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14/08/2009

às 5:49

DE QUE LADO ESTÁ O BRASIL?

O mundo começa a acordar para a estúpida política externa brasileira, conduzida por Celso Amorim com o auxílio luxuoso de Marco Aurélio Garcia. No Brasil, os mistificadores, que aceitam o papel de porta-vozes do ministro, resistem em ver o óbvio. A Economist, sempre tão generosa com o governo Lula, cobra num editorial que o país adote uma política externa à altura de sua posição e de sua ambição (integra aqui). E lembra que importância no mundo implica o peso de responsabilidades. O título não deixa dúvida sobre o que vem: “De que lado está o Brasil?”. Acho que vocês vão reconhecer boa parte das críticas à política externa brasileira. Leiam o que segue. No fim de tudo, volto para um último comentário.
*
A revista começa rasgando elogios ao país. Não é de hoje que ela aprova a política econômica aqui adotada. E não economiza: diz ser este “um formidável momento para ser brasileiro e, especialmente, para ser Luiz Inácio Lula da Silva”, cujo “instinto de conciliação” (por aqui, dizemos “espírito de conciliação”) faz com que seja chamado de “o cara” por Obama (ao menos na versão brasileira; de fato: “He’s my man”) e de “nosso irmão Lula” por Fidel Castro.

A proeminência do Brasil é merecida, diz o texto, fruto do sucesso das gestões de Lula e de seu antecessor, FHC (lá fora, a mentira de que o petista reinventou o Brasil não cola). E vai adiante: uma das dez maiores economias do mundo, o país foi o último a entrar em recessão e parece que agora será o primeiro a sair. A Economist escreve que Lula teve a “coragem” de adotar políticas responsáveis, ignorando os apelos que o PT lhe fazia para dar um calote. E até exagera: “Seu instinto para a racionalidade econômica fez de um protecionista um campeão do livre comércio”. Mais: as políticas sociais tiraram 13 milhões de brasileiros da pobreza. E diz que, a despeito de sua popularidade, Lula resistiu a mudar a Constituição para concorrer a um terceiro mandato. Tá. Não foi bem assim, mas vá lá.

O sucesso interno deu fôlego para o Brasil se colocar como o líder da América Latina, tentando alianças com outras potências emergentes do Hemisfério Sul. E é neste ponto que começa o “mas” da revista à política externa. Essa habilidade de Lula para falar o que o outro quer ouvir fez com que o Brasil fosse se tornando mais influente, mas sem sentir o peso de nenhuma responsabilidade. Visto mais de perto, o legado da política externa de Lula decepciona por causa de sua ambigüidade. E manda ver: “Antes de mais nada, o Brasil precisa decidir o que defende de fato e quais são seus verdadeiros amigos. Ou há o risco de que outros façam esta escolha por ele”.

Os líderes brasileiros, afirma a Economist, têm preferido ver o seu país como uma potência do Hemisfério Sul, líder do mundo em desenvolvimento, tendência reforçada por Lula. Mas o que de fato une esses países? Para grande humilhação do Brasil, a China ajudou a impedir que ele tivesse um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU. A Índia fez de tudo para pôr um freio no livre comércio. E este “sulismo” foi assumindo, pouco a pouco, um viés cada vez mais negativo.

A revista lembra que o Brasil renunciou a armas nucleares, o que é admirável para um país que quer ser grande. Mas, de modo nada admirável, negou-se a assinar protocolos adicionais, embora signatário do Tratado de Não-Proliferação de Armas Atômicas, impedindo a inspeção plena de suas instalações nucleares.

