: Foi colocado para que, não se mudando nada, satisfaça o descontentamento de alguns. O que Lula está dizendo é o seguinte: “Tucanos, aprovem logo essa porra de CPMF ou eu acabo lançando o terceiro mandato!” Só isso! Lula não tem peito para se arriscar nessa aventura. É só uma desculpa para que os tucanos possam sair com a consciência tranquila. Ao invés de sairem como vendidos, saem como salvadores da pátria. Aqueles que votaram contra suas consciências pela CPMF mas por uma causa justa, afinal nos livraram de um suposto terceiro mandato. O Lula levantou para que Arthur Virgílio e Cia. cortassem!
José Ricardo
-28/10/2007 às 13:53
Reinaldão, sou evangélico. Gostaria de deixar logo claro, que também abomino os negociadores da fé (Bispo “pedir Maiscedo”, Estevam Ernandes, e outros…).
Sou seu leitor assíduo. Confesso que de vez em quando me surpreendo com a sua lucidez na interpretação de algumas passagens bíblicas. Muitos evangélicos não possuem a sua coerência. Creio que a Igreja Católica, por crer que algumas tradições tem o mesmo peso da Bíblia, erra ao tratar a doutrina do celibato como revelação.
heróis anônimos
-28/10/2007 às 13:51
“Já me bastaria o ódio dos que chamo partidários da “escatologia da libertação” (que, de teologia, não tem nada)”
Reinaldo:
Não seria o caso de completar: “e muito menos de libertação”?
De qualquer modo, como sempre um texto brilhante, irreprensível!
É aqui, neste Blog, onde mora mesmo a razão. É uma ilha no meio de mares de imbecilidade!
O Comentarista
-28/10/2007 às 13:50
SUPLÍCIO ENRUSTIDO ÀS 10:57 AM
QUEM SABERIA TANTO SOBRE O SUPLÍCIO PETRALHA SENÃO O PRÓPRIO, OU ALGUM DE SEUS ASSESSORES?
ELIMINAR SUPLÍCIO PETRALHA ASSALTANDO O BLOG!
FORA COM O SUPLÍCIO PETRALHA!
Anônimo
-28/10/2007 às 13:44
Saudações Rei.
Há um comentário de um leitor (12:24 h) aqui que diz que Pedro largou a esposa para seguir Cristo, mas o que lemos em 1 Coríntios 9:5 não é bem assim: ” Não temos nós o direito de levar CONOSCO UMA ESPOSA CRENTE , como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor e CEFAS”? (nesse caso Pedro).
Já ouvi isso em debates, eles sempre usam isso para se defender, mas como vemos não carece de sustentação.
Abraço, Agnaldo SP
Anônimo
-28/10/2007 às 13:42
Pedro era casado, mas abandonou a família ir para cuidar da igreja. Belo exemplo!
Anônimo
-28/10/2007 às 13:19
Reinaldo
Releia o anônimo de 9:48 AM
Grande exemplo do analfabetismo petralha!!!
Seu texto: é de se supor que tinha ou teve uma mulher
Anônimo
-28/10/2007 às 13:17
Igrejas são os melhores lugares pra se cometer desatino, já que são imunes por antecipação. E todo desavisado acredita na integridade de caráter de seus seguidores/fundadores. Tomara que caia!
Anônimo
-28/10/2007 às 13:04
Reinaldo, por favor, quando fizer o índice dos “posts” abra sempre a caixa de comentários. Assim não precisamos comentar “fora do assunto”. obrigada!
Silva
-28/10/2007 às 13:04
Prezado Reinaldo:
A Igreja não considera o celibato um princípio dogmático, mas uma normativa essencialmente espiritual (e, secundariamente, como efeito jurídico do fato espiritual, como regra administrativa). João Paulo II explorou este assunto exaustivamente, confrontando a regra vigente do celibato com todos os argumentos em sentido contrário.
A conclusão, exposta mais de uma vez, é de que a regra do celibato é salutar e, portanto, conveniente à condição sacerdotal. O padre se identifica sacramentalmente com Jesus Cristo enquanto Cabeça de seu Corpo Místico, que é a Igreja; e Jesus, comprovadamente, não praticou o amor sexual - embora sempre existirão os Dan Brown da vida que dirão o contrário -, mas, sim, outro tipo de amor, o Amor místico, que ensejou mais do que a entrega amorosa do corpo a alguém: ensejou a entrega amorosa da sua própria Vida, divina e humana, a todos os seres humanos, havidos e por haver; e é por isto que o amor sexual é imagem, reflexo do intensíssimo e plenamente satisfatório Amor místico, que Deus promete a todos os que alcançarem o Céu.
Nestes quase 17 séculos em que tem reiterado a regra do celibato sacerdotal, a Igreja católica pretende que cada padre seja sinal visível desse destino proposto por Deus para todos os seres humanos: o amor exclusivo e imediato - isto é, sem a mediação, neste caso, de uma mulher - com Ele (isto sim é dogma de fé católica).
Não me parece fundada a afirmação de que o celibato sacerdotal tem sido mais prejudicial que benéfico. Basta ver a grande quantidade de sacerdotes que se santificaram e que ajudaram a santicar os demais ao longo destes quase 17 séculos, precisamente impulsionados pela ambição espiritual de desfrutar do Amor místico de Deus. Mesmo numa ponderação utilitarista, parece-me que os resultados benéficos são imensamente maiores que os maléficos. Seja como for, fato é que os bens espirituais produzidos nas nossas almas são imponderáveis.
A preocupação precípua da Igreja é que cada pessoa chegue a ver Deus cara a cara. Para tanto, tem procurado mostrar-nos que o caminho comportamental para chegar lá é um caminho de máximos, e não de mínimos éticos. E, no caso, dos seus sacerdotes, tem-se visto, pelas razões brevemente acima aduzidas, que tal caminho inclui a prática do celibato.
Penso que o que se tem a melhorar é a seleção dos candidatos ao sacerdócio e a atenção espiritual àqueles que já o exercem. Isto já foi uma necessidade premente também em épocas passadas (veja-se, por exemplo, a atuação do bispo Carlos Borromeu, na diocese de Milão, na segunda metade do séc. XVI). E a sua aplicação resultou na diminuição drástica da fornicação e da pedofilia. Em último caso, o Código de Direito Canônico vigente prevê a dispensa do estado sacerdotal, de modo que o dispensado possa, se quiser, casar-se, inclusive na própria Igreja.
Cordialmente
Silva
**********
PS: Reinaldo: se quiser se comunicar comigo, o meu e-mail é fredericobonaldo@yahoo.com.br. Conto, desde logo, com que você não o publique no blog.
Anônimo
-28/10/2007 às 13:03
Anônimo 12:42,
Eu acho que o Reinaldo tá começando a ver as coisas como elas realmente são. Bem vindo Reinaldo, a Fé Raciocinada, fé sem fanatismo, fé com lógica.
Num dos seus artigos não sei qual vc falou que gosta muito de saber o pq das coisas, bem vindo a filosofia embora já o considere um grande filósofo.
Parabéns! cada vez te admiro mais.
Não é preciso falar mal dos santos. Os protestantes não admitem a intercessão mas ela existe.
Deus usou quem para falar a Maria sobre a sua gravidez?
Não foi o anjo Gabriel? isso é o que então?
Peeeeennnnseeee, Anônino peeennnseee!
Edu
-28/10/2007 às 13:02
A Igreja Católica permite que homens casados se tornem padres. Ao menos a Igreja Católica Greco-melquita. O celibato faz parte então da tradição romana, mas não do catolicismo.
Assim o celibato não faz parte da tradição bizantina, que tem como Papa o Bento XVI e Gregório III como patriarca.
raul, esq.
-28/10/2007 às 13:01
Assuntos, digamos, “canônicos” são mesmo uma maravilha. É só agitá-los na janela e é uma poeirada só de mitos, falsas idéias e mentiras que colaram com o tempo … Veja a questão da herança. Alguém, por obséquio, poderia me dizer em que artigo do Código Civil está escrito que os bens pessoais do padre vão para a Igreja? Vou morrer seco no quaral até alguém encontrar. Agora, se se trata de bens da Igreja, como uma casa paroquial e que tais, é claro que eles não podem passar para os herdeiros, porque o padre nunca foi proprietário deles. Quanta bobagem!
Romane
-28/10/2007 às 12:59
É isso mesmo: Pedro tinha sogra, Maria tinha sogro e Jesus, provavelmente, cunhados e cunhadas. Celibatário Ele deve ter sido, mas, assexuado, muita gente duvida.
bada@wmail.com.br
-28/10/2007 às 12:58
A Igreja Católica não permite o casamento porque teme a herança. Imagina esposas e filhos exigindo a divisão das riquezas do Vaticano? hehehehehehe
Um abraço.
Badger Vicari
Inácio
-28/10/2007 às 12:58
O celibato somente é obrigatório na Igreja Católica Romana. Em outras igreja igualmente cristãs e católicas, mais arejadas e atualizadas, os padres podem (e devem) casar-se. Na Igreja Anglicana, por exemplo.
