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08/03/2010

às 20:44

ASSIM NÃO, MIRIAM LEITÃO!

A jornalista de economia Miriam Leitão é um dos alvos costumeiros do subjornalismo a soldo que toma conta da Internet. Mais de uma vez, sua reputação profissional foi atacada de maneira vil pelos tontons-maCUTs, especialmente nos tempos em que ela ficou praticamente sozinha na defesa da sobrevalorização cambial. À época, eu achava que ela estava equivocada — o que ficou claramente evidenciado. Mas nunca considerei que fosse má fé. Às vezes, as pessoas erram.

Seu prestígio profissional, felizmente, sobreviveu a um erro histórico. Sinal de que ela tinha e tem qualidades que podem suportar uma escolha errada. Quando se erra de boa-fé, sempre há a chance para corrigir as falhas. Miriam, é verdade, nos tempos da sobrevalorização cambial, não abria muito espaço para o contraditório. Havia sempre a sugestão nada leve de que os que se opunham à sua teoria gostavam mesmo era de farra, de inflação, de gastança.

Compreendo. Há pessoas que têm esse temperamento, vamos dizer, obsessivo. Quando abraçam uma causa, consideram que o contraditório significa uma aposta na barbárie. Sentem-se, assim, donas da civilização, do moderno, do progresso.

Miriam tem, no momento, duas “sobrevalorizações cambiais”: o aquecimento global e o suposto racismo no Brasil. A simples sugestão de que as coisas possam não ser como diz a militância basta para que os “adversários” sejam lançados à condição de obscurantistas, de reacionários, de inimigos do progresso e da civilização.

Sua coluna no Globo, reproduzida em seu blog, sobre a fala do senador Demóstenes Torres é um primor de preconceito, grosseria e, lamento dizer, confusão conceitual e histórica. Não vou me ater à sua leitura do racismo etc e tal porque repetiria argumentos. Quero me fixar na segunda metade do artigo. Ela vai em vermelho; eu, em azul:

No Brasil, o esforço focado nos negros é chamado de discriminação. E os brancos pobres? Perguntam. Eles estão também nas ações afirmativas, e nas cotas, mas o curioso é que só se lembre dos brancos pobres no momento em que se fala em alguma política favorável a pretos e pardos.
Miriam Leitão faz de conta que ela respondeu a questão que ela mesma se fez. Mas não respondeu. Recoloco a pergunta: “E os brancos pobres?” Ainda que fosse verdade que só se lembraram deles agora, a questão continua sem resposta. E é mentira que as coisas pararam por aí: muitos defendem — NÃO É O MEU CASO, DEIXO CLARO — cotas sociais nas universidades. Não é o meu caso porque acho que o problema está na qualidade dos ensinos fundamental e médio.

É temporada da coleção de argumentos velhos que reaparecem para evitar que o Brasil faça o que sugeriu Joaquim Nabuco, morto há 100 anos, em frase memorável: “Não basta acabar com a escravidão. É preciso destruir sua obra.”
Máxima vênia, o Nabuco de Miriam Leitão tem a mesma profundidade do Gilberto Freyre de Aiatoéllio Gaspari. A frase pinçada inverte o sinal da obra do abolicionista pernambucano. Ele pensava numa nação integrada, não num país que subtraísse direitos de alguns pobres porque brancos para dar a outros pobres porque negros. É essa imoralidade básica que Miriam Leitão e os defensores das cotas se negam a debater.

Diante de qualquer proposta para reduzir as desigualdades raciais, principal obra da escravidão, aparece alguém para declamar: “Todos são iguais perante a lei.” E são. Mas o tratamento diferenciado aos discriminados existe exatamente para igualar oportunidades e garantir o princípio constitucional.
O argumento é tristemente falacioso. Isso não poderia ser feito subtraindo um direito universal. E o direito de um estudante — branco, pobre, preto, rico ou pobre — ter acesso à universidade segundo o critério do desempenho está assegurado pela Constituição. Miriam está confundindo as bolas. O negro não pode ser tratado como um portador de necessidades especiais. Aliás, eis um bom exemplo: cada vez mais, com acerto, os locais públicos se caracterizam pela chamada “acessibilidade”: as pessoas com deficiências merecem um tratamento desigual para que possam ter direitos iguais. CORRETÍSSIMO. Mas os direitos dos outros continuam intocados. Ademais, esquece-se o que está em debate: na UnB, um branco pobre pode ser preterido em benefício de um negro rico. Isso é um fato. O sistema é tão estúpido que aprovou um dos gêmeos no regime de cotas e rejeitou o outro. O Brasil precisa cuidar é de fazer com que a universidade pública, especialmente nos cursos de alta performance, não seja monopólio dos ricos.

O senador Demóstenes foi ao Supremo Tribunal Federal com um argumento extremado: o de que os escravos foram corresponsáveis pela escravidão.
É mentira, Miriam Leitão! Sua afirmação é tão mentirosa quanto aqueles que afirmavam que você defendia a sobrevalorização cambial porque tinha interesses escusos no sistema. O senador Demóstenes não afirmou isso. Ao transcrever a sua [dele] fala, você mesma prova que não.

