O fato é que a tal tribo era conhecida desde 1910 — e não há apenas 20 anos. Se o dado não tivesse sido omitido, o que pareceu o grande fato antropológico em décadas não teria tido a repercussão que teve. Mais: José Carlos Meirelles, sertanista da Funai, fez parecer que se tratou de uma descoberta quase ocasional. Não foi. À rede de TV Al Jazeera (!?!?!?), ele afirma que a “descoberta” foi feita com monitoramento de satélite, tudo devidamente planejado.
Também se omitiu o fato de que a “descoberta” era menos uma ação da Funai do que da Survival, a ONG inglesa que, nas entrelinhas, deixa claro ter criado um fato jornalístico para chamar a atenção do mundo para a região.
E não custa lembrar. Em entrevista à Folha, no dia em que as fotos se tornaram públicas, 30 de maio, disse Meirelles: “Não sei quem eles são, não quero saber e tenho raiva de quem sabe”.
Sabe, sim. O país sabe quem são eles. Desde 1910.
Para se informar sobre as cascatas da Survival, clique aqui. É a mesma ONG que vende ao mundo a mentira, vejam lá, de que “pistoleiros de aluguel” entraram em confronto com índios ao tentar invadir uma aldeia em Raposa Serra do Sol. A verdade: índios invadiram uma fazenda de arroz, onde jamais houve uma só maloca, e entraram em confronto com funcionários da propriedade.









Segue, abaixo, a nota de imprensa divulgada pela Survival International na ocasião da publicação do artigo em que o jornal britânico Observer distorce a matéria publicada pela Al Jazeera. Sugerimos também a leitura de nota de esclarecimento escrita por José Carlos dos Reis Meirelles, da FUNAI, publicada no blog do jornalista Altino Machado: http://altino.blogspot.com/2008/06/ndios-isolados.html
Marisa
Survival International http://www.survival-international.org
As fotos dos índios isolados não são uma farsa
24 de junho de 2008
O jornal britânico The Observer alegou, no dia 22 de junho, que havia sido ‘revelado’ que a tribo isolada cujas fotos foram publicadas no mundo inteiro no fim de maio não estava ‘perdida’ e não era ‘desconhecida’ ou ‘ainda não descoberta’.
Outros meios de comunicação levaram o artigo do Observer adiante, afirmando que a história veiculada pela Survival era mentira.
A história não é uma farsa, e nenhum dos envolvidos no trabalho de proteção dos direitos desses índios jamais alegou que eles eram ‘desconhecidos’.
Em resposta às alegacões, o diretor da Survival International, Stephen Corry, emitiu a seguinte declaração:
‘O artigo do Observer alega ter ‘revelado’ que a tribo fotografada não estava nem ‘perdida’ e nem era ‘desconhecida’. A realidade é que nem a Survival nem o governo brasileiro alegaram que esse era o caso:
• Quando a Survival publicou as fotos, nós citamos o coordenador da Frente de Proteção Etno-Ambiental do Alto Rio Envira da FUNAI, José Carlos dos Reis Meirelles, responsável pela divulgação do material: ‘Nós fizemos o sobrevôo para mostrar as casas deles, para mostrar que eles estão lá’, afirmou Meirelles. Ainda segundo o sertanista, o território desses índios vem sendo monitorado há 20 anos.
• Os índios fotografados encontram-se em uma reserva especialmente criada para a proteção de povos não-contactados: os índios em questão não eram, de forma alguma, ‘desconhecidos’!
• Uma leitura das publicações da Survival ‘revelaria’, ainda, que desenvolvemos campanhas para a proteção de povos isolados da região há mais de vinte anos.
‘O que sempre foi verdade, e continua sendo, é que, até onde se saiba, esses índios nunca estabeleceram contato pacífico com não-índios. A divulgação das fotografias pressionou o governo peruano a investigar a situação em que se encontram os índios, o que consiste em um grande passo adiante, tendo em vista que, há poucos meses, o Presidente do Peru questionou publicamente a existência de índios isolados.’
‘Essa controvérsia tem revelado mais a respeito do comportamento da mídia do que a respeito de povos indígenas isolados. Alguns jornalistas aparentemente não querem reconhecer que existem muitos povos indígenas isolados no mundo – estimamos cerca de 100 – que, de maneira alguma, estão perdidos, mas simplesmente rejeitam o contato com a sociedade exterior. Tendo em vista os massacres e atrocidades que muitos deles sofreram, esta é uma atitude perfeitamente sensata.’