Anônimo
-28/10/2007 às 12:53
anonimo das 12.06 - Assista ao seriado Roma e depois volte a falar de escravidão de “negros”,
Anônimo
-28/10/2007 às 12:50
Outra coisa, Reinaldo, eu sou casada, sei o quanto o sexo no casamento é frustrante, se compararmos ao sexo selvagem que praticamos na adolescência. Eu não traio meu marido em busca de sexo selvagem, porque tenho os meus valores e talvez até porque nem valorize mais sexo selvagem. Se o sujeito entra para o clero com essa tara sexual não tem casamento que dará jeito!
Anônimo
-28/10/2007 às 12:50
O que eu acho interessante na igreja católica é que ela NUNCA leva em consideração o que disse Jesus. Ela só leva em consideração o que está escrito nos concílios elaborados por homens falíveis, criam seus dogmas e o seguidor tem que aceitá-lo ou será condenado ao “fogo do inferno eterno” o que é mais uma mentira para amedontrar os cristãos desavisados.
Vou lhe perguntar uma coisa e vc responda com toda a sinceridade de sua alma:
“Vc colocaria seu filho(a) em um castigo eterno? de joelhos sobre milhos o resto da vida ou coisa parecida? Se a resposta for NÃO. Então com nós seres imperfeitos, não fazemos isto com nossos filhos e sendo DEUS: AMOR, MISERICORDIA, BONDADE INFINITA faria tal absurdo.
Não esqueça a melhor coisa do mundo é a Fé Raciocinada. Não deixe que ninguém pense por vc ou imponha o que vc deva pensar.
Deus nos deu inteligência e discernimento para saber o que é certo e errado.
Anônimo
-28/10/2007 às 12:49
Reinaldo, eu não teria em princípio se fosse católica, acho, qquer resistência em relação ao fim do celibato. Mas, sinceramente?, não vejo isso como fator determinante das práticas sexuais heterodoxas dos padres. Deve ser algo de fundo cultural, não sei. O que sei é que tenho mãe ultra católica e certa vez esta levou um padre, ainda jovem, para almoçar em nossa casa. Minha mãe é uma senhora de idade avançada, cheia de boa-fé. Mas confesso que fiquei chocada com o comportamento do padre, atividade que, para mim, não combina com certos comentários indiscretos que o moço fazia sobre diversos assuntos. Inclusive um cachorro que ele disse ter pego na rua, mas desistido de adotar, pois esse lhe fazia muitos chamegos. “Se fosse uma cachorra, pelo menos, disse o padre”!, que admitia não ser nenhum “superhomem” e ter suas “fraquezas humanas”. Uma instituição que abusa dessa forma do uso do termo PERDÃO para mim está completamente condenada. Já tive melhores expecativas do catolicismo…
Anônimo
-28/10/2007 às 12:48
“marido de uma mulher” Que coisa Rei. Você vai ser satanizado pelos hetero sexuais que vão discutir por que não marido de um homem. Talvez a discussão prospere na igreja brasileira : aquela da teoria (que saco) da libertação.
O bom é que esses próceres da dita t. da libertação não conseguem ver o gullag caribenho cheio de senzalas e negros morando em favelas com direito só a um potinho de ração e sem muncunzá. E ainda defendem o ditador de plantão.
Anônimo
-28/10/2007 às 12:42
Poxa Reinaldo, eu te considero um tanto quanto inteligente. Se for pra ser cristão, seja, pelo menos protestante. Você é praticamente um: já falou mal dos santos, do celibatismo dos padres, entre outras coisas. O que mais falta? Procura saber sobre o protestantismo histórico, não sobre essa papagaiada que impera nos dias de hoje com essas igrejas renovadas…
Luiz
-28/10/2007 às 12:36
Prezado Reinaldo
Por ser evangélico, filho de pastor, sou suspeito para comentar, mas vai lá. Você tem razão, Pedro era casado, assim como Jesus tinha irmãos, filhos de Maria e José, o que em nada denigre a fato de Maria e José serem escolhidos por Deus para serem os pais de Jesus.
O fato do pastor casar não impede que haja, vez por outra, probelmas de ordem sexual na igreja e entre os pastores, afinal somos todos humanos e erramos. Mas se houver verdadeiro arrependimento, Deus perdoa. Mas, enfatizo, tem que haver arrependimento e não é só da bova para fora.
O pastor casado tem mais condições de me ajudar quando preciso de algum aconselhamento em caso de problemas conjugais. Como é que um solteiro pode entender e ajudar quando problemas como este surgem? Ele pode conhecer na teoria e nunca na prática.
A idéia de que o celibato é um sacrifício não se sustenta. Jesus fez o sacrifício por nós na cruz. Deus não me pede mais sacrifícios, o sacrifício supremo foi feito por seu filho. O que ele me pede é que viva os ensinamentos de Cristo. E isto deixa de fora, no meu entender, duas correntes da igreja hoje, a teologia da libertação e a teologia da prosperidade (neo petencostal).
Portanto, você tem rtazão, a igreja ganharia, e muito, com o fim do celibato. Me desculpe a pregação, mas me entusiasmo com facilidade.
andre wernner
-28/10/2007 às 12:35
Reinaldo,
Muito bem explicado.
O capítulo I TIM, 3:1-3 está claríssimo. Irretocável!
Padre Lancelotti, lamentavelmente, deixou o céu para visitar o inferno e foi tragado.
É engraçado, às vezes a pessoa está bem no céu da sua existência e quer dar uma olhadinha na ante-sala do inferno e acaba não voltando. Ou, se voltar, retorna chamuscada e jamais será a mesma.
É a guerra permanente entre o material, o espiritual e a paixão. Quando esta se descontrola, o chão é o aparador… Nessa guerra, vence o sentimento que for mais forte. E Cristo não tem nada a ver com isso. Debite-se ao livre arbítrio e ao peso que tal decisão demanda. Lancelotti sabe disso e arriscou.
No entrevero perde o cidadão que viu no homem – independente de quem – o santo, quando o sagrado está na Palavra revelada, que escrita está – a Bíblia.
Abs
Ernesto
-28/10/2007 às 12:34
“Pela continência, reunimo-nos e reduzimo-nos à unidade, da qual nos afastamos ao derramarmo-nos por inúmeras criaturas. Pouco Vos ama aquele que ama, ao mesmo tempo, outra criatura”. É Aurelius Augustinus (Santo Agostinho) em Confissões isso em 398.
Anônimo
-28/10/2007 às 12:33
O celibato foi instituido na igreja católica para não distribuir seus bens(herança) com as viúvas dos padres.
Estou com São Paulo e não abro nem pro trem carregado de dinamite e um bebado fumando sobre a carga. heheh
Anônimo
-28/10/2007 às 12:32
Vaticano:
http://www.vaticano.va;
e-mail:
bentoxvi@vatican.va
Peçam providências sobre os contínuos escândalos no Brasil.Visitem o site.
Luís Guilherme Fernandes Pereira
-28/10/2007 às 12:28
Reinaldo, desculpe-me a franqueza, mas colocar responsabilidade sobre os padres gays, pedófilos e lascivos no celibato é tão incoerente como colocar responsabilidade sobre o crime na pobreza. Os padres que mantêm relação afetiva e sexual com uma única mulher (ou seja, são ‘casados’ sem sacramento) são uma minoria dentro dos padres que ferem o celibato. E, com o fim do celibato, essa seria a única situação permitida.
Luís Guilherme Fernandes Pereira
-28/10/2007 às 12:24
São Pedro tinha sogra, mas largou a mulher para seguir Cristo. Esse é o modelo do sacerdote. São Pedro já era casado quando veio a conhecer Jesus. Hoje em dia, não é assim. Somos batizados recém-nascidos.
O celibato é uma opção pastoral (de fato), mas é uma opção sadia e, muitas vezes, necessária!
Anônimo
-28/10/2007 às 12:12
No que dá o ignorar o evangelho
Reinaldo -
O Vampiro de Curitiba precisa ler com atenção o evangelho. Se tivesse lido com atenção veria a diferença entre uma autêntica e desejável caridade e o tal “pobrismo”.
Anônimo
-28/10/2007 às 12:06
ENTRE TANTAS MENTIRAS DA IGREJA CATOLICA, ESTA É UMA DELAS, A OUTRA É QUE PEDRO NUNCA FOI PAPA, E NUNCA ESTEVE EM ROMA,NAO EXISTE PASSAGENS NA BIBLIA QUE PROVE ISSO, E NEM NA HISTORIA, E QUE A IGREJA CATOLICA NUNCA FOI E NAO É REPRESENTANTE DE CRISTO .ELA QUE CRIOU VENDA DE ENDUGENCIA, QUEIMOU E MATOU CRISTAOS QUE DIVERGIA DA AUTORIDADE DA IGREJA.QUE PROIBIA ENTRADA DE ESCRAVOS NAS IGREJAS, E APOIAVA A ESCRAVIDAO, POR ACHAR QUE NEGROS NAO TINHA ALMA, E QUE AS CRENÇAS AFROS ERA DO DEMONIO.
CRISTO MORREU, CONTRA TUDO ISSO.
LE SE TAMBEM NA BIBLIA, NAO FARAS NAO SE PROSTARAS DINTE DE IMAGEM
ESCULTURAS.QUANDO VC VAI NA IGREJA SE VE O PADRE FALAR EM DEZENAS DE SANTOS, MAS RARAMENTE SE FALA EM CRISTO.
PARABENS PELA CORAGEM E DESCULPE O MEU PORTUGUES RUIM
Anônimo
-28/10/2007 às 12:05
O anônimo 11 37 AM está certo…
Reinaldo -
Respire fundo, use o bom senso e releia o 11 37 AM.
