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27/11/2011

às 7:55

Certo tipo de defesa da natureza é a expressão do fascismo pós-moderno. Ou: A gota d’água e o oceano da ignorância convicta

O que levou aqueles atores da TV Globo a estrelar aquele vídeo patético sobre Belo Monte, articulando bobagens constrangedoras e mentiras deslavadas, ancorados na mais escancarada desinformação? O que motivou outros tantos, às vezes os mesmos, a dizer sandices sobre o novo Código Florestal, passando um incrível atestado de ignorância no assunto sobre o qual pontificavam? A “natureza” virou a religião e a ideologia dos idiotas propositivos. É, finalmente, possível “participar”, ser “cidadão”, “pertencer a uma causa” sem que isso cobre disciplina, coerência, trabalho, método, estudo e mesmo comprometimento com as próprias palavras. Estamos diante de um influente “obscurantismo das luzes”. “Todo defensor da natureza é idiota, Reinaldo?” Ora…

É claro que o Brasil e o mundo precisam se preocupar com o meio ambiente e devem buscar formas de conciliar a preservação da natureza que pode ser preservada com as necessidades do desenvolvimento. Isso é matéria de bom senso. É simplesmente mentirosa a tese de que, no Brasil ou em qualquer outro país, as pessoas se dividam entre as preocupadas com a sustentabilidade e as despreocupadas — ou, mais precisamente, entre agentes da conservação e agentes da depredação. Os que fazem essa acusação, reparem, consideram-se do “lado do bem”, verdadeiros membros das seitas que reivindicam o monopólio da virtude. Mimetizam o comportamento dos convertidos a crenças fundamentalistas, que distinguem a humanidade entre os que tiveram acesso à verdade revelada e os que não tiveram.

Crenças religiosas que vivem a fase do proselitismo agressivo, em busca de fiéis, ou mesmo aquelas já tradicionais que disputam o poder secular para submetê-lo à autoridade divina, como os vários islamismos, costumam apontar no presente os sinais antecipatórios ou de uma Nova Aurora ou de um Novo Apocalipse — quando não, das duas coisas: acontecimentos apocalípticos seriam o preço que pagamos por nossa descrença, por nossa incúria, por nossa irresponsabilidade, por nossos malfeitos. Haverá, então, a depuração, e os justos herdarão a bonança. E esses justos são convocados então para a luta.

Nada disso é estranho, eu sei, ao cristianismo também. Ocorre que essa religião, notadamente nas suas duas principais expressões — o catolicismo e o protestantismo histórico —, sem abandonar alguns fundamentos da crença, como a Parúsia (a segunda vinda do Messias), estão presentes na vida das pessoas mais como um conjunto de valores morais e éticos do que propriamente como uma mística, daí a sua convivência pacífica com as democracias. O cristianismo se espalhou nas cidades greco-romanas, lá nas origens, porque se fez a religião da solidariedade. A sua vitória se deveu, em grande medida, à sua dimensão laicizante. Sigamos.

Tanto a religião como a política emprestam aos homens um sentido de pertencimento e impõem certa disciplina militante, que organiza a experiência e a vida prática. Nas sociedades democráticas, são domínios distintos, mas lidam com matéria semelhante: a crença. Ocorre que essa crença, nos dois casos, não pode ser vivida apenas na sua dimensão subjetiva, pessoal, idiossincrática. A fé e a política são essencialmente comunitárias, cobram a ação e estão sob o constante escrutínio dos outros. E isso, evidentemente, dá trabalho. Os novos “profetas” ou “apóstolos” da “Natureza” têm conseguido reunir muitos adeptos Brasil e mundo afora — especialmente em tempos de redes sociais na Internet, quando basta um clique para participar de uma “cerimônia” — porque foram bem-sucedidas, vejam que coisa!, em criar uma religião sem Deus, mas com a dimensão apocalíptica, e uma política sem “pólis”, em que o estado, mesmo e especialmente o democrático, é visto como o “outro” que conspira contra as verdades reveladas.

No dia 14 de novembro, Marina Silva, aquela que finge não ser política — ou que quer uma “nova política” — deu uma palestra no tal SWU, que deve ter produzido apenas o bom carbono, aquele das boas intenções. O Estadão registrou parte de sua intervenção. Assim (em vermelho):
Marina considera que o mundo vive uma de suas maiores crises, “uma crise civilizatória”, que se espraia pelas áreas social, ambiental, política, estética e até mesmo de valores. Para ela, o homem terá de integrar economia e ecologia em um mesma equação se quiser que o planeta tenha futuro. Citou Freud (“Não podemos abandonar o princípio da realidade em nome do princípio do prazer”) e Edgar Morin (“A intolerância é apenas um desvio”) para justificar uma tese que, revelou, elaborou ontem em um quarto de hotel.
“Eu pensei: ‘estamos vivendo um momento de democracia prospectiva’. Fui até a janela respirar e pensei: ‘Meu Deus! Eureca!’ Segundo ela, as diversas formas de participação social, das manifestações da Primavera Árabe aos atos dos estudantes na Espanha, demonstram que o antigo sistema político, que se manifestava primeiro nos partidos, nos sindicatos, nos Congressos, hoje está começando direto na participação popular.
Para Marina, “as bordas estão se movimentando para encapsular o centro”, um centro que está estagnado por ter se agarrado a um projeto de poder.