“Todos nós sabemos que a África subsaariana forneceu escravos para o mundo antigo, para a Europa. Não deveriam ter chegado na condição de escravos, mas chegaram. Até o princípio do século XX, o escravo era o principal item de exportação da pauta econômica africana.”
Estude mais e se indigne menos. É história. E isso não faz os escravos co-responsáveis pela escravidão.

Pela tese do senador, eles exportaram, o Brasil importou. Simples. Aonde o crime? Tratava-se apenas de pauta de comércio exterior. Por ele, o fato de ter havido escravos na África; conflitos entre tribos; tribos que capturavam outras para entregar aos traficantes, e tudo o mais, que sabemos, sobre a história africana, isenta de culpa os escravizadores.
Quem disse que isenta? Isso é só um relato do que foi a história da África e do que foi a história da América e da Europa. Quem está fazendo a leitura moral é você, não Demóstenes.

Trazido a valor presente, se algumas mulheres são vítimas de violência dos maridos, isso autoriza todos a agredi-las.
A afirmação é de uma estupidez ímpar. Como Miriam Leitão saltou de uma coisa para chegar à outra é um desses mistérios típicos de uma mente militante, que submete o pensamento ao filtro do ódio. Nesse estágio, ela já parou de pensar.

Ou se há no Brasil casos de trabalho escravo e degradante, isso permite aos outros povos que façam o mesmo conosco. Qual o crime? Se brasileiros levam outros brasileiros para áreas distantes e, com armas e falsas dívidas, os fazem trabalhar sem direitos, qualquer povo pode escravizar os brasileiros.
Desculpe a palavrinha dura, mas o nome disso é vigarice intelectual. Assim seria se Demóstenes tivesse LEMBRADO FATOS HISTÓRICOS para justificar a escravidão. Mas ele não fez isso. Essa é a mentira que vocês, militantes, inventaram.

O senador Demóstenes é um famoso sem noção e com ele não vale a pena gastar munição e argumentos. Que ele fique com sua pobreza de espírito.
Bem, aqui Miriam Leitão revela toda a qualidade do seu argumento. Não podendo contestar o senador, diz que é melhor “não gastar munição”. Bela maneira de debater! Basta desqualificá-lo, e tudo está resolvido. Quais são os outros episódios em que Demóstenes se mostrou um “famoso sem-noção”? Em que mais, a seu juízo, ele está errado? Desde quando a história real, vivida, documentada, é evidência de “pobreza de espírito?”

O que me incomoda é a incapacidade reiterada que vejo em tantos brasileiros de se dar conta do crime hediondo, do genocídio que foi a escravidão brasileira.
Há uma boa possibilidade de que Miriam Leitão não saiba o que é “genocídio”. Até como metáfora ou hipérbole, a palavra é ruim. Por maus motivos do ponto de vista moral, mas atendendo a um sentido econômico, senhora repórter e colunista de economia, fosse a cor de pele sinônimo de raça, a economia colonial não incentivou o genocídio, mas a multiplicação de negros. Era capital. O fato de praticamente a metade dos brasileiros ser mestiça indica a facilidade com que, depois, a miscigenação aconteceu. Quando ela decidir se reunir com Aiatoélio Gasparti para ler Casa Grande & Senzala, vai descobrir, inclusive, que o negro foi o elemento mais, digamos, hígido da formação do povo brasileiro. A tese do genocídio é parente da tese do “estupro original”, e ambas são manifestações da ignorância militante. Miriam Leitão escreve sobre economia. Espera-se dela um aporte racional. O que afirma acima tem muito de fígado e nada de cérebro.

Não creio que as ações afirmativas sejam o acerto com esse passado. Não há acerto possível com um passado tão abjeto e repulsivo, mas feliz é a Nação que reconhece a marca dos erros em sua história e trabalha para construir um futuro novo. Feliz a Nação que tem, entre seus fundadores, um Joaquim Nabuco, que nos aconselha a destruir a obra da escravidão.
Ah, as ações afirmativas não são o acerto com o passado? E como é que se faz esse acerto, então? Agora Miriam Leitão decidiu que não está nem de um lado nem de outro: está ACIMA do debate. É um bom lugar para ficar desde que se diga por quê e com quais elementos. Eu também não acho que as ações afirmativas sejam o acerto com esse passado; eu também acho que é preciso reconhecer os erros — só não sei, e nem ela sabe, o que é exatamente “a nação” culpada. Eu acho que essa culpa não está no branco pobre preterido na universidade porque não tem a cor considerada influente pelos ongueiros e pela Fundação Ford.

Quanto a passados abjetos e repulsivos, vamos ver. Miriam Leitão diria o mesmo sobre os povos africanos que escravizaram povos africanos? Gana, por exemplo, tem “acerto possível” com seu passado repulsivo? E a Europa? E os Estados Unidos? E o Brasil?