Maristela
-28/10/2007 às 12:02
O dinheiro, sempre este vilão! Padres pais de família, ao morrer, deixariam herdeiros. Padres celibatários deixam suas heranças para….a igreja, sua herdeira.
Anônimo
-28/10/2007 às 12:02
Mais de “ocasião” que o catolicismo´pregado pela própria Igreja,nada existe!
Anônimo
-28/10/2007 às 11:57
Vejam a impressionante materia sobre padres brasileiros pedofilos no link abaixo:
http://www.terra.com.br/istoe/1883/brasil/1883_confissoes_obscenas.htm
Verdadeiras aberrações. Um deles mantinha um diario em que detalhava as taticas utilizadas para pegar as crianças: “Apresentar-se sempre como dominador. Ser carinhoso e não ser apressado. Nunca fazer perguntas, mas ter certezas. Conseguir garotos seguros e carentes, que não tenham pai e que sejam pobres. Jamais se envolver com garotos riquinhos”. Outro gravava as cenas em video e planejava escrever um livro erotico. Como sempre, a Igreja acobertou os casos, apenas transferindo os padres para localidades remotas (onde devem ter continuado a praticar os crimes).
Joao Batista
-28/10/2007 às 11:55
Caro reinaldo,
Desculpe-me mas acho que neste ponto vc se deixa levar pelos mesmos principios da “mentalidade esquerdista”. Sugiro como o colega acima que vc leia a “CARTA ENCÍCLICA SACERDOTALIS CAELIBATUS”.
no seu artigo vc diz que ,”Só que falta provar que o celibato é um princípio”.
Mas, no entanto a Igreja nunca afirmou isto. muito pelo contrario: “É certo, conforme declarou o Concílio Ecumênico Vaticano II, que a virgindade “não é requerida pela própria natureza do sacerdócio” Paulo VI
Sobre os escandalos, a igreja tambem não ignora-os:” Neste momento, o nosso coração volta-se com amor paterno, com ansiedade e grande mágoa para aqueles infelizes, mas sempre muito queridos e saudosos irmãos no sacerdócio, que, mantendo impresso na alma o caráter sagrado que lhes foi conferido na ordenação sacerdotal, foram ou são desgraçadamente infiéis às obrigações assumidas quando se consagraram ao serviço do Senhor.
A sua deplorável situação e as conseqüências particulares ou públicas que dela derivam, levam alguns a duvidar se não será precisamente o celibato responsável de algum modo por tais dramas e tais escândalos que afligem o Povo de Deus. Na realidade, a responsabilidade não recai sobre o próprio celibato, mas sobre o fato de se não terem avaliado a tempo de modo satisfatório e prudente as qualidades do candidato ao sacerdócio, ou ainda, sobre a maneira como os ministros sagrados vivem a sua consagração total.”
O Vampiro de Curitiba
-28/10/2007 às 11:51
Reinaldo,
Não precisa publicar.
Num post abaixo eu afirmei que você seria perfeito se não fosse cristão e nem curtisse futebol. E disse por quê? Esse seu post é a resposta. É emblemático, pela oportunidade e pelo conteúdo. Com todo o respeito, você está dizendo o seguinte: “O padre petista não tem culpa. A culpa é do consevadorismo da Igreja que proíbe o celibato.” Ou não? Foi inoportuno, no mínimo! A hora é de bater na esquerda, nos seus valores, nos seus mitos, nas suas mentiras, na sua eterna mania pré-conceituosa de se achar superior a todos e portanto com o dever de ajudar a todos. Quando sabemos que essa “ajuda” humilha e criminaliza os ajudados.
E por que você postou esse papo sobre celibato? No meu entender, você quis dizer o seguinte, na ansia de defender o cristianismo: “A Igreja tem seus problemas mas pode mudar essa situação”. Com o fim do celibato, neste caso. Se você não fosse cristão, ou, para ser mais objetivo, se você fosse ateu, não se perderia nessa obrigação de defender a igreja. Como não teria se perdido quando sentiu-se na obrigação em defender o Papa, mesmo que para isso tivesse que fugir do bom censo e acusar todos os ateus de esquerdistas. Não sei que visão você faz de ateus. Acredito que os confunde com marxistas. Como alguém que lhe admira muito, gostaria de esclarecer que o esquerdismo, principalmente em países subdesenvolvidos como o nosso, está muito mais ligado à religião do qualquer outra coisa. E isso não por culpa do esquerdismo. E sim da religião. É o cristianismo o responsável por essa visão que a esquerda tem em defender sempre os pobres e oprimidos, vendo-os como salvadores do mundo e como os tiranos aqueles que querem crescer, evoluir, deixar de serem oprimidos. Ou seja, o “pobrismo” é filho do cristianismo. A própria esquerda, apesar daqueles que se declaram “ateus” (mas agem como fanáticos religiosos) é filha do cristianismo.
Luis Antonio
-28/10/2007 às 11:41
Reinaldão,
o celibato, na minha humilde e ignorante opinião, posto no nosso tempo, é uma bobagem . Uma hipocrisia sem fim. Você é do interior. Eu tenho muitos familiares do interior. Praticamente todos os finais de samana estou lá. Você sabe como são as fofocas sobre padres, né? É um negócio de ficou com uma ou ficou com um sem a menor vergonha. Tá cheio de homens e mulheres que importunam os padres. Deve ser algum tipo de tara, sei lá. Não podem ver uma batina que logo pensam em bobagens. Os padres, também, não são santos, de forma alguma. Tenho um amigo gay que jura por Deus que “virou” por causa de um bispo que o assediava. Ele, meu amigo, tinha essa idade de 14, 15 anos. Sabia que isso era coisa de, digamos, mulherzinha. Mas ele gostava, fazer o quê? Esses padrecos tem olho clínico, hehe.
Pois bem Reinaldão, que a igreja tenha seus motivos para manter o celibato, isto, não tenho a menor condição de argumentar, sou um ignorante. Mas que na prática o celibato não funciona, ah! não funciona mesmo.
Só mesmo o Eterno Padre, que ainda assim:
E mesmo o padre eterno que nunca foi lá
Olhando aquele inferno vai abençoar
O que não tem governo nem nunca terá
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem juízo
Anônimo
-28/10/2007 às 11:37
Naaaaaaoooo!!!!!
Ate vc Reinaldo !
O padre nao eh gay pq virou padre, mas ele ja era gay qdo entrou no seminario, meu filho !
A questao é que antigamente quem jogava peteca nao entrava nos seminarios, mas hj isto se tolera pq o pensamento dominante eh que os pecados devem ser tolerados. Ao pecador tudo ! Devemos ser mansos, pacificos e tolerantes com esse pessoal.
Os seminaristas ja ingressam nos seminarios homossexuais, mas isto nao e mais censurado, assim como nao eh censurado eles serem marxistas, ecumenicos ou qq porcaria que os valha !
Vc nao percebe q isto eh pensamento petralha , Reinaldo !
Mais ! Se os padres casarem no dia seguinte as pessoas comecarao a reclamar que eles pegam o dinehiro da Igreja para sustentarem seus filhos e sua familia. Assim como acontece com os pastores protestantes !
Enfim, nao adianta mudar pra fugir de critica, pois quem eh petralha nos odeia e sempre nos odiara !
Pra concluir, assim como queremos leis severas pra combater o crime e vc mesmo defende q SP e um exemplo, temos q ter seminarios rigorosos pra comabter semnaristas devassos !
Nao ve, Reinaldo q nem vc deve concordar com isso. Pra condutas morais, devemos ter sancoes morais severas e pra condutas ilicitas, sancoes penais severas.
Fora disso eh petralhice !
Jonas
-28/10/2007 às 11:35
Num cursilho que fiz anos atrás, um padre me disse que há um grande consenso na igreja a favor do casamento dos padres seculares, que vivem em meio ao povo. Mas não para aqueles que vivem em comunidades eclesiásticas.
Pode ser por aí.
Anônimo
-28/10/2007 às 11:23
Sensatas observações as do Lincoln Meireles
Reinaldo -
Posso assinar embaixo destes comentários:
Lincoln Meireles disse…
Reinaldo, a Igreja não quer provar que o celibato é um princípio (dogmático, no caso). Mas é sim um princípio pastoral, aceito por escolha.
Restaria a você provar que a liberação do celibato tornaria o clero menos propenso a escândalos. Simplesmente manifestar um sentimento subjetivo de ausência de dúvida não vale.(Cristo, lembre-se, falou que jamais cessariam os escândalos. Mas aí daqueles que os cometem)
Cristo foi celibatário e elogiou o celibato, como registram as Escrituras.
O Verbo de Deus se encarnou no tempo, salienta o mesmo São Paulo. Aliás, Paulo era celibatário. Suas recomendações para os não-celebatários eram concessões apenas.
Ora, há época da escolha dos discípulos, Jesus os chamou no estado civil em que se encontravam. Simples assim.
A multissecular pedagia pastoral da Igreja, no entanto, vem demonstrando que o celibato ainda é a melhor OPÇÃO para os sacerdotes servirem a Igreja de Cristo.