Ufa!

Está tudo ali. A religião de Marina, como se vê (e eu me refiro à “natureza”, não ao cristianismo, de que ela se diz adepta), nota os sinais da Nova Aurora. Ou nos penitenciamos e passamos a fazer a coisa certa, ou então sobrevém o Apocalipse. A “crise” é, como posso chamar?, totalizante: nenhum setor da experiência escapa. Um cristão, diante dessa percepção, encontra o caminho óbvio: a Palavra de Deus. Para Marina, até a resposta estética está na comunhão entre ecologia e natureza.

Nota-se, segundo o relato do Estadão, que ela claramente se atribui dons demiúrgicos, elaborando teorias na ponta do joelho e sentindo até certo frêmito místico diante da sua descoberta. Na sua estupenda confusão mental, que seus crentes julgam entender, faz uma citação absolutamente inepta de dois conceitos freudianos — tão inepta que, na prática, fosse o caso de metaforizar, a “natureza” é que seria íntima do princípio do prazer (ao menos na escatologia marinista), e o desenvolvimento é que nos convocaria para o princípio da realidade e para o mundo da necessidade.

Nota-se que ela se deixa sufocar pelos próprios delírios místicos. Pensou na expressão “democracia prospectiva”, seja lá que diabo isso signifique, e concluiu que há um mesmo movimento que une Egito, Espanha, Brasil… Seriam, diz, “as bordas encapsulando o centro”, que estaria agarrando “um projeto de poder”. Ocorre que é “centro”, que estaria sendo encapsulado, que abriga todos os mecanismos da representação democrática. Até parece parece que os financiadores de Marina — embora magrinha, não vive de vento, tampouco as suas causas — estão nas “bordas”, não, como de fato estão, no “centro”.

Mussolini disse coisas parecidas nos primeiros anos de sua pregação. Aquele outro, o do bigodinho, também! Essa é uma conversa, lamento dizer, que nasce daquela religiosidade sem Deus e daquela política sem pólis, mas que remete a todos os delírios fascistóides de uma sociedade sem mediação, que, sob o pretexto de se organizar para a democracia direta, consegue ser nada menos do que corporativista, autoritária, dominada por milícias — ainda que milícias do pensamento, que se querem do bem. Se Marina um dia se tornar presidente da República, vai governar com quê? Com os Sovietes Verdes? Com as Corporações da Clorofila?

Nada mais do que a crença ignorante
Marina fez dia desses um evento para debater a sua “nova polícia”. Não apareceu quase ninguém. Nem precisa. O que importa para ela é a “rede”; são aqueles bobalhões a negar a necessidade de usinas hidrelétricas no Brasil (“por que não eólica ou solar?”, indagava o rapaz, com aquele ar propositivo e bucéfalo de quem só quer ajudar a humanidade…), a afirmar que Belo Monte só alimenta o nosso egoísmo (a loura que quer carregar a bateria do iPhone)…

Marina perdeu o fôlego de excitação mística por muito pouco. Deveria, pra começo de conversa, ler Freud e parar de falar besteira. Também não custa fazer as devidas distinções entre o que se passa no Egito, em que se assiste ao mal-estar da ditadura, e o que se viu na Espanha, em que se assiste ao mal-estar da democracia. Pra ela, tanto faz. Esse discurso da simplificação mobiliza, sim, milhares de pessoas — ao menos na rede — que não estão dispostas a queimar a mufa para saber, afinal de contas, que diabo se passa no mundo.

Quando chamei atenção para o fato de que o alagamento de Belo Monte corresponde a 0,019% da parte brasileira da floresta amazônica e a 0,017% da floreta como um todo, alguns bobalhões resolveram se indignar: “Mas não é melhor que mesmo isso fique lá, preservado?” Claro! Talvez jamais devêssemos ter saído da caverna, não é? Talvez o erro ancestral tenha sido a interdição do incesto, para lembrar Freud… Talvez a civilização tenha sido um grande erro…

“Ah, está dizendo que desenvolvimento não é compatível com a natureza!!!” Não! Ao contrário: estou afirmando justamente a compatibilidade, ainda que seja preciso sacrificar alguns pedaços de pau em nome do princípio da realidade.

Quanto àqueles artistas, vão procurar um roteiro melhor. Ou, então, deixem de preguiça, desistam de influir no debate como celebridades e tentem se informar, como cidadãos da pólis, a respeito dos temas sobre os quais pontificam.

Por Reinaldo Azevedo

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228 Comentários

  • Rafael C.

    -

    5/12/2011 às 11:43 pm

    Mais um vídeo massacrando a “Gota d’água” http://www.youtube.com/watch?v=feG2ipL_pTg&feature=youtube_gdata_player

  • Dennis

    -

    1/12/2011 às 12:59 pm

    Olá. Não sei se já conhecem o vídeo,mas hoje em meu facebook eu o encontrei. Novamente sobre Belo Monte com um grupo de estudantes que desmontam com fatos e bom humor a verborragia doa atores. Está aqui: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=feG2ipL_pTg
    Obrigado.

