Foi naqueles anos, diz, que a Liga Árabe deu início à sua política para os “refugiados palestinos”. ATENÇÃO, LEITORES. NESTE PONTO, A ARGUMENTAÇÃO DE NONIE É REALMENTE PODEROSA.
1 - Os países árabes começaram a aprovar leis que tornavam impossível a integração dos refugiados palestinos da guerra de 1948 contra Israel;
2 – os filhos dos palestinos nascidos em países árabes e que neles viveram a vida inteira não têm direito à nacionalidade;
3 – cônjuges palestinos de cidadãos de outros países árabes continuam a ser, pasmem!, “refugiados” — estão proibidos de se naturalizar;
4 – esses “refugiados” têm de se lembrar que são “palestinos”, ainda que jamais tenham posto os pés em Gaza ou na Cisjordânia. Sessenta anos! Há “palestinos” em países árabes, sem direito à cidadania, que já são avós. Seus netos, duas gerações à frente, continuam “palestinos” — e isso quer dizer que estão privados dos direitos dos demais nativos.
Diga aí, leitor: você se lembra de algum país ocidental — até mesmo a Itália do demonizado Berlusconi — em que as leis de imigração sejam tão duras? Mas que se note: ELAS SÃO ESPECIALMENTE DURAS PARA OS PALESTINOS!!!
É evidente que essa política que força a identidade condena essa gente toda à miséria, eternizando nos campos. Nonie lembra que o Comissariado da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês), financiado pelos países árabes, estimula uma alta taxa de natalidade entre os “refugiados”. E rememora uma frase de Yasser Arafat: o útero das mulheres palestinas é (era) a sua melhor arma.
O artigo de Nonie é demolidor. No momento em que os palestinos recebem US$ 4,5 bilhões de ajuda para reconstruir Gaza, ela lembra que um terço dos palestinos ainda vive em campos de refugiados. Por 60 anos, diz, os regimes árabes têm usado terroristas palestinos em sua luta contra Israel. Agora é a vez do Hamas, financiado pelo Irã. Enquanto seus líderes planejam ataques em seus bunkers, os civis ficam no fogo cruzado entre os terroristas e os soldados israelenses.
O resultado desses 60 anos de política árabe é a transformação de Gaza num grande campo de prisioneiros, de 1,5 milhão de pessoas. Tanto Israel como Egito temem a infiltração terrorista a partir da área, especialmente depois da chegada do Hamas ao poder, e mantêm fechadas suas fronteiras. Os palestinos de Gaza continuam a sofrer as conseqüências porque a região continua a abrigar os terroristas. Dois anos depois da saída dos israelenses, os atentados não cessaram. Em vez do processo de paz e da tentativa de criar os dois estados, o Hamas escolheu o confronto. Resultado: mísseis para os israelenses e miséria para os palestinos.
Nonie observa que o Hamas, fantoche do Irã, não é um perigo apenas para Israel, mas também para os palestinos e para os vizinhos árabes, que temem que o radicalismo islâmico crie instabilidade.
Os países árabes declaram seu amor pelo povo palestino, escreve Nonie, mas parecem mais interessados em sacrificá-los. Se eles realmente amam seus irmãos, deveriam pressionar o Hamas a parar com seus foguetes. Num prazo mais longo, o mundo árabe precisa pôr fim à política dos “refugiados palestinos” (com o objetivo de atingir Israel). Mais: é hora, segundo diz, de os 22 países árabes abrirem as suas fronteiras, aceitando os palestinos de Gaza que quiserem começar uma nova vida.
É, tempo, escreve a autora, de o mundo árabe realmente ajudar os palestinos, em vez de usá-los.









Moro no Kuwait e conheço esta situação de perto. O Kuwait é considerado o país mais democrático do Golfo Pérsico. Mulheres podem votar, há um parlamento eleito, uma catedral católica. Mas estes são apenas sinais efêmeros e superficiais de uma tolerância “para inglês ver”, que esconde uma sociedade muitas vezes cruel.
Temos uma fornecedora Palestina cujos pais se mudaram para cá na década de 70. Vieram como mão de obra barata, a mãe virou doméstica e o pai toma conta de uma birosca. Ela e os irmãos nasceram e vivem aqui e nunca foram à palestina. Ela trabalha, toda feliz, como vendedora de uma grande multinacional de informática. Vende computadores e não usa o véu, já que aqui não é obrigatório. Diz não ligar quando uns homens mais afoitos fazem piadinhas desconcertantes, ou quando senhoras cobertas e homens barbudos lhe mandam se cobrir ou lhe dizem que é uma “prostituta fedida, que não esconde as vergonhas”. Se refastela com o pouco de liberdade que tem, imaginando a sorte de não ter nacido na vizinha Arábia Saudita, ou no Irã.
