a – para os que não gostam da Igreja, se sou católico, então sou co-responsável pela decisão do bispo;
b – para os que se querem a própria encarnação do catolicismo, chegou a hora de eu realmente demonstrar se sou ou não católico, tendo a “coragem”, como dizem, de defender a decisão de d. José Cardoso.
Nesse segundo caso, o desafio se explica. Embora eu me alinhe com as diretrizes ditas “conservadoras” de Bento 16 no que diz respeito à doutrina e considere a Teologia da Libertação uma das maiores bobagens nascidas no seio do catolicismo, defendo a adoção de crianças por casais gays (como se nota, heterossexualidade não implica respeito à infância), uma abordagem diferente para a homossexualidade (já que ninguém é gay porque quer; ao contrário: ninguém quer ser gay…) e o fim do celibato sacerdotal. Como se nota, fico como o índio do I Juca Pirama, de Gonçalves Dias: não quero saber dos “progressistas”, e os “conservadores” não querem saber de mim… Como é mesmo? “Rejeitado da morte na guerra/ rejeitado dos homens na paz”.
Viver é mesmo muito perigoso.
Já defendi aqui, e fui muito criticado por alguns católicos, que ameaçaram, vamos dizer, cassar a minha “licença” para me dizer parte dessa comunidade, a lei vigente no Brasil, que permite o aborto legal em casos de estupro e risco de vida para a mãe. Aquela pobre menina de Pernambuco reúne essas duas condições.
NESSE CASOS, ADMITO TAL PROCEDIMENTO NÃO COM O FUROR MILITANTE. MAS COM DOR. A FACILIDADE COM QUE GRUPOS ORGANIZADOS DEFENDEM A MORTE ME É UMA COISA ASSUSTADORA. De certo modo, não compreendo os relevos da alma de quem sai às ruas para defender aborto, eutanásia, pena de morte… Não compreendo. Para mim, são práticas assustadoras. SOU CONTRA A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO, ESTÁ DADO, MAS ACREDITO QUE A LEI QUE ABRAÇA ESSAS DUAS EXCEÇÕES DÁ CONTA DA NOSSA TRISTE PRECARIEDADE.
Agora d. José
A decisão do arcebispo de Olinda e Recife, que fique claro, tem alcance apenas religioso. Para um fiel comum, não pertencente à hierarquia católica, seu peso é simbólico, sem conseqüências na vida, digamos, civil. Faço tal observação porque, a julgar por certas reações, ficou parecendo que médicos e familiares foram alvos de uma punição legal. Que se note: d. José atuou de acordo com o que está expresso no Direito Canônico. As circunstâncias do caso talvez devessem ter empurrado o arcebispo para uma posição de conciliação. O aborto implica a excomunhão automática, é fato. Mas ele está investido de poder para considerar circunstâncias atenuantes — e, nesse caso, elas são muitas.
O que lamento em tudo isso? O fato de que considero que a posição da Igreja Católica, contrária ao aborto, é, na sua raiz, inclusive a histórica, um avanço que, se me permite o aparente pleonasmo, humanizou o homem. A oposição do cristianismo antigo ao aborto foi um fator decisivo para a expansão da religião no chamado mundo helênico — e as mulheres aderiram à, vá lá, “nova religião” com entusiasmo. Também lhes interessavam a defesa da monogamia e a proibição do adultério.
A aparente “crueldade” de d. José, como li em algum lugar, se assenta num princípio que, pouco importa o que digam os militantes da morte, protege a vida. O que me parece é que faltou ao bispo, zeloso dos princípios, pesar as circunstâncias para que sua decisão não restasse contraproducente: em vez de chamar a atenção para a defesa da vida, apenas reforçou, ao olhos do público, uma espécie de rigidez que parece ignorar as fragilidades humanas. Acertou no princípio; errou no tom. Em tempos em que tudo se faz pensando apenas no marketing, d. José é mesmo um prodígio de falta de tino publicitário.
Críticas
Foi o que bastou para que o considerassem uma besta do Apocalipse e, na opinião de Arnaldo Jabor, a expressão da Igreja reacionária de Bento 16. Inimigos da Igreja Católica, como uma seita neopentecostal dona de partido político e canal de televisão, que faz mais “milagres” por hopra do que Cristo ao longo de 33 anos, tentaram transformar o arcebispo de Olinda e Recife numa espécie de ogro de uma pobre menina de 9 anos. Impressiona-me, como sempre, o fato de que qualquer religião pode impor a seus fiéis a disciplina que bem entender, e isso será considerado matéria de “liberdade religiosa”. Já os católicos, não! A Igreja parece a casa-da-mãe-joana. Todo mundo se acha no direito de discordar do que é, notem bem, uma ORIENTAÇÃO RELIGIOSA ou uma DECISÃO DE ALCANCE APENAS RELIGIOSO.
A CNBB e os assassinos
No dia 27 de fevereiro, lia-se no seguinte no Estadão Online:
Reunidos em Salvador para encontro do Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, dirigentes de 47 entidades de luta pela terra - incluindo MST, CNBB, CUT e CPT - divulgaram ontem manifesto de repúdio ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
“Ele é o guardião da Constituição, símbolo que deveria preservar o direito estabelecido, não se colocar ao lado de uma classe, como está fazendo com os latifundiários, ao tentar criminalizar os movimentos sociais”, criticou o secretário executivo do fórum, Gilberto Fontes, ligado à CPT. “É um ataque ao Estado Democrático de Direito.”
A CPT é a Comissão Pastoral da Terra. A CNBB é a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Seis dias antes, o MST assassinara quatro pessoas, com tiros nas pernas, na cabeça e na cara. Execução mesmo. As mortes foram assumidas por Jaime Amorim, chefão do movimento. O que uma coisa tem a ver com outra?
Ora, d. José, que agiu nos estritos limites do que lhe permite a sua Igreja, ainda que numa decisão polêmica, admito, é tratado como um criminoso. A CNBB, que silenciou diante de quatro execuções, em desconformidade com tudo o que lhe diz a Igreja que ela pretende representar, merece o tratamento de entidade, como é mesmo?, “progressista” e afinada com os interesses da sociedade… Nos dois casos, evidentemente, tem-se uma agenda que não é religiosa — e o bispo é um religioso —, mas política: num caso, a defesa do aborto (de qualquer aborto); no outro, a defesa da reforma agrária à moda MST.
Os hipócritas
Os ministros da Saúde, José Gomes Temporão, e do Meio Ambiente, Carlos Minc, que não perdem uma só oportunidade de dizer asnices, resolveram se pronunciar sobre o caso. Atenção! Eles não falaram sobre a decisão médica, mas sobre a atitude do bispo. Disse Temporâo: “Está na lei que, em caso de risco de vida da gestante ou gravidez resultado de estupro, o aborto pode ser permitido. O resto, é opinião da Igreja. Estou impactado.” Afirmou Minc: “Quero falar como cidadão: estou muito revoltado. Essa menina foi violentada, já teve um trauma grande. A Igreja, em vez de ajudar, criou uma questão a mais. É a criminalização da vítima”.
Temporão É FAVORÁVEL A QUALQUER ABORTO. E quem é favorável a qualquer aborto não pode se pronunciar sobre este aborto em particular sem que isso cheire a inaceitável oportunismo e vigarice intelectual. Aproveita-se de um caso dramático para fazer proselitismo. Ademais, o bispo não contestou a decisão legal, contestou? Quem se meteu na questão religiosa foi Temporão — como, alas, é hábito seu. A propósito: o país já vive um novo surto inédito de dengue. Por que ele não aborda temas que lhe dizem respeito?
Quanto a Minc, dizer o quê? Comanda o ministério que pode retardar uma hidrelétrica por causa de um papagaio; pode meter alguém na cadeia por causa de um minhocuçu. O caiçara que comer um ovo de tartaruga pode ir em cana. Por que o ovo humano não pode ser digno dos mesmos cuidados? Conversando com um leitor, escrevi aqui certa feita: “Proponho uma questão aparentemente banal, mas que dá o que pensar. O movimento contra o uso de cobaias animais é mundial. Já virou até lei em Florianópolis. Considero-o uma tolice obscurantista. Repararam como os que defendem a ‘animalização’ da vida humana, reduzindo o homem à sua dimensão só biológica, não se opuseram à ‘humanização’ do animal?”
E, claro, Lula também resolveu tirar uma casquinha do caso, criticando o bispo, com toda a autoridade teológica e eclesiástica de que é investido. Fora do poder, quem sabe decida se candidatar a papa…
Concluindo
Demorei um tanto para falar sobre o assunto. Foi, na verdade, em sinal de respeito. Trata-se de um drama humano que nos constrange e que expõe as misérias a que, humanos, estamos sujeitos. Não decidi falar do caso agora porque uns e outros a tanto me desafiaram. Ninguém me faz escrever sobre o que não quero. Decido a minha pauta. Como resta, creio, evidente, acho que o bispo escolheu o caminho do rigor que confunde em vez do da compreensão que esclarece. E eu sou paulino: é preciso distinguir flauta de cítara. Mas tratá-lo como criminoso ou como algoz da vítima, como quer este impressionante Carlos Minc, é uma estupidez.
Muitos dos casos em que a Igreja é acusada de excesso de rigor não nascem da observância de suas diretrizes, como alguns querem fazer crer, mas justamente da não-observância. Os ombros de um mundo fora dos princípios da Igreja Católica, aposto, são muito mais largos e comportam muito mais iniqüidades do que aqueles que suportam o peso da doutrina. E seria um bem e tanto se os críticos da Igreja Católica, na imprensa, procurassem se informar um tanto sobre os princípios da instituição.
Por que tratar desse assunto? Mais uma vez, encerro com o trecho extraído de Memórias de Adriano, um grande romance de Marguerite Yourcenar sobre um imperador que não era exatamente um cristão…:
“(…) Quando tivermos reduzido o máximo possível as servidões inúteis, evitando as desgraças desnecessárias, restará sempre, para manter vivas as virtudes heróicas do homem, a longa série de males verdadeiros: a morte, a velhice, as doenças incuráveis, o amor não partilhado, a amizade rejeitada, a mediocridade de uma vida menos vasta do que nossos projetos e mais enevoada do que nossos sonhos. Enfim, todas as desventuras causadas pela divina natureza das coisas”.









Gente isso é tão simples de se perceber…pode-se extrupar mas não se pode abortar o crime é diferente um do outro ,não percebem?AFINAL ,QUEM ESTÁ NO INFERNO ESTÁ POR CONTA DO DIABO ,como fazer a diferença sem o poder de raciocínio,ser católico é isso Bhahhahaahhah
o rapazinho que escreveu que as leis da Igreja nao valem no Estado está coberto de razão. mas ao mesmo tempo ele demonstra que ao não se sujeitar às leis da igreja ele se sujeita inteiramente às leis do Estado fazendo-o seu deus. cuidado que o mito da deusa razão totalizante já caiu a muito tempo, meu caro rapaz. um grande abraço.
Reinaldo, fiquei uma semana sem ler o blog e agora respiro aliviado por ver que você considera ser o aborto a melhor solução para aquele caso da menina estuprada. Por um momento, pensei que você se alinharia à defesa dos princípios católicos, custe o que custar. Felizmente subestimei o seu bom senso e alegro-me por continuar a tê-lo como referência de lucidez no debate público brasileiro.
SOU CONTRA A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO, ESTÁ DADO, MAS ACREDITO QUE A LEI QUE ABRAÇA ESSAS DUAS EXCEÇÕES DÁ CONTA DA NOSSA TRISTE PRECARIEDADE.[X2]
Reinaldo está certo. O católico que aborta nessas condições peca, mas não se pode exigir que todos os católicos exibam virtudes heróicas, próprias dos santos.
Vejo que a legislação brasileira, se por um lado desatende a lei natural, permitindo o aborto, por outro cumpre-a, quando o permite tendo em vista proteger a dignidade e a vida da mulher que é vitima de estupro ou tem sua saúde posta em perigo.
No caso em tela, entretanto, há nuances que devem ser levados em consideração:
Primeiro, a publicidade que foi dada ao caso não permitiria falar em aborto para proteger a honra da menina.
Em segundo lugar, a pressa com que foi realizado o aborto, excluindo outras alternativas (por exemplo, uma cesariana aos seis meses).
Quintino Geraldo Diniz de Melo - Promotor de Justiça/PE
Meu caro, você menospreza o poder da Igreja e por isso erra no alvo…
Quando o Papa Bento 10 + 6 dita uma regra religiosa em muitos lugares ela se torna política {lei estatal ou cultural} e por isso não é mais uma opção seguir ou não essas “oriêtações” mesmo entre os Apóstatas,
Pior do que a excomunhão, foi a banalização da comunhão feita pelo Arcebispo. Dentro dessa lógica deveríamos acabar imediatamente com a Pastoral Carcerária, haja vista que cuida também de assassinos dentre os outros criminosos.
Não tenho muito mais o que dizer diante da minha decepção.
Episódio lamentável esse e, por um acaso, o muro que você está em cima é a minha Igreja. Espero que ela não vire ruínas.
Dói ver tudo isso.
Gostaria de destacar este trecho da nota da CNBB sobre o caso da menina pernambucana:
“Lamentamos que este não seja um caso isolado. Preocupa-nos o crescente número de atentados à vida de crianças, vítimas de abuso sexual. Neste contexto, a Igreja se faz solidária com esta e com todas as crianças vítimas de tamanha brutalidade, bem como com suas famílias.”
Dias atrás o Ruy Castro escreveu na Folha sobre o aumento de casos como este, e lamentou a existência de gente que parecia estragar a democratização do sexo, conquistada desde os anos 60.
Eu acho que a coisa é mais grave. Isto acontece com frequencia cada vez maior por causa da impunidade, do vale-tudo, da “salada”, como disse o presidene da répública, que vai devorando o Brasil, onde não existe mais nenhum parâmetro político o social, onde nenhuma violência é contida, nenhuma ilegalidade é punida. Ao contrário, é admitida como parte do “problema social”. Qualquer sociedade precisa de exemplos e atitudes firmes quanto aos limites aceitáveis para a vida social. A chegada do PT ao poder, a vergonha impune que se seguiu com o mensalão — com vários dos criminosos reeleitos —, com os dossiês e quejandos, com o endosso das ações ilegais do MST, com o expediente contumaz da “politização”, ou seja, da mentira, para atingir objetivos legítimos e ilegítimos, a falta de ação decisiva contra o crime nas favelas, isto e muitas, muitas outras coisas foram dando à sociedade brasileira a idéia de que tudo é possível. Com o PT e um presidente analfabeto veio a idéia de que todas as amarras foram soltas. Liberou geral. Inclusive dentro da própria esstrutura do governo, vejam o caso Protógenes, para ficar só num. Somos responsáveis pelas escolhas que fazemos. Escolhemos o Lula, não escolhemos? Pois bem. Com ele vieram as consequências pertinentes. Da mais alta esfera ao mais baixo lúmpen, o Brasil é hoje um país sem limites. E a CNBB, a CPT etc têm sua parcela de culpa nisto.
Galera, lendo os comentarios, noto que muitos, obviamente catolicos, esquecem de algo basico:
A doutrina catolica nao vale nada pra nao catolicos, ateus, agnosticos …. e para a LEI .
Usar argumentos religiosos nao vale nada. Colocar trechos da biblia nao vale nada.
Voltem para a realidade, o que vale é a lei brasileira, que garante a escolha do aborto em certas circumstancias, doe a quem doer.
Se nao estiverem satisfeitos, trabalhem pra mudar a constituicao, e transformar o Brasil numa arabia saudita, onde só vale a lei de deus ….
Reinaldo,
Excelente a sua abordagem. Especialmente porque você deixa claro, logo no início, que em discussões dessa natureza, rótulos como “progressista” e “conservador” não ajudam em nada. Só servem como acusação vaga.
Mas devo dizer: por mais que uma excomungão seja um ato, a princípio, religioso, ela tem sim implicações bem práticas. Da maneira como você colocou a questão, parece que uma excomungão é um ato platônico, sem efeito algum, o que não é verdade. Uma excomungão está mais para um atestado de antecedentes criminais para boa parte os católicos.
Sim, é um direito de qualquer igreja excomungar quem bem entender. Mas isso não quer dizer que d. José fez bem. E qualquer um tem todo o direito de criticar a decisão. (ainda que não seja assunto pra ministro…)
Não está errado quem se sente no direito de criticar medidas (e os dogmas) da Igreja Católica. Nesse caso, em que a Igreja complicou ainda mais a vida das vítimas, a crítica parece bem justificável. Errados estão aqueles que se submetem ao “politicamente correto” e assim evitam tocar na ferida de outras seitas. “Liberdade religiosa” nunca foi sinônimo de censura.
E, por fim, chamar os que apoiam o aborto de “militantes da morte” é uma simplificação tremenda. É fugir do debate e partir para rótulos. Mas… acho que esse não o caso de falar sobre isso.
… quanto à questão do “qualquer aborto” há de se saber que nem todo mundo é católico. Ora, são as bases católicas que proibem a livre escolha para cidadãos que não compartilham desta religião, e, até onde eu sei, existe no Brasil a separação entre Estado e Igreja.
Sei que a argumentação irá na direção do “direito à vida”… mas a própria Igreja católica levou séculos para “descobrir” se as MULHERES tinham alma! Não me parece muito confiável (coerente?), portanto, a posição da igreja nesta questão…
DIgam-me todos: Jesus mandou comungar ou excomungar?????
Se ele mandou excomungar, onde está escrito isso?
Sinceramente, tem uma coisa que não faz o menor sentido: um ASSASSINO, não será excomungado. No final das contas, quem pratica o aborto não tem nem o direito de se arrepender. Seria possível voltar à igreja católica? A excomunhão é pra toda a eternidade? Vai entender…
Maior trauma será quando essa menina tiver a visão critica do que passou,seria mãe, seus filhos foram assassinados, ela estava no centro disso tudo e foi portadora dessa tragédia.
Crianças nascem com até 6 meses e qual era o risco de esperar mais dois meses.
Fala-se em risco, mas tantas pessoas correm risco e a medicina sempre encontra solução. Por que neste caso, ao surgir, e antes mesmo de qualquer médico se pronunciar, os favoráveis ao aborto já decretavam a sentença de morte aos dois inocentes.
Lamentavelmente os médicos abandonaram o objetivo principal a que juraram em sua profissão, salvar vidas, e exerceram a função mais cruel e baixa que não era de se esperar: de assassinos carniceiros.
Você tem razão ao comentar que o bispo obedece às leis eclesiásticas e não se deteve um pouco para pensar sobre as circunstãncias. Acho que ele perdeu uma boa oportunidade de ficar quieto. Tivesse nada comentado, se pensasse e fosse um pouco mais espertinho teria feito isso, deixasse passar o calor do fato não haveria essa tempestade de comentários, quase todos burros ou medíocres. E dizer que o crime do abôrto era pior do que o do estupro do padastro reascende a polêmica e a lembrança dos padres pedófilos.
Ao bispo falta um pouco de…vamos dizer a verdade, inteligência
Caro Reinaldo,
Como sempre, fico muito feliz lendo suas opiniões. Você foi muito corajoso em se expor nesse caso. Tento rezar pela menina e todos que estão envolvidos, como a mãe e parentes. Não posso julgar ninguém, além do mais um Bispo da minha Igreja. É um caso extremamente difícil, e só Deus saberia resolvê-lo com perfeição. Mas, o que eu queria te dizer é que, apesar de gostar muito de tua coluna, e, além disso, respeitar tuas opiniões, sou admirador do trabalho que o pessoal da Igreja Carismática tem feito para evangelizar, esclarecer aos católicos os ensinamentos da Igreja e atrair de volta muitos dos que andavam perdidos (alguns até enganados pela teologia da libertação). Assim, mesmo que não seja do teu agrado os Padre cantores, gostaria de te dizer que são uma importante ferramenta de evangelização e de incontestável eficiência. Por favor, não os ataque.
Olhando para o comentário das 10:43AM conclui que não só os petistas são ignorantes.
1 - Você sabia que na Antiguidade e Idade Média o infanticídio era muito mais frequente do que o aborto?
2 - Você tem idéia do que pensavam São Paulo, Tertuliano, Santo Agostinho, São Tomas, Papa Gregório XIV(1531) sobre o aborto?
3 - Você sabe quando foi promulgado o primeiro Direito Canônico? foi em 1917
4 - Sabe que quem decretou a excomunhão automática para o aborto foi o Papa Pio IX em 1869?
5 - Tem alguma idéia do porque houve uma mudança radical da posiçào da Igreja Antiga e Medieval com relação ao aborto e a Igreja Católica Moderna?
6 - Uma dica do caminho das pedras: o infanticídio como método usual de controle da natalidade comum na Antiguidade e Idade Média tinha praticamente desaparecido na Europa em 1850 e nos centros urbanos havia procura crescente por trabalhadores e o aborto diminuia essa oferta de operários. PORTANTO ERA MUITO IMPORTANTE PROIBIR O ABORTO. A Igreja Católica cumpriu a sua função de produzir mão de obra barata.
Assim, vá ler algo sobre História Européia e História da Igreja Católica.
Assim não fica falando besteiras ingênuas.
É emblemático…
Palavras de Kennedy Alencar: “… os religiosos se julgam no direito de criticar decisões legais, como o aborto de uma criança de 9 anos que foi estuprada”
Mordaça nos padres, oras… Quem pensam que são, não é…
Criticar uma decisão judicial???
O automatismo no pensar produz tais barbaridades…
Meu estômago arde…
Um abraço Reinaldo…
Giovani Arujá
Adorei o comentário do anônimo da 12:24.
Não entendo Reinaldo.