O governo Lula também demonstra pouco apreço pela democracia e pelos direitos humanos no mundo. A Economist lembra que o ministro Celso Amorim considera que a condenação de países pobres por países ricos em razão de abusos nessas áreas é ineficaz e preconceituosa. Entidades de direitos humanos reclamam que o Brasil se alinha com regimes de força como China e Cuba. Lula parabenizou, escreve, Mahmoud Ahmadinejad por sua vitória numa eleição fraudada, comparando os protestos massivos da oposição com a reação de torcedores descontentes com a derrota de seu time num jogo de futebol. A primeira viagem ao exterior do segundo mandato de Ahmadinejad será ao Brasil. Obama, observa o texto, sugeriu a Lula que “use a sua influência” para persuadir  o visitante a interromper seu suspeito programa nuclear. Se o Brasil assumir a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU em janeiro próximo, o país pode ter de decidir se será preciso aumentar as sanções contra o Irã.

A revista observa que a influência dos EUA na América Latina sofre um relativo declínio, enquanto aumenta a influência de outros países, como a China. Se há o receio de uma nova “Guerra Fria” na região, como temem algumas pessoas no Brasil, o homem que ameaça dar início a esse processo não é Obama, mas um dos mais matreiros amigos de Lula: Hugo Chávez, presidente da Venezuela.

The Economist observa que Chávez foi, sim, eleito, mas que parece sempre disposto a ignorar o processo eleitoral, criando tensão na região. Lembra que havia o receio de que Honduras fosse mais um país a ficar sob a influência do chavismo, o que resultou num golpe. Agora Chávez ameaça com uma guerra com a Colômbia por causa do uso das bases militares desse país pelos EUA: “Só um paranóico pode imaginar que se trata de uma ameaça à Venezuela ou à Amazônia”. E a revista vai ao ponto: o Brasil expressou seu descontentamento com o uso das bases colombinas pelos EUA, mas silenciou sobre as armas do Exército da Venezuela encontradas com as Farc.

Escreve a revista: “Ninguém espera que o Brasil se comporte como um xerife. Mas é do seu próprio interesse impedir uma nova Guerra Fria na região. A maneira de fazê-lo é não confundir democratas com autocratas, como Lula parece fazer.” Segundo a Economist, o presidente brasileiro precisa fazer uma defesa pública e clara da democracia, “o sistema que permitiu que um pobre torneiro-mecânico” como ele chegasse ao poder. E encerra o editorial com uma pergunta: “Por que os outros países deveriam merecer menos do que isso?”

Comento
Para este blog, como sabem, não há crítica nova neste artigo da Economist. Sobre a frase de encerramento, lembro que já escrevi em algumas dezenas de textos que Lula é resultado da democracia, não a sua causa. Nenhum outro sistema permitiria que alguém como ele chegasse ao poder, muito menos o socialismo, que jamais aceitou que um operário ou ex-operário com pouca instrução atingisse o topo.

Por Reinaldo Azevedo
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49 Comentários

  1. Alexandre do Espírito Santo

    -

    15/08/2009 às 22:32

    O Brasil sempre foi considerado exemplo em mediação de conflitos. Em seus dois mandatos, o presidente Lula está jogando toda essa tradição na lata de lixo da história. Não precisa dizer que Celso Amorim tem participação determinante nesse legado. Sempre o Brasil fica do lado errado. Seria Síndrome de Estocolmo? Não, são afinidades mesmo.
    Seja quem for que os suceda, terá muito trabalho para resgatar a imagem do Brasil no mundo diplomático. Quando (se Deus quiser) Celso Amorim deixar o governo, aquela frase de um ex-presidente da república cairá bem: “Esqueçam de mim”. E será. E não fará nenhuma falta.

  2. Juca

    -

    15/08/2009 às 20:49

    Lulla jamais vai defender a democracia, nos moldes que a entendemos, pois foi industriado por pessoas que sequer sabem o que é isso.

    Não é à toa, já faz um tempo que tirou a cabeça do saco, que dermonstra sua irascibilidade para com a imprensa livre, sem falar nos inúmeros jornalistas, alguns aparelhados no governo e, outros, praticando servilidade de graça, como o supra citado Nelson de Sá, da Folha.