Seus pais, assim como praticamente todos os imigrantes, são proibidos de ter negócio próprio, podem apenas ser empregados de Kuwaitianos. Não podem comprar casa, precisam viver de aluguel, e muitas vezes são obrigados a viver em cortiços “alugados” pelo seus “sponsors”, os Kuwaitianos que os trazem para o país. A cidadania Kuwaitiana não se pode obter por nascer no país, apenas por juris sanquines, ou seja, se um dos pais for Kuwaitiano. Renovam anualmente o visto, se submetendo a teste de HIV e hepatite.
É preciso recordar que no Kuwait, 60% da população não é Kuwaitiana.
Este tratamento de exclusão não é exclusividade de palestinos. Egípcios, filipinos, libaneses, todos são tratados da mesma forma. Muitas vezes vivem em situação que a legislação brasileira classificaria como escravidão.
Isso não minimiza o drama dos palestinos, mas é um exemplo claro de quão fechada, e xenófoba é a sociedade no Kuwait, repito, o mais democrático país do Golfo.
O Irã adora os palestinos. Que outro povo permitiria que o Irã atacasse Israel constantemente sem sujar as mãos?
Olá, Reinaldo. Discordo dela e de você, cordialmente. Dizer que os países árabes devem abrigar todos os palestinos que querem ter “uma vida melhor” é o mesmo que dizer: “saiam de suas terras para ter uma vida melhor. Caiam fora do lugar onde seus avós e pais nasceram. Aqui agora é só Israel. E que seus irmãos árabes abram as fronteiras para vocês!”. Abraço!
Fantástico! É para calar a boca da vagabundaiada anti-Israel!!!
Os palestinos são realmente muito mais vítimas da vilania e da torpeza do Hamas. Também nunca tinha visto essa questão por essa ótica. São realmente muito lúcidos os argumentos dela.
abs,
Johnny Mazzilli
Sempre desconfiei disso, Reinaldo, mas nunca havia visto menção a respeito. Sempre me pareceu estranho o fato dos palestinos se apegarem àquela terra ingrata de Gaza ao invés de imigrarem para países ditos amigos, como a Jordânia ou o Egito. Eis, com o artigo, a confirmação da conclusão que me parecia a única lógica. Um dia as vozes da clareza e da razão hão de irromper por entre as trevas da propaganda massiva anti-Israel, anti-judaica, anti-cristã e anti-americana. Só espero que seja logo, pois maus tempos vem aí.
Um grande abraço,
Fábio
Reinaldo,
O artigo é incrível por desafinar o coro dos contentes, realmente. Quando Saddam Hussein invadiu o Kuait teve apoio imediato dos palestinos que viviam no país e compunham 50% de sua população mas incrivelmente nao tinham direito a nacionalidade, mesmo aqueles que eram netos ou bisnetos de palestinos morando no Kuait… Por isso, apoiaram o Iraque. E por esse apoio, foram TODOS expulsos, mesmo os que não apoiaram.
O artigo nao comenta ainda a própria história dos territórios palestinos: Gaza foi incorporada pelo Egito ao fim da guerra de 1948; a Cisjordânia idem pela Jordânia…
Parabéns, esse artigo é uma pérola jornalística.
Leão
Quero ver agora, se a mídia vai repercutir este artigo com a mesma intensidade em que repercute os chamados crimes de guerra de Israel. Vamos ver até onde vai essa falsa isenção.
Não!! Não “É CHEGADA A HORA …”
A “Hora de os países árabes ajudarem os Palestinos” SEMPRE EXISTIU. Até mesmo antes da fundação do Estado judaico. Acontece que em vêz de ajudá-los e acolhê-los (que enorme mão de obra desperdiçada), aqueles países preferiram e preferem usá-los covardemente como “instrumento político” em suas ações insensatas contra Israel.
Se tivessem seguido o exemplo que o povo judeu demonstrou desde o final do século 19, inúmeros assentamentos tipo kibutz (terra comprada, domada, tratada e edificada) estariam hoje substituindo os campos de refugiados, campos êstes tão do agrado dos “formadores de ódio”.
Mas algo PODE SER FEITO! E DEVE!
O início? Comecem por fazer circular as publicações dessa notável Nonie Darwish - EM ÁRABE - dentro dos campos de refugiados, na Faixa de Gaza, na Cisjordânia e em todos os 22 países árabes, em vêz de, o que me parece -salvo engano- estar só em livros editados em inglês, além do artigo no The Wall Street Journal.
Acreditem, resultados positivos aparecerão.
Amir Diel - Niterói, RJ.
