O jornalista Bruno Garschagen, que trabalha no Rio, reuniu em seu blog alguns textos de e sobre Bruno Tolentino. Para visitar o blog, clique aqui. Ali está O Espírito da Letra, um dos poemas de “A Balada do Cárcere”:
Ao pé da letra agora, em minha vida
há a morte e uma mulher… E a letra dela,
a primeira, me busca e me martela
ouvido adentro a mesma despedida
outra vez e outra vez, sempre espremida
entre as vogais do amor… Mas como vê-la
sem exumar uma vez mais a estrela
que há anos-luz se esbate sem saída,
sem prazo de morrer na luz que treme?!
O monstro que eu matei deixou-me a marca
suas pernas abertas ante a Parca
aparecem-me em tudo: é a letra M
a da Medusa que eu amei, a barca
sem amarras, sem remos e sem leme…









Bruno Tolentino esteve em Porto Alegre há alguns anos, para dar uma palestra na Livraria Cultura. Ele autografou o meu exemplar do livro “O mundo como Idéia”. Ele deu um livro de Alberto da Cunha Melo ao professor Luís Augusto Fischer, da UFRGS. Conversei com o Bruno Tolentino, que era uma pessoa que sempre tinha muitas histórias para contar, com aquele seu notável bom humor. Selecionei alguns links sobre Tolentino no meu site.
http://del.icio.us/antunesmat/Bruno_Tolentino
Na ocasião do lançamento da Fnac, há um ano, Bruno Tolentino escreveu na minha cópia de Imitação do Amanhecer um das dedicatórias mais bacanas que tenho o prazer de guardar: Para A., curiosíssimo a respeito dela.
Fiquei faceira, (aqui hehe). O que houve foi que, ao ouvir do meu namorado que a dedicatória era para mim, Bruno comentou algo do tipo “conquistar mulher com poesia? Isso ainda dá certo?”. Bernardo respondeu que já havia dado certo, e assim veio a minha interessante dedicatória.
Guardo agora com mais carinho ainda!
É a sua vez de ser o mestre agora, Tio Rei. Adiante.
Obrigada sempre.