Como você aceita um comentário como o da Sandra (5:31) que diz que a Igreja ficou ao lado do estuprador?
Prezado Reinaldo, admiro muito você pela sua inteligência, conhecimento e clareza ao expor o acontecer cotidiano mas desta vez não jogo no seu time a pesar de ser católico. Acho que violar a uma pessoa, independente de ser homen, mulher o criança, é o peor crime que alguém pode cometer. Se não tivessem provocado o aborto, quem podería garantir que a menina e os gemeos iriam sobrevivir?. E se os três vierem a falecer o qué iría dizer o bispo?… que foi a vontade de Deus?
Após ler mais de 100 comentários, farei o meu. Não propriamente sobre o artigo mas sobre a divergência das opiniões. Todos tem suas razões.O religioso tem que defender seus dógmas,o médico,seu conhecimento científico e o político sua demagogia. Eu como médico, diante de tal situação tambem faria a opção pelo aborto.
Reinaldo,
“Philip Jenkins, renomado professor de história e estudos religiosos da Pennsylvania State University, chamou ao anti-catolicismo ‘o último preconceito aceitável nos Estados Unidos’”.
Do livro de Thomas E. Woods Jr., Como a Igreja Católica Construiu a Civilizáção Ocidental.
Esta afirmativa também vale para o Brasil?
Caro Reinaldo,
Tivesse este caso ocorrido há mais ou menos um ano, eu teria, como a manada, criticado o bispo, talvez igualando-o a, sei lá, o agressor. Ocorre que ha cerca de um ano me tornei leitor do teu blog e, como consequëncia, passei a pensar mais e falar menos. Acredite, Tio Rei, cheguei a conclusão semelhante a do senhor. Não vou manifestá-la aqui, acho que o senhor e outros leitores já deram conta do recado com muito mais competência do que eu faria. Quero apenas agradecer por este espaço de liberdade, reflexão e mente aberta.
Um abraço.
Você leu, Reinaldo, este artigo publicado no Conjur? Muito esclarecedor:
“Estupro não é licença automática para o aborto”.
http://www.conjur.com.br/2009-mar-07/estupro-licenca-automatica-aborto-menor
Para os que defendem ou não o aborto em geral ou a exceção para o caso de estupro, vale ouvir o que Rebecca Kiessling tem a dizer:
“Eu fui adotada assim que nasci. Aos 18 anos soube que fui concebida a partir de um estupro brutal (…)”
Leia mais aqui: Rebecca Kiessling
Anônimo das 7:13 PM escreve…
.. Quanto mais em cima do muro a Igreja for, mais fiéis ela perde.
Disso eu concordo em genero, número e grau,
Ele completa..
“Essa atitude corajosa do arcebispo pode fazer os progressistas se afastarem da Igreja - desses a Igreja não precisa -, mas anima os católicos verdadeiros e atrai aqueles que estão a procura de um norte espiritual mais coerente”.
Se os católicos em geral pensasse como ele, nós estavamos no brejo.
Deus lhe abençõe pelo seu bom senso.
Gostaria de insistir com o meu comentário:
Não sou católico;sou , digamos, gnóstico.Minha religião é a consciência.
Estou do lado de d José Cardoso.E explico.
Até onde posso compreender, a Igreja Catolica não está contra a garota.
A posição é de se preservar a vida.
Ora, havia tres vidas em jogo: a da menina grávida e a dos dois futuros bebês.
Na posição MATERIALISTA , a garota e somente a garota é o que interessava(ou interessa).
Mas e as outras?
A Ciência deveria envidar todos os esforços para que as tres vidas fossem preservadas.
Mas, como agiram? Simplesmente fizeram o mais fácil: matam os dois futuros bebês e pronto, está garantido a uma e somente uma vida.
A argumentação que seria indesejado, que não teria condições, etc, é outra questão.
Se essa tivesse que prevalecer, então a população mundial estaria com a metade, ou menos, pois, quantos filhos não nasceram de gestações indesejadas e/ou de pais indesejados e que estão pelo mundo a fora como ser vivente participando do convívio social?
Mas e a vida dos dois futuros bebês?
Tudo que se falou sobre risco; que a garota corria risco,que ela não tinha condições emocionais, financeiras , etc,tudo é uma verdade.
Mas o que os materialistas não compreendem ou ao aceitam é o fato das outras duas vidas; AS DOS FUTUROS BEBÊS.
Então, para o MATERIALISTA, ou o homem de poucos conhecimentos CRISTÃOS, pouco teológico e/ou pouco teosófico, que não acredita ou não se abstraiu ainda da compreensão da VIDA ALEM DA VIDA MATERIAL,para esse é muito simples e fácil tirar a conclusão: garantir logo uma vida.No caso, garantiram a da pobre menina pobre.
Muito bem. Até agora, o bispo não fez nenhuma condenação ou comentários sobre as consequências da gravidez,pois isto não é o que está em jogo.
O Bispo condena o aborto, que em última instância , seja por quem participou ou agiu para isto, pelos mandamentos da Igreja Católica e por conseguinte do seu rebanho que escolheu segui-la,deve ser , ainda na terra ,punida.
Talvez, num futuro, a própria Igreja possa perdoar todos os envolvidos no ato do aborto. Pois, nos ensinamentos do Cristo, tudo tem seu tempo.lembram-se do “PAI, PERDOAI, ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM”.
Bem, não é dificil compreender a posição da Igreja.Basta que conheça um pouco a BIBLIA; ou que se convença de que é CRIME MATAR.
Nesse caso MATARAM duas vidas, na alegação de preservar uma que já vivia e que provavelmente, com todas as consequências negativas, tinha chances de se manter viva.
6:58 PM
Reinaldo,
Se puder, comente essa declaração do Pe. Edson Rodrigues, paroco de Alagoinha:
http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=OPINIAO&id=opi0441
Abraço,
Tania
Estadão:
A gravidez da menina, que mora em Alagoinha (227 km do Recife), foi descoberta no último dia 25. Ela sentia dores na barriga, tonturas e enjoos e foi levada pela mãe, de 39 anos, a uma clínica na cidade vizinha de Pesqueira. No dia seguinte, o padrasto, de 23 anos, foi preso após confessar que abusava da menina havia três anos e também tinha estuprado a irmã mais velha, de 14 anos, que tem deficiência física. A menina foi levada para o Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Imip), na capital, onde seria submetida ao aborto. D. José interveio, falou com a direção e conseguiu que o instituto suspendesse o procedimento. A paciente foi então transferida para o Cisam.”
Logo, não foi nem simbolico nem religioso. Ele provavelmete usou seu poder politico e economico na medida em que o IMIP é ligado à PUC e o Cisam à UFP.
MAM
Se a questão tivesse ficado no plano do discurso, vá lá. Mas a impresa afirma que o Padre trabalou pessoalmente para impedir que a garota fosse tratada no 1° hospital, obrigando-a a ir para o da UFP.
Ou seja, ele usou seu poder - politico, economico? - para conseguir o que a Igreja prega. Logo, não teve nada de simbolico ou restrito ao religioso.
Se fosse há 200 anos mandaria queimar?
MAM
Reinaldo, essa questão é tão delicada. Fico pensando, se fosse minha filha, o que pesaria mais : a) ela fazer um aborto e com o tempo poder esquecer, o quanto possível, a violência da qual foi vítima, e na qual participei seja por omissão, cegueira ou coisa pior , b) eu assumir os gêmeos não só pondo em risco a vida de minha filha, mas abrindo caminho para consequências psicológicas talvez muito mais devastadoras no futuro? É claro que a segunda opção ( supondo que não houvesse risco de vida da criança ) exigiria um grau de consciência capaz de uma profunda transformação, uma volta ao seio da religião católica como ela é, e a consciência de como estamos ruindo sem Deus ( leia- se princípios religiosos ). Sem dúvida, eu ficaria com a primeira, mas sem deixar de almejar a segunda, sem deixar de compreender que numa situação dessas já se está excomungado.
Me parece que todos os que apoiam o Arcebispo o fazem somente em função do detalhe do Diréito Canónico ser radical em relação à qualquer razão que possa sugerir um aborto.
Ora: um pouco de bom senso não faria mal a ninguém. Quando algo se torna anacrónico devido ao passar do tempo ou novas situações, é apenas honesto e inteligente corrigir a aberração. Em Roma há uma enorme aglomeração de cérebros dispondo de todo o tempo necessário para analisar, corrigir, adequar.
No Diréito Romano de dois milénios atras, constam as legislações referentes aos escravos. Pois bem: será que ainda hoje deveriam ser obedecidas somente pelo fato de estarem escritas?
Será que ainda devemos acreditar na balela do dilúvio universal somente porque relatada num livro?
Quantas vezes o bom senso e a necessidade obrigam a modificar as leis que regem as nossas atividades, Constituição incluida?
Autoridades eclesiásticas: acordem. Muitos séculos já se passaram!
Fernando
Parabéns Reinaldo. Um entendimento claro daquilo que está acontecendo.
Obrigado mesmo por estas palavras que pra mim são até confortadoras diante de tantos ataques a Santa Igreja.
Prezados Reinaldo, Dona REinalda e leitores.
Há um vídeo no You Tube em que uma menina de 12 anos chamada Lia fala sobre o aborto em um trabalho da escola em Toronto, Canadá. Parece que foi um concurso de discurso.
Apesar do desânimo e oposição total, a apresentação de Lia foi tão bem feita que ela ganhou a competição, embora ela tivesse sido avisada que seria desqualificada, devido à mensagem “polêmica” de seu discurso.
Trechos do seu discurso:
“E se eu lhe dissesse que essa escolha não foi baseada no que você poderia ou não fazer, no que você fez no passado, ou no que você faria no futuro? E se eu lhe dissesse que você nada poderia fazer para impedir isso?”
“Por que pensamos que só porque um feto não pode falar ou fazer o que fazemos, ele não é ainda um ser humano?”
“Alguns bebês nascem depois de cinco meses. Será que esse bebê não é humano?”
“Jamais diríamos isso. Contudo, abortos são realizados em fetos de cinco meses todos os dias. Será que só os chamamos de seres humanos se alguém os quiser?”
“Pense nos direitos da criança, que nunca lhe foram dados. Não importa quais direitos sua mãe tenha, não significa que podemos negar os direitos do feto”.
“Precisamos nos lembrar de que com nossos direitos e nossas escolhas vêm responsabilidades, e não podemos arrancar direitos dos outros para evitar nossas responsabilidades.”
“Ela também foi avisada de que se fosse adiante com o assunto, ela não teria permissão de continuar na competição de discurso”, disse a mãe de Lia no blog Moral Outcry.
Na competição escolar, a mãe disse que um dos jurados da competição era outra professora pró-aborto que “nem mesmo queria ouvir” o discurso da menina, e saiu de sua cadeira pouco antes de Lia começar. Depois do discurso, que a família de Lia disse que foi bem recebido pelos estudantes e pelos professores, os jurados inicialmente disseram para Lia que ela havia sido realmente desqualificada. Mas uma polêmica entre os jurados acabou levando a uma reversão, e a família de Lia ficou sabendo no dia seguinte que os jurados concordaram que a menina merecia vencer a competição.
Acredito que é interessante postar esse vídeo. Há um mecanismo que permite ler uma legenda no vídeo. Endereço:
http://www.youtube.com/watch?v=wOR1wUqvJS4&eurl=http://juliosevero.blogspot.com/
É impossível conter a indignação: o caso de excomunhão, por parte da Igreja Católica, que envolve um estupro cometido pelo padrasto, e a consequente gravidez de gêmeos de uma menina de 9 anos, é das coisas mais bárbaras de que se tem notícia neste país em que não faltam barbaridades. É por essas e por outras, tantas guerras, por exemplo, tanto fanatismo, tanta exploração da fé e da ignorância alheias, proibição do uso de preservativos, etc, que se justifica o sonho de um mundo sem religiões, como John Lennon imaginou. O homem tem que estudar, investigar e viver em função da ciência. As religiões não prestam pra merda nenhuma. De qualquer maneira estamos evoluindo. O rebanho católico fica cada vez menor. Qualquer dia vai chegar a insignificância desse grupelho aqui desse blog. Em tempo: reitero a recomendação do livro ” Missa Negra “, do filósofo inglês John Gray, tradução brasileira pela editora Record.
Minha interpretação: A Igreja tem essa lei para usar quando precisa, por exemplo, para ameaçar presidentes e ministros de excomunhão quando querem aprovar o aborto. Quando não precisa, ela fica quietinha. D. José usou-a quando não precisava. Exagerou na dose, e o risco que se corre é que o tiro saia pela culatra, e as pessoas comecem a achar que ministros e chefes de estados excomungados estão em melhor companhia (com os médicos que fizeram o aborto nesse caso) do que a Igreja, que ficou com o estuprador.
“eu alertei para o cuidado que se deve ter para que a lei não se confunda, aos olhos dos simples, com a intransigência dos fariseus, o que contribui para jogar uma sombra de desinteligência sobre os princípios essencialmente acolhedores do cristianismo, de que o perdão é pedra fundamental”
Bem, para essa simples aqui, a lei se confundiu exatamente com a intransigência dos fariseus, e jogou uma sombra (de desinteligência???) sobre os princípios essencialmente acolhedores do cristianismo, de que o perdão é pedra fundamental.
Caro Reinaldo
Tenho procurado não comentar esse assunto que, como disseste, é muito doloroso. Mas a repercussão tem sido colossal. Há alguns dias tem sido a manchete principal em muitos jornais e nos mais vistos telejornais.
Pelo teu texto, percebe-se que, de uma certa forma, também foste pressionado por essa repercussão. Há, no post, um ar de “não tem jeito, vou mesmo ter que escrever sobre isso”.
Só resta agradecer. Além da lucidez que caracteriza (quase) todos os teus textos, além do conhecimento, desta vez percebe-se, e mesmo dá para SENTIR, um outro atributo na forma como escreveste: COMPAIXÃO.
Foste compassivo de um jeito que ninguém que escreveu sobre o tema tinha sido até agora. Foste respeitoso com o bispo, com a menina, com a família da menina, com os irmãos excomungados e até mesmo com os leitore do teu blog.
Na verdade,eu vinha evitando comentar o assunto, embora frequentemente instado a isso, também por causa do pouco conhecimento. Por isso, te agradeço. Após ler teu post (e o posto complementar) e refletir sobre o que li, me sinto mais seguro para exprimir o que penso e o que sinto sobre essa dolorosa história toda. Que a Providência me dote também da mesma compaixão que demonstraste.
Mais uma vez, muito obrigado, e que Deus te abençoe.
Poucos dias antes de Cristo mandar aos apóstolos a pregar pelo mundo, fez esta pergunta a S. Pedro: Simon Joannis, diligis me plus his (Jo. 21,15)? Pedro, amas-me mais que todos estes? Respondeu o santo: Etiam, Domine, tu scis quia amo te: Senhor, bem sabeis vós que vos amo. Ouvida a resposta, torna Cristo a fazer segunda vez a mesma pergunta: Simon Joannis, diligis me plus his? Pedro, amas-me mais que todos estes? Respondeu S. Pedro, com a mesma submissão e encolhimento, que bem sabia o Senhor, que o amava: Tu scis quia amo te. Ouvida a mesma resposta segunda vez, torna Cristo terceira vez a repetir a mesma pergunta, e diz o texto que se entristeceu São Pedro: Contristatus est Petrus, quia dixit ei tertio, amas me? Entristeceu-se Pedro, porque Cristo lhe perguntou a terceira vez se o amava. — E verdadeiramente que a matéria e a instância era muito para dar cuidado. Quando eu li estas palavras a primeira vez, pareceu-me que seria este exame de amor tão repetido, para Cristo mandar a S. Pedro que fosse a Jerusalém, que entrasse pelo palácio de Caifás, e que, no mesmo lugar onde o tinha negado, se desdissesse publicamente, e confessasse a vozes que seu Mestre era o verdadeiro Messias e Filho de Deus verdadeiro, e, que se por isso o quisessem matar e queimar, que se deixasse tirar a vida e fazer em cinza. Para isto cuidava eu que eram estas perguntas e estes exames tão repetidos do amor de S. Pedro. Mas depois que o santo respondeu na mesma forma a terceira vez, que amava, o que o Senhor lhe disse foi: Pasce oves meas (Jo. 21,17): Pois, Pedro, já que me amas tanto, mostra-o em apascentar as minhas ovelhas. -Agora me admiro eu deveras. Pois, para apascentar as ovelhas de Cristo tanto aparato de exames de amor de Deus? Uma vez, se me amas, e outra vez, se me amas, e terceira vez, se me amas? E não só, se me amas, senão, se me amas mais que todos? Sim. Ora vede.
As ovelhas que S. Pedro havia de apascentar, eram as nações de todo o mundo, as quais Cristo queria trazer e ajuntar de todo ele, e fazer de todas um só rebanho, que é a Igreja, debaixo de um só pastor, que é S. Pedro: Et alias oves habeo, quae non sunt ex hoc ovili, et illas opportet me adducere, et vocem meam audient, et fiet unum ovile et unus pastor (5). De maneira que o rebanho que Cristo encomendou a S. Pedro não era rebanho feito, senão que se havia de fazer, e as ovelhas não eram ovelhas mansas, senão que se haviam de amansar: eram lobos, eram ursos, eram tigres, eram leões, eram serpentes, eram dragões, eram áspides, eram basiliscos, que por meio da pregação se haviam de converter em ovelhas. Eram nações bárbaras e incultas, eram nações feras e indômitas, eram nações cruéis e carniceiras, eram nações sem humanidade, sem-razão, e muitas delas sem lei, que por meio da fé e do Batismo se haviam de fazer cristãs; e para apascentar e amansar semelhante gado, para doutrinar e cultivar semelhantes gentes, é necessário muito cabedal de amor de Deus, é necessário amar a Deus: Diligis me, e mais amar a Deus: Diligis me, e mais amar a Deus: Diligis me, e não só amar a Deus uma, duas e três vezes, senão amá-lo mais que todos: Diligis me plus his?
Quando as ovelhas que Cristo encomendava a S. Pedro foram mansas e domésticas, ainda era necessário muito amor para suportar o trabalho de as guardar. Exemplo seja Jacó, pastor de Labão e amante de Raquel, de quem diz a Escritura que sofria tão levemente o que sofria, porque amava tão grandemente como amava: Prae amoris magnitudine (Gên. 29,20). E se, para guardar ovelhas mansas, é necessário amor, e muito amor, que será para ir tirar das brenhas ovelhas feras, para as amansar e afeiçoar aos novos pastos, para as acostumar à voz do pastor e à obediência do cajado, e sobretudo para desprezar os perigos de se confiar de suas garras e dentes, enquanto são ainda feras, e não ovelhas. Se é necessário amor para ser pastor de ovelhas que comem no prado e bebem no rio, que amor será necessário para ser pastor de ovelhas, que talvez c
Reinaldo, uma mocinha de 9 anos, que passa bem depois de uma cirurgia nada sim ples para a retirada de dois fetos, não estava exatamente correndo risco de vida. Hoje, a medicina salva bebês de 5 meses de gestação. A natureza não erra tanto assim; se a criança engravidou é porque teria condições de levar à gravidez adiante. Á parte o estupro, seguido de gravidez, ser uma tragédia imensa, o que mesmo o bispo deveria ter feito para que vc o considerasse um gênio do tino publicitário? Neste caso, o que seria “acertar no tom’? Quais são as circunstâncias atenuantes? É uma tragédia, e como tal, é cercada de circunstâncias atenuantes. Logo, para vc se foi estupro e havia risco para a mãe (até que ponto?), pode matar porque a lei, neste caso, dá conta da nossa triste precariedade. Ou seja: vc é a favor do aborto. Eu sou contra. Em qualquer caso. Ponto final.
Olá, Reinaldo!
Alguns comentários sobre este assunto desmerecem este seu post tão equilibrado, claro e justo. Eles exalam raiva e preconceito, ora contra as mulheres que abortaram, ora contra a Igreja. O aborto, fora dos casos previstos em lei, e o estupro são crimes; ocorre que não faz nenhum sentido comparar, do ponto de vista da vítima, qual deles é pior. Para uma mulher, ou menina, que sofrem um estupro é melhor que não engravidem, se engravidarem é melhor que… possam decidir qual drama enfrentarão: a continuação de gravidez brutalmente acontecida ou de um aborto que, sempre, é brutal também, inclusive para a gestante. Já se falou muito sobre este caso e ainda se falará, acredito, mas devemos lembrar que falar é muito fácil e, por isso também, muitas leviandades foram ditas. A meninazinha tem 9 anos, desde os 6 é abusada, não houve um estupro, houve um abuso constante por 1/3 de sua vida e, durante este tempo, ela não teve mãe, proteção da Igreja ou do Estado, amparo de professores ou avós, vizinhos ou tios, seus filhinhos lhe causariam a morte e talvez nem sobrevivessem também. Diante desta desgraça, é desolador que grupos de defesa disto ou contra aquilo, se esqueçam da solidariedade e que a Igreja se esqueça da compaixão e prefiram marcar posição. Não há o que celebrar aqui, ninguém ganhou nada, lado nenhum é vendedor, só esta perpetuação miserável do abuso contra crianças.
Vãnia Cavalcanti, São Paulo
Reinaldo
Minha primeira e óbvia reação foi idêntica à sua: tremenda falta de tato do bispo. Depois de analisar as reações furibundas, tive algumas dúvidas:
- católicos de boa fé se afastaram da Igreja por causa do episódio? o Lula, as “Católicas pelo direito de decidir”?
- não católicos recuaram no seu processo de aproximação à Igreja? o Temporão, o Jabor?