Alô, Miriam Leitão, responda-me: ONDE É QUE SE ESCONDE A TRIBO DOS HOMENS INOCENTES? Eu lhe respondo: na imaginação de alguns europeus apostaram no bom selvagem nas Américas. Até que chegaram aqui e descobriram que os bons selvagens comiam Sardinha. Eu estou me referindo, Miriam, ao Bispo Sardinha!

Miriam Leitão é uma competente jornalista de economia. Até quando ela erra, sempre o faz com muito estilo. O melhor elogio que lhe posso fazer é este: às vezes, prefiro ela errando a outros acertando. Por isso, quero impedir que ela se torne, sei lá, uma espécie de romântica desacorçoada. Há, sim, Miriam, forma de a gente se acertar com o passado abjeto: construindo uma sociedade democrática, onde todos sejam iguais perante a lei e onde vigore o estado de direito.

Onde quer que esse modelo tenha sido aplicado, acredite, os resultados foram excelentes. Já os que tentaram outro caminho — e tanto você como eu acreditamos nele um dia — só produziram injustiças e uma montanha de cadáveres.

Desculpe-se com o senador Demóstenes, Miriam. E não se desespere. A civilização tem futuro!

Por Reinaldo Azevedo

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246 Comentários

  • Flavio

    -

    24/11/2014 às 4:39 pm

    Gostei da crítica Reinaldo. E olhe que gosto da charmosa Mirian Leitão.
    De tudo o que foi dito, ficou:
    construindo uma sociedade democrática, onde todos sejam iguais perante a lei e onde vigore o estado de direito.

    Onde quer que esse modelo tenha sido aplicado, acredite, os resultados foram excelentes. Já os que tentaram outro caminho — e tanto você como eu acreditamos nele um dia — só produziram injustiças e uma montanha de cadáveres.

  • Falke

    -

    24/11/2013 às 11:27 pm

    Ela diz que “o curioso é que só se lembre dos brancos pobres no momento em que se fala em alguma política favorável a pretos e pardos”.

    Ora, mas se os “brancos pobres” fossem lembrados num outro contexto estaríamos incorrendo no mesmo erro que condenamos nos cotistas: o racismo (que, neste caso, seria em prol dos brancos).

    É apenas no momento da denúncia desta política racista de cotas é que faz sentido a pergunta: “E os brancos pobres?” Não teria nenhum sentido se lembrar dos “brancos pobres” em outros momentos; pois nos outros momentos só haveria sentido em falar em “pobres”, e não “brancos pobres” ou “pretos pobres”.

    Se a expressão “branco pobre” vem à baila é só porque foi este segmento da população que foi violentado pela ação deletéria da política racista de cotas. Onde não há racismo, não se fala em “brancos pobres” ou “pretos pobres”, e sim em “pobre”. Mas, uma vez que o racismo é criado à força pela política de cotas, cabe denunciá-la fazendo alusão ao segmento que ficou de fora dos privilégios da política de cotas: “E os pobres brancos?”

    A função da pergunta (“E os brancos pobres?”) é a de destacar a assimetria moral desta política injusta e hipócrita — que despe um santo para vestir um outro.

    Como não se lembrar dos “brancos pobres” neste momento quando a política de cotas é implementada precisamente em detrimento deles?! O que há de curioso ou supreendente nesta lembrança?!

    Isto me lembra um epigrama atribuído a Lessing:

    Sagt Hänschen Schlau zu Vetter Fritz:
    “Wie kommt es, Vetter Fritzen,
    Dass grad’ die Reichsten in der Welt,
    Das meiste Geld besitzen?”

    Ou seja,

    Pergunta Joãozinho Esperto ao Primo Fritz:
    Por que será, Primo Fritz,
    Que exatamente os mais ricos no mundo
    Possuem a maior quantidade de dinheiro?

  • Livia

    -

    6/11/2013 às 3:02 pm

    ReinaldoXXXXXXX na cascuda!

  • B

    -

    4/11/2013 às 1:31 pm

    Genial, o artigo. Concordo com tudo, menos que “Miriam Leitão é uma competente jornalista de economia”. Já li ela escrever cada asneira, que dá dó…
    Mas é uma luta inglória… convencer esquerdistas — que já tiveram seus cérebros “lavados” — com argumentos é perda de tempo.

