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15/12/2008

às 6:57

Cueca, literatura e política

Vocês se lembram daquele sujeito preso com uma mala de dinheiro e dólares na cueca, não? Era assessor de um irmão de José Genoino. O petismo inaugurava uma categoria nova na política e nas finanças: a cueca como casa de câmbio. Agora, outro sujeito enrolado com o mensalão resolveu repetir o procedimento. Também está sendo inaugural, criando uma nova moeda, como escreve VEJA nesta semana: a “eureca” — o euro na cueca. Em agosto de 2005, escrevi no site Primeira Leitura um texto chamado “Cueca, literatura e política”. O episódio era tão bizarro, tão emblemático do petismo, que me pareceu insuficiente a linguagem jornalística para narrá-lo. Fiz, então, uma brincadeira. Contei a mesma história segundo o estilo de vários autores. A coisa ficou divertida, caiu na rede, multiplicou-se. Menos de 24 horas depois, eu já recebia o meu próprio texto, enviado por amigos e leitores, atribuindo-o a autores os mais diversos. Até a mim… Dado o surgimento do homem da eureca, republico aquele texto. Ah, sim: o irmão de Genoino, chefe do cuequeiro, um pobretão, ascendeu no PT. E Genoino foi eleito deputado..

Marketing
A Casa das Cuecas, tradicional loja de underwear masculina, pode trocar o nome para Casa de Câmbio. Com cartão-fidelidade para petistas.

Literatura política
Em vez de Marx ou Maquiavel, os petistas podem ler os sete livros da série Capitão Cueca, publicados pela Cosac & Naify. Para os teóricos da conspiração, o mais indicado é Capitão Cueca e o Perigoso Plano Secreto do Professor Fraldinha Suja. Ótimo para candidatos a comissário do povo. Para os que se amarram num debate-boca sobre o monopólio petista da ética, pode-se recomendar Capitão Cueca e o Ataque das Privadas Falantes. E para os que querem, mas já não podem, se livrar de companhias incômodas e suas milionárias contas secretas, vai o Capitão Cueca e a Grande e Desagradável Batalha do Menino Biônico Meleca Seca.

Um Haicai:
Cueca e dinheiro,
o outono da ideologia
do vil companheiro

À moda Machado de Assis:
Foi petista por 25 anos e 100 mil dólares na cueca.

À moda Dalton Trevisan:
PT. Cem mil. Cueca. Acabou.

À moda concretista:
PT
Cueca
Cu
PT
Eca
Peteca
Te
Peca
cloaca

À moda Graciliano:
Parecia padecer de um desconforto moral. Eram os dólares a lhe pressionar os testículos.

À moda Rimbaud:
Prendi os dólares na cueca, e vinte e cinco anos de rutilantes empulhações cegaram-me os olhos, mas não o raio X.

À moda Álvaro de Campos:
Os dólares estão em mim
já não me sou
mesmo sendo o que estava destinado a ser.
Nunca fui senão isto:
um estelionato moral
na cueca das idéias vãs.

À moda Drummond:
Tinha um raio X no meio do caminho.

À moda TS Eliot:
Que dólares são estes que se agarram a esta imundície pelancosa?
Filhos da mãe! Não podem dizer! Nem mesmo estimam
O mal porque conhecem não mais do que um tanto de idéias fraturadas, batidas pelo tempo,
E as verdades mortas já não mais os abrigam nem consolam”.

À moda Lispector:
Guardei os dólares na cueca e senti o prazer terrível da traição. Não a traição aos meus pares, que estávamos juntos, mas a de séculos de uma crença que eu sempre soube estúpida, embora apaixonante. Sentia-me ao mesmo tempo santo e vagabundo, mártir de uma causa e seu mais sujo servidor, nota a nota.

À moda Lênin:
Não escondemos dólares na cueca, antes afrontamos os fariseus da social-democracia. Recorrer aos métodos que a hipocrisia burguesa criminaliza não é, pois, crime, mas ato de resistência e fratura revolucionária. Não há bandidos quando é a ordem burguesa que está sendo derribada. Robespierre não cortava cabeças, mas irrigava futuros com o sangue da reação. Assim faremos nós: o dólar na cueca é uma arma que temos contra os inimigos do povo. Não usá-la é fazer o jogo dos que querem deter a revolução. Usá-la é dever indeclinável de todo revolucionário.

À moda Stálin:
Guarda e passa fogo na cambada!.