    Eu duvido que Lulla faça alguma defesa da democracia. Pois ele e seus compañeros acham que Cuba é democracia, que na Venezuela - onde são fechadas 44 emissoras de rádio e outras 200 são ameaçadas ao lado da Globovisión - há uma democracia.

    Portanto, Lulla nunca se posicionará contra a venda de armas às FARCs por Chavez, pois ele e seu partido-quadrilha ainda estão por explicar a ligação com o grupo de narco-traficantes FARCs, que lhe doaram dinheiro sujo para campanha eleitoral, do mesmo modo que ainda não explicaram os assassinatos de Celso Daniel e Toninho de Campinas, onde os que poderiam falar foram mortos, uma fieira deles.

    O PT e Lulla têm muito a explicar sobre ligações perigosas, por isso não vão mostrar o rabo exposto de Chavez e Correa. Depois, faz parte do DNA da esquerda usar usar a democracia representativa para, em seguida, destruí-la.

    Eu acho que depois de Lulla virá a débâcle. Basta olhar os números.

    Para finalizar, a Petrobrás teve prejuízo. Obra de lulla e lullóides.

  3. caipira

    -

    15/08/2009 às 1:16

    O cHarles disse 11:26 está certo ele é ingrato e ainda cospe no
    prato que comeu,pior que tem quem gosta,é o fim .

  4. otaviotc

    -

    14/08/2009 às 22:06

    Duas frases, poucas palavras; mas que definem bem, como o Brasil permitiu que esta aberração analfabeta do lulla chegasse aonde chegou.

    “Segundo a Economist, o presidente brasileiro precisa fazer uma defesa pública e clara da democracia, “o sistema que permitiu que um pobre torneiro-mecânico” como ele chegasse ao poder.”

    Ou:

    “Nenhum outro sistema permitiria que alguém como ele chegasse ao poder, muito menos o socialismo, que jamais aceitou que um operário ou ex-operário com pouca instrução atingisse o topo.”

    Conheço pessoas que estão na terceira idade e que têm apenas o ensino fundamental, mas são de um caráter indiscutivelmente decente, ao contrário deste traidor do lulla.

  5. -

    14/08/2009 às 18:01

    O governo lula vende a imagem que querem comprar. Disfarça suas reais intenções e a imprensa internacional, manipulada pela rede vermelha, cai como um patinho.
    Espero que comecem mesmo a ver a realidade.
    O Brasil assina o tratado de não proliferação de armas nucleares mas, ao mesmo tempo, o governo lula pretende “aprofundar relações” com a Coréia do Norte e com o irã. Tudo a ver, não?

  6. Barbosa

    -

    14/08/2009 às 16:23

    Reinaldo, um Pedido!

    Faça um artigo radiográfico sobre este individuo “Marco Aurélio Garcia”. Sua biografia, formação, atividades, intenções…etc.

    Quem é ele e o que pretende. Tenho a impressão que o BoboLula é isso prá ele e outros…

    Precisamos saber mais. Responda por favor se aceita o desafio?

    abraços.

  7. Siará Grande

    -

    14/08/2009 às 15:55

    A Economist não está querendo ver. O governo brasileiro está do lado do Lula.

    Lula está vendo até onde o mundo vai tolerar a implantação de uma ditadura socialista na Venezuela.

    Se tudo correr bem com o Chavez, aí o Lula vai tentar fazer o mesmo no Brasil. Na verdade, elle já começou a implantar a ditadura com a desmoralização do Congresso e do Poder Judiciário.

    Não sem razão Lula cultiva a amizade de alguns dos piores ditadores. Só pra falar dos casos mais recentes, Lula chamou os protestos do povo iraniano contra Ahmadinejad como briga de torcedores do Flamengo contra Vasco. E chamou o terrorista Muamar Kadafi de líder e irmão.

    Acorda, Economist. Acorda, imprensa mundial.