  • angela maria chagas

    -

    15/4/2012 às 2:06 am

    1º p/ o jornalista da veja;na minha hermenêutica a Miriam ñ está fazendo defesa dos negros em detrimento aos brancos ,e sim colocando,a partida de ambas etnias no mesmo princípio/ínicio. O sr.deve ler os 1ºliv.de hist.do “brasil”,os 1ºq.estão lá tras das parteleiras das bibliotecas,cheios de pó,com dificel acesso,leia-os.
    E publique,hoje,sua opinião sobre “demostenes t”orres.15.04.12

  • Heleno Freire

    -

    10/12/2011 às 9:57 pm

    Muit o b em J ose K arl, conc o rdo com vc. O Sr Rei naldo tem razão todos tem direi to a errar, mui tos treinado res de futebol erraram. Pois é; tem mu ita gente comentando futebol e economia, o Brasil é repleto de técnicos e econ omi stas, p elo que eu já ouvi dessa sen hora, ela erra todas. Al i ´as parece que ela torce c on tra. Ou então o s economistas a quém ela sempre con sulta, são t ão i ncap aci tados quanto ela eu não aguento ouvi-la.At´e parece que ela é ameri cana.

  • Josef Karl

    -

    8/9/2011 às 11:48 pm

    A ignorância no Brasil é endêmica. Só num país com formação técnica e humanística baixíssima Míriam Leitão seria considerada analista de qualquer coisa que seja. Não vou falar de economia… É muito vergonhoso… Gostaria que os pouco esclarecidos defensores dessa senhora lessem, apenas por uma semana, notícias do Financial Times e comparassem com os comentários proferidos por essa senhora… É um disparate o que essa mulher faz com pessoas mais humildes e menos esclarecidas, enganando diuturnamente leitores/ouvintes/telespectadores incautos.

  • Roberta

    -

    6/4/2011 às 10:57 am

    Bom dia!
    Gostaria de sugerir alguma reportagem sobre a tecnologia utilizada nas hidrelétricas no Brasil, já que essas utilizam sistemas desatualizados, portanto seria muito mais barato aprimorar o que já existe no Brasil em vez investir bilhões no Rio Xingu e impactar amplamente o meio ambiente da região. Temos que começar a pensar uma solução para esse dilema. Atenciosamente, Roberta.

  • Fernando Fonseca

    -

    23/11/2010 às 3:13 pm

    Reinaldo e Miriam Leitão “discutindo” cotas.!!??

    Será que … 2012 …

    Bem pelo menos era uma solução a curto prazo.

  • Areta

    -

    23/9/2010 às 11:44 pm

    concordo com você reinaldo. talvez a senhora Leitão esteja se deixando levar por sua magnânima intelectualidade destruidora de candidadtos à presidência, e mostarando sua verdadeira identidade em comentários de falso cunho analítico, mas, em essência, preconceituosos e irresponsáveis.
    E tudo o que ela diz, é para atacar a atuação do senador Dermóstenes Torres, um dos mais atuantes do Brasil, no que diz respeito à defesa dos direitos dos brasileiros. Será que a sra. Leitão acaso acompanha atuação dele na página do Senado???

    Miriam… Volte em casa e tenha mais umas cinco aulas de boas maneiras, sabe, aquelas que as mães ensinam aos filhos quando são pequenos. Talvez assim seus comentários tão brilhantes, possam ganhar, também, o lustro da cortesia e da razoabilidade.

    Senhor Demóstenes: Esqueça a Miriam. O que o sr fez pelos brasileiros foi bem mais que esta senhora fará em toda sua vida de economista trituradora de candidatos, senadores, e beneficiários de cotas.

  • Jose L T F

    -

    15/7/2010 às 11:28 pm

    Concordo com o sr. A sra Míriam deveria ater-se ao tema que ela domina, com algumas pequenas ajudas, quais sejam: Boletim Focus ( = apostadores apostando na própria aposta ) ; “economistas”(?) do mercado(?); ex diretores do Banco Central ou ex ministros de fazenda ( Maílsons et caterva ), hoje muito bem instalados em escritórios bonitos de “análises de conjunturas econômicas”. Por que cobrar de um papagaio outra vista que não a da gaiola?

  • Águia12

    -

    10/6/2010 às 11:03 am

    Então, Reinaldo! Será que ninguém percebe a manobra da Nova Ordem Mundial? Tirando a internet (por enquanto) todos os grandes meios de comunicação do mundo já estão comprados por aqueles que querem fazer de nós (povos – não importando se branco, preto, amarelo, indios) escravos. Porque os grandes comentaristas não falam do que está havendo no Iraque e no Golfo agora todos morrendo e tendo filhos monstros, contaminados por urânio empobrecido lançado pelos americanos? Porque não denunciam toda a estratégia já pronta para destruir o Irã? Por que não fazem nenhuma alusão à Nova Ordem Mundial cujo objetivo é tirar a soberania de todos os países … (continua)

  • Carlos Roberto

    -

    12/3/2010 às 12:24 pm

    O q diria Hitler se voltasse do subterrâneo onde está sendo tostado e opinasse sobre o debate das cotas? Já q hoje, depois da queda do nasi-fascismo, toda nação q praticar segregacionismo oficial é isolada do resto do mundo (OMC, COI, CANNES), certamente o bigodinho ficaria feliz com o segregacionaismo extra-oficial dos anti-cotistas, afinal, cotas intensificam o contato entre os opostos aparentes. Pensamento hitleriano: “O que uma branca como essa Míriam está fazendo defendendo os negros? Ainda por cima é mulher e inteligente!! Ainda bem q estou morto!!!” – Sou tocantinense, descendente de portugueses (do norte suevo, herdeiro dos vikings) e tão branco qto a camisa titular do Vasco.

