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03/04/2009

às 5:01

Cotas raciais - ”Forçar inclusão é política populista e demagógica”

Por Roldão Arruda, no Estadão:
O debate que se trava no Congresso sobre a criação de cotas sociais e raciais nas universidades brasileiras é um desserviço, porque desvia a atenção dos problemas reais da educação brasileira. Essa é a opinião do sociólogo e cientista político Simon Schwartzman, pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, no Rio de Janeiro, e ex-presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 1994 e 1998.
Na quarta-feira, ao participar de uma audiência pública no Senado, organizada pela Comissão de Constituição e Justiça, que analisa o projeto de cotas, Schwartzman afirmou que seria mais interessante discutir o estrangulamento que está ocorrendo no ensino médio - o que reduz de fato as chances de estudantes de escolas públicas atingirem a universidade.
Em entrevista ao Estado, o especialista também rebateu o argumento da “dívida social” que o Brasil teria com a população negra, após quase três séculos de regime escravagista: “O argumento da dívida social é complicado. Quem deve pagá-la? Os portugueses escravocratas que já morreram? Os filhos de imigrantes japoneses, italianos e alemães que vieram para o Brasil na miséria e não tiveram nada com essa história do passado? Essa maneira de pensar em direitos e dívidas coletivas é difícil de sustentar.”
A seguir, os principais trechos da entrevista.

Em seu depoimento na Comissão de Constituição e Justiça, onde está sendo debatido o projeto de lei que cria cotas raciais e sociais em universidades públicas, o senhor disse ser contrário à aprovação. Por quê?
Na exposição que fiz, eu argumentei que a legislação proposta só beneficia um número pequeno de pessoas, prejudicando outras, e não altera o quadro de desigualdade social no ensino superior. Na medida em que o ensino superior se amplia, a inclusão por renda, cor e escola de origem vem crescendo, sem precisar de políticas de cotas para isso. Para haver uma política de inclusão efetiva, ela deveria se basear em critério de renda, que é socialmente o mais justo, e não de raça ou de escola do ensino médio. Isso seria uma discriminação contra brancos pobres e famílias pobres que investiram na educação média particular. Forçar a inclusão, sem saber se o estudante vai concluir o curso, é uma política populista e demagógica.
Pelo que o senhor diz, o foco da discussão não deveria ser o das cotas.
Sim. O foco quase exclusivo da atenção sobre política de cotas desvia a atenção sobre os problemas reais da educação brasileira. O principal estrangulamento ao acesso é o ensino médio, que está diminuindo seu ritmo de crescimento, ainda longe de atingir a universalização. Com a ampliação recente do ensino superior, o acesso de pessoas de baixa renda e de não brancos tem aumentado, sobretudo no setor privado. Em minha exposição, também disse que o número de vagas no ensino superior já é maior, hoje, do que o número de pessoas concluindo o ensino médio.

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Por Reinaldo Azevedo
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22 Comentários