Esta matéria apresenta uma leitura muito abrangente da situação Palestina e do papel dos demais países indiretamente envolvidos nesta guerra. É um diagnóstico bem consistente e que faz muito sentido. Merece o destaque recebido!
Com a palavra os árabes….
Nada a ver c/ o post, mas só p/ esvaziar um pouco o intensa propaganda antisemita-satlino-trotkista.
Relatório da ONU do IHD de 2008 registra que os ” territórios palestinos ocupados” ( Cisjordania+ Gaza) ocupam o 106º lugar. Comparativamente c/ outros países arabes e islamitas temos:
106 - Territórios Palestinos Ocupados
107 - Indonésia
108 - Siria
112 - Egito
Atesta a ONU pois, que o IDH dos palestinos É SUPERIOR ao maiior país islamico do mundo - a Indonésia, sendo superior ao do Egito e da Siria, país que pretende libertar guerra Santa ( jihad), aliada do xiita Irã, o povo palestino da ” opressão e miséria”! em que vive.
Alberto Semer
Análise perfeita, uma verdade inconveniente para muitos em especial para os países arabes.
Só tem paralelo com a perseguição aos ciganos espanhois pelos reis católicos Fernando e Isabel na Idade Média. Só terminou depois da era Franquista, quando os descendentes de ciganos foram reconhecidos como espanhóis.
Reinaldo,
Vc deveria pedir ao Diogo p/ mandar este artigo p/ o Lucas Mendes que ontem disse que a devolução das terras por parte de Israel, a indenização em dinheiro e grandes e formais pedidos de desculpas resolveriam a questão Israel-Palestina.
Será que o cara é burro ou se faz?
Abs,
Infiel! Apedrejem-na!
O povo palestino está para os árabes assim como o zé-povinho do bolsa-esmola está para a quadrilha dos petralhas. É tudo massa de manobra, bucha de canhão, carne para o sacrifício, etc!!
E, tal como o zé-bolsa-fome, eles “gostiam” dessa condição!!!!
COITADO DOS PALESTINOS
Trata-se de uma ação satânica, evidentemente.
Essa situação medonha é sobrecarregada com os títulos de propriedade em Israel com que os palestinos fundamentam sua condição, mas a ONU não considera nesta conta todos os judeus expulsos de suas propriedades em todos os países árabes durante a fundação do Estado israelita.
Árabes, recebam seus irmãos e terminem com essa matança fraticida.
Poxa, Rei.E os jornaleco desse país não diz nada. Escondem a verdade.
Vamos tirar a máscara da esquerdopata do mundo!
Os irmaozinhos árabes não tem interesse em ajudar os palestinos, o intuito é agredir a Israel, nem que custe a vida dos pobres palestinos.
Excelente artigo. Muito sensato, desmorana a absurda tese - de muitos - na qual Israel eh o mal do Oriente Medio. Gostaria de ler o que o Sr. Jimmy Carter tem a dizer sobre isto.
Não achei a tradução do artigo em nenhum dos jornalões brasileiros
Vergonha, Folha do Foro de São Paulo! Seus rapazes tão alegres perderam uma boa chance de dar o outro lado, que é o que mais gostam de fazer…
Vergonha, EX-Tado! Suas mocinhas já foram direitas! Defendiam os princípios do jornal! Agora, rodam a bolsinha na esquerda…
Vergonha, Globo-bo! Onde estão seus profissionais que não viram esse artigo? Na casa do BBB? O jornal virou GloBBBo?
Vergonha, Jornal do Brasil-sil-sil! Bem, depois da saída do Augusto Nunes, o JB nem existe mais…
Má escolha dos países árabes. Deveriam aprender com o PT, no caso Protógenes.
Fantástico Reinaldo!
Tenho amigos árabes e judeus. Já desconfiava disso, agora a Nonie, que Deus a preserve, confirma.
A Petrobras, a CUT, o governo Lula e a FUP, Federação Única dos Petroleiros, decidiram conjuntamente fazer uma greve de cinco dias. Começou hoje. Assim, além de ter motivos para encher os bolsos da cumpanherada com mais aumentos e benefícios, a Petrobras ainda poderá dizer que, com a greve, ficou impossível baixar o preço da gasolina, mesmo que o barril tenha desabado de U$ 150 para U$ 50. E mais: como o pré-sal está atrasado, a greve também vai servir de desculpa para o amigão Lula não cumprir mais uma promessa.
Reinaldo, infelizmente, pessoas como Nonie Darwish, com coragem de denunciar e criticar a maneira como os palestinos são tratados pelos seus correligionários, são raras exceções. Por décadas esse povo tem sido usado como massa de manobra política pelos países árabes; com a benção da ONU. O problema dos refugiados é, sem dúvida, o principal obstáculo à paz e à solução de dois estados na Palestina.