  • Vitor

    -

    12/3/2010 às 8:41 am

    “O negro não pode ser tratado como um portador de necessidades especiais. Aliás, eis um bom exemplo: cada vez mais, com acerto, os locais públicos se caracterizam pela chamada “acessibilidade”: as pessoas com deficiências merecem um tratamento desigual para que possam ter direitos iguais. CORRETÍSSIMO. Mas os direitos dos outros continuam intocados. ”

    Bom exemplo não, ÓTIMO exemplo…

    []s

  • Hans

    -

    10/3/2010 às 5:36 pm

    Leio a Miriam Leitão há muitos anos. Porém, a coluna do último domingo foi de estarrecer qualquer pessoa com um mínimo de dissernimento. O mesmo padrão dos petralhas que conheço: pouco conhecimento histórico; falta de número que corroborem a assertiva e ideologia de botequim de faculdade. Já conhecia a opinião da colunista e sempre discordei, apesar de gostar muito das colunas de economia. Aliás, a discussão sobre cotas nem deveria existir. Basta ler os primeiros artigos da Carta Magna. São cláusulas pétreas. Caro Reinaldo, compartilho inteiramente de sua opinião. Só esperava seus comentários sobre o desastroso artigo.

  • Hans

    -

    10/3/2010 às 5:26 pm

    Leio Miriam Leitão há pelo menos 10 anos. Aprendi muito lendo seus artigos de economia. Entretanto, quando li o do último domingo fiquei estarrecido. Parecia um desses petralhas que conheço, sem conhecimento histórico, sem números para corroborar a tese, mas com muita ideologia de botequim de universidade. Eu já sabia da opinião da jornalista e sempre discordei. Esperei para ler seus comentários. Sua opinião, caro Reinaldo, é exatamente a que compartilho. Esse pessoal quer passar por cima da Constituição. Para mim, nem caberia discussão. É só ler os primeiros artigos da Carta Magna que são cláusulas pétreas e que por isso não podem ser alteradas.

  • leo l

    -

    10/3/2010 às 4:18 am

    Rei.
    Sou a favor de cotas para tudo. A próxima equipe de natação que representará o Brasil nas olimpíadas, campeonatos mundiais, etc, deverá ser formadas apenas por negros. Obs: meu pai tinha a pele da cor jabuticaba madura. Aliás, esta, também, deveria ter nao cota, mas, exclusividade. Sou a favor da torta de jabuticaba em substituição a todas as outras…
    Desculpa, tá!. O assunto (dívida, reparação, etc) é demasiado sério, mas, a forma como está sendo tratado é para rir e chorar, simultaneamente.

  • nedinho

    -

    9/3/2010 às 11:41 pm

    Ei Reinaldo.
    Meus 4 avós são de origem germânica.
    Tenho um NETO mestiço.
    Então, como AFROASCENDENTE NÃO TENHO VAGA NA FEDERAL?

    QUEROMEU. QUEROMEU.QUEROMEU
    ´
    Se não fosse triste seria uma piada.

  • nedinho

    -

    9/3/2010 às 11:33 pm

    EIS ALGUMAS NORMAS LEGAIS QUE FORAM VULNERADAS NA QUESTÃO DE QUOTAS:
    Lei n.º 9.394/1996, também conhecida como Lei de Diretrizes e Bases da Educação que em seu artigo 44 disciplina:
    “Art. 44. A educação superior abrangerá os seguintes cursos e programas:
    II – de graduação, abertos a candidatos que tenham concluído o ensino médio ou equivalente e tenham sido classificados em processo seletivo;”.

    Entre os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, elencados no artigo 3.°, consta reduzir as desigualdades sociais (III) e promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação (IV).

  • Carlo Germani

    -

    9/3/2010 às 10:02 pm

    Parte 3:

    Por que Miriam Leitão, não revela a verdadeira realidade do produto
    artificial criado pelo governo oculto mundial, o EURO, e a relação direta com o satânico projeto da Nova Ordem Mundial (N.O.M.) ?

    Em pouco tempo o EURO chegará ao fim. Com a quase falência da Grécia, a verdade oculta do EURO está vindo a tona ( atrás do Euro não tem nada, como atrás do Dólar americano também, não tem nada).

    Como o projeto da N.O.M. pretende um governo mundial único, a geração do caos econômico-financeiro, primeiro a partir dos EUA com o fim do dólar, em seguida na comunidade européia com o fim do Euro,a fim de criar a moeda unica mundial : o Fenix.
    Satânicos estão por trás disso tudo.