  • Osmar

    -

    30/11/2011 às 10:54 am

    Prezados leitores deste blog, vejam esta reportagem do site Agrolink. O INCRA estuda uma “ANISTIA”, como disse o Reinaldo em um post, é perdão de verdade de divídas de assentados da reforma agrária. Acreditem o valor do perdão é citado pelo TCU em 10 bilhões de reais. Segue o link:
    http://www.agrolink.com.br/noticias/ClippingDetalhe.aspx?CodNoticia=163171#.TtYh_nF1DiY.email

  • Marcelo

    -

    30/11/2011 às 4:02 am

    Quanto a afirmacao “Talvez a civilização tenha sido um grande erro…”, apresento aqui a afirmacao de MARCOS TERENA: “Vocês (os não índios) são uma cultura que não deu certo”.
    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-codigo-florestal-no-mundo-da-escassez-,794389,0.htm

  • Marcelo

    -

    30/11/2011 às 3:54 am

    http://www.altamiranet.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=94:belo-monte-ainda-falta-muito-a-ver&catid=35:contra&Itemid=46
    E ainda não é essa a parte mais contundente de estudos sobre Belo Monte. O Boletim Regional, Urbano e Ambiental, do Ipea (julho de 2009), que pertence à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, traz análise que considera extremamente problemáticos projetos como esse, examinados sob o ângulo da sustentabilidade da produção de alumínio primário na Amazônia. É uma análise do coordenador de Meio Ambiente e do Fórum do Ipea de Mudanças Climáticas, José Aroudo Mota, e da pesquisadora Dumara Regina Mota, do Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB. Para eles, a produção do alumínio, “atividade intensiva em recursos naturais e de grande impacto ambiental”, além de “intensiva em capital e tecnologia”, associada ao comércio internacional, “ainda não se demonstrou capaz de contribuir para a redução das desigualdades sociais e regionais, que colocam os índices de desenvolvimento humano da região abaixo dos índices nacionais”. Mais ainda: essa atividade precisa “internalizar” os impactos sociais e ambientais de sua exploração.

  • Marcelo

    -

    30/11/2011 às 3:49 am

    http://blogdojuarezdepaula.blogspot.com/2010/02/artigo-de-washington-novaes-sobre-belo.html
    Agora, a licença de instalação para Belo Monte está concedida, embora nem sequer se saiba quanto custará: R$ 16 bilhões, R$ 30 bilhões? Seja como for, a potência nominal de 11,2 mil MW se transformará em “energia firme” de apenas 4,5 mil MW, porque nos períodos de estiagem poderá cair para até mil MW. E exigirá a abertura de dois canais no rio, com a escavação de 160 milhões de metros cúbicos de terra e 60 milhões de metros cúbicos de rochas. Que impactos terão no rio obras como essas, em volume superior às que abriram o Canal do Panamá? Um painel de 38 especialistas na área acha que o estudo de impacto subestimou também o deslocamento obrigatório de moradores da região; que não incluiu o custo das infraestruturas urbanas necessárias para alojar essas pessoas e as dezenas de milhares que acorrerão em busca de empregos; o impacto sobre a pesca (da qual dependem 72% dos moradores da área); a não-inclusão dos custos sociais e ambientais no preço da obra e no preço da energia a ser gerada; a concessão de incentivos fiscais do Estado e municípios, em detrimento de obras sociais; a destinação de praticamente toda a energia aos setores de eletrointensivos (alumínio e ferra gusa, principalmente), a preços subsidiados, como em Tucuruí, e que precisam ser pagos por toda a sociedade consumidora; os prejuízos para vários grupos indígenas.

  • gota d'água que transborda

    -

    29/11/2011 às 4:02 am

    Carregar o arquétipo da floresta em nossa formação ética e moral é um fardo muito pesado e mais se torna quando é Amazônica.Deixar 80% dela intocável é continuar fugindo da realidade, se negando a amadurecer. É como alimentar gnomos, fadas, sacis,benzedores, caciques, fantasmas e monstros, herdados pelo inconsciente coletivo.A floresta simboliza o estado primitivo e selvagem e quanto maior são nossos temores e insegurança mais desejamos nos embrenhar numa floresta densa e escura.Através da floresta Amazônica, somos responsáveis pelas fantasias do mundo.Talvez, com bons psicólogos, as próximas gerações estariam salvas ou …Jung explica.

  • Estamos sendo roubados

    -

    29/11/2011 às 2:16 am

    Reinaldo,

    Já viu a resposta ao Movimento GOTADÁGUA ?