Com todo respeito. Acho uma tolice esse papo de celibato x escândalos sexuais. Ninguém é obrigado a ser padre. Há tantas vocações na Igreja. Isto pra mim é freudismo. É exagerar demais a força da libido. Para a psicologia católica, você sabe disso, este impulso é sublimado pela doação ao ideal considerado maior, mais importante.
Agora, sou eu quem vai ser subjetivo: acho que após João Paulo II e suas declarações sobre o tema, vai demorar muito para a Igreja mudar sua opção. Talvez não mude jamais.
10:14 AM
Penacho
Anônimo
-28/10/2007 às 11:22
Un catolico não pode ser catolico pela metade, afirma um comentario, mas também não pode aceitar que a igreja seja POLITICA E CRIMONOSA, não he verdade?
Anônimo
-28/10/2007 às 11:15
E com isso, Reinaldo se junta à maioria dos “católicos de ocasião”.
Você sabe quem eles são: adoram criticar tudo que a Igreja condena, desde que não seja contra sua vontade pessoal.
Assim, temos “católicos” que consultam Astrologia, “católicos” que se divorciam, e agora “católicos” que condenam o celibato!
E ainda têm coragem de condenar o “relativismo” — dos outros, é claro…
estilingue kid
-28/10/2007 às 11:11
Engraçado que nunca vi ninguém cobrando casamento para monges budistas. Quem é a sogra do Dalai Lama? Bem, de qualquer modo, e quanto à Igreja Católica, de que adiantaria o casamento para um padre bichona, que gosta de andar com molecões? Cairíamos na velha hipocrisia de muitos médicos, advogados e engenheiros que têm coceira na rosca e a escondem com casamento. Para um padre, parece-me, ficaria pior a emenda do que o soneto.
Abraço.
Anônimo
-28/10/2007 às 11:09
Muitos nesse mundo são descendentes de padres, bispos e papas.
Anônimo
-28/10/2007 às 11:07
Muito bom seu texto. Faltaram, porém (desculpe), reflexões importantes que o/a anônimo/a de 10hs24 acrescenta. Se, ao menos ele/a escrevesse que no lugar de q…A Igreja Católica vai ter que mudar para tentar evitar esses problemas que só a fazem perder credibilidade e fiéis. Um católico sincero fica muito perdido, cada vez que toma conhecimento de mais um escândalo desses.Mesmo porque está ficando cada vez mais caro con$ertar as coisas…
Anônimo
-28/10/2007 às 11:05
Está na hora da Igreja Católica revisar esta norma burra,ela abre espaço para o que os gays fizeram no EUA:psicólogos militantes dos movimentos gays,sempre eles!,faziam
de tudo para mascarar a homossexualidade de muitos noviços,e o resultado está nos jornais,a Igreja Católica lá está a ponto de abrir falência,tal a enxurrada de ações indenizatórias por abusos sexuais(nos EUA um olhar
assim assado já é considerado estupro).Se todas as grandes religiões,exceto o budismo,permitem
o casamento dos sacerdotes,algo há de errado nesta proibição católica,
sobretudo em tempos tão devassos.
Quero ver alguém provar que uma sexualidade sã,no casamento,impede
o desenvolvimento da espiritualidade.Creio que a regra é o inverso,só seres excepcionais conseguem manter o equilíbrio psíquico,fundamental para uma espiritualidade sã,mantendo o celibato.
O caso do padre(?) Lancelotti confirma a regra,um insano mantém uma sexualidade perversa e adota posturas políticas(para mim ele não é padre,é um imanentista radical) perversas,criminosas mesmo.
Nicolosors
-28/10/2007 às 11:02
Reinaldo, concordo com você. O fim do celibato seria um bom caminho para reduzir os problemas que a igreja enfrenta com a sexualidade de seus integrantes. Mas o que não se pode confundir é o fim do celibato com o início da libertinagem: o padre deverá ser o exemplo de uma vida regrada com sua família. No entanto mesmo que esse avanço demore, o que não podemos mais tolerar é o silêncio e o acobertamento da igreja católica sobre os casos de pedofilia dentro da igreja. Isto é uma vergonha para a instituição. É incompreensível como a igreja que deveria zelar pela moral cristã acoberta e paga acordos judiciais para proteger seus padres criminosos.
Anônimo
-28/10/2007 às 11:02
Uma necessária ponderação
Reinaldo -
Começo lembrando que inúmeras vezes tenho enviado comentários aos seus posts,nos quais externo meu apoio integral àquilo que você escreveu.Por isso, creio que posso fazer a presente ponderação.
Começo dizendo: tudo o que você escreveu sobre o sentido jurídico do celibato na Igreja é verdade. Você acerta quando afirma isto: o celibato não compõe o núcleo da doutrina cristã ou um fundamento do catolicismo. Entretanto, ao escrever que o celibato foi, num dado momento, a escolha de uma forma de organização. Que, hoje, traz mais malefícios do que benefícios ,
acho que o amigo se esqueceu de um ponto fundamental. Vou tentar explicar-me.
Suponhamos a melhor hipótese, a de que o padre ora sob os holofotes da mídia não tenha cometido as citadas aberrações sexuais.De qualquer forma, para mim pelo menos, ele não constitui modelo de sacerdote católico. E já lhe digo porquê.
Mesmo entre entre muitos católicos sinceros existe, há muitos anos, um grande equívoco, o de super-valorizar a moral e, com isso, esquecer-se de que todos nós - leigos ou padres - somos chamados à SANTIDADE (curioso, por uma feliz coincidência, no evangelho da missa de hoje o Cristo nos conta a parábola do fariseu e do publicano).
Padre Júlio e muitos como ele há muito tempo rsolveram dedicar-se à “causa social”. Ela emociona, ela é mesmo justa e necessária; porém, o primeiro dever de um padre é o de procurar santificar-se enquanto incentiva suas ovelhas a também serem SANTAS, e não apenas moralmente bem comportadas.
Na Idade Média dizia-se uma frase que sintetiza tudo isso: Dieu premier servi . Mas, quem hoje em dia está interessado em conhecer de fato o Medievo? Prefere-se aceitar os preconceitos e as meias verdades divulgadas em filmes ou livros de ficção e em revistas noticiosas.
Ora, o profundo drama da civilização Ocidental está justamente em ter ela recusado essa transcendente prioridade de um Deus pessoal , por Quem e para Quem fomos todos criados. O resto - as canalhices e mediocridades de Bush, Lula, FHC, Chavez, Fidel, Putin e de outros - é mera conseqüência daquela recusa.
Um abraço
Bobby
O Comentarista
-28/10/2007 às 11:02
É PRECISO APRENDER A LER O NOTICIÁRIO. O CASO FOI NOTÍCIA NESTA SEMANA. NÃO VI NINGUÉM FAZER A CORRELAÇÃO ENTRE OS FATOS.
UMA EX-ASSESSORA PETISTA DO PARANÁ DENUNCIOU SUPOSTA CORRUPAÇÃO NA ITAIPU BINACIONAL, ONDE HAVERIA UMA COMPRA SEM LICITAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DA IBM POR DUAS EMPRESAS, UMA BRASILEIRA E UMA PARAGUAIA. TAMBÉM EXISTIRIA UM ESQUEMA DE CAIXA DOIS PARA BANCAR ALGUMA CANDIDATURA PETISTA NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES.
QUAL O INTERESSE DE UMA PETISTA DENUNCIAR CORRUPÇÃO ENVOLVENDO PETISTAS?
SERIA ELA UMA DEPUTADA PETISTO-CHAVISTA COM INTERESSES NA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL PARAGUAIA?
COMO SABEMOS ATRAVÉS DE NOTÍCIAS PÚBLICADAS NA IMPRENSA, O FUTURO DITADOR DA AMÉRICA LATINA JÁ ENVIOU DINHEIRO PARA AS CAMPANHAS ELEITORAIS NA COLOMBIA (onde se deu mal mas seu candidato por pouco não venceu a eleição), NA BOLÍVIA, NO EQUADOR, NA ARGENTINA, NO PARAGUAI (onde seu candidato é uma espécie de frei beto de lá).
QUAL O VERDADEIRO INTERESSE DE CHAVES AO FINANCIAR ESSAS CAMPANHAS ELEITORAIS EM OUTROS PAÍSES?
SEU PRETEXTO “É” LUTAR CONTRA O IMPERIALISMO AMERICANO?
QUAL SERIA SEU REAL INTERESSE?
SERIA MONTAR OUTRO IMPERIALISMO, O BOLIVARIANO?
OS PIORES CEGOS SÃO OS QUE NÃO QUEREM VER. O PIOR NISSO TUDO É QUE A MAIOR PARTE DO PETRÓLEO VENDIDO PELA VENEZUELA VAI PARA O GRANDE SATÃ DOS ESTADOS UNIDOS.
paraibuna
-28/10/2007 às 11:02
Lendo-se a tão somente a Bíblia (nada concílios, encíclicas etc), fica claro que o celibato NUNCA foi recomendação para a vida cristã.
Como evangélico louvo a sua coragem em falar sobre o celibato na Igreja Católico.
Só espero que digam que eu não posso opinar por não ser católico.
A questão principal é: O QUE ESTÁ ESCRITO NA BÍBLIA SOBRE O ASSUNTO?
Paulo Boccato
-28/10/2007 às 10:57
VAI SUPLICIO ,VAI…E VOCES AINDA RECLAMAVAM DA MARTINHA HEIN?
UMA ‘SANTA’ !