  8. Gatusso

    -

    14/08/2009 às 15:28

    A gente sabe que o Brasil sempre esteve do lado correto até que chegou “o cara” para desviar a ruta…

  9. Gatusso

    -

    14/08/2009 às 15:24

    Ainda bem que a careta do “cara” caiu ante quem devería cair…

  10. Leonardo Diniz

    -

    14/08/2009 às 15:14

    Reinaldo,
    O texto do The Economist corresponde exatamente ao que você comenta. Ainda assim, acho que você foi relativamente condescendente com a qualidade do texto, um tanto “naïve” em algumas partes e que, por sua vez, está bastante condescendente com o apedeuta. Há uma tendencia, não só lá fora, para supervalorizar uma suposta sabedoria política do cara. De qualquer forma, o texto tem o mérito de tocar num ponto fundamental: até quando pretendemos fazer esse jogo duplo em relações internacionais? Alguém acha que isso vai colar quando nos defrontarmos com um problema sério mesmo? No Brasil, ainda não nos demos conta dos problemas que estamos plantando namorando cafagestes pelo mundo a fora.

  11. Eric

    -

    14/08/2009 às 14:53

    PQP! Acredita, uncle Rei, que tem petralha comentando no artigo da conceituada revista inglesa?? Cheguei a sentir ânsia de vômito!! Os caras faltam com a verdade até em inglês!!

    Pelo menos o comentarista chamado “do Brasil” colocou alguns pingos nos “is” (que trocadilho horrível!!).

    http://www.economist.com/member/do%20Brasil/comments

  12. Nando Esposito

    -

    14/08/2009 às 14:48

    Li o artigo na the Economist, Ressalto a passagem:”His instinct for rational economics has turned him from a protectionist into a champion of free trade. His ambitious social policies have helped to lift 13m Brazilians out of poverty”. A The economist foi um anjo de candura. Eles não sabem de nada.

  13. Martha B.G.

    -

    14/08/2009 às 13:34

    O jornalista do Economist pode esperar sentado que Lula faça uma defesa da democracia. Isso seria romper com quem o colocou onde ele está.

  14. Libre

    -

    14/08/2009 às 13:07

    Parabéns ao coma andante, que logo se una aos cadaveres que produziu…

  15. Surfista Prateado

    -

    14/08/2009 às 12:32

    Pelos motivos errados, o comunismo fazia muito bem em impedir… Aliás, qualquer constituição deveria impedir que alguém sem sequer o curso médio chegasse à presidência.

  16. Alfredo

    -

    14/08/2009 às 11:52

    O lula é uma metamorfose oportunista, era crítico do collor, o mesmo que estava construindo uns buracos supeitos não sei em que estado para testes atômicos. Agora são velhos amigos. O mesmo lula disse certa vez que era fácil governar o Brasil, deve ser mesmo, qualquer um consegue, êle é o exemplo vivo disso. Pegou tudo de mão beijada.

  17. naldig

    -

    14/08/2009 às 11:47

    Todos nós sabemos das bizarrices de Hugo Chávez, o amigo de Lula.
    Agora, precisamos deixar claro a posicionamento confuso do Itamaraty que condena o uso das bases (ultra necessárias!) mas não diz uma só palavra sobre as armas traficadas pela Venezuela para os narcotraficantes. O Colosso de Rhodes’ da diplomacia internacional,Celso Amorim precisa se tocar que, além dos eleitores do bolsa-familia, ninguém é bobo. A posição do desgoverno petralha-boliviariano é muito explícita.

  18. Revisor

    -

    14/08/2009 às 11:46

    Reinaldo disse:”O mundo começa a acordar para a estúpida política externa brasileira, conduzida por Celso Amorim com o auxílio luxuoso de Marco Aurélio Garcia.”

    Prezado Reinaldo,

    Costumo criticar os leitores que escrevem para corrigir seus eventuais (e raros) erros de digitação. Mas neste caso, desculpe-me, EU devo corrigí-lo, pois, em vez de “auxílio luxuoso” a expressão adequada é “auxílio LIXUOSO”. Essa palavra pode até não existir, mas está mais próxima da pessoa do top-top garcia.