    Chama-se TEMPESTADEEMCOPODÁGUA, está aqui :

    http://www.youtube.com/watch?v=gVC_Y9drhGo

  • Eduardo Torrens Godinho

    -

    28/11/2011 às 10:17 pm

    Observando o mundo – 28/11/2011 às 13:00, Não sei se o recado foi pra mim, mas concordo com você, no que diz respeito a não abrir mão de energia, claro, energia sempre, eu postei estes comentário: Eduardo – 27/11/2011 às 21:14, Eduardo – 27/11/2011 às 14:50, Eduardo – 27/11/2011 às 13:59, Eduardo – 27/11/2011 às 13:04, Abraços.

  • Reflexao

    -

    28/11/2011 às 9:40 pm

    Gostaria de saber porquê a Marina Silva que se pinta de ecologista, gosta de poluir as cidades na véspera da eleição jogando a esmo panfletos não reciclados nas ruas e calçadas pedindo o voto do cidadão. Tais panfletos são feitos com madeiras das árvores que jogados nas ruas e calçadas perto dos pontos de votos, vão para os bueiros e poluem os rios e inundam as cidades. Pois é, ambiental só para os outros, para o interesse próprio AMBIENTAL É CONTO DO VIGÁRIO.

  • izabel

    -

    28/11/2011 às 9:15 pm

    Fala sério! O Rafinha,começou tão bem,agora tá apelando pra baixaria,perdendo o respeito pela a opinião alheia!Continua assim…daqui a pouco tá fazendo programa aonde?Pra quem assistir?He he hei pé de chinelo,até parece que seu sangue é azul…Já dizia tia e filósofa Rita Lee.

  • Uther Pendragon

    -

    28/11/2011 às 6:44 pm

    Sabe por que a esquerdilha é contra Belo Monte e os ecotistas os acompanham? Porque são todos cara-de-pau! kkkkkkkk

  • izabel

    -

    28/11/2011 às 5:28 pm

    Considerando a minha santa ignorância,diante de tão brilhantes comentários em defesa da construção da usina de belo monte,pq foi que eu não consegui entender ainda, pq os índios que serão diretamente afetados pelo alagamento provocado pela construção da usina, tanto reclamam? Pra quem vai servir realmente a energia gerada nesta usina? Perdoe a ignorância de uma criatura que acredita que os direitos são ou deveriam ser iguais,o mesmo direito reservado ao Dep.Bolsonaro dizer tudo aquilo que lhe passa pela cachola,deveria ser concedido aqueles que resolvem usar o seu talento e a sua imagem pra defender aquilo que acreditam.A liberdade de expressão só vale pra os que defendem os interesses de poucos?ou só pode expressar o pensamento daqueles que se julgam ou se sentem o supra sumo da intectualidade deste país?Desculpem-nos mais de 90% dos cidadãos deste país,sofremos de ignorância crônica,portanto só nos resta aceitar o que ELES pensam.

  • Marcos

    -

    28/11/2011 às 5:25 pm

    Vivemos um tempo em que muito se fala sobre assuntos como a conservação da natureza e do meio ambiente, e todos os dias somos bombardeados com notícias sobre a necessidade de cuidar do planeta em que vivem hoje sete bilhões de pessoas. Sem dúvida nenhuma esta é uma preocupação que deve ser de todos nós, pois da ação de cada ser humano resulta o que se chama de impacto ambiental, que em muitas regiões do planeta tem resultado no completo desequilíbrio e destruição da natureza, o que em ultima instância, torna impossível até mesmo a vida humana! Dentro deste contexto acho importante revermos um pouco da trajetória da agricultura, em nossa região principalmente, mas de forma geral o mesmo fenômeno se repete em todo o Brasil, com o foco na adoção generalizada do sistema de plantio direto na palha (SPD). Para quem observa os campos agrícolas nesta época do ano é uma imagem muito natural vê-los cobertos de uma camada de palha, e na seqüência das semanas aos poucos o verde da soja vai dominando o cenário. Sou jovem ainda, mas sou do tempo em que entre o amarelo da palha e o verde da soja, todas as lavouras ganhavam outra cor: O vermelho da terra revolvida pelos arados, mais tarde substituídos pela famosa dupla pé-de-pato e grade, quando não em tempos um pouco anteriores ainda havia o preto deixado pelo fogo, usado para dar fim à palha de trigo que dificultava o plantio da nova cultura. O processo que resultou na adoção maciça do SPD foi longo e tem muitas histórias que não cabem em um artigo, quero apenas me ater ao seu significado fantástico no contexto da conservação do meio ambiente, pois esta verdadeira revolução silenciosa transformou o que era problema para o plantio (a palha) na matéria prima principal de um novo método de trabalho, e esta palha que antes era queimada ou enterrada, hoje permanece sobre a superfície do solo, trazendo uma série de benefícios ao mesmo e por extensão a todos os que dependem da terra e do que ela produz! Entre os principais deles podemos destacar: Redução da evaporação da água, resultando em economia deste que é o insumo mais valorizado do século XXI, redução da temperatura do solo, favorecendo o desenvolvimento das raízes a da fauna do solo, redução do escorrimento superficial da água da chuva, reduzindo drasticamente o assoreamento dos rios e a contaminação dos mesmos com resíduos de fertilizantes e produtos químicos, redução de cerca de 70% da queima de combustível fóssil (diesel) ao longo do ciclo de produção e, com o aumento do teor de matéria orgânica no solo, fazemos de graça para toda a população, o famoso seqüestro de carbono, em resumo bem resumido, transformamos poluição em comida e melhoramos o solo para as gerações futuras! A questão que não quer calar é: Quando as multidões que vivem nas grandes cidades, onde estão os verdadeiros grandes problemas ambientais como lixo e esgoto, vão ficar sabendo desta história fantástica e verdadeira?

