08/09/2008
às 5:13Bush injeta US$ 200 bi na economia para conter crise nos EUA
No Estadão:
O Departamento do Tesouro norte-americano anunciou neste domingo, 7, que assumiu o controle de duas gigantes hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac e pode destinar até US$ 100 bilhões a cada uma a fim de conter a crise no sistema financeiro do país. O socorro à economia visa a sustentar o mercado imobiliário à medida que muitos clientes vêm atrasando o pagamento de suas hipotecas.
Segundo o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, a medida é “temporária” e foi necessária porque as empresas representam “um risco inaceitável” para a economia. “Colocar essas companhias em condições financeiras sólidas e reformar suas práticas comerciais é critico para a saúde do nosso sistema financeiro”, afirmou Bush em comunicado.
As duas empresas são cruciais no mercado imobiliário americano, já que juntas são responsáveis pela metade de todas as hipotecas dos Estados Unidos e foram fortemente atingidas pela crise no setor. A Freddie Mac e a Fannie Mae anunciaram recentemente perdas de bilhões de dólares.
Os mais altos executivos das empresas perderam sua posição. O executivo-chefe da Freddie Mac, Richard Syron, e o executivo-chefe da Fannie Mae, Daniel Mudd, foram substituídos por David Moffett, um alto executivo do US Bancorp, e Herb Allison, antes na Merrill Lynch e no fundo de pensões TIAA-CREF. Além disso, o Tesouro terá controle acionário imediato de US$ 1 bilhão em cada empresa, na forma de ações preferenciais.
As ações preferenciais do governo terão um valor maior do que as ações atuais, preferenciais ou comuns, e terão garantias que darão ao governo uma fatia de 79,9 por cento da empresas.
O Tesouro também desenvolveu um programa sob o qual comprará títulos garantidos por hipotecas atualmente nas mãos da Fannie Mae e da Freddie Mac, para injetar novo capital no mercado de hipotecas. Essa medida será tomada no fim deste mês, e o governo terá autoridade para realizar essas aquisições até 31 de dezembro de 2009.
O secretário do Tesouro, Henry Paulson, disse que a Fannie Mae e a Freddie Mac são tão grandes que “a falência de uma delas causaria uma crise imensa em nosso mercado financeiro doméstico e nos mercados mundiais”.
A intervenção foi planejada em conjunto pelo Departamento do Tesouro dos EUA e pela Agência Federal de Financiamento de Habitação. A agência vai atuar como “conservadora” das duas empresas, tomando o controle de suas operações diárias. A agência afirmou que não tem um “período exato” para esse sistema acabar e que o poder dos acionistas das empresas será suspenso até que este momento chegue.
O Departamento do Tesouro norte-americano anunciou neste domingo, 7, que assumiu o controle de duas gigantes hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac e pode destinar até US$ 100 bilhões a cada uma a fim de conter a crise no sistema financeiro do país. O socorro à economia visa a sustentar o mercado imobiliário à medida que muitos clientes vêm atrasando o pagamento de suas hipotecas.
Segundo o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, a medida é “temporária” e foi necessária porque as empresas representam “um risco inaceitável” para a economia. “Colocar essas companhias em condições financeiras sólidas e reformar suas práticas comerciais é critico para a saúde do nosso sistema financeiro”, afirmou Bush em comunicado.
As duas empresas são cruciais no mercado imobiliário americano, já que juntas são responsáveis pela metade de todas as hipotecas dos Estados Unidos e foram fortemente atingidas pela crise no setor. A Freddie Mac e a Fannie Mae anunciaram recentemente perdas de bilhões de dólares.
Os mais altos executivos das empresas perderam sua posição. O executivo-chefe da Freddie Mac, Richard Syron, e o executivo-chefe da Fannie Mae, Daniel Mudd, foram substituídos por David Moffett, um alto executivo do US Bancorp, e Herb Allison, antes na Merrill Lynch e no fundo de pensões TIAA-CREF. Além disso, o Tesouro terá controle acionário imediato de US$ 1 bilhão em cada empresa, na forma de ações preferenciais.
As ações preferenciais do governo terão um valor maior do que as ações atuais, preferenciais ou comuns, e terão garantias que darão ao governo uma fatia de 79,9 por cento da empresas.
O Tesouro também desenvolveu um programa sob o qual comprará títulos garantidos por hipotecas atualmente nas mãos da Fannie Mae e da Freddie Mac, para injetar novo capital no mercado de hipotecas. Essa medida será tomada no fim deste mês, e o governo terá autoridade para realizar essas aquisições até 31 de dezembro de 2009.
O secretário do Tesouro, Henry Paulson, disse que a Fannie Mae e a Freddie Mac são tão grandes que “a falência de uma delas causaria uma crise imensa em nosso mercado financeiro doméstico e nos mercados mundiais”.
A intervenção foi planejada em conjunto pelo Departamento do Tesouro dos EUA e pela Agência Federal de Financiamento de Habitação. A agência vai atuar como “conservadora” das duas empresas, tomando o controle de suas operações diárias. A agência afirmou que não tem um “período exato” para esse sistema acabar e que o poder dos acionistas das empresas será suspenso até que este momento chegue.



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12 Comentários
Anônimo
-09/09/2008 às 21:12
Dineiro de quem,estúpido das 10:35 PM?!
“Esses cara surrupiam o dinheiro do planeta…”
Acusação gravíssima!