À moda Guimarães Rosa:
Zezinho doleta tinha dívida de gratidão que não se paga jamais, seu moço, com Nhô Nobre, coisa assim lá pras bandas de outro mundo genuinamente de dentro dos cafundós da alma e por isso aceitou abrigar lá nas baixuras do homem onde a gente peca e fica sujo de tanta felicidade aquela dinheirama toda. E sentiu assim uma gostosura morna, só esfriando quando o sordado do zóio amarelo lhe apalpou as honras. Mas se calou mudo como nos confins do mundo imundo.

À moda Rubem Fonseca
O dinheiro lhe pesava no escroto e aquela acidez permanente ameaçando romper a barreira do esfíncter esofagiano inferior. Mastigou um comprimido de magnésia bisurada e achou engraçado que pudesse ter uma ereção numa hora como aquela, com o sangue a encher os corpos cavernosos de sua honra inútil, procurando um lugar entre notas amassadas e pentelhos hirsutos. Sentiu, sem saber por quê, vontade de matar anões.

À moda Jô Soares:
Eu não uso cueca.

À moda Proust:
Acomodou os dólares na cueca e atentou para o elástico frouxo e a trama do tecido já interrompida pela ação do tempo. O sol invadia pela janela o quarto de um hotel perdido no centro velho da cidade, e a trajetória de seu raio sofria um ligeiro deslocamento ao passar através de uma das abas da janela que se projetava, antiga, para fora, sobre uma cidade cinza, porém viva. Àquela hora, ruidosos, apressados e alegres, rapazes e moças do povo seguiam para o trabalho espiados por uma algaravia de estilos que pendia dos prédios, cujos capitéis e acantos da antiga elite cafeeira, já tomados pela fuligem, deitavam sua sombra sobre aquela massa humana, tão mais viva quanto mais disforme em suas roupas de tecido ordinário, porém com a graça eloqüente que tem a vulgaridade. Àquela hora, Odette acabara de se levantar e olhava com preguiça a macieira à frente de sua janela. Não pensava nada, pálida ainda de sono renitente. Caminharia ela também em direção à janela, olharia o quintal, estenderia mais adiante a vista, olhando os primeiros passantes do dia e diria com a força de uma sentença que nele sempre tinha o poder de um evento milagroso: “Acordei”. Passou ainda uma vez as mãos sobre o volume de notas escondido sob a cueca de elástico esbaguelado, fechou a porta e seguiu para o aeroporto. Odette tomava café.

À moda Julio Cortázar:
Um cronópio não carrega dinheiro na cueca porque está mais para supervida do que para intervida, como um fama, que então enche os fundilhos com bolinhos de dinheiro e sai por aí dobrando esquinas e chamando para si a perícia da polícia e depois se queda quietinho, apagando a memória do celular.

À moda Roberto Schwarz:
O dólar na cueca expõe uma das muitas faces da crise do capital, que tanto mais se expõe quanto mais aniquila as dimensões de uma visibilidade que, à medida que se impõe, explora os caminhos de sua própria inviabilidade. Seu fator estruturante elimina o espaço da subjetividade, e a cueca passa a encarnar, então, não o dinheiro como base material do valor, mas o fetiche da ilegalidade que hoje marca o capitalismo. O indivíduo-indivíduo se torna um indivíduo-cueca à medida que agasalha, como metáfora e metonímia, a moeda que traduz um ponto de trajetória do domínio do império.

À moda Emir Sader:
É tudo culpa do Fernando Henrique e do Ariel Sharon.

À moda Marilena Chaui:
A cueca de Espinosa melou por ti, segundo Merleau-Ponty.

À moda Renato Janine Ribeiro:
Uma cueca cheia de dólares é sempre mais que uma cueca cheia de dólares. Uma cueca cheia de dólares apela às culpas que cada um de nós carrega dentro de si e quer ver espiadas e expiadas por meio da ação de um partido ético, que só pode ser o PT, embora eu não seja filiado ao partido. Reparem que duas crises se cruzam neste evento como emblemas: ao mesmo tempo em que o símbolo do império escancara o seu poder de chantagem, sabemos que o dinheiro foi flagrado na cueca, expressão de uma intimidade masculina que vem à luz, como se o homem contemporâneo buscasse ser outra coisa e desse um grito de socorro, mais feminino, mais humano, mais aberto, mais gentil.