  • Carlos

    -

    28/11/2011 às 4:38 pm

    AH AH AH

    Rafinha Bastos imperdível:

    http://www.youtube.com/watch?v=Cyu5x_cSzH4

  • Renato Carvalho

    -

    28/11/2011 às 3:49 pm

    Melhor que Freud, o Teorema de Teotonio explica: tudo o que esta na beirada esta dentro.

  • Wanderley Filho

    -

    28/11/2011 às 3:21 pm

    Reinaldo,

    Sobre as críticas feitas a Belo Monte, o que mais me impressiona na argumentação dos progressistas bacanas é a inversão de, como diriam eles mesmos, “protagonismo”. Explico. Para a “sociedade civil organizada” (ai, Gramsci…), mais lógico seria que eles focassem as formas de consumo de energia para pressionar a produção.

    Os atores globais do Gota D’água e os verdes em geral deveriam dizer ao público: “Não usem essa energia suja!, não a comprem! Instalem panéis solares em suas casas e turbinas de vento em seus condomínios. Mais! Usem a energia somente para o que for essencial à vida. Não liguem as TVs!”. Pronto. E para mostra que acreditam no que dizem, deveriam dar o exemplo. Vamos ver quantos deles andam de bicicleta ou aquecem alimentos com a luz solar, para ver se o discurso se sustenta? Nenhum.

    Imagine, com tanta gente que não dorme preocupada com o planeta, iria sobrar energia elétrica e as hidrelétricas ficariam inviáveis em função da capacidade ociosa delas.

    Um abraço,

    Wanderley Filho
    Fortaleza – CE

  • gilmar

    -

    28/11/2011 às 3:14 pm

    A Marina foi assistir AVATAR em 3D e em vez de usar o óculos tomou LSD e resolver dar forma a sua religião, agora vamos lá e abrir sua geladeira e a dos seus discípulos ver se tem só osteas lá se bem que pensando melhor se ela seguir a si mesma não deve ter nem geladeira.Na minha opinião sua saída do PT foi o maior golpe de a situação deu na oposição deztepaiz.

  • ´Ze Mané

    -

    28/11/2011 às 2:12 pm

    Tio Rei
    VC continua brilhante. É o nosso exterminandor de mentirosos, petralhas e bandidos (redundancia).
    VC está pra essa canalha como o DETEFON para as baratas !
    Dáááááá-lhes !

  • Sandro

    -

    28/11/2011 às 2:01 pm

    Reinaldo, veja esse vídeo do Rafinha Bastos ridicularizando os globais do movimento gota d’água. Abraço.

    http://youtu.be/Cyu5x_cSzH4

  • Observando o mundo

    -

    28/11/2011 às 1:00 pm

    Eduardo

    Deixe de ser louco. É claro que não produzir mais energia elétrica tornará o país pior. Há muita miséria e ela tem dois motivos: Falta de atividade econômica e falta de mão de obra especializada. A energia elética é fator limitante para a atividade econômica (e também para o bem estar das pessoas). Não há como os brasileiros viverem bem sem energria elétrica.

  • Cristian

    -

    28/11/2011 às 10:41 am

    Bom dia Reinaldo!

    Encontrei mais um vídeo na internet feito por estudantes e um professor da Unicamp: http://www.youtube.com/watch?v=gVC_Y9drhGo

    Interessante ler os comentários da patrulha no vídeo todo. Lamentável!

  • Claudio Gorri

    -

    28/11/2011 às 10:21 am

    Chega a ser irônico. Enquanto globais se engajam na luta contra a inundação ordenada e com as devidas compensações ambientais e sociais de uma área de pouco mais de 600 km2, e apesar dos sabidos retornos econômicos e sociais para o país, ignoram totalmente que uma área equivalente da Amazônia brasileira é perdida todo mês para o desmatamento, quase sempre ilegal e desordenado. Me faz lembrar uma bronca de Jesus aos fariseus: “Guias cegos! Vocês coam um mosquito e engolem um camelo (Mt 23:24)”

    Aos números:

    Evolução das taxas de desmatamento na Amazônia brasileira
    Ano | Taxa (km2)
    2000 | 18,226
    2001 | 18,165
    2002 | 21,523
    2003 | 25,396
    2004 | 27,772
    2005 | 19,014
    2006 | 14,196
    2007 | 11,633
    2008 | 12,911
    2009 | 7,464
    2010 | 7,000