- alguém, católico ou não, terá ao menos parado para pensar que todo aborto implica na ação de INDIVÍDUOS para eliminar uma vida indefesa?
No Jornal da Globo de ontem um representante da CNBB disse: “nós temos que condenar a sociedade que chegou a um tal grau de violência, de desrespeito à pessoa humana, que matar 2 seres humanos não significa nada”. Evitou ferir sensibilidades, coletivizando a responsabilidade. Vamos supor que o bispo tivesse tido essa abordagem desde o início e refazer as perguntas:
- os católicos serão mais consequentes com a sua crença? o Lula, as “Católicas pelo direito de decidir”?
- não católicos se aproximarão da Igreja? o Temporão, o Jabor?
- alguém, católico ou não, terá ao menos parado para pensar que todo aborto implica na ação de INDIVÍDUOS para eliminar uma vida indefesa?
Abraços
Eduardo
Excomunhão só é problema para quem é católico. Se você é catolico, ou contra o aborto por qualquer razão, não realize ou se submeta a aborto. Uma decisão moral e pessoal. Agora daí a achar que que pensa diferente não pode ter acesso legal ao aborto……
Embora tenha me afastado da Igreja, ainda me considero cristão.
Uma igreja como a que vc quer, Reinaldo, sem celibato, mais atuante, sem comunistas, exigindo respeito e direito a voz seria ideal.
Mas, apesar dos padres e bispos abaixo de medíocres, a Igreja Católica ainda é uma força de estabilização e de ligação para com Deus.
Aborto é assassinato. A morte de alguém pode ser justificável (como na legítima defesa) e também o aborto, em certos casos, pode ser justificável.
Mas ainda é matar um ser humano. Pior ainda, indefeso e que não pode se manifestar.
Agora vêm o Arcebispo com um remendo: se os réus se arrependerem, fica anulada a excomunião….. Piada.
Parece que ele e muitos outros esquecem que a mesma Igreja, com os mesmos princípios, ceifou inúmeras vidas, ao longo da sua história. Isto aconteceu por haver divergentes de opinião e também para consolidar o poder temporal. Algum prelado foi excomungado por isso? Dois pesos e duas medidas?
Como seria bom conhecer as verdades intimas!
Gostaria mesmo saber se todos aqueles que concordam com o Ascebispo não autorizariam o aborto se eles fossem os pais daquela menina de nove anos.
É sempre facílimo erguer estandartes e condenar quando o problema apoia em outros ombros.
Eu confesso que se se tratasse de minha filha, autorizaria o aborto sem pestanejar. Que a justiça divina, se houver, puna à mim na hora do julgamento.
Fernando
Yara Chiara,
Só li o seu comentário agora.
Muitos beijos com carinho e amor.
Nossa vou acabar sufocando a Yara, né?!
Anouk
REINALDO,
Falando sobre o aborto praticado na menina de 9 anos, o Pe. Edson Rodrigues, pároco de Alagoinhas-PE, faz um relato surpreendente no qual informa sobre a participação de Conselheiros Tutelares, uns pró e outros contra o aborto, bem como a intervenção de uma Organização Feminista Pró-Aborto.
Rei, quando, no relato, uma das assistentes sociais teria se referido aos fetos como sendo “aquilo” que precisava ser tirado de lá me fez lembrar o caso do massacre dos quatro seguranças, onde o membro do MST disse: “o que matamos…”
Vale a pena conferir.
Pe. Edson Rodrigues
Pároco de Alagoinha-PE
padreedson@hotmail.com http://padreedson.blogspot.com/
(87) 3839.1473
É curioso uma coisa. A ciência para uma dezena de casos é moderna, agora, para ajudar a uma criança a desenvolver a vida de outras duas, não! Como pode, é ambiguidade pura. Se a criança não tivesse condições de desenvolver os fetos, por que ela engravidou? Ou então, se o organismo não tivesse condições de manter os fetos por que não houve aborto espontâneo?
O Bispo está correto. Quem pratica aborto é excomungado automaticamente (Latae Sententia). Não a nada de novo em reelembrar. Agora, já que os que praticaram e/ou foram coniventes em casos de abortos não são católicos o por quê do alarde que se faz?
::Acredito em duas hipótese:
1º Eles temem a posição da Igreja, a final ela é a Instituição mais antiga e sólida da história. E em matérias teológicas e humanas ela é perita.
2º A consciência (lei natural) é sempre contrária ao assassinato (aborto). E eles, por serem humanos, no fundo sabem o erro que cometeram.
É em casos desses que oportunistas aparecem. Veja o declarado anticatólico Temporão falando da Igreja.
Ou nosso presidente Lula. Que foi a favor do aborto destas duas crianças e logo depois vêm defendendo que quem deve cuidar dos filhos são os país e não o estado (atitude cristã, pois a Igreja defende a família). É um contracenso que quem sabe da doutrina católica fica assustado. Como pode alguém se dizer CATÓLICO e ser contra a postura sempre correta da Igreja nas questões de Fé e Moral?
O fato é que muito lucraram com este fato. Primeiro, porque a Igreja mai uma vez saiu como a errada e pelo ódio que aumenta progressiva e organizadamente contra a Igreja.
Católico que é Católico deve estar sempre pronto a ser destemunho de sua fé. E, se presciso for, NÂO TEMER A MORTE ao defender a SANTA IGREJA CATÓLICA APOSTÓlICA ROMANA.
E as portas do inferno não prevalecerão contra ela. MT 16, 18.
A batalha aparentemente foi vencida pelas forças..Mais a vitória é de Cristo!!!
Anonimo das 2:47 pm.Não posso concordar com o que diz sobre a natureza ser sábia.Aos 9 uma menina não está de modo algum preparada para ser mãe!!!Falta tudo para isto.Falta estrutura fisica e mental.Falta até peso para aguentar uma gravidez de um bebe,quanto mais de dois.
Se voce conversar com um médico pediatra ele vai informar a voce que neste caso,muito embora certas crianças entrem na menarca mais cedo,neste caso,talvez os ABUSOS sofridos desde os seis anos tenham precipitado a menstruação da garota e a consequente gravidez daquele ser abjeto que a engravidou.
Não posso saber,nem voce também pode, se esta gravidez iria vingar ou não.O médico para evitar o pior e amparado na lei que permite o aborto nestes casos,agiu da maneira correta.Não sei se sou a favor de aborto ou não dado que nunca senti na pele a necessidade de fazer um;entretanto,neste caso,dadas as circunstancias,não resta a menor dúvida de que eles agiram corretamente.
D. José substituiu D. Helder e pelo fanatismo que existia e existe sobre este último, é explicada a não aceitação de um substituto que não trás a mesma empolgação, mesmo tendo firmeza na busca da retidão da igreja. D.Helder era mais liberal e sua pregação excitava os fiés, já D.José em sua pregação leva a meditação. O outro ponto forte de D.José diz respeito à preocupação com o comportamento que foge a orientação da igreja, onde até padre com caso amoroso teve sua censura e isso os fiés fanáticos por vibração de coisas diferente e liberalidades, não aceitam. Resultado, tudo que esse homem faz ou fala é levado ao ridículo, por quem não tem capacidade de raciocínio. Dentre os que se dizem fiés, existe até um movimento chamado “Nova Igreja”, para o qual D. Helder aparece com destaque e pouco se fala de Deus. É como se o camera-man fosse mais importante que o ator. D.Helder tinha grandes valores, mas não se pode desprezar Deus a segundo plano como fazem, e nesse embalo transformam em diabo aquele que lhe sucedeu.Esse fanatismo inferniza a vida de D.José e conta com o apoio da imprensa nessa mesma crueldade. Infelizmente ninguém quer mais raciocinar, se quer transformar tudo em torcida, quem mais gritar, mais será apoiado.
A natureza é sábia e nada ocorre sem poder. A mulher “criança” já estava formada, já iniciara sua função mulher. A natureza já lhe deu as condições pra engravidar e lhe deu as condições pra manter essa gravidez.
Sei de caso onde o médico decretou, a mãe ou a filha teria que ser sacrificada, caso contrário as duas morreriam. Pela firmeza do pai, nenhuma das duas era animal pra ser sacrificado. Durou pouco e nasceu a criança sadia e a mãe não teve nenhum problema. Por que ir atrás de palavra de açougueiro, que teve formação pra salvar vidas, mas quer praticar o inverso?!
Reinaldo, seu texto está muito bom, mas tem, a meu ver dois grandes equívocos:
1-”Temporão É FAVORÁVEL A QUALQUER ABORTO. E quem é favorável a qualquer aborto não pode se pronunciar sobre este aborto em particular sem que isso cheire a inaceitável oportunismo e vigarice intelectual.” Essa passagem me trouxe à memória comentários petralhas na linha de “o Reinaldo não pode falar sobre o assunto x porque ele é serrista. Logo, a opinião dele é distorcida”. Sou do tipo de pessoa que pensa que opinião, classe social e dezenas de outras classificações não são mordaças que proíbam a manifestação sobre determinado assunto ou que a tornem imediatamente inválidas, erradas, distorcidas etc. Sei que você também pensa assim, por isso estranhei bastante esse seu comentário.
2-O bispo certamente não “criminalizou” ninguém, pelo simples fato de que ele não é um juiz e não pode fazer condenações baseado na lei. A fala dos ministros está errada (como de hábito). Até aí estamos de acordo.
Já sobre ser algoz da vítima, discordo de você. A família da menina e, principalmente, a própria já estavam sob uma tensão psicológica enorme. O bispo, ao invés de oferecer a ajuda da Igreja para ajudá-los a superar o trauma faz o quê? Dá-lhes um castigo! Se essa for uma família católica e estiver tentando buscar em Deus um consolo, vai pensar o quê? Que, não obstante tenham sofrido horrores, a Igreja agora os condena? Esse bispo não foi só desmesuradamente rigoroso - foi cruel e impiedoso jogando pedras em quem precisava de curativos.
independente de qualquer posição sobre aborto o fato de ser uma menina de apenas 9 anos seria o bastante para o bispo ponderar dua decisão.
Mas concordo contigo estão demonizando tb esse homem. Aliás, quase ninguém se lembra mais do estuprador não é? Só se apedreja o bispo no noticiário.
Aborto em caso de estupro não é pior que o estupro. Por mim, esse monstro ficaria na cadeia até sua morte natural.
Sim, ele teria sua integridade física garantida. Eu sou pela lei, o que não significa que não a critique quando a considero injusta.
É simplesmente desprezível quantificar e qualifcar os crimes numa situação dessa, o aborto matou os corpos dos fetos, o estupro matou a alma dessa menina. O que será de uma garota que fora reiteradas vezes molestada pelo padrasto. Rei seu segundo texto é ainda superior ao primeiro por ser mais elucidativo. Ao invés de atirarmos pedras, vamos pensar se fosse com uma criança de nossa família, que criança estivesse grávida de gêmeos, que repito, numa mulher adulta já um risco, imagine num corpo frágil de criança. Eu sou contra o aborto até nos casos de estupro mas nesse caso não há como exigir dessa criança levar a termo uma gestação. É ser muito hipócrita e insensível.
Nenhum católico pode defender o aborto em caso de estupro, pois isso seria condenar um ser humano (o feto) por um crime que não cometeu. Isso não quer dizer que uma mulher que cometeu o aborto por estar arruinada psicologicamente deva ser apedrejada em praça pública.
No caso em tela, a questão de haver ou não risco de vida é o ponto essencial, pois uma vez existindo esse risco, o aborto passa a ser aceitável até mesmo pelo direito canônico, e as excomunhões proferidas pelo bispo são inválidas.
Abraço
Quem tem uma filha nessa idade, pode imaginar o que significa ela engordar 10 Kg e carregar uma barriga de gravidez. Óbvio que ela corre risco. A decisão dos médicos não foi pior que o crime do padastro.
Reinaldo
Não é de hoje que o conhecimento é moeda de barganha, servindo à doutrinação por Estados, religiões e empresas. Isto causa uma espécie de “Síndrome de Estocolmo” ou uma dívida de gratidão com quem lhe moldou a moral e o conhecimento. Dou um desconto para isso, que faz uma das melhores cabeças pensantes deste país ainda querer se manter na Idade Média do pensamento religioso. As igrejas são um reflexo de seu tempo e a rigidez do catolicismo é sua sentença de morte; você bem o sabe. Poderíamos incluir nas contagens de mortes pelos totalitarismos a que você sempre recorre com muita lucidez e propriedade, aquelas promovidas pela Igreja Católica na Idade Média, não é mesmo ? Poderíamos separar o “ser contra o aborto” do “ser contra a regulamentação do aborto”, mas isto não serviria ao monopólio de um único Deus Cristão, pretendido pela doutrina que você abraça com tanto afinco, certo ? Ver um Papa na janela agonizando, vítima de uma doença que ele poderia ajudar a minimizar se não houvesse um hiato de quase quinhentos anos para aceitar o progresso científico da humanidade, resume bem o dilema em que se encontra o pensamento religioso atual, que pode ser tudo, menos moderno.
Pois bem. Será um direito seu discordar deste que lhe escreve. Mas não custa lembrar-lhe um paradigma da Física Moderna, tão queimada em praça pública em tempos idos, mas que defende um postulado extremamente interessante na era da Teoria das Cordas e do Universo em Projeções; o homem está aqui no planeta com o único propósito de evoluir. Nada mais. Pega esse bonde quem quer.
Reinaldo, concordo em muitas coisas que você diz sobre tudo, mas quando se trata da igreja…mesmo assim, tenho pensado algumas vezes antes de fazer considerações à ela. Como exemplo, tenho a escatologia da libertação, nome apropriadíssimo. Mas, faço aqui uma simples pergunta:
E o apoio que a igreja deveria dar as pessoas envolvidas? Cadê?
Talvez essa é a evolução da qual a igreja necessita…pensar duas vezes antes dessas considerações…
Annouk(10:12 PM),discordo de vc!
A IGREJA CATÓLICA,e as demais igrejas,tem,sim,o direito constitucional de se fazerem ler e ouvir!Qual é,pensa que estamos numa ditadura ou num regime comunista?!
É cômico:vc escreve defendendo a liberdade,mas em seguida gostaria de poder calar a boca dos religiosos…
É por causa deste tipo de visão da realidade que o mal encontra terreno fértil e sem obstáculos para ir destruindo valores importantes e imprescindíveis a uma vida em sociedade mais harmoniosa,menos bestial,menos atéia(menos materialista),ou seja:mais cristã!
Nesse caso em particular, fui a favor do aborto, por se tratar de uma menina com risco de morte (dela e dos bebês).
Mas que se diga:
Matar um bebê inocente É SIM UM CRIME MAIOR do que o estupro.
Do que reclamam os ‘iluminados’?
Os médicos foram excluídos de uma comunidade da qual estes progressistas verborrágicos NÃO PERTECEM.
O que significa a crítica de um Temporão? A tentativa de alijar a Igreja do papel de condutora de bons costumes e IMPOR O ABORTO como prática aceitável, incentivável até.
Além do mais, o estuprador ESTÁ PRESO, segundo as “leis humanas”, portanto, algo mais mais severo do que uma excomunhão.
Parabéns. Posso ter uma visão divergente em algumas de suas colocações. Mas não posso de deixar de admirar profundamente sua lucidez, coragem e fé. Em um assunto tão explosivo, surpreende a mim ve-lo tão sereno e tranquilo. Sem ataques banais ou destemperos à la Temporão. Serenidade que acredito, nasce da fé. Que me falta, infelizmente. Sem dúvida é o que mais almejo na vida, de modo sincero. E seu texto me faz desejar, ainda mais intensamente, ser tocado por esta Graça que se percebe nas linhas do que voce escreveu. Mais uma vez, parabéns ao ser humano Reinaldo Azevedo.
Obrigado por seu jornalismo claro e limpo.
É uma brisa de consciência no meio deste fétido mundo onde o jornalismo selvagem predatório é considerado bom jornalismo.
Obrigado.
Reinaldo,
Por onde anda a Misericórdia?
Sou católica e sinto muita falta de misericórdia.
Que coisa mais triste, independente de conceitos religiosos.
Ana
Considerando que nos anos 50 e 60 a Igreja Católica excomungava aqueles que votassem em partidos comunistas e que, conforme me disse um padre holandês,durante a 2ª Guerra Mundial as freiras estupradas por soldados alemães e que engravidavam se submetiam a abortos, com ciência e beneplácito da Igreja, percebo que tudo isso não passa de uma bobagem e vontade de aparecer deste arcebispo.Não há doutrina ou dogma da Igreja ou atigo do código canônico que resista. Dependendo das circunstâncias dá-se uma jeitinho. Por isso ela existe até hoje, mudando um pouco para ficar exatamente igual.
Segundo o mesmo bispo quem não segue a igreja em TODOS OS SEUS DÓGMAS E LEIS é um católico mais ou menos, você é um católico mais ou menos Reinaldo?
Muito bem, Reinaldo.
Dessa vez vc encontrou o tom. Concordo com sua opinião. Ressalto aqui mais claramente um ponto que vc mencionou no texto: a importância da separação religião X governo e leis civis (chamado estado laico). Imaginem algo semelhante naqueles paises defendidos pelas “esquerdas” como Irã e companhia? Digo isso porque vi em outros blogs alguns fanaticos usando o tema para protestar “contra as cruzadas”.. isso nem comentario merece..
Dois bons artigos; um belo. Mas me chamou atenção a seguinte frase:
Cristo humanizou Deus, mas não endeusou os homens;
Me trouxe outra, em que vc dizia, ironico, que seu Deus era menos performatico que o dos antigos.
Poderia desenvolver o raciocinio?
MAM
E quem é o Lulla¹³ para dar pitaco sobre o assunto???
Por ele a Lurian nem tinha nascido…Lembro muito bem…
Carla
Hipócritas e oportunistas!
Para Deus o governo da Alma Humana;
para para os homens o governo meterial.
O anônimo das 1:03 falou besteira. A Igreja condena todos os crimes, mas se escolheu aplicar a pena da excomunhão ao aborto, foi com o fim de ensinar aos católicos a gravidade de um delito que muitas vezes não é nem considerado como tal pela mentalidade liberal moderna.
É rídiculo ficar dizendo agora que a Igreja tem de excomungar todos os crimes. Como D. José explicou, a finalidade da pena é medicinal. Excomunga-se com a esperança de fazer o sujeito parar para pensar, arrepender-se e voltar.
O assassinato de uma criança já nascida, o estupro e outros crimes, qualquer pessoa normal já tem na sua consciência que se tratam de um mal moral grave. Mas isso não acontece sempre com o aborto. O próprio Reinaldo Azevedo, numa lógica, esta sim, imcompreensível, julga aceitável abortar em alguns casos. Então a Igreja aplica a pena máxima a esse crime com o intuito de tentar de alguma maneira incutir na consciência ao menos dos católicos o mal grave que é abortar um inocente.
“Há ações que são passíveis de excomunhão, e outras que não são, segundo um código, que é, por assim dizer, a Constituição da Igreja. Investir nesse falso contraste é puro apelo populista, que emburrece o debate;”
Mas Reinaldo, se não pudermos discutir isso, não há debate. É o mesmo que dizer: é assim e acabou.
Se d. José está apenas seguindo normas da Igreja, acredito que seja tempo da Igreja pensar em quais critérios ela adota como classificação para pecados, para considerá-los passíveis ou não de excomunhão. Eu entendo que ela condene o aborto, mas por que considerá-lo pior que assassinato, genocídio, estupro,…?
O médic, na mesa de cirurgia, se dá com a seguinte questão: ou faço o abroto nesse exato momento ou corro o risco de matar a minha paciente..pobre médico, se for católico sera excomungado e como não é obrigado, poderia se recusar a fazer tal procedimento e quem sabe, matar as duas vidas….
NÃO HÁ BOLA FORA - O texto está perfeito. É preciso que a sociedade brasileira entenda essa difícil questão da FÉ Católica.
Não cabe essa desculpa: sou católico, mas a favor do aborto.
O aborto atenta contra a vida, e a Igreja Católica não tolera o aborto.
-De fato como falou ontem d. José Cardoso Sobrinho um estupro ‘e menos grave que um assassinato e ele disse tambem que nao excomungou o estuprador,so condeno o bispo pelo fato de existir risco de uma menina de 9 anos desenvolver e vir a ter gemeos e caso compreendesse este risco insistisse que se continuasse a gravidez!-Repito,estes riscos existem?-Nao custa tambem aos medicos que realizaram o aborto deixar bem claro para o distinto publico os riscos que corre uma menor de 9 anos com 2 fetos na barriga.
Eu se fosse o pai,minha decisao e portanto so e apenas eu no mundo seria “excomungado”, pediria sim o aborto,inclusive da menor com deficiencia mental,’e minha opiniao eu sinto muito independente do que pensa o resto da humanidade,incluindo o Lula(eu sequer presto atencao as suas bobagens e voce tem razao pois nem coroinha ele foi,quanto mais papa) e o papa atual!
ps: Voce tem razao,se D.Jose fosse um juiz de futebol a regra e’ clara,cartao vermelho p/medicos e familiares por causa do aborto,mas ele D.Jose foi burro ou ingenuo quando declarou ontem,eu o vi e ouvi o que ele disse(6-marc-2009) que nao expulsou o extuprador,poderia ter omitido ou considerado o crime deste que se nao tao grave quanto um assassinato de 2 fetos ‘e tao hediondo e sei la…nauseabundo,de vomitar…asqueiroso quanto um crime de aborto,se eu fosse o papa,e repito quem vos escreve nao ‘e o papa,eu nao ia querer um sujeitinho daqueles em minha igreja!!!
olá, Reinaldo,
parabéns pelas análises e considerações sobre o caso, de fato uma caso muito delicado.