À moda Eça de Queirós
Tinha escondido os dólares nas cuecas. Surpreendido, emudeceu, e seu olhar se perdeu nas rutilâncias metálicas do aeroporto, detendo-se nas colunas sobrepostas por uma camada que imaginava espessa de aço escovado. Àquela hora, Luísa estaria a preparar o café, e um aroma denso, doce, tomaria o ambiente, numa esfera de sensualidade doméstica em tudo avessa à inquirição pela qual certamente haveria de passar. À sua volta, o alarido da imprensa simulava um auto-de-fé de que ele era o cordeiro de Deus, pronto para o rito sacrificial. E esta idéia quase que lhe foi uma forma de conforto, não tivesse sido tirado de sua acolhedora catatonia pelas palavras do meirinho, que insistia no cumprimento de um ritual burocrático que estava a léguas de sua buliçosa vida interior.
— Qual é a origem deste dinheiro? Quem lho deu?
A voz parecia advir das trevas, de um escuro persecutório que contrastava com a luz refletida e esmagada nas colunas de aço escovado. Disse, então, para si mesmo, que a privacidade houvera ficado perdida num determinado ponto da história, que já não tinha mais volta. O tempo corria. Urgia que tivesse ao menos uma desculpa. Algo que pudesse devolvê-lo àquela cálida sensação de que tudo, na vida, passa e de que vivemos à espera da morte.

À moda Flaubert
O dólar na cueca apelava a um rol de licenças íntimas desde que houvera decidido que o exercício da vontade não podia encontrar no crime o seu limite. Tinha plena consciência da afronta aos padrões vigentes da moralidade, mas o que, inicialmente, lhe parecia uma escolha tomou a súbita determinação de uma vontade compulsiva, cujos detalhes ele podia experimentar com mórbido prazer. Sabia que se fazia, assim, o último extremo da abjeção, e a culpa lhe consumia a alma e lhe pesava nas calças, como se a matéria conspirasse com uma antiga moral e lhe apontasse um dedo acusador. Mas já não era mais senhor de suas escolhas. Àquela tentação da censura, opunha-se uma outra: o prazer da transgressão que experimentam os criminosos, ainda que ele pudesse sentir-se o último dos desgraçados. Tinha fortes razões para concluir que chegava ali empurrado por tudo o que fizeram dele. Mas não podia negar à sua própria consciência uma evidência: amava o crime e a abjeção a que era relegado. Sentiu-se, então, estimulado por uma força que muitos chamariam de estranha, mas que ele sabia ser o chamamento de sua própria vontade, como um édito, uma determinação do destino. E riu intimamente de suas própria e falsa profundidade, que não era diferente de escarnecer de sua moral desengonçada.

À moda Nelson Rodrigues
Tomou um Chicabom e escondeu os dólares na cueca de bolinhas. Antes de ser preso, ainda pensou: “Todo homem tem de fazer amor com a sua cunhada e de ejacular ao menos uma vez no lavatório”.

À moda Cecília Meireles
Às vezes um homem passa
do outro lado do vidro. Às vezes, um menino
e seu irmão. Tudo lhe parece perfeito,
sereno, em seu lugar, como personagens
de Lope de Vega.
E, no entanto, havia aquilo:
os dólares presos à cueca.
Ainda teve tempo de pensar:
“Haverá uma forma em que eu possa
conciliar a mentira com o que há de belamente
fatal nesta hora”.
Algo em sua consciência censurava
a escolha insensata, a que respondia, no entanto,
certa atração fatal pelo suavemente sórdido,
como um desenho vulgar
feito no cabo de um punhal de prata.

À moda Shakespeare
Ó tempo devorador de homens e de reputações! Ó dia aziago! Em má hora quis o destino que a minha vontade e a sorte se encontrassem neste sortilégio. Vai, vil metal, confessa o meu opróbrio, denuncia a minha covardia.

À moda Musil
Escondeu os dólares na cueca. A suposição de que pudesse estar cometendo um crime o excitava um pouco, embora dissesse para si mesmo que aquele não era um sentimento genuíno, que lhe aflorasse das entranhas rumo à pele. Um olhar curioso, que o via de fora, emprestava ao ato a força de uma transgressão que ele mesmo não reconhecia, desiludido que estava até do fascínio do crime. Mas compreendia, no entanto, que outros pudessem se excitar em seu lugar. Deu-se, assim, por satisfeito em poder animar a vida alheia, já que a própria lhe parecia presa não exatamente do absurdo, mas de uma poderosa maldição da repetição. Pois que se deliciassem, então, com o acontecimento excepcional.