    Fonte: INPE

  • Anti-pt

    -

    28/11/2011 às 9:58 am

    Cara MARA das 21:02, o que mais se contestou em relação ao vídeo feito pelo “globais”, foi a falta de inteligência e conhecimentos técnicos dos mesmos e o fato dos astros e estrelas “globais”,não se manifestarem(pode ser em vídeos mesmo) contra a corrupçãooficializada no Brasil atualmente. Será que é por causa de sua emissora pagar seus altíssimos salários com as verbas vindas das propagandas das empresas estatais ou mesmo de propagandas do governo mais corrupto que o Brasil já teve o desprazer de ter? Pense cara MARA, dois pesos, duas medidas é covardia.!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • Carlos Müller Jr

    -

    28/11/2011 às 9:09 am

    Tio Rei,
    não precisa publicar este comentário, mas me deparei com um link no youtube de um vídeo feito por alunos de Engenharia Civil e de Economia da Unicamp, em resposta ao vídeo do movimento Gota D’Água. Eu não sei o que eles estão falando, pois aqui no meu local de trabalho fica ruim colocar som. Fica a dica, entretanto: http://www.youtube.com/watch?v=gVC_Y9drhGo&feature=share

    Grande abraço e parabéns pelo trabalho!

  • santanna

    -

    28/11/2011 às 8:24 am

    Oh reinaldo, deixe de ser “ingigente” estudar da muito trabalho sô! Decorar umas falas anda vai, mas estudar?Os artista sabem de TUUUUDO!!!né mesmo?? Ah que falta me faz um mundo mágico, oh azar!!!

  • mac z

    -

    28/11/2011 às 8:18 am

    Você tocou no ponto crucial, Reinaldo: vender a Aurora ameaçando com o Apocalipse é tarefa de quem não quer trabalhar para resolver contradições.
    É sintomática que essas idéias encontrem seu maior campo de expansão na Africa e na América Latina. Quando essas regiões se arvoram a dar lições de civilização no mundo, tudo fica suspeito. Foi o que aconteceu na conferência “Crise da civilização”, realizada na Africa do Sul, no ano passado.
    Relato no http://www.dialogosdospovos.org/es/articulos/146-a-crise-da-civilizacao-rumo-a-uma-economia-pos-carbono.html

    “O Centro de Informação Alternativa e Desenvolvimento (AIDC) – baseado na Cidade do Cabo, juntamente com o Diálogo dos Povos – que reúne organizações Latino-Americanas e Africanas, foram as anfitriãs da Conferência “Crise da civilização”, realizada entre os dias 18 e 20 outubro de 2010, na cidade de Joanesburgo.

    A conferência tratou da crise multidimensional onde as crises alimentar e energética se interseccionam com as crises global econômica e ecológica, e as tensões correlatas, em comunidades locais e globais. A preocupação central da conferência foi discutir a forma como a crise econômica e ecológica se cruzam e representam uma crise de civilização.”

  • mac z

    -

    28/11/2011 às 8:09 am

    Corporações da Clorofila…kkkkkk

  • Adi

    -

    28/11/2011 às 7:06 am

    Caro Tio Rei

    Marina Silva se esconde, estrategicamente, um assunto que teoricamente e dada sua regionalidade poderia discorrer, mas não o faz, parece haver um pacto com Dilma.
    Fica por traz dos bastidores e aparentemente não se manifesta, pelo menos não publicamente, não é do seu interesse.
    Para mim, caro Tio Rei, é o canto da sereia, metaforicamente, bem entendido.

  • Felipe Genovese

    -

    28/11/2011 às 3:23 am

    Sou aluno da engenharia civil da Unicamp, e com a mesma revolta pelo movimento gota d’água, eu com alguns amigos da minha turma, unidos a turma da economia e com apoio de um professor de estatistica da unicamp formado em engenharia eletrica, criamos um movimentos e produzimos um video a favor de Belo Monte. nao temos a mesma produçao, mas fizemos o melhor que pudemos. em 12 horas de divulgaçao, a partir da tarde desse ultimo domingo, ja temos mais de 30 mil compartilhamentos no facebook. talvez gostasse de conhecer: “Tempestade em Copo D’água?”
    site: http://www.tempestadeemcopodagua.com/

    video: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=gVC_Y9drhGo

  • FM

    -

    28/11/2011 às 1:14 am

    Reinaldo, todos nós pensávamos que Marina sem Luiz Inácio, ela pudesse melhorar. Mas não, desistemos, não tem mais jeito. Quanto aos artistas, convém esquecê-los, eles estavam nos intervalos da filmagem e fizeram aquilo porque já estavam cansados de cantar, atirei o pau no gato tô tô …