Quanto aos temporões e mincs, NS Jesus já nos alertara que, assim como Ele, a sua Igreja também deveria ser perseguida, humilhada, etc. Católico que não suporta isto docilmente, deve ter a consciência de estar longe da mensagem evangélica.
Gostei especialmente do paralelo que você fez entre o bispo e a CNBB. Desde o concílio, ficou claro por vários documentos que os leigos _e não o clero_ deveriam cuidar de política. Ou seja, a Igreja pode participar de política, mas através de seus membros sem funções presbiterais _a saber, nós mesmos.
Contudo, a postura da CNBB é realmente lamentável _nenhuma nota para dizer que o bispo era obrigado pelo Código Canônico a fazer exatamente o que fez.
Eu particularmente considero a CNBB uma instituição tão religiosa quanto a associação de cabos e soldados é responsável pela segurança pública.
A autoridade católica mais importante do país não é a CNBB, mas o arcebispo primaz de Salvador. Deste também faltou uma atitude mais enérgica para explicar o que estava em jogo no caso.
A CNBB vocifera a favor dos dogmas socialistas e defende as verdades católicas apenas quando não tem outro jeito. Que denominação melhor do que “sepulcros caiados” podemos dar a esta instituição.
Gostaria de terminar este post lembrando a Igreja da Polônia, que muito antes de nos dar um Papa, já ficara bravamente de Pé diante dos dois males do século XX: o nazismo alemão e o comunismo russo. No Brasil, ainda democrático, sem nenhuma ameaça de Estado, apenas padecendo os insultos de costume _ as autoridades eclesiásticas continuam tímidas diante da defesa da tradição católica contra o verdadeiro assalto de Estado contra a moral e os costumes.
Que os católicos, cristãos em geral e pessoas de boa fé entendam que uma sociedade, onde não se tem um limite claro entre o certo e o errado, o permitido e o proibido, o digno de louvor e o digno de repulsa, não há de ter um futuro muito honroso. Que a Igreja do Brasil possa ser um dia sombra do que é e foi a Igreja da Polônia.
abraços fraternais,
Marco Aurélio.
Cada um dispõe dos meios disponíveis para ter seus 15 minutos de fama. Uma batina, um manto amarelo, um quipá, uma guia, um cajado não torna ninguém emissário de Deus. Quando aprendermos a confiar em Nele, não mais precisaremos de religiões, igrejas, gurus e outros que usam as religiões e o temor, natural, do ser humano,para exercerem o que todos querem - PODER. A igreja Católica Apostólica Romana tem o poder de excomungar. Deus tem o dom de perdoar.
Olá Reinaldo.
Esse bispo teria o mesmo comportamento de ir à midia anunciar excomunhões de seus padres pedófilos?
Lei e religião são duas coisas distintas que não deveriam ser confundidas. Aquela velha pergunta: O que ele tem de se meter na vida alheia (e no caso de uma desgraça tão grande)?
A continuidade dessa gestação de alto risco (gêmeos numa menina) é um risco de morte. Ele com certeza faria a missa de sétimo dia.
Sei de suas posições sobre o aborto e de sua religiosidade.
Mas esse bispo não deveria alardear tanto essa condenação que atingiu uma família que sofreu esse baque. Digo quanto à forma. E a imprensa poderia ter um pouco de respeito ao drama familiar. Mundo cão mesmo. Infelizmente são pobres e não recorrerão à justiça quanto à vergonha que passaram nacional e internacionalmente. Esse bispo dorme tranquilo diante disso?
Quanto à condenação religiosa, vale para quem é católico (que não é o meu caso).
Reinaldo, você disse, uma vez, que a Igreja condena o pecado, mas perdôa o pecador. Dessa forma, é compreensível que dê a Extrema Unção a bandidos cruéis. Dessa vez, não só ela não fez isso, como perdoou o crime mais cruel e condenou o menor.
“SOBRE ESTA PEDRA EDIFICAREI A MINHA IGREJA, ER AS PORTAS DO IN-
FERNO NÃO PREVALECERÃO CONTRA ELA”
Jesus diz a JOÃO sobre sete Igre-
jas da Ásia e a sétima LAODICÉIA,
Jesus diz estar Á PORTA, do lado de
fora batendo. Pergunto quantas I-
grejas estão com JESUS do lado de
fora, porque deram guarida as hos-
tes satânicas, deixando que AS POR-
TAS DO INFERNO PREVALEÇAM. Leiam
Rui Barbosa em “O PAPA E O CONCI-
LIO” e vejam que a tal de excomu-
nhão ja foi tão bárbaramente usa-
da. Ainda bem que esta tal EXCO-
MUNHÃO não faz parte do CÓDIGO DI-
VINO.
Tio Rei,
Excomunhão já!
Pro Tinhosão e pro Carlos Mongo!
E pro Lulalau, é claro…que quer acender uma vela pro capeta, outra pro general intergalático Ashtar e ainda participar de festinhas de São João!
Texto sensacional, parabéns!
Pois é REI, masi uma vez a situaçÃo da criança grávida e dos fetos mortos,nos fazem pensar sobre o que somos e como somos.Frágeis, julgadores,desumanos..sempre atirando pedras sem saber ao certo onde baterão.
A decisão do Arcebispo não seria diferente se fosse o caso de um estupro sofrido por mulher de 70 anos.A condenação seria a mesma, mas a mídia talvez não desse tanto espaço.A família,a menina,as vítimas (fetos e mãe criança estão dentro da mesma situação, sendo usados pela mídia, pelos ministros e presidente, que estão APROVEITANDO para tirar o foco dos escândalos sobre Dilma, sobre a economia indo pelo ralo, sobre desemprego, sobre crimes do MST.Estão querendo tirar o foco…ainda bem que a VEJA trouxe essa notícia BOMBA sobre o delegado( que agiu como bandido)diga-se de passagem…DJ
Especial pedido a você
Reinaldo -
O blog é seu. Se puder, peço que republique aqui um comentário meu. Obrigado.
Bobby.
********************
As muitas agressões à nobre senhora
Reinaldo –
Qualquer pessoa possuidora de razoável cultura histórica sabe que estamos vivendo em meio a um maravilhoso progresso científico-tecnológico. Até aí morreu o Neves, como diziam os antigos. Entretanto, em que pese esse indiscutível progresso, talvez nunca a Inteligência tenha sido tão desprestigiada como vem sendo em nossos dias. E aqui caberia lembrar que a função precípua dessa nossa faculdade não é a de resolver complexos problemas da matemática ou da física, porém, sim, a de contemplar a Beleza e a Verdade.
Se a memória não me engana, houve um atilado pensador católico que certa vez disse esta frase atribuindo-a hipoteticamente, é claro, à Inteligência:
Filha sou na casa de meu Pai, porém, senhora na minha.
De fato, de todas as nossas faculdades a Inteligência é mesmo a mais nobre, uma vez que é ela que nos coloca, na hierarquia da Criação, logo abaixo dos anjos.
Ora, nossa cultura moderna vem diariamente, sob diversas formas, agredindo a nobre senhora. Essa missa à qual compareceu a “mãe do PAC” e outras missas celebradas de modo semelhante em várias cidades do Brasil são bem um exemplo dessas muitas e injustas agressões.
Não devemos julgar o coração e a mente do padre Marcelo e outros padres com procedimento análogo ao dele, só Deus pode fazer tal julgamento. Entretanto, objetivamente falando podemos – e até mesmo devemos – apontar a não inteligente maneira de tratar fundamentais mistérios da fé cristã, em especial a milenar fé católica.
Meu abraço solidário a você, Reinaldo.
Bobby
8:43 PM
sou a favor do Bispo, ele está certo o aborto não deveria ter sido feito, deveriam ter tentado salvar as 3 vidas, da menina e dos gemeos, mas oque aconteceu foi uma corrida louca dos carniceiros para matar os gemeos…escolheram a opção mais facil. Fazer o certo sempre inclui riscos, mas ninguém quer saber de riscos hj em dia…matar eh infinitamente mais comodo mesmo! Acho que é nestas situações que nossa fé é posta em prova. Deus pediu a Abraão que sacrificasse seu filho e Abraão com muita dor no coração decidiu obedecer e se colocou nas mãos de Deus e no Final ninguém foi sacrificado, nesse caso ninguém confiou em Deus e colocou o caso em suas mãos fazendo o possivel para salvar as 3 vidas. Agora nunca saberemos se as 3 vidas poderiam ter sido salvas, ninguém se esforçou pra isso
oi, adorei e a primeira vez q leio seus textos, concordo com vc ,eu acho q a igreja catolica tinha q ter um assessor de imprensa em todas as paroquias e realmente e incrivel como todos jogam pedra na IC ,sou catolica mas nao sou cega nao concordo com muitas coisas q ela faz
Tolo seria discutir a fé. Omissão seria deixar passar despercebida a excomunhão que o Arcebispo de Olinda e Recife impôs aos médicos que praticaram e aos que deixaram praticar o aborto de dois fetos, fruto de estupro de uma MENINA DE NOVE ANOS.
Premissa 1 - Os católicos nos dizem que tudo acontece na Terra exclusivamente pela vontade de Deus - sem exceções.
Premissa 2 - Talvez para justificar fatos e atos que pouco teriam com a declarada infinita bondade, misericórdia e justiça do Criador, se afirma que existe um tal de “livre arbitrio” que permite ao homem decidir às suas ações, sabendo de antemão que será julgado e eventualmete castigado.
Em resumo - e simplesmente - isto é o que sempre ouvi ao longo da vida.
Isto posto, cabem algumas perguntas:
A) - Se os médicos do aborto apelaram ao “livre arbitrio” já sabendo o que os espera no além, porqe excomunga-los? Onde está a coerência?
B) - Se o ato de matar deliberadamente merece uma excomunhão, porque o ilustre prelado não excomunga todos os assassinos? Onde reside a diferença intrínseca?
C) - Porque o Arcebispo se esquiva de excomungar aqueles prelados - representantes de Deus - que por aqui cometem atos gravissimos contra crianças, contra a lei de Deus e dos homens?
D) - Porque o Vaticano não excomunga os autores daquela barbaridade que se chama Teologia da Libertação?
E) - Porque o Vaticano, ao invés de excomungar e expulsar os representantes de Deus na Terra que cometeram o crime hediondo da pedofilia, os ampara indenizando monetariamente às vitimas? Somente por alguns pertencerem à alta hierarquia da Igreja? Está endossando a culpa? Apela ao “livre arbítrio”? Se este crimes não tivessem vindo à público, tudo ficaria embaixo do tapete? Onde estão a moral e a coerência?
F) - Última pergunta: se o Arcebispo tivesse contado até dez, teria cometido a mesma bobagem?
Fernando
Prezado Reinaldo,
A pergunta é fora do tema em questão, mas se vc puder colaborar agradeço. É sobre a questão homossexual. Você diz que “ninguém é gay porque quer; ao contrário: ninguém quer ser gay”.
Ora quer dizer então que ser gay não é uma escolha, mas um dado biológico?
De onde vc tirou isso? Qual literatura científica está amparada essa visão?
Sei que é um tanto polêmico, mas acredite, a pergunta é sincera.
Cordialmente,
Rosano Humberto
D.José Cardoso não foi cruel com essa garota, foi apenas um oportunista irreponsável: quis chamar os holofotes pra si mesmo. Há quantos abortos imorais, clandestinos e ilegais acontecendo a cada minuto neste país, que não são denunciados por igreja nenhuma? Não o são, porque não despertam comoção. Se há lei no Brasil que permite esse tipo de aborto, o que é que quer igreja se metendo nisso? Governo paralelo? Papel de igreja, seja ela qual for, é apenas tornar menos dolorosa a passagem do homem aqui na terra, não se enfiar debaixo de sofismas, pra auferir vantagens de qualquer natureza. Sou do tipo que defende vida digna, até mesmo com o sacrifício de vidas que degradam o ser humano. Será que alguém tem dúvida, por exemplo, na hora de escolher entre deixar viver um cidadão honrado ou um criminoso cruel irrecuperável? E será que essa garota, que nem ainda largou as bonecas, além do trauma de ter sido estuprada, ainda é obrigada a correr risco de vida, só porque a Santa Igreja Católica Apostólica Romana quer? Vá trabalhar, d. José!
Reinaldo,
Nâo seria possível você indicar no blog alguns livros que, realmente, valessem a pena conhecer?
Aos católicos:
Não nos preocupemos com o que pensam aqueles que, por qualquer ninharia, nos condenam. Assim é que é.
Conforte-nos a certeza de procurar fazer o bem e evitar o mal.
Não é deve ser nossa preocupação o que pensam de nós aqueles que desdenham Dele.
Faltou habilidade a Dom José, no caso, para comunicar a mensagem de Deus? Creio que sim. Mas isso não deve levar um católico a odiar a Igreja. De que nos valerá destruí-la?
A interrupção da gravidez da criança foi justa porque nenhum adulto poderia exigir dela que se tornasse mãe numa idade em que somente tem condições de ser filha.
Com apoio em Tomás de Aquino: sendo a natureza humana pautada pela razão, não seria justo consentir nisso.
Sem a intenção de erguer preconceitos, acho que fala do Apedeuta é apenas a reiterada violência de mais um pernambucano contra a inocência brasileira.
Aliás, nesse quesito — violência, de um modo geral — os pernambucanos batem os paulistas de longe. Pior: têm orgulho disso.
Fazer o bem e evitar o mal. A ajuda de Tomás de Aquino é sempre valiosa.
Há, contudo, situações que nos exigem um sacrifício de que somente Deus é capaz, situações que fazem que nos curvemos e, humildemente, supliquemos pela Sua compaixão.
Já não será possível à medicina transplantar fetos indesejados para úteros de mulheres que se disponham a abrigá-los?
Mudando muito de assunto, agradeço, no Dia da Mulher, aos queridos e fantásticos homens que me proporcionaram confortos como o automóvel, o avião, a máquina de lavar roupas, o ferro elétrico, o liquidificador, os incríveis remédios que, prescritos por “médicos alopáticos que não têm de mim uma visão holística”, me restituíram a saúde mais de uma vez etc. Agradeço a vocês, portanto, por tudo o que fizeram para tornar muito melhores as nossas vidas, por tudo o que criaram impulsionados pelo amor, matriz da civilização.
Reinaldo …
Esse assunto é muito delicado , mas eu estou a favor da Igreja Católica,sei que é um caso que poderá deixar traumas na vida da criança ,mas o aborto foi um duplo assassinato e não tem perdão….
Se não iriam ficar com a criança eue levassem elas para a adoção,não mata-las pois a vida delas não pertenciam a mãe…
D.José não excomungou a menina,pois ela é uma criança e não teria poder de decisão .Agora esse médico que se diz católico praticante,e o LULA que fala que a medicina está mais correta que a Igreja esses sim deveriam ficar calados e não falarem tanta heresia…
Como se diz na Palavra: Haverá um momento em que o certo parecerá o errado para muitos…
Por isso sabemos o quanto a Igreja será confrontada agora após o acontecimento…
Reinaldo, é uma questão tão óbvia, de bom senso, de um mínimo de compaixão. A maneira como o bispo expressa a diferença entre aborto e extupro vai contra o mais elementar senso ético. O bispo é um desastre completo. Que ficasse calado. E ser excomungado tem uma carga pesada em nossa cultura, não é firula não.
Penso que a diferença entre o catolicismo e outras religiões é que a Igreja se mete na vida “civil” do país (vide a Pastoral da terra e o bispo). Nunca vi um monge ou mâe de santo fazendo lobby em Brasília, ataundo politicamente, a igreja católica sim.
Excelente o comentário do Petrus Paulus às 11:24 PM
E Rei, a respeito do item 7 do outro post:
Tem muita gente sim tocada pela dor que acompanhará esta menina pelo resto de sua vida, quem não se importou nada foi D. José, que aliás continua se lixando.
Reinaldo,eu me considero um esquerdista como o Fausto Wolff.Até nos Gibis eu me coloco ao lado dos politicamente corretos X-Men,mas tenho de reconhecer que conservadores,ou mesmo progressistas, com um pensamento sólido e digno como o seu são pouquíssimos no Brasil.Tenho que louvar sua coragem em expor seus temor e tremor diante da fé.
Pelo amor de Deus, a televisão tem uma influência muito grande sobre as vidas de tantos brasileiros, coloquem no seu meio profissionais qualificados. Também, que nosso país possua políticos mais preparados. Não podemos discutir teologia, é a mesma coisa que um economista debatendo sobre medicina.Parabéns pelos seus conhecimentos históricos Reinaldo Azevedo (realmente,o Cristianismo significou um avanço em relação ao tratamento dispensado ao aborto e não um atraso) o mesmo não posso dizer de Arnaldo Jabour. Ele desconhece o que é inquisição e comparou a decisão do arcebispo com ela. Os historiadores têm demonstrado que a inquisição foi um instrumento do Estado pra seus fins políticos. E isso só pode ser afirmado após a leitura de calhamaços de documentos. Outro erro do Arnaldo Jabour foi afirmar que Joana d’Arc sofreu com a inquisição. Na verdade, ela foi condenada pelos ingleses, não pela Igreja, seu processo foi considerado nulo e é santa dentro da Igreja, foi canonizada. Era a Igreja quem cuidava dos pobres, doentes, órfãos e viúvas, até pouco tempo atrás, visto que o Estado não se encarregava disso, não existia assistência social do Estado na Idade Média. Sua sensibilidade não se alterou com o tempo e o “Não matarás” também não. E se engana o Arnaldo Jabour em pensar que foram bispos e papas quem escreveram tal mandamento. Demonstra grande atraso e ignorãncia o Arnaldo Jabour e não a Igreja. Ele chega ao cúmulo de afirmar que a Idade Média foi um período de trevas dominado pela Igreja. Quem deu aula de história para ele, e há quanto tempo? A visão sobre a Idade Média há muito tempo que foi reformulada e sabemos hoje que foi construída durante o pretenso renascimento (cujo mundo clássico nunca morreu na Idade Média). Nessa época os papas salvaram tantas vezes a Cristandade das guerras ameaçando os reis beligerantes com a excomunhão. Os papas destronaram diversos reis que cometiam corrupção, assassinatos, abuso de poder (hoje não há nada acima do poder dos magistrados políticos). Agora a pouco o jornal da Globo voltou a criticar a Igreja de estar atrasada, mas é ela quem está por assumir tal paradigma renascentista. E o SBT que hoje quis mostrar as posições de outras religiões sobre o aborto e só apareceram o luteranismo e islamismo e judaísmo. Cadê as demais religiões? Por que não apareceu a resposta do arcebispo de Olinda e Recife ao presidente Lula, admoestando-o a consultar um teólogo? E se as mães não querem ficar com as crianças, porque não entregarem a um asssistência de caridade da Igreja após o nascimento? Quem sabe o que essa criança será quando crescer, agradecendo a Deus por sua vida e tornando-se um historiador que ajudasse a educar muitos profissionais desse país.
Quero lembrar que a menina não precisaria ficar até os 9 meses nessa gestação. Poderia fazer uma cesariana logo que os fetos tivessem uma chance de sobreviver fora do útero. Já estava com 4 meses. Mais algumas semanas isso poderia ser possível. Porque não foi pensado ou discutido isso? Claro que o médico sabia dessa possibilidade. Afinal o fato de a menina chegar a dar a luz iria provocar mais sofrimento? Porquê? Ao contrário, acho que seria uma maneira de diminuir a dor e o trauma da criança, em vista da alegria da vida. A não ser, claro, que o nascimento dessas crianças seja visto como algo trágico.
Não há problema lógico em a lei da Igreja excomungar quem faz o aborto e não excomungar o estuprador. É consenso que o estupro é um crime e um pecado terrível. Já o aborto, para muitos, não é nada de mais ou se justifica em certas circunstâncias (quem ousaria dizer o mesmo do estupro?). Para deixar bem clara a particular GRAVIDADE do aborto em relação a outros crimes contra a vida, a Igreja penaliza com a exclusão dos sacramentos aqueles que o cometem. De qualquer modo, tanto aquele que estupra como aqueles que colaboram deliberadamente com o aborto estão em pecado mortal e, se não se arrependerem até o último instante, vão para o Inferno receber a justa punição.
Eu nao entendo realmente qual eh o problema com relacao ao bispo. Ele nao eh juiz. Ele nao eh desembargador. Ele aplicou uma punicao AUTOMATICA dentro da religiao catolica (voces sabem se as pessoas envolvidas eram REALMENTE catolicas, e se sentiram afetadas pela punicao?), foi so. Quem nao eh catolico, devia ficar quieto, cuide da propria fe, e nao encha o saco com a fe dos outros. A LEI CATOLICA NAO TEM QUE SER CONGRUENTE COM A LEI DO BRASIL, ate porque a Igreja esta presente, HA 2000 ANOS, no mundo todo, e eh um corpo unico, portanto, possui leis proprias que a regem, em relacao a sua abrangencia (quem pode ou nao comungar, batismo, etc). SIMPLESMENTE MUDEM DE RELIGIAO SE NAO GOSTAM!!!!! Ha 2000 anos a Igreja defende a vida como um de seus pilares, e sempre foi assim, mesmo nos periodos mais negros da historia do mundo e da Igreja. Discussoes sobre a legitimidade da escravidao indigena (Bartolomeu de Las Casas, por exemplo) ja eram travadas quando os Imperios Espanhol e Portugues colonizaram a America Latina, e a Igreja tinha uma corrente forte CONTRARIA aa escravidao.