À moda Ascenso Ferreira
Parte o cearense, valente,
Com os dólares na cueca escondidos.
Olha o moço do raio-x
Com a coragem dos fortes
E não desvia o olhar nem mesmo
Quando lhe indagam:
— De quem é isto?
“Pra que tanta coragem?”,
Ele se pergunta.
Pra nada.

À moda Camões
Enquanto quis cueca que tivesse
Esperança de algum ocultamento,
O gosto de um suave livramento
Me fez que alguns milhares escondesse.

À moda Manoel de Barros
Nos fundilhos do meu quintal,
íntimo, meu senhor,
o dólar me faz
homem-bomba.

Ele me lula,
Ele me sapo,
Ele me picareta.
Ele me PT.

Conheço de palma os dementes do Brasil.
Penso que na minha cueca
não tem dinheiro ilegal,
mas um silêncio feroz,
que vai morrer com o passarinho.
Sem dar um pio.

PS – A lista de estilos foi sendo ampliada pelos leitores, e novas intervenções foram se acrescentando à versão original.

Texto originalmente postado às 7h45 de ontem
Por Reinaldo Azevedo

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180 Comentários

  • Rossana Sousa

    -

    7/3/2012 às 9:55 am

    Estava eu aqui, procurando algo de T S Eliot em teu blog e eis que encontro esta peca de humor deliciosa.
    Oh, adoravel Reinaldo!!

  • Anônimo

    -

    16/12/2008 às 11:57 pm

    Rei,correção no nome do filme de bang bang à italiana (9:21 PM):

    Em vez de “Uma Cueca Furada!”,o correto é:”A CUECA FURADA”!

    Grato!

  • Anônimo

    -

    16/12/2008 às 9:21 pm

    À título de filme:

    Uma Cueca Que cai!

    Cueca:a missão!

    Corra Que a Cueca Vem Aí!

    E a Cueca Levou!

    CUECALIPTUS!

    SETE HOMENS E UMA CUECA!

    CUECANON,O BÁRBARO!

    CUECA VADIS!

    BEN-CUECUR

    O Silêncio dos Cuecas!

    Ao Cueca Com Carinho!

    Uma Dama de Cueca!

    Séries Clássicas de tv:

    Jornada nas Cuecas!

    O Homem de Seis Milhões de Cuecas!

    Cueca 5-0!

    Arquivo Cueca!

    Missão Cueca!

    BIG CUECA!

    Viagem ao Fundo da Cueca!

    Espaço:Cueca!

    Cuecarral!

    Cuecanza!

    24 CUECAS!

    Bang Bang à Italiana:

    O Dia da Cueca!

    Uma Cueca Furada!

    Era Uma Cueca no Oeste!

  • Anônimo

    -

    16/12/2008 às 8:58 pm

    À Piu Piu:eu acho que vi uma cuequinha!

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  • O Amor nos salvará!

    -

    16/12/2008 às 4:50 pm

    Reinaldo , estou tentada a pensar que você é um genio!!!!!!!!!!!!!!
    Voce é nada menos que Geniaaall!

    Obrigada por nos dar alento.

    Nani

  • Fabio Coelho

    -

    16/12/2008 às 1:08 pm

    Genial! Parabéns!

  • Fabio Coelho

    -

    16/12/2008 às 1:08 pm

    Genial! Parabéns!

  • anna

    -

    16/12/2008 às 10:42 am

    REi, já disseram tudo: espetacular!
    abs

  • palma filia

    -

    15/12/2008 às 10:59 pm

    Excelente, Tio Rei!

    Isso me lembrou de uma piada antiga na internet, mas que ainda acho graça (destaque para a participação do apedeuta):

    PROFESSORA PRIMÁRIA

    Porque o frango queria chegar ao outro lado da estrada.

    CRIANÇA

    Porque sim.

    PLATÃO

    Porque buscava alcançar o Bem.

    ARISTÓTELES

    É da natureza do frango cruzar a estrada.

    MARX

    O atual estágio das forças produtivas exigia uma nova classe de frangos, capazes de cruzar a estrada.

    MARTIN LUTHER KING

    Eu tive um sonho. Vi um mundo no qual todos os frangos serão livres para cruzar a estrada sem que sejam questionados seus motivos.

    FREUD

    A preocupação com o fato de o frango ter cruzado a estrada é um sintoma de insegurança sexual.