  19. Walter H

    -

    14/08/2009 às 11:31

    Marcos (08:13 horas).
    Obrigado pela informação. Eu estava apavorado com a possibilidade de o Brasil assumir a presidência do Conselho de Segurança da ONU. Só de pensar no Amorim dando as diretrizes para a atuação do embaixador ficava gelado.
    Espero que você esteja certo.

  20. cHARLES

    -

    14/08/2009 às 11:26

    Poís é , só a DEMOCRACIA , permite que um torneiro -Mecânico, chegue à presidencia .
    E agora , esse mesmo ex-torneiro-mecânico , faz de tudo para enfraquecer e desestabilizar a DEMOCRACIA . No Brasil e na America do Sul.
    Entre outros defeitos , LULA , é tambem , INGRATO !

  21. Flavio

    -

    14/08/2009 às 11:22

    Já está dando o que falar este artigo. El Mercurio, aqui no Chile, publicou o artigo em espanhol com destaque no carderno internacional.

    Também El Mercurio mostra um pouco mais da democracia de Chavez:

    http://www.mer.cl/modulos/catalogo/Paginas/2009/08/14/MERSTIN006AA1408.htm

    Abraços,
    Flávio

  22. João Pedro

    -

    14/08/2009 às 11:17

    Prezado Reinaldo,

    Li o texto original da matéria em inglês e o seu. No texto original, diz-se que o Brasil é um país que “renunciou a armas nucleares” e que “defende o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP)”. A crítica da artigo da revista “The Economist” é a de que o Brasil não assinou o Protocolo Adicional sobre Salvaguardas do TNP. Veja a seguir o trecho relevante do artigo: “Admirably for a would-be great power, Brazil has renounced nuclear weapons. Less admirably for a country which defends the Nuclear Non-Proliferation Treaty, it has refused to sign an improved safeguards protocol…” Abraços.

  23. Verde

    -

    14/08/2009 às 10:57

    Enfim o mundo começa a ver como o Brasil é realmente,infelizmente a imagem real é pessíma. Sabe ! Reinaldo. O mundo tem boa vontade para com o Brasil,como essa revista americana, The Ecomist. Mas! O tempo passa e eles vão vendo mais e mais coisas que não prestão como nossa politica externa. Chega uma hora que por mais que se tenha boa vontade ,se diz: BASTA. Nesta hora o mundo ao invês de simpatia começa-rá cada vez mais e mais ter antipátia pelo Brasil e seu governo. O The Economist já começou a ter antipatia pelo nosso país e seu governo,mas vai chegar a hora que será totalmente contra o país e seu perverso governo.

  24. maria-maria

    -

    14/08/2009 às 10:54

    Sempre tive curiosidade em saber que tipo de mesada o desgoverno sborniano paga aos orrespondentes estrangeiros para que sejam tão benevolentes com a máfia petralhosa. Mesmo essa nota, que destoa das demais, ainda elogia o nonadáctilo indevidamente. Será que recebem e$$$$$$$tímulo$$$$$$$ petrossauros?

  25. anônimo

    -

    14/08/2009 às 10:40

    A matéria é um puxão de orelhas à inglesa. Por aqui é sempre prudente ser mais explícito. O Apedeuta sabe quais são suas ambições e quais são seus amigos. Para ele e seu bando tudo segue conforme o que foi planejado.

    PS: Instinto o presidente tem mesmo, mas bonomia?

  26. clePTomaníaco

    -

    14/08/2009 às 10:34

    O problema é que o pessoal da The Economist conhece o Lula pelos escritos da imprensa oficialesca ou, no máximo, imprensa bondosa. Não conhece o Lula verdadeiro, aquele Lula que mente, que deturpa tudo que for necessário se isso servir aos seu projeto de poder. Não conhece o Lula sem-vergonha, que fala para a platéia da vez.