O livro “Máfia Verde” esclarece as origens, as fontes de recursos, os reais objetivos e o modus operandi das ONGs ambientalistas-indigenistas, inclusive a tal S.I. O trabalho investigativo de Lorenzo Carrasco e outros jornalistas revela que direta ou indiretamente essas ongs são controladas pela oligarquia anglo-americana, recebem fartos recursos da elite financeira internacional e tem como mentor e guru o príncipe Phillip. O objetivo final do alarmismo e inverdades perpetrados pela “ongaria” seria impedir o desenvolvimento econômico em escala global. Exemplo disso são as dificuldades levantadas pelas ongs nacionais e estrangeiras para o licenciamento das hidrovias no Brasil. A influência e manipulação da mafia verde sobre a opinião pública mundial estiveram presentes na pressão para criação da reserva ianomami e na invenção do mito (de barro) Paulinho Paiakan.
Ontem eu recebi uma entrevista do indigenista Orlando Villas Boas na qual ele afirma que naquela época havia índio nos EUA aprendendo a liderança para, num futuro próximo, partir para a criação de um estado independente englobando terras do Brasil, Venezuela e Colômbia, segue o relato de quem me mandou o arquivo: “Oi pra todos,
Alguns anos atrás eu li o livro Mafia Verde, onde, entre outras coisas, eram feitas denúncias de que havia um plano
encabeçado por EUA e Inglaterra, para transformar a região amazônica compreendida entre a Colômbia, a Venezuela
e o Brasil numa nova nação independente.
Para que isso fosse possível, seria preciso retirar a população não indígena da área e promover a discórdia entre
índios e não índios, além de demarcar uma vasta região em área contínua, o que obrigaria a retirada dos poucos
não índios que ainda vivem no local. Haveriam outras medidas menores, porém, estas seriam as medidas principais
a serem tomadas no sentido de se caracterizar uma nação independente nas terras indígenas.
O objetivo destes países em criar esta nova nação é porque ela é rica em minérios, biodiversidade e água ( as
nascentes do Rio Negro, do Orinoco e do Rio Branco ficam dentro desta área ).
Como não podem agir diretamente nestes países, essa intervenção ficaria a cargo de ONGs que, aliás, existem
às dezenas na região.
Eu morei 3 anos na fronteira, entre o Brasil e a Venzuela, e pude sentir bem de perto o problema que existe
na questão da demarcação, na questão das ONGs e nos conflitos constantes entre índios e não índios.
Participei de algumas reuniões onde compareceram representantes dos índios, da Funai, do IBAMA, da
Polícia Federal, do governo de Roraima, da prefeitura de Pacaraima, da Polícia Militar, do Exército Brasileiro
( que tem um pelotão especial de fronteira na região ), do Exército Venezuelano, do Ministério do Meio
Ambiente da Venezuela, da promotoria de Roraima, e de ONGs como a que cuidava, na época, da Reserva
São Marcos.
E acabei por concordar com a maioria das coisas que estão no livro citado, principalmente a intenção de
criar esta nova nação, independente, que ocuparia uma vasta área de Brasil, Venezuela e Colômbia.
Não dá pra ter certeza de que esta seria a verdadeira intenção de EUA e Inglaterra com relação às terras
indígenas mas, se fosse, o caminho seria exatamente este que está acontecendo: demarcação de
vastas áreas contínuas, conflitos entre índios e não índios, retirada de todos que não são indígenas e de
toda e qualquer coisa que caracterize a presença dos governos nestas áreas, como cidades, estradas,
lavouras, etc.
Essa idéia é bem controversa e mesmo entre os colegas analistas ambientais do IBAMA existem aqueles
que concordam e aqueles que acham que o livro é uma fantasia.
Eu próprio já tive algumas discussões acaloradas com colegas que concordam com a demarcação contínua.
E seria verdade, também, o fato de que não sou antropólogo, indigenista e que morei apenas 3 anos na região
e não estaria devidamente capacitado para dar palpite em algo tão complexo.
Mas, recentemente, o general que comandava o exército naquela região apareceu na televisão criticando
duramente a demarcação contínua e a presença das ONGs.
E agora eu recebo de um amigo de Roraima esse vídeo de Orlando Villas Boas onde ele fala exatamente sobre
essa questão e deixa claro que, na visão dele, isso realmente está acontecendo.
Ao contrário de pessoas como eu, OVB é alguém pra lá de experiente na questão indígena e dedicou toda
a sua vida a ela. É uma opinião que deveria ser escutada.