    DARWIN

    Ao longo de grandes períodos de tempo, os frangos têm sido selecionados naturalmente, de modo que, agora, têm uma predisposição genética a cruzar estradas.

    EINSTEIN

    Se o frango cruzou a estrada ou a estrada se moveu sob o frango, depende do ponto de vista. Tudo é relativo.

    MACONHEIRO

    Foi uma baita viagem do frango na real…

    HELOISA HELENA

    A culpa é das elites estelionatárias,caucasianas e aristocráticas que usurpam a população de frangos e mostra a sua capacidade de luta em defesa dos seus direitos.

    RENAN CALHEIROS

    Desafio alguém que possa provar que o frango atravessou a estrada … É mentira… É tudo mentira.

    ZECA PAGODINHO

    Porque do outro lado da rua tinha uma Brahma gelada.

    CAPITÃO KIRK

    Para ir onde nenhum frango jamais esteve.

    NELSON RODRIGUES

    Porque viu sua cunhada, uma galinha sedutora, do outro lado.

    FEMINISTAS

    Para humilhar a franga, num gesto exibicionista, tipicamente machista, tentando, além disso, convencê-la de que, enquanto franga, Jamais terá habilidade suficiente para cruzar a estrada.

    DATENA

    É uma pouca vergonha… Uma Barbaridade… Põe no ar… Põe no ar aí as imagens do frango atravessando a estrada.

    FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

    Por que ele atravessou a estrada, não vem ao caso. O importante é que, com o Plano Real, o povo está comendo mais frango.

    PAULO MALUF

    O meu governo foi o que construiu mais passarelas para frangos. Quando for eleito novamente vou construir galinheiros deste lado para o frango não ter mais que atravessar a estrada.

    CAETANO VELOSO

    O frango é amaro, é lindo, uma coisa assim telúrica. Ele atravessou, atravessa e atravessará a estrada porque Narciso, filho de D.Canô, quisera comê-lo…ou não!

    LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

    Porque queria se juntar aos outros mamíferos.

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 10:54 pm

    Reinaldo,
    a terra do homem da cueca exige sua presença. Venha lançar seu livro na nossa cidade sol: Fortaleza. Terra da cueca dolarizada. Para que uma cidade com mais atrativos do que esta: Tasso Jereissate, Ciro Gomes, Luizziane Lins e Cueca PT. Abraços,

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 10:42 pm

    LOJAS MARISA ESTÁ COM PROMOÇÃO DE CUECAS.JÁ VEM COM ARRASTÃO.
    AINDA COM A VANTAGEM DE SER TAMBÉM
    CELULAR DA OI.LIGAÇÃO DIRETA COM O APEDEUTA.

  • palad1no

    -

    15/12/2008 às 10:27 pm

    Fantástico! Muito bom.

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 8:38 pm

    E aí Tio Rei ?
    Prá que verso de seus leitores poetas vai o Troféu Eurocueca de Literatura 2008 ?
    The Eureca’s Literature Trophy goes to ….

  • Fernando Amorim

    -

    15/12/2008 às 8:12 pm

    Estilo Charles Bukowski:

    Eu tinha que arranjar um jeito de passar desapercebido com a grana. A gostosa da aeromoça demorou mas acabou trazendo meu whisky duplo com água. Tive de repetir três vezes a dose até ter a idéia genial: “pq não enfio logo essa merda na cueca?”.

    Chegamos ao aeroporto e claro que não deu certo. Porra!, pra quê aqueles filhos da puta têm sempre que colocar um raio-x entre mim e a “liberdade”?

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 8:06 pm

    Tio Rei, escolhe aí o melhor versinho entre os novos.

  • rocket

    -

    15/12/2008 às 7:44 pm

    Hilariante, muito bom!

  • rocket

    -

    15/12/2008 às 7:44 pm

    Hilariante, muito bom!

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 7:03 pm

    Na minha opinião, à moda Nelson Rodrigues seria:

    Era petista. E roubou.

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 6:40 pm

    Manchete no “Notícias Populares”:

    PT PEGO COM DINHEIRO FRALDULENTO”

    Os petralhas são mestres em fraudar o dinheiro público!

    KKKKK

    Brasileiro ri da própria desgraça.