Claro que a menina precisava fazer o aborto. Ela tem so 9 anos! Tenho uma filha de 14 e outra de 11, e fico arrepiada so de pensar em coisas assim. Mas infelizmente a religiao catolica condena a morte de QUALQUER SER VIVO, e isso eh um dos cernes da Igreja. Portanto, infelizmente, a resultado do aborto eh a excomunhao. Isso nao quer dizer que nao haja outras religoes que aceitem essas pessoas, que seria o que eu faria se algo similar me acontecesse.
Quanto aa condenacao do estuprador: so sendo muito hipocrita para nao entender o que o bispo disse. Ele ESPERA QUE O FACINORA SEJA CONDENADO E PAGUE POR TODOS OS CRIMES, perante a justica comum. E voces sabem o que acontece com um sujeito desse numa cadeia… Ele vai sofrer por muuuuitos anos.
Nao suporto essa patrulha moral que existe em cima da minha Igreja. Pessoas sem nenhuma consistencia religiosa (acendem uma vela pro duende, rezam pra Na. Sra., dao 3 pulinhos pra Iemanja) se acham “espiritualistas”, e se acham no direito de dar pitaco na religiao alheia, SEM TEREM SE DADO AO TRABALHO DE ESTUDAR QUALQUER RELIGIAO A FUNDO. Assim eh facil… Eh a religiao do achismo pessoal: eu acho isso, entao eh legitimo e santificador, eu nao acho isso, entao NENHUMA RELIGIAO pode pensar ou professar semelhante ideia… Cuidem mais da propria vida, e deixem a religiao dos outros em paz. Na verdade, sao um bando de hiperrelativistas, que querem se sentir “salvos” mesmo sem ter uma moral religiosa que os guie, e para tal, atacam tudo o que destoa do “pensamento” proprio, e que sao considerados pela midia tambem hiperrelativista como “cools”. Entao fundem sua propria Igreja! Tenham culhoes e ASSUMAM que nao querem ser catolicos, ou protestantes, ou judeus, ou budistas, ou sei la o que, porque nao eh conveniente o ser, e fundem a religiao que mais lhes convier. E nao encham mais o saco de catolicos que gostam de o ser, e que nao suportam “fluidez” moral e hiperrelativismo.
Oi Reinaldo,
Não sei se vc viu a primeira entrevista do Bispo, ao “Jornal da Globo”, mas ele quesitonou, sim, a decisão legal, dizendo que “a lei de Deus está acima das leis dos homens”. Não entrarei no mérito da questão e acho que, de fato, o bispo carregou demais a “tinta” nas palavras. Um outro exemplo disso foi uma declaração dada hj, em que ele disse que não excomungará o estuprador. O que se questiona é o fato da reação do bispo não ser tão veemente em relação a violência praticada por este monstro, quanto foi ao lamentável desfecho deste caso, pelo menos para a pobrezinha da menina. A saber, eu tb sou contra o aborto, mas se está previsto em lei, e se foi autorizado legalmente, que se faça o óbvio: Respeite-se a lei.
Emerson
Oi Reinaldo, tudo bem?
A sua citacao no final do texto foi brilhante.
Um bom fim de semana para voce e a familia.
Abracos,
Bruno Hildebrando
Observem: 1ª Coríntos Cap. 5
O feto é mais digno que o criminoso e não teve direito de viver.
Vejam como estão invertidos os valores.
O pior é todo mundo dando palpite, sem nem saber o que é excomunhão. Daqui a pouco vão querer revogar a excomunhão de Lutero, porque ele não estuprou ninguém, coitado!
E do Jabor tenho uma mistura de raiva e pena: esse sim é inimputável por tudo o que faça ou diga, pois vive num mundo de fantasia onde ele é inteligente.
É simples assim, quem não estiver contente com o dogma, que procure outra religião? Não concordo. Os católicos devem lutar pela sobrevivência de sua Igreja, reconhecendo os erros do passado e corrigindo o que está errado. Se ninguém é obrigado a deixar de fazer alguma coisa (no caso o aborto) se não em virtude de lei (que o autoriza), resta claro que a regra católica fere a lei, a Constituição, deve ser eliminada, ainda que isso leve mais alguns séculos. Ou a História se incumbirá de acabar, não com o dogma, mas com toda a Igreja.
Eu também estava quase que exigindo a sua posição sobre o tema, pois, para mim, tu és o cara que mais entende desse assunto em toda a mídia.
Aquela da “chaga” x “praga” já está nos anais… Deste de relho no tradutor do Vaticano!!!
Sobre o post, para não variar, subscrevo embaixo.
Alguém aí entendeu o tópico 10?
Custava ter pulado linhas no post acima?
mais uma… agora sobre doutrina..
vc disse que só é católico quem quer..
pergunto
o bebê que está sendo batizado o está porque quer??
aí vc pode dizer: batismo infantil não torna ninguém católico…
mas esse item da doutrina católica, se não torna a criança católica, é imposto à criança, não é?
Não é provocação… é só um fato que, entendo, contradiz o que vc disse
André Ricardo
Sandra as 8:33 tocou no caminho das pedras da Igreja Católica: abortar os fetos gera excomunhão automática porém esperar nascer e matar em seguida não gera excomunhão.
Esta é uma norma do Direito Canônico. Não estamos discutindo aspectos legais dum Estado laico.
Para prosseguir no caminho das pedras da Igreja Católica, devemos entender essa contradição lógica.
Está na cara! o pior cego é o que se recusa a ver.
Reinaldo, como você não é cego, poderia dar mais uns passos no caminho das pedras?
Reinaldo,
Muito obrigado por ter atendido a pedidos…
sei, sei… vc só escreve o que quer.. mas espero que vc seja influenciado pelas demandas do seu público, não é?
Sobre o bispo:
Se a excomunhão é automática, ele precisa anunciar??? Não seria esse um assunto a sertratado somente entre os integrantes da comunidade?? Não me refiro à clandestinidade. Refiro-me a uma certa discrição!!!
O anúncio expõe a criança a um constrangimento desnecessário e impensável… e justamente pelo fato de ser uma enorme desgraça, o anúncio causou tanta polêmica…
Por isso o bispo errou feio…
Sei lá o nome disso… imprecaução, insensibilidade, negligência… o fato é que foi um erro mesmo!!!
Quanto a Lula e seus ’sinistros’
Dava pra esperar né… já vimos coisas piores dessa gente…
Quanto a você
Você afirma ’sou paulino’, mas olha o que o apóstolo dos gentios fala aos coríntios:
“…fui informado (…) de que há divisões entre vocês. Com isso quero dizer que algum de vocês afirma: “Eu sou de Paulo”; ou “Eu sou de Apolo”; ou “Eu sou de Pedro”; ou ainda “Eu sou de Cristo”.
Acaso Cristo está dividido? Foi Paulo quem batizou vocês? Foram vocês batizados em nome de Paulo?” (I Co 1:11-13)
Quanto ao aborto:
Acredito que eu sinto algo muito parecido com você ao aceitar o aborto em casos de estupro e risco de vida à mãe… dói muito pensar nisso… e é muito estranho que alguém possa MILITAR em favor do aborto…
Esse foi um de seus melhores textos Reinaldo, embora eu não concorde com você, eu acredito que as reações são compreensíveis…
TODOS PERDERAM A OPORTUNIDADE DE FICAREM CALADOS, O BISPO, LULA E OS SINISTROS!!!
E outra coisa Reinaldo,
Não dá vontade de desejar que aconteça ao padastro tudo aquilo que realmente vai acontecer na cadeia?? Sei que isso é errado… mas não dá uma vontadezinha que ele tenha aquele tratamento especial??
E mais uma coisinha…
Sei que vc é contra, mas gostaria que escrevesse a respeito… não seria razoável que esses estupradores fossem castrados???
Acho que seria um presente paa as mulheres em seu dia internacional!!!
Que valha que eu tbm nao gosto mto desses ‘Dias’
chega
André Ricardo
26. Não os temais, pois; porque nada há de escondido que não venha à luz, nada de secreto que não se venha a saber.
27. O que vos digo na escuridão, dizei-o às claras. O que vos é dito ao ouvido, publicai-o de cima dos telhados.
28. Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena.
29. Não se vendem dois passarinhos por um asse? No entanto, nenhum cai por terra sem a vontade de vosso Pai.
30. Até os cabelos de vossa cabeça estão todos contados.
31. Não temais, pois! Bem mais que os pássaros valeis vós.
32. Portanto, quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos céus.
GOSTARIA MUITO QUE ALGUM REPÓRTER PERGUNTASSE DIRETAMENTE AOS BISPOS DA CNBB OU A ESTE ARCEBISPO D. JOSÉ QUAL É AFINAL A SUA POSIÇÃO A RESPEITO DOS 4 ASSASSINATOS DO MST. FAZEM ENTREVISTAS A RESPEITO DO CASO DA MENINA, MAS NÃO PERGUNTAM NA LATA SE ELES SÃO CONTRA OU A FAVOR DOS ASSASSINATOS??
o religioso quis marcar posição numa hora totalmente inoportuna, assim como os anti-religiosos partiram pra o revide. existiu uma indicação medica precisa pra o aborto, muitas jovens já morreram por eclampsia ,durante o trabalho de parto, hemorragia uterina…fora as condições psicologicas.por outro lado a igreja relativiza os crimes cometidos pelo mst assim como o infanticidio cometido pelos indios quando de criançs defeituosas…a vida so é absoluta , para estes no caso de aborto. neste caso houve uma indicação precisa, poucos medicos se recusariam a fazer, mesmo cristãos…
O Bispo é muito bom. Ele já negou comunhão para uma prefeita comunista de Olinda.
Tio Rei, achei que você adotou um discurso relativista com o tal do marketing soft.
A Igreja não tem que adotar um discurso ameno para tratar do assunto.
Concordo com você na essência, Reinaldo. Também sou contra o aborto. Exceto nos casos previstos na lei brasileira. Condenar o aborto ao qual foi submetida aquela pobre criança é uma tremenda crueldade. Quanto à posição do bispo, concordo em parte com você. Faltou-lhe “timing”, sem dúvida. Ele poderia ter se pronunciado mais tarde, de forma menos contundente e espalhafatosa e mais equilibrada e doutrinária. Educativa até. Da forma como fez, parece que queria aparecer. Sou católico. Do tipo que reza e anda com crucifixo no peito. Mas não freqüento igrejas, a não ser por interesses arquitetônicos. Para mim, a Igreja está, hoje, fora de sintonia com seus fiéis. Veja, não discuto a doutrina, o conteúdo, nada disso. Mas o comportamento dos clérigos. Também não quero padres cantando e dançando feito bobos. Padre popstar é patético. Há que se preservar a liturgia do cargo. O que eu acho, Reinaldo, é que os padres não sabem se comunicar com os fiéis. Quando tentam, ou caem no ridículo dos popstars ou se apresentam como figuras repressoras e retrógradas, como esse bispo agora. Quem gosta de ouvir sermão? E o fazem porque estão distantes da realidade. E aí eu chego ao ponto: se padres pudessem se casar, ter filhos, constituir família, viveriam mais próximos da realidade. Mas, não; eles vivem enclausurados no mundo deles, não participam da sociedade, situam-se à margem da vida do cidadão. E, assim, não sabem conversar com o homem comum. Enfim, não sabem se comunicar. Tudo o que o bispo disse poderia ter sido dito de outra forma, em outra ocasião, sem levantar a bola para os “progressistas” chutarem. Talvez a Igreja necessite de um bom marqueteiro… Mais do que isso: precisa conhecer os católicos para saber como se comunicar com eles. Mudando de assunto, Reinaldo, não passo um dia sem ler seus textos. Acompanho seu blog desde o início. Acho que já o conheço bem. Afinal, escrever é revelar-se… Tenho você como um bom homem, um cara legal, justo (a justeza, para mim, é a maior virtude de um homem). Então, eu não acredito na sua insensibilidade quando você trata de assuntos como direitos dos animais e preservação do meio-ambiente. Um homem que claramente defende a vida e a dignidade não pode ser o mesmo que aceita a tortura de animais em laboratório, que parece indiferente à extinção de espécies e à destruição de florestas. Não, eu não acredito que você pensa assim, sinceramente. Se me permite, aqui vai uma crítica. Não é porque a maioria dos defensores de animais e do meio-ambiente é da esquerda do miolo mole e/ou tem na defesa dessas causas um meio picareta de vida que você deve ser insensível quando trata desses assuntos. Tenho a impressão de que você o faz por birra. Sim, também torço o nariz para os oportunistas do aquecimento global e afins. Mas acho fundamental separar as coisas. Não vou sair dando tiro em mico-leão-dourado só porque um ministro petralha quer salvar o bicho.
Pense nisso, Reinaldão. De preferência acariciando Pipoca Maria. Abraço.
Excomunhão do estuprador? Não. Pena capital para ele.
E que depois arda no inferno de onde nunca deveria ter saido.
Quanto ao arcebispo?
Coitado! Haldol nele.
O Quarto Anjo
A alegação medica para o aborto foi as dimensões do espaço para a evolução dos fetos. Ora, era medir as dimensões da mãe que teve 8 filhos, dividir por 4 e veria que era possível esse desenvolvimento. Além do mais todo organismo se adapta as suas necessidade. Poderia ter sido evitado esse duplo assassinato, que por mera suposição levava para a mãe o risco de morrer. Com esse pensamento vamos poder assassinar qualquer pessoa, que julgarmos poder por em risco nossa vida?!
Quem defende os dois inocentes assassinados?! Ninguém?!
Vamos matar todos filhos de estupro? Existem vários vivendo por aí. Indague-lhes se gostariam de ter sido assassinados e reflitam sobre suas respostas.
No caso da menina, ninguém discutiu alternativa para salvar as duas vidas - só havia uma preocupação com todos gritando: “cruxifica-os”
O que fez que a maioria ficasse contra a igreja foi o fato de que foram excomungados os médicos a mãe, mas, o estuprador detonador da tragédia, não foi excomungado.
Bispo só não excomungou automaticamente a de menor(sic), palavras dele, pelo fato de ela ser de menor(sic) e “A Lei é muito branda nesses casos” disse.
A Menina tem 1,33 metros de altura e pesa 36Kg. Aposto que qualquer médico optaria pelo aborto para salvar a mãe. O risco estava além do aceitável.
Jesus foi mais simples e direto: “A César o que é de César; a Deus o que é de Deus.”
E é impagável o “Quanto a Minc, dizer o quê? Comanda o ministério que pode retardar uma hidrelétrica por causa de um papagaio; pode meter alguém na cadeia por causa de um minhocuçu. O caiçara que comer um ovo de tartaruga pode ir em cana. Por que o ovo humano não pode ser digno dos mesmos cuidados?”
Caro Reinaldo: Li, como sempre com viva atenção, as suas idéias sobre o caso dramático da menina de 9 anos estuprada pelo padastro, grávida de gêmeos e que, por vontade da mãe e dos médicos, sofreu o abôrto.
Sem menosprezar o crime do padastro, que clama aos céus de tanta maldade, há uma equação matemática a ser levada em conta: havia 3 vidas - 1 que podia morrer e 2 que poderiam viver.
Vc, que domina muito bem razão e retórica, me responda rápido: é racional matar 2 que poderiam viver para salvar 1 que poderia morrer? Agora pergunte ao chofer de táxi, ao operário, à môça da limpeza sem mencionar o caso e confira a resposta. Depois apresente o caso.
Aquilo que a razão, sem pestanejar,intui como razoável mesmo, vai se modificando pelas opiniões que estão chovendo pela boca dos ignorantes e dos inimigos da Igreja.
Há uma outra faceta que muitos não estão considerando e nem vc abordou nem a Igreja pôs em questão; as uniões matrimoniais (católicas principalmente) estão solúveis como Maizena em leite quente e a família está reduzida a pó.
Como explicar o relacionamento de uma mãe de 2 filhas (a de 9 anos e a de 14 anos) com um homem de 23 anos.
O que buscava esta mulher?
-Estabilidade naquele companheiro para educar a sua filha de 9 anos e a de 14 anos, débil mental, que também foi repetidamente estuprada?
-Acreditava mesmo na harmonia no lar com um tarado dormindo no quarto ao lado do das suas filhas?
-Será que ela sopesou os perigos e as vantagens sexuais em ter um homem destes na sua casa ou agiu egoísticamente?
Então, é de se perguntar também:
-Este Estado do Partido, que tudo vê e provê, não tem uma estrutura de orientação nas Escolas, nos conselhos das “comunidades” em que uma abordagem moral da família seja apresentada? Ou é só vale mesmo a distribuição de camisinhas e o pênis de borracha?
- E onde está a nossa Igreja? Onde a coragem dos sacerdotes em alertar que a moral é um valor a ser preservado fora dos lençóis?
Que onde existem crianças existe muita curiosidade sadia mas também existe um risco muito grande de que pessoas hábilidosas na cama não são hábeis assim para satisfazer esta curiosidade?
Quanto à posição do Bispo, concordo com vc de que é a adequada mas que a forma nem tanto.
O que me dá muita pena, é que ele vai sim ser considerado um dinossauro pela própria Igreja e que vai virar petróleo no relativismo.
A propósito: a CNBB não é NADA na hierarquia da Igreja Católica. É puramente um órgão de secretaria e administração dos assuntos do Bispado. A importância que se lhe atribui provém da política que fomenta a revolução socialista e da força da Igreja Católica junto aos fiéis no Brasil. É mais ou menos como as Católicas pelo Direito de Decidir, organização que parece um braço da Igreja mas que não passa de uma entidade abortista.
A propósito: se o sexo dos pais não tem importância para os filhos adotivos, porque é tão importante para os pais adotivos homosexuais? Não te parece que os pais podem fazer escolhas de seus pares, mas os filhos têm que ficar com o que lhes dão……. Mas isso é um outro assunto.
Abraços e boa sorte no seu excelente blog
Guilherme
Curioso: ninguem comentou se a mãe, e os médicos, são católicos, se fizeram a “primeira comunhão”, confirmada pela crisma, para poderem ser excomungados.
Se não são católicos, ou (até que eu saiba) não confirmaram com a ‘crisma’, o ato foi inócuo do ponto de vista religioso, mas difamatório do ponto de vista social.
A coisa muda se os envolvidos forem realmente católicos praticantes.
O senhor Bispo tem autoridade sobre católicos praticantes. Quem entra no jogo tem que submeter às regras.
Se os médicos são católicos, se abraçaram essa religião, ou se submetem aos ditames, ou arcam com as consequências.
O problema, me parece, é que o senhor Bispo anunciou publicamente, numa tentativa (que saiu pela culatra) de desmoralizar tanto a mãe quanto os médicos.
O Brasil ainda é um pais laico. Os vários representantes das diversas religiões orientam seus seguidores, mas não tem nenhum direito de constranger quem não segue seus ditames.
Sei que já percebeu, não sou religioso e tampouco bajulador, mas tenho que me render: seu texto sobre o aborto é… sublime. Não ouso acusá - lo de perfeito. Por favor, perdoe meu português tosco.
Rei, não tenho palavras. Não encontro nada que esteja à altura de comentar esse seu texto, a não ser o de reconhecer que vc é um dos seres raros que conseguem navegar com sabedoria neste complexo mundo em que vivemos hoje.
Reinaldo,
como vc bem disse, o cristianismo se funda no perdão.
Todo e qualquer criminoso pode ser perdoado.
Por isso causa comoção e perplexidade a excomunhão automática dos médicos.
Como vc bem disse, também, não se pode exigir que carregue uma pedra maior do que pode suportar.
Por isso, não se podia exigir que a menina levasse essa gravidez adiante.
E algum médico teria de fazê-lo, católico ou não.
Seria muito fácil para um médico “lavar as mãos” se recusando a fazer o aborto, alegando que sua religião não o permite.
Ele se sntiria em paz parante Deus.
Mas será que se sentiria em paz com sua consciência, toda vez que pensasse na menina???
É fácil falar, de fora, como faz o bispo, apontando o rigor da norma canônica…
Mas que tal se colocar no lugar do médico?
Vc bem disse que é preciso pesar as circunstâncias.
Não vejo a situação do médico muito diferente daquela de um soldado que, em plena guerra, dá um tiro de misericórdia em um companheiro que agoniza ou que, capturado, antes de morto, será torturado.
Enfim, embora muitos não compreendam os motivos da Igreja, também esta deveria procurar compreender os motivos dos outros e, quando necessário, oferecer acolhimento, ao invés de punição pura e simples.
Um abraço.
K.
Ao se pronunciar contra o aborto (em absolutamente qualquer caso), a Igreja dispõe da infalibilidade do Magistério. Deste modo, não adianta criticar a Igreja ou exigir que muda, ela está correta neste caso pois tem garantida a assistência divida prometida por Cristo.
Alguém acha que se um alguém seja ele papa, bispo, padre, coroinha excomungar alguém DEUS vai abandonar esse alguém só pq uma instituição no caso a igreja inventou essa como diz Rei, extrovenga de excomungar?
Gente isso não existe. Isso é igual ao pac de Mulla.
DEUS é amor e não vai “deserdar” ninguém só pq a igreja quer.
Nas leis divinas existe a Lei da ação e reação. Então não sairás daqui enquanto não pagarás o ultimo ceitil. Pronto. E atire a primeira pedra quem não tiver pecado.
PS> SOU CONTRA O ABORTO, salvo se a vida da mãe corre risco de morte.
Me entristece o fato de que quase não se fala do estuprador, que por 3 anos abusou da menina e da sua irmã. Faz-se alarde sobre o que o bispo falou (sendo que ele declarou apenas, não decretou), enquanto ninguém expressa repúdio ao padrasto.
Antes o maior problema fosse um bispo rígido ou que fala bobagens diante das cãmeras.
RATAZANA EM 6:56
RACUMIN NELE!
