Por Carolina Ruhman
O economista e professor José Alexandre Scheinkman, da Universidade Princeton, vê uma dependência muito direta entre o crescimento da economia brasileira e o ritmo da economia global. Ele acredita que o País não deve sair ileso da desaceleração mundial, “mas tudo vai depender do tempo e da profundidade da crise lá fora”.
“O crescimento da economia mundial é muito importante para o crescimento da economia do Brasil. Se ela começar a crescer muito menos rapidamente do que antes, isso vai afetar o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro”, declarou o professor no seminário “Mercado de capitais: o cenário atual e desafios para o futuro”, realizado ontem em São Paulo. O economista estimou que, “se a economia mundial cresce 1% a mais, o PIB brasileiro cresce cerca de 0,5% a mais”.
A transmissão da desaceleração externa para a economia doméstica pode se dar por dois mecanismos, avaliou Scheinkman. Ele citou os preços das exportações e o fato de uma parte dos investimentos feitos aqui por multinacionais ser também direcionado às exportações.
“O processo de integração que passa pelos investimentos das multinacionais pode também diminuir”, alertou. Um ponto positivo destacado pelo professor é que o Brasil atualmente é um poupador líquido e, portanto, o crédito externo “já não joga um papel tão importante”. Além disso, ele ressaltou que os bancos brasileiros “parecem ter escapado” dos títulos podres ligados às hipotecas subprime americanas.
O economista e professor José Alexandre Scheinkman, da Universidade Princeton, vê uma dependência muito direta entre o crescimento da economia brasileira e o ritmo da economia global. Ele acredita que o País não deve sair ileso da desaceleração mundial, “mas tudo vai depender do tempo e da profundidade da crise lá fora”.
“O crescimento da economia mundial é muito importante para o crescimento da economia do Brasil. Se ela começar a crescer muito menos rapidamente do que antes, isso vai afetar o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro”, declarou o professor no seminário “Mercado de capitais: o cenário atual e desafios para o futuro”, realizado ontem em São Paulo. O economista estimou que, “se a economia mundial cresce 1% a mais, o PIB brasileiro cresce cerca de 0,5% a mais”.
A transmissão da desaceleração externa para a economia doméstica pode se dar por dois mecanismos, avaliou Scheinkman. Ele citou os preços das exportações e o fato de uma parte dos investimentos feitos aqui por multinacionais ser também direcionado às exportações.
“O processo de integração que passa pelos investimentos das multinacionais pode também diminuir”, alertou. Um ponto positivo destacado pelo professor é que o Brasil atualmente é um poupador líquido e, portanto, o crédito externo “já não joga um papel tão importante”. Além disso, ele ressaltou que os bancos brasileiros “parecem ter escapado” dos títulos podres ligados às hipotecas subprime americanas.
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