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 6:06 pm

    Por Mestre Yoda:

    Não fez bem, jovem jedi
    Cueca usar, não dever
    Euros transportar, processo responder
    Yoda triste.
    oPTou pelo lado negro da força

  • Daniel F. Silva

    -

    15/12/2008 às 5:10 pm

    À moda Sharon Axé Moi:

    Dança da Cueca

    -Aí, galera!
    Tô chegando
    Com a dança da cueca!
    Pegue sua cueca
    E quem for pego em flagrante
    Vai pagar prenda, hein?
    Vamos juntos!

    Cada um na sua cueca! (8x)

    Eu disse eca-e-eca!
    Cada um na sua cueca!
    Eca-e-eca!
    Cada um na sua cueca!

    Real na sua cueca! (4x)
    Real com giratória! (4x)
    Mensalão na sua cueca! (4x)
    Mensalão com giratória! (4x)

    Eu disse eca-e-eca!
    Cada um na sua cueca!
    Eca-e-eca!
    Cada um na sua cueca!

    Dólar na sua cueca! (4x)
    Euro na sua cueca! (4x)
    Franco suíço na sua cueca! (4x)

    Eu disse eca-e-eca!
    Cada um na sua cueca!
    Eca-e-eca!
    Cada um na sua cueca!

    Promissória na sua cueca! (4x)
    Cheque voador na sua cueca! (4x)
    BrOi na sua cueca! (4x)

    Eu disse eca-e-eca!
    Cada um na sua cueca!
    Eca-e-eca!
    Cada um na sua cueca!

    Dança bonito, Dança bonito
    Dança bonito
    Vai, vai!
    Dança bonito, Dança bonito
    Dança bonito
    Vai, vai!
    Dança bonito, Dança bonito
    Dança bonito
    Vai, vai!
    Dança bonito, Dança bonito
    Dança bonito
    Vai, vai, vai
    Vai, vai, vai!

    Eu disse eca-e-eca!
    Cada um na sua cueca!
    Eca-e-eca!
    Cada um na sua cueca!

    -Agora nós vamos relembrar
    O Pan do Rio de Janeiro!
    Vamos lá!

    Vaia estrondosa na sua cueca! (4x)
    Acidente aéreo na sua cueca! (4x)
    Top-top na sua cueca! (4x)

    Eu disse eca-e-eca!
    Cada um na sua cueca!
    Eca-e-eca!
    Cada um na sua cueca!

    Dança bonito, Dança bonito
    Dança bonito
    Vai, vai!
    Dança bonito, Dança bonito
    Dança bonito
    Vai, vai!

    Vai paquito, vai paquito!
    Vai paquito, vai paquito!
    Vai paquito, vai paquito!
    Vai paquito, vai paquito!
    É, ele mostrou como é que é!

    Eu disse eca-e-eca!
    Cada um na sua cueca!
    Eca-e-eca!
    Cada um na sua cueca!

    -Vamos agora brincar
    De imitar os bichinhos!

    Sapo barbudo na sua cueca! (8x)
    Hugo Chavez na sua cueca! (8x)

    Eu disse eca-e-eca!
    Cada um na sua cueca!
    Eca-e-eca!
    Cada um na sua cueca!
    Eca-e-eca!
    Cada um na sua cueca!
    Eca-e-eca!
    Cada um na sua cueca!

    Relaxa e goza na sua cueca! (4x)
    Ponto G na sua cueca! (4x)
    Sífu na sua cueca! (4x)

    Eu disse eca-e-eca!
    Cada um na sua cueca!
    Eca-e-eca!
    Cada um na sua cueca!

    Dança bonito, Dança bonito
    Dança bonito
    Vai, vai!
    Dança bonito, Dança bonito
    Dança bonito
    Vai, vai!

    Vai paquito, vai paquito!
    Vai paquito, vai paquito!
    Vai paquito, vai paquito!
    É, ele mostrou como é que é!
    Vai paquito, vai paquito!
    Vai paquito, vai paquito!
    Vai paquito, vai paquito!
    É, ele mostrou como é que é!

    Eu disse eca-e-eca!
    Cada um na sua cueca!
    Eca-e-eca!
    Cada um na sua cueca!
    Eca-e-eca!
    Cada um na sua cueca!
    Eca-e-eca!
    Cada um na sua cueca!

    -Valeu galera!
    Não pisa na linha hein!
    Fuuui!

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 4:48 pm

    Cueca literatura e política.