É anonimo 9:31, essa sua pergunta sobre as três crianças é motivo prá muita reflexão. Tbm sou contra o aborto, mas veja bem, uma criatura de nove anos o útero ainda não está totalmente preparado para duas crianças numa criança. Sei que todos nós temos nosso livre-arbítrio(separado ou pegado?)e nesse caso (vamos ao achometro) acho que a escolha foi certa, a menina é muito fragilizada. Felizmente, para quem crer na espiritualidade os desígnios de Deus com certeza deixará uma lição de engradecimento para todas essas criaturas envolvidas, inclusive os fetos.
Essa eu não entendi. O resumo é o seguinte: a excomunhão é automática, então o bispo fez uma mera declaração. Porém, o bispo deveria “ter pesado as circunstâncias para que sua decisão não restasse contraproducente”.
Ora, pergunto: QUE DECISÃO? O bispo decidiu algo ou meramente anunciou um fato consumado?
Qualquer que seja a resposta, este caso dramático remete a uma questão de fundo: o princípio jurídico-canônico deveria ou não ser atenuado em situações limítrofes assim? Se você concorda com a lei brasileira, Reinaldo, parece-me que a resposta é sim. Ou não?
Rei,
Ando cansada e desanimada de ver a pouca capacidade ou vontade de PENSAR das pessoas. Assim, elas partem para a primeira fórmula pré-fabricada que encontram e soltam o verbo, sem refletir nem por um minuto nas questões.
Como os “pogressista” são verdadeiras INDUSTRIAS de fórmulas pré-fabricadas sobre QUALQUER assunto e falam, falam muito!, logo abrem o cardápio para os menos, digamos, esforçados, escolherem o prato do dia, a solução pelo manual de instruções.
Puiff, que canseira!
Como dizia meu pai, “cabeça não foi feita só para colocar chapéu”. O que você, Rei,sabe mais do que NINGUÉM!
À anônima que cometeu aborto.
Você se mostra tão sinceramente arrependida de ter cometido o aborto que eu fico pensando que o padre ao ouvir você (que estava automaticamente excomungada) te absolveu, devido a esse teu sofrimento interior ser maior que ajoelhar na pedra. “Vá em paz” era para você parar de sofrer como sofreu até aquele momento, não foi descaso…
Rei, eu tbm sou contra o aborto, eutanasia,pena de morte, suicidio enfim tdo que que seja contra a vida. Porém no caso dessa criança eu sou obrigada a ser favorável pois ela corria risco de morte.
Não sei se estou certa. Mas vc diz: “Impressiona-me, como sempre, o fato de que qualquer religião pode impor a seus fiéis a disciplina que bem entender, e isso será considerado matéria de “liberdade religiosa”. Já os católicos, não! A Igreja parece a casa-da-mãe-joana. Todo mundo se acha no direito de discordar do que é, notem bem, uma ORIENTAÇÃO RELIGIOSA ou uma DECISÃO DE ALCANCE APENAS RELIGIOSO.” Talvez isso aconteça por consequencia desse pensamento: “Muitos dos casos em que a Igreja é acusada de excesso de rigor não nascem da observância de suas diretrizes, como alguns querem fazer crer, mas justamente da não-observância. Os ombros de um mundo fora dos princípios da Igreja Católica, aposto, são muito mais largos e comportam muito mais iniqüidades do que aqueles que suportam o peso da doutrina. E seria um bem e tanto se os críticos da Igreja Católica, na imprensa, procurassem se informar um tanto sobre os princípios da instituição.” Dá a impressão que vc acha que a doutrina católica é superior a qualquer outra doutrina.
Ninguém é superior a ninguém. Somos todos iguais perante Deus independente de qual doutrina pertença, pq afinal Jesus não criou nenhuma religião. Ele ensinou o amor ao próximo.
Se entendi errado peço desculpas.
Um abraço
Antes de mais nada, sou cristão e católico. E me envergonha a posição deste padre do Pernambuco. Francamente, ser contra métodos contraceptivos, como a camisinha, me parece arcaico, inquisitorial. Também a negação ao aborto em casos de estupro.
Mas neste caso da menina de 9 anos, passível de morrer por falta de constituição física par ser mãe - gemelar - fruto de estupro do padastro, e os excomungados serem os médicos e a mãe?
Eu queria excomungar este padre - bispo?, arcebispo? - de minha Igreja. Há como?
Puxa, foi um texto tão bom que mandei para seu colega populista e defensor de animais Denis Russo.
O que ele escreve segue à risca as características militantes mostradas por você.
Às vezes me pergunto: seria ele um idiota útil à causa ?
Que Deus é esse que permite que uma menina de 9 anos seja violentada?
Ler que o bispo não entende de marketing fez-me rir muito.
Reinaldão, basta assistir a uma missa de um padre qualquer e vê-se logo que o pessoal é mestre em marketing.
Como a excomunhão é automática, o bispo poderia deixar seu pronunciamento de lado e fazer o que você sugeriu aos ministros Minc e Temporão: preocupar-se com coisas mais importantes que são sim (segundo a igreja) de sua responsabilidade.
O que me deixa contente nessa história toda é que mesmo os católicos mais fervorosos, mesmo você, que se desdobra em argumentos (às vezes em algumas hipóteses) para defender o bispo, são contra os dogmas na igreja.
Tudo isso prova o quanto a igreja se distancia de seus seguidores em suas “regras” mais centrais. A isso chamo de evolução. Não tem sido assim ao longo dos séculos?
A propósito, entendi a demora em escrever o texto. Seria difícil para qualquer um.
Lula, qdo criticou o Bispo, falou como Presidente da República?
Ué, mas o Estado não é laico? Por que agora se intromete nas questões da igreja católica?
E, se falou como cidadão e se ele for católico, é fácil resolver a questão: DEIXE DE SER CATÓLICO.
Religião é uma escolha pessoal, segue quem quer.
E a mídia? Agora quer debater os dogmas e doutrinas religiosas?
Ora, ora, quanta pretensão! Parece estar faltando notícias realmente importantes neste país.
Não sou católico, tampouco considero-me cristão, mas essa discussão é irritante. Não se deve discutir princípios religiosos, ou se aceita e vai praticar sua fé ou, então, recusa-se e vai procurar outros dogmas e doutrinas, mas é tolice criticar.
A questão fundamental nessa tragédia é que a menina corria um risco altissimo se tentasse levar essa gravidez gemelar a termo. Sem entrar no mérito do estupro, que para o arcebispo não é tão grave, a decisão do médico é totalmente justificável em função da segurança da mãe. Não é difícil imaginar que em vez de duas, provavelmente teriamos três crianças mortas. O médico merece minha confiança de que no fundo, trabalhou para preservar a vida.
Sagarana
É diante de acontecimentos traumáticos que descobrimos a real natureza das pessoas. Esse estupro bárbaro de uma menina de 9 anos, que resultou dada sua idade resultou numa grávidez de risco e abriu a oportunidade de um aborto. Estarecido, vejo que até o jornalismo do SBT se coloca em defesa ao aborto. Apelaram até para outras religiões, num laxismo vergonhoso de onde pularam frases como “devemos escolher o menor dos males”. NÃO! Nunca devemos escolher o mal, sempre teremos essas escolha e o resto é conversa fiada!
Se incomoda tanto uma católica de meia-tigela ser “discriminada” por realizar um aborto. Se fica tão constrangida assim, sinta-se a vontade de abrir mão da fé em Cristo e vão adorar outros deuses. Algum que veja com bons olhos o assassinato de seres humanos indefesos com requintes de crueldade.
Reinaldo, parabéns mais uma vez pelo seu texto. Mesmo não me consuiderando católico e até admitindo o aborto em um caso como êsse que está sendo discutido, o mínimo que se pode dizer é que está muito bem escrito e que você reafirma sua coragem de estabelecer os seus princípios e defender a posição da Igreja Católica. Ninguém é obrigado a ser católico ou ser filiado a qualquer igreja. Mas, se é filiado a alguma, tenha a hombridade de agir de acordo com os princ´pios da mesma. Quanto à hipoicrisia de algumas autoridades, especialmente ministros do atual governo, ou de alguns jornalistas, não dá nem para comentar. O ministro da DENGUE por que não cumpre com a msua obrigação de zelar pela saúde pública? E o ministro que veste “modelito” por que não vai cuidar melhor das florestas? Quanto a Arnaldo Jabor, êsse é caso perdiso.
Reinaldo,
Sabe este é um assunto terrível. Mas o que mais me intriga é a fome de abutre que a imprensa nutre por mais esse caso nefasto. Agora a imprensinha defende abertamente o aborto e condena histericamente o padre que aplica as leis da sua igreja…Isto está me cheirando a uma armação daquelas, justamente quando o Papa pediu ( acho que foi na semana passada) que o Brasil não libere o aborto totalmente. A imprensinha já se armou contra o pedido do Papa e já conseguiu, infelizmente, uma triste historia para usar e manipular a opinião pública a favor do aborto. Ninguem está pensando na menina, que perdeu toda a sua infancia,QUE JAMAIS VOLTARÁ, está traumatizada brutalmente para a sua vida toda. O que essa imprensinha sórdida está fazendo é de uma bárbarie total, de um maquiavelismo medonho. São um bando de sádicos e cínicos. É revoltante. Ninguem liga a mínima para os sentimentos dessa menina. Mais uma vez está sendo usada e abusada, já foi pelo padrasto criminoso, agora é a vez da imprensinha sem-vergonha. Deprimente.
Prezado RA,
Respeito sua fé católica. Como não católica e, então, observadora externa, creio que todos opinam sobre as atitudes da igreja porque ela tenta forçar, no estado laico, as suas doutrinas.
Não sou favorável ao aborto de forma geral (ainda que no caso em questão o visse como o menor dos males horrorosos do mesmo), mas a igreja não tem o direito de tentar trazer ao estado brasileiro as diretrizes que servem para os seus fiéis.
Imagine o que aconteceria se os judeus tentassem passar uma lei proibindo os brasileiros de comer carne de porco e de camarão. ESte é um problema dos judeus (meu caso). Ou o que aconteceria se os muçulmanos quisessem proibir o consumo de bebidas alcoólicas no país. Novamente, este é um problema dos muçulmanos.
Assim, cada religião que se relacione com seus fiéis e não tente trazer ao país a sua doutrina.
Sessão nostalagia: Alguém se lembra da censura ao Je vous salue Marie? Eu não me esqueci; vi o filme no exterior. No Brasil não pode ser exibido por pressão da igreja católica. Um absurdo pois a censura já havia acabado no Brasil!
Pedro Erik
9:22 PM
Que seu Deus preserve vc e seus familiares - inclusive as crianças - de serem estuprados. Foi um dos comentários mais ignóbeis que já lí.
Estamos no século XXI e não na época que a Igreja Católica lutava por terras, poder, inquisição, genocídios de pagãos, índios, africanos e outros “povos inferiores”.
EXCELENTE!!!
SENSACIONAL!!!
IMPECÁVEL,como sempre,caro Reinaldo!!!
PARABÉNS!!!
Finalizarei reproduzindo uma parte do seu magnífico texto:
“Muitos dos casos em que a Igreja é acusada de excesso de rigor não nascem da observância de suas diretrizes, como alguns querem fazer crer, mas justamente da não-observância. Os ombros de um mundo fora dos princípios da Igreja Católica, aposto, são muito mais largos e comportam muito mais iniqüidades do que aqueles que suportam o peso da doutrina. E seria um bem e tanto se os críticos da Igreja Católica, na imprensa, procurassem se informar um tanto sobre os princípios da instituição.”
KIRK
Reinaldo, conquanto também seja pessoalmente contrário ao aborto, não vejo como não afastar esta possibilidade no caso desta menina. É como você disse: a lei que a ampara resolve a nossa triste e oceânica precariedade.
Ainda que a excomunhão seja automática em casos assim, me filio aos que consideram o ato deste arcebispo como de uma crueldade sem fim. Ora, se uma coisa automaticamente leva a outra, deveria bastar para a igreja saber que estas ovelhas estão fora do seu rebanho pelo ato que praticaram ou estimularam
O que não é necessário e, a meu ver, não se justifica em nenhuma hipótese, é esse sujeito excomungar publicamente a mãe, familiares e médicos que cuidaram da menina, dizendo que só não o fez em relação à coitadinha porque ela é uma criança. Pelo visto, se adulta fosse, e se estivesse nas mesmas condições (estuprada pelo padastro), seria excomungada também…
Um colega meu colocou a coisa numa perspectiva interessante: não bastasse tudo que essas pessoas passaram, e, em especial, não bastasse o sofrimento pelo qual passou a criança, ela ainda será apontada na rua e reconhecida por seus amiguinhos como “a filha da excomungada”. Precisava disso? Acho que não!
Faria melhor efeito uma palavra de amor, que acredito, é o que se deve esperar de um sujeito que se diz representante de Deus. Não seria Ele o amor e o perdão? Não foi seu filho que veio a terra para nos ensinar isso? Tripudiar em cima de quem passou por um inferno – e em cadeia nacional, via satélite – só torna mais doloroso todo o processo, especialmente para as vítimas.
Enfim, tudo isso é muito, muito triste. Espero sinceramente que estas pessoas tenham amparo e encontrem em algum lugar o conforto que definitivamente a igreja não lhes ofereceu.
Em tempo: ao que parece, o nobre arcebispo não se insurgiu contra o aborto, não. Mas disse que pretendia ir denunciar mãe e médicos no Ministério Público e sustentou formalmente que a lei dos homens é nula diante das leis de Deus. Ele me parece mesmo um fracasso de marketing e, se me permite completar, também de percepção e sensibilidade.
Grande abraço,
Alexandrnônimo
Sobre o caso da garota de 9 anos, ex-futura mãe de gêmeos, que abortou no Recife, debato os dois argumentos:
1. Houve estupro.
Sim. No entanto, se o estupro é uma violência, não seria ainda violência mais grave matar dois inocentes? Se a mãe não quisesse as crianças, para se poupar do trauma de recordar o que passou, poderia tê-las dado para adoção. A lista de espera por bebês é grande.
O aborto, nesse caso, se resume a isso: tentar poupar a mãe de sofrimento psicológico. O ser humano é mais resistente do que se imagina. Temos mecanismos de defesa contra traumas psicológicos, como, por exemplo, a dissonância cognitiva. Onde estão as pesquisas que apontam que mães vítimas de estupro são mais infelizes ou maltratam mais seus filhos? Gostaria de saber se a defesa do aborto em caso de estupro tem base científica. E se tiver, resta ainda a questão moral: para poupar um ser humano de um trauma psicológico, tira-se a vida de um inocente. Isso é correto? Em todo caso, é menos horrível que a defesa dos demais casos, onde pregam a morte de inocentes via aborto para não prejudicar o orçamento familiar, ou a carreira da mãe.
2. A gravidez era de risco.
Sim, provavelmente. No entanto, há muitos casos de meninas que deram à luz. Qual o tamanho desse risco? A medicina moderna não poderia contorná-lo, por exemplo, com uma cesárea prematura, colocando os bebês numa incubadora? Qualquer que seja o caso, o fato é que não havia nenhum indicador real de risco no momento do aborto. A mãe passava bem. Tão bem, que teve alta logo depois.
A lista documentada de casos de gravidez de crianças é grande. Suspeito que o verdadeiro tamanho dessa lista esteja na casa das centenas de milhares, tanto devido à falta de documentação em países mais pobres, como devido aos casamentos com crianças, permitido em países muçulmanos (A esposa preferida de Maomé, Aisha, casou-se com ele quando ela tinha 6 anos e o casamento foi consumado quando ela tinha 9).
Os médicos lutam pela vida. Nesse caso, a vida da gestante, que além de ter sido estuprada havia o risco de morte. E dentro da lei cumpriram a missão.
O Bispo defende a vida da gestante e dos fetos, mas é incapaz de batizar uma criança de mãe divorciada.
Caro Reinaldo, bola fora dessa vez.
Não é apenas “tino publicitário” que falta ao infeliz arcebispo, falta esparadrapo na sua boca.
Estou enojado ao ver o infeliz conseguir a proeza de estabelecer comparações relativas do estupro da pobre menina e o posterior aborto com, pasme!! o holocausto!!!
De novo??!! Plagiando-te, ..ai, ai meu Jesus Cristinho, até da boca de um arcebispo da igreja católica???!!
Que máquina de falar bobagem este infeliz!!! Apenas falta de tino publicitário??? Putz, é outro apenas com um pouco mais de “arrojo” nas palavras.
Bonito o trecho do livro, Reinaldo. Por acaso ontem achei um exemplar velho do ‘Memórias de Adriano’nas coisas do meu pai. Comecei a ler e já percebi que você não exagera em nada quando fala desse romance.
Mas que lembra a inquisição lembra. Sou católico não praticante e lamento que episódios como este só venham a fortalecer aquela outra que você menciona(a dona da rede de tv). O Império Romano até que durou muito. Só em um país atrasado como o Brasil estas idiotices viram manchete. Em alguns países ou em alguns estados do EUA seria feito o aborto na menina(com muito pesar), o estuprador receberia sua injeção letal e bola prá frente que atrás vem gente… sem barulho, sem procissão.
QUEM DECIDE se a gravidez de uma menina de 9 anos é de alto risco?
Dá a impressão de que tão logo souberam da gravidez imediatamente procuraram um médico abortista.
Se outro médico fosse consultado para realizar todos os exames na menina será que o diagnóstico de gravidez de alto risco também apareceria?
O que eu quero dizer é que alguém decidiu pelo abortamento e isto foi feito, imediatamente.
Em qualquer outro caso de gravidez o acompanhamento médico é longo.
Já neste caso, mais sério, não houve tempo para mais e minuciosos exames.
Infelizmente foram deixadas de lado as possibilidades da vida.
Quem saberia dizer dos desígnios de DEUS para essas três crianças?
Será que podemos condenar este arcebispo que é intelectualmente limitado por repetir um discurso empregado nos séculos V(cinco), VI(seis), VIII(oito), X(dez), XI (onze), etc. Será que tal Igreja é fiel a Cristo e seus ensinamentos? Como foi a atuação de seu “evangelho” - Evangelho é uma mensagem, geralmente de conteúdo religioso, ou o livro que contém tal mensagem – até o século XX, contribuindo pelo amor a vida e ao ser humano. Esta Igreja sempre se opôs a ganância, as terras, aos massacres de “povos inferiores e pagãos”? Ela jamais contribuiu ou se omitiu perante atitudes dos reis europeus que cometeram genocídeo a americanos (continente), africanos e asiáticos.
Não serei cruel e petralha em afirmar que o arcebispo defende o estupro, sobretudo em crianças – que ele não poderar gerar. Nem direi que ele só fala isso porque nunca foi estuprado. Nem direi que ele não falou em excomungar o estuprador de duas crianças – ao menos pelo que se sabe. Aliás, a Igreja Católica que abomina padres como famílias e filhos (que pecado grave), poderia abominar padres, bispos, sacerdotes que abusam de seus seminaristas or “irmãs” (freiras, madres, etc)?
Só não aceito pessoas estudadas e intelectualmente capazes no século XXI defenderem estupradores de crianças e adolescentes e recriminarem aborto de um feto no início de uma gestação que matará uma criança de noves anos. Matar um feto com 3 ou meses é crime, matar uma menina de 9 naos póoode.
Antes que me chamem de petralha e que eu deva ser excomungado, perder emprego, família, amigos e tudo que for material e imaterial, digo: simpatizo mais com o PSBD do ateu FHC e repudio estupro seja em minha filha, sobrinha, filhas de qualquer pessoa do bem ou do mal (criminosos diversos). Sou simpatizante, porém não praticante da Igreja batista que minha mãe frequenta.
Mas infelizmente tem milhares (ou milhões) que esão com o arcebispo e defendem ou se omitem.
Reinaldo, o caso apenas comprova como é melhor para uma sociedade que os dogmas religiosos não influenciem suas leis.
Acaso isso ainda ocorresse , ficaríamos sujeitos às interpretações do catolicismo que, não poucas vezes, ignoram a compaixão e o sofrimento de seus próprios fiéis.
Além de submeter outros, que não comungassem dessa mesma fé, a terem a vida regrada por leis por ela pautadas.
Há exagero sim, na crítica ao bspo. Por outro lado, ele fez por merecer.
Dr. Fiesmot
TODA ESTA HISTÓRIA HORRÍVEL VAI TER UM IMPACTO POSITIVO: AJUDA A CONSOLIDAR NA MENTALIDADE BRASILEIRA A SEPARAÇÃO ENTRE ESTADO E IGREJA. DE UM LADO, LULA E O MINC, DO OUTRO A IGREJA CATÓLICA E SEU ARCEBISPO.
Pela primeira vez discordo de você, Reinaldo. Não é pela lei da Igreja Católica, mas pela prepotência do padre. Quem disse para ele que as pessoas que ele estava excomungando são católicas? Se não são, que prejuízo terão com a tal pena? Se esse bispo é tão zeloso com as “leis de Deus”,a quem ele diz representar, porque não excomunga os bandidos do MST que assassinaram os seguranças da fazenda em Pernambuco? Porque não excomunga os ladrões das verbas da saúde? Nunca vi os bispos e padres se voltarem contra os ladrões do dinheiro público. Ontem mesmo, um padre católico, o artista Marcelo estava fazendo uma “comissa” ou “missa comicio” para Dilma, que já roubou, segundo dizem, o cofre do Adhemar. Deve haver coerência na aplicação das penas.
A despeito da maneira infeliz como o assunto foi conduzido pelo arcebispo de Recife, causa espanto como uma afirmação de esfera preceitual, religiosa, eminentemente voltada para a comunidade católica, desperte raivosas respostas de figuras públicas notoriamente anti-clericais.
É o aproveitamento da desgraça humana para proselitismo ideológico. São os abutres da morte.
