29/09/2011
às 17:53Ao conjunto dos leitores, mas muito especialmente aos cariocas! Ou: De “copabacanas” e “sampáticos”
Na semana passada e começo desta, alguns leitores do Rio, de boa-fé, sugeriram que tenho má vontade com a cidade. É uma injustiça. Eu adoro o Rio — é, noves fora os estragos provocados pelo acúmulo de políticas públicas desastradas ao longo da história, um dos lugares mais bonitos do mundo. Não vou aqui cantar as glórias do “povo carioca” porque vocês sabem que não acredito nisso. Há cariocas muito copabacanas, como há paulistanos sampáticos. Mas há também os chatos nas duas cidades. Eu não acredito nesse negócio de “índole”… Há, por exemplo, indivíduos do Rio que trabalham muito, como há em São Paulo os vagabundos, na contramão dos estereótipos.
O que motivou os protestos foi uma ironia que fiz. Uma UPA teve de ser fechada, enquanto rolava o Rock In Rio, por causa do ataque da bandidagem. E boa parte da polícia estava garantindo a segurança da festa. Eu não tenho nada contra festas. Ao contrário! Acho legal o evento grandioso. Mas como deixar de apontar o óbvio? Noticiei o episódio colocando no título a expressão “Shot in Rio”. Ora, meus caros, não se trata de um título contra a cidade, não, mas a favor dos cariocas — ao menos daqueles que deixarão de ser atendidos na UPA por causa da bandidagem. Também não era um ataque ao Rock In Rio, por mais que eu ache constrangedor roqueiro com mais de 25 anos… Mas isso é idiossincrasia. Eu só fazia um contraste óbvio.
Todos sabem que sou crítico da política de segurança do Rio de Janeiro. O arquivo está aí à disposição de todos. Ela tem, antes de mais nada, uma falha de natureza conceitual. Fui um dos primeiros — e bem antes deste blog — a afirmar que o combate ao crime nas grandes cidades tem uma face de guerr: retomada de território. Por isso sou favorável, sim, a que as Forças Armadas atuem, desde que sob rígido controle, para “levar a bandeira do Brasil onde está a bandeira do Comando Vermelho” — usei essa imagem num texto há uns 12, 13 anos.
Ocorre que o secretário José Mariano Beltrame, em parceria, obviamente, com Sérgio Cabral, conseguiu criar uma CONTRADIÇÃO onde deveria haver, no mínimo, uma CORRELAÇÃO: para ele, a prioridade é a retomada do território, não o combate ao narcotráfico. Resultado: as áreas dos morros estão sendo “pacificadas”, mas os traficantes ou ficam por ali mesmo, fazendo o seu “trabalho”, ou, no caso dos mais agressivos, fogem. É uma política de combate ao crime que não prende quase ninguém. ORA, MEUS QUERIDOS, ISSO NÃO EXISTE! Há, assim, um excesso de marketing, adotado passivamente por amplos setores da imprensa, sobre a tal “pacificação”. E é isso o que tenho apontado desde o começo.
Não é por acaso que (vejam post anterior) já caíram os “dois heróis” da pacificação — FALSA!!! — do Morro do Alemão. A política de segurança do Rio está excessivamente contaminada pelo marketing e muito pouco comprometida com um trabalho de Inteligência, ou Cláudio Luiz e Silva, preso sob a acusação de ter tramado a morte da juíza Patrícia Acioli, não teria sido nomeado comandante do batalhão de São Gonçalo.
Trata-se, meus caros, tão-somente de a gente ser um pouco mais exigente com os homens públicos e as políticas públicas. A política de segurança pública do Rio, cuja face visível são as UPPs, traz implícita uma troca inaceitável: “Daremos a paz, mas não vamos nos confrontar com os bandidos”. Dirão: “Não exagere, Reinaldo!” Não exagero. Onde estão os presos?
“E de São Paulo, não fala nada?” Perguntem ao secretário de Educação se não… Mas não critiquei uma proposta do dito-cujo para demonstrar que não sou bairrista ou sei lá o quê. Eu não sou mesmo! Já disse que nasci na Fazenda Santa Cândida — não foi em “São Paulo” nem “no Brasil”… É que tenho a mania de dizer “sim” para as coisas com as quais concordo e “não” para aquelas de que discordo, venham de onde vierem, estejam onde estiverem. Elogiei, por exemplo, a decisão da Prefeitura do Rio de tirar compulsoriamente das ruas, encaminhando para tratamento, as crianças viciadas em crack. Acho que se deve fazer o mesmo com os adultos, diga-se, no Brasil inteiro.