  • Bernardo Magalhães

    -

    9/3/2010 às 7:25 pm

    a economia colonial não incentivou o genocídio, mas a multiplicação de negros. Era capital. O fato de praticamente a metade dos brasileiros ser mestiça indica a facilidade com que, depois, a miscigenação aconteceu. Quando ela decidir se reunir com Aiatoélio Gasparti para ler Casa Grande & Senzala, vai descobrir, inclusive, que o negro foi o elemento mais, digamos, hígido da formação do povo brasileiro. A tese do genocídio é parente da tese do “estupro original”, e ambas são manifestações da ignorância militante. Miriam Leitão escreve sobre economia. Espera-se dela um aporte racional. O que afirma acima tem muito de fígado e nada de cérebro.

    Eu ainda não acredito que li isso:

    a economia colonial não incentivou o genocídio, mas a multiplicação de negros

  • desconhecido

    -

    9/3/2010 às 7:23 pm

    INCRÍVEL.

    NÃO DÁ PARA ACREDITAR QUE MIRIAM LEITÃO DISSO ISSO.

    INCRÍVEL.

  • Leitor assíduo

    -

    9/3/2010 às 6:18 pm

    Esta colunista está no lugar errado, na hora errada, dizendo coisas erradas. Assim mesmo ganhou um prêmio de colunista do ano. Paradoxos de um país alienado.

  • lúcia

    -

    9/3/2010 às 5:28 pm

    Perdeu uma boa ocasião para ficar calada! Quanta bobagem junta!
    Vá pentear os cabelos Miriam Leitão.

  • Eu já repassei.

    -

    9/3/2010 às 4:58 pm

    Repassem este texto a todos os seus amigos. A esquerda sempre ataca com mil pedras na mão e nenhum argumento. Precisamos ensinar a eles o que são argumentos. Eu já repassei.

  • diego almeida

    -

    9/3/2010 às 4:56 pm

    É a época da submissão voluntária aos novos donos do poder.

  • Jmendes

    -

    9/3/2010 às 4:56 pm

    A Míriam Leitão se comportou aqui exatamente como os fascistas bocós e desinformados da esquerda. E bom, ela veio da esquerda bocó e fascista que aqui temos. Como eu vim também. Digamos que partes do pensamento da míriam evoluíram, mas outras partes permanecem bocós e fascistas. A prova está na virulência com que ataca Demóstenes, com uma agressividade quase patológica. E claro, como é comum à esquerda, sem um único argumento.

  • VR-760

    -

    9/3/2010 às 4:46 pm

    A coisa toma tal vulto, e querer julgar ações do passado com os olhos de hoje, que os gregos, por exemplo, poderiam reclamar dos italianos (romanos) reparações por terem sido escravizados.É só chamar, por exemplo, os descendentes de Spartacus (era Trácio, hoje ali pela Albânia, ou noroeste da Grécia).
    Tem que ter cota, pode ter. Mas é pra pobre, independente de cor, credo, religião, preferência sexual, o escambau.

  • VR-760

    -

    9/3/2010 às 4:39 pm

    Já escrevi aqui, mas não custa repetir. A cota, se tem que existir, é por critério censitário, ou seja $$. A escola é pública, que se faça ficha cadastral do pai. Pombas, o cara é filho de rico, que pague à faculdade pública um valor. Se é pobre, que estude de graça. Mas o critério vai ter que ser sempre o intelectual. Universidade é funil, sim. Aqui, na China, nos EUA, em qualquer lugar. E o pai do rico, quando bate na porta do banco preenche ficha cadastral, pode preencher na universidade sim. O resto é balela pura.
    E outra coisa, um bisavô meu era índio (que eu saiba, pois pode ter mais por aí – eu tenho umas primas que se colocar um cocar, engana qualquer ongueiro). Aí, como é que fica?

  • João

    -

    9/3/2010 às 4:06 pm

    “a economia colonial não incentivou o genocídio, mas a multiplicação de negros. Era capital”

    Como você mesmo diz, o argumento é de uma “estupidez ímpar”. Multiplicação de negros???? Ao longo de praticamente toda a era escravista no Brasil, a escravidão necessitou do comércio negreiro para abastecer os plantéis. A vida média de um africano, após chegar escravizado, era de 5-10 anos. Você usa a miscigenação atual para caracterizar a escravidão, mas isso, sim, é “vigarice intelectual”. Desconsidera completamente mais de 100 anos de história no pós-abolição, quando, aí sim, a miscigenação cresceu. É hora de ler mais coisas além de Freyre, coisas mais recentes.

  • André Ricardo, amazônimo

    -

    9/3/2010 às 3:53 pm

    Reinaldo,

    Em nosso passado tomamos uma atitude que só não é mais abjeta e repulsiva que a própria escravidão:

    Expulsamos do Brasil uma família de brasileiros cujo único crime era ser Família Real.

    Como acertar isso agora?

    PROCLAMEMOS A VOLTA DA MONARQUIA!

    Tô contigo D. Bertrand!