  • Osmar Neves

    -

    28/11/2011 às 12:45 am

    Outro vídeo interessante, feito por alunos de Engenharia Civil e de Economia da Unicamp:

    http://www.youtube.com/watch?v=gVC_Y9drhGo

  • Pimenta Casan

    -

    28/11/2011 às 12:40 am

    Caro Reinaldo!
    Peço que me perdoe os erros de português (pois já tomei dois Whiskies e fumei cinco cigarros (não os que eles querem legalizar, mas os que eles querem proibir) e, com o que vem atirado de cima, por todos eles, estou “deverasmente” atordoado.
    Em 2003 (início da época das trevas lulo-petistas), fiz uma viagem à Vitória, capital do Espírito Santo.
    Chegando ao hotel, sintonizei a tv local e assisti a uma coisa incrível: o Ibama, Meio Ambiente ou coisa que os valha, havia prendido em flagrante um humilde mas conhecido pescador, por ser pego, fora de época, com uns caraminguados caranguejos para alimentar a família. Como era, razoavelmente conhecido, chamou a atenção da imprensa.
    Aos repórteres, dizia algo mais ou menos assim (como sua coluna é muito lida, provavelmente alguém virá em meu socorro): o que é mais importante, meus filhos ou esses caranguejos? Os caranguejos não podem morrer, mas os meus filhos podem?
    No dia seguinte a tv deu a notícia de que um juiz havia visto a reportagem e expediu um alvará de soltura. Felizmente, no caso dele, houve um juiz.
    Escrevo isso, caro Reinaldo, só para constar que, se dependesse desses nossos “artistas da cara suja”, o pescador, ainda hoje, estaria mofando na cadeia junto aos marginais de alta periculosidade. Se dependesse deles e de nossos políticos.

  • Anônimo

    -

    28/11/2011 às 12:27 am

    Segue link do movimento que explica com muita clareza dados sobre a usina hidrelétrica de Belo Monte, e também um vídeo com menos glamour do que o de atores da globo, porém muito mais inteligente, feito por alunos da Unicamp. http://www.tempestadeemcopodagua.com/sobreNos.aspx

  • Osmar Neves

    -

    28/11/2011 às 12:12 am

    Reinaldo, poste aqui o vídeo do Rafinha Bastos, ficou hilário!

    http://www.youtube.com/watch?v=Cyu5x_cSzH4&feature=aso

  • Octávio

    -

    28/11/2011 às 12:07 am

    Um dado curioso, pode conferir: os 7 bilhões de habitantes do planeta, se fossem colocados juntos, numa densidade demográfica semelhante à de Nova Iorque, caberiam dentro do estado de Minas Gerais. Não, O PLANETA NÃO VAI ACABAR!

  • franklin

    -

    28/11/2011 às 12:00 am

    Tio Rei, discordo em 99% de seu radicalismo fanático. Mas, mas, nesse texto assino em Baixo.

  • CLARA FOX

    -

    27/11/2011 às 11:24 pm

    O culto à natureza é, literalmente, mais antigo que as pirâmides, e tem sobrevivido sub rosa ou a descoberto por séculos e séculos, em todas as culturas conhecidas. As três grandes religiões monoteístas têm tentado bravamente substituir esta antiga inclinação pelo culto de um divino patriarca onipotente, mais ou menos abstrato. Mas, como dizem os franceses, chassez le naturel, il revient au galop. A natureza é espaçosa e sempre dá um jeito de imiscuir-se e aboletar-se. Os antigos atenienses também não tiveram muito sucesso ao pretender cultuar exclusivamente os Olímpicos, tendo que tolerar os Mistérios de Elêusis, os órficos, as bacantes e tutti quanti.
    Não fico nem um pouco surpreendida ao ver certa militância política, que em muitos casos substitui uma militância religiosa frustrada, adotar a “defesa da natureza”. Creio que não passa da transferência de um irracional para outro irracional mais recreativo. Ora, os marxistas e derivados não são de pedra, também acabam cedendo ao apelo ancestral da Grande Mãe. E desconfio que esta famosa Natureza, com seus bons selvagens, florestas, cucas, sacis e passarinhos têm mais a ver com a própria natureza humana, nossos velhos e bons instintos rsrsrs.
    Por falar nisso, dos presentes trazidos pelos Três Reis Magos do século XIX (e parte do XX) – Marx, Freud e Darwin e todos os seus apóstolos e discípulos – parece que os de Marx se tornaram mais populares, aproveitando-se algo de Freud e infelizmente muito pouco, demasiadamente pouco, de Darwin.

  • Ari

    -

    27/11/2011 às 11:20 pm

    Reinaldo, chamo a atenção para este post: http://ecotretas.blogspot.com/2011/11/emprego-zero.html

    No Portugal em crise também de empregos, o blogueiro foi verificar a situação das maiores e melhores empresas da região de Leiria e tomou um susto: uma das melhores é produtora de energia eólica, e tem zero empregados.

  • Andre Luis

    -

    27/11/2011 às 11:17 pm

    Olá Reinaldo! Você teve a oportunidade (desgosto nesse caso) de ler a entrevista que a Beth Carvalho deu ao IG? Em seus delírios, culpa a CIA pelo samba estar perdendo espaço para o funk, diz que o Brasil DEVE acabar com a concessão de tv´s que fazem oposição ao governo, que o Ministro Lupi é correto e está sendo perseguido pela mídia, que chavez está muito certo e é um herói… entre outras nojeiras! Vale a pena ler. Segue o link: http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/musica/beth-carvalho-a-cia-quer-acabar-com-o-samba/n1597382636665.html

  • Mineiro

    -

    27/11/2011 às 10:38 pm

    Reinaldo,

    veja o vídeo do Rafinha Bastos ironizando os artistas que se acham muito abalizados para dar opiniões sobre Belo Monte!