  27. Fernando

    -

    14/08/2009 às 10:33

    De fato: a politica econômica do governo Lula foi um sucesso. Apesar das promessas feitas aos seus eleitores, Lula teve a incompetência suficiente de não conseguir mudar os rumos traçados pelo governo que o precedeu. Quanto a política externa, acho que as criticas do “The Economist” são ainda muito brandas, ainda muito diplomáticas.
    Algo que me pareceu errado na avaliação, foi o louvor referente ao fato de ter reduzido a miséria de alguns milhões sem comentar o absoluto e nefasto assistêncialismo intrinseco.
    Não creio que a causa seja falta de informação: talvez apenas polidez - politicamente correta.

  28. BENITO VILLARIM

    -

    14/08/2009 às 10:26

    Caro Reinaldo,

    A politica externa brasileira é extremamente equivocada, privilegia paises que são concorrentes nossos.

    A china é nosso principal concorrente, ela esta desejosa no mundo para substituir os estados unidos como o pais imperialista.
    Esta de olho na america latina e africa.

    É um desastre, lula é incapaz de compreender a dimensão de tudo isso por incapacidade intelectual e Amorim por insanidade.

    Imagina nosso pais caso outro partido assuma o poder em 2010 cercado de paises bolivarianos, como vai ser?

    Vamos viver cercados de inimigos.

    sds

  29. Small Winner

    -

    14/08/2009 às 10:03

    A Economist é uma boa revista, mas também são célebres as mancadas imensas que já deu, sem nunca perder o ar de papai-sabe-tudo. Agora, não ver que essa política externa podre, de apoio a ditadores da laia de hugorila, khadafi ou ahmadinejad, é - e não pode deixar de ser - o outro lado da política interna de solapar (Reinaldo Azevedo diz rebaixar) nossas nem tão sólidas instituições democráticas quase equivale à “desinformátsia” bolchevique, mais um dos males que a esquerda faz bem.

  30. JucaPato

    -

    14/08/2009 às 9:39

    Tirando o puxa-saquismo inicial, o artigo da Economist é impecável. Valeria lembrar que o “mundo civilizado” também toma uma atitude ambígua com autocratas como Chaves. Tem muito inglês, francês, canadense que acha o Chaves muito legal.

  31. Siqueira

    -

    14/08/2009 às 9:36

    Lula, o Dúbio, fica com um pé em cada canoa. A canoa da democracia e do livre mercado garantem recursos e aparência para que ele continue com o pé na outra canoa, a do totalitarismo e da ditadura. O coração de Lula certamente está com Castro, Chávez, e com outros tantos outros ditadores que recebe de braços (e pernas) abertos. Com a democracia é só sexo e conveniência, com os ditadores é paixão.

  32. danilo

    -

    14/08/2009 às 9:33

    de que lado está o Brasil?

    que perguntinha heim..!? é logico q o brasil está afundado até o ultimo fio de cabelo no lado negro da força (ou seria vermelho?)hehe
    Sarney é o nosso Darth Vader e Lula nossa imperador, por onde andara nosso Luke Skywalker?

  33. Bob Mussini

    -

    14/08/2009 às 9:29

    A “companheirada” parece ter tratado de APARELHAR os comentários do editorial….hehehehe:

    …Previs í í í í í í í v e l !!!!

    http://www.economist.com/printedition/displayStory.cfm?Story_ID=14214011&mode=comment&intent=readBottom

  34. Carlos Alberto Bárbaro

    -

    14/08/2009 às 9:25

    Ainda o “antes de mais nada”. Fui ao original e, como imaginava, está lá o “above all” (acima de tudo, antes de tudo).