  • Fabio

    -

    9/3/2010 às 3:43 pm

    O discurso das cotas, o uso mistificado da história para justificar ou não o racismo entronizado, a condição do pobre branco – culpado pelo escravismo colonial português_ e todos estes temas apenas relatam o esvaziamento de nossa democracia em nome de slogans e do uso da máquina pelo “deserdados da ditadura”!

    Pobres, eles fazem “so o que os outros sempre fizeram! Ou seja, tiram a barriga da miséria ao se apoderar do quinhão da maioria que não tem pudê, nem cargo nem disacurso!

    Dona Dilma, seu Sedrra, qual a diferença mesmo! Menos Estado, menos impostos, mais educaçã, mais segurança! Não, a agenda do homem comum, sem apoio do BNDS nem cargo, nem aposentadoria especial não tem voz!

  • Robespierre

    -

    9/3/2010 às 3:17 pm

    Queira me desculpar Reinaldo, mas Miriam Leitão tem escrito e falado porcarias como esta já há tempos.

  • Bayes

    -

    9/3/2010 às 2:57 pm

    Deve-se registrar também que a SCOTUS reafirmou em 2003 (“Grutter v. Bollinger” ; “Gratz v. Bollinger”) sua posição em “Bakker” banindo cotas, mas permitindo ação afirmativa. Um dado interessante é que, nessa mesma decisão supracitada de 2003, a SCOTUS declarou ilegal um sistema de admissão estritamente baseado em pontos onde o fator raça adicionava um bônus à pontuação dos candidatos. De acordo com a Corte, tal sistema equivalia à imposição “de facto” de cotas o que, insisto, é ILEGAL no direito americano.

    Algumas referências úteis que recomendo a Míriam Leitão são indicadas abaixo.

    http://supreme.justia.com/us/539/244/case.html

    http://supreme.justia.com/us/438/265/case.html

  • Bayes

    -

    9/3/2010 às 2:42 pm

    Nos Estados Unidos, NÃO há cotas, i.e. reserva a priori de vagas nas universidades para membros de um determinado grupo étnico ou racial. Na verdade, a Suprema Corte dos Estados Unidos (SCOTUS) decidiu em 1978 (“Regents of the University of California v. Bakker”) que cotas, como definidas acima, são ILEGAIS. Na mesma decisão, porém, a SCOTUS afirmou que o aumento da diversidade do corpo discente nas universidades era um “compelling interest” que justificava que o critério raça fosse usado com um entre múltiplos critérios em processos de admissão.

  • André Lima

    -

    9/3/2010 às 2:34 pm

    Se a Miriam tivesse escrito um artigo defendendo as cotas, sustentando sua opinião com honestidade, não haveria nenhum problema.
    Mas sua coluna distorce totalmente o discurso do senador Demóstenes e daqueles que se opõe às cotas.
    Transforma o debate numa luta do bem contra o mal. Como se alguém fosse capaz de defender que “os escravos foram responsáveis pela escravidão”.
    É muita má-fé e muita falta de argumento!

  • adilsonrio

    -

    9/3/2010 às 2:07 pm

    Reinaldo, acho o máximo quando você estraçalha artigos de pseudos intelectuais. Perder tempo com Mirian Leitão? Bah!. Esta senhora, quando solicitada a intervir ao vivo nos jornais, não consegue articular dois pronomes (deve estar tomando lições com Dilma) sem gaguejar.É uma tonta.

  • Simone

    -

    9/3/2010 às 1:47 pm

    Acho que devemos acertar nossas contas históricas com Portugal. Vamos pedir de volta todo o pau-brasil, o ouro e seja mais lá o que que eles tenham levado pra lá. Aliás, todos os países que um dia foram invadidos, colonizados, dominados tem que acertar contas uns com os outros, até que cheguemos a reparação feita pelos descendentes de CAIM aos de ABEL. Não!!!! Por que parar por aí??? Vamos formar uma ONG da Reparação e com certeza conseguiremos rastrear até as brigas do tempo das cavernas!!! Aí ficaremos todos quites!!!! E aí, quem sabe AÍ teremos tempo de pedir a reparação dos NOSSOS IMPOSTOS surrupiados pelos políticos SAFADOS deste país para sustentar sua massa de manobra.

  • Karlão

    -

    9/3/2010 às 1:44 pm

    - Grande, Reinaldo. Só faltou cobrar a opinião da dona Miriam e seu conglomerado sobre coisas mais recentes, o roubo na Bancoop conforme noticiado pela Veja e o Estadão.
    Dona Miriam poderia comentar, o Globo Repórter poderia fazer uma matéria investigativa, daquelas que eram feitas no tempos de FHC, mostrando de onde saiu o dinheiro dos aloprados: do bolso dos lesados pela quadrilha da Bancoop. Poder-se-ia mesmo verificar se não há mais cadáveres a serem colocados juntos aos dos Prefeitos de Santo André e Campinas ou ESTE passado não é tão abjeto e repulsivo à consciência da dona Miriam?