Que a crise na Secretaria de Segurança do Rio sirva para uma apreensão mais realista e menos publicitária da questão. A única forma de combater o crime de maneira sustentada, duradoura, é enfrentando-o e tirando de circulação os bandidos. Eu gosto da política de segurança pública de São Paulo porque adotou esse caminho há quase 15 anos. O resultado é visível. O número de homicídios caiu quase 80%. O resto é marquetagem.
Tags: Rio, Segurança Pública


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47 Comentários
Wilson Rodrigues
-01/10/2011 às 0:10
Legal esta pacificação do Rio, toda vez que leio ou assisto alguma coisa sobre esta falácia, volto a minha juventude, aos tempinhos das bolinhas (não as de futebol, tampouco a de futebol-ou não seria bolinha-) , no maximo um tapa no baseado, tudo se resumindo a “amor e paz”, de preferencia com algum sexo (entre homem e mulher, que a boiolagem ainda não reinava, era bem restrita). O negocio da pacificação é um belo tratado: Vocês podem vender o que quizerem, só não pode esculhambar dando tiros nos outros e, obviamente, tambem recebendo tiros pois se fizerem isto, além de correrem o risco de acertar alguem que não tem nada a ver com isto, gerando materias desabonadoras na imprensa, tambem estará espantando a turma do asfalto que sobe o morro para se abastecer, afinal de contas, esta é a turma que conta por conta da grana de que dispõe e, acima de tudo, a razão para que a roda não deixe de rodar, como ocachorro correndo atras do proprio rabo. Quem manobra, quem puxa os cordões, está la no alto da piramide, protegido pelo silencio cumplice daqueles que detem o poder para faze-los parar, mas não o fazem. Querem ainda legalizar as drogas, mais legal que isto?; para quê, se só vai aumentar a concorrencia. Sim senhores, esta é a pacificação dos morros cariocas, que deve ser seguida por todos aqueles governantes que não passam de fanfarrões, cumprindo um roteiro escrito a sangue, dos outros, é bom ressalvar.
Marcos F
-30/09/2011 às 13:08
Um carioca que tenha minhoca na cabeça, nunca entenderá que nós paulistas, temos parentes no Rio, visitamos o Rio – turisticamente – e queremos que qualquer brasileiro viva bem, longe do ambiente agressivo e pesado da bandidagem patrocinada pelos políticos.
O PDT que contaminou o Rio, patrocina o crime, e extende aos amigos. O PT acha o máximo. Ninguém escapa.
Antonio Passos
-30/09/2011 às 11:59
O carioca, de uma forma geral, deve possuir um problema de autoestima. É só alguém comentar algum fato negativo que ocorre na cidade do Rio de Janeiro que lá vem uma chuva de protestos indignados.
Rodrigo Tonietto
-30/09/2011 às 11:52
Concordo com tudo o que falaste. Mas, se for constrangedor “roqueiro” com mais de 25 anos, quem ainda ouvirá o bom e velho Rock ‘n Roll? Os jovens (menores de 25 anos, neste contexto) só querem saber de pagode, funk, axé, dance e sertanejo “universitário”. Resta àqueles que viveram a adolescência dos anos 50 aos 90 (época em que ainda se fazia rock e sub-gêneros) “carregar a tocha”.
Pode ser um estilo musical “controverso” (pelo menos para os padrões das décadas de 50 e 60), mas é um dos poucos estilos ainda vivos cujos músicos prezam a qualidade instrumental. E basta pesquisar um pouco para saber que não são poucos os músicos “acadêmicos” que admiram o estilo.
Lincoln Meireles
-30/09/2011 às 8:41
Ainda que você tivesse antipatia pelo Rio–não combina contigo por ser uma boçalidade–você tem direito a suas simpatias.
Eu, por exemplo, sou carioca por uma circunstancialidade: no momento que me pariu, minha mãe estava no Rio. Estivesse ela, paraibana, no Irã, penso que eu não seria iraniano, nem seria eu. Para que isso ocorresse, meu pai, capixaba, deveria estar lá também. Ora, dá um tempo! Vamos defender ou criticar o que valer a pena, independentemente da geografia.
Tião bento, rj
-30/09/2011 às 8:19
Eu nunca percebi nada disso nos seus textos, eles sempre foram diretos, nunca partiram de nenhuma imaginação,apenas das mazelas noticiadas e evidenciadas claramente sem necessitar de nenhum auxílio extra-sensorial. Tudo aqui no Rio segue o modelo de Brasília, propaganda maciça para diluir os “malfeitos”, o novo eufemismo de corrupção, os escândalos de superfaturamento e o desperdício na rede de saúde, o recente acidente do bonde onde secretário e governador, sem medo e sem pudor, afirmaram que sim, deixaram de fazer oque tinham que ter feito e causaram a morte de 6 pessoas, e nada aconteceu, a única diferença políticamente falando do Rio para com Brasília, é que lá ainda há um certo fingimento oposicionista, aqui nem isso. Quanto ao resto, aumentou o tempo que perde no trânsito, nada mudou com relação ao tráfico, apenas diminuiu um pouco o exibicionismo belicoso da rapaziada, a polícia de cima a baixo precisa parar para conserto, acredito que seja como tralha, jogar fora e fazer outra. A alma carioca permanece mas o corpo começa a padecer, e ainda nem começou a chover, as 6000 casa de Cabral e Dilma prerigam ficar sem parte do terreno que até hoje permanece do jeito que o ultimo temporal deixou. Os que são a favor permaneçam como se encontram, não havendo algué para discutir, aprovada.