Suplicy vai à guerra
Eduardo Matarazzo Suplicy
Economista e senador da República pelo PT
De viagem marcada para o Iraque, o bravo senador planeja atacar com Blowin’ in the Wind
Fred Melo Paiva
- Gabinete do senador Eduardo Suplicy, bom dia.
- Bom dia. Aqui é do jornal O Estado de S. Paulo, posso falar com o senador?
- Você pode me adiantar o assunto?
- Eu gostaria de saber se o senador ainda planeja visitar o Iraque, como foi noticiado há alguns meses.
- Ai meu Deus do céu! Não faça isso… Você não gosta do senador? Ele já estava esquecendo disso, agora vem você com essa história… Ai meu Deus…
Más notícias: o senador vai subir no telhado depois do réveillon. Na sexta-feira passada, ele acertou com o Itamaraty os detalhes da viagem, que acontececerá em janeiro. Sua estada no Iraque não deverá durar mais de três dias, já que o bate-e-volta é uma medida de segurança imposta à maioria dos políticos que visitam o país. Suplicy foi convidado oficialmente pelo Parlamento iraquiano. Vai ocupar a tribuna da Casa para divulgar o seu projeto de “renda básica de cidadania”, esse tema do qual se tornou uma espécie de pregador com banquinho e megafone. Ao final, “porque faz todo sentido”, vai mandar também um Blowin’in the Wind, que costuma cantar depois de palestras e pronunciamentos. Na semana retrasada, convidou para um dueto em Bagdá a cantora americana Joan Baez, sua amiga desde os anos 80 e intérprete famosa do clássico de Bob Dylan. Mas cada um tem o Xororó que merece e Baez não deve comparecer.
Eduardo Matarazzo Suplicy, 66 anos, é um sujeito escolado em situações de risco. Isso não vai adiantar nada no Iraque, mas o público, quer dizer, o povo pode contar com esse alento: o senador é cobra criada, casca grossa, macaco velho. Certa vez, para evitar que a Tropa de Choque invadisse o Carandiru de madrugada, dormiu dentro da cadeia. Usou o mesmo expediente em visita a acampamento do MST. Num protesto de aposentados em frente ao Palácio do Planalto, meteu-se entre policiais e manifestantes - acabou mordido por um pastor alemão, que arrancou um pedaço da sua calça. De volta ao Senado, ACM presenteou-o com uma peça nova. Suplicy é um boxer aposentado. Já remou no meio da poluição do Rio Pinheiros, correu uma São Silvestre aos 45 anos, trabalhou como bóia-fria. Numa Febem superlotada, demonstrou toda a sua bravura ao proferir palestra sobre, evidentemente, a renda básica. Nesse tipo de lugar, porém, o senador tem salvo-conduto: ele é amigo do Mano Brown. Conheceu-o em 1994, durante comícios do PT na Zona Sul de São Paulo. Hoje freqüenta os shows dos Racionais, do Capão Redondo à Itaquera. Suplicy é 100% periferia.
No entanto, se você, eleitor, quiser fazer coro às tentativas do Itamaraty de demover o senador da idéia de ir ao Iraque, pode encontrá-lo amanhã, a partir das 18 horas, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073). Suplicy estará lançando novo livro, Um Notável Aprendizado (Editora Futura), coletânea de artigos escritos nos últimos 10 anos. É a primeira obra do senador a tratar de assuntos que vão além desse negócio da renda básica. Ele é autor de outros dois livros, daqueles para se ler com o cotovelo na mesa: Renda de Cidadania: A Saída é pela Porta e Renda Básica de Cidadania: A Resposta dada pelo Vento. Agora, adivinhe o que levou Suplicy a ser convocado pelo Parlamento do Iraque. The answer, my friend, is blowing in the wind: é claro que foi esse troço, a “renda básica da cidadania”.
Em maio de 2003, pouco depois do brasileiro Sérgio Vieira de Mello ser escolhido para coordenar as ações da ONU no Iraque, Eduardo Suplicy escreveu para ele um email em que relatava a experiência do Alasca na implantação de uma renda… você já sabe. “Em 1976”, explicava o senador, “foi criado o Fundo Permanente do Alasca, em q
Anônimo
-28/10/2007 às 10:57
OLá Reinaldo.
Sim, na Bíblia há essas passagens e outras que corroboram o que você testificou. Creio que o grande absurdo está em fazer do celibato um dogma, sendo que Paulo explicita bem o seguinte: ” é melhor casar-se do que abrasar-se”
1 cor. 7:9
Concordo quando diz que isso não impede que haja desvios, pois estamos lidando com pessoas.
Vejamos o caso das denominações protestantes, em que há desvios de diversas formas, mas o que menos se vê são pastores pedífilos ou homossexuais, e isso não quer dizer que não exista esses desvios entre eles.
O Vaticano deveria em um concílio próximo permitir que aquele padre que deseja se casar, que assim o faça e quem quiser ficar solteiro também
Um abraço
Anônimo
-28/10/2007 às 10:48
EX-INTERNO AFIRMA QUE FAZIA SEXO COM PADRE PTRALHA.
Folha de S.Paulo em 28/10/2007 - 10h15 - KLEBER TOMAZ - ROGÉRIO PAGNAN - Colaborou VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO ->
ESTE CASO É O RETRATO DOS PTRALHAS CRIMINOSOS E ALOPRADOS– ENGANAM A TODOS FALANDO NO SOCIAL, MAS VIVEM PRATICANDO CRIMES – É NA VERDADE UMA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. – COM GRANDE PROTEÇÃO NA IMPRENSA E NAS INSTITUICOES REPUBLICANAS. O ex-interno da Febem Anderson Marcos Batista, 25, acusado de extorsão pelo padre Júlio Lancelotti, 58, disse à polícia que manteve um relacionamento homossexual com o religioso por cerca de oito anos em troca de dinheiro e negou ter praticado extorsão.
“Era tudo presente”, disse o advogado de Batista, Nelson Bernardo da Costa, 49, que deu detalhes do depoimento. A reportagem não teve acesso aos documentos, mas a polícia confirmou que as declarações do ex-interno foram nessa linha. Procurado ontem, padre Júlio não quis comentar o assunto. O advogado do Padre viado é o ex-deputado petista Luiz Eduardo Greenhalgh. Costa disse que a quantia repassada pelo padre a seu cliente foi de R$ 600 mil a R$ 700 mil em oito anos. Com esse dinheiro, segundo o advogado, o ex-interno comprou carros de luxo e uma casa. O delegado André Luiz Pimentel disse que todos os detalhes narrados serão investigados, inclusive com o pedido de quebra do sigilo de uma conta bancária citada por Batista e atribuída a Lancelotti. Batista, segundo o advogado, não tem provas documentais do suposto relacionamento sexual com o padre, mas teria descrito detalhes do corpo do religioso que poderiam ser comprovados. De acordo com Costa, seu cliente disse que as relações sexuais passaram de um abuso, durante a adolescência, para um consentimento, no início da fase adulta. Por essa versão, Lancelotti teria ficado com ciúmes do casamento do ex-interno, há cerca de um ano. “[Batista] Tinha uma amizade que se tornou um relacionamento sexual [com o padre]. Ele [o ex-interno] disse que aos 16, 17 anos foi abusado sexualmente pelo padre. Ele disse isso taxativamente”, relatou Costa. Ainda segundo o advogado, Batista declarou que as relações ocorriam após as missas celebradas pelo padre Júlio. “Ele afirmou que, muitas vezes, [mantinha relações] nos fundos da igreja, num quartinho. Ele até citou os móveis que lá existem”, disse ele. Segundo Costa, seu cliente relatou ter conhecimento de que o padre tinha relações sexuais com outros adolescentes, também da antiga Febem. O advogado afirmou que o dinheiro que Batista recebia do padre era “de bom grado”. “No começo, ele [padre] fornecia roupas, algumas coisas”, disse Costa. O ex-interno, segundo seu advogado, disse no depoimento não saber informar de onde vinha o dinheiro que recebia do religioso - que ganha cerca de R$ 3.000 por mês. Costa afirmou que, em 2001, teve os honorários (no valor de R$ 6.000) pagos pelo padre Júlio para defender Anderson em um processo por homicídio - ainda em andamento. ESTE CASO É O RETRATO DOS PTRALHAS CRIMINOSOS E ALOPRADOS– ENGANAM A TODOS FALANDO NO SOCIAL, MAS VIVEM PRATICANDO CRIMES – É NA VERDADE UMA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. – COM GRANDE PROTEÇÃO NA IMPRENSA E NAS INSTITUICOES REPUBLICANAS.
Anônimo
-28/10/2007 às 10:46
Reinaldo, não sei se o sito da internet é verídico mas, o Padre Júlio não é de nenhuma ordem, foi indicado, leia abaixo:
‘Ex-funcionário da Febem do Tatuapé, Júlio Lancellotti, 52 anos, ordenou-se padre secular (ele não pertence a nenhuma ordem) em 1985, pelas mãos de dom Luciano Mendes de Almeida, então bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo. Pároco da Igreja de São Miguel Arcanjo, na Móoca, bairro tradicional dos italianos em São Paulo, ele é um dos coordenadores do movimento dos moradores de Rua e da Pastoral do Menor na região da Zona Leste. O seu trabalho com menores portadores do vírus da Aids iniciou-se nos anos 80, quando trabalhava na Febem e sentia a necessidade de um espaço alternativo para abrigar os internos soropositivos. A Casa Vida foi fundada de 1990 e desde então padre Júlio foi “pai” e “mãe” de mais de 70 crianças. Atualmente, ele responde pela educação de 30 menores, divididos entre as unidades da Moóca e da Água Rasa.’