Muito interessante seu texto, Reinaldo, chamando a atenção para a complexidade dos dramas humanos, que a visão reducionista da esquerda de plantão não tem alcance para perceber.
Estou do lado do bispo, Reinaldo.
Não concordo com você que ele foi rigoroso demais e que assim prejudica a causa. Acho que ele prestou um grande serviço a esse país tão lascivo. O problema do aborto não está vinculado apenas à ele. Por trás do aborto estão muitas vezes famílias destroçadas e a prática do padrasto pode ter tido vários cúmplices. A defesa do bispo reforça a importância da família.
Além disso, discordo de você quanto ao fim do celibato. Continuo com São Paulo que defendeu que o padre deve se dedicar exclusivamente a Deus.
Além de discordar da adoção de crianças por gays.
O rigor do bispo ajuda aos católicos, precisamos voltar a defender os princípios da vida.
Considero esse seu texto, o pior que já li. Foi uma decepção e tanto. A mistura com a questão da CNBB e MST é irrelevante e toma muitas partes do texto.
Descobri hoje que estou à sua direita, Reinaldo. Fiquei triste com isso.
Abraço,
Pedro Erik
A IGREJA CATÓLICA já está perdendo território e vai perder ainda mais.Atitudes como essa recentemente tomada pelo bispo,só provam que a Igreja Católica está mais preocupada em manter seus rituais do que defender uma criança que estava em pleno processo de desenvolvimento e que agora terá que lidar com as mais terríveis dores.A própria Igreja está se desmoralizando!LAMENTÁVEL…LAMENTÁVEL
O melhor a fazer é sem qualquer dúvida afastar-se das trevas, digo, das religiões.
Oi Reinaldo,
Excelente este seu texto, obrigado. Existem muitas situações em que não consigo descrever, colocar em palavras, aquilo que sinto. E em diversas destas ocasiões você as encontra com maestria.
Penso, no entanto, que há um lado a ser explorado: a situação difícil a que os médico estiveram de frente. Eles eram sim, acredito, obrigados a realizar o procedimento devido a algum código de conduta médica. O risco de morte e futuras sequelas da menina os forçava a tomar esta decisão. Imagino que seriam passíveis de processo cíveis e mesmo a perder a habilitação profissional por erro médico.
Um Abraço,
Reinaldo,
A propósito das falanges do ódio que criticam a igreja, transcrevo o comentário que deixei no blog da Barbara Gancia, que teve a coragem de comparar o bispo de Recife com os aitolás do Irã.
“Bem, Bárbara, se você não sabe a diferença entre os sacerdotes brasileiros e os aitolás do Irã, não serei eu que vou explicar. Como você sabe, existe parada gay em Teerã, o presidente Ahmadinejad distribui preservativos no carnaval e a pena de arrependimento substituiu a lei de talião entre os persas.
Enquanto vivermos numa democracia, um bispo brasileiro poderá defender a sua religião. A Constituição garante esse direito ao bispo. Intolerante é você que gostaria que o bispo de Recife fosse obrigado a ficar calado.
Sua opinião me fez lembrar o comportamento da ex-deputada Jandira Feghali nas eleições de 2006. Feghali tentou silenciar a igreja católica com uma ação no TRE, pois não queria que o eleitorado carioca soubesse que ela era a relatora do projeto de lei que legalizaria o aborto indiscriminadamente no nosso país.
Feghali perdeu a eleição para o senado e você perde leitores ao não perceber que o pensamento politicamente correto que predomina na redação da Folha de São Paulo não reflete os valores da maioria dos brasileiros.”
Natural que o catolicismo leve mais porrada da opinião pública do que por exemplo o islamismo, pois o primeiro está mais presente em democracias onde a liberdade de expressão é um dos seus pilares e o segundo está mais presente em ditaduras teocráticas que desprezam a divergência e a pluralidade. Pode-se e até deve-se criticar a Igreja Católica em situações como essa, não como patrulhamento censor, mas como tentativa de abrir um diálogo que possibilite à instituição melhor aliar o rigor dos seus dogmas basilares com as demandas que infelizmente sempre farão parte da mediocridade humana.
Brilhante Rei,
ainda bem que resolveu tratar do assunto. Sua análise fez-se luz num debate que mais parecia briga de foice no escuro.
Parabéns e obrigado pela clarividência anlítica e posicionamento político-moral-religioso absolutamente impecável.
ggsjdr,mg.
FOI URRO DE LEÃO? NÃO, SÓ UM MIADO DO TEMPORÃO
O Reinaldo saiu pra pegar um leão à unha. Não foi um gesto extemporâneo: era, parecia, plena temporada de leões. Houve, certamente, quem pensasse que ele iria pagar o mico. Não pagou o mico, mas, no caminho, pegou o minc.
Retornou trazendo, no bolso do colete, as orelhas e os rabos dos dois bichos.
Esse Reinaldo é incrível! Leão com ele vira bichano e perde o rabo.
Weimar
P.S. Uma coisa é certa: de tédio Dona Reinalda não morre. Incêndio pra ela é fichinha!
Um forte abraço para você, Reinaldo
Esse seu post é um dos muitos que me fazem leitor fiel deste blog.
Que Deus o abençoe!
Pascal
A grita dos esquerdistas tem outro objetivo claro: Abafar as execuções do MST.
Reinaldão,
Criticar a Igreja Católica é fácil e, digamos, natural. A própria Igreja abre suas portas para a discussão. Ela quer o confronto intelectual.
Agora, tem uma coisa Reinaldão: Quero ver esses Macho Mans, incluindo Lula, criticarem, por exemplo, os muçulmanos iranianos que executam gays e jovens não alinhados com os princípios da religião. Execuções em praça pública.
Diz alguma coisa Minc!!!
Juca Kfouri, você também considera tais práticas ASSOMBROSAS!, BÁRBARAS!
Fala alguma coisa!
Duvido!!!
Acho que vou reler Memórias de Adriano.
Coincidentemente (ou não?) exatamente na hora em que começo a ler este post, a notícia é transmitida na Record, do abortista Edir Macedo. Vi e ouvi o pronunciamento do presidente da república, criticando, como era de se esperar, o arcebispo. Aí pergunto:
Muitos falam que o Estado é laico e a Igreja não pode sequer opinar sobre nada de política e outras esferas da sociedade.
Mas, o presidente da república e o ministro da saúde podem dar pitaco em assuntos estritamente eclesiais?!
Isso é cesaropapismo.
Coincidentemente também (ou não), ontem vi o clássico “Quo Vadis?”, que mostra exatamente esse embate entre Igreja X Estado. O imperador Nero se vê ameaçado por esse novo Deus-Rei que os primeiros cristãos começam a adorar.
A história é conhecida: Nero passa a perseguir-los, começando com a cricificação do primeiro papa - São Pedro - de cabeça para baixo e culminando no famoso incêndio que ele atribuiu aos cristãos.
O paralelo aqui não é gratuito. A ideologia socialista, assim como as demais ideologias modernas como o nazismo são formas de religião civil (termo cunhado por Rousseau que defendia o Estado exercendo funções religiosas e faz essa defesa baseado também no teórico do absolutismo Thomas Hobbes).
O socialismo latino-americano de Chávez vem se tornando essa religião civil. Cada vez mais o estado quer ser mais religioso que a Igreja. E o Lula está imitando, com seu complexo messiânico.
Pobre dessa menina. Meu Deus…quanta dor. Tão pequena, já conhece o que é a violência, o abandono, a maternidade e a morte de um filho como alternativa para a própria morte. Não deveria ser essa a experiência de vida de uma criança de 9 anos.
Também não consegui falar nesse assunto há dias.
O aborto causa excomunhão instantânea, mas o assassinato não? Quer dizer que se uma criança nascesse e fosse assassinada logo em seguida, isso não geraria excomunhão? Os médicos que tiveram que escolher entre uma vida e outra foram excomungados, enquanto o bandido que agiu por puro egoísmo apenas cometeu um crime gravíssimo, mas não o suficiente para que fosse excomungado? Que lógica torta é essa?
Reinaldo
Assunto delicado, difícil, tortuoso.
E explosivo: condena-se (no caso) a igreja por seu passado político e busca-se nesse argumento fundamentos para um caso humano. Isto é: se a igreja queimou gente viva não tem moral para condenar o aborto? É isso?
Alhos e bugalhos. Tudo que se envolve com política torna-se podre. Falta Ética. Falta vergonha na cara. Falta lisura.
Separando-se o joio do trigo o que resta saber: qual a punição RIGOROSA na lei brasileira (e mundial) para estrupador?
Em jogo ali estavam duas vidas e dois aspectos: vital orgânico e vital psicológico.
Vital orgânico: a da menina-mãe e a do feto. Um dos dois iria ou poderia morrer. Vai se pagar para ver?
Vital psicológico:o que a psiquiatria tem a afirmar num caso desses? Há estrutura formada numa criança de nove anos que após o aborto vai brincar de boneca?
Como fica a cabeça dessa criança?
Por fim:a lei canonica da igreja vale para os católicos e a lei laica vale para todos os homens - monstros inclusive como o estrupador.
Agora: se a lei dos homens é uma lei machista que não considera o estupro um crime aí é outra históra.
Violência contra a mulher (e contra menina é então mais monstruosa)tem pena branda porque a machista lei dos homens não considera crime de gravidade. Daí….
Daí que todos os gatos são pardos, todos as taras são permitidas aos homens e e todos os castigos são amenos.
Num brasil minúsculo de leis lenientes este é mais um caso em que se condena a vítima: tanto do lado laico como do lado religiosa.
Um abraço
Seu post, só para variar, é muito bom. Tira muito ruído da discussão. Mas tem uma coisa lá que um homem com seus princípios e seu modo de pensar não pode admitir. Digo isso não porque eu discorde (e discordo), mas porque ao menos um de seus argumentos parece contradizer não o que penso, mas aquilo que você mesmo pensa. É essa questão do aborto em caso de estupro. O embrião é um ser humano vivo desde a concepção? Se a resposta for positiva - e presumo que seja - então é o caso de se aplicar a ele todas as regras aplicáveis a quaisquer outros seres humanos, dentre as quais aquela que proíbe a punição de inocentes. Aquele gerado por um estupro não é o estuprador. Se, por causa do coito forçado, não matamos nem o último, por que diabos mataríamos o primeiro?
O caso da menina anda intrincado na minha pobre cachola. Sou católico, e não totalmente ignorante a respeito da doutrina. Aborto, segundo entendo, é algo peremptoriamente vedado, exceto em uma circunstância: a de risco real para a gestante. Nesse caso, como o martírio não é obrigatório, o aborto é permitido e sequer deve ser considerado pecado.
Vi médicos dizendo que a gravidez da menina era uma gravidez de risco, assim mesmo, bem genericamente. É claro que uma gravidez de gêmeos em uma criança de nove anos é colocada na prateleira “gravidez de risco”. Agora, não vi ninguém dizer o grau desse risco, as possibilidades de a gestação ser levada a bom termo, enfim, informações que o ruído não deixa ninguém ter.
A verdade é que os abortistas de plantão pegaram a imagem toda, excluíram dela o estuprador, e deixaram pressupor que a desgraça da menina está na gravidez. Não está. Está no padrasto e na mãe que não sabe escolher as pessoas que coloca em casa.
Ademais, sempre é possível deixar que o estado cuide das crianças não desejadas pelos pais.
Reinaldo,
belíssimo texto. Só não sei se ele surtirá qualquer efeito no sertão pernambucano. Lá, infelizmente, ser excomungado é o mesmo que ser chamado de demônio, capeta, coisa ruim, etc. O bispo foi de uma infelicidade medonha, demonstrando total alienação perante a realidade em que vive. Faltou-lhe compaixão, sustentáculo da doutrina cristã. Quanto a esta de besta “legalista” de batina, só restam os sentimentos de vergonha, pena e indignação.
André Aidar.
Caríssimo.
Não resta a menor dúvida, que a gravidez gemelar em uma “criança” de nove anos, é de alto risco. Não resta a menor dúvida, de que a efetiva realização do aborto, conta com todas as garantias legais. Este aborto, foi de fato inteiramente legal.
Porém…O “alto risco”, não significava obrigatoriamente uma sentença de morte para a gestante. A mesma justiça, e a mesma medicina poderiam prover todos os cuidados para que estes riscos fossem atenuados, para que a gravidez chegasse a um final sem mortes, nem das crianças (gêmeas) nem da mãe. Não é o único caso de gravidez em crianças tão jovens. Os mesmos cuidados de acompanhamento psicológico que está sendo dada à menor que sofreu o abuso sexual e o posterior aborto, poderia ser dada à mesma menor, durante a gravidez, parto e crescimento das gêmeas.
Em termos de “custos”, a diferença me parece irrelevante, tanto na menor sofrendo o aborto, quanto levando a gravidez a termo.
Optou-se, na minha opinião, de uma forma um bocadito afoito, por uma solução “legal”, sem levar em conta outros valores.
Como diz, o grande mestre Reinaldo, a excomunhão, pouca diferença vai fazer na vidas das pessoas. Vão ficar sem os sacramentos…who cares?
A Igreja Católica agiu, defendendo os seus valores, a justiça acionada, agiu dentro dos seus preceitos, a família da menor estuprada, livrou-se de criar mais duas criança…parece tudo legal, e bonitinho para todos…menos para os gêmeos…
Concordo com tudo,como quase sempre.Mas há um porém,o bispo,a menos que eu esteja mal informado,tentou sim contestar a decisão legal.Inclusive o advogado da arquidiocese de Olinda(?) cogitou em declarações a imprensa processar a mãe da menina por assassinato.Muito cristão,não? Foi isso que me deixou realmente perturbado neste caso,não respeitar um direito garantido pela lei,querendo impor a todos regras de uma determinada religião,além de infringir mais sofrimento e preocupações à família.Você já sabe como é,dogmáticos lutando em nome de uma CAUSA não conhecem limites.A Igreja não está livre disto.
O VATICANO APOIOU A DECISÃO DO BISPO! DÊ UMA OLHADA NO JORNAL NACIONAL!
E FALE SOBRE A SECRETARIA DE SEGURANÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO!
Respeito a sua fé, Reinaldo, porém, gostaria que as lideranças da Igreja Católica Apostólica Romana tomassem a mesma atitude,a excomunhão firme e rápida, contra seus padres pedófilos, seus escatólogos da libertação, seus prevaricadores e tantos outros. Também sou católico mas, sinceramente, não confio mais nos integrantes da Igreja.
Perfeito!
Anouk
Reinaldo:
Há ocasiões em que, infelizmente, temos que optar entre dois pecados. Nesse caso, a morte das crianças ou a morte (psicológica, psíquica) da menina. Não há solução indolor para isso, nem verdades absolutas.
Sou cristão e contra o aborto. Mas não quero, nem por um momento, me imaginar na situação da mãe dessa menina. Por isso também não vou jogar pedras.
Abraço !
Que a permissão para o aborto tenha sido legal, não duvido, por conta do estupro. Mas aprendi de dois médicos diferentes nas aulas de Medicina Legal que o risco à vida da gestante só ocorre em dois casos: câncer no útero ou no cérebro. E de fato, a menor teve alta no dia seguinte ao assassinato da criança que ela gestava; pela fala de um dos excomungados à imprensa, clamando misericórdia para a menina (como se ela tivesse tomado alguma decisão), parece que mascararam sua saúde para permitir o aborto. Assim, parece bem hipócrita esse lamento geral pela vítima- o que eles querem mesmo é o assassinato, e a mãe que se explodisse. Mais uma vez nesse país desgraçado, são as vítimas quem pagam o pato.
É tamanha a hipocrisia dos petralhas em criticar os valores conservadores, que quase passa despercebido que Temporão, Minc etc são ATEUS! Ou seja, na visão delles tanto faz o que a Igreja fassa ou deixe de fazer, pois tudo relativo à religião não passaria de uma ilusão.
Vão lamber o pé do “impoluto” Fidel Castro e do PC Chinês, seus petralhas!
Reinaldo,
Uma criança foi terrivelmente violentada, por um monstro, faz mal até pensar no assunto isso é um fato, a lei tem que ser severa contra as pessoas que praticam tais atos. Só que nesse caso tem 4 pessoas envolvidas: a menina o padastro e as duas crianças, só que junto com o estuprador as crianças também vão ser punidas inocentemente, precisamos pensar misso!!!!!
Ibes - Vila Velha/ES
Grande Rei:
se a lei prevê a exceção (e parece que sim), tudo deveria ter transcorrido sem que a criança soubesse que estava grávida, (os médicos diriam a ela outra coisa) e ninguém mais, a não ser a família e os médicos envolvidos, poderiam ter tratado da questão. A polícia prenderia o padrasto, sem alarde, e a justiça o julgaria.(me parece que na Inglaterra nada vai para os holofotes antes do julgamento final). Para quê transformar tudo em questão de mídia? E é claro que a igreja vai dizer sempre o que disse. cabe à Igreja cuidar das almas, e até condená-las, se quiser, mas me parece que D. José não dispunha de hierarquia para ter se arvorado em excomungador, pois, na hierarquia católica, o Papa é quem é íntimo de Deus. ao Estado, cabe fazer leis para zelar pelo corpo e preservar o psicológico, ao mesmo tempo em que não deve deixar de prever leis e exceções que sejam sensatas para o povo. Se formos observar na Bíblia, há vários motivos para se execrar e condenar uma pessoa, até mesmo algumas formas de comida, como carne de porco, de peixe sem escamas, de animais que não ruminem e não tenham as unhas fendidas, para ficarmos em alguns exemplos. A Igreja Católica aboliu a questão dos alimentos, por meio de Jesus Cristo, mas outras religiões têm regras assim e continuam valendo pelo Estado também. Tudo, enfim, faz mesmo parte dessa tragédia chamada história humana. As revistas, as televisões, seus programas, apresentadores, radialistas, atrizes, atores, tudo vendendo sensualidade, vendendo a beleza do corpo e do sexo em si e por si, em horários diversos, causa confusão até na cabeça de quem deveria exercer o papel de pai (não estou defendendo o padrasto, mas uma mente fraca, de 23 anos de idade, mais estímulos confusos, pode acabar assim). O Estado e os meios de comunicação deveriam evitar tanto apoio à sensualidade, e pregar até a abstinência, não como código de moralidade, mas como princípio de preservação de uma sociedade organizada. Quanto à Igreja, que deve ou pagou alguma coisa como um meio bilhão de dólares nos Estados Unidos só por conta de desvios de conduta de seus clérigos, desde os ‘in minoribus’ até alguns de alta patente, nem porisso deve compactuar com suas falhas, nem as de seu rebanho. Você notou que ninguém quer ser gay. (deve ser um sofrimento, mesmo que muitos digam o contrário). Penso, também, que ninguém quer ser errado em nada, pois todo erro pesa. Igreja e Estado tentam comandar um povo, mas cada um em seu papel às vezes antagônico. Se tem quem defende MST e sua barbárie invocando os poderes da batina, caberia, à toga, proteger, com sigilo, acontecimentos como esses.
abçs,
Altafé.
A Igreja Católica quando faz política sempre erra.
Quando ela apoia o MST, invasões de terra, as políticas do PT ela abusa da pobreza e da ignorância, criando uma divisão e apostando nisso para se manter e arrebanhar adeptos.
Faz tempo que não vejo um membro da Igreja Católica condenar a corrupção, que é a causa maior das mazelas de nosso povo.
Aliás, quem é a voz da Igreja Católica no Brasil de hoje?
Parabéns Reinaldo pela sua coerência e bom senso, esclarecendo a nós todos com a sua luz.
O resto é barulho, tergiversação.
DISSESTE BEM - Críticos da Igreja Católica e até mesmo boa parte dos católicos não conhecem os fundamentos desta religião.
Preservar a vida é o principal deles e jamais a Igreja, através do Papa, irá admitir o aborto.
É uma questão religiosa.
NO caso, foram duas vidas, infelizmente.
Já saber das condições da jovem mãe para dar à luz, bem, é outra questão.
Mas deveria ser buscado tudo na preservação da vida.
Parabéns pelo texto.
Este Bispo e seus asseclas estão proibidos de entrar no Inferno. Para o céu com certeza ele não vai, não terá vaga para ele e seus asseclas. E ai seu Bispo cretino? Prá onde vc vai? A natureza, a verdadeira mãe, deveria deleta-lo. Você (Bispo) é quem age contra a natureza. Onde já se viu deixar uma menina de 9 anos grávida por um estupro? Este Bispo não merece ser chamado de Bispo. Com que autoridade você excomungou as pessoas que salvaram esta menina? Se a igreja respeitasse a clamor do povo, deveria excomunga-lo. Em que parte da Biblia esta escrito que JESUS EXCOMUNGOU ALGUEM??? SEU BISPO CRETINO!!! VOCE NAO LÊ A BIBLIA OU NAO SABE LER. Eu sim posso dizer: VOCE ESTA PROIBIDO DE ENTRAR NO INFERNO!!!!!!!!
“Impressiona-me, como sempre, o fato de que qualquer religião pode impor a seus fiéis a disciplina que bem entender, e isso será considerado matéria de “liberdade religiosa”. Já os católicos, não! A Igreja parece a casa-da-mãe-joana…”
A realidade é essa Rei: estão usando o fato politicamente, como parte de um movimento subversivo que vem ocorrendo no continente chamado “Foro de São Paulo”. Afinal, todos sabemos que para marxistas “a religião é o ópio do povo”. piorou quando João Paulo II ajudou a desmoronar a U.R.S.S. “Cortina de Ferro”.
LÚCIDO E CORAJOSO.RARO.PARABÉNS.