DIZ
-30/09/2011 às 5:05
…”Jornal Nacional vence Emmy por cobertura da ocupação do Morro do Alemão”.Será que a TV Globo vai ser pelo menos indicada ao Emmy no ano que vem pela cobertura do assassinato da juíza Patricia Acioli, cometido pelo ex-comandante da PM e governantes “podres” do RJ ??? Aquela mesma que ocupou o Morro do Alemão.
A mistificação das massas pela propaganda política dá prêmio Oscar sabiam???
Sergio - SJC - SP
-30/09/2011 às 2:20
Incrível, enquanto a TV Globo ganha prêmio de imprensa internacional por ter filmado a operação da polícia carioca no Morro do Alemão o Reinaldo tem que agüentar os pulhas que pensam que seu blog é anti-carioca. Naquela época ele já comentava que aquela operação não passava de uma espalha baratas. Quem crítica Reinaldo por achar que ele persegue o RJ não deve ter acompanhado sua saga em alertar os cariocas e brasileiros que o programa de segurança pública do RJ era puro marketing. Ao mesmo tempo a política de segurança pública de SP era metralhada pelos petralhas, pois o PT sempre pegou no pé da segurança pública de SP em épocas eleitorais, logo o único estado do Brasil que atende o critério da ONU sobre criminalidade, ou seja, estar abaixo de 10 crimes por cem mil habitantes. Como se sabe a média de criminalidade do Brasil e do RJ é em torno de 30 a 35 crimes por 100 mil habitantes. Então como RJ é da base governista federal o PT ajudou o Sergio Cabral do PMDB do RJ a fabricar o projeto de pacificação para servir como proposta eleitoreira de combate a criminalidade em todo Brasil na última eleição para presidente. Prova-se agora que o programa se segurança pública no RJ é uma falácia, marketing puro, basicamente um programa de espalha baratas. A única culpa do Reinaldo nesta questão foi ter alertado a armação dos políticos antes da realidade vir a tona. Seria melhor os cariocas agradecerem o Reinaldo por lhes abrir os olhos. Lula, Dilma, Sergio Cabral Filho e Eduardo Paes fizeram e fazem os cariocas de gato e sapato, só não vê quem não quer.
ANTI-PETISTA
-30/09/2011 às 1:58
EU TENHO 29 E GOSTO DE ROCK…….E NÃO ACHO CONSTRANGEDOR,QUANTO AO RIO,VOCÊ ESTÁ CERTO.
David
-30/09/2011 às 0:13
Caro Rei,
É por isso que eu não saio daqui.
Brilhante.
Isso mesmo o Beltrame deve explicações sobre a nomeação do tal Coronel para São Gonçalo e depois para a Maré. Ele sabia de tudo ficou calado e quando a coisa pegou colocou o Comandante da PM na jogada. Um auxílio de quem já iria para a reserva por problema de saúde.
Beltrame você é o que é um petralha.
RPCS
-29/09/2011 às 23:49
EU QUERO VER QUANDO O EXERCITO DEIXAR O ALEMAO.
SO ESPERO QUE SEJA ANTES DE SE CONTAMINAR.
Ricardo Lisboa
-29/09/2011 às 23:46
Na esteira dos acordos feitos pela polícia carioca com os bandidos do narcotráfico, a ação das UPPs em Salvador é chamada pelo governo do estado de “Pacto pela Vida” e estampado sem desfaçatez em outdoors. Santo Deus: na Bahia o governo propaga que faz pacto com a bandidagem! Não vejo onde a Constituição brasileira sugere e encoraja a que o estado faça pacto com bandidos. Mas na Bahia do PT se faz! Aliás, como dizia o velho Otávio Mangabeira: “Pensem num absurdo: na Bahia tem precedente!”