  • ADRIANO

    -

    9/3/2010 às 1:32 pm

    Ontem foi o dia internacional da mulher… A mulher foi relegada a segundo plano na história Brasileira por anos e anos , não podia votar , não sabia ler,…etc… Pergunto : Se inventaram cota para negros, que tal agora cotas para mulheres nas universidades??? e assim vai… O que os negros homens achariam disso??? fariamos uma tabela??? Primeiro mulheres negras, depois mulheres brancas… Ou seriam homens negros??? Assim fica dificil Reinaldo, precisamos acabar com essa COISA de cotas. somos todos pertencentes a uma só raça, a RAÇA HUMANA!

  • reinaldinho

    -

    9/3/2010 às 1:28 pm

    Pela “logica” dela logo: toda jornalista tem filhos com políticos,vivem de pensão paga pelo povo e sai em revista de mulher pelada para defender a sua intelectualidade.entendi.

  • PAMPA

    -

    9/3/2010 às 1:10 pm

    Mirião Leitão erra bastante em economia tambem. Não sei se é acidental , por falta de informação ou proposital. Em meados do ano passado ela defendeu o retorno do Imposto de importação sobre o aço para proteger a industria nacional da invasão Chinesa. Se ela quisesse pesquizar um pouco iria descobrir que o aço estava custando US$ 450 / Tonelada em todo o mundo e as siderurgicas brasileiras cobravam e cobram mais de US$ 800. Na época achei que ela estava contratada para dar esta opinião.

  • Docnuno

    -

    9/3/2010 às 12:56 pm

    Reinaldo, excepcional o seu texto.
    Escrevi para a Miriam Leitão perguntando onde fica minha família no sistema de cotas: temos ascendência portuguesa, negra e índia. “Peguei” a cor branca dos portugueses, minha irmã mais velha herdou todo o lado índio, enquanto outra irmã tem traços negroides, pele morena, lábios grossos e cabelo encaracolado! Tenho tios de olhos verdes, pele branca e cabelo de negro, tias mulatas e tias brancas como a parede…Pelo amor de Deus, somos brasileiros típicos! Acho inacreditável que estejam trazendo ao Brasil um sistema de classificação de pessoas pela cor da pele! Um apartheid à brasileira…

  • Edson de Faria

    -

    9/3/2010 às 12:46 pm

    Prezado Tio Rei,

    Parabéns por mais este texto, que está sensacional. Você desconstruiu completamente o artigo de Miriam Leitão, mas o fez com grande classe e com algo muito em falta hoje em dia, que é o verdadeiro espírito de COMPAIXÃO.

    Aproveito o ensejo para lhe pedir que comente aqui no seu blog o artigo escrito por Mario Vargas Llosa e publicado na página do Estadão online no sábado. O título é “A decepcionante visita de Lula”. Eu achei o texto incrivelmente lúcido e contundente.

    Um abraço,
    Edson de Faria
    IME-USP

  • Antipetralha

    -

    9/3/2010 às 12:46 pm

    Por ter a coragem de enfrentar essa verdadeira legião de ignorantes estúpidos e antidemocráticos, acho que vou transferir meu título de eleitor para Goiás para ter o prazer de votar no excelentíssimo senador Demóstenes Torres. Esse tem grandeza de espírito!!

  • Almeida

    -

    9/3/2010 às 12:36 pm

    Oras…que mandem a Leitão para a tonga da mironga do kabuletê.

  • ney

    -

    9/3/2010 às 12:34 pm

    Nesta polemica, talvez seja hora de cobrarmos a culpa do índio brasileiro neste processo, já que historicamente nos informam que como os índios não quiseram trabalhar, precisou-se de importar os negros. Estes índios também tem culpa no cartório?

  • Surfista Prateado

    -

    9/3/2010 às 12:31 pm

    Sua lógica em relação ao texto da Miriam é humilhante. Ela deve estar com 10 cm de altura. Mas dentro da lógica absurda dela, só gostaria que ela explicasse onde eu, que sou descendente de uma família que chegou aqui no século XX, tenho culpa na escravidão que ocorreu até o século XIX? Por que eu tenho que pagar por isso? Sou aí eu escravizado, subtraído dos meus direitos para reparar algo feito contra negros por terceiros, só porque sou branco? Ah, mas que maravilha!

  • Antonio Almeida

    -

    9/3/2010 às 12:29 pm

    Reinaldo,

    Por favor, me ajude. Tenho uma dúvida. Sou homem, branco, de classe média alta, católico e heterossexual. Diante do que tenho lido, acho que tenho que cometer suicídio para expiar todos os males que causei à humanidade. Só que eu tenho quatro filhos que dependem de mim. O que faço ?

  • VALTER

    -

    9/3/2010 às 12:17 pm

    A mulher é precavida. Vai que ela perca o emprego na globo. As portas da TV Lula estarão abertas.

 

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