É UM PADRE DA RUA? KKKK
Nicão
-28/10/2007 às 10:40
Princípios? Que me desculpem os crentes na igreja Católica. Sob o aspecto financeiro, pelo menos, a igreja Universal é infinitamente mais honesta. Prega a riqueza e a mostra como virtude pelo exemplo do seu “apóstolo mor”, o bispo Edir Macedo.
Também foi mais corajosa, na punição do célebre “ponta pé” na Santa.
Talvez aí esteja o maior sucesso da segunda, que romantiza a vida de forma muito mais próxima da realidade. Não leva quatrocentos anos para “reconhecer” que a terra gira em torno do sol. A Católica não reconheceu, ainda, que sexo é uma necessidade fisiológica! Será que padre não se masturba?
Hipócritas são as duas, e, de resto, todas as igrejas, que, para a sua sobrevivência, são obrigadas a explorar a fé de pessoas que se submetem na fragilidade do seu desespero pessoal, uma criando palhaçadas em torno da “perfeição” de caráter dos seus Santos, a outra, “precificando” a qualidade da “benção de Deus”.
Enquanto isso, o Papa nos visita qualhado de “ouro”, divulgando a miséria, e o “bispo” Macedo vem duas, ou três, vezes por ano, no seu Falcon, dos EUA, reforçãr o caixa da sua fortuna pessoal.
É muita, muita hipocrisia!
Javier Solanich
-28/10/2007 às 10:40
Bem, talvez no post anterior e tenha deixado a entender que homosexuais, ped?filos e estupradores estejam no mesmo n?vel. Definitivamente n?o! A confus?o estaria naquele homossexual que rejeita a sua condi?o e busca no sacerd?cio a regenera?o. Da? ele se confunde com aqueles que s?o verdadeiramente criminosos e que se utilizam do mesmo artif?cio. N?o digo que eles n?o tenham o direito de se tornarem evagelizadores, afinal, e no perd?o e na reden?o que vive a doutrina crist?. Mas antes de nada, padres e pastores devem estar cientes de que devem ser instrumentos da igreja e n?o o contr?rio.
Anônimo
-28/10/2007 às 10:24
Concordo q se passarão mil anos mas a Igreja terá de pensar no fim do celibato.Mas o problema me parece maior q esse,acho q se o mundo e a igreja como parte dele,não fosse tão hipócrita já teria parado para pensar:como são formados os padres? Num passado não muito distante era quase uma imposição para as “famílias de bem” formarem um.Laços frouxos os desses jovens com a Igreja,havidos por imposição,familiar e social,satisfação para a sociedade,os pais mostrando sua autoridade e,em alguns casos,usando como forma de castigar a um filho mais rebelde.
Depois,mais modernamente,com a imigração de italianos e alemães havida no país e sua tradição católica deu-se a continuidade,nos mesmos moldes ,da oferta de jovens à Igreja.Mas acho q desde o pós-II guerra a Igreja sofre para formar seus quadros.Que vêm de onde?Continuam uns poucos vindo de famílias com os valores dos imigrantes mas muitos vêm de produto de lares desfeitos ,abandonados,cuidados por instituições de caridade.E aí,sabe-se,florece de tudo,muito do que não presta.Por que,parece que há um chamamento,os iguais se atraem,os que menos têm são os que se aproximam mais de seus iguais,de outros semelhantes a eles.Pode até haver alguns com bons sentimentos ,mas a maioria vê,na possibilidade de trabalhar com essas crianças só uma oportunidade de ganho,sobrevivência,vantagem ou proximidade com o poder.E,no mais das vezes essas crianças e jovens ,cuidadas sem o importantíssimo amor familiar ainda são abusadas física e emocionalmente por quem está sendo pago,no mínimo para lhes dar proteção.E criam pessoas emocionalmente ,psicológicamente incapazes ,mas q nem sabem q o são,no mais das vezes,até q um dia,o que receberam e que sublimaram,esconderam,negaram,sai de sí aos borbotões.E começam a dar vazão a atos q nada mais são q o que sofreram agravados pelo q tiveram de esconder.É revolta, e muita! Agravada pela culpa! E piorada pela necessidade de manutenção de um papel social.Até para manterem posições q lhes facilitarão o cumprimento de seu desígneo.Monstruoso,todo o algoz já foi vítima.A própria sociedade cria essas vítimas,pelo descaso,a falta de supervisão,de cobrança,de limites.E tome crianças sendo estupradas onde deveriam estar sendo cuidadas.Algumas crescem e viram padres,que vão fazer o mesmo q receberam na sua infância.
Mesmo q a Igreja revisse o celibato,pouco adiantaria.Esses padres e cuidadores estupradores tem a mente profundamente deturpada.Eles não querem casar ,ter filhos,constituir famílias.Seu prazer está no q foi aprendido à força e antes muito lhe causou dor,no sexo escondido,sujo,torpe,sádico,perverso.Dificilmente terão cura,por isso a sociedade deveria de ficar mais atenta ao problema.São inteligentes,persuasivos,amigáveis,gentis,credíveis.É o perigo! São doentes mentais perigosos,a solta e geralmente protegidos por confrarias q sabem da existência do problema mas não têm como lidar com ele a menos q encare o fato de seu próprio extermíneo.
Paulo Borchio
-28/10/2007 às 10:23
Aqui se opina se Pedro tinha,não tinha,devia ou não devia ter sogra…E não é que o resultado das eleições na argentina com a provável vitória da mulher do narigudo passou a me preocupar?Reinaldo,já imaginou o apedeuta resolver se travestir de Kirchner,e num gesto amparado por alta graduação etílica, pela corja petista ,por lampejos de “vinganças”lançar a rechonchuda primeira dama como candidata a presidente?Isso não seria mais dramático do que Pedro ter ou não sogra, mais as suas consequências?
Leticia
-28/10/2007 às 10:20
Qualquer instituição ou doutrina que demoniza o sexo - e as igrejas o fazem, sim, liberando apenas os casados a transar a valer sem camisinha, pra encher a terra de crianças - leva seus fiéis a taras, e atrai tantos outros propensos a elas.
E é fato que qualquer organização coalhada de homens atrai o que (talvez) não desejaria: homossexuais.
Anônimo
-28/10/2007 às 10:18
O celibato tem fortes razões economicas tb.É para não tratar de filhos de padres nem herdeiros.um padre solteiro sai bem mais barato.A ganancia religiososa é pior que a politica.A gente era criança, saia correndo e gritava:-quem chegar por ultimo é mulher do padre.he he he Elguajiro.
Javier Solanich
-28/10/2007 às 10:16
Diante da quantidade de casos de pedofelia e homossexualismo entre os padres, parece que sacerdócio tornou-se um refúgio para alguns homens que, de modo sincero, tentam reformar a sua conduta.
mas isso não acontece só na igreja católica. nas evengélicas e espantoso a quantidade de ex-criminosos que querem se tornar pastores. Aqui em Maringá, acabamos de viver um caso brutal de estupro e morte de uma menina de 10 anos por um ex-detento. Ele já havia sido condenado por crime semelhante e através da igreja tentava se regenerar…
Lincoln Meireles
-28/10/2007 às 10:14
Reinaldo, a Igreja não que provar que o celibato é um princípio (dogmático, no caso). Mas é sim um princípio pastoral, aceito por escolha.
Restaria a você provar que a liberação do celibato tornaria o clero menos propenso a escândalos. Simplesmente manifestar um sentimento subjetivo de ausência de dúvida não vale.(Cristo, lembre-se, falou que jamais cessariam os escândalos. Mas aí daqueles que os cometem)
Cristo foi celibatário e elogiou o celibato, como registram as Escrituras.
O Verbo de Deus se encarnou no tempo, salienta o mesmo São Paulo. Aliás, Paulo era celibatário. Suas recomendações para os não-celebatários eram concessões apenas.
Ora, há época da escolha dos discípulos, Jesus os chamou no estado civil em que se encontravam. Simples assim.
A multissecular pedagia pastoral da Igreja, no entanto, vem demonstrando que o celibato ainda é a melhor OPÇÃO para os sacerdotes servirem a Igreja de Cristo.
Com todo respeito. Acho uma tolice esse papo de celibato x escândalos sexuais. Ninguém é obrigado a ser padre. Há tantas vocações na Igreja. Isto pra mim é freudismo. É exagerar demais a força da libido. Para a psicologia católica, você sabe disso, este impulso é sublimado pela doação ao ideal considerado maior, mais importante.
Agora, sou eu quem vai ser subjetivo: acho que após João Paulo II e suas declarações sobre o tema, vai demorar muito para a Igreja mudar sua opção. Talvez não mude jamais.