Henrique
-29/09/2011 às 23:36
Reinaldo como será que aquela arma entregue na Campanha do Desarmamento apareceu naquela escola? O Globo, Estadão e outros deram a notícia pela metade, omitindo a informação de que a arma havia sido entregue na famigerada campanha que eles tanto defendem. Só no JB Online tinha essa informação. http://www.jb.com.br/informe-jb/noticias/2011/09/29/arma-entregue-a-campanha-do-desarmamento-aparece-com-adolescente/
Dri
-29/09/2011 às 23:32
Rei,
Sou carioca, moro em Botafogo, amo São Paulo e te afirmo: Não se preocuoe com críticas de cariocas! Por aqui o povo não quer saber de buscar informação, investigar fatos e dados, enfim, a turma gosta cada vez mais é da balada e das passeatas que tem rolado todos os dias na Rio Branco!
Aqueles que te criticam são do PT. Quem não é do PT, não tem tempo para se estressar… Pode parecer piada, mas infelizmente é o retrato de nossa realidade.
Luiz
-29/09/2011 às 23:04
Bom, vou dizer minha opinião. Talvez não seja idiossincrasia, mas apenas uma questão de paradigma. Acredito que muita gente imagina o sujeito “roqueiro” (eu prefiro falar “sujeito que gosta de ouvir rock”) como um empresário, de gravata, ou um cara comum, em seus afazeres. Aquele “roqueiro” de camisa preta é apenas um esteriótipo. A grande maioria enquadra-se melhor nas primeiros exemplos que citei.
Luiz
-29/09/2011 às 22:57
Tio Rei… Como sempre, gosto muito de suas publicações. Só fiquei um pouco enculcado com uma coisa. Qual o problema com roqueiros com mais de 25 anos de idade? Rock é um estilo musical assim como muitos outros.
Nelson® - São Paulo
-29/09/2011 às 22:30
É triste dizer isso mas a verdade é que o Rio de Janeiro – estado incluído – se transformou no nordeste do sudeste. Comenta-se muito sobre a cidade mas esquecem da baixada fluminense, mais miserável e violenta. Mesmo que desde já se decida pelo rumo certo, a solução só virá no longo prazo. Quem acreditou que tudo se resolveria com UPPs e em poucos meses, apenas se deixou levar pelo ilusionismo de políticos canalhas e vigaristas, que ainda contaram com a pusilanimidade e colaboracionismo de amplos setores da imprensa, Rede Bobo incluída.
Um exemplo de rumo errado: os cariocas parecem acreditar que para melhorar e valorizar a cidade é trazer tudo quanto é evento: Pan, Copa, Olimpíada, Jogos Militares, Rock in Rio, Cidade da Música, etc. Ledo engano. Vimos agora pela ocasião do Rock in Rio que a cidade não tem estrutura urbana e de transporte para dar conta de tamanho afluxo de pessoas. A política de centralizar tudo na capital é receita certa para o caos urbano. Aqui o festival de música SWU não será na capital mas em Paulínia no interior do estado. São Paulo tem gente demais, automóveis demais, com a malha viária saturada, transporte e demais serviços públicos sobrecarregados. Falo por mim: quanto mais gente for embora daqui, melhor. A cidade ficará mais habitável e menos poluída.
Voltando ao Rio: não se pode esquecer que os cariocas não estão isentos de culpa pelas suas mazelas. Me refiro à excessiva tolerância, no limite da ligeireza de caráter, com a malandragem, com as coisas mal feitas, aquele “viver numa boa”, aquele “estar nem aí”. Que outro estado reelegeria um governador que se deixou filmar bêbado numa festa de carnaval – na ocasião acompanhado da candidata a presidentA? Aqui em São Paulo isso seria inimaginável. Os paulistas já elegeram Maluf mais de uma vez. Mas não se pode acusá-lo de falta de compostura. É isso. Comecem por exigir compostura de seus políticos e governantes. É um bom primeiro passo. E ao invés de acusar os críticos de invejosos, sejam sim críticos consigo mesmos. Não existe nada de maravilhoso numa favela, seja aqui no Brasil ou na Suécia.
CARIOCA DO RIO
-29/09/2011 às 21:56
REINALDO, EU SOU CARIOCA DO RIO DE JANEIRO E ACHO SUAS CRÍTICA PERTINENTES. A GENTE TEM UM GOVERNO CORRUPTO NO ESTADO E NA CAPITAL, UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA QUE É UMA FALÁCIA, UMA MÍDIA LOCAL COLABORATIVA COM O ENGODO, UMA EDUCAÇÃO QUE VAI PELO RALO E A SAÚDE, DEUS NOS LIVRE!
ENTÃO, CARIOCA QUE É CARIOCA DE VERDADE NÃO AGE COMO AVESTRUZ.
Estranho no Ninho
-29/09/2011 às 21:22
Putzgrila! Vou tomar umas 10 gotas de Rivotril pra ver se consigo dormir essa noite.