  1. Anônimo

    -

    19/04/2009 às 22:00

    ESSA HISTORIA DE COTA SO VAI GERAR PRECONCEITO. AS ONG´S DO GENERO DIZEM QUE OS NEGROS DEVEM TER COTAS, ATE CONCORDO. MAS GOSTARIA DE SABER DESSAS ONG´S COMO ELES EXPLICAM AS ESCOLAS PÚBLICAS LOTADAS DE PESSOAS DE TODAS AS CORES, SERA QUE SO EXISTE NEGRO NAS ESCOLAS PÚBLICAS DO PAÍS? AS ÚNICAS PESSOAS POBRES DESSE PAIS SAO NEGRAS? COMO FICA A QUESTÃO DAS PESSOAS DE COR BRANCA QUE SAO POBRES, ELAS NÃO TEM DIREITO A EDUCAÇÃO NO ENSINO SUPERIOR POR QUE PELO O Q ESSAS ONG´S FALAM SÓ O NEGRO É POBRE E PODE TER ÁCESSO A FACULDADE PÚBLICA. ORA ME POUPE ESSA JUSTIFICATIVA RIDÍCULA DESSAS ONG´S QUE PRA MIM NÃO PASSAM DE ALGUMAS PESSOAS QUERENDO QUE ALGUMAS POUCAS PESSOAS TENHAM DIREITO A ESTUDAR EM UMA FACULDADE PÚBLICA PRA NÃO DIZER OUTRA COISA SOBRE ESSAS ONG´S. NÃO SEI COMO OS REPRESENTANTES DESSAS ONG´S TEM CORAGEM DE FALAR EM DIREITOS HUMANOS, IGUALDADE SOCIAL, SE PREGAM OUTRA COISA TOTALMENTE DIFERENTE. EU SOU TOTALMENTE CONTRA ESSE SISTEMA DE COTAS. NÃO SOU UMA PESSOA DE POSSE QUE TENHA CONDIÇÃO DE PAGAR UMA FACULDADE PARTICULAR, E MUITO MENOS ESTUDEI EM UMA ESCOLA PARTICULAR, PORÉM ME CONSIDERO BRANCO, E ALÉM DE COMPETIR COM QUEM PODE ESTUDAR EM ESCOLA PARTICULAR VOU TER QUE DISPUTAR COM QUEM SÓ POR CAUSA DA COR TEM MAIS DIREITO QUE EU NA ORA DO VESTIBULAR, ISSO É UM ABSURDO! GOSTARIA QUE A REVISTA VEJA FIZESSE UMA REPORTAGEM COM OS REPRESENTANTES DESSAS ONG´S E QUESTIONASSE ELES QUANTO Á ESTAS QUESTÕES COMO FICA A SITUAÇÃO DOS BRANCOS QUE NÃO TEM DINHEIRO PRA PAGAR FACULDADE PARTICULAR, ENTRE OUTROS QUESTIONAMENTOS. AH SIM, SÓ PRA NÃO ESQUECER, OS REPRESENTANTES DAS ONG´S FALAM EM IGUALDADE, SERÁ QUE ELES LERAM O ARTIGO 5º DA CONSTITUIÇÃO QUE DIZ QUE TODOS SÃO IGUAIS.

  2. Anônimo

    -

    04/04/2009 às 21:51

    “Em minha exposição, também disse que o número de vagas no ensino superior já é maior, hoje, do que o número de pessoas concluindo o ensino médio.”
    Se o conto infantil ‘Alice no País das Maravilhas’ já não existisse, eu creio que seria escrito inspirado no Brasil lullista. Eta nóis!

  3. Minhas idéias

    -

    03/04/2009 às 20:35

    Querem criar o racismo inverso.
    Cortam o orçamento da educação para manter o bolsa família.Os pobres recebem um pouco de alimentos mas continuam sem perspectiva de melhorar por esforço próprio.Continuam sem futuro pois o Estado não lhes dá educação de nível.
    São pobres coitados.

  4. Ludovico

    -

    03/04/2009 às 18:25

    Reinaldo, é a farra das cotas. Porém, acho que é algo mais.
    Penso que há uma possibilidade de que certo quantidade de contas seja distribuida, direcionadamente, para pessoas ligadas a partidos ou a ong’s ‘amigas’, entende?
    Não consigo visualizar um mecanismo de controle eficaz para a distribuição justa das cotas.

  5. Anônimo

    -

    03/04/2009 às 16:42

    Reinaldo só vi um pouco essa audiência publica, mas o pouco que vi já dá pra sentir que ENFIM e graças ao Lulismo somos um país RACISTA, lá estavam os “100% NEGROS” de camiseta e tudo, como pode uma casa legislativa alguém aparecer como uma CAMISETA RACISTA daquela, na rua não digo nada, só acho um absurdo, mas vai fazer o quê, só que numa AUDIÊNCIA PUBLICA no SENADO FEDERAL devia ser PROIBIDO CAMISETAS RACISTAS, o rapas era NEGRO e a camiseta PRETA COM LETRAS EM VERMELHO 100% NEGRO!!!! Adivinha a que partido ele pertencia? Ainda faziam claque quando a pessoa que falava era a favor das cotas, o senador Demóstenes teve o maior trabalho pra conter os RACISTAS, não se pode manifestar nenhum dos lados, só que os racistas são sempre mais ruidosos e baderneiros.