Um abraço a todos.”
O mandamento do PT é não saber de nada do que é contra eles. Eles não querem saber e têm raiva de quem sabe das falcatruas deles e de onde estão os traficantes.
Essas são as tais “mudanças”. Nova moral, nova lógica, nova ética, etc. Tudo sempre “móvel”, ajustando-se sempre às necessidades esquerdistas.
Satanás terá que fazer reformas no Inferno. Eu explico: futuramente, uma leva de hóspedes gigantesca não caberá nas atuais dependências. O financiamento será pela CEF.
REinaldão,
SE eu chamar estes caras de Qualiras mentirosos, posso ser processado por eles?
Zé Louquinho
Mas a tribo é isolada.
Reinaldo, a farsa está armada, hoje se contam 700 mil índios, tenho certeza quando vier outro censo esse número vai estar super defasado, o que mais existe hoje são Ongs fajutas vestindo PILANTRA de índio, vai faltar PENA no mercado pra fantasiar tanto 171.
E digo mais: Flash Gordon lançou pessoalmente o satélite.
Sobre o conflito Raposa Serra do Sol, ver o excelente documentário “Luta na Terra de Makunaima”, exibido pela TV Cultura de São Paulo.
…e não há (??) apenas 20 anos…
ÚH !
MENTIRA DE SERTANISTA ONGUEIRO TEM PERNA CURTA !
BEM-FEITO !
…O DESCRÉDITO DESTAS ARMAÇÕES SÓ DEPOE CONTRA ELES MESMOS !!!
Caro Sr. Reinaldo Azevedo,
Andei pesquisando com meus queridos amigos da etnia Huni Kuin (ou Kaxinawa) que habitam ao longo do Rio Jordão, no Acre. Um dos pajés me disse que esses indios são conhecidos de sua tribo há tempos, são nomades caçadores-coletores que transitam pelas matas cerradas do Brasil e Peru, tendo contato esporádico com os Kaxinawas desde antes do contato destes conosco. Falam uma língua bem diferente da deles (a língua Kaxinawa é da família Pano), se comunicam por gesticulação com eles. Ocasionalmente, eles tem algum contato, sendo no geral arredios, mas não costumam causar problemas enquanto permanecem na área dos Huni Kuin, que os designam como Jaminauás. Como eles se denominam, não sabem.
Outra informação que me foi passada é que os Jaminauás ´descobertos´ estão transitando já algum tempo no limite do seringal divisão TI do alto Rio Jordão, ao que parece oriundos do Peru. Alguns Huni Kuin acreditam que estejam com dificuldade de retornar ao Peru devido a conflitos com madereiros, seringueiros e cia.
Não sei se essas informações lhe são de alguma valia, mas é o que consegui com eles.
Abraços,
Rogério Favilla
José Carlos Meirelles, juntamente com outros tantos vagabundos da Funai merecem um “pé na bunda”, retórico e não retórico.
E eu que achava que tínhamos o monopólio da safadeza!
Tá bom! Quer dizer que pra “focalizar” uma maloca de índio de bermuda “jeans”, no meio dos cafundós da Amazônia tem satélite, né?
Agora, quando é pra monitorar madeireiro amasiado com a “tribo” do Ibama, aí não consegue?
Tá bom, tá bom, bando de vagabundos!
Putz, somos uns mansos idiotas, mesmo!
Meus sais!!!
Isso é grave!
Estou sem palavras, essas ONGs ainda não chegaram ao limite do que podem fazer.
Como todo “bom” esquerdiota (vide, para não ir longe, o caso - clínico - marcelo coelho), o tal meireles não sabe, não quer saber e tem raiva de quem sabe.
Eu vou fundar o MSO - Movimento dos Sem ONG
Reinaldo:
Seu blog tem sido uma pedra no sapato desses petralhas. Se (Deus nos livre) os petralhas assumissem de vez o país, você seria preso e torturado. Mas não se preocupe, um dia você seria ressarcido, como o o Ziraldo e o pinguço Jaguar, pegaria também seu milhãozinho e salário mensal. Haveria esse precedente. Então relaxe e goze, como diz a Marta.
WOW! Não sabia dessa declaração tão ‘científica’ do sertanista José Carlos Meirelles. Claro que ele ‘tem raiva de quem sabe’ quem são os índios, pois o conhecedor desmoraliza a fraude arquitetada pela Survival de mãos dadas com a Funai!