Por mais que tu justifiques como idiossincrasia (que só tem sinceridade e nunca lógica), é claro que fiquei chocado com a expressão:” por mais que eu ache constrangedor roqueiro com mais de 25 anos…dizer o quê?
Parece que te vejo fazendo uma lista + – assim:
de 1 aos 8 anos….Infantil (Xuxa?);
9 aos 14 anos……Pop(Justin Bieber?);
15 aos 20….Sertanejo Universitário (Luan Santana?);
21 aos 30….Axé (Ivete Sangalo?);
31 aos 40….Samba (Raça Negra?);
41 aos 50….Jazz (Adele?);
+ de 50 e até morrer…..Erudita (Todas com uma única excessão: Bolero de Ravel)…..
Hehehe……é prá vc rir mesmo, mas vamos falar um pouco sério agora. É claro que não vou mudar minha preferência musical nem por meus vinis do Black Sabbath, Led Zeppelin, Beatles, Jethro Tull, Pink Floyd, Gênesis, Doors, Allman Brothers, Ten Years After, Deep Purple, The Who…etc, no lixo….idiossincrasia.
Também aprendi mais recentemente a ouvir U2, Rush, Alice in Chains, Pearl Jam e, que estranho, ler e gostar de Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Diogo Mainardi…por aí. Porém, nem com meus 18 na universidade, fui simpático à cantilena do “politicamente correto” ou engajado “na luta das massas”…acho que amadureci antes nessa coisa e não consigo envelhecer musicalmente.
Desculpas Reinaldo, continuo achando que vc é um lógico esclarecido falando de política e um desastre quando fala em música.
Um abraço e, antes de dormir, ouça uma música da Nina Simone…é, roqueiro/blueseiro sabe alguma coisa.
Cidadão
-29/09/2011 às 20:58
Prezado General Azevedo, boa noite,
Sou do Rio, sou 21!
Pode arrepia com o Rio, pois o povo fluminense merece!
Quis dizer: flamenguista? Não. A gente já leva ferro toda semana, a cada partida do mengão.
É nóix, General, é nóix. Nóix é tudo fiel de fecha com o General, pois suas críticas inteligente e saborosas são sempre bem vindas.
Abraços,
Cil
-29/09/2011 às 20:56
Eu acho toda essa pataguada bairrista ridícula! Somos todos brasileiros e devíamos brigar por nosso país. Aliás, nós sim deveríamos dar uma UPP (Unidade de Polícia Popular) e nas próprias eleições, com o poder de polícia de nosso voto, mandar essa galera do mal que se aboletou na política nacional para o quinto dos infernos. Isso sem contar que a bandidagem está sendo exportada para outros estados. Nos últimos dias o que mais tenho visto aqui no nordeste é notícia de criminosos do sudeste se aboletando por aqui.
LABOR
-29/09/2011 às 20:49
Não há muito a contemporizar, caro Reinaldo. Ficou bem definido os copacabanas e sampáticos. Você também já disse antes que não se combate o crime nas grandes cidades sem uma atuação permanente (tem que ser governo após governo e não essa bobagem de mudanças a toda hora). Há que ter objetividade, solidariedade, um projeto bem definido, seja para a cidade, o estado oua nação.
Os resultados insatisfatórios, por voce previstos, começam a aparecer.
Cidadão
-29/09/2011 às 20:37
Prezado General Azevedo, boa noite,
Sei que o amigo de armas é absolutamente equilibrado e sensato em suas críticas ao Rio. Endosso de cabo até o fim – pois este papo de rabo…, tô fora! rs…
Sei que o amigo de armas é de sampa, portanto é fiel de fecha cum nóix, tá ligado na real? É papo reto! Tu não é di fecha com us fieul do Rio?
Sou 21, mas não sou maluco. O General Azevedo disse, e falou pouco sobre o Rio, que é maravilhoso, mas está, no momento, emporcalhado por estes vigaristas do governo estadual e municipal.
Abraços,
Barba
-29/09/2011 às 20:27
tenho comigo que quando governos não combatem o crime de forma direta e objetiva, respeitando sua obrigação como ente público, obrigado a dar segurança à população, não resta outro entendimento senão a conivência, que tem se tornado flagrante em alguns estados. esses e outros assuntos não menos importante, somente serão resolvidos com a participação maciça; efetiva e contundente dos excluídos do processo (povo).