Prove esta sua acusação,infeliz e desgraçãdo anônimo idiota,desonesto,caluniador e INVEJOSO da capacidade dos americanos nos negócios,pesquisas,estudos,descobertas,etc!
A inveja contra os americanos chega a ser nojenta!
Anônimo
-08/09/2008 às 22:35
Esses cara surrupiam o dinheiro do planeta, para darem aos americanos comprar casa, além de queimar grana em guerra, tudo dinheiro dos outros.
Anônimo
-08/09/2008 às 16:42
Eu acho que ha uma certa confusao aqui. As empresas em questao sao o que eles chamam de GSE (Government Sponsored Enterprises). Elas sao privadas mas o mercado sempre assumiu que na hora do aperto o governo as socorreria ja que o mesmo as criou (tanto que o risco que o mercado dava para papeis dessas empresas era quase o mesmo de um titulo publico). Se tratava sim de um incentivo indevido que o governo dava ao mercado imobiliario (na ansia de garantir o “sonho da casa propria”). Alias, a Fannie Mae eh o que a gente pode chamar de heranca maldita (foi criada no New Deal pelo Roosevelt, esse sim um interventor, praticamente transformou a economia dos EUA na de um pais socialista). Ela deteve o monopolio do mercado de credito imobiliario de 38 a 68 e era estatal. Em 70 privatizaram a Fannie Mae e criaram a Freddie Mac pra quebrar esse monopolio. Eh facil ser engenheiro de obras feitas nessas horas, mas o melhor seria na minha opiniao se em 70 o governo americano tivesse pulverizado a Fannie em empresas menores antes de privatiza-la.
O erro na minha opiniao foi sim de intervencao indevida, mas nao no socorro a essas empresas e sim em sua criacao. Elas nao deveriam sequer existir. Se houvesse de fato um respaldo do mercado para essas empresas o setor privado o teria feito.
Nao ha nada de errado com Adam Smith nao. Se ele estivesse vivo teria sim cantado a bola muito antes (provavelmente a Roosevelt).
Acho que o melhor a ser feito agora eh infelizmente sanear essas empresas, quebrar em empresas menores e … privatiza-las de fato (ainda que com quase 40 anos de atraso).
Anônimo
-08/09/2008 às 16:21
É tio Rey, acho que essa ESTTIZAÇÃO ganhou pouca atenção sua!
Estamos a espera de uma daquelas sacadas geniais.
Anônimo
-08/09/2008 às 15:52
Retrato dos Republicanos
Anti estatistas e terminam com o governo que mais interviu na economia.
Abstinência como estratégia de combate a AIDS e a filha adolescente da candidata a vice grávida.
Anônimo
-08/09/2008 às 15:29
O socorro do Tesouro é inevitável. Ou saca 200bi agora ou amarga um colapso amanhã. Tudo isso graças ao “Pai da Bolha”, q na gestão passada do Fed, injetou dinheiro muito dinheiro barato na economia, empurrando os grandes problemas estruturais para a frente. Na realidade eu nem culpo o Greenspan, pois eu tb faria a mesma coisa já q a economia dos EUA anda desequilibrada há décadas.
Anônimo
-08/09/2008 às 13:37
Se Keynes fosse vivo morreria de desgosto, Adam Smith daria um tiro na cabeça.
Por causa dessas intervenções do Estado na Economia é fantasia falar que os Estados Unidos são o último bastião liberal. Somente ingênuos acreditam nessa falácia. O pessoal da Public Choice da Escola de Chicago, os últimos herois da resistência, estão cada vez mais ricardianos.
Um ex-ingênuo
Surfista Prateado
-08/09/2008 às 13:18
Bem, as tais empresas não são privadas, são semi-estatais… Mas tirando isso, eu considero esse o maior erro de Bush. Deveria deixar quebrar todo mundo. Nada mais saudável na economia que a quebradeira, pois ela elimina os ineficientes e os força a atuar em algum outro lugar onde tenham competência. Mas Bush se deixa levar pela pressão democrata para que o Estado resolva o problema. Grande erro de Bush, mas não sem a participação nefasta dos Democratas, como sempre. Sempre que podem, estão criando problemas, tanto faz ser governo ou oposição. Faz me lembrar um certo partido brasileiro.
MARCO ANTONIO
-08/09/2008 às 11:58
CARO REINALDO,
Bush injetando grana pública em negócio privado falido. Na hora H, o discurso liberal perde a força e a realidade se impõe. Nada contra, mas fica apenas o registro.
Um abraço.
Anônimo
-08/09/2008 às 9:29
Leiam dois artigos na Folha de São Paulo que foram publicados hoje. O primeiro é o de Vinicious Torres de Freitas. Alguns trechos: “Há, há, há mostrem-me os Liberais”, “…os seqüestradores das instituições públicas e devoradores de subsídios são sempre os outros” e “se você na Venezuela seria estatização”.
O outro artigo é de Fernando Rodrigues. Alguns trechos: “Quando a economia deles está em perigo injetam dinheiro público no setor privado. Se algum país pobre faz igual é execrado”.
Anônimo
-08/09/2008 às 8:53
é tttiiiooo. O Estado restituindo o setor privado como sempre, para os grandes pode, não pode para os sem teto, faMINTOS, e por que não vieram pedir para os liberais brasileiros emprestarem.
marina
-08/09/2008 às 6:00
e as bolsas disparam no mundo..