    (dona Reinalda publicou este comentário depois de tê-lo apagado por engano)

  35. Altafé

    -

    14/08/2009 às 9:20

    Grande Rei: no comentário acima, quando eu colei o equivalente em árabe (em persa ou iraniano não achei NO GOOGLE TRADUTOR) ao “AHMADINEJAD GO HOME”, NOTEI, EM SEGUIDA, QUE SÓ SAÍRAM PONTOS DE INTERROGAÇÃO, PORQUE DEVE HAVER ALGUMA RESTRIÇÃO AUTOMÁTICA, presumo. de todo modo, penso que você poderia abrir uma enquete bem ao estilo “bolivariano”, do tipo DUAS OPÇÕES: ~01 - AHMADINEJAD NÃO PODE VIR AO BRASIL! e 02 - SIM, AHMADINEJAD DEVE SER PROIBIDO DE VIR AO BRASIL. E então votaremos!

  36. Altafé

    -

    14/08/2009 às 9:12

    Grande Rei: FORA AHMADINEJAD! não é possível que esse “cara” venha ao Brasil, na condição de convidado. Poderia, no máximo, entrar como clandestino, via fronteira das FARC no Equador! Francamente: é HORA DE RETOMAR A CAMPANHA ????? ???? ???? ?????? ????????. ISTO É, EM ÁRABE, TRADUZINDO NO FERRAMENTAS DE IDIOMAS DO GOOGLE, O PRESUMIDO EQUIVALENTE A “AHMADINEJAD GO HOME”!. Ahmadinejad tem que ficar bem longe daqui!. Aliás, o PSDB bem que deveria fazer uma moção de “constrangimento” pela “simpatia” com que o governo brasileiro do LULO-Petismo tem tratado Ahmadinejad, Chavez, Morales, Correa, Fidel, etc, etc. UMA MOÇÃO DO PSDB, PELO MENOS! vamos lá, PSDB! NÃO TENHA MEDO DE ACERTAR!

  37. Carlos Alberto Bárbaro

    -

    14/08/2009 às 9:11

    Reinaldo, um pedido. Comente a expressão “antes de mais nada” da tradução do texto da Economist. Tenho uma bronca danada em relação a essa expressão, mas nunca consegui provar que ela é um erro. Os que a utilizam alegam tratar-se de um oximoro. É?

  38. Dante,

    -

    14/08/2009 às 9:08

    Não sei, caro Reinaldo, se há engano na minha percepção; mas, veja bem: Não estaria, a grande imprensa, sendo omissa na informação ao povo sobre a as políticas adotadas pelo governo lulla?… Digo políticas, por que elas se decompõem em várias atividades, por ex: a institucional, a exterior e a própria política social, com seus bolsa-tudo (que tb não passa de um bolsa-voto!), mas tudo bem!, afinal, beneficia milhares de pessoas, por enquanto, serve como um Band-Aid. (E que só foi possível ter sido implementada graças a estabilidade econômica gerada pelo Plano Real, do governo de FHC); por outro lado, a Institucional é um verdadeiro caos: houve uma total degradação dos poderes, que gerou uma corrupção desenfreada nas boas práticas parlamentares, nesta altura completamente prostituída; na ponta final, a política Externa, que não passa de uma Ópera Bufa, atuada por atores ignorantes, medíocres como o nosso gigante iletrado, co-adjuvado pelo miquinho amestrado do Itamaraty. A massa só vê a política social, e dá no que dá, … a grande imprensa deveria esclarecer o populacho. Eles só entendem se for desenhado.

  39. Neocon

    -

    14/08/2009 às 9:03

    Reinaldo

    Adoro seu blog e o leio todo dia ao acordar. Neste artigo, sua tradução está errada. Como a revista diz,o Brasil assinou o TNP, mais não assinou o protocolo adicional.

    Em outra nota, gostaria de ver a cara do pessoal do MRE, que utiliza a The Economist como uma nova Bíblia, disputando à tapa as novas edições na banca do ministério.

  40. Sandra

    -

    14/08/2009 às 8:55

    É uma maneira educada de dizer que Lula é um horror?