Lucas
-29/09/2011 às 20:17
Eu gostaria de saber quais são os meus conterrâneos cariocas que ficam melindradinhos com as irrefutáveis críticas que o Reinaldo fez, não à cidade em si, mas a quem contribui decisivamente para que suas mazelas não sejam superadas. Essa postura é provinciana demais pro meu gosto. Termina por ajudar a desviar o foco da questão. Também não aceito algo muito comum aqui no Rio, o conformismo baseado na argumentação de que “isso (alguma coisa ruim) acontece em todo lugar”. Há uma cultura de admiração e convivência com o mal feito, o mau gosto e o mau serviço. Carioca se gaba do que é inato, mas dá de ombros para as coisas ruins que o homem do Rio faz. Por isso que temos um governador ultra-incompetente, mas sempre de ótimo astral. E por isso que o Reinaldo é obrigado a revelar a incompetência de nosso governador alto astral. Não deixa de ser um gesto de amor ao Rio.
Fernando
-29/09/2011 às 20:15
É triste ter que se defender dessa patrulha bairrista.
Claudio do Amaral
-29/09/2011 às 19:41
Valeu Rei! O problema dos cariocas, é só praia, futebol e cerveja. O pessoal que mora nos morros, confiam mais nos bandidos, do que na policia do cabral, que é aonde se esconde os verdadeiros bandidos oficiais. É claro, que é uma minoria da banda podre, mas que contamina os bons e fazem com que a mesma, perca a credibilidade dos cariocas. Eu conheço muito bem o Rio de janeiro, já morei lá, há mais de derz anos. Contudo, desde que eu me entedo de gente, que o Rio é a cidade mais violenta do Brasil. isto é fato! Portanto, não será com esta tal de policia pacificadora, que o cabral irá devolver a segurança aos cariocas. Contra bandidos, não deve haver pacivismo, mas sim, autoritarismo. Mostrar para eles, que se meterem a bestas, irão atanazar ao satanás, e não as pessoas de bem. Como diria o falecido deputado Amaral neto, que era carioca e a favor da pena de morte. “Bandido bom, é bandido morto!” Manda o cabral, levar a policia dele, para pacificar os hamas, os talibãs, al qaeda, enfim, estes terroristas? Segura o mala aí, cariocas otários!
cidadão carioca
-29/09/2011 às 19:31
Copacabana é uma favela nas ruas…
O RJ tem 70.000 mandados de prisão não cumpridos e, 96% dos processos de homicídios são arquivados e não condenam criminosos: NÃO EXISTE ESTATÍSTICA/MÊS de prisões de criminosos procurados pela justiça. A LEI é leniente com bandidos que vivem soltos nas ruas infernizando a vida dos cariocas. A PM e a polícia civil deveriam ser avaliados e premiados por retirar marginais das ruas e pelo número de mandados cumpridos…a população agradeceria. Façam uma lista/fotos dos mais procurados e divulguem
A carteira de identidade com chip deveria ser obrigatória e tirada nas DPs e na PM, suspeitos detidos nas ruas sem identidade seriam levados para investigação e verificação de mandados de prisão. O RJ vive uma guerra contra o crime e o cidadão perdeu o direito de IR e VIR, a investigação policial seria fundamental para retirada dos marginais das ruas. No RJ não existe presídio federal de segurança e cadeias para custódia de presos com vagas suficientes, BADERNA!
Rodrigo
-29/09/2011 às 19:27
o Rei está certo. Sou carioca e sem essa de barrismo boçal. Quem é do Rio conhece muito bem sua polícia…
Burduna nelles !!!
-29/09/2011 às 19:27
pois é, sendo carioca sinto atualmente asco pela cidade capitaneada pela escória cabralina que assalta a mão armada como a vagabundagem bandida. Veja o que se passou na entrada do Shot in Rio, fizeram um arrastão na entrada levando de mais de 20 pessoas celulares, dinheiro e claro os tickets de entrada, só que ninguem viu, ninguem sabe e vai por ai. Por esta e por outras é que o carioca perdeu sua moral de falar qq coisa pois votou nesse crápula que ai está. Agora que continua lindo claro continua a natureza foi complacente e só.
Sergio S. Oliveira
-29/09/2011 às 19:17
Bravo, Rei! Contra fatos, não há argumentos. Tudo questão de lógica. Polícia pacificadora como a do Rio, para mim, é aquela que “maqueia” uma paz falsa, que não existe. Onde estão os bandidos, os traficantes, os delinqüentes que agiam no morro? Só porque chegou “os homi”, desistiram de suas contravenções e crimes? Faz-me rir…
Bastião
-29/09/2011 às 19:08
Continuemos a falar claro.Qualquer idiota que se intitule pastor tem passaporte diplomático,qualquer traste ou semi traste tem passaporte diplomático,indivíduos investigados por corrupção tem passaporte diplomático,delegações desportivas passam batido na alfandega,aviões das forças armadas já foram pegos traficando,sentenças judiciais já foram vendidas para traficantes,tem mais celulares em cadeias que na motorola,advogados fazem leva e traz de tudo dentro de cadeias,políciais corruptos,juizes corruptos,desembargadores corruptos,jornalistas corruptos,deputados corruptos,senadores corruptos,vereadores corruptos,governadores corruptos,prefeitos corruptos,presidente corrupto, esse é o brasil que eu vivo e brasil só tem um no mundo.