  6. Anônimo

    -

    03/04/2009 às 16:12

    Pobre que paga escola particular? Isso existe, eh relevante? Ou melhor, o que ele esta chamando de pobre? Nao afirmo ser o caso, mas ha certos grupos da classe media-alta e alta no Brasil que encenam o papel de classe media brasileira, completamente descolados da realidade dos dados nacionais sobre renda/riqueza, viajando para fora do pais com certa regularidade, um dos seus principais palcos, e que, por consequencia, chamam de pobres ou menos favorecidos aa enorme base dessa piramide. De qualquer forma, nao vejo sentido na afirmacao que faz. Mas como isso nao eh o principal no texto, vamos ao que interessa.

    Estrangulamento pode ser um agravante, mas a mera expansao do numero de vagas troca a falta de vagas pela falta de qualidade do ensino, que eh o principal problema. Parece-me haver uma preocupacao excessiva com uma aparente “igualdade” de fato (todo mundo tem uma vaga), e um certo desdem pelo que realmente interessa: igualdade de oportunidades. A questao do numero de vagas ate o final do segundo grau eh um problema a ser resolvido se quisermos universalizar o ensino medio, mas nao tem merito na questao da acessibilidade potencial das vagas de nivel superior aos egressos do ensino publico. Com ou sem universalizacao, as chances de um aluno do ensino publico (o verdadeiro, onde estudam a maioria dos estudantes do ensino publico, nada de Pedro II, Liceu de Artes e Oficios, etc.) entrar numa boa universidade publica continuarao, aa priori (dado um determinado nivel de esforco e capacidade intelectual do aluno), muito inferiores aas de um aluno do ensino privado.

    A preocupacao com a capacidade do aluno conseguir cursar o ensino superior eh legitima. Contudo, apesar de ser pouco frequente, o ingresso de alunos de baixa renda em boas universidades publicas acontecia poucos anos atras. Para esses poucos os principais empecilhos para cursar as disciplinas nao eram formativas, inatas ou morais, mas o simples fato de que os cursos mais concorridos (em geral, os que remuneravam melhor ou os mais demandados pelo mercado) eram ofertados somente de dia, no horario comercial, nao deixando muitas alternativas para o aluno “se virar” fora da universidade (so os “bicos” irregulares, pois a lei que visa nos proteger da exploracao capitalista, nao permite os chamados “part time jobs” de forma geral; ha tambem o trabalho noturno, que aos que tem uma aula de manha, e aas vezes uma no fim da tarde, eh a receita do fracasso academico), ao mesmo tempo em que haviam poucas alternativas na universidade, as quais eram ocupadas tanto pelos que necessitavam quanto pelos que desejavam ter uma “grana extra” para demandas pessoais nao atendidas pelos pais (boteco, danceteria, motel, etc). Se a atitude desses garotos que financiavam a propria “farra” eh elogiavel, a falta de alternativas nessas importantes universidades brasileiras aos que por merito entravam escancarava a verdadeira politica do ensino superior de qualidade no Brasil: eh para quem “pode” (tem $$$) nao para quem merece.

    Agora, questionados, vejo certas questoes presentes ha muito nas universidades publicas brasileiras serem tratadas como impeditivos aa entrada dessa garotada provinda da enorme base da piramide. Mas lembro-me bem que quando alguns desses entravam, pouquissimos obviamente, eram tratados a “ponta pes” pelos nossos “meritocratas”, mesmo sabendo das dificuldades enfrentadas por aqueles poucos para passar no vestibular, mesmo sabendo das enormes dificuldades que aqueles poucos enfrentavam no dia a dia para tentar “se virar” e cursar as disciplinas ofertadas semestralmente em horarios escolhidos quase a esmo dentro do horario comercial (demonstrando um certo desprezo aos vinculos materiais a que a rale tem que se submeter).

    Abs

  7. Anônimo

    -

    03/04/2009 às 14:06

    Minorias reinvidicam privilégios, não igualdade.