Anônimo
-28/10/2007 às 10:12
Vc tem total razão jornalista,não sei por que o ser humano tem tanta fixação com a sexualidade,com certeza deve ter uma explicação biológica para isso,vai saber eu.Vc já observou que todo palavrão faz alusão a alguma coisa da sexualidade?muitos rabiscos nos banheiros públicos tb é uma maneira de chocar com frases sobre o tema,pois é,o tema é recorrente em qualquer esfera social,não podia ser diferente no campo religioso,algumas coisas,no meu conhecimento,não tem fundamentação teológica,como é o caso do celibato,mas é intocável mesmo assim.O que torna um mortal ser mais santo,pelo fato dele não ter relações sexuais dentro de um casamento? há quanto tempo a igreja “dá um mal testemunho” cristão,através da promiscuidade de seus representantes? não adianta colocar no colo de alguns padres apenas,a coisa é mais séria do que percebemos,já que nem todos os casos vem a tona e muitos deles são simplesmente abafados.
Pois é,outro exemplo,não biblico,mas defendido a ferro e fogo é a “virgindade” de Maria,por que ela tem que ser virgem para ser santa? na verdade ela é tão “virgem” quanto eu que já tive dois filhos,ela além de Cristo,teve outros de acordo com a biblia,mas existe um tabu em falar sobre isso.
Mariana
[Karbonus]
-28/10/2007 às 10:05
http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_24061967_sacerdotalis_po.html
Documento do Vaticano sobre o celibato
neto
-28/10/2007 às 9:55
Se algo que aconteceu horas atraz é totalmente alterado a seguir. O que dizer da bíblia escrita a 2000 anos?
Que adianta ser celibatário e ficar com o desejo animal reprimido pregando a palavra de Deus - virando o lobo com pele de ovelha -?
Hoje em dia tá tudo alterado: o sistema adaptado às necessidades dos governantes e senhores da Lei - ao luxo, à luxúria, ao apego à moeda vil, à certeza da impunidade etc. -.
Assim, tbm, o “sistema” das religiões, foi adapatado e isso não tem jeito.
Se levantassem uma ponta de todo esse véu, os que ainda enxergam, ficariam assombrados…!
Anônimo
-28/10/2007 às 9:48
LÓGICA ACHADA NA RUA.
O BOFE NAÕ PODERIA SER VIUVO????
[Karbonus]
-28/10/2007 às 9:48
Reinaldo Azevedo,
entre neste site:
http://www.petruseni.com.br/
e procure por “celibato”.
Anônimo
-28/10/2007 às 9:47
Reinaldo
A divulgação do e-mail em zuanazzês deve ter agravado os problemas de saúde da briosa guerrilheira.
Aquela redação é capaz de dar nó nas tripas de uma estátua!!!
Lopes
-28/10/2007 às 9:46
Reinaldo, e aquele papo de que a igreja proíbe o casamento dos sacerdotes para evitar disputas dos bens com a família, após a morte do padre? Há fundamento?
Joaquim Campos
-28/10/2007 às 9:43
É impressão minha ou estás querendo uma vaguinha de padre?
Anônimo
-28/10/2007 às 9:38
Reinaldo,
Interessante o teu argumento de que o celibato começou somente no século IV d.C. e que a Bíblia diz o oposto ao que é praticado hoje em dia na Igreja. Concordo contigo que deveríamos prestar mais atenção à Bíblia. Outra mudança de paradigma que me incomoda foi a do dia de guarda. Que passou do sábado para o domingo, sem maiores explicações (Jesus, Paulo e outros discípulos iam às sinagogas aos sábados), no século IV também.
Anônimo
-28/10/2007 às 9:34
Reinaldo:
E o incrível é que os Papas sucedem Pedro, que era casado.
Já começou errado desde a origem não tomá-lo como exemplo de conduta, justamente ele o número 1 dos católicos!!!!
Anônimo
-28/10/2007 às 9:32
Reinaldo, bola fora. É claro que o celibato não é um princípio, tanto que nas igrejas de rito oriental - e falo daquelas que ainda mantêm-se unidas à Roma - só é exigido do Bispo. Só a Igreja Católica Apostólica Romana - uma das vinte e três que integram a Igreja Católica - adota o celibato para o sacerdote (não me lembro de nenhuma outra). Agora, dizer que se não fosse o celibato haveria menos transgressão ao celibato, é algo que beira o petismo. O que, na minha opinião, a Igreja tem de fazer, e uma coisa está intimamente ligada à outra, é deixar o mundo para quem é do mundo, e voltar-se mais para as preocupações religiosas de seu rebanho e de seus pastores. Desde que a modernidade tomou conta da Igreja, com o Concílio Vaticano II, a fumaça de satanás a invadiu, trazendo consigo os os padres pedófilos, padres cantores, padres bailarinos, padres mascates e sei lá mais o quê. E, no mais, também não me recordo de nenhum escândalo envolvendo um padre heterossexual.
Tiago Bana Franco
carlos queiroz
-28/10/2007 às 9:24
Rei,
Enquanto nos preocupamos com princípios, o “lance” escapa com o dinheiro.
Faz lembrar uma do millôr:
- Desconfio, por princípio, daqueles que lucram com seu ideal.
Abs.
direita x esquerda
-28/10/2007 às 9:20
Caro Reinaldo,
Suas palavras ACERTARAM O ALVO, qualquer outra interpretação é DESONESTIDADE INTELECTUAL.
Ibes/Vila Velha/ES
Anônimo
-28/10/2007 às 9:17
Caro Reinaldo:
No momento em que o padre constituir família, para mantê-la deverá ingressar no mercado de trabalho, além de exercer suas funções sacerdotais. Os católicos não são fanáticos em contribuir com o dízimo…
Resta ainda discutir como ficaria o sacramento da penitência (ou confissão) para um homem que poderia ser seu concorrente no mercado de trabalho.
Problemas a vista.
abraços
Paulo Boccato
-28/10/2007 às 9:13
A PROPOSITO;LANCE ,O LOTTI POSSUI AO MENOS TRES COISAS CONTRA ELE QUE SÃO ORTAIS…A QUEBRA DE SEU SIGILO BANCARIO PODE AO MENOS CUSTAR SUA IMAGEM DE ‘SANTO;A TESTEMUNHA AO RELATAR AS PARTES PUDENTAS DO ‘PARRÓCO’ SE FOR MESMO DETALHISTA (PINTA,CICATRIZ ,ETC) PODE ACABAR DE VEZ COM A HONRA DO
DO PADRECO ;SUPLICY DEU APOIO AO PADRE ONTEM !
COITADO DO PADRE…NAO TEM MAIS NENHUMA CHANCE!
Anônimo
-28/10/2007 às 9:07
Pois é… Não se fazem mais “iniciações” como antigamente. Jesus veio com uma missão altamente espiritual, e sabedor do pouco tempo que dipunha, só se concentrou nela - mesmo que nada da matéria o atraía por já estar liberto da ilusão material (Ele conquistou isso). E veio aqui nos convidar a ir até Deus, ensinando o “como” fazê-lo . Suas palavras: “abondone pai e mãe e siga-me” foram mal interpretadas (Aliás, não-iniciados se arvoram em interpretar a simbologia dos livros sacros e bagunçam tudo…).
O grau evolutivo da nossa humanidade é ainda insipiente e poucos homens e mulheres conseguem transcender aos apelos da matéria; o nosso atraso é gritante - e a maioria quer ainda mergulhar fogosamente em seus instintos. Para a maioria Deus é um tanto vago, mundo espiritual é um sonho distante, e a vida para muitos é só esta e, morreu, acabou. E muitos dos ditos “representantes” de Deus só tem o estudo religioso a mais (não passam por uma “iniciação” séria - esta pode levar até uma vida inteira…), mas como homens são iguaizinhos aos instintivos comuns. Não adianta forçar uma castidade se os instintos ainda estão desgovernados. O papa devia deixar de teimosia e liberar logo o casamento para os padres. Os pastores e rabinos podem casar e parece que estão conciliando bem a família e o emprego (de representantes…) - Acho até que eles deveriam receber salário para isso… Assim as coisas ficariam mais claras.
Aquele representante que quiser permanecer num celibato honesto e virtuoso, que o faça…Assim poderá dispor de mais tempo junto aos fiéis. Só consegue ser casto quem tem conhecimento suficiente de uma parcela da VERDADE ao ponto de libertá-lo e passar uma existência virtuosa, limpa, pura. Só assim para viver entre os impuros e não se corromper.
Ciça
Leonardo Varuzza
-28/10/2007 às 9:06
Reinaldo,
Contrapor a defesa da vida a defesa do aborto somente atrapalha a discussão, as pessoas que defendem o aborto não defendem o assassinato de criancinhas. A real questão é definir quando a vida começa.
Existem várias opções de escolha: o momento da concepção, 3 meses, ou até o extremo de matar a criança recém nascida como os romanos faziam, mas que não acho que tenha nenhum grupo pró-aborto que defenda este último caso.
A questão é que no princípio da gestação o ser humano não possui da de individual, sendo somente um punhado de células dentro do corpo da mãe, que tem o código genético diferente do dela.
A vida é igual em todos os seres, humanos ou não, variando somente o grau de complexidade. Se escolhermos defender a vida de um embrião, por coerência devia-mos defender a vida de todos os seres de igual ou maior complexidade. Porque achamos aceitável matar uma vaca para comer? Ou usar um rato para fazer experiências? Porque não enxergamos individualidade nela.
Um embrião é um ser humano em potencial, assim como um espermatozóide ou um óvulo.
Obviamente que em algum momento antes de nascer ele já é um indivíduo, não sabemos quando isto ocorre, porém com certeza isso só pode ocorrer após o 3o mês de gestação.