Fighter
-29/09/2011 às 18:48
Ainda bem que as ditas organizações do crime no Rio e em São Paulo não são organizadas. O dia que isso acontecer, não existirá polícia para detê-las.
Ricardo
-29/09/2011 às 18:46
Tio Rei pode ter suas idiossincrasias, mas são sinceras e lógicas.
Ótimo trabalho. Abraços.
rcabral
-29/09/2011 às 18:45
O Rio não prende bandido porque não tem aonde por. O Governo atual interrompeu o programa de construção de presídios e casas de custódia, concentrando o investimento do setor de segurança nas UPPs, diga-se de passagem, superfaturadas como todas as obras deste governo.
O oba-oba da mídia não é grátis, os gastos com publicidade dos governos estadual e municipal (da cidade do Rio de Janeiro governada pelo beija-mão Eduardo Paes, não é ironia, em diversos atos públicos este senhor beijou a mão de Sérgio Cabral)são recordes absolutos na histório do Rio e quiçá do Brasil, se bem que o PT não deixe barato a nível federal.
Você está certíssimo, a atual política de segurança do Rio é um embuste, e aprofundou a corrupção nos órgãos policiais com a leniência com a expansão das milícias, cujo domínio territorial neste governo passou de 1% para 40% na cidade do Rio de Janeiro, o caso do coronel matador não é isolado, há muita gente na cúpula da segurança pública do Rio, envolvida com as milícias.
Será que o Rio ainda tem jeito? Se depender da Justiça e do Ministério Público Estaduais, não, pois fazem parte também do mesmo leque de poder que sustenta Sergio Cabral, garantindo total blindagem jurídica a seus atos.
Bastião
-29/09/2011 às 18:44
O governo do Rio adotou o discurso eleitoreiro do taste imundo onde o traste mente compusivamente para ganhar votos e o idiota que vota não tem onde e nem pra quem reclamar.Só que no caso do Rio não são votos.Envolve valores como custeio de campanhas políticas e acordos com a malandragem para em época eleitoral”pegar leve” e depois de eleitos(as otoridades) fazem a alegoria para parecer que tudo está sobre controle.Mais o gênio petralha se esqueceu que a malandragem gosta de dinheiro na mão e trato é trato e não de conversa fiada e cesta básica.Querem a parte deles no trato,e nisso eles estão certos enquanto os petralhas forem governo.Não dá nem para o exército intervir para valer em uma favela,seria uma carnificina.A malanragem sabendo disso “arrastou” os trouxas(pm,civil,exército)para combater em um campo impossivel.As drogas,armas e etc tem de ser interceptadas ANTES de subirem o morro,depois que subiu já era.Qualquer idiota como eu sabe disso.Quem já entrou em qualquer favela sabe disso.O cara,no caso do morro,tem visão privilegiada,te dá um tiro vc vê ele a faz o que? Metralha quinhentos que estão na frente dentro e fora das casas.O bope não presta pra nada é só pressão e acharque de traficante.A ação tem de ser cerebral.O evo manda a coca de navio pela marinha boliviana kkkkk.Se não é assim COMO ela chega sem ser vista. 80% da “nossa coca vem da bolívia”Será que são cocas com passaportes diplomáticos.
Claudio
-29/09/2011 às 18:43
Dizem que “sapo de fora” não chia, mas antes uma multidão de sapos alertando a chegada de um furacão do que o silêncio que antecede o mesmo, não é? Portanto ouçam os “sapos”.
Cris Rocha Azevedo
-29/09/2011 às 18:42
FALTAM SÓ 1185 ASSINATURAS PARA O VOTO DISTRITAL!
Leticia
-29/09/2011 às 18:34
Cris Azevedo falou TUDO! A crítica aqui em São Paulo é lazer, elevada a tal potência que beira o absurdo. É isso, aliado a outros fatores históricos, que dá calo no andamento da cidade.
No Rio, onde morei – uma cidade não só bonita, mas riquíssima de história, de arquitetura, de gente – há grupos com essa visão perniciosa de achar que qualquer crítica é inveja, que o Tietê é imundo e que SP é poluída (é sempre a mesma novena).
Hora de pensar melhor e analisar se isso não é preguiça de botar o dedo na ferida.
SP, com seu complexo de patinho feio, dá um duro desgraçado pra melhorar, e tem conseguido. Espero que o Rio faça o mesmo e meta a boca nas lambanças de seus governantes. Não em passeatas e coisas enterradas na areia. Diariamente.