    Contando a história a moda do Escritor Raimundo Correia:

    Vai-se uma cédula revelada
    Vai-se outra mais…mais outra…enfim milhares
    De euros vão-se das cuecas, apenas
    Raia sanguinea e fresca a presepada

  • MARCIO

    -

    15/12/2008 às 4:31 pm

    FOI MAIS OUMENOS NA MESMA ÉPOCA DO 1° DÓLAR NA CUECA QUE FOI APREENDIDO UM AVIÃO QUE SE EVADIRIA DO PAÍS COM 10 MILHÕES DE DÓLARES. O DINHEIRO PERTENCIA Á IGREJA UNIVERSAL, E A “LAVADORA AÉREA” DE DINHEIRO ERA PROTEGIDA POR POLICIAIS CIVIS E MILITARES. A POLÍCIA FEDERAL FOI QUEM PRENDEU! E QUE FIM DEU ESSSA HISTÓRIA??? NINGUÉM SE INTERRESSA EM SABER QUE FIM LEVOU TANTO DINHEIRO E TANTO POLICIAL CORRUPTO? PRA IGREJA UNIVERSAL CABERIAM MUITOS VERSOS, E POESIAS, MAS… MELHOR NÃO MECHER COM OS REPRESENTANTES DE dEUS NA TERRA NÉ…

  • Turca

    -

    15/12/2008 às 3:14 pm

    Eu te adoro, Rei!!! (com soluços, de tanto rir)

    Já conhecia a versão original, mas os acréscimos são também impagáveis!
    Beijo para você e para a D. Reinalda querida.

  • Jose Antonio Lomonaco

    -

    15/12/2008 às 3:12 pm

    À moda Clinton….

    É A CUECA, ESTÚPIDO!

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 2:40 pm

    pESQUISA ROLANDO NO GLOBO ON LINE.Vamos lá pessoal m vamos dar o nosso voto .Reinaldão , publique esta , please…

    O Globo OnlineParticipeResultado
    Total de votos: 131

    Como você avalia o governo Lula?

    Ótimo ou bom 45.04%
    Regular 15.27%
    Ruim ou péssimo 39.69%

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 2:38 pm

    Na verdade o irmão de Genoíno foi também eleito deputado federal pelo Ceará.Chama-se:Guimarães.

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 2:37 pm

    À MODA VERISSIMO
    NÃO CRITICO CUECA NOSSA PARA NÃO DAR ARMAS AO INIMIGO.NÃO ME IMPORTA QUE A CUECA DA DIREITA SEJA LIMPA E SEM DÓLARES,A NOSSA É SUJA,MAS É NOSSA.

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 2:31 pm

    ÁMANEIRA FRANCIS:
    ESTA GENTE TEM MERDA NA CABEÇA E DÓLARES NO TRASEIRO.

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 2:30 pm

    À MODA CONY:
    NÃO FOI A CUECA QUE NÃO VESTIU QUE O FEZ AMEALHAR OS DÓLARES QUE NÃO MERECEU.

  • becky

    -

    15/12/2008 às 2:28 pm

    SENSACIONAL!!!!!!!!!!!!!!!

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 2:26 pm

    MISTURANDO CAMÕES E BOCAGE:
    CESSA TUDO QUANTO A ANTIGA MUSA CANTA,QUE UM VALOR MAIS ALTO SE ALEVANTA,POR ENTRE MEUS CULHÕES UM TANTO ENCARNADOS E ESFOLADOS POR CUECA TÃO JUSTA E CATITA.

  • Gabriel 5150

    -

    15/12/2008 às 2:21 pm

    Para Mal-Humorado

    Poxa, já era, sou musico, toco metal, hard e blues-rock!

    deixa o msn ai

    abraços

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 2:18 pm

    à maneira vinicius de moraes:
    DE TUDO A MINHA CUECA SEREI ATENTO ANTES,E COM TAL ZELO E SEMPRE E TANTO,QUE MESMO ANTES DOS BOLSOS E A ELA QUE ENCHEREI DE DÓLARES.

  • sergio luis

    -

    15/12/2008 às 2:17 pm

    Aproveito esta deixa do blog para fazer meu marketing. Estou implantando agora uma empresa que terá como objetivo, unicamente produzir equipamentos para transporte de valores sem a possibilidade de serem detectados. Trata-se de uma cueca especial, confeccionada com finíssimos fios de chumbo, uma camada de algodão egípcio na parte de trás, bolsas de tamanho estratégico na parte interna, pernas até o joelho para dar mais capacidade e serão produzidas em duas cores: branca com estrelas vermelhas e vermelhas com estrelas brancas. Poderão ser usadas por qualquer pessoa adulta, como por exemplo: churrasqueiros, personal trainings (é assim que se escreve?), diretores de bancos, doleiros, marqueteiros, enfim,todos. Ela foi desenvolvida no planalto de onde adquirimos a patente, já registrada no mundo inteiro, inclusive nos paraísos fiscais. Como a capacidade de produção deles era pequena, só para os locais, e a demanda muito grande, principalmente dentro de uma tal base dita aliada, vou aproveitar a oportunidade e iniciar a produção imediatamente.