Segue abaixo o comentário que fiz no post “A CULPA É DA VÍTIMA”.
Aproximadamente 800.000 judeus de países árabes – de Marrocos e Argélia até Iraque e Yemen – fugiram ou foram expulsos de seus países de origem, onde tinham vivido por séculos. A maioria saiu apenas com a roupa do corpo, deixando terras, propriedades, negócios, e patrimônio acumulado durante gerações. A maioria foi para o recém-criado estado judeu. Eles foram recebidos de braços abertos e imediatamente integrados na sociedade israelense.
Isso não aconteceu com os refugiados árabes. Seus “irmãos” recusaram-se a integrá-los em seus países e suas sociedades, confinando-os nos chamados “campos de refugiados”, essencialmente favelas, onde seus descendentes – agora a quarta geração – vivem desde então. O motivo da recusa em integrá-los em seus países foi a ideia de fazer com que se tornassem uma espécie de “ferida aberta” para tornar a solução do conflito Árabe/Israelense impossível. Esses “refugiados” aprendem desde cedo a odiar Israel e entre eles “homens-bomba” são facilmente recrutados.
Artigo completo da Nonie Darwish traduzido:
http://www.beth-shalom.com.br/artigos/miseria.html
Pois é, nunca é demais lembrar que Israel é a única democracia naquela triste região.
(R)
Sinto discordar, mas vivo na Itália e aqui acontece algo semelhante: quem é filho (ou neto, ou bisneto etc.) de estrangeiro continua sendo considerado estrangeiro, sem possibilidade de naturalização, a não ser que se case com algum nativo. É o que acontece em países onde o jus sanguinis prevalece sobre o jus soli.
Não que isto justifique alguma coisa. Os países árabes, neste quesito, são tão ruins quanto a Itália.
Reinaldo,
como você eu também me peguntei, Israel não abrir as fronteiras está explicado, mas porque não o faz o Egito?
Porque Israel tem de conviver com inimigos declarados como os palestinos enquantos os amigos os rejeitam?
Muito oportuno atirar-lhes na cara suas cointradições!
O Hamas é uma desgraça para o mundo, sim! Israel encarna o Bem? Que lindo!!!
Reinaldao,
Os palestinos sobrevivem em campos.
O pior é que apesar dos pesares, continuam firmes em culpar Israel por todos os males.
Anouk
Essa é a ONU.
Prega o aborto quando convém, prega o aumeto da população quando convém.
Essa política lembra em muito o “pobrismo” dos petralhas.
Caro Reinaldo,
Essa senhora merece o meu respeito, adimiração e reverência, apesar do pai ter morrido lutando contra Israel, não foi assassinado, ele assumiu o risco de ser usado pelos Arábes, ela faz uma análise lúcida, equilabrada, sem se deixar contaminar por qualquer revolta, consegue analisar a situação tomando apenas os fatos e a verdade para escrever de uma maneira clara, transparente, pura, sobre a realidade Arábe-Israelense. Parabéns, ainda existe gente que não se deixa levar pelo politicamente correto.
” Em vez do processo de paz e da tentativa de criar os dois estados, o Hamas escolheu o confronto. Resultado: mísseis para os israelenses e miséria para os palestinos.”
Ibes - Vila Velha/ES
Muito ilustrativa esta visão. só não entendi porque os palestinos continuam se sujeitando a grupos como o Hamas. Por que eles continuam aceitando uma situação tão humilhante?
Essa condição de “refugiado eterno” lembra algo do que faz o MST?
a esquerda tambem declarou amor ao povo palestino com o intuito de sacrificar a cultura ocidental
a esquerda nao ama ninguem - só o poder
COITADO DO POVO PALESTINO !
Olá Reinaldo !
Esses refugiados lembram-me aquele bode cheio de contas que penduravam em seu pescoço, que era solto no deserto para a expiação..
Já tenho o artigo da Nonie Darwish traduzido para o português.
Vou enviá-lo logo que terminar a revisão.
Reinaldo. Isso é demolidor!!! Só você para descobrir para nos essa fantástica Nonie Darwish. Com essas ações e argumentações você contribui, e muito, para um mundo melhor. Muito obrigado.
Reinaldo,
brilhante, pena que os esquerdopatas do Brasil e do mundo ocidental nao enxergam isso nem lendo esse artigo. Eles jamais saem do trono de suas minicertezas.
Abracos,
Bruno
Fantástico!!!
Alguns dos nossos jornalões mencionou algo a respeito?
O que me leva de volta à frase que ouvi certa vez de um irônico diplomata egípcio: “Lutaremos contra Israel até o último palestino.”