Ninguém é inatingível nem pode viver de superficialidades por muito tempo.
S. Bernardo
-29/09/2011 às 18:28
Reinaldo
Em uma das “comunidades” pacificadas, já tem teleférico. O restante continua igualzinho: tráfico de drogas, policiais corruptos e bailes “funk”.
LIMA
-29/09/2011 às 18:20
REINALDO
O RIO DE JANEIRO CONTINUA LINDO. PÃO DE AÇUCAR, CORCOVADO, COPACABANA, IPANEMA, LEBLON, OBRAS DA NATUREZA, PARA AS QUAIS ELES NÃO TIVERAM QUE GASTAR NADA. JÁ O RESTO, BEM… É O RESTO. BASTA.
44%Fernando44%
-29/09/2011 às 18:16
Aos cariocas lembro que a polícia de Nova York foi totalmente demitida e depois recomposta com excelentes resultados.
Mas primeiramente tem de prender os maiores chefes dessa espelunca governamental.
naldig
-29/09/2011 às 18:15
Como êh que se avalia as UPPs? Pelos resultados?
Cris Azevedo
-29/09/2011 às 18:14
Rei
Antes de mais nada, vou fazer uma constatação e não uma critica.
Os paulistas são ultra críticos com seus governos e sua cidade. NUNCA estão satisfeitos, repare. Os jornais paulistas, então…
Talvez isto ajude a cidade, o estado. Talvez? Ajuda mesmo! Paulistas não condescendem com coisa nenhuma.
Todavia, seria bom que paulistas, de vez em quando, amassem sua terra.
Já os cariocas e seus jornais são o contrário. O mundo pode cair sobre suas cabeças, que eles não admitem que nada esteja errado. Ter uma politica de segurança horrivel, estar infestado de favelas, ter água do mar com coliformes, ou um futebol sei lá o que, não vai tornar o Rio menos “lindo” NUNCA! É é isso que cariocas não entendem.
O Rio é lindo, mas tem problemas, como todos os estados e problemas muito sérios.
O carioca deve amar sua cidade, seu estado, si, mas EXIGINDO QUE SEUS GOVERNANTES CUIDEM DIREITO DELES. Não é fechando os olhos, que as coisas vão melhorar.
Paulistas são pais extremamente rigorosos, daqueles brabos, castradores, para quem o filho tem que ser sempre o melhor. Cariocas são mãezonas boazinhas, condescendentes, sempre achando que seu pimpolho é lindo, melhor que todos os pimpolhos do mundo.
João Tavares
-29/09/2011 às 18:14
Reinaldo, sou carioca, e posso dizer que fico MUITO FELIZ quando você pontua os problemas da cidade.
Na questão da segurança pública você está COBERTO DE RAZÃO, eu usava seus argumentos para criticar as UPPS e muitos colegas meus discordavam, estavam imersos na fábula (recheada de marketing) do Sérgio Cabral, e agora eles me dizem que eu estava certo.
Não existe segurança pública sem prisões. É utopia! É jabuticaba! Nunca foi feito antes! É patético! Estamos no meio dessa Guerra Infernal com a TV dizendo que está tudo “pacificado”, que a violência “está caindo”, mas meus vizinhos estão sendo assaltados, amigos tendo carros roubados. Isso aqui está uma zona! E nem quero falar de educação, saúde etc, não, a questão fundamental é o crime! Ninguém mais se sente seguro, não importa a classe social. E quando fazem uma UPP, bandidos se deslocam para outras áreas, gerando pânico em cidades outrora mais pacíficas, como está acontecendo em Niterói agora, que é onde a juiza foi assassinada.
Abs,
Clarimundo
-29/09/2011 às 18:14
Prezado Reinaldo :
Vc. está coberto de razão nisto que vem falando há muito tempo ; simplesmente desalojar os bandidos não resolve. Eles vão para outros lugares e até são abrigados pelos seus iguais, numa espécie de “solidariedade” entre “colegas”.
Momentaneamente desprovidos de armas e drogas (apreendidas), parte para a diversificção no crime. Daí o aumento de assaltos, sequestros e outras formas de “recuperação econômica” para o retorno ao tráfico. Alguns nem precisam disto.
Mas, a “pacificação” sem combate é o mesmo que vc. chegar em uma casa abandonada e expulsar todos os ratos, os quais irão para a casa vizinha.
Não se combate o crime fazendo de conta, dando tréguas ou então só agindo quando a atividade criminosa incomoda, fazendo de conta que não existem bandidos quando eles ficam praticando crimes menores que não chamam a atenção.
Isto é ser político com os bandidos, uma quase conivência do tipo, vc não incomoda o meu governo, eu te deixo quieto e ficamos todos felizes.