  • Uther Pendragon

    -

    27/11/2011 às 10:36 pm

    Reinaldo, quem banca esse movimento gota d’água? De onde vem a verba para fazer esse video? Mesmo que os artistas tenham participado gratuitamente desse video, quem pagou a produtora? E os custos de produção, edição, etc?

  • PAULO TIMBÓ

    -

    27/11/2011 às 10:33 pm

    Reinaldo, no nazismo a vida humana tinha valor apenas relativo vez que o que de fato importava era a grandeza do Reich.
    Na ideologia ambientalista também a vida humana tem valor apenas secundário vez que o verde deve preponderar.
    Tomemos como exemplo a região amazônica que é alvo de medidas governamentais as mais diversas que aos poucos vão asfixiando economicamente aquela região, criando um grande gueto.
    Lá não se pode construir estradas, pontes, hidreletricas e outras obras de infraestrutura, tudo em nome da defesa do verde.
    Acredito que os globais oligofrênicos não conseguiriam viver na amazônia pois a realidade lá existente não se amoldaria ao global way of life.
    Já imaginaram um global ter que descer um rio caudaloso numa canoa em busca de comprar um medicamente para um filho numa cidade distante 10 km de sua residência?
    Dentro dessa perspectiva fácil depreender que referida ideologia é claramente elitista e excludente socialmente, sendo seus defensores verdadeiros farsantes, apóstolos da fome e da exclusão social.

  • none

    -

    27/11/2011 às 10:31 pm

    Socialistas ou socialites?

  • none

    -

    27/11/2011 às 10:26 pm

    Esse papo de ecologista é bem gozado… Quem já cuidou de terreno sabe que uma distração de três meses e o mato já nos alcança os joelhos. Um descuido de três anos e você será obrigado a conviver com uma floresta. Na natureza esses ecochatos fariam bem o papel de parasitas ou de pragas.

  • Renata

    -

    27/11/2011 às 10:24 pm

    Quanto de energia elétrica o SWU consumiu?
    Quanto de lixo e de carbono produziu?
    Quanto de poluição sonora causou?

  • LABOR

    -

    27/11/2011 às 10:23 pm

    Disse um cientista há dez anos que a população ideal na terra deveria girar em torno de um bilhão. Millor apontou como causa dos problemas os seiscentos milhões a mais quando estávamos com seis bilhões e seiscentos. Já ultrapassamos os sete . A coisa está piorando pois o ser humano é o maior destruidor deste planeta. Só poderia ser ele. Dá para ir levando, usando o bom senso em todo empreendimento que envolva a natureza. Fiquemos, no entanto, certos de que o grande problema é o aumento da população. Cedo ou tarde terá que ser limitida ou não teremos ciência, inovações , tecnologia que dê jeito´`A causa dos ecologistas deixo o meu eslôgã e a autorização para uso: ” PROTEJA A NATUREZA: NÃO PROCRIE”.

  • Carl

    -

    27/11/2011 às 10:22 pm

    off topic

    Aproveitando a estação do plebiscito criando novos estados Tapajós e Carajás, sugiro a criação do Brasil do Norte e Brasil do Sul com soberania e governos separados. Cada um atendendo seus regionalismos e necessidades peculiares. O Norte com exportação de commodities, cultura folclórica, preservação do meio ambiente e turismo.
    O Sul encarregado de produzir comida e produtos de consumo, além de conhecimento (com exceção do atual RJ de Cabral que não produz nada além de manchetes, é claro).
    Por exemplo, nós do Sul, poderíamos economizar uma nota preta exportando “petistas históricos” para o país irmão.
    Vamos fazer um plebiscito?

  • Alessandro

    -

    27/11/2011 às 10:20 pm

    Essas bestas sabem (já leram em algum lugar) que o mundo já passou, há muitos séculos, por períodos de aquecimento global que duraram mais de cem anos, sem absolutamente nenhuma interferência do homem? Já estudaram em algum livro (os do Saramago e do Chico Buarque não servem) sobre as muitas décadas de resfriamento do clima global, intercaladas com décadas de aquecimento, ocorridas há séculos? Que bando de vaquinhas de presépio!

  • Uther Pendragon

    -

    27/11/2011 às 10:19 pm

    Conselho pra Dona Marina Silva, da próxima vez não se hospede em hotel, durma em cima da árvore, ou na beirada do corrego, é mais ecológico, pois para se construir o hotel foi necessário usar energia, cimento, terra onde deveriam estar árvores. Hotel pra quê? cama? que isso! Também sugiro a essa senhora da verdade que paremos com os esportes no país e que desistamos de sediar copa do mundo e olimpíadas, ambos eventos são antiecológicos. Por exemplo: no futebol, os jogadores ficam pisando a graminha até arrancam pedaços dela do campo. E na natação, que absurdo toda aquela água desperdiçada na piscina e fico por aqui sem mencionar as outras modalidades esportivas depredadoras da natureza, tais como vela, atletismo, etc. Sobre os artistas deixa pra lá.

 

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