Paulo Boccato
-28/10/2007 às 8:55
O CELIBATO É EXIGÊNCIA DA VIDA MONÁSTICA QUE POR SUA VEZ ,LÁ NO PASSADO ,ERA CONDIÇÃO PARA UM TIPO ESPECIAL DO ‘PADRE’…O QUE GUERREAVA!
OS DE HOJE LEVANRAM A BATINA;DOS DOIS LADOS !
PS: RIENALDO ,ME EXPLIQUE O PORQUE A QUANTIDADE DE PADRES COM INCLINAÇÕES ‘HOMOCHÊSUAIZ’ E O OUTRO TANTO DE COMUNISTAS?
PORQUE NA IGREJA CATOLICA DO BRASIL ABUNDAM PADRES COMUNAS E VI**** (não todos claro,mas um monte!)…?
Eny Seidel
-28/10/2007 às 8:41
Conversando ontem com meu filho sobre celibato na igreja católica, ele me explicou:
Só os primogênitos, os herdeiros de grandes fortunas iam para a igreja. Portanto, se casassem, a igreja perderia essas fortunas adquiridas com esse padres e teriam que dividir o dinheiro com as famílias adquiridas pelo casamento.
E como sabemos que a igreja sempre foi mais pelo dinheiro que pelo amor a Deus, a Jesus e seus ensinamentos, não tem como ficar indignado com tudo isso.
Tenho vários amigos judeus, sempre fui muito curiosa sobre culturas e religiões. Na religião judáica, duas coisas eram seguidas à risca:
1- celibato não era permitido.
2- todos tinham que aprender uma profissão, mesmo os ricos.
Segundo eles, se Jesus era judeu, ele se casou e teve filhos, pois não era permitido ficar solteiro.
São teorias que agridem aos católicos, mas lembrem-se, Jesus não deixou religião nenhuma, igreja nenhuma. Essas religiões que hoje existem são produtos dos homens, e homens erram. Todas as religiões são boas, ruim são algumas pessoas que nelas estão.
Anônimo
-28/10/2007 às 8:40
Reinaldo. voc^e sua lógica ferrenha. É mais do que claro, como você aponta, que o celibato, imposto, é mais um mal do que um bem para a Igreja. O próprio São Paulo diz, em uma de suas passagens, que é melhor casar do que se abrasar. Não estou citando ao pé da letra. Não tenho uma à mão, neste momento, mas, se não estou enganado, o sentido é êste.
Losfer
-28/10/2007 às 8:18
Ponto interessante o que o Reinaldo levantou. Lógico que surgirão os “crentes” de plantão para atirar pedras no tio “Rei”.
Tenho, para mim, que a Bíblia nada mais é do que um livro de ficção, em que cada um interpreta do jeito que quiser, da forma que mais convier sua doutrina. O problema reside aí. E portanto, como um livro assim chega a ter posições divergentes sobre o mesmo tema, torna-se um livro ilógico, ou talvez alógico!
Belo post Rei, que sirva para os católicos refletirem sobre o celibato, e cobrem da “sua” igreja e padres, uma posição ou justificativa para esse princípio.
Jaime Adilson Marques de Carvalho
-28/10/2007 às 8:15
Prezado Reinaldo Azevedo,
Gostei do artido sobre celibato na Igreja Católica, mas achei que faltou abordar o aspecto financeiro da coisa, pois seria totalmente diferente e complicado a Igreja lidar com herança, salário e opinião feminina no orçamento do Reverendo.A opção de celibato me parece mais uma estratégia de concentração de poder do que outra coisa.
Atenciosamente
Jaime Adilson Marques de Carvalho
Anônimo
-28/10/2007 às 8:12
É isso aí, Reinaldo, argumentando direto da Bíblia, como um protestante…
Bem, fora a questão (dogmática, pois definida em Trento) de que o estado de virgindade é superior ao do matrimônio, há vários motivos de princípio envolvidos na questão. Como é irrelevante copiar e colar aqui, recomendo a leitura da encíclica definitiva sobre o tema, de um grande amante da modernidade, Paulo VI: Sacerdotalis Caelibatus.
Será que você leu essa encíclica antes de fazer a sua declaração doutrinal?
“Forçação de barra”? Será que é forçação de barra dizer que Nossa Senhora foi sempre-virgem, também? Porque lendo a Bíblia…nunca se sabe… Quem fez a Bíblia foi a Igreja, Reinaldo, e não o contrário. É ela e somente ela a sua intérprete oficial.
Como o Papa recordou no seu discurso aos Bispos do Brasil, o celibato é de origem apostólica, e sempre assim a Igreja o identificou, assumindo a Igreja Latina essa característica apostólica como própria:
“É verdade que os tempos de hoje são difíceis para a Igreja e muitos dos seus filhos estão atribulados. A vida social está atravessando momentos de confusão desnorteadora. Ataca-se impunemente a santidade do matrimônio e da família, iniciando-se por fazer concessões diante de pressões capazes de incidir negativamente sobre os processos legislativos; justificam-se alguns crimes contra a vida em nome dos direitos da liberdade individual; atenta-se contra a dignidade do ser humano; alastra-se a ferida do divórcio e das uniões livres. Ainda mais: no seio da Igreja, quando o valor do compromisso sacerdotal é questionado como entrega total a Deus através do celibato apostólico e como disponibilidade total para servir às almas, dando-se preferência às questões ideológicas e políticas, inclusive partidárias, a estrutura da consagração total a Deus começa a perder o seu significado mais profundo. Como não sentir tristeza em nossa alma? Mas tende confiança: a Igreja é santa e incorruptível (cf. Ef 5,27). Dizia Santo Agostinho: ‘Vacilará a Igreja se vacila o seu fundamento, mas poderá talvez Cristo vacilar? Visto que Cristo não vacila, a Igreja permanecerá intacta até o fim dos tempos’ (Enarrationes in Psalmos, 103,2,5; PL, 37, 1353.)”
Já que você se acha melhor intérprete oficial das Escrituras que a Santa Madre Igreja, vai ver está na hora de fundar sua própria “igreja”.
Espero que essa mensagem não seja censurada; um católico não pode ser católico pela metade.
Evanir
-28/10/2007 às 7:38
Se conseguissem acabar com a pedofilia e com o abuso de adolescentes e jovens (com a devida vênia do Pe. Júlio Lancelotti) já estaria bom demais.
Um leitor
-28/10/2007 às 7:23
Reinaldo,
entendo o seu ponto mas discordo. Vejo o sacerdócio como um compromisso do padre com a Igreja e seus fiéis, mas também como um caminho de martírio pessoal, deliberada e voluntariamente escolhido para uma suposta evolução espiritual.
Infelizmente, a minoria dos padres de conduta duvidosa tende a criar enormes embaraços para a Igreja, mas o fato é que a maioria dos padres não apresenta tais desvios.
No mais, o casamento também pode ser considerado um “sacerdócio”. Neste caso, entre os cônjuges, que prometer ser fiéis um ao outro.
Penso que um padre que apresenta desvios de conduta assemelha-se a um cônjuge adúltero - sem considerar os casos onde tais “desvios” constituem crime. Portanto, se nem o celibato os impede de cometer tais desvios, por quê o casamento - mais um compromisso que seria quebrado - o faria?
E o que fazer com padres solteiros?
Seriam eles autorizados a namorar?
Entendo o seu ponto, mas penso que a Igreja não mais existiria como tal caso a sua “sugestão” fosse adotada.
Abraços
Anônimo
-28/10/2007 às 7:12
Na minha Bíblia, São Pedro também tinha servos. Era um empresário da pesca, hoje seria um capitalista.
Anônimo
-28/10/2007 às 7:10
Acho que faz todo sentido Reinaldo. O celibato foi uma escolha feita num Concílio, dizem que para tirar o poder das mulheres.
Nessa vida moderna já não se justifica.
É difícil haver escândalo sexual de pastores evangélicos. São casados, e, como tais, levam, em geral, uma vida sexual normal com suas respectivas esposas.
Anônimo
-28/10/2007 às 6:40
Parabéns Reinaldo, vc primou ao produzir um texto conciso e 100% assertivo. Irretocável.
PS: não sou um bajulador de ocasião.
marina
-28/10/2007 às 6:36
Reinaldo
vejo no celibato a
proposta de dedicação
integral..e o sacrifício
que isso implica.
não posso imaginar
que tenham os mesmos
problemas dos paroquianos:
filhos drogados,a mulher fugindo com o vizinho etc..
essas coisas terrenas !
eliane moura
-28/10/2007 às 6:08
Discordo de vc. O cara já sabe que pra ser padre tem que fazer voto de castidade. Se não quer cumprir o voto, o que vai fazer lá? Vai ser pastor, sei lá. Naturalmente, eu não tenho nada com isso, não tenho religião, não acredito em Deus - acho até que possa existir vida após a morte, mas não sei o que é -mas o mais lógico é não fazer o voto, não?
Anônimo
-28/10/2007 às 6:00
Até que enfim alguem teve a coragem de falar desse assunto: Homossexualidade na igreja.
A Igreja a está cheia de padres gays.
Esses batem de frente com o que prega a igreja.
Agora outra coisa são os pedófilos, isso é crime !
O pessoal costuma misturar tudo e achar tudo a mesma coisa.