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 2:15 pm

    O termo correto é:
    Casa de Cuecâmbio

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 1:38 pm

    A DO REI!

    GENIAL!
    As feras estão todas neste blog.
    Que inveja devem estár sentindo os outros….
    Show!
    Não vou nem opinar sobre a que mais gostei, pois francamente ..ficaria devendo , em dólar a alguém.

    Dora Jardim.

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 1:33 pm

    Olá Reinaldo.

    Agora é só aguardarmos o dia da condecoração do ilustre cuequeiro, pelo nosso distinto Presidente “educador”…

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 1:31 pm

    RodaViva 788 x 127 Cueca

  • Silvia

    -

    15/12/2008 às 12:54 pm

    FANTASTICO!! GENIAL!!! Parabens, Reinaldo. To mandando uma coipia pros amigos!

  • Olívio Cavalcanti

    -

    15/12/2008 às 12:52 pm

    Um do nossos Ministros do supremo
    Em sua toga escura e bufante
    Tivesse idéia mais genial
    Mudaria certamente o Grau
    Trocaria as vaginas flatulentas
    Talvez por cuecas fedorentas…

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 12:45 pm

    Reinaldo,
    Simplesmente perfeita,genial, antológica a sua coluna, enriquecida pelos ótimos, engraçados e mais do que oportunos comentários e contribuições dos seus leitores, que me fizeram rir muiito.
    Destaque para o Paulo Boccato, para o anônimo das 8:34 e para Moita Braba às 9:31, mas todos se superaram.
    Como me divertí! Vou guardar nos favoritos para ler de vez em sempre.
    Quero mais!

  • Leoncio

    -

    15/12/2008 às 12:35 pm

    Não guarde mais dinheiro no banco, guarde na cueca!!!

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 11:56 am

    Reinaldo, faltam as versões de Tarso Genro e de José Sarney.

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 11:56 am

    Reinaldo, faltam as versões de Tarso Genro e de José Sarney.

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 11:30 am

    O PT e tosco , não tem o charme das CC5 , e nem das off shore, cayman.
    Isto sim e classe ,o pt tem muito a aprender com o
    PSDB e DEM.

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 11:16 am

    À moda caipira.
    Ocê viu cumpadre,pegaro o cabocro co rabo cheio de dinhêro,uai!
    De certo ele tava co cofrinho apareceno!

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 11:16 am

    Fora do assunto.

    15/12/2008
    Rezek: processo contra Lago é golpe

    Francisco RezekO ex-ministro Francisco Rezek classificou de “tentativa de golpe de Estado pela via Judiciária” o processo de cassação do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), que será julgado nesta terça-feira plo Tribunal Superior Eleitoral. A afirmação de Rezek consta de um memorial enviado ao ministro Eros Grau, relator do processo no TSE, destacando o que chamou de “contradições e equívocos jurídicos apontados pelo Ministério Público Eleitoral”. O processo teve uma “tramitação relâmpago” no Ministério Público Eleitoral, segundo a defesa de Lgo: o vice-procurador Eleitoral Francisco Xavier Pinheiro Filho analisou em apenas quinze dias cinqüenta volumes com 15 mil páginas e emitiu o parecer. O processo chegou às mãos do vice-procurador em 17 de novembro e foi devolvido em 5 de dezembro com um parecer de 15 laudas em que pede a cassação de Lago e a conseqüente diplomação da atual senadora Roseana Saney, a segunda mais votada.
    xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
    Esta tbm é a situação do Governo da Paraíba Cássio Cunha Lima.
    Zé Ruela Maranhão não sai de Brasília na cola de Sarney seu aliado no golpe.
    O voto do povo paraibano merece respeito.

  • Justino

    -

    15/12/2008 às 11:16 am

    É hoje:

    http://www.tvcultura.com.br/rodaviva/

  • Anônimo

    -

    15/12/2008 às 11:02 am

    A la Ronaldo-fenômeno:

    “NA MINHA CUECA NÃO CABE MAIS NADA”

 

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