Coisa mais deliqüente à 6:59 PM, sendo assim, um policial não pode matar no exercício do cargo , para defender inocentes ? Ora faz favor !No caso dessa menina era uma criança gestando outras duas, com um útero pouco desenvolvido, se para mulheres adultas a gravidez gemelar pode ser um transtorno, imagine para uma criança !
Rei, seu texto é impecável, um dos melhores já escrito até hoje.
Reinaldo,
Na entrevista que deu ao Estadão, dom José deixou claro que o caso está de acordo com o Direito Canônico e mais, à pergunta “Há perdão para os excomungados?”, deixou claríssimo que “não existe pecado sem perdão”.
Opinião na medida certa. Valeu a pena esperar pelo texto!!!
Parabens!
Reinaldo,
Como sou atéia, já sou uma excomungada. Eu choroooo !!!
atenciosamente,
Ellen
O bispo não poderia ter opinião diferente.
O que me deixou intrigada foi uma entrevista na qual o ouvi dizer que o crime de estupro não é passível de excomunhão. Você sabe alguma coisa sobre isso Reinaldo?
quer dizer o porra louca de colete pode falar como pessoa publica e Gilmar Mendes não pode né, é de rolar de rir, mais uma face do petralhismo, são uns canalhas de quinta catigoria.
Burduna nelles !!!
Se partimos do princípio de que a menina e seus familiares professam a religião católica, então o arcebispo foi sim o segundo algoz dessas pessoas. Ele negou que, numa hora certamente dificílima, essas pessoas encontrassem o conforto da religão - que, na percepção das pessoas realmente religiosas, corresponde ao conforto do próprio Deus.
O raciocínio desenvolvido é longo, desde já me desculpando pelo imenso texto e agradecendo a paciência de que o ler.
O assunto em questão demonstra um choque de opiniões. Acredito, primeiramente, que toda opinião deva ser respeitada, ou seja, que o valor da minha opinião tem o mesmo valor daquela a qual discordo. Neste sentido, discordo da posição assumida pela Igreja no tratamento e condução da situação.
A principal questão que vejo inclusa no debate é a discussão sobre o que deve prevalecer, se a vida, ou a liberdade. Tal questionamento nos leva a outro ainda mais importante para definir a questão: há vida sem liberdade? Em outras palavras, é possível considerar que uma pessoa esteja viva, sem que a mesma possa expressar-se livremente; há vida sem o livre arbítrio?
Inicialmente, é claro que há vida sem liberdade. Inúmeras pessoas sofrem de infortúnios sobre sua condição, estão vivas, seja por qual razão não podem expressar a sua liberdade. Neste caso, seria possível afirmar sim, existe vida sem livre arbítrio.
A questão acima diz respeito quando incluído pessoas que não podem, por motivos de saúde, expressar sua vontade e opinião, não possuem o livre arbítrio plenamente, ou precisam de outras pessoas para que possam exercê-lo.
No caso das pessoas em desenvolvimento, crianças e adolescentes, podem elas exercer o livre arbítrio? A experiência nos diz que determinadas pessoas, face ao seu desenvolvimento incompleto não tem a perfeita compreensão, e não precisam ter naquele momento de suas vidas, para poder exercer plenamente a sua autodeterminação. NÃO É POR OUTRA RAZÃO QUE SÃO PROTEGIDAS, NÃO SÓ POR SEUS PAIS, MAS PELO PRÓPRIO ESTADO ATRAVÉS DE LEIS E INSTITUIÇÕES.
Agora, quanto às pessoas com plenitude do exercício do livre arbítrio, é possível ter um tratamento diferente? Às pessoas que podem exercer livremente seu livre arbítrio, pode-se dizer que haja vida sem a possibilidade de exercê-lo?
Aqui, sob a minha perspectiva, acredito que, às pessoas que podem exercer livremente sua vontade, não há vida sem a mesma. Não estou dizendo que é desumano existirem as prisões, mas os presos estão lá, porque, em algum momento de suas vidas, havia uma escolha a ser feita, e a fizeram, tendo que suportar, então, as conseqüências de seus atos.
Neste contexto, penso que não existe vida onde não possa ser exercido o livre arbítrio. Uma pessoa que tem tolhida sua liberdade, injustamente, como no caso do estupro, não pode ser tratada como se tivesse sido feito uma escolha, apesar de o ato ser condenado. A análise desta situação merece ser realizada sob uma perspectiva diferente, caracterizada pelo tolhimento da liberdade.
Na situação que se apresenta, uma criança ficou grávida em virtude de estupro. Se já uma mulher, com capacidade de exercer plenamente o livre arbítrio, não deveria suportar o ônus de uma conduta que lhe tirou a sua autodeterminação, quanto mais uma criança, que nem pode exercê-la livremente. Se já é odioso condutas violentas contra pessoas que não podem se defender, seja agressões a idosos ou à crianças, uma violência sexual é ainda mais perversa.
Desta maneira, acredito que a posição da IGREJA está equivocada, em condenar o aborto na situação em que (a) uma pessoa tem sua liberdade tolhida, e (b) uma pessoa sem capacidade de exercer totalmente sua liberdade, sofrem tal violência.
O aborto amplo, geral e irrestrito, o qual não defendo, manifesta a posição exatamente ao contrário daquela que a IGREJA adota. São ambas radicais e extremas. Defendo sim, que as pessoas que exercem seu livre arbítrio sejam responsáveis por suas ações, DESDE QUE MANIFESTADAS LIVREMENTE. Agora, retirar toda a liberdade da pessoa e infligir às conseqüências desses atos é exatamente igual a querer retirar toda e qualquer responsabilidade das pessoas pelas suas ações.
O próprio programa brasileiro de prevenção da AIDS concorda com a responsabi
Engraçado ,eu deixe de ser católica justamente por ter feito um aborto.Sofri durante anos até ter coragem de me confessar.E sabe o que o padre fez?Não me deu nenhuma punição.Simplesmente falou “vá em paz”.Honestamente, foi uma decepção.Eu gostaria que ele tivesse me mandado rezar ajoelhada em cima de pedras, qualquer coisa, menos o descaso.Enfim, acho que o D.José pode até excomungar, são regras da Igreja Católica e só é válido para quem é católico.E cada um que resolva seus pecados com Deus, dos crimes quem cuida é a lei dos homens.Excomunhão é uma prática para humilhar.Quem pune e perdoa é Deus.
Rei, hora de eu parar minhas atividades. Ficarei com saudade de vocês todos, mesmo que seja só de um dia para o outro. Faz parte do último parágrafo do post do Rei: o breve afastamento dos queridos, ainda que por um dia só, deixa marcas de saudade. :))
Beijo, Dona Reinalda, beijo, Rei. Amo vocês. Muito.
Bom sábado a todos do blog! Que tudo corra bem!
Beijo, Rei. Te amo. Te amo também, Rainha. Amo de amor mesmo, desse amor do último parágrafo aí.
Os beijos especiais!
Weimar, Boccato, Simplesmente Maria, Turca, Anouk, KK e Tia Cris: fiquem bem, beijo enorme e tenham um lindo sábado!
Bom, minha posição difere um pouco da sua Reinaldo. Em uma situação em que não há risco de vida, acredito que a vida do feto não deve pagar pelo erro do estuprador, mas que a mãe também não tem a obrigação de criar a criança, caso não queira. Que a criança seja entregue à adoção. No caso de risco de vida, eu fico com algumas dúvidas: até que ponto o risco é realmente grande? Fico pensando se o médico não se precipitou, se não poderia ter esperado mais pra ver o que aconteceria. No Rio de Janeiro conseguiram fazer o parto de um bebê de 385g, será que não seria possível algo deste tipo com os fetos? Na última instância, se os fetos perececem ao se tentar salvar a mãe, não seria considerado aborto. Mas concordo: a dor da pessoa é enorme. Crimes deste tipo nunca deveriam ocorrer.
Sábias, humanas, reconfortantes e catolicíssimas as palavras de Reinaldo Azevedo. O Bispo errou politicamente. Bem verdade, a Igreja não existe para fazer política, mas para proclamar a Palavra de Vida, o Evangelho: “Não matarás”. Nisso, há um acerto na decisão de Dom Cardoso. E se isso custa ser apedrejado, apedrejados foram os profetas de Israel, e crucificado o Filho do Homem. O Arcebispo da cidade em tanta maldade se praticou, a do estupro e a do aborto, tem o dever de anunciar, de denunciar. Não como a CNBBesta, que escolhe o que quer anunciar, como se o Evangelho fosse super-mercado…
“já que ninguém é gay porque quer; ao contrário: ninguém quer ser gay…”
não sei se concordo com isso…
qual a explicação?
tio rei,
você esqueceu um detalhe: o arcebispo em momento algum recriminou o estuprador. e quando o citou, disse que o pecado dele era grave como tantos outros, mas não para excomungá-lo.
em certa medida isto também ajudou a população a se indignar.
Uma coisa estranha nas suas opiniões é você achar que se o arcebispo for mais brando ele atrai mais fiéis. Raciocínio equivocado esse. Hoje em dia, quem mais atrai fiéis para a Igreja são os tradicionalistas. Quanto mais em cima do muro a Igreja for, mais fiéis ela perde. Essa atitude corajosa do arcebispo pode fazer os progressistas se afastarem da Igreja - desses a Igreja não precisa -, mas anima os católicos verdadeiros e atrai aqueles que estão a procura de um norte espiritual mais coerente.
Reinaldo, pode acreditar, o arcebispo de Olinda e Recife é o maior marqueteiro do episcopado brasileiro.
Caro Reinaldo,
um problema que vejo na decisão do bispo é que o médico é católico praticante. Neste caso, ele teria de recorrer ao Papa e expôr os atenuantes?
Eu concordo é que neste caso todos deveriam ter ficado de bico calado, o bispo e também os babacas de Lula, inclusive o próprio. A tragédia em si não comportava mais nada.
Ariadne
Olá Reinaldo
“Proponho uma questão aparentemente banal, mas que dá o que pensar. O movimento contra o uso de cobaias animais é mundial. Já virou até lei em Florianópolis. Considero-o uma tolice obscurantista. Repararam como os que defendem a ‘animalização’ da vida humana, reduzindo o homem à sua dimensão só biológica, não se opuseram à ‘humanização’ do animal?”
Uma dúvida, estou citando um trecho tentando não excluir todo o contexto, para então perguntar:
Você é a favor do uso do animais como cobaias?
Se sim, poupar suas vidas seria um ato a ser considerado apenas no contexto de se estar promovendo a “humanização” dos animaisem oposição a “animalização” do ser humano?
Prezado, claro que devemos sempre exercitar ao maximo nossa capacidade de discordar, de criticar e, principalmente, de nos fazer ouvir. Todos temos nossas opinioes sobre tudo, de futebol à qualidade de vida no Sudão. Porem, é dificil concordar com esse bispo, mesmo sendo a favor de alguns de seus principios. Agora ele vem afirmar que “estrupo é melhor do que aborto”. PÔ!! Acho que ele está gostando de holofote!!
Obrigado meu Rei por tanta lucidez. Você está em um de seus melhores dias.
abs
Um belo texto; o humanismo autêntico é cristão. Você falou com a fé e com razão: ambas pedem respeito e dor neste triste caso, que apenas mostra a nossa profunda miséria, a necessidade de Cristo doando-se por nós. Lula, Minc, Temporão e outros tantos falam para a uma opinião pública cativa, afeita a essas análises superficiais, como se graves questões éticas e religiosas fossem resolvidas através do voto, do ibope. Parabéns. Emocionei-me as suas palavras, porque revelam a sua alma de pai e cristão. Ah, sobre a excumunhão: creio que um bispo, por mais prosaico que seja, por menos marketing que tenha, age inspirado em questões de fé. Se errou, haverá meios de corrigir o erro, porque a excomunhão poderá ser revertida. Que Deus o ilumine. Mas a decisão dele, para os que creem, tem valor, não apenas simbólico.
Reinaldo,
Excomungar, além de seu sentido técnico de expulsar da igreja, tem uma conotação adicional muito pejorativa. Como lembro dos meus tempos de criança, chamar alguem de excomungado é equivalente a um pesado xingamento. E confirmei essa impressão no Houaiss. Excomungado: “que foi estigmatizado como maldito; amaldiçoado”, “que ou aquele que é ruim, detestável”.
Ou seja, a atitude do bispo foi péssima e pode ser interpretada como uma desqualificação genérica, como algo muito ofensivo aos médicos e à família, que transcende a religião católica.
Fico com as diretrizes do judaismo: como a mae corria o risco de vida e ja e um ser nascido em relacao a dois seres que ainda nao nasceram, vale a vida da mae se tiver que escolher entre ela e os fetos.
É um típico caso de ‘capitão nascimento bate o bonde do Foucault’ Reinaldo.
Traduzindo: Você financia esta merda aí!!!
Tio Rei, você não poderia ter sido mais claro, mas acho que muitos não vão entender o seu ponto de vista.
A verdade é que o bispo de Recife e Olinda agiu como os doutores da lei da época de Cristo e Deus endureceu-lhe o coração. A pena de excomunhão aplicada foi dura, duríssima para quem acredita fazer parte do corpo místico de Cristo (os punidos foram excluídos dEle). Me parece mais estranho ainda que os atuais dirigentes da Igreja mantenham uma postura de mais excluir do que incluir, mais punir do que perdoar. Se estão em pecado, então precisam mais ainda de Cristo. Como O alcançarão se o Pastor foi o primeiro a expulsar as ovelhas caídas para que servissem de exemplo? Onde está o Bom Pastor?
O bispo agiu conforme o Direito Canônico? Sim! Tinha o direito de fazê-lo? Sim! Talvez tivesse até o dever de fazê-lo…
Me faz lembrar daquela passagem em que Jesus diz: É por causa da dureza de vosso coração que Moisés havia tolerado o repúdio das mulheres [que abortam]; mas no começo não foi assim. Se Jesus estivesse por aqui e visse o que fez o Arcebispo, perguntaria: estás seguro de atirar a primeira pedra?
O Arcebispo foi perfeito em tudo, só faltou Amor, Compaixão e Acolhimento.
Já o padastro que estuprou, com esse nada acontecerá, não é verdade? Afinal de contas, homem abusando de criancinhas é bem da praxis eclesiástica.
Saudações
Eu acho que a igreja, ou melhor as auroridades da igreja (pois a igreja somos nós) tem direito a decidir (seguindo seus códigos, leis, dogmas ou coisa que o valha) quem excomunga ou nao. Nao é obrigatório ser católico, e, certamente nao é obrigatório concordar com as autoridades eclesiásticas. O Excomungado nao poderá receber comunhao, mas creio que poderá assistir a missa, ou tou errada? D, José, pela TV, tem uma cara plácida, fala mansa, parece tao bonzinho. Tá certo que quem vê cara nao vê coraçao, mais isso já sao outros 500. Eu sou católica nao praticante (acho que 80% dos brasileiros encaixam nessa categoria) e tenho acá minhas convicçoes. 1) Se um dia me excomungarem, ainda assim continuarei a sentir-me católica, posto que é essa minha referncia de religiao. 2)Assim como nao condeno D. José, nao condeno os médicos, pois, se fosse minha filha de 9 anos, eu autorizaria (sim pois com 9 anos nao podemos deixar que a vítima decida por si mesma) o aborto. Se a criança já fosse uma adolescente, com os organismo mais preparado, talvez (sei lá) ela devesse opinar também. Seguramente como mae nao faria uma pergunta tao cruel tipo “Voce decide se aborta”. Provavelmente, com a ajuda de psicológos, se a adolescente espontaneamente expressasse que nao gostaria de abortar, só assim, nao autorizaria o aborto. 3) O ser que se diz humano que praticou essa abominaçao tem meu mais profundo desprezo e ódio, pois sou católica, mas nao sou hipócrita. Nao evolui ao ponto de dar a outra face em situaçoes dessa natureza. 3) Evidentemente que as autoridades da igreja nao podem excomungar o suspeito, imagino que ainda nao foi provada a culpa de forma cabal. Pergunto-me se tal acontecesse (talvez uma confissao do próprio) se as autoridades da igreja o excomungariam ou, demonstrando arrependimento, lhe dariam a outra face? Como saber se um arrependimento é sincero? Nao há forma. E, mesmo sincero, cabe arrependimento nesse caso? E se ele nao se arrepende, seria excomungado? 4) Acho que D, José podia ter reagido de forma diferente, enfatizando mais a posiçao contrária da Igreja em relaçao ao aborto, do que focalizar mais no aspecto punitivo, via excomunhao, de pessoas, que se as autoridades eclesiásticas, considerarm em pecado mortal, seguramente nao cometeram o crime hediondo do estupro de uma inocente de 9 anos. 5) Leis , do Estado e da Igreja, sao para ser obedecidas, porem, uma pitada de bom senso, acompanhada de precauçao, temperança e amor ao próximo, ainda é mais importante. É o que eu acho. Minha solidariedade vai para a criança, a vítima. Desculpem os erros de português. Que triste, muito melhor do que culpar D. José ou os médicos (ou a mae, omissa?, nao atiro a primeira pedra), os jornalistas éticos, qq ser humano, deveríamos antes pressionar para que o crime seja apurado, de forma rápida, justa e exemplar, seguindo a lei dos homens, de tal maneira a evitar que esse que de diz humano, volte a cometer algo parecido com outro semlhante.
Repito comentário que fiz no post abaixo:
1- Estupro é um crime hediondo e abominável. Acho que deveria haver pena de prisão perpétua ou morte para um facínora desses.
2- O aborto das duas crianças É UM DUPLO ASSASSINATO.
Agravantes:
a) cometido contra duas crianças indefesas, arrancadas do ventre da mãe;
b) cometido com requintes de crueldade inimaginável. Querem ver? Entrem no YouTube, digitem “aborto” e assitam aos vídeos.
c) aplicação de dupla pena de morte a duas crianças indefesas como SOLUÇÃO aos efeitos dos abomináveis estupros à criança-mãe.
Portanto MUITO PIOR do que o estupro.
D. José Cardoso Sobrinho apenas está aplicando a lei canônica,
E ele está certíssimo!
Parabéns pela coragem arcebispo!
Pela primeira vez em anos, Reinaldo Azevedo escolhe o lado certo.
Eu sabia que você não iria correr deste tema. E sabia (ainda mais) que sua posição seria impecável! Uma aula de humanidade, coragem e honestidade intectual!
Reinaldo, eu fico louco pra saber por que essas pessoas crucificam os médicos ao invés de demonizar os estupradores. E isso não vale só para esse caso, nem só para os católicos. Quem faz o serviço direito leva chumbo, e o meliante vira o “coitadinho” da história. Sinto asco quando vejo um caso desses: um padrasto estuprando uma menina. Para piorar, de NOVE anos. Um absurdo. Aí vem a Igreja, detentora de, supostamente, moral e união familiar julgando como errado os procedimentos médicos “necessários” pr’aquela menina. Como assim? E o padrasto? Não leva nem um puxão de orelha de uma das entidades mais importantes quando o assunto é moral?
Então ficamos assim:
NÃO MATARÁS…exceto nos 2 casos que a lei brasileira previr.
Aprende aí, viu Moisés?
É, Reinaldo. A vida só é fácil para aqueles que abdicam de um norte moral.
De onde você tirou que o arcebispo está investido de poder para considerar circustâncias atenuantes? Novamente um equivoco seu sobre a realidade da Igreja Católica.
Primeiro note que o arcebispo não excomungou ninguém. Como ele mesmo explicou, apenas fez uma declaração de que os que causaram o aborto haviam incorrido na punição prevista no Código Canõnico, que excomunga automaticamente, ipso facto, aqueles que procurarem um aborto, seguindo-se o efeito.
Segundo, trata-se de uma lei superior ao arcebispo. A única coisa que D. José poderia ter feito para agradar você, era ter ficado calado e não abrir a boca para constatar a excomunhão. Mas aí ele não estaria cumprido o seu dever.
Rapaz!
Que texto!
Confesso que já estava babando de raiva do bispo. Não percebi a minha própria idiotice. Quase me esqueci do quanto a vida é preciosa.
Mais uma vez, obrigado.
É, Reinaldão, mais um vez vc MATOU A PAU!!!!
Mas, como nunca antes se viu neste país tantos idiotas no poder, o malvado vai ser o bispo!
Rei,
não pedi - nem cobrei - mas aguardava este post.
D. José, “acertou no princípio; errou no tom.” Demais!
Não é uma besta por defender os dogmas de sua igreja mas impingir a uma menina mais este sofrimento de ver seus pais e médicos condenados sim! a uma pena que ela não pode nem avaliar? Compaixão passou bem longe de D. José. Acho até que ele nem a conhece. Uma pena para um homem de igreja que de fato “humanizou o homem”.
Abraço.
Não veio a polêmica. Mas veio um belo texto. Aqui você falou tudo: NESSE CASOS, ADMITO TAL PROCEDIMENTO NÃO COM O FUROR MILITANTE. MAS COM DOR.
Um abraço,
Flavio.
Por que o extrupador não foi excomungado?
Desculpe, Reinaldo, lamentar a miséria humana, neste caso, não bastaria à Igreja.
Foi um desastre de marketing, a atuação do Bispo? Talvez. Mas porque jogar só a ele a culpa, e não também a quem reverbera inverdades (ele não excomungou, né, só disse que estava excomungada, porque de fato está, caramba).
O mal do Bispo, se quiser atribuir um a ele, será apenas o da ingenuidade.
O bispo bem que podia excomungar o pessoal da teologia da libertação. Que eu saiba, ser comunita é motivo para a excomunhão.
Tem mais Patoral da Terra no site do Terra: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3618204-EI6578,00-Pastoral+da+Terra+divulga+nota+contra+Mendes.html