  8. Anônimo

    -

    03/04/2009 às 14:02

    Outro dia, passando na porta de uma filial da Drogaria Sao Paulo, notei um cartaz impresso oferecendo emprego: “Vagas para Deficientes Fisicos. Tratar com a Gerência”.

    Supostamente numa farmácia trabalham caixas, balconistas, e até … farmacêuticos.

    Seria Deficiente Fisico uma profissão?

  9. Anônimo

    -

    03/04/2009 às 13:11

    As minorias buscam privilégios, não condições de igualdade.

    O que impressiona na matéria é assumir que existe uma divida social.

  10. Incisiva

    -

    03/04/2009 às 11:49

    Uma das maiores BESTIALIDADES desse governo “lulla”, e são tantas, é essa estorinha de cotas. Eles querem dividir o pais em acirradas lutas de idiotas e ficarem à vontade em seus “berços esplêndidos”, com bolsos cheios do NOSSO DINHEIRO!!!
    Quem cái nessa conversa de cotas, já é uma cota de IMBECILIDADE!!!
    Vamos lutar por um país civilizado, onde as pessoas alcançam seus méritos pelo conhecimento e capacidade.
    Ô governinho que adora uma campanha de “coitadismo”
    Ô gente chinfrim! Pequena! Cínica! Hipócrita!!!
    Vamos tentar sair da condição de Banânia!!! Arrrrrrgh!!!!!

  11. Roberto, o indignado

    -

    03/04/2009 às 11:13

    Com relação ao Fabio Campos (post 9:18am),que obviamente me parece uma pessoa inteligente e bem-educada:
    Infelizmente NEZTEPAIZ, pessoas como ele e sua esforçada filha nunca são recompensados. Ao contrário, geralmente cidadãos de classe média (seja baixa,mádia ou alta) estão sempre sendo prejudicados. Cotas raciais são um desastre. Seria algo difícil de explicar, para a moça estudiosa, pq não conseguiu entrar na melhor faculdade. Sinceramente, Fábio, espero que sua filha não seja prejudicada pelas cotas raciais. Estou cansado de ver gente honesta e esforçada sendo passada para trás e ver esses petralhas nojentos se dando bem. CANSADO!!!!

  12. Anônimo

    -

    03/04/2009 às 11:05

    A politica de cotas raciais é muito boa. Nos EUA. Lá o critério final de aprovação numa universidade é a entrevista com um reitor ou algo que o valha. Observou-se que estas entrevistas tendiam a aprovar alunos brancos, em detrimento a concorrentes negros com melhores notas. Solução: Façam-se as cotas.

    Na banânia a prova do vestibular não tem foto nem pede declaração de cor do pretendente. Valem suas notas, independente de sua cor e este é o critério final.
    Contudo, é muito mais fácil colocar alunos negros na universidade na base da canetada do que resolver o problema do ensino fundamental. De quebra o oportunista ainda entra para história (aquela escrita pelos boçais, é logico) como aquele que “pagou uma dívida histórica com os negros”. Imagina o tamanho da tentação que é isso para um de nossos populistas médios?

    Acho que o caminho para nós não cairmos em mais esta esparrela é mostrar para as pessoas que uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa, como dizia aquele comantarista esportivo.

    No mais desculpe pelo péssimo portugês, não é meu forte.

    André Lima

  13. Roberto, o indignado

    -

    03/04/2009 às 11:03

    Rei,
    Finalmente vejo alguém falando a verdade sobre o sistema educacional brasileiro.
    Nunca entendi como o governo gasta MUITO mais com ensino superior do que fundamental e médio (isso no caso das instituições públicas, claro). Aliás, entendo sim, mas não concordo. O sistema educacional destepaiz é montado para perpetuar a sociedade do serviçais: qto mais ignorante mais facilmente manipulável. Agora, tentar “resolver” a desigualdade via cota racial é uma puta piada de mal gosto. Agora, este desgoverno está cheio dessas piadas……sem graça nenhuma!