  41. Damião Leite Dejaneto

    -

    14/08/2009 às 8:20

    Mais se falando do Senado ,Eu li Hoje uma noticia que muito me agradou,se o Senador Virgilio estiver falando mesmo a verdade e os Senadores votarem a favor da medida que proibe Senador que tenha processo participar do conselho de ética,vai ser um ato que merece respeito.Muito embora isso não é um previlégio é uma obrigação, como é que um processado pode julgar outro.

  42. Marcos

    -

    14/08/2009 às 8:13

    Caro Reinaldo, uma pequena correção: o Brasil (graças a Deus) não vai assumir a presidência do conselho de segurança da ONU, e sim uma cadeira, temporária.

  43. Damião Leite Dejaneto

    -

    14/08/2009 às 8:11

    Até que emfim o mundo está começando a ver as coisas como estão andando aqui no brasil e me parace que o nosso Presidente não vai ter muito a comemorar e tambem não vai poder culpar a imprensa Brasileira de faser terrorismo contra êle porque agora não vem do brasil e sim vem do lugar que mais faz elogios ao nosso Operário de araque que se tornou presidente da republica preguando a moralidade e depois de eleito abandonou essa bandeira definitivamente

  44. Rodriguinho

    -

    14/08/2009 às 7:33

    Reinaldo, finalmente a The economist estah se emendando… Tenho uma observacao, no entanto. Ha um “massivo” neste texto q vc postou. Esse anglicismo (?) alem de feio, eh desnecessario e cada dia mais popular, infelizmente. O que serah q as pessoas tem contra o macico (nao tenho cedilha no teclado) ?

  45. Fausto Marino

    -

    14/08/2009 às 7:21

    Ao contrário do que diz a revista, o Brasil assinou o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares.

    Mas o pior é o apego irracional, que se recusa a evoluir e mudar, à imagem de um lullalau democrata e com sensibilidade social. Qualquer bom observador, não necessariamente brasileiro, pode ver o que elle e seus asseclas fazem e o que fariam se pudessem - e olhe que a oposição pusilânime não se insurge e não põe cobro a uma porção de abusos.

  46. karlos

    -

    14/08/2009 às 7:13

    Alô Reinaldo.
    quanto ao Irã pode ficar tranquilo:
    O IRÃ ENTROU COM PEDIDO PARA QUE TODA INSTALAÇÃO E OBJETIVO NUCLEAR SEJA PROIBIDO DE SOFRER ATAQUES POR OUTRAS NAÇÕES!!!!,para preservar as populações !!!
    Não é uma beleza?
    aqui:
    http://gsn.nti.org/gsn/nw_20090813_1419.php
    E nós pensando maldade dos islamitas.
    abraços
    karlos

  47. Tibiriçá Ramaglio

    -

    14/08/2009 às 7:08

    Pois é, Reinaldo, somando esse editorial do The Economist com o artigo do Augusto de Franco, a gente tem a impressão de que a estratégia golpista do lulopetismo (ou o que chamei de estado de Golpe e que Franco chamou de manipuladura) começa, afinal, a ser percebida em círculos mais amplos. Estabelecer irrefutavelmente o projeto golpista/revolucionário do governo de Lula é o primeiro passo para desmontar essa bomba de efeito lento, gradual e terrível que ele está armando para o país.

  48. Luiz Vicente

    -

    14/08/2009 às 6:39

    É óbvio que essa matéria é primária e procura ao indagar publicamente sobre o comportamento do Bolivariano da Silva, procura, na verdade, chamar-lhe à razão.

    Ledo engano. O Bolivariano da Silva e seus comparsas são, na verdade, os autores dos regimes autocráticos que se instalam aos montes no Continente.

    O Bolivariano da Silva pariu Hugo Chávez que vai comê-lo cedo ou tarde, mas ainda é seu fiel carabineiro e é tratado como uma mãe, ou seja, sempre com mesuras e sem nenhum ataque direto.

    Gostava mais do comportamento pragmático norte-americano do que aí hipócrita e que tem a cara do Obama.


 

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