  14. Anônimo

    -

    03/04/2009 às 10:53

    Acho que mais uma vez a classe média paga a conta e não leva.Pois bem ,minha filha tem18 anos,sempre estudou em escola particular,boas ,mas também com esforço grande de minha parte e de meu marido para proporcionarmos este”luxo”e agora na hora do vestibular -para medicina- vem as cotas raciais e sociais.Limitou suas chances nas fac. federais e as faculdades particulares de medicina são caríssimas e,diferente das escolas particulares,essas não conseguimos pagar,e aí?É justo,depois de anos de esforço ,tanto da parte dela quanto nosso ,os pais?Não nos vejo representados no Congresso ,alguém defendendo a nossa causa.Os impostos que paguei minha vida toda ,não privilegiaram a escola primária pública e agora ,diminuem a chance de passar em uma faculdade federal ,é certo?
    Oneida.

  15. Anônimo

    -

    03/04/2009 às 9:19

    Reinaldo
    Sou a favor das cotas sociais.Conheço muitos negros e pardos da classe média que mantém seus filhos em escolas particulares e muitos brancos pobres.Concordo com o entrevistado, o ensino médio deveria ser a discussão.Aqui no Estado do Rio as escolas públicas são de quinta categoria, falta professor e muitas outras coisas.
    Este é o legado que este governo vai deixar:vamos ser um País racista se as cotas raciais forem aprovadas.

  16. Fabio Campos

    -

    03/04/2009 às 9:18

    Tenho uma filha, hoje com 17 anos, que dá um duro danado na escola e traz sempre para casa o boletim (ainda tem esse nome?) só com notas acima de 95.
    Só eu trabalho aqui em casa e minha renda me coloca na faixa da classe média baixa. Se fizer uma média para representar meu salário ao longo do tempo deve resultar em algo não superior a 1500 reais, numa família onde somos quatro. E não tenho casa própria nem carro.
    Pelo desempenho e esforço dessa minha filha ela conseguiu, desde o ensino primário, bolsa integral em uma das melhores e mais caras escolas da cidade. Nunca pagamos nem um centavo. E somos muito gratos à escola pela confiança e incentivo.
    Ao preeencher as fichas de inscrição para o vestibular e para o Enem me deparo com campos indagando se somos negros, se ela estudou em escola pública, se o pai ou mãe são professores primários, se somos índios, se ganhamos um ou dois salários mínimos (ainda não estão perguntando de somos do PT ou gays). Mas em nenhum momento há um campo para explicitarmos que ela teve bolsa durante toda a sua vida escolar devido ao seu empenho e esforço.
    Como será ela avaliada pela comissão que analisa os dados coletados?
    Eu respondo: “É mais uma burguesinha que vem daquele colégio de milionários. Vamos dificultar.”

  17. Gerson B

    -

    03/04/2009 às 9:08

    Parece que a entrevista com o Simon Schwartzman não está inteira. Mas achei uma entrevista com o presidente da Andifes(Associação de reitores de universidades federais), Amaro Lins, que é contra o projeto de cotas:
    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/4/2/federais-nao-aceitam-cotas-obrigatorias

  18. Anônimo

    -

    03/04/2009 às 9:08

    Faltou aí o termo hipócrita que é o que isso é.

    O porco sabe muito bem o focinho que tem.

  19. Gerson B

    -

    03/04/2009 às 8:54

    Reinaldo, tem a íntegra da entrevista no site pessoal dele:
    http://www.schwartzman.org.br/sitesimon/?p=1039&lang=pt-br

  20. Gerson B

    -

    03/04/2009 às 8:21

    É tá bom ver alguem falando o óbvio. Porque isso é muito raro no Brasil de hoje.

    Será que vão escutar?

  21. Alexandre

    -

    03/04/2009 às 7:48

    Esta história de cotas tem um que de inconstitucional. No Artigo 5º a constituição reza ‘Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:”
    Se todos são iguais, sem distinção de qualquer natureza, ao criar uma cota estou criando uma distinção, o que é inconstitucional. Se há uma dívida histórica,o sociólogo está pleno de razão. Quem vai paga-la?

  22. Ubiratan

    -

    03/04/2009 às 6:50

    Quem deve pagar a dívida social?

    Ora essa! Os loiros